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Capítulo VIII

Depois de proferir todas essas predições, Melquisedeque disse-nos novamente que toda a
experiência que estávamos vivendo era prefigurativa, e teríamos de cumprir ainda importantes
tarefas nos próximos sete anos: Durante seis anos a história do jarro deveria ser contada aos
pecadores, dando-lhes a oportunidade de arrependerem-se, apossando-se das jóias que simbolizam
salvação; ao fim dos seis anos, na véspera de Rosh Hashanah as pérolas acabariam ficando fora do
abrigo todos aqueles que não a receberam.

Ao ouvir tais palavras do rei de Salém, sobreveio-me grande angústia, por lembrar-me dos últimos
passos de Sara. Eu temia que ela, em sua incredulidade, não aceitasse uma pérola. Se isto
acontecesse, os meus lindos sonhos cairiam por terra, pois não conseguiria ser feliz em sua ausência.
Lendo nos meus olhos a angústia, Melquisedeque consolou-me com uma promessa:

- Abraão, daqui a seis anos o Eterno visitará sua tenda, e sua esposa será curada de sua aridez.
Ela se converterá e lhe dará um filho que se chamará Isaac.

Ao findar a festa de Sukot, retornamos às nossas tendas junto ao Carvalho de Mambré. À medida
que íamos avançando pelo caminho, muitas pessoas nos cercavam, admirados pela beleza do vaso
repleto de pérolas. A todos contávamos a história de sua chama redentora, e dávamos as jóias
àqueles que aceitavam a salvação. Quando chegamos ao Carvalho de Mambré, uma multidão de
pessoas nos esperava. Muitos tinham ouvido falar do miraculoso livramento operado através daquele
jarro que fora alvo de tanto menosprezo. Agora, estavam todos emudecidos ao vê-lo glorificado.

Juntamente com os meus pastores, continuamos a proclamar o infinito amor de Deus revelado pela
chama. O número daqueles que procuravam pelas pérolas ia aumentando, dia após dia, e todos
éramos felizes. Melquisedeque enviou-nos muitos de seus súditos que eram mestres em música, para
realizarem uma missão importante. Eles apresentavam a história de seu reino de paz por meio de
lindos cânticos que exaltavam o poder da humildade e do amor. Sua música tinha o poder de
transformar corações infelizes, dando-lhes esperança e alegria em viver. Para que se propagasse a
influência restauradora da música de Salém, eles ensinavam a muitos a cantarem tocarem flautas e
alaúdes, enviando-os depois de certo tempo como mensageiros de sua missão de paz.

Os dias, os meses e anos foram-se passando, e as pérolas e pedras preciosas foram diminuindo
dentro do jarro. Estávamos vivendo agora os últimos meses do sexto ano, que era o último da
oportunidade. À medida que os dias se passavam, aumentava em meu coração uma preocupação e
uma angústia, pois Sara até então não tomara interesse em apossar-se de sua pérola, apesar de meus
constantes rogos.

Naqueles momentos de aflição em que clamava a Deus pela salvação de Sara, meu único consolo
eram as últimas palavras do rei de Salém, de que ao fim dos seis anos ela seria transformada.
Vivíamos agora os últimos dias do sexto ano. A consciência de que o tempo estava se esgotando,
fazia com que muitas pessoas nos procurassem de manhã até à noite, para apossarem-se das jóias da
salvação. Com o coração ferido por uma indizível aflição, eu insistia com Sara, procurando
convencê-la de sua necessidade em tomar, o quanto antes, uma pérola, pois as mesmas estavam
ficando escassas. Sem atentar para a minha angústia, Sara desdenhava de meus apelos, afirmando
que aquelas pérolas não tinham nenhum valor para ela.