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USINABILIDADE DOS MATERIAIS Processos de Fabricação II
USINABILIDADE DOS
MATERIAIS
Processos de Fabricação II

Janaina Fracaro de Souza

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DESGASTES DA FERRAMENTA

Desgaste de Flanco ou Largura do desgaste na superfície principal de folga (V B ): é o desenvolvimento de uma zona de desgaste da

ferramenta devido à ação abrasiva existente entre a

ferramenta e a superfície nascente gerada na peça

pela usinagem.

devido à ação abrasiva existente entre a ferramenta e a superfície nascente gerada na peça pela
devido à ação abrasiva existente entre a ferramenta e a superfície nascente gerada na peça pela

DESGASTES DA FERRAMENTA

Desgaste de Cratera ou Desgaste na superfície de saída da ferramenta (K T ) : a principal causa do

desgaste de cratera é a difusão, uma vez que ocorrem elevadas temperaturas na interface cavaco/sup. de

saída, assim sendo o desgaste aumenta com o aumento das condições de corte (V c ).

na interface cavaco/sup. de saída, assim sendo o desgaste aumenta com o aumento das condições de
na interface cavaco/sup. de saída, assim sendo o desgaste aumenta com o aumento das condições de

MEDIDAS DE DESGASTES

MEDIDAS DE DESGASTES
MEDIDAS DE DESGASTES
MEDIDAS DE DESGASTES
MEDIDAS DE DESGASTES
MEDIDAS DE DESGASTES
MEDIDAS DE DESGASTES

DESGASTES DA FERRAMENTA

originam-se

Entalhes:

principalmente nas

extremidades da aresta de corte, o que pode desencadear a deterioração prematura da aresta da ferramenta.

A morfologia do entalhe depende em grande parte da precisão de posicionamento da aresta de corte. Pode

ocorrer tanto na superfície principal de folga como na

superfície secundária de folga da ferramenta.

de corte. Pode ocorrer tanto na superfície principal de folga como na superfície secundária de folga

DESGASTES DA FERRAMENTA

O entalhe ocorre principalmente na usinagem de

materiais resistentes a altas temperaturas (ligas de

níquel, titânio, cobalto e aço inoxidável), devido à abrasão, difusão e “attrition”, influenciada pelas interações com a atmosfera (oxidação).

devido à abrasão, difusão e “attrition” , influenciada pelas interações com a atmosfera (oxidação).
devido à abrasão, difusão e “attrition” , influenciada pelas interações com a atmosfera (oxidação).
Mecanismo de abrasão na ferramenta de corte Desgaste por oxidação da aresta de corte da

Mecanismo de abrasão na ferramenta de corte

Mecanismo de abrasão na ferramenta de corte Desgaste por oxidação da aresta de corte da ferramenta

Desgaste por oxidação da aresta de corte da ferramenta

Desgaste por oxidação da aresta de corte da ferramenta Mecanismo de difusão ocorrido na superfície de

Mecanismo de difusão ocorrido na superfície de saída da ferramenta

por oxidação da aresta de corte da ferramenta Mecanismo de difusão ocorrido na superfície de saída
EXEMPLOS DE QUEBRA

EXEMPLOS DE QUEBRA

EXEMPLOS DE QUEBRA
EXEMPLOS DE QUEBRA
EXEMPLOS DE QUEBRA
EXEMPLOS DE LASCAMENTO

EXEMPLOS DE LASCAMENTO

EXEMPLOS DE LASCAMENTO
EXEMPLOS DE LASCAMENTO
EXEMPLOS DE LASCAMENTO
EXEMPLOS DE LASCAMENTO

AVARIAS DA FERRAMENTA

Deformação Plástica:

É uma avaria da ferramenta em função de elevadas pressões e temperaturas, gerando deformação plástica da aresta de corte, que toma uma forma bem típica.

de elevadas pressões e temperaturas, gerando deformação plástica da aresta de corte, que toma uma forma
de elevadas pressões e temperaturas, gerando deformação plástica da aresta de corte, que toma uma forma
EXEMPLOS DE DEFORMAÇÃO PLÁSTICA

EXEMPLOS DE DEFORMAÇÃO PLÁSTICA

EXEMPLOS DE DEFORMAÇÃO PLÁSTICA
EXEMPLOS DE DEFORMAÇÃO PLÁSTICA
EXEMPLOS DE DEFORMAÇÃO PLÁSTICA

Resumo

Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo
Resumo

Mecanismos de desgaste

velocidade de corte é de extrema importância no desgaste da ferramenta.

A

Em velocidades baixas, o desgaste é severo devido ao cisalhamento de

aresta postiça de corte e da aderência.

Porém, em velocidades altas, a intensificação do desgaste se deve

principalmente a fatores como a temperatura de corte, a abrasão mecânica,

a difusão e a oxidação.

de corte, a abrasão mecânica, a difusão e a oxidação. Diagrama esquemático dos mecanismos de desgaste

Diagrama esquemático dos mecanismos de desgaste em diferentes temperaturas de

corte
corte

Avarias e Desgastes de Ferramentas de Corte Resumo

Avarias e Desgastes de Ferramentas de Corte Resumo
Avarias e Desgastes de Ferramentas de Corte Resumo

Índice de Usinabilidade

Usinabilidade pode ser definida como uma grandeza tecnológica que expressa, por

meio de um valor numérico comparativo, um

conjunto de propriedades de usinagem, de um material em relação a outro tomado como padrão.

Em outras palavras, pode-se entender usinabilidade como o grau de dificuldade de se usinar um determinado material

• Em outras palavras, pode-se entender usinabilidade como o grau de dificuldade de se usinar um

Propriedades de usinagem de um material

(aquelas que expressam seu efeito sobre

grandezas mensuráveis inerentes ao processo de usinagem):

Vida da ferramenta;

Acabamento superficial da peça;

Esforços de corte;

Temperatura de corte;

Produtividade;

Características do cavaco.

•

Cuidado com o termo usinabilidade Um material que tenha uma boa

usinabilidade, quando se leva em conta

uma propriedade de usinagem, como por

exemplo a vida da ferramenta e não possuir boa usinabilidade quando se leva

em conta outra propriedade, como por

exemplo a rugosidade da peça usinada.

não possuir boa usinabilidade quando se leva em conta outra propriedade, como por exemplo a rugosidade

A Usinabilidade depende:

Estado metalúrgico da peça;

Dureza;

Propriedades mecânicas do material;

Composição química;

Operações anteriores efetuadas sobre

o material (sejam a frio ou a quente) e de eventual encruamento.

química; • Operações anteriores efetuadas sobre o material (sejam a frio ou a quente) e de

A usinabilidade não depende somente das condições intrínsecas do material, mas também:

Condições de usinagem;

Características da ferramenta;

Condições de refrigeração;

Rigidez do sistema máquina-dispositivo de fixação-peça-ferramenta;

Tipos de trabalhos executados pela ferramenta

(operação empregada, corte contínuo ou intermitente, condições de entrada e saída da ferramenta).

pela ferramenta (operação empregada, corte contínuo ou intermitente, condições de entrada e saída da ferramenta).

Assim, por exemplo.

um material pode ter um valor de usinabilidade baixo em certas condições de usinagem e um valor maior em outras condições de

usinagem

ter um valor de usinabilidade baixo em certas condições de usinagem e um valor maior em

9.1 Ensaios de Usinabilidade:

Ensaio de longa duração, onde o material ensaiado e o material tomado como padrão são usinados até o fim da vida da ferramenta, ou até um determinado valor de desgaste da ferramenta (V B ou K T ), em diversas velocidades de cortes diferentes.

até um determinado valor de desgaste da ferramenta (V B ou K T ), em diversas

Este ensaio permite a obtenção

da velocidade de corte para uma

vida determinada da ferramenta (20 minutos vc 20 ou 60 minutos vc 60 )

de corte para uma vida determinada da ferramenta (20 minutos – vc 2 0 ou 60

O índice de usinabilidade (I.U.) é então dado pela

relação entre a vc 20 (ou vc 60 ) do material ensaiado e aquela correspondente ao material tomado como padrão, ao qual se dá o índice 100%

I.U. = vc 20 (mat. Ensaiado)

vc 20 (padrão)

O material padrão mais utilizado quando se trata de ensaios de aços é o aço AISI B 1112

vc 2 0 (padrão) • O material padrão mais utilizado quando se trata de ensaios de

Outros ensaios, chamados de curta duração:

Usando além do critério de vida da ferramenta, outros

critérios tais como a força de usinagem, o acabamento

superficial, etc

São chamados de curta duração, porque são utilizadas

condições forçadas de usinagem e/ou materiais de

ferramentas pouco resistentes ao desgaste, a fim de que a vida da ferramenta termine rapidamente e o ensaio possa ser realizado em curto espaço de tempo.

desgaste, a fim de que a vida da ferramenta termine rapidamente e o ensaio possa ser

Vantagens dos ensaios de curta duração:

Quando o critério é a força de usinagem ou a rugosidade da peça, o ensaio é de curta duração, pois com somente algumas passadas da ferramenta na peça, pode-se obter os valores desejados, não se necessitando que o desgaste cresça até o

fim da vida da ferramenta.

pode-se obter os valores desejados, não se necessitando que o desgaste cresça até o fim da

9.2 A Usinabilidade e as Propriedades do Material

É comum se pensar que a usinabilidade é uma

propriedade ligada à dureza do material da

peça e à sua resistência mecânica.

Assim, segundo esse raciocínio, um material

mole é de boa usinabilidade e um material duro

de baixa usinabilidade.

Porém, esse raciocínio é falso.

material mole é de boa usinabilidade e um material duro de baixa usinabilidade. • Porém, esse

Embora a dureza e a resistência mecânica sejam fatores importantes de influência na usinabilidade do material

Outros fatores também são bastante

importantes, como a quantidade de

inclusões e de aditivos para melhorar a usinabilidade, a quantidade de partículas

duras, a micro-estrutura, a tendência ao

empastamento do cavaco do material na superfície de saída da ferramenta, etc

duras, a micro-estrutura, a tendência ao empastamento do cavaco do material na superfície de saída da

Por exemplo, pode-se ter um aço inoxidável tipo AISI 303 (que possui sulfetos de manganês para melhorar sua usinabilidade) com dureza idêntica ao tipo AISI 316. Porém, a usinabilidade do primeiro é muito

maior do o segundo.

usinabilidade) com dureza idêntica ao tipo AISI 316 . Porém, a usinabilidade do primeiro é muito

Como as propriedades dos

materiais podem influenciar

na usinabilidade?

Como as propriedades dos materiais podem influenciar na usinabilidade?

Dureza e Resistência

Mecânica

Valores baixos de dureza e resistência mecânica normalmente favorecem a usinabilidade.

Quando porém se tem materiais muito dúcteis a baixa dureza pode causar problemas, pois facilita a formação de aresta postiça de corte.

Nestes casos, é bom que a dureza seja aumentada através de trabalho a frio.

formação de aresta postiça de corte. • Nestes casos, é bom que a dureza seja aumentada

Ductilidade

Baixos valores de ductilidade são geralmente benéficos a usinabilidade.

A formação de cavacos curtos é facilitada e

se tem menor perda de energia com o atrito cavaco-superfície de saída da ferramenta.

Porem, em geral, consegue-se baixa

ductilidade com alta dureza e vice-versa.

de saída da ferramenta. • Porem, em geral, consegue-se baixa ductilidade com alta dureza e vice-versa.

Condutividade Térmica

Uma alta condutividade térmica do material da peça significa que o calor gerado pelo processo é rapidamente retirado da região de corte e, assim. a ferramenta não é excessivamente aquecida e, portanto, não se desgasta tão rapidamente.

Então, uma alta condutividade térmica

favorece a usinabilidade do material.

não se desgasta tão rapidamente. • Então, uma alta condutividade térmica favorece a usinabilidade do material.

Condutividade térmica

Porém, esta propriedade não pode ser facilmente alterada dentro de um

determinado grupo de materiais, isto é,

todos os aços sem liga tem condutividade térmica similares, o

mesmo acontecendo entre os aços

ligados, aços inoxidáveis, alumínios, ferros fundidos, etc.

térmica similares, o mesmo acontecendo entre os aços ligados, aços inoxidáveis, alumínios, ferros fundidos, etc.

Dentre os tipos de materiais mais

usinados, os que tem maior

condutividade térmica são os

alumínios, seguidos pelos aços sem liga, vindo depois os aços ligados e os aços inoxidáveis.

térmica são os alumínios , seguidos pelos aços sem liga , vindo depois os aços ligados

Taxa de Encruamento

Os Aços inoxidáveis austeníticos são materiais

que possuem alta taxa de encruamento, requer muita

energia para a formação do cavaco ( baixa usinabilidade).

Com isso, o corte acarretará um aumento de dureza

numa fina camada da superfície usinada.

Também devido à alta de encruamento, a formação da aresta postiça de corte fica facilitada.

Os aços carbonos são materiais que possuem baixas taxas de encruamento (alta usinabilidade).

corte fica facilitada. • Os aços carbonos são materiais que possuem baixas taxas de encruamento (alta

Como usinar com eficiência materiais

com alta taxa de encruamento?

Usar ferramenta com aresta de afiada e ângulo de saída bem positivo, a fim de que a deformação causada no cavaco seja pequena.

Nestes materiais, um encruamento anterior à

usinagem, através de trabalho a frio, pode ser vantajoso, pois diminui a ductilidade do material e, reduz a possibilidade de formação

de aresta postiça de corte.

ser vantajoso, pois diminui a ductilidade do material e, reduz a possibilidade de formação de aresta

9.3- fatores Metalúgicos que Afetam a

Usinabilidade das Ligas de Alumínio

O alumínio em geral pode ser facilmente

usinado.

A energia consumida por unidade de volume do metal é muito baixa.

Apenas o magnésio e sua ligas podem ser usinadas com a mesma taxa de energia consumida e o desgaste da ferramenta raramente é um problema.

e sua ligas podem ser usinadas com a mesma taxa de energia consumida e o desgaste

Exceção feita

As ligas de alumínio-silício, onde as partículas de silício presentes são

altamente abrasivas e desgastam

rapidamente a ferramenta de metal duro.

onde as partículas de silício presentes são altamente abrasivas e desgastam rapidamente a ferramenta de metal

As temperaturas de usinagem são

geralmente baixas e altas velocidades de corte podem ser usadas.

Com relação porém aos critérios de usinabilidade baseados na rugosidade da

peça e na característica do cavaco, não se

pode dizer que o alumínio tenha uma boa usinabilidade, pois, o cavaco formado é

longo e o acabamento superficial

insatisfatório.

que o alumínio tenha uma boa usinabilidade, pois, o cavaco formado é longo e o acabamento

solução

Porém, bons acabamentos superficiais podem ser obtidos se a velocidade de corte

for suficientemente alta e a geometria da

ferramenta for adequada.

superficiais podem ser obtidos se a velocidade de corte for suficientemente alta e a geometria da

Usinagem do alumínio

A usinagem do alumínio pode ser

afetada pelos elementos de liga, impurezas, processos de fundição e

tratamentos aplicados ao metal.

As propriedades mecânicas e térmicas

do alumínio são fatores decisivos na

usinagem de sua ligas.

ao metal. • As propriedades mecânicas e térmicas do alumínio são fatores decisivos na usinagem de

Propriedade

Alumínio

Aço

física

Módulo de

70.000

210.000

elasticidade

(MPa)

O alumínio apresenta um módulo de elasticidade de 1/3 do módulo de elasticidade do aço.

Isto significa que, sob a mesma força de corte, o

alumínio se deforma três vezes mais que o aço.

elasticidade do aço. Isto significa que, sob a mesma força de corte, o alumínio se deforma

Baixo módulo de elasticidade

Este fato tem conseqüências negativas na obtenção de boas superfícies usinadas e pode gerar deformações indesejadas da peça.

Devido a isto também, não se deve utilizar esforços exagerados na fixação da peça.

indesejadas da peça. • Devido a isto também, não se deve utilizar esforços exagerados na fixação

Embora algumas ligas de alumínio apresentem

um limite de resistência equivalente ao aço de baixo carbono, em temperatura ambiente, em

temperaturas elevadas essa resistência é

bastante reduzida

ao aço de baixo carbono, em temperatura ambiente, em temperaturas elevadas essa resistência é bastante reduzida

Este fato favorece a usinagem destas ligas, já que a elevação da temperatura é inerente ao processo de usinagem e, as ligas de alumínio, por possuírem alta condutividade térmica, atraem para a peça boa parte do calor gerado.

Assim, as forças de corte necessárias para a usinagem das ligas de alumínio são bem baixas, quando comparadas com as forças relativas aos aços.

necessárias para a usinagem das ligas de alumínio são bem baixas, quando comparadas com as forças

A alta condutividade térmica do alumínio

favorece a usinabilidade mas é necessário que a dureza da liga seja maior que 80 HB

para reduzir a tendência à formação da

aresta postiça de corte. O coeficiente de dilatação térmica do

alumínio, por ser maior que o aço e do latão,

pode gerar dificuldades de obtenção de tolerâncias apertadas.

do alumínio, por ser maior que o aço e do latão, pode gerar dificuldades de obtenção

Para se evitar a aparição da aresta postiça de

corte e garantir um cisalhamento perfeito do

cavaco, as ferramentas para corte de alumínio possuem aresta afiada

( sem raio na aresta) com ângulos bastante

positivo.

cavaco, as ferramentas para corte de alumínio possuem aresta afiada ( sem raio na aresta) com

A figura 9.1 mostra a geometria típica de uma pastilha de torneamento para usinagem de ligas de alumínio

de uma pastilha de torneamento para usinagem de ligas de alumínio Ferramenta com aresta afiada e

Ferramenta com aresta afiada e ângulos positivos

de uma pastilha de torneamento para usinagem de ligas de alumínio Ferramenta com aresta afiada e

FERRAMENTAS DE METAL DURO UTILIZADAS NA USINAGEM DO ALUMÍNIO

O material de ferramenta típico para

usinagem de ligas de alumínio (com exceção das

ligas de alumínio-silício) é o metal duro classe K sem cobertura.

A classe K é recomendada pois as temperaturas

de corte são baixas e, por isso,

a formação do desgaste de cratera via processo

difuso não é um problema.

de corte são baixas e, por isso, a formação do desgaste de cratera via processo difuso

Por outro lado, metais duros a base de

carboneto de titânio (classe P) são

inadequados para a usinagem de alumínio, devido à grande afinidade

físico-química entre o alumínio e o

titânio.

são inadequados para a usinagem de alumínio, devido à grande afinidade físico-química entre o alumínio e
54 08/06/2017

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54 08/06/2017

08/06/2017

Operação

Metal Duro

Seleção:

Principais fatores que afetam a escolha da pastilha:

Metal Duro Seleção: Principais fatores que afetam a escolha da pastilha: Material da peça Condição de
Metal Duro Seleção: Principais fatores que afetam a escolha da pastilha: Material da peça Condição de
Metal Duro Seleção: Principais fatores que afetam a escolha da pastilha: Material da peça Condição de

Material da peça

Metal Duro Seleção: Principais fatores que afetam a escolha da pastilha: Material da peça Condição de

Condição de usinagem

A ferramenta é sem cobertura pois não se necessita grande resistência ao desgaste e,

por outro lado, requer-se uma aresta bastante afiada, o que não é fácil de ser obtido com espessas camadas de cobertura sobre a

ferramenta.

Além disso, como já foi observado, coberturas com titânio não poderiam ser utilizadas.

sobre a ferramenta. • Além disso, como já foi observado, coberturas com titânio não poderiam ser

A tabela 9.1 mostra alguns elementos

utilizados na formação de ligas de

alumínio e sua respectivas influências na

usinabilidade da liga

alguns elementos utilizados na formação de ligas de alumínio e sua respectivas influências na usinabilidade da
Tabela 9.1 – Elementos de Liga e suas Influências na Usinabilidade do Alumínio Elementos de
Tabela 9.1 – Elementos de Liga e suas Influências na
Usinabilidade do Alumínio
Elementos de Liga
Influência na Usinabilidade
Sn, Be e Pb
Atuam como lubrificantes e como fragilizadores do cavaco.
Fe, Mn, Cr e Ni
Combinam entre si ou com o alumínio e/ou para formarem
partículas duras, que favorecem a quebra do cavaco e que, em
grande quantidade, tem efeito abrasivo sobre a ferramenta.
Mg
Em teores pequenos (cerca de 0,3%) aumenta a dureza do cavaco
e diminui o coeficiente de atrito entre cavaco e ferramenta.
Si
Aumenta a abrasividade da peça – a vida da ferramenta diminui
com o aumento do tamanho da fase primária do silício.
Cu
Forma o intermetálico CuAl, que fragiliza o cavaco
Zn
Não exerce influência na usinabilidade.
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Ferramenta de diamante

As ligas eutéticas e hiper-eutéticas de alumínio- silício geram altas taxas de desgaste de flanco.

Ferramentas de diamante policristalino tem sido

usadas com sucesso sem um desgaste excessivo, que geralmente acontece quando elas

são usinadas com ferramentas de metal duro.

com sucesso sem um desgaste excessivo, que geralmente acontece quando elas são usinadas com ferramentas de

Ferramenta de diamante

A usinagem de ligas de alumínio com

ferramenta de diamante é realizada com alta velocidade de corte (100 a

3000m/min), com valores limitados pela

máquina-ferramenta e não pelo desgaste.

Além disso, o acabamento obtido é no torneamento é com rugosidade equivalente a retífica.

e não pelo desgaste. • Além disso, o acabamento obtido é no torneamento é com rugosidade

Diamante

Diamante Policristalino

- Material sintético obtido em

condições de extrema pressão

e temperatura;

- Propriedades semelhante ao encontrado no diamante natural, porém mais homogênio;

- São usados na usinagem de

materiais não ferrosos e sintéticos;

- Ocorre grafitização para uma determinada condição de

corte.

na usinagem de materiais não ferrosos e sintéticos; - Ocorre grafitização para uma determinada condição de
na usinagem de materiais não ferrosos e sintéticos; - Ocorre grafitização para uma determinada condição de
na usinagem de materiais não ferrosos e sintéticos; - Ocorre grafitização para uma determinada condição de

9.4 Fatores Metalúrgicos que afetam

a Usinabilidade dos Aços

Primeiro fator metalúrgico a dureza.

Aços de baixo carbono com baixa dureza e alta

ductilidade tem tendência à formação da aresta

postiça de corte, com conseqüente redução da

vida da ferramenta e deterioração do acabamento superficial.

da aresta postiça de corte, com conseqüente redução da vida da ferramenta e deterioração do acabamento

Cont. Fatores Metalúrgicos que afetam

a Usinabilidade dos Aços

Uma maior percentagem de carbono melhora a usinabilidade devido ao aumento da dureza

e diminuição da ductilidade.

Em termos da influência da dureza do aço na usinabilidade, pode-se dizer que 200 HB é o

valor médio.

A medida que se diminui a dureza abaixo esse valor, a tendência à formação d aresta postiça

de corte aumenta.

• A medida que se diminui a dureza abaixo esse valor, a tendência à formação d

Cont. Fatores Metalúrgicos que afetam

a Usinabilidade dos Aços

Quando se aumenta a dureza acima deste

valor, o desgaste da ferramenta via abrasão e difusão passa a ser um fator que afeta

negativamente a usibilidade do material.

Uma boa medida para promover o aumento da dureza e diminuição da ductilidade de aços de baixo carbono (dureza menor que

200 HB) é promover seu encruamento via

trabalho a frio.

da ductilidade de aços de baixo carbono (dureza menor que 200 HB ) é promover seu

A figura 9.2 mostra a comparação em

termos de vida da ferramenta para um

aço ABNT 1016 (baixo carbono) em diversas operações de usinagem

comparação em termos de vida da ferramenta para um aço ABNT 1016 (baixo carbono) em diversas

A vida da ferramenta aumentou em todos os casos após a trefilação a frio das barras deste aço, operação que causou o acréscimo de dureza das peças de cerca de 125 HB para 180 HB

a frio das barras deste aço, operação que causou o acréscimo de dureza das peças de

Um segundo fator metalúrgico que

afeta a usinabilidade dos aços é a microestrutura

A figura 9.3 mostra alguns exemplos de como a variação da microestrutura, via mudança de fase ocasionada por tratamento térmico, afeta a usinabilidade.

como a variação da microestrutura, via mudança de fase ocasionada por tratamento térmico, afeta a usinabilidade.

Pode-se ver na figura 9.3 A que a estrutura martensítica é muito dura e resistente e gera uma vida muito baixa da ferramenta de metal duro.

9.3 A que a estrutura martensítica é muito dura e resistente e gera uma vida muito

Como foi visto no capítulo 5, aços com estruturas abrasivas somente podem ser

usinadas com eficiência via processos

abrasivos ou utilizando-se de materiais para ferramentas ultra-resistentes, como o

cerâmico e o nitreto cúbico de boro.

ou utilizando-se de materiais para ferramentas ultra-resistentes, como o cerâmico e o nitreto cúbico de boro

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino (CBN)

Material relativamente jovem, introduzido nos anos 50 e mais largamente nos anos 80, devido a exigência de alta estabilidade e potência da máquina-ferramenta.

Característica:

- São mais estáveis que o diamante, especialmente contra a oxidação;

- Dureza maior que a do diamante;

- Alta resistência à quente;

- Excelente resistência ao desgaste;

- Relativamente quebradiço;

- Alto custo;

- Excelente qualidade superficial da peça usinada;

- Envolve elevada força de corte devido a necessidade de geometria de

corte negativa, alta fricção durante a usinagem e resistência oferecida pelo material da peça.

de geometria de corte negativa, alta fricção durante a usinagem e resistência oferecida pelo material da
de geometria de corte negativa, alta fricção durante a usinagem e resistência oferecida pelo material da

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino (CBN)

Aplicação:

- Usinagem de aços duros;

- Usinagem de desbaste e de acabamento;

- Cortes severos e interrompidos;

- Peças fundidas e forjadas;

- Peças de ferro fundido coquilhado;

- Usinagem de aços forjados

- Componentes com superfície endurecida;

- Ligas de alta resistência a quente(heat resistant alloys);

Materiais duros (98HRC). Se o componente for macio (soft), maior será o desgaste da ferramenta.

-

resistant alloys); Materiais duros (98HRC). Se o componente for macio (soft), maior será o desgaste da
resistant alloys); Materiais duros (98HRC). Se o componente for macio (soft), maior será o desgaste da

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino (CBN)

Fabricação

Os cristais de boro cúbico são ligados por cerâmica ou ligante metálico, através de altas pressões e temperatura.

-

- As partículas orientadas a esmo, conferem uma densa estrutura

policristalina similar a do diamante sintético.

As propriedades do CBN podem ser alteradas através do tamanho do grão, teor e tipo de ligante.

-

Ligante

CBN fabricados com ligantes de cerâmica possui melhor estabilidade química e resistência ao desgaste;

CBN sobre substrato de metal duro, oferecem melhor resistência ao choque.

-

-

química e resistência ao desgaste; CBN sobre substrato de metal duro, oferecem melhor resistência ao choque.
química e resistência ao desgaste; CBN sobre substrato de metal duro, oferecem melhor resistência ao choque.

Nitreto de Boro Cúbico Cristalino (CBN)

Recomendações

- Alta velocidade de corte e baixa taxa de avanço (low feed rates);

- Usinagem a seco para evitar choque térmico.

Nomes comerciais

- Amborite;

- Sumiboron;

- Borazon.

(low feed rates); - Usinagem a seco para evitar choque térmico. Nomes comerciais - Amborite; -

Já a figura 9.3.B mostra que, quando se passa de uma liga com 10% de ferrita e 90% de perlita para uma liga com 35% de ferrita e 65% de perlita, a vida da ferramenta cresce substancialmente, apesar da dureza da peça ter decrescido somente de 6%

e 65% de perlita, a vida da ferramenta cresce substancialmente, apesar da dureza da peça ter

Isto acontece devido ao fato de que, quando se diminui o teor de perlita,

diminui-se também o teor de cementita.

• Isto acontece devido ao fato de que, quando se diminui o teor de perlita ,

Terceiro fator metalúrgico:

a presença de inclusões

Macro-inclusões (diâmetro > 150 mm).

Muito duras e abrasivas aços de baixa

qualidade muitas vezes responsáveis pela

quebra súbita da ferramenta de usinagem

e abrasivas – aços de baixa qualidade – muitas vezes responsáveis pela quebra súbita da ferramenta

As micro-inclusões estão sempre presentes nos

aços. O efeito delas na usinabilidade dos aços

pode ser dividido em:

Inclusões indesejáveis são partículas duras e abrasivas como carbonetos e óxidos de

alumínio.

dividido em: Inclusões indesejáveis – são partículas duras e abrasivas como carbonetos e óxidos de alumínio.

Inclusões que não causam muito dano à

usinabilidade são os óxidos de manganês e de ferro.

A deformabilidade deles é maior que a do

grupo anterior e elas conseguem fazer parte do fluxo do cavaco.

e de ferro. • A deformabilidade deles é maior que a do grupo anterior e elas

Inclusões desejáveis em velocidades de corte

altas são os silicatos (Si).

A razão para isso é que os silicatos em altas

temperaturas perdem muito a sua dureza.

são os silicatos (Si). • A razão para isso é que os silicatos em altas temperaturas

Último fator metalúrgico :

a presença de elementos de liga

Alguns elementos de liga tem efeito positivo na usinabilidade, como o chumbo, o enxofre e o

fósforo, que geralmente estão presentes em

aços de usinabilidade melhorada.

Por outro lado, elementos formadores de carbonetos, como o vanádio, o molibdênio, o

nióbio e o tungstênio, tem efeito negativo na

usinabilidade.

de carbonetos, como o vanádio , o molibdênio , o nióbio e o tungstênio , tem

Efeito do carbono

O carbono em teores de 0,3 a 0,6% tende a melhorar a usinabilidade.

Com teores menores que estes, o material fica muito

dúctil e com dureza muito baixa, causando à formação da aresta postiça de corte e a dificuldade da quebra do cavaco.

Com teores maiores que 0,6% de carbono, o material se torna muito duro e abrasivo, desgastando muito rapidamente a ferramenta.

teores maiores que 0,6% de carbono, o material se torna muito duro e abrasivo, desgastando muito

Aços de Usinabilidade Melhorada

( ou de Usinagem Fácil)

A) Tipos com inclusões não Metálicas.

Essas inclusões são de sulfeto de manganês e de

ferro (principalmente o primeiro), os quais são

insolúveis no aço (aço ressulfurado).

As inclusões de MnS atuam como lubrificante,

impedindo que o cavaco adira à ferramenta e destrua a sua aresta cortante, além de melhorar a qualidade

superficial da peça.

A velocidade de corte pode ser até duplicada em relação à utilizada em aços não ressulfurados.

da peça. • A velocidade de corte pode ser até duplicada em relação à utilizada em

A tabela 9.2 mostra a composição química de alguns aços Ressulfurados.

A tabela 9.2 mostra a composição química de alguns aços Ressulfurados.
A tabela 9.2 mostra a composição química de alguns aços Ressulfurados.

B) Tipos com Introdução de Chumbo

A maioria dos aços da série 10XX e 11XX

pode ser encontrada com adição de chumbo,

em teores de 0,15 a 0,35%.

Com a introdução de chumbo, a produção de

peças de responsabilidade como bombas

(aço SAE 41L50), pistões (aço SAE 11L26), aparelho domésticos (aço SAE 86L20), aumentou em até 100%.

• O “L” no meio dos números significa que o aço contém chumbo ou “lead” em inglês.

), aumentou em até 100%. • O “L” no meio dos números significa que o aço

9.4.2 Aços Inoxidáveis

Aços Inoxidáveis são ligas ferrosas que possuem um mínimo de de 12% de cromo

com finalidade de resistir a corrosão.

Os aços inoxidáveis são divididos em 3 classes, de acordo com sua estrutura:

Ferríticos, martensíticos (série 400) e

Austeníticos (série 300).

3 classes, de acordo com sua estrutura: • Ferríticos, martensíticos (série 400) e • Austeníticos (série

Características de usinagem que variam para cada tipo de aço

Os aços austeníticos formam cavacos longos

que tem tendência a empastar sobre a

superfície de saída da ferramenta (tem alta

taxa de encruamento e grande zona

plástica), podendo resultar na formação da aresta postiça de corte.

(tem alta taxa de encruamento e grande zona plástica), podendo resultar na formação da aresta postiça

Características de usinagem que variam para cada tipo de aço

Os aço inoxidáveis martensíticos com altos teores de carbono são difíceis de usinar

devido à alta dureza, que exige um maior

esforço de corte devido à presença de

partículas duras e abrasivas de carboneto

de cromo.

que exige um maior esforço de corte devido à presença de • partículas duras e abrasivas

Pode-se considerar os aços austeníticos

como aqueles que apresentam a maior

dificuldade para serem usinados, devido aos fatores citados acima.

Outras características que dificultam a

usinagem destes aços são:

usinados, devido aos fatores citados acima. • Outras características que dificultam a usinagem destes aços são:

Baixa condutividade térmica que dificulta a

extração do calor da região de corte, o que

facilita o desgaste da ferramenta;

Alto coeficiente de atrito, que tem como conseqüência, o aumento do esforço e do

calor gerado;

Alto coeficiente de dilatação térmica, o que torna difícil a manutenção de tolerâncias

apertadas.

gerado; • Alto coeficiente de dilatação térmica, o que torna difícil a manutenção de tolerâncias apertadas.

Procedimentos para combater o

encruamento do material no processo de

usinagem:

Adicionar elementos de liga que formam inclusões frágeis, reduzindo a ductilidade e

promovendo a quebra do cavaco. O sulfeto de

manganês (MnS) é freqüentemente utilizada para melhorar a usinabilidade destes aços.

O aço ABNT 303, por exemplo, é um aço com

usinabilidade melhorada por conter alto teor de

sulfeto de manganês.

• O aço ABNT 303, por exemplo, é um aço com usinabilidade melhorada por conter alto

Cont. Procedimentos para combater o encruamento do material no processo de usinagem:

Um outro procedimento é empregar o aço austenítico levemente encruado por trefilação ou por algum outro processo de deformação a frio anterior à usinagem.

austenítico levemente encruado por trefilação ou por algum outro processo de deformação a frio anterior à

A figura 9.4 mostra um diagrama com

indicações gerais sobre as velocidades de

corte e os avanços para o torneamento de aços inoxidáveis com inserto de metal duro

gerais sobre as velocidades de corte e os avanços para o torneamento de aços inoxidáveis com
Região A – alta taxa de desgaste de cratera, devido ao processo difusivo causado pela

Região A alta taxa de desgaste de cratera, devido ao processo

difusivo causado pela alta temperatura gerada (alta velocidade de

corte).

Região B deformação plástica da ferramenta (alto avanço) Região C empastamento do cavaco ( Vel. devcorte baixa) Região D alguma def. plástica da ferramenta.

( Vel. devcorte baixa) Região D – alguma def. plástica da ferramenta. Região E – algum

Região E algum desgaste de cratera.

9.5 Fatores Metalúrgicos que Afetam a Usinabilidade dos Ferros Fundidos

Ferros Fundidos são ligas de ferro-carbono com percentagem de carbono entre 2 e 4%, contendo ainda outros elementos de liga como o silício, o manganês, o fósforo e o enxofre, além do níquel, cromo, molibdênio e cobre.

Suas principais propriedades são a boa rigidez,

resistência à compressão e baixo ponto de fusão, o

que possibilita a utilização da fundição como processo de fabricação.

à compressão e baixo ponto de fusão, o que possibilita a utilização da fundição como processo

O carbono está presente nestas ligas como

carboneto (cementita) e como carbono livre

(grafite).

O teor de cada uma destas formas depende parcialmente da quantidade de outros elementos de liga.

Um ferro fundido com alto teor de silício apresentará muito carbono livre e quase nenhuma cementita ( o silício é um poderoso grafitizante)

alto teor de silício apresentará muito carbono livre e quase nenhuma cementita ( o silício é

Tipos de Ferros Fundidos:

Ferro Fundido Cinzento -alto silício, entre 1 a 3%,

grafita em forma de lamelas.

Ferro Fundido Branco baixo silício, muita cementita e pouca grafita, é duro e frágil.

Ferro Fundido Maleável tratamento térmico

transforma o ferro fundido branco em maléavel, dúctil e resistente. Grafite em forma de nódulos.

Ferro Fundido Nodular inoculação. Grafite

esferoidal. A resistência mecânica, a tenacidade e a

ductilidade aumentam consideravelmente.

– inoculação. Grafite esferoidal. A resistência mecânica, a tenacidade e a ductilidade aumentam consideravelmente.

A figura 9.5 mostra uma comparação entre estes tipos

de ferros fundidos com respeito à usinabilidade

Cinzento Maleável Nodular Branco
Cinzento
Maleável
Nodular
Branco

O ferro fundido branco (cheio de carbonetos duros e abrasivos) tem uma usinabilidade da ordem de 10 vezes menor que o cinzento.

O ferro fundido cinzento forma cavacos de ruptura, enquanto os maleáveis e nodulares formam cavacos longos.

• O ferro fundido cinzento forma cavacos de ruptura, enquanto os maleáveis e nodulares formam cavacos

Na usinagem de ferros fundidos cinzentos

não se utiliza fluído de corte líquidos, pois

este poderia carregar os minúsculos cavacos formados consigo e fazê-los

penetrar nas partes de atrito da máquina-

ferramenta, danificando-a.

os minúsculos cavacos formados consigo e fazê-los penetrar nas partes de atrito da máquina- ferramenta, danificando-a.

Com isso, se torna difícil a obtenção de tolerâncias apertadas, devido ao fato de que a peça se aquece bastante e, com isso, se dilata muito. A opção para operações de usinagem em acabamento de ferros fundidos cinzentos é a utilização de ar comprimido como fluido refrigerante.

de usinagem em acabamento de ferros fundidos cinzentos é a utilização de ar comprimido como fluido

Além da influência do silício na usinabilidade via formação de ferro fundido cinzento, outros elementos de liga também influem na usinabilidade dos ferros fundidos. A influência destes pode ser dividida em 2 tipos:

1. Os formadores de carbonetos (cromo, cobalto,

manganês, molibdênio e vanàdio) que prejudicam a usinabilidade.

tipos: 1. Os formadores de carbonetos (cromo, cobalto, manganês, molibdênio e vanàdio) que prejudicam a usinabilidade.

Continuação:

2. Os grafitizantes (silício, níquel, alumínio e cobre) que auxiliam a usinabilidade.

O enxofre de manganês também é utilizado

nos ferros fundidos para melhorar a usinabilidade

a usinabilidade. • O enxofre de manganês também é utilizado nos ferros fundidos para melhorar a

Para concluir, em termos gerais pode ser dito que quanto maior a dureza e a

resistência de um tipo de ferro fundido pior é

sua usinabilidade.

THE END

ser dito que quanto maior a dureza e a resistência de um tipo de ferro fundido