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Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul

Denise Pereira Rodrigues


Elisângela dos Santos Mariano

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RECÉM NASCIDO: UMA REVISÃO DA


LITERATURA A LUZ DA ENFERMAGEM

Santa Fé do Sul - SP
2010
Denise Pereira Rodrigues
Elisângela dos Santos Mariano

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO RECÉM NASCIDO: UMA REVISÃO DA


LITERATURA A LUZ DA ENFERMAGEM

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao


curso de Enfermagem das Faculdades
Integradas de Santa Fé do Sul, como requisito
parcial à obtenção do título de enfermeiro.
Área de concentração: Saúde da Mulher.
Orientador: Prof. Jussara Britto Batista
Gonçalves

Santa Fé do Sul - SP
2010
Denise Pereira Rodrigues
Elisângela dos Santos Mariano

Assistência de enfermagem ao recém nascido: uma revisão da literatura a luz da enfermagem

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Enfermagem das Faculdades


Integradas de Santa Fé do Sul, como requisito parcial para obtenção do título de enfermeiro.
Área de Concentração: Saúde da mulher
Aprovado em __ de ____ de 2010.

________________________________
Esp. Jussara Britto Batista Gonçalves
Orientadora
Professora da FUNEC

_____________________________
Prof. A
Professora da Funec

______________________________
Prof. C
Professora da Funec
DEDICATÓRIA

A Deus, por ter me capacitado para que eu pudesse chegar até essa conclusão de
curso, que fazia parte de um sonho que Ele e os meus pais Elias e Maria José, fizeram se
realiza e sempre nós momentos difícil estavam do meu lado, apoiando e dando forças para
não desistir, pois por eles que continuo essa batalha.

Denise
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho de conclusão da graduação primeiramente a Deus que nos


momentos de fraqueza me deu força e sabedoria para continuar minha jornada, aos meus pais
Neuza e Ogno porque sem eles eu não seria nada que sempre estiveram do meu lado, me
ajudando, me compreendendo, me dando amor,carinho e confiando na minha capacidade.

Elisângela
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por ter me dado suporte necessário para chegar até aqui, pois tantas
vezes pensei em desistir, também por Ele ter me acolhido, me amparado e dado força e
coragem suficientes para que hoje pudesse contemplar mais uma conquista.

Denise
AGRADECIMENTOS

A Deus, que me ajudou dando forças e saúde para batalhar a cada dia obrigado senhor
por sempre estar comigo, aos meus pais que sempre estiveram do meu lado em todas as
situações sempre me dando força,carinho, amor e confiando em mim e na minha capacidade.
A minha vozinha Maria que me ensinou parte do que sou.
O meu irmão Emerson que muito me aconselhou nas horas difíceis.
A minha irmã Danielen que é tudo pra mim.
Minha segunda mãe Maria Luiza que sempre me ajuda com muito conselho e oração,
e as minhas irmãs Valéria, Adrielen, o Magno.
Meus sobrinhos Emelli, Weverton e Wellington pelo simples fato de existirem, a
Sandra que pra mim é parte da família uma pessoa muito especial pra mim, minha cunhada
Geise que também já me ajudou muito e os demais familliares.
A minha grande amiga Déia que é como uma irmã pra mim, a Monise , a Rainéria, a
Denise, a Tatiane, a Silvia,o Zé Luis, o Luis, o Aristides e todos outros amigos e colegas de
classe.
A todos professores, em especial a professora Jussara que é minha orientadora,
agradeço a paciência, estímulo e dedicação, a Flávia, Taise, Carmem, Vanessa, Ana Letícia e
Edirlei.

Elisângela
A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um
verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas.

Antoine de Sainte-Exupéry
RESUMO

RODRIGUES, D.P.; MARIANO, E.S. Assistência de enfermagem ao recém nascido: Uma


revisão da literatura a luz da enfermagem. 2010. 43f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Enfermagem) – Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul - SP, 2010.

O presente trabalho tem como objetivo principal mostrar o desenvolvimento da enfermagem


no cuidado ao neonatal. Primeiramente aborda-se a adaptação fisiológica e algumas
características físicas e fisiológicas do recém nascido como medidas e os mecanismos de
perda de calor. Posteriormente é abordado as condições fisiológicas de outros sistemas, dentre
os quais destacamos o sistema hematopoiético, sistema hidroeletrolítico, sistema renal,
sistema músculo esquelético, sistema nervoso, sistema digestivo e sistema neurológico dentre
outros. A última parte do trabalho trata dos cuidados imediatos ao recém nascido,
descrevendo a importância da neonatologia para o recém nascido e a importância do
enfermeiro neonatal, pois o a assistência da enfermagem ao recém-nascido inicia-se
imediatamente após o parto, com uma avaliação da capacidade do bebê de ajustar-se
satisfatoriamente à vida extra-uterina.

Palavras-chave: Neonatologia. Assistência da Enfermagem. Recém-Nascido.


ABSTRACT

RODRIGUES, D.P.; MARIANO, E.S. Maternal adaptation in the postpartum period: an


understanding of care about the look of nursing. 2010. 43f. Conclusion Course (Graduate
Nursing) - Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul - SP, 2010.

The present work has as main objective to show the development of nursing in the neonatal
care. Primarily deals with the physiological adaptation and some physical and physiological
characteristics of the newborn as measures and mechanisms of heat loss. It is then addressed
the physiological conditions of other systems, among which we highlight the hematopoietic
system, electrolyte system, renal system, musculoskeletal system, nervous system, digestive
system and neurological system among others. The final section deals with the immediate
care to newborns, describing the importance of neonatology for the newborn and the
importance of neonatal nurse, as the assistance of nursing the newborn begins immediately
after birth, with a capacity assessment Baby adjust satisfactorily to life outside the womb.

Key-words: Neonatology. Care Nursing. Newborn.


LISTA DE ABREVIATURAS

RN: Recém nascido


pH: Potencial hidrogeniônico
LISTA DE TABELAS

TABELA 1 - Sistema de Índices de Apgar.........................................................................31


LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 - Mecanismos de perda de calor.......................................................................21


FIGURA 2 – Cuidados imediatos ao recém nascido...........................................................30
LISTA DE FIGURAS

GRÁFICO 1 - Curvas de crescimento de diferentes partes e tecidos do corpo...................21


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................26
2 OBJETIVOS..........................................................................................................................29
2.1 Objetivo Geral.................................................................................................................29
2.2 Objetivos Específicos......................................................................................................29
3 METODOLOGIA..................................................................................................................30
3.1 Tipo de Pesquisa.............................................................................................................30
4. ADAPTAÇÃO FISIOLOGICA DO RECÉM-NASCIDO...................................................31
4.1. Características Físicas e Fisiológicas.............................................................................32
4.1.1 Medidas........................................................................................................................32
4.1.2. Cabeça.........................................................................................................................32
4.2 Mecanismo da Perda de Calor ...........................................................................................33
5 CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS DE OUTROS SISTEMAS ................................................35
5.1 Termorregulação.............................................................................................................35
5.2 Sistema Hematopoiético.................................................................................................35
5.3 Equilíbrio Hidroeletrolítico.............................................................................................35
5.4 Sistema Renal..................................................................................................................36
5.5 Sistema Tegumentar........................................................................................................36
5.6 Sistema Musculoesquelético...........................................................................................36
5.7 Sistema Respiratório.......................................................................................................37
5.8 Sistema Urinário.............................................................................................................37
5.9 Sistema Nervoso.............................................................................................................37
5.10 Sistema Digestivo.........................................................................................................38
5.11 Sistema Endócrino........................................................................................................38
5.12 Sistema Neurológico.....................................................................................................38
5.13 Funções Sensoriais .......................................................................................................39
6. CUIDADOS IMEDIATOS AO RECÉM- NASCIDO ....................................................41
6.1 Escala de Apgar .................................................................................................................42
7. A IMPORTÂNCIA DA NEONATOLOGIA PARA OS RECÉM_NASCIDOS ...........44
7.1 A Importância da Enfermagem Neonatal ..........................................................................47
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................49
REFERÊNCIAS........................................................................................................................50
1 INTRODUÇÃO

A motivação em realizar esse trabalho surgiu durante as aulas práticas no campo do


puerpério e alojamento conjunto, nos cuidados prestados pela enfermagem ao binômio mãe e
filho.
O delicado momento de transição do meio intra para o meio extra-uterino é marcado
por inúmeras mudanças para a criança, envolvendo alterações em todos os sistemas corporais
e expõe o recém-nascido a uma ampla variedade de estímulos externos (KENNER, 2001).
O meio intra-uterino proporciona um ambiente de aconchego, de temperatura e
luminosidade constantes, os ruídos são ouvidos suavemente, não necessitando de esforços
para realizar as funções vitais. Com o nascimento do bebê vai se adaptando gradualmente ao
meio extra-uterino superando as dificuldades inerentes ao seu desenvolvimento
(MALDONADO, 1990).
Desde os primeiros minutos de vida, o recém-nascido deve ser observado com muito
cuidado, por que ele ainda não tem meio de defesas no corpo e está totalmente sensível a
infecções (PIZATO; POIAN, 1988).
Para garantir ao recém nascido a adaptação satisfatória no meio extra-uterino, são
necessários procedimentos e observações cuidadosas que compreende: avaliação inicial
realizada através do Índice de Apgar, avaliação transicional durante o período da reatividade e
a avaliação periódica efetiva por meio do exame físico sistemático. Para a realização dessas
atividades é necessário que o enfermeiro esteja capacitado para todas as fases do cuidado no
período pós-natal, para que possa reconhecer as possíveis intercorrências e intervir
adequadamente, para que o recém-nascido obtenha uma adaptação satisfatória (WHALEY;
WONG, 1989).
Em relação à manutenção corpórea no modelo humanista prioriza-se o aquecimento do
RN, no contato pele a pele com a mãe em um quarto aquecido e, se necessário, cobri-lo com
um cobertor (ODENT, 2002).
Outro tipo de contato importante que se estabelece entre a mãe e o RN (Recém-
nascido) é o visual. Um estudo demonstrou a existência de movimentos oculares de bebês de
zero a seis meses verificando-se a existência de uma fixação rudimentar desde o primeiro dia
de vida que se estabilizava em torno do quinto dia (MALDONADO, 1990).
Quando a mãe é a pessoa que está mais em contato com o bebê e que também lhe
oferece outras estimulações, o primeiro objeto atraente que surge no campo visual do RN é o
rosto da mãe. Os cuidados maternos foram a base da vida emocional e de relacionamento do
RN (MALDONADO, 1990).
Entre os anos de 1870 e 1920 na Europa houve um movimento que visava a saúde da
criança tendo como objetivo principal a preservação da vida das crianças, isso devido as altas
taxas de mortalidade somada a diminuição nas taxas de natalidade. Com o surgimento desse
movimento neonatal que é um dos primeiros registrados pela história, o cuidado preventivo
passou a ser praticado, maternidades foram ampliadas e incubadoras foram fabricadas
(LUSSKY, 1999 apud OLIVEIRA;RODRIGUES; 2005).
Pierre Budin obstetra francês é considerado o pai da neonatologia, pois o mesmo
preocupou-se com os recém-nascidos além das salas de parto. Budin criou um ambulatório de
puericultura no Hospital Charité, em Paris, no ano de 1892 (AVERY, 1978).
Segundo Oliveira (1999), o marco para a pediatria brasileira ocorreu com a
inauguração da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, em 1882, esta clínica era equipada com
um consultório infantil e realizava cursos sobre doenças das crianças, ministrados pelo
médico Artur Moncorvo de Figueiredo.
2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

Compreender a adaptação do RN após as primeiras horas de vida extra uterina, e os


cuidados de enfermagem no período neonatal.

2.2 Objetivos Específicos

 Conhecer a adaptação fisiológica do RN nas primeiras horas de vida extra


uterina;
 A importância da Neonatologia para os Recém- nascidos.
 Mostrar a importância da assistência de enfermagem no período neonatal.
3 METODOLOGIA

Para Richardson (2006), a metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e


exata de toda ação desenvolvida no método.
Método é o “caminho pelo qual se chega a determinado resultado...”(HEGEMBERG,
1976: II- 115).
Para Trujillo (1974, p.24), método é como se procede ao decorrer do caminho. Os
métodos constituem instrumentos básicos para a ordem de início aos pensamentos, ordem na
forma do cientista para alcançar um objetivo. Método vem do grego méthodos (meta além de,
após de mais ódos = caminho e metodologia são regras para o método científico, por
exemplo: a necessidade de observar.

3.1 Tipo de Pesquisa

O tipo de pesquisa adotado para este trabalho foi o de revisão bibliográfica, que é
desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos
científicos (GIL, 1991).
Segundo Marconi e Lakatos (2005) a pesquisa bibliografia abrange toda a bibliografia
já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais,
revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc.
A pesquisa bibliográfica é aquela realizada a partir do registro disponível que decorre
de uma pesquisa realizada anteriormente,em impressos, livros, artigos e teses, onde são
armazenados dados ou terias, trabalhadas e registradas por outros pesquisadores e esses textos
tornam- se fontes a serem pesquisadas (SEVERINO, 2009)
Para o desenvolvimento do trabalho foi realizada uma busca bibliográfica no acervo
literário da biblioteca da Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul
(FUNEC), além de consultas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), por meio da Base
Eletrônica SciELO (Scientific Eletronic Library On Line).
4. ADAPTAÇÃO FISIOLOGICA DO RECÉM-NASCIDO

A mais profunda alteração fisiológica do recém-nascido é a transição da circulação


fetal ou placentária para a respiração independente. A perda da conexão placentária significa a
perda do suporte metabólico completo, especialmente, o suprimento de oxigênio e a retirada
de dióxido de carbono. Os estresses normais do trabalho de parto e do parto produzem
alterações nos padrões de troca gasosa placentária, do equilíbrio ácido-básico no sangue e da
atividade cardiovascular no lactente (WONG, 1999).
O período inicial de quatro semanas após o nascimento geralmente é conhecido como
período neonatal, embora suas principais características pertençam às primeiras duas semanas
de vida pós-natal. Durante esse período, o bebê faz as adaptações fisiológicas necessárias à
transição da vida intra-uterina para a extra-uterina. As alterações mais drásticas ocorrem no
momento do nascimento, muitas outras igualmente importantes, acontecem durante o
primeiro ou o segundo dia de vida. A partir daí as alterações prosseguem em um ritmo um
pouco mais lento (ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
No Sistema Respiratório a alteração fisiológica mais crítica e imediata necessária para
o recém-nascido é o início da respiração. Os estímulos que ajudam a deflagrar a primeira
respiração são, basicamente, químicos e térmicos. Os fatores químicos no sangue (oxigênio
baixo, dióxido de carbono elevado e pH baixo) iniciam impulsos que excitam o centro
respiratório na medula (KIMURA; BUENO, 2009).
Para a manutenção da vida, o aparelho respiratório deve funcionar imediatamente após
o nascimento. A perda da placenta, responsável pelas trocas gasosas até o nascimento, implica
alterações radicais e imediatas que permitem aos pulmões desempenharem tal função. O
início da respiração ao nascer é uma continuação dos movimentos respiratórios anteriores
com o acréscimo de movimento do ar para dentro e para fora dos pulmões, bem como o
intercâmbio de gases nos pulmões (ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
No Sistema Circulatório o volume sanguíneo do recém-nascido é de 10% a 12% do
seu peso corporal. Os níveis de células vermelhas, hemoglobina e hematócito sanguíneos são
mais elevados, garantindo uma adequada oxigenação nos primeiros dias de vida, antes da
completa expansão dos pulmões. Por volta do segundo ao terceiro mês, devido à acentuada
hemólise das hemácias fetais, detecta-se anemia fisiológica na criança (SIGAUD;
VERISSIMO, 1996).
Ao nascer a criança muda seu padrão circulatório pois deixa de depender da placenta
para incluir os pulmões em expansão, e seu sistema circulatório se adapta logo após o seu
nascimento onde o sangue oxigenado flui através do seu corpo da mesma maneira que no
adulto (ANATHALLE, 2000).

4.1. Características Físicas e Fisiológicas

4.1.1 Medidas

Nos primeiros dias de vida, a criança perde cerca de 10% do seu peso ao nascer. Até o
final do primeiro ano, seu peso triplica e sua estatura aumenta em 50%. Neste período, a
cabeça do bebê corresponde a ¼ do comprimento total do corpo (SIGAUD; VERISSIMO,
1996).
Na média um bebê feminino mede 50 cm e o masculino 52 cm (BRASIL, 1994).

4.1.2. Cabeça

Comparativamente com a cabeça de um adulto, o crânio do bebê é grande e sua face


relativamente pequena, sendo a proporção face-crânio de 1:8 no bebê e de apenas 1:2 ou 1:2,5
no adulto. Os maxilares do bebê são pequenos e sua mandíbula mal desenvolvida parece
recuada; sendo que o desenvolvimento desses ossos ocorrem de acordo com a mastigação
(ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
Gráfico 1: Curvas de crescimento de diferentes partes e tecidos do corpo
Fonte: BRASIL, 2002.

4.2 Mecanismo da Perda de Calor

A perda de calor, que começa no parto, pode ocorrer através de quatro mecanismos
que são a evaporação, condução, radiação e convecção. (KENNER, 2001).

Radiação Convecção

Evaporação Condução

Figura 1: Mecanismos de perda de calor.


Fonte: RIBEIRO, 2005
Evaporação é a perda de calor que ocorre quando fluidos (água insensível, perspiração
visível e fluidos pulmonares) se tornam vapor no ar seco. Quanto mais seco o ambiente, maior
a perda de calor por evaporação. A perda acentuada de calor por evaporação que ocorre com o
parto pode ser minimizada secando-se imediatamente o recém-nascido e removendo-se os
campos molhados (MARCONDES, 2002)
Condução: Essa forma de perda de calor ocorre quando a pele entra em contato direto
com um objeto mais frio, uma balança ou uma bancada fria. Qualquer superfície metálica que
o bebê for colocado deverá ser forrada (GARCIA, 2002)
Radiação: Uma superfície sólida mais fria sem contato direto com o neonato pode
causar perda de calor através da radiação. Fontes comuns de perda de calor radiante incluem
as paredes e janelas da incubadora (SCOCHI, 1997).
Convecção: A perda de calor da superfície corporal para o ar circunjacente mais frio
ocorre através de convecção. Ela é maior em ambientes resfriados. Assim, a sala de parto
resfriada para o conforto da equipe de saúde pode causar perda significativa de calor
convectivo no recém-nascido (GARCIA, 2002).
O resfriamento do bebê após o nascimento pode ser consideravelmente reduzido
quando medidas imediatas são tomadas para minimizar a perda de calor na própria sala de
parto. Os cuidados imediatos na sala de parto incluem a secagem rápida do bebê para reduzir
a perda de calor por evaporação do líquido amniótico, a substituição de cobertores molhados
por outros secos e a colocação imediata do bebê em uma incubadora ou sob um aquecedor
irradiante (ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
5 CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS DE OUTROS SISTEMAS

5.1 Termorregulação

Depois de estabelecer a respiração, a regulação térmica é mais crítica para a sobrevida


do recém-nascido. Embora a capacidade de produção de calor do recém-nascido seja
adequada, diversos fatores predispõem o recém-nascido à perda excessiva de calor
(RIBEIRO,2005).

5.2 Sistema Hematopoiético

Tal como outro sistemas corporais, o sistema hematopoiético não está totalmente
desenvolvido ao nascimento. As características hematológicas que garantiram a oxigenação
tissular adequada intra-útero precisam ser substituídas por alguns elementos mais maduros
após o nascimento (KENNER, 2001).

5.3 Equilíbrio Hidroeletrolítico

As alterações ocorrem no volume hídrico corporal total, no volume de líquido


extracelular e no volume de líquido intracelular durante a transição da vida fetal para a pós-
natal. Ao nascimento, o peso total do recém-nascido é composto por 73% de líquido, em
comparação com a taxa de 58% no adulto. O recém-nascido apresenta uma proporção
relativamente maior de líquido extracelular que o adulto e, por conseguinte, possui um nível
mais elevado de sódio e cloreto corporais totais e um menor nível de potássio, magnésio e
fosfato (WONG, 1999).
5.4 Sistema Renal

Um sistema renal relativamente imaturo torna o neonato suscetível a desidratação,


acidose e desiquilíbrio eletrolítico quando ocorre diarréia e vômitos. Os túbulos renais
estreitos e curtos do neonato inibem a concentração e a acidificação da urina e aumentam a
fração dos aminoácidos, fosfatos e bicarbonatos excretados. Do mesmo modo, os rins do
recém-nascido são relativamente infeicazes para secretar os íons de hidrogênio nos túbulos
para promover o equilíbrio ácido-básico (KLAUS; MARTIN & FANAROFF, 1995).

5.5 Sistema Tegumentar

Ao nascimento, todas as estruturas pertencentes à pele estão presentes, mais muitas


das funções do tegumento são imaturas. As duas camadas da pele, a epiderme e a derme, estão
frouxamente ligadas entre si e são muito delgadas. A fricção discreta através da epiderme,
como por causa da retirada rápida da fita adesiva, pode provocar a separação destas camadas e
a formação de bolhas. A zona de transição entre as camadas cornificada e viva da epiderme é
eficaz para evitar que o líquido alcance a superfície cutânea (SAMPAIO, 2000).

5.6 Sistema Musculoesquelético

O sistema músculo esquelético contém maiores quantidades de cartilagem do que o


osso ossificado embora o processo de ossificação seja muito rápido durante o primeiro ano. O
nariz, por exemplo, é formado predominantemente por cartilagem ao nascimento e, com
freqüência é achatado pela força da expulsão. Os seis ossos cranianos são relativamente moles
e são separados apenas por junções membranosas. Os seios não estão completamente
formados no recém-nascido (WONG, 1999).
5.7 Sistema Respiratório

Ao nascimento, a respiração do bebê passa a acontecer por meio dos pulmões. Essa
adaptação constitui-se num fator crítico à sua sobrevivência. O movimento inspiratório é
estimulado pela queda do oxigênio, elevação do dióxido de carbono e queda do pH sanguíneo.
Grande parte do conteúdo líquido dos pulmões do feto é expelida no parto e o restante é
reabsorvido pelo organismo, permitindo a entrada do ar até os alvéolos (SIGAUD;
VERISSIMO, 1996).

5.8 Sistema Urinário

Ao nascimento, a bexiga contém urina que pode ser eliminada imediatamente ou em


vinte e quatro horas. O lactente produz urina diluída devido à imaturidade renal. Apresenta
micções freqüentes, pois sua bexiga tem pequena capacidade (SIGAUD; VERISSIMO, 1996).

5.9 Sistema Nervoso

Quanto ao sistema nervoso devem ser observados o estado de alerta, tipo do choro,
simetria dos movimentos, postura, tônus muscular. Ao nascimento o sistema nervoso é
imaturo, mas os reflexos presentes permitem a sobrevivência do bebê. À medida em que se dá
a mielinização e conexão das fibras nervosas, alguns destes reflexos vão sendo substituídos
por comportamentos intencionais, ou desaparecem. Esse processo de existência e
transformação dos atos reflexos denota função neurológica normal (NEME, 2000).
5.10 Sistema Digestivo

Ao nascer, o recém-nascido precisa assumir as funções digestivas previamente


realizadas pela placenta incluindo o metabolismo de quantidades suficientes de água,
proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais para um crescimento e um
desenvolvimento adequados (KENNER, 2001).

5.11 Sistema Endócrino

Amiúde, o sistema endócrino do recém-nascido está adequadamente desenvolvido,


mas suas funções são imaturas. Por exemplo, o lobo posterior da hipófise produz quantidades
limitadas de hormônio antidiurético (ADH), ou vasopressina, o qual inibe a diurese. Isto torna
o lactente jovem altamente suscetível à desidratação.O efeito dos hormônios sexuais maternos
fica particularmente evidenciado no recém-nascido. (WONG, 1999).

5.12 Sistema Neurológico

O sistema nervoso não está completamente integrado, mas suficientemente


desenvolvido para sustentar a vida extra-uterina. A maior parte das funções neurológicas é
formada por reflexos primitivos. O sistema nervoso autônomo é crucial durante a transição,
pois ele estimula as respirações iniciais, ajuda a manter o equilíbrio ácido-básico e regula
parcialmente o controle da temperatura (WONG, 1999).
5.13 Funções Sensoriais

As funções sensoriais do recém-nascido estão notadamente bem desenvolvidas e


possuem um efeito significativo sobre o crescimento e o desenvolvimento, incluindo o
processo de vínculo (BRASIL, 2005).
Visão: A visão do recém nascido desenvolve-se rapidamente após o nascimento. Os
olhos são grandes quando comparados com o resto do corpo. A capacidade para a atividade
visual difere consideravelmente entre os recém-nascidos. No primeiro mês após o nascimento,
os períodos de atividade visual do bebê tornam-se mais longos, a fixação ou o
acompanhamento de objetos acentuam-se e o bebê é capaz de utilizar os dois olhos
simultaneamente (CRAMER, 1987)
O recém-nascido também demonstra preferências visuais: coloração mediana
(amarelo, verde, rosa) em relação à brilhante (vermelho, laranja, azul) ou cores reduzidas;
padrões de contraste de preto e branco, especialmente formatos geométricos e tabuleiro de
damas; objetos grandes com complexidade média, em vez de objetos pequenos e complexos,;
e objetos que refletem , em vez de objetos que absorvem (WONG, 1999).
Audição: O recém-nascido não é só capaz de ouvir bem, como parece ser capaz de
fazer discriminações precisas nos sons; geralmente pode localizar a direção geral de um som.
Alguns sons parecem ser significativos e confortantes para o bebê (ZIEGEL; CRANLEY,
1985).
Olfato: Os recém-nascidos reagem aos odores fortes, como ao álcool ou ao vinagre,
virando a cabeça para o lado. Os recém-nascidos amamentados são capazes de sentir o odor
do leite materno e choram por suas mães, quando os seios ficam ingurgitados e extravasando.
Os recém-nascidos também são capazes de diferenciar o leite materno de sua mãe do leite
materno de outras mulheres por meio do olfato. Acredita-se que os odores influenciam o
processo de vínculo e o aleitamento materno bem-sucedido (BRAZELTON, 1980).
Paladar: O recém-nascido distingue os sabores em torno do 1º ou 2º dias após o
nascimento. Em resposta a uma solução insalubre (como água esterilizada), a expressão facial
do recém-nascido permanece inalterada, já quanto a uma solução doce, produz uma sucção
satisfeita; uma solução azeda induz a uma careta e a cessação da sucção; uma solução amarga
provoca uma expressão fácil zangada, cessação da sucção (HOFFMAN,1995).
Tato: O recém-nascido tem uma percepção tátil bem desenvolvida, que serve como
um estímulo para a primeira respiração. As áreas corporais mais sensíveis incluem a face (em
torno da boca), as mãos e as plantas dos pés. O manuseio do recém-nascido proporciona
estimulação sensorial a partir de movimentos e do toque. Esse estímulo produz vigilância e
respostas de atenção e de orientação, sendo que essas respostas, por sua vez, influenciam o
desenvolvimento neonatal e a interação dos pais com o bebê. (KENNER, 2001).
6. CUIDADOS IMEDIATOS AO RECÉM- NASCIDO

São cuidados prestados ao recém-nascido logo após o nascimento, ou seja, nas duas
primeiras horas após o parto. Quando o parto é hospitalar, esses cuidados também são
chamados de admissão do recém-nascido, sendo realizados no centro obstétrico e no
alojamento conjunto (FIGUEIREDO, 2003).
Os cuidados imediatos consiste em: calçar luvas para proteger o profissional, pois o
bebê está envolto em líquido amniótico e sangue, que podem estar contaminados.Utilizar um
campo aquecido, segurar o bebê pelos pés e pelo dorso. Nunca pendurá-lo pelos pés, devido
ao risco de hemorragia intracraniana e tração do pedúnculo cerebral.Colocar o bebê sobre o
abdome ou nos braços da mãe, enxugando-o com o campo aquecido. O contato pele a pele
precoce entre mãe e bebê é importante que: manter a temperatura corporal do bebê (a
exposição a ambientes frios pode ocasionar quedas acentuadas de temperatura corporal, com
problemas metabólicos decorrentes;Estimula o feto entre mãe e bebê, possibilitando o contato
olhos nos olhos (em inglês usa-se a expressão face to face);Após o parto, os bebês são
colonizados por microorganismos; é melhor entrarem em contato com a flora cutânea da mãe
do que serem colonizados por bactérias dos profissionais ou de um hospital.Verificar a
permeabilidade da via aérea e avaliar o estado do bebê. Se estiver chorando vigorosamente ou
respirando bem, não é necessário aspirar as vias aéreas.(BECK; GANGES; GOLDMAN;
LONG, 2004)
Estimular o recém-nascido a explorar o peito de sua mãe, lambendo, cheirando e
sugando na primeira hora após o nascimento. Isso auxilia a formação do vínculo mãe-filho,
facilita o processo de aleitamento materno e provoca liberação de ocitocina, que atua tanto na
ejeção do leite materno quanto na contração uterina, diminuindo a perda sanguínea .Esses
cuidados são básicos e fundamentais, devendo ser prestados independente do local do
nascimento (domícilio, casa de parto, hospital ou mesmo via pública) e do tipo de parto
(vaginal, fórceps ou cesáreo) (FIGUEIREDO, 2003).
A enfermagem, pela natureza da sua atividade, exerce junto ao recém-nascido uma
atividade de cuidado humano; entendida aqui, como “uma característica única e essencial da
prática de enfermagem”(MENDES; BONILHA; 2003), contendo valores tais como paz,
liberdade, respeito e amor; tendo como sua razão existencial (da enfermagem) o “cuidar/
cuidado”(WALDOW; 1995). Assim o cuidador, quando imbuído dessa concepção, passa a
interagir com o recém-nascido (ser cuidado), no contexto de uma prática profissional, onde a
relação humana é valorizada.

Figura 2: Cuidados imediatos ao recém-nascido


Fonte: BRASIL, 2002.

6.1 Escala de Apgar

A escala de Apgar é importante como um instrumento de rastreamento inicial, sendo


utilizada para avaliação do lactente imediatamente após o parto. Reflete a condição do bebê
depois da tensão do trabalho de parto e do parto, permite uma avaliação rápida daquelas
funções essenciais à vida e que precisam começar imediatamente para se processe a adaptação
à vida extra-uterina. A partir dessa escala pode-se determinar grosseiramente o grau de
atenção ou de depressão do recém-nascido após o parto. Na avaliação pelo método de Apgar,
verificam-se as respostas imediatas dos sistemas cardiovascular e respiratório às alterações
inerentes à vida extra-uterina, e obtém-se uma idéia superficial do estado dos centros
inferiores do sistema nervoso pela observação do tônus muscular e da irritabilidade reflexa do
bebê. A escala de Apgar é importante para o reconhecimento precoce de qualquer problema
(ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
A escala de Apgar é importante para o reconhecimento precoce de qualquer problema

TABELA 1
Sistema de Índices de Apgar

Sinal 0 1 2
Frequencia cardíaca Não identificável Lento (menos de 100) Acima de 100
Esforço respiratório Ausente Lento, irregular Bom, chorando
Tônus muscular Flácido Alguma flexão das Movimento ativo
extremidades
Irritabilidade reflexa
1. Resposta à palmada na Nenhuma resposta Careta Choro
sola do pé
2 Resposta ao cateter na
narina (testada após Nenhuma resposta Careta Tosse ou espirro
limpar a orofaringe)
Cor Azul-pálido Corpo rosado, Completamente rosado
extremidades azuladas
Fonte: ZIEGEL; CRANLEY (1985; p.390)
7. A IMPORTÂNCIA DA NEONATOLOGIA PARA OS RECÉM_NASCIDOS

O contato físico muito precoce entre mãe e filho tem importância prioritária na visão
humanizada de cuidados ao bebê ainda na sala de parto. A fim de se evitar separações
desnecessárias entre o binômio, o que poderia prejudicar o aleitamento materno e a
aproximação ao bebê, é importante reduzir ao estritamente necessário os procedimentos
realizados no pós-parto imediato, quando se tratar de um bebê de baixo risco (CRUZ;
SUMAN; SPÍNDOLA, 2007).
Segundo Zveiter (2003), a maneira como o bebê nasce, seja com suavidade,
sofrimento, violência, tranqüilidade ou paciência, terá implicações diretas na efetividade do
vínculo com sua mãe.
Foi desenvolvida uma filosofia de assistência ao parto, denominada humanização do
parto e nascimento, cuja preocupação essencial é acolher bem o recém-nascido (RN),
suavizando o impacto da diferença entre o mundo intra e extra-uterino. Segundo Maldonado
(1990), é preconizado o emprego de uma luz difusa na sala de parto, silêncio, ambiente menos
frio e tranqüilo, uma música suave e o contato corporal imediato entre a mãe e o RN. Este
deve ser colocado sobre o ventre da mãe logo após o nascimento, sendo acariciado por ela e
somente após alguns minutos corta-se o cordão umbilical.
Neste sentido, Laçava; Goldman e Vieira (2002), afirma que em condições
satisfatórias para a mãe e o concepto, logo após o parto, deve-se estimular o contato físico
entre ambos e a sucção precoce por contribuírem para o estabelecimento ou continuidade do
vínculo além de favorecer a contratilidade uterina e auxiliar no processo de amamentação.
A humanização do atendimento aos usuários do Sistema único de saúde é uma das
metas do Ministério da Saúde. O Programa de Humanização do Pré-Natal e do Nascimento
(PHPN) estabeleceu os princípios da atenção a ser prestada nos diferentes níveis de atenção à
saúde pública e garantiu à mulher o direito de dar à luz recebendo uma assistência
humanizada e de boa qualidade (BRASIL, 2001).
Para Dias (2001), na década de 90, no Rio de Janeiro, a secretaria municipal iniciou a
implantação da Política de Humanização do Parto e Nascimento tendo como uma das
estratégias a hierarquização da assistência ao parto, com a inclusão da assistência aos partos
de baixo risco por enfermeiras obstétricas conforme o exemplo de alguns países europeus.
Os cuidados prestados ao RN imediatamente após o parto são essenciais para a
adaptação do bebê diminuindo a morbi-mortalidade neonatal. O delicado momento de
transição do meio intra para o extra-uterino é marcado por inúmeras mudanças para a criança.
O meio intra-uterino proporciona um ambiente de aconchego, de temperatura e luminosidade
constantes, os ruídos são ouvidos suavemente, não necessitando de esforço para realizar as
funções vitais. Com o nascimento do bebê vai se adaptando gradualmente ao meio extra-
uterino superando as dificuldades inerentes ao seu desenvolvimento (CRUZ; SUMAN;
SPÍNDOLA, 2007).
Para Zveiter (2003), a primeira hora de vida de um bebê é um período denominado de
inatividade alerta do RN que dura em média quarenta minutos. Esses momentos iniciais são
uma fase sensível, precursora de apego e a primeira oportunidade da mãe ser sensibilizada
pelo seu bebê, nesse contexto destaca-se a importância que a realização de procedimentos
assume na sala de parto. O profissional de saúde envolvido no nascimento é uma figura
facilitadora ou não deste processo, possibilitando a aproximação precoce entre a mãe e seu
filho para que o vínculo se estabeleça. Nesta concepção, as ações dos profissionais de saúde
no pós-parto imediato em relação aos cuidados prestados ao recém-nascido podem interferir
negativamente na aproximação precoce entre a mãe e o bebê.
Nos modelos tecnocrático e humanista de assistência ao parto e nascimento, adotam-se
procedimentos distintos para assistir à parturiente e o RN. Nos relatos de Davis-Floyd (2001),
o modelo tecnocrático emprega os recursos tecnológicos disponíveis, valoriza a hierarquia, a
burocracia e visualizam o corpo como uma máquina.

No modelo humanista de assistência o corpo é percebido como um


organismo havendo união entre o corpo e a mente. Existe a conexão do
paciente aos seus aspectos múltiplos (família, sociedade, saúde) e aos
profissionais, valorizando-se a consideração, bondade e respeito (DAVIS-
FLOYD; 2001, p.23).

De acordo com Mantagu (1988), os cuidados imediatos podem ser efetivados de


diferentes formas de acordo com o tipo de modelo de assistência adotado. Após o nascimento,
sempre que for possível, o bebê deverá ser encaminhado para sua mãe. A secção do cordão
umbilical imediatamente após o nascimento ocasiona a separação do binômio e impede o
contato e a aproximação precoce de ambos.
No modelo de assistência humanizada Odent (2002), observa-se que apesar da secção
do cordão umbilical ser um cuidado imediato, desde que a mãe e bebê estejam em boas
condições, não necessita ser realizado logo após o nascimento, podendo-se preservar o
contato precoce entre a mãe e o RN.

No modelo medicalizado no momento em que o bebê nasce, geralmente, o


cordão umbilical é cortado, ergue-se a criança para mostrá-la à mãe e ela é
levada para o berço aquecido, não havendo qualquer tipo de aproximação e
interação entre o binômio, sendo impossibilitados de dar seguimento ao
vínculo precoce que se estabelece logo após o nascimento (LACAVA;
GOLDMAN; VIEIRA, 2002, p.231).

Em relação à manutenção da temperatura corpórea no modelo humanista prioriza-se o


aquecimento do RN, no contato pele a pele com a mãe em um quarto aquecido e, se
necessário, cobri-lo com um cobertor, na assistência intervencionista é preconizado que a
perda calórica é minimizada secando-se rapidamente a pele e o cabelo do RN colocando-o em
ambiente aquecido (WHALEY; WONG; 1999).
Outro tipo de contato importante que se estabelece entre a mãe e o RN é o visual. Um
estudo demonstrou a existência de movimentos oculares de bebês de zero a seis meses
verificando-se a existência de uma fixação rudimentar desde o primeiro dia de vida que se
estabilizava em torno do quinto dia. Quando a mãe é a pessoa que está mais em contato com o
bebê e que também lhe oferece outras estimulações, o primeiro objeto atraente que surge no
campo visual do RN é o rosto da mãe. Os cuidados maternos formam a base da vida
emocional e de relacionamento do RN (MALDONADO, 1990).
Segundo Davis-Floyd (2001), a vertente humanizadora de assistência ao parto e
nascimento preconiza que os profissionais devem estimular a aproximação entre a mãe e o
bebê no pós-parto imediato, em contato pele a pele. Os cuidados podem ser prestados
mantendo-se e respeitando este momento de interação para que se favoreça o estabelecimento
precoce do vínculo. A importância da proximidade e do toque entre o binômio, mencionando
em pesquisas que evidenciam as vantagens no estado de saúde, atenção e responsividade dos
filhos que foram carregados no colo em comparação com os que não o foram. È relatado que
os bebês acariciados pela mãe logo após o nascimento apresentavam uma incidência menor de
resfriados, gripes, vômitos, diarréias em relação aos que foram desprovidos desse ato.
A existência de um período sensível, imediatamente após o parto, foi evidenciada em
estudo conforme descreve. Durante esta fase, um contato intenso e ininterrupto da mãe com o
seu bebê proporcionam a receptividade mais precoce da mãe e sua adaptação, dando
prosseguimento ao vínculo que começou a ser estabelecido já na vida intra-uterina. Outros
benefícios deste contato inicial incluem o fato de a amamentação ocorrer mais cedo e o
estreitamento da atração emocional (DIAS, 2005).

7.1 A Importância da Enfermagem Neonatal

A enfermagem profissional está se adaptando para atender às mudanças nas


necessidades e expectativas de saúde. Uma dessas adaptações pode ser notada na Expansão do
papel do enfermeiro. Está foi a resposta à necessidade de melhorar a distribuição de serviços e
diminuir o custo do cuidado à saúde. O enfermeiro que funciona em papel ampliado dá um
atendimento direto aos pacientes por uma prática em agência de atendimento de saúde ou em
associação a um médico. A especialização evoluiu na expansão dos papéis da Enfermagem,
em conseqüência à explosão crescente da tecnologia (PRADO JÚNIOR, 2008).
O enfermeiro que deseja se especializar em cuidados com neonatos dispõem de
técnicas específicas para o atendimento dos mesmos, valorizando a rotina diária de cada
hospital. Seu foco é na provisão do cuidado direto aos pacientes em ambiente que promova
um grau significativo de autonomia e colaboração com outros profissionais de saúde,
trabalhando em contextos tanto de atendimento a casos agudos como não agudos
(SMELTZER; BARE, 2006).
Essa especialidade teve bastante enfoque com Silverman, que foi pioneiro em
estabelecer o uso de processos cuidadosamente controlados em berçário de prematuros. O
interesse da Dra. Dunhan sobre problemas clínicos dos recém-nascidos levou-a enfatizar a
importância do controle contínuo dos dados federais sobre a mortalidade de recém-nascidos.
Isto serviu de base para a política federal, aumento do interesse nos serviços de cuidados
materno-infantis assim como nas pesquisas peri e neonatais (AVERY et al., 1984).
A assistência da enfermagem ao recém-nascido inicia-se imediatamente após o parto,
com uma avaliação da capacidade do bebê de ajustar-se satisfatoriamente à vida extra-uterina
(ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
Avaliações repetidas são então realizadas nas horas e nos dias que se seguem, para
determinar a idade gestacional do bebê, seu estágio de desenvolvimento, adaptação ao
ambiente, condição física e habilidades de comportamento (ZIEGEL; CRANLEY, 1985).
A avaliação da idade gestacional do recém-nascido, de sua condição física, sua
adaptação e suas habilidades são essenciais à administração de assistência adequada.
Vários métodos foram desenvolvidos como auxiliares para a avaliação sistemática do
recém-nascido, para determinar seu estágio de desenvolvimento e avaliar uma série de
diferentes habilidades, entre eles: (1) escala de Apgar; (2) diafragmas de crescimento intra-
uterino; (3) sistemas de pontos para avaliação clínica da idade gestacional; (4) exame físico e
(5) escala de avaliação de comportamento neonatal de Brazelton (ZIEGEL; CRANLEY,
1985).
O papel da enfermagem junto ao recém-nascido é uma atividade de cuidado humano;
entendida aqui, como “uma característica única e essencial da prática de enfermagem”
(WALDOW; 1995; POLIT; HUNGLER; 1995), contendo valores tais como paz, liberdade,
respeito e amor; tendo como sua razão existencial (da enfermagem) o “cuidar/
cuidado”(WALDOW; 1995). Assim o enfermeiro quando imbuído dessa concepção, passa a
interagir com o recém-nascido (ser cuidado), no contexto de uma prática profissional, onde a
relação humana é valorizada.
A função da enfermagem, dentro da instituição hospitalar, baseia-se em diferentes
atividades, entre elas a que se denomina procedimento de enfermagem. O procedimento de
cuidadores de enfermagem têm sob sua responsabilidade a execução de diversos
procedimentos, inerentes ao seu cotidiano de cuidado ao recém-nascido, e através deles têm a
oportunidade de exprimirem sua arte (MENDES; BONILHA; 2003).
O profissional da enfermagem portanto executa procedimentos e possui inúmeras
oportunidades de interagir com o recém-nascido. Para fazer o procedimento é necessária uma
aproximação e com a aproximação ocorre o ato de tocar para cuidar. De fato, quando o
procedimento é por ele encarado como parte da relação de cuidado com o recém nascido e
como uma oportunidade de interação, passa a ser percebido como uma dimensão da
comunicação (MENDES; BONILHA; 2003).
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O cuidado da enfermagem compreende uma seqüência dinâmica de atividades


planejadas, contínuas e deliberadas.
A assistência da enfermagem ao recém-nascido inicia-se com o nascimento do bebê.
No período imediatamente após o parto, o bebê precisa ser assistido para estabelecer e manter
sua respiração, e precisa ser imediatamente protegido contra a perda de calor ou receber
aquecimento. A identificação apropriada do bebê e provavelmente o tratamento profilático
contra a oftalmia gonocócica estão também incluídos na assistência inicial ao recém-nascido.
Dependendo da condição da mãe e do bebê, este lhe é entregue o mais breve possível, para
que o observe, segure e examine.
Nesta perspectiva, o cuidado do profissional da enfermagem tem como finalidade a
promoção do bem estar do recém-nascido e de sua família. Tal função é desempenhada
através de ações que objetivam prevenir doenças, assistir à criança na manutenção de um
nível de desenvolvimento, e tratar ou reabilitar crianças com alterações de saúde, bem como
manter o funcionamento e desenvolvimento da família.
O profissional de enfermagem neonatal também desenvolve uma abordagem familiar
que ajuda a facilitar a transição do neonato para a casa e promove uma interação positiva
entre pais e filhos. A enfermeira precisa avaliar as necessidades de educação dos pais a
respeito dos cuidados neonatais e identificar fatores de riscos de uma ligação entre pais e
filhos deficiente. A educação dos pais pode ser melhorada quando a enfermeira serve como
modelo de cuidados e fornece um reforço positivo durante as tentativas supervisionadas dos
pais de cuidar do bebê.
Diante de tais informações podemos concluir que é considerável e necessária a
presença dos cuidados de enfermagem na assistência ao recém- nascido.
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