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ROMANOS

Esboço

Introdução (1.1-17)

I. O Homem Precisa Desesperadamente da Justiça de Deus (1.18—3.20)

A. A Necessidade dos Gentios (1.18-32)

B. A Necessidade dos Judeus (2.1—3.8)

C. A Necessidade Universal (3.9-20)

II. A Gloriosa Provisão Divina da Justiça (3.21—5.21)

A. Resumo da Justificação pela Fé (3.21-31)

B. Abraão Como Exemplo da Justificação Pela Fé (4.1-25)

C. As Bênçãos e a Certeza da Justificação (5.1-11)

D. Contraste entre Adão e Cristo (5.12-21)

1. Adão: Pecado/Condenação/Morte

2. Cristo: Graça/Justificação/Vida

III. A Concretização da Justiça pela Fé (6.1—8.39)

A. Liberdade da Escravidão do Pecado (6.1-23)

1. Morrendo com Cristo para o Pecado (6.1-14)

2.Vivendo com Cristo como Servos da Justiça (6.15-23)

B. Liberdade do Conflito sob a Lei (7.1-25)

C. Liberdade Mediante a Lei do Espírito da Vida (8.1-39)

IV. Justiça pela Fé Relacionada com Israel (9.1—11.36)

A. O Problema da Rejeição de Israel (9.1—10.21)

B. O Triunfo do Plano de Deus (11.1-36)

V. Aplicações Práticas da Justiça pela Fé (12.1—15.13)


A.O Crente e a Consagração (12.1-2)

B. O Crente e a Comunidade (12.3-21)

C. O Crente e o Estado (13.1-7)

D. O Crente e a Lei do Amor (13.8—15.13)

Conclusão (15.14—16.27)

Autor:
Paulo
Tema:
A Revelação da Justiça de Deus
Data:
Cerca de 57 d.C.

Considerações Preliminares
Romanos é a epístola de Paulo mais longa, mais teológica e mais influente. Talvez por
essas razões foi colocada em primeiro lugar entre as do apóstolo. De modo contrário à
tradição católica romana, a igreja de Roma não foi fundada por Pedro, nem por qualquer
outro apóstolo. Ela talvez foi iniciada por convertidos de Paulo provenientes da
Macedônia e da Ásia, bem como pelos judeus e prosélitos convertidos no dia de
Pentecoste (At 2.10). Paulo não tinha Roma como campo específico de outro apóstolo
(15.20).
Em Romanos, Paulo afirma que muitas vezes planejou ir até Roma para ali pregar o
evangelho, mas que, até então fora impedido (1.13-15; 15.22). Reafirma seu desejo de ir
até
eles (15.23-32).
Paulo, ao escrever esta epístola, perto do fim da sua terceira viagem missionária (cf.
15.25,26; At 20.2,3; 1 Co 16.5,6), estava em Corinto como hóspede na casa de Gaio
(16.23;
1 Co 1.14). Enquanto escrevia Romanos através do seu auxiliar Tércio (16.22),
planejava voltar a Jerusalém para o dia de Pentecoste (At 20.16; provavelmente na
primavera de
57 ou 58 d.C.) e entregar pessoalmente uma oferta de socorro das igrejas gentias aos
crentes pobres de Jerusalém (15.25-27). Logo a seguir, Paulo esperava partir para a
Espanha levando-lhe o evangelho, visitar de passagem a igreja de Roma e receber ajuda
dos crentes ali para prosseguir em sua caminhada para o oeste (15.24, 28).

Propósito
Paulo escreveu esta carta a fim de preparar o caminho para a obra que ele esperava
realizar em Roma e na sua missão prevista para a Espanha. (1) Seu propósito era duplo.
Segundo parece, os romanos tinham ouvido boatos falsos a respeito da mensagem e da
teologia de Paulo (e.g., 3.8; 6.1,2, 15); daí ele achar necessário registrar por escrito o
evangelho que já pregava há vinte e cinco anos. (2) Queria corrigir certos problemas da
igreja, causados por atitudes erradas dos judeus para com os gentios (e.g., 2.1-29; 3.1,
9),
e dos gentios para com os judeus (e.g., 11.11-32).

Visão Panorâmica
O tema de Romanos está em 1.16,17, a saber: que no Senhor Jesus a justiça de Deus é
revelada como a solução à sua justa ira contra o pecado. A seguir, Paulo expõe as
verdades fundamentais do evangelho. Primeiro, destaca o fato de que o problema do
pecado e a necessidade humana da justificação são universais (1.18—3.20). Posto que
tanto
os judeus quanto os gentios estão sujeitos ao pecado e, portanto, sob a ira de Deus,
ninguém pode ser justificado diante dEle à parte do dom da justiça (3.24) mediante a fé
em
Jesus Cristo (3.21—4.25).
Sendo justificado generosamente pela graça de Deus, e tendo recebido a certeza da
salvação (cap. 5), o crente demonstra que recebeu o dom divino da justificação, ao
morrer
com Cristo para o pecado (cap. 6); é liberto da luta com a justiça da lei (cap. 7), e é
adotado como filho de Deus, recebendo nova vida segundo o Espírito, o que o conduz à
glorificação (8.18-30). Deus está levando a efeito o seu plano da redenção, a despeito da
incredulidade de Israel (9–11).
Finalmente, Paulo declara que uma vida transformada em Cristo resulta na prática da
retidão e do amor em todos os aspectos da vida social, civil e moral da pessoa (12–14).
Paulo termina Romanos expondo seus planos pessoais (cap. 15), uma longa lista de
saudações pessoais, uma última admoestação e uma doxologia (cap. 16).

Características Especiais
Sete destaques principais caracterizam Romanos. (1) Romanos é a mais sistemática
epístola de Paulo; a epístola teológica por excelência do NT. (2) Paulo escreve num
estilo de
pergunta-e-resposta, ou de diálogo (e.g., 3.1, 4-6, 9, 31). (3) Paulo usa amplamente o
AT como a autoridade bíblica na apresentação da verdadeira natureza do evangelho. (4)
Paulo apresenta “a justiça de Deus” como a revelação fundamental do evangelho
(1.16,17); Deus restaura e ordena a situação do homem em Jesus Cristo e através dEle.
(5) Paulo
focaliza a natureza dupla do pecado, bem como a provisão de Deus em Cristo para cada
aspecto: (a) o pecado como uma transgressão pessoal (1.1—5.11) e o pecado como um
princípio ou lei (gr. he hamartia), i.e., a tendência natural e inerente para pecar, existente
no coração de toda pessoa, desde a queda de Adão (5.12—8.39). (6) O capítulo 8 é o
mais longo da Bíblia sobre a obra do Espírito Santo na vida do crente. (7) Romanos
contém o estudo mais profundo da Bíblia sobre a rejeição de Cristo pelos judeus
(excetuando-se um remanescente), bem como sobre o plano divino-redentor para todos,
alcançando por fim Israel (9–11).
1 CORINTIOS

Esboço

Introdução (1.1-9)

I. Tratamento dos Problemas de Que Paulo Fora Informado (1.10 — 6.20)

A. Divisões na Igreja (1.10—4.21)

1. Quatro Facções (1.10-17)

2. Causas das Divisões (1.18—4.5)


a. Falso Conceito de Sabedoria (1.18—3.4)
b. Falso Conceito do Ministério Cristão (3.5—4.5)

3. Apelo à Reconciliação (4.6-21)


Princípio: A igreja como o corpo de Cristo (cf. 12.12ss) não deve se dividir
(1.10,13)

B. Problemas Morais na Igreja (5.1—6.20)

1. Um Problema de Incesto e Sua Disciplina Eclesial (5.1-13)

2. O Problema de Litígio Secular entre Crentes (6.1-11)

3. O Problema da Prostituição (6.12-20)


Princípio: Quem está unido ao Senhor deve conduzir-se de modo a honrá-
lo (6.17,20)

III. Respostas a Perguntas por Escrito dos Coríntios (7.1—16.9)

A. Perguntas Acerca do Casamento (7.1-40)

1. Matrimônio e Celibato (7.1-9)

2. Deveres Cristãos no Casamento (7.10-16)

3. O Princípio do Contentamento (7.17-24)

4. Conselhos aos Solteiros (7.25-38)

5. Orientação sobre Novo Casamento (7.39,40)


Princípio: A uns Deus dá a dádiva de um cônjuge; a outros, Ele dá a de
permanecer solteiro por amor ao reino de Deus (7.7,32)

B. Perguntas sobre o Uso da Liberdade Cristã (8.1—11.1)


1. O Problema de Alimentos Oferecidos a Ídolos (8.1-13)

2. O Uso Disciplinado de Paulo, da Liberdade Cristã (9.1-27)

3. Advertência sobre a Autoconfiança Presunçosa (10.1-13)

4. A Incompatibilidade entre as Festas Idolátricas e a Mesa do Senhor (10.14-23)

5. Alguns Princípios Gerais e Conselhos Práticos (10.24—11.1)


Princípio: Fazer tudo para a glória de Deus; nada fazer que sirva de tropeço ao
próximo (10.31,32); do contrário, você pode desqualificar-se na corrida
espiritual (9.24-27)

C. Perguntas a Respeito do Culto Público (11.2—14.40)

1. A Mulher Cobrir a Cabeça na Igreja (11.2-16)

2. A Conduta na Ceia do Senhor (11.17-34)

3. Os Dons Espirituais (12.1—14.40)


Princípio: Que tudo seja feito decentemente e com ordem (14.40)

D. Perguntas a Respeito da Ressurreição (15.1-58)

1. P. Como Pode Alguém Dizer Que os Mortos Não Ressuscitam? (15.12)


R. A Certeza da Ressurreição (15.1-34)

2. P. Como Ressuscitarão os Mortos?


Que Tipo de Corpo Terão? (15.35)
R. A Natureza do Corpo Ressurreto (15.35-37)

3. Conclusão da Pergunta (15.58)


Princípio: Assim como Cristo ressuscitou dentre os mortos, o mesmo ocorrerá aos
que são de Cristo, quando Ele voltar (15.22,23)

E.Perguntas a Respeito da Coleta para os Santos (16.1-9)


Instruções Finais (16.10-24)

Autor:
Paulo
Tema:
Problemas da Igreja e Suas Soluções
Data:
55/56 d.C.
Considerações Preliminares
Corinto, uma cidade antiga da Grécia, era, em muitos aspectos, a metrópole grega de
maior destaque nos tempos de Paulo. Assim como muitas das cidades prósperas do
mundo
de hoje, Corinto era intelectualmente arrogante, materialmente próspera e moralmente
corrupta. O pecado, em todas as suas formas, grassava nessa cidade de má fama, pela
sua
licenciosidade.
Juntamente com Prisca e Áquila (16.19) e com sua própria equipe apostólica (At 18.5),
Paulo fundou a igreja em Corinto, durante seu ministério de dezoito meses ali, na sua
segunda viagem missionária (At 18.1-17). A igreja era composta dalguns judeus, sendo
sua maioria constituída de gentios convertidos do paganismo. Depois da partida de
Paulo
de Corinto, surgiram vários problemas na jovem igreja, que requereram sua autoridade e
doutrina apostólica, por carta e visitas pessoais.
A primeira epístola aos Coríntios foi escrita durante seu ministério de três anos em
Éfeso (At 20.31), na sua terceira viagem missionária (At 18.23—21.16). Paulo soube
em Éfeso
dos problemas de Corinto (1.11); depois, uma delegação da congregação em Corinto
(16.17) entregou uma carta a Paulo, em que lhe pediam instruções sobre vários assuntos
(7.1; cf. 8.1; 12.1; 16.1). Paulo escreveu esta epístola tendo em vista os informes
ouvidos e a correspondência recebida daquela igreja.

Propósito
Paulo tinha dois motivos principais ao escrever esta epístola: (1) Tratar dos sérios
problemas da igreja de Corinto, de que fora informado. Eram pecados que os coríntios
não
levavam muito a sério, mas que Paulo sabia serem graves. (2) Aconselhar e doutrinar
sobre variados assuntos que os coríntios lhe encaminharam por escrito. Isso incluía
assuntos
doutrinários e de conduta e pureza, tanto individual, como da congregação.

Visão Panorâmica
Esta epístola trata dos problemas que uma igreja experimenta quando seus membros
continuam “carnais” (3.1-3) e não se separam de uma vez, dos incrédulos a seu redor (2
Co
6.17). São problemas tipo espírito de divisão (1.10-13; 11.17-22), tolerância de pecado
tipo incesto (5.1-13), imoralidade sexual em geral (6.12-20), ação judicial entre os
cristãos (6.1-11), idéias humanistas a respeito da verdade apostólica (15) e conflitos a
respeito da “liberdade cristã” (8;10). Paulo também instrui os coríntios a respeito do
celibato
e do casamento (7), o culto público, inclusive a Ceia do Senhor (11—14) e a oferta para
os santos de Jerusalém (16.1-4).
Entre os ensinos mais importantes de Paulo em 1 Coríntios, está o das manifestações e
dons do Espírito Santo nos cultos da igreja (12—14). O ensino desses capítulos é o mais
rico do NT sobre a natureza e o conteúdo da adoração na igreja primitiva (14.26-33).
Paulo mostra que o propósito de Deus para a igreja inclui uma rica variedade de dons do
Espírito através de crentes fiéis (12.4-10) e de pessoas chamadas para exercer certos
ministérios (12.28-30) — uma diversidade dentro da unidade, comparável às múltiplas
funções do corpo humano (12.12-27). No da operação dos dons espirituais na
congregação, Paulo faz uma distinção essencial entre a edificação individual e a coletiva
como
assembléia (14.2-6,12,16-19,26), e reitera que todas as manifestações públicas dos dons
devem brotar do amor (13) e existirem para a edificação de todos os crentes (12.7;
14.4-6,26).

Características Especiais
Cinco características especiais vemos em 1 Coríntios. (1) De todo o NT, é a epístola que
mais trata de problemas. Ao tratar dos vários problemas e assuntos de Corinto, Paulo
apresenta princípios espirituais claros e permanentes, sendo cada um deles
universalmente aplicáveis à igreja (e.g. 1.10; 6.17,20; 7.7; 9.24-27; 10.31,32; 14.1-10;
15.22,23). (2)
Há um destaque geral sobre a unidade da igreja local como corpo de Cristo, destaque
este no ensino sobre divisões, Ceia do Senhor e dons espirituais. (3) Esta epístola
contém o
mais amplo ensino do NT em assuntos de grande importância como o celibato, o
casamento e novo casamento (7); a Ceia do Senhor (10.16-21; 11.17-34); línguas,
profecias e
dons espirituais durante o culto (12,14); o amor cristão (13); e a ressurreição do corpo
(15). (4) A epístola é de valor incalculável para o ministério pastoral, no tocante à
disciplina
eclesiástica (cap. 5). (5) Salienta a possibilidade indubitável de decair da fé, aqueles que
persistem numa conduta ímpia e que não têm firmeza em Cristo (6.9,10; 9.24-27;
10.5-12,20,21; 15.1-2)
2 CORINTIOS

Esboço

Introdução (1.1-11)

I. Defesa de Paulo em Prol da Maioria Leal (1.12—7.16)

A. Contestação de que Ele Era Inconstante (1.12-22)

B. Explicação da Mudança nos Seus Planos de Viagem (1.23—2.17)

C. Esclarecimento Sobre a Natureza do Seu Ministério (3.1—6.10)

1. A Serviço de um Novo Concerto (3.1-18)

2. Às Claras e Verdadeiro (4.1-6)

3. Com Sofrimento Pessoal (4.7—5.10)

4. Com Dedicação e Ternura (5.11—6.10)

D. Apelo Pessoal aos Coríntios e Consideração Afetuosa por Eles (6.11—7.16)

II. A. Coleta para os Cristãos Necessitados de Jerusalém (8.1—9.15)

A. A Graça da Liberalidade Cristã (8.1-15)

B. Tito e Suas Providências Para a Oferta (8.16-24)

C. Um Apelo Por uma Oferta Imediata (9.1-5)

D. Um Apelo Por uma Oferta Generosa (9.6-15)

III. A Resposta de Paulo à Minoria Descontente (10.1—13.10)

A. Resposta às Acusações de Covardia e Fraqueza (10.1-18)

B. Relutante Auto Defesa do Apostolado de Paulo (11.1—12.18)

1. Justificativa do Tom Jactancioso (11.1-15)

2. Declaração de Não Ser Inferior aos Judaizantes (11.16—12.10)

3. Prerrogativas Legítimas do Apostolado de Paulo (12.11-18)

C. A Advertência de uma Terceira Visita Iminente (12.19—13.10)


1. Preocupação Pelos Coríntios (12.19-21)

2. Exortação à Firmeza (13.1-10)

Conclusão (13.11-14)

Autor:
Paulo
Tema:
Glória Através do Sofrimento
Data:
55/56 d.C.

Considerações Preliminares

Paulo escreveu esta epístola à igreja de Corinto e aos crentes de toda a Acaia (1.1),
identificando-se duas vezes pelo nome (1.1; 10.1). Tendo Paulo fundado a igreja em
Corinto,
durante sua segunda viagem missionária, manteve contato freqüente com os coríntios a
partir de então, por causa dos problemas daquela igreja (ver a introdução a 1 Coríntios).
A seqüência desses contatos e o contexto em que 2 Coríntios foi escrito são os
seguintes: (1) Depois de alguns contatos e correspondência inicial entre Paulo e a igreja
(e.g. 1 Co
1.1; 5.9; 7.1), ele escreveu 1 Coríntios, de Éfeso, (primavera de 55 ou 56 d.C.). (2) Em
seguida, ele fez uma viagem a Corinto, cruzando o mar Egeu, para tratar de problemas
surgidos na igreja. Essa visita, no período entre 1 e 2 Coríntios (cf. 13.1,2), foi
espinhosa para Paulo e para a congregação (2.1,2). (3) Depois dessa visita afonosa,
informes
chegaram a Paulo em Éfeso de que seus adversários estavam atacando a sua autoridade
apostólica em Corinto, tentando persuadir uma parte da igreja a rejeitá-lo. (4)
Respondendo, Paulo escreveu 2 Coríntios, na Macedônia (outono de 55 ou 56 d.C.). (5)
Pouco depois, Paulo viajou outra vez a Corinto (13.1), permanecendo ali cerca de três
meses (cf. At 20.1-3a). Foi ali que escreveu a Epístola aos Romanos.

Propósito

Paulo escreveu esta epístola a três classes de pessoas em Corinto. (1) Primeiro, escreveu
para encorajar a maioria da igreja que lhe era fiel, como seu pai espiritual. (2) Escreveu
para contestar e desmascarar os falsos apóstolos que continuavam a difamá-lo, para,
assim, enfraquecer a sua autoridade e o seu apostolado, e distorcer a sua mensagem. (3)
Escreveu, também, para repreender a minoria na igreja influenciada por seus oponentes
e que não acatavam a sua autoridade e correção. Paulo reafirmou sua integridade e sua
autoridade apostólica em relação a eles, esclareceu os seus motivos e os advertiu contra
novas rebeliões. 2 Coríntios visou a preparar a igreja como um todo, para sua visita
iminente.

Visão Panorâmica
2 Coríntios tem três divisões principais. (1) Na primeira (1—7), Paulo começa dando
graças a Deus pela sua consolação em meio aos sofrimentos em prol do evangelho,
elogia os
coríntios por disciplinarem um grande transgressor e defende a sua integridade ao
alterar seus planos de viagem. Em 3.1—6.10, Paulo apresenta o mais extenso ensino do
NT
sobre o verdadeiro caráter do ministério. Ressalta a importância da separação do mundo
(6.11—7.1) e expressa sua alegria ao saber, através de Tito, do arrependimento de
muitos na igreja de Corinto, que antes desacatavam a sua autoridade apostólica (7). (2)
Nos caps. 8 e 9, Paulo exorta os coríntios a demonstrar a mesma generosidade cristã e
sincera dos macedônios, ao contribuírem na campanha por ele dirigida, a favor dos
crentes pobres de Jerusalém. (3) O estilo da epístola muda nos caps. 10—13. Agora,
Paulo
defende o seu apostolado, discorrendo sobre a sua chamada, qualificações e sofrimentos
como um verdadeiro apóstolo. Com isso, Paulo espera que os coríntios reconheçam os
falsos apóstolos entre eles, o que os poupará de futura disciplina quando ele lá chegar.
Paulo termina 2 Coríntios com a única bênção trinitária no NT (13.14).

Características Especiais

Quatro fatos principais caracterizam esta epístola. (1) É a mais autobiográfica das
epístolas de Paulo. Suas muitas referências pessoais são feitas com humildade,
desculpas e até
mesmo constrangimento, mas foi necessário, tendo em vista a situação em Corinto. (2)
Ultrapassa todas as demais epístolas paulinas no que tange à revelação da intensidade e
profundidade do amor e cuidado de Paulo por seus filhos espirituais. (3) Contém a mais
completa teologia do NT sobre o sofrimento do crente (1.3-11; 4.7-18; 6.3-10;
11.23-30; 12.1-10), e de igual modo, sobre a contribuição cristã (8—9). (4) Termos-
chaves, tais como fraqueza, aflição, lágrimas, perigos, tribulação, sofrimento,
consolação,
jactância, verdade, ministério e glória, destacam o conteúdo incomparável desta carta.
GÁLATA

Esboço

Introdução(1.1-10)

A. Saudações (1.1-5)

B. Surpresa Ante o Desvio dos Gálatas, do Evangelho da Graça (1.6-10)

I. Paulo Defende a Autoridade do Evangelho e sua Chamada Pessoal (1.11—2.21)

A. Cristo Revelou o Evangelho a Paulo (1.11-24)

B. Tiago, Pedro e João Aceitaram e Ratificaram o Evangelho (2.1-10)

C. No Debate com Pedro Foi Vindicado o Evangelho (2.11-21)

II. Paulo Defende a Liberdade do Evangelho (Seção Doutrinária) (3.1—4.31)

A. Recebe-se o Espírito e a Nova Vida em Cristo,Pela Fé e Não Pelas Obras (3.1-14)

B. A Salvação É Pela Promessa Messiânica e Não Pela Lei (3.15-24)

C. Os Que Confiam Em Cristo São Filhos e Não Escravos (3.25—4.7)

D. Um Apelo aos Gálatas a Refletir no Que Fizeram (4.8-20)

E. Os Que Confiam na Lei São Escravos e Não Filhos (4.21-31)

III. Paulo Defende a Liberdade do Evangelho (Seção Prática) (5.1—6.10)

A. A Liberdade Cristã Relaciona-se à Salvação Pela Graça (5.1-12)

1. A Conservação da Liberdade Cristã (5.1)

2. As Conseqüências da Submissão à Circuncisão Segundo a Lei (5.2-12)

B. A Liberdade Cristã Não Deve Ser Desculpa para a Satisfação dos Desejos Carnais
(5.13-26)

1. O Mandamento do Amor (5.13-15)

2. Viver Segundo o Espírito; Não Segundo a Carne (5.16-26)

C. A Liberdade Cristã Deve Expressar-se Mediante a Lei de Cristo (6.1-10)

1. Levar as Cargas Uns dos Outros (6.1-5)


2. Ajudar os Ministros da Palavra (6.6)

3. Não se Cansar de Fazer o Bem (6.7-10)

Conclusão (6.11-18)

Autor:
Paulo
Tema:
Salvação Pela Graça Mediante a Fé
Data:
Cerca de 49 d.C.

Considerações Preliminares

Paulo escreveu esta epístola (1.1; 5.2; 6.11) “às igrejas da Galácia” (1.2). As
autoridades no assunto declaram que os gálatas eram gauleses oriundos do Norte da
Galácia e que,
mais tarde, parte deles emigrou para o Sul da Europa, de cujo território a França de hoje
faz parte. É muito mais provável que Paulo haja escrito esta epístola às igrejas do Sul da
província da Galácia (Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra, Derbe), onde ele e Barnabé
evangelizaram e estabeleceram igrejas durante sua primeira viagem missionária (At
13,14). A
data mais provável da carta situa-se logo após o regresso de Paulo à igreja que o enviou
– Antioquia da Síria, e pouco antes do Concílio de Jerusalém (At 15).
O assunto principal de Gálatas é o mesmo debatido e resolvido em Jerusalém (c. de 49
d.C.; cf. At 15). Tal assunto implica uma dupla pergunta: (1) A fé em Jesus Cristo como
Senhor e Salvador é o requisito único para a salvação? (2) É necessário obedecer a
certas práticas e leis judaicas do AT para se obter a salvação em Cristo? Talvez Paulo
haja
escrito Gálatas antes da controvérsia da lei, na Assembléia de Jerusalém (At 15), e antes
de a igreja comunicar a sua posição final. Se assim foi, então Gálatas é a primeira
epístola
que Paulo escreveu.

Propósito

Paulo tomou conhecimento de que certos mestres judaicos estavam inquietando seus
novos convertidos na Galácia, impondo-lhes a circuncisão e o jugo da lei mosaica como
requisitos necessários à salvação e ao ingresso na igreja. Ao saber disso, Paulo
escreveu: (1) para demonstrar cabalmente que as exigências da lei, como a circuncisão
do velho
concerto, nada tem a ver com a operação da graça de Deus em Cristo para a salvação
sob o novo concerto; e (2) para reafirmar claramente que o crente recebe o Espírito
Santo
e com Ele a nova vida espiritual por meio da fé no Senhor Jesus Cristo e não por meio
da lei do AT.
Visão Panorâmica

Pelo conteúdo desta carta, conclui-se que os oponentes judaicos de Paulo na Galácia o
atacavam pessoalmente a fim de solapar sua influência nas igrejas. Sua acusação era de
que: (1) Paulo não era um dos apóstolos originais e, portanto, desprovido de autoridade
direta (cf. 1.1,7,12; 2.8,9); (2) sua mensagem diferia do evangelho pregado em
Jerusalém
(cf. 1.9; 2.2-10); e (3) sua mensagem da graça resultaria numa vida iníqua (cf.
5.1,13,16,19,21).
Paulo deu respostas diretas a todas três acusações. (1) Defendeu energicamente a sua
própria autoridade de apóstolo de Jesus Cristo, autoridade esta recebida diretamente de
Deus e que foi confirmada por Tiago, Pedro e João (1,2). (2) Defendeu com ardor o
evangelho da salvação pela graça, mediante a fé em Cristo, à parte das obras da lei (3,4).
(3)
Finalmente, Paulo sustentou com veemência que o verdadeiro evangelho de Cristo
abrange a liberdade da escravidão do legalismo judaico tanto quanto a liberdade do
pecado e
das obras da carne. A verdadeira liberdade cristã consiste em viver no Espírito e
cumprir a lei de Cristo (5,6).
Gálatas contém uma síntese do feitio dos crentes judaicos que se opunham a Paulo na
Galácia, em Antioquia e em Jerusalém (At 15.1,2,5) e na maioria dos lugares onde ele
trabalhou.

Características Especiais

Quatro fatos singulares caracterizam esta epístola. (1) É a defesa mais veemente no NT
da natureza do evangelho. Seu tom é enérgico, intenso e urgente, uma vez que Paulo
lida
com oponentes em erro (e.g., 1.8,9; 5.12), enquanto repreende os gálatas por se
deixarem iludir tão facilmente (1.6; 3.1; 4.19,20). (2) Quanto ao número de referências
autobiográficas, Gálatas é superada somente por 2 Coríntios. (3) Esta é a única epístola
de Paulo em que ele explicitamente se dirige a várias igrejas (ver, no entanto, a
introdução
a Efésios). (4) Contém a descrição do fruto do Espírito (5.22,23) e a lista mais completa
do NT das obras da carne (5.19-21).
EFÉSIOS

Esboço

Saudações (1.1,2)

I. Doutrina Basilar — A Redenção do Crente (1.3—3.21)

A. A Preeminência de Cristo na Redenção (1.3-14)

1. Sua Preeminência no Plano do Pai (1.3-6)

2. Sua Preeminência na Participação do Crente (1.7-12)

3. Sua Preeminência na Concessão do Espírito (1.13,14)


Oração: Pela Iluminação Espiritual do Crente (1.15-23)

B. Os Resultados da Redenção em Cristo (2.1—3.21)

1. Liberta-nos do Pecado e da Morte para uma Nova Vida em Cristo (2.1-10)

2. Reconcilia-nos com os que Estão Sendo Salvos (2.11-15)

3. Une-nos em Cristo, Numa só Família (2.16-22)

4. Revela a Sabedoria de Deus Através da Igreja (3.1-13) Oração: Pelo Êxito Espiritual
do Crente (3.14-21)

II. Instruções Práticas — A Vida do Crente (4.1—6.20)

A. A Nova Vida do Crente (4.1—5.21)

1. Em Harmonia com o Propósito de Deus para a Igreja (4.1-16)

2. Uma Nova Vida de Pureza (4.17—5.7)

3. Vivendo como Filhos da Luz (5.8-14)

4. Cautelosos e Cheios do Espírito (5.15-21)

B. O Relacionamento Familiar do Crente (5.22—6.9)

1. Esposas e Maridos (5.22-33)

2. Filhos e Pais (6.1-4)


3. Servos e Senhores (6.5-9)

C. A Guerra Espiritual do Crente (6.10-20)

1. Nosso Aliado — Deus (6.10,11a)

2. Nosso Inimigo — Satanás e Suas Hostes (6.11b,12)

3. Nosso Equipamento — Toda a Armadura de Deus (6.13-20)

Conclusão (6.21-24)

Autor:
Paulo
Tema:
Cristo e Sua Igreja
Data:
Cerca de 62 d.C.

Considerações Preliminares

Efésios é um dos picos elevados da revelação bíblica, ocupando lugar único entre as
Epístolas de Paulo. Ela não foi elaborada no árduo trabalho da bigorna da controvérsia
doutrinária ou dos problemas pastorais (como muitas outras epístolas de Paulo). Ao
contrário, Efésios transmite a impressão de um rico transbordar de revelação divina,
brotando
da vida de oração de Paulo. Ele escreveu a carta quando estava prisioneiro por amor a
Cristo (3.1; 4.1; 6.20), provavelmente em Roma. Efésios tem muita afinidade com
Colossenses, e talvez tenha sido escrita logo após esta. As duas cartas podem ter sido
levadas simultaneamente ao seu destino por um cooperador de Paulo chamado Tíquico
(6.21; cf. Cl 4.7).
É crença geral que Paulo escreveu Efésios também para outras igrejas da região, e não
apenas a Éfeso. Possivelmente ele a escreveu como carta circular às igrejas de toda a
província da Ásia. Muitos crêem que Efésios é a mesma carta aos Laodicenses,
mencionada por Paulo em Cl 4.16.

Propósito

O propósito imediato de Paulo ao escrever Efésios está implícito em 1.15-17. Em


oração, ele anseia que seus leitores cresçam na fé, no amor, na sabedoria e na revelação
do Pai
da glória. Almeja profundamente que vivam uma vida digna do Senhor Jesus Cristo
(e.g., 4.1-3; 5.1,2). Paulo, portanto, procura fortalecer-lhes a fé e os alicerces espirituais
ao
revelar a plenitude do propósito eterno de Deus na redenção “em Cristo” (1.3-14; 3.10-
12) à igreja (1.22,23; 2.11-22; 3.21; 4.11-16; 5.25-27) e a cada crente (1.15-21;
2.1-10; 3.16-20; 4.1-3,17-32; 5.1—6.20).
Visão Panorâmica

Há dois temas fundamentais no NT: (1) como somos redimidos por Deus, e (2) como
nós, os redimidos, devemos viver. Os capítulos 1—3 de Efésios tratam principalmente
do
primeiro desses temas, ao passo que os capítulos 4—6 focalizam o segundo.
(1) Os capítulos 1—3 começam por um parágrafo de abertura que é um dos trechos
mais profundos da Bíblia (1.3-14). Esse grandioso hino sobre redenção tributa louvores
ao
Pai pela eleição, predestinação e adoção que Ele nos propiciou (1.3-6), por nossa
redenção mediante o sangue do Filho (1.7-12) e pelo Espírito, como selo e garantia da
nossa
herança (1.13,14). Nesses capítulos, Paulo ressalta que na redenção pela graça mediante
a fé, Deus nos reconcilia consigo mesmo (2.1-10) e com outros que estão sendo salvos
(2.11-15), e, em Cristo, nos une em um só corpo, a igreja (2.16-22). O alvo da redenção
é “tornar a congregar em Cristo todas as coisas... tanto as que estão nos céus como as
que estão na terra” (1.10).
(2) Os capítulos 4—6 consistem mais de instruções práticas para a igreja no tocante aos
requisitos que a redenção em Cristo demanda de nossa vida individual e coletiva. Entre
as
35 diretrizes dadas em Éfesios, sobre como os redimidos devem viver, destacam-se três
categorias gerais. (1) Os crentes são chamados a uma nova vida de pureza e separação
do
mundo. São chamados a serem “santos e irrepreensíveis diante dele” (1.4), a crescer
“para templo santo no Senhor” (2.21), a andar “como é digno da vocação com que
fostes
chamados” (4.1), a “varão perfeito” (4.13), a viver “em verdadeira justiça e santidade”
(4.24), a andar “em amor” (5.2; cf. 3.17-19) e a serem santos “pela palavra” (5.26), a
fim
de que Cristo tenha uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga... santa e
irrepreensível” (5.27). (2) O crente é chamado a um novo modo de viver nos
relacionamentos familiares e
vocacionais (5.22—6.9). Esses relacionamentos devem ser regidos por princípios de
conduta que distingam o crente da sociedade descrente à sua volta. (3) Finalmente, o
crente é
chamado a manter-se firme contra as astutas ciladas do diabo e as terríveis “hostes
espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (6.10-20).

Características Especiais

Há quatro características que predominam nesta epístola. (1) A revelação da grande


verdade teológica dos capítulos 1—3 é interrompida por duas grandiosas orações
apostólicas.
Na primeira, o apóstolo pede para os crentes sabedoria e revelação no conhecimento de
Deus (1.15-23); na segunda, roga que possam conhecer o amor, o poder e a glória de
Deus (3.14-21). (2) “Em Cristo”, uma expressão paulina de peso (106 vezes nas
epístolas de Paulo), sobressai grandemente em Efésios (cerca de 36 vezes). “Toda
bênção
espiritual” e todo assunto prático da vida relaciona-se com o estar “em Cristo”. (3)
Efésios salienta o propósito e alvo eterno de Deus para a igreja. (4) Há um realce
multifacetado
do papel do Espírito Santo na vida cristã (1.13,14,17; 2.18; 3.5,16,20; 4.3,4,30; 5.18;
6.17,18). (5) Efésios é tida, às vezes, como epístola gêmea de Colossenses, pelo fato de
apresentarem definidas semelhanças em seus conteúdos e terem sido escritas quase ao
mesmo tempo (ver o esboço das duas).
FILIPENSES

Esboço

Introdução (1.1-11)

A. Saudações (1.1,2)

B. Ação de Graças e Oração pelos Filipenses (1.3-11)

I. As Circunstâncias em que Paulo se Encontrava (1.12-26)

A. O Avanço do Evangelho por Causa da Prisão de Paulo (1.12-14)

B. A Proclamação de Cristo de Todas as Maneiras (1.15-18)

C. A Disposição de Paulo para Viver ou Morrer (1.19-26)

II. Assuntos de Interesse da Igreja (1.27—4.9)

A. Exortação de Paulo aos Filipenses (1.27—2.18)

1. À Perseverança (1.27-30)

2. À Unidade (2.1-2)

3. À Humildade e Prontidão em Servir (2.3-11)

4. À Obediência e à Conduta Irrepreensível (2.12-18)

B. Os Mensageiros de Paulo à Igreja (2.19-30)

1. Timóteo (2.19-24)

2. Epafrodito (2.25-30)

C. Advertência de Paulo a Respeito de Falsos Ensinos (3.1-21)

1. A Falsa Circuncisão Face à Verdadeira (3.1-16)

2. A Mentalidade Terrena Face à Espiritual (3.17-21)

D. Conselhos Finais de Paulo (4.1-9)

1. Firmeza e Harmonia (4.1-3)


2. Alegria e Eqüidade (4.4,5)

3. Liberdade da Ansiedade (4.6,7)

4. Controle da Mente e da Vontade (4.8-9)

Conclusão (4.10-23)

A. Reconhecimento e Gratidão por Ofertas Recebidas (4.10-20)

B. Saudações Finais e Bênção (4.21-23)

Autor:
Paulo
Tema:
Alegria de Viver por Cristo
Data:
Cerca de 62/63 d.C.

Considerações Preliminares

A cidade de Filipos, na Macedônia oriental, a 16 km do Mar Egeu, foi assim chamada


em homenagem a Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre Magno. Nos dias de Paulo,
era
uma cidade romana privilegiada, tendo uma guarnição militar.
A igreja de Filipos foi fundada por Paulo e sua equipe de cooperadores (Silas, Timóteo,
Lucas) na sua segunda viagem missionária, em obediência a uma visão que Deus lhe
dera
em Trôade (At 16.9-40). Um forte elo de amizade desenvolveu-se entre o apóstolo e a
igreja em Filipos. Várias vezes a igreja enviou ajuda financeira a Paulo (2 Co 11.9; Fp
4.15,16) e contribuiu generosamente para a coleta que o apóstolo providenciou para os
crentes pobres de Jerusalém (cf. 2 Co 8-9). Parece que Paulo visitou a igreja duas vezes
na sua terceira viagem missionária (At 20.1,3,6).

Propósito

Da prisão (1.7,13,14), certamente em Roma (At 28.16-31), Paulo escreveu esta carta aos
crentes filipenses para agradecer-lhes pela sua oferta generosa, cujo portador foi
Epafrodito (4.14-19) e para informá-los do seu estado pessoal. Além disso, escreveu
para transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão
(1.12-30), para assegurar à igreja que o mensageiro por ela enviado (Epafrodito)
cumprira fielmente a sua tarefa e que não estava voltando antes do devido tempo (2.25-
30), e
para levar os membros da igreja a se esforçarem para conhecer melhor o Senhor,
conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.

Visão Panorâmica

Diferente de muitas das cartas de Paulo, Filipenses não foi escrita primeiramente devido
a problemas ou conflitos na igreja. Sua tônica básica é de cordial afeição e apreço pela
congregação. Da saudação inicial (1.1) à bênção final (4.23), a carta focaliza Cristo
Jesus como o propósito da vida e a esperança da vida eterna por parte do crente. Nesta
epístola, Paulo trata de três problemas menores em Filipos: (1) O desânimo dos crentes
ali, por causa da prisão prolongada de Paulo (1.12-26); (2) pequenas sementes de
discórdia entre duas mulheres da igreja (4.2; cf. 2.2-4); e (3) a ameaça de deslealdade
sempre presente entre as igrejas, por causa dos mestres judaizantes e dos crentes de
mentalidade terrena (cap. 3). Em meio a esses três problemas em potencial, temos os
ensinos mais ricos de Paulo sobre (1) alegria em meio a todas as circunstâncias da vida
(e.g.,
1.4,12; 2.17,18; 4.4,11-13), (2) a humildade e serviço cristãos (2.1-16), e (3) o valor
incomensurável de conhecer a Cristo (cap. 3).

Características Especiais

Cinco assuntos principais caracterizam esta epístola. (1) Ela é muito pessoal e afetuosa,
refletindo assim o estreito relacionamento entre Paulo e os crentes filipenses. (2) É
altamente cristocêntrica, revelando a estreita comunhão entre Paulo e Cristo (e.g., 1.21;
3.7-14). (3) Contém uma das declarações cristológicas mais profundas da Bíblia (2.5-
11).
(4) É preeminentemente a “Epístola da Alegria” no NT. (5) Apresenta um modelo de
vida cristã dinâmica e resignada, inclusive o viver humilde e como servo (2.1-8);
prosseguir
com firmeza para o alvo (3.13,14); regozijar-se sempre no Senhor (4.4); libertar-se da
ansiedade (4.6), contentar-se em todas as circunstâncias (4.11) e fazer todas as coisas
mediante a potente graça de Cristo (4.13).
COLOSSENSES

Esboço

Introdução (1.1-12)

A. Saudações (1.1,2)

B. Ações de Graças pela Fé, Amor e Esperança dos Colossenses (1.3-8)

C. Oração pelo Progresso Espiritual dos Colossenses (1.9-12)

I. Doutrina Poderosa — A Redenção do Crente (1.13 – 2.23)

A. A Preeminência Absoluta de Cristo (1.13-23)

1. Como Redentor Vicário (1.33-14)

2. Como Senhor da Criação (1.15-17)

3. Como Cabeça da Igreja (1.18)

4. Como Reconciliador de Todas as Coisas (1.19,20)

5. Como Reconciliador dos Colossenses com Deus (1.21-23)

B. O Ministério de Paulo Acerca do Mistério de Deus em Cristo (1.24–2.7)

1. Completando os Sofrimentos de Cristo (1.24,25)

2. Aperfeiçoando os Crentes em Cristo (1.26 – 2.7)

C. Advertências Contra Ensinos Falsos (2.8-23)

1. Problema: Ensino Contrário ao de Cristo (2.8)


Solução: Feitos Completos em Cristo (2.9-15)

2. Problema: Práticas Religiosas Contrárias a Cristo (2.16-23)


Solução: Crucificados com Cristo (2.20)

II. Instruções Práticas — A Vida do Crente (3.1– 4.6)

A. A Conduta Pessoal do Crente (3.1-17)

1. Cristo Como a Vida do Crente (3.1-4)


2. Deixando de Lado a Velha Vida de Pecado (3.5-9)

3. Revestindo-se do Novo Homem em Cristo (3.10-17)

B. O Relacionamento Familiar do Crente (3.18 – 4.1)

1. Esposa e Marido (3.18,19)

2. Filhos e Pais (3.20,21)

3. Servos e Senhores (3.22 – 4.1)

C. A Influência Espiritual do Crente (4.2-6)

1. Uma Vida Dedicada à Oração (4.2-4)

2. Conduta Sábia com Estranhos (4.5)

3. Conversação Cheia de Graça (4.6)

Conclusão (4.7-18)

Autor:
Paulo
Tema:
A Supremacia de Cristo
Data:
Cerca de 62 d. C.

Considerações Preliminares

A cidade de Colossos estava localizada perto de Laodicéia (cf. 4.16), no sudeste da Ásia
Menor, cerca de 160 quilômetros a leste de Éfeso. A igreja colossense, tudo indica, foi
fundada como resultado do grandioso ministério de Paulo em Éfeso, durante três anos
(At 20.31), cujos efeitos foram tão poderosos e de tão grande alcance que “todos os que
habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus” (At 19.10). Paulo talvez nunca
tenha visitado Colossos pessoalmente (2.1), mas mantivera contatos com a igreja
através de
Epafras,um dos seus convertidos e cooperadores naquela cidade (1.7; 4.12).
O motivo desta epístola foi o surgimento de ensinos falsos na igreja colossense,
ameaçando o seu futuro espiritual (2.8). Quando Epafras, dirigente da igreja colossense
e seu
provável fundador, viajou com o objetivo de visitar Paulo e informar-lhe a respeito da
situação em Colossos (1.8; 4.12), Paulo então escreveu esta epístola. Nessa ocasião
Paulo
estava preso (4.3,10,18), possivelmente em Roma (At 28.16-31), aguardando
comparecer perante César (At 25.11,12). O cooperador de Paulo, Tíquico, entregou
pessoalmente
a carta em Colossos, em nome do apóstolo (4.7).
Não está descrita claramente na carta a heresia surgida em Colossos, uma vez que os
leitores originais a conheciam bem. No entanto, pelas refutações de Paulo ao falso
ensino,
deduz-se que era uma mistura estranha de ensinos cristãos, tradições judaicas
extrabíblicas e filosofias pagãs (semelhante ao sincretismo religioso das seitas falsas de
hoje). Tal
ensino subvertia e substituía a centralidade de Jesus.

Propósito

Paulo escreveu esta carta: (1) para combater os falsos ensinos em Colossos, que
estavam suplantando a centralidade e supremacia de Jesus Cristo na criação, na
revelação, na
redenção e na igreja; e (2) para ressaltar a verdadeira natureza da nova vida em Cristo e
suas exigências para o crente.

Visão Panorâmica

Depois de saudar a igreja e expressar gratidão pela fé, amor e esperança dos crentes
colossenses, bem como pelo seu progresso contínuo, Paulo focaliza dois assuntos
principais:
a doutrina correta (1.13—2.23) e exortações práticas (3.1—4.6).
Teologicamente, Paulo enfatiza o verdadeiro caráter e glória do Senhor Jesus Cristo. Ele
é a imagem do Deus invisível (1.15), a plenitude da deidade em forma corpórea (2.9), o
criador de todas as coisas (1.16,17), o cabeça da igreja (1.18) e a fonte toda-suficiente
da nossa salvação (1.14,20-22). Enquanto Cristo é todo-suficiente, a heresia colossense
é
totalmente insuficiente — vazia, enganosa e humanista (2.8); de espiritualidade
superficial e arrogante (2.18) e sem poder contra os apetites pecaminosos do corpo
(2.23).
Nas suas exortações práticas, Paulo faz um apelo em favor de uma vida alicerçada na
suficiência completa de Cristo, como o único meio de progresso no viver cristão. A
realidade
da habitação de Cristo neles (1.27) deve evidenciar-se na conduta cristã (3.1-17), no
relacionamento doméstico (3.18—4.1) e na disciplina espiritual (4.2-6).

Características Especiais

Três características principais tem esta epístola. (1) Mais do que qualquer outro livro do
NT, Colossenses focaliza a dupla verdade da preeminência de Cristo e da perfeição do
crente nEle. (2) Afirma com toda intensidade a plena divindade de Cristo (2.9) e contém
um dos trechos mais sublimes do NT a respeito da sua glória (1.15-23). (3) Às vezes,
Colossenses é tida como uma “epístola gêmea” de Efésios, porque as duas têm certas
semelhanças de conteúdo, e foram escritas provavelmente na mesma época.
1 TESSALONICENSES

Esboço

Saudações Cristãs (1.1)

I. A Gratidão Pessoal de Paulo aos Tessalonicenses (1.2—3.13)

A. Regozija-se na Nova Vida dos Tessalonicenses em Cristo (1.2-10)

1. A Fé, Amor e Esperança dos Tessalonicenses (1.2,3)

2. Sua Conversão Genuína (1.4-6)

3. Seu Bom Exemplo para os Outros (1.7-10)

B. Reminiscências do Seu Trabalho na Vida dos Tessalonicenses (2.1—3.8)

1. Recorda Seus Labores entre os Tessalonicenses (2.1-12)

2. Recorda a Aceitação por Parte dos Tessalonicenses (2.13-16)

3. Mantém o Seu Interesse pelos Tessalonicenses (2.17—3.8)

C. Oração para que Deus lhe Conceda Voltar, e pelo Progresso Espiritual dos
Tessalonicenses e Sua Conservação em Santidade (3.9-13)

II. Instruções Práticas aos Tessalonicenses (4.1—5.22)

A. A Respeito da Pureza Sexual (4.1-8)

B. A Respeito do Amor Fraternal (4.9,10)

C. A Respeito do Trabalho Honesto (4.11,12)

D. A Respeito da Vinda de Cristo (4.13—5.11)

1. O Estado dos Mortos em Cristo (4.13-18)

2. A Preparação dos Vivos em Cristo (5.1-11)

E. A Respeito da Estima aos Dirigentes Espirituais (5.12,13)


F. A Respeito da Vida Cristã (5.14-18)

G. A Respeito do Discernimento Espiritual (5.19-22)

Conclusão (5.23-28)

A. Oração pela Santificação e Preservação dos Tessalonicenses (5.23,24)

B. Petições Finais e Bênção (5.25-28)

Autor:
Paulo
Tema:
A Volta de Cristo
Data:
Cerca de 51 d.C.

Considerações Preliminares

Tessalônica, situada há pouco menos de 160 km a sudoeste de Filipos, era a capital,


cidade principal e porto da província romana da Macedônia. Entre os 200.000
habitantes da
cidade, havia ali uma grande comunidade judaica. Quando Paulo fundou a igreja
tessalonicense, na sua segunda viagem missionária, seu frutífero ministério ali foi
encerrado
prematuramente devido à intensa hostilidade judaica (At 17.1-9).
Forçado a sair de Tessalônica, Paulo foi a Beréia, onde outro ministério breve, porém
bem- sucedido, foi interrompido pela perseguição movida pelos judeus que o seguiram
desde Tessalônica (At 17.10-13). A seguir, viajou para Atenas (At 17.15-34), onde
Timóteo se encontrou com ele; depois, Paulo enviou Timóteo de volta à Tessalônica
para
verificar a condição da nova igreja (3.1-5); ao mesmo tempo, Paulo seguiu para Corinto
(At 18.1-17). Timóteo, ao completar sua tarefa, viajou para Corinto levando a Paulo
informações sobre a igreja tessalonicense (3.6-8), o que levou Paulo a escrever esta
carta, talvez três a seis meses após fundada a igreja.

Propósito

Por ter sido Paulo forçado pela perseguição a sair de Tessalônica, os novos convertidos
receberam apenas um mínimo de ensino sobre a vida cristã. Ao saber Paulo, por meio
de
Timóteo, das reais circunstâncias, escreveu esta epístola (1) para expressar sua alegria
pela fé e perseverança dos tessalonicenses em meio à perseguição, (2) para instruí-los na
santidade e na vida piedosa e (3) para elucidar certas doutrinas, especialmente no
tocante à situação dos crentes que morrem antes da volta de Cristo.
Visão Panorâmica

Depois de saudar a igreja (1.1), Paulo, com alegria, enaltece os tessalonicenses pelo seu
zelo e fé perseverantes em meio à adversidade (1.2-10; 2.13-16). Responde às críticas
contra ele, relembrando à igreja a pureza dos seus motivos (2.1-6), a sinceridade da sua
afeição e solicitude pelo rebanho (2.7,8,17-20; 3.1-10) e a integridade da sua conduta
entre eles (2.9-12). Paulo destaca a necessidade e importância da santidade e do poder
na vida cristã. O crente precisa ser santo (3.13; 4.1-8; 5.23,24), e o evangelho,
acompanhado pelo poder e manifestação do Espírito Santo (1.5). Paulo admoesta os
tessalonicenses a não extinguirem o Espírito, ao desprezar as suas manifestações,
especialmente a profecia (5.19,20).
Um tema de destaque é a volta de Cristo para livrar seu povo da ira de Deus sobre a
terra (1.10; 4.13-18; 5.1-11). Parece que alguns crentes haviam morrido em Tessalônica,
motivando preocupação sobre a sua salvação final. Por isso, Paulo explica o plano de
Deus para os santos que já tiverem partido quando Cristo voltar para buscar a sua igreja
(4.13-18), e exorta os vivos sobre a importância de estarem preparados quando Ele vier
(5.1-11). Paulo termina a carta com uma oração pela santificação e preservação
espiritual
dos tessalonicenses (5.23,24).

Características Especiais

São quatro as características principais desta epístola. (1) Ela foi um dos primeiros
livros escritos do NT. (2) Contém textos chaves do NT sobre a ressurreição dos santos
falecidos por ocasião do arrebatamento da igreja (4.13-18), e a respeito do “Dia do
Senhor” (5.1-11). (3) Todos os cinco capítulos fazem referência à volta de Cristo e à
relevância deste evento para os salvos (1.10; 2.19; 3.13; 4.13-18; 5.1-11,23). (4)
Oferece uma visão única (a) do estado de uma igreja zelosa, mas imatura, no começo da
década de 50 d.C., e (b) das características do ministério de Paulo como pioneiro do
evangelho.
2 TESSALONICENSES

Esboço

Saudações (1.1,2)

I. Paulo Encoraja os Tessalonicenses na Perseguição (1.3-12)

A. A Gratidão de Paulo pelo Crescimento Espiritual dos Tessalonicenses (1.3)

B. Paulo Elogia Outras Igrejas pela Sua Perseverança (1.4)

C. A Certeza de um Final Ditoso (1.5-10)

D. As Orações de Paulo em Favor dos Tessalonicenses (1.11,12)

II. Paulo Corrige Crenças Erradas dos Tessalonicenses (2.1-17)

A. O Dia do Senhor Ainda Não Ocorreu (2.1,2)

B. O Homem do Pecado se Manifestará Antes (2.3-12)

C. Os Tessalonicenses Devem Ficar Firmes na Solidez da Verdade e da Graça (2.13-


17)

III. Paulo Admoesta os Tessalonicenses Sobre a Vida Prática Cristã (3.1-15)

A. Orando por Ele (3.1,2)

B. Permanecendo Firmes no Senhor (3.3-5)

C. Separando-se dos Desordeiros e Vivendo Exemplarmente (3.6-15)

Saudação Final e Bênção (3.16-18)

Autor:
Paulo
Tema:
A Volta de Cristo
Data:
Cerca de 51 ou 52 d.C.
Considerações Preliminares
Ao escrever Paulo esta epístola, a situação na igreja de Tessalônica era quase a mesma
da ocasião em que ele escreveu a primeira carta (ver introdução a 1 Tessalonicenses). É
provável, pois, que esta carta tenha sido escrita apenas poucos meses depois de 1
Tessalonicenses, quando Paulo ainda se encontrava trabalhando em Corinto com Silas e
Timóteo (1.1; cf. At 18.5). Tudo indica que Paulo, ao ser informado do acolhimento da
sua primeira carta e do progresso dos crentes tessalonicenses, foi movido a escrever esta
segunda carta.

Propósito

O propósito de Paulo nesta epístola é semelhante ao de 1 Tessalonicenses: (1) animar


seus novos convertidos perseguidos; (2) exortá-los a dar bom testemunho cristão e a
trabalhar cada um pelo seu sustento; e (3) corrigir certos erros doutrinários sobre
eventos dos tempos do fim, ligados ao Dia do Senhor (“Dia de Cristo’’) (2.2).

Visão Panorâmica

O tom da primeira carta de Paulo aos tessalonicenses é o de uma ama que cria os seus
filhos (1 Ts 2.7). Na segunda, o tom é primeiramente o de um pai que disciplina os
filhos
desobedientes para corrigir seus caminhos (3.7-12; cf. 1 Ts 2.11). Elogia-os, porém,
pela sua fé perseverante e volta a encorajá-los a permanecer fiéis em todas as
perseguições
(1.3-7).
A seção principal da carta trata do Dia do Senhor, no seu aspecto escatológico (2.1-12;
cf. 1.7-10). Afigura-se de 2.2 que alguns em Tessalônica afirmavam por “espírito”
(suposta revelação profética), por “palavra” (mensagem verbal) ou “epístola”
(supostamente escrita por Paulo), que o tempo da grande tribulação e o Dia do Senhor já
haviam
começado. Paulo corrige tal erro, declarando que três eventos notáveis assinalarão e
precederão a chegada do Dia do Senhor (2.2): (1) ocorrerá uma grande apostasia e
rebelião
(2.3); (2) a restrição determinada por Deus para resistir à injustiça, será removida
(2.6,7); e (3) “o homem do pecado” se revelará (2.3,4,8-11). Paulo repreende aqueles
que, na
igreja, estavam se aproveitando da expectativa da iminente volta de Cristo como
desculpa para a ociosidade. Exorta os crentes a serem diligentes e disciplinados no seu
viver
(3.6-12).

Características Especiais

Três são as características especiais desta epístola. (1) Ela contém um dos trechos mais
completos do NT a respeito da iniqüidade e da impostura desenfreadas, no final dos
tempos (2.3-12). (2) O justo juízo de Deus, vinculado à segunda vinda de Cristo é
descrito aqui em termos apocalípticos, como no livro de Apocalipse (1.6-10; 2.8). (3)
Emprega
termos descritivos do Anticristo que não se acham noutras partes da Bíblia (2.3,8).
1 TIMÓTEO

Esboço

Introdução (1.1-20)

I. Instruções a Respeito do Ministério Eclesiástico (2.1—4.5)

A. A Proeminência da Oração (2.1-8)

B. A Conduta Apropriada das Mulheres (2.9-15)

C. Qualificações do Pastor (3.1-7)

1. Pessoais
a. Irrepreensível (3.2)
b. Vigilante (3.2)
c. Sóbrio (3.2)
d. Honesto (3.2)
e. Hospitaleiro (3.2)
f. Apto para Ensinar (3.2)
g. Não Dado ao Vinho (3.3)
h. Não Espancador (3.3)
i. Moderado (3.3)
j. Não Contencioso (3.3)
k. Não Ambicioso Por Dinheiro (3.3)
l. Não Novato na Fé (3.6)
m. Boa Reputação Fora da Igreja (3.7)

2. Família
a. Marido de Uma Mulher (3.2)
b. Que Governe Bem Sua Própria Casa (3.4,5)
c. Que Tenha Filhos Obedientes e Respeitosos (3.4)

D. Qualificações de Diáconos (3.8-13)

1. Pessoais
a. Digno de Respeito (3.8)
b. Sincero (3.8)
c. Não Dado ao Vinho (3.8)
d. Livre de Torpe Ganância (3.8)
e. Guarda o Ministério da Fé com a Consciência Pura (3.9)
f. Provado e Irrepreensível (3.10)
2. Família
a. Marido de Uma Mulher (3.12)
b. Mulher Piedosa e Fidedigna (3.11)
c. Governa Bem os Filhos e a Casa (3.12)

E. Razões da Igreja Exigir de Seus Dirigentes Altas Qualificações (3.14—4.5)

II. Instruções a Respeito do Ministério de Timóteo (4.6—6.19)

A. Sua Vida Pessoal (4.6-16)

B. Seu Tratamento com os Membros da Igreja (5.1—6.19)

1. Homens Idosos e Jovens (5.1)

2. Mulheres Idosas e Jovens (5.2)

3. Viúvas (5.3-16)

4. Presbíteros e Candidatos ao Presbiterato (5.17-25)

5. Servos (6.1,2)

6. Falsos Mestres (6.3-10)


Parêntese: Exortação ao Próprio Timóteo (6.11-16)

7. Os Ricos (6.17-19)

Conclusão (6.20,21)

Autor:
Paulo
Tema:
A Sã Doutrina e as Boas Obras
Data:
Cerca de 65/66 d.C.

Considerações Preliminares

Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma carta pessoal de Paulo a um dos seus auxiliares mais
jovens. É chamada de “epístola pastoral” porque trata de assuntos relacionados com a
ordem e o ministério na igreja. Tito, um gentio convertido (Gl 2.3), tornou-se íntimo
companheiro de Paulo no ministério apostólico. Embora não mencionado nominalmente
em
Atos (por ser, talvez, irmão de Lucas), o grande relacionamento entre Tito e o apóstolo
Paulo vê-se (1) nas treze referências a Tito nas epístolas de Paulo, (2) no fato de ele ser
um dos convertidos e fruto do ministério de Paulo (1.4; como Timóteo), e um
cooperador de confiança (2 Co 8.23), (3) pela sua missão de representante de Paulo em
pelo menos
uma missão importante a Corinto durante a terceira viagem missionária do apóstolo (2
Co 2.12,13; 7.6-15; 8.6,16-24), e (4) pelo seu trabalho como cooperador de Paulo em
Creta (1.5).
Paulo e Tito trabalharam juntos por um breve período na ilha de Creta (a sudoeste da
Ásia Menor, no Mar Mediterrâneo), no período entre a primeira e a segunda prisão de
Paulo
em Roma (ver introdução a 1 Timóteo). Paulo deixou Tito em Creta cuidando da igreja
ali (1.5), enquanto ele (Paulo) seguia adiante para a Macedônia (cf. 1 Tm 1.3). Algum
tempo depois, Paulo escreveu esta carta a Tito, incumbindo-o de completar a tarefa em
Creta que os dois haviam começado juntos. É provável que Paulo tivesse mandado a
carta
pelas mãos de Zenas e Apolos, que passaram por Creta, em viagem (3.13).
Nesta carta, Paulo informa sobre seus planos para enviar Ártemas ou Tíquico para
substituir Tito dentro em breve. E nessa ocasião Tito devia encontrar-se com Paulo em
Nicópolis (Grécia), onde o apóstolo planejava passar o inverno (3.12). Sabemos que isto
aconteceu, já que na ocasião posterior, Paulo designara Tito para a Dalmácia, no litoral
oriental do mar Adriático (na ex-Iugoslávia), em cuja região ficava Nicópolis, na Grécia
(3.12).

Propósito

Paulo escreveu primeiramente para instruir Tito na sua tarefa de (1) pôr em ordem o que
ele (Paulo) deixara inacabado nas igrejas de Creta, inclusive a instituição de presbíteros
nessas igrejas (1.5); (2) ajudar as igrejas a crescerem na fé, no conhecimento da verdade
e em santidade (1.1); (3) silenciar falsos mestres (1.11); e (4) vir até Paulo, uma vez
substituído por Ártemas ou Tíquico (3.12).

Visão Panorâmica

Nesta epístola, Paulo examina quatro assuntos principais. (1) Ensina Tito a respeito do
caráter e das qualificações espirituais necessárias a todos os que são separados para o
ministério na igreja. Os presbíteros devem ser homens piedosos, de caráter cristão
comprovado, e bem sucedidos na direção da sua família (1.5-9). (2) Paulo manda Tito
ensinar a
sã doutrina, repreender e silenciar falsos mestres (1.10—2.1). No decurso da carta,
Paulo apresenta dois breves resumos da sã doutrina (2.11-14; 3.4-7). (3) Paulo descreve
para Tito (cf. 1 Tm 5.1—6.2) o devido papel dos anciãos (2.1, 2), das mulheres idosas
(2.3,4), das mulheres jovens (2.4,5), dos homens jovens (2.6-8) e dos servos (2.9,10).
(4)
Finalmente, Paulo enfatiza que as boas obras e uma vida de retidão são o devido fruto
da fé genuína (1.16; 2.7,14; 3.1,8,14; cf. Tg 2.14-26).

Características Especiais

Três características principais temos nesta epístola. (1) Dois breves resumos da
verdadeira natureza da salvação em Jesus Cristo (2.11-14; 3.4-7). (2) A igreja e o seu
ministério
devem estar edificados sobre firmes alicerces espirituais, teológicos e éticos. (3)
Contém uma das duas listas no NT enumerando as qualificações necessárias à direção
da igreja
(1.5-9; cf. 1 Tm 3.1-13).

2 TIMÓTEO
Esboço

Introdução (1.1-4)

I. Paulo Exorta Timóteo (1.5-18)

A. Despertar o Dom de Deus (1.5-7)

B. Estar Disposto a Sofrer pelo Evangelho (1.8-10)

C. O Exemplo de Paulo (1.11,12)

D. Obedecer e Defender a Verdade (1.13,14)

E. Amigos Desleais e Leais, de Paulo, em Roma (1.15-18)

II. Requisitos do Obreiro Fiel (2.1-26)

A. Ser Forte na Graça de Deus (2.1)

B. Confiar o Evangelho a Homens Fiéis (2.2)

C. Suportar Sofrimentos (2.3-7)

1. Como Bom Soldado (2.3,4)

2. Como Atleta Disciplinado (2.5)

3. Como Agricultor Laborioso (2.6,7)

D. Morrer com Jesus Cristo e Sofrer por Ele (2.8-13)

E. Evitar Discussões Inúteis e Defender o Evangelho de Modo Cabal (2.14-26)

III. A Iminência do Surto Final da Maldade (3.1-9)

IV. Perseverança na Verdade (3.10-17)

A. Aprendida de Paulo (3.10-14)

B. Aprendida das Escrituras (3.15-17)

V. Pregar a Palavra (4.1-5)


VI. Testemunho e Instruções de Paulo (4.6-18)

A. Testemunho de Despedida de Paulo (4.6-8)

B. Instrução Pessoal a Timóteo (4.9-13)

C. Advertência a Timóteo (4.14,15)

D. A Certeza da Fidelidade de Deus (4.16-18)

Conclusão (4.19-22)

Autor:
Paulo
Tema:
Perseverança Inabalável na Fé
Data:
Cerca de 67 d.C.

Considerações Preliminares

Esta é a última carta de Paulo. Ela foi escrita quando o imperador Nero procurava
impedir a expansão da fé cristã em Roma, perseguindo severamente os crentes. E Paulo
voltara
a ser prisioneiro do imperador em Roma (1.16,17). Estava sofrendo privações como se
fosse um criminoso comum (2.9), abandonado pela maioria dos seus amigos (1.15), e
tinha
consciência de que o seu ministério chegara ao fim, e que sua morte se aproximava (4.6-
8,18; ver introdução a 1 Timóteo para um exame mais completo da autoria e do
contexto
da epístola).
Paulo escreve a Timóteo como “amado filho” (1.2) e fiel cooperador (cf. Rm 16.21).
Sua intimidade com Timóteo e sua confiança nele percebe-se no fato de o apóstolo
mencioná-lo como seu cooperador na escrita de seis epístolas, de Timóteo haver
permanecido consigo durante sua primeira prisão (Fp 1.1; Cl 1.1; Fm 1), e de lhe haver
escrito
duas cartas pessoais. Ante sua execução iminente, Paulo pede duas vezes a Timóteo que
venha estar novamente com ele em Roma (4.9,21). Timóteo ainda residia em Éfeso
quando Paulo lhe enviou esta segunda epistola (1 Tm 1.3; 2 Tm 1.18). Nesta epístola, o
apóstolo envia saudações a Onesíforo que residia em Éfeso (1.16), e igualmente para o
casal Áquila e Priscila (4.19).

Propósito

Sabendo Paulo que Timóteo era tímido e enfrentava adversidades no ministério, e


divisando a sombria perspectiva de forte perseguição vinda de fora, contra a igreja, e da
atividade nociva dos falsos mestres dentro dela, ele exorta Timóteo a defender o
evangelho, a pregar a Palavra, a perseverar na tribulação e a cumprir sua missão.

Visão Panorâmica

No capítulo 1, Paulo assegura a Timóteo o seu incessante amor e orações, e exorta-o a


nunca transigir na fidelidade ao evangelho, a guardar com diligência a verdade e a
seguir o
seu exemplo.
No capítulo 2, Paulo incumbe seu filho espiritual a preservar a fé, transmitindo suas
verdades a homens fiéis que, por sua vez, ensinarão a outros (2.2). Admoesta o jovem
pastor a
sofrer as aflições como bom soldado (2.3), a servir a Deus com diligência e a manejar
corretamente a palavra da verdade (2.15), a separar-se daqueles que se desviam da
verdade apostólica (2.18-21), a manter-se puro (2.22) e a trabalhar com paciência como
mestre (2.23-26).
No capítulo seguinte, Paulo declara a Timóteo que o mal e a apostasia aumentarão (3.1-
9), porém, ele precisa permanecer sempre, e em tudo, leal às Escrituras (3.10-17).
No capítulo final, Paulo incumbe Timóteo de pregar a Palavra e de cumprir todos os
deveres do seu ministério (4.1-5). Termina, informando a Timóteo quanto aos seus
assuntos
pessoais, quando ele já encarava a morte, e instando com o jovem pastor a vir logo ao
seu encontro (4.6-21).

Características Especiais

Há cinco características principais nesta epístola. (1) Contém as últimas palavras


escritas por Paulo antes da sua execução por ordem de Nero, em Roma, uns 35 anos
depois da
sua conversão a Cristo, na estrada de Damasco. (2) Contém uma das declarações mais
claras, na Bíblia, a respeito da inspiração divina das Escrituras e do seu propósito
(3.16,17); Paulo reafirma que as Escrituras devem ser interpretadas com exatidão pelos
ministros da Palavra (2.15) e insiste que a Palavra de Deus seja confiada a homens fiéis
que, por sua vez, possam ensinar a outros (2.2). (3) Do começo ao fim da carta
aparecem exortações sucintas, e.g., “despertes o dom de Deus” (1.6), “não te
envergonhes” (1.8),
sofre pelo evangelho (1.8), “conserva o modelo das sãs palavras” (1.13), guarda a
verdade (1.14), “fortifica-te na graça” (2.1), passa adiante a mensagem (2.2), sofre as
aflições
(2.3), sê diligente na Palavra (2.15), “evita os falatórios profanos” (2.16), “foge dos
desejos da mocidade e segue a justiça” (2.22), acautela-te da apostasia que há de vir
(3.1-9),
permanece na verdade (3.14), “pregues a palavra” (4.2), “faze a obra de um evangelista”
(4.5) e “cumpre o teu ministério” (4.5). (4) Os temas iterativos destas muitas exortações
são: manter firme a fé (em Jesus Cristo e no evangelho apostólico original), guardá-la
da distorção e da corrupção, opor-se aos falsos mestres e pregar o evangelho com
perseverança inabalável. (5) O testemunho de despedida de Paulo é um exemplo
comovedor de coragem e esperança diante do martírio sentenciado (4.6-8).
TITO
Esboço

Introdução (1.1-4)

I. Instruções Sobre o Estabelecimento de Presbíteros (1.5-9)

A. Presbíteros em Cada Cidade (1.5)

B. Qualificações Para Presbíteros (1.6-9)

1. Pessoais
a. Irrepreensíveis (1.6)
b. Despenseiro Fidedigno (1.7)
c. Não Soberbo (1.7)
d. Não Iracundo (1.7)
e. Não Dado ao Vinho (1.7)
f. Não Espancador (1.7)
g. Não Cobiçoso (1.7)
h. Hospitaleiro (1.8)
i. Amigo do Bem (1.8)
j. Sensato (1.8)
l. Justo (1.8)
m. Santo e Moderado (1.8)
n. Retendo Firme a Fiel Palavra (1.9)
o. Capaz de Exortar com a Palavra (1.9)
p. Capaz de Refutar os Contradizentes da Palavra (1.9)

2. Familiares
a. Marido de Uma Só Mulher (1.6)
b. Filhos Crentes (1.6)
c. Que Seus Filhos Não Sejam Dissolutos Nem Rebeldes (1.6)

II.Instruções a Respeito dos Falsos Mestres (1.10-16)

A. Seu Caráter (1.10)

B. Sua Conduta (1.11,12)

C. Sua Repreensão (1.13-16)

III.Instruções a Respeito dos Grupos de Crentes na Igreja (2.1-15)


A. O Alcance da Instrução (2.1-10)

B. O Fundamento da Instrução (2.11-14)

C. A Responsabilidade de Tito (2.15)

IV.Exortação às Boas Obras (3.1-11)

A. Nossa Conduta Ante o Próximo (3.1,2)

B. A Misericórdia de Deus para Conosco (3.3-7)

C. Discernindo Entre o Bem e o Mal (3.8-11)

Conclusão (3.12-15)

Autor:
Paulo
Tema:
A Sã Doutrina e as Boas Obras
Data:
Cerca de 65/66 d.C.

Considerações Preliminares

Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma carta pessoal de Paulo a um dos seus auxiliares mais
jovens. É chamada de “epístola pastoral” porque trata de assuntos relacionados com a
ordem e o ministério na igreja. Tito, um gentio convertido (Gl 2.3), tornou-se íntimo
companheiro de Paulo no ministério apostólico. Embora não mencionado nominalmente
em
Atos (por ser, talvez, irmão de Lucas), o grande relacionamento entre Tito e o apóstolo
Paulo vê-se (1) nas treze referências a Tito nas epístolas de Paulo, (2) no fato de ele ser
um
dos convertidos e fruto do ministério de Paulo (1.4; como Timóteo), e um cooperador
de confiança (2 Co 8.23), (3) pela sua missão de representante de Paulo em pelo menos
uma missão importante a Corinto durante a terceira viagem missionária do apóstolo (2
Co 2.12,13; 7.6-15; 8.6, 16-24), e (4) pelo seu trabalho como cooperador de Paulo em
Creta (1.5).
Paulo e Tito trabalharam juntos por um breve período na ilha de Creta (a sudoeste da
Ásia Menor, no Mar Mediterrâneo), no período entre a primeira e a segunda prisão de
Paulo
em Roma (ver introdução a 1 Timóteo). Paulo deixou Tito em Creta cuidando da igreja
ali (1.5), enquanto ele (Paulo) seguia adiante para a Macedônia (cf. 1 Tm 1.3). Algum
tempo depois, Paulo escreveu esta carta a Tito, incumbindo-o de completar a tarefa em
Creta que os dois haviam começado juntos. É provável que Paulo tivesse mandado a
carta
pelas mãos de Zenas e Apolos, que passaram por Creta, em viagem (3.13).
Nesta carta, Paulo informa sobre seus planos para enviar Ártemas ou Tíquico para
substituir Tito dentro em breve. E nessa ocasião Tito devia encontrar-se com Paulo em
Nicópolis (Grécia), onde o apóstolo planejava passar o inverno (3.12). Sabemos que isto
aconteceu, já que na ocasião posterior, Paulo designara Tito para a Dalmácia, no litoral
oriental do mar Adriático (na ex-Iugoslávia), em cuja região ficava Nicópolis, na Grécia
(3.12).

Propósito

Paulo escreveu primeiramente para instruir Tito na sua tarefa de (1) pôr em ordem o que
ele (Paulo) deixara inacabado nas igrejas de Creta, inclusive a instituição de presbíteros
nessas igrejas (1.5); (2) ajudar as igrejas a crescerem na fé, no conhecimento da verdade
e em santidade (1.1); (3) silenciar falsos mestres (1.11); e (4) vir até Paulo, uma vez
substituído por Ártemas ou Tíquico (3.12).

Visão Panorâmica

Nesta epístola, Paulo examina quatro assuntos principais. (1) Ensina Tito a respeito do
caráter e das qualificações espirituais necessárias a todos os que são separados para o
ministério na igreja. Os presbíteros devem ser homens piedosos, de caráter cristão
comprovado, e bem sucedidos na direção da sua família (1.5-9). (2) Paulo manda Tito
ensinar a
sã doutrina, repreender e silenciar falsos mestres (1.10—2.1). No decurso da carta,
Paulo apresenta dois breves resumos da sã doutrina (2.11-14; 3.4-7). (3) Paulo descreve
para
Tito (cf. 1 Tm 5.1—6.2) o devido papel dos anciãos (2.1, 2), das mulheres idosas
(2.3,4), das mulheres jovens (2.4,5), dos homens jovens (2.6-8) e dos servos (2.9,10).
(4)
Finalmente, Paulo enfatiza que as boas obras e uma vida de retidão são o devido fruto
da fé genuína (1.16; 2.7,14; 3.1, 8, 14; cf. Tg 2.14-26).

Características Especiais

Três características principais temos nesta epístola. (1) Dois breves resumos da
verdadeira natureza da salvação em Jesus Cristo (2.11-14; 3.4-7). (2) A igreja e o seu
ministério
devem estar edificados sobre firmes alicerces espirituais, teológicos e éticos. (3)
Contém uma das duas listas no NT enumerando as qualificações necessárias à direção
da igreja
(1.5-9; cf. 1 Tm 3.1-13).
FILEMON

Saudações (1-3)

I. A estima de Paulo por Filemom (4-7)

A. Razão de Ação de Graças (4-6)

B. Motivo de Grande Alegria (7)

II. Apelo em Favor de Onésimo (8-21)

A. Petição em vez de Ordem (8-11)

B. Motivos para a Devolução de Onésimo (12-16)

C. Um Apelo Vicário (17-19)

D. Uma Resposta Positiva Aguardada de Filemom (20,21)

Assuntos Finais (22-25)

A. A Esperança de Visitá-los em Breve (22)

B. Saudações dos Companheiros de Paulo (23,24)

C. Bênção (25)

Autor:
Paulo
Tema:
Reconciliação
Data:
Cerca de 62 d.C.

Considerações Preliminares

Paulo escreveu esta “epístola da prisão” (vv. 1, 9) como uma carta pessoal a um homem
chamado Filemom, mais provavelmente durante sua primeira prisão em Roma (At
28.16-31). Os nomes idênticos mencionados em Filemom (vv. 1,2, 10, 23,24) e em
Colossenses (Cl 4.9,10-17), indicam que Filemom morava em Colossos e que as duas
cartas
foram escritas e entregues juntas.
Filemom era um senhor de escravos (v. 16) e membro da igreja de Colossos (compare
vv. 1,2 com Cl 4.17), talvez um convertido de Paulo (v. 19). Onésimo era um escravo
de
Filemom que fugira para Roma; ali, teve contato com Paulo, que o levou a Cristo.
Desenvolveu-se um forte vínculo de amizade entre os dois (vv 9-13). Agora, Paulo, um
tanto
apreensivo, envia Onésimo de volta a Filemom, acompanhado por Tíquico, cooperador
de Paulo, levando esta carta (cf. Cl 4.7-9).

Propósito

Paulo escreveu a Filemom para tratar do problema específico do escravo fugitivo deste,
Onésimo. Segundo a lei romana, um escravo fugitivo era passível da pena de morte.
Paulo
intercede junto a Filemom em favor de Onésimo e pede-lhe que graciosamente receba
Onésimo de volta, como um irmão crente e como companheiro de Paulo, com o mesmo
amor com que acolheria o próprio Paulo.

Visão Panorâmica

Eis o apelo de Paulo a Filemom: (1) Roga que Filemom, como irmão na fé cristã (vv.
8,9, 20,21), receba Onésimo de volta, não como escravo, mas como irmão em Cristo
(vv.
15,16). (2) Num trocadilho (no grego), Paulo chama atenção para o fato que Onésimo
(cujo nome significa “útil”) era anteriormente “inútil”, mas agora é “útil” tanto a Paulo
como
a Filemom (vv. 10-12). (3) Paulo queria que Onésimo permanecesse com ele em Roma,
mas prefere enviá-lo de volta ao seu legítimo senhor (vv. 13,14). (4) Paulo oferece-se
para pagar a dívida de Onésimo e relembra a Filemom que este deve sua vida ao
Apóstolo (vv. 17-19). A carta termina com saudações dalguns dos cooperadores de
Paulo em
Roma (vv. 23,24) e com uma bênção (v. 25).

Características Especiais

Três características principais acham-se nesta epístola. (1) Essa é a mais breve de todas
as epístolas de Paulo. (2) Mais do que qualquer outra parte do NT, ela ilustra como
Paulo
e a igreja primitiva tratavam do problema da escravidão no império romano. Ao invés
de atacá-la diretamente ou de instigar rebelião armada, Paulo expôs princípios cristãos
que
eliminavam a severidade da escravidão romana e que finalmente levaram à sua abolição
total no meio da Cristandade. (3) Oferece um vislumbre incomparável da natureza
íntima de
Paulo, pois este se identificou tanto com um escravo que o chamou de “meu coração”
(v. 12).