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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA E CIENCIAS SOCIAIS – DTCS


CURSO DE AGRONOMIA CAMPUS III – JUAZEIRO-BA

DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE CAPTAÇÃO


DE ÁGUA

Diogo André Chagas


Édi Tácito Almeida R. de Sousa
Gersika Fakirra de Oliveira Nunes
José Roberto Linhares
Júnia Naara da Silva Carvalho
Paulo Henrique Assunção Galindo
Talita Rodrigues da Silva
Zilderly Gomes Varjão

JUAZEIRO
BAHIA-BRASIL
2008

1
Diogo André Chagas
Édi Tácito Almeida R. de Sousa
Gersika Fakirra de Oliveira Nunes
José Roberto Linhares
Júnia Naara da Silva Carvalho
Paulo Henrique Assunção Galindo
Talita Rodrigues da Silva
Zilderly Gomes Varjão

DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE CAPTAÇÃO


DE ÁGUA

O presente trabalho apresentado à disciplina


Hidráulica Agrícola no DTCS/UNEB, faz
parte das avaliações exigidas pelo Professor
titular Sérgio Queiroz para obter o conceito
de aprovação na matéria que faz parte da
carga horária do Curso de Engenharia
Agronômica.

DATA DE ENTREGA: 20/08/07


JUAZEIRO
BAHIA-BRASIL
2008

2
LISTA DE QUADROS

Página

QUADRO 1 - Métodos práticos para solucionar problemas com bombas centrífugas....25

QUADRO 2 - Relação entre a Perda de Carga e Vazão para o sistema analisado...........32

QUADRO 2 - Dados do projeto.......................................................................................33

QUADRO 4 - Memorial de cálculos...............................................................................33

3
LISTA DE FIGURAS
Página
FIGURA 1 - Partes de um sistema de captação de água............................................... 10
FIGURA 2 - Sucção Positiva........................................................................................ 11
FIGURA 3 - Sucção Negativa...................................................................................... 11
FIGURA 4 - Corte de uma bomba mostrando a carcaça em voluta............................. 14
FIGURA 5 - Vista lateral de uma carcaça circular....................................................... 15
FIGURA 6 - Localização dos Bocais de Sucção e Descarga.........................................16
FIGURA 7 - Partes de uma câmara de selagem simples................................................17
FIGURA 8 - Tipos de Impulsores..................................................................................18
FIGURA 9 - Arranjo típico de associação de bombas em série.....................................21
FIGURA 10 - Arranjo de uma associação de bombas em paralelo...............................22
FIGURA 11 - Arranjo de um Booster...........................................................................22

4
APRESENTAÇÃO

O nosso propósito principal é complementar a proposta de trabalho do professor


titular da disciplina Hidráulica Agrícola (Sérgio Queiroz), procurando nele compilar e
condensar, o aprendizado, compatível com o tempo em que se dispõe durante o semestre.
O presente trabalho descreve alguns procedimentos técnicos, básicos e práticos
sobre estações elevatórias, possibilitando, desta forma, o acompanhamento ou
desenvolvimento de projetos simples e eficientes de bombeamento, que é algo
extremamente importante dentro da hidráulica, mas que pode se tornar penoso, caso não
seja bem executado.

5
SUMÁRIO

Página

EQUIPE.................................................................................................................................2

LISTA DE QUADROS.........................................................................................................3

LISTA DE FIGURAS............................................................................................................4

APRESENTAÇÃO................................................................................................................5

Máquinas hidráulicas

RESUMO .............................................................................................................................8

INTRODUÇÃO.....................................................................................................................9

1.0. Estações elevatórias......................................................................................................9

2.0 Máquinas hidráulicas..................................................................................................10

3.0 Bombas centrífugas......................................................................................................12

3.1 Classificação dos principais tipos de bomba.................................................................14

3.1.1. Carcaça........................................................................................................................14

3.1.2. Bocais de Sucção lateral / Descarga lateral ...............................................................14

3.1.3. Câmara de vedação e Caixa de Enchimento...............................................................14

3.1.4. Rotor..........................................................................................................................18.

4.0 Bomba de estágio simples............................................................................................19

5.0 Bombas de estágios múltiplos......................................................................................20

6.0 Bombas em série..........................................................................................................20

7.0 Bombas em paralelo....................................................................................................21

8.0 Boosters........................................................................................................................22

9.0 Aplicação dos sistemas de elevação............................................................................23

6
9.1 Captação de água de rios...............................................................................................23

9.2 Captação de água de lagos e barragens (albufeiras)......................................................23

9.3 Extração de água de poços............................................................................................23

9.4 Adução por bombagem.................................................................................................23

9.5 Transferência de água tratada entre reservatórios.........................................................23

9.6 Lavagem de filtros em estações de tratamento..............................................................24

9.7 Aumento de pressão e de vazão através de bombas de reforço (BOOSTER)................24

9.7 Sistemas de esgoto..........................................................................................................24

10 Dimensionamento dos conjuntos elevatórios..............................................................26

11 Dimensionamento das linhas de recalque e sucção....................................................27

12 Escolha de uma bomba..................................................................................................26

13 Perda de carga................................................................................................................28

14 Perda de carga localizada..............................................................................................28

15 Cavitação nas bombas hidráulicas N.P.S.H(altura positiva líquida de

sucção...................................................................................................................................29

16 Golpe de Aríete...............................................................................................................31

CONCLUSÃO......................................................................................................................35

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................40

ANEXOS: Curva Característica da Bomba.

Descrição das peças do sistema, com os devidos diâmetros e valores (valores


sujeito a variações).

7
RESUMO

Este trabalho aborda procedimentos de projeto de um típico sistema de captação de


água para irrigação. Seguindo a análise dos elementos principais de um projeto de captação,
incluindo tubulação, bomba, motor e outros componentes do sistema.
O trabalho fornece de forma correta, o dimensionamento com seus principais
problemas e soluções de forma a atender as necessidades de um Sistema de Captação de
Água. A primeira finalidade prática, a qual nos propomos a cumprir, é a determinação das
velocidades nas tubulações, diâmetro das secções, perda de carga, altura manométrica e,
dimensionamento da bomba de sucção, para atender as necessidades do sistema de captação
de água e aos requisitos do projeto. Além desta, ressaltamos como é extremamente
importante, a intenção de detalhar os procedimentos técnicos para a correta especificação
dos equipamentos que compõem um sistema de recalque, evitando-se assim o super
dimensionamento.

8
INTRODUÇÃO

Há milhares de anos, no início da civilização, a luta dos nossos antepassados pela


sobrevivência era bem difícil e complicada. Os homens não possuíam instrumentos nem
muita técnica para produzir sua alimentação. Só conseguiam comer o que encontravam
sobre a terra, animais selvagens e plantas que brotavam na natureza. Eles viviam da caça e
da coleta. Assim a história da irrigação se confunde na maioria das vezes, com a história da
agricultura e da prosperidade econômica de inúmeros povos. Muitas das antigas
civilizações se originaram em regiões áridas, onde a produção só era possível com o uso da
Irrigação (Neto, 2005).
Com a evolução dos processos produtivos agrícolas, demonstrada principalmente
pela presença cada vez maior da irrigação e a crescente demanda por água, acompanhada
pela sua escassez (distâncias cada vez maiores), houve necessidade de projetar instalações
que pudessem proporcionar fornecimento de água com maior rapidez e eficiência. Sendo
assim, a presença de bombas hidráulicas num projeto de irrigação ou abastecimento, é de
suma importância, e o conhecimento das partes fundamentais ao seu bom funcionamento
merece a devida atenção e cuidado (Black, 1997).

1.0 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS

As Estações Elevatórias são utilizadas para a elevação de efluentes provenientes de


zonas de drenagem abaixo da cota da rede principal do coletor. Estes equipamentos
permitem ultrapassar as dificuldades de topografia do terreno, tornando possível a ligação
de coletores de drenagem com perfis diferentes a um coletor central (Ovava, 2006). Pode
estar situada numa captação ou numa conduta adutora, normalmente junto a um
reservatório ou à rede de abastecimento. (Semasa, 2006).
Uma estação elevatória de água de abastecimento é constituída por um conjunto de
electrobombas, constituídas por um motor e uma bomba, que bombeiam (ou elevam) a
água. Algumas estações elevatórias possuem um balão hidropressor para evitar sucessivos
arranques do motor, que provocam um grande desgaste nas suas peças. Nestes casos, o
motor arranca menos vezes e só quando a pressão atinge um valor mais baixo, já que o

9
balão hidropressor ajuda a manter a pressão da água, através da força do ar que é mantido
no interior do balão, nas alturas em que o motor está parado (Semasa, 2006).

Figura 1: Partes de um sistema de captação de água

2.0 MÁQUINAS HIDRÁULICAS

É uma máquina através da qual escoa água, e em que tem a finalidade de trocar
energia hidráulica, do escoamento, em energia mecânica, fornecida ou cedida por outra
máquina (Neto, 2005).
São máquinas motrizes que transformam a energia hidráulica em trabalho mecânico,
fornecendo, geralmente, sob a forma de conjugado que determina um movimento
praticamente uniforme, cuja finalidade é realizar o deslocamento de um líquido por

10
escoamento (Ovava, 2006). Isto é, máquinas que recebem energia potencial (força motriz
de um motor ou turbina), e transformam parte desta potência em energia cinética
(movimento) e energia de pressão (força), cedendo estas duas energias ao fluído bombeado,
de forma a recirculá-lo ou transportá-lo de um ponto a outro (Miranda, 2003).

2.1 Classificação dos principais tipos de bomba segundo (Neto, 2005).


Quanto à posição do eixo da bomba em relação ao nível da água:
a) Bomba de sucção positiva: quando o eixo da bomba situa-se acima do nível do
reservatório.

Figura 2.
Sucção
Positiva

b) Bomba de sucção negativa, “afogada”: quando o eixo da bomba situa se abaixo do nível
do reservatório.

Figura 3. Sucção Negativa


3.0 BOMBAS CENTRÍFUGAS

A maioria das bombas usadas em irrigação pertence ao tipo centrifuga de eixo


horizontal. Elas requerem escorvamento, válvula de pé, e é necessário observar o limite

11
máximo de altura estática de sucção. Podem ser portáteis ou fixas e são acionadas por
motores elétricos, a óleo ou gasolina (Bernardo, 1995).

A movimentação do fluído em Bombas Centrífugas, ou Turbobombas, ocorre pela


ação de forças que se desenvolvem na massa do mesmo, em conseqüência da rotação de um
eixo no qual é acoplado um disco (rotor, impulsor) dotado de pás (palhetas, hélice), o qual
recebe o fluído pelo seu centro e o expulsa pela periferia, pela ação da força centrífuga
(Schneider, 2001).

Assim em virtude da diferença de pressão que se estabelece no interior da bomba ao


ter lugar o movimento de rotação, a pressão à entrada do rotor torna-se inferior à existente
no reservatório de captação, dando origem ao escoamento do líquido através do
encanamento de aspiração, do reservatório inferior para a bomba.

Simultaneamente, a energia na boca de recalque da bomba, tornando-se superior à


pressão estática a que está submetida, a base da coluna líquida na tubulação de recalque,
obriga o líquido a escoar para uma cota superior ou local de pressão considerável
(Marcintyre, 1987).

Os principais requisitos para que uma bomba centrífuga tenha um desempenho


satisfatório, sem apresentar nenhum problema segundo (Lowara, 2003).

o Instalação correta,
o Operação com os devidos cuidados e,
o Manutenção adequada

Mesmo tomando todos os cuidados com a operação e manutenção, os engenheiros


freqüentemente enfrentam problemas de falhas no sistema de bombeamento. Uma das
condições mais comuns que obrigam a substituição de uma bomba no processo é a
inabilidade para produzir a vazão ou a carga desejada.

Existem muitas outras condições nas quais uma bomba, apesar de não sofrer
nenhuma perda de fluxo, ou carga, é considerada defeituosa e deve ser retirada de operação
o mais cedo possível. As causas mais comuns:

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 Problemas de vedação (vazamentos, perda de jato, refrigeração deficiente, etc.).
 Problemas relacionados a partes da bomba ou do motor:

o Perda de lubrificação
o Refrigeração
o Contaminação por óleo
o Ruído anormal, etc.

 Vazamentos na carcaça da bomba.


 Níveis de ruído e vibração muito altos problemas relacionados ao mecanismo
motriz (turbina ou motor).

Qualquer engenheiro operacional, com formação típica, que deseje proteger suas
bombas de falhas freqüentes, além de um bom entendimento do processo, também deverá
ter um bom conhecimento da mecânica das bombas. A prevenção efetiva requer a
habilidade para observar mudanças no desempenho, com o passar do tempo, e no caso de
uma falha, a capacidade para investigar a sua causa e adotar medidas para impedir que o
problema volte a acontecer.

Em geral, há principalmente três tipos de problemas com as bombas centrífugas:

I. Erros de projeto

II. Má operação

III. Práticas de manutenção ineficientes

3.1 Componentes de uma Bomba Centrífuga

3.1.1. Carcaça

13
A carcaça é usualmente uma peça fundida bipartida no plano horizontal ou diagonal,
com as conexões de admissão e descarga fundidas integralmente com a parte inferior.
Podendo ser de dois tipos: em voluta e circular (Black, 1997). Os impulsores estão
contidos dentro das carcaças. As Carcaças em voluta proporcionam uma carga mais alta,
carcaças circulares são usadas para baixa carga e capacidade alta.

Figura 4: Corte de uma bomba mostrando a carcaça em voluta

A voluta é tipo um funil encurvado que aumenta a área no ponto de descarga, como
mostrado na Figura 02. Como a área da seção transversal aumenta, a voluta reduz a
velocidade do líquido e aumenta a sua pressão.

Um dos principais propósitos de uma carcaça em voluta é ajudar a equilibrar a


pressão hidráulica no eixo da bomba. Porém, isto acontece melhor quando se opera à
capacidade recomendada pelo fabricante. Bombas do tipo em voluta funcionando a uma
capacidade mais baixa que o fabricante recomenda, pode imprimir uma tensão lateral no
eixo da bomba, aumentar o desgaste e provocar gotejamento nos lacres, mancais, e no
próprio eixo. Carcaças em dupla voluta são usadas quando as estocadas radiais ficam
significantes a vazões reduzidas.

14
A carcaça circular tem palhetas defletoras estacionárias, em volta do impulsor, que
convertem a energia de velocidade em energia de pressão. Convencionalmente, os difusores
se aplicam às bombas de múltiplos estágios.

Figura 5. Vista lateral de uma carcaça circular

As carcaças podem ser projetadas como carcaças sólidas ou carcaças bipartidas. A


carcaça sólida implica que toda a carcaça, inclusive o bocal de descarga, compõe uma peça
única, fundida ou usinada. Numa carcaça fendida, duas ou mais partes são firmadas juntas.
Quando as partes da carcaça são divididas no plano horizontal, a carcaça é descrita como
bipartida horizontalmente (ou bipartida axialmente). Quando a divisão é no plano vertical
perpendicular ao eixo de rotação, a carcaça é descrita como bipartida verticalmente, ou
carcaça bipartida radialmente. Os anéis de desgaste da carcaça atuam como um selo entre a
carcaça e o impulsor.

15
descarga

sucção

Figura 6. Localização dos Bocais de Sucção e Descarga.

3.1.2. Bocais de Sucção lateral / Descarga lateral

Os bocais de sucção e de descarga são localizados nos lados da carcaça


perpendicular ao eixo. A bomba pode ter carcaça bipartida axialmente ou radialmente.

3.1.3. Câmara de vedação e Caixa de Enchimento

Os termos câmara de lacre e caixa de enchimento referem-se ambos a uma câmara,


acoplada ou separada da carcaça da bomba, que forma a região entre o eixo e a carcaça
onde o meio de vedação é instalado. Quando o lacre é feito por meio de um selo mecânico,
a câmara normalmente é chamada câmara de selo. Quando o lacre é obtido por
empacotamento, a câmara é chamada caixa de recheio.

Tanto a câmara de selo como a caixa de recheio, tem a função primária de proteger
a bomba contra vazamentos no ponto onde o eixo atravessa a carcaça da bomba sob
pressão. Quando a pressão no fundo da câmara é abaixo da atmosférica, previne vazamento
de ar na bomba. Quando a pressão é acima da atmosférica, as câmaras previnem o
vazamento de líquido para fora da bomba.

16
As Câmaras de vedação e caixas de enchimento também podem ser disponíveis com
arranjos de resfriamento ou aquecimento para controle da temperatura. A Figura 06 abaixo
descreve uma câmara de selagem montada externamente, e suas diversas partes.

Figura 7. Partes de uma câmara de selagem simples

• Glândula: A glândula é uma parte muito importante da câmara de selo ou da caixa


de recheio. Ela dá o empacotamento ou o ajuste desejado do selo mecânico na
manga do eixo. Pode ser ajustada facilmente na direção axial. A glândula consiste
do selo, refrigeração, dreno, e portas da conexão do suspiro conforme os códigos de
padronização.

• Bucha: O fundo, ou extremo interno da câmara, é provido com um dispositivo


estacionário chamado bucha da garganta que forma uma liberação íntima restritiva
ao redor da manga (ou eixo) entre o selo e o impulsor.

• Bucha do regulador de pressão é um dispositivo que restringe a liberação ao redor


da manga (ou eixo), na extremidade externa de uma glândula do selo mecânica.

• Dispositivo circulante interno é um dispositivo localizado na câmara de selo para


circular fluido da câmara de selo para um refrigerador ou um reservatório fluido.
Normalmente é conhecido como anel de bombeamento.

17
• Selo mecânico: as bombas que trabalham com líquidos, onde é indesejável a
vazamento pelas gaxetas, devem possuir selo mecânicos.
• Alojamento do mancal abriga os mancais montados no eixo. Os mancais mantêm o
eixo ou rotor em alinhamento correto com as partes estacionárias sob ação de cargas
radiais e transversais. O compartimento do mancal também inclui um reservatório
de óleo para lubrificação, nível constante de óleo, e camisa para refrigeração por
circulação de água.

3.1.4 Rotor

O rotor é a parte giratória principal, que fornece a aceleração centrífuga para o


fluido. Eles são classificados em muitas formas:

Baseado na direção principal do fluxo em relação ao eixo de rotação

• Fluxo radial
• Fluxo axial
• Fluxo misto

Baseado no tipo de sucção

• Sucção simples: entrada do líquido em um lado.


• Dupla-sucção: entrada do líquido simetricamente ao impulsor, de ambos os lados.

Baseado na construção mecânica

• Fechado: coberturas ou paredes laterais que protegem as palhetas.


• Aberto: nenhuma cobertura ou parede para enclausurar as palhetas.
• Semi-aberto ou do tipo em vórtice.

Figura 8. Tipos de Impulsores.

18
o Os impulsores fechados, normalmente empregado por seu maior rendimento. As
palhetas são fundidas integralmente em ambos os lados, e são projetados para
impedir a retenção de materiais fibrosos entre as partes fixas e rotor, necessitando
de anéis de desgaste e estes anéis representam outro problema de manutenção
(Blanck, 1997).

o Impulsores abertos e semi-abertos têm menos probabilidade de entupir, mas


necessitam ajuste manual da voluta ou placa traseira, para o impulsor alcançar uma
fixação adequada e prevenir recirculação interna.

o Impulsores das bombas de vórtice são muito bons para sólidos e "materiais
viscosos", mas eles são até 50% menos eficientes em projetos convencionais.

o Anéis de desgaste: O anel de desgaste permite uma articulação fácil e


economicamente renovável anti vazamentos entre o impulsor e a carcaça, . Se a
liberação (espaço vazio entre as duas peças) ficar muito grande, a eficiência de
bomba diminuirá, causando problemas de calor e vibração. A maioria das bombas
precisam ser desmontadas para conferir a liberação do anel de desgaste, e
providenciar sua substituição, quando a liberação dobra.

4.0 BOMBA DE ESTÁGIO SIMPLES

Este tipo de bomba é adequado para instalações que recalcam contra cargas baixas
ou moderadas. A carga gerada por um único rotor é função de sua velocidade tangencial
(Black, 1970).
Segundo (Marcintyre, 1987), podemos admitir que, para alturas até 50m, se possa
usar um só estágio. Isto é apenas um indicativo, pois há fabricantes que usam um estágio
para alturas bem maiores, empregando motores com elevado número de rotações ou
diâmetros grandes.

19
5.0 BOMBAS DE ESTÁGIOS MÚLTIPLOS

As bombas centrífugas de estágios múltiplos são essencialmente bombas de alta


carga ou bombas de alta pressão, elas consistem de dois ou mais estágios, dependendo do
valor da carga contra a qual a bomba deve recalcar. Individualmente considerados, cada
estágio é essencialmente uma bomba, todavia elas são localizadas na mesma carcaça e os
rotores são montados no mesmo eixo. Em cada estágio subseqüente, a pressão é aumentada
ou criada até que a água seja fornecida pelo último estágio e volume para os quais a bomba
foi projetada (Black, 1970).
Segundo (Marcintyre, 1987), para bombas de vários estágios, cada um deve
proporcionar altura manométrica da ordem de 20 a 30m. este valor pode ser maior quando a
bomba de múltiplos estágios for para pressões muito elevadas.

Obs: A velocidade especifica se relaciona ao formato de um rotor, de modo que, se


tivermos uma bomba de múltiplos estágios, deveremos considerar a altura referente a um
estágio apenas e, portanto, deveremos dividir a altura pelo número de estágios.

6.0. BOMBAS EM SÉRIE

O sistema é empregado quando a elevatória deve atender a reservatórios em níveis


ou distâncias diferentes ou a processamentos industriais onde reservatórios sob pressão
diferentes devam ser sucessivamente abastecidos, ou ainda quando num processo houver
condições de pressão bastante diversas (Marcintyre, 1987). Para bombas operando em série,
cada uma aplica energia adicional a uma mesma vazão que passa por elas. A pressão final
(combinada) é essencialmente a soma das pressões individuais de cada bomba, menos a
perda de carga ao longo do caminho da água (Tullis, 1989; Keller & Bliesner, 1990,
Krivchenko, 1994).

20
Figura 9. Arranjo típico de associação de bombas em série.

Obs: As bombas em série são utilizadas quando uma única bomba não consegue suprir a
pressão necessária a um sistema hidráulico.

7.0. BOMBAS EM PARALELO

Consiste na ligação em paralelo na disposição das tubulações de recalque de modo


tal que, por uma mesma tubulação, afluam as descargas de duas ou mais bombas
funcionando simultaneamente (Marcintyre, 1987).
Quando bombas operam em paralelo, elas trabalham com uma pressão a jusante
comum. As curvas combinadas são geradas de forma similar à das bombas em série, exceto
que vazões em vez de pressões, são somadas para uma pressão comum (Tullis, 1989; Keller
& Bliesner, 1990, Krivchenko, 1994).
Obs: Em paralelo todas as bombas trabalham sob a mesma altura manométrica total. Os
caudais são somados.

21
Figura 10.Arranjo de uma associação de bombas em paralelo.

8.0 BOOSTER
Uma estação elevatória booster, fica interposta numa adutora, oleoduto ou linha
importante, de modo a compensar as perdas de carga e manter aproximadamente a
descarga, aumentando a energia de pressão, e auxiliando o escoamento do líquido
(MACINTYRE, A. J., 1997).

Figura 11. Arranjo de um Booster

V. A válvula de adulfa V.R. válvula de retenção V.B. válvula de borboleta


Obs: Um BOOSTER fica intercalado numa adutora mantendo constante o caudal e
compensando as perdas de carga.

22
9.0 – APLICAÇÃO DOS SISTEMAS DE ELEVAÇÃO

9.1 - Captação de água de rios


É um dos maiores campos de aplicação das bombas. A escolha da bomba exige
conhecimentos devidos a fatores diversos como as variações no nível de água e qualidade
da água.

9.2 - Captação de água de lagos e barragens (albufeiras)


A grande oscilação que se verifica nas albufeiras obriga à instalação de equipamen
apropriado para trabalhar a vários níveis. As bombas são instaladas em torres de toma
construídas nas margens dos lagos.

9.3 - Extração de água de poços


Quando se pretende captar água de poços surgem as seguintes dificuldades:
a) - Espaço reduzido para a montagem do equipamento;
b) - Nível dinâmico de água situado a grande profundidade;
c) - Imperfeição do poço, podendo suceder que esteja desalinhado ou fora vertical;
d) - Presença de areia.
Por causa destas dificuldades a escolha da bomba só deve ser feita depois dos testes de
rendimento e de caudal.

9.4 - Adução por bombagem


Também denominada “transmissão” consiste na bombagem para condutas que vão
conduzir a água bruta ou tratada até aos reservatórios de distribuição. Quando a adução é de
água tratada não há necessidade de bombas especiais que poderão ser necessárias caso a
água esteja in natura.

9.5 - Transferência de água tratada entre reservatórios


É o caso da bombagem de um reservatório baixo para uma torre de
distribuição.Regra geral o bombeamento é regular e não exige técnicas especiais.

23
9.6 - Lavagem de filtros em estações de tratamento
Atualmente a lavagem de filtros é feita por reversão de corrente, por meio de
bombas. Este sistema evita a construção de reservatórios elevados incorporados ou não ao
edifício da estação de tratamento de água.
Esta bombagem dá maior flexibilidade ao sistema uma vez que não há necessidade
de aguardar o enchimento do reservatório para se fazer a operação de lavagem.

9.7 - Aumento de pressão e de vazão através de bombas de reforço (BOOSTER).

Quando há necessidade de se aumentar a pressão de uma tubagem costuma


intercalar-se um sistema de bombagem.
No caso de uma adutora por gravidade a colocação de um BOOSTER faz elevar o
nível na água. no ponto final resultando num aumento de caudal na adutora. No caso de
uma rede distribuidora, com várias ramificações de tubos, a colocação de um BOOSTER
proporciona aumento generalizado de pressão, para as mesmas condições de consumo, e
melhora o abastecimento dos prédios.

9.8 - Sistema de esgoto


Compreende várias elevatórias:
a) - Bombagem para recuperação de cota em tubagem de esgoto;
b) - Bombagens de sector;
c) - Bombagens de estações depuradoras;
d) - Bombagens finais.

24
Quadro 1. Métodos práticos para solucionar problemas com bombas centrífugas.

Problemas Operacionais Prováveis causas

A bomba não bombeia ou a vazão 01 – 02 – 03 – 04 – 05- 06 -07 -08 -09 -10


bombeada é insuficiente. – 11 – 12 -15 -16 - 17
A bomba deixa de bombear após a 01 – 02 – 03 – 04 – 05 – 06 - 07 - 08
partida.
Pressão de recalque insuficiente. 01 – 02 – 03 – 04 – 05 – 07 – 09 -10 – 11-
12 – 15 – 16 - 17
Sobrecarga do motor elétrico. 11 – 13 – 14 -15 – 16 – 19 -20

Vazamento do selo mecânico. 12 – 18 – 19 – 20 – 22 – 24 - 25 -26

Durabilidade do selo mecânico reduzida. 01- 18 -19 -20 -21 -22 -23 -24 – 25 -26

Vibrações/ruídos. 01 - 02 -04 -11 – 12 -17 -18 -19 -20 – 21


– 27 – 28 -29 -31 -32
Superaquecimento. 01 – 02 -03 -10 -13 -18 -19 -20 -27 -30 -
32

1. A bomba não foi escorvada ou a escorva não foi bem realizada.


2. A instalação exige condições de sucção superior a aquela que a bomba
possui ( NPSH disponível é menor que o NPSH requerido).
3. O desnível de sucção é excessivo
4. Bolsões de ar na tubulação de sucção.
5. Está ocorrendo entrada de ar na tubulação de sucção.
6. A válvula de sucção está fechada ou parcialmente aberta.
7. A válvula de pé é muito pequena ou está entupida.
8. A tubulação de sucção não está suficientemente imersa.
9. Rotação em sentido inverso..
10. Altura manométrica é superior a aquela informada quando da seleção.
11. Corpos estranhos no rotor.
12. Desgaste excessivo das peças internas.

25
13. Motor elétrico funcionando em 2 fases.
14. Altura manométrica é inferior aquela informada quando da seleção.
15. Viscosidade do liquido é divergente da informada quando seleção.
16. A densidade do liquido é divergente da informada quando da seleção.
17. Rotor avariado ou desgastado.
18. Eixo empenado.
19. Atrito das partes rotativas com partes estacionarias.
20. Rolamentos avariados ou desgastados.
21. Desalinhamento devido a esforços ou dilatação das tubulações.
22. Montagem incorreta do selo mecânico.
23. Presença de elementos abrasivos no liquido bombeado.
24. Luva protetora do eixo desgastada.
25. Desalinhamento interno das peças impedindo a acomodação da sede rotativa
do selo mecânico.
26. Selo mecânico trabalhou a seco.
27. Funcionamento com vazões reduzidas.
28. A fixação do conjunto não é suficientemente rígida.
29. Deficiência de lubrificação nos rolamentos.
30. Excesso de graxa nos rolamentos.
31. Impurezas nos rolamentos ou no lubrificante.
32. Oxidação dos rolamentos devido a entrada de água.

10. Dimensionamento dos conjuntos elevatórios.

A elaboração do projeto de irrigação é o ponto de partida para quem quer utilizar a


técnica de irrigação e, por mais simples que seja, é um problema que envolve o
conhecimento de uma série de fatores, resultando em uma grande quantidade de dados a
serem considerados em complexas seqüências de cálculo (Arruda, 1992).
Os cálculos hidráulicos consistem primeiramente em determinar as vazões nas
laterais e secundárias para linhas pressurizadas, para em seguida, considerando a tolerância
de variação de pressão, calcular os diâmetros e as pressões. (Miranda, 2003),

26
11. Dimensionamento da linha de recalque e sucção

Segundo (Miranda, 2003), existem dois casos a considerar no dimensionamento da


linha de recalque, quando o funcionamento é contínuo, ou seja, 24 horas por dia ou quando
o sistema tem funcionamento intermitente ou não contínuo.
A tubulação de sucção geralmente tem diâmetro comercial imediatamente superior
ao da tubulação de recalque, e deve ser sempre ascendente até atingir a bomba. Podendo –
se admitir trechos perfeitamente horizontais (Neto, 1998).
As fórmulas para cálculo de diâmetro, pode-se adotar critérios das velocidades
econômicas, sendo os valores médios recomendados de 1,0 m.s-1, para sucção, e de 2,0 m.s-1
para recalque, admitindo-se limites para essas velocidades na sucção menor que 1,5m.s-1 e
o máximo de 2,0m.s-1 e no recalque menor que 2,5 m.s-1 e o máximo de 3,0m.s-1.
Quanto maior a velocidade de escoamento, maior é a perda de carga e, por sua vez,
aumenta o risco de corrosão e também a sensibilidade aos efeitos do golpe de aríete
(Miranda, 2003).
As tubulações de recalque de grande extensão devem ser dimensionadas pelo
critério econômico, escolhendo-se o diâmetro comercial mais vantajoso e as velocidades
nesse caso são relativamente de 0,75 a 1,5 m.s e para as linhas de recalque curtas, ou
apenas para as tubulações imediatas das bombas, admitem-se velocidades mais elevadas
( Neves, 1989).
Os diâmetros das entradas e das saídas das bombas não devem ser tomados como
indicações para os diâmetros das tubulações de sucção e de recalque, adotando-se para
tubulações diâmetros maiores, com o objetivo de reduzir as perdas de carga (Neto, 1998).

12. ESCOLHA DE UMA BOMBA


Na escolha de uma bomba para um dado sistema são consideradas as condições do
projeto especificadas para a faixa de utilização pretendida, baseando-se na vazão pretendida
e na altura manométrica com a qual a vazão deverá estar sendo fornecida no número de
rotações por minuto para elevar a descarga e a situação de máximo rendimento.

27
Essa altura de elevação inclui a altura estática de elevação e as perdas hidráulicas nas
tubulações do sistema. As perdas por atrito e as demais que ocorrem em acessórios e
válvulas dependem da velocidade do liquido em escoamento na tubulação, de modo que a
perda de carga total pode ser relacionada com a descarga (Hwang, 1984).
Os diâmetros das entradas e saídas das bombas não devem se tomados como
indicações para os diâmetros das tubulações de sucção e de recalque. Para as tubulações
adotam-se diâmetros maiores, o objetivo de reduzir as perdas de carga (Neto, 1998).

obs: O redução ou aumento do diâmetro das canalizações imediatas à bomba deve ser feita
com dispositivos do tipo excêntrico, para evitar a formação de bolsas de ar.

13. PERDA DE CARGA

O fato de algumas vezes designar-se a perda de carga por perda por atrito, ou ainda,
por resistência oferecida pelo encanamento ao escoamento, tem levado a interpretações não
muito corretas. A perda de carga não deve ser suposta ou imaginada como sendo uma
espécie de atrito semelhante à que se verifica quando dois sólidos em contato se deslocam
um sobre o outro. Ao contrário, não há movimento ou deslocamento do fluido em contato
com as paredes dos tubos, mesmo porque, junto a essas paredes, estabelece-se uma camada
aderente estacionária (Netto, 1998).
A perda de carga representa uma energia cedida pelo liquido em escoamento devido
ao atrito interno, atrito e perturbações de escoamento, e essa energia por unidade de peso de
liquido, se dissipa em forma de calor (Marcintyre, 1987), e as tornam mais sensíveis ao
golpe de aríete. Ela é considerada uniforme, ao longo de qualquer trecho de canalização de
diâmetro constante, e é a principal perda de carga na maioria dos projetos de condução
d’água (Bernardo, 1995).

14. PERDA DE CARGA LOCALIZADA

28
As perdas são denominadas locais, localizadas, acidentais ou singulares pelo fato de
decorrerem especificamente de pontos ou partes bem determinadas das tubulações, ao
contrário do que acontece com as perdas em conseqüência do escoamento ao longo dos
encanamentos.
Sempre que ocorrem mudanças de direção do fluxo e, ou, da magnitude da
velocidade, haverá uma perda de carga localizada, decorrente da alteração das condições do
movimento. Essa perda é causada por qualquer causa perturbadora, qualquer elemento ou
dispositivo que venha estabelecer ou elevar a turbulência, mudar a direção ou alterar a
velocidade, é responsável por uma perda de energia. Em conseqüência da inércia e de
turbilhonamentos, parte da energia mecânica disponível converte-se em calor e dissipa-se
sob essa forma (Netto, 1998). As perdas são ocasionadas por peças, como curvas, registro,
tês, válvulas, mudanças de diâmetro etc., comumente existentes em qualquer encanamento
(Bernardo, 1995).
Obs: Para a maioria dos acessórios e conexões utilizados não existe um tratamento analítico
para o cálculo da perda de carga. É um campo experimental, pois a avaliação dessas perdas
depende de diversos fatores de difícil quantificação.

15. CAVITAÇÃO NAS BOMBAS HIDRÁULICAS N.P.S.H (altura positiva líquida de


sucção).

As tubulações de sucção nas bombas que não trabalham afogadas como as usadas na
maioria dos projetos de irrigação trabalham com pressão inferir à pressão atmosférica. A
queda de pressão desde a entrada da tubulação de sucção até a entrada da bomba depende
da altura estática de sucção, do comprimento e do material da tubulação e das perdas de
carga, localizadas ao longo das tubulações, por causa das peças especiais, tais com: crivo,
válvulas de pé, curvas, reduções etc, (Bernardo, 1995).
O martelamento provoca a destruição das paredes da carcaça da bomba e das pás do
propulsor e deve-se a dois efeitos.
Mecânico - O choque das bolhas provoca sobrepressões (golpe de aríete) que
destroem e ampliam todos os poros ou ranhuras existentes no metal.

29
Químico - As bolhas libertam íons de oxigênio que atacam todas as superfícies
metálicas.
O fenômeno da cavitação trona-se um perigo em potencial sempre que a pressão da
água em qualquer local do sistema de bombeamento baixa acentuadamente em relação à
pressão atmosférica. Esse fenômeno ocorre na região das pás próximo à entrada do rotor
onde a pressão é baixa e a velocidade de escoamento é relativamente alta. O líquido
vaporizado forma pequenas bolhas na massa em escoamento. Essas bolhas implodem
quando atingem regiões de pressão mais elevada. As sucessivas e repetidas implosões das
bolhas exerce forte ações de impactos sobre as superfícies e violentas vibrações,
ocasionando elevadas tensões locais nas pás do rotor e na caixa da bomba. Essas tensões
provocam deterioração da superfície, que passa a apresentar um aspecto esponjoso (Hwang,
1984). Essas mudanças bruscas em um tubo provoca sensível perda de carga nesse tubo
devido tanto ao acréscimo de velocidade quanto à perda de energia por turbulência (Hwang,
1984). Por conseguinte, é importante limitar cuidadosamente a queda de pressão na
tubulação de aspiração. A altura de aspiração acima da pressão de vapor (NPSH) é definida
como a diferença entre a pressão absoluta de estagnação no escoamento, na aspiração da
bomba, e a pressão de vapor do líquido, expressa em altura do líquido que flui. A altura de
aspiração acima da pressão de vapor requerida (NPSH) por uma bomba específica
requerido a fim de eliminar a cavitação varia com o líquido bombeado, com a sua
temperatura e com a condição da bomba (por exemplo, as características geométricas
críticas da bomba são afetadas pelo desgaste).
Quando a instalação apresenta um NPSH disponível insuficiente para uma seleção
ótima da bomba, existem vários modos de se lidar com o problema. Podemos encontrar
meios para aumentar o NPSH disponível:
-Elevar o nível do líquido no tanque de sucção
-Abaixar a bomba
-Reduzir as perdas na linha de sucção
-Resfriar o líquido
Obs: Para o correto dimensionamento da bomba evitando o fenômeno
da cavitação deve-se obter o NPSH (requerido) diretamente da curva

30
característica correspondente do requerido modelo de bomba escolhido
(Bernardo, 1995).

16. GOLPE DE ARIETE

Uma mudança brusca de descarga em tubulações, devido ao fechamento de


válvulas, para de bombas, atuação do distribuidor que controla a vazão nas turbinas etc.
envolve o escoamento de uma massa de água no interior das paredes da tubulação. A força
resultante da variação da velocidade da massa de água em escoamento ocasiona um
aumento de pressão no interior da tubulação. A pressão, se excessiva, pode romper as
paredes da tubulação ou ocasionar outros estragos no sistema (Hwang, 1984).
Esse impacto sobre todo o sistema hidráulico é causado pelo retorno da água
existente na tubulação de recalque, quando da parada da bomba. Este impacto, quando não
amortecido por válvula(s) de retenção, danifica tubos, conexões e os componentes da
bomba. A análise do Golpe de Aríete nos sistemas hidráulicos é baseada na equação da
continuidade e na equação da quantidade de movimento. Essas duas equações formam um
sistema de equações diferenciais cuja solução exata não está disponível, sendo necessário
utilizar técnicas específicas para se determinar uma solução aproximada do problema
(Schneider, 2001).
O fenômeno do golpe de aríete é de natureza complexa, cuja determinação é
importante para a aplicação de medidas preventivas em situação onde este pode provocar
avaria ao sistema de adução (Netto, 1998).

Medidas que atenuam o golpe de aríete.


A fim de se limitar o golpe de aríete, em instalações de bombagem, costumam adotar-se as
seguintes medidas isoladas ou em conjunto:
a)Utilizar reservatórios de ar que protegem contra a sobre e a subpressão.
b) Limitação da velocidade nas condutas;
c) Seccionamento lento das válvulas através de peças que não permitem a oclusão rápida;
d) Instalação de válvulas de retenção ou válvulas especiais;

31
e) Emprego de tubos que resistem à máxima pressão prevista que é, geralmente, o dobro da
pressão estática;
f) Utilização de aparelhos especiais, que limitam o golpe de aríete, tais como válvulas
blondelet;
g) Emprego de câmaras de ar comprimido;
h) Utilização de volantes;
i) Construção de chaminés de equilíbrio;

Obs: Havendo válvula de retenção no inicio da linha de recalque, a corrente líquida, ao


retornar à bomba, encontra a válvula fechada, o que ocasiona uma compressão do líquido,
dando origem a uma onda de sobrepressão, que é o golpe de aríete positivo. Se a válvula de
retenção fechar no momento preciso, a sobrepressão junto à válvula poderá atingir valores
de 90% da altura estática de elevação, impedindo o refluxo para o interior da bomba.

Quadro 2. Relação entre a Perda de Carga e Vazão para o sistema analisado.

CURVA DA hf EM RELAÇÃO A Q

2,5
2
1,5
hf(m)

1
0,5
0
0 10 20 30 40 50
3
VAZÃO(m /h)

32
Quadro 3. Dados do projeto

Q = 40m³/ h Pressão de vapor (Pv) = 0,32 mca


Estação elevatória = 251 m Temperatura da água 25°C
Nível da água = 248 m Pressão atmosférica 251 m de altitude =
Pressão de serviço (Ps) = 320 kPa ou 32 10,023 mca
mca Altura de sucção 3m
Diâmetro comercial = 100mm Velocidade de sucção = 0,9053 m/s
Altura manométrica = 66,068 m Velocidade de recalque = 1,4140 m/s
Perda de carga recalque = 1,92273 m NPSHd = 6,533m

Quadro 4. Memorial de cálculos

1) Cálculo da seção 2) Cálculo do diâmetro

Q = S * V, dado que V = 2m/ s e Q = S = 0,785 * d²


0,0111m³/ s 0,00555 = 0,785 * d²
Q =S * V d = √(0,00555/ 0,785)
0,0111 = S * 2 d = 0,08408 m ou 84,08 mm
S = 0,0111/2
S = 0,00555 m²

3) Cálculo da velocidade para o diâmetro 4) Cálculo da Velocidade de sucção


comercial
Para d = 100 mm, temos: Para diâmetro de sucção igual a 125 mm:

S = 0,785 * (0,1)² S = 0,785 * (0,125)²


S = 0,00785 m² S = 0,01226 m²

Q=S*V Q = S* V
0,0111 = 0,00785 * V 0,0111 = 0,01226 * V
V = 1,4140 m/s V = 0,9053 m/s

5) Cálculo da altura de recalque (Hr) 6) Altura de sucção (Hs)

Hr = 280 – 251 Hs = Estação elevatória – Nível da água


Hr = 29 m Hs = 251 – 248
Hs = 3 m

33
7) Cálculo da perda de carga (hf) nas 8) Cálculo da perda de carga de recalque
peças especiais (Hazen – Willians)

Dado que hf = k * (V2/ 2g), temos: J = 6,806 * D -1,17 * (V/ C) 1,852


J = 6,806 * (0,1)-1,17 * (1,414/ 145) 1,852
 hf do crivo (hfc): J = 0,01899m/ m

hfc = 0,75 * (0,9053/ 19,6)  Perda de carga deixando a bomba no


hfc = 0,0346 m seu local atual:
hf = 0,01899 * 123,75
 hf da válvula de pé (hfv): hf = 2,35001m*

hfv = 1,75 * (0,9053/ 19,6)  Modificando a bomba temos a


hfv = 0,0808 m seguinte perda de carga:
hf = 0,01899 * 101,25
 hf do cotovelo de 90° (hfco): hf = 1,92273 m

hfco = 0,90 * (0,9053/ 19,6) * Caso a bomba permanecesse neste lugar, a


hfco = 0,0415 m perda de carga seria muito maior, levando a
maiores prejuízos e futuros gastos com a
 hf da redução excêntrica (hfe): tubulação.

hfe = 0,30 * (0,9053/ 19,6)


hfe = 0,0138 m

9) Cálculo da perda de carga por sucção 10) Cálculo da altura manométrica (Hm)
(hfs)
Hm = (Hr + hf + Ps) * 1,05
hfs = hfc + hfv + hfco + hfe Hm = (29 + 1,92273 + 32) * 1,05
hfs = 0,0346 + 0,0808 + 0,0415 + 0,0138 Hm = 66,068 m
hfs = 0,1707 m

11) Cálculo do NPSHd


12) Cálculo da potência motriz
NPSHd = Pa – Pv – Hs – hfs P(cv) = (Q . Hm)/(75 . n)
NPSHd = 10,0237 – 0,32 – 3 – 0,1707
P(cv) = 11,11 . 66,068 / 75 . 0,63
NPSHd = 6,533m
P(cv) = 15, 53 cv

34
CONCLUSÕES:

 Sugestão da bomba e motor elétrico para o sistema.


Bomba: KSB
Tipo: Meganorm
Tamanho: 40-200
Diâmetro nominal da falange de recalque: 40mm
Velocidade nominal: 3500 RPM
Motor: WEG
Potência nominal do motor 20cv
Tensão nominal: 220/380V

 O nosso propósito foi de trabalhar no sentido de mostrar os procedimentos que


levam a um projeto otimizado de um sistema de captação de água juntamente com o
emprego de procedimentos para o correto dimensionamento do sistema.
 A estação elevatória foi alocada em outro lugar, devido a satisfazer as medidas
econômicas e técnicas de implantação do sistema.
 A bomba sugerida tem o propósito de atender a vazão de 40m³/ h, e a altura
manométrica de 66, 08 m do sistema, com eficiência de 63%.
 Rotor da bomba adotado é de 199mm, mas poderia ser o de 192mm, mas a bomba
estaria trabalhando no limite, então sugerimos o diâmetro maior.
 O diâmetro adotado para a tubulação de gravidade foi de 100mm, pois esta possui
uma pequena extensão possibilitando perdas e pressões pequenas, as quais é viável a
utilização de PVC, diminuindo os custos.
 Será necessário a utilização de uma válvula de retenção com o intuito de diminuir o
refluxo da água, para que a bomba não trabalhe como turbina e provoque dano as
tubulações.
 O motor sugerido, atender o funcionamento da bomba de acordo com as
necessidades projetadas para o sistema.

35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Irrigação por Pressão - Aspersão Convencional e Localizada. Revista Ciência Agrômica.
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BERNARDO, S. et al. Manual de irrigação. 7. ed. - Viçosa: ED. UFV, 2005. 432 p.

BLACK, PERRY O., Bombas. Perry O. Black; tradução de José Aristides Salge. – 2. ed. –
Rio de Janeiro: Ao livro Técnico, 1997.

HWANG, N. H. C., Fundamentos de sistemas de engenharia hidráulica traduzido por

MACINTYRE, A.J., Bombas e instalações de bombeamento. 2.ed. Rio de Janeiro. Ed.


Guanabara Dois. 1987. 782p

MARCINTYRE, A. J., editora Prentice-hall, Rio de Janeiro, RJ 1994.

MIRANDA, J. H., & PIRES, R. C. M.; Irrigação. Piracicaba: FUNEP, 2003. 703p. (Série
Engenharia Agrícola, 2).

NETO, J. G.,História e Evolução da Irrigação. Informativo VERDE 07 – 2005

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NEVES, E.T., Curso de hidráulica. 9. ed. São Paulo: Globo, 1989. 577p

KELLER, J. & BLIESNER, R.D. Sprinkle and Trickle Irrigation. New York: van Nostrand
Reinhold, 1990. 652p. Extraído da Rev. Bras. Eng. Agríc. Ambient. v.5 n.3 Campina
Grande set./dez. 2001

36
TULLIS, J.P. Hydraulics of pipelines: Pumps, valves, cavitation, transients. New York: J.
Wiley. 1989. 266p. Rev. Bras. Eng. Agríc. Ambient. v.5 n.3 Campina Grande set./dez. 2001

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Disponível em: KL Borges - semasa.sp.gov.br. Acesso em: 11/06/2008

Disponível em: www.schneider.ind.br/ - 8k. Acesso em: 11/08/2008.

37
Descrição das peças do sistema, com os devidos diâmetros e valores (valores sujeito a
variações)
Peça Quantidade Diâmetro valor Total

Ampliação gradual 1 100mm 15,00 15,00


Cotovelo de 90° (ferro) 1 125mm 45,00 45,00
Redução excêntrica (ferro) 1 125mm 65,00 65,00
Válvula de pé com crivo 1 125mm 140,00 140,00
Junção (ferro) 1 100mm 35,00 35,00
Tudo 2 125mm 80,00 160,00
galvanizado(reforçado) 3m
Redução concêntrica (PVC) 1 100mm 25,00 25,00
Registro de gaveta (aberto) 1 100mm 350,00 350,00
Curva de 90° (PVC) 2 100mm 27,00 54,00
Tubo PVC 17 100mm 46,00 782,00
Tê de saída lateral (PVC) 1 100mm 38,00 38,00
Válvula de retenção 1 100mm 260,00 260,00
Motor de 20cv 1 2200 2.200,00 2.200,00
Bomba ksb 1 200,00 1.900,00 1.900,00
Manômetro ( 0 a 6 kg/cm2) 1 45,00 45,00

6.114,00

MEGABLOC

38
39