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Foco – Daniel Goleman

Há dois tipos principais de distrações: sensorial e emocional. Os distratores sensoriais são simples:
enquanto lê estas palavras, você está abstraindo as margens em branco ao redor deste texto. (…)
Mais desanimadores são os distratores do segundo tipo: sinais carregados emocionalmente. (…) tais
pensamentos entram ser pedir licença (…).
p.22

Como o foco exige que abstraiamos as distrações emocionais, nossa estrutura neural para a atenção
seletiva inclui a inibição da emoção. Isso significa que quem tem melhor foco é relativamente
imune a turbulências emocionais, tem mais capacidade de se manter calmo durante crises e de se
manter no prumo apesar das agitações emocionais da vida.
A incapacidade de abandonar um foco para tratar de outros pode deixar a mente perdida num ciclo e
ansiedade crônica. Em casos clínicos extremos, isso pode significar ficar perdido no desamparo, na
desesperança e na autopiedade de um quadro depressivo, ou no pânico e na ideação catastrófica de
um transtorno de ansiedade, ou nas incontáveis repetições de pensamentos e comportamentos
ritualísticos (tocar na porta cinquenta vezes antes de sair de casa) de um transtorno obsessivo-
compulsivo. A capacidade de tirar nossa atenção de uma coisa e transferi-la para outra é essencial
para o nosso bem-estar.
Quanto mais poderosa é a nossa atenção seletiva, maior a nossa capacidade de nos mantermos
absortos no que estamos fazendo.
p.23

Richard Davidson, neurocientista na Universidade de Wisconsin, cita o foco como uma das mais
diversas capacidades essenciais da vida, cada uma delas baseada num sistema neural separado, que
nos guiam através da turbulência de nossas vidas interiores, nossos relacionamentos e quaisquer
desafios que a vida apresentar.
Enquanto dura o foco seletivo, segundo Davidson, o circuito principal do córtex pré-frontal fica
sincronizado com o objeto daquele feixe de consciência que ele chama de “captura de fase”. Se as
pessoas estão focadas em apertar um botão quando ouvem determinado tom, os sinais elétricos de
sua área pré-frontal disparam em sincronia precisa com o som em questão. Quanto melhor for a sua
captura, mais forte é a sua captura neural. Mas se, em vez de tal concentração, houver um
emaranhado de pensamentos, a sincronia desaparece. Basta essa queda na sincronia para distinguir
as pessoas com transtorno de déficit de atenção.
Aprendemos melhor com a atenção focada. Quando nos focamos no que estamos aprendendo, o
cérebro situa aquela informação em meio ao que já sabemos, fazendo novas conexões neurais. (…)
Quando nossa mente divaga, nosso cérebro ativa uma porção de circuitos neurais que murmuram
sobre coisas que não tem nada a ver com o que estamos tentando aprender. Sem foco, nenhuma
lembrança clara do que estamos aprendendo fica armazenada.
p.23-24

Para aproximar o trabalhador desmotivado do campo do foco, é preciso elevar sua motivação e seu
entusiasmo, evocando um senso de propósito e acrescentando uma dose de pressão.
p.30

(…) para o mundo bastante diferente de hoje: frequentemente precisamos navegar a vida de cima
pra baixo apesar da constante contracorrente de caprichos e impulsos de baixo para cima.
p.34
Como atestam campeões mundiais, nos níveis mais altos, quando seus oponentes praticam tantas
milhares de vezes quanto você, qualquer competição se torna um jogo mental: o seu estado mental
determina o quanto você conseguirá focar e quão bem poderá se sair. Quanto mais puder relaxar e
confiar nos movimentos ascendentes, maios liberada ficará a mente para ser ágil.
p.35

Estudos do cérebro demonstram que um atleta campeão começar a pensar em técnica durante o
desempenho é uma receita certa para o fracasso. Quando craques de futebol correm com a bola
contornando cones de trânsito – e precisam pensar que lado do pé está controlando a bola –,
cometem mais erros. (…)
O córtex motor, que num atleta experiente tem esses movimentos profundamente gravados em seus
circuitos graças a milhares de horas de treino, funciona melhor quando funciona sozinho. Quando o
córtex pré-frontal é ativado e começamos a pensar em como estamos nos saindo – ou, pior, em
como fazer o que estamos fazendo –, o cérebro entrega parte do controle a circuitos que sabem
pensar e se preocupar, mas não sabem como realizar o movimento em si, Seja nos 100 metros, no
futebol ou no beisebol, esta é uma receita universal para tropeçar.
p.36

Um artigo adequadamente intitulado “Como pensar, dizer ou fazer exatamente a pior coisa para
qualquer ocasião”, do psicólogo de Harvard Daniel Wegner, explica (…) que erros aumentam de
acordo com o grau em que estamos distraídos, estressados ou de alguma forma sobrecarregados
mentalmente. Nessas circunstâncias, um sistema de controle cognitivo que normalmente monitora
erros que possamos cometer (como não falar sobre aquele assunto) pode inadvertidamente agir
como um apogel mental, aumentando a probabilidade exatamente desse erro (como falar sobre
aquele assunto). (…)
Sobrecarregar a atenção entorpece o controle mental. É nos momentos em que nos sentimos mais
estressados que nos esquecemos de nomes de pessoas que conhecemos bem, sem falar em seus
aniversários, aniversários de casamento e outras informações socialmente cruciais.
p.37