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O jovem e a sociedade

Catiuscia S.Severo 1 Zuleika L. S. Costa 2

Há quem diga que o jovem é um vulcão pronto para explodir. Vamos analisar melhor o que está acontecendo com, o Interior deste jovem, para não cometermos um erro grave.

Catiuscia S. Severo

Resumo: Quem é o jovem hoje? Como responder a esta questão? A busca de um ideal perdido, a procura de um pai e uma mãe. Embora amizade seja importante, a presença e a percepção do pai, alguém para proteger e guiar da mãe alguém para aconselhar e, às vezes, puxar a orelha, também tem seu peso na educação e no psique do ser humano. A inversão deste papel pode acarretar um enfraquecimento psíquico no adolescente e quando estiver na idade adulta, terá problemas e jamais irá procurar o pai ou a mãe. Muitas possibilidades se colocam nestas repostas. Esta pesquisa, de revisão bibliográfica, e buscou refletir sobre quem é o jovem, hoje baseada em autores como Del Pettre, Osório, Aberastury, Outeiral, Freire entre outros que descrevem as questões da juventude na contemporaneidade. Quando pensamos na contemporaneidade e nas possíveis facilidades que ela nos proporciona, achamos tudo tão lindo, tão maravilhoso. Mas, com a evolução da informação e da tecnologia, o ser humano hoje deve estar sempre atualizado. Muitos pais de família passam horas e horas conversando com alguém do outro lado do mundo, ou da sua cidade ou estado, e ao desenvolver este trabalho percebi que poucos adolescentes têm a oportunidade de conversar abertamente com os pais. Poucos adolescentes têm a oportunidade de conversar com os irmãos mais velhos, porque o tempo é todo empregado em desenvolvimento pessoal e conhecimento para não” ficarem para trás” nas empresas que trabalham ou não perder o emprego. Hoje as empresas exigem dedicação total de seus funcionários, fazendo com que eles abdiquem do privilégio de estar com a família, que por sua vez cobram um rendimento e um comportamento maior de seus filhos. Mas a pergunta que não quer calar é: por que o jovem contemporâneo anda tão revoltado? Eu diria aos pais e à sociedade que esta revolta é devido a pressão que estão sofrendo, a maioria dos jovens tem mau comportamento com intenção de chamar a atenção dos pais, outros é porque têm tudo o que desejam, mas falta o afeto materno e paterno.

Palavras-chave: Adolescência. Sociedade. Solidão.

Abstract: Who is the young today? How to answer this question? The search for a lost ideal, looking for a father and a mother. Although friendship is important, the presence and perception of the father, someone to protect and guide the mother to advise someone and sometimes pull the ear, also has a bearing on education and the human psyche. The reversal of this paper may result in a weakening psychic teenager and when in adulthood, will have problems and will never look the father or mother. Many possibilities arise in these responses. This research, literature review, and sought to reflect on who the young today based authors such as Del Pettre, Osorio, Aberastury, Outeiral, Freire and others that describe youth issues nowadays. When we think of contemporary and possible facilities that it provides us, we find it so beautiful, so wonderful. But with the evolution of information and technology, the human being must always be updated today. Many fathers spend hours and hours talking with someone across the world or from your city or state, and to develop this work I realized that few teens have the opportunity to talk openly with their parents. Few teens have the opportunity to talk with older siblings, because time is every employee in personal development and knowledge to not "fall behind" in companies that work or do not lose your job. Today's businesses require total dedication of its employees, causing them to relinquish the privilege of being with the family, which in turn charge a higher yield and behavior of their children. But the question that remains is: why the young contemporary walks so angry? I would say to parents and the society that this revolt is due to pressure who are suffering, most young people have bad behavior with intent to draw the attention of parents, other is because they have everything they want, but lack the maternal and paternal affection.

1 Pedagoga CNEC/FACOS, Especialista em Saúde Mental CNEC/Facos. 2 Psicóloga MS em Educação UFRGS Professora da CNEC /FACOS orientadora da monografia.

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Keywords: Adolescence. Society. Loneliness.

Introdução

Todo ser humano tem uma certa dificuldade de estar em grupo, lidar com algumas normas de convivência, ou até mesmo com os ditos “acordos” entre pais e filhos, professor e alunos, funcionários e patrões, amigos, namorados, etc. Entre todos estes laços, existe uma certa pressão social, ou seja, um desejo de que aquele ser seja um bom aluno, um bom filho, o melhor amigo, o funcionário perfeito e um excelente namorado. Todo este desejo vai acarretando uma certa pressão sobre este ser, que se vê como a esperança da família, o orgulho do pai e da mãe, o exemplo dos irmãos, ou até mesmo aquele que vai tirar a família de uma determinada situação social para outra. Às vezes vemos os pais dizer ao filho: “ tu vai ser um advogado”. Mas o filho em questão não pretende ser nada disso e por não ter um dialogo aberto com os pais porque não tem este espaço. Ele começa a aprontar, para mostrar aos pais que ele não serve para tal profissão. Por mais exaustivo que seja para os pais chegar em casa e conversar com seu filho sem a interferência da TV, poderá acarretar em um bem maior para a sua família.

Adolescência

Paulo Freire em seu livro “Pedagogia da Autonomia” nos diz:

“A experiência histórica, política, cultural e social dos homens e mulheres jamais pode se dar “virgem” do conflito entre as forças que obstaculizam a busca da assunção de si por parte dos indivíduos e dos grupos e das forças que trabalham em favor daquela assunção.” (Freire, 1996, p.47)

Ou seja, nenhum indivíduo vai compreender o outro se não entender a si mesmo. Não posso exigir do outro o que eu jamais faria e isto ocorre em todo lugar em casa, na escola, no grupo de amigos, sempre exigimos do outro uma resposta imediata, o qual não pode dar por não ter a resposta ou ter de pensar antes. O adulto não pode exigir do jovem o mesmo raciocínio que o seu pois, este ainda não passou pelo processo que o adulto passou até chegar neste ou naquele pensamento “certo”.

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Luis Carlos Osório em seu livro ‘Adolescente Hoje’ (1989, p.90) deferi que os jovens têm um pensamento ideológico, pois estes consolidam seu sentimento de identidade, procuram grupos ideológicos, uma caixa de ressonância para suas concepções de mundo, algo que lhes ofereça uma perspectiva de continuidade futura de seus projetos de vida. É esta a função das ideologias políticas que compõem um panorama prospectivo do que pode vir a ser a vida humana com o aperfeiçoamento de suas instituições sociais. As ideologias políticas passam a exercer uma atração magnética sobre os jovens, que nelas encontram a saída buscada para suas angústias existenciais. A possibilidade de mapear seu destino de acordo com as coordenadas oferecidas pelas ideologias políticas é, muitas vezes, uma espécie de salva-vidas a que se agarram os jovens enquanto sacudidos pela tormenta do processo puberal. O jovem adolescente de hoje é muito solitário e carente.

Família hoje

Hoje de qualquer forma mãe, e pai acabam esquecendo que mesmo separados têm obrigações a cumprir com aquele filho ou filha que necessita deles tanto quanto da água que acalenta sua cede. Segundo Gabriela Chalita:

A preparação para a vida, a formação da pessoa, a construção do ser são responsabilidades da família. É essa a célula-mãe da sociedade, em que os conflitos necessários não destroem o ambiente saudável. O conflito de gerações, por vezes, faz com que os pais queiram viver a vida dos filhos e vice-versa.” ( CHALITA, 2004, p.21)

Uma criança tem vários pais e vários irmãos, pode ser um problema se não houver um dialogo apropriado. Toda criança necessita de uma referência, no qual ela irá se espelhar para iniciar sua jornada. Quando este referencial é nulo na vida da criança, pode haver uma grande confusão na sua formação psíquica, porque uma criança que vem de perdas e mais perdas, não saberá distinguir o certo do errado. Na verdade não saberá se o Joãozinho é seu irmão ou seu primo, se pode futuramente namorar a Maria porque esta é filha de seu padrasto com a mãe do Zeca que é seu irmão por parte de pai.

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Tempo de convívio

Os pais que se encontram muito ausentes podem jogar os filhos nas mãos de pessoas ou companhias nem sempre bem intencionadas. A TV, muitas vezes companhia destas, acaba impondo comportamentos e atitudes as quais as crianças aderem com facilidade. Por exemplo, é imposto a eles que aos quatorze anos todos os adolescentes devem perder a virgindade, porque no seriado a malhação é assim. Se caso um membro do grupo não tem namorada ou namorado é chamados por todos de “BV” ou de “trouxa”. E o que é mais preocupante são os filmes de ritos de passagem onde todos os adolescente usam drogas e fazem orgias ao final do ensino Médio em uma festa de despedida. Este tipo de filme é cada vez mais comum. Segundo Cibelle Weinberg em seu livro “Geração Delivery Adolescer no Mundo Atual” tem uma passagem na pg.76 que diz:

Portanto, se a TV é um meio de comunicação tão forte a ponto de determinar o que compramos, o que comemos e até em quem votamos, fica difícil acreditar que somente em matéria de sexo seja um instrumento neutro. (WEINBERG, 2001, p.76)

Se pararmos para pensar no filme “O Menino Lobo”, uma ficção realizada em cima de um fato verídico, algumas crianças em plena fase de desenvolvimento perderam- se na floresta, o mais novo não aprendeu á falar, o mais velho esqueceu a parte fálica, mas ao serem criados por uma loba, os meninos andavam de quatro apoios e rosnavam igual aos animais. Em minha prática educacional na escola, quando oriento os pais de adolescentes, tento mostrar-lhes que devem estar presentes reforçando as questões de CERTO ou ERRADO para seus filhos, pois muitas vezes os ensinamentos equivocados de outros meios podem subjetivar estas crianças e jovens. Por exemplos, os citados e vistos na TV. É ela que diz a roupa que você deve vestir, o xampu que você deve usar, em fim tudo o que você deve fazer. Victor C.Strasburger em seu livro “Os Adolescentes e a Mídia Impacto Psicológico” nos relata:

Sabemos bem que os adolescentes ocasionalmente assemelham-se a atores e atrizes à medida que experimentam diferentes facetas de suas identidades em formação e vestem diferentes “máscaras” sociais, (STRASBURGER, 1999, p.57 )

Halina Grynberg e Eduardo Kalina(1999) retratam em seu livro “Aos Pais de

de

Adolescente

Viver

Sem

Drogas”

nos

capítulos

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todo

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processo

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desenvolvimento que a família e o adolescente passam, a aceitação dos pais pelo filho adolescente que agora já não pensa mais com a mente paterna, a quebra da idolatria que o adolescente tinha pelo seu; ou seja, enxergavam em ambos pessoas que não erravam, e agora enxergam estes erros claramente, e com isto ocorre uma série de conturbações entre ambos, coisas que talvez quando este for mais velho entendera que seus pais são humanos e não heróis. O relato mais interessante destes autores é sobre a formação psíquica do adolescente, e para isto a família tem uma influência muito forte. É necessário que haja um equilíbrio no grupo familiar, caso contrario, este processo não é nada agradável. Isto vem de encontro com o autor Içami Tiba (ano 2005) no seu livro “Adolescentes Quem Ama Educa” no capitulo 4; onde ele faz um breve comentário sobre os casais que fazem um mal casamento e por tabela uma má separação, prejudicando assim o desenvolvimento psíquico dos filhos, que ao contrario, seria menos traumatizante para ambas as partes. Assim ele termina este capítulo fazendo uma prévia onde ele fala que o adolescente precisa dos amigos e dos pais de diferentes maneiras e um não vai tomar o lugar do outro porque cada um preencherá a seu modo a necessidade do jovem.

Segundo Rassial (1997), existe um choque existencial, quando os filhos crescem, os pais envelhecem assim como um, dia os filhos dos filhos cresceram, está é a lei da vida, adquirir sabedoria e entender aqueles que são parte de nós também faz parte desta lei, preparar nossos filhos para cuidar de nos na velhice com respeito e carinho porque só se colhe o que se planta.

A solidão do jovem pós-moderno

O jovem pós-moderno foi forçado a ser independente, seguir seu caminho sem a mão de seus pais, não tiveram limites, e em troca do amor tiveram bens materiais para suprir a falta. Porem muitos destes jovens tiveram seus primeiros passos acompanhados por um professor, seja este de escolinha ou escola, embora a escola hoje não esteja dando conta de suprir a função Materna e Paterna, ela ainda é o Oásis para muitos jovens matarem a cede.

Por melhor que seja uma escola, por mais bem preparados que estejam seus professores, nunca vai suprir a carência deixada por uma família

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ausente. Pai, mãe, avó ou avô, tios, quem quer que tenha a responsabilidade pela educação da criança deve dela participar efetivamente sob pena de a escola não conseguir atingir seu objetivo. A família tem de acompanhar de perto o que se desenvolve nos bancos escolares. A droga, a violência, a agressividade não vitimam apenas os filhos dos outros. Mas o horror estampado nas faces dos pais, diante da surpresa de saber os filhos envolvidos em problemas, apenas demonstra a apatia em que vivem com relação a eles. (CHALITA, G. 2004, p.18)

Rejeição

O medo que o ser humano tem da rejeição é tão grande quanto o medo que ele tem da morte. É por isto que muitos adolescentes, perdem-se principalmente em sua trajetória, porque na hora que os pais devem abraçar seus filhos e trazê-los para junto de si, eles dizem: “agora você é grande sabe se virar sozinho”. Ao mesmo tempo cobram uma conduta lícita, ou seja agora que o adolescente mais precisa de seu grupo paterno, ele é solto em outro grupo e ambos os grupos cobram deste ser algo que ele não pode oferecer.

Ao longo da evolução, a sobrevivência esteve e ainda está associada à relação com o outro, a começar pela procriação, seguida pela tarefa de cuidar da prole e prepará-la para a vida, pela divisão de tarefas como elemento de manutenção do individuo no grupo. Etc. As formas básicas de relacionamento seriam, então, competências biologicamente preparadas, módulos complexos e comportamentais para responder a necessidades internas ou externas de relacionamento interpessoal.( D.PRETTE.E D.PRETTE. 2002, p.215)

Como foi visto até agora, alguns pais preparam seus filhos e largam para o mundo, todavia a maioria não tem feito isto e quando tentam resgatar o filho, tem a resposta que deram antes: “sou grande sei me virar sozinho”, recusando tudo aquilo que sentiram falta, o carinho do pai o carinho da mãe. O tempo que agora os pais querem oferecer a eles já não é tão importante assim, os “amigos” preencheram este espaço, o traficante resgatou aquele jovem das ruas e deu a ele um anestésico para amenizar a dor que ele sentia, mas a falta nunca foi preenchida.

Em um grupo de amigos, o adolescente encontra seus iguais e encontra aquele que é o “cara”. Ele tem tudo e consegue tudo, mas este geralmente não tem o carinho dos pais, é com o “cara” que o adolescente deve ter cuidado, bons amigos o levaram para um bom caminho, maus amigos o levaram para um mau caminho. A pressão em casa e do grupo de amigos combinado com a pressão da mídia pode fazer um estrago psíquico na cabeça de um jovem em desenvolvimento. Halina Grynberg e

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Eduardo Kalina tem uma passagem em seu livro “Aos Pais de Adolescente: Viver sem Drogas”na pag.113 que diz :

Não é fácil em nossa cultura, sobretudo se consideramos que o tóxico não é somente aquilo que incorporamos diretamente ao nosso corpo, mas que ele se encontra também na contaminação ambiental, na superpopulação, na aceleração do tempo e, fundamentalmente, na perda do homem como homem. Este é o tempo do homem escravo da máquina e de sua necessidade de consumo. É esse esquema não-humanista que divulga um modelo tóxico de vida. (GRYNBERG E KALINA,1999, p.113).

Comportamento do jovem na escola

O adolescente contemporâneo é taxado como desinteressado, rebelde,

irresponsável, pervertido e inepto, mas ninguém tem tempo para sentar e conversar

com este adolescente, perguntar á ele o que gosta de fazer ou estudar, o porquê de

sua inquietude. Um exemplo é a turma de amigos que já tem um desenvolvimento

sexual mais adiantado e cobra isto do único amigo que ainda não está pronto para isto. Vemos na mídia, na sociedade e talvez dentro de nossas casas, talvez seja o medo do pai ou da mãe de ter um filho ou filha homossexual, mas não se dão conta de que estão causando um “transtorno mental” em seus filhos.

Pode-se admitir que a sociedade tenha contribuído para, irresponsavelmente, fazer da juventude sua vítima. Que tenha feito dos lares o caos. Que a insensibilidade campeie. Que corra atrás do dinheiro, onde ele estiver. Que não se ofereça aos jovens nem lazer, nem educação

nem formação, nem seriedade, nem carinho, nem um ouvido atencioso às suas queixas. Que, entre os 12 e os 15 anos, o jovem não seja tratado nem como criança, nem como adolescente, nem como adulto, mas como coisa.E o que lhe resta? A revolta pela incompreensão. A revolta contra a escola que o obrigou a ser o melhor em tudo, que o obrigou a chorar por não ser tão belo ou não falar tão bem, ou não ser tão forte. A escola que não esta preparada para conviver com a diferença, como também a

família

(CHALITA,

2004, p 30)

Neste trabalho, não estou procurando confirmações de um pensamento ou uma tese, quero refletir sobre as possibilidades que os adolescentes podem ter para se aproximarem mais de seus pais e os pais da mesma forma. Entendo que os pais

queiram dar mais espaço aos seus filhos. Quando estes estão separados de suas famílias ou não, que possam olhar para os seus filhos e verem que são frutos de sua educação, que podem contar sempre com sua compreensão e amparo. Os jovens

dos anos 60 eram revolucionários, buscavam a justiça, a verdade, e a realização da

lei, em manifestações pacifistas, estes jovens teriam a seguinte definição:

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Jovem é aquele que usa plenamente todo o potencial de que o ser humano pode dispor. O desafio de viver intensamente cada momento move a juventude. Jovem é o que tem espírito de luta. É o que tem convicção; o que tem fé; o que acredita; o que tenta ser diferente; o que ousa. O que pugna pela liberdade, pela vida, pelos direitos humanos. (CHALITA,2004,p.32)

Embora esta definição também sirva para os jovens de hoje eu lamento contrariá-la porque hoje vejo os jovens pós-modernos tão apagados, tão intimidados com as leis sociais. Vejo o jovem atual mais voltado para as coisas da mídia, tão ligado com o que acontece na TV, ou seja, na novela na malhação no filme ou no novo funk porcaria que foi lançado neste verão. Se eu buscar na internet as melhores do verão vai resultar no funk, na mulher melancia, no kreu e outras varias porcarias. Ou seja, no século XXI nenhuma nova música foi lançada apenas regravada em novas versões, várias musicar dos anos 80. E isto é muito triste, imaginar que uma geração não tem a mínima capacidade de criar e sim apenas de copiar. Embora a mídia mostre falta de criatividade, na escola vemos muitas vezes nascer um novo Picasso, um grande compositor, um excelente escritor, artistas de peças teatrais, esportistas etc

José Outeiral em seu livro: “Adolescer” (2003) exclusivamente no capitulo 4, nos revela que a adolescência é a parte da vida que nos abre a mente para a criatividade, articulando-se necessariamente com a noção de limites. E enfatiza que a criança e o adolescente pedem limites, quando este é nulo, a consequência pode ser grave, provocando assim um caos psicológico em todos os grupos, escolar e familiar. Outeiral revela algo que eu já havia percebido; os adultos hoje têm problemas em colocar limites em suas crianças e adolescentes por estarem evitando conflitos. Acreditam que assim é mais cômodo e nunca serão odiados pelos seus filhos, ou alunos. Em fim conclui que a escola tem um significado primordial para o adolescente, conforme o ambiente que ele vivencia, o adolescente terá uma aprendizagem prazerosa e propicia, ou distúrbios de conduta e/ou de aprendizagem.

Considerações finais

Com o decorrer deste trabalho podemos perceber que a pressão social interfere nas famílias como um veneno que se entranha nas vísceras do ser humano. Não é uma

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família “desestruturada” que causa o prejuízo psicológico no adolescente e sim a desorganização familiar, a falta de “pulso” dos pais, a falta de “tempo” para os filhos.

Embora a pós- modernidade deixe o jovem mais independente, por outro lato torna-o

mais solitário, apenas com alguns conselheiros à espreita ( pedófilos, traficantes,

Se analisarmos bem a situação do jovem atualmente, este se

rebela contra sua família impondo a todos as suas vontades e seus desejos, mesmo estando errados, não escutam não tem ideologia, e não se prendem a nada. E toda está transformação devemos ao desapego e ao desamor das famílias e com a ajuda da mídia, conseguimos ter sucesso neste processo destrutivo.

aliciadores, etc

).

A mente humana passa por vários estágios que nos ajudam no desenvolvimento

pessoal e profissional, mas para isto é necessário que haja um suporte muito forte por parte dos pais principalmente. Todavia como podemos observar a juventude e até mesmo a infância estão sem este suporte, o que vem acarretando em um tremendo transtorno social. Hoje as coisas são mais fáceis sim, até mesmo o uso de drogas em balas, bebidas sem que a pessoa que está ingerindo perceba. Muitos pais não desperdiçam um segundo do seu santo descanso para conversar com seus filhos, alguns aparecem na escola só quando o filho não obedece mais em casa,

estes vêm cobrar do professor, o comportamento e a educação. Educação, respeito pelos mais velhos, bons modos e outros comportamentos, acreditem a escola ajuda

a frisar estes comportamentos, mas a função da escola é ensinar e não educar,

ensinar, matemática, português e outras disciplinas, reforçando para os alunos a forma correta de comportar-se, isto se aprende em casa. A revolta da adolescência seria devido à pressão que sofrem da sociedade em si e seus contextos consumistas que procuram apropriar-se o máximo de tempo que seus pais têm para ter um dia em casa conversando, brincando, ou até passeando com seus filhos.

Então meus caros pais, olhem um pouco para o ser que os senhores colocaram no mundo são seus filhos, são seres que vieram para completar suas vidas e de alguma forma vocês pais são responsáveis por eles.

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Referências

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STRASBURGER, Victor C. Os adolescentes e a mídia: impacto psicológico. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

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