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Universidade Federal da Bahia Reitor: João Carlos Salles Pires da Silva Vice-Reitor: Paulo César Miguez

Universidade Federal da Bahia

Reitor:

João Carlos Salles Pires da Silva

Vice-Reitor:

Paulo César Miguez de Oliveira

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Penildon Silva Filho

Pró-Reitoria de Pesquisa, Criação e Inovação Olival Freire Junior

Pró-Reitoria de Ensino de Pós Graduação Olival Freire Junior

Pró-Reitoria de Extensão Fabiana Dultra Britto

Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento Eduardo Luiz Andrade Mota

Pró-Reitoria de Administração Dulce Maria Carvalho Guedes

Pró-Reitoria de Desenvolvimento de Pessoas Lorene Louise Silva Pinto

Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil Cassia Virginia Bastos Maciel

Superintendência de Educação a Distância Márcia Tereza Rebouças Rangel

Estudantil Cassia Virginia Bastos Maciel Superintendência de Educação a Distância Márcia Tereza Rebouças Rangel
EaD EaD UFBA UFBA em revista Número 2 - 2017 Comitê Editorial: Editor: Paulo Arruda
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EaDEaD UFBAUFBA

em revista

Número 2 - 2017

Comitê Editorial:

Editor: Paulo Arruda Penteado Filho Editora Adjunta: Flávia Goulart Mota Garcia Rosa Paulo César Miguez de Oliveira Marcia Tereza Rebouças Rangel Haenz Gutierrez Quintana Sofia Silva de Souza Nicia Cristina Rocha Riccio José Valter Oliveira Andrade

Conselho Editorial:

Araci Catapan Cleverson Suzart Silva Daniel Ribeiro Silva Mill Marco Antônio Oliveira de Queiroz Maria Ligia Rangel Santos

Marco Antônio Oliveira de Queiroz Maria Ligia Rangel Santos Secretaria Executiva Andréa Leitão Ribeiro, Yumi Kuwano
Marco Antônio Oliveira de Queiroz Maria Ligia Rangel Santos Secretaria Executiva Andréa Leitão Ribeiro, Yumi Kuwano

Secretaria Executiva

Andréa Leitão Ribeiro, Yumi Kuwano e Maria Paula Silva Marques

Direção de arte:

Haenz Gutierrez Quintana

Projeto e Diagramação:

Haenz Gutierrez Quintana Cover: Sugisaki tribute

Ilustração:

Aline Corujas, Camila Leite, Carlos Reis e Orlando Lopes Fotos e imagens ilustrativas: José Balbino, Pixabay e Freepik

Revisão: Thais Sousa Chaves e Equipe da EDUFBA

Produção em vídeo: Equipe CTE-SEAD Apoio técnico: Equipe SEAD

Universidade Federal da Bahiaem vídeo: Equipe CTE-SEAD Apoio técnico: Equipe SEAD A EaD UFBA em revista é uma publicação

Apoio técnico: Equipe SEAD Universidade Federal da Bahia A EaD UFBA em revista é uma publicação

A EaD UFBA em revista é uma publicação institucional da Superintendência de Educação a Distância da Universidade Federal da Bahia. Os textos publica- dos são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista da Universidade.

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Sumário   Apresentação Andréa Leitão Ribeiro 5   8   Editorial Marcia Tereza Rebouças
Sumário
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Sumário

Sumário

Sumário   Apresentação Andréa Leitão Ribeiro 5   8   Editorial Marcia Tereza Rebouças
Sumário   Apresentação Andréa Leitão Ribeiro 5   8   Editorial Marcia Tereza Rebouças
 

Apresentação Andréa Leitão Ribeiro

5

 

8

 

Editorial Marcia Tereza Rebouças Rangel

 

Entrevista

 
 

Cooperação Técnica no âmbito da educação a distância Antônio Moreira

12

 

Artigos

 
 

O impacto da nova regulamentação da EaD para as instituições de educação superior Jaison Sfogia Ricardo

20

 

27

 

Teoria Ator-Rede na educação Patrícia Silva e Nelson De Luca Pretto

Perspectivas da efetividade da EaD na inclusão de detentos do sistema prisional baiano no ensino superior Sandro José Gomes e José Fernando Silva

34

 

As tecnologias digitais em um curso superior de tecnologia de um instituto federal Taiane Barbosa Ferreira

41

 

Representações sociais de alunos sobre a modalidade do ensino a distância Hadson Bertoldo Sales Lima

47

 

Reportagem

 
 

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Encontro Regional de estudantes de Dança EaD é realizado na UFBA Yumi Kuwano e Maria Paula Silva Marques

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| EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2 2017

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EaD é realizado na UFBA Yumi Kuwano e Maria Paula Silva Marques 3 | EaD UFBA

Relatos

Conceitos e considerações sobre o jogo da reciclagem: uma análise criteriosa deste software na educação ambiental Karina Tavares de Freitas e Erick Naldimar dos Santos

58

 

Educação e interação: um relato de experiência da pós-graduação em produção de mídias da ufba

63

Aline Tavares Costa; Ana Paula Rocha dos Santos; Cléber Thiers da Silva Nunes; Ingrid Araújo de Souza; Juliane Oliveira dos Santos; Laise Monteiro Campos Moraes; Lanara Guimarães de Souza; Eliana dos Santos Câmara Pereira

Mediação docente na educação a distância online Jucineide Lessa de Carvalho

69

A utilização do console de jogos com sensor de movimentos como recurso tecnológico mediador para estimulação da interação social em alunos com transtorno do espectro autista

75

Ana Cláudia Magalhães Machado e Kathia Marise Borges Sales

 

Resenhas

 

Resenha do capítulo de livro:

 

82

 

A docência virtual versus presencial sob a ótica dos professores Renata Monteiro

 

Normas para publicação

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professores Renata Monteiro   Normas para publicação 86 4 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número
Imagens: pixabay Artigo O impacto da nova regulamentação da EaD para as instituições de educação
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Imagens: pixabay Artigo O impacto da nova regulamentação da EaD para as instituições de educação

Imagens: pixabay

Artigo

O impacto da nova regulamentação da EaD para as instituições de educação superior

Jaison Sfogia Ricardo 1

O presente artigo apresenta o crescimento da oferta de

cursos na modalidade a distância no Ensino Superior.

Para tanto, aponta o quadro histórico que permite

explicar esse crescimento e detecta a preocupação

do Estado com o oferecimento de cursos em EaD. Recolhe os principais decretos que a organizam. Por fim, apresentam-se as mudanças que o último decreto presidencial e a sua respectiva portaria normativa estabelecem para a expansão da EaD, particularmente, das Instituições de Ensino Superior privadas.

Introdução

A Educação a Distância (EaD), no Brasil, é um fenômeno

educacional que se inicia no fim do século passado e expande-

se de forma exponencial no decorrer desses últimos 20 anos no

ambiente do Ensino Superior. As políticas públicas de expansão

da EaD estão ligadas aos critérios fixados no decorrer de sua

implementação: credenciamento, recredenciamento, supervisão e avaliação das suas instituições e cursos. Para tanto, apresenta um quadro histórico de decretos presidenciais que garantiram a

construção dessa modalidade de ensino no Brasil e os recentes

1 Pós-Graduando em Tecnologias de Informática na Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pós-Graduado em Direito Constitucional. Graduado em Direito e em Administração Legislativa. Membro do International Council for Open and Distance Education (ICDE) e membro associado da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Servidor Público Federal do TRT da 9ª Região. E-mail: jaison@sfogia.com.br.

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Público Federal do TRT da 9ª Região. E-mail: jaison@sfogia.com.br. 20 | EaD UFBA em Revista, Salvador,

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Público Federal do TRT da 9ª Região. E-mail: jaison@sfogia.com.br. 20 | EaD UFBA em Revista, Salvador,

documentos oficiais de 2017: Portaria Normativa nº 11, de 20 de junho de 2017, que regulamenta o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017.

Outro aspecto, por fim, que perpassa o artigo, é o papel destacado

da participação das Instituições de Ensino Superior (IES) privadas

no processo de crescimento da EaD e suas reivindicações na participação decisória das políticas públicas voltadas para esse Ensino.

Breve histórico da Ead no Brasil

Do ponto de vista histórico, é de consenso geral que a Educação

a Distância é uma modalidade de ensino muito antiga no mundo

ocidental. Hoje é definida como um “aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local de ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e administrativas especiais”. (MOORE; KEARSLEY, 2008, p. 2)

Como o objetivo da presente reflexão é analisar a expansão da EaD no Ensino Superior, estabelece-se como fato histórico propulsor a Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei das Diretrizes e Base de Educação Nacional (LDB), considerada o leitmotiv dessa expansão, na medida em que o Estado reconhece, legitima e assegura a viabilidade do Ensino a Distância, conforme estabelece o artigo 80.

A aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

abriu inúmeras possibilidades para a expansão da modalidade

da Educação a Distância, visto que flexibilizou os procedimentos

a serem adotados na criação e implementação desses cursos no

Brasil. O grande salto é percebido claramente, em meados dos

anos 2000, com a massificação das Tecnologias de Informação

e Comunicação (TICs), o apoio de ferramentas tecnológicas do computador e a modelagem de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA).

Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2016, “a participação da Educação a Distância em 2006 era de 4,2% do total de matrículas em cursos de graduação e aumentou sua participação em 2016 para 18,6%”. (BRASIL, 2017a, p. 7). Vê-se, diante disso, que a expansão da EaD é uma realidade, conferindo- lhe importância no quadro educacional brasileiro.

conferindo- lhe importância no quadro educacional brasileiro. 21 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2

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conferindo- lhe importância no quadro educacional brasileiro. 21 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2

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conferindo- lhe importância no quadro educacional brasileiro. 21 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2

Decretos que promoveram a expansão da Ead no Ensino Superior

Apresentado um breve histórico da EaD, a análise avança para a compreensão dos documentos que a reconheceram legalmente e, portanto, a regulamentaram, a partir da promulgação da Lei

nº 9.394/1996.

Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regulamentava o artigo 80 da LDB

Considerado à época o marco regulatório da Educação a Distância,

o Decreto nº 5.622/2005 buscava não apenas regulamentar artigo

80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/1996), mas também funcionar como política pública indutora com vistas à ampliação e ao fortalecimento da EaD no

Brasil. Essa Lei estabelecia normas e tratava, principalmente, sobre as regras de credenciamento, recredenciamento, supervisão

e critérios de avaliação das instituições e cursos. Por fim,

determinava a obrigatoriedade da participação presencial dos

estudantes diante de atividades escolares definidas: avaliação, estágio, defesa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e uso

de laboratórios.

Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006

O Decreto nº 5.773/2006 dispõe sobre o exercício das funções

de regulação, supervisão e avaliação de Instituições de Ensino Superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino. Nesse Decreto, destaca-se a divisão de tarefas dos órgãos públicos educacionais para o credenciamento, funcionamento, supervisão e avaliação, como estabelecidos em

seu artigo 3°. O Decreto nº 5.773/2006 alterou profundamente o papel exercido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED).

Desse modo, tornaram-se mais claras as relações estabelecidas entre as instituições de ensino e o MEC. Nesse passo, no Capítulo

II do Decreto nº 5.773/2006 foi disposta a Subseção V para

tratar do credenciamento específico para oferta de Educação a

Distância.

Decreto nº 6.303, de 12 de dezembro de 2007, altera o Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005

O Decreto nº 6.303/2007 foi editado para adequações nos Decretos

nº 5.622/2005 e nº 5.773/2006. Estabelece normas detalhadas

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nº 5.622/2005 e nº 5.773/2006. Estabelece normas detalhadas 22 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número

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nº 5.622/2005 e nº 5.773/2006. Estabelece normas detalhadas 22 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número

para o credenciamento, renovação, supervisão das Instituições de Ensino a Distância e descentraliza o papel da União, ao permitir que os Sistemas de Ensino possam participar desses processos. Além de ratificar a obrigatoriedade de que as atividades presenciais deverão ser realizadas nas sedes das Instituições ou em seus polos. Devido ao alto nível de exigência para o credenciamento, recredenciamento, supervisão e avaliação, esse Decreto provocou grandes críticas das IES particulares.

As últimas atualizações oficias Como foram avaliados, anteriormente, os sucessivos decretos ligados à Educação a Distância permitiram por um lado incorporar a EaD à política de Estado que visou à expansão e, por outro, estabelecer critérios de qualidade para essa modalidade de ensino por meio de regras para credenciamento, supervisão e avaliação. Nesse passo, conhecido como o novo marco regulatório para a Educação a Distância no Brasil, o Ministério da Educação editou a Portaria Normativa nº 11, de 20 de junho de 2017, que regulamenta o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos superiores na modalidade a distância e melhorar a qualidade da atuação regulatória do Ministério da Educação (MEC).

Entre as novidades, a nova regulamentação permite que as Instituições de Ensino Superior se credenciem para oferta de cursos de EaD, na graduação e na pós-graduação lato sensu, sem a necessidade de credenciamento para modalidade presencial. (SANTOS JÚNIOR, 2017). Com isso, a nova regra abre a oportunidade para o credenciamento exclusivo de EaD e desmistifica a questão da modalidade de ensino.

Cumpre ainda averiguar a regra estabelecida no parágrafo terceiro do artigo 1º da Portaria Normativa nº 11, que mantém a exigência da oferta regular de curso de graduação, independente da modalidade, como condição indispensável para manutenção do credenciamento das IES. (BRASIL, 2017b). Outra flexibilização surgiu nos procedimentos de avaliação in loco, que ocorrerão apenas nas sedes das IES, sem a necessidade de verificação dos polos. Nesse contexto, a avaliação in loco no endereço sede da IES visará à verificação da existência e adequação de metodologias, infraestrutura física, tecnológica e de pessoal que possibilitem a realização das atividades previstas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e no Projeto Pedagógico do Curso (PPC). (BRASIL, 2017b)

(PDI) e no Projeto Pedagógico do Curso (PPC). (BRASIL, 2017b) 23 | EaD UFBA em Revista,

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(PDI) e no Projeto Pedagógico do Curso (PPC). (BRASIL, 2017b) 23 | EaD UFBA em Revista,

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Outra inovação que a Portaria traz é a criação de polos de Educação a Distância pelas próprias IES já credenciadas para esta modalidade de ensino. Essa Portaria detalha a quantidade de polos que as IES poderão criar, baseado no Conceito Institucional (CI) mais recente da Instituição.

Como se vê, o CI varia de 1 a 5 e, com as novas definições,

Instituições de Ensino Superior que possuírem CI 3 poderão criar até 50 polos por ano, enquanto as com CI 4 poderão criar 150 e

as com CI 5 poderão abrir até 250 novos polos EaD anualmente.

Expostas as principais mudanças implementadas pela Portaria e com o intuito de nortear o foco do artigo, depreende-se que essas alterações estão fortemente alicerçadas em instituições privadas com vistas à ampliação e ao fortalecimento da EaD no país.

Embora haja um discurso oficial de se cumprir a meta 12 do Plano Nacional de Educação, “elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da oferta

e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no

segmento público”, tanto o decreto presidencial como a Portaria

Normativa estabelecem critérios mais flexíveis para o Ensino a Distância, considerando um novo marco regulatório da EaD no Brasil. (BRASIL, 2014, p. 41)

Observa-se, assim, que o nível de exigência para o funcionamento da EaD, por meio dos decretos, representou uma disputa político- ideológica entre Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e o MEC, por aquela possuir a hegemonia das matrículas e cursos ofertados. Nessa junção, segundo o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior, as matrículas nos cursos de nível superior a distância registraram, de 2009 a 2015, um crescimento de 66%: um aumento de 90% na rede privada e uma queda de 26% na rede pública. (SEMESP, 2017)

Em relação ao período de 2014 a 2015, o crescimento na rede privada chegou a 5,2% (1,20 milhão de matrículas para 1,26 milhão) e, em contrapartida, na rede pública ocorreu uma queda de 7,9% nas matrículas (eram 139 mil em 2014 e reduziram para 128 mil em 2015). (SEMESP, 2017)

Pode-se ainda fazer uma comparação com os dados que compõem o levantamento do Censo da Educação Superior de 2016, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos

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de 2016, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos 24 | EaD UFBA em Revista, Salvador,

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e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que foram

apresentados pelo Ministério da Educação em agosto de 2017, que apontam um crescimento da oferta da Educação a Distância. De acordo com o levantamento, em 2016 quase três milhões de alunos ingressaram em cursos de educação superior de graduação. Desse total, 82,3% em instituições privadas. Após uma queda observada em 2015, o número de ingressantes cresceu 2,2% em 2016. Isso ocorreu porque a modalidade a distância aumentou mais de 20% entre os dois anos, ao passo que nos cursos presenciais houve um decréscimo de 3,7% no número de ingressantes. (BRASIL, 2017a)

Com isso, pode-se afirmar que essas alterações corroboram para

a expansão ainda maior da modalidade EaD; quanto à qualidade,

a médio e longo prazo, as avaliações dirão.

Conclusão

A partir do exposto, pode-se concluir que a modalidade de EaD

no Ensino Superior no Brasil teve seu grande impulso nesses últimos 20 anos graças às políticas de garantias de funcionamento

e sistemas de avaliação permanentes.

Também, é possível considerar que a sua expansão associa-se às Instituições privadas e que estas são, atualmente, hegemônicas diante das públicas e por isso exigiram, durante esse processo, políticas públicas que facilitassem o seu crescimento. Nesse contexto, o Decreto nº 9.057/2017 e a Portaria Normativa nº 11, de 20 de junho de 2017 cedem às pressões e contemplam os interesses das IES privadas, favorecendo o credenciamento e recredenciamento de novos cursos a distância e simplificando a supervisão e avaliação.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Censo da Educação

Superior 2016: notas estatísticas. Brasília, 2017a. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_

docman&view=download&alias=71221-notas-sobre-censo-

educacao-superior-2016-pdf&category_slug=agosto-2017-

pdf&Itemid=30192> Acesso em: 10 set. 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Normativa n° 11, de 20 de junho de 2017b. Estabelece normas para o credenciamento de instituições e a oferta de cursos superiores a distância, em conformidade com o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017.

em conformidade com o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017. 25 | EaD

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em conformidade com o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017. 25 | EaD

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em conformidade com o Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017. 25 | EaD

Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 21 jun. 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Planejando a próxima década:

conhecendo as 20 metas do Plano Nacional de Educação. Brasília, 2014. Disponível em: <http://pne.mec.gov.br/images/pdf/pne_ conhecendo_20_metas.pdf> Acesso em: 1 set. 2017.

MOORE, M. G.; KEARSLEY, G. Educação a Distância: uma visão integrada. São Paulo: Thompson, 2008.

SANTOS JÚNIOR, J. dos. Novo marco regulatório da educação a distância: O início da quebra de paradigmas da EAD no Brasil. São Paulo, 2017. Disponível em: <http://abed.org.br/arquivos/ Publicado_ Novo_Marco _Regulatorio_EAD_Jair_Santos_ Jr.pdf> Acesso em: 1 set. 2017.

SEMESP. SINDICATO DAS MANTENEDORAS DE ENSINO SUPERIOR. Mapa do Ensino Superior no Brasil 2017. São Paulo, 2017. Disponível em: <http://www.semesp.org.br/site/pesquisas/ mapa-do-ensino-superior-2017/> Acesso em: 9 set. 2017.

mapa-do-ensino-superior-2017/> Acesso em: 9 set. 2017. 26 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2 2017
mapa-do-ensino-superior-2017/> Acesso em: 9 set. 2017. 26 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2 2017
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mapa-do-ensino-superior-2017/> Acesso em: 9 set. 2017. 26 | EaD UFBA em Revista, Salvador, Número 2 2017
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