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INSTITUTO DE PESQUISA EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

IPTEC

EXPOSIÇÃO DAS FÓRMULAS E CONCEITOS FÍSICOS DO FEIXE


DE ULTRASSOM

Trabalho sobre ensaios não destrutivos


apresentado ao IPTEC como requisito parcial
para conclusão do curso de Engenharia de
Inspeção Não Destrutiva em Equipamentos e
Estruturas.

Aluno:
Douglas Jonatan Theobald

Professor:

Sergio Damasceno Soares

Rio de Janeiro

2017
1 - INTRODUÇÃO:

O feixe de ultrassom industrial tem larga aplicação na engenharia, que abrange


praticamente todas as áreas da indústria, indo desde a inspeção de silos metálicos na
agroindústria, passando pela construção de estruturas metálicas na engenharia civil, até
as suas inúmeras aplicações nas industrias navais e óleo e gás.

Dentre as aplicações do feixe de ultrassom industrial as mais comumente usadas


são as seguintes: Inspeção não destrutiva, medida de espessura, caracterização de
materiais e detecção de corrosão.

Nesse trabalho iremos nos ater a utilização do feixe de ultrassom na inspeção não-
destrutiva de materiais, exemplificando o funcionamento, e, a medida do possível,
esboçar seus fundamentos.
2 - FUNCIONAMENTO

O ensaio não-destrutivo por ultrassom utiliza ondas sonoras de alta frequência,


normalmente na faixa de 0.5 MHz a 25 MHz, para detecção de descontinuidades, tais
como; trincas, mordeduras, incursões dentre outras descontinuidades internas.

Basicamente, o princípio de funcionamento do ultrassom se resume na medição do


intervalo de tempo em que a onda de alta frequência, após emitida, leva para percorrer a
distância de ida (pulso) e volta (eco) no material em que se deseja realizar a inspeção.
Para compreendermos o método de inspeção por ultrassom devemos entender os
princípios da acústica, vibração mecânica e emissão e propagação de ondas.

As figuras abaixo apresentam um esboço esquemático do princípio de


funcionamento do feixe de ultrassom
3 - ONDA SONORA

Em física, uma onda é uma perturbação oscilante de alguma grandeza física no


espaço e periódica no tempo. A oscilação espacial é caracterizada pelo comprimento de
onda e o tempo decorrido para uma oscilação é medido pelo período da onda, que é o
inverso da sua frequência. Estas duas grandezas estão relacionadas pela velocidade de
propagação da onda.

Fisicamente, uma onda é um pulso energético que se propaga através do espaço ou


através de um meio (líquido, sólido ou gasoso). Segundo alguns estudiosos e até agora
observado, nada impede que uma onda magnética se propague no vácuo ou através da
matéria, como é o caso das ondas eletromagnéticas no vácuo ou dos neutrinos através da
matéria, onde as partículas do meio oscilam à volta de um ponto médio mas não se
deslocam. A tabela abaixo mostra a velocidade de propagação do som em determinados
materiais
4 - PROPRIEDADES DE UMA ONDA SONORA.

4.1 - COMPRIMENTO DE ONDA

O comprimento de onda (representa-se por lambda - λ) representa a distância que


separa dois pontos consecutivos que se encontram na mesma posição de vibração.

4.2 - AMPLITUDE

A amplitude (A) representa o máximo afastamento, durante a oscilação, em relação


à posição de equilíbrio.

4.3 - FREQUÊNCIA

A frequência (f) de uma onda representa o número de oscilações executadas pela


fonte que produz a onda, em cada segundo.

4.4 - PERÍODO:

É o tempo necessário para a fonte produzir uma onda completa. No SI, é


representado pela letra T, e é medido em segundos.

1
T=
f

4.5 - VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE UMA ONDA

A velocidade de propagação de uma onda é a rapidez com que a onda se propaga


em determinado meio. Depende da distância percorrida pela onda e também do intervalo
de tempo gasto para percorrer essa distância

V = λ. f

4.6 - INTENSIDADE SONORA


A intensidade I de uma onda pode ser definida como a média no tempo da
quantidade de energia que é transportada pela onda, por unidade de área ao longo do
tempo

𝑃2
I=
2ρV

Onde: I é a intensidade sonora, P é a amplitude da pressão, V é a velocidade da


onda e ρ é a densidade do meio.

4.6 - NÍVEL DE INTENSIDADE E VOLUME

O ouvido é sensível à uma grande quantidade de intensidades, de forma que torna-


se mais conveniente utilizar-se a escala logarítmica para representar o nível de intensidade
sonora (β).

𝐼
β = 10log
𝐼𝑜

Onde I e Io são duas intensidades sonoras medidas em Watts por centímetros


quadrados (W/cm2).
5 - TIPOS DE ONDA

5.1 - ONDAS LONGITUDINAL

Uma onda longitudinal é como uma onda de compressão que viaja ao longo de um
furtivo (ou semelhante Primavera longa, macia) quando você realizar-se por uma
extremidade e, em seguida, "bounce" o efeito para baixo e para cima novamente ao longo
do eixo do furtivo. A onda de compressão vai viajar ao longo do furtivo e saltam fora
qualquer obstrução no final. A velocidade da onda longitudinal é obtida da seguinte
forma:

Em que λ = comprimento de onda mecânica, μ = coeficiente de Poisson, ρ =


densidade do material, E = módulo de Young ou módulo de elasticidade, G = módulo de
rigidez ou de cisalhamento, w = largura da placa ou barra, I = momento de inércia e F =
determinante de dispersão, obtido a partir da matriz de transformada de dispersão
(BOLLER, 2009).

5.2 - ONDAS TRANSVERSAL

Uma onda transversal é provavelmente melhor representada pelas ondas na


superfície do oceano, onde a forma de onda é caracterizada por altos e baixos que viajam
ao longo do meio. Observe que um pequeno objeto flutuando na superfície irá mover para
cima e para baixo enquanto a onda passa, mas o movimento na direção de propagação da
onda será mínimo. Uma sequência de guitarra a vibração é outro exemplo de uma onda
transversal, embora o som cria ondas longitudinais de formas no ar circundante. A
velocidade da onda longitudinal é obtida da seguinte forma:
Em que λ = comprimento de onda mecânica, μ = coeficiente de Poisson, ρ =
densidade do material, E = módulo de Young ou módulo de elasticidade, G = módulo de
rigidez ou de cisalhamento, w = largura da placa ou barra, I = momento de inércia e F =
determinante de dispersão, obtido a partir da matriz de transformada de dispersão
(BOLLER, 2009).

A figura abaixo ilustra os fenômenos das ondas longitudinais e transversais:


6 - OUTROS CONCEITOS FÍSICOS UTILIZADOS NA INSPEÇÃO POR
ULTRASSOM.

6.1 -IMPEDÂNCIA ACÚSTICA

Cada meio caracteriza-se por uma resistência à passagem do som chamada


impedância acústica. No caso geral, ela corresponde à relação entre a pressão sonora num
ponto dado e a velocidade de vibração das moléculas nesse ponto.

Z = ρV

Onde Z é a impedância acústica característica do meio (kg.m-2.s-1), ρ a densidade


do meio (kg.m-3) e c a velocidade do som (m.s-1).

6.2 - REFRAÇÃO

Define-se refração da luz a mudança de velocidade de propagação, como


consequência da mudança de meio de propagação. Ou seja, quando um raio de luz muda
de um meio para outro, com índices de refração diferentes, ele sofre um desvio,
aproximando-se ou afastando-se da normal, esse fenômeno também ocorre no ultrassom,
utilizamos a lei de Snell para calcularmos esse desvio.

𝑠𝑒𝑛𝜃1 𝑛1
=
𝑠𝑒𝑛𝜃2 𝑛2

Onde n1 e n2 são os índices de refração do meio


6.3 - COEFICIENTE DE REFLEXÃO.

𝑍2 − 𝑍1
𝑅=
𝑍2 + 𝑍1

Onde Z1 e Z2 são a impedância acústica característica do meio (kg.m-2.s-1)


7 - CONCEITOS TRIGONOMÉTRICOS

Para a inspeção não destrutiva por feixe de ultrassom requer o conhecimento básico
de algumas noções trigonométricas, tais como; relações entre catetos e hipotenusa,
conceito de seno, cosseno e tangente, a figura abaixo ilustra precisamente a aplicação
desses conceitos durante o processo de inspeção.
8 - COMPONENTES DO EQUIPAMENTO DE ULTRASSOM

Segundo o pesquisador da universidade federal da Bahia Ubiraci Veiga, os


principais elementos que compõem uma unidade de ensaio de ultrassom são:

8.1 - TRANSDUTORES

Os transdutores utilizados na construção dos cabeçotes de ultrassom são os


responsáveis pela transmissão de energia mecânica para a peça, e também são eles que
transformam a energia mecânica recebida no sinal elétrico que é visto na tela do aparelho.

O transdutor é um cristal especial polarizado, que muda de dimensão quando uma


tensão elétrica é aplicada. Quando a tensão é aplicada, o cristal aumenta ligeiramente de
espessura e quando a tensão é retirada o cristal retorna à sua espessura original.

Aos cristais que se deformam em função de uma tenção elétrica aplicada e que
geram uma tensão elétrica quando deformados dá-se o nome de cristais piezo-elétricos.

Em ensaios por ultrassom, as ondas sônicas são transmitidas a uma frequência entre
1 e 20Mhz.
8.1 - CABEÇOTES

Cabeçote normal – compõe-se basicamente de um cristal piezo-elétrico, disposto


em um plano paralelo ao plano da peça a ser examinada.

Cabeçote duplo-cristal - compõe-se basicamente de dois cristais piezo-elétricos, um


agindo como emissor e outro como receptor, dispostos em um plano aproximadamente
paralelo ao da peça a ser examinada ou focados num ponto situado a uma distância
determinada.

Cabeçote angular – compõe-se basicamente de um cristal piezo-elétrico disposto


em ângulo em relação ao plano da peça a ser examinada. Os cabeçotes angulares mais
usados são dos de 45°, 60° e 70°.

8.3 - ACOPLANTE

É qualquer substância introduzida entre o cabeçote e a superfície da peça em


inspeção com o propósito de transmitir vibrações de energia ultra-sônica entre ambos. Ele
tem a finalidade de fazer com que a maior parcela possível de som seja transmitida do
cabeçote à peça e vice-versa, o que não aconteceria se existisse ar entre os cabeçotes e a
peça.
9 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[ 1 ]CALCULOS http://blogultrassonico.blogspot.com.br/p/dicas.html. Acesso em


10/09/17.

[ 2 ] LIVRO – ensaios por ultrassom - autor Ricardo Andreucci

[ 3 ] TCC – desenvolvimento de sistema de inspeção de materiais com uso de ultrassom -


autor Gabriel Ficher.

[ 4 ] TCC – Ondas Ultrassônicas: teoria e aplicações industriais em ensaios não destrutivos-


autor Douglas Moraes.

[ 5 ] ESSEL http://essel.com.br/cursos/material/01/EnsaioMateriais/ensa22.pdf. Acesso


11/09/17.

[ 6 ] www.brasilescola.com.br

[ 7 ] www.infoescola.com.br