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FACULDADE DE MEDICINA/UFC-SOBRAL

MÓDULO SISTEMA NERVOSO


NEUROANATOMIA FUNCIONAL

Síndrome de Brown-
Séquard

Acd. Rafael Hesley


www.scns.com.br
Relato do Caso
Paciente D.A.B., 23 anos, sexo masculino,
procedente de Fortaleza, vítima de
acidente automobilístico, foi admitido na
SCMS cerca de 1 hora após o acidente com
quadro de diminuição da força muscular na
perna direita, associada a alterações da
sensibilidade na perna esquerda.
Relato do Caso
Exame Neurológico
• Membro inferior direito
– Paralisia do membro
– Presença do sinal de Babinski
– Sensibilidade térmica e dolorosa
preservada
• Membro inferior esquerdo
– Perda da sensibilidade térmica (provas
calóricas) e dolorosa (estímulos álgicos),
com nível sensitivo em L1
– Força muscular preservada
Terminologia e Conceitos
• Paralisia (plegia): ausência de força muscular
para executar movimento
– Paralisia flácida – associada a hiporreflexia e hipotonia
– Paralisia espástica – associada a hiperreflexia e hipertonia

• Sinal de Babinski: extensão do hálux ao


estímulo superficial na borda plantar (a
resposta normal seria a flexão dos dedos)

• Nível sensitivo: segmento


mais caudal da medula
espinhal que apresenta
sensibilidade normal
Pesquisa do reflexo cutâneo-plantar
Síndrome de Brown-
Séquard
• Conjunto de sinais e sintomas
resultante de uma hemissecção
da medula espinhal.
• Os sinais e sintomas
mais característicos
resultam da interrupção
dos principais tractos
que percorrem a metade
da medula que foi Charles Brown-Séquard
(1817-1894)
atingida.
A forma mais simples de organização das vias sensoriais ascendentes (à esquerda) e das vias
motoras descendentes (à direita), mostrando os neurônios que as formam
Síndrome de Brown-
Séquard
BULBO
(decussação
das pirâmides)
• Interrupção dos tratos
que não decussam na
medula  sintomas do
mesmo lado da lesão
MEDULA • Interrupção dos tratos
(hemisseccionada)
que decussam na medula
 sintomas do lado
oposto ao da lesão
Correlação Anatomoclínica
Síndrome de Brown-Séquard
Alteração Base Anatomofuncional
(sinais/sintomas) Estrutura Função

Paralisia espástica, com Tracto Motricidade


sinal da Babinski corticoespinhal voluntária
ipsilateral (sd I neurônio (piramidal)
motor)
Abolição da sensibilidade Propriocepção
profunda (posição e Fascículos grácil consciente (sens.
movimento) e do tato e cuneiforme cinético-postural) e
epicrítico ipsilateral tato epicrítico
(discriminativo)
Anestesia/hipoestesia Tracto Sensibilidade
térmico-dolorosa espinotalâmico térmica e dolorosa
contralateral lateral
Vias piramidais
Correlação Anatomoclínica
Síndrome de Brown-Séquard
Alteração Base Anatomofuncional
(sinais/sintomas) Estrutura Função

Paralisia espástica, com Tracto Motricidade


sinal da Babinski corticoespinhal voluntária
ipsilateral (sd I neurônio (piramidal)
motor)
Abolição da sensibilidade Propriocepção
profunda (posição e Fascículos grácil consciente (sens.
movimento) e do tato e cuneiforme cinético-postural) e
epicrítico ipsilateral tato epicrítico
(discriminativo)
Anestesia/hipoestesia Tracto Sensibilidade
térmico-dolorosa espinotalâmico térmica e dolorosa
contralateral lateral
Vias proprioceptivas conscientes
Correlação Anatomoclínica
Síndrome de Brown-Séquard
Alteração Base Anatomofuncional
(sinais/sintomas) Estrutura Função

Paralisia espástica, com Tracto Motricidade


sinal da Babinski corticoespinhal voluntária
ipsilateral (sd I neurônio (piramidal)
motor)
Abolição da sensibilidade Propriocepção
profunda (posição e Fascículos grácil consciente (sens.
movimento) e do tato e cuneiforme cinético-postural) e
epicrítico ipsilateral tato epicrítico
(discriminativo)
Anestesia/hipoestesia Tracto Sensibilidade
térmico-dolorosa espinotalâmico térmica e dolorosa
contralateral lateral
Tratos espinotalâmicos
Correlação Anatomoclínica
Síndrome de Brown-Séquard
Alteração Base Anatomofuncional
(sinais/sintomas) Estrutura Função

Paralisia espástica, com Tracto Motricidade


sinal da Babinski corticoespinhal voluntária
ipsilateral (sd I neurônio (piramidal)
motor)
Abolição da sensibilidade Propriocepção
profunda (posição e Fascículos grácil consciente (sens.
movimento) e do tato e cuneiforme cinético-postural) e
epicrítico ipsilateral tato epicrítico
(discriminativo)
Anestesia/hipoestesia Tracto Sensibilidade
térmico-dolorosa espinotalâmico térmica e dolorosa
contralateral lateral
Tratos espinotalâmicos
Achados Neurológicos
Do mesmo lado da lesão:
• Paralisia espástica abaixo do nível da
lesão
• Sinal da Babinski
• Perda da propriocepção consciente
(sens. cinético-postural) e do tato
epicrítico abaixo do nível da lesão
Achados Neurológicos
Do lado oposto à lesão:
• perda da sensibilidade térmica e
dolorosa (anestesia/hipoestesia
térmico-dolorosa) a partir de 1-2
dermátonos abaixo do nível da lesão
• ligeira diminuição do tato protopático
e de pressão
Síndromes medulares
Grácil ETL ETA

Brown-Séquard (lesão à esquerda)


Lesão neste lado

Perda total de todas


as sensações –
paralisia
hipotônica

Perda da
discriminação tátil,
das sensações Perda das sensações de
vibratória e dor e de temperatura,
proprioceptiva – comprometimento da
paralisia espástica
sensibilidade tátil

Síndrome de Brown-Séquard, com lesão medular no nível do décimo segmento direito


Nível L1

Inervação segmentar da pele (dermátomos)


Topografia
Vertebromedular
• Palpando-se as apófises
espinhosas:
– Processo espinhoso
• C2 a T10  Adiciona-se 2 ao número do
processo espinhoso para se obter o número
do segmento medular.
Ex: PE T2 = SM T4
• T11 a T12 = 5 segmentos medulares
lombares
• L1 = 5 segmentos medulares sacrais
Nível L1

Relação das raízes nervosas com as vértebras


Causas
• Tumores medulares
• Trauma penetrante
• Hérnias de disco
• Causas infecciosas/inflamatórias
(meningite, tuberculose, sífilis
etc.)
• Isquemia ou Hemorragia
Radiografia simples
Tomografia
Computadorizada
Ressonância Magnética
Aula disponível em
www.scns.com.br
www.gerardocristino.com.br