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Directora: Cristina Busto l de Castro e Lemo s ISSN: 1645-443X - Depósito Legal: 86929/95 ISSN:
Directora: Cristina Busto
l
de Castro e Lemo s
ISSN: 1645-443X - Depósito Legal: 86929/95
ISSN: 1645-443X - Depósito Legal: 86929/95
Praça D. Afonso V, nº 86, 4150 -024 Porto - PORTUGAL
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Nestas cróni-
cas,
recusei-me
sempre
a
res-
ponder
à
per-
gunta: que vem
o
Papa
fazer
a
Fátima?
Que
vinha canonizar
os
“beatos”
Ja-
Directora: Cristina Busto l de Castro e Lemo s ISSN: 1645-443X - Depósito Legal: 86929/95 ISSN:

cinta e Francis- co estava assen- te. Para isso não precisava desta custosa deslocação. A declara- ção de reconhecimento da santidade destes pastorinhos podia ser feita em Roma. Por isso, julguei que era melhor esperar para ver. O Pa- pa veio mas, antes, tinha realizado outra pere- grinação bem mais arriscada e de alcance ime- diato: o encontro com cristãos e muçulmanos no Egipto. Mário Bergoglio, antes de vir a Fátima, ti- nha publicado uma carta apostólica que trans- fere as competências sobre os Santuários para o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Vislumbrava nesse docu- mento, inspirador e normativo, que viria reali- zar o que mais tem faltado em Fátima: tornar- se um centro propulsor de saída para o mun- do e não apenas de um altar de incenso. Como já referi, irritavam-me, entretanto, as notícias colhidas ou veiculadas pelo Santuário sobre os cuidados com a figura do Papa, a sua indumentária para celebrar, o cálice de ouro, a pala para o resguardar do sol e outras futilida- des do género. Pareciam manifestar o propósi- to de neutralizar, na Cova da Iria, o que Ber- goglio trouxe de novo à orientação da Igreja católica: uma Igreja de saída para todas as peri- ferias, com gosto da alegria do Evangelho, de uma evangelização nova, libertadora, descruci- ficante. Um grande desejo pode tornar-se numa grande decepção: ver o Papa chegar a Fátima e nem ele cumprir o que propôs para os santuá- rios, seria o enterro da sua própria Carta Pas-

Abr.Mai.2017

Ano XLIX- nº 385

FÁTIMA, QUE FUTURO?

toral. Entretanto, foi divulgada a oração que iria fazer no dia 12 de Maio, na Capelinha das Aparições. É uma celebra- ção transfigu- radora da Salve Rainha tão an- tiga e que, de repente, ficou uma nova respira- ção do céu e da terra. As invocações gastas en- contraram a linguagem poética da fé incarna- da na alegria do Evangelho. Atrevo-me a desta-

car: Ó doce virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima! Faz-nos seguir o exemplo dos Bem- aventurados Francisco e Jacinta e de todos os que se entregam à mensagem do Evangelho. Percorreremos, assim, todas as rotas, seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros e vencere- mos todas as fronteiras, saindo em direcção a todas as periferias, revelando, aí, a justiça e a paz de Deus. Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco, da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos. E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa que alumia os caminhos do mundo, a todos mostrando que Deus existe, que Deus está, que Deus habita no meio do seu povo, ontem, hoje e por toda a eternida- de.

O horizonte do primeiro documento, ver- dadeiramente programático do Papa Francis- co, (A Alegria do Evangelho), passou para a sua Salve Rainha, a oração feita missão para todas as periferias. Tinha de dizer: esta peregri- nação é essencial. Como poderia Bergoglio esquecer o seu passado de transformação da religiosidade popular puramente regional perante um santuário que reúne multidões de muitos países?

(continua na pág.seguinte)

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017

(continuação da pág.1)

2. O Papa veio, rezou na capela de Nossa Senhora do Ar. Repetirá, durante a sua peregrinação, que se reza em Fátima como em qualquer lugar. Seguiu para a Cova da Iria. A quem desejasse acompanhar a des- locação e a sua chegada ao santuário, os quatro ca- nais de televisão exibiam uma verborreia contínua e irritante que não deixava espaço mental para mais nada. Não se prepararam para saber dosear o tempo da informação e do comentário com o silêncio indis- pensável. O silêncio imposto para a oração do Papa, na capelinha, mostrou que tudo podia ser diferente. Um momento chave de todas as peregrinações de Fátima é o mar de luz expresso na procissão das ve- las. Desta vez, havia uma mensagem especial. O Papa enfrentou a sua tarefa de transformar as atitudes dos

peregrinos: Peregrinos com Maria… Qual Maria? Uma «Mestra de vida espiritual», a primeira que seguiu Cristo pelo caminho «estreito» da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora «inatingível» e, consequentemente, ini- mitável? A «Bendita por ter acreditado (b)» sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma «Santinha» a quem se recorre para obter favores a baixo preço? A Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esboçada por sensibilidades subjectivas que A vêem segurando o braço justiceiro de Deus pronto a casti- gar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz im- piedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por

nós? Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos

pelo seu julgamento, sem antepor como mostra o Evange- lho que são perdoados pela sua misericórdia! (…) «Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acredi-

tar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são vir- tudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de

maltratar os outros para se sentirem importantes (…).

Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contempla-

ção e de caminho ao encontro dos outros é aquilo

que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangeliza-

ção» (b). Possamos, com Maria, ser sinal e sacramen- to da misericórdia de Deus que perdoa sempre, per- doa tudo. 3. Deus criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um, disse o Papa na homilia de Sábado. Temos Mãe na Mãe de Jesus. Não veio aqui, para que A víssemos. Para isso teremos a eternidade intei- ra. Dos seus braços virá a esperança e a paz que ne- cessitamos e as suplico para todos os meus irmãos no Baptismo e em humanidade, de modo especial, para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e de- sempregados, os pobres e abandonados.

Frei Bento Domingues, o.p.

In jornal Público, 14/05/2017

(continuação da pág.3)

A fé é a inteligência e o coração com tanta vida como inquietação. São Tomás de Aquino insistiu que o acto de fé tem aspectos afectivos e intelectuais, base- ando-se na concordância favorável do intelecto deter- minado pela vontade, que por sua vez não é indepen- dente dos sentimentos nem do desejo por aquilo que é bom. [6] Quer a dimensão afectiva, quer a dimensão intelectual, envolvem a disponibilidade fraternal e o diálogo crítico, enfatizando como nos definimos co- mo cristãos, precisamente, a partir desse modo de nos relacionarmos com os outros, em comunidade, em conversa. Como José Augusto Mourão escreveu de forma lapidar: “O desejo é a dimensão essencial da

fé. A idolatria consiste em apropriar-se [

]

de repre-

... sentações tidas por Deus em vez de confessar a pre- sença de Deus na Assembleia dos homens e isso é a fé.” [7]

Sérgio Dias Branco,o.p.

[1]Bento XVI, “Homilia [

]

...

Durante a Concelebração

Eucarística no Parque Błonie” (28 Maio 2006), par. 7, https://

[2]Joseph Ratzinger, Introdução ao Cristianismo: Prelec-

ções sobre o “Símbolo Apostólico” [2000], trad. Alfred J. Kel-

ler (S. João do Estoril: Principia, 2005), pp. 32-33.

[3]Ver, e.g., Herbert McCabe, OP, God, Christ and Us

[2003], ed. Brian Davies, OP (Londres: Continuum, 2005), p.

16.

[4]Ratzinger, Introdução ao Cristianismo, p. 130.

[5]John D. Caputo, What Would Jesus Deconstruct?:

The Good News of Postmodernism for the Church (Grand

Rapids, MI: Baker Academic, 2007), p. 131 (trad. minha).

[6]Ver Tomás de Aquino, OP, “Question Fourteen:

Faith”, in Questiones Disputatae de Veritate [1256-59], trans.

James V. McGlynn, SJ, ed. Joseph Kenny, OP (Chicago: Hen-

ry Regnery Company, 1953), http://dhspriory.org/thomas/

QDdeVer14.htm.

[7]José Augusto Mourão, OP, “Abraão - Exeunt as Repre-

sentações”, in Quem Vigia o Vento Não Semeia (Lisboa: Pedra

Angular, 2011), p. 323.

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Laicado Dominicano Abr.Mai.2017

A INQUIETAÇÃO DA FÉ:

2. DEUS NA ASSEMBLEIA HUMANA

Mais do que os conteúdos

da fé, o credo, é o reconhe- cimento da nossa fraqueza

(da nossa necessidade do

outro que não sou eu) bem como o poder da nos- sa fé (da nossa concordân- cia com Deus como é reve-

lado em Cristo) que com- põem a pedra angular da nossa crença. O Papa Ben- to XVI recordou-nos este ponto fundamental quan-

do disse numa homilia sobre a Ascensão que “[a]quilo

em que cremos é importante, mas mais importante é Aquele em quem nós cremos.” [1] Quase 40 anos antes, o mesmo Joseph Ratzinger tinha escrito estas observa- ções amplas e abertas que reúnem crentes e não cren- tes na busca por uma vida realizada, plena de sentido:

[A]ssim como o fiel se sabe constantemente amea-

çado pela incredulidade que o acompanha como uma tentação sem fim, também a fé constitui pa- ra o incrédulo uma ameaça e uma tentação para o seu mundo aparentemente completo. Por ou- tras palavras, não há como escapar do dilema da existência humana. Quem quiser fugir das incer- tezas da fé terá de suportar as incertezas da ausên-

cia da fé e nunca poderá dizer com certeza defini-

tiva que a fé não é a verdade. Só na recusa da fé se revela a sua irrecusabilidade.

Laicado Dominicano Abr.Mai.2017 A INQUIETAÇÃO DA FÉ: 2. DEUS NA ASSEMBLEIA H UMANA Mais do que

[2]

carapaça de quem duvida para aquele que tem fé. Para um, a dúvida é a sua maneira de participar do destino do incrédulo; pa- ra o outro é a forma que a fé encontra de continuar a ser um desafio para ele.

Ratzinger e Halík acredi- tam que a Igreja é um lu- gar onde a comunicação entre crentes e não crentes pode ocorrer. As portas devem estar abertas. O que une a variedade dentro da Igreja, o que lhe confere a sua catolicidade, a sua uni- versalidade, não é a crença enquanto tal: como no princípio, é um encontro decisivo e uma relação transformadora com Jesus, a quem muitos incrédulos admiram. O episódio contado no Evangelho de Mar- cos revela que esse vínculo de fidelidade pessoal entre um crente e Jesus é desarmante e uma lição de humil- dade, advertindo-nos contra a adoração de ídolos. Teólogos como o dominicano Herbert McCabe têm- nos avisado sobre a tentação de transformar Deus num ídolo, algo óbvio e limitado [3] . Dizer que Jesus Cristo revela o mistério de Deus como o Filho, por um lado, não significa que Deus seja Jesus, por outro lado. Afinal, a revelação de Jesus é de um Deus tri- uno, um Deus de uma relação misteriosa, amorosa,

interna, unitária. Daí podermos dizer que “Deus está

[

]

[T]anto o fiel como o incrédulo partici-

acima do singular e do plural. Ele rompe-os a am-

qualquer que seja o ídolo, a idolatria é sempre, no fim

pam, cada qual à sua maneira, da dúvida e da fé, desde que não se escondam de si mesmos e da verdade do seu ser. Nenhum deles consegue fugir totalmente à dúvida, nem à fé; para um, a fé mar-

bos.” [4] Deus não pode ser tornado num ídolo. As vãs tentativas humanas de o fazer confirmam apenas que,

de contas, a adoração de nós mesmos:

ca presença contra a dúvida; para o outro, a fé está presente pela dúvida e sob a forma de dúvi- da. Faz parte da configuração fundamental do destino humano poder encontrar um carácter definitivo da sua existência tão-somente na rivali- dade interminável entre a dúvida e a fé, entre a tentação e a certeza. Talvez seja justamente a dú- vida aquilo que protege ambos da reclusão exclu- siva no seu próprio eu, o lugar em que a comuni- cação poderá realizar-se. É ela que os impede a ambos de se fecharem completamente em si pró- prios, é ela que quebra a carapaça de quem tem

A ortodoxia é idolatria se isso significa susten- tar as “opiniões correctas sobre Deus” — o “fundamentalismo” é o exemplo mais extremo e saliente de tal idolatria mas não se isso significa sustentar a fé no caminho certo, isto é, não a sus- tentar de todo mas ser sustentado por Deus, no amor e no serviço. A teologia é idolatria se signifi- ca o que dizemos sobre Deus em vez de deixar- mos que o que Deus nos tem a dizer nos seja diri- gido. A fé é idólatra se é rigidamente segura de si, mas não se é suavizada nas águas da “dúvida” [5] .

fé, abrindo-o para aquele que duvida, e abre a

Laicado Dominicano

Abr.Mai. 2017

NOTÍCIAS DAS FRATERNIDADES

FRATERNIDADE DE FÁTIMA

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 NOTÍCIAS DAS FRATERNIDADES FRATERNIDADE DE FÁTIMA A Fraternidade comunica que no dia

A Fraternidade comunica que no dia 8 de Abril

2017 elegeu um novo Conselho para o triénio 2017 /

2020.

Ficando assim constituído:

-Maria Filomena Piçarra-Presidente e Formadora -Maria Teresa Morgado-Vice-Presidente e Secretá-

ria

-Mariana da Conceição-Tesoureira Logo após a eleição o Conselho tomou posse.

Lucília Ferreira,o.p.

FRATERNIDADE DE MACEDO DE CAVALEIROS

No passado Domingo, dia 14 de Maio de 2017, na sala de Santo António e São Domingos, da Igreja Ma- triz de Macedo de Cavaleiros, da Diocese Bragança- Miranda, reuniu esta Fraternidade de São Domingos para levar a efeito a rectificação da última eleição dos novos Corpos Gerentes, realizada a 26 de Fevereiro deste ano.

O nosso Presidente do Conselho Provincial das Fraternidades Leigas de São Domingos, o Irmão Ga- briel Silva, alertou-nos para a incompatibilidade dos cargos de Promotor e em simultâneo de Formador. Por este motivo fizemos nova eleição para o cargo de Formador, sendo elegíveis qualquer membro desta Fraternidade, com Promessa Definitiva, excepto o Promotor.

Estiveram presentes 9 membros e o resultado da votação foi:

- 7 votos para o Irmão Carlos Ferreirinha, de Gri-

jó.

- 2 votos para o Irmão Geraldes, nosso Presidente. De seguida o novo Formador recebeu uma salva de palmas e dirigiu-nos umas palavras de apreço.

Sempre com a vontade de servir mais e melhor e disponibilizando-me para o que entender, despeço-me com um grande abraço em São Domingos.

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 NOTÍCIAS DAS FRATERNIDADES FRATERNIDADE DE FÁTIMA A Fraternidade comunica que no dia

Mariana Cardoso,o.p.

62ªPEREGRINAÇÃO NACIONAL DO ROSÁRIO E DA FAMÍLIA DOMINICANA AO SANTUÁRIO DE FÁTIMAPROGRAMA

23 de Setembro, Sábado

16h30: Concentração na Cruz Alta 17h00: Saudação a Nossa Senhora 18h00: Festa da Família Dominicana (no salão

do Bom Pastor, no Centro Paulo VI)

21h30: Celebração do Rosário na Capelinha

23h00: Vigília de Oração (na Basílica de Nossa

Senhora do Rosário)

24 de Setembro, Domingo

8h30: Oração da Manhã (na sala João Paulo II)

10h00 :Celebração do Rosário (na Capelinha

das Aparições)

11h00: Eucaristia e procissão (no Recinto do

Santuário)

NOTA: Estará presente D. António de Oliveira Azevedo, Bispo auxiliar do Porto

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Laicado Dominicano

Abr.Mai. 2017

PREGAR COMO QUEM CAMINHA

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 PREGAR COMO QUEM CAMINHA No passado dia 14 de Maio, a Fraternidade
Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 PREGAR COMO QUEM CAMINHA No passado dia 14 de Maio, a Fraternidade

No passado dia 14 de Maio, a Fraternidade Leiga Dominicana de Macedo de Cavaleiros, numa feliz iniciativa de uma dos seus membros, promoveu uma peregrinação na aldeia de Comunhas, a que se associ- ou não só o Presidente da Junta de Freguesia mas também uma parte da população local. A peregrina- ção teve início com uma oração na capela da aldeia moderna e airosa, dedicada à Senhora das Candeias seguindo-se um percurso não muito extenso, por caminhos bordejados por soutos e terras de pasto, monte acima. Pelo caminho, feito sem pressas, o gru- po, constituído por umas três dezenas de pessoas de todas as idades havia bebés de colo, crianças e jo- vens adolescentes, adultos e idosos na casa dos 80 e mais anos rezou o terço meditando nos mistérios da alegria, ou mistérios gozosos. O chilrear da passa- rada, na luminosa tarde de Primavera, parecia associ-

ar-se àquela manifestação de louvor e gratidão ao Cri-

ador de todas as coisas. Chegados ao “nicho da santi-

nha” – que foi construído por uma senhora da al- deia, que integrava o grupo, para homenagear a me- mória da avó alguns membros da Fraternidade Lei- ga dirigiram-se aos presentes referindo-se à vocação e ao carisma dominicano e evocando Santa Catarina de Sena. Usou ainda da palavra o presidente da Jun- ta, que agradeceu a iniciativa e a participação. Após o caminho de regresso, já em amena conversa que per- mitiu conhecer a simpatia e o acolhimento daquela

gente de Comunhas, seguiu-se uma animada meren- da no salão paroquial.

O púlpito de pregação dos leigos dominicanos é a vida quotidiana.

José Carlos Gomes da Costa,o.p.

CONTAS DO JORNAL “LAICADO DOMINICANO”

DESPESAS

RECEITAS

Expedição (6 números)

879,24€

Paginação e impressão (6 números)

625,09€

Papelaria (5000 envelopes, etiquetas)

378,33€

Donativos

1898,00€

TOTAL DE DESPESAS

1882,66€

SALDO POSITIVO

15,34€

NOTA DA DIRECÇÃO:

Mais uma vez, e graças à generosidade dos nossos leitores, foi possível co-

brir todas as despesas do “Laicado”. No entanto, não deixamos de nos preocupar com o futuro… Assim, e

atendendo à curta margem de saldo, temos que continuar a apelar para que nunca faltem donativos que cubram as despesas.

A todos os nossos benfeitores, leitores e colaboradores, o nosso agradecimento!

Cristina Busto,o.p. e Maria do Carmo Ramos ,o.p.

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Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017

JUSTIÇA, PAZ E ECOLOGIA

No passado dia

18 de Fevereiro do

corrente ano, no Convento dos Do- minicanos, em Lis- boa, reuniram-se representantes dos diversos sectores da Família Dominica- na, com vista à cria- ção de uma Comis- são de Justiça, Paz e Ecologia da Família Dominicana, tendo o signatário destas linhas repre- sentado as Fraternidades Leigas de São Domingos.

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 JUSTIÇA, PAZ E ECOLOGIA No passado dia 18 de Fevereiro do corrente

damente

nas

Conferencias

Vicentinas. O

s i g n a t á r i o comprometeu

-se suscitar

a

problemática

próxima Assemb l ei a

na

Provincial das

Fraternidades

Leigas.

De

tudo

o

que foi dito, pode-se concluir da seguinte forma:

  • 1. Necessidade de programar e concretizar ações

As Irmãs de Santa Catarina de Sena fizeram um diagnóstico da situação no seu trabalho apostólico. As Monjas do Lumiar referiram que esta questão era mais uma questão do compromisso pessoal delas,

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 JUSTIÇA, PAZ E ECOLOGIA No passado dia 18 de Fevereiro do corrente

embora tenha havido reflexões sobre estes temas nas

“Conferencias do Lumiar”.

Quanto aos Frades foi referido o papel socio- caritativo nas Paróquias e falou-se do grupo de apoio aos sem-abrigo por parte da “Associação João XXIII”, liderada pelo frei Filipe Rodrigues. Quanto às Fraternidades Leigas, foi referido que nada foi feito em termos de estudo nesta área, não obstante os compromissos pessoais dos leigos, designa-

pela Justiça, Paz e Ecologia, como Família Dominica- na, de uma maneira sistemática e conscientemente assumida;

  • 2. Importância de trabalhar na sensibilização e na

formação da Justiça, Paz e Ecologia nas nossas comuni- dades;

  • 3. Aproveitar os nossos espaços existentes para pro-

mover a Justiça, Paz e Ecologia;

4. O Fr. Rui Grácio disse também que iria começar a

trabalhar na elaboração de retiros e convivências na área de Justiça, Paz e Ecologia.

José António de Guimarães Caimoto, OP

(continuação da pág.7)

E claro, iremos ouvir-nos uns aos outros sobre as nossas fraternidades e as nossas ligações europeias como leigos dominicanos. O actual Conselho Euro- peu terminará o seu mandato e teremos de eleger um novo Conselho de forma a que a actividade do ECLDF prossiga o seu caminho. Esperamos que a 10º Assembleia Europeia venha a ser uma inspiração e uma festa fraterna. Seria exce-

lente se cada Província/Vicariato estivessem represen- tados por pelo menos um delegado, mas dois seria bem melhor e, claro, teriamos muita alegria em ter connosco os diversos Promotores Provinciais. Em breve daremos mais notícias, assim que a orga- nização do evento esteja mais avançada.

Para todos vós, com amizade, em São Domingos e Santa Catarina

Lenny Beemer, Presidente do ECLDF.

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Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017

A PRÓXIMA 10ª ASSEMBLEIA EUROPEIA DAS FRATERNIDADES LEIGAS DA EUROPA

O ECLDF Conselho Europeu das Fraternida- des Leigas Dominicanas, reuniu em Fátima, no pas- sado mês de Maio com vista à preparação da 10ª Assembleia Europeia das Fraternidades a realizar no próximo mês de Outubro, em Fátima. Tivemos a preciosa colaboração dos leigos portugueses através do seu presidente provincial.

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 A PRÓXIMA 10ª ASSEMBLEIA EUROPEIA DAS FRATERNIDADES LEIGAS DA EUROPA O ECLDF

Fátima é realmente um lugar especial de graça. Por estes dias a Igreja celebra o encontro das três crianças com a Virgem Maria, ocorrido precisamen- te há 100 anos. Maria transmitiu-lhes várias mensa- gens dirigidas ao mundo e muitos milhões de pesso- as desde então tem vindo a Fátima em peregrinação, colocando a sua confiança em Nossa Senhora. Por isso, teve especial significado que nós, Leigos Domi- nicanos da europa venhamos a realizar a nossa 10ª Assembleia naquele local. Recebemos também e publicamos no site do ECLDF, como sinal de Graça, os diversos contribu- tos para a Rede de Pregadores da Esperança por par- te de leigos de quase todas as Províncias e Vicariatos europeus. Tais testemunhos tem contribuído para a renovação no nosso website, tornando-o um local mais vivo e verdadeiramente inspirador. Tal tema, concretamente o facto de sermos Lei- gos Dominicanos chamados a sermos enviados co- mo Pregadores da Esperança será o tema principal na nossa 10ª Assembleia Europeia. É com alegria

que informamos que três excelentes conferencistas se juntarão a nós nessa Assembleia: O Fr. Timothy Radcliffe, o Fr. Bruno Cadoré e uma irmã holande- sa totalmente empenhada e dedicada à vida domini- cana: Yosé Höhne-Sparborth.

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 A PRÓXIMA 10ª ASSEMBLEIA EUROPEIA DAS FRATERNIDADES LEIGAS DA EUROPA O ECLDF
Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 A PRÓXIMA 10ª ASSEMBLEIA EUROPEIA DAS FRATERNIDADES LEIGAS DA EUROPA O ECLDF

Estamos muito honrados que o nosso Mestre Geral Fr Bruno Cadoré venha até Fátima para nos falar sobre este tema e também para se encontrar connosco enquanto Leigos Dominicanos da Euro- pa, partilhando as nossas questões, preocupações e alegrias. E naturalmente é uma grande alegria ter- mos também a participação do antigo Mestre Geral Fr. Timothy Radcliffe, o qual tem sido uma inspira- ção ao longo dos anos através das suas conferências, artigos e livros, e que desta vez partilhará a sua visão sobre o tema da nossa Assembleia: Leigos Domini- c a n o s , P r e g a d o r e s d a E s p e r a n ç a . Yosé Höhne-Sparborth trabalhou longos anos com grupos de cristão traumatizados na Colôm- bia, vítima de violência. Presentemente, realiza igual trabalho com gru- pos de cristãos oriundos do Iraque. Está profundamente envolvida em pro- jectos liderados pelo Fr. Yousif Thomas Mirkis, do- minicano que foi nomeado bispo caldeu de Kir- kurk. Yosé virá falar-nos de como é possível sermos pregadores da esperança mesmo nas situações mais desesperadas. Em reuniões de grupos por diferentes línguas, discutiremos o que iremos ouvir e sobre como poderemos ser pregadores da esperança.

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 A PRÓXIMA 10ª ASSEMBLEIA EUROPEIA DAS FRATERNIDADES LEIGAS DA EUROPA O ECLDF

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(continua na pág.6)

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017

ORAÇÃO PELA PAZ

Eu sonhei Que os homens, um dia se levantarão E compreenderão finalmente Que foram feitos para viverem em conjunto, Como irmãos.

Sonhei Que um dia, cada negro deste país, Cada homem de cor do mundo inteiro Será julgado segundo o seu valor pessoal E não segundo a cor da sua pele.

Laicado Dominicano Abr.Mai. 2017 ORAÇÃO PELA PAZ Eu sonhei Que os homens, um dia se levantarãoro de 1929 — Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político norte- americano. Tornou-se um dos mais importantes líde- res do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Como ministro Batista, King tornou-se um ativis- ta dos direitos civis no início de sua carreira. Liderou em 1955 o boicote aos autocarros de Montgomery (onde havia lugares separados para brancos e negros) Have a Dream" . Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial através da não violência. Nos anos que antece- deram a sua morte, expandiu o seu foco para incluir a pobreza e a Guerra do Vietnam, com um discurso de 1967 intitulado "Além do Vietnam". King foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977 e a Medalha de Ouro do Congresso em 2004. e ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC), em 1957, servindo como seu primei- ro presidente. Os seus esforços levaram à Marcha sobre Washington de 1963, onde fez seu discurso "I NOTA : Por ocasião da visita do presidente dos USA ao Papa Francisco, Trump ofereceu-lhe uma colecção de livros de autoria de Luther King. F i c h a T é c n i c a Jornal bimensal Publicação Periódica nº 119112 / ISSN : 1645-443X ISSN : 1645-443X Propriedade : Fraternidade Leigas de São Domingos Contribuinte: 502 294 833 Depósito legal : 86929/95 Direcção e Redacção Cristina Busto (933286355) Maria do Carmo Silva Ramos (966403075) Colaboração: Maria da Paz Ramos Administração: Maria do Céu Silva (919506161) Rua Comendador Oliveira e Carmo, 26 2º Dtº 2800 – 476 Cova da Piedade Endereço : Praça D. Afonso V, nº 86, 4150-024 PORTO E-mail : laicado@gmail.com Tiragem : 370 exemplares 8 O s a a rt i g o s o n p i p u b l i c a d o s ã d o o s i s e x p r e s s a m s u u a e t a p e n a s . o r e s " id="pdf-obj-7-14" src="pdf-obj-7-14.jpg">

Sonhei Que um dia a justiça brotará como a água E o direito como uma corrente caudalosa.

Sonhei Que um dia a guerra terminará

E que as nações não se levantarão como inimigas.

E que ninguém terá medo. Será um dia maravilhoso. As estrelas da manhã cantarão em côro E os filhos de Deus saltarão de alegria.

Martin Luther King

Martin Luther King Jr. (Atlanta, 15 de janei- ro de 1929 Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político norte- americano. Tornou-se um dos mais importantes líde- res do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Como ministro Batista, King tornou-se um ativis- ta dos direitos civis no início de sua carreira. Liderou em 1955 o boicote aos autocarros de Montgomery

(onde havia lugares separados para brancos e negros)

Have a Dream". Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial através da não violência. Nos anos que antece- deram a sua morte, expandiu o seu foco para incluir a pobreza e a Guerra do Vietnam, com um discurso de 1967 intitulado "Além do Vietnam". King foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977 e a Medalha de Ouro do Congresso em 2004.

e ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC), em 1957, servindo como seu primei- ro presidente. Os seus esforços levaram à Marcha

sobre Washington de 1963, onde fez seu discurso "I

Martin Luther King Jr. (Atlanta, 15 de janei- <a href=ro de 1929 — Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político norte- americano. Tornou-se um dos mais importantes líde- res do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Como ministro Batista, King tornou-se um ativis- ta dos direitos civis no início de sua carreira. Liderou em 1955 o boicote aos autocarros de Montgomery (onde havia lugares separados para brancos e negros) Have a Dream" . Em 14 de outubro de 1964 King recebeu o Prémio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial através da não violência. Nos anos que antece- deram a sua morte, expandiu o seu foco para incluir a pobreza e a Guerra do Vietnam, com um discurso de 1967 intitulado "Além do Vietnam". King foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee. Recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade em 1977 e a Medalha de Ouro do Congresso em 2004. e ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC), em 1957, servindo como seu primei- ro presidente. Os seus esforços levaram à Marcha sobre Washington de 1963, onde fez seu discurso "I NOTA : Por ocasião da visita do presidente dos USA ao Papa Francisco, Trump ofereceu-lhe uma colecção de livros de autoria de Luther King. " id="pdf-obj-7-71" src="pdf-obj-7-71.jpg">

NOTA : Por ocasião da visita do presidente dos USA ao Papa Francisco, Trump ofereceu-lhe uma colecção de livros de autoria de Luther King.

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Jornal bimensal Publicação Periódica nº 119112 / ISSN: 1645-443X ISSN: 1645-443X Propriedade: Fraternidade Leigas de São Domingos Contribuinte: 502 294 833 Depósito legal: 86929/95

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