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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS - CAMPUS SOUSA


UNIDADE ACADÊMICA DE DIREITO – CURSO DE SERVIÇO
SOCIAL
DISCIPLINA: Questão Social
DOCENTE: Glaucia
DISCENTE: Jedyelen de Oliveira Sousa

Resenha do capitulo 23 do livro “O Capital”: “A lei geral da acumulação


capitalista”

O capitulo 23 de o Capital,” A lei geral da acumulação capitalista”, é um texto na


qual tem embasamento chave sobre a classe trabalhadora diante das configurações e
reconfigurações diante do modelo econômico capitalista, e junto a estes pontos mostrar a
compreensão sobre o método de análise marxiano.

Logo na primeira parte do capitulo temos de cara a amostra das diversidades da


composição do capital, sendo elas divididas entre constante, que seriam os meios de
produção, e variável, a força de trabalho. Contando com essa divisão de acordo com o
texto o meio pelo qual é o capital se necessita para a sua acumulação seria a força de
trabalho crescente onde a partir desse crescimento, porem diante da explicação Marx
afirma que esse tipo de demanda na qual força de trabalho é crescente é só mantida
quando a acumulação se dá sob uma composição orgânica do capital constante,
diferentemente da composição dinâmica da acumulação capitalista na qual a acumulação
não depende da crescente força de trabalho mais da extração de mais valor .

A segunda parte do capitulo Marx passa a explicar o avanço da acumulação


capitalista e das determinadas proporções que cada modo abriga sendo eles o capital
constante e variável, onde Marx traz como principal o fato de que a demanda de trabalho
não é determinada pelo volume do capital como um todo, mais por seu componente
variável ou seja ela tende-se a decrescer progressivamente acarretando assim a expansão
da acumulação capitalista de produzir e expandir-se por novos territórios uma população
trabalhadora adicional, a superpopulação relativa ou o exército industrial de reserva.
Logo na terceira parte temos uma compreensão melhor dessa superpopulação
relativa, onde de acordo com a sua compreensão vemos que esse exército de reservar é
um fruto de um produto necessário da acumulação por meio de que essa parte da
população estará disponível para ser explorada independente de quão a população
aumente. Trazendo assim a lógica que já conhecemos onde o capital paga salários
relativamente baixos para ter maior lucro e que ocorra alguma coisa que o faça recusar o
capital já se encontra com um exército reserva para ocupar aquele lugar e trabalhar pelo
mesmo valor baixo.

Na quarta parte do capitulo Marx determina mostra as diferentes formas de


existência dessa superpopulação relativa que são elas a forma flutuante que corresponde
ao fluxo continuo de atração e repulsão dos trabalhadores, a latente que seria a
disponibilidade de trabalhadores de campo e a superpopulação relativa estagnada que é
composta pelo setor ativo da classe trabalhadora que tem suas ocupações irregulares como
um trabalho domiciliar por exemplo, Fora destas três categorias, Marx ainda acrescenta
uma parcela da superpopulação paupérrima. Fazem parte desta parcela trabalhadores
aptos a trabalhar, órfãos e filhos de indigentes e finalmente os degradados,
desmoralizados e incapazes de trabalhar. E é a partir desse ponto onde Marx expõe a sua
lei geral da acumulação capitalista que serial ela quanto maior a produtividade maior a
acumulação, maior a acumulação de riqueza e ao mesmo tempo acumulação de miséria.
Nas mesmas condições em que se produz riqueza, produz-se também a miséria, nas
mesmas condições em que se processa o desenvolvimento da produtividade, desenvolve-
se um cenário de condições que só geram riqueza para a burguesia.