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Pegar numa simples folha de papel, dobra-la, voltar a dobra-la e vira-la, em seguida, para dobra-la de novo e ver adquirir forma, de repente a silhueta de uma lebre amedrontada, um ledo de juba majestosa ou uma bailarina em pontas, 6 uma actividade simultaneamente misteriosa e divertida, que pro- pomos neste pequeno livro. Trata-se de um jogo, como 6 evidente, uma vez que estas dobragens nos permitirao realizar varias silhuetas de animais, de pessoas, etc., elaborar divertidos penteados, criar rapida- mente a maqueta de uma aldeia, um jardim zoolégico ou até um presépio original. ' Todavia, este pequeno volume oferece mais do que isso: estimula nas criangas 0 cuidado, a precisio do gesto e uma certa mestria nesta arte. textos e modelos de M. J. Michel-Dubreton ilustragdes de Benoit Williamson capa deJ. A. Pecegueiro tradugao de Ma. Delfina Feio © Editions Fleurus, Paris NOVA PRATICA PEDAGOGICA familia 2000 Texto e modelos de M. J. Michel-Dubreton llustragdes de Benoit Williamson Capa de J. A. Pecegueiro Tradugao de Ma. Delfina Feio Titulo do original franc Pliez du Papier © 1977 by Editions Fleurus e Familia 2000 Sociedade Distribuidora de Edicées, Lda. R. 5 de Outubro, 484 — PORTO Telefs, 695949 e 697654 Ro4 / COLECGAO NOVA PRATICA PEDAGOGICA Jogos titeis para criancas dos 2 aos 6 anos Jogos de Praia Primeiros Recortes Sensibilizar as Criangas 4 Natureza Actividades Manuais para os mais pequenos Apresentagao Eis uma série de dobragens, quase todas inéditas que, esperamos, vos ajudaric a despertar’ o inte- resse de pequenos e mais crescidos. Com efeito, este livro comporta, intencionatmente, dobragens de diversos graus de dificuldade. No intuite de tornar as explicagées mais claras e menos fastidiosas, cada uma das dobragens repor- ta-se a uma das cinco «dobragens basicas», apre- sentadas no inicio desta obra. Estas «dobragens basicas» constituem as primeiras fases do traba- tho, encontrando-se na fase inicial de grande ni- mero de objectos (por vezes com pequenas va- A técnica da dobragem representa muito mais do que uma distracgéo: 6 uma auténtica arte, por vezes de execucdo dificil. Naiguns paises, no Japdo, por exemplo, a arte da dobragem 6 esti- mulada e aperfeigoada de maneira tal, que se transforma, em certo aspecto, na manifestagao dum misticismo, como a arte dos arranjos florais (ikebana). Os modelos que aqui apresentamos estdo simplifi- cados ao maximo. No entanto, alguns deles care-~ cem de certa pratica, PRIMEIRAS ETAPAS A crianga gosta de criar. De pequenina, experi- menta grande alegria em amachucar e rasgar papel. Mais tarde aprende a corté-lo. © papel é uma matéria facil de trabalhar. O resul- tado obtido satisfaz instintivamente a crianga, que se sente dominar este material tio. déc Para a dobragem, podemos, em certo sentido, «canalizam esta necessidade de criagdo sem que 0 material empregado seja dispendioso e sem utili- zar utensilios perigosos para os mais pequeninos. Apresentada de modo atractivo, a dobragem pode interessar as criangas, mesmo as mais novinhas. Eu mesmo a sugeri a criangas de 5 anos e elas corresponderam muito bem. Evidentemente que é necessério escolher objectos faceis de realizar & dar alguns conselhos; todavia, resultam sempre bem e as criangas admiram a sua obra com prazer. A dobragem & um «ogo tranquilo» que tem a grande vantagem de nao exigir a imobilidade, que & em absoluto contréria 8 maneira de ser infantil. Corresponde a uma escola de paciéncia e dé pre- cisio do gesto: 6 fundamental fazer uma do- bragem no ponto preciso, sem falhar, e isto de um s6 golpe, caso contrario o objecto adquiriré © aspecto de um trapo amarrotado. Tal como indic&mos na Apresentagéo, para evitar sobrecarregar as explicagdes, propomos, numa pri- meira parte, § dobragens, ditas «bésicasn, a partir das quais poderdo ser realizadas as dobragens se Ihes seguem. Portanto, 6 essencial a prética destas dobragens (ou de uma ou outra delas) antes de tentar a execugéo de outros objectos que se inisiam obrigatoriamente por essas primeiras fases. © método da dobragem elementar permite que as criangas mais pequeninas, ou menos habeis para fazerem outras (das mais féceis de realizar), preparem o trabalho dos seus companheiros de equipa. & a executar estas dobragens simples que se familiarizaréo com a arte da dobragem. Adquirirao a preciso do gesto, conseguindo, pouco a pouco, realizar objectos completos, sem des&ni. mos devido aos maus resultados do trabalho inicial, Quando as criancas estiverem convenientemente treinadas a executar os modelos propostos neste volume, podero, a partir do objecto terminado, encontrar variantes (por exemplo, a mudanca de orientagéo das patas ou das orelhas dos animais, posigdo diversa dos personagens, alteragao de pro- porgées das casinhas, etc.). Poderdo, do mesmo modo, a partir duma dobragem de base estabe- lecida, descobrir outros modelos que trario a vantagem de serem «muito originaisn. A estilizago propositada das dobragens apresen- tadas permite utilizé-las tal como se tratasse de brinquedos ou objectos decorativos (maquetas, imagens de parede, mébiles). No inicio de cada parte sugerimos algumas idoias a este respeito. O material Como para qualquer actividade manual, a escolha do material é muito importante. Uma dobragem nao se faz ao acaso. Assim, e para comegar, teremos de arranjar papel: Deve ser resistente e de textura razoavel. Nem deve ser duro nem fragil em demasia. Para acertar na escolha, o melhor 6 dobra-lo ora do avesso, ora do lado direito, sempre pelo mesmo sitio, rebatendo sempre a dobragem com uma unha, Um bom papel néo se desfaz e resiste muito bem a 60 dobragens sucessivas. A titulo indicativo, eis alguns tipos de papel, que podero encontrar sem dificuldade : @ Papel dito «de dobragem», nas livrarias espe- cializadas em venda de material educativo. © Papel «de cartaz», ou papel mate, ou papel «de lustro» (as designagées sfo variéveis), Tra- ta-se de um papel colorido de um lado e branco no verso. Existe em grandes folhas de 60x 80cm e em varias cores, nas livrarias ou papelarias educativas. Nessas mesmas casas, pode encon- trar-se, por vezes, carteiras de papel colorido, cortado em quadrados de diversas dimensées; isto @ Optimo pois os quadrados so cortados nas medidas precisas, 0 que permite dobragens per- feitas. Assim, sio muito préticos para as dobra- gens dos mais pequenos. Pode-se utilizar igualmente : @ Papel vegetal de espessura média. £ facil de trabalhar e é muito decorativo, devido & sua transparéncia, que permite jogos de luz e sombras. © Celofane, que também se trabalha sem dificul- dade, sendo resistente. Para os objectos de grande formato, os pentea- dos, por exemplo, 6 necessério utilizar papéis de grandes proporgées que néo se vendem aos poucos. © Um papel kraft bastante espesso oferece bons resultados; porém, as suas tonalidades néo sio téo bonitas como as dos papéis espe: is. _ Tambsm encontramos nas papelarias papel kraft branco e 0 chamado «papel convergén que se pode empregar do mesmo modo. Para‘ além do papel, teremos de arranjar: @ Um flano de trabalho muito resistente e liso, indispensdvel se ‘pretendermos obter bons resul- tados. O melhor seré uma mesa. A falta desta, uma prancheta, ou um cartéo forte, um livro espesso, etc. Quando é uma crianga que esté de cama quem iré fazer este trabalho, uma mesinha prépria ser-Ihe-& indispensavel pois, sendo incli- nével, permite & crianga distrair-se enquanto re- pousa. Deve-se evitar, em todas as circunstancias, que se fagam dobragens mantendo o papel no ar, apenas seguro pelas mos, pois é praticamente impossivel fazer-se dobragens perieitas nestas con- digdes. © Um canivete ou um corta-papel para cortar bem as folhas e uma tesoura para fazer os re- cortes necessérios a algumas dobragens. @ Uma régua graduada seré ttil, uma vez que algumas dobragens deverio ser medidas de modo muito preciso. @ Uma bisnaga de cola raépida (tipo transp: rente), que 6 preferivel 4 cola branca de escritério, que seca lentamente e tem tendéncia a deformar © papel. Para acabamento das dobragens e sua eventual decoragao, teremos de arranjar alguns materiais complementares : © Alguns marcadores de feltro de cores varia- das, que oferecem uma maior nitidez de colorido do que os vulgares lapis de cor, no humede- cendo o papel como as aguarelas ou guaches. @ Pequenas decalcomanias, por exemplo, para decorar a cauda de um pav4o, com «olhos» de cores diversas. © Algumas pontas de lé ou fio de réfia para reproduzir os bigodes, as caudas, etc. Para a apresentagéo dos objectos terminados, é conveniente dispor-se, de acordo com o que se tencione realizar : @ Algumas placas de cartéo, cartolina bristol ou papel Canson espesso (branco ou colorido), even- tualmente contraplacado. © Fésforos, pauzinhos de chupa-chupas, «palhi- nhas» de plistico, et © Para os conjuntos, poder-se-4 também recorrer aos «elementos da hatureza» : areia, seixos, musgo, raminhos, folhas secas, palha, etc. Alguns Conselhos Neste livro, as dobragens a realizar esto indi- cadas: por um ponteado as dobragens céncoves a tracsjado as que ficaréo em relevo. Os recortes estdo assinalados por tragos firmes, precedidos de uma tesoura (ver a ilustragio & margem). Para conseguir obter uma dobragem perfeita & essencial que as dobras fiquem bem «marcadas» antes de dar- forma ao objecto. A expresso «marcar a dobragem» significa frisé- -la com @ unha ou com uma das hastes arredon- dadas da tesoura, a todo o comprimeito da do- bragem. Quando os vincos estiverem bem marcados a dobragem quase. que se faz sozinha: basta unir as partes correspondentes para que ganhe forma. Normalmente, indicamos as proporgdes do qua- drado ou do rectangulo a empregar. Como é evidente, pode-se aumentar ou diminuir 0 modelo. Todavia, quanto maior for uma dobragem, maior consisténcia deveré ter o papel. Pelo contrario, para se realizar um objecto muito pequeno, bas- ‘taré_um papel fininho. Para além disto, desenha-se com maior facilidade dispondo de uma folha de papel de grande for- DodaMeEN EH ENTAWES 13 4 mato do que de uma pequena. Se uma dobragem (ou a orientaggo da mesma) tiver sido mal feita hum papel de pequenas dimensées, disfarcar-se-4 © erro de imediato, sendo possivel rectificd-lo. © essencial respeitar-se as proporgées entre largura e comprimeito se se tratar de um rectan- gulo ou entre as diversas seccdes da mesma do- bragem, sendo esta composta por diversas partes. Quando sé pretender criar um conjunto com varias dobragens, & necessario, como é evidente, que os diferentes objectos estejam na proporcéo uns dos outros. ‘As dimensées propostas neste livro séo as de tamanho médio que, com papéis préprios para dobragens, oferecem bons resultados. Todavia, nada impede que se altere essas proporgées, em- pregando, como atrés foi dito, papéis mais ou menos espessos. DOBRAGENS DE BASE Como ficou anunciado na apresentagao desta obra, eis, para comecar, 5 dobragens de base que pra- ticamente se realizam a partir de um quadrado de papel. Nao sendo «figurativas» em si mesmas, elas servem frequentemente de partida para a realizagéo de determinada dobragem apresentada no seguimento deste trabalho. Deste mcdo, é aconselhavel praticar a sua exe- cugéo correctamente. Se se prender bem as dobras seguintes «com os dedos» (0 que possi- bilitar4 realizar coisas diferentes) o trabalho ficara bastante ‘acilitado. De lembrar que : © as linhas indicadas a ponteado dobram-se de forma céncova, como quem diz, para tras (observar 0 desenho da pagina 13). @ as linhas a tracejado dobram-se em relevo, como quem diz, para a frente. De notar ainda que foi unicamente para facilitar as explicagdes que se atribuiram letras de refe- réncia acs Angulos ou aos lados dos papéis. 15 FIGURA 1: Marcar as dobragens indicadas. Para isso: Colocar o papel com o lado direito para cima. Dobrar pela diagonal A B. Abrir. Voltar a folha pelo verso. Marcar a dia- gonal C D. Abrir. A fim de marcar as dobragens que formam o losango central tebater o lado A C sobre a diagonal A B. Abrir. Rebater CB sobre A B. Abrir. Proce- der de igual modo e sucessiva- mente sobre os lados A D ¢ DB. 16 Assim, tratando-se de um quadrado, a ordem de partida pode ser, indiferentemente, invertida. Se se utilizar papel branco ou colorido de ambas as faces, ndo teré qualquer importéncia o lado do papel sobre o qual se comegaré a dobragem. Por outro lado, se se utilizar papel colorido ape- nas de um lado, deveremos cingir-nos & indica- ges dadas se pretendermos que o colorido fique voltado para o exterior do modelo, logo apés este terminado. Neste caso, e para facilitar as expli- cagées, denominaremos : direito: face colorida avesso: face branca Dobragem de base n.° 1 fig.3 A partir de um quadrado. fig. 4 FIGURA 2: Apertar os cantos C e D, vi- rando-os na direcgéo do centro (observar a ilustrago). Acha- tar as pontas. FIGURA 3: Voltar a dobrar em duds partes pela diagonal A B. Nota: Com um pouco de pré- tica, conseguir-se- apertar ape- nas ambas as extremidades da diagonal C D, tal como o indica a figura 1, a fim de conceder 2 parte central a maior abertura. W7 FIGURA 1: Marcar as dobragens indicadas. Para isso: Dobrar o papel, pelo lado di- reito, no sentido de ambas as diagonais. Abrir. Virar a folha pelo verso, Mar- car as medianas. Em seguida, seguindo o mesmo principio — indicado na figu- ra 1—marcar as 4 pontas da estrela, rebatendo sucessi mente os lados sobre as di gonais. Mas atengao. Suspen- der a dobragem mal se encontre uma mediana, E isto é valido para as 4 pontas. la FIGURA 2: Voltar a dobragem pelo lado direito. Pegar nas pontas C e D e vol- té-las para a parte de baixo, uma de encontro & outra (obser- var a ilustrag&o). Seguré-las com a mao esquerda @ espalmar as pontas A e B rebatendo-as para baixo, a fim de obter a dobragem final. 18 Dobragem de hbase n.° I Em estrela. Dobragem de base n.° fll Em triangulo. fig. FIGURA 1: Trabalhar com um quadrado em diagonal, de lado direito voltado para o exterior. Marcar as dobragens indicadas. Para tanto: Frisar primeiramente 2 diagonal AB—E. Abrir. Dobrar o lado AB—C e frisar a dobragem até a diagonal do centro (observar a ilustragao do pormenor). Abrir. Proceder do mesmo modo para com o lado AB— FIGURA 2: Estando as dobragens bem fri- sadas com a unha, unir as pon- tas C e D, segurando por AB. FIGURA 3: Espalmar completamente a do- bragem a fim de reproduzir a figura 3, 0 que inverte o sen- tide do vinco do cimo da dia- gonal AB—E. ‘A dobragem sobre os lados C —BA e AB—D pode ser rea- lizada mais ou menos afastada do bordo, de acordo com o objecto que se pretenda obter. 19 Esta dobragem pode ser reali- zada a partir de um quadrado ou de um rectangulo mais ou menos alongado, de acorde com © fim em vista. Eis alguns exemplos, estabelecidos a par- tir de um rectangulo, FIGURA 1: Dobra-se 0 papel no sentido da largura. Coloca-se sobre o verso e dobra-se em duas partes, a fim de fazer ressurgir o lado direito. A partir desta primeira dobra- gem, haveré varias alternativas : FIGURA 2: Cada um dos ngulos fica do- brado interiormente, para o vinco central. FIGURA 3: Volta-se a dobrar os angulos Para o interior, ao nivel dos bordos, invertendo as duas pon- tas do vinco central. FIGURA 3 bis: Invertendo esta dobragem cen- tral numa de maior comprimen- to, obtém-se uma parte saliente, maior ou mais pequena, assim como um angulo mais ou me- 2 Dobragem de base n.° IV Em rectangulo. fig.2 fig.3 fig. 38 Dobragem de base n.° V Em triangulo. nos agudo, de acordo com a forma que se pretende (por exempls, para dar a inclinagao necessaria ao pescogo de um ganso (pagina 80). & executada a partir’de um quadrado. FIGURA 1: Dobrar 0 quadrado em triangulo, pela diagonal, de tal modo que © papel fique com 0 lado di- reito para cima. FIGURA 2: Rebater as pontas A e B até tocarem C e D, quer partindo do ponto central O, quer a uma certa distancia deste (figura 2 bis), quer ainda orientando as pontas A e B em viés (fi- gura 2 ter). 2 fllguns pormenores indispensaveis Para além da referéncia 8 dobragem de base, en- contraremos frequentemente, ao longo desta obra, algumas indicagdes de trabalho, sempre repetidas, que iremos explicar de seguida, detalhadamente, no sentido de evitar sobrecarregar as explicagdes que se referem a cada objecto. Ao hesitar-se, bastara fecorrer a estas explicagées. FRISAR UMA DOBRAGEM: Isto significa que a dobragem deve ficar espal- mada, a fim de retomar facilmente a sua forma depois de ter estado aberta, para se efectuar em outras dobragens. Por exemplo, na dobragem de base em estrela n.° Il, os vincos am diagonal devem ficar bem marcados, pois o papel seré em seguida aberto para nele se marcarem as medianas e nov: mente aberto para frisar as dobragens que cons! tuem as pontas: estando essas dobragens devida- mente marcadas, o papel quase que adquirira sozinho a forma desejada. A dobragem sera marcada, espalmada com a unha ou com um corta-papel, por exemplo, procedeido- Se a esta operagéo sobre um plano duro. As dobragens invertidas | Inverter uma dobragem é uma forma de modificar a direcgéo da extremidade de uma ponta: DOBRAGEM INVERTIDA PARA CIMA: FIGURA 1: Estando a dobra A B colocada horizontalmente para cima, tragar a ponteado a linha A’ C’, em forma c6ncova, de cada uma das faces. FIGURA 2: Erguer seguidamente a ponta B. A parte da do+ bragem A’ B ficaré entéo em pé e dobrada no sentido inverso do que anteriormente indicava a figura 1. Assim, pode-se endireitar a ponta mais ou menos, consoante a posig&o pretendida. DOBRAGEM INVERTIDA PARA BAIXO: FIGURA 1: Estando colocada a linha A B como anteriormente, ‘tragar a dobra A’ C’, em relevo, sobre cada uma das faces. Es FIGURA 2: Rebater a ponta B na direcgio do executante, pelo interior da dobragem. A parte A’ B da dobra AB encontrar-se-4 entéo no sentido inverso a0 que mostrava a figura 1, A ponta pode ser mais ou menos profundamente rebatida, de acordo com 0 efeito que se deseje obter. Dobragem dupla Esta dobragem realiza-se quando se pretende fazer «penetram uma ponta, criando assim um suave desnivel que confere maior relevo (bico, pescogo, cabega de passaro, por exemplo). Esta dobragem pode ainda ser realizada no sentido da ponta, como indicam as ilustragdes em baixo, ou em sentido oposto. Neste caso, a dobragem cén- cova resultaré, do outro lado, numa dobragem em relevo. FIGURA 1: Tragar de cada lado as dobras indicadas, em relevo ‘ou em forma céncova. FIGURA 2: Fazer reentrar a extremidade para o interior, quer a direito, quer envfesada, de acordo com o efeito desejade. Pode-se realizar diversas dobragens duplas em seguida (ver juba de ledo, por exemplo). Com efeito, trata-se de uma espécie de dobragem «em acordedon. 25 0 «pipi» de papel Realiza-se a partir de um qua- drado com 10cm de lado. FIGURA 1: Colocar 0 papel do avesso. Dobrar e frisar muito bem pelas diagonais: A D em relevo e BC de forma céncova. Abrir a dobragem. Voltar a dobrar sobre os 4 la. dos, em forma céncova, trans- Portando o lado do ‘quadrado em direcg&o ao centro O. Frisar bem estas dobragens de uma diagonal 8 outra. FIGURA 2: Do lado direito da dobragem, virar a ponta A na direccéo do centro 0. Voltar a dobragem e inverter 0 vinco da diagonal X a D (obser- var a figura 1). Frisé-lo bem. 26 Aiguns «estilos cldssicos» de papel fig. 4 FIGURA 3: Tomando a dobragem com o lado do avesso virado para nés, dobrar as pontas C e B para baixo. O «pipi» adquiriré forma sozinho. VARIANTE : Uma forma mais classica de realizar 0 «pipin em papel con- siste em efectuar a dobragem «em envelope», quer marcando primeiramente as diagonais (a primeira do lado direito e a segunda do verso), dobrando depois, sempre pelo verso, em envelope, os 4 cantos em direc- g80 ao centro (figura 4). Virar depois a dobragem e efec- tuar os mesmos vincos pela outra face (figura 5). Desdobrar o conjunto. Voltar a dobrar, como anterior- mente, a ponta A na direccéo do centro, juntando as 2 patas, uma de encontro 4 outra, do- brando pela diagonal AD, e invertendo uma das pontas des- ta diagonal para formar a cauda. Fazer sobressair a ca- beca e frisar as dobragens. Realizada desta forma, esta do- bragem nao se nos apresenta muito nitida, comportando, em cada uma das faces, 4 dobra- gens indteis. A cestinha Realiza-se a partir de um qua- drado de 18cm de lado, FIGURA 1: Colocar o papel pelo lado do seu verso. Rebater os quatro cantos A, B, C, D, na direcgdo do centro 0, voltando nova- mente a dobrar cada um deles para o lado do exterior. FIGURA 2: Voltar a dobragem pelo outro lado, efectuando as dobras j& indicadas, o que resultaré numa figura semelhante, em tamanho mais pequeno. Virar de novo a dobragem «do avesson. FIGURA 3: Dobrar os angulos A, B, C, D, pelas suas diagonais, frisando muito bem essas dobragens. Dispor o fundo em forma de quadrado, afastando os 4 pe- zinhos, A gaivota € realizada a partir de um qua- drado de 12cm de lado, Dobragem de base n.° Il, ambas as figuras. FIGURA 1: Virar para cima a ponta A Pela outra face da dobragem, virar de igual modo a ponta B. FIGURA 2: Inverter as dobragens das pon- tas Ce D, partindo da base. Viré-las mais ou menos, de acordo com 0 angulo desejado Para a cabega e para a cauda. 30 c"D FIGURA 3: Inverter de novo a dobragem na extremidade de uma destas 2 pontas, a fim’ de reproduzir a cabega, " Arredondar um pouco as asas rolando-as com o auxilio de um dedo. FIGURA 4: Esté assim con- cluida a gaivota. Segurar 0 passaro pela base do escogo e espetar a cauda com jeito. As asas simu‘ario 0 mo- vimento, 31 os chapéus Pareceu-nos que teria um certo interesse apresentar neste livro alguns modelos de chapéus, préprios ara disfarces de Carnaval, para brincar a breves cenas improvisadas ou simplesmente destinados @ um «apreciadom de cabegas. As criangas gostam sempre de méscaras e dis- farces. Ora, estes, nao ficam dispendiosos ¢ sao faceis de realizar. Pode-se executar um sem ntimero de chapéus di- ferentes, juntando-Ihes fitas para decoracéo (te- cido ou papel crepe), pompons, colagens de cores vivas, ou fazendo dobragens um pouco diferentes Ros angulos, virando uma ponta ora um pouco mais ora um pouco menos, etc. Pode-se colar uma fita adesiva em torno da en- trada da cabeca para que o chapéu néo se des- forme com a utilizagdo. © chapéu de polichinelo Dobragem de base n° I, para as 3 figuras. FIGURA 1: Rebater, invertendo a dobra- gem, as pontas A e B. Endireité-las um pouco e dobré- -las novamente sobre si mes- mas, pelo tracejado. Abrir com um dedo as pontas Ce C’a fim de as voltar para © centro da dobragem. Acha- télas seguindo a dobragem in- dicada em X. FIGURA 2: O chapéu con- cluido. E necessério um papel de apro- ximadamente 90 cm de lado, que permita a colocagéo do chapéu na cabega da crianga. 35 FIGURA 1: Dobrar a ponta A, na horizontal, uma vez para a direita e outra para a esquerda. Marcar bem as dobragens. Abrir. Pegar nesta ponta e rebaté-la para um dos lados, seguindo as dobragens previamente marca- das. : FIGURA 2: Proceder da mesma maneira para com as pontas B, C e D, rebatendo-as sempre para o mesmo lado. Achatar bem os vincos. FIGURA 3: Afastar as 4 pontas; 0 orificio da parte de baixo abre-se para deixar enfiar a cabega. Um quadrado de 70cm de lado dé uma entrada para a cabeca de aproximadamente 55 cm. 36 © chapéu de Carnaval Dobragem de base n.° Il, ambas as figuras, 0 bicérnio Os chapéus dos camponeses Dobragem de base n.* V, ambas as figuras. FIGURA 1: Endireitar as pontas A e B, na horizontal, deixando um peque- no espago entre a dobragem ea margem desta (ver 0 ponteado). FIGURA 2: Virar a ponta C por cima das outras duas, Voltar a dobragem e proceder dc mesmo modo para com a ponta D. FIGURA 3: 0 bicérnio concluido. FIGURA 4: Afastando os lados deste cha- péu pelo interior e dobrando um pouco as pontas C e D pelo meio, obtém-se este pequeno chapéu campesino de abas cai- das. FIGURA 5: Virar a dobragem do avesso: obtém-se entéo um pequeno chapéu de abas viradas para ‘cima. Um quadrado de 75 a 80cm de largura oferece uma abertura de 60 a 65cm. FIGURA 1: Rebater ambas as pontas dos lados, uma na direccdo da outra, transpondo um pouco o centro, produzindo uma dobra- gem ligeiramente enviesada. FIGURA 2: Endireitar as pontas A e B, tal camo indica o ponteado da fi- gura 1. Frisar bem a dobragem. Virar seguidamente a ponta C Para a frente (ponteado da fi- gura 2). Virar do mesmo modo a pon- ta D pelo outro lado da dobra- gem. FIGURA 3: © chapéu pronto. Pretendendo-se conferir maior resisténcia, pér um pouco de cola a fim de segurar no lugar as pontas dobradas. Um quadrado de 80cm de lado oferece um perimetro para a ca- beca de cerca de 55 cm. 38 O chapéu de palhaco Dobragem de base n. V, figuras 1 e 2. O chapéu de fada Dobragem de base n° V, para as duas primeiras figuras. FIGURA 1: Dobrar ambos os lados sobre o eixo central, frisando bem essas dobragens. FIGURA 2: Virar em conjunto as pontas A, Be C, seguindo o ponteado indicado na figura 1, Virar, da mesma maneira, a ponta D, pelo outro lado da dobragem. Alargar a abertura do chapéu e seguré-lo na vertical, mar- cando bem a dobragem das fa- ces anterior e traseira. FIGURA 3: Pode-se colar no vértice umas fitas de papel de seda ou um lengo de papel, desdobrado, para ser mais leve (e colado numa das pontas). Um quadrado de 75cm dé um perimetro para a cabeca de cerca de 55cm. 39 Dobragem de base n. V, figura 1 e variante de 2 bis, FIGURA 1: Voltar as pontas A e B em direcgéo & margem inferior, que ficaré. no sentido horizontal (e Nao como o 2 bis da dobragem de base, na qual o bordo supe- rior fica na vertical). Rebater cada uma destas pontas sobre si mesma, para o exterior, seguindo as linhas ponteadas (ou seja, praticamente a reba- ter 0 bord do angulo sobre o bordo exterior da dobragem). FIGURA 2: Revirar a ponta C 4 vezes (se- guindo 0 ponteado) a fim de reproduzir a aba do chapéu. A Gltima dobragem segura as pontas A e B @ volta-as para cima, Voltar a dobragem e proceder do mesmo modo para com a ponta D. FIGURA 3: O chapéu_termi- nado. Pode-se recortar uma tirinha de Papel de cor vistosa e cola- -la no rebordo do chapéu. 40 O chapéu tirolés £ conveniente pér um pouqui- nho de cola para segurar com firmeza as abas no sitio. © chapéu militar Dobragem de base n.° V, figuras 1 e 2. FIGURA 1: Estando dobradas as pontas A, B, Ce D sobre si mesmas, vol- tar a dobrar os dois angulos laterais, em direcgéo a linha central (seguir as setas). FIGURA 2: Abrir 0 lado direito da dobra- gem. Volter a ponta A para o interior, frisando bem a. dobra- gem exterior do angulo ante- riormente rebatido. Rebaté-lo na horizontal, para a esquerda e depois para a direita, seguindo © ponteado. Proceder da mesma forma para com a ponta B. FIGURA 3: Virar a ponta C para cima (como indica 0 ponteado da figura 2), a Do outro lado da dobragem, proceder da mesma maneira para com a ponta D. Evidentemente que esta dobra- gem deve ser feita com um pa- pel de grandes proporgées. A titulo indicative, um quadrado de 75cm de lado produz um perimetro para a cabega de aproximadamente 65 om. Pccrm Algumas sugestées de apresentacao ‘Apés os chapéus, séo certamente as dobragens da aldeia que se nos apresentam mais faceis. Dobragens estas que, por outro lado, sio mais interessantes, pois permitem néo sé criar facil- mente um desses pequenos mundos em miniatura que tanto agradam as criancas, mas proporcionam a ocasiéo para uma divertida realizagao colectiva. As dobragens seréo apresentadas num painel de parede ou em maquetas. No primeiro caso, seré esta uma ocasido para fazer a descoberta dos grupos de construgées, dando uma certa ideia de perspectiva... disposigéo que a crianga tem dificuldade em reproduzir em desenho o1 em pintura e que seré, aqui, facil de adquitir, pois bastaré alinhar, tapando-as_parcial- mente, as casinhas ou outras construgées (ver ilustragao) Finalmente, quer se trate de um painel ou de uma maqueta, eis algumas ideias para completar a apre- sentagio dos elementos de base: © As ruas serio reproduzidas em tiras de papel cinzento ou castanho, coladas ou recortadas em plastico adesivo. © Algumas ruas serio ornamentadas de érvores, executadas quer em dobragem, como os modelos indicados, quer a partir de elementos naturais. Sendo dispostas em painel de parede, essas arvo- res podem ser também recortadas em plano ou pintadas, © 0s sinais de transito, desenhados em peque- nos cartdes e colados em fésforos, podem oferecer 45 a oportunidade de aprender, a brincar, 0 cédigo da estrada. © As casas serdo contornadas por um jardim com uma cerca, areia, 4rvores, flores (raminhos de urze ou de mimosas secas produzem lindos arbustos de flores). Tendo-se jé bastante prética, poder-se-é ornamentar alguns jardins com o pinheiro da pé- gina 138. © Pode-se realizar pequenas cercaduras, dobrando tiras estreitas de papel, em acordedo. Ficaréo mais bonitas se se cortar um dos lados em viés (ver desenhos). © Nas ruas poderéo também «circular figuras inspiradas nas da bailarina e do atleta, (ver pa- gina 117). Eventualmente, pode-se acrescentar, perto da vila, um espago verde (papel verde colado, a imitar relva) reservado ao estédio, no qual se encontram atletas: alterando a posi- go dos membros dos personagens, pode-se obter, por exemplo, uma equipa de jogadores ‘de futebol (um berlinde ou até um circulo de papel simulam a bola), langadores de disco, pugilistas, ginastas, etc. Combinando a dobragem de base da «casa» e a dobragem de base do «moinhon, encontra-se uma infinidade de variantes para ampliagio da Desta forma, as criangas podem representar a sua casa, 0 quarteiréo onde moram ou, simples- mente, a aldeia de férias dos seus sonhos. - fig.6 : A casa Obtém-se uma proporgdo média a partir dum rectangulo de 12cm x6 cm. No entanto, quan- to maior for o rectangulo, mais alta seré a casa. Dobragem de base n.° IV, guras 1 e 3 e variantes. FIGURA Dobrar um recténgulo, no sen- tido do comprimento. Abrir. Marcar, na outra face do papal, as dobragens em X, cruzando-se ao centro, dobrando o Angulo direito a partir daquele. Abrir @ dar forma a primeira dobragem. FIGURA 2: Efectuar umas fendas nos lo- cais assinalados a tragos gros- sos, Dobrar os 4 cantinhos. Abrir a dobragem e@ juntar os lados A e B (estando as do- bragens em X bem marcadas, a casa formar-se-4 sozinha). 47 FIGURA 3: Endireitar a chaminé, invertendo a dobragem da lingueta. Abrir a porta, Desenhar as janelas. © mercado coberto Realiza-se com um rectangulo de 15cmx3em. FIGURA 1: Mesma dobragem, j4 efectuada para a figura 1, da casa. As dobragens em X do telhado nao devem ser unidas ao cen- tro mas antes afastadas, mais ou menos, de acordo com o comprimento que se pretende. FIGURA 2: Pode-se realizé-lo, também, pro- cedendo do modo seguinte: 48 Dobrar 0 recténgulo em duas partes, no sentido do compri- mento, Rebater os angulos de cada lado, deixando uma altura su- ficiente para formar as’ paredes. Golpear pelo trago grosso. Abrir e inverter as dobragens dos angulos,.a fim de rebaté-las pelo interior. Voltar a dobrar, igualrnente, as linguetas dos lados, pelo inte- rior, a fim de obter a figura 1. A igreja € executada a partir de um rec- t€ngulo, cuja largura correspon- da a 2/3 do comprimento. Por exemplo: 15cm x 10cm. FIGURA 1: Golpear pelo trago grosso. Quanto mais inclinado for o golpe para a direita, mais es- guio seré o campanério e mais comprida a nave; sendo a fenda inclinada para a esquerda, o campanario sera mais atarra- cado e a nave mais curta, lado A (nave): marcar as do- bragens dos Angulos do telha- do e voltar a dobrar em duas partes. Lado B (campanério): dobrar em duas partes no sentido da al- tura e rebater os cantos. 49 FIGURA 2: A igreja concluida. Desenhar vitrais, porta, etc. Por um pontinho de cola, a fim de manter seguras as dobragens do campanirio. O moinho € realizado com um rectangulo, aproximadamente 2 vezes e meia mais comprido do que lar- go. Por exemplo: 11cmx4om. Para as pés, utilizar um qua- drado de lado igual a largura do Papel empregado para o corpo do moinho. FIGURA 1: Dobrar o rectingulo em duas Partes, no sentido da largura. Dobrar os cantos superiores até 1/3 da largura, FIGURA 2: Rebater ambos os lados (0 lado encontra-se dobrado em 3 par- tes). Virar a dobragem e proceder da mesma forma. Fae ag FIGURA 3: Abrir um pouco a dobragem para que se mantenha de pé. Colar as pis do moinho (que também podem ser espotadas com um pequeno alfinete). FIGURA Para executar as pas, dobrar o quadrado 2 vezes em diagonal e cortar pelo trago a cheio. O castelo £ construido com um rectdngulo de 20cm x7,5cm para o corpo do castelo e um rectangulo de 22cmx4cm para a torre, £ formado por duas partes : Para a torre, basta proceder & dobragem utilizada no moinho. Para 0 corpo do castelo, seguir também as indicagdes dadas para o moinho mas, chegados a figura 2, dobrar apenas uma Unica face da dobragem. Os lados revirados para o centro serao afastados um pouco mais, a fim de dar relevo a parte centrai da construcao. 51 © choupo e O cipreste Cada uma das dobragens é rea- lizada a partir de um quadrado de 8cm de lado. Dobragem de base n.° Il, ambas as figuras. © CHoUPo: FIGURA 1: Endireitar as pontas A e B, man- tendo-as voltadas para nds. Introduzir entre ambas um pau- zinho com um pouco de cola, fixando 0 conjunto num suporte (rotha, plasticina, etc.). O CIPRESTE FIGURA 2: Terminado 0 choupo, pegar na dobragem com as pontas A e B viradas para cima. Voltar a dobrar estas dltimas, de cada um dos lados, seguindo o tra- eejado (de ambos os lados). FIGURA 3: Fixar as pontas C e D ao tronco, como no caso do choupo. FIGURA 4: As arvores prontas. 53 os animais algumas ideias de Apresentacao Nesta parte, a mais importante da obra, podereis encontrar uma série de dobragens de animais. Di vidimo-las (por vezes um pouco arbitrariamente) em trés capitulos : Animais da quinta Animais da ‘floresta Animais do Jardim Zoolégico isto, no sentido de poder propér-lhes ideias de apresentacao diferentes. Como na «aldeian, previmos, em cada caso: ou um peinel de parede: neste caso os animais e elementos decorativos so fixados num fundo plano. ou numa maqueta, inspirada nas sugestées que a seguir fornecemos. De salientar que a maior parte das ideias de deco- racio prestadas para as maquetas podem ser trans- postas para um plano liso, sobre os painéis. ANIMAIS DOMESTICOS : Podem ser apresentados numa quinta. Para isso, & necessério um cartéo grande ou uma placa de 57 contraplacado, cuja superficie representa a da quinta. A contorné-la, colar uma tira de papel verde do- brada «em acordedo», que simbolizaré uma ve- dagéo. De onde a onde, ao longo desta, uma arvorezinha. Numa das pontas a casa, um celeiro, etc. (drvore, cercadura e construgdes podem ser revistas na parte da «aldeian), Espalhar areia ou serradura no «chao», previa- mente besuntado com cola ou fixar pequenas cola- gens brancas ou cinzentas que simbolizario o lajedo. Os animais sero presos ao chéo com um pontinho de cola nas patas. E, como & evidente, pode-se utilizar outros ele- mentos para completar a maqueta : algumas palhinhas de feno cortadas, assemelhando- -se a ragées de palha para os animais, raminhos ou pinhas, simulando Arvores, Pequenos tufos de gramineas, etc. Ou ainda construir vedagdes ou barreiras com t6s- foros ou ramos de rotim ou mesmo pequenos muros de seixos, colados uns aos outros... todas as fantasias so possiveis, OS ANIMAIS DA FLORESTA: Serdo apresentados no meio de érvores figura- das: quer por dobragens: choupo e cipreste da parte da «aldeiay e pinheiro da parte «presépio @ guras», quer por elementos da natureza: colar-se-4 no «solo» bocadinhos de musgo e, eventualmente, também, fragmentos de folhas mortas. Pode-se ornamentar igualmente a floresta de alguns Tochedos (pedrinhas ou papel pintado e enrugado) @ até de um pequeno riacho, produzido em papel cristal branco, levemente enrugado. OS ANIMAIS DO JARDIM ZOOLOGICO: Para além de algumas éreas com areia sobre uma placa de cartéo, pode-se colocar alguns rochedos (de papel cinzento, enrugado ou pedrinhas irregu- lares, coladas no «solon). Ai se dispordo, por exemplo, 0 elefante, 0 urso branco, os pinguins... Pode-se realizar ainda um pequeno lago com um bocado de folha de alumi Outros animais seréo postos numas jaulas. De acordo com o tamanho dos animais executados, pode-se utilizar caixas diversas (por exemplo cai- xas de sapatos, caixinhas de produtos farmacéu- ticos, «gavetinhas» de caixas de fésforos. gran- des...). i Mas também podemos ser nés a construir as jaulas, empregando cartolina bristol, cartéo fino ou papel Canson, espesso, branco ou colorido. A titulo indicativo, um rectangulo de 30m x 18m “Feproduz uma «jaulay de 20cmx8cm, com 5cm de altura. EIS COMO REALIZA-LA: Efectuar, dobrando, uma margem de 5cm no rec- tAngulo, em todos os lados. Frisar bem a dobra- gem (figura 1); 59 Apertar os 4 Angulos (figura 2 Rebater os angulos sobre os lados menores, colan- do-os (figura 3); As jaulas ficam prontas, guarnecendo-as com «va- rées»: uma linha passada nos bordos da caixa ou tirinhas muito finas de cartolina bristol, coladas (figura 3); As «palhinhasn, de plastico, coloridas, resultam também em «vardes» muito engragados. Basta disp6-las 2 3 ou 4mm do bordo, segurando-as com uma linha, que atravessara varias vezes a caixa (figura 4). 0 animal ficaré seguro com uns pontinhos de cola, aplicada antes de se colocar os «vardes. Substituindo os «vardes» por celofane, a «jaulan transformar-se-& num aquério, que se pode povoar de peixes e decorer com algas (papel recortado, fiozinhos de musgo, etc.). OS MOBILES : Enfim, as dobragens podem ser montadas em mé- biles, éptimos para a decorago do querto de uma crianga, ou de outra sala. 61 62 Neste caso, para a realizagéo das dobragens, utili- zar papel colorido, envernizado com verniz das unhas, ou papel vegetal, cujo efeito a transparén- cia & muito bonito. Os diversos elementos serdo ligados com linha a palhinhas de plastico. Atenco, porém: deve-se equilibrar o peso das diversas figurinhas, consoante a sua localizagio no mébil, Progressao A ordem de progresséo de dificuldade das dobra- gens nem sempre foi respeitada e isto no intuito de, por um lado, apresentar animais segundo um agrupamento que sugerisse. as ideias de apresen- tagéo e, por outro lado, para facilitar a ordena- go das paginas (o numero das ilustracées das etapas de trabalho de acordo com cada uma das silhuetas propostas). Igualmente, no caso de se ocuparem a ensinar debutantes na arte da dobragem de papel, damos de consetho que sigam a seguinte ordem, no sen- tido de evitar desencorajar as criangas, come- gando por trabalhos que requerem uma certa habi- tuagio. 1—escalar (ou peixe-anjo) (pagina 100) 2—roncador-ruivo (pagina 97) 3—cisne (pagina 98) 4—foca (pagina 96) 5—porco (pagina 64) 6—gato (pagina 66) 7—ratinho (pagina 68) 8—«basset» (pagina 70) 9—pinguim (pagina 99) 10—elefante (pagina 93) 11 —urso-polar (pagina 112) 12—raposa (pagina 83) 13 —esquilo (pagina 86) 14—lebre (pagina 90) 15—ganso (pagina 80) 16—galo (pagina 75) 17—galinha (pagina 78) 18—pavéo (pagina 72) 19—peru (pagina 73) 20—pato (pagina 81) 21 —pega (pagina 89) 22—faisio (pagina 87) 23 —ledo (pagina 102) 24—canguru (pagina 109) 25— guia a voar (pagina 105) 26 —pombo (pagina 77) 27—coelhinho (pagina 74) 28 —tartariga (pagina 107) 63 O porco Executa-se com um rectangulo de 13. cm x11 om e um quadrado de 5,5cm de lado. CORPO: FIGURA 1: Dobrar a meio o rectangulo, Paralelamente ao lado menor. Fender pelos tragos a cheio (pa- tas, © cauda) Dobrar os angulos ¢ a lingueta central, de ambos os lados da dobragem (patas © ventre). Dobrar em 2 partes, a todo o comprimento, as patas diantei- ras, seguindo o tracejado X, CABECA : Efectuar a dobragem de base ne V, figuras 1 e 2 bis. 64 ANIMAIS domésticos , 7 7 fig.5 FIGURA 2: Virar as pontas A e B, de acordo com o tracejado. Do- brar esta figura em 2 partes, na vertical, (segundo DC) FIGURA 3: Colocar a dobragem na horizon- tal e voltar para o interior a ponta C, invertendo o vinco. FIGURA 4: A cabeca con- cluida. FIGURA 5: Colar 0 pescogo entre as duas partes de papel das espdduas Endireitar e encaracolar a cauda. 65 O gato € realizado a partir de um qua- drado de 9cm de lado para o corpo e um outro, de Som de lado, para’ a cabega. CORPO: Dobragem de base n° 1, figuras 1, 2 e 3. Para esta dltima figura, dobrar pelo inverso (o mesmo é dizer as pontas do interior), de for- ma a obter o triangulo alongado da figura 1, ao lado, FIGURA 1: Golpear a ponta A e recortar uma lingueta na ponta B, como indicam os tragos a cheio. Dobrar as pontas pelo. trace- jado, para o lado exterior, de cada uma das faces da dobra- gem. Endireitar a lingueta B entre as 2 pontas rebatidas, a fim de obter a forma dada a figura 5. CABECA: Dobragem de base n.° Il, ambas as figuras. FIGURAS 2, 3 @ 4: Rebater a primeira ponta como indica 8 ilustragao 2. Dobrar a ponta D sobre C, a fim de obter a figura 3. Dobrar a ponta B seguindo o tracejado. Erguer a dltima patilha D para obter a figura 4. FIGURA 5: Ajustar 0 pescogo no corpo, segurando-o com um pontinho de cola. 87 O ratinho Realiza-se com um quadrado de 6 cm de lado. Dobragem de base n.° V, figuras 1 e 2, FIGURA 1: Endireitar as pontas A e B, como se indica. Revirar ambos os lados, pelo ponteado, a fim de obter a figura 2. FIGURA 2: Rebater 2 vezes as pontas A e B, de seguida, de acordo com 03 ponteados | e Il, FIGURA 3: A figura mostra a ponta A do- brada uma vez e a ponta B dobrada completamente. Voltar a dobrar 0 conjunto no séntido do comprimento, se- guindo o tracejado. FIGURA 4: Colocar a dobragem voltada Para um dos lados. Cola, & ponta CD, uma fin- gueta de papel afilado, para simular a cauda. Desenhar 0 olho. Pode-se colar ou espetar 3 ou 4 fios para os bigodes. Pér um pontinho de cola entre ambas as partes do dorso. © rato segura-se de pé gragas 3s pontas laterais. 0 «basset» Efectuado a partir de um qua- drado de 10 a 12cm de lado. Dobragem de base n.° |, figuras 1 @ 2. Marcar a dobragem central como que para formar a figura 3 da dobragem de base. FIGURA 1: Abrir a dobragem de base na Posigio 2 e dobrar os lados AC e AD em profundidade, como indica o tracejado. FIGURA 2: Voltar a fechar a dobragem pelo vinco central 0 que automati- camente o inverte & ponta A, de Aa E (figura 1). Golpear a ponta A pelo trago escuro, a fim de formar a cauda @ as patas de tras. FIGURA 3: Erguer a ponta B, invertendo o Ponto central e formar, na ex- tremidade, uma dupla dobragem Para obter a cabeca e 0 foci- nho. 70 FIGURA 4: 0 «basset» con- cluido. Marcar, querendo, os olhos. € efectuado com um quadrado de 9cm de lado para o corpo @ uma tira comprida de papel fino para a cauda, Dobragem de base as 3 figuras. FIGURA 1: Endireitar as 2 pontas grandes. Fazer 2 vincos duplos na ponta B para formar a cabeca e o bico. Cortar a ponta A como indica © trago a negro, Revirar as pontas C e D, de cada lado da dobragem, 4 ve- zes sobre si mesmas, seguindo 9s tragos ponteados. FIGURA 2: concluido. © corpo do pavéo FIGURA 3: Formar a cauda, dobrando em acordeao a longa tira de papel. Dispé-la em leque, colando uma das extremidades das do- bragens. Colar a base do leque entre 2 Partes da dobragem do corpo. Para formar o penacho, colar, na cabeca, 3 ou 4 linguetas de Papel de cor, verde ou azul. 72 © peru Efectuado com um quadrado de 9cm de lado para o corpo e um quadrado um pouco mais Pequeno para a cauda. Dobragem de base n° I, as 3 figuras. FIGURA 1: Erguer as pontas A e B como no caso do pavio, ficando a Ponta B um pouco mais atras. Voltar a dobrar a ponta B ainda 2 vezes, invertendo as dobras para formar a cabeca e o bico. Cortar @ ponta A pelo sitio in- dicado. FIGURAS 2 E 3: Para a caude, dobrar em acor- dedo 0 quadrado mais pequeno. Dobrar em 2 partes o papel plissado. DA cAUDA Colar a base, estreitando nela a cauda do peru. Pintar de vermelho a extremi- dade da ponta B para formar a cartincula do peru. 73 O coelhinho E realizado com um quadrado de 5 ou 6m de lado. Comegar pelas 3 figuras da do- bragem de base n.° Ill mas com uma orla estreita. FIGURA 1: Abrir a dobragem. Fazer reen- trar a ponta A, dobrando-a 2 vezes sobre si mesma (seguin- do 0 tracejado) —ou seja uma vez para trés e outra para diante —e voltar a fechar, endi- reitando-a. Inverter, até X, a dobragem da Ponta C, erguendo-a em viés, na direcgéo de B, para formar a orelha. Virar a dobragem e proceder da mesma maneira, do outro lado, para com a ponta D. FIGURA 2: Estando a cauda e as orelhas bem achatadas, dobrar a ponta 74 B em viés, seguindo o ponteado. Introduzir a extremidade no re- bordo ou pdr um pontinho de cola. FIGURA 3: 0 coelho concluido. Desenhar 0 olho e colar 3 ou 4 fios para simular os bigodes. O galo £ realizado com um quadrado de 9cm de lado. Dobragem de base n.° Il, ambas as figuras. FIGURA 1: Golpear as pontas A e B (ou seja, as 2 pontas exteriores) como indica o trago negro (ou seja, até ao vinco interior). Re- bater para baixo. FIGURA 2: Abrir a ponta C. Inverter a parte de cima da dobragem cen- tral e voltar a dobrar para o interior. % Proceder do mesmo modo para com a ponta D, um pouco mais elevada. Abrir de novo e efectuar uma dupla dobragem com a ponta aberta (ver linhas ponteadas e © desenho de pormenor E). Vol- tar a fechar a dobra central para obter a cabeca e o bico, como exemplifica a figura 3. Dobrar as pontas A e B (pontas cortadas) seguindo as linhas Ponteadas, para obter 0 movi- mento das asas e das patas do desenho 3. Proceder do mesmo modo da outra face da dobra- gem. FIGURA 3: Voltar a dobrar a extremidade da cauda C, invertendo a do- bragem. Dobrar as pontas das patas A B, seguindo a linha indicada. FIGURA 4: Voltar a dobrar as patas, na ver- tical, e endireitar as extremida- des. Pode-se completar a silhueta deste galo com uma crista re- cortada em papel cor-de-rosa e colada no meio da dobragem superior. 76 O pombo E realizado a partir de um qua- drado de 9cm de lado. Dobragem de base nv? ill, as 3 figuras. O rebordo seré de apro- ximadamente 1/3 da altura do triangulo, FIGURA 1: Revirar a dupla ponta A 8, in- vertendo o vinco. Mas atengao: esta dobra vai dar a base do triangulo interior (ver ponteado de cor), Marcar a dobragem E F de cada um dos lados (frisar bem este vinco para obter a figura 2). FIGURA 2: Inverter a dobra da ponta E, achatando-a bem, pois é muito espessa. Vottar a dobrar a ponta F, como indica 0 ponteado. 7 Proceder da mesma maneira, do outro lado, para com a segunda ponta F’, FIGURA 3: Voltar a dobrar pelo ponteado, de cada uma das faces, as asas CebD. FIGURA 4: 0 pombo concluido. Desenhar 0 olho e pr um pon- tinho de cola entre ambas as partes que formam o corpo. A galinha Realiza-se a partir de um qua- drado de 9cm de lado. Dobragem de base n° |, as 3 figuras. Para facilitar a sequén- cia da dobragem, partir da fi- gura 3 tendo rebatido, & es- querda, as pontas pequenas (desenho E). FIGURA 1: Endireitar as pontas A e B, in- vertendo 0 vinco central, a fim de obter a silhueta indicada. 78 Fazer uma dupla dobragem para a cabega e 0 bico, seguindo o ponteado, para obter o aspecto marcado na figura 2. FIGURA 2: Inverter, de novo, o cimo da ponta A, imitando a cauda (ilus- tragdo F). Em seguida, voltar a dobrar uma vez mais a ponta Pequena, no interior, ou entao, cortar simplesmente em viés. Voltar a dobrar 3 vezes as pon- tas C e D de tras para a frente, para formar as patas. FIGURA ha concluida. O ganso Utilizar um rectangulo 2 vezes mais comprido do que largo (aproximadamente 11 x 5,5cm). Dobré-lo em 2 partes, no sen- tido da fargura. FIGURA 1: Inspirando-se na figura 3 bis da dobragem de base n° IV, virar cada uma das extremidades do interior de um dos lados para formar a cauda (a dobragem 6 feita muito préximo ao bordo, cerca, de 2cm) e do outro para formar 0 pescogo e a cabeca {a dobragem 6 realizada a 8m do bordo). Proceder a uma dobragem du- pla & frente do pescogo, se- guindo 0 ponteado, formando depois’ a cabeca e invertendo 2 vezes 0 vinco central BC. FIGURA 2: Virar para a frente ambas as Pontas do pescogo para formar 80 a cabega, Uni-las com um pon- tinho de cola (Ae A’). Seréo coladas duas pequenas tirinhas de cartolina bristol que, dobradas, simularo as patas. O pato € realizado com um quadrado de 9cm de lado. Dobragem de base n.° Il, ambas as figuras. FIGURA 1: Colocar a dobragem de pontas viradas para cima. Rebater para baixo a ponta A e dobré-la, em seguida, na horizontal, para a direita. Voltar a dobragem e proceder da mesma maneira para com a ponta B, dobrando-a no mesmo sentido que A. Abrir a ponta C e rebater os 2 lados para o interior, seguindo © tracejado (estando cada um dos lados dobrado em 2 até ao vinco central). Voltar a fechar marcar bem os vincos). Inverter a dobragem da ponta D, rebatendo-a para baixo. 81 FIGURA 2: Inverter de novo a dobragem da Ponta D, erguendo-a para for- mar a cauda, Fazer uma dupla dobragem pe- fos 2 lados indicados, na pon- ta C (cabega e bico). FIGURA 3: 0 pato concluido. Afastar ligeiramente as pontas que the server de suporte, para que se segure bem de pé. Desenhar 0 olho. animais das florestas e dos campos A raposa Realiza-se com um recténgulo de 12cmx 13cm para o corpo, um quadrado de 9cm de lado para a cabega, um quadrado de 11 ou 12cm de lado para a cauda. CORPO: FIGURA 1: Dobrar 0 recténgulo em duas partes, paralelamente ao lado menor. Fazer os golpes indicados pelos tragos a cheio. Marcar todos os vincos pelos tragos e fazer reentrar as partes a dobrar no interior. FIGURA 2: Dobrar as patas da frente, no sentido do comprimento. Dobrar a parte de baixo corres- pondente ao ventre; em direc- go as patas de trés, sempre pelo interior. 83 CABECA: Dobragem de base n.° V, figuras 1 @ 2, FIGURA 3: Marcar os vincos indicados nas pontas A e B. FIGURA 4: Colocar a dobragem de lado. Endireitar bem as orelhas A e B, depois de ter dobrado a fi- gura em duas partes no sen- tido X—DC. CAUDA: Dobragem de base n° Il, figuras 1 2, FIGURA 5: Colocar a figura com as pontas A, B, C, D viradas para nds. Voltar 2 dobrar os lados para © centro, partindo de 0. Virar do outro lado e proceder da mesma maneira. FIGURA 6: Colar o pescogo na parte da frente do corpo © as pontas A B, C, D, da cauda, do lado de tras, 84 Ampliar um pouco os vincos da cauda, a fim de Ihe dar volume. Desenhar o olho. Fazer os bigodes, colando pon- tas de linha. O esquilo € realizado com um rectangulo de 6cmx6,5com para o corpo, um quadrado de 5cm de lado Para a cabega e outro quadrado de 6cm de lado para a cauda. CORPO: : Dobrar 0 rectangulo no sentido da largura. Efectuar a mesma dobragem da raposa, figuras 1 22 FIGURA 1: Recolher, de cada lado, as par- tes a tracejado, de forma a que © esquilo se segure sentado. CAUDA : FIGURA 2: Dobragem de base ne L as 3 figuras. Golpear pelo trago a cheio. CABEGA: Dobragem de base n° V, ambas as figuras. Para formar as orelhas, efectuar a mesma dobragem indicada Para a cabeca da raposa da pagina 84. Utilizar a dobragem obtida pelo inverso, servindo 86 a ponta central dessa dobra- gem de focinho, FIGURA 3: Colar a extremidade fendida do arabo de cavaloy @ base do corpo. Fixara cabega por den- tro, da parte de cima do corpo. Faisao a levantar voo Efectua-se com um quadrado de 9cm de lado. Dobragem de base n. Il, ambas as figuras. FIGURA 1: Erguer a ponta B, por exemplo, e voltar a dobragem para obter a ponta central E. Dobrar em duas partes, no sen- tido do comprimento, com a pontinha central voltada para 0 interior. FIGURA 2: Rebater para baixo da ponta C, para o Angulo direito. Proceder de igual modo para com a ponta D, do outro lado. Golpear pelo trago a cheio, na ponta B. 87 FIGURA 3: Voltar a dobragem para ficarem CD viradas para cima Inverter a dobragem da ponta A, de acordo com o tracejado da figura 2. De igual modo, dobrar, em am- bas as faces, as pontas B’ para baixo. FIGURA 4: Voltar a dobrar B’ para a frente, de ambos os lados, para formar as patas. Afastar a parte de cima das asas para o exterior, dando-Ihes um arqueamento ligeiro com os dedos. Voltar a dobrar a cabega e de- Pois o bico, fazendo para cada qual uma dobragem dupla, em «acordedon, A pega £ realizada com um qua- drado de 8m de lado. Dobragem de base n.° I, ambas as figuras. FIGURA 1: Endireitar a ponta A. Inverter © vinco de C e D, dobrando-os para os lados. Meter para dentro os bordos destas 2 pontas, seguindo o tracejado da ponta C (a ponta D é desenhada quando esta do- bragem tiver sido efectuada). Dobrar em duas partes segundo Ae Be fazer oscilar a dobra- gem na horizontal. FIGURA 2: Fazer as asas e a cauda, fendendo pelo trago a negro (B B’). Inverter a dobra da ponta A (pescogo). FIGURA 3: Endireitar a cauda, invertendo o vinco B. Erguer também as asas B’. Inverter de igual modo a dobra da ponta A e voltar a dobrar as extremidades das pontas C e D, para formar as patas. Meter um pouco para dentro a ponta A com um duplo vinco para formar o bico. 89 A lebre Efectua-se com um rectangulo de 7cmx6cm para.o corpo e um quadrado de 6cm de lado Para a cabega. CORPO: £, a bem dizer, a mesma dobra- gem da raposa, com algumas variantes. Dobrar 0 rectingulo em duas partes, no sentido do compri- mento. FIGURA 1: Feitos os golpes e dobrados os Angulos A B C (de cada lado), inverter 0 vinco da ponta obtida em D, endireitando-a, a fim de formar a cauda. * “~ Voltar a dobrar para o interior @ ponta que se formou em E, no local designado pelo trace- jado (proceder de igual maneira Para com a outra face). 90 8 Abrir a dobragem e formar o duplo vinco indicado em F. CABECA: Dobragem de base n° |, as 3 figuras, FIGURA Voltar a dobrar para o interior, invertendo o vinco~ central, a ponta A e depois a ponta B, Para obter a figura 3. FIGURA 3: Voltar a dobrar as pontas A e B em duas partes, no sentido do comprimento, sob a ponta D. Frisar bem os vincos por causa da sua espessura. Seguidamente, rebater B sobre A, para fechar as dobras no in- terior. Meter para dentro a extremidade da ponta D, invertendo o vinco. FIGURA Colocar a dobragem com as pontas A e B voltadas para cima. Introduzir a ponta C en- tre as duas partes do pescogo e pér umi pontinho de cola. a1