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Aulas 14 e 15 – Avaliação de

Impactos Ambientais I e II
Surgimento, características e métodos
de execução

Prof. Mierzwa
A Exigência da Avaliação de
Impactos Ambientais
• Evolução dos problemas relacionados ao
desenvolvimento econômico desvinculado do meio
ambiente;
• Necessidade de criar instrumentos capazes de
complementar e aprimorar as ferramentas utilizadas
para aprovação de novas atividades e
empreendimentos;
• Estados Unidos e Europa desenvolvendo estudos para
buscar uma resposta ao desafio proposto.

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A Exigência da Avaliação de
Impactos Ambientais
• Década de 60, consolidação do conceito de impacto
ambiental;
• Detalhamento do conceito de impacto ambiental, para
transformá-lo em um instrumento do processo de
decisão no licenciamento ambiental, com os seguintes
requisitos:
– Características técnicas regulamentadas pelo poder público;
– Acessível aos vários segmentos da sociedade interessada no
processo de licenciamento ambiental.

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Características Básicas da Avaliação
de Impacto Ambiental
• Descrever a ação proposta e as alternativas;
• Prever a natureza e a magnitude dos efeitos
ambientais;
• Identificar as preocupações humanas relevantes;
• Listar os indicadores de impacto a serem
utilizados e definir a sua magnitude;
• Quantificar a intensidade do impacto por meio
dos indicadores definidos.
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Surgimento da Necessidade de
Avaliação de Impactos no Brasil
• 1981, definição da Política Nacional do Meio Ambiente
(Lei n° 6.938, de 31/08/1981), estabelecendo como
seus instrumentos;
– Exigência da avaliação de impactos ambientais;
– Licenciamento e revisão de atividades efetiva ou
potencialmente poluidoras.
• 1986, publicação da Resolução CONAMA n° 01,
23/01/1986, que estabelece as definições, as
responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes
gerais para uso e implementação da Avaliação de
Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental.
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Resolução CONAMA n° 01/1986
• Ficou definido pelo CONAMA que as atividades com
potencial de modificação do meio ambiente deverão
elaborar Estudo de Impacto Ambiental, entre as quais:
– Estradas de rodagem com 2 ou mais faixas;
– Ferrovias;
– Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
– Aeroportos;
– Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e
emissários de esgotos sanitários;
– Linhas de transmissão de energia elétrica (> 230 kV);
– Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos;

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Atividades Sujeitas ao Licenciamento
Ambiental (continuação)
– Extração de combustível fóssil;
– Extração de minério;
– Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos
tóxicos;
– Usina de geração de eletricidade (> 10 MW);
– Complexo e unidades industriais;
– Distritos industriais;
– Exploração econômica de madeira ou lenha;
– Projetos urbanísticos (> 100 há), ou em áreas de relevante
interesse ambiental;
– Atividades que utilizem carvão vegetal e derivados;
– Projetos agropecuários acima de 1.000 há, ou menores, caso
seja em áreas relevantes do ponto de vista ambiental..
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Diretrizes Gerais a serem Atendidas
no Estudo de Impacto Ambiental
• Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de
localização do projeto, confrontando-as com a hipótese
de não execução do projeto;
• Identificar e avaliar sistematicamente os impactos
ambientais gerados nas fases de implantação e operação
da atividade;
• Identificar os limites da área geográfica a ser direta ou
indiretamente afetada;
• Considerar os planos e programas governamentais,
propostos e em implantação na área de influência do
projeto.
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Conteúdo Mínimo do Estudo de
Impacto Ambiental
• Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto,
completa descrição e análise dos recursos ambientais e
suas interações, de modo a caracterizar a área antes da
implantação do projeto;
– Meio físico: subsolo, água, ar e clima, com destaque aos
recursos minerais, topografia, tipos e aptidão do solo, corpos
d’água, regime hidrológico, correntes marinhas e
atmosféricas;
– Meio biológico e ecossistemas naturais: fauna e flora,
destacando espécies indicadoras da qualidade ambiental, valor
científico e econômico e espécies em extinção;
– Meio sócio-econômico: uso e ocupação do solo, uso da
água e sócio-economia.

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Conteúdo Mínimo do Estudo de
Impacto Ambiental
• Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas
alternativas, através da identificação, previsão da
magnitude e interpretação da importância dos prováveis
impactos relevantes, discriminando:
– Tipo de impacto: positivo ou negativo;
– Ação: direta ou indireta;
– Ocorrência: imediato, médio prazo e longo prazo;
– Duração: temporário ou permanente;
– Grau de reversibilidade;
– Propriedades cumulativas e sinergéticas;
– Distribuição dos ônus e benefícios sociais.

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Conteúdo Mínimo do Estudo de
Impacto Ambiental
• Definição das medidas mitigadoras dos impactos
negativos, entre elas os equipamentos de
controle e sistemas de tratamento de despejos,
com a avaliação da eficiência de cada uma delas;
• Elaboração do programa de acompanhamento e
monitoramento dos impactos positivos e
negativos, com indicação dos parâmetros a
serem considerados.

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Relatório de Impacto Ambiental
• Refere-se aos resumo do Estudo de Impactos
Ambientais, com a apresentação das principais
conclusões do mesmo;
• Deve ser apresentado de forma objetiva e
adequada à sua compreensão;
• A linguagem deve ser acessível, com ilustrações
por mapas, cartas, quadros e gráficos, de modo a
apresentar as vantagens e desvantagens do
projeto e conseqüências ambientais.

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Criação do Relatório Ambiental
Preliminar

• Resolução SMA n° 42/1994, normatização do


licenciamento ambiental no Estado de São Paulo;
• Exigência da apresentação do Relatório Ambiental
Preliminar (RAP), que pode tornar dispensável a
elaboração do EIA e RIMA;
• A partir da avaliação do RAP, define-se ou não, a
necessidade da elaboração do EIA e RIMA.

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Roteiro para Obtenção de Licenças
para Novos Empreendimentos

Termo de
RAP Atende?
Referência

Licença
Prévia

Licença de
Instalação

Licença de
Operação
RAP - Relatório Ambiental Preliminar

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Fundamentos da Metodologia
• Métodos disponíveis atualmente foram resultado da
evolução de métodos já existentes;
• Alguns resultaram de adaptações de ferramentas
utilizadas em outras áreas:
– Técnicas de planejamento regional;
– Estudos econômicos;
– Estudos de ecologia.
• Outros foram criados para atender aos requisitos legais
envolvidos:
– Estes métodos buscam disciplinar os raciocínios e
procedimentos para identificação dos agentes causadores e
respectivas modificações.

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Fundamentos da Metodologia
• A metodologia a ser utilizada deve levar em
consideração a regulamentação pelo poder público;
• Neste caso, deve-se considerar o que é impacto
ambiental, no contexto do poder público;
• Resolução CONAMA n° 01/1986:
– Impacto ambiental é qualquer alteração do meio ambiente,
causada por matéria ou energia resultante de atividades
humanas, que afetam direta ou indiretamente:
• A saúde, segurança e bem-estar da população;
• As atividades sociais e econômicas;
• As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
• A qualidade dos recursos ambientais.
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Estudo de Impacto Ambiental para a
Condição Brasileira
• O método mais adequado deve:
– Atender aos requisitos mínimos legalmente exigidos para a
execução do EIA/RIMA;
– Tornar o mesmo adequado para a apreciação dos técnicos e
público interessado.
• Deve-se contemplar no mínimo:
– Diagnóstico ambiental da área de influência;
– Identificação de impactos;
– Previsão e medição dos impactos;
– Definição de medidas mitigadoras;
– Elaboração do programa de monitoramento;
– Comunicação dos resultados.
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Considerações Relevantes sobre o Método
de Estudo de Impacto Ambiental
• Qualquer método que se utilize deve considerar
a relevância do impacto ambiental e sua
magnitude;
• Deve se adequado para que o processo de
tomada de decisão não seja comprometido:
• A comunicação entre as partes interessadas deve
favorecer o entendimento do público
interessado, independente do nível de
conhecimento dos mesmos.

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Principais Métodos para a Avaliação
de Impactos Ambientais
• Método Ad Hoc;
• Método das Listagens de Controle;
• Método da Superposição de Cartas;
• Método das Redes e Matrizes de Interação;
• Método dos Modelos de Simulação;
• Método da Análise Benefício-Custo;
• Método da Análise Multiobjetivo.

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Método AdHoc
• Método utilizado para a avaliação de impactos
ambientais;
• Realização de reuniões com técnicos e cientistas
especializados, que detenham conhecimentos teóricos e
práticos sobre o empreendimento em análise;
• Nestas reuniões são utilizados questionários
respondidos por pessoas com interesse no problema;
• Obtenção de uma visão integrada sobre o
empreendimento e informações sobre os impactos
prováveis, o que possibilita a análise e classificação de
alternativas.
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Identificação e Classificação de Impactos
Ambientais pelo Método AdHoc
Impacto Ambiental
Área Ambiental
SE EP EN B A P CP LP R I
Vida Selvagem X X X
Espécies ameaçadas X
Vegetação X X X
Água subterrânea X X
Ruído X X
Pavimentação X
Recreação X
Poluição do ar X X X X
Saúde e segurança X
Compatibilidade com
X X X
planos regionais
SE – Sem efeito; EP – Efeito positivo; EN – Efeito negativo; B – Benéfico; A – Adverso;
P – Problemático; CP – Curto Prazo; LP – Longo Prazo; R – Reversível; I – Irreversível. Prof. Mierzwa
Método das Listagens de Controle
• Evolução natural do método AdHoc;
• Preparação de listagens de fatores ambientais
potencialmente afetados pelas ações propostas;
• Elaboração de listagens padrão para empreendimentos
similares, disponibilizadas em bibliografias
especializadas;
• Vantagens: simplicidade de aplicação e exigência
reduzida de dados e informações;
• Desvantagens: não possibilitam projeções e previsões,
ou identificação de impactos de segunda ordem

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Método das Listagens Ponderais ou
Método de Battelle
• São uma evolução consolidada das listagens de
controle comparativas com ponderação;
• A importância de cada parâmetro, em relação
aos principais impactos do projeto e estabelecida
por meio de pesos;
• A distribuição de pesos entre os parâmetros e o
desenvolvimento das funções e valores dos
índices de qualidade ambiental são obtidos com
o auxílio de uma equipe multidisciplinar;

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Método das Listagens Ponderais ou
Método de Battelle

• Principais características:
– É abrangente e seletivo;
– Bastante objetivo para comparação de alternativas;
– Não permite interação dos impactos;
– Permite previsão de magnitude;
– Não distingue a distribuição temporal.

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Método das Listagens Ponderais ou
Método de Battelle
• É constituído por 78 parâmetros representativos
dos componentes ambientais;
• A cada parâmetro está associado um peso
previamente definido, estabelecendo a
importância relativa de cada um;
• Para cada parâmetro é definido um índice de
qualidade ambiental, que varia de 0 a 1,
estabelecido pela equipe multidisciplinar.

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Método das Listagens Ponderais ou
Método de Battelle
• A obtenção da classificação dos impactos
ambientais é obtida mediante a somatória dos
produtos dos índices de qualidade e pelos pesos
dos respectivos parâmetros.
• Para que este método possa ser utilizado é
necessário que se conheça a função que
relaciona o índice de qualidade ambiental com o
parâmetro analisado.

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1

0,8

Índice de Qualidade
0,6

0,4

0,2

0
0 1 2 3 4 5 6 7
Oxigênio Dissolvido (mg/L)

Exemplo de Função da Variação do Índice de Qualidade


com a Concentração de Oxigênio Dissolvido na Água
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Método da Superposição de Cartas
• Confecção de cartas temáticas relativas aos
fatores ambientais potencialmente afetados pelas
alternativas estudadas;
• Efeitos sobre o solo, cobertura vegetal, paisagem
entre outros aspectos são analisados;
• As informações resultantes da superposição são
sintetizadas segundo conceitos de restrição ou
de potencial de uso da área;

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Método da Superposição de Cartas
• Por meio da computação gráfica e Sistema de
Informações Geográficas, esse método vem
sendo valorizado;
• Por meio de um sistema de pontuação obtido
pelo cruzamento automático e informatizado
dos valores de estado atribuídos aos fatores
ambientais identificam-se vários níveis ou
categorias de restrição ou aptidão.

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Método das Matrizes de Interação
• Evolução das listagens de controle;
• Relação bidimensional entre fatores ambientais e
ações decorrentes de um projeto;
• Possibilita relacionar os impactos de cada ação
nos cruzamentos entre linhas e colunas,
mantendo-se a relação de causa e efeito;
• Com a utilização de indicadores adequados é
possível configurar o impacto potencial de cada
ação;

Prof. Mierzwa
Matriz de Leopold
• Relaciona 88 componentes ou fatores
ambientais e 100 ações potencialmente capazes
de alterar o meio ambiente;
• Nos cruzamentos entre linhas e colunas são
atribuídos valores que variam de 1 a 10,
indicando a magnitude e a relevância do
impacto;
• Para distinguir entre impacto benéfico ou
adverso, utiliza-se os sinais de + e - ,
respectivamente;
Prof. Mierzwa
Representação da Matriz de Leopold
Componentes Ambientais
1 2 3 i
1
Ações do 2
Empreen- 3
dimento
mi,j /
j
ri,j
mi,j – magnitude do impacto da ação j sobre a componente i
ri,j – relevância do impacto da ação j sobre a componente i
Prof. Mierzwa
Seleção da Metodologia
• A definição da metodologia a ser utilizada depende
especificamente do caso que será analisado;
• Geralmente esta atividade fica a cargo dos profissionais
que serão os responsáveis pela elaboração do estudo de
impacto ambiental;
• De acordo com a Resolução CONAMA n° 01/1986, o
Estudo de Impacto Ambiental deverá ser feito por
equipe multidisciplinar , independe do proponente;
• De modo geral, o método a ser utilizado para a
avaliação dos impactos será definido pela equipe
contratada;
Prof. Mierzwa
Estudo de Caso

Usina de Geração de Energia CARIOBA II

Prof. Mierzwa