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AULA 05 – IMUNOLOGIA

INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA

A resposta imune é uma reação coordenada e coletiva das células do organismo e moléculas do
organismo frente a um agente estranho que pode ser:
 Infecioso: vírus, bactéria, protozoário
 Substancia química: medicamento, ou contato via pele
 Uma célula cancerosa
 Um órgão transplantado
 Próprias células do corpo – autoimunidade
A imunologia é útil ao médico em vários setores
 Imunização passiva – picada de ofícios
 Tratamento com ocitocinas que são moléculas do sistema imune. Ex: interferon alfa na
hepatite
 Uso dos anticorpos monoclonais
 Fins profiláticos, com o estudo das vacinas
A vacina precede o estudo da imunologia. Ele teve início com Edward Jenner de 1798. Ele observou
que as pessoas que ordenadores que manipulavam as vacas com varíola, eram resistentes a
varíola humana. Seguindo os seguintes passos:
1. Fluido de lesões de varíola bovina da mão de uma ordenadora
2. Coleta de pus contendo agente infeccioso
3. Inoculação em uma criança sadia
4. Desafio com vírus da varíola humana
5. Proteção específica
Antígeno: Qualquer substância estranha que induz a resposta imunológica específica ou são alvo
de tais respostas. Pode ser um vírus, bactéria ou protozoário.
As células apresentadoras de antígenos
compõem o primeiro passo para gerar a
proteção contra antígeno. Essas são células
dendríticas capazes de capturar esse
antígeno, internalizam, processam e
apresentam na superfície da célula ligado a
uma molécula especifica. Existem na pele e
mucosas células capazes de fazer esse
processo.

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Não somente as células dendríticas são capazes de fazer esse papel. Uma vez que existem células
que também podem apresentar antígenos. As células apresentadoras de antígeno têm origem na
medula óssea se diferenciam na corrente sanguínea para em célula dendríticas ou monócito que é
o precursor o macrófago.

O MHC de Classe
II é encontrado em
todas as células
que são apresentadoras de antígenos. O MHC de classe II tem a função de ajudar apresentar o
antígeno. Todas as células do corpo apresentam MHC de classe I. Além disso existe outra molécula
que ajuda ativar o sistema imune, juntamente com o antígeno. Essas são células co-estimulatórias.
A células dendríticas tem isso naturalmente, enquanto o macrófago precisa estar ativado para
poder apresentar o antígeno. Ex. os LPS (lipolisacarrídeos) das bactérias pode ativar macrófagos,
bem como as citocinas.
Além das células dendríticas e dos macrófagos, os linfócitos B também apresentam antígenos. Os
linfócitos b apresentam antígenos nas superfícies dos anticorpos que estão ligados a ele. Ele usa
o anticorpo para capturar os antígenos e processa-los como as demais. Além dos mais ele é capaz
de secretar anticorpos contra uma séria de patógenos. Nota: o reconhecimento dos antígenos pelos
linfócitos B é específico, pois é através da combinação de antígeno-anticorpo.
Os anticorpos dispersos no meio, compõe a resposta imune humoral. Os anticorpos podem estar
presentes mesmo que os linfócitos sejam naive. Também podem ter origem da mãe que transfere
para o filho. Os anticorpos então presentes no sangue e nas secreções mucosas, ligam-se ao
antígeno de forma específica e desencadeiam respostas efetoras diferentes.
Os anticorpos servem para neutralizar a toxina. Ex: alimentos estragados que possuem toxinas.
Essas toxinas livres se ligariam em algum receptor para desencadear um quadro de doença. Na
presença do anticorpo, ele se liga a toxina, impedindo essa interação com receptor.
Outro modo de ação é a opsonização que significa recobrir. Os anticorpos específicos para os
antígenos da bactéria, podem recobrir a mesma impedindo que ela penetre na célula. Após a
recoberta, o macrófago faz a limpeza do que sobrou da resposta imune.
Outra ação do anticorpo é através do sistema complemento. No nosso sangue existem
moléculas/enzimas que se ativam de forma seriada. O anticorpo é importante para ativar uma via
desse sistema completo. Ou seja, ele potencializa um outro braço da resposta imune humoral.
Para funcionamento da resposta imune específica, foram necessários:
 Antígeno: representado pelo agente infecioso.
 Células apresentadoras de antígenos: Célula capaz de capturar o agente infeccioso,
processar e apresentar os antígenos para outras células.
 Linfócitos T: células que reconhecem e coordenam a resposta imune - destruição do agente
infeccioso. Porém eles não são os efetores, apenas coordenadores.
Os linfócitos T reconhecem e respondem especificamente a antígenos estranhos, salvo que esses
sejam muito parecidos. Eles não divididos em dois grandes grupos:

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Auxiliar (Th - Helper): atuam na coordenação da resposta imune, principalmente através da
secreção de moléculas que vão agir nas células, induzindo uma reação e efetividade no combate
ao agente.
Citotóxicos (CTL): também guardam a capacidade de secretar citocinas, porém tem a capacidade
de destruir diretamente as células infectadas.
Ao lado temos uma Célula apresentados de
antígenos (CAA), ainda imaturo que está
capturando um agente que é um vírus. Após a captura
ele p apresenta através do MHC-II. O linfócito T
específico reconhece o antígeno. Os linfócitos T que
nunca entraram em contato com o antígeno são
chamados de Th virgem/naive. Através dessa ligação
ela é ativada, produzindo moléculas tais como as IL-2.
Ele se auto ativa e também ativa outras células. Dessa
forma amplia a resposta autoimune.

Quando ativadas, as células Th pode seguir as


seguintes vias:
 Ele começa a se proliferar, aumentando de
tamanho e se reproduzir. Todos clones com a
mesma especificidade.
 Ativar macrófagos
 Ativação de linfócitos B específicos para que
este produza anticorpos
 Ativação de linfócitos T citotóxico.
Geralmente, todas essas vias são ativas. A
depender do tipo de desafio ela vai exacerbar
determinada via. Ex: quando o agente infecioso é um vírus que se reproduz no intracelular,
a via das células citotóxica é mais estimulada, visto que o agente está intracelular.

Ao lado temos uma célula sendo infectada por


um vírus, esse vírus utiliza a maquinaria da
célula para se reproduzir. Entretanto ao usar
da maquinaria, proteínas dos vírus são
expressas na membrana ligadas ao MHC-I. O
MHC-I funciona como a identidade de cada
célula. Neste caso então, as expressões das
proteínas virais são reconhecidas pelos
Linfócitos T citotóxico e sequencialmente são
mortas por apoptose.

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Assim, as células T pode ser T citotóxica ou T auxiliar. As células T auxiliares tem esse nome de
CD4 pois tem na sua membrana uma molécula que interage com o HMC-II. Enquanto as células T
citotóxicas são CD8 por apresentaram uma molécula de CD8.
A diferença entras as duas células acima que é que a primeira apresenta somente MHC-1 que está
presenta em qualquer célula do corpo, a exemplo da célula infectada. A segunda célula é uma
célula apresentadora de antígenos que é capaz de capturar, processar e apresentar antígenos
COMPONENTES DA RESPOSTA IMUNE
ESPECÍFICA
 Antígeno
 Células da Resposta Imune
 Células apresentadoras de Ag –
Célula dendríticas, macrófago ou
linfócito B
 Linfócito B – apresentação de
Antígeno e secreção de Anticorpo
Linfócitos
 T Auxiliar e T citotóxico.

CARACTERÍSTICAS DA RESPOSTA IMUNE ADQUIRIDA


Especificidade - os linfócitos têm reconhecimento específico para cada antígeno. Antígenos
Comuns à Varíola Bovina e Humana: Vírus da Mesma Família.
Diversidade – repertório linfocitário discrimina 10^7 a 10^9 determinantes antigênicos.
Especialização – resposta distinta e especial a diferentes microrganismos; ou seja, a resposta para
um vírus é diferente da resposta de uma bactéria.
Tolerância a antígenos próprios – eliminação de linfócitos auto reativos. Esses linfócitos auto
reativos são destruídos no timo. Nesse órgão ele sofre a maturação, chamada de tolerância central.
Os linfócitos T reguladores modulam essa resposta, tolerância periférica.
Expansão Clonal – proliferação após exposição antigênica. Devido à grande diversidade, poucos
linfócitos são armazenados e quando há o estímulo ele é expandido clonalmente.
Memória imunológica – há a formação de clones de linfócitos de memória de longa duração.
Lembrando que linfócitos de memória são mais eficientes que as virgens. E a resposta secundária
ao antígeno é mais rápida e mais específica que a primária.

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Um indivíduo que foi exposto ao antígeno no dia 0, e passa 4 a 7 dias
com uma produção bastante baixa de anticorpo até que em algum
momento ela irá aumentar até chegar a um platô e depois ele cai. Por
isso que se demora 5 a 7 dias para produção de anticorpos.
Na segunda resposta, ele produzir mais anticorpos e em melhor
qualidade que a primária. Após a resposta primária ele não volta ao
basal. Quando ele volta ao basal há riscos de infecção. É por isso
que algumas vacinas tem o reforço, exceto que H1N1 que é por
mutação viral. Acredita-se que as células de memórias sejam
residentes na medula ou nos órgãos linfoides. Se sabe que existe
uma reserva de células de memória, considerando que esta não é
imortal, apesar de ter um metabolismo lento.
Autolimitação e homeostasia – Retorno ao estado basal após a eliminação de antígenos através
do apoptose de linfócitos não estimulados. Essa regulação é feita através de linfócitos T
regulatórios.
IMUNIDADE ADQUIRIDA VS INATA
A imunidade adquirida leva dias para responder aos antígenos. Porém não é interessante ao corpo
que tome todo esse tempo. Isso acontece com os imunodeficientes. Até a instalação da resposta
adquirida, o organismo lança mão da resposta inata que é através de fagócitos, células NK e
integridade da pele (sepse em grandes queimados). São características da resposta inata:
 Proteção imediata – resposta rápida.
 Alta reatividade com baixa especificidade – diferente dos linfócitos que passam pelo
processo de reconhecimento dos antígenos.
 Importante na primeira exposição pois o corpo ainda não tem as células de memória.
 Inflamação aguda.
Ele pode ser composto de:
 Barreiras físicas e químicas: pele, muco e cílios.
 Substâncias secretadas: Ph, lisozima, saliva, urina
 Organismos protetores: Bactérias comensais: bactéria que compete com o patógeno por
alimentos ou liberando substancias.
 Células fagocíticas: neutrófilo, eosinófilo, macrófago.
 Células natural killer (NK): Lisam micróbios intracelulares ou células modificadas secretam
citocinas, especialmente IFN-gama (ativa macrófagos). Elas têm uma diferença quando aos
macrófagos por elas são precisam do MHC ligado ao antígeno. Alguns vírus tem a
capacidade de fazer com que a célula deixe se expressar MHC. As células com ausência de
MHC, são destruídas. O mesmo acontece com tumores que replicação bastante rápida.
 Proteínas do sangue:
 Citocinas da imunidade humoral atuam na comunicação entre as células. As citocinas
são produzidas logo no início da infecção. As citocinas podem proteger células
vizinhas da infecção. Uma célula endotelial pode produzir citocinas e quimiocinas que
vão atrair células inflamatórias para o local.
 O complemento: ver o tópico.
PADRÕES MOLECULARES ASSOCIADOS A PATÓGENOS (PAMPS)
As células de resposta inata ela não reconhece os antígenos, porém elas são capazes de
reconhecer padrões. Os padrões são produzidos somente por patógenos e não pelo hospedeiro.

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Invariáveis entre microrganismos de uma dada classe. Essencial para sobrevivência do patógeno.
Ex: LPS, ácido lipoteicoico, etc.
Enquanto os patógenos produzem os PAMPS, as células fagocíticas são dotadas de receptores de
reconhecimento padrão. Elas reconhecem os PAMPS, induzindo uma resposta imune. Necessário
frisar que os indivíduos já nascem com a capacidade de reconhecer os PAMPS.

COMPLEMENTO
Proteínas séricas e de superfície celular
que interagem entre si e com outras
moléculas do sistema imune, gerando
produtos que eliminam microrganismos.
O complemento pode causar a
opsonização e fagocitose, na estimulação
de reações inflamatórias. Outra ação é a
citólise, em que a formação de poro.
Assim o micróbio sobre uma lise por
osmose.

IMPORTÂNCIA BIOLÓGICA DA IMUNIDADE INATA


1. Fundamental
2. Controle da infecção até que os linfócitos sejam aYvados, proliferem e comecem a agir
3. Interação com a imunidade adquirida
OBS: alguns trabalhos mostram que a memória inata também possue um tipo de memória
imunológica.
RESUMO
COMO OTIMIZAR O ENCONTRO ENTRE AS CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE?

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Os órgãos linfoides primários
produzem ou diferenciam as MEDULA ÓSSEA

ORGÃOS LINFÓIDES
células, enquanto os secundários PRIMÁRIOS
armazenam ou distribuem.
TIMO
Os linfócitos circulam pela rede
linfática. Um linfócito T passa pelo
corpo inteiro em TONSILAS
aproximadamente 24 horas.

BAÇO
SECUNDÁRIOS
LINFONODOS

PLACAS DE PEYER

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