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DIREITO CIVIL III

PROFª. JANICE CLÁUDIA FREIRE SANT’ANA

OBRIGAÇÕES

1 ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES

1.1 Noção

1.2 Natureza jurídica

2. QUEM DEVE PAGAR

3. A QUEM SE DEVE PAGAR

4. OBJETO DO PAGAMENTO

5. PROVA DO PAGAMENTO

6. LUGAR DO PAGAMENTO

7. TEMPO DO PAGAMENTO

NOÇÃO DE PAGAMENTO

PAGAMENTO

Direito

Romano

chamava-se

solutio

derivada de solvere.

Pagamento

sentido técnico-jurídico =>

execução de qualquer espécie de obrigação.

Pagamento

Significa o cumprimento ou adimplemento da

obrigação.

Código Civil dá o nome à realização voluntária da prestação debitória, tanto

quanto procede do devedor como quando

provém de terceiro, interessado ou não na

extinção do vínculo obrigacional.

Artigo 304

Qualquer

interessado

na

extinção

da

obrigação pode pagá-la, usando se o credor

se opuser, dos

exoneração do devedor.

meios

conducentes

à

Princípios aplicáveis ao cumprimento

da obrigação

a) Da boa-fé ou diligência normal;

a) Da pontualidade.

Princípio da boa-fé

Exige que as partes se comportem de forma

correta não só durante as tratativas como também durante a formação e o cumprimento

do contrato.

Agir de boa-fé significa comportar-se como pessoa correta na execução da obrigação.

Probidade e boa-fé (artigo 422 do CC/2002).

Princípio da pontualidade

Exige que a prestação seja cumprida em

tempo, no momento aprazado, e também de forma integral, no lugar e forma devidos.

Só a prestação devida, cumprida integralmente, desonera o obrigado, salvo no

caso de onerosidade excessiva reconhecida

por sentença (art. 478 do CC/2002).

Espécies de pagamento

DIRETO MODO NORMAL DE EXTINÇÃO DA

OBRIGAÇÃO

INDIRETO

PAGAMENTO

a) Voluntariamente

b) Por meio de execução forçada, em razão de sentença ou determinação judicial.

Natureza jurídica

se enquadra no rol dos atos jurídicos em sentido amplo, da categoria dos atos lícitos.

Corresponde a um contrato por também

resultar de um acordo de vontades, estando

sujeito a todas as suas normas.

Natureza jurídica

Predomina o entendimento de o pagamento tem natureza contratual, ou seja, resulta de

um acordo de vontades, estando sujeito a

todas as suas normas.

Requisitos de validade do pagamento

a)

a existência de um vínculo obrigacional;

b)

a intenção de solvê-lo (animus solvendi);

c)

o cumprimento da prestação;

 

d)

a pessoa que efetua o pagamento (solvendi);

e)

a

pessoa

que

recebe

o

pagamento

(accipiens).

Existência de um vínculo obrigacional

existência de um débito, é indispensável, pois

sem ele a solutio, como ato desprovido de causa, daria lugar à restituição (Art. 876 do

CC/2002).

Intenção de solvê-lo

A intenção daquele que paga de extinguir a

obrigação animus solvendi apresenta-se como requisito essencial.

Não se exige uma vontade qualificada, nem tampouco uma vontade dirigida à extinção da

relação obrigacional, bastando a mera

intenção.

Cumprimento da prestação

Deve ser feito pelo devedor (solvens), por

seu sucesso ou por terceiro.

Feito por erro enseja repetição do indébito.

Solvens e accipiens

Exige-se a presença do SOLVENS, DE QUEM

PAGA, SEU SUCESSOR OU DE QUEM DE DIREITO O REPRESENTE.

Solvens e accipiens

Exige-se a presença do CREDOR (ACCIPIENS),

DE SEU SUCESSOR OU DE QUEM DE DIREITO OS REPRESENTE.

O pagamento efetuado a quem não desfruta dessas qualidades é indevida e propicia o

direito à repetição.

QUEM DEVE PAGAR

DEVEDOR PRINCIPAL INTERESSADO.

QUALQUER INTERESSADO

TERCEIRO NÃO INTERESSADO

QUEM DEVE PAGAR

Condições subjetivas do pagamento

Artigos 304 a 307 do CC/2002.

Pagamento efetuado por pessoa

interessada

Artigo 304

Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor.

Terceiro interessado

Interesse jurídico na extinção da dívida, isto

é, que está vinculado por lei ou por contrato.

Fiador, avalista, solidariamente obrigado; o

herdeiro, o adquirente de imóvel hipotecado e o sublocatário, que podem ter seu

patrimônio afetado caso não ocorra o

pagamento.

Interessado

o principal interessado é o devedor, mas

aqueles que se encontram em alguma da situações mencionadas a ele são

equiparados, pois tem legítimo interesse ao

cumprimento da obrigação. Assiste-lhes o direito de efetuar o pagamento, sub-rogando-se, de pleno direito, nos direitos do credor.

Sub-rogação

Artigo 334 do CC/2002 terceiro interessado.

Transfere-se àquele que pagou todos os direitos,

ações, privilégios e garantias do primeiro credor

em relação à dívida contra o devedor principal e seus fiadores (artigo 349)

A recusa do CREDOR em receber o pagamento dá- lhe o direito de promover a consignação.

Obrigação intuitu personae

Em razão das qualidades pessoais do devedor,

somente a este incumbe a solução.

O CREDOR não é obrigado a receber de

outrem a prestação imposta ao DEVEDOR ou só a ele exequível (artigo 247)

Inexistindo tal restrição, qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá- la.

Pagamento efetuado por terceiro não

interessado

Artigo 304

Parágrafo único: igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste.

Terceiro não interessado

Aquele que não tem interesse jurídico na

solução da dívida, mas outro interesse.

Exemplos:

Pai que paga dívida do filho, pela qual não podia ser responsabilizado.

Decorrente de amizade ou relacionamento

amoroso.

Terceiros não interessado

Podem até consignar o pagamento, em caso

de recusa do credor em receber, desde que, porém o façam “em nome e à conta do

devedor, agindo assim, como seu

representante ou gesto de negócios, salvo oposição deste”.

Terceiros não interessado

O devedor pode opor-se ao pagamento de sua

dívida por terceiro não interessado, mesmo que seja em nome e à sua conta, poderá o

credor, cientificado da oposição, alegar justo

motivo para não receber.

Terceiros não interessado

A oposição do devedor retira do terceiro

interessado a legitimidade para consignar o pagamento.

O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor,

não obriga a reembolsar aquele que pagou, se

o devedor tinha meios para ilidir a ação. (artigo 306 do CC/2002).

Terceiro não diretamente interessado

não se sub-roga nos direitos do credor.

Se pagar antes do vencimento da dívida só

terá direito ao reembolso no vencimento.

Busca-se evitar um terceiro não interessado mal intencionado, exemplo, um desafeto do devedor, que poderia exigir mais do que o credor primitivo.

Terceiro não interessado

Terceiro não interessado, desde que pague a

dívida em nome e por conta do devedor.

Não pode consignar em seu próprio nome,

por falta de interesse. Se pagar a dívida em

seu próprio nome (não podendo consignar), tem direito de reembolso do que pagou, mas não se sub-roga-se nos direitos de CREDOR.

Terceiro não interessado

Se pagar a dívida em seu próprio nome (não

podendo consignar), tem direito de reembolso do que pagou, mas não se sub-roga-se nos

direitos de CREDOR.

Se pagar a dívida em nome do DEVEDOR

(pode consignar), entende-se que quis fazer uma liberalidade, sem qualquer direito de

reembolso.

A QUEM SE DEVE PAGAR

O pagamento deve ser feito ao CREDOR, a

quem de direito o represente ou aos seus sucessores daquele, sob pena de não se

extinguir a obrigação.

Artigo 308

A quem se paga

Mesmo tendo efetuado de forma incorreta o

pagamento será considerado válido se for RATIFICADO pelo credor ou se for revertido

em seu proveito.

Artigo 308 do CC/2002

Espécies de representantes do credor

LEGAL

JUDICIAL

CONVENCIONAL

LEGAL

É o que decorre da lei, como os pais, tutores

e curadores, respectivamente, representantes legais dos filhos, tutelados e dos curatelados.

JUDICIAL

Judicial ocorre em juízo

É aquele nomeado pelo juiz, como o INVENTARIANTE, o ADMINISTRADOR DA

FALÊNCIA e o ADMINISTRADOR DA EMPRESA

PENHORADA.

CONVENCIONAL

É aquele que recebe mandato outorgado pelo

CREDOR, com poderes especiais para receber e dar quitação.

Considera-se

autorizado

receber o

a pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.

Validade do pagamento efetuado a

terceiro que não o credor

O pagamento a quem não ostenta a qualidade

de CREDOR, SUCESSOR OU REPRESENTANTE DO CREDOR, na data em que foi efetuado não

tem efeito liberatório, não exonera o devedor.

Pagamento feito a terceiro exonera o

devedor quando:

For ratificado pelo CREDOR, ou seja, se este

confirmar o recebimento por via do referido terceiro ou fornecer recibo; ou ainda, se

o

pagamento

CREDOR.

reverter-se

em

proveito

do

Pagamento efetuado ao credor

putativo

Artigo 309

“O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que não

era credor.

Credor putativo => é aquele que se apresenta aos olhos de todos como verdadeiro credor. Exemplo: herdeiro aparente. Locador aparente.

Pagamento efetuado ao credor incapaz

Artigo 310

“Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não

provar que em benefício dele reverter.

A quitação reclama CAPACIDADE e, sem ela, o pagamento não vale. Mas, provado que se reverteu em proveito do incapaz, cessa razão

da ineficácia.

Pagamento efetuado ao credor incapaz

Artigo 310

“Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele reverter.

O dispositivo não faz distinção se se trata de

INCAPACIDADE RELATIVA OU ABSOLUTA. Assim a eficácia do pagamento se aplica a ambas as incapacidades.

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Pagamento efetuado ao credor cujo

crédito foi penhorado

Artigo 312

“Se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado

da penhora feita sobre o crédito, ou da

impugnação a ele oposta por terceiro, o

pagamento não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar de novo, ficando-

lhe ressalvado o regresso contra o credor.

Pagamento efetuado ao credor cujo

crédito foi penhorado

Pagamento não valerá contra o exequente ou

embargante.

DEPÓSITO JUDICIAL

Quando a penhora recai sobre um crédito o

devedor é notificado a não pagar ao credor, assim, não valerá contra o exequente ou

embargante, que poderá exigir do DEVEDOR A

PAGAR DE NOVO, ficando-lhe ressalvado o regresso contra o CREDOR.

Pagamento efetuado ao credor cujo

crédito foi penhorado

SOLVENS

(QUEM

PAGOU)

PODE

SER

CONSTRANGIDO A PAGAR DE NOVO.

DO OBJETO DO PAGAMENTO

CONTEÚDO DA PRESTAÇÃO OBRIGATÓRIA

PRESTAÇÃO

“O credor não pode ser obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa”. (artigo 313)

DO OBJETO DO PAGAMENTO

O devedor se libera entregando ao credor

exatamente o objeto que prometeu dar,

realizando o ato a que se obrigou ou, ainda, abstendo-se do fato nas obrigações negativas, sob pena de a obrigação converter-se em perdas e danos.

DO OBJETO DO PAGAMENTO

Quando o objeto da prestação é complexo,

abrangendo diversas prestações, o devedor não

se exonera enquanto não cumpre a integralidade do débito, na sua inteira complexidade.

DO OBJETO DO PAGAMENTO

Prestação integral:

“Ainda que a obrigação tenha por objeto

prestação divisível, não pode o credor ser

obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou”. (artigo 314)

PROVA DO PAGAMENTO

É importante que o devedor possa de forma

cabal demonstrar o pagamento, o

adimplemento da obrigação, evidenciando a solutio. Assim, ao realizar a prestação devida,

o devedor tem o direito de exigir, ao pagar a

prestação, a quitação da dívida, que deverá ser dada pelo credor, esta é a prova do

pagamento.

Quitação

Consiste na declaração unilateral escrita,

emitida pelo credor, de que a prestação foi efetuada e o devedor fica liberado,

comumente chamado de RECIBO.

PROVA DO PAGAMENTO

Pagamento não se presume, e sim prova-se

pela regular quitação fornecida pelo credor.

O devedor tem o direito de exigir a QUITAÇÃO,

podendo reter o pagamento e consigná-lo se não lhe for dada. (Artigos 319 e 320 do

CC/2002).

Requisitos da quitação

Deve conter:

A. O valor, espécie da dívida;

B. O nome do devedor, ou de quem pagou por

este;

C. Tempo e lugar do pagamento;

D. Assinatura

do

credor,

ou

representante. Artigo 320 do CC/2002 Deve ser dada por escrito.

de

seu

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Princípio da relativização do pagamento

Ainda que falte alguns dos requisitos, “valerá

a quitação, se de seus termos ou circunstâncias resultar haver sido paga a

dívida” (artigo 320 do CC/2002).

Juiz pode analisar as circunstâncias do caso concreto e a boa-fé do devedor ao exigir o recibo, concluir pelo pagamento e declarar

extinta a obrigação.

Princípio da relativização do recibo de quitação

Acolhimento de forma indireta do referido

princípio.

Juiz pode analisar as circunstâncias do caso

concreto e a boa-fé do devedor ao exigir o recibo, concluir pelo pagamento e declarar extinta a obrigação.

Princípio da relativização do pagamento

Prevalecendo esse princípio o devedor fica

liberado apenas e tão somente em relação às verbas na quitação expressamente

mencionadas.

Princípio da relativização do pagamento

De nada vale constar do RECIBO a plena, rasa

e irrevogável quitação para não mais reclamar se as verbas nele contidas não

corresponderem ao montante efetivo do

crédito.

Encontra respaldo nos princípios que veda o enriquecimento sem causa, da probidade, da

boa-fé objetiva. (artigo 422)

Princípio da relativização do pagamento

Valerá

quitação

dada

o

instrumento

que

a

particular, ainda

originou seja instrumento público.

por

que

contrato

de

Artigo 320

As presunções do pagamento

A exibição da quitação é o meio normal de

comprovação do pagamento.

A comprovação pode também se fazer, em

alguns casos, por meios diversos da quitação.

Presunções

Prevalecendo esse princípio o devedor fica

liberado apenas e tão somente em relação às verbas na quitação expressamente

mencionadas.

De nada vale constar do RECIBO a plena, rasa e irrevogável quitação para não mais reclamar se as verbas nele contidas não corresponderem ao montante efetivo do

crédito.

Presunções de pagamento

Quando a dívida representada por título de

crédito, que se encontre na posse do devedor;

Quando o pagamento é feito em quotas

sucessivas, existindo quitação da última;

Quando há quitação do capital, sem reserva dos juros, que se presumem pagos.

Presunção do pagamento

Dívida representada por título de crédito

do pagamento Dívida representada por título de crédito Prova do pagamento Pagamentos feitos em quotas sucessivas.

Prova do pagamento

Pagamentos feitos em quotas sucessivas.

Quitação do capital

Primeira presunção

Regra: a entrega do título ao devedor firma a

presunção do pagamento. Artigo 324

Restituição do título de crédito ao DEVEDOR.

TÍTULO QUE REPRESENTAVA A DÍVIDA.

Ficará sem efeito a quitação assim operada se o CREDOR provar, em sessenta dias, a falta de pagamento.

Primeira presunção

Presunção juris tantum posse do título

O CREDOR pode provar a falta de pagamento, sendo que o título se encontra indevidamente nas mãos do DEVEDOR (exemplo: furto, extravio, conluio com o encarregado da cobrança).

Segunda presunção

Quando

quotas

periódicas, a quitação da última estabelece, até prova em contrário, a presunção de

estarem solvidas as anteriores.

pagamento

for

o

em

Presunção DEVEDOR,

estabelecida

em

mas

não

é

absoluta,

prova em contrário.

favor

se

do

admite

Terceira presunção

Artigo 323

“Sendo a quitação do capital sem reserva dos juros, estes presumem-se pagos”.

Terceira presunção

Capital = produz rendimentos

Juros= não produzem rendimentos

Logo, se o capital estiver quitado presumir-se-á o pagamento dos juros.

Credor não imputaria a quitação do capital se os juros não tivessem sido incluídos.

LUGAR DO PAGAMENTO

Artigo 327.

“Efetuar-se-á o pagamento no lugar do domicilio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resulta da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias.

Parágrafo

mais

único:

Designados

dois

ou

lugares, cabe ao credor escolher entre eles.

LUGAR DO PAGAMENTO

Convenção das partes

As partes podem convencionar o lugar em que a

obrigação deverá ser cumprida.

Se não o fizer, ou se do contrário não resultar da lei ou se das circunstâncias nem a natureza da

obrigação, efetuar-se-á no domicilio do

devedor.

Dívida

Quérable

Dívida Quérable DÍVIDA PORTÁBLE 73

DÍVIDA

PORTÁBLE

Dívida quérable

Quesível

=

credor

busca,

procura

o

pagamento no domicilio do devedor.

Regra devem ser pagas no domicílio

DEVEDOR. Favor debitoris.

do

Dívida portable

Portável=

devedor

busca,

procura

o

pagamento no domicilio do credor.

Exceção Dívida paga do domicílio do

CREDOR. Necessário que o contrato ou a lei

expressamente consigne DOMICÍLIO DO CREDOR.

TRANSFORMAR DE QUÉRABLE PARA

PORTABLE

Fatos posteriores podem transformar uma

dívida de quérable em portable.

O pagamento reiteradamente feito em outro

lugar faz presumir renúncia do CREDOR relativamente ao previsto no contrato.(Artigo

330).

Exemplo: Contrato de Locação.

Determinação da lei

A lei pode contrariar a presunção estabelecida

em favor do DOMICÍLIO DO DEVEDOR.

Exemplos:

Lei tributária domicílio do credor.

Lei de alimentos domicílio do credor.

Tradição de imóvel lugar onde situa o bem.

Decorrência da natureza da obrigação

Exceção à regra geral => como acontece nos

despachos de mercadoria via correio, com frete a pagar, em que este deve ser solvido

na local de destino, pelo destinatário, por

ocasião da retirada.

Existência de circunstâncias especiais

Algumas

circunstâncias

pagamento,

especiais

tornando

vezes,

determinam o

inaplicável a regra do domicílio do devedor.

Exemplo:

Contrato de Empreitada, em que a prestação prometida só poderá ser cumprida no local

em que se realiza a obra, ou nos contratos de trabalho a serem prestados em determinada

indústria.

Existência de mais de um lugar para

pagamento

Se o contrato estabelece mais de um lugar para

o pagamento, caberá ao CREDOR escolher o que mais lhe aprouver.

CREDOR deve cientificar o DEVEDOR, em tempo, sobre o lugar escolhido para efetuar o PAGAMENTO; sob pena de o PAGAMENTO vir a ser validamente efetuado pelo devedor em

qualquer dos lugares, à sua escolha.

Mudança de domicílio do devedor

O Código Civil não trata da questão, mas apesar

da omissão, é razoável que o CREDOR possa optar por manter o local originalmente fixado.

Se isso não for possível e o pagamento tiver que ser efetuado no novo domicilio do devedor, arcará este com as despesas acarretadas ao credor, tais como taxas, remessas bancárias,

correspondências, dentre outras.

DO TEMPO DO PAGAMENTO

IMPORTANTE SABER O MOMENTO QUE SE DEVE

ADIMPLIR A OBRIGAÇÃO.

TEMPO DO PAGAMENTO

As obrigações puras, com estipulação de

data para o pagamento, devem ser solvidas nessa ocasião, sob pena de inadimplemento e

constituição do devedor em mora de pleno

direito (artigo 397).

TEMPO DO PAGAMENTO

Caso não tenha sido ajustada a época do

pagamento o credor pode exigi-lo imediatamente (artigo 331), salvo disposição

especial do Código Civil.

TEMPO DO PAGAMENTO

Nos

contratos,

o

prazo

se

presume

estabelecido em favor do DEVEDOR.

Artigo 133

 

Obrigação pecuniária

Trata-se

entregar

dinheiro, ou seja, de resolver dívida em dinheiro.

não

uma coisa.

da

obrigação

de

Objeto:

Prestação

dinheiro

em

e

É espécie particular de obrigação de dar.

Dívida em dinheiro

Artigo 318 do CC/2002

A dívida em dinheiro deve ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal, salvo dispostos nos artigos subsequentes, que prescrevem a possibilidade de corrigi-lo monetariamente.

Princípio do nominalismo

Valor nominal consiste no valor atribuído

pelo Estado no ato da emissão ou cunhagem da moeda.

Princípio do nominalismo

O devedor de uma quantia em dinheiro libera- se da obrigação entregando a quantia de

moeda mencionada no contrato ou título da

dívida, e em curso no lugar do pagamento, ainda que desvalorizada pela inflação, ou seja,

mesmo que a referida quantia não seja suficiente para a compra dos mesmos bens

que podiam ser adquiridos, quando contraída

a obrigação.

89

Princípio do nominalismo

O devedor de uma quantia em dinheiro libera-

se da obrigação entregando a quantia de moeda mencionada no contrato ou título da

dívida, e em curso no lugar do pagamento,

ainda que desvalorizada pela inflação, ou seja, mesmo que a referida quantia não seja

suficiente para a compra dos mesmos bens

que podiam ser adquiridos, quando contraída a obrigação.

(GONÇALVES, 2013)

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Escala móvel

Escala

móvel

monetária,

estipulação contratual.

critério

ou

decorrente

da

de

lei

atualização

de

ou

Trata-se da adoção de escala de cláusula de escala móvel, pelo qual a prestação deve variar segundo os índices de custo de vida.

Índices de correção monetárias.

ESCALA DE VALOR

INPC

Índice Nacional de Preço ao Consumidor - Calculado

pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE mede a variação de preços, entre os dias 1º a 30 de cada mês, de produtos consumidos pela

família com renda entre 1 a 33 salário mínimo.

IGPM

Índice Geral de Preço de Mercado - Calculado pela

Fundação Getúlio Vargas (mede a variação de preços

entre os dias 21 de um mês a 20 de outro mês de referência, de produtos de família com renda entre 1 a 8 salários mínimos

ESCALA DE VALOR

IGP/DI

Índice Geral de Preço - Calculado pela FGV (calculado por meio de ponderação do IPA- 60%, IPC/RJ 30%,

INCC, 10%).

ESCALA DE VALOR

DIEESE

Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Calculado pelo DIEESE mede a

variação de preços, entre os dias 1º a 30 de cada mês, de

produtos consumidos por famílias com renda entre 1 a 30 salário mínimo.

FIPE

Fundação Instituto de Pesquisa Econômica - Calculado

pela FIPE - mede a variação de preços entre os dias 1º a

30 do mês de referência, de produtos de famílias com renda entre 1 a 30 salários mínimos.

IPCA

Índice Preço ao Consumidor Amplo - Calculado pela IBGE mede a variação de preços entre os dias 1º a 30 de cada mês por famílias, com renda entre1 a 40 salários mínimos.

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Dívida de valor

O dinheiro não constitui objeto da prestação,

mas apenas representa seu valor, diz-se que a dívida é de valor.

Exemplo: No caso de uma desapropriação, depois da perícia ficou determinado que o valor do imóvel é de R$ 230.000,00.

Dívida de valor

O dinheiro não constitui objeto da prestação,

mas apenas representa seu valor, diz-se que a dívida é de valor.

Exemplo: No caso de uma desapropriação, depois da perícia ficou determinado que o valor do imóvel é de R$ 230.000,00.

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OBRIGADA!

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