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O Mito de Orpheu

Segundo a lenda, Orpheu era filho de uma musa e do Rei da Trácia, que se celebrizou
pela magia do seu canto e da sua música, tendo sido o inventor da Lira. Com esta magia
movia os homens, os animais selvagens e as próprias árvores.

Quando regressou da aventura dos Argonautas*, casou com a ninfa Eurídice que, no
próprio dia do casamento morreu ao ser picada por uma serpente. Orpheu inconsolável,
procurou-a no Hades e vencendo pela música os vários obstáculos, conseguiu comover
os deuses infernais, suspender os suplícios dos condenados como os e Sísifo, Danaides,
Tântalo, etc. e obter o privilégio de trazer de novo ao mundo dos vivos a sua amada
Eurídice, desde que este não olhasse para ela antes de atingirem o mundo da luz.

Orpheu, porém, tomado de ansiedade, quebra o juramento e olhando para Eurídice


perdeu-a para sempre.

Este mito ficou ligado à música, à poesia, mas também aos "mistérios órficos"**, é dos
mais fascinantes da cultura clássica, é inspirador de diversas criações artísticas dos
tempos modernos, que vão desde a música como Offenbach, Gluck, Liszt, Stravinsky, ao
cinema, à pintura e à poesia.

*Os Argonautas são personagens da mitologia grega que teriam ido até
Cólquida em busca do Velocíno de Ouro. De acordo com as lendas da
mitologia grega, os Argonautas compuseram uma expedição que buscava
pelo Velocíno de Ouro, a lã de ouro de um carneiro alado.

**Orfismo é o nome dado a um conjunto de crenças e práticas religiosas


originárias do mundo grego helenista bem como pelos trácios, associada com
a literatura atribuída ao poeta mítico Orfeu, que desceu ao Hades e voltou.