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Rabiscos acerca da história maçônica

Se formos comentar todos os aspectos e momentos históricos da maçonaria, bem como


aqueles que são nomeados como pertencentes a maçonaria levaríamos todo o tempo
deste encontro. Provavelmente nem conseguiríamos abordar de maneira mais
aprofundada uma das etapas da história ou do pensamento maçônico. Levaremos então
em consideração alguns momentos e fatos marcantes para a dissertação deste tema: A
história da maçonaria e suas linhas de pensamento.

Como não podemos comprovar muita coisa a cerca da maçonaria antiga ou primitiva,
pois são apropriações de momentos sem a efetiva comprovação histórico científica,
seremos então, complacentes com a tradição e com os escritos elaborados por diferentes
autores maçônicos, principalmente os dos séculos XVIII e XIX que iluminados por suas
imaginações e fatos interpretados do Antigo Testamento consideraram vários fatos à
Ordem.

É provável que nossos ensinamentos mais antigos e estruturais da maçonaria sejam


lendas passadas de gerações em gerações e que criaram no imaginário uma verdade
inquestionável.

Como fundamento filosófico e histórico relevante deste momento da história maçônica


o início da construção do Templo de Salomão em 968 a.C pode ser considerado um
marco definitivo em nossa trajetória. Segundo consta, sua construção demorou 7 anos e
alguns meses para ser concluída. Em 925 a.C este templo é saqueado pelo Fárao Sesac I
e destruído em 598 a.C (ou 586 a.C) por Nabucodonosor II rei da Assíria.

Rei Ciro dos persas em 536 a.C reinicia a reedificação do Templo de Jerusalém sendo
concluído em 515 a.C no reinado de Dario I. com características semelhantes ao original
porém mais singelo para não atrair mais saqueadores. Porém em 168 a.C Antioco
Epifanes IV, rei da Síria saqueia e profana o templo quebrando as regras e os costumes.

Herodes, rei da Galileia, reconstruiu o templo em 44 a.C demorando mais de 9 anos


toda a construção.

É relevante destacar que as influências sócio-político-filosóficas de diferentes culturas


como dos hindus, mesopotâmicos, egípcios e mitraicos são fortemente apresentadas em
diferentes autores como Xico Trolha, Castellani e Marcelo Linhares entre outros. Pois
os diferentes ensinamentos destas são encontrados nos textos e peças de arquitetura de
diferentes correntes de pensamento da maçonaria. Não nos cabe aqui a comprovação
efetiva disto. Como exemplo os diferentes símbolos egípcios apropriados e propagados
em nossa ordem.

A Maçonaria Antiga ou Primitiva com suas diferentes interpretações e origens distintas


tem na Construção efetiva o fundamento principal. O conhecimento de construção une
homens em torno de um propósito maior, onde regras e valores são preservados e
repassados aos pertinentes deste grupo de homens. Os construtores e conhecedores
desta arte se reconhecem como tal e entre si propagam seus conhecimentos.

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Esta etapa da história pode ser compreendida como a parte etérea, dos significados
simbólicos de aplicabilidade prática, que nunca saberemos efetivamente se pertencem
ou não a Ordem, mas melhor aceitar pois foi assim e assim será.

A etapa seguinte da história começa a nos mostrar mais fatos efetivos e passíveis de
comprovação histórica real. Passamos ao período entendido como da maçonaria
operativa.

As lendas e contos continuam em nosso imaginário, figuras míticas e efetivamente


históricas continuam sendo referenciadas e aceitas por nós como de origem maçônica ou
pertinente aos nossos ensinamentos.

As diferentes associações feitas entre os Templários e a Ordem Maçônica também parte


de adequações de modos e costumes, que apresentam mais um cunho antropológico que
histórico propriamente dito. Os fatos retratados nos séc XII e XIII com o crescimento e
persecução definitiva dos templários cria no imaginário uma brecha digna de
apropriação. Como os ensinamentos são repassados em “segredo da ordem” aceitamos e
acreditamos que temos uma ligação direta e distinta com os cavaleiros templários da
idade média.

Mas um ano efetivo neste período torna-se um marco aceito por todos, 1356, ano que
ocorre a oficialização da profissão de pedreiro (construtor), conseqüente construção de
todas as igrejas. Importante este fato pois, na época as pessoas não tinham liberdade
para estarem se deslocando sem a prévia autorização dos nobres, exceto os pedreiros
(construtores) dos templos que podiam transitar com o aval da igreja por onde assim
desejassem. Isto ocorria na Europa, bem como no Oriente médio pois a expansão dos
limites da Igreja católica estava definida por onde suas construções existissem. Desta
forma a acesso ao mundo trouxe a este grupo de pessoas significância dentro da
estrutura social. Mesmo que isto mais tarde tenha custado muito caro.

O marco aceito e efetivamente comprovado com data e documento que confirmam


como fato maçônico mais antigo apresentado até o momento se encontra ainda hoje ma
Biblioteca da Prefeitura de Londres.
Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da
loja de pesquisa Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French temos a seguinte citação:

“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de


fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons,
Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir,
foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma
Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a
Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de
uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles
homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido
regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras
Profissões.”

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O primeiro maçom “aceito” que se tem provas foi John Boswel, lorde que ingressou
numa Confraria em 08.06.1600 como maçom aceito, não profissional na Loja da Capela
de Santa Maria em Edimburgo, na Escócia. Esta aceitação passou a ser comum, em
virtude da decadência das corporações admitindo-se sábios, filósofos, naturalistas,
artistas, antiquários, nobres, militares, comerciantes, escritores e pensadores marcando
assim uma grande transformação na Ordem. Estes “aceitos” trouxeram novas
concepções e contribuições para as agremiações, porem a transformaram radicalmente.
Inclusive, segundo alguns autores, os Rosacruzes foram os que mais contribuíram para a
filosofia maçônica, já que muitos destes primeiros “Aceitos” eram Rosacruzes.

Muito segue na história, onde fatos e casos se misturam, mas dentro da continuidade
histórica pode-se afirmar efetivamente que o ano de 1717, na data de 24 de junho, passa
ser de grande referência pois surge a Grande Loja da Inglaterra, na junção de 4 outras
lojas. Temos nesta data um marco de efetiva significância da Maçonaria Moderna.

Neste mesmo ano é fundado o Rito Inglês ou dos Antigos Maçons Livres e Aceitos.
Este Rito é praticado na Grã Bretanha, USA, parte da Alemanha, Suíça e parte de
Centro e América do Sul. Consta com 3 graus simbólicos e 5 graus denominados do
Royal Arch. As GG.·. LL.·. deste Rito não reconhecem graus superiores a estes, mas
autorizam os derivados das Ordens Medievais de Cavalaria.

Algumas datas a seguir tornam-se significativas para a Ordem:

29/09/1720 - Na taverna Armas do Rei, com a presença de 16 Lojas, James Anderson


(1680-1739) V.·. M.·. de Loja e pastor presbiteriano, foi incumbido de colocar as velhas
Constituições Góticas em ordem, sob nova forma mais metódica e aproveitando os
manuscritos existentes.

29/10/1721 - A G.·. L.·. (Londres) toma acordo para James Anderson redigir a primeira
Constituição na base de documentos reunidos por George Payne.
No dia 27 de dezembro do mesmo ano, na taverna Armas do Rei , com a presença de 20
Lojas, o G.·. M.·. Duque de Montague nomeia uma comissão de 14 irmãos para
examinar o manuscrito apresentado por J. Anderson e emitir um parecer.

Ano de1723
Jan 17 - J. Anderson é eleito 2º G.·. Vig.·., sendo o 7º G.·. M.·. o Duque de Dalkeit (por
influência do Duque de Wharton).
Foi neste momento de J. Anderson apresentou orgulhosamente a primeira edição do Li-
vro das Constituições (The Constitutions of the Free-masons) impresso por William
Hunter para John Senex na Globe e John Hooke na Flower-de-luce em frente da igreja
St. Dunstan, na Fleet street, Londres.
O Livro das Constituições tinha uma dedicatória de Desaguliers, uma curta história da
Maçonaria desde a criação do mundo, os Antigos Deveres ou Leis Fundamentais (Old
Charges) e as 39 Obrigações ou Regulamentos Gerais de 1721 compilados por George
Payne, a aprovação do Livro e 4 cânticos maçônicos (Canção do Mestre, Canção do Vi-
gilante, Canção dos Companheiros, Canção dos Aprendizes). A Canção do Mestre é de-
dicado ao V.·. M.·., como hoje é conhecido.
A Constituição de Anderson não menciona graus superiores.
Nos Regulamentos Gerais aparece pela primeira vez, a expressão Landmark (art 39).
James Anderson, predicador da Igreja Presbiteriana de Londres, doutor em Filosofia e

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Teologia, nasceu em Aberdeen em 1680, desconhece-se a data de seu traslado a
Londres, não esteve presente na fundação da G.·. L.·. e aparece nos registros da Loja
Horne Tavern, em 1723 e 1725.

A primeira menção clara feita ao grau de Mestre Maçom ocorreu somente em 1725,
quase 80 anos após a iniciação do primeiro iniciado inglês, Elias Ashmole, nos registros
de uma associação de amigos da arte, restrita a Maçons, denominada Philo-Musicae et
Architecturae Societas Apolloni. Conta Coil(1), que, “até 1738, alguns candidatos eram
admitidos segundo o sistema de dois graus, outros segundo o sistema de três Graus. O
Grau de Mestre não foi trabalhado ou tido como necessário até o meio do século [isto
é, o século XVIII] e, quando conferido, era usualmente em corpos separados da Loja
ordinária, chamados Lojas de Mestres [...]”.

No ano de 1822 iníco do GOB (Grande Oriente do Brasil)

Em 13 de maio o Ir.: Domingos Alves Branco Barreto Munis outorga a Dom Pedro I,
em sessão maçônica, o título de Defensor Perpétuo do Brasil.
No dia 17 de junho do mesmo ano ocorre a Fundação do G.·. O.·. Brasílico, do Brasil,
trabalhando no Rito Adoniramita, sendo seu primeiro G.·. M.·. Ir.: José Bonifácio de
Andrada e Silva. Na época existia a Loja Comércio e Artes e, para cumprir com o
quesito de, no mínimo de três Lojas funcionando para obter o reconhecimento com a
G.·.L.·.Gonçalves.Ledo dividiu-a. em 3

Em 02 de agosto o G.·. M.·. do G.·. O.·. Brasílico propõe e é aprovada a iniciação de


Dom Pedro D'Alcántara, Príncipe Regente do Brasil, cerimônia que é realizada na Loja
Comércio e Artes. Dom Pedro I adota o nome simbólico de Guatimozín.
No mesmo agosto dia 05 o G.·. O.·. do Brasil, em sessão extraordinária presidida pelo
1º G.·. V.·. Gonçalves Ledo, aprova que o irmão Guatimozín (D. Pedro I) seja exaltado
à M.·. M.·. sendo conferido o dito grau pelo V.·. M.·. Manoel dos Santos Portugal da
Loja Comércio e Artes Nº 1

No dia 09 de setembro em sessão extraordinária do G.·. O.·. do Brasil presidida pelo 1º


G.·. V.·. Gonçalves Ledo, no impedimento do G.·. M.·. Bonifácio Andrada, é exigida a
proclamação da independência do Brasil e da Realeza Constitucional na pessoa do
Príncipe Dom Pedro.
Em 14 de setembro de 1822 Dom Pedro I assume o cargo de G.·. M.·. do G.·. O.·. do
Brasil.(“Cabe ressaltar que Dom Pedro não foi levado ao grau 33 como alguns
acreditam por um motivo obvio o rito adorinamita não possuía ainda 33 graus”)

Em 25 de outubro Dom Pedro I, G.·. M.·. do G.·. O.·. do Brasil, em comunicação


dirigida à Gonçalves Ledo, suspende os trabalhos maçônicos, aparentemente pelas
discrepâncias políticas entre Gonçalves Ledo e José Bonifácio.

Somente 05 de junho 1830, é reinstalado o G.·. O.·. do Brasil, agora com o rito
moderno, o cargo de G.·. M.·. é ocupado por José Bonifácio com a colaboração de
Gonçalves Ledo. Após 82 dias a Loja de Gonçalves Ledo foi declarada irregular por
José Bonifácio, já que sendo do Rito Escocês, Gonçalves Ledo recusava elevar ao grau
18 vários partidários de José Bonifácio por ser procedentes de outro Rito, o Moderno.

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No dia 02 de fevereiro de 1880 o GOB passa a ser reconhecido pela Grande Loja da
Inglaterra.

Estamos já na concepção Especulativa da maçonaria, onde começamos ver a ação da


Ordem da forma que entendemos. Homens bons e sociáveis, eram recrutados para
participarem e evoluírem nos ensinamentos de transformação da sociedade, em algo
mais fraterno, mais solidário.

Diferentes situações históricas são oriundas de pensamentos, ou ações específicas da


Maçonaria a partir de então. Fatos que vão da influência e direcionamento da Revolução
Francesa, Independência dos Estados Unidos e tantos outros fatos efetivamente
significativos.

Em todos podemos observar os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade sendo


evidenciados e proclamados como diretrizes para as nações e seus povos. Nossos
princípios e leis difundidos pela prática fora dos templos, as mais variadas ações
ajudando no desenvolvimento da sociedade. Na evolução social evidente em promover
o progresso, tanto social quanto moral.
Enchemo-nos de razão em bradar neste momento quantos feitos históricos foram e são
relatados aos conhecidos maçons. Mas cabem exatamente neste momento histórico
alguns questionamentos:

O que nós Maçons reunidos aqui neste Encontro estamos fazendo efetivamente pelo
momento histórico que vivemos? Estamos somente relembrando fatos de outrem? De
nossos antepassados?

Não somos ensinados a combater o despotismo, a ignorância e tudo mais? O que


fazemos contra isto? Discutimos em templo, entre colunas as métricas ritualísticas, não
que estas não sejam fundamentais e estruturantes, mas ficamos nisto?

Não falamos de homens de bons costumes?

As ações maçônicas de outrora não nos motivam a articular, a agir algo melhor para
nós, para o nosso país?

Este esboço histórico serve para lembrarmos de alguns fatos relevantes de nossa
história, de onde viemos, mas principalmente, para onde queremos ir enquanto Ordem.
Queremos escrever nosso futuro, ou permitiremos nosso obscurantismo?

Que o G.: A.: D.: U.: nos ilumine e nos guie!!

S.: F.: U.:

Trabalho elaborado pela equipe da loja Luz da Acácia 2586 para o 1º ERACOM
Site www.luzdaacacia.org.br
E-mail luzdaacacia@luzdaacacia.org.br

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Bibliografia:

Do Pó Dos Arquivos castellani


Trabalho do Irmão G. H. T. French, pesquisador da Quatuor Coronati
CRONOLOGIA MAÇÓNICA pelo Ven.Irmão Ethiel Omar Cartes González Loja
Guatimozín 66
Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo
Datas recopiladas da Revista Masónica de Chile, A Verdade (GLESP, Brasil), de
diversos livros maçônicos
Coluna "Efemérides do Mês" de Zito Flórido da Revista O Aprendiz da ARLS Duque de
Caxias 70 (GLESP), e outros

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