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QU AR TO

DA

LIVRO

ÜRDENACÕES.

DAS

QUARTO

LIVRO

üRDEN AÇOE8.

Da

TITULO 1.

compras e vendas,

qlle se devem fazer

por preço cel'lo (1).

As compras e vendas se podem fazer, não sómente quàndo o vendedor e com- prador stâo presentes e juntos em hum lugar mas aindaque o vendedor stê em hum lugar e o comprador em outro, con enLindo ambos na venda, e acorJando- e per carta, ou mensageiros, contentando- e o com- prador da cousa, e o vendedor do preco. E póde-se isso mesmo (2) fazer a venda, posloqlle a COUEa comprada não stê presente dlanle o co:nprador e vendedor, consen- lindo ambos na venda (3).

i1L-Jiv. 4 t. 23 pr.

o

preço cerlo, em que se o comprador e ven- dedor acordarem.

. E portanlo, se o vendedor di sesse ao comprador: Vendo-vos esta cansa POl' f[1l~nto vós quizel'des, ou por quanto eu f[!ltzer. esta venda não valerá. Porém, se o comprador e o vendedor se 10uvare!J1. em algllm homem, deixando em

seu a bltrlO, que lhe assine o preço, por que

declarando elle o

a cousa seja vendida,

1.

E para a venda ser valiosa,

erâ

r eço

valerá a venda. Mas se esse, que

morresse antes

que o declarasse, não valerá a venda. ~arbit.rando esse terceil'O (, preço da COU5a a SI vlJndldadesarl'azoadamente, em maneira

, OU\'esse de pôr o preço,

GII) Vide.sobro contracto de compra e veoria Paotaleão .egolOle. oer.'a_~o",.,Caldas-de arls. : Bmplione, Sih·a-Com. oos

su~·;~-Denatura ct substancia emptjonis, ac ajus requi-

contractu emptionis, ce vellditionis .

°3-·:- De ar'r~i, in

. -Oe pret'I') "eTum.

4.o-De Icc8ione. flo:·;-Oe persaui! qui emere J

no:·~-An,quis invitus emerc, vel vendcre coyi possit, vel

et

vendere

possunt l

veZ

~.~-pc.,ebus qtm .emi, vendique possunt, vel nau.

~ niCO -De UlfiC1.DTUm vcnduione

'1' "t1 1ém

d: ;sbD,geslo Po:rugu.: I. 3 de o. 182 ii 4R2, Coelho

COI\f °lc :-Olr. CIO: de § 804 á Fil., T. do Freilas _

Conr"'u e art • ra .0'00 ht. (3) ~:~e nota

,o~,S'I e :ar~osn,Silva, o Gllerra DOS respectivos

5<2 ., iII'el," Fer~tra- Rep. d~$Ord•• lo. I oota (b) á pag.

eliv. 41. 3

desles 8111hore. conslllte-s~ lambem CorrOa

510 a G04, e Ramos-Aponlamento$ sobre

2 cap. 7 de

(3)

0.788 á II0G.

I lo la §

a Çlrd. do liv.

t.

~lt' e

.'elrc-In.t. hv. 3 t.3 § lO

, AlmeIda eSouza-Fasciculo 10.2 pago 13•.

o

.que alguma das partes não seja con tente de seu arbitramento, deve-se a parle descon- tente soccorrer ao Juiz, a que o conheci- mento pertencer, que mande fazer outro' arlJitramento per homens bons.

E o dilo Juiz constrangerá o vendedor e

comprador, que se louvem em homens bons dignos de fé, que tenIJão conhecimento e ahedoria da lal cou a, os quaes per jura- mento dos Sautos Evangelbos façâo outro novo arbilramento.

E se ambos se acordarem em huma lenção stêm as partes por seu arbilramen to.

esse

Juiz com elles.

E acordando-se elle com cada hum do' ditos arbitradores, i to fique firme e valioso por firmeza do dito contracto (1).

E nào se acordando,

então

arbitre

AJ.-Iiv.

4,

L 23 § 1.

2. E postoque o preço da cau a co'u-

prada se nào possa commet.terao comprador,

ou vendedor, póde- e porém commetter a cousa comprada, ou vendida a aprazimento do comprador. Assi como se o yendedor venJe e hUJll

tonel de "inbo, ou de azeite, ou hum SCI'avo, ou huma be la e o comprador compra.se

es a cou. a, contentando-se della a

tempo

certo, em tal caso, se durando o dilo

tempo

o comprador fór della contente, valerá a

venda, e será fil'me; e não se contentando della, nào valerá o

E nào decl,trando exp 'essamente no dito

tempo ao vendedor como não he contente, ficará a venda firme (2).

M.-Iiv. 4 L 23 §2.

TITULO II.

Das compras e velldas, feitas per sinal dado ao 'l'endedol' simplesmente, OlL em começo de paga.

Fazendo- e compra e venda de alguma certa cousa por certo preço, depois que o

contracto he acordado lJ firmado pelas parte,

(1) Vide Berbosa, Sih'a, e Gllerra nos respeclivo. com., Silva Pereira-Rep. do. Ord•. lo. I notas (c), la) e (b) á png. 542 e M3, ~[cllo Freiro-fnS!. liv I t. 2 § 2~ nola. c liv. 4 L 3 § 11., Almnilin e SOllza-Rzecuç. pago

GI o 323, Di

to. 3 pago 524, e Obrigo pago 441, e 4/.8. (2) Vido Darhosa e Silva nos rcsp~liYos com., e Al-

meida c Souza-Obrigo pag.440.

pago 14S, NOlo. á MeUo lo. I pago 5S,

ORD

!lO

780

não se póde mais alguma dellas arrepender sem con entimento da outra. Porque, tanto que o comprador e ovendedor são ac.ordados na compra e venda de alguma certa cousa por certo preço, logo es e contracto he per- Jeito e acabado, em tanto que dando, ou olIe: ecendo o comprador ao vendedor o dilo preço, que seja seu, será elIe obrigado de lbe entregar a cousa vendida (1), se for em seu poder; e se em seu poder não for, pagar- Ihe-ha todo o interesse,que lhe pertencer(2), assi por respeito do ganho, como por res- peito da perda (3).

QUARTO

LIVRO

M.-liv. 4 t. 2-1 pr.

1. E no caso, onde o comprador e ven- dedor tivessem acordada e firmada sua compra e venda de cerla cou a por cerlo preço, e o comprador désse logo ao ven- dedorcerto dinlleiro em sinal por segurança da compra,se o comprador se art'epender, e se quizer aJIaslar do contracto, podê-Io-h a fazer; mas perderá o dinheiro, que assi deu em sinal (4) .

(1) Esta Ord., diz Suzano, parece opposta á do til.

em quanto dispõe que o

vendedor

seja o

entregar

a

cousa

vendida ao comprador;

primeiro

ma

o que

ambas querem dizer he que aquelle que primeiro iusis-

lia DO cumprimento do contracto, esse seja o primeiro

que enlregue a cousa 011 o preço que estiver em si.

A perda que o com-

(2) Vide Ord. deste

li\". t.

19.

prador

possa sofTrer, 011 lucro

a perder be assim con-

sideraria pelo

Direito

Romano: -

Damna ct intere~sc

i'l tO coruistil J quantum mihi abest , quantumque lucl"arc

polui.

(3) Vide Barbosa, Sil\"a, e Gllerra nos respectivos com., Silva l'ereira-Rep. da. Ords. to. I Ilolas (d) e (e)

apago 51.3, ~rello Freire-In.I. Iiv. 4 t. 3 § II., Almeida

e Souza-Fascic. lo. 2 pago 5" {lir. Emphy. lo. 3 pago

13, e Aval. pag. 202, e 'r. de Freitas-Consolid. ar!. 511 nola e 51,~ nota. (I,) Esta disposição com a do § 3 parece eslar cm COllt,·adicção, apreseatando difficul·'ades na sua exe- cução no caso de não haver declaração se o signal he .implesmontc penhor, ou tambem começo rie paga.

D.

13

ff. -rato hab.

Silva no com. á rubrica art. 2 n. 25, e Silva

Pereira

-Rop. das Ords. to. 4 nota (d á pago 880, suslentão a doutrina, que em vista desla Ord., na duvida o signaJ dano entende-se por penbor, e não por começo dc pnga. Pedro Bacbosa na sua obra deioluIO matrimonio (1. 23

~ flll. ffl. n. 38, Cal,lns-dc Emptione

Paulaleão Guerra-Com. glos. unica, pago 101 seguem

o contrario.

Esta utlimn opinião he mantidn por Almeidn e Sousa na Disserlação segullda do to. 2 do Fasciculo, onde mag:strnlmcnle trata da maleria; por Corrêa Telles- Digosto I'ortuguo: 1.3 arL. 353, T. de Freitas-Cansai.

arts. 515 e 5tG notas, Ramos-A]Jontamentos juridicos sobre CU1ltractos, rie art. i99 llsql.le 802.

Coelho dli lloeha-TJir. Ciu. Porto § 1/tO notn diz o seguinle sobre a eoncilinção deslns duas Ords : ' « Duas difficllldndes gravos se offerecem relaliva-

n

ambiguidade da Ord.-I." Qu~ndo na falta de decla- ração se deva eotender, que o signal he dado em prin- cipio de pagn ? Lobão-Fasciculo to. 2 DlSs. 2 § .~, sus-

tenta que em regra se de."e enlender em prinCipiO de

paga: e o Cad. da P·ruSSla p. 1 lo 5 ar!.

que sómenle não será li10 por dado á conta de pa~a quando constar de um objecto differeote daquelle qll~ deve o que deu o sigll3l. • 2." S~ o simples s(gnal contém efi"eito suspensivo, ou rosol1l1lvo, IstO be, se o eonlraeto fica perfeito, e se desfaz pel~ reposição do signal, ou se fica suspenso, e

20 ,estabelece

mente ao sig·na! nos contract.os

cap. I n. 39, e

ás

quaes

,lá

lugar

por aperfe.'çoar at4 esse tempo; porque no primeire caso O perIgo da CQllsa deve ser por conla do credor, o

DAS ORDENAÇÕES

E bem assi se o vendedor, que o sinal recebeu do comprador, se quizer arrepender o afI"aslar da venda, podê-Io-ha fazer; ma tornará ao comprador todo o dinheil·o que delle recebeu em sinal, com oulro lanl~.

dada ao comprador e ven-

dedor, porque não quizeram confiar da per- feiyão do con tl'acto, e quizeram usa.r de onlra nova. provisão, convém a saber, de dar e receber o sinal (1).

E esta pena be

M.-liv. 4 t. !;l-I § 1-

2. E islo se não entenderá nas compras e vendas, que se fazem per Corretores enlre alguns Mercadores estrangeiros, ou visinhos sobre algumas mercadorias; porque em tal

cas~, amdaque o comprador dê algum di- nheiro em smal ao vendedor, não deixará porlanto a venda ser em lodo firme, sem alguma das partes se poder mais arrepender dellasem consentimento da outra parle; por- que assi foi sempre usado entre os Merca- dores (2).

fy[.-Jiv.3 lo 24 § 2.

3. E se depois da compra e venda acabada

per consentimento e firmeza das parles, o comprador der ao vendedor certo dillliei~o em parte de paga, ou em sinal e paga, como alguns llostumam fazer,não se poderájámais alguma das partes arrepender e sahir do con- lI·acto sem consentimento da outra pa.rle, ailldaque queira perder o dinheiro, que deu em parte de paga, ou em inal e paga, ou outro tan to, como o que receheu; porque

pelo dinheiro, que foi dado em sinal e em

paga, ou em parte de paga, ficam esses con· tractos de compra e venda maisperfeilos,quc onde sõmenle foi dado em sinal, e não em

parte de paga. (3).

~L-liv. 4 t. 24 § 3.

.

TITULO III.

Que qlLando se vende a cousa, que !te obri-

gada, semp1·e passa cOln

eu encargo.

Se o devedor, que obrigou alguma

ua

no segundo por eonla do de\"edor della ?-:A Or!. cilada

parece dar-lhe em~ilo resolutivo: mo.s msl~ \'ao s~ en-

contrar as difficuldades ponderadas pelo c.t. Lobao:-

§ 5, que

"em a ler o absurdo de ajuntar li convença~

uma elallsula, que em lugar de lender a coafirmar

segurar o conlrnclo, tende a annulla-l0.

v. O Cod. CilJ. Fra'lce: no nrL. t .590, cOflsidera o co~.

traelo, a que aecede o signal, como simplc. pro~c":us~ vender; e eutão claro he que o seu eITcllo le

pensivo. •

e

GueJ"Ca aos r~sp~c:":

(1)

Vide

Barbosa,

Silva,

com., Mello Freire-Inst. liv. 2

I, 9 § 28,

e III'.

T ·do

 

\I"

Almeida e Souza- Paseic. to. 2 pago 39, e

.

Freilas-Consolid. arls. 515 e 516 e

.~ Vide Barbosa Sih·a e Gllerra nOS r"specllvO~ ",m.

-

(

~lel O Freire-In.t. liv.4

Rcp. da. Ord

"

lo.

I

I. 3 g ti, C

á

pago

S·I I va

pe""ra -

t

(b) á

nota (a)

5», e aO a

pago 51.9.

Vide Barbosa

(

3)

"

ectifO!

Silva

[lISt.

e

liv.

Gllerra 1I0S la resp le) a . pago

~a Alnreid; e §i'dFrcil a ,-

cpm., Sil\"a Pereira-Rep. d~s Ords. lo.

549, Mello F.reire -

Souza- Fascoc. to. 2 pago 39, dlSS. 2, c . e

Consolo art. 511 § 2 e. nota.

I

41. 3

TITULO

IV

78i

cou a aü seu credor, a vender·a outrem, on

3 alhear per qualquer

pas ar a seu poder, passará a cousa com

ohrigacào, e poderá o cre-

dor demandar o possuidor delIa, que ou lhe pague a divida, por que lhe. foi obri- gada, ou lhe dê e entregue a dIta cousa, para haver per ella pagamento de sua divi- da; dernanâando porém o credor primeiro o seu devedor (i), e fazendo em seus bens e de seu fiador l e o til'er dado) execução, eomo se per Direilo deve fazer (2).

oulra maneira, e a

eu encargo da

M.-liv. 4 L 33 pr.

1. Esta demanda lhe poderá fazer até dei annos cumpridos, se ambos, credor e possuidor, eram moradores em huma Comarca. E sendo moradores em desvairadas Co- marcas, então lhe poderá ser feita a deman- da até vinle annos acabados. Os quaes dez annos e vinle e contarão do primeiro dia, que a cousa foi a poder do possuidor com li lula e Ma fé (3), E vindo a cousa obrigada a poder do possuidor sem titulo algum, poder-Ihe-ha

(!) Hoje as hl'polhecas estão reguladas pela novissima leglSlaçiio, que se III nos additamentos ao liv. 3. Cum- priodo notar que segundo o D. n. 48~-de 14 rle No- vembro .de 1846 arl. 13 esta disposição se acha revo- gada, VISto comu por esse arl. o crudor da hypotheca

telO

o diruilo de penhorar o.

bens snjeilos onde quer

qoe se achem.

Vide

Ord.

deste

liv. I. ,9

§ 3, e T. de Freitas-

Con•• l. arl. 1295 nota (1).

Entretanto para conhecimento do anligo direito, cumpre consultar Silva l'ereira-Rep. das Ords. 10.2

n,otas.ta) e Jb) à pago 67,

pago 678, cnja

e

nota (á)

á

f outrlDa fOi assim resumd.a por Suzano :

Elceplo: 10 se a COnsa tinha em si me!ma algum onus 00 cDcar~o real ou pes:;oal, como DO censo.

~.:o ~e consta notoriamente que o devedor ou fia- dor .ao tao pobres, que niio pussão pagar.

. '~r~do;~eo devedor se constitue possuidor em nome do

,onstitllli,

I;

«3.0 Se no contracto estiver

a clausa.la

• 4- •• Estando imposta a clausula de não alhear a

COusa.

N~ste.scasos pode·se demandar logo o possuidor sem o P~IDClpal devedor.

Vide talObem Ord. deste liv. t.

39 § 3.

(2) Vide .Ba!'ho'a, Silva, e Guerra nos respectivos í?m., PerOlra de Castro-Dec. /,7 1\[e110 Freire -Jnst. IV. 1 1.·1 §11, liv. 3t.14 § 16 ~17, e liv. 4.1. 3 § 28

to. 1 pag.185,

~t. 6 § 18, Almeida e Souza-Sego Lili.

ascoc

to.

2 pago j7, e Carrila Telles-Jllterp. § /,3.

(3) VIde Barbosa, Silva, e Guerra nos respeclivos ~om.• Pereira de Caslro-Dec. 63 e 92, 1\[el!o Fr&ire-

IlItcrdir.tos

2

IJag. 18/, NOla. á MeUo tO.2 pago 70,166,171 172, e 187, e Obng. I,ag. 316 e 351.

ve~r~sando a hl'Pot.heca a

· uale lambem Clta·lo, quando se demandar o pri.

d~et'r~,.padra não se allegllr prescripção, "orno se acha

terceiro possuidor, be con-

I

I

~·'·~ll~' 3 lo ~ § o, c Almeida e Souza -

g.

_o~, Famc. lo.

1 pag.

1.29 e 208, Vir. Emph. lo.

o"lmlo a o na Ord. deste liv. t.

,9 pr.

e § 3.

a espaço dessa prescripção (adquisitiva) he de 10

r~nose~tre presenles, e vinte entre ausentes (Silva Pe-

Ira-

ep. das Ords.

lo.

2 nota (a)

á

pago 6,9).

2.55 ~o D. n. 34?3-de

contra ,~hb'l de 186.5 ess.a prescrlp~ao sÓ podera ,,"ler

cri -

co!r~~oad' estll'cr transcriplO. O tempo da preseripção

ypot~ucalIIscrlpta, se o tIlulo da mesma pré,

26 Md~ na ~ullformidadb do art.

C

a

ata da transcripção do titulo

da ~~~e~ ~erTsobre est~Ord. os arls.

,

.

e

. de Frellas, e notas rc

1â22 !isque 1326

pecbvas.

a demanda ser

annos cumpridos (1), contados pelo modo so- bredilo.

E se a cousa obrigada sempre fôr em poder do devedor, ou de seu herdeiro, ou de algnm outro credor, a que depois fosse apenhada, possuindo-a por virtude do dito apenhamenlo, nesll:s ca-os podera ser feita

a demanda alé vinle annos enlre os pre- sentes, e quarenta entre os ahsentes (2), con-

lados. do dia,

a

feita pelo credor alé trinta

que

obrigaÇão fôr feila,

em dIante; salvo se conslar da má fé dos sobl'edilos, porque então em nenhum tempo poderão prescrever.

M.-Iiv. 4 t. 33 S t, .-p. 6 1. 6 1. I.

TITULO IV.

Da venda de bens de raü:, feila com con- dição, que tomando-se até certo dia o preço, seja a venda desfeita (3).

Licita cousa be, que o comprador

e ven-

dedor ponham na compra e venda, que fi- zerem, qualquer cauléla, pacto e condi- çào, em que ambos acordarem, COIU lanlo que seja honesta, e conforme a Direilo (l~):

(1) Vide T. de Freita.,-Con.ol. ar!. 1325 e nota.

arl. 254 rlo D. n. 3453-de 26 de

Ahril de 1 65, a prescripção da bypolheca he a mesma da obrigação principal, e sómeole póde ser provada por aeotença Jodicial que a declare; e he desta sorte que se fara a averbação.

Neste para,grarho lermina o commenlario de Panta· leão de AraUJO Neltn e Guerra, interessante pelas ques· toes qne agita, e á que dá lugar o exame dos Irez primeirOS titulos deste liv., aiada que boje muitas sem

h)'po-

(3) "ide Barbosa no respeclivo com., Gama-Vec. 28,

Msllo to. 2

586 § 6 no las

intere~se em conseqnencia lhecarla.

(2) Segundo o

da

nova legislação

128, 138 e 178, e Almeida e Sonza-Notas pago 410.

(4) T. de Freitas-Consol. arts. diz o seguinte:

550

e

 

• Nas vendas

dos

escr.vos são licitas as seguintes

clausulas:

 

De serem

libertados J.

16 pr., e

I.

30

pr.

II. qui

et

à

quib. manumiu, I 20 § 2:

[. de manumiu.

• De não serem libertados I. 9 § 2 II. qui et à quib. ma- numiss. cl I. 9 rr. de ,ma.numiss.

• De serem vendidos para róra de um lugar.

• Nos dous pdaieÍlos casos acima be inutil a estipu- ação de clau.ulas penaes.

• Assi.m como he Ii\'re "ender esrcravos com

a elna

.

sul a de não serem Iibcrtados (noto no art. 550), tom-

bem he possivel deixa·!os em testamento com essa cl~usula.-l. q § 2 11'. qui et à quib. manumiss. e I. 9 0'. de manumiss. )I

mesma

A clausula de não .erem libertados os Clc,·a.o. be

immoral J se acha em dcsaccordo com as nossas institui4

ções rcligiosas e politicas, c nãn póde ser tolerudu, ma- lime em vista do § 10 da L. de 18 de Agosto cle 1l69;

a sim como. a de

Imp irio, por isso que o senhor entre OÓ3 he somente

dono dos serviço.t do escravo, e não do seu corpo, como

entre os Romanos.

O ESlado lhe deve protecção quando se quizer tentar

.emelhante expatriação (P. de 29 de Nuvembl'll de 1179). Consolle-se tombem sobre esta Ord. Silva Pereira- !lep. das Ords. to. 3 notas (b) e (a) á pags. 859 O 863,

importantes para consultar.

O vendedor tem direilo, no praso do remissão, do

reclamar o objecto vendido do poder do terceiro. e

neste seotido regista o mesmo Silva Pereira a seguinte nota do Dez. Oliveira:

ser vendido o escravo para fóra do

~ Àn

hoc paGlum producat aelinnem rtaltm contra ltr~

782

QUARTO LIVRO DAS ORDENAÇÕE.

e por tanto se O comprador e vendedor na

na compra e venda se acordassem, que tor- nando o vendedur ao compr~dol' o preço, que houve se pela cousa vendIda, alé tempo cerlo, ou quando fJllizesse, a vénda fosse desfeita, e a cousa vendida tomada ao ven- dedor, tal avença e condição, as i acorda- da pelas IJàrtes vaI: e o comprador, Ila- vendo a cuu. a compl'ada a seu podeI', ga- l1hará e fará cumpridalflent~ seus todos os ('ructos e novos (1), e rendas (2). que houver dI!: cousa comprada, até que lhe o dito preço seja restituido (3).

M.-liv.4 t. 21 pr.

lugar, quando a cousa he

V'enrlida por justo preço, <-orno diremos no Titula 67: Vos contractos tL 'Wl'al'ios. Por 'que, se a cousa fosse vendida por menos

a quarta parte ~o justo preço. e na venda

1.

E Isto

ba

fusse posto o dito pacto, ne te

easo, COll-

correndo juntamente o grande

desfalleei-

ménto do, preço justo com a dita co~vença e pacto. fazem o contracto ser u urano (4).

~f.-Ii". I. t. 27 § J.

ri

n

? Vid~ Berlicb

p. 2 concl. 2 eI. n. II. IIarpe"!. in

. 4. 'nsl. dc cmpt. er vendo n.ll ,Fonlanel.-dccs. 19 e 80,

Corlead. -

na causa de appellação de

149 n. 56.

dec.

Sed nos negative judicatJimus

Portalegre

rle João Ta vares

com Alvaro "Pires, EMCrivãô Francisco CorrOa de Brito,

em F~vereiro de 1618.•

(I) Novos. snbslunti "0 anJ iquado, significando reno-

vos, nO"idades,rruelos, no",rlades, elc. Ord. 11". 41. 33.

(2)

Vide

nola (I.) á esla Ord,

Snzano cm nol. ti esla Ord. elprime-se por esla rórma, resumindo em parle a Si1Ya Pereira nos lugares

Hupra citados:

• Porém nole-se, que ajnslando·se o tempo em que a cousa ba de ser reslituida, passado elle, não be mais o comprador obrigado; e não se ajuslando, he só

obr,igado até trinta aO"OS, ex. t. 19 ; e se.o compraJ~r

til'er passado a consa a oulrem, ha

duvida se o Pri-

meiro "endedor a póde ir buscar; mas a melbor opinião !le, que sim (principalmenle se o primeiro "eodedor não

roi cllado para remir, ou vCr traspassar).

CIO direito de remir passa aos herdeiros; mas se cllcs

forem muilos,

não compele a hum só, compete a lodo.

1untos; e guerpndu

hum sÓ remir,

de"o dar caução

'de restit.uir nos oulros us seus quinhões, e pôr a salvo

feita

o comprador.

It Da remissão

não

~e

deve si&a;

mas se rÓI'

depois de passado o lempo do ajusle,

Importa horoa nova ,·enda.

" Se o .endedol' depositar o preço em juizo, dahi em dianle de"e o comprador restituir-lhe os frnelos, e dividir ]·ro Tata com 3S despezos que se devem des· conlar, os qoe nesse tempo esti"erem peodenles. E

nole-se,

que

o comprador p(lgou quand~ eumpron, e 3S bemCeiloriás

Veja-se

(3) Vide Barbosa, e Silvu nos respectivos com., Mollo Frelrf~-lnsl. liv.3 1. l~ § 19, e liv. ta. t 3 §§ 14 C t5,

Almeida

pago 11, IJiT. Emp". 10.3 .pags. 420, 443 e 453, Dir. Dum pago 55, e T. de Fre'las- Consolo arls. 550, 551 e 520 e nolas. (lo) Hujo por nma ellraYagante doolrina pconomica

2

restiluir tamb~m as despezas da siza, e esnriplura

o qoe a rccebe

de.e-se,

porque

que

restituida a cousa,

PaclU.

lo.

l.

de"e

11

que rlepois Cez.

e

§ G.•

ousa-F",cic.

1 pags. 220

c

250, lo.

ccs8r1ráo a 1I1'11rRS O que outr'tlra

hoje por nma acção licita, ao me"os peraote a lei. Vide Bnrbosa, e Silva no. respecli"os com., Silva Pereirt.--:-Rep. das Ords. lO. 3 uota lá) á pago 865 e

cril um l.1aJicto IJilssa

to.

I

nolas

la)

e I~) á

pago

545,

Mello .Freire-lnsr.

li

•.

1 l.

8 §

20,

11".

3

t.

11. § 19,

Almeida e Sonza-

Fascic. to. I pag 211 e 3G8, ObTig, pago 213. Dir. En.ph.

to.

Tellps-rntHp.

3 pago 1.53, e Notas

á Mello lo. 1 pago 314, e Corraa

M 028.

2. E bem assi, se o contracto de compra

e venda fosse fei ta com o dito p:tr:lo fiel'

h.omem, que ti \ esse em coo tum~ onzena~ (Il, all1da que .fosse a venda fella por Justo preço, será o eontracto julgado por usura. rio; porque o dito paclo, assl posto no contracto da compra II venda per homem co tumado onzenar, faz o contracto ser usu- l'ario, '11101' fosse culpado em o dilo cos- tume o compl'ador, quer o ·vendedor.

E npstas dous casos haverá o comprador

a pena, que no Titulo 67: Dos contractos

usu,ra1'ios poremos ao que dá dinheiro á on. zena, assi do perdimento do principal em

dobro, como do degredo, assi pola primei-

ra vez, como pala segunda e lerceira, e o

vendedor

a si vendeu; e ludo para a CorOa dos

nossos Reinos.

perderá

Ómp.nte a cousa, que

E quanto aos fmctos, que o comprador

tiver rer'ebidos, será obrigado de os lornar

ao vendedor, ou sna verdadeira eslimaçào, segundo o ljue valeram commummente ao

tempo,

que os

colheu, e não se perderão

para

68 (2).

M.-liv. l t. 'l7 § 2.

TITULO V.

Do comprador, que não pagolL o pl'eço ao tempo, que devia, pOl' a causa não ser do vendedor (3).

Se o comprador fôr entregue da cousa que comprou, e antes de pagar o preço ao

vendedor, lhe for dilo, que á cousa nâo he do vendedor, nao será obrigado a lhe pagar

preço; e se lhe já tiver pago parle delle, nao será obrigado a lho acabar de pagar, alé que o vendedor lhe dê bons fiado- res leigos e abonados, 4ue cousa vencida~ lhe componham o vencImen- to della (4). Porém, se o vendedor tiver tantos bens de raiz desembargados, que bastem para inteIramente cumprir o "enciment~ da cousa, sendo vencida, nãlJ será obrIgado

que com·

o

sendo-~he a

dar franca, pois tem ponha o· vencimento

bens, per deli a (5).

M.-IiV.4 t. W1 pr.

(I) Onoenar, i. e., pedir grande usura, 00 iateres;e. '

(i) Vide llarbosa,le Silva nos respe~li"os",m., S~6;'

Onzena, usura.

01

i

Pereira-Rep. daNh'ds

C

pago

pago 314, e Aval. pag

pago

368,

e

I. 3

nolar

Cumpre

que

Almeida e Souza-Execuç. pago 88,. :c l ;- t~' I

e

lo. 3 nola r a ) a Pil:' 8~6e l

16

. pelo q~e resp."'la aOS rruc

18,

!'ioras

a

e o

49.

los

.

b~ ,lireito antes du cODtustllçau da

lide

I

(~) Vi le Silva P~reira-ilep.das O,Js. lo. a

ola lr)

á

pago 545, u Al",eida e • ouza-".al. pago 114.,

 

n 1

(4)

l1e"e-.e por "ia

judicial.

Mactuu--IJ

6

e

Caldas-de Empr. cap. :3 u. 14

 

Silva

Vide Barbosa, o Sil"a nos reõpeclLvoS ~r:'e551

Pereira-Rep. das Ords. lo. I nota (c) eg"d ~Son,; Mello Freire-l.w. liv,.4 1.3 §'4, e llme1~ Emp!.

-Diss.

lo.

(5)

2 pn

pag

. 13.

88,

Dir.

FOJelc.

lo.

I pag.441,

Ir.

Dom. pag. 55.

TITULO

I. E' por quanto, tanto que a compra e venda for acabada per cousentimento das

partes, deve o vendedor entregai' prim~iro a cousa vendida ao comprador. e depoIs o comprador lhe deve logo pagar o rreç.?, se

o

cousa vendida ao comprador (1), receando de

nào poder delle haver o preço, e o .com- prador nào confiar ds vendedor, duvldan-

haver delle a cousa comprada, em lhe primeiro pagar o preço.

Mandamos, que a cOllsa vendida e o preço

homem fiel, o entregue, faça

partes contentes, dando ao vendedor preço, e ao comprador a cousa; e tanto que o comprador fór entregue da cousa comprada, e pagar o preço ao vendedor,

as

o

ao

vendedor rt3cuzar entregar prunell'o a

sejam entt'egues em mão de qual tanto que de tudo fór

ou offerecer, logo he fei to delI a senhor;

e

não pagando, nem oiferecendo logo o compradol' o pre~o ao vendedor. poderá vendedor cobrar delle a cousa, quando

quizer, como sua; salvo se ao tempo do contracto entre elles feito, ou ao tempo da entrega da cousa vendida, o vendedor se houve por pago do. preço, porque então

como

se

ou oiferecido ao ven-

será o comprador feito senhor della,

o tivesse pago, dedor.

o

M.-liv. 1l. 37 §

1.

ao tempo do contracto

ueu spaço ao comprador para lhe pagar o preço, se Ib'o elle não pagar ao tempo,

que lhe

dor

de qual-

quer outra pessoa, em cujo poder a achar.

2.

e a

E se o vendedor

foi

outOl'gado, poderá

o vende-

comprador.

logo cobrar a cousa do

tiver

em

seu poder,

ou

E não se poderá. escusar de lha tornar,

posto que lhe olfereça o preço, pois lho

não.pagou, nem olfereceu ao

obrIgou. Porém, se o vendedor quizer antes haver o preço, que a cousa vendida, podel-o-ba demandar e haver, quando lhe aprouver (3).

tempo, que se

M.-Iiv.

4 t. 37

§ 2.

(!) Para que o conlraclo

dominio

prélla en.trega ou tradlçao.

~~n~e.:.olla sem a competente paga. Ord. deste liv.

não se en'

e passe a

fique perfeil0

he

coos,~ ao

do. ,comprador,

i~dispensa"el

Mas a eDtrega

F "!de Barbosa, e Silva nos respectivos com., MeUo

li, Almeida e Souza-

/t'~d,Cl.'pago 62, e Dir. Emph. to. 2 pago 12 e

/e"e. -

Pa g . 274, T. de Freitas-Cansai. art. 528

lnsl. Iiv.

R

2

b

3 I.

11

§

os,;,. tO

e DO 8 1

e

e ouças-Obs. ao mesmo art.

r mpra ,

1.\2 1 0 Ass. de I:; de Junbo de 1826 declarou que sendo t~ll~em basta publica a venda de um predio emphy.

I u ICO, peahurado Com s"as renriimentos deposilado

P~gOr\ seu preço e compeleate sisa dev~-.e reputar

r.:e da a

e n arrematanle senhor do predio

dO os. ructo~ ~eusJ ainda mesmo sem a entrega

o

~

posse

b

(3

l

d

o dI tu predln.

Esta Ord. foi revogada pelo

AI

de 4 de Setem-

r~ e 1810, que se lera nos Addiramenlos a este liv.

"a~~ ~~~e Ak fiCOll estab~ecida a' doulrina que

o

ca sem acçao T'eal para rohnver a cOo!~n

quem

VI

783

3. E vendendo algum homem alguma cousa moveI, ou de raiz sob condi cão, que se lhe o comprador não pagar o préco della. ao dia por elle as inado, a venrla seja ne- nhuma, se o compradlJr até o dito rlia nào pagar, a venda será nenhuma, conforme ~, cond ição della. ~'1as. se passado o dia da paga o vendedor requerer ao comprador, que pague o preço da cou a c?mprada, que lhe houvera de pagar no dJa Já passailo, não poderá já desfazer a venda contra von- tade do comprador, JloTque iJeixou o di- reito, que tinha; POtS podéra de fazer a venda per bem da condição, por lhe não ser feita a paga, e pediu e demandou o pa- gamento, sendo passado o dito dia. (i).

TITULO VI.

cou.~a obrigada a

OU/Irem, e consigna. o p"eco em Jui:t:o por não ficar obrigado aoi c?'edol'es (2).

Comprando alguem alguma cousa movei,

o po-

derem mats demandar, por razão da cousa ser a outl'em obrigada, tanto que a com-

Do q!le compm alguma

ou de raiz

se quizer ~er relevado de

vendida, mas e Ião sómente acção pessoal para exigir o

preço da venlia.

.

Cnrrêa Tenes DO Manual do Tabellião § 23 exprime- se desla fórma :

Deci1ll•. () pacto que a venda fique DuUa, se o com-

prador

,\Ias se

e a ,'enrier a outro, duvido que o primeiro vendedor ~

possa reivindicar do terceiro possuidor, ainda que hou-

ve!Se pnsto ao seu compradnr a prnhibição de a albear antes dene Iha.pagar, porque esta prohibição posta em contracto Dãu Impede II translação do dominin' só .e

dissermos que o Alv. de 4 de Setemb,'o de 1810 'he Só- mente applicavel as cousas, que fazem nbjecto do enm- mereio; com~ a bôa razão pede que ene se restrinja.•

ratão

de Corrêa Tenes, proouncian-

• A revogação he ab!oluta. e não se a pode restrin-

gir, como querem alguns PraJislas, ás compras e ven-

o Officio de 26 de Setembro

aparla·se desta opinião

do-se desta rórma:

não pagar o preço até certo dia, he valirio. o compra lor fOr entregue da cousa comprada

T.

de Fr~ltas na

Consolo art.

,ja·se

529

nota, com

das do cnmmel·ció. V

de .IS35.

Não. temos

por taDto

a ~/au,ula reso/uloria

taclta, um dos lOconyentenles d'o reglmem h)'potbecario

da França. A cla",ula 'Teso/utoria deve ser expressa, "

nos

Tera lugar u acção resolutoris da venria, se hou "er

condição de ficar a venda de neohum elfcito pela ralta

de pagameoto

e arl. 8 da

Lei hypnlhecaria novissima. Vide Ba,bosa. e Silva nos respectivos com., " AI- meiria e Souza-lnlerdi'lo> pago 62, Fa!Ci,. to. 2 pago

274.

Vide B.rbosa, e ilva nn. respectivns com., SiI va

Pereira -

1n/er/>.

Souza-':

da-se pelo chamado pacto da lei commi

termos do arl. 352 (assim redigido' :

oria

do preço DO praso coovencionado .•

o

arl. 530

e nota,

Consnlte-se tambem

(t)

/tep.

da! Ords.

to.

3

nota

5,

la)

a

pago

i63

Mello Freire-1MI. liv. 4 t.

to.

2

pago

(2)

Na cnmpra de

qualquer onos res

16,

3

e

~

Almeiria e

Dir. Emph.

§ 64. T. de Freitas na Con!ol. 3rt. 532 nota diz o seguinte

. Eis o pscto da lei commissorla, que o AI. de 4 de

Setembro de t8\0 resalva, quando diz - sem convenção

alyuma. especial, e no 6m -

sujeito ú

acerca desta Ord.:

CorrOa Telle

-

.sem outra coJlvençao .•

° comprador

estivessem

Vide Burbosa no ,om. respeetivo.

r.redios

que

fica

os mesmos pre-

dia. sujeitns no precedeDte domioio (Silva Pereira-

Rep.

d<ts Ord•.

1.0. "

nnta (a) á pago

88).

78~

QUARTO

LIVRO

DAS

ORDENAÇÕES

prar, le\1e logo e o[er~ça o J?reç?, porque a comprar, perante o JUIz ordmano do lugar, onde a venda foi feita, e relfUeira-lbe, que

o mande

algum bomem fiel e abonado por tempo cunveniente, a que possam vir alguns cre- dores, a que o vendedor seja obrigado, ou tenha apenhada a cousa vendida. E tanto que isto as~i for feito, e o preço olfereci- do e consignado, o comprador haverá se- guramente a cousa comprada, e nunca lhe mais poderá ser demandada por algum cre-

dor, a que pelo llevedor fosse obrigada (i). E mandamos a todos os Julgadores, a que tal requerimento for feito pelos comprado- res, que façam pôr e consignar o preç.o, ou quantidade, por que a cousa for v(lndi- da. em mão de hum homem bom, fiel, leigo e abonado, morador no lugar; e facam vir perante si os credores, a que a cousa for obrigada, para litigarem qual delles he primeiro, e tem mais direito para lbe

dever

preco ou quantida-

por

em

sequestro em mào de

ser entregue (j

de (2).

i\L-liv.4· lo 34 pr.

1. E se os credores forem todos mora-

dores nes'lll lugar, ou ahi presentes, faça-os

o Juiz citar, que a seis dias peremptoria-

mente venham perante elle; e se não forem presentes nesse lugar, nem moradores

e pôr edi-

nelle,

ctos no

dos (3), que todos os credores. a que o ven- dedor fôr obl'lgado, ou a cousa apenbada venham perante elle allegar seu direito

sobre o preço e apenhamento a termo con- veniente, que lhes assinará, segundo a dis- tancia dos lugares, onde tiver por infor- m;tçào, que os credores sào moradores; com tanto que não passe de trinta dias ao mais, por grande distancia que haja do lugar. onde a cousa foi vendida, aos lu- gares, onJe os credores forem morado- res.

acostuma-

o Juiz dar pregões

faça

Pelourinho

e lugares

(I) Esle meio he ainda recommendado no A•. n. 218

-ae 21 de Maio de 1862, quando se leve de desapro-

priar o edificio do Pedro II.

Inlernato do

Imperial

Col\egio de

egundo o art. 31

do D.

n. 353-de 12

de Junho de

1845 nas desapropriações por ulilid.ade

publica no Mu-

nicipio N~utrot O predio degnpropriado se considera

livre

(além rias subha,loções)

pura purgar os beus dos re'pectivos encargos hypolheca-

ri(Js; mas, como bem diz T. de Freitas, não livra oobje-

cio comprado do perigo das evicçõr.s (L. n. 1231-de 24 d" Selembro de 18640,·t. 10). Vide T. ,;~ Freitas-CansaI. arls. 522 e 527). (2) Vide Barbosa, e Silva :l~S respecth'os com., Silva

Pereira-Rep. das Ords. lo. 1 notas (a) e (b, á pago 548

e 551, Mello Freirc-Inst. liv. 3 t. 14 §§ 7 e 20, e li\' . • t. 5 § I" Almeida e Sousa-Acç. Sum. lo. I pag_ 110, Ii.&ecuç. pago 1,1i, e Notas li IUello lo. 3 pago 5,8, e Coelho da Rocha -I)ir. Cio. § 817.

do D.

". ,:J: -de 25 de Novembro de 1850, a citação por

edicl\Js não prejudica o direito dos credores hl'Potbe-

cn ri". desconhecidos que liverem hypothecas no objecto

rle 'odos os onus, hnolhecas

recurso

que lemos

e lide'pendenles.

He e.le

(3)

Seguodo

os arts

1,37 do

Cad. Com., e

395

E viÜ;do algum l'.redor ao tempo, que lhe fôr asslOado, que mostre ua divida cla- ramente, e lhe não fôr embargada pelo ven. dedal', faca-lbe o Juiz pagar pelo pl'eço e quantidade, que assi fuI' con ignada: e se ficar alguma cousa do preço, faça-a entre- gar ao vendedor. E se em cada hum do

ditos termos vierem e concorrerem muitos credores, ouça-os. e faça-lhes justiça, en- tregando o preço, ou quanti'dade áquelle que melhor direito tiver, por que deva pI-e:

ceder aos outros. E não vindo ao dito termo algum credor, faça o Juiz enLregar o

preço e quantidade ao vendedor, pois não

vem quem lho embargue (i).

M.-liv.

2. E quando

4 t.

3! §§ I

e

2.

ás arrematações, que se fazem

p'0r m~~dado e au.ctoridade de Justiça com rabelhao, ou Scnvào em lugar coslumado, mandamos, que se durando a demanda l:nlre

o credor e o devedor, cujos bens foram

arrematados, ou depois antes da arrema-

tação não veio outro credor, que lhe em- bargasse sua divida e pagamento della, neste caso, tanto que a arremalacão fOr

fei ta, seja logo pago de sua divida o·credor,

a cujo requerimento a execução e arrema-

tação foi feita; e se depois vier algum credor outro, que se diga ser primeiro que elle, sejam anlbos om'idCls com seu direito sobre o preço e dinheiro, por que a arre-

cousa assim arre-

matada fique salva ao comprador (2), pois

matacão foi fr.i la,

que a comprou em pnblico per mandado e auctoridade de J usLlça (3).

e

a

M.-lil'. 4 t.

34 §

2.

3. E no caso, onde pendendo entre.o credor e devedor demanda, de que depol8 descendeu a execuçãõ, ou depois della e~l qualquer tempo antes da arremalacão, velO algum outro credor, que pretende haver dJl'ei to na cousa apenhada, fazendo sobre

vendido por tempo determinado, por lei ou coalracto, alé a expiração do praso.

L. n. 1237 -de 24 de Selembro de 186400 U,

assim como a Res. de 11 de Dezembro de IS24,oo,

Vide

additame"t

an liv.

3 destas Ords. Silva nos respectivos oo~.• AI.

(I) Vide Barbosa. e

meida e Sousa--Execuç. pag

"25 e471, Sego LI,. to. I

pago 68, e Fascic. 10. 2 pago

107.

(2)

Vide Ord.

do liv.

3

t.

91, O~d.

da F~ze~da cap.

156, c L.

de

22 de

Dezembro de 1,61

t.

3 ~ la.

.

Oulr'ora a hypotheca da

Fazr da Publico, impedIs

qoe

raiz

o

ficasse súlvo

direito

dos

orremotuute.

de qualquer bem ~e

1231-de 21

direito

e

Set~mbro de 1 6:

guardado

especial

aiuda

esse Legisl"çüo da F"e,.'

fica 'd'

~ p,·j,·ilegiadu o direito do Fisco, parecei 'SD

mAs '''Je pela L. n.

arl.

II

§ 7.

que sendo a

estar m~i clnro esse resguardo. Con~ir!auma riee ar!'

ção do poder competente para tronqUlllisar á todo.,_ ,

. Consulte-se

'1'.

de

Freilas -

CoMoL

arts.

a.'

1297.

I'

00"

(2/ Vide

Barbosa,

e

Silva

nos

resirec. "os SoDl~

Melo Freire-J /IS/. li

4 t.

22 § 1l, e A me~dae

i68

-Ex.cuç. pago 3B3, 425 e 431-, Acç. Sum. to.• pago

r

Fascic. to.

2

pog. 84 e 10i.

 

I

(')'

Vide Ass.

d"

15

de

Junho de

1826

Da ao a

Ord.

deste liv.

t.

5 § l.

TI'rULo

Vil

E

VIll

780

ella demanda, ou protestando por seu di- comprador sera. feito enladeiro senhor

delIa, e o primeiro I:vmprador roderá de-

meira, que a do oulru; mandamos que se mandar ao vendedor o dinheiro, que lhe

faça arrematacão, e eja logo o pre~o, ou quantidade defta sequeJ:rada, e consignada em Juizo, e sej~m ouvidos esses credores com seu direito sobre o prece, ou quanti-

reito, por dizer, que sua divida era pri-

pagou por a compra da dita cou a com seu interes e, pois lhe não entregou a cousa, que lhe vendeu, de que recebeu o dinhei- 1'0. e a vendeu a outrem, e o fez della se-

dade, e a cousa arrematada fique sempre I nbor pela entrega, que lhe della fez (1). salva ao comprador. que a comprou pübli- , E por assi vender huma 'cousa a dous em

cag1Cnte per auctoridade de Justiça (1.:.

t~mpos desvair.ados, )1avel:á. a pen~,

que

lIL-IiI'.

4 t. 34 § 3.

dlfemos

no qumto

Livro, fItulo

60:

Dos

bulrões e inliçadores (2).

TITULO VII.

tIL-iiI'. H. 28 §2.

Do que vende huma mesma cousa (2) duas vezes a diversas pessoa-s.

TITULO VIU.

Do perigo. ou perda, que aconteceu na cousa 'vendida, antes de ser entregue ao comprador (3,.

Tanto que a venda de qualquer cou a lIe de todo perfeita, toda a perda e perigo.

que dahi em diante ácel'ca deila aconteca.

sempre acontece

ao comprador, ainda que

a J;lerda e dano aconteça, antes que a cousa

seja entre~ue. E porque se poderão fazer

algumas C1ll"idas ácerca -UI) modo, em

que

, se a venda ha por perfeita quanto ao

pe-

e o que fõr senhor de alguma

cousa, a

vender duas vezes a desvairadas pessoas,

o

que primeiro houver a entrega della será ~ella feito verdadeiro senhor (3), se delIa pagou o preço, por que lhe foi vendida. ou se se boul'e o vendedor por pago della, porque concorrendo assi na di ta venda en- trega da cousa e paga do pl'eço, o fazem sei' senhor della (5).

M.-lil'. 4 t. 28 pr.

I. E se o senhor da cousa a vendesse a alguem por preço certo, e lha en tregasse lo~o, sem dellerecebflr preço algum e de-

rigo, que se depois sl~gue, as determinamos

na maneira seguinte (4).

pOIS o vendedor recobra se a pos e della (5), ea vendesse a outro, e lha entregasse re-

~L-liv. 4 t. 31 pr.

I. Primeiramente para a venda ser per- feita, requere-se, que eja f6ita puramente'

sem condição alguma, porque se ella fosse feita condicionalmente (5), fallecendo a con- condição, fal1eceria em todo a venda, como

cebendo delle o preço, este

segundo com-

prador

della (6).

será

feito

eumpridamente senhor

M.-Iil'. '1 t. 28 § 1-

e a alguem, e recebesse o preco sem lha en·- lregar, e depois a vendesse a outrem, e Ula entregasse. recebendo delle o preco ou havendo-se delIe por pago, este sêg~ndo

2,

E se o senhor

da cousa

a vendes

se nunca fosse feita. E por conseguinte

todo o dano e perda, que acontecesse na cousa vendida em qualquer tempo, per- tenceria ao vendedor. E se pendendo a a condição, perecesse a cousa vendida de tojo

fosse a condicão cumprida, a

e depois

(I) Virie Barbosa. e Silva nos re pectivos com., e Al-

meida e Souza-Eucuc. pae. 4e 151.'

pago 333 e 4S1

e Fascic.

,

lo. ~

a perda da cousa pertencia Ode

dedal'; porque tanto que a cousa perecer, pendendo a condição, logo a venda de

todo ao ven-

V!de tambcm o Ass. <Ie lO de Juoho de 1826 na nota

( 21: Ord

de~teli•.

t.

5

§

I.

(.)

A edlcçao de 1603 diz -

uma cousa.

nunca fo se

feita, e por conseguinte tudo o que ácerca

todo he de feita, como e

3 de Almeida

e Souza uo

delJa acontecer pertence ao vendedor (6).

Vldc sohrc estc til. a di

.

lo. 2 d? Faseic. pago 52. (3) Silva Pcrcira 00 Rcp.

das Ords.

to.

I

nota (c' â

 

ill.-lil'.

4 l. 31

§

1.

pag.581 diz, qoc esta disposição tambcm be :;0 conlroclos dc peaso c locação' limitando-se em ous cas?~: lo, quando o segundo domprador sabe que

 
 

(I) Vide Barbosa. e Silva aOs respectivos com., 1I1cl1o

~b~OU a J~ eslava vendida

no primeiro; ou se

o mesmo

Freire-lI

I li\'. 3 I. 14 § 4 nola, e liv. 4 l. 3 § n, e

aJi~~~~.JU se acbava hl'pothecãd~ com pacto de não

Almeida e Souza-Aoal. psg. 202.

 

r,;~létDJ!" ~agado preÇO loe a tradição da coosa, que

Ue este o nosso direito,

ou ro

ar~.On;I311Itc.~e.obre esta materia T. de Freilas-Consol.

I a Oh

Ire. lo do

comprarlor.

o o Francez (Cad.

Civ. al'ls.

111 e 1138).

 

(2)

Actualmente cbama-se â este procede. estellionalo

(arl. 26 / ,

§ 2 do Codigo Criminal). e o del.nqncnte ho

punido com as peu3s consignadas no Dlesmo Codigo.

13) Vide Barbosa no respeclivo com.

\") Vide Barbosa) e Silva DOS rcspccliVOl. com"

ilva

ü

,aJ't- e 908

Pereira - Rrp.

das

Ord

lu.

Inala

(b).

á pago

Fr~ieVi~eRaí.bosa,·e ilva nos respeclivos com., Mello

lo 3 § 14,

AIlD

r

.- ",I.

IV. 3t. 3 § tO, t.1I § 11.

e liv

I,

~[eIlo Freire-l"st. Iiv. 4 I. 3 § lU, Almeida e

ou'u-

 

Faseir

to.

I

pago

43~, e

lo.

2

pago

55, Coelbo d:t

Hue:'da e Sou'o-Falele. to. 2 pago

52,84,

I

I

e

185.

Rocha - Dir.

CIO.

§

818.

e

T.

de Freitas- Conla/.

e f~.pa s

' 396. 429 e

C

436. e Nolas á

(5 ll~' e o~bo da Rocb~- piro Cio.

,1[0110 to. 3 pag.

~ 818

arl. 531

nola (3).

(5)

Esla eoudição be suspensi\'a.

 

pele~l' ~arfIBsO sempre IDdlspeusavel a acção com- (6' ViJ-sO lante do contracto feilo. Frelre_r" Bar.bosa, eSih'a nos respectivos com., MelIn all"3', e"''-t!lv. 4 lo 8 § II,. e T. de Freitas-Consol

\J

\)

no a.

.

 

(6)

Vide Barbosa, e Silva nos respecti\'os com., SiI\'a

Pereira-Rop. das Ords. 10.4 nota (f) â pago

,3, Cor· 350, 351 e

 

rêa Tel1es-.Digesto

Panuguo: to. 3

art

.

352, e i"torp. § 64, T. de Freitas- Consol. ar!. 53

001"

 

e Rumos- Apontamentas arls. 928 e 929.

786

QUAnTO

LIVRO

~. E se pendendo a condição, a cousa vendida fosse peiorada, ou danificada em alguma parte, e depOIs fosse a condição cumprida, todo o dallificamentoe peioria per- tenceria ao compradOl', salvo se o vendedor fosse em mora e tardança de entregar a cousa ao comprador; porque em tal caso pola culpa da tardança, em que o vende- dor foi, carrega-se a elle o danillcamento. que depois aconteceu á cousa vendida, antes da condição cumprida (i).

M.-li\'.4 t. 31 §2.

E se as partes acordassem entre si, que da venda fosse feita scriptura publica, e antes que fosse feita e acabada a Nota do do instrumento da venda, pere-cesse a cousa vendida, pertenceria a perda della ao ven- dedor (2). E depois da Carla feita, todo o caso, que sobreviesse á cousa, pertence- ria ao comprador, ainda que lhe a cousa não fosse entregue sem culpa do vende- dor. E o mesmo se póde dizer em quaes- quer contractos, que segundo Direito re- querem necessariamente scriptura publi-

3.

ca (3).

'

tiL-li\'. 41.311; 3.

E se a venda fosse feita sem nenhuma condição e acabada de todo, e depois a cousa vendida fosse confiscada por algum maleficio, que o yündedor houvesse com- mellido, ou a mandassemos ÓS Lomar por alguma 'lecessidade. antes que fosse en- h'egue ao comprador, em cada hum destes casos ~ertence a perda e perigo da cousa ao venc 'ldor (4). E se já o vendedor hou vesse recebido o llreço da cousa vendida. deve-o tornar ao comprador. E em todo o caso, onde o perigo e perda da cousa vendida pertence ao vendedor, se ene já houvesse rel)ebido o preço, de e-o tornar ao como. prad.or. E onde o perigo pertence ao com- prador, se ai.nda ene não tivesse pago o preço ao yendedQI', deve-lho pagar (5).

4.

M.-Liv. 4t. 31 § 4.

5.

E se fór vendida alguma Cluantidade,

(I)

Vide Darbosnbe Silva nos respeclivo~ COln., Silva

l'ercira-Rep. das ,·ds. to. 1 1I0ta lc) ii pago 553, Cor·

rêa '1'ell.< -lnterp. § 64., e 'Jrl. 538 § 2 nola, e Ramos-

já cslivesse entregue em poder

(~) Vide Darbosa, e Silva nas respectivos ca,,,., Silva Pereiru-Rep. tias Ords. to. 4 nota (a) ii pago 815, e

Corrêa Telles - Inccrp. §

64.

Novembro de 1169 declarou,

que o vendedor de um tp.rreno incelldiado não salisfílz

ao comprador entregando-Ibe outrQ, que lhe ti"ha sido adjndicado el1l lugar do vendidn j salisfaz porêm "alO semelbante entrega, tendo sido a venda de acção.

que hou \'csse ao dito terreno.

(21

to.

á pago 554, e

Vide Barbo,a. e Silva nns respectivos GOm., Silva

Pereira-llcp.

Ramos - Apont. § 929

T de Freitas- Cansai. Apont. art. 929 § 2.

(2)

Sdlvo se a cousa

de

23

de

dn comprador.

(")

O

A.s.

Vide tambem o Ass. de 15 de Junho de 1826 na nota

ao 1. 5 § I

(5)

dcsle liv.

das

Ords.

§ 4.

1 nola (a)

DAS

ORD'ENÀÇÕE'

que se haja ~e medir. e gostar, ou pesar e gostar (1), asst como vJUho, mel, azeite) ou specierla, ou outras semelhantes, tooo o perigo, que ácerca da dita cousa assi ven- dida acontecesse. antes que o comprador

medisse e gostasse, ou pesasse pertencia ao vendedor. Porém,

fór medida e gos~ada, ou pesada e gostada, pertencerá o perigo ao comprador (2).

e gostas e, tanto que

M.-liv.4 t. 31 § 5.

E sendo vendida a dita quantidade, não por medidas, mas juntamente em spe- cie, pertencerá o perigo, que acontecer antes da entrega, ao comprador, ora a go - tasse, ora não. Porém neste caso, quando assi he vendida quantidade em specie sim-

se haja

plesmente, sem termo algum, a que

de receber, se o vendedor tomasse o peri- go em si, será o perigo do vendedor: salvo se o comprador, depois de o vendedor ter tomado o perigo em si, gosla3~e a quanti-

dade vendida, pOI' que em este

, cessa todo o perigo, que o vendedor tinha

e carregará sobre o com-

c~so logo

6.

em si' tomado, prador (3).

.

M.-Iiv. H

31

.

6.

7.

E se fosse entre o comprador eo ven-

dedor posto termo, a que o comprador h~u·

vesse de retlP-ber a cousa,

termo será o perigo do comprador (~).

passado o dito

M.-Ii\'. 4.

t. 31 § 7.

538 § 5 nota diz o segai.te:

3, aecresee.ta,

que em taes vendas n tradição real suppre a falta de

(I)

T_ de

Freitas

no arl.

O Cad. do Commercio art. 20i n.

contagem, peso, medida ou sabor.

A ciLada Ord.

§

5 sÓ contempla

as cou?as ~~e

devem ser pesadas, medidas ou provadas j porem eÊ'o

no mesmo caso as cousas que devem ser ep~tadas;-, ~D.

tende·se nestes casos que n ven~a he condICIOnaI. ~Cor

d'

Com. no a~l. 208, quando o comprador fór culpa Oe.:

não se terem r~itoas operações quando a venda dep •

dia.

essa regra

cnmo

tem

preveDldo exaclame.te'

d

respecbvos . ",m.,

L -38 do ar .'

AI

.

(2)

meida e

Apanc.

(3)

Vide Barbosa

§ ii.

. Sou'a-~':"'cic"/o to. I pago 430. e Ramos-

d,

e Silva nas

art. 929

T. de

Freitas na nota (4) ao §

6

Consolo diz, que esla Ord. he omissa sobre a r:~ra'~~

porLante do Cod.

he

que o perigo

ho objecto

dll Com.

no art. 20i

n.

I,

:ipon,o

p~r conta do vendedor-qu:~"o dilo

os quaes

Jurista que

me.ma nota, a qM nas

d"t~rm1Da~ó I'or mllrca' o"d S1~,esma0'-

entre outros

a'bar~se con.

po~sa ae

t

pnr~ os a

í'CSções.

§ 8 ex rime- p

UnettvO$ que a ch.(fcreoClem

e

especlC,

com

expõe

na

lureza

funelido. !lIas diz o mesmo

Codigo ser explicada com accrt!! he mIster re:Je~temos,

que

e

fórm~ segumt: f II' cm goral da Ord. ilv. 4 t. a a o vendedor.

estipulação de praso enlre o compra~or :;'mprador- •

Almeid,

egrs do

Vide Darbo!õa. c Silvn nos respectivoS com.,

Sousa-liaseicula

to.

t

pago 403.

.

(4)

T. de Freita. na nola (2) ao.arl. á38

se sobre esta Ord. da

O § 1

da cilada

dizendo que o perigo be po~ eonla

desta goncralidode

vencImento do praso o perigo he P01' coo a

dedor. Uma tal

que sua regra gorai he que desde a por OIçaO

~

ue antes 'do

do voo'

poder,so" a cooclUlr q t

faria

d'

contra

IC~

conclusao

lozia a do lei, coo. por

.

-

TITULO

IX

787

Eem todo o 'aso, (lue a vies>cm e acordassem, que

pcrda da cousa vendida pertença a cad~

hulU dellcs em outra maneira

declaramos, deva-se cumprir o que entre

partes. con-

8,

o pel'l"o

e

do que aquI

ellc' fór firmado e acordado (1). , JII.-liv.'1 L. 31 '8.

TITULO IX.

Da 'VClId(b de cotlsa de mú: feÜ(b a, IClI!po, IIIW em arl'endad(b, Olb (blugadcb a ou- tfcm per tempo cerlo (2).

e algllm homem vender huma casa, ?u

herdade, ou qualquer outra .cou a. de

a qual ao tempo da yenda tmha Já. arren- dada, ou alugada a outrem, e en tregue a po e della por lelllpo, que fo se men~ de d~z a1mo, não he o comprador obngado manter o contracto de aluguer, ou arrenda- menlo ao dito Rendeiro, ou alugador(3), ma pode-Io-ha demandar e constranger, que lhe deixe a dita cousa, sem embargo do aluguer, ou arrendamento, que lhe foi feito; salvo se no contr,tclo de Gompra c venda foi acorLlado cntre o comprador e vendedor, !Iue o comprador (~umpra ao alugador, ou l{ellLleiro o contracto de arrendamento', ou alugucr, que lhe foi feito pelo dito "cnd - dor; ou se o comprador depois cla. venda elD algum tempo ou largou, ou por alguma maneira coo enlio que fo e Gumprido ao

Reudciro, ou alugador seu contracto, (Jue lhe foi feilo por o vendedor; ou se o vende- Llor no contraclo de arrendamen lo, ou de aluguel' chrjgou geral, ou specialmenLe a

raiZ,

consa al'L'endada, ou alugada ao alugador para cumprimento do

Hendeiro, ou

conl.racto(4);

IracLo o. perigo

be

logo por

conta do comprador, e o

pras/) nao BUS/lendo a perfeição do cOlllraclo.

" }<;"ilci la

conclusão; referindo-me ao caso do § 5.

'1'al hc

a verdadeira intclligcncia

 

COl1l0 se pode

ler

no com. de

i1\'a ti C!'Sli Ord.

"j.'

JI

Consulte-se lambem Barbosa, c Sih'a 110S respecLi\'os

'om e R.llIo -Apont. rL. ni ns. 7 e Se 930, e Coelho da Rocba- DIr. Cio. § 819.

(I), Vi~e Barbo,a, e Si"a nos respeclivos com, Sih:a

to. I no la (c) pog. 55i, ~leIlo § '\, c Almeida c Souso-I?asei.

Frelre-lnst. I.v. I

':er~'ra-l1.p.?OS Ords.

eu'o lo.

l. 8

I I'''g. !,30.

~9i, e sobreLu-

110 li dlSs,

p.g. 96. l3) Esl. dootrina conrorme ao Direilo Romano he reprovada, pelo Cod. Gil', Pranoez no lIrl. 1i43, C dilTc-

(2) Vide Barbo .-coon, e Goma Dcc.

4 (Ie Almeida

rentes Jul1sconsllllos,

.

Sou

a DO

lo.

2

cio Pascic.

Vide Currúa l'clles-LJig.

I'ort.

to.

3

al·l.

385

o

~'.uLa, C~e!~'odo 110cIl0-/)il'. Civ.l'ort.

"

8.lD

c

nola,

1. de .Ereltna-ColIsol

8rt

m.i5

(~).'1'. tle li"rcitns na '("olls~l. a~l. G5G

!.:

J

nota

diz O

segolOle :

• lie}a Il~,issiml.l lei h}'pothccaria cssa h}'J1otlJcca cm

,.geral:

j;i

~i~'1°rpCl:.lal dcrc-se clllUpdr o tlispOl'iln no {lrt.,~ tia

garantIa o~ arrendamento

não

pótlc

ser

U,

a

e.' (no 123i-lie I 6i),

o qual e,ige que a hl'PO-

eca. seJa por quautia determinada.

, • l'nra npl'o\'cilnr por tanto o disposto

na

Ord, Ii\',

~a~; ~i sobre

·

P

mento

do

es-

:;~~I:~~?qu~nLiap ·.Ia, qnnl lica h)'potheeado, quanlia

de

ao

a bypolhcca

do contracto,

immo"el

cumpre

a,'ruinado

declarar

no

na

('U

o

Lreseola o

prcJDllo do al'rendalal'io

pOl'Crue

comprador olJrigado cumprir ao Bendeiro,

ou alugador o contracto do alugucr,ou arren-

damento,

sem GOIltradJcção alguma (I).

que lhe foi feito pclo vendedor,

o

em cada II urn

ue les

ca os será

fII.-liv.

4

l. 29

pr.

1. Porém em todo o ca o, em que o COIJ1- prador possa desfazer o conLraclo do <lI'l'Cll- damenLo, ou aluguer, como dito he, dalldo- lbe o alugador, ou Rendeiro, e pagando-lhe todo o seu in teresse, assi pOl'1'espeito lIe ga- nho, como ue perda, que recebes, e por caLLsa dO'arrendamento ficar em sua força, seriL o comprador ohrigado a. lhe cumprir e guar- dar seu arrendamento, ou aluguer, 'em ou- lro algum embargo, nem conlradic~ão (2).

M.-I,.,

l. 2!l § I

~

TITULO X.

Das 1'elldas e alheiações, l/ue se (a;;elll, de litígio (b '.

Cousa liLigiosa. he aquella, sobre que ii' movido liLígio em Juizo entre as parLc·.

lanlo t]ue a

parte he citada para. responder em Juizo so- bre alguma cou a, ou e nos clã informacão, e Nós comll1eltemos o feito a algum cérl.o Juiz E endo a lal cOll1mi ão mo l.mda a esse Juiz, e 1l0Wicacla a parLe conlraria, logo por c,ada buma de la maneiras he a cousa. feiLa litígio a (3) : e i lo, ,e obre eHa he mOVIda algwlJa aução real, a i como se hum homem demaudasse á oulro alguma cousa, dizendo ser sua (4,).

consas

E i to se faz algumas veze ,

~!.-liI'. 4-l. "5 pr.

não sel' reSlleitado o al'1' nrlamento por moti\'o de "cnda do imlllo,'e ,

Sill'a

55. e nolu 4- nota (a)

Pere;"a no llep. das O,·ds. Lo.

ii

(a) a

pago 556, lo. 2 noLa (a) a

pago 872, e nota

(al a pago

I nota le)

li

pago

pago G80, c lo. 8j·, estabelece

rliO'creutes aU1IJliações-como se a compra fosse feita ao

l:""'isco ou em

comprado sabia ° comprador 'Iue eslava arrendado:

has:a

puhlica, ou se quando o predio foi

e ainda se a loeação fosse fciLa pelo InLor ou pelo geslor

ou- s)'llflico, c pelo pai nos bens ad,-enticios do filho, e polI) marido DO~ bens parnphcrunes, por serem ~J1I nome da adminislcac;ão; ele.

1!I,

lfcllo

,I) Vide

Barbosa,

u

Sih'a

nos

§'~ e

rcspecli,'os

Iii.

4

[.

13

§

com"

Freire-Jllst. Ii\". 3

[.

14

Allneida c

Souza-ftascic,

15U c ttili,

pago "35. Ezccuç. pog. 359 e 4~4. ll1terd.

to.

(Jog, 96,

~

.4cç. Sumo tO.1

pn!:), G~, Sego Liu. lo, 2 pago 351, Notas ti

pago "13 n, H,. Dir. lImp". Lo. 1 pug 311, .\-98, C Aval. pog, A acção propria para se pô~ em execução

Ord.

he a dos Elllba,'gos li primelrl'. Gomoa do § 64, do Foscic. de Almeida, e Sousa to. 2 pago 80. (2) Yide BarbosR, c Sih'a nos I'cspectiros com" Silva Pereira-Uep, das Ord. to. I noLa (b) a pago 55ti, i\lellu

auza

Freire-blsl, Ih', 3 til. 14 §3 c ta, c Almeida, c

Mcllo lo,

~

Obriy. pag.

esla

~O".

-Foscie. to. 2 pago 100,103 • 1:iG. e Aval. pago 20;.

,h'aPereira 00 l/Cp. das Ord•. lo. anola la) ã paI'.

390 apresenLa din'erentea aU1plia~ücs e limitações ã c"la

(3)

Ord, ul'is dp. consultAI',

(i) Vicie Barbosa. e Sill'O nos respecLhos "'III., l'or-

tugal-do Donat. li\'. 3 cap. 38 de n. 6 em dianlo,

Al-

meida, e Souza-Acç. Sumo to. 1 pago 16,

198

e

Fascie. lo. t

à I,ag. 360, lI-a.tas á A1~llo

lo.

11mB'.

Si,

e

Lo,

~ flag iS,

SCJ).

Lm.

lo, 3 }Jug,

II).

 

Unu.

III

"188

QUARTO LIVRO

I. E sendo movida demanda sobre servi- dão de alguma cousa, e não sobre o senho- rio della, será a aução feita litigiosa per contestação da lide, mas a cousa não sera

feita litigiosa em tempo algum, por.true não be movida q:llestão sobre o senhorio della;

e bem assi, se fôr contenda sobre a posse de alguma consa per aução real, que em Di- reito se chama hypothecaria. as 1 como se

o crédor demandar ao devedor, ou a algum

outro possuidor, a cousa, que lhe foi empe- nhada, para haver por ella sua divida, em tal caso essa aução assi movida será feita litigiosa, tanto que a lide for contestada, e não de outra maneira; mas a cousa deman- dada não será feita litigiosa, porque não he movida .questão sobre o senhorio della (1).