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CONTEÚDO

PROFº: PANTOJA
05 GRÉCIA – RELIGIÃO - IMAGINÁRIO
A Certeza de Vencer KL 280408

A IDÉIA DE MITO ENTRE OS GREGOS


A palavra Mito é usada correntemente pelo homem
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contemporâneo. Geralmente designa uma narrativa tradicional


conservada ao longo de gerações no interior de sua cultura com
características fantásticas e retratando feitos inverossímeis. Quando
hoje olhamos para as civilizações antigas é de costume apontar para
o conjunto de suas crenças religiosas e denominarmos estas de
“mitologia”, numa clara oposição com a religião cristã, tida como a
“verdade” revelada em seu livro sagrado.
De fato, ao contrário das grandes religiões monoteístas, os
gregos jamais tiveram um livro sagrado. A cosmogonia (teorias e
Cerâmica representando Édipo e a esfinge: O grande narrativas que explicam a origem do universo) e os mitos desta
mito grego representado na famosa tragédia de civilização chegaram até nós por intermédio de textos literários,
Sófocles serviu de base para teorias freudianas. históricos e filosóficos. Neste sentido, o mito era, dentro desta
cultura, uma linguagem usada para fornecer explicações acerca de
um passado remoto sobre o qual é impossível estabelecer provas de sua autenticidade. Deste modo, o mito é muitas vezes
encontrado na busca pelas origens seja do universo, dos deuses, da existência humana, das mulheres, das guerras ou das
instituições políticas.
Mito e História
Uma vez que apontamos a importância do mito para a busca das origens entre os gregos, surge a necessidade de
discutir sua relação com a história na maneira como era percebida por eles. Segundo sabemos durante os primeiros tempos da
história grega a palavra mythos não se opunha à palavra logos, ambas designavam uma espécie de relato que não era
diferenciado por seu conteúdo. Teria sido apenas no apogeu das cidades-estados que uma tentativa de separação teria sido
feita, observe nas palavras do grande estudioso francês dos mitos helênicos Jean-Pierre Vernant:

“(...). É somente no curso do século V que, entre certos autores, seus campos de aplicação vão se dissociar, mythos
passando a designar, por razões diversas segundo se é poeta como Píndaro, historiador como Heródoto e Tucídides, filósofo
como Platão e Aristóteles, o que se quer se definir e que se opõe, por isto fazer, aos domínios do demonstrado, do verificado,
do verossímil, do conveniente.”
VERNANT, Jean Pierre. “Fronteiras do Mito”. In: “Textos didáticos: Repensando o Mundo Antigo”.
IFCH/Unicamp. nº23 – Fevereiro de 2005. p.14

Vernant nos mostra a preocupação de certos autores gregos do século V em exigir a administração da prova daquilo que
seria tratado como verdade, ou no mínimo como confiável. Um grande exemplo desta preocupação está no historiador
ateniense Tucídides, autor de “A Guerra do Peloponeso”, veja o seu comentário sobre o que se pensava sobre a Guerra
de Tróia:
“(...). a expedição a Tróia haja sido maior do que qualquer das anteriores, apesar de menor que as do presente, (...) sendo
natural supor que ele1, como poeta, tenha adornado e amplificado a expedição, é evidente que ela foi comparativamente
pequena.”
“Segundo as minhas pesquisas, foram assim os tempos passados, embora seja difícil dar crédito a todos os
testemunhos nesta matéria. Os homens, na verdade, aceitam uns dos outros relatos de segunda mão dos eventos passados,
negligenciando pô-los à prova (...)”.
TUCÍDIDES. “História da Guerra do Peloponeso”. Brasília: Editora UNB. 2001. p. 7-8,13.

Podemos dizer, com o devido cuidado, que o mito está


sendo percebido como algo afastado devendo ser objeto das
fantasias dos poetas e dos logógrafos que visam os deleites e a
aprovação dos ouvintes em certo momento, um passado remoto
que não cabe ao historiador apresentar. A história deveria ser
feita com regras e campos delimitados para que seu conteúdo
pudesse ser útil para as gerações posteriores.
VESTIBULAR – 2009

Apoteose de Homero – Jean Auguste Dominique Ingres


(1897): O poeta a quem creditamos a autoria de “Ilíada” e
“Odisséia” aparece como uma importante fonte para o
estudo da história grega bem como para a divulgação de
sua mitologia.
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Homero
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TEXTOS ACERCA DA VIDA RELIGIOSA


TEXTO I: Ritos de Nascimento
Esses ritos em geral desenrolavam-se em torno do lar, pelo qual velaria Héstia. A criança – cujo nascimento era
anunciado por um ramo de oliveira colocado em cima da porta da casa, no caso de um menino, ou uma faixa de lã, no
de uma menina – era, cinco ou sete dias após o seu nascimento integrada ao lar família durante a cerimônia das
Anfidrômias: a criança era carregada ao redor da casa e, em seguida, depositada no chão. No décimo dia após seu
nascimento, oferecia-se um sacrifício seguido de banquete, e era geralmente nessa ocasião que a criança recebia seu
nome. Antes disso a casa era purificada dos miasmas resultantes do sangue derramado no parto.
MOSSÉ, Claude. “Dicionário da Civilização Grega”. RJ: Jorge Zahar Ed, 2004. p.250
TEXTO II: Ritos de passagem à adolescência
Os ritos de passagem à adolescência dizem mais respeito à religião cívica que à religião doméstica, em particular
o rito que consistia no sacrifício da cabeleira dos jovens a Ártemis durante o Festival das Apatúrias. É igualmente Ártemis
que preside a iniciação das moças, ou, melhor dizendo, de algumas, as chamadas urses, que passavam um ano a serviço
da deusa em seu santuário de Bráuron.
MOSSÉ, Claude. “Opcit” p. 250
TEXTO III: O Casamento
Na véspera do casamento, a jovem sacrificava seus brinquedos, e freqüentemente uma mecha de seu cabelo a
Ártemis. Os dois jovens purificavam-se com um banho ritual. No dia das bodas, um sacrifício seguido de banquete ocorria
na casa do pai da jovem, durante o qual objetos simbolizando a fecundidade eram trocados. À noite um cortejo
acompanhava a jovem esposa da casa de seu pai à casa de seu esposo, onde o pai e a mãe dele a esperavam. Ela dava
a volta na casa que então passava a ser sua, enquanto eram jogados figos secos e nozes em sua cabeça. No dia
seguinte, realizavam-se novos sacrifícios. Finalmente, por ocasião das festas das Apatúrias, o jovem esposo apresentava
sua mulher aos membros de sua frátria.
MOSSÉ, Claude. “Opcit” p. 250
TEXTO IV: Os Rituais Fúnebres
O morto era lavado e perfumado, vestido com roupas brancas e envolvido em faixas de pano. Durante um dia ou
dois ficava exposto na entrada da casa, enquanto as mulheres de sua parentela choravam e entoavam um canto fúnebre,
o trenó, arrancando-se os cabelos. O cadáver era então colocado em um carro e um cortejo o seguia de sua casa ao
cemitério, geralmente à noite. O corpo era enterrado ou cremado. Nesse último caso, as cinzas eram recolhidas em uma
urna . O túmulo era geralmente coberto por uma lápide, sobre a qual colocava-se um grande vaso ou uma estela, em
geral esculpida quando a família do morto era rica. Em torno do túmulo eram depositados oferendas, coroas, adereços e
alimentos. Um sacrifício seguido de banquete ocorria nos dias imediatamente subseqüentes aos funerais.
MOSSÉ, Claude. “Opcit” p. 250
QUESTÃO PROPOSTA
Teseu e o Minotauro

A imagem nos mostra uma cena extraída da mitologia grega, o conhecido duelo
entre Teseu e o Minotauro, alegorias como essa eram muitas vezes utilizadas
pelos gregos com a finalidade de demonstrar as origens de muitas instituições e
costumes daquele povo, construindo desta forma uma grande variedade de
narrativas que eram reproduzidas nos espaços públicos e privados por diversas
gerações. A respeito da religião e da religiosidade entre os gregos, considere as
seguintes proposições:

I. A Religião grega não apresentava Dogmas ou valores maniqueístas, tendo sua aplicação voltada para as atividades
práticas, uma vez que os gregos não a destinavam para a salvação das suas almas.
II. Os deuses gregos eram vistos como titãs, associados completamente aos elementos da natureza e completamente
distantes das características físicas e psicológicas dos homens. O panteão grego ressalta a noção de politeísmo da cultura
pagã clássica, envolvendo uma grande variedade de deuses, semideuses, heróis e entidades como sátiros e ninfas.
III. Os deuses gregos eram diferenciados dos seres humanos devido ao fato de serem imunes ao tempo e as feridas,
serem capazes de se tornarem invisíveis, percorrerem longas distâncias quase instantaneamente e terem o poder de falar
com os seres humanos sem o conhecimento destes.
VESTIBULAR – 2009

IV. Os gregos preocupavam-se com a oferenda periódica de sacrifícios animais aos deuses olímpicos com a finalidade de
buscar a proteção destes contra a ida para o Tártaro (Mundo dos mortos, governado por Hades), uma espécie de inferno
para onde os condenados eram enviados depois da morte.
Estão corretas:
A) II e V B) I, II e IV C) I, II, III e IV D) II, III, IV e V E) I, II, III e V

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