Sie sind auf Seite 1von 373

ndicadoi

.... r.
j
CRAVEIRO COSTA
TORQUATO CABRAl.
(ORGANIZADORES)

rt \"ll!!'
''") ·~
y'~ {.~~).-~~.
. -~ ); ..

Indicador Geral do Estado de Aiagoas .


~~Ç(~~)(;f 1 ~
~~iJ~~
EDIÇAO FAC-SÍMILE

/ Edufal
E4»>f. .(Jrh~'!lti'WfW<)C. ·~~
~
_.._ ~
IMPRENSA
OPICIAL
GRACILIANO RAMOS

Maceió/AL
2016
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

Reitor
Eurico de Barros Lõbo Filho

Vice-re1tora
Rachei Rocha de Almeida Barros

Diretora da Edufal
Maria Stela Torres Barros Lameiras

Conselho Editorial Edufal


Maria Stela Torres Barros lameiras (Presidente)
Fernanda Uns de Lima (Secretária)
Anderson de Alencar Menezes
Bruno César Cavalcanti
Cícero Péricles de Oliveira Carvalho
Eurico Eduardo Pinto de lemos
Fernando Antônio Gomes de Andrade
Fernando SOvio Cavalcante Pimentel
Geraldo Majela Gaudênc1o Faria
Janaína Xisto de Barros Uma
José lvamilson da Silva Barba lho

Coordenação Editorial:
Fernanda Iins

Capa, Digitalização, Editoração e


Tratamento de Imagem.
Núcleo Zero
www.nucleozero.com.br

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Departamento de Tratamento Técnico da Editora da Ufal
Bibliotecária responsável: Fernanda u ns de Uma

l39 Indicador ger.tl do estado de Alagoas I Craveiro Costa, Torquato


Cabral (organi1.adores).- Maceió/AL : EDUFAL: Imprensa
Oficial Graciliano Ramos, 2016.
394 p. : il. : fac-símile.

Incluí bibliografia.
ISBN : 978-85-5913-000-3.
ISBN: 978-85-62030-89-5.

l. Htstória - Alagoas. 2. Administração. 3. Política. 4. Almanaque.


L Costa, Craveiro, org. li. Cabral, Torquato, org.

CDU: 981(813.5)

Editora afiliada:
*
~
Governo do Estado de Alagoas

Governador

José Renan Vasconcelos Calheiros Filho

Vice-governador

José Luciano Barbosa da Silva

Secretário de Estado do

Planejamento, Gestão e Patrimônio

Carlos Christian Reis Teixeira

Imprensa Oficial Graciliano Ramos

Diretor-presidente

Marcos José Dantas Kummer

Diretor Comercial

José Otilio Damas dos Santos

Diretor Administrativo Financeiro


!a Ufal
José Queiroz de Oliveira

~
~
Coordenador Editorial

Célio Gomes

Editor de Arte

Fernando Rizzotto

,Mmanaque.

Av. Fernandes Lima, s/n°, km 7,


pu: 981(813.5) Gruta de Lourdes - Maceió- Alagoas
Tel.: (82) 3315.8300 1 Fax: (82) 3315-8342
www.imprensaoficial.al
Editora afiliada:

1••,
-~~--
Uma obra coletiva que apresenta Alagoas
A reedição fac-similar do Indicador Geral do Estado de Alagoas, obra de 1902,
foi possível graças aos esforços coletivos de instituições e pessoas que se mobiliza-
ram nesse intuito. Destacamos aqui a Universidade Federal de Alagoas, através da
Edufal, o Governo de Alagoas, através da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, a
Braskem, a Fundação Casa do Penedo e o Instituto Histórico e Geográfico de Ala-
goas. O movimento para esta reedição repetiu o esforço inicial, uma vez que a obra
foi concebida e realizada de forma também coletiva, nos idos de 1900, e a empresa
só foi possível, à época, pelo esforço e altruísmo de alguns que se dedicaram ao
empreendimento dirigido por Craveiro Costa e Torquato Cabral e efetivado pelos
editores Ramalho e Muna.

Apresentado por seus organizadores, ditos diretores, como "patriótica propa-


ganda de ciências, letras, artes, indústria, comércio, agricultura, arqueologia, es-
tatística, história, geografia e riquezas naturais do Estado", o Indicador Geral traz
como propósito divulgar e fazer conhecer ao nacional e ao estrangeiro o Estado de
Alagoas, suas potencialidades e suas conquistas, apresentando, portanto, os feitos
alagoanos em todos os campos do conhecimento e fazendo-o em linguagem aces-
sível. Concebido em 14 partes, o Indicador Geral apresenta mais que informações;
a partir dos textos, pode-se aferir apelos, sugestões e proposições desses autores que
ainda que atentos aos avanços, reconhecem os limites das políticas e das ações nas
áreas sobre as quais discorrem.

A Typographia Commercial teve papel fundamental e ativo na realização da


obra, contando com o trabalho cuidadoso dos editores Ramalho e Muna que,
no texto que assinam, pronunciam-se sobre o livro destacando-o como o registro
de "nosso progresso material e moral". Não era a Typographía apenas uma gráfica,
era também uma editora interessada em produtos originais e rentáveis, em obras
que fizessem diferença no mercado editorial do início do século XX. Por isso,
além das impressões comerciais de todos os gêneros, também trabalhavam com as
chamadas 'obras de textos', "por mais importantes que elas sejam", como indica a
publicidade da Typographia.

O Indicador Geral é obra pioneira por muitas razões. Uma delas, sem dúvida,
é o seu formato. Construída a muitas mãos, reunindo especialistas das diversas
áreas, possibilitou que o leitor acessasse, à época, e continue fazendo-o ainda hoje,
A1ml disso. o L
amplo e variado leque de informações sobre o Estado, nos moldes de uma enci-
clopédia ilustrada sobre as realizações locais. Percebe-se que para a concretização
dessa obra, a primeira no gênero em Alagoas, muitos esforços se conjugaram. Des-
de a capa - que é assinada por Rosalvo Ribeiro -, até o miolo - composto com a
colaboração de vários profissionais -, a marca coletiva do empreendimento salta
aos olhos e é o que lhe garante a abrangência e o sucesso. Esse é também o bom
exemplo que este livro nos lega.

Os dados apresentados pelos diversos especialistas referem-se a aspectos históri-


cos, geográficos, estatísticos do Estado de Alagoas, mas também, naquele começo
de século XX, às condições da agricultura, do comércio, da indústria, da educação,
da saúde e da higiene. Obra essencial para o estudioso da história e da cultura
alagoana, o Indicador Geral também garante a façanha de preservar a atmosfera
dos anos I 900, onde aspectos cosmopolitas da capital Maceió, que com menos de
40 mil habitantes contava com a presença de 12 consulados, contrastavam com
os desafios do impaludismo. Através deste Indicador Geral, roma-se quase audível
o burburinho das cidades em vias de se consolidar. A forte presença comercial
estrangeira em Alagoas, a variedade de produtos nacionais e importados que aqui
aportavam.

Os autores que integram a presente obra são intelectuais da terra, quase todos
sócios do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Historiadores, médicos, jor-
nalistas, professores, advogados que, movidos por suas paixões c conhecimentos,
prestaram sua colaboração na área de sua competência, buscando fazê-lo de forma
didática, apresentando muitas vezes em seus textos outros recursos, a exemplo de
mapas e tabelas que mensuram, ilustram e auxiliam a apresentação dos dados. O
formato enciclopédico do Indicador Geral, com seus múltiplos recursos, marca a
singularidade desse apanhado geral sobre Alagoas c demonstra o fôlego intelectual
da província recém saída do impcrio e ingressada na República há então apenas
.......... & .
uma década. ~-:::t:C!a á ,.
Outro elemento a ser destacado na obra é o uso de gravuras e fotografias - cerca
de I 00, nos informa os organizadores. As fotos - na quase totalidade de autoria de
Gabriel Jacubá, cujo estabelecimento comercial, a Galeria )atubá, funcionava na
Rua da Alegria, 81 -nos permitem conhecer o rosto de nossos patrícios, os ilustres
da ciência e das artes locais; mas também os edifícios públicos, o aspecto das ruas,
das praças, as paisagens no interior, os recursos naturais. Boa parte da publicidade
dos estabelecimentos é feita com imagens, fazendo do Indicador Geral um livro
atraente para um público mais amplo.
Além disso, o Indicador Geral presra excelente serviço à população da época,
uma vez que lista, para a capital c para as maiores cidades do Estado de Alagoas,
profissionais e serviços ali disponíveis, com os respectivos endereços, oferecendo
ao leitor um verdadeiro catálogo das profissões e dos profissionais existentes, por
ramo de atuação. Nessas listas, o pesquisador vai conhecer ofícios então existen-
tes, tais como tamanqudros, ourives, fogueteiros, funileiros, seleiros, maquinistas,
chocalheiros, armadores, sacerdotes, tanoeiros, modistas, tipógrafos, guarda-li-
vros, capatazes, afinadores de piano, escultores, despachantes, além de médicos,
professores, advogados, dentistas.

Por todas essas características, o Indicador Geral nos permite acessar dados os
mais diversos: os tipos e a situação dos transportes, dos edifícios públicos, aspectos
sobre a iluminação, o abastecimento d'água, os esgotos, institiçóes e serviços como
os correios, a imprensa, as instituições religiosas, as de saúde, as de educação, as
beneficentes, as de caridade, as bibliotecas e os museus, a moda da época, o tipo
de comércio, o movimento de exportação de produtos no porto de Jaraguá, os
tipos de produtos cultivados e explorados em Alagoas, o destino desses produtos,
a indústria incipiente, a forte presença têxtil no território, as pequenas fábricas de
sapatos, de cera, de cigarros, de cal, de óleos vegetais, de cerâmica, de sal, as ativi-
dades de pesca, dentre muitas outras.

Às vésperas dos 200 anos da emancipação política de Alagoas, que será come-
morada em 20 17, a reedição dessa obra nos oferece um parâmetro das realizações
de Alagoas há mais de um século. A possibilidade desse olhar retrospectivo e a
abrangência dos dados aqui apresentados faz do Indicador Geral obra de interesse
para um público muito ampliado de pesquisadores, estudantes, professores e ala-
goanos em geral desejosos de conhecer um pouco mais da história do seu Estado.

apenas Rachei Rocha de Almeida Barros


Vice-reitora da Universidade Federal de Alagoas

pnava na
s ilustres

um livro
Tempo, memória e formação
Este é um livro raro, uma pedra preciosa que nos revela um painel fascinante
sobre o estado de Alagoas- mais de cem anos atrás. Percorrer estas p<iginas é mer-
gulhar numa aventura de redescoberta da nossa história, com incríveis surpresas e
lances que até parecem saídos da cabeça de um ficcionisca.

Mas é mdo verdade. Por isso, o governo do Estado exalta a iniciativa da Uni-
versidade Federal de Alagoas que, em parceria com a Imprensa Oficial Graciliano
Ramos, recoloca em circulação um título essencial para todos que pretendam co-
nhecer, em profundidade, aspectos de nossa formação.

Indicador Geral do Estado de Alagoas tan1bém é um verdadeiro brinde à sempre


necessária vocação para a leitura. Publicado pela primeira vez em 1902, com for-
mato variável a cada seção da obra, o trabalho, organizado por Craveiro Costa e
Torquato Cabral, traz artigos, ensaios, verbetes, anúncios c fotografias.

Chama atenção a riqueza de informações acerca da vida de uma sociedade, no


começo do século passado, numa época de hábitos e costumes que se transforma-
ram ou simplesmente desapareceram. A reprodução de peças publicitárias- com
ideias e textos beirando o surreal- é uma das maravilhas desse volume. Há muito
ffiaJ.S.

O governo de Alagoas e a Imprensa Oficial, portanto, têm a honra de viabilizar


a edição de um livro incomparável em todos os seus aspectos, particularmente
para os alagoanos; um livro cujo mérito é coletivo, como se vê na pluralidade de
nomes que assinam cada capítulo, mas que tem em Craveiro Costa, sem dúvida, a
tradução perfeita do melhor pensamento já produzido em terras alagoanas.

Com essa raridade em mãos, aproveitemos o tamanho privilégio de uma via-


gem que é garantia de conhecimento e prazer.

Marcos José Dantas Kummer


Diretor-presidente da Imprensa Oficial Graciliano Ramos
~~illJ~[lE [fi{~§ lCJG~& WuJ:lNIÃ\§

Adriat1ü Jorge. Lt9


Alagoas Railway 33
Alfandega . 43
Angiquinho (cachoeira de Paulo Affonso) . 23
Antonio M. de Castilho Brandão (Bi:-;po). .z68
Aprendizes :Vfarinheiros (escola) 53
Armas do Estado . 3
,\r:ebalde de Heh<:elouro . 1 97
Augusto Accioly de Harros Piml!ntel !OJ

Asylo de Alienados . l07

Asylo de Mendicidade 55
Asylo das Orphãns ss
Barão de Maceió . 73
Barão de Penedo . 59
Barão de TraiplÍ . 1 33
Barro Vermelho (Penedo). 12J

Bebedouro (arrcbalde) . 197


Bebedouro (Pra<;a ele Santo :\ntonio r r2

Bispo de Alagoas . .zó8


Cachoeira de Paulo Affonso . 15 17 e 23
Carta corograpbica do Estado.
-
H C45
Casa de Detenção 3\J
Cathedral 27
12 l
Cemitcrio Publico
Chalet Wanderley (hoje Palaôo Episcopal) 1:$6
Cidade de Coruripe . 7-1-
Cidade de Pão de Assucar. 75
Cidade de \'içosa. 7I
Commercio (rua) l\1 aceió . l.:j.4
Companhi<t i\lagoana d;.; Fiaçiito c Tecidos (Cachoeira) 97
C0mpanhia Pilarem;<: de Fiação e..;recido (Pilar) !OI

;compa11hia Progresso Alagoano (Rio Largo) 99


Correio . 35
Tielegacia Fiscal . 35
IV l~DJCADOR GERAL DO EST.-\DO DE ALAGOAS

Deodoro da }~onseca (Generalíssimo)


Detenção (casa) . · . .39
Enfermaria Militar . 201

Engenho Velho (Pilar) .


Escola de Aprendizes Marinheiros (Jaragu<'t)
Euclides V. :.\blta (Dr.)
Eusebio de .-\nclrade (Dr.)
Fachada do ~lontc-Pio dos .-\nistas. 2 73

Fernandes de llarros (Dr.) 57


Floriano Peixoto (l\larcchal) 6o
Francisco de 1\lenezc.::s ~l>r.) 159
Gabino Besouro (Dr.) 281

Generalíssimo Deodoro ela Fonseca. 6!


Go\ernador do Estado (Dr. Euc:licles Y Malta) 7.
Grande Quéda (Cachoeira de Paulo Affonso). 17
Gutcnberg (Redacção) . !63
Gymnasio Alagoano . 29
Hospital ele Caridade (Santa Casa de :V[isericorclia) 55
Ignacio de Barros Accioly . ]O

Igr~:j a dosMartyri<JS. 39
I mprcnsa ele l\!aceió. I$7
l ntcndcncia "\lunicípal ( 1\ojc Pabcio I·:pi--cnpal) 86
Jacint.hn P:ws dL: "\i~·ndnnc,;:l ~ l lr. l 1 95 •
João Francisco D ias Cabral (Dr.) z6s
José .\lexailclrc Passos 70
Jo~é \'icire Peixoto . 59
L. Guimarães Passos 2 75

Laclislau );'etto (I.>r.) 57


Le\'acla, porto das canúa:; (J\f aceió) . 2 19•
Lyceu de Artes e Officios (Hoje senado) 31
Lyceu Alagoano (Cymnasio) . 29
Manoel Leite Pitanga (commendaclor) . 2 75
Manoel _.\maneio (Padre) . I $1

Marechal Floriano Peixoto 6o


Margem da Lagoa Manguaba (Pilar) I 7I
:M ello Moraes (Dr.) . ss
Mercado Publico . 41
Miguel Soares Palmeira (cornmcndador) 1 99
Motor (invenção do coronel Augusto Accioly 103

Museu da Perscveran~a. 2]1

Padre Manoel Amancio. I$ 1

Palacio do Governo (antigo) 2$


Palacio do Governo (actual) 35-
Pão de Assucar (cidade) 75
Pedro Paulino (Coronel) 1 99
1\ll[C.\DUJ\ CElUI IHl f'T\J)<l DF .\L.\CO.\S \'

Penedo (barro n~rmelho J 1 ..,..,


61 -,)

1\:nt~do (rodH:im). ($
39
1\:quenu :\ lt•lor <i ll\·ençJo dn corutl<:l . \ugustn :\ cciory) 103
ZOJ
Phaml de Maceió 27
6c]
Pilar, rua d\) commerciu (<:idade).
53 77
!'ilarens\:, CtJmpanhia tle tt.:cidth ( l'ilar; !O f
P iranha" (\·illa) So
Poço~: Ponta \ ' erck. 213
Ponte d<.: lko;cmhargue . 47
Porto da Ll·\·ada (:'llacció) . 2 [()~

Praça dos :'l[anyrios (\1 acció) 318


Praça n. l'(.;clro de .·\.!cantara (~'faceió) . 27 7
Praça d!.! S . .-\.ntonio (Bebedouro) !12
l'rogre':i~o .\lagoano (Companhia)
99
<2uartel ele Policia (antigo hoje L yceu ck .-\.rtes e Officios) 31
Quartel de Policia actual . 3'
Quartel do Batalhão 33°. 2 I9'
l::il
Recebedoria Estacloal (J araguá) 43
55 Roberto Call~eíros (Dr.) 195
Rocheira (Penedo) . 78
Rosa Maria Paulioa ela Fonseca. 67
Rua 1" de J\larço (~1aceió) . '76
Rua d'.-\.lfanelega (Jaraguá) 68
Rua 15 ele Xo\·embro (Maceió) 94
Rua \1ello Moraes (.Maceió) . 8J
Rua Barão de .-\.nadia (.Maceió) 2.17
Rua da Bôa-Vi~ta (Maceió) Gz
Rua elo Commercio (Pilar). 77
Rua do Commcrcio (.M aceió) ~.2 e 14~
Rua Floriano Peixoto (\faceió) t8r
Salto Grande (cachoeira de Paulo Affonso) IS
Santa Casa ela l\lisericordia . 55
Ta\·ares Bastos ( Dr.) 67
Theatro em construcção (planta), 37
Thcophilo do-; Santos (Dr.). '33
Thesou ro dn Estado . 37
T homaz dn Hum fim Espindola (I >r.). ~35
Tiburcio \'akriano ck .~\raujo (commendaclor) 27')
Tribunal Superior . r os
l 'sina Leão· Ó9
Viçosa (cidade). . 7I
Visconde de Sinimbtí. 73

Vil!e lndlce do texto pagina 353.


:;,·
' )

f(~,
~~~, - ~~
~-·-) · .

r
'
·
. r..'tfj~~:~L-~
ti'~
- _;~.~,~
'

'l'\lç,D r:5)
-~ ,,, r-..... (;" .,
','i;-_
• .. · ·' ~
7~ . .,.·f·_

r~ ,.'-/ rr-·· rr n
.,----.
~~,.
.' ./
Ull\1 WJUll.1\1 .JA~:.,u>, ,.JJ L~ li\(~\\ u~ 1

E,S~TADO DE A.liGOAS I
Uraacft co• as armas do Estado e cerca de ce• I
qravuras, Vl$tas de varlos pontos e retratos 11 e•lneetes patrtclos
A'tal : ' "t.:! •• l'""o pr.. Ku ndo de S d enrlf\~. [,frr:J..... . -·" r't"".
l n t11,!'('.f·tu t 't.u nm ..rc:-lo. A gticultun• . ~'-n · ru -, o 1.u:.iu
f.' .,. t a ll-tl l'U .. ll h!·tOrJg, t ;tto~ a p h iu .. rí•lu.~r.e. ... "loi
r ull•·• d·• Eloll ~ - ·

< LI\.\\ EI HII LUST.-\


III Rt:CTü JU:,.; -
l TllRtJl.\ TO l.\ BR .\1.

ill .. J ,. Jf.i.ll'.o!t..U.LY.ill® ~ lll'Jr..la:t'J.l


1·: 1 1 'J,• ICE~ - f'HOf 'ltJF I'.\ lttO:-o.

~'~
=~~~=

U:H l:.!
'T f•·•. :;.~AP!--!!1\ ( -J ·,P~o1 E ;~.:;JA ..


:.O'JJ..ü~ l.P Al:.L!f'YllJ..t~:~

··;\f .u: corrvr lllllll\lP I) Indicador Geral do Estado de Alagoas.


:\n gc•ncr.í ~ o primeiro trabalho que smgc da~ ulc;.
,· graphicas alag(),Hl<l'i.
__ .- J<cpo:"itorio <il: infonna\Ões mmuciosa~. largas c utilis-
~ si mas sobre todos os r amo~ da actividade hnmana no no:-;so
u1ro torrão natal. o l;-;t>ll.\J,,,:z Ga:.~L n:m preencher. segundo
J>'~nsamo:. c mnitos re\..onhe.:em, uma grande laum<l tornando-se
fonte cnpiosa dt tudo quanto diz ao no!:'so descnvoh·imenlo, tomado
" t<:rtlHJ c:111 sua accep<,ão total - prr.1g:resso moral.~:: material.
1 > plano do trabalho. siniio é inv~::nti\'o ou original. ncau nu-
tnnamos e:>ta vdleidad<.:- podl.! comtutlo d izer·s~: exclusivan :ente
1111s~u. pois akm do caracter particular que lht~ cl;í o titulo, o lNPI
c .\ llllR collima um obkctivo mais amplo que é -tornar o 1:<-:: ta elo
. \ l;l,_;n;mn me lho r conhecido não só il() paiz como prin..:ipalmente
1111 •:xtrangeiro. Encerra. portanto. uma ft.:'i<,ão dupla :fonte prt:ciosa
tk tllformac;ôc-. e obra de propaganda em favor de nos~a !;randesa,
erwarach1 ~ob o triplin: aspecto - intell~::ctual, mNal r: material.
comprclu:ndido na pan..: tnaag-matin1 a no:;sa granclesa artística
'\in;,.:tH:n ignora que para darmo~ :'t lume um trabalho clcsst;
pnt1t:. ti,·..:n~<J'> de superar a, 111:1 i ore;, diiíiculd;~des qut! :.c nos
,lnl..:punham a cada passo; de ~::m·iclar todos o~ es[on;os para quc
pndc-....,emo-; orkrccf.!r ao publico lr.:gcntc 11111 trabalho que allia .se o
util au a~radan:l; c!..: \'t;ncer ccrlos prl.!conceito:; que se nos ..mto-
lh.ti<Lill como ohstaculo::. ao prosegnimerto de nossa ardua empresa.
!'ara c.-;se efft·ito não nos poupámos a esforços nem a sacrifi-
et< "· c ~·i:;-no:-. clwgado;. ao ftn• do nosso ousado lcntamen.
Fncarre.t:aram- n<):-. a tnmar a hnmhro,.. tão !Jl'"ada cmpn:-.a o~
illn~trc;. sr". Torrptalu ( 'ahi·all· Cra\'cÍr0 Costa a quem somo-.{{' ato-.
pcl.t~' luzes q nc nu, f, >l'llL"ccr.un. Tambem cun1primos um eleve r rle
hnnr:t. l11<d1Íft",t;!nd<~ <h nos~os L'Xpressin•s agr,tdccimcntos a todo-.
"~· dl'mai ... <:nllabnrad~>t "" quv contribuíram para o realce do nosso
trabalho l'<lilt ,, pwd<ll tn dL· suas locnhra<Ji<..:s e vigílias.
!:-lt colh<:rmo:; fdiz exilo nc~sc emprc.:hendimento, com a accei-
t.tc, 'lo por partt· do publico. c:specialmcnte dos n(lssos caros cnnter-
r,uH;ns para cuj~ .~l'ncrosida(k appellamus muito cordial e sincera·
111'.:nll'. :;er-nr1.~-ha t.:s...,l' .Lmparo ,·igoroso incentivo a que alarguemos.
L'lll cd.<J<cs po;;tcn<lre~ a esphl'ra do nosso trabalho: nem desejamos
0'111" premio que cu111pcnse a appli...:a<io t: emprq;o do nosso c~forço
c -;aLn ti cio. c:m hura ex pc •11 ta ncos.
\Ltt l'I<Í. ;...,l\'l'!llhrn 1<)0:?.

'
11/ . ;/////N//h ((: ,/ 1!;//~/
f itiTOKE;.. I'ROI'K!Jo.'l :\IUO.'

---=-
~-
VIHdV~D03D
~ll~WcdJ ~
PARTE· PHYSICA
- - _ I _ _.. - - -··- -·-- ~ ~ - ·· -~ - -

POSIÇÃO ASTRONOMICA brejos c lagoas, emquanto que o rmtro. geral-


mente montanhoso, s6 em alguns pontos, a sua
A posiÇão astronomica do Estado acha-se vegetação é compara\·el com a elo primeiro pla-
comprchenclida entre gc 55'3o" e 10" z8'so" no. Em geral o terreno é secco, mas admiravel-
de latitude austral <10 meridiano cto Rio de Ja- mente productivo. !\hi se encontram as maic-
neiro e 5" 15'36" c 8° to'zS" de longitude res c mai:; altas serranias do Estado.
oriental do mesmo meridiano.
LIMITES ('")
fiGURA E EXTENSÃO
Limita-se ao :--r. e O. com o Estado de Per-
A sua figura affecta a forma de um trian- nambuco, ao S. com os .Estados de Sergipe e
gulo rectangtilo, cujo angulo rcctü está na foz Bahia e a L. com o oceano atlantico.
do rio :-i. Francisco: c estende-se dahi por 264 Particulari~ando-se esses limites, o Estado
kil. até a barra Persinunga, desta em linha de A lagôas. limita-se com o de Pernambuco
recta at~ um contraforte da serra J>ariconha, pelo rio Persinunga, por uma recta tirada de
acima dt~ Paulo A.ffonso. dahi a fóz do 1vloxotó. suas nascentes até o rio Jacuhype, acima da
fechando com uma outra linha. a partir deste embocadura do Una. seguindo depqis pelo rio
ponto. até a barra do S. Francisco. Taquara até as snas nascentt::s, por uma recta
tirada dahi p.:tssanclo pelas serras Pellacla. Ga ·
SUPERfiCIE ranhuns e outras nté o logar Genipap0. no rio
I panema. ao sul de Aguas Bellas, por uma rec-
_-\ superficie do Estado é aYaliada em s1L+9 I (*) Mult-O~ t<!m ~trio O>< eonflletos de juri@dieçiw sueclta<to"
k. q. H a serias dll\·idas sobre a sua \·ercladci- Antre este e o gstado de Pernambuco, por falta de uma de-
ra' area. Carlos de Mornay aYaliou-a em 27-59:! mnrcnção pcrf~ltarneute reconhcdcla por ambos as pai-te.. e
k. q.; o engenheiro Hcrmilio .-\ln::s em 2~.504; que assegm-e defttllt·lvamente os direitos de cada uma.
Can<lido :\[cncles em :LJSG leguas qu<1dradas. Poro. :\lagoa~. nenhuma reclamer;t\<1 ~urglrift., si o Est-a-
A prinlcira arca é a mais conhecida . do de PernllUtbuC!o, ~onbeeeudo ~ legtt.lmlt'lade de s.eu~
.-\pc::.ar de ser um dos menores estados da <lirclt·o~. ntceltos~e n demnrcaçi\o aclnH\, que é n estabelecida

U niãn é com tudo maior que qualquer dos paizcs pelos J,"1>0grnphoR e es,)riptorP$ que ·..e teerit' occupil-do dt>etet<
flí<SU Cll pto!'.
curopcos seguintes : Suissa, Scni~. Bclgica.
o profe~;sor ~·ma J,ohos, e~éiufã'dn n·a oplohlo de CrHodt-
Hollanda e I >inamarca. excluindo elos trcs ulti- do M~nd•~- HvnH)ll\ de' Afelio;···\>apaeM, L~ureano l'eoltno>
mos as suas possessões. outro•, n'um PHtudo chorogrdphlco e hla"torlco do rirMir. 1:'1'-
fel'indo~ 11 o• limites de p·e rnan1llúco com Alagotui, ei<cren•
ASPECTO "Limltn-•e ('om AIR!(OO$ ~lr)''rihelro l'é!"l!ID\IDgO:''p~i: ·u ma
''~cta tirada de t<ua.o nMcentt!W ât.1 1i'rfo .Jacuhype~ aclm~ dl\o
A UI\ emb(ICI\rlura no Una;~gui'Ó(J-o dopols'peJO rio Taquara
<> aspt.:clo geral do solo modifica-se scnsi·
até l)s Anos na~~t-entes, por·lt ilil\. recta tirada daht'e pàS&ando
n;hncnte. a partir drJ litoral para o interior. <>
litoral. le\·cmt'll~:! accidcntado e baixo. vae se
e o
J>elae serras I'ellada, ·oaraiihitnM ·outràs atf logàr /je.o·i:
ve.po, n"o rio Tpa n&ma;por urilii"fe6~ \l oe partindo deete pont<i
dcYando aos poucos para o interior. e aprcsen · ,·ae ter e. conOnenela do ribeirão Mansri.'êoÍíl.o M'oxo.tó &
ta um.a ,-c~cta(;ão forte c luxmiante. fcrtilisada tltiahnentll por eete ultimo· átd!n s"!\a'fos no 'rlb -s:·l!'Fânel~­
oor um nunl<:ro considcra,·d de rios. riachos. ~o.'· o llht&tre geograllho Mo-té'lfà N'iito,'iúi'lmpõrt"anÍIMI·
12
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

ta que partindo deste ponto vae ter a conflu- As maiores altitudes n;'l.o excedem ele
encia do rio Manary com o Moxot6 e linalmen- metros.
te por este ultimo até a sua foz no S. Francis- As serranias mais notaveis são
co: com Sergipe c Bahia pelo rio S. Francisco.
A l'AULO Ano~so. que depois de formar
OROGRAPHIA a famosa cachoeira desse nome, se estende pela
margem e!:iquerda do rio S. Francisco, vindo
~ão temos um systema propriamente dito. terminar á poucas le~uas da sua fóz. São nu-
As serranias do F:stado são pequenas ra- merosos os morros constituídos por essa longa
miftca•·õcs da <rrandc cadeia oriental ou mariti- serra em todo seu percurso, sendo os princi-
ma que ~
occupa "' em parte a costa do atlanltco
. a'
paes: -·-o ilf11rro Vermelha, 11 G'ajaiba. a .ltitÍ/1(11
pequo.:ma distancia do litoral desde o Rio C. Tibun·. Grzi,l, A rimrl', Ra/Jello, TiNirJ, Casstt·
do ~ orte até o sul do paiz. qui, Lag()a Secar, Ped~a Hr.mm, Crt;·allete. Rr,_
.r~m o-era! as _serras são baixas c cobertas queirrio. (;ra11iltl, Ca~·amba, d<'.
"'
de uma vegetação .
cxhuberante. S6 as scrran1as
de Paulo Affonso são algumas vezes nuas c de BARRIGA, á poucos kilometros da cidade

aspectos desolados. de U ni~o. notaYel por ter sido a stide da ceie-

mn. <:uonoaRA ('RI.< oo llRAtu., de 18!1;"\,por conseq u~nr.ia <1" ~ · ncon c"balmtmre seu pr<let>ditnent.o. deixando em evideuela
~-ente data. tratando dnN fronwlrn>~ ele l'rrnt~mbu<·o com o~ qne "l')xí•"· "Mnrinonl\" e "E~plrito l:l..nt<>'' perÚ!DC)lu ao
estado• que Ih., sko lln•ltror•he~. di~: "R de AlaJ,;oas (.>'c!lo ' rl· &Ctual nmnlctvto d!! l'•~ul<> Allonso. porquanto t<âo "itlos 611·
beiro l'er<~lnuuga il de anns niLl!<)E'noos em llnha ....etn a Nlcou- eru,·adoa on ootl:..a comar.Jt\ e freguuln de Matt.a Grande.
tl'l\r o rio Jo.cuhypP, acima c!" sun embocn<lnrtt, uo l'lo Uua, cujos vertltu:leltoB e clar•!ll Urníteij ••lo os d~ riptni! pela te<
~ ~eguindO olepols (11!10 riO 'f'aqnf\l·a, don<h> t!ran<lO-:<e UIIH\ n. 18 de 1$ de ~l .. rço de 181!7."
l't'Cta ao Moxotó, onde conftue u ri\l('lriw M 11uary ·~ r>d<J me•- "O Governador do nlspatlo (Peronmbueo) em ofllc!o <11·
mo MoxoM at<! 1\ ~na foz no rio 8. Frauci•co." dlrlgld(> ao vlgarlo de Mn.ttn Grande ao~ 10 de .~go~to de
Ali duvi dt\11 exiRoonw• em nl~t•luR ponto~ dffl<t-es lhnitet< l&<\1 det&rroinnu Qll'l - "u~ limites I)Otte· as lreguezhlrJ. de
crt'IHAm a. pen<litnclfl.. que hoje sob o tit.nln o)('- "Tt•rreno Mat.tll Hrande (nesÚ! E~taclol e Uulque (Pernambuco) ~'"'
J,Wg!flso" -IMJo~tent~> llfl,CArt-~>gen~_Craphlen do l<:"'wdo. Orn. o~ que con~tam da lei n. JS de Mar.;o de IS.~i e olflcio do Bl~­
..egulndo o <tne o..crevern111 '"' citn<lo• ~ol:'ra.pi10S, o tal- va<lo cllril"ldn '"' \'IJ:laMo da referhla ftoeo,çuezia de M t\ttt•
"'l'orrenn t .tr.t~lo~n"- desnpp..,recerá. por cornplet.n, de~de Grande em G dt~ .()er.ernbr<> de Jil><8. da •Mte que oii.o só a ca·
que 8 h·cmtelra dO 'E!tt·ntlo fique para &entpre deternlin:H(fl, pella do "Jt:xíi" r.ou1o ttlmben• a de ")farianna'• [>ertoencem
poln- linha recta tlrnda dat1 nnKcenw~ dn 'l'fHttlSJ.ra, tHt><- ,~mbas ú fr"l"llexin <IA Mntta Grande."

"andn l)<'ltUI ~w.rrfls l?ell<lola. Harauhonw e outra~. ,.à &ncnn· •·OA ltupol·tnnt<!s cloemneutos remettltloA (J(tlt) Dclt.>gadu
tmr o ln,..ar üenlp!IIJ0 1 uo rln lpanema. "" Paulo Alfon"o ao ehefe ele policia deste t;;stado em llll>U,
E111 1~97 . lruwtadM <'-~ teutatlviJI! do flO\'t'rnndor l:leton- ac<>n •rnnharlltll em ~•riJ!(hHUMI ao olt!clo por el!t« dirigido AO
ro, o E'r. narAo de 'l'ra1p~. ent.fi.n n(l J.(OVt•rno. tnter€'-t'RHndn· '"-'" coll~tga •le l'<'m&<ubncn em 6 de Ncvembro do mesmCJ
Jo'~ ~lf\ quetttft.o, e não ~ndo e11) mõ.u doeutnt-oto~ tlP impor- tLnuo.··
te.n<'!la. e mnloa- vnHa. quo lhe. B~~gnrn~~l!m li!IIU base pAra. ' :-;o\S't''.~Sl'o\ elo \I'Al<KMo\, Otllil111t-"S<let~t<>nl111tldpi0,HÍU>

mus ;wlu~llo b...,,..,


e deftnltlvn., comml~olonotl o bnchnrol htcotJt-e$ttldo~. d~.pendend<l, i)Otem , a linha <U,·Iso~ia defini-
Jta.,rmuulln du Mirnod._\ )>ata n.rl•.tnirir doen•ue11t·of( tlllU ftt~~~ ti\· o eom A~':llO~ Bclln" da. •oluçi•·• ~rui dt\ij tluvl(!a>t aobrt
!l;f!'m luz .twUJ"t! tfio mn.gno AK~Umpto. limtteti com o Yl~lnhn ~:t<todo".
U conllnll!8ior.ado apr.,..ento\1. 12 meae>< dttpnl•, um tela- •'P.,Lln;ncA. oM Eteut-~ Hmi.t~ com ·· som Cous~1 ho' 'e ..Cor-

&orio dreunt~t<11lCíndo. eul que deixa uoeumeutv.<lo o dln•lto rente.~" estlio jil. oorn f:lllcldados, cnnformu 11~ iuformru;õe~
dn.~ A lagoa" •obre OlO "conÚ!•ta<los" <I•: Petnaml.Hit<>. f'olu..:~ Victurh\.. ··
- 0 clta•lu relator\ o tliz: "O>< muni<:ipins <lo ~;~tndo '1'"' "\'ICTO.RU, o~ •en8 llmit.;A ..,·,o ns t.rRça<los pela lei de 1;1
t-onftuo.m com o~ d•~ Peruarnbnco AA·O- Agnn Hrn.twft.. l'tHJlo de Jullw de lNf•G. tendn t'i<lo pru\'ltlll canonlMmen~ ~ Frt-
Affonso.~But'Annn dn Jpn.nem&. Pnlmeit:l·, Victorin, ~ . .lototP s,cuezi& crn 20 de .1 ulhC1 do tnN•mo nnno. •t
úa l.age. l'ort.o Calvo e MnHgog~· ... ··seu~ limll<><t com Bom (;on~lho (nut.lgn I'npa<>nÇA)~.<e

"A~un Brn.rJt·a·•, nft~o c:nn~t.FUH r~ue (>~ Hmltes de~t~ muni- d~dul'!em tio n.ut'' dt, n~"lJtnu.4.:ao da. vUia de '':innto Ant;cynlo
dpio h&jam provoca.iln du,·tdas off\ciaos com l'e;,ruomUncH." d~ Gu..rn.rthnu~:· 1)rimltivo1:1 noruf~:o~ do Actou.l muulciJ>io ills
"l'aulo Alfonso'', (:reatl<) P"la M n. ãl!> <1~ :lt) de A lo til dP. t.ku·a.nhunl', em Ptrno1u bu<:ü, coofurmn a carta-regio. de tU
1870 ~ompr•h~n<lendo a antlgt\ """''"~1.111 <le ~fllttn t)rautl~. r. de Março0 <1o1M I , neto qut> t-el·e logllr em 2:1 de Det.l)mbro de
o ll\illttl<:lvio onda mah:~ duvida~ tto 8U~cltaram em tSs.~ com u~ vn~. lltnlta •e e8Ae •unnir•lplo ~om .~ltlgoas na "&>.rra. do C$·
antorlcl~df'IM d~ J>eruanttntcn totOllflj o-tl Jlmite~ com Btthtllê va.lht.~iro.'> ~ubindn lh:'ln t·lo l'tlrahyba.

nat]Uelle J::~tn.do. o~ qoa~8 n.ludn ~e reprodudr:lm Oti\ l-"H ." ")-'al:Je·~" pelA. tmdíçt\o e Informa~<-. verdad~lra~ qnr

··o chefe d+! volleiâ de l't~rnlllul.ntC·•) em 21 il~ ~!~tcmb1·o tlt~ exl«t'-' um Aln1.rií clfi lSl~. que r.reou n fi'CtPI''"'" de (lara.-
l!!!l!l Aolicitoo da chelt.tut·a de policia n"~te J<:stndo proví<lo.u- uhuos. daqnnl M <le«m<,.nbrou ''P6pacaço:' hoje "Bom Coo-
clat!&e no tenUdo de obst~>r que a~ nutnrhla<les poll"lars de oi'llw" Mp;untio o tpu•l r.,..trlngem-se os limiteM de "U at·a-
Matta Gra.nd~ t!OntlnuA~~""' n lu''"dir o wrreoo de UniQ\11'. llhlllt~ G. ":<.,n-n do C•H'nlbelro." distante ciiiOij lej.tuatt de>•

Kl<f!ú reclamação pr.,u<l~-ae A SUJll'O~Içilo de que "Mnrín.unr•" actnn.,.. limite• iodt~v ldoi!.
(.>ert"'O«A a llulque. J<:ltgt>nO lUilHII~Rt-o.'' · · };~,.ll.l! duns legna~ de tol!rrltm1o situado unte.! do llnllt<'

"O delegn<lO de l'aulo Alf<Hl~o. <•111 re•pot<ta à a<h·ertAncla l&!(lll r.ll. "Hena do Ge.vnlhelro" dew•ra voltar ao dnmlolo
do chefe de policia dt16W E$!.auo, (Jorern, defendeu se" ju~tl- dvll de Alngoaa o t-anto a@&lru que nMmenc!on"da~ duM le-
l~IHC ..\DOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 13

b:cerlent de soo bre republica dos Palmares. " N:a encosta ori· ponto principal da sua bifurcação é Tanque d'
ental desta serrania, diz o geographo dr. Espin- Arca: ahi se desprendem as serras :~-Picada,­
dola. e~*) existio outr'ora por espaço de 64 que forma as da Barn:![utla. M'artitts e Ladeira
annos o famigerado quilombo dos palmares, cujo Grande; V~fia-que forma as de Pittdobittlta,
numero excedia de 2o:ooo, que não eram todos .Ferreiros, Pedra Bnmca, Cambão-lizo e Cafim-
negros e escravos fugidos, como erradamente tfj: Priá·-as ch Afatta do Cipá, Pú.~ Amarei/o.
se tem dito: quilombo que depois de diversas Mar Vernie!ho, .José Correia, Bananas, Capri·
e frustadas tentativas foi alfim destruido em cho e Pimmtas ; Cajai/la ou ~(r.boeiro-forma as
1697• governando Pernambuco, Caetano de do Po~·tJ Comprido, Coi::r:o. Malta Verde, Olhos
Mello e Castro, que enviou de diversas capita- d Agua, G)'tirana, Grm,atá e Pedra Talhada ;
nias mais de 7 ,ooo homens, inclusive grande Ma/heiros-forma as do Tamoetahy,. Tnm(Je/á,
numero de índios. O chefe dessa republica cha- .Mattiío. &rra Gm,ute, .Dei::r:a-Jvàl!ar ~ Tczpuía.
mava-se Zumbi, o qual com os seos logar-tenen· PtRAXGAssu' - á poucos kilometros d-:
tes, vendo-se cercado e sem esperanças de tri- Anaciia, notavel por ser o cabeça do planato
umphar desse assedio, que ji durava dois me- que insensivelmente se sobe desde a bocca da
zes, sendo seguido de tropel pela sua gente malta do Furado (termo ele S. Miguel) á sua as-
despenhara-se do alto em um medonho abysmo sentada, contando-se 7 leguas.
formado por um talhado da rocha, onde os ven- Deste monte, em manhans claras de estio,
cedores acharam os seos corpos amontoados com o auxilio de binoculo, descobrem-se os
ainda palpitantes. Os que escaparam a essa brancos lençóes de areias do litoral, presumiu·
horrorosa carnificina, feita na maior parte pela do-se serem as praias do Fmncez, que lhe ficam
mosquetaria, foram conduzidos ao longe e ven· a leste i 2 2 leguas de distancia.
didos. Os quilombos, especie de torneios. que C.HlUTA - é continuação do Pirangassú,
ainda hoje é costume faserem-se em alguns la- forma as pequenas ramificações de Covuões,
gares elo Estado durante as festas. são a com- Limoeiro, é"abiça d'Attla e PiliúJ Arcado.
memoração desse assedio. ·,
MATIA VERDE, notavel pelasuaformação,
LuNGA, no município de Anadia ; nas ex- apresentando um quadrado de pedras de mais
tremidades denomina-se Canttd(}s t Boqueirtw. de legua em cada lado, com faces limpas e bri-
e no centro Tanque r!'A rm ; ramifica-se para lhantes, sendo o lado do norte talhado em for·
norte e leste e segue em direcção a Palmeira ma de pao ele assucar.
dos Indios, tomando o nome de Cabaairos. O LntoF.I RO - forma as differentes serras do
Canto. LiiNpa, Brejo, Olité. Mattgabeiras e ./mt·
,I(UH.J( dt>mot,., a copt~Ha tla t'rut. ch~ :--t. ~ii~w'l ·~•m MP.ut}H'e pt:!:r-
queiro. •
t.:•uc.:eu J\. anti~a frf)~UPZin d~ (JuPbl·a.nJ.(u1o hoje muuic:ipio tlP
MORF.NA _:. tem uma ramificação prolon·
"\'letoJ·ta:·. .\ fAlta lh'" nmu. t~ullt>e•;ilO dtt~ lt'i:4 purtu~ut>zft~

impt'tlo dt> th'nr lnJ,!o fl1olot•lnn-<.'i,Jo ~l't."'l.' ponto. lJflrPIH a t\Jncida·


gacla e forma as serras do Cabe/lo, Malhad,l.
1;iln tu·,o Me t~rA t"'perAr multo.
Púba, Mucambo, Taipú e Nacé(l. E' notavel por
..::otáo nKC~}f.R.riA.tl BM illteJ.{ru~ t)H,. lt'l:>~ <~.lt• lil t),\ ~~ ;lr<;o dt! ·u ma grande pedra, denominada Cntaratzha que
1Mll c tst~ JH\ra ~on vPnlent., Kn ln~l1·•· penclé de um dos seos flancos como uma enor-
··~. Jo"'t JlA LAOK. niic) ofTPI't'f:tJolll f-flN1wntott d~ 1iti;.dn Or4
me protuberancia rochosa. (•)
~"~~~ limlt.,;<. porquanto a lluhn <11\'h<ot·ln IPJ.<:Illtttn cll\r·K~·t. Malta Grande e Cmnúe em Paulo Affonso:
IH-ces."(nrhtluent~ t~om u P'ervh;o •la rnmmil'l.!·<~~í&o 111ixta. flt• •rue Pedra d'Agoa e Ag(}a .Bra/Jca em Agua Bran-
(~O;.(Itn a lei tt. 1HS •Jtl l~J:i.
ca ; C'lzameca e M'u/ungâ em Agua Branca ;
.. PORTO e.n.vo K ~IAR,\C;OG\' llrllitHIIl·~e c:OIU l'erUttlll· Taborcla em Entre Montes ; Bois, Caiçara, Ctl-
huc:o IJt>}r)}( rio~ "Péndnun,.:n.". clut.i ua:o~c:••ntf!l-4 1.1...... t~ ut.S em'Oil· muxillga e Chi/rão no Ipanema : Cramzan em
trnr JH)r nt1Ul n"t·tu. H lHu·r,, do .l;wuhypt• ~ por ~~t.t" t! t4t•u Piranhas; Olho d'Agua á 6 leguas da cachoeira
flrf1U~Hte O •'T8{]UR.I'R ... 0 cli!'4ti'ÍCtH fltl .}1\A'Uit,\'fW, (JIIP. !-llHlUU
de Paulo Affonso ; Serra da Palmeira na Pal-
o tH)IIIP elo rio «JHe o i:C~pnrn clt> Pt•run.mhu ..u, Jt(>t'tttn(-e R l'cll'•
meira dos Indios; Priaca a um lado da cidade
t<' Ctth·o.., foi o M~nto fie Ulti autbcu nldeuuumto ele ln(líutc.
de Traipú, Mamba á 5 leguas de Penedo, J(z-
..::tuaK mattas são notnw:"iM pPln ••xU!nJtiio c~ valor .... uo bf)/eiro acima de Boassica, no S. Francisco, Oun1
í~t·ntro dellu. tie tunc.lou e-1n 1~:;1 a. colunia ruilit.~.tr •lt• ·· J.Hn-
no M uricy, D()is Irmãos, .Bananal em Viçosa.
JH>Idlnn", extlueta Pm l><Gi.
''Utt doenmPotol:' rell\tlvutt 1Í ln"'tn.lhu;iho P t·rea4,·~lo •l~:f,l\
Riadu1o, Largatixa, Pitimiju' em Atalaia, G;'-
~ulunh•. que •le,·tml ~xit~tlr na l:(E"<:tetnrlo <lo Minl•terln ela
tirana no Arrasto, Pt'ripiri entre o Arrasto e
Unerr•:t multo tH,der1\n etldlln."L-er Mohrc ott r~t,...cttvoslJmlt~ União, Emúim ao sul de S. José da Lage, Bo-
d~ •'Po•·t,.) Calvu' ' no .hu:uh,vpe t·om l'a.lmn~l4. " lão ao norte da Embira, Sueca, Cmurslra, Fria
tt'elbment~ nün tar,Tárá tpw. pu r um .nec:utdo Jlottroso.
l~rmlneUt et4888 pen<hmcins tilo prvjncUdneM a ordem e ao I' J ~·ica á~ lnllhM da cidade de AuadiR.. Na ..errl\ M••-
vrOK1'1!>'M<> do~ doh< E~todo•. l'<'llll r••ln),o'1Rram-..e, cou8tltulndo lnmllllt. altcnu~ lu~o'itlvu~
:'i. 1!<) A. til\ •HrR <lu R:.. rril(tl., rletJOIM d6 destruldn O tp>llOmbn ndlll
<''I GP.Ogrnvhltl Alal':oona. ~•tnlwh·i<lo. Oe fnl(tth·nft eram na sua mal<JrlR tudln.•.
I:--íDICAI>OR GERAL rn ESTADO DE ALAGOAS

e .fr/a.-am na União, C,ifudty entre União, Mu- tomam proporções e)(;traordinarjas, prçduzindo
ricy e Viçosa, Guaribm- nos limites d~- Victo- grandes inundações e estragos.
ria, S. Josf> ao noroeste do Bol:io, Gm:rao, Ca· Em epoca normal a descarga do S. Fran-
1•alleir/J, Carattgttf']i' e Grande em Victoria, Pi- cisco é qe z .4oo metros cu bicos. .
lões ao norte do rio Taquara, Capim e Untc!Í em O seu leito é quasi todo de areia, excep~o
S. José da Lage, Exu' acima da cachoeira de nas alturas de Piranhas e dahi em diant~.que é
Paulo Affonso. Pe!lnda entre União e Camara- extremam~nte pedregoso. As grande.s v:asantes
gibe, lJml(mcira, Durc1. Riacho BranctJ, Hdlu~J interrompem a navegação ; o rio encobre-se
á margem direita do rio Camaragibe, do ocCI· então de innumeros c ,·astos bancos de areia.
dente para o poente, Gm!lfle ao leste da serra grossa e amareÚada, formando aqui e ali, 'em
Hellena, Balança entre Porto Cal\'o e União. todo seu percurso, extensas ilhas núas, as vezes
S. j/Jci/1 em Leopoldina, Mamm no Jacuhype. atravessadas na sua maior largtira.
Mt1riruittT na !\htriz de Camaragibe, Forquilha na barra até Penedo. o rio nada offerece
ao sul da sen:::\ Mariquita e a oeste de S. Luiz de bello ao espectador ; as suas margens são
do Quitunde, MnntTitT ao sul da serra de S. baixas, alagadas e uniformes. Da cidade para
João, Teixeira a leste da serra Manaia. Gititu· cima, a proporção que o observador vae avan·
ba ao n01te de Mar.eió. l:"rll/'tl:lll ao norte de çando, scenarios novos originaes ,·ão se desen·
Atalaia. P<i/J de As.wt"ar ao norte ela cidade rolando alternati\·amentc ; ora, são as curvas
deste nome. H11rnlJ em S. Luiz do Quitunde, graciosas das collinas das st1as margens, as li-
Jtamararâ ao sul do Muricy. Q1mrcww ao norte nhas abruptas de morros alcantilados ; ora, as
de Itamaracá JJ1(wra. Agur! J·';·ia, S11rttiMJW , sinuosidades do rio, alongando-se aqui, estrei-
Cnmpestn em Porto CalYo, etc. tando-se adiante, desapparecendo as vezes em
longas cur\'aturas ou rcapparecendo ~o longe.
PDTAMGGRAPHIA semelhando largas fachas de prata ; ora, o pi·
ctoresco das suas numerosas ilhas ,·erdcjantes.
() systema potamographico do Estado. prin- onde pastam descuidosos grandes rebanhos de
cipalmentt: formado pela grande bacia do S. ,·arios gaJos e onde alYeja a casaria branca e
Francisco, comprehencle entre outras. as pe· alegre das. suas povoações; ora, a · · •<u•u•otu•t;,
quenas bacias dos rios Gimtrij:t' , S. I11~::,ud, l'a· das embarcações, de velas em par, abertas.
raln·ba. ii.Junda/1/[', S,mt" An1tmir1 Grande, Ca- brancas e pandas, rasgando rapidas a impetuC·
ma;agibe e 111anguahr. sidade rumorejante da corrente.
O principal rio é o S. Francisco, assim cha· O "i<\jante não cessa de olhar, encantado.
mado por haw:r sido descoberto no dia ele ~. ambas as marge\1$ ; o aspecto dos campos qu~
Franciscn de 13orja. a:>:> 1 o de 8utubrü de 1 52 2 surgem, regularmente cultivados. os arrosaes
a , 525, por Duarte Coelho Pereira ("') Xasce em ondulações. reflectindo o oiro do sol qu.:
na serra da:; Cana:;tr:ts. em Minas Geraes. na pende. as casarias agrestes. bisarramente dis-
cachoeira da Casei! ,1'_.\nta. cuja qu~cla mede seminadas. os bando:; dt: pa~sarinhos. espessos
203 m., atraYcssa acJuellc estado de ~ndoestc bnndos que atra,·es~am ele quando etn quando
para o nort<:. separa o,; estados da ilahw do de os ares num:1 gritaria de ensurdecer, os bar·
Pernambuco, Bahia t Sergipe do ele Alagoas e queiras que pa:;sam, que sobem citr descem. ao
neste, depoi:-; ele ter banhado ir. numeras po\·oa- csc11recer, ento:1nc!o as melopcas rudi:s'da sau-
\Ões,desagua por dois braços no atlantico.depois d:tne e dos amores ,que ficaram longe, talzez
de um curso ele 2 .<JOO kilometros. desenganados ...
A sna barra. as n~zes de mar agitadi:;simo. E'. em termo medi o, de r a 5 kiL
é de difficil acccs~o. na /taixa mar. em c~m,;e­ maior largura.
qucncia <lo baxio (.'(l;·dtio da Rarra, onde ape- Fica no territorio :1lagr:ano a. tão celebra·
nas se encontra 1 ~ pnlmos. e 22 napn'tr-mar- da cachoeira formada pelo S. Francisco. "An-
isto no canal granel\]. {) outro brac,:o. menos tes de chegar á cachoeira de nw/!1 ).1/im.w. diz
largo e fundo, é só accc::ssin:l {t pec~uena,; em· o c\ r. Espindola,(;.;.) o rio estreita-se reclmindo·St
barca~,..·,c:<. e são ambos mnd;~,·cis com as a 10 on 12 braças de largura. corre canalisado
cheia~.
e não subterraneo. como erradamente se tem
() S. Francisco come<~a n (:lH:her do n1;;z dito. por <lua:; cordilheira~; alcantillad:~s e pa·
de dezembro em diante : !;ua-; aguas en!prts· ral!cla:<. onde horrendos precínicios, escabroso.;
tam-se então ele uma. côr barret1ta ou amarellada. rochedos ·c escorn·gadi<,:as pc,~lr:ls com grande
que só no:> fins de abril. ~pócha dn \'asante. lt:· risco fl~rmittr.m r·o· as sf!as ag;t,rs. Esses pent:·
tomam a côr natural. t\s Yezt:s essas enchentes dos alcantilados que acompanham-no desde a
Vtrt;:;-r.m Nr:f,•nda são inacessi\·ci~·pa:ra acll~1Íttir
(•) ~ .\ttritHJL•·:tt.' l:!lnlwln 1\ .\1:wtin• \'t·~plldl't a ..;:s·l (],.-~..
(''} <í•·ojr rõl)lhin. .\ln,:•,tln:~.
l'"t."rtn •·::a ltiPO:•tul•,·oil•·t;,ul.
1_:\;fllCADOR GER.-\L 1>0 ESTADO DE ALAGO.-\S IS

l'hot.-J ATf fj ,\, T,,. p - I '(>;"ti':RtU L,


S:\.LTO GRA:\DE (cACHOEIRA DE PAL"LO xno~so)

a descida p.1ra o rio, excepto em mui poucos ilha da Tapera destaca \llll braço, que SC6UC
Jogares. como porto do .\a(J.!<~do .. onde ha pas- entre esta ilha e a margem direita c por sobre
sagem para a Bahia, e para Sergipe, como no 11111 leito de cachopos de granito ; braço que se
espessos itfolllê E.fotro. Sitio ~\ín·o ele., aperLam-no tanto subdivide, separando-se dclle outros menores
nu=ou em quando na cachoeira da (;arganta ou do rimil. que ahi em numero de 3· os quaes precipitam-se depois
_, , ...decer, · os bar- elle só tem Bs palmos ck largura : principiam em angulo recto para dentro elo braço principal.
ou descem. ao insensivelmente a arrazar-sc ela ilha do Ouro c :\o chegar ao primeiro salto despenha-se o rio
rud t S' da sau- muito mais do Traipu ', transformando-se em formando quatro catadupas semelhantes. e ao
talzez baixas collinas. AtC: Pão de .-\ssucar não ha, mesmo nível, de cujos lados escapam-se ligei-
pode-se dizer. espaço onde se possa edificar ros varios regatos de aljofarada torrente, e
a sua uma casa; entretanto que abaixo ele Pão de como que transviados das grandes massas vão
Assucar as margens offerecem um aspecto riso- alem confundir-se com estas em sua queda, as
nho e encantador-planícies \'crdes e extensas, quaes antes vem-se encaminhando para uma
bordadas por collinas e montes cobertos de hacia ou caldeira guarnecida de rochas nativas
abundante vegetação. avultando aqui e ali si- de granito, talhadas quasi a prumo. sita no le-
tios, fazendas de crear, engenhos de fabricar gar denominado All.l{iquinho, e formando antes
assucar, povoações. villas. cidades etc. \·arias cachoeirinhas c com as aguas destas uma
.;unente se tem "Todo o espa<;o comprehenclido entre a catadupa central, que appelliclamos JVép1111w,
tilladas e pa- Vargcm Rctlol/1/a e o salto grande da cachoeira donde correndo com muita velocidade para a
.o:>. escabroso;; de Paulo Affonso, pode considerar-se como uma referida bacia ou caldeira figuram com as suas
r:.s com grande só cataruta com varios; e repetidos saltos de brancas espumas c ondulações rebanhos de mi-
Esses pene- diversas alturas. lhares de carneiros em disparada juntos e a':;o-
am-no desde a "Uma legua antes de formar . esta ca- tovcllando-se. Desta bacia então estas aguas,
choeira o rio vem com maior velocidade cor- misturando-se com as de UJ;na catadupa do lado
pára adnüttir
o
remi~ em um plano incli~acio. X começo da da Bahia, precipitam-se em grossos rôlos de es-
t6 l~DICADOR GERAL l>O E STADO DE ALAGOAS

pumas e ondulações no fundo de um abysmo. ciadas as partes de que elia se compõe- acham
donde parecendo um rio de leite seguem fazen- se .t-J. palmos de altura e, medindo-se o gran-
do uma curta Yolta para a csq\1erda e se enca- de:: salto, acham-se 36, podendo calcular-se em
minham depois para a direita em anguln recto. perto de 700 a altura do leito inferior do rio,
"Em ultima analyse, a 7 podem-se reduzir abaixo deste, ao superior, acima das quatro
as cascatas, que constituem a cachoeira de primeiras catadupas.
Paulo Alfonso, cahindo 3 do meio do rio e -+ "Abaixo della, á margem esquerda, o rio
dos penh~os do lado da Bahia, parecendo que forma um grande sacco ou enseada, onde as
u 'a medonha penedia rasgara-se pa 1 a dar pas- aguas constituem um remanso, c para o qual
sagem a essa mole immensa d'agua. são arrojados pedaços de remos, de arvores e
"O effeito do grande salto é bem compa- outros objectos, que contidos pelas pontas dos
rado com o da explosão de u'a mina: porquanto rochedos, ahi pelo perpassar continuq das
essa mole immensa d'agua ao precipitar-se em aguas, tomam não só a levesa da cortiça, como
grandes rolos por entre rochedos alcantilados, diversas formas do corpo hmnan<>-- um pé, um
batendo, recuando c cspadanando, arroja aos femur. uma tíbia. uma costella, um coração, etc.
ares borbotões gigantescos; que se transformam " ~o limite dessa enseada acha-se a Fuma
em neblina, aqual sendo atirada pelos ventos rloJ' MltrtegoJ· que é um subterraneo por debai-
por sobre a margem opposta, a rega, c meta- xo de uma rocha escarpada, cuja entrada prin-
morphoseando-se em chuveiro ele lantejoulas cipal parece talhada a cinzel, notando-se ape-
brilhantes, estas caem para dentro do aby:;mo, nas um pequeno defeito de um lado - um
donde ergue-se uma poeira humida, a qual as angulo oblíquo. Essa entrada, que tem 3 bra-
vezes em certas manhans pondo-se a ca\'alleiro ças de altura e 6 palmos de largura, communi-
das serras visinhas dá Jogar a que seja vista da ca-se com uma gruta, que se prolonga para
serra dos Olhos d'Agua-a 6 legoas de distan- dentro c para cima na altura, seguramente, de
cia, comO uma pequena coiumna de fumo de 40 braças e um comprimento de 220 palmos,

um incend io ao longe. alargando-se para dentro. As paredes lateraes


"E' tal a fQrça de evaporação, que con- parecem lageadas, o tecto é abobadado e o pa-
densa com tamanha violencia o ar athmosphe- vimento terreo é tapetado de u'a. massa molle
rico a ponto de tomar-se absolutamente impos- e pul verulenta.
sível qu~ se possa arremessar um projectil alem "Ao lado esquerdo é a parede de argila, a
de 3 braças, por mais alentado que seja o bra- qual mina agua, e no seu começo, proxima a
ço; pelo que o vulgo ignorante ha considerado entrada principal, ha uma outra entrada mais
este sitio e ncantado. estreita e que comtnullica-se com immenso cor-
"O nlllgir surdo e continuado desta ca- redor em linha rccta. Chegando-se a qo pas·
choeira é tambem com justiça comparado aos sos uma luz apaga-se por si e ahi a respiração
preparos de um terremoto, parecendo servir de é comprimida, o que demonstra a pequena
acompanhamento a musica estrondosa ele seus quantidade de ar athmosphe'crico ali existente.
multiplos sons. Em qualquer Jogar o echo é " A abobada desse tunel é muito elevada.
admiravel. e o espaço pode dar abrigo, h}'pothcsc razoa-
"H a bem poucos annos existia no Angi- vel, a mais de 2 .oco pessoas. Essa furna é a
quillho, na grande queda ou salto, um rochedo n:sidencia dos morcegos.''
de granito de forma conica. de encontro ao Alem ela gtande cachoeira, outras existem,
qual se quebravam as aguas do rio, espadanan· rio abaixo, de somenos importancia, mas de
do á longa distancia e produzindo um fragor , aspectos surprehendentes, taes como as ela For·
um estampido tal que, augmentado ao ela queda <jttilha, do Tafttio, l'lu-r·em, Ventura, Trez Ir-
no abysmo, era ouvido nas manhans calmas c müoJ·, JJ.fa/lzada (;ramle, Gata, San·o, Garganta
ser-enas e em occasião de trovoadas. dizem. va- ou Fn11il, elo De.frmto Thomf!, Tttbaranas, do
lha a verdade, até na villa de Matta Grande ou Rnetml<ldtl, etc.
de Paulo Affonso, hoje porem, quando o \'ento X avegavel po1 mais de t.soo kil., no Es-
favorece, o seu mugir só se ou\'e a pouco menos tado, o é somente. na extensão de 300 kil..
de um quarto de legua, c, quando não. ~:ó mui- quasi toda a extensão limitrophe ; seria elle
tíssimo perto della, e, para melhor dizer, sobre uma das mais notaveis \'ias fluviaes se a ca-
dla. choeira ele l'aulo Affonso não interrompesse o
" Esta cachoeira não é vista pelo lado da seu longo e voh!rnoso curso.
Bahia, em virtude dos braços qtte se estendem Ainda assim é incontestavel o grande mo-
tomando-lhe·a frente. vimento commercial que se opera por este rio,
"O seu prit'!leiro salto medindo-se no co- em c~tjas margens demoram prosperas cidades
meço ·de setembro na maior vazante elo rio - deste e do Estado de Sergipe, Bahia, Pernam-
temro em que ~omente podem ser bem apre- buco e Minas.
DiDIC.\DOR GERAL DO ESTADO DE ALAGO.<\S !7

Penedo a primei-
ra cidade do S.
Francisco e q.ue
dista apenas 7 le-
guas da foz do rio,
é o ponto principal
dos vapores das di-
versas companhias
costeiras que regu-
larmente ahi tocam.
De. Penedo em di-
ante, rio acima, o
transporte é tam-
bem f«:.ito regular-
mente por peque-
nos vapo~:es, com
escalas peibs prin-
cipaes pontos. até
Piranhas, ponto ter-
minal e onde come-
çam as interrupções
pedregosas.
Alem dos vapo-
res essas ê::ommuni ·
cações são diaria-
mente feitas por
innumeras barca-
ças, canôas,_etc. A
communicação com
o alto S. Francisco
faz-se por interme-
dio da importante
estrada de ferro de
Paulo Affonso, de
u6 kil. a partir de
Piranhas, indo ter-
minar em Jatobá,
Pernambuco.
Dahi por diante
apezar de algwnas
ligeiras interru-
pções, o rio apre-
senta magnifi c os
portos, e favorece
o seu longo curso
as regi~es que as Phot.-JA 'Tt;BÁ. T_yp,-{~()).f){~RCI \l;,

suas límpidas aguas 0P.AX0l~ QUF.DA. ( CACB.OlURA DE PAULO Al'TO~SO)


banham.
O S. Francísco conta um grande numero pedregosas, mas os arredores são cobertos de
de affluentes em ambas as margens. Os mais extensos carnaubaes.
notaveis da margem esquerda ou do lado das Entre a foz deste afflucnte e a do rio Xin·
:\.lagoas, são : gó se acha comprehendido o espaçe> CJ!ll que
se limita Alagoas com a Hahia.
- Moxotó, com r33 k.il. nasce na serra do - Cltb~Ços, nasce acima de Paulo AlTonso
AJaripe em Pernambuco e depois de separar e desagua um pouco abaixo do porto de Pira-
~d o grande mo- este Estado do de Alagoas, desa..,crua legua e nhas. E' p~goso e sccca pelo verão.
a por este rio. meia acima da cachoeira de Paulo Affonso. - Ipanema. nasce em Pernambuco c dcs-
pnhperas cidades Apezar do seu grande curso secca pelo verão.
, Bahia. Pernatn- agua abaixo da cidade de Pão d' Assucar. Pouco
As margens são em grande parte extremamente navegavel.
t8 I~DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS li:XD

- Tnrijní, tambem pouco na\·ega ·e\, nas- ~lu=-<.DAHU, nasce como o Para~yoll, em
ce na Palmeira dos Indios e desagua um pouco Garanhuns : corta Alagoas de oeste ~ra· lesté,
abaixo de Traipú. Os campos por onde corre banha as cidades e po,·oações de S. José da
este rio são os melhores conhecidos para a Lage, t;nião, Branquinha, :o-:icho, Murit:y;:Ita-
creaçllo. maracá, Bom Jardim. Rio L~rgo, Cachoeil'lt e
- Iliuba, pouco navegavel ; Boasira, Pi- Santa Luzia do :-.lorte. e clesagua na Lagôil:do
tmky, Rio da Cruz, .Balllqlle, Grit,zdor, Xingó, Norte, depois de I s6 kil. de curso. o Mulldà-
Cr4fla1í , FaUtuitJ, A~uas Murlas, Pa11 Ferro, ltu é bastante inter:ompido por pequenos e
Fa;/.;as, Fundo, Ay6, Poção, Piranhas, Capia, constantes rapiclos ; é s6 navegavel por canôas
Riadt8.o, Co/(}1Je//o, Sacco de Cimcl, Gnmtie, Ra- até a povoação de Cachoeira, quando o rio
bello, Mar-iluba, Gura!JY e outros, são rios de cheio. Corta um longo e rico vale, onde assen-
tam alem ele grande numero de engenhos. di-
pouca mont~.
versas fabricas de tecidos, oleos, alco0l e tijol-
; CoRURIPE, com um curso de xz8 kil. nasce
los, com transporte facil por ser servido pela
entre a. serra do Boni.fac:io e Cabaceiros, no
Altrgotu R11ilwa)'. O Mundalw tem um grande
município da l'almeir.a, e depois de atravessar
numero de tributarias, sendo os prin:::ipaes o
um extenso e riquíssimo vale, .desagua no
Cltibtmta, GnltW'{.I"·aUII, .Rlj'flP)', 'I(~bacal, 11-fu-
atlantico, 2 kil. abaixo da cidade de seu nome.
~·iq, JJ[mtd!Tiw'-Mirim, Frecha!, Beberibe, •Ca-
E' il.avegavel por navios de pequ~no calad6·. tin.r;a. Bra11ca, Grmuli!, Branquitiha, Sapttcaia,
De suas nascentes até um pouco abaixo do Li-
Arei,r, CmuMbrm•,r, Sueca, Cmzhulu, Giboia, Ca·
moeiro, o Gurm·ipe é extremamente pedregos:> ;
mnrntuba, Ct7mbJÚII, Salttbrt, Vtinta e outros.
atravessa bellos campos de pastagens, e dahi
até a foz os terr~nos da sua bacia são proprios .llüRDt, depois de 72 kil. de curso, lança-
para to:ias as culturas e. cobertos de uma vege- se no utlantico, deixando as suas nll:scentes na
tação magnífica. São tributarias o Pía,ulty, serra do Pindobal, no Muricy ; corre sobre um
.Sr'e_ío, Vrub6., Taman.dztá, e outros. vale fortemente embrejado, mas admiravel-
S. MIGUEL, nasce em Anadia, no sitio Uru- mente fertil para.a cultura da canna e de va-
ba, hanha as cidades de Anadia e S. Miguel, rios cereaes. E' pouco na,·egavel ; o seu aflu-
atra' essa a lagôa do mesmo nome e depois de ente principal é o S'lurle. A sua margem ficam
um curso de 106 kil. desagua no atlantic::>. as povoações de Mirim e Ipioca. .
Seria francaJUente navegavel se se c::mse- SA~TO A~TONIO GRANDE, nasce na·!;erra
guisse, não só retirar a gFande pedra que quasi da Mariquita, recebe o P"ço C:1rlado, o Fltlm'en-
fecha a sua foz, como desobstruil-o das volu- guinha, e Getitub.l, conta 93 kil. de curso, e é
mos~ s balsas que impedem e difficultam a na- navegavel até S. Luiz do Quitunde, cerca de
vegação. 25 kiL A sua barra não é ·de facil accesso e
. O S. Miguel como o Coruripe, atravessa forma junto a povoação de Santo Antonio um
um fert\lissimo vale, em grande parte ainda vasto, profundo e magnífico· porto.
inai roveitado. Corta um terreno muito fertil e muito ·pro-
São tributarios o Cachoeira, Brejo, Tijztco, ductivo.
Sitio Velho, Girimztm e outros. CAMARAGIBE, nasce nl\, sa.rra ·do Bolão
PARAllYDA, tem as suas nascentes em Ga· União, atravessa, na exten;t;: de x x6 kil. un~
ranhuns, Pernambuco, atravessa as Alagoas de terreno riquíssimo proprio para todas ai.:OI:l~tu­
oeste para leste e desagua, apoz 200 kil. ele ras, coberto de uma vegetação prodigiosa .e ve.m
cu r! o, por dois braços no .lago Manguaba, meia desagttar no atlantico, depois de receber os
legt:a ao sul da futurosa cidade do Pilar. Dois, Galhos, o Encmztelltzdo, Stlledade, Cama-
O seu leito bastante pedregoso e enca- ra~ibe-Mirim, M estre, Ritzchão, •Riaclto Branco,
chodrado impede a navegação mesmo perto de Suares, Bastiât1, Vermelho, Farinha, Velha, Co-
sua foz. Nas suas margens ficam as pr.osperas {fl,/,.&,outros. A 30 kil. da foz fica a florescente
cid~des de Victoria, Viçosa, Parahyba, Atalaia cidade do Passo de Camaragíbe, porto .de. con-
e m :ras. localidades , . strucção de pequenos navi~. ,4 barra entre-
O vale do Parahyba é de exhuberancia tanto é m:i, embora o rio abi' apreSente. wna
adrr ravel ; é talvez o mais cultivado e produ- largura de 2 ou mais kil. formàndo um an~ora­
cti\ o do Estado e de facil transporte, qu~r flu- douro profundo e perfeitamente abrigado.
y;al quer terrestre, para a capital. MANGUABA , percorre um vale admiravel
Muitos são os tributarias .do Parahyb(l, de fertilidade, na extensl-<> de 95 ICil. desde~
de~ tacando-se D Gravatá, Cruz das A~mas, Ta- serra do Gavião, em Leopoldina, até à sua· foi
qut ra, Cavtu·o, CrtJzes, Cassamba, Poço Gran- n_o atlantico. E' na\'egavel até pequena disttn-
de, Ribeira tÚJ Paral1yba, com 35 kil.~ Pau }?erro, Cia da barra, pedregQsa e de difficil aceesso; A
S tmno, Borarema, Quebra11gulo ç pa,rangaba :zs kil., rio acima, fica. a famosa cidadd dt>Porto
com 82 kil. de curso. .Calvo. . Os seus _principaes tributarios ·slt> f'Ga-
I:\DICADOR GERAL DO ESTADO . DE ALAGOAS 19

1:i<(o, C~neca, Mtrnglltrbinlw, Car_l', Commandei,


Oulros varios canaes· iormam diversas pe-
Parahybll, em quenas ilhas, cobertas de verdes mangues-, ou
para leste, tuba, T.tpamondf>. Simâõ Ah·N, Jfmaitá. 11/za,
de extensos e preciosos coquciraes, muito fer-
de S. José da Agua Fria e outros.
Muitos outros rios, correm no Estado, con- teis e bastante povoados. Só em alguns pontos
Muricy;:Jta:- é francamente navegavel ; os bancos innume-
Cachôein e correndo grandemente para a fertilisação con-
stante e ·admir.;wel que se observa em todos os raveis de sururus e ostras, as corôas de areias,
na Lagôà ·do ameaçam o soterramento completo desta· im-
O Mtm'da- terrenos. portantíssima lagoa, donde parte da P.Opnlação
Os prj.ncipa~s. são :
GE<..!·u 'i( 'com 100 kil. de curso. ~asce este da capital, suburbios e povoações adjacentes,
tiram o sustento quotidiano.
rio na ~~rra dç Lt1!lga, em .\nadia. e cçrre por
entre os dois rios ('omr~IJe e S. Miguel e des- MANGUABA, com 50 kil. de comprimento
emboca na )agôa q~1e lhe· toma o nome. e 6 de largura,. é a maior do Estado ; banha as
GE1'1TUBA; nasce na serra db seu nome, cidooes do Pilar, c Alagoas e povoações visi-
com 94 kiÍ. de curso e·recebe o Cahida rl'Aguá, nha.'l. Mais profunda que a elo Norte é navega-
o .Hetiiillga, o Capimttl e Ottro. velem toda a sua extensão por pequenos va-
T A'tUA.MUN.HA, com 90 kil. desagua no atlan- pores diarios, que parte).ll do Trapiche e vão ao
tico.e é pouco navegavel. Pilar, grande numero de barcaças, canôas, etc.
}ACUHYPE, pertence a bacia do Una, nasce Em outros tempos, dizem, .foram estas la-
na serra do Bolão e desagua nesse rio. depois gnas sulcadas por navios de.maior bordo; hoje
de 138 kil. de extensão. Separa em parte este porem a sua barra dá accesso somente. á pe-
Estado do de Pernambuco, e atra\·essa um vale quenas embarcações, em vista do grande m:>lhe
coberto de uma \·egetação florestal, prodigiosa- natural que se lhe ostenta em frente. Estas
mente fertil e rico. duas lagôas, parallelamente estendidas, pela
TAQUARA, tem as suas nascentes na serra forma das suas bacias, dão-nos a idca de. que
dos ·Pilões e desemboca no Jacuhype. em frente foram em remotas epochas, dois magnificos por-
a colonia de Leopoldina, depõis de um longo tos profundos e extensos, onde o oceano pene-
C\trso. Este rio tambem separa em parte as trava altivo e forte, enchendo todas as depres
Alagoas de Pernambuco. sões c sinuosidades das suas costas,
Temos ai.nda uma infinidade d'outros, maio- )1<~QUU~, no município ele S. Miguel, com
res 01:1 menores, cujos principaes são: Prntag)', r6 kil. e meio de comprimento e 400 m. de lar-
Jiuareâca, Garça Tvrta, Doce, Pz'oca, Sauassahy gura, tem de 8 a I 5 braças de fundo e é consí-
(onde,se encontram ainda os restos de um for- sidcravellncnte piscosa.
te hollandez). Paripoeira, Sapumh_l', Rio dos Esct;RA, no Comripe, entre Jequia' e Po-
Paos , Mtrrtt)jf'%)', Pirassimmga (que separa o xim, com legua e meia de comprimento e r/ 4
Estado do de Pernambuco), Niquim , :Bebedou- de largura, é funda e muito piscosa.
ro; Remetliv, Salgado do Sul, CarrapatitzhtJ, Gre- TAHOLKíRO, tambem no Coruripe, é da
gt~rio, Talabarte. 1l1aramjá. (irm<lr.'itJ. Calugi, mesma extensão que a L·úmra e muito piscosa,
Mosquito , Sub,rúma, Utinga, Ctmlwto, Cabe.~a AGl'AXU~IA, em Coruripc, menor que a
de Porco, S. Joti4, (. ·,:v. Riacldio, Castanha, precedente, é tambem muito piscosa.
Carão 1lfarreca etc. Tumo' no município de Coruripe, é con-
tinuação da Escura.
LAGCS OU LAGOAS PACAS, no município de S. !·.Jíguel, com z
· O Estado devr.: o seu nome ao grande nu- kil. de comprimento e 66o m. de largura.
mero de lagoas que existem no seu territorio e DocE, em S. Miguel, com 2 kil. de com-
que concorrem para inteirar o seu systema hy- primento e meio kil. (le largura.
drographico. COMPRIDA, em S. lVfiguel, com 2 kil. e
As principaes são : meio de comprimento e z ele largura.
MANGliK, em S. l'l'figuel, com z e meio kil.
Mu::-<DAHU' ou LAGOA DO ~ ORTE, ·com 17
kil. de comp::imento e 1 2 de ,largura, banha as de comprimento e um de largura.
TABOADO, em S. Miguel, com 4 kil. e meio
pitorescas povoações de Santa Luzia do );orte,
Coqueiro Secco, Fernão V e\ho, Pedreiras, Be- de comprimento e 2 de largura.
bedouro, Trapiche da Barra, Pontal da Barra, AZEDA, em S. Miguel, com 3 kil. de com
e parte da capital pelo porto da Levada. primento e 2 de largura.
Faz juncção com a lagoa Ma11guabt~ no JACARECICA, em S. Miguel, com 3 kil. de
sangradoiro da Gíboia, em frente ao Pontal, e comprimento e 2 de largura.
com ella se communica por dois canaes paral- NTQUL\1, em S. Miguel, com 4 kil. de com
lelos, de pouco fundo, em cujas margens demo- primento e z de largura. Todas as lagoas do
ram • pictorescas vivendas .e sitios agrada be- municipio de S. Miguel, tem as suas margen;
líssimos. cobertas, em grande parte, de longos coqueiraes..
20 l:Xl>ICADOR GERAL DO ESTADO DF. ALAGOAS

prestam-se muito bem para o plantio ela canna . SA~TO A. GR~.t,íDE. egual ao de Camara-
e cereaes. São todas abundantemente piscosas. g1be.
P.~os. no município do Poxim. pequena c PrrtiRA, ,·asta enseada, na fóz do Poxim.
sem importancia. um dos melhores portos.
SANTA LUZIA, em Coruripe, é pequena e
S. MIGUEL. de difficil accesso. mas vasto
rasa. c seguro.
PoXIM. no município do mesmo nome. em
sua barra fica a povoação do Poxim. BATEL, bom ancoradouro na barra do Co-
LAG<M FUNDA, no po,·oado do mesmo ruripe.
nome. sem importancia. PoRTO rH~ P~:nRAs. na embocadura do
Formadas pelo rio S. FrantiJ"t't', existem as l\1 anguaba, dcsab:-iciado.
lagoas do - Sac.-o do Afedeinu. P·n-to. P1ic1 ,/,• . FRA~~-~;?.. :í. :: leguas da capital, porto da
A.-~·!lt'tlr, CarlrJJ'. Jgrt)Íl. (.'oqttÚr(J. CompriJa. antiga capltal. d..:::;abrigado pelo sul. Existe ahi
Tapui1z. Santa, Ra/Jdi1J, Batoque. Jaro/Jinrr. Sru- um lazarl.!tto.
t'tl tfe Cima. Bt>aHÍt'a. c outras. Esta ultima tem
cerca de 2 leguas de comprimento c meia de
JEl!li :.\ formado pelo rio do mesmo nome.
hrgura. as suas margens são apro\·citacbs, du- . J>~:BA. porto \·asto e profundo, porem de~­
abngado completamente.
rante as scccas. para o plantio elo armz.
P~::-\Eno. no rio S. Francisco. onde assen-
São todas abundankmentc po,·o::tdas de ta a cidade deste nome, é um ancoradouro vas-
peixes de varias especies. tíssimo c completamente seguro.
Alem das formadas pelo S. Fmnci~c~,. \':l-
rias outras lagoas. existem pelo centro do Esta· PllHTAS :;: BAIXIOS
do, algumas periodica~. outras dê fontes pe-
rennes e incxgotaveis, e que são o amparo da:;
. A_ costa offer..:ce as seguintes pontas : dr
populações c anin)aes quandos ac:->ssndos pdas Pt<'rlt1 JUnto a barra de Santo Antonio Grande.
grandes seccas. As mais nota\·eis são : -- a de .~1r.J.fO. aa norte de lpioca, JJ1'irim - perto dn
! · .',Jf!l.' ,~[artitls, Vearlos. Cm·alil'J'. Jérmdlla.
no do mesmo nome, Vérde - ao nordeste da
n?s.-,,~-~~ . .r;rrie. Pedra, Teixtira, illanim/Ju'. J1á-
capital. S . .iVIt>;uel na barra deste rio, Azeda-
rinlw, (~') CmtsellttJ, ;Vetto. ek. ao sul desta ultima . C1Jntrtpe - no Coruripc.
PeM - peno da fóz do .S. Francisco.
PORTOS E ANCORADOUROS ~a lagóa do .,.Vi/rte existem as do Preithai
Ponta Gros.>t1, I'<uar•irtl. P1mtal rltl flarr,r. ,
Os prmcipae~ portos c ancoradouros do
Cadóz. ·
Fslado são : - Os l~axios principaes são-- o do ./ajJ/Í
JARAt;u.o\, o mais importante do Estado. Lagu ti" Altah_1·. c os elo D. Rt>driKO. compn:-
sCtYe de ancoradouro aos navios que deman-
henc!ldo:; entre a:: barras dos rios S. Franci~­
dam a capital. co, Coruripc e S. Miguel. ('"~
E' de facil accesso, vasto e bastante se-
. A costa é extren;amente' accidentada pelo,.
guro peLo lado do norte, naturalmente amparado
rec1fcs que Ih<! correm parallelos, de norte a
pelo grande recife coralino que borda o litoral :
suL com pequenas intêrrup~ões. ora descober-
é desabrigado pelo sul. Estão fei tos importan·
to:;. ora ocultos. ond.: quebram fnworosamentt:
!.es estl!Clos hyclraulicos para melhoramento des-
as ondas do atiantico c constitucn~ os vario:-
te porto: q\1e em futuro será un1 dos primeiros
pOílOs do litoraL
do Hrazll.
PAJ l;ssÁ RA, grande enseada e excellente
ILHAS
abrigo para a.s embarcações de lotação media;
é ligado ao de Jar aguá ou melhor é uma conti-
~enhuma ilha na costa.
nuação deste porto, tambem amparado pelo re- em grande numero. são
cife que lhe corre em frente. pelo rio S. Francisco ou
BARRA GRANDE, excellente porto ao !\.
iVf anguaba.
do Estado, vaslo e de fundo regular. E' tam-
bem desamparado pelo lado do 'sul.
t~ t :\"uiot bahiol" •lt~ ' 'i) ltodrh:u" na.nf:•tt.~nn ~ntl556
CA 'lARAGlBE, porto formado pelo rio deste
14')57 , •' eara n•)l;t •11h-' e(;uduzin c}P. t,l:".hl\n. o prlmt:-iro bl~J)O
nome. vasto e bem abrigado, mas de difficil ac-
B:·a;dl- It. l'f••h·o F••l'llfUHIPM ~ur·dlulu\. tlPvnrndQ r:oru
cesso a "ua barra. -tt•OI4 infuc tnua.tlo~ C'<.Hupn.Hh•·h· o~ p..-lo~ Cah•·tt-~. ~elv
•PH' hahit o.nun n••:-:4t• toJHp" u Ht.orol co~upr,,hPntf hl«'

('J S1lJ>piW.·SP ~lll,.tlr 110 •eu leito ~randes tbe<~ouro~ :l<l- UI\UU1Jt!,. t·~nt-~, f'<~tH'l\iU tl.l'4r.:-t'-i t'O~f 'l~ Htc lH•f:nl)itll-' tt'tlTt~.

J!llltnrln" pP.!o~ bollan<lv•.e• <iu>utdo al\l:ll~Mdo• pelos natu- ,.n,.. Pinwut.} \'hctn.~~~l•)f" l'eds·n ..\ l\':l~ t'nl•rnl. qm .\tltfl fJt'
TMti'9Jtortup;neze•. (Ma•·a.~c:up.:.n 110Hl \'t\~ qUP t~Stil t'()Ulpr•)ht)lldhlt::Jl õlU;{ li)G t1f' Jn.tit~hlf~ :11
1.~ DlCAI.>OR Gr:RAL DO ESTADO DE ALAGOAS 21

As dv ~· . Francisco são. acima da cachoeira menso, apresentando os recortes das suas mar-
de !iwlo ...~!7ÜIIJ'il : - 7/rpo·a, fi(Jriflltllm. Felix gens ou costas, os mais pictorescos panoramas.
do Poxitn. d,r Pmia, e S. GiJn;:a!tl. No baixo S. Francisco c perspectivas encantadoras. Tem uma egreja
sàtl principaes : sob a invocação do seu nome, uma cadeira de
B1n:]o GRANOF. ou PARAUN'A, já perten- instrucção c muitos fogos ; exporta côco:;,
cente as Alagoas e hoje sob domínio de Sergipe, fructos diversos e alguns cereaes.
que del!a se apoderou descripcionariamente. E' a mais importante das ilhas. Na mar-
1:'..2 b:uTa do Co-
pelo consenso tacito das autoridades civis. ju- gem opposta, no continente, demoram os mais
cliciarias e policiaes do Estado. deliciosos sítios com agua~as puras e crystall~
E' de terreno fertilissimo e coberta de nas e que servem de rcfug1o a população da
uma \'egetação exhuberante. Tem muitos en- capital durante os mezes de dezembro e janeiro.
g-enhos de fabricar assucar. muito povoada, se-
parada do continente por um braço do S. .Fmn- ILHA GRANDE, com 4 kil. de comprimento
á.l'(/1, hoje entulhado em parte pelos seos ha- e um de largura, em parte esteril.
bitante~. PoRTO, unida á dos Frrulu, com 3 kil. de
:--io ecclesiastico faz parte da freguezia comprimento e um e meio de largura, muito
alag-oana ele Piassabussú. fertil, com extensos coqueiraes, mangu~ira<;, ca-
lutA GRANDE, muito cultivada e produé- jueiros. jaqueiras etc As outras, taes como
ti\'a, um pouco abaixo do Penedo. Barreira ..-, Titltt-tlssu', Carll'Z, Pacavira, Clrro-
B(lls, baixa. fertil e muito povoada. ('OJ', ./ti~·{> da Síh•a, .F'ogo, Laurialla, Guariba.f,
FERRO, acima de Pão de Assucar, é um apenas po\'oadas de coqueiros, não tem impor-
rochedo granítico, com um banco de areia n 'um tancia.
dos lados.
pontas : elo S. PEDRO DIAS, perto do morro Surubim. CLIMA E SALUBRIDADE
~-• rtnioGrande. com um extenso banco de areia, muito po,·oa-
-perto do da e florescente, hoje sob o dominio completo Caracterisa-se no Estado, no litoral pela
ao nordeste da de Sergipe... sua relativa uniformidade. quente, humido. ape-
rio. A zetla ··-- AREIA, sem importancia. nas refrescado pelas brisas marinhas ; no ü:te-
- no Coruripe. ARATicu:-t, com algumas povoações e al- rior, se nos apresenta quente, secco, porem,
gum culti\'O. saudavcl e de noites frescas.
OuRo, povoada e fertil. tambem sob o do-
Os ventos no verão, são mais frequente~
mínio de Sergipe. os de E. e E. S. E. e menos frequentes os de
~. S. nos PR.\ZF.RES, defronte da barra do N. K e E. N. E. Os terracs desta estação so·
lpanema, com uma igreja construída em 169~, pram do N. para N. 0., e em geral pennanece:n
muito povoada e productiva. até ás I o horas do dia. Os do inverno, m:ti:;
lSTANS, de pequena importancia. da qual
frequentes, são : - de E. S. E., S. E. e S. S. E.
se apossou Sergipe. e S. e pouco frequente. Os terraes são de S.
:\ lem destas ha varias outras de pouca O. e menos fortes.
monta taes como: Borda da Malta, Ci1r,ía:;, Quanto a distribuição das chuvas princ!-
Dnnanda, Joaquim Sant'Amur. Lagoa Compri- piam ellas em março e terminam em setembro
da,_\·. .)'. do Rosario, S. Braz, CajueirtJ, Ma- e algumas vezes em outubro. O verão de ordi
noel T!wmÍ', Ponta Gros.m, Urubrí. Ra11gel. .lJfa- nario só conta cinco mezes de estação, absor-
IIOel Virtor. l.agoa , i'lir11wsinha, Graças, Mifw,
vendo a quadra das chuva:; a maior parte do
J'intlo/Ja. Di,r/Jinlw.•)·a(t'O. <...iNfiii!Ír(}. ,)(wde, l.a- anno. O inverno é mais forte nos mezes de
.::a mar. .-lnloitÚI I 'idorino, /ost; lgnacio. lWajor maio, junho, julho e agosto e o verão em de-
As que existem. l.e,utdro . .-lntonio Rodrigues. Cutia. Tiwares, zembro.
já formadas Padre /tltT'/ltÍm. H_rpolito. Lamariio, Anlo!Jio
/osÍ'. Hittmctntrl, S. Pedro. !lamba. Afmwel Al- E' em geral salubre o clima. No litoral e
lagoas Norte c nas margens baixas dos rios e lagoas, particu-
z·e~-. !Janio, Ga/lildlllj . Hdttmc. A ndorinhn, Ca-
dlimblio. H,, rn1, C~rjuifl'. Gmuli:m. llftmte, Cir: larmente quando as aguas baixam, reinam de
/um/Ji. Hritto, D. Tltere:;,,, J,J.íÍ' do Carmo. /J. algum modo, as febres palustres, as sesões,
Clara. ltit'tl. c outras. etc. ; no verão registram-se as molestias do
As formadas pelas lagoas ivilrte e Man- apparelho gastro intestinal. O interior é muito
gualm, são : mais saudavel ; as molestias pulmonares, as
~.\:-.~ rA RITT.-\. ;\ pouca distancia da capi-
febres, etc., são raras ; ha entretanto as de na-
.e tt~:"nrfra" ten·tl~. pru· tal, com 7 kil. e meio de comprimento e 3 de tureza inflamatoria.
•w .1 b•ll.<k 15'"'· largura. formada pdos canae:; da .'>i'l'i/ta ao A febre amarella, o beriberi e o cholera,
oriente e dos RemedíciJ, ao occidenlc ; é cohcrta pouquíssimas vezes tem visitado o solo ala-
em toda sua extensão por um coq\lt' ·r.tl :·u- goano.
22 I~DICADOR GERAL DO EST:-\DO DE' 1~l.AGOAS.

huranhen. muricy .. mulungtí, .mussambê, mu-


Produc~ões naturaes tamba. oiti. ora-pro-nobls, ortiga, p:io-brazíl ou
ibirapitanga, páo-ferro, pão d'oleo, pão-lacre,
VEGETAES
pão-pereira. pio santo, paratuclo, parietaria, pé
O Estado de Alagoas, sobre ser, em com- de gallinha, pimenta d:agua, pinheiro de purga,
paração com 65' Estados 'do .-\mazm1as, Pal'á. pitanga. quitoco;rabo de bugi, sacastrepe, sal-
Goyaz e !\fatto Grosso, quasi pobre no reino ""• sipó de chumbo. _c;i pó de tayuyá. sipó de
vegetal, tem .comt.uclo, uma vegeta~ão mais timbó. tamarindo, tanchagcm, tapiá, tatajúba,
exhuberantc. rica t: variada. que qualquer dos tiajtí ou sipó de leite. tinhorão, tipi, tiquim,
trevo. aquatico, tucmn, vassoura; velame. etc.
Estados da Europa.
:\. região das mattas. que occupa os terre- Cim.i·tru((jà(} - amareli o propriamente dito
nos mais baixos do .Estado. apresenta as \'ezes. e vin!latico, angico, bordãosinho, cedro. cora-
con1o em Jacuhype. uma exhuber'ancia flores- ção de negro, gejuiba. genipapeiro. gitahy, ja-
tal de ordem taJ. CJUC Se c\u\·ida que haja Sl;f:Íe· c:üand(t, jaqueira. jr.tobá. louro, páo d'arco,
rior oli mesmo que se lhe eguale. púo santo. parahyba. peroba. pitimijú, tatajuba,
O ~o~o é riquíssimo : as iirvores na~cem c violeta. an;,reli1;1 . canella preta grapiapunha,
crescem espdnt.a neamente. n\1m abandono so- gt,landim, garabú. imbiriba, ipé, licurana. man-
berano. rompendo alti\·amente os espac,;os : ha da1o. massaranduba, mirindiba. páo de jangada,
uma prodigiosa Yariedadc çlc plantas mcdici- pequim, quiri. sapucaia, sucupira. tapionhã, vis-
naes. de construcção, tin{uraria. cordoari;l, tcx- gueiro, aroeita, barbatimão. brabú, braúna. ca-
tis. resinosas. aromaticas. oleosas, flor iferas-, mas:;ari, cocão, enxundía, giquitibá, gororóba,
fructiferas, ou al:menticias, etc. imbira.·irapicuní, jaguaraná, malhado, Maria-
.Afetlinn,ltS-:- col)tam-se entre muitas as preta, miranda, p<'w-ferro, etc.
seguintes: Açafrão, agrião. aguapé nu golphos, ·n·nttmrria- contam-se :o 'acà.frão, an-
alcac,;uz, alecrim do campo. alface, alfan!ca de giCo. ~avoeiro', catinga de porco; guarabú, ca-
cjbra. alfavaca do campo, algoclãoc iro (differen- jurú. mangue, gra\·atá, cocrana, barbatimão
tes especies) . almecega. ambahyba ou imbaúba, corana-Christi, cuípuna . gengibre, gitahy, mu-
ananazeiro, ,angclim, 'ângico, araruta. araticun~­ ricy. tinho rão. paco,·a h:·a,·a. pá0-amarello. pá<r
apé, aratictiÍn do mattfi. araticum do rio. aro- brazil. púo d'a'rco. páo-ferro. tatajuba, urucú etc.
eira. arrebenta boi, <1l:roz . . árruda, an·orc do Textis - temos o tucum. piassaba, sapu-
balsamo. arvore da castidade. harauna. barba- caia. ananaz .' pita, gra,·atú, algodào, coroá, pi-:>-
timão. batata de purga. baunilha, bacupari, doba, ariticum. carnahuba etc.
bethe ou hcn·a de anta. bonina, hoãS noíte!;, Rc.,·i,/osas e ;;ommo.'rtr.r - \1 angabeira. ga-
broma. bucha ou cabacinho, cafeeiro. caibim mclleira. massaranduba, figueira. jatobá, angico,
ou folha de carne, camará branco c \·ermelho, cajazeirn, cajueiro. \·elame, batata de purga.
canna de assucar. canna-fistul:~, capéba ou pe- araruta. hcr\'à' babosa (!te.
riparoba, cajueiro. carrapicho. cardo santo, 0/eos,rs - Côco, clencle,' pindoba, copa-
caroba. cebola senscm, chanana, cidra. coerana hy'ba, jancliroba, mamoeiro, sapucaia. algoclãoei-
ou canema. coit<E. contra-herva. copahyba. cor- ro, pindahyba, mamona, jaracatiá etc.
dão de frade, coryncliba, cravo romano ou ele AramaiÍ<'t7.1'- cravei ro, baunilha, lourinho,
defunto. crysta de gallo, douradinha dos cam- cmbiriba, alecrim (.te.
pos, endro, fedegoso. fumo, gamelleira, ~engi­ Entre as .l~r!meíras temos : o ouricurv.
bre, gepipapeiro . .u-~~rv1o. girgelim, giquiri , giti- oricuri roba, assa h v, carnahuba, caroá. catoÍé
rana, g1tahy, gitó, goiabeira, grama da praia, puruman. cnqueir~ da Bahia, dendê, imburi.
gravatá, grumixama, gajurú, guandú, herva- piassa])a, pindoba. tucum. etc.
habosa, herva de bicho, herva cidreira, hcrva Floriferas - encontram-se alem das espe-
de cobra ou de sangue, hcrva lancêta, herva cies acclimatadas, uma variedade prodigiosa de
moura. herva de passarinho, herva de rato, her- flores agrestes. odoríferas e exoticas. São c<r
va de Santa ~1.aria, hortelãn do matto, herva muns as trepadeiras de differentc:> qualidades,
pimenta, imbé, imbi ra, imburana, írnbuzeiro, as parazitas etc.
ipecacuanha branca, jalapa, jarrinha, jaracatiá, . h·ttdij_ems - são representadas pelas es-
ja.tobá, jequitibá, junsa, jurcma joazeiro, juru- pecJes segmntes : amoreira da matta. ariticum
béha, larangcira, limão, lima, língua de vacca, (diversas qualidades) . hacupari, bamboré. ba-
lôco, l.osna, macachcira, macella, malva, mal- tinga. caexacderi, cajuí. cajú. camboim. cam-
vaisco, malmequer, mamoeiro, mamona, man- bucá. camucá, chiquechique. cravatá ou grava-
dacarú, mandioca. mangabeira, mangerona elo tá, cruanha. cruirí ou gorguri, gcriguitiá, jan
campo, mão de moça, Maria Anninha, massa- diro~)a, cajurú, guabirabas. imbtí, ingú (diffe-
randt1ba, mastrHÇJ, maU apasto, mentrasto, mi- re~tes) jaboticaba. jatobá. macambira, manga-
lho, mangerioba, mimosa sen~itiva, moncsia ou beira, mapurenga maracujá. (differentes) mar
1::\IHC\I>OR GERAL DO ESTADO DE AL\GOAS

lha, piranha, caranha, piau, carâs. caborge, mo- MINERAES


rt!s, alem dos peixes do alto ou do ·mt1r, como: a
cavalla, dourado. serra. xaréo. garoupa. tubarão. Poucos est\1dos se tem feito do solo ala-
bôto. espada. bejupirá. cação, urubaiana, cíóba, goano : sahe-$e contudo que elle é formado na
piraróba. cangulo. gallo, pescada, anxova, gras- sua maior parte de granito, granito gneiss ou
suma, etc .. nos mo/lusws - temos. ostras. les- granito graúdo, argillél vermelha e maçapê. ( >
mas, sanguesugas, polvos, sururús, massuníns, reino mineral é por conseguinte pouco conhe-
!>Crdigões de. cido e inexplorado.
.-\ dmse dtl.f Cnulllceos - tem : os cama- Todavia nllo duvidamos de affirmar que.
r<ks, pitús. lagostas, lagostim, <Hatús, caran- não somos tão pobres, como erradamente se
gueijo. caracól, uçá. siris. goyamuns etc. pensa; fosse o nosso solo competentemente ex-
A da.rse do,· htst:dos - é pouco conhecida, plorado e veriamos surgir das suas entranhas
ma:> muito variada. H a uma infinidade de bor- fecundíssimas, a riqueza immensa que a nossa
boleta~. pyrilampos, \·espas. formigas, moscas, falta de recursos vae ahi deixando accumulada
mosquitos. grillos. gafanhotos. aranhas di\·ersas. n'uma indifferença admiravel...
<.'scorpião. cigarras, zigue-zigues. lx~souros. ele.
Os /tymmopteros mais conhecidos s:lo : Ha entretanto, á ftor da terra, á beira dos
unH;tí, tubiba. arapiná. arapuá. mumbuca. gita- caminhos, por todos Jogares,- o ferro em
hy. e enchtÍ ; o bicho da seda (bomhix) que se grande quantidade; grandes jazidas de mica
encontra nos araticuns e páo-de espeto ; a co- branca, amarella e preta ; crystaes de rocha ou
xonilha que se.encontra na palmatoria (cahix) quartzo hyalino incolor, crystaes azues, roscos
em di\'ersos Jogares. e amarellos: inunensas jazidas de calcareos ;
Alem das especies animae::; acima. temos argilla ntbra ; mame ; iman ; guano, phospha-
os d(lmesticos, representados em grandl: escala to ele cal : pedras de amollar, de filtro, de cal-
pelo-- gado vaccum e cavallar, oYelhum. suí- çamento, chistos betumminosos, lignites, petrc-
no, e caprino ~ pelos cães e gatos ; pelas aYcs- leo, cobre, grandes jazidas de salitre, carvão ele
perús, gallinhas, capotes, gansos patos, etc. pedra, ouro, mannore etc.
.o do solo ala-
e é formado na
anito gneiss ou
e maçapê. ()
-r.. pouco conht·

de a.ffim1ar que.
erradamente se
PAKT'E POLITI'CA
petentemente ex-
suas entranhas

GOVERNO por um congresso dividido em duas cantaras :


S('llarlo, cam 15 senadores, eieitos por 6 annos,
O estado de Alagoas, antiga província des- renovando-se pelo terço biennalmente e tamara
te nome. constituiu-se, em virtude ela revoluçã.::> com 30 deputados eleitos por 2 annos; o cxc-
republicana de 15 de ~ovembro de 1889, em mtií'tl-- representado por um chefe com a de-
Estado livre e autonomo, fazendo parte dos nom i na~ão de- GoYernador- eleito por 3
Estados Unidos do Brazil 1 pelo laço federativo, annos, tendo por substituto um vice-governa-

1'hot .-.J ATT'lt .\ Typ. - t ··)~I'.J{!:It( 1.1.1..

.:\:-o;TtG~> PA L.\ C: tO no GovERNO

sob a forma de.gO\·emo republic:mo. constitu- dor. eleito sinnlltaneamente com ellc, e na falta
cional e reprcsentati,·o. deste. o presidente do Senado. o presidente da
() Estado tem por base o município au•o· camara c do concelho Municipal da capital, não
nomo, unidade do systhema qut. nos rege. c sendo reelcgivel senão 3 anno:, depois de ter-
reconhece tres poderes harmonicos e indepen- minado o mandato ; o ;itdullrn(,- exercido
dentes entre si : - o legúlath·o- representado por um Tribunal Sup<:rior, com sede na capi-
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

tal do Estado, juizes de direito, jury, juizes bussú Porto de Pedras, Porto Real do Collegio,
substitutos e districtaes. Poxi~, Sant'Anna do Ipanema, Santa Luzia d?
O Município é rf'presentado por um ctmce- Norte, S. Braz, S. José da Lage, Parahyba, Pt-
!ho legis!ati?•o, composto de 7 a r 2 membros ranhas e Traipú.
eleitos biennalmente, com o Intendente chefe
do executivo e com os respectivos juizes dis- DIVISÃO ELEITORAL
trictaes.
O Ministerio publico é representado por Divide-se o Estado : em 2 districtos eleito-
por um proc urador geral com a~sento n~ Tri- raes o r. 0 tendo por sede a cidade de Maceió,
bunal Superior, promotores publtcos e adJuntos composto dos seguintes municípios: Maceió,
Porto Calvo, Maragogy, União, Porto de Pe-
nos municípios.
A Justiça Federal é tambem representada dras, Camaragibe, S. Luiz, Pilar, S. José ;da
por um juiz seccional, um juiz substituto e um Lage. Atalaia, Parahyba, ViÇosa, Alagoas, Santa
Luzia do Norte e Muricy.
procurador. .
A representação elo Estado no Congresso O 2 ." tem por sede a cidade de Penedo. e
Federal é ele 3 senadores e 6 deputados. (*) compõe-se dos seguintes municípios : Pene~o,
S. Miguel dos (,::ampos, Agua Branca, Anadta,
POPJLAÇÃO Corunpe, Liiu~iro , Palmeira, Pão de Assucar,
Haulo Atit.nsd, Piassabussú, Piranhas, Porto
A população abs::>luta é de-?62 .67 2 ~ab. ; Real do ( ll~gio, Poxim, Sant'Anna do f pane-
a relatiYa- de ; I a 1 2 hab. por ktl. quac!. ~ Rec. ma, S. Braz, Traipú. Víctoria, Bello Monte, e
1900). . Triumpho.
O desenvolvimento da população tem s1do
rapido, apezar de não contarmos co~ a immi- DIVISÃO ECt:LESIASTICA
gração que pressurosa accode aos d1versos es-
tados do sul. Constitue um Bispado, com sede na capi-
Alem disto offerece o Estado um forte con- tal, creado pelo Decreto Consistorial de 2 de
tingente annual para o exercito. . Julho de I9oo, com 34 parochias.
Em I 8 7 2 a população era estimada em
34 8.poo hab ; em 1900 elevou-se á 662.672 hab. INSTRUCÇÃO PUBLICA
havendo o notav e! accrescimo de 3 I 4.67 3 hab.
no decurso de 28 annos. Bem que a nossa legislação tenha estabe-
lecido as mais salutares medidas para elevar 'l
DIVISÃO ADMINISTRATIVA E CIVIl instucção ao mais alto gráo, permittindo pelo
seu aperfeiçoa!llento, possa ella corresponder as
Conta o Estado 34 municípios autonom~s, necessidades praticas indispensavcis, que é
assim denominados : Agua Branca, Anad1a, dado esperar do seu progresso e aproveitamen-
Alagoas, Atalaia, Bello Monte, ~oruripe, ~i­ to no seio das sociedades, peza-nos dizer. não
moeiro, Maceió, Maragogy, Muncy, Palm~1ra ter attingido ainda a esse nível, não só pela ca-
dos Indios, Parahyba, Pa!;!SO de Camarag1be, rencia absoluta de utencilios escolares. que se
Paulo Affonso, Pão de Assucar, Penedo, Pilar, observa nos estabelecimentos de ensino, como
Piranhas, Piassabussú, Porto Calvo, Porto Real pela falta de incentivo no professorado, na sua
do Collegio, Porto de Pedras, Poxim, Sant'An- maior parte, inapto para os mysteres de sua
na do lpanema, Santa Luzia do Norte, S. Bra~, profissãc.
S. Luiz do Quitunde, S. José da Lage, S. M1 Só a capital pode, em parte, salvar-se desse
guel dos Campos, Traipú, Triumpho, ~Tnião, naufragio, pelo numero dos seos estabelecimen·
Victoria e Viçosa,; com 19 cidades, 15 vtllas e tos scientificos, convivencia social, imprensa e
um m:mero consideravel de povoações. por ser finalmente a sede de todos os poderes
As cidades são: :\1aceió (capital), Pe.nedo sÜperíores elo Estado.
Pilar, Vi~osa, Passo de Camaragibe, S. Mtguel, O curso primnri(} - consta de z escolas-
União. Palmeira. Coruripc. Atalaia, Pão de As- modelo, com 6 cadeiras. para ambos os sexos,
sucar, S. Luiz cln Quitunde. Alagoas, Anadia. annexas ao curso nonual, destinadas a pratica
Porto Calvo, Maragngy, Muricy, Triumpho e dos alumnos deste curso e 249 cadeiras. das
Victoria. As vi\1as principaes ; Agua Branca. quaes 44 estão estabelecidas•no município da
Limoeiro, Bello Monte, Paulo Affonso, Piassa· capital, com uma frequencia regular de. 8,6oo
alumnos.
("') A Con8tltnlçllo elo Estndo, promuh;adn en• 11 M .Ju-
O superiar - na capital, é dado no Gym-
nho ele ltllll, é uma da.~ mai• \lberae~ a bem elabor:ldn• do
pa!t; lru: honra aos a<!OA !Ilustres <:ollabora.dor~s.
nazio Alagoano, nos quatro cursos seguintes :
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 27

:Sciencias e Lettras, Normal, Commercial, e morias, Legislação de terras e princípios de


Agrimensura. colonisação.
Real do Collegio,
Santa Luzia do
O curso de Sâmâas e Lettras compõe-se A capl.tal conta ainda os seguintes estabele-
das I8 cadeiras seguintes : Portuguez, Latim, cimentos de instrucção : -Ittstituto Alagoano,
Parahyba, Pi-
Grego, Francez, Inglez, Allemão, Arithmetica C.ollegio Vi11te e Qt.tatro de Fevereiro, Quinze
e Algebra, Geometria e Trigonometria Rec- de Março, C'oracri<J de Jesus, I 6 de Setembro,
tilinca, Calculo e· ·Geometria Discríptiva,- '-J'Cett de Artes e Officios, Sociedade Perseveran-
Mechanica e Astronomia - Physica e Chimica, ca e Auxilio, Mmte-pio dos Artistas, Esco!tz de
Geographia, Mineralogia- Geologia e Meteo- Aprmdt'zes Marinheiros, e diversas escolas pre-
di.c;rrictos eleito-
rologia, Biologia- Botanica e Z:>olog-ia, H isto- p:tratorias e primarias particulares ; alem do
de Maceió,
ria Uni\·ersal e Historia da Philosophia, His- ItutittttrJ Archeologico e Geographico Alagoano,
iüciu lOs: Maceió,
teria do Brazil, Litteratura Geral e Nacional, inslituição scientifica de primeira ordem, duas
Porto de Pe-
Desenho, Musica, Gymnastica, Esgrima e Na- bibliothecas e um gabinete de p hysica no Ly-
S. José ;da ccu.
t~ção.
_-\.,agoas, Santa
O A'ormal const t E m Penedoha um
das :seguintes: Portu- · L}·tett para o curso
Penedo, e
gue>., Francez, Arith· · preparatorio e um
IUC1P·OS : Penedo,
Anadia, metica,Physica e Chi· colleg io - o de S.
mica. Mineralogia ~ Jt>âo.
Pão de Assucar,
Piranhas, Porto Geologia e Meteorolo Em Pilar existem
..<\..,"la do Ipane- gia, B!Ologta - Bota· o E xter11ato Pilarm-
nica e Zoologia, Geo- se e Quab·t; de Fn:e-
Bello Monte, e
graphia e Cosmogra- reiro.
phia, H istoria Geral Em Viçosa - o
Com tempo r a n e a , e . Extemato Smzt'Anto-
Modern:l, Historia e tuo.
Chorographia doBra- Em Alagoas, de
zil, especialm(!nte de recente creação, o Se-
Alagoas. Pedagogia mi~tario da Dwcese
- H ygiene Escolar A!agoaua.
- 1 nstruccão Cívica
e Economi; Domesti- PDLICIA
ca,G"0me:ria Prati:::a.
H.ud .
mensun.
Call!graJ
I
"'S de Agri-
·~enh_o e
.\1us1ca,
E stá a cargo do
Secreta,rio do Inte-
rior. que a dirige au-
Traba!hoscu:; Agulhas xilia do por 2 com-
e Prendas, Exercícios missarios e respecti-
f,')'mnasticos e callis.· vos sub-commissaríos
tenicos. na capital, 35 com-
O Comme.'·citrl- missariados e I 20
conta as seguintes : l'hot.-JA'l'CDÁ, 'f,q .. -Cu,, lltKU<.J ,\1... sub-commissariad os
Portuguez, :Francez, r.o interior.
lnglez, Allemão, Ari- CATHEDRAL DE M.KEIO A força pu!$l~.
thmetica e Algebra, consta de I batifh(o'
Geographia, e Cos:nographia, Hi:;;tJria e Choro- po!iclal com o effectivo de 450 praç·as,de~C\uo­
graphia do Brazil, Geometria Pratica. lJezenho, d:> parte na .capital e parte em 6 circuri'tsfr ip-
Calligraphia, Escriptura<;ão e Contabilidade ções do mtenor.
Mercantil.
Para garantia da ordem e o().edit;:nda as
() de Agrimens11r11- Portuguez, l"rancez, leis da Republica, ha na capital, um b3t:1fltão
Geographia Geral e especialmente do Rrazil. de infanteria do exercito.
Arithmetica, Algcbra, Geometria plana e no
espaço. Trigonometria R..:ctilinca, Physica e
a pratica VIAS ~E COM~!IN ~DA! ÃI'
Chimica. Historia Natural, Mechanica e Astro-
cadeiras, das
nomia·. Topographia comprehendendo Plano-
município da
regular de 8,6oo m'etria. ~ivellamento c .-\gritnensnra, Dezenho NAVEGAÇAO- ~c~ses ultimos annos as
geomt:trico e topographicn, Pratica ele trabalho communicações marítima~ .em-se d esenvol\'ido
de campo c redac(;ão d:ts rcspecti\·as me- extraordinariamente, po• 10 a c:tpital em com-
1:\DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

RAMAL DE GLVCERIO - com 48 kil. de


municação constante com diversos pontos do
Estado. do Brasil. da America, da Europa e do extensão ; liga este Estado com o de Pernam-
·mundo emfim. buco, começando em União e terminando em
Glycerio (Paque,·ira) estação da E. F. Sul de
O porto principal é o de Jaraguá por onde
de Pernambuco.
se escoam quasi todos os productos do Estado;
animado com a frequencia das companhias - PAULO AFFO.KSO - com 1 16 kíl. commu-
1./ard Brazileiro. Pernamburcrna, Ba!titrltll. va- nica_ndo o baixo com o alto S. Francisco; par-
por~s das companhias l..t1ge, Paramse, .frigm·i- te de Piranhas e termina em Jatobá, Pernam-
.fi,·a, t Diquu Fludttantes ; vapores austríacos. buco, pondo em communicação com o litoral to-
americanos, france.zes. inglezes. allem:'i.es. bel- dos os certões limitrophes.
gas. alem de um numero consideravel de na- Os tramu'u)'S por tracção animada, na ca-
,·ios a Yela de quasi todas a!' nações do mundo. pital, contam mais de 1 2 kil. em trafego.
A pequena navegação do litoral é feita As estradas em estudos são : uma de Ma-
por uma grande quantidade de barcaças, lan- ceió a colonia Leopoldina, com um ramal para
chas, jangadas. yacht:>, que põem em commu- Port~ Calvo ; outra partindo de Alagoas até
nica\·ão animada os demais portos do Es~ad;J. Paulo Affonso, bifurcando-se na altura de Ana-
:\ navegação fluvial elo S. Francisco fac:- dia, seguindo uma linha para a Palmeira e ou-
lita as relações do baixo rio com o alto, isto é, tra para Paulo Affonso; um pequeno ramal
põe em communicação o Estado com os de partindo da Satúba e terminando em Pilar.
S~rgipe. Pernambuco e Bahia.
Bssas estradas percorrem uma extensão de
cerca de 6oo kil. seguramente.
A das Lagoas :\orte e Manguaba tambcm
~ feita por vapores apropriados, barcaç:ts, ca-
EsTRADAS - As estradas de rodagem ca-
ntJ<ls. etc. que põem em communicaçãu diaria recem de melhoramentes breves e indispensa-
as cidades de Alagoas. e Pilar, poyoações e veis, que as tornem de facil transito, principal-
,·!IJas do X o r te. Coqn<.!iro Sccco, Fernão Ve- mente durante o inverno.
lho, Carrapato, Pontal. Satuba. etc. e diYersos Estas estradas crusam em todos os senti-
pcntos intermediarias com a capitaL dos o ten-itorio do Estado.
E s TR.o\OAS DE FERRO- Temos em trafego CORREIO- Ha t:nn administracão cen-
a pt:nas 3 q kil. de estradas de ferro; alem de tral na capital e s6 agencias nas principaes lo-
algumas em estudos. que realisadas. poriam em calidades do Es~ado.
facil e rapida communicação, com a capital os 'fnEGRAPHO - Forma um districlo tele-
pontos mais aff astados do interior do Estado, graphko com o Estado de Sergipe. No territo-
desenvolvendo e apurando as riqucz:!.s das zo- no das Alagoas, porem. :em o telegrapho 19
nas fecundíssimas que interessam. e.>taçõe~, 700 k. 689 m. de extensão e wn des-
As estradas em trafego são : A Ctmtml envolvimento de I.$75·321 m. de fio .
•.J lag,,a,ul ( \lagoas Railway), ele J:tragd ;\ O Estado acha-se l'gado pelo telegrapho
t ' ni:to, com 8::\ kil. de cxtensãc•, sobre o ria de norte a sul do paiz, a~sim como se relaciona
!\hmclahü. Esta e~tr:.1da desde o ~cu mi: io ai;- com todos paizes da Europa e America, al-
da n:i:) deixou o menor deficit aos seos c:mc~~s­ guns d'Asia. Africa ~ Occcania.
~; ionarios. F.m 1899 percorreram a estrada 1. <H9 Uma grande rede telephonica liga todos
trens. conduzindv 109 .7 S 1 pas:;ag.=iros, 1 o.<)7 2 os bairros e suburbios, e ainda as cidades de
animaes. .::;~.838 ·~"o tonelada~ de mercado- Alagoas e Pilar c povoação de Satuba com a
rias, prefazcndc) a receita <k 635=571S::! 10 e a capital.
despeza d~ bo7:5Ú.)S.H3· ( l mm ínH:nto tele- Alem destas linhas ha as particulares das
graphico da c,tca,\a foi ck 5·7 55 Leieg;ammas. e~traclas d:: ferro em trafego com 31 .1 kil. de
R.\:\1.\L I> A \'I<~; ·~ .\- sobre o vale do Pa- extensão.
rahyba, come(;:J. em Lo~lre:lÇ) de Albuqt<e ~q m~ AGRICULTURA E COMME:RCID
.: t;.;rmina na c! ':tdt: lia \ ' i•; )~;a. dcpob cl~ um
percurso de 1>:!. kil. C'•nlHtutlicando-se com a A Agricultura, apesar de ser a principai
capital pela i ·.~;.\ 1 ( ·,~: !1-r:ll (.\bgoas Railway) fonte da riqnesa publica e partict1lar do Esta-
a cujos concessionari ~>s tnmbem pc;:nenc:·. d(), conserva-se em estado rudimentar. não pelo
F.m 1 t 70 trens, no an;>o de 1gR9, tran- desconhecimento do}, processos modernos que
,itaram no ramal, -IG.l:\29 passageiros. (>.7 7 3 possam des'!rwolvel-a, mas pela carcncia de
anima<.:s, ~("~ -"2.3 lotH.: bdas de mercadorias. trabalhadores baratos e competentes, pelá falta
.\receita fo1 de nS:226$76o, a----despet.a de capitaes que facilitem ao agdcultor intelli-
2 tl'S:6o3$7 4Ú. transn• lindo a linha telegraphi-
gcnte a compra de instrumentos apropria-
(;a 1 . 7 .p ü•!egram mas. dos. etc.
IXDlCADOR GERAL DO EST ADO l>E ALAGOAS. 29,

A canna é o producto que mais concorre trangeiros, tem dado notavel incrementoao com-
48 kil. de para avolumar o valor da nossa exporla($âO. mercio do Estado, máo grado a car~ncia de
o de Pernam· Ha poucos annos em d.;cadencia, \'imol-a ra- bancos que proporcionem imprestimos a la-
terminando em pidamente flore~.cer. com a fundação de algu- voura c alarguem as constantes e ,·aliosas tran-
E F. Sul de sacsõ..!S da pra«,:a. Alem das Agencias- do
Banco .Emissor da Bahia e do Banco de Pe:·-
nambuco e a Caixa Commercial, nenht:m ou-
tro estabelecimento desse genero existe. no
Estado.

EXPORTAÇÃO
Fazem a exportação do Estado. alem do
assucar e do algodão- o milho. feijão. arroz.
:uma de Ma- fumo, farinha de mandioca, ararut,t, mamona,
mn ramal para caro~·o de algodão, aguardente, mel, oleo, bor-
Alagoas até racha de mangabeira, côcos, couros, pelles.
lllrura de Ana- cigarros, sabão, alcool, iructos, madeiras. sal,
Paimeira e ou· pannos diversos e productos chimicos.
ramal
em Pilar. tMPDRTAÇÃO
atensão de
A imp~rtação consiste em gtande rar-
te -de farinha de trigo, xarque, ker.:>sene.
bacalhau, fazendas, quinquilharias, vinhos.
armas, ferragens. louças, prociuctos chimi-
c~s c mcchanicos. objectos de luxo etc.

senti-
INDUSTRIAS
FAFl!Ol. - Consta de 5 fabrica!' de te-
l'hOt•-J ATl"BÁ. 'l'yp. --{.:olJ.){JI:HCJ .~ J••
cidos ( madrasto. algodão branco e 1i s ta do,
GvMNASIO ALAG0.\1'0 brins d;.: a I g o d ã;, mei;'ts. c a m i::. as de
meia~ , de di ff e r e n t e s ccres. panno ele sac-

mas uzin"\s, infelizmente ain-


da em pequeno numero para
garantir o Jogar que nos com-
peteentre os Estados mais pro-
ductores.
O algodão, é depois da
<:anna, o producto de maior CO·
tação ; ainda assim o seu cul-
liga todos tivo ~ rotjneiro e não satisfaz
cidades de as exigencias do mcrc:tdo. E
entretanto que magnit1cos e
vastos terrenos para plantio
desses dous p:oductos ! Afora
esses dois gencro~. omros ha
ainda, que produz o Estado
em maior ou menor escala e
são :o milho, feijão, favas, ar-
roz, mandioca. fumo. café,
inhames, batata-,, abobora, cc-
b:Jias.alho, aran1ta etc.
A!> ligações directas da Phut.-.l .\1'ru.t. 'rn,.-C,))J)l~;•a.l.\ l~.

praça de Maceió com os Esta-


dos da Rcptlbl:ca c pa!zes es- Lvo:u rn: AHT~:s ~: 0F'F'IC!()S
I~l>ICADOR GERAL DO ESTADO DR ALAGOAS

co etc.). fabricas- de sabão. ,·inagre. licores, Sa!~t/Jridadc - O muntctpto é relativa-


calçados. cigarros, charutos, gelo. akool, tijol- mente salubre : menos no litoral ou especial-
los. telhas, oleos. chocalhos. mon:i.>. roupa. mente na capital, onde reinam endemicamente
massas alimentares, \·inhos di!Terentt!s. gene· febres palustres, intermittentes ou biliosas, ery·
bra ; ~errarias a vapor, din:rsas fundicJks. re- sipelias. det1uxos, coqueluxes etc. São cons-
linac;f•C'> a Yapor. f;1brica<> para curtir couro; tantes os casos de tliberculose pulmonar e ou-
e pelles e preparar a solla. o m:nroqunn, a ca- tras moi estias das vias respiratorias : tambem
murca e o envernisado : para clescarocar o al- tem feito apparição o beriberi, a varíola etc.
god~o.: cinco uzinas e ct.:ntenares cng~nhos de Us pantanos que rodeiam a cidade, os cleposí-
fabricar assucar. tos de lixo, a falta de esgotos especiaes, a agua
PA;o;TOR IL ; - A industria pastoril consiste de má qualidade, etc. são as muitas causas que
na crea<;ão elo gado ,·accum e C<Wallar, ove- concorrem para a insalubridade da capital.
lhtm1. suíno e caprino. mas sem o~ processos Pmducr;ões- A producção agrícola do
que nos ensinam a sciencia. Os o·etl,·!ÍJru não município resume-se no plantio da canna, de
teem animaes de raça para crusamento. desco- algocH'í01 cereaes.legumes, fructos etc. H a 36 en-
nhecem con~pletamente a;. Yetcrinaria. emlim genhos no territorio.
nenhum passo dào no sentido de aperfeic;oar e _\ industria fabril é bastante descnvoh·i-
alargar a sua creáção. da, a da pesca é abundantissima.
·Estima-se haver no Estado cerca ele 1 oo.ooo Conta a capital fabricas de -sabão, ci-
cabe\'as de gado vaccum. 8o.ooo ele caprino. garros. calçados, Yinagre, oleos, gelo, fundições
lani"ero c suíno c 7o.ooo (;avaliar. e serrarias a vapor, tinturarias etc.
"<) interior ou sertão. peJo, St:os lar;os O commercio Yae dia a dia n'um crescen-
campos ele pastag(;ns. J o (;mpori~1 da creJ.!;;iD; do admiran:l. .:1 CJ.pital, pela sua posição van-
o gado abi produz rapidamente. em pletu cam- tajosa, pela sua p\>pulação e riqueza, pelas ra-
po. ao passo que definha nos terren:):,; baixos pidas e constantes communicações com as di-
do litoral. onde aliá•; exisLem em abunclancia versas praças do paiz e do estrangeiro, é a
grammas cli vebas. tr.::packiras de .. t al\-(;% por sede de todo commercio e progresso do Es-
falta ela um tratamento com·eniente e conti- tado.
ttuaclo. Exceptua·:>(; c:ltrdanto o f'';-,·o que pm- Jlljlo;;nrfhia -A cidade acha-se aos 9° ·39'
grid(; admira\·dmentc em qu:tlquer f):lrte do e 57'' de latitude austral e 35"· 41' 24" · de
Estado e que em maior escala. seria n:1o muito longitude occíclental ele Greenwich. correspon-
longe. o principal intcn.:s'ic do crt.:ador e mais deme nos i''. :! .J. • -1-S" de longitude oriental do
\llna im·eja\·cl fonte de riqueza p:na o Estado. Rio ele Janeiro.
;lf,r,-â•i. capital do Estado e sede do mu-
lVl u nicipios nicípio. c·.) m ;o.:x>o hab. assenta sobre uma
pcqu~na península. baixa, piana e arenosa, li-
MACEID' mitada a ( ). pela !agôa Norte. a L. pelo ocea-
Lt~tlTES ·-Limita-se a·> ~.e :\0. com o no, ao :->. pelo c<tnal que liga este a dita lagoa.
município de S. Luiz. pelo rio Saua~,uhy. a ( ). c ao ;\. pcb platMto cb Jacutinga.
com o município dt: Santa Luzia do:\ orte pelo Fom1a -l bairr:Js di~tinctos : ./1-fúei í, J,,_
riacho Fernão \ ' elhu e la~ôa do Nork. ao S.<). ra.(mÍ, .le:·adtr l' /amlillglt, ligados entre si por
com o mu nicípio ele :\lag;as pelo canal e barra uma extensa rêde dt: tr.ml1<1tr)'S de tracção
da mt:sma lagôa, aD S. c L. com o oceano. animal, e egualmente aos apraziYei~ suburbios
Asfulo- O solo l: baixo, plano c em do- Po.:·o. l~fa 11,(,71>1'/r,rs. Bom Pm-t:J, Aflt/1111·
grande partt: pantanos~. colnrto ele mangues ;;e. Trapiche e Hdnlt'ilrf/.
t: extensos coq~teirac:.:" no litoral ; o interior ap ~· O primeiro <: o mais c:msider:wel e im-
:;ema algumas ele\·acfH.:s em grande parte tabn- portante. por ser a sede do governo. das prin-
leiro~ c~m pingue ~ nH.:dio~re \·egetaç:ío. O cipaes repartic;õ<:s feclcracs c estadoacs, elos
:-;oiu é entretanto has::mtt: proclucti\'C) princi- muito;; estabelecimentos scientificos, da im-
palmente nos distric:os de Mirim e 1pioca. prensa, do commcrcio de mocbs, boteis e com
Pofulaçcit~ --- E' ap~nas ele 36·S -P hab. (*). extensas ruas rectas e largas regularmente cal-

\ •) t'rt!mO~ que o r('c•fftlí!ênmento de~ te mnni(~;pton1'ln foi lllt!~lllt> VOPlll&QâO <le ha. dt!Z anur ~ ! Cu~ta..ni)S n.r.reclltC>t
l't"f:tUla:rmf"ntu npurado . .·\ nott:-tl"' l~piutào fnndn·fFi nn ~~tct.r1 t1t~· que a c:<:<r>ltnl, t10utr<> de 10 ll.uno• . nA~> augm~t•t•<~moe tllu ~6
tíc:a AptrtHtttP: F.nJ 18Hfl o. pnpnt~t<JH> ~urnt tio 1-]l:'tRiJn ~rn. de lw'hltaote, qunndn torto mundo ~nlle, do pro.:r1·es~o enorm.,,
f)11.44~) d~z nnno~ •h·~·ntEt. era rlr· li02.Hi:!, lltt.·
i1a\J : Pm HHJH. •l n d••·fmvoh·lmento raphlu, Qlle a cld>tde dn :l>lo.celó tem
Vt;:nÕo Ulll PXt·•·fl~nt: c}e- j;',1.:?:):!. O() ;~ f. bi.t-.~t:l.Jt1P llUtA\'1'1. tido tl,·~de nquell~ tempo, .E· lato luw~nd .> um acér,..~lmo
A pofHd•H;ií(• clü mnr.it•lpio tutpwlta t'jHW'H\ (•; A dr- :;t,.HJN oi~ 151 ~::2 hnl>. na popt)l~i'.oJJ; i.ael~lco facto '"' ub~erva
hnb dn~ tpUWA aH.HOfl Of"f!HpG \' .t.fll fi t•a; ÍÍ·!\~ : hojtl' :tpfHU\6
lHHtn.• um a n,;tn~nt.o tlfl ;; .u~-l halJ. <.:on:-r.p,:-,·nntlo H •·n.j,itnt a. ( 1\. no A. )
1,;\DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 31

) •..

es, a agua
causas que
da capital.
agrícola do
da canna, de
etc. H a 36 en-

desenvolvi-

:."um cresceu-
posição van-
pelas ra-
com as di- Phot.- I ~T("II.I. TYf', -(.'ll)lllFRCI.I t ••
A ~TIGO Qt:.-\ RTEI. DE POJ .I\.'1 A

çadas, diversas praças, etc. Os principaes edi- O da lc;·,rd<r- de n:as regularmente tra-
ticios deste bairro são : o palacio -do go\·erno. çada~. com um perto nota1·e1m~nte concorrido
vasto preclio de de\·ação moderna; o thcatro sobre a la~oa do ::\o1te. conta entre os st·os
"16 de Setembro.. tambem em co1~.strucção. melhores ecl!ficios - o Quartel do :n'' ck• in-
de notaYel tclleza architec·onica. c feito de ac- fan\t..:ria. o _\zylo de Loucos, o Ccmitcrio etc.
cord•_ com a·; reg•·a~ .: ~·xige ncias a que obede- Tambem ahi Í1cam o Prado Alagoano, o Ma-
cem os eclificio~ dessa ,,rclem; a camara dos tadouro etc.
deputad us. a cathedra1 <> correio. a igreja dos ./atlflill.'-''r. é um bairro nm·issimo, a!:'sen-
Martyrioo;, o Lycc11, a lletc n~ão. a g;;ue da ,..J/a- sentado sobre o planato do mesmo nome. a
glias Radii'll.', mercado, e Yarios predios par- ca\·alleiro da cidade ; é hoje o bairro da ele-
ticulares. gancia. just;.mcnte procurado pela população
O de .f,lrag~tá Yem em seguida. E' a !:~de abastada, e que será em futuro a unica resi-
do grande commer- dencia pos.<:i1·el da
: .Jf.uei.í, /a- capital, pela salubri-
entre si por cio e ele toda movi-
mentação ela capital ; dade e amenidade de
_r. de tracção seu clima.
·"·e •s suburbios com alfandcga. rece-
R1rlo, Jlftt!rm- hedoria central, tra- .-\hi acha-se o
piches alfall(lt·gados. cdillcio do Pharol.
armazens ele deposi- 1 lo Jacutinga d<'scor-
to de gcneros de im- tina-se, para qual-
portação e exporta- quer lado ela cidade,
<;ão ; ag-encia'> co;:- um panorama admi-
sulares. d<.! se~urns. ra,·d.
de Yaporcs. p~~tal c 1>1 1\"( >,,PU."'·- lfúl-
telegraphica : as:-:o- (<!. a 5 lq.~tta~ . ... obr~
cia,ão commerc ia!. o clor~o de um alto
ba~CO!'. sltij>-dlall- J11()ITO, ;i bcir:1 mar,
d I e r .•·. resta urants, notavd por ter :--idt) n
pontes de embarque ber~·o dngrandt• ~fa­
e dest.:mbarquc. capi- PLui -.J \,TI'1!_\ fi'\'P -('O)Ult R<.~I,\J~. rechal Floriano . .l/r-
tania do FOrto : i;- rim. (r't/1-.,,~ 7i>rt,T.
bricas di1···rsas. fu11. (l; \!<TFL i•I- Plll.li.'L\ /(;{T(//(J /},J(( c ;;,lfltll
(~.DO A. ) dições,reti na\ ôc..;CL't· tf,r Htrrr.t .- Hd•,-d!iN·
J2 I~DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

t'1,.J/ulange, Tntpidte, P(lça. j,fa11ga/Júnrs su- E' a patria do Marechal Deodoro e sua
hurbios. veneranda mãe, dos seos irmãos generaes H er-
Em Mace:ó nasceram o poeta lgnacio de mes, João Severiano e Severiano da Fonseca e
HarrO!>, o Bar!\o de Maceió. dr. Thomaz do coronel Pedro Paulino da Fonseca, de Tavares
Homtim t:spindola. dr. Dias Cabral e outros Basto:-:, Mello Moraes, Fernandt:s de Barros,
r.otaveis e conpiscuos varões. d~ José Alexandre Passos, dos conselheiros
Ta~are,; Bastos e Siiverio Jorge.
ALAGOAS PovoAnos - Os principaes povoados do
mu 1icipio são: 1lrJeragllá , suburbio da cida·
LntiTF-S - Limita-se ao N. pelo rio Sal- de, Mctssagueira, Bm·ra i\~17•a, Riach(}. Santa
.l;<tlk' com o município do Pilar e pelo 1 io R e· Ritta, e Ot'tizeir(}, que abastecem diariamente
medio.,· com o de Santa Luzia do ;\ orte : ao S. a capital de fructos , legumes, aves, peixes, ma-
com o município de S. Miguel de Campos a ris::os e alguns cereaes.
L. c)m o atlantico e mtmiciri )S da capital e a
O. com os de Pilar e S. Miguel. ATALAIA
A~Pr:cro - O solo é plano, arenCf;O c um
LDIITES- Limita-se ao N. com mumct-
pouco t.,- :jado no littoral, onde a ,·egctaçã-. CJns-
pio de Muricy, ao S. com o do Pilar, a L. com
ta apenas de mangues, ccqcteiros e l!!~tuuas ca
o de Santa Luzia do Norte, a O. com os de
pot:iras ; o interior alto c acciclentado apr~sen­
Anadia e Parahyba.
t.a alguns Labole:ros e grandes mattas.
ASPE<.:TO - O solo é geralmente acciden-
PoPULAl;.\o - A popnlaçào do municí-
tado ; a par de extensas serranias. e taboleiros,
pio é de IS-336 hab. alargam-s: vastíssimos ,·ales, grutas. varzeas.
S..\I XHR ti\,\J>E ·-+ Çom cxn:p<Jin elos ter·
gra neles mattas, banhados etc. solo prodigio-
renc>S banhados pela 1ag-oa \l an:;uaba. e pro·
ximos aoo; brejos que circumclam a cidade, sam:;nte fcrtil e apropriado para todas as cul-
onde s;lo fn;qtH::nte~ as febres, o município é turas.
S.·\LGBRtnAr•E - - Poucos municípios go-
regu!arment<:: ·saudan:!.
sam elas excellentes condições de salubridad~ do
I'RO I> t·l t:.\o - Co;t:-:iste principalmente de .'\tala ia. ( > seu clima é amenissimo, mesmo
no plantio <t:J •:t.nna. em krtilis:-.imo:-. terrenos. durante as estações mais callidas.
maHdif,ca, c:1fé. fe:jà(' , milho. hata<as. fructos PoPt:u~;.\o - E' <l(' :p .224 hab.
diYer:-.' '"· ,tr~~r·. !ta. c kf!tlilH.:s. PRom: t<;fJE~ - .-\ p1·incipal riqtwza elo
Co :.; \ tt:;,, ·to - · .-\cha-sc t:m c:;mplda de- município é o assucar produzido pot· 1 Go <'11g'l'·
c;;ckncia. uhos c I uzina e o algodão que avo) uma a sua
f ~-!•1 ·T:U.\ - - .\ pri:lCÍjxtl é a da pesca, exportaç:lo. ~cguem-st: os cereaes f:m grande
que s,: l.l;: t:!ll ;.;r:•nde csc;:h, H:l la_:.(na .\ian- abundancia.
~uab~l. f:ll,:· .c:!(:.lu d~· :1g1L:'.rc\ ntc. lic,)rL:S. ren- Cm1~1~:RCIO -· O ramal ferreo de \'ic;osa
(hs de. T ·•n o lll\lnicip:o ~o eng.:Hln:> de fa- deu g ;·ande impulso ao commercio da cidade,
i)ric:F a.;..,ut .1.-. mas á sua posic~ã o topographica de certo não
~ r . ~:·,,.~ ~' \l·1~~ ., - ,·ll(z~..,t.rs ~.\~d·..! c~o n1u- lhe assegura!·:í.. mesmo de futuro. um Jogar pre-
ni1 ipiP. cn•n 7.0oc: lulL ant!;.:a ;\f·J:.fd;:l,:n:l. edi- p:mdcrante no Estado.
ticada l.íll , _,I)Ú r -or Í);Ú/n So:~n :.-: da C:ttoha e 1::-<Pt:sTRL\- Consiste em productos al-
dc\·:.d.l a t<d:t· tt: : ~ 111 1:-:2_-) : f.- i z, prim~:ira coolicos. assucar, dcscaro<,:anwnto ele algodão.
capital do !t'!TÍL:Jri) ela' .\l :1.~· Jas. ao.é 1i'l39' couros etc. .-\ inclustria pastoril é ainda muito
data em q ut: pas.;uu a ).lan:i<i essa designa- limitada:
t,;:ío. •\ch :t-~e cdi•lcada sobre a encosta de uma TOPOGRAPH IA ·--- A ta!tria--- cidade, sede
t:ollinn. :i 11:ar;.;ctn da formo.-;a ,\imvruaba. don- do município, com G.ooo hab. segtmunente. di-
de <ksr.:onincl~-~t.: bdlissimo paw:,-~:na : o seu vide-se em cidade alta (Atalaia) e baixa (Var-
a~pecto. ' i:,to ck fón1. é dos ma i~ imprcssiona- zea). regularmente construída, a marcrem elo
n:is ; as grandes e~rejas, os torreõcs d:;s scos rio Ptrr,rlty/Ja, n'uma situação bastant~ picto-
conventos. a dispo;;i<;ão das suas ruas. os som- resca. O clima da cidade ê magnífico.
brios sitios dos scos arr.:dorcs, dispertam-nos PovoA nos --- Os principaes são : /ng,rzei-
gratas recorclaçi'ks dos esplendores que a fi. ra, Bnwm, Sapu((ria, Cfrf,era de Cm·,rl/(t, fior.-a
zeram outr'ora a terra preferível e amada elos da Jlfatltl e Paranga/Jtt.
nossos antepassados.
))csde a transfercncia ela capital que a ANADIA
decadencia ameaçou sepultar a ~loriosa cida-
de, de cujo passado ,-i,·e, indifferentc mas sem- LDIITES ··- .\0 ~ e :\'(). com OS llltilliCI·
pre a !ti' a. pios de Pilar, Parahyba . Atalaia, Viço,.;a e Pai-
12\DTCADUR GER .-\L DO EST.-\110 DE :\.L.-\GO.-\ S 33

mcira dos lndios. ao I --:l•l'STI{IA- o


f•eodoro e sua S. cum o mm icipio munictpio tem opti-
~eneraes H c r- do Li moeiro. a L, com mas p.1stagens e cria
da Fonseca e o de S. i\! iguel de em t'o<>Tande. escala o
de Tavares Campos. gadn vaccum. o v e-
de Barros, Posw.\o Acha-se lhum . caprino e ca-
conselheiros v ,!lia r : possue b\llan-
aos 9·" . ;6 ·. 52'' de
deir:~s ~· machinas
latitude sul e 7." 17 •
de longitude oriental para d~,;caroc~ar o al-
go d ;i, n. alambiques,
do mei·icliano do Rio
cortutne-; etc. () s~:u
de Janeiro.
cem me· c!::, é ainda
I 'c>Pt:t...\C ·.\o-E'
de 26.689 h<{b. re=tu..:n·J. A!en1 da-
qndles produc·o;; ,::-; ..
..-\S!'H~TO-() solo porta o lntlllÍllpio-·
ap!·esenta \·astas s r- pú::>-brazil. mel. cera,
ranJas. coberras de agua!·cknk, rapadli-
uma \·cg-daç:ío frcw- ras. couros. pdk:::.
dosa e rica. muit issi- J,ltnr.-.J.\Tr·n.\. ' 1 YI'.-('0\1;\11-.f{t:i.\L. r.:.des. caro~:)S de ai
mo fcrteis : \·arios ta· .-\L\<ô(\ \S R \li\'.' .-\\' g<)d:'io. mamona, inln
boieiros seccos mas 1' .\ • 1·1.\l>A i•.\ J.:~T \1,'.\n t'E~T!t:\ L lllCS de.
procl'uc-tims e gran-
des \·arzea;; encap<ll irad a~. \1 r:-.-u<.\1·:;;- Ea no município grnndes
S\l.t:I!I<IT> ·\1>~. --· () ci:nn é tempt.:r<!Jo :10 i;lz;cL<s d:.: mica br::nca. 'm:n(:l'a t' preta. ar-
\'ei':'íO. frio c '-(:eco no inn:rno : cmdtt;ô(:s c:ue ,,j) Jn-; . c:üc.ueo:>. p:.:dr,1s de co•bt;·ur.c:"to. grani-
tornam o municipío um dc's mais s<wdan:is ~~s. cry,;tac:~ ele r.,cJ·.a on quartz.1 hy~lino inco-
do Eslado. h:·, nr'-'"· :.:r:c.. <::m ;:;r:>nc!c qu:~nliclade, art;ib
l'KOPu·r:CII·:s- (l principae' pncluctns r<tbra r~:rro de.
são : Cj alg:od;io, p!ant;1dn em ;;raJ>tk :.:sc·,Ll . o TOP<"Ic R-\ ,., r l.\ .·/!1,:./i.t. cidade. sede
milho. o feij;'i.o. a m'1ndJOc.t. o <L~sucar prodtl- do m:micipi:>. situada .i jX>uca distanl'ia cb ri(}
ziclo em r i er.&er:hos. f uno t: m•tr~·:; ,:t:reae;. :-:. \J ~~<~d. ~ub r~ a t'l10>'> ;1 c!.: ~~m 1 co!lim1. ck
Colhe-st n.:gu\armell1t o caf0 qtH.. facilm..:nk c:uja culmh:t nóa d~~<;cr>ml];'\f)-sC' :1:, m:1is ag-:·:1-
na~ce (• liore.,ce. dan·i,., pcr.-:p.::ctin1s. acha.se hn]~ dcc:;hida ([o
do

l'hot .-J~Tcu.l. T\ P -f'o~o r FfW~.\ L.

..-\.L.\.GU .. \S R.-\lL\L\ y ( 1.\llü fl.·\ E:'T.-\ÇAO LJ::~TR .\1.)

com os munici-
Yiçosa e _Pai-
3-+ 1 \I >I C.-\ T>U R GER.-\L l)t) ESTADO DE AL-\GU.-\S

~eu esplcador antigo. com o cles:~pp:uccimento Cu{Jo:-:mAnE,.; - :\esk município fica a


c!os seos nuis íntegros ti lho~ e a fal~a de in- afanucl:t Cacho..:i r a de Paub A!Ion:-.::.>, formada A/11,~

:;..:nti\·o <h •;ua actu(l] pnp11b<;:i:.>. Ha na cida- pelu rio S. 1-'ranci:.co. !•om'
de aos sal>bados uma grandt.: fcir:-~. not:J\'(;1 cereae5. I'
pela concurrencia L' \·aliosas tran~ac..-ões que BELLO MONTE ue al'bcti
se e!li.·ctu:i :>. 1.0~ hab_.
J>m·<>·\1H>, -- 7:ntr;ut .!'.·Ir.·,:. f<..'ira. ccn!ro LDIJTEs - .-\:> \. com os municípios de
de crc:t··io e c:::r:..:ae;. justamente denvminado Santa Anna e P:'t0 de :\ssucar, ao !:,. com o de
o cdl·.~ i/o dn llliii1ÍI'ipio :. Jl!ar I i•nndha C.)HJ Traipú. a L. com(, da Palmeira elos lndios e
t:Xlt'I1~:1S t:bnt<l~ ,·,c-:-. <k algr,cJ:iO. f'i!/(/.1/1,/, fe!!·a • a ( ). <.:OI!) o rio S. Francisco.
...\dJJitt !. i!l<1 ..""'rr,-·il . .<....·(!tÍ,Jt't>·t' . J;i~râo. J:~/'tra. Ast·E<..TI) - O solo é muito montanhoso t.:
Hr,.Ji'. (_',: '· ·i·/1.1 <i<. secco. As serras !->:io bastank fcrtei:-. emqmn:-
Em .\·!~dia ll:'I>C·.::·(Im 0 cc,ronel ~! 1n:>d tO C>s b<1LXOS apresentam uma Yegeta<Jio b:lixa.
1\1 emks <:a !·'u:1~·.t:c:1. I>: te do )íar,·ch:tl Deod:l· com al;_::uns tratos para crca\âü.
n' ,. ( '<•1~lltl~·!'d:,~i·>r :\i ,:·•o\.!1 Rod•·i;.:-ues ! .:..:i!e l'tWt.:L.\1:.\o - E' de 1o.r:?G hab.
Pitanga. S .\J.t: !IR! n.-\nE - Clima quente ç sccco no
AG !.J A BRANCA ,·er:to, ma'> geralmente saudavel, com cxccp<;?io
das part<.:s banhada~ pelo S. Franc ·s~o.
LDl rr.:s - Ao '\ . e :\O. com o rios :lfo- l'Ru!>t;u.;0E:-; - Produz muito algod;'lo. kDlêD:t:
xol:í r Jfanarr. O. e SO. com o rio S. l:rancis- muito arloz c di\·erso:> ccrcaes. Fazem obiec- t:poch.-l.-..
co ao ~- SE. -com o município d.: Piranha~. a to do ~t:u comnh·rcio :.lem de!:ises producto~­ PROl I'['
L. L~. com o muni. io de Paulo Affonso. couro~ . p::'!!;?!', meL C.li'O<,;Os de algo;lão, ma-
A:'Pl·;l ro - ()município ~ em ~~eral mon- \Jl()))<~, de.
tanhcso e acc;clentadn. com um solo pedre- :\ su:1 indu ~tna consiste no dt~camcr.­
J!:OSO e scc~o. coherlo ele catingas. com cxcep- mcmo ele r<lgndiio . no cor:ume de l'Curos, p~s­
;.:h cb:-. ..t·rrani;~,; onck: a n;getac-ão l: exhubt·- C:l, crc:o.<;ão de gacl, > etc.
,:ante e os lerrcnos admi:-an:l:llCJ~~e apropria- TnP;J(;!uJ·HJ \ -- f?dlo Alímle. \':lla . sede
do:; v~ra qualque:· cu!tura. do mun!CJpio, :tS!:>l'llU s·>hr.~ um tt.'n ~no p~d,·e· nos."l. :1 mar!!:
1'01'1.'1 ,\I). o. - 1 o.S.J.R. goso e eie\·acJo a nu·g-cm do S. Franciscv com
uma J.H::q ueaa popllla\·J•).
:,.ruas da 'az
ma.<> pouco -
:-:i:\1.\'l:IUll.\llE- ()clima~ quente. ~wcco
Pnn>,\ 1>os ;;,, r:·a dt• lpa11nna, R ia rli o pdos muit
e algt!mr,~' ·:ezcs arcleiHC rh::·ante o dia. em cer-
r/,, .\,•r!l7o (crca\·;'\o>. RN.'tnsa, ./Jio11d. /a,·an\ po:,i~·:i,-. 110
tas ~podl<b. mas fresi'O e mesmo frio durante
as noite.> qu·r de i:l'·cmo quer de n;r:to. Todo l/,lt,!lha d<. Po\OU

nnmicirio é cx;,:dle:~kmcnte s~ucla\'<:l.


MURICY
1'1~011\-( l;~,;-::~ -·.-\ · principaes cultnras sib:
o al~odão. o fumo. ca!é. mandioca. fcij;1o mi- LL\1 1 n:s - .V> \. com os municípios d<.~
lho.'caf~ em qt>an\.!cladt: e outros cercacs. L:nião. Ca111aragibe e S. Lniz. ao S. com os de
.-\ ind tst;·i:: C'.lllsi .•k na crc;!l;:io de gado ~a!lt:l L~1 /i t elo \orle e Atalai<~, a L com os
e an:s . na extr.tc<;·:to cb c~l das numcr~)Sas de S. Luiz e Santa Luzia do .\ one, a O. com
c ya:;ta:; ja::ichs c:: lcareas. dcsc:wo<_;amento de os de Parahyba c \'i~.;.osa.
; l_~od;'lo c cortt>me~, etc. P<wt.:t.«;.\u - E' de zs.536 hab.
() 1nt;.1icípio cxporL:l :1incb c:t:·r:<;_·os de As1· l·:l"''O - () sob é b:uxo c plano, geral-
algnct\,'), !1lt.:l. C)ttros etc. mente, com algumas serras e taboleiros e co-
· I! a nnüto granito. j>l:c!:·:->.1 de cot~:;tn;c<;:i(•, bcrlo de <.:Xte:;:.,as e vastas mattas.
c:m.::lre:>~. ; erro etc. SAI.VJ!l<WAT>E -O município é gcralmen-
'l'ol'tl(:JUI'ill.\ --- //g;,,r Hn7:tm. 1·illa, t(; sa nela ;·e L
~.cd .: do municipir>. pictorcscamcnte situada PROl H:< <:\o -- Fazem a riqueza do mu-
~obn.: " d!'• -n ·k t:lll:l c >lh1a, ÓJ';;umdada ele nicípio o assncar produzido em 67 engenhos.
.,;1, i;·,.; ·.· IH>.l:; :1g-n:~cbs. con-.,ta de algumas algodãe, madeiras e \·arios cereaes .
rtt.l:' mal,· m,.truidas. um hell<l templo e 11111 A indus!ria c :msÍM; no du;~aro~amento
nu~::i .i Lo tnL1ccu: d:: panícubr rcsdcncia . cem do algoclãrJ, na producção do assucar, alcoJl,
;··~/\lPl < :"Jln~at.:rc; o_ aguardente etc.
l)u\ • li: /ra.
\; •i . .:. cotn llill 1 <:~t:-t<~·ã~, Tol'o<;R.\I'Hl \ - }lfllri,~r, cidade, ~e::de do
:: ,~,,,~.' 1 1d:· lv:·:·,.-l·ia de: !~111111 -·U}:m.r,,, I t'- município, cc<ca de 3.ooo hab., cc:i icõ<da a
1,,,•:tli<l. I ;!J·::.:a 1Ít> I i,·,,- cn111 :1 lll<1Íor kira m;Jr;::cm do 3111mlahiÍ em um tcrr~no haix<'.
(L :::1i·n;:( •. do F:,ta·!n. C:·u:.;, .c.:,?~ç,ul:•, .).t:Jim- p!:mo e argilos'-. com algum commercio c bôa
l•tÍ. cas:uia.
1:\l>H...-\DOR CER.\L JlO EST.-\])0 DE .-\L \C;O_-\S 35

( l municipio é at r.1\'cssaclo p(:la ,·ia··fc rrca


.·ll.rgotl-' J..'.tihi'a_r. c:)m uma ~·sta<;ào na cidadt'.
l'0\'0\llOS - S. .· fll/tlllitl JtT /1,117 i i',-(,l,
ccn.::l(':', l!rlllltfllllthrr com fe1ra c connHcJ'clo
de al~ocl;'n, Curnr/111/to. ma,kims. ( ,.11,··í COlll
t.oo; hab. boa feira. e lar~a prod ucç:-10 de a,;- i~
~ucar e .\(!/:/!)Alo' ro.

P IASSAB ~SSU'

LDIITES - .-\o :\. com o nnmicipio ele


( 'oruripe. a S. com o ri:> S. Francisco. a 1•.
com atlantico e O. com o municipiq de l'ened:>
cmquac-
pelo .ll<~:·if'tba.
b~tixa.
.-\;-;l't·:l 'l':) -- O solo ..: baixo. inteiramelttc
plano e areno,o, di\·idido em pequenas ilha-;
e fort•:meme embrejaclo. _-\ \·e;;cta<;:io em ;;c· c
ral f r:1.c:1.
Pnl't:J..H;\o - E' ele 9·137 hab.
S \l.I:P.RII!.\Ils,;- Pouco salubre. Frc-:ptcn-
mui<<• algodão. temente ameaçtdo pelas feb!·es em todas as
Fazem objcc- epochas.
~ productO~- l'Kollt'l'(<n:s -- Produz principa!mcnt·~ ar
algo:ião, ma- rm:. <. r,\~uta. mamona. c:mna. ll\"<1, fruc~ns le-
Phul - .J \T,·n.\. T,\.t J. -C'O\f~t~ttCI \I,,
gumes e algun,; ccreaes.
~ .--\ sua.indu:;tr!.l \:1nsiste 11:1 cr·.:aç1'l do:..,·'-· I' JI>T. 11.\ 1':,\ '\T.\ fJ) I';\1,.\Clll !J:I (;\J\'r:lt:\0

de, na pesca. em producto~ ;-~ k~lollcos e oleos.


Tor>oc;R .\1'!11.\- l'i.r.r~tr/tt!".''í. ,-ilh ('sede ri0s Pr;·..-ln!lll.{ll. /dotlt)/'t~ c Y;rqll,tras, a O.
do município, situada s'll>"<: tmu pbn!cic are- com o nHm ici p1o de S. Jos tE cb Lagc, ao S . e
'fcmt.: d ia, sede
~( >. C!..lll1 n.; de i'orlo de Pedras e Camarag-ibc,
ten ..;nn pc·dro..: nosa :\margem dn rio S. Francisco e a 2 le-
gtta!> da fn~ de:-.se rio. regubnnante editicada . a L. c"m o de .\lara~ogy.
• Francisc.1 com
~nas pouco tion:sccntc. I), clima c hast<!llt<: m:h .\-.: :·E,TD - () selo L: ha::;tante ac::ick;lta-
R/ITdt<' pelos 111Hitos patíes que rodeiam a \·illa <.: sua dr·. C', bcrto de n:·rdadei ras tlore~;tas. com cx-
/a.·ar/. ]X>sic;:í'J no S. Francisl·n. ten;,no.; ~·~liC~'. :r:·uta~; c numerosos banhados.
PoH>A I>Os - !·di.~ ./JtHrlf/. l'd>,r. com um l'ol't·u~:.o- E' de .?8.8:1 hab.
\'asto mas desabrigado ancoradoum no atlan- S \iX!;Rt l>.-\llE- São fre<p :cntt:s as fdxes
tico, Jí,l,li/(1, Rd;r,;, n•111tri ,•k. h i lin~as ou intcrmittcntes. coquduches. asthmas.
FORTO CALVO rheumatismo etc.
as municípios ch: l'J,ol>l·n;An- A canna..; a principa' f:Jn
:w S . com os de Lt:•liTt::-;- :\o.:\. com os muni~ipios dt· t(· <k riqueza. segu(·-se o algodão, arroz, milho.
.iil. a L. com os Harreims (: Palmares e m Pernambuco. pelos ftijão. madeira->. etc.
~oru::. a O. com .--\ industria resume-se na product;:t:> dn
assucar em 6-t engenhos, aguardente. alcool.
. 536 hab. cal etc.
w "' plano. gcral- Fncnntr;:-:;e no município mui.o calca:·co.
tat"o•eiros c co- granitc'~. ferro. de.
tt.:i.:.. ToPO(;iUPHI.\ · - !' •r/o Call'f/, ciclaclc. e
'pío é geralmcn- st'de do mllnicipio. pequena mas fornnsa ci-
dade. edificada por ( 'hristo\'i\o Luiz, sobr<.:
0 ponto mais e::Jc,·ado ele uma collina á mar-
g-~:mdo rio J/a!l,:[!ir7/>,r.
Foi thc~tro de :'<anguinolt:ntos c.)lllh:u..:,;
du;·ar.t:.' a ~ut:rra holla•)([cza e dos mais a!e-
\·antados feitos ele heroiolll')S.
Ahi nasceram a heroina I>. Clara Cama-
• cidade, '·e:!e do
r:'ío. mulher do Yah>roso guerreiro potyguar I> .
.• , <!< i icada a
Antonio F<'lippc Camarão, a J r)anna d' _-\rc do
terr<!no baixn. l"ttnt ·-.t ,\Ti't:.\.. Typ - ('•HI\If.;nnAL .
Pra í1. ~· o in· r :pidn l'abbar tã(, celebre na
mmcrcio c bôa
CnRIU·:to ;._ I lr:u.1:.\\ L\ l-'l"l' \1. h1~;tnna desse tempo.
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

Ahi tambem nasceram o notavel 111'!dico TorOGRAPHIA - ViçiJsa, cidade e sede


dr. Ignacio Pimentel e o senador Jacintho Paes do município;" com uns 6.ooo hab., edificada á
de Mendonça. margem do rio Pnraliyba, ent!e duas collinas
}>ovoAnos - Leop<>hlúw, ex-colonia mili- que lhe ficam adjacentes. Tem' algumas ruas
tar, com um commercio consideravel de ce- boas, regularmente construída e alguns predios
reaes. madeiras, etc., Jacul:)pe, edificado em recommendaveis.
1 j09, com \'aliosas lavouras de canoa e cortes
E' o ponto terminal do ramal ferreo do
de madeiras nas suas extensas florestas,Jwtdiâ seu nome, o que tem extraordinariamente con-
e Sa11ia .rl.mm. tribuído para a prosperidade de que justamen-
te gosa entre as demais cidades.
S. BRAZ PovoADOS - Os principaes são : Gamel·
!eira, Làjueiro, SabalmzKá, Queimado, Limoeiro,
LD11Tl'~ - · Ao N. com o municipio do .Bana11al, Bom Socego, L<tgu do Gald.::irilo, al-
Limo~iro . aos: com o rio S. Francisco, a L. guns destes tem em detenninados dias da se-
t:om o município de Porto Real dp Collegio e mana feiras consideraveis.
a O. com o de Traipú.
PoPUL.\Ç.\ o - E' de 15.165 hab. POXIM
SALt:BRIDADE - Com excepção dos ter-
reno~ banhados pelo S. Francisco, o clima é Lt!l-rrTES - Ao N. com o mumctp!O de S.
mais on menos sadio. Miguel, ao S. com o do Coruripe, a L. com o
PRonuCÇõEs ~ O arr.oz e o algodão são oceano e O. com o do Limoeiro.
os productos de maior culth·o, seguem-se o PoPULAÇÃo - E' de 7 ·334 hab.
feijão, mamona, milho etc. SALUBRIDADE -E' sujeito a febres e ou-·
A industria resume-se no preparo do arroz. tras molestias. ·
de couros, pelles, sabão, azeite e na creaç:to PHoDvCÇõES - A principal fonte de ri-
do gado e a\·es. queza do município cifra-se no plantio da can-
ToPOCRA.PHIA - S. Bm;, villa e sede do na, do arroz, alguns cereaes e fructos.
município, edificada entre as lagoas Tapuyas c A i ndustria limita-s~ a pesca e a aguarden-
Santos n 'um solo pedregoso e secco. Cazaria te. a extracção da cal e do sal.
irregular e pouco florescente. ToPoGRAPIIJA - Po.xim, villa e sede do
PovoADOS- Tibt'ri. Lagoa Comprida,ll1u· município, situada aos >o 0 , 3'2o'' de latitude
<amlJtl, Ollw d'Ag11a Graude sul, na foz do rio Po:t:im, em 1fll1 solo plano, are-
noso e embrejado. pouco se recommenda pela
VIÇOSA sua construcção e pelo seu progresso.
Pm·oAçõt:s - A principal é a do Gequiá
Lnun:s- Limita-:;e ao ~. com o muni- da Praia com o commercio de fructos e pesca.
ópio de ·c nião, ao S. com o de Ana dia. pelo
J>aran;:aba. a L. com o da Parahyba, a O. com SArtT'ANHA DO IPANEMA
'' de \ íctoria.
AsJ>r:t:ro -- O sr-Jo é bastante montanhoso, LD-ttTES - Ao ~. com os municípios de
mas em geral coberto de basta vegetação, boas Aguas Bellas e Palmeira, ao S. com os de Pão
mattas, e grandes vales fertillissimos. de Assucar, Bello Monte e Traipú, a L. com o
PoPvL.>.ç:\o -E' de 39.82 1 hab. de Limoeiro, a O. com os de Piranhas e Paulo
Affonso.
SALlJBlUD,\l>E -·· E' em geral sadio o mu-
PoPULAÇ~O- E' de I7.110 hab.
nicípio, de poucos tempos a esta parte a sua ~ALUBRJDADE - Clima quente e secco no
s~cle tem sido porem assolada por febres. mes·
verão, frio e saudavel 'no inverno; taes são as
mo de máo caracter. condições de salubridade do município.
PI<onvcçõv.s - A canJla é a princip(l] fon·
tt.: de rique;.:a do município, em seguida vem o PRonucçõF~'i - A principal cultura é a do
algodão. o fumo, o milho, mandioca. a.lgum algodão, que faz em grandi .escala, depois v..em
café e outros cer~aes. o feijão, o milho, a mandioca, aboboras e ou-
tros cereaes.
I~.ni:-.'J.!<I,,- A sua industria consta da
fabrõc:H:fw cb assucar en, 71 engenhos. aguar- A sua industria resume-s~ na creação do
dente.ain-,:. é creação <'o gado basta 1te prospe- gad<', em grande e ;cala, no descaroçamento de
ra. (' s~" comme.rc:i•J é ainda ;n·olumado com algodão, no c.>rtume de couros, çeJ:es etc. no
a export.u;ão de madeiras, caroços de algodão, fabrico de queijof, na extracção dosa1, oleo, cal.
mamona, couros. pedras etc. no preparo da carne do sertão etc. -
H a perto da cidade uma grande pedreira M 1N ERA r::-: - Calcareo por toda parte, mi-
de marmore em exploração, ouro, pla~ina, etc. cas de differentcs cores, pedras de construcç2o,
1:\l>!C:\DOR CER.\L l>ll ESTADO l>E :\L\CU.-\S 37

granito.:;. cryst1es de c arenmo, coberto ck


d iiTuçntes Ct re;, sa- coqueiraes e man-
litrc.ouro. ferro etc. gue:;, cheio ele lagoas
e l rcj:'S: o interior
'fopo,:I<AI'JIJA - ·
ap:-.:s:.-nta alguns ta-
s·ant'.-/JIIItT do i; a::e
bole:r J:;, Yart::as fer-
""'. "i lia e sede do lih;-i :las,grutas, ma1-
municipi J. pequena l:1s cq:;sidera\·eis. ()
mas li o r<:~ ce·1te. está t~:·re:10 em geral pres
écliticada á margem
t t-se p<Ha todas cul-
do rio lf'l11i<'lllcl. na tura .. c reac:'ío etc.
~carpa de uma ccllina
P Wt:J:,\<;.\o- E'
em um solo mu íto
c'e 'J·7o/ hah.
pedregoso. ~ \!.l:BRll>ArH>
H a na vilh rnn S:tclio no inter'o: : o
grande feira onde se liLO::d t5 de alguma
realisam a,. u l ta d•h
so:-tc insalubre. e111
negocios. c~~r~a: . ep~lchas, em
de S. J'oroAJ)o's- Os
consequ e n c i a da,;
principaes são: Po.·o : tl.1; •HllllCl'OS.lS la-
r/, rs 7i-i!u·hciras e St:l-
goas e paú~s.
tcio.•·lnlw.
PtW!l\JC(õr:s-0

CORURIPt: a:~. u.~:u· :abricad(, em


l' llot.-.l ..,1T u.\. Tn) _:_·,,,~..,a nu'' ·· :!7 '<.:Lg,~rh:)s <i a prin-

.-\o
LI\1!TF::' - l'lltlT, 11.\ I'L .I:"\T.\ llll '1'111:.\TI!II J·;~J c·o:;:- 't' l!i'l,'.\tl cipal fonte de riqueza
:\. com o municipio d .J municipio : phin-
do l'oxim. ao S. com o tk l'iassabil!':-.tí. a L. ta-s" talllb::m un ~rande e:;ca.la mandioca. mi-
com ooceano c O. com os mu:1icipiv~ de l'.~ne­ lho. f•.:ij;i ~>. at'J'Ol.. t \'<1 em t<.:rre·1os aclmiran:l-
do e J ,imoeiro. !llt;ntc .tprn~ria~Íu·; , c o~.t··o~ cereaes etc.
Asl'El'TO - :\o litorai o :;oh é ba;x ,, plann ..-\ sua induslria é aincta p..!quena. cm~i-;tc

muruc1p10s de
com os de Pão
L. com o
e Paulo

na creação do
amentode
Fei:es etc. no
dosa'. oleo, cal,

'J'tu~l - í , P' '1',,·{'.-CO ~l :-t!WCI .\ L.

TII E';JL'!W ]I() F~T \1'0


T:\IHC:\DOR GER.\L llO ESTADO DE ALAGOAS

no fabrico de aguardente. de cal. chapé()s de '\fonte e Traipú, c a O. com os de Piranhas c


palha : na pesci1 e na crea<;:ío do gado. Paulo .-\ ffonso.
() commercio p0uco clescm·oh-imento tem Ast•t:c:TO - O territorio elo município é
tido. basta:1te montanhoso para o intelior e arenoso
~I r ~E R AES - - Ha c:1rvão e presume-;e o nas margens do S. Francisco.
ouro : calcareos, micas, shistos betuminosos PoPUL\.Ç.\o- E' de 14.334 i'ab.
SALUBRI!lATlE- O clima é em geral quen-
ferro etc.
'l'oi'OI;RAI'HI<\- Contnjle, cidade c sede te e secco pelo verão e amenisado no im·erno.
elo município, com uns -J..ooo hab., pequena m:ts ~os terrenos do S. Francisco são frequentes os
picLOresca cidade, rc~ulannente construída em casos de febres.
um ('~rreno plano e arenoso. á margem ch rio A cidade de Pil.o de Assucar registra an-
do seu nome. com alguns cdificios e boas ruas, nualmentc um grande numero de caso.; de tu-
sociedade;.; etc. berculose. prod~tzidos pelas absorpção de uma
Po\·o,, nos - O:·. princip:tes sã::> : Pontal, poeira finissima avermelhada tra'l.id:~ pelos \·en-
na foz do Coruripc:. com um bom porto, Ccmw- tos dos vastos areiaes que a ci rculam.
~-,,-.1. c Ag11tl dt: ~lieninos. PRODUCÇÕF.s - A sua exportaç:io consis-
te. em escala já consideravcl. em algod:io em
CAMARA~IBE
rama. c:u-oços, paina, feijão, milho. arroz, ma-
Lr:\11 n:s - - .:\o :\. c:~m os rntmic1pios de mona, ol-=o. couros, pclles, solla, pol\'ora, ta-
Porto Cah o c Porto de Pedras. ao S. com o mancos etc.
ele S. Luiz do Quitunde, a L com o atl:n~ico e TnPOGRAPHIA - rão de A.fS!i(/(T. cidade
ainda i'orto de Pedras, a O. com o mumcipw e <;ede do município, com 5.ooo hab., regular-
de l\luricv. mente construída á margem do S Franc1sco,
AsP~:cTO - O solo é em ,;;era! plano e com mn bom porto e um commercio rr.uitissi-
baixo, forv:mente cmbre.i:t<lo. cheio de : 1achos. mo ;; nim::tdo. Conta alguns bons edificio3, so-
grandes \ales~ coberto de uma \·cgetaç~io pun- ciedades etc. L1:11lTES
jantc e admira\·el. P"•:o \nos - .-\!em cl-:: outros notam-se : Camaragibc,
Pm'l'uç.\o ..-E' de 22.9i 1 hnb. l.imot:!rtl. S AlliOIIttl tltl Jartw \ (.à 7ift1 A .'r:gre ü. e ::\0. com
SALl.' flRilHI>E- Reinam em Ct; r tas csta- dfls Jfetrtt'í, .lampueíra t' Jaa1resinho. o de i\Iuricy.
çi'ie" do anno. princ:palmentc nas baixas dos Ct' 1~ ro:-tOAl:Jr:s- Proximo a cidade én- ASP.Et..10
rio!>, febres intermittentes ou palus~res e ou- contra-st: :í. pequena profundidade do solo, nas prjado a
tras molesttas. As regiões ccntraes (~O muni- \'arzeas. uma grande quantidade de fos.:;eis çlo regular e
cípio -;ão entretanto regularmente -;audayeis. antidiluvianos de tama11hos e formatos col-
PROilt;cçõr-:s - As principaes fontes de lossaes.
riqueza ~ão : - o assucar. produzido em 6r PJRTO REAL DO COLLEGIO
eng·::-nhos : a aguardente, cereaes. fructos. e
exportaç:l(J de madeiras em grande quantidade. LDIITr.:s- Ao)[. com os municiplO.'S de
construcrão d barcaças etc. Encontra-s~ no S. Braz e Limoeiro, a L. com os de Trimnpho
IIHmicipl;) turfa. shisto betuminoso e ligintcs. e Penedo, ao S. com o município de Penedo c
pedra::;, etc. rio S. Francisco, a O. com o mesmo rio.
ToPo<;RAl'HIA- Passo de Camar,tgi/11', l'oJ>ULAÇ.iO- E' de 1o.8tg hab.
cidade e -;edc do município. com 6.ooo hab. SALUBRIDADF. - Sujeito a febr...:s intermt-
muito florescente. edi!lcacla a mar1~cm do rio tentes ou palustres na epccha das Vé's:t:Hes dos
CamaraK1Óe; regularmente construida. de ruas rios :o intenor é mais ou menos ~alubrc.
Jarg<~s e planas, com um mercado, theatro. dous PRonue<;õf:s - Produz espcciahnentc ,JI
templos t:tc. ~o seu porto ha diversos esta- roz , al;odão, milho. mandioca, mamona, feí-
leiros par,t a construcção de barcaças, ya' c'1s j;Io, etc., cop· uma pequena ind.ustria d~ oleos.
t' grande" trapiches para deposito de assucar ,; redes. cal, cortumes e larga creação de gado.
çereaes etc. aves, etc. ;\io seu territorio encontra-se em
I'o voADOS - jlfatriz de Ca11u1 r.rR'i/le. com grande quantidade calcareos, c:-ystaes. mar·
uns 1 .ooo hab. grandes lavouras dt' canna, ne, phosphato de cal, guano, etc.
Htlln1. na foz elo Cam,zragii>F com um bom TOPOGRAPHIA - Porto Real do Colle,Kiú,
porto c ,}forros de Camtlr<lgi/Je onde se encon- \·illa e sede do municipio, florescente, com um
tra o lign1le, Riq11mlm ett. bom porto a margem do S. F rancisco, defronte
de Propriá em Sergipe, mas irregularment~.:
PÃO DE ASSUCAR constmida em um solo plano e pedregoso. ] un-
LD! lTt<:S- Limita-;e ao :--= . com o muni. to fica a lagoa do Coqueiro. . . . _
ci pio de Sant' Anna do I panema. ao :'. com n Pm·oADO~ - Rarn~ de· .lti•íóa.•11ar,rb,r.
S. Francisco, a L. com os municipin..; de Bello :lfu;~/Jaçrr e/(.
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 39

TRIUMPHO
e
Lrr.r1n:s- Ao N. com o municipio de
Limoeiro, ao S. e L. com o de Penedo, a O.
com o de Porto Real do Collegio e ao S. com
o de S. Braz.
PoPt;L.>.ÇAO- E' de 8.287 hab.
SALt;BIUDADE- O município é mais ou
menos salubre, a cxcepção dos logares ~m­
brejados ou pantanosos onde reinam fre-
quentemente as febres.
PoJ>ut.Aç,\o - Cultiva-se especialmente
o arroz, cuja producção é abundante; algo-
dão e algu,ns ccreaes.
A industria consiste na creação do ga-
do, alias prospera, na extracção de oleos, e
ção consí~ · creação de aves. ··
Ph()t.-.1.< 1'11UA. 'l',vp.-Co:UI\lf:ncJ.\1...
algodão em ToPOGRAPH·tA - Trittmpho, séde do
. arrm:. ma- município, a margem da lagoa Boassica, á 5 le- CASA DE · DETF:XÇ.'~o
poh·ora, ta- guas de Penedo, cid3.de onde nã:> ha nem es-
peranças de progresso. posiçl'io, é dotado de uma temperatura secca,
ssunrr. cidade PovoAnOs- SalcJmé, centro de creação e mas amenisac1a pelas brisas de norte é nordes-
hab.. regular- de lavouras de algodão, com um bom clima. te, qt:e scp;·:un regularmente _1:elo verão; a C!?-
S. Francisco. tação invernosa é excellente. S6 na seçle do
rdo rr.uítis-;i- UNIÃO município tem grassado com alguma frequen-
edíficíos, so- cia febres de máo caracter. A varíola de quan-
l..Hl!TES --=- Ao N. com o município de do em qttando ahi apparece, devido a comnn:-
.os notam-se : Camaragibc, ao S. comosde Mmicy e Viçosa, nicação directa da cidade com a capital do vi-
C711p:' A.'r:gn: O. e NO. com o de S. José da Lage e a L. com sinho Estado do norte, onde é ella endemica.
Ú.''IO. o de Muricy. Ptwoucçf>ES - A Cttltura principal é a
a cidade en- ASPEcro - O solo é geral plano e apro- do algodão, que se faz em largas proporções;
e do solo, nas priado a differentes culturas, com uma vegeta- ,·em depois a mandioca, o milho, f~ijão, e as-
e de fossei:-. ção regular e boas aguadas. No município sucar fabricado e1~ diver:;os engenhos. A sua
formato~ co!- correm entretanto algumas serranias, mas que i:ldt:stril consiste no preparo de couros,oleo pel·
<·m nada alteram a regularidade do solo. le~. corda:;-, redes, aguardente e na creação
PovuL.~ç,\o- E' de 47.ooo hab. alias prospera do gado.
SALUBRlf>ADE - O município, pela sua Kas serras cultiva-se tmnbem o café que
floresce e fmctifica admiravel-
mente.
O município parece desti·
o rio. nado a um grande futuro pela sua
9 hab. prosperidade crescente.
ít:or~::. ir.termi- TOP<K:RAPHIA- [JniÜrl, ci-
s '"<'SJ.!ltCS do~ dade e sede do município, edi-
::. ~alubre. ficada sobre o dorso de uma
pec•almente ,,r collina á margem do rio Mm1-
mamona, fci- dahú ; tem uma população de
'.13tria d~ oleos. cerca de 6.ooo hab. um com-
ação de gado. mercio activo, boa fe ira e muito
~ncontra-se em Hore:>ccnte.
c:-ystaes. mar- A sua edificação ~ reg\tlar.
União é o ponto tenninal da fer-
r;) via Alagoas Railwa;• e ini-
scente, com um cill do ramal que termina em
ncisco. defronte Glycerio ligando-a com a cidade
irregularmente do l~ecifc em Pernambuco.
pedregoso. Jun- PovOAÇóF~'> - Mut~dahtt­
l'hcn.-.J .\Tl.iu.,·. 'f.'')t,-(:o~: ltl!UCI,\ J...,
·A.firim, com extensas lavouras.
IIJi,iba .•1/ám/!cr. IGR EJA nos i\L\rn-YRIOS J11o':i/Í m, Bolâa, Ca11gotc Liso clt.
J:--;.JHC:\l)OR GER.-\L DO EST.-\I>O DE AL.-\GOAS

Ct:RIO!'ITHTIES- Ao lado da cidade. c~rcl Pm·t:J AÇ.i.O· - E' de zo.JZS hab.


de 2 lcguas, tlca a serra d~ Barri;;a onde cxi~· S,\l .t;HRJPAT>E- Com excepção da sede
tiu durante longos annos a celebre rcpublica (lo município, é geralmente sauda\·el o terri-
dos Palmares. torio. O din:a é fresco e agradabelissimo.
PRoDucçõr.s - Produz excdlet.tementc
LIMOEIRO algodão. assucar. cereaes, madeiras etc .. e ex-
porta alem destes productos a agt:ardente,
Lnun:,:; - · Ao ~.com o mtmicipio de ccuros. caroços de algodão etc .
.-\nadia, ao!'). com os de Collegio, TriHllll)hO e ToPO<;<{APf;ilA - Paraltyba, villa e sede
S. Braz, a L. cum os ele Poxim. Cormipe c do município a margeln do rio Panrh_rba, pou-
ainda Anadia. a Q. com os de Traipú e Pal co florescente. Está ligada a,capital pelo ramal
me ira. feneo de Yicosa. · ·
A!' PIK'TO - - O solo é muito montanhoso e · F'oYo,\TlÓs - Riadui.tJ, Sanlt~ E.ffigmia.
accidentado. .-\ vegeta<.;ão, s6 em alguns Joga- Ga':-!tdlcim de.
res altca-s~ ~xhuberante c frondosa, como for-
mando vérdadeiros oasis, de vinhatico. cedro, SANTA LUZIA DO NORTE
angico, pytimijú. pá::> d'arco, e ibirapitanga etc.,
no lJleio do carrasco e do agreste que o ,·erão LDIITF.S -Ao ~. com o m.unicipio de
queima e desola. 1\luricy, ao S. com os ele Pilar Alagoas, a L. e
Entretanto a sua fecundidade é e!'pantosCt. com os de ~facei6 e S. Luiz e a O. com o de
bastam poucas chm·as para fazer rebentar do Atalaia. ·
chão, n'uma rapidez espantosa. a relva, a PoPl:LAÇ.\0 .- E' de ·t8.o8z hab.
gramma ~ as pastagens tnrri:fic<.das. SALVBRIDt\Df: - E' bastante insálubre,
PoPl:LAÇio ~E' de zc.rs+ hab. tanto nas margens da lagoa do Norte, como
SALl:RRJOAl>E- cl:ma secco e sanda,·e\. nos terrenos que marginam o rio Mundahú e
.-\s manhãs invernosas são· frias . ç magni,íicas. os numerosos pantanos que embrejam o mu-
PROHt:'CÇõf:s - O algodão ·faz a inaior nicipio. Os ,altos das serras ou taboleiros são
producç:'io: o feijão e o milho tambem são cul- porem mui.tis~imos sadios.
tivados em abunoancia. PRonvcçõEs - A agrícola é bastante adi-
Ha no municipiÓ Ió engenhos de fabricar antada, consta especialmente da canna, · plan-
assucar e rapadura. A crea\:\o é abundante. tada em z uzinas e 57 engenhos, fructos, hor-
Expot:t:a tambem muito couro, cal, sola.
taliças e alguns cereaes.
pelles curtidas, caroços de :1lg:.~dão, re:les, mon- A fabril é tambem muito desenvolvida~
tarias, e páo·brazil conta 3 fabricas de tecidos, 1 fabrica de tijol-
M!);l-;R.u:s- Existem no município grim·
los e telhas, diversas olarias, alambiques etc.
des jazidas de mica amarella. preta e branca, A pesca é pouco desenvôlvida.· ·
de calcareos. crystaes de rocha de cores di-
versas, argiljas, shistos betuminosos, pedras TOPOGRAPHlA. - Santa Lttúa do '1Vorte.
de construcção. ferro etc. villa e sede do município, edificada em 1636, á
margem da lagoa do ~arte, oUtr'ora era bas-
Tovoc.RAVHIA - LimoeinJ, .villa e sede
tante florescente, hoje, apezar do desenvolvi-
do município. sobre um mo~·ro pedregoso i mar- mento agricola e fabril do municipio, está em
gem do rio DJi'flripe que a cin;;unda em gr;:nde
completa decadencia.
\)arte, acha-se em completo ~;~;t:dc ele dccaclcn-
PovOADOs - Ta boieiro, com um clima de-
cia.
J>o\'O:\ÇÕ ES - licioso, Greg"rios, com excellentes lavouras de
Jfl.::q11ri:;J, a Jocalid<\de
mais populosa e florescente elo tmmicipio, Ctm- canna, FenuTo Velho, com uma fabrica de te-
nabrm·tr, prosp:!ra c com uma h~a feira, Art1· · cidos, Pedreiras, Carrapati11ho, Satuba, com
uma uzina,. Utinga com uzina, Cadz:Jeira, fa-
pira:a, Port1o, Ltl,C:tJa dcJ f'cti:n; e l'c:·dig:i.:J cen-
tros de creaçl\o. brica de tecidos, PmJ Anmrello, canna e ce-
r<!aes, Rio L<rrgtJ, fabrica de tecidos, CIJtflltirc'
PARAHYBA .•::et'm, legumes, pesca e fructos deliciosos, fa-
bricação de rendas, e proximo a capital, á mar-
Lt:141TES ·- Limita-se ao:\. com os mu- gem da lagoa, n'nma situaçlo muito pictoresca.
nicípios de União e rvlmicy, ao S. com os de
Anadia c Ata.Jaia, a ·L, com os de Muricy e PORTO DE PEDRAS
Atalaia a O. com o de Viço:;a.
A'-'PECT,.,- Contem o solo grandes var- Lnun:s - Ao N. com os municípios de
zeas ferteis. extensas serranias, gnttas. tabolei- Porto Calvo, e Maragogy. ao SO. com os de
ros e vasta vegetação. Camaragibe e Porto Calvo, a L. com o oceano.
1:\DlCAlJl)R GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS ·P

·.P5 hab. _'\sJ•E\.TO -·- O !>Cu solo C:: b;rix.o c cmhrc- .-\~ p.,;cTc> - () sob é sccco c acci<kntado,
cepção da sede
jado, mas com uma n·gcta~:ãü forte c l uxuri- mas em g-eral produ ::li\·o. lia tambcm grandes
saudavel o terri-
ante. campo; de L r .:a\·ão.
lissimo.
J>OPUJ. A( .\o .. - E' de t .poS hah. S,nu HRIIM JJJ:: ·- Situado no centro do
excelleLtementc
S.-\Ul BR!li.~UJ<: --O município é em parte Esc:tdu. as ~uas condições de salubridade sã.o
deiras etc., e ex- sujei o a febres e outras mele ;tias. ex ·e ll~ntcs. 0:; dia; são quentes e: scccos, as
a a~·ardente. ToPOGRA l' lllA- F.nt.J 1.'e l'edras. villa c n .)ite.;, porem, são deliciosas.
sede do munici pio. ~ituada na foz d :) rio i 11iw- P...11 ULA(' .\0. - .E' de 15.968.
villa e sede gu,t'{ia, com p .::qucna casaria irregular c em PROUIJC ~õ~;:s - · Produz em abm:dancia,
decadencia. algodão, especialmente, feijão, milho, mandio-
Po\·o.-\DOS - 5:. Alig~tel do:; Jltfila,~rres, n o - ca e outros cercaes.
taYcl pelas suas fontes milagrosas, hoj ~ seccas, A industria resumo-se na fabric?.çlo de
Santa Ejl(~enia. Jirtuamunlta - b erço de Cyriclião Dt:n•al. assucar e raspadura em 26 cnge nh::>s, no des-

IORTE
o muntc1p10 de
e Alagoas, a L.
O. com o de

hab.
nte insálubre.
do ~ orte, como
o rio Mundahú e
embrejam o mu·
ou taboleiros são

·la é bastante adi·


da canna, plan-
nhos, fructos, hor-

desenvolvida-
~ fabrica de tijol-
alambiques etc.
:olvida.
Lusia do ·.Norte.
ficada em 1636, á
outr'ora era bas-
do desenvolvi-
unicipio, está em l'hn t . -.).\T!' II•. 'l'.l ·p . -I'OMl!P:ItC'l.\J,,
M :E RCADo Punu r o
, com um clima de-
tes lavouras de l'JWDt:c ç ·u::s - Assucar fabri cado em z 5 cn r ::çamento do al~odão : oleo, cal, cortu·
fabrica de te- engenhos, ccreacs, mamona, côcos, madeiras, me.>, etc. c na valiosa creação de gado, hoje
, Satttba, com cal, etc. c Jnsidcravcl. H a no mtmi:irb magníficas pe·
Cach:Jei1·a, fa- CuRJO~IDADES - ~ este municiJ,:iO feriu-se drciras, fcr:o etc.
'41, canna e ce· em 18 de Janeiro de I ÓJ6. uma grande bata- ToPOGJ{APHIA - Vidoria, ou Quebran-
tecidos, CttqudrtJ lha contra os hollandezcs commandados peb gulo, cidade c sede do município, s 'tuada á
deliciosos, fa. intrepido general Artikchof, na qual morreu, margem do Parahyl"r aos 9° 18'58" de latitu-
o a capital. á mar- apoz o desbarato das 11 0~ sas forças. o general cL! austral e 6" 4C/o" de longitude oriental do
muito pictoresca. h espanhol d. Lui2 de Rozas e Bor ja. Rio de Janeiro, tem hoa casaria e é relativa
mente prospera.
VICTORIA PovO.\t 'ÕY-" ·- J>assfn;em, Cruz rlt: .S: A.fi.
Kllrl, l.o11n';~'fl. Cajwnltí, 'c(umm/la etc.
os municipios àe LnuTES - Ao N. c 1m o E stado de Per·
SO. com os dt! namuuco, ao S. com o município de Anadia. a S. LUIZ DO OUITUNOE
L. com o oceano. L. com o de Vi(;osa, a O. co ·n o da J>almci1 a LIMITEs - Ao N. limita-se com o muni-
dos lndios. c:ipio de Camaragibe, ao S. com o de Maceió,
I~THCADOR GERAL DO E~TADO T>E ALAGOAS

a L . com o occ:\110 c ( l. co m o município de stmelhiio uma grande cidade em ruína, a beira


M uricy, mar, ce m obeliscos enormes, torreões, templos,
A S PElTO ..... _\pezar das se rras que cortatn fon:alczas. etc.
o município. o solo é em geral baixo e 'emhre- Fica .perto tambem o logar lradiccional-
jado, com extensas varzeas, numerosas yerten- mente conhecido por hrp.r-/Ji,-po, onde foi mor·
teR e uma yegetação formidave!. to e cle\'Orado con• os seos companheiros. pc-
PoPUl.A<;Ao .. _ .E' de L8.26G hab. los C'crhetÍ!s, o t 0 • bispo do Brazil d. Pedro
SALUBRmAm:- ;:.;o litoral e margens dos Fernandes Sardinha.
rios e pantanos reinam endemicamente febres Djz-se que esse Jogar é reconhecidamente
palustres ou biliosas, e outras molestias. esteril .e mí de qualquer vegetação.
PRom ;cçõEs ·- A riqueza do município J<:m ~ . Migt1el nasceram o Visconde de
consiste na fabricação de a.ssucar em 78 enge- Sinimbú, o Commendador Miguel Palmeiras
nhos, aguardente, alcool e cal, na construcção c muitos outros homens dignos.
de barcaças , na exportação de madeiras. algo- PAULO AFF'ONSO
dão c diversos cereaes.
L I MITES - Limita-se ao N. com os muni·
'1\iPCGRi\'PHlA - S. Luiz do Qrtitrmtie, ci- cipio de Aguas Bellas e ] atobá e Buique, e m
ç1ade e sed e do município, situada á margem Pernambuco, ao S. com os de Piranhas e Pão
do ·S. AntmJÚJ Gnmde. a 3 leguas da foz, 11'um de Assucar, a L. com o de Sant'Anna, a O.
solo baixo, plano, cercado de varzeas e panta- com os de Agua Branca e Jatobá..
nos. A cidade conta uns 4.ooo hab., é bem ASPJo.:cro - O solo é secco e montanhoso.
edificada e muito florescente. Os terrenos baixos formados de catingas, são
. PovOADOS - - Paripueira. logar historico, somente apropriados á creação ; as serras, po-
Raiz, fi'lexeims, l/rutiÍ, Santo A11111nio Grande, rem, admiravelmente fecundas e frescas, são
na foz do rio do mesmo nome, com um vasto destinadas a cultura de cereaes, legwnes, etc.
porto c estalleiros de barcaças, com I .ooo hab. Como os demais municípios da zona sertaneja,
P.aulo Affonso é preso as vezes de terdveis
S. MIGUEL DE CAMPOS ~eccas.

POPULAÇ.\o - E' de 1 x.qo hab.


-Limita·se ao N. com o muni-
LIM ITES SALUBRLDADE - O clima é secco e · sau·
cípio de Alagoas, ao S. com o de Poxim, a O. davelno verão, frie e sccco no inverno. E' re-
com os de Anadia e Limoeiro, a L. com o putado o melhor do Estado.
oceano. PRoDUCÇÕY.S - J>roduz em abund ancía al-
PoPULAÇÃO - Z 1 de 20.236 hah. godão, canna, feijão, milho, fumo, aboboras,
SALUBRlllADE ·-- Com excepção das mar- favas, etc. Exporta couros, pelles, aves, ani-
gens do rio S. Miguel onde reinam frequcnte- maes, mel, gado, mamona, café etc.
~nentc febres di\·ersas, o município é em geral A industria pastoril está muito adiantada.
saudavcl. O seu clima em alguns logarcs não Como Agua Branca c Palmeira, etc. os seos
se p<xle desejar melhor. terrenos produzem admiravelmente o café, nas
PRonun;ci'ES -Produz especialmente as- serras, onde existem grandes plantações e cujo
sucar, fa bricado em uma importantíssima uzi- desem·olvimcnto não é maior pela difficuldade
na c 17 engenhos: algodão. feij:to. milho, etc. c carencia de transportes. H a tambcm no mu-
<> .'>e U commercio é bastante prospero. A
nicípio muito calcarc::o. ferro, granitos etc.
industria resume-se no preparo da agt1ardcnte.
~olla , alcool, na extracção do sal, madeiras. A
cn::ação é ainda muito limitada.
ToPOGRAl'HI A - Paulo Ajfomm, villa e
sede do município. edificada em usn teJTeno
accidentado, eom pequenas ruas irregulares.
..
com uma boa feira e alg1.nn commercio.
T opü<;KAl' IIIA. -- S. Jlfig uel dl' Campos,
Povo.>.nos ·- E:.ní, Santa Cruz rio Desrr·
cidade c >.éde do município, com uns 7 .ooo t(l, Marim111a , Espirito Sm1ló etr.
hab., cidade tlon~sccnte e b<~m edificada á mar-
gem do rio S. Miguel, com um porto acanhado PIRANHAS
onde apenas che:,.ram pequenas barcaças. LIMITES - Ao N. com o município de
PovoAnos - Barn~ tle S. Jl1igrtd. com Pa1.lio Affonso, a L. com o de Pão de Assucar
estall~i ros c boas pescarias , .:.Y'iquim, (;equiâ, a O. com o de Agua Branca, a S. com o ri~
com esta lleiros, pcse:t, fructos etc. Mosquilr•, S. Francisco.
florescente, R(Jaa da. Afiltta, R ofei(J elt. POPULAç,\.o - E' de 3.525 hab.
Ct ' RJOS !UAlJ ~;!-; - ~a costa ticam as fa- SALUBRIDAI I E - As condi~:ões de salu-
mosas H. trrcir,rs tfr1 (;equüí, muito co nhecidas bridade do municipio são excellentes 1 o clima
dos navegantcs. c vistas a longe di~taneia. Com- t: porem quente, sccco, c algumas vezes into-
posta de argillas branca. n ;rmclha <: all\arclla, lcra\'cl.
T::-\THCADOR GF.JZAL DO ESTADO DE ALAGOAS 43

PRonu~ <~õEs - .-\ cren(,:;'io anilllal é o


principal r~c;1rso dt· vida d' município: pro-
duz e111 pequena e:-.c.d:1 algcdãn c al~uns ce-
rcaes: e exporta ainda <O:tro:;. pelks. g:tdo.
mel. rumo. sal. aguarcl{'llk, mamona. oleo. etc.
TopQ(;RAPJII ~ - 1/nwlta.>. 'illn c sede do
municip[o, acha-"e aos 'J"· 37·4, •. de latit\H~e
austral c s''. ~3 'sI c. de IDng-itude oriental do
Rio de Janeiro, sobre a encosta da jmcdi,r de
1~711/(J --~f!i'llst', ;i_ margelll do rio S. Franci!>C'O.
i\ sua disposição local é muitíssimo pictorc~ca.
c conta a villa excelh:ntes prcdios incll!si,·e o
que sen·e de estação a ferro-via J:wlo ..-Ufiiii.>'O.
O seu commerci:> é activissimo, porque
Piranhas akm de occupar o ultimo ponto na-
com os mum veg:tYcl do baixo rio, l~ o ponto inicial da es-
e Buique, em trada de ferro que une o alto R Francisco. O
has e Pão SC\1 clima port:m c} ingrato : é quente C sufl'o-
Anna, a O. cantc durame o dia. porqt:e, a \·illa assentá em
um solo pedregoso c de horrorosos I-Jenhascos.
hlYO;\ IX:!3 -·- Iúrtn.·mr•IIIN . ./at'an~. Olho
catingas, são d'Agua tlt> Casad", Talhado elt.
; as serras, po-
e frescas, ~o TRAIPU'
legumes, etc .
.rona sert~~eja, LIMITEs ---- Ao :\. com os munkip:o.:: de
de tenivcis Palmeira e Sant':\nna, a L. com c•s de S. 1-lraz
c Limoeiro, a O. com o de Bello Monte. ao l,ftl)t,-J.,·rcrt.\. 'l'.vp.-CoM M I<':Rf1.._1 ••
10 hab. S. com o de S. Braz c com o rio S. Francisco.
é secco c sau- ALFAN'DEGA
!S.-\l.I;HRII'A[lE .... A excepç1o dos terre-
in..-erno. E' re- nos que marginam o S. Francisco. onde reinam l'ROIH;< çõ~:~- A crcaçi'ío pastoril é a
rm certas epochas. febres intcnnittentes. pa- principal riqueza do municipio : o gado ahi se
lustre-; ou biliosas. n:-. outros logares são ge- desenvolYc rapidamente. A agricultura resume-
ralmente sadios. se no plantio de:: algodão. arroz, mamona, c ce-
Asi'J<:t.TO - Apczar de algumas serranias, rcac~. AIem destes productos exporta couros,
o solo do nnmicitiJ é gcrallll<:nte hnixt•. com pelles. md. caroços de algod:'ío, oleo, etc., Jla
extensas planícies cobert<~s de <'XCI. llentt-:-. pas- muito calcare:!. shi~tos betuminosos, pedras,
tag-ens onde em brga escala se des<:nnJl\'c a marne etc.
e cujo creaçii.o. Toi'OGRAP.rrA - 7i·aipú, cidade, c sede
da ele Pol'UUÇ.\.o - E' de 19.4 r 3 hab. do munic'pb. siltJa:la ú margem do S. }'ran-
no mu- cisc<', i 1 reg-ularmente constmida e com al-
granitos etc. gum commerdo.
A.lfimso, villa e PnvOAI•OS - (;irmr, (.{r/t!einies, Caji·
em um terreno z•ara, Crmóas, .Ríadtiio, /ací.J/m, illlmóaçrT,
irregulares. 1-~·eaca. Rtóe/lJ elr.
..,mmercio.
Cn1z do Dcser-
S. JOSE' O~ LAGE

o municipio de LHr !TES - Ao~. pelo rio BastúJes. at~


Pão de Assucar, sua nasccnç:t na serra do Bolão e dahi em
a S. com o rio linha rccta ao outro lado da mesma serra,
na nascença do Bo/âo, c por este abaixo até
sua embocadura, no riacho Set't·o. seguindo
por l'Stc até onde faz b:ura no riacho Canhô-
to, por este acirna atl! a linha dh·isoria com
Ph•Jt .-.J A1'1 H.\, Typ,-t \IM,Ul!Hn\1,., Pernambuco.
lü:•:EHJ..l>OHJ.\ EsTAI•o.\ 1. I-'01-'UL-\Ç.\o .. E' de 26.870 hab.
IXDICADOJ\. GER.\L DO ESTADO DE ALAGOAS

s ,,J.l:HIOII.\l>E ·--E' em g-eral salubr<· () Honi;;r,·it, t:!(.. localidades onde se encontra


111\llli<:ipio. A sua sede porem tem sido por ferr<;, schis.tns betuminosos. iman. granitos c
Yezcs assaltada por febres cic múo caracter. calcarcos em abundancia.
PROI>Cl 'í,'Õ E~ - l'roduz principahJtcntc
assucar, fabricado em :?.'1 engenhos : algodão. PILAR o mtmicipio.
ccrcaes, l.:~umes, café etc. PROIIG(.l-
c\ creação é pequena ainda. L1~11n:s - -· Ao X. com os nHinicipios de !'arinha dt: •
Toi·o<;R.-u> IIJA · ,r..,·. /os{ da l.trge, \·i lia c sc- Atalaia c Santa Luzia elo ~ort<>, ao S. com os :t..,""l.laTd\:nte. ak
d:! d) município, com uns 2 .ooo hab. com uma de Ala~~ms e S. M igucl, a O. com o de Anadia TOP<IGRA
boa feira c commercio florescente. E' o ponto e a L. com a lagoa Manguaba. do mw1icipio.
intennediario entre Clyccrio e l'nião deste Asl'~:cTo - O solo é n1uito accidentado, plano e aret
Estado. ao lado de grandes taholeiros inapprovcitados.
PO\'OAilO s - Curralin/111, Ro('c7dinlu,, í.a- clistendem-se \'astos c fertilissimos \'alies, e
gon iVin•a , l'iquelt, Júnlim , 1i·nda e Cruz Vtr- grandes mattas.
de dt. PoPuuç.\o -·E" de 15-766 hab.
PALMEIRA DOS INOIOS SAl.l:BRIDAllE- R<:inam endemicamcnte
n margem da Afanguaha febres palustres e in- :mcoradouw
Lnun:!'- Ao X. com os municípios de tc:rmitentes ; o intcrior é excellcntemcntc sau· Ll; RIUSJD.-\-
Garanhuns e Bom Conselho. em l'crnambuco, ela \'Cl. 11~:!' - Conta o
ao S. com os de Traipú e Limoeiro. a O. com .l/mana/.• ,{.u
PtWllUC.:<JiEs- A principal fonte de ri ·
os de Anadia, Viçosa, e Victoria, ao Oc. com A I a;: J a s. de
queza é o assucar. fabricado em 27 engenhos;
os de Sant'Anna, neste Estado c Aguas Bellas J q<) 1, editado
os ccreaes mais cultivados são o milho, feijão,
em Pernambuco. pelo sr. .\nto-
AsPECl'O - Situado no centro do Estado mandioca, lt>gumes di\'ersos etc.
A sua industria. ~a.stante prc spera, consta nio .'\h·es, em
é em ~eral ;.ccidentado e secco ; as suas ser- \faceió, q u e
da pesca, fabricação de aguardc11te e alcool,
ras p:.r<!m conser\'am uma humidacle percmnc ~ da cnco::.ta do
cigarros. oleo c tecidos ele malha e brins de
que tornam o municipio um dos mais produc- monte existe.·
tores do Estado. Os terrenos baixos são caber· algodão etc.
ToPo(;RAPHJA - J'i!trr, sede do municí- entre a praia
tos de catingas c pastos ele creação. do flfltJIIÚnif'
l'ol'ULAI;.\o- .r~· de 22.237 hab. pio t 2" cidade depois da capital; demora fl
ma ..gem dn lagôa Mm~~11aba, em uma pcsiç:io 1' o pO\'üad.>
S.:d.lJBRtnAm: - São as melhores possi- /R,rrrein>s, •l:ts-
bastante pictoresca. Tem extensas ruas, lar~as ;
Yeis as condições de salubridade do município.
f' bem construídas. cliYersos templos. um bom
s·~6··
!<-c ao~ ~r·
( )s dias s:\o qm ntcs c sccco~. íl'S noites e as
theatro, mercado, trapiches, sociedades bcne· I 1mn r o n t L
manhans porem, são amenis imas e mesmo <i'.tgu::~ purJ. .:.
ficentes e de instrucc~i\o, collc~ios etc.
frias etc. crystallina. COI'
A :ma popul tção é tal\'e?. superior a 9.ooo
PROJHJn;õ~-:s - E' o algodão a principal
habitantes. Proximo a cidade existe uma gran- ~.idcra<lo a m~.:­
fonte Jc riqueza agrícola ; \'em depois o milho, ihor do litoral c
de c prospera fabrica de tecidos.
a mandioc<t, o feijão. aboboras. inhamcs. café. c:onhccida pd .
Estú em commtmica<;lo directa com a ca-
f.umo. fruto~. mamona etc.
pital, não só pela navegação tiuvial rasa e a nome de RiiJIU·
~a industria pastoril a\·ulta a creação elo
Yapor. como pdo telegrapho e pelo tclcphone. Ji/10 de .\: 7iit•1
g:tclo, abundante, taln:z a mais desetl\'oh·ida.
PovoA JJOS - - S. Atllt7ril, C/1(1 do /)i/ar. ··Corre ptl
Muitos outros productos enriquecem o
Afirnga/Jeirt1s, !'edro da Cruz. Cldi dil 1il!lgil, ele'. <lra por haixo ~
commcrcio do município: taes ~· ão --- o 1nel.
<·ntra na hica q
couros c pelles curtidas e seccas. caroço de ai· metros dt:~pcja
p;odão, azeite, cordas. qu::ijo. redes, monta- MARAGOGY
tanque formad
rias etc.
Limita-se ao N. com o rio arca de z 5 m. ~
P,\Dl),;IIC·\- cidadee .-;ededn município, LL\Illf:S - -
Pcrsinnnj.,'a, ao S. com o rio J~fan,çual•a, a L fundo no \·crii ,
com 6.ooo hab. em uma situação encantadora, praia. -
com um clima muitíssimo saudavcl, 0 ta1Y<:7. a com o atlantico, a O. pelo rio lgampenma. des-
de a conH uencia com o M anguaba at!: o poço "As ~ua~
localidade da zona sertaneja mais impor-
do Capim. contiuencia do riacho il.foura, o La- ment<: do tanql!
tante pelo commucio, c adiantamento. l'ossue
rangciras (sitio Angelim) peiJ qt1al segue até mesmo nas Jna.
uma casaria regular. e uma grande f':ira a que
(:!ncontrar na proximidade do engenho Moura <las. notando·sd
concorrem pessoas de todos os pontos limi-
.c·;1sif~t!S da bai.'l:~
trophcs. o braço norte e por elle se~uindo até a estrada
(b praia. ma.-.;~
!~m!OA II()S - - 0//ttiS t/'.·f,!{lfll do /ft,·itil_r, real que por ahi passa até encontrar o rio Sal·
'it() -.;ubindo o,.
centro de crcação. com muito calcarco, fl:rro, gadt' 011 Jafaratuba no sitio Ilha tlt: i\Z Senlamr.
betumes. ouro, ~ranitos, etc. (quer de nrn quer doutro ponto) subindo o no
l'almeinr de Fára, San/tf Ci·u.~. RiaJw até ao engenho Japaratuba onde toma para o (•I .~ dl~eriralll

norte pela estrada que segue deste engenho Mrn<tl> "ll>i>ho llttnf
J•iuulo tlc Cimtr, Cimncr l·i-J"Iula, Cal:/àJ'(il.'s,
<:IA IX!Il. e<JIMdo jj<>l
l)iDIC:\DOR GERAL UO ESTADO l>E ALAGOAS 47

se encontra para o DlltiJ' HllJnu, limite deste com o Esta- Y:io H·cuando, parecendo que uma occulta for-
granitos e do de Pcrnambucc- ~ *) ça n:pulsi,·a lhe impuh: o encontro.
Poi'Uf.AÇ.\o - E' de 2-l-707 nab. ·• I >e .senclhante phcnomeno ainda não
SALt:HIU t>AilE - - E' regularmente salubre hou\·c por ali (•;xplica<~ão plausível.
o município. "Senlpre inclinada ao maravilhoso a cpi-
PROPt:n:()ES - l'ro<luz e exporta canna. nião \'ulgar acccita cümo verdadcira.s di\'crsas
municípios de farinha de mandioca. milho, arroz, feijrl.o. J..:nda~, alf_'<UIIas bem t•xtra,·agantcs, a respeito
ao S. com os aguardente. alcool. côcos. chapéos de palha etc, desta tonte c <las pegadas humanas que ;;c cn-
o de Anaclia · To!•<x;R,\PHL\ - ..l1ara;;oK_r. ci<lace e sede contram gravadas na rocha do monte em que
do município. edificada sobre um solo baixo, ella na.-;ce. 1)ahi se origina a d cnominaç:ío de
plano e arenoso, com alg-um commcrcio c al- S. Tlwmf dada a mesma fonte, pois acreditam
guma casaria. serem essas pegadas \'Cstigios inu.mtest."\YCÍs c
PovoAuos -S. Henli1 . ./11panrllllltl. Sn11ta pcrpctuos da passagem do :\ post.olo por aqud Ic
.Lm;i,l, .\~ (~·om;a/,1, HarrânJ.r. com um bom por- sitio.
to no oceano. H.11nt Dntlllle, a 7 kil.. r;ota,·el ·• F. não t: só aqui. mas em quasi toei.> Br.l-
3JOs rastos do Brazil holla ndez. com um vasto zil domina t'ntre o po\'o a crcn<;a de qÍtc, em
ancoradouro no atlantico. /'('rolm. e/(. S\:a excursão para as 1ndias. depois da morte
CuRrOSIIM- do .Sah-ador,
1n;s -·Conta o Yiajou aqudlc
A /malltll..· ,/,rs A pcstolo por
fonte de ri esta parte da
11 engenhos ; Ala;;,ilu, de
1891, edita elo
Ame:·ica dei-
o milho, feijão,
pelo sr. Anto- xando impres-
JlÍO Al\'es, em sas nas rochas
'Maceió, q u c c lagcdos o~
" da encosta do Sif,;nacs de sua
monte exisll: passaJ;em por
entre a praia diversos Joga-
munici- res·
<lo l?i>quúrâo
c o pm·oa<b " :\ssím
finrreinJS, 11as- j:Ois jw;t i fica-se
n :aos9" 3'-lú" em certo ponto
wna f o n te a CTeiH,':.I popu-
<i'.1gua pura c lar por quanto
crystallina. con se ciTe c t i \' a-
~idcrado a me- mcme aquclle
lhor do litoral c l•ll r) t-.J.\·t•('H.\ . Typ - ''0.\0JI·:tWI:\L. Sallto Varão,
cnnhccida pd-> J>o:-;TF. J•E I >t·:~ E~JH,\Rl~t·J·: conte m p o r a·
nome de ilitjiÚ- neó de Chris-
Jiha de S. 7'/wmÍ'. to. percorreu o Brazil não ~cria C(I\IÍtatÍ\'O que
"Corre pelo dcdin:, ora à ftor do solo, dei.'i:assc o tt:rritorin alagoano pri\·"ldo da honra
<lra por haixo dos lagcdos do lado do nonc c de sua 1·i.-;it.a.,,
e ntra na bica que da altitude apro:ximada de 3
metros de;;pc.:ja as :tguas em uma espccic dl~
:\o m1micipi.o encontram-se as notaYcis
tanque formado na plan icic. occupa ndo uma
l."udwâra.s iiÍ's li'Ç''.s /'n:/11s .. as quacs represen-
.arca de 25 m. q. colll 50 ou 6o Cl'ntirm:trn de
no tam uma ser i e ele cascata.-; de:! s a 30 metros
fundo no n;rão ~_. di:>tantc c'-'ITa de 20 m. da
L. de :-~ltura, formarJns pelo rio L '!ú~:;ll.
praia.
" .-\s aguas pon·m. que manant ..:onst:tnH·-
mente do tanque mmca t h ~·~a m ao mar, nem
PENEDO
JllCSJllO nas mais ri~nro~as chu \-~\'i mr inn:rna·
1,1 ~~ rn:s -- :\o :\. com os nmnícípíos de
das, notando-se a ~-ingularidadt; de quc.: na,; oc-
Traiptí e L inw(;;iro. a L. com os de Coruripc c
casiõc.-. da baixa-mar ainda chq..!:al\1 até ao meio
da praia. ma:- a mc.:llida q ue a:: J'iassahu:-;sLÍ. ao S. com o rio :-:>. Frandsco c
a~ua.-; do m.ar municipios de l'oruripc c a ( ). com ainda o .S.
'ão -;ubindo com a en.chenlt', a.'i agu;ls (la fwll(~
Franc-·isco.
P<wcu<;.\o · E' de 15 .o.3o tub.
( 1 A dU.crioniftn<: i<n nó ma''"" limlt..., do~t., munl:·lplo.
0

~lrndl\ "1)1~1~ lltt.~o·l" <In AhnMoa~ oln E•t&<i<l !In~ ~.lt~go...,.,


SAr ..<; BHJJo,\Jn: Os terre no~ banhados
.... J!H)J, ~tliM•lo;~oM>r .~J.JiJm.ir.o ..\)\·,,._ .....tJ< "AJ!lt.UJ. pelo S. Fr:mciS<.:o s.ãu frl'qu entcmt::nll~ sujeitos
l~~Dlt'AfH>R CER.\1. DO ESI':\110 DE :\L:\GO.\S

a~ fdm.;s interm ittenk~ e palustre:-. principal- Estado. -Serra-; ao long1>--quasi indi:;tjncta~


nH.:nte nos inunciaclo,., pelas suas enchenk~. os umas. out ra-; azubula:, na :-;Wl distancia. mon-
quae", aptÍZ a retirada da-; ag-uas na n1sante. te-. PO\ oaçõcs qu..: branqudam, coqueiraes que
iic:un sujeitos as exhalar,/>t'~ dos ,·e~d<ll''i em se di;;tinguelll na ah tua da praia ao longe.
decomposi<,·:\:) ec. n:las q til~ surgelll n:~;, cun·as prateada:, do rio,
atra,·~:z a folhage11 . \·~~rde das ilhas. continua-
PtwntT<,:ÕI·:s - -- ( > mnnicipit> ~ em geral mente. s:>ccgadamentc. queima de ro<;aclos, en-
agrícola e o seu territnrin adaptado para a cul- cantos por to..Ja parte a sujl:stionar-nos. pren-
tura elo alxodão. cann;1. fumo. arr,)z, kijã l. mi- dendo-nos pnr longas hora..;, ao ponto de OO!;S:l
lho, mamona. mandinca, fructo:>. e::tc. ulJSl.n·;;ç;to.
:\ sua inclustría ~ ba~tante desen,·oh·ida : l >o rio, na altura de \'ilh :-:oYa, no outro
consiste no estabeleci•ncnto de fabricas êle te- lado. o apparecimento suhito ela cidade. deixa-
rido~. de olens, de pilar arroz, de lm1.-;a ordi- nos uma lembrança pcrdura\·el, pelo pictoresco
naria. cestos. chapeos éle palha, sapato;, ta- da sua c a ;a ria branca. das suas torres c da sua
nuncos, YiJiagre, licor<::::. e outros preparados posiç:ío ao longo da. penedia.
alcoolicvs, de desc:HO\lr al,..(odão, sabão : cor- :\ Sll:t funda.-;âo data de I 560, C foralll
t um e-; etc .. na creação do gado, b,tstante pro~­ seos fundadores Duarte Coelho de Albuquer-
pera e na pesca be111 aninncb e regular. qu~ c seu irmão Jorge de :\lbuqt:e~que.
Encontra-se tatnhem no nnmicipio muito Contem alguns cdificios notavei~ pela sua
calcareo, granito, marrH;, ferro l!lc. antiguidade como o <'om·ento de S. Francisco,
Tt>Pix; tc\l'fiL\- l'ellt:·-';'· 1 ". cida:le do
vasto kmplo, edificado em rúóo, a egreja do
Estado. depois da capital e sede do município. Corrente em 17 .?o, a de S. Gon,alo do Ama-
justame1;te co:1:,ideracla pelo seu commercio, rm1tc em 168z. a ca~ieia em 1óó~ , etc.
riqueza e popula\lO a capital do S . Francisco. A sua (K>pulal;:io ~de cerca ele 1 s.ooo hah.
_'bsenta ,'t margem esquerda deste rio, aos to'' A posi\ão de Penedo, á 7 leguas da foz do
c 13' de latitude austral e aos 6°. e 3 r" de grande rio, a sua antiguidade, o seu porto. etc.,
longitude oriental do Rio de Janeiro, ~obre a necessariamente concorreria p:ua tornar est.l
encosta pedregosa da grande pcned ia d~ Pau- cidade a primeira da zona do S. Francisco. O
lo :\ffonso. que ahi termina, c divide-se em ci- seu comnH:rcio diminuiu um pouco cnm a cons-
dade alta c baixa. com um porto , ·asto e man-- trucção da ferro-\ i~t bahiana que ,·ae ter ;r joa-
nifico. ,., zeiro. em frente a Petrolina :pois antes. todo
commercio do alto rio. d.! Bahia c Pernanlbu·
;\a parte baixa !1cam os melhor.:s estabe- co, Piauhy c Ceará, era feito por seu intcrme-
lecimento~ da cidade. a alfandega, a rcccbedo- dio. como primeira praça que era. de mais fa-
ria. os ~..:scriptorios das companhias ele nave. cil transporte e menor tlistancia. (I abalo, po-
gaç;to cost<.:ira llahiaua, J'er!lam/Jtrr,711<1. c l'c- rem, f()i pas ;ag:~·iro.
lll'rkll.>t, a~encias tk \·arias companhias. socie- :-\ aset.:ram em l'encdo o i Ilustre naturalis-
dade~ d i,·ersas, um esplendiclo theatru. s./rn:ta- ta dr. Ladislau :\etto. o diplomata Bar:'ü) ele
rias. bilhares, fabricas diversas c mercado. l'enedo e outros homens illustre:->.
editicio am plo. onde se reune nos tr<.:s dias ul- Ct·twhWAP~::< - Enco11trão-se na cidade
timos ela s~:mana uma ~rande e notavel feira. alta. n ·um tksp..:nhacleim a prumo, que desce
As sua" ruas s:to bem editicadas. largas e cal- ao rio. ,-c~t igios dn forte Jt;w riáo, ahi ed i fica-
c,;ada~. elo pel<>s h0lland(•zes em 1 ÓJ7.
A parte a!:a ~ a residencia prekri\·•·l ela
populac,;:lo. onde o calor..; menos intenso e mais
supporta\·cl duranll.:
. os dia-;, J tamht:m re"·ular-
~
!'<01'A;- O• limi ' ~• •lt• ".~~~:na llrf\11PA.. P1\11l0 Affou~o.
mente constnuda; t·nconlra·!;C ahi '\-.municipa- :o:;l\nt·Auna. rto fpsuwma. Pn,hut•int. Vkt.nl'fn. S..lo~(. tln.
l idade, o lyceu. a cadeia. di\·"·r-;ns templos, jor- J~fl.~''· Port;o (~alço() t' Marl:\.~0~')',·· r.t·lv;.-l.tlh:-4 nt-~ta hrf'\"P nr')~
t.írin flc'ltt muni4.<Jpio~ tln E~t;Hln. t).-t:ln ~tJutl~\· rlt'tH•nllPut€""
nacs. hospital e <:t:mitcrio t.:lc. li a tamhcm
conforta,·eis e magniticas residencias particu- dt' um âC(~n rtlo }lt't'l\.. ll-\"P-1 E'lltWê Alogl)f\A 1! Pt•rnr\.ftlbtlf'O, i\ttJU
ti~ qttt~ tlqn(un pt'rf~1'-.-\tu!'-nt-t" d•:.ftu~(tns c~ ee~::u."m (l~ (•nnf1lttott
lares. I lo ponto mais alto da cidade dt:senm-
l:t-sc um dos panor:llna:, mai,., admira,·eis do (;.i . I)O : \ )
intl! ,;t i m: ta s

·"'· continua·
e roçados, C ll -
ar-nos. pren-
,J'tO de nossa

n ft'·, i.... !j"J·,_, rj r ::~


~ L iur-' ,('L'.-
~I 5u \ ' j-{,\ I. II
LJ 1._ ,,
t!e~qu e.

l!i, pela sua


S. Francisco,
. a egrcja do
~. alo do Ama- Noticia Historica
P ELO

ucl com a cons-


t '-ae ter a Joa-
i~ antes, todo
e Pcrnambu -
r seu intc::•jmc-
9}t. 5D icvnc.) fu111 e't
ra. de mais / f a- -·r·.• C·- -, •crJfr.·. p'lia do ~.,/C<-.0 1\ a .....:oano
U abalo, ) po-

- · J'aolll A lt<'n~n.
1\'ldarln, ::1 .•lm>i· d a
~ aP'4t.a bl'f\ \'f" nn·
atada <lt,ptmth'-n t<•"
.- p..,.rDf\DlhHN l, tt.JIIH

~ oor•'~lll oll •·nutlk to~

J:-i. 1!0 ;\ )
N:oticia Historica. de· A.la.goas
- - - --- . -- - - ··-···--

.-\0 I~STITlTO :\I~CHEOL()(;JCll E t;EO(;JUPHICO :\L.\(;()r\:\0

\ 'ou Escrever um esboço historico do Es- O criterio historico nos circuuscre,·e ao


tado de .\lagoas, eslrella fulgentt: desta cons- ~rupo e succe!>são de factos que concorrerão
tellação da Santa Cruz. mimosa joia que Ca- para a constituição de nossa nacionalidade
bral t::ngastou nos ftorões do mundo civilisado, como t-lla actualmente existe.
espelho luminoso que ret-lectiu neste hemisphe- Se nos dcwiarmos para o criterio de uns
rio o vulw portentoso do progresso, que nossa novos pensadores. que baralhão nossas origens
pujante rac;;a esculpturou no canto sudocciden- com problematicas descobertas, de que não
tal da Europa, com os finos mannores traba- n:stão n:sultados, nem ao menos a certeza da
lhados pelas mãos elos habeis artistas romanos, região abordada, lcvaiemos as pesquizas até a
a quem o mundo de\·t:: as formulas capitaes do um ponto, onde não encontraremos sinão as
direito. da sciencia, e das artes. du,·iclosas penmnbras das idades prehistoricas.
No correr dessa narrati,·a singella a,•i,·a- Si não foi Pedro Alvares Cabral o desco-
rei á nossa imaginação factos que nos orgu- bridor elo Brasil. si não forJo lguarassú e San-
lhão. e que devem ser\'ir de modelo á~ gera- ta Crur. as primeiras tentativas coloniae~ do
\;Ões, para serem reproduzidos com as galas tt:rritorio. só poderemos parar a investigação
que a eYoluçào das iciéas proporciona ás idades das origens do po,·oamento de nossa patria.
que se succeclem. quando tivermos determinado qual a epocha
em que o primeiro homem pisou terra brasilei-
Permanecendo firmes 1:a crenc,:a de nosso ra. quaes as raças qtte formárão a população
nobre destino. exaltaremos os feitos de nossos existente com caracteres tão diversos.
av6s, mostrando-nos dignos de:: seo heroismo. Não ,-ai porem até lá o encadeamento dos
de seo ,-alor intellectual, c de seo amor ao tra- factos que sobre o territorio b:-asileiro se derão
balho. para produz i· o Brasil que hoje existe, nem
I nessa concat•~nação podem mesmo entrar as
visitas dos companheiros ele Colombo e de ou-
tros na,·egaclores que suppõem ter a\'istado a
A nEscon~-:.HTi\ terra de Cabral.

A histeria da descoberta do Brasil está


~ão obstante o valor dos documentos. so-
authcnticacla na carta ele Pero Vaz de Cami-
bre a descoberta do Brasil em geral e de cada
nha.. escri,·ão da armada de Cabral, dactada
localidade onde se estabelecerão os primeiros
de 1 de maio de 1 soo. e escripta da bahia de
pontos de exploração c colonisação do lerrito-
Porto Seguro ao rei ele Portugal. relatando mi-
rio inculto, pairão acerca dessas questões du-
vidas e confusões numerosas, de,·idas umas ;Í nuciosas peripecias da viagem até á costa do
Brasil. da posse e primeira explorac,:ào ·da ter-
s~1perficial apreciação das causas, outras a
ra descoberta.
ideas preconcebidas, fóra da verdadeira eluci-
dação elos factos historicos. A 2.? de abril de 1 soo foi avistado o mon-
te Pascoal na serra dos Aymorés, a 24 saltá-
Escrevendo a historia de nos:s.as or-igens, rão os navegantes em terra, a 26 resou-se a
temos que elucidar a verdade da descoberta elo primeira missa em acção de graças, a 1 de
Brasil, da de Pernambuco. e da do territorio maio resou-se a segunda missa e levantou-se o
que con~titttc especialmente nosso Estado. padrão de posse com uma grande cruz, onde
L\lHL\1>01{ (;ERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

se preg~i.r:ío as armas de Portugal ~ nn dia se- fundou a co,marca, depois capitania, pro\'incia.
guinte continuou Cabral sua derrota, e Gaspar c estado de Alagoas.
de Lemos foi enviado para annunciar a el-rei TI
D. l\lanod a feliz nova.
Desse ponto irradiou a colonisaç:to para :\ 1'01.0~ ISAÇAO
r) norte, para o sul e para o centro, terminando
onde se encontrou a posse da França na C ui- Durante quasi tres seculos ligado aos des-
enna. e a da Hespanha no Rio da Prata, e na tinos de Pernambuco, nosso territorio accom-
phnicie ela enco-:ta anclina. panhou a grande metropole do norte em sua
.-\ntes que Pedro :\h·arcs Cabral tivesse vida coionial, e de Já vierão os povoadores que
feito a descoln:rta, suspeita-se que Vicente primeiro se estabelecerão em terras das Ala-
\'anez Pinz0n adstou terras elo Brasil a 26 de goas.
l<1neiro de· t soo. na altura do cabo depois cha- l>o rio de S. Francisco ao sul até ao dt::
mado de Santo :-\;!ostinho, e que Pin<.on cha. TguarasstÍ ao norte estendia-se a capitania doa-
'lHIU de Santa J\'laria de la Consolacion, des-
da a Duarte Coelho Pereira por carta regia de
1 o de abril de T 534 e organisada por fora] de
coberta que só foi conhecida na Europa depois
da de Cabral c que não se ligou ao aconteci· 2-1. ele outubro do mesmo anno.
mento do navegador portugu~r.. Sendo impossível á coroa de Portugal
promovt::r por si a exploração e colonisação do
Divergem autorisadas opiniões sê>hre o Brasil, o fez conferindo poderes descriciona-
local da descoberta, fundando-se no proprio rios a fidalgos e favoritos de sua corte. geral
texto da narrativa cMt \'Ía~em. que diffic!lmcnte mente conhecidos por feitos no oriente, para
pode ser c~)mprehendida, a admitrir-~>e que o promoverem de conta propria a colonisação da
ponto desçobeno fosse o cabo de Santl) c\go~- regi:to descoberta.
tinho. '
Martim Affonso de Souza foi o primeiro
:\ outros navegadores attribue-se ter.::m galardoado com a concessão de uma capitania
passado á vista ele territorio brasileiro na par- hereditaria que se localísou no territorio do ac·
te septcmtrional. antes que Pedro Ah·ar~s Ca- tual e~tado de S. Paulo : seguiu-se-lhe seo ir-
bral o tivesse denunciado ao mundo ci\·ilí~a . mão Pero Lopes, nas visinhanças, marcando
do. a extrema sul da colonisação e Duarte Coelho
Pereir~ em Pernambuco, estendendo-se a ex·
trema norte até ao actual estado do Maranhão .
.-\ descoberta elo Brasil p~>r Pedro Alvares
Cabral circun~cre\·t::u-se a pequeno territorio A doação de Duarte Coelho começou por
em torno da bahia de Porto Seguro, em tão elle a ser povoada nas margens do Iguarassú e
pequena extensão que não deu ao desçobriclor depois no aldeamento de Marim onde se fundou
t~nsejo de suspeitar que tenha diante de si um a cidade de Olinda.
grande continente, e cham01.1 a terra descober- Antes do estabelecimento de Duarte Coe-
ta ilha da V era-Cn1z. lho a costa de Pernambuco foi percorrida pelas
Só as viagens exploradoras ele 1501 a primeiras expedições exploradoras que tendo-a
1530 derão a conhecer a extensão da terra por ponto de chegada forllo para o norte até Si em,.
descoberta desde o :VI aran hlo até ao Rio da ao Maranhão e para o sul até ao rio da Prata. tensas, oue -.e
Prata ou talvez ao estreito de 1\·1agalhãcs, como :-.l<ls margens do Iguarassú formárão o dades agncol
acliantão mais arroj:tdos narradores. primeiro estabelecimento navegadores portu· nario dos dona
guezes, francezes e hespanhóes que traficavão pequenos lotes
A ~rimeira terra avistada pelos explora- com os indios principalmente na compra ele
dores fot o cabo de Santo Agostinho em Per- páo-brasil material rendoso no commercio da com menos d
nambuco e d 'ahj a costa de ·Ala<roas, o rio de c!Xemplo das
Europa. a colonisa~-ão
S. Francisco, a bahia de Todos ~s Santos o Ahi estabeleceu Christovão Jacques a pri·
cabo de S. Th<~mé, a bahia do Rio de Janeiro, mcira colonia, regular em sua viagem de 1526 ; .!xito.
a angra dos Re1s, S. Vicente ; o norte só foi ahi aportou Duarte Coelho e descendo em di-
f~equentaclo pelos navios do trafico de páo- bra- :--;ão
recção ·ao sul para escolher o local de sua sede
~11, sendo a primeira exploracão authenticada :\lagoas prim
fundou Olinda, do alto dominando o mar em
á de Diogo Leite, mandado por Martim Af- frente ao acampamento dos tabajaras. res ; parece
fonso de Souza em .1 53 t, e que chegou até á abordado da
Outra feitoria foi fundada em Itamaracá
foz do Gurupf. multO tempo conhecida por de.
por PeTO Lopes de Souza o donatario do sul
abra de Díogo Leite. que tambem teve uma porção ao norte.
Dacta por tanto da primeira viagem ex- O systema de colonisação instituído por
ploradora o conhecimento da terra em qne se D. João 3.0 era o restabelecimento do regimen
l~IHCADOR Gf.H.-\L IHI EST.·\llO DE _·\ L\(;OAS 53

feudal que ao~ golpt:s da realeza csta\·a qua,.;i querque laJH;ou os fundamentos ele Penedo,
extinclo na Europa. s
~:erca clt: 1 57 <. 'hristO\·ào Lins os dl.! Porto
Tenta\·a-o !>. Jnã~ 3-'' para inter..::s:;ar :1~ Calvo. e no principio do seClllo t 7 ou fins de 16
fonunr.:; particulares na fuwrosa colo~Ji sa<:.lo l>iogo Soares da Cunha por scos procuradores
do BrasiL onde elle via fonte c!c sum ptuos.ls (,a !\lagCLalena d o !-:lubauma hoje cidade de
riquszas . A lagos.
.-\s capitanias região-se por seos foraes Ha rasões para suppor que Duarte Coe-
que regulavão as attribuic;õcs dos donatarios. 1110 o primeiro donatario livesse lançado os fun-
as obrigações dos colonos c os pri\·ilegios ela dilmentos da cidade do Penedo para \'Ígiar os
coroa. índios na extrema de seos domínios, na excur-

2f> sul até ao dt:


a capitania doa-
carta regia de
por fora! de

de Portugal
e colonisaç~o do
descricíona-
sua corte. geral
no orie nte, para
a colonisação da

foi o primeiro
de uma capitania
territorio do ac-
·u-se-lhe seo ir-
marcando
Coelho

Phot.-.TATUIIÁ T,, p.-Co~ )l ... n' IA f,,


EscoLA nr. APRE~DJZE~ MARJ:s-!!F:JROS

Si em vez da concessão ele sesmarias ex- são que fez até ao rio de S. Francisco. deixan·
tensas, que se perpetuárão em nossas proprie- do colonos em Porto Calvo e Alagoas.
formárão o dades agrícolas, si em vez do poder descricio- SL~ndo assim for~o essas as primeira fei-
portu- nario dos clonatarios se tivessem instituído os torias fundadas no têrritorio de Alagoas. Até
que traficavão pequenos lotes ele terra doados :'. cada colonno. Porto Calvo se estendeu a occupação da pri-
na compra de com menos dependencía do suzerano, tah-ez a mitiva conquista. Christovão L ins, seo dona-
no commercio da exemplo das colonias hollandezas elo Delaware. tario e fundador foi dos mais exforçados lucta-
a colonisação do Brasil tivesse tido mais feliz dores na expulsão do gentio que domina\·a de
Jacques a pri- -.!X i to. O linda para o sul : suas victorias chegárão até
viagem de 1526 ; Porto Cal\'o nos limites depois assignal&dos á
e descendo em di-
Não resão as chronicas qual o local de comarca ele que se constituiu nosso Estado.
o ;ocal de sua sede
Alagoas primeiro explorado pelos descobrido- ~ão foi sem grandes exforços que se fez
inando o mar em
res ; parece porem certo que o primeiro ponto a colonisação, mas não forão tambem elles im-
tabajaras. abordado da costa foi o porto ela Barra Gran-
ada em Itamaracá proticuos ; é certo que forão sanguinosas as
de. luctas com os indigenas c com os corsarios,
donatario do su I
ao norte. Xão ha rasões certas para affirmar qual o mas a colonia p~.~rnambucana foi a mais pros-
ção instituído por primeiro estabelecimento colonial fundado. pera de quantas ;,e estabelecerão : não lhe le-
Suspeita-se que por r 55 7 Jeronymo de .-\.lbu- \'Oll \·antagem sin:\,) a B-ahia depois que pas·
· mento do regimen
54

sou a ser secl<.: elo ~on:rno g-eral instiwido no As primt:iras imprcs:;ões fo~·ão sempre de
Brasil. pasmo. n.:ce:o. e dcscont\an<;a.
A cultura principalmente da canna. a As tribus brasilianas, insociavcis por con-
creação de gado. e :t e.-:plaração de madein.s. di<,":'iD e geralmente cannibaes. repeliiào por in-
especialmente do pá<f-brasil, forã ~> as principaes cble as rd:~çõc~j com os extranhos, ainda que
fontes de riqueza. fossem a; tr!bus diffcrentcs de stn propria raça.
()uando terminou a guerra hollanclé7.a em A cspnntanea admiraçiio do primeiro en-
Pernambuco c cess(• U por ab;wdcli:O o poder contro, scguião-se as in\'estidas hostis contra
dos donatarios, passando a capitania a ser ad- os recem-chcgados; mas não poucas ,·czes a
ministrada pelo go\·ernaciorcs ele lJO!lH::ac;;ão re- p~-r1·ersidadc ck: ambkin~os exploradores eu-
gia, depois da restaur<~<;:'ío, conun·a o krrito- ropeos at:rahiu a co!era dos i 1digenas. em
rio alagoano tre:; \'illas : Hol1l Succes:;n i Porto qt:cm :::t surprcza elo encon :• o com gente me-
Cah-o) \lagdalt::na ela Lagoa do Sul (Alagoas), lhor a;·mada c de superioridade n;o:al podia
c l'l:ncdo do rio S. Francisco (Penedo). ter kilo melhores alliados.
O cvclo cb colonisaclo fechou-se ahi : a C nn c outra cousa deu-se em tocbs as co-
capitaniá possllla já fcrç~:; c iniciati\ a para re- lonias cb Brao;i 1• Os Tamoyos no Rio de Ja·
sistir ao domínio estrangeiro e para clesobecle- neirJ. o:> Cah ::é.; em Alagoas e Pernambuco
cer ás ordens reae..;. 1:!\'antanclo de coní.:-, pro- mm·<:rào dura guerra aos colonos.
pria o brado da insurrei<;:lo contra o domínio ( )s Talnjaras porem forão poderosos au-
hollande7. e realisando coraj0samcntc sua in- xiliar,:s d :ls do:1atarios de Pernambuco, os ín-
dependencia. dios dt! Caramuni cooperárao na fundaç..ão da
Pernambuco, como a phenix. rena~ccu das cidade elo SalYador, c Tebyrcçá com os Goya·
proprias cinza:; c cresctu com a expan~;âo elo.; na;:~,;~; proporcionüu a :\1anim Affonso de Sou-
proprios recurso:;. ;::1 a ft:nd ac::io da.; fiore:;~,;cntes feitorias de H.
O territorio alagoano concretisaYa em mi- \ 'ice;ntt:. e deu orig.:::m a essa phalange de de-
niatura a punjan~,;a da metropoie e ri\·alisa\·n noda(hs pioneiro ; paulistanos que desvendá-
com ella em grandeza morai c mat•~r ial. ri'\:) as riqtH.:7.aS dos ::ertõcs em Minas, Goyaz,
c l\f:lttc-Crnsso. e tro ucerão o povcamel!to pelo
111 inter ior até ao Piauhy e ao Ceará-
o., Tabajaras nas visinhanças de 01inda
c\ J.lJCT.\ l'f:I.O lJO~II:'\](; e os Cahetés no territorio de Alagoas forão os
mais terri,·eis inimigos. Os Tabajaras fizerão-
Porfiadas lucta::; cu:;tou ao coloui:;ador (; se alliado:; devido a uma aventur,t das que mui-
clominio ela terra dc::.cubcrta. to :'ucc(:deri'lo nas luctas com o gentio. Jero-
Duas especies de inimigos se oppuzer:lo nymo ele Albuq\terque, feito prisioneiro dos
á occupação c grandes cmbarat,;·1S crcárão ao Tahaj;uas. tornou-se sympathico á filha doca-
desenYoh·imento sempre cre~cente da prospera cique .-\rco Yerde, que sah'ou-lhe a ,·ida t:
çapitania de J>ernan:buco : o; inclio~ scnhon;~ dt·u-lbc a preciosa alliança dos ,·alentes filhos
immemor:a<;~; do tcrritorio. e as na~,;õc:; curo- de sua trihtt.
péas que, apó-.; os ck:scob:imentos dos ponu- .\ t11ha de Arco \' erde foi em consequen·-
guezes e h~sp:ml:óc,, ~:ntrúr:io na explora.,:'t(J cia espo~a do bravo e generoso i1dalgo porlu-
elas no,·as regi0c~. ora pelos corsarios c arma- ~uez com o nome de i\laria do Espírito Santo
dores. destim idos mari·,heiros que se atira\'àO ,.\n.:o \'erde, da qual descendeu illu~tre pro-
a essas a\'enluras seduzidos por noticias ch.: ri- genie. que ainda conserva' posit;ão salient.e en-
quezas collossaes guardadas nessas terras des- Lrt: as famílias pernambucanas.
conhecidas. ora em n.:presalia da~ gllt.:rras que
durante o seculo 1 7 e 18 assolárão a Europa 0:; Cahelés tizerão-se irreconciliaveis tnl-
para a consiittti<,"ão dos no,·os estados. migos com n massacre do primeiro bispo I>.
A longa duração da guerra hollande;~,a Pedr<> Fernandes Sardinha.
creou um novo inimigo. os ne~ros homisiados I nimisanclo se o bispo com o Goyernador
nos J>almares ela serra da Barriga. que durante Geral l )uarte da Costa, foi chamado á côrtt•
mais ele meio st:<:nlo sustentárão sua indepen· de Lisboa e naufragando nos baixios de D.
dcncia, ameaçando as prosperas povoações vi- Rodrigo em frente á costa de S .. Mig.uel, foi
sinhas desde Porto Calv.:> ao S. Francisco. ahi apanhado e morto pelos Cahetés senhores
dessa região.
Variadas forãn as impessões causadas so A LOticia constcrnou a côrtc. como a po-
hrc os indígenas pelos cstraEgciros aportados pula\ã.o da recente colonia, e .hf!ndos cfe exter-
ás plaga::. brasileira.-.. nn·ia,, as rdac,;ües qut: mínio forão publicados contra tt~dos os filhos
com cll~::s manti\·erão. ela lribu criminosa.
L\ DTC:\DUR GERAL IJü EST.-\.1>0 UE AL.-\GO.·\s 55

sempre de . \me rica. cntr:í.rão avi elos na exploração das ri-


quezas fabulosas que a imaginação exaltada dos
primeiros nav<'gadores asseverava existir nos
1:ovos mundos descobertos.
Antes mesmo que Colombo desse a .-\me-
rica a:) mundo ellropeo. Gama clésse a India e
Cabral o Braz i!. já os normandos do mar Baltico
tinhão para leste penetrado :1as povoações com-
pactas dos pm·os slavos (; ahi fundado o nucleo
do imptrio mosco\·ita. e para o oeste tinhão
transpo~t::> as aguas do Oceano Atlantico sep-
tcmtrional e occup:1do com as Feroer a Islan-
dia a C roenlanclia e terras do continente ame-
ricano em sua extrema morte.
Divulgada a existencia da no,·a eles< aberta
de CabJal, os armadores francezes, principal-
J•h, ~t -.f_,T, ·n.\ Ty~•.-t..:,nt ~IK1t.C'IA L.
mente de Dieppe. Marselha e Honfteur, apres-
tarão logo navios que seguindo a rota annun-
:\SYLO DE MENIIICIDADF..
ciada e attrahidos pelo c~mmercio lucrativo do
podt:ro~;os au-
páo brasil, mantiverão 1rafico constante com
ambuco, os in- O gov~mador em pessoa dirigi\! uma ex-
os indígenas p~incipalmente na osta que vai
fundacào da pedi<;ão que leYOll a de,·astação e a morte a0s do cabo 5. Roque ao S. Francisco, na ilha de
í com os 'Goya- intrâctaveis tilhos das seh·as por toda a região
S. Luiz do Maranhão. em Cabo Frio e nas ad-
Affonso ele Sou- delles Ol·cupada até á margem cb S. Francisco.
jacencias da bahia de Guanabára.
ídtorias de H. Quando se terminou a occupaç.ão do tcr-
.-\ expedição de Chrístovão J acques (1526)
!,alange de ele- ritorio alagoano, os índios esta vão q uasi exter-
r que dcs,·endá-
1)linas, Goyaz,
minados ; poucos havião sido alcleiados em
Jacuhype. ;1o Collegio. na Palmeira, em Urucú,
e a de Martin Affonso de Souza (1530) já en-
C~)ntrarão os francezcs fazendo trafico na ilha
de Itamaracá: do constante trafico no porto ao
t~~-amento pelo Santo'Amaro e Anadia: poucos tinhão influi-
sul da barra das lagoas Norte e Manguaba, fi.
do para formar a população do nascente ~sla­
' cou-lhe o nome de porto dos francezes ou do
<'ças de ()linda do da União brasileira. francez que ainda hoje conserva. Como ess:1s
lagoa-> forão os .Depois da guerra hollandeza, em que sob
exJY.!clições e as feitorias estabelecidas tinhão
haiaras fi zerão- o mando de D. Antonio Philippe Camarão, puro fim commercial, sem animo de occupação
r;da7que mu i- prestarão assignalados serviços, forã.o const?.n- permanente, facil foi vencel-J.s e desalojar os
o ge..n tio. Jero- temente esbulhados pela ambição dos donata- intrusos occupadores.
pri;(oneiro dos rios de sesmarias c proprietaríos advertidos,
As duas tentativas de colonisação por
~1 filha doca- até que se eiuninárão completamente nessa parte dos f1 ancezes tiverao Jogar fóra do ter-
u-1he a \·ida e população anonyma e inconsqente que en- ritorio da capitania de Pernambuco ; a de Jac-
" ,-alentes filhos che os districtos ruraes de nosso
estado em confttsão com os des-
t:m consequen- cendentes dos cscravisados afri-
" fidalgo portu- canos.
Espirito Santo Forão baldadas as reclama-
~l! illustre pro-
ções e o appello do.:; chefes ín-
ç'io saliente en-
dios. As leis de garantias pro-
mulgadas pela metropole e a ac-
('ão benefica da cathechese cahi-
tmcíliaveis ini- rão em desuso, e o caboclo sem
imeiro bispo n. representante nas cla~ses ci,·ili-
sadas é o typo da imbecillidade,
o Governad or da astucia, e da p;;rfidia.
,amado á côrtL'
baixios de 1>. Os povos da Europa occi-
~- !\liguei , foi dental, instigados pelo genio
'abetés senhores aventureiro dos bandos gcrma-
nicos. que aviventárão o espíri-
to latinn. amollecido na opulen-
cia fau.,tosa das riqueza:; roma-
nas, apenas se divulgou a noticia l'l!OT.-.J,\Tt'IIÁ, "r.\· p.--(':1, tf :\f V.K(;I ,\L.
do descobrímemo da I ndia e da SANTA C.~i<A nA l\frsF:RH'ORl>IA
1::\DlC.-\IH>R CFR.-\L 1>0 -ESTADO J>E ALAGOAS

ques Riffaul no Maranhão (.1594) e a ele Yil· Hatidos em continuadas guerrilhas no ter-
legagnon ( ' -~55) no l{io cte Janeiro. ritorio alagoano, tornado então o principal thea-
Os in~lezes attrahidos para as regir>es do tro da campanha. os hollandezes só poderão
norte. onde fundárão as colonias. que dcpo:s fim1ar posse definitiva como a chegada de Mau-
se tornárão os F.stados l,Tnidos. procmúrão ricio de ::\assao, (23 janeiro 1637) que á acção
pouco o Brasil ; mas o Recife sempre sot"rcu o l><.:llicosn dos poderosos reforços que trouce
assalto de James Laneastir ( 1595) que ki re· j untou a tactica da mais prudente, sabia. e tole·
rantt.! administraç:'lo com que acalmou o ardor
pellido.
Mais perigosa. maí,; tenaz. c mais dma· dos conqui:;tados já exhaustos de uma lucta
doma foi a im·asào :1olbndez<1. ql:C conseguiu ctntinuad:1 c infructifcra. abandonados dos
implantar o!; bata\·o:.; no territorio pernamhl:- auxilias precisos que não lhes dava a corte in-
cano por z 4 annos e tornou-se celebre nos grat:t do:; intrnsos reis de Hespanha.
annaes de nossa historia cmno o facto mais no- Forão heroes d essa primeira parte da gucr·
taYel da Yida colonial em todo o Hrasil, pela ra hollandcza l\iathias de Albuquerque, I J.
lucta cruenta que então se sustentou. pela pu· Luiz de ]{ojas r Borja, Sebastião de Souto c
jança e valor que mostrou a recente coloni:l c muitos outros.
seus heroicos filhos. C~om a rcstam aL:;\ o da dymnastia nacional
Foi mallogrado o assalto :í Bahia pelas ( 1 ckzembr.; 164o) sob o sceptro de n. Jo1o 4"
forças hollandezas, apezar do bom st:ccesso da Duque ele llragal>ça, reanimou-se o cspirito pa-
primeira irn·estida ( r6z.t>· Capitular porém. triotico dos \'encido.s e de concerto com o Go-
apenas che~ados os reforc:os trazidos com a po· \·crna<ior geral elo Hra ~;il tram:írão a insurreição
derosa esquadra hispano-lusitana ao mando de que a historia con~: agrou com o epitheto pom-
n. Fradique dt Tolidu Osorio (I 6:! s\ poso e realmente merecido de guerra da inde-
Ti,·erão os hollanclezcs feliz cxito com a pendencia. Forão p:·omotores desse grande
tentativa sobre o Recife que a incuria do go· feito João Fernandc~ \'ieira. Andr~ Vida! de
vemo de Hespanha tinha deixado qnasi sem ::\egreiros. Anton!o Ca\·alcan:e. Antonio Dias
defeza. Mathias de Albuquerque mandado Cardo:.;o, o índio Camarão, o preto Henrique
para esperar a expedição conquistadora trouce Dias, Martins Soares ~1orcno.
de reforço 27 soldados.
Rompe\1 a insurreição em 13 de junho dc
Desde I sRo que Portugal passara ao do· I6-tS· fortificand o-se as independentes perw
minio da Hespanha. por morte do cardeal rei do Recife.
n. Henrique. accrcscendo aos males da con-
quista a herança das inimizades que em toda a
Aqui as hosti lidades começarão pela res·
tauração de Porto Cah•o, ( J 645) alcançada por
.Europa tinha Philippe z·, odemoniodomeio dia.
Christo\'ão l.ins c do Penedo pr01no,·ida por
Os hollandczes apparecerão em frente de
Valentim da Rocha Pita com auxílios forneci-
O linda a I 4 de fe\·ereiro e a 1 6 occupárão-na
sem outra resistencia que não a da passagem' dos pelo goYernador da Hahia (19 Setembro
do Rio Doce. 1645)-
Desde então a fortuna dos hollandczcs
Mathias de Albuquerque estabeleceu-se
declinou; perderão a notavel batalha das Ta-
no arraial do Hom Jesus a 1 legua de d istancia
entre Olinda e o Recife, e cl'ahi deu a provar bocas ( r645) e enccrracbs no Recife :orlo
succcssivamcnte derrotados nas duas memo-
aos hollandezes o ,·alor elos inimigos que ti-
nhão a combater, mesmo quando desprovidos raveis batalhas dos Guararepcs ( 1648 1649 )
Apertado cada vez mais o sitio pelas forças in·
dos recursos que a arte militar exige.
Até zo de abril de 1632 não poderão os surgentes fortificadas na campina do Taborda.
invasores supplantar os denodados defensores foi ahi assignttda a capitulação (z6 de Janeiro
de Pernambuco e terião abandonado a inten- (1654) e no dia seguinte (27 Janeiro) entrarão
os independentes ,·ictoriosos na cidade do Re-
ção, si nesse dia não se tivesse passado para
elles o mulato Domingos Fernandes Calabar cife, tendo á sua frente João Fernandes Vieira,
André Vida! de '.'regreiros e Francisco Barreto
que conhecedor do terreno e da tactica dos
seus guiou os inimigos pelo caminho certo da que entrou depois. d a imcll<Ú
victoria. As principaes posições cahirão em Ao terminar a guer:·a hollandeza a capi- contr,, d lcs
poder dos hollandezes e Mathias de Albuquer- tania esta\'a assolada, mas era tal o animo dos o -.cu JY.ldt:r
querque com as famílias pernambuca'nas teYc vencedores que em pouco voltou a anterior lon!t-. q ut: o,..
que emigrar para Alagoas (3 de Junho r635). prosperidade e o territorio alagoano contando c n.~_'lllar t:
Na passagem em Porto Cah-o ganhou assigna· a esse tempo as tres primeiras villas cte Porto publica d
lada victoria com a qual foi entregue Calabar Calvo, Alagoas e Penedo desenvolveu admira-
suppliciado (julho t635) em castigo de sua trai- vel progresso que lhe valeu continuas conquis-
ção. tas no terre•1o da autonomia local.
1.'\lllL\DOR CER:\L 1>0 E:--i'J'.-\1>0 llE .-\L-\GO:\S 57

~rrilhas no ter·
~ • principal thea-
zes só poderão
-hegada de .Mau-
37 ~ que á acção
n;os que trouce
te. sabia. e tole-
acalmou o ardor
de uma Jucta
ando nados dos
daYa a corte in·
anha.
ra parte da guer-
~buquerque, 1>.
iÃo de Souto e

nastia naci<.>nal
o de n. Jo?io ~..
-s'- o espírito pa-
certo com o Go- I )H. FJ.:R:\A:\TH:s llE B.-\RRO~ lJ [{. L .\ !li s I.A G ~ Y.: TTO
la a insurreição .\ll"f'.\ \"I·: L :\ \"ITIL\LI!·'"f",\
1"1.1 \11"11 J•;\11 :\ 1•: .\TI>'."Dill
o epitheto pom-
guerra da inde- .-\té ao fim ela guerra hollandeza a p::>pula- aspereza do territorio occupado e pela fraque-
- desse grande ção do territorio de .-\la~,Xt$ n:\o :;:.; tinha afas- za em gue tinha cahido a capitania em conse-
André Viela) de tado da orla estreita do líttoral : Porto ('a h-o, quencia da guerra hollandeza.
tt; .-\ntonio 1>ias Santa Luzia do:\ orte . .-\lag-oas e 1-\:ned:) erão :\ tunerosas tentati\·as forJo frustadas des-
preto Henrique as povoa\·ões mais centraes. ck o gon:rno de Francisco Barretto. Caetano
~o período da guerra h:>llanckza. após o de :\lello Castro foi quem deu ~ol p<;: decisivo
13 de junho de desbarato da,; forças nacionaes e abandono atteadenclo a uma representaçào dos morado-
pendentes pert0 das propriedades. antes que as sabias medidas res da \"illa de .\ragcl:tlcna contra os latrocínios
de .!'v[auricio de ~ assan ti' essem inspi raclo con- dos Palmares.
c:çarão pela res· fiança aos n:ncidos, os neg-ros escra\·os e mes- Commetteu a emprcza ao c apitão do ter-
5 • alcan~ada por tiços que com elles fugíão ao scn·ic.:o da guer- ço dos Paulistas Domingos Jorge V dho, ho-
promov~da por ra, estabelecerão-se na fertil regiã:-> das mattas mem pratico em ,-íajar nos sertões que elle~
auxílios /forneci- que acompanhão a distancia as tres Yillas re- penetravão desde S. l'auln até ao Piatthi.
( 19 Setembro centemente cn~<lda~. tendo o centro de seus
Concedeu a l>omin~os Jorge c aos seus
domínio$ entre l'orto l'ako e .--\la~nas na serra
.sesmarias das terras I..'Dnquistaclas, propriedade
dos hollandezcs da Barriga a sudoeste da cidade ~I e l' nião.
elos escra\·os aprisionadns, e -1- habiros das tres
' batalha das Ta- :\h i se co nstituiriío t:m estado independeu- orclcT!S militares.
no Recife :orlo te, com or:,.:au i sac~n imitada da do,; anti~os Domingos Jorgc tomou po$i1,·ào no local
nas duas memo- :-.enhorcs. <;om un;' chde intitulado zumbi ~juc que depois ~e tran:-;formou na cidade de .-\ta-
~s • 1648 1649) na lingua dns africano:; s ig:1itica a alma pura laia. tomando o n~>llH: dessa orige m.
pelas forças in- e tornada podt~ ro-;a.
1 )ahi atacou os Palm<~res ( 1687) c durante
pina do Taborda. Ctdti,-a,·;\0 a,; terras. da\·i'h a~.~altn,; :ís dez annos diri~iu-lhe<-; crua e successiYa guer-
(26 de Janeiro propriedades ,-i-;inhas desde Porto Caln> at0 ra. Bernardo \·icira com poderoso reforc;o de
Janeiro) entrarão l'encclo. impunhiio tributo:-. ao,; proprietario:-.. homeno; de todas as po\·oac;õcs de :\lagoas
na cidade do Re- e por todas as snrt<.:s de ,-iolencias sc fazii'h 1 1 fH)7) deu clcci-;i\·o combate aos Palmares
·emandes Vieira, temi,·cis. que obrigados a capitular. preferirão despe·
rancisco Barreto
O terrc•r qu<.: dle -; in~.pir;c-;;1' 1, a n:sistc·n- nhar-sc do alto da montanha c o.;cpultar-se no
óa inn:ncin:l que C!ppu nld:> :'to.; cxp<'dÍt;f> <:~ aby,mo com :-;ua liberdack e a existcncia ch\
oUandeza a capi- contra e!ks dirigidas. fc ;, p·>r ul fci:-111<1 :n ult:\1 ephen1<.:ra naçJo de deprcdadore:-..
tal o animo dos l ~eu poder :i. ima~in ;!c;:"t > dl:;.I·Ji rada rhs c11 J lesde cnU\o nunca mais a po:-.sc <k nosso
"""ltou a anterior l01ws qu;_; o;. suppuzerih n:na "r;.:-.m i ~a1 ;i"tn f"rtc territorio foi disputada e no dom ínio l.ranquillo
lagoano contando c r<;~ular <.: lhe dcrih I ) pnmp ,._,, 1ituh de rc- da terra que I) "uor d<.: nosso.-, maion.:s tinha
- ..-illas de Porto publica dr•.' l'allll ::treo.; '!":: a h io.;t'>l ia cotha- fecundado. pro"c!.::uiu o cni-!Tandccimento da
m·olveu admira- ,.:-rou. quando n~to fnrih · d1i ·,ua ot'í;.;cal sendo ctrcumscrip1;:\:> que m;~i,; tarde fo i o Fstaclo de
ntinuas conquis- tJUilomhos d e ne;_:-rn-; fw.:; ido., p; ot,:~id'h p;_·h . \ ln;.;nas.
lncal.
ss I.:\DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

IV guir a remu:cia dos direitos conferidos, em


umas capitanias por abandono, em outras por
1\ J.<:VOJ,UÇ.\0 At;TO~O:O.IICA compra.
:\ capitania de Pernambuco foi regida
Instituídas as capitanias hereclitarias por seos donatarios ou por legares tenentes
( 1 535) cada uma de lias era uma circumscríp- att! 1 G37 em que abandonárão em rasão da
ção autonomica, sem ligações umas com as crmquista hollandeza. Reco;quistada pelos in-
outras, dejJendendo directamcnte da coroa. que ~urgentes C::lm auxilio do governo reverteu ao
aliás pouca interferencia tinha na administra- domínio da c:.>roa, qu~ desde a guerra da indc-
ção civil e judiciaria, e mantinha apenas r..:- pendencia nomeou seos governadores a come-
presentantes do fisco para a C::lbram;a dos p~m­ ~:lr p0r Francisco Barreto ..
cos impostos que lhe competia.' Tiio rapido foi o desenvolvimento desta
Dentro das capitanias existiãJ as villas parte da opulenta capitania de Permbnauco
ins1 ituidas pelos concession:uio3 d::! terras qu~ em 17 I t foi erigida em comarca tendo por
obtidas com essa obrigaçib. e erã::> nas \'illas cab eça a villa de Alagoas.
e seus termos senhores ab.;olutos. como os .Em 1817 após a revolução que rompeu a
donatarios nas capitania>. G de man,:o desse anno a antiga comarca das
D. João 3,0 pre·
occupado com os ne-
gocias da India e do
Oriente. não se julgou
~---- Alagoas foi erigida em
capitania por carta re-
gia de r6 de setembro.
Duas causas originá-
I
com forças para promo- rão esse acto : a pri-
ver clírcctamcnte a co- meira enfraquecer Per-
lonisa~:ão e por isso, nambuco para evitar
restabeleceu o feuda- urna nova tentativa que
lismo nas c o I o n i as j:í. não era a primeira,
americ2nas. contra a pois em 1 7 r o Hernar-
disposição da lei men- na Vieira propuzera
tal que lhe dera prc- do Camara de Olinda
fundo gol pe. que a colonia se cÓn~­
Em quanto per- tituisse em Republica
1: moda de V cneza, a
maneceu ~ob o gon~rno
dns donatarios de Per- ~egunda reconhecer a.
grandeza do territorio
nambuco. A lagoa:; tcn:
de'smcmbrado cujos re-
tres nudcos de ponxt-
cursos basta\'ãO a seo
ção que tomárão a ca-
pro p r i o desenvolvi-
tegoiia de \·illas : l'e-
mento.
nedo, Alagoas c Porto
Calvo, officialm::nlc re- Nessa occasião ti-
conhecidas por carta DH. )f ELLO )IOIL\ ES nha Alagoas alP.m das
tres primitivas mais as
nn com o
de 23 de abril de 1636. t:::::.-dtado do
a r a com o nome de S. Yillas de Atalaia p--..p;IIação e
Francisco do Penedo, a :!a de :'>fagdalena da (1762) Poxim (1799), Anadia (18o1), Porto de I!'Cl p-rol da
Lagoa do Sul, e a 3" de Bom Successo. Pedras e Maceió ( 18 I7 ). ~e:.,..
Penedo teve sua origem em um arraial O primeiro governador residiu em Maceió
fortificado, Alagoas e Porto Calvo tiverão co- até r8z 1, em que a capital foi definitiva-
meço em doações com obrigação de erigir vil- mente estabelecida em Alagoas.
las ; é essa a rasão porque em documentos an- O governo colonial perdurou até que se
teriores a 1636 essas povoaç·ões são denomina- fez a independcncia (18zz).
das villas cuja categor a lhes competia desde Depois de um deriodo agitado foi jurada
a concessão. a constituição (r8zs) e installou-sc na provín-
Quando D. João 3°. conheceu o inconve- cia o governo constitucional ( 1825) sendo ·seo
niente das capitanias hereditarias e estabeleceu primeiro presidente D. Nuno Eugenio de Lo-
o governo geral na Bahia (r 549), subordinou a rino Seibiltz, c elegeu-se a primeira represen-
elle todas as colonias fundadas c procurou re- tação geral de deputados e senadores.
haver o domínio das concessões feitas. Alargárão-se as franquias provinciaes pelo
O máo exito da tentativ.a de quasi todos acto addicional ( r834) que detiniu a compe-
os donatarios deu á coroa occasião de conse- tencia dos direitos provinciaes, estabeleceu
I\I>IC\I)(>R GFR.\L 1)() FSL\1>0 DE .\L:\<;().-\S 5<)

conferidos. em
em outras por

·1unento desta
de Permbnauco
arca tendo por

que rompeu a
comarca das
{oi erigida em
por carta re-
16 de setembro.
causas origin:í.-
acto -:.,a prí-
enfraquece~er­
B.IH.\11 PE l'E~I·: l•O Cn1w~t:L Jos~ \.IJ·:IR.·\ PEIXOTO
para evitàr
tentativa que FR.\:>;CI:-C:l lc;:>;ACIO tiE ' C .I R\' .-d.llo :'1-fotu:rRA t·m d o~~ dl..,ft·:-t «!a l'"V<dl:'1tlo ((!~ l" H t•Jtt :\ 1:-'l;.rocht
era a primeira, .;\O'rA,·l:L. HT!•I.o\tA'r."

t 7 to Bernar- organisado entrou em plenas funcr;õcs r.onsti-


propuzera suas assl'mhléas. e deu-lhes plena auronomia : tucionac~. :-;...:m dcpenckn:.:ía alguma ele C niã~)
a de Olinda memoran:l conquista de uma gerac,·J:> sabia t: a 1 de Julho de 1::lcp.
patriotica que difficilmente se ha de rc.:produzir
no Brasil. e que os outros poYos não tem tido .:'\em sempre e;.. tas co:viu;:,, 1; <h 1·icl<: au-
em m:tis abundancia. :\ r." .\ss<.:111béa Pro\·in- tonomica se fizerão ~·oh ,., í:ült:x··· d·.1 ;x1:~ ou
cial J .egislatiYa installou-se a 1 5 de marc,:o de nas luctas incruenta-; ela p:tl .l\T~ <' d :.l tr<~br!lho.
t835· O espírito de tlOS!>C' p :Ao é c:m int:ntcmente
Em 1S39 a capital transferiu-se para l\la- liberal. o gcnio irrequieto ela.- t rib~:s cehiberi-
ceió, onde hoje permanece.
cas, a alti\·cz c indtpt:nckncla dos bandos
I >uramc o período em que esses factos de gcnnanic:.>s repr~>cluzirã : >·:->c Jl(J,; iilho,; destas
progresso no mm·imento autonomico de Ala- selvas \'irgens que com ;l dut\:~a de :;ua r<.!si:;-
goas se passavao, outros não menos c·1·iclentes tencia a acção do homem r.iYiiisado ensinuavão
attestados de seu engrand<:cimcnto ::;e opera- os colonos a c:.nheccr c ·;abr ck seu exfon;o: e
\·ão com o numero cescente de município~, de:-:ta lucta in~~enk cnm uma Jiatllrcza 5eh·a-
resultado elo eng-randecimento r.onsidera\'el da gem o homem n:\') f.J::dia deixar de sahir or-
população e da riqueza e do esfors·o collectiYo gulbo,;n d..: :;na íorc;:l e cioso ck sua inclcpc.:n-
em prol da autonomia local. dt:ncia indi·.-icht:ti.
::\essa marcha seg-ura para nm progresso
incontestaYel \'tio a proclama\·ão da n.:publica l>in:r:,a~ l uct;l·> inh'rnas M' aRitarã.o clu-
surprehender Alagoas. forn(.!cendo-lhc com a rautc o p:.:rinclo c>bn ia! e depois ela inckpt!n-
completa responsabilidade a inteira iniciati- clencia pela atJtonomi;t elo í.erritorio t: pela li-
\'a na realisação de seu destino. h.:rclade pnlitica qut: 0 a autonomia d·> cidadão,
A sabedoria. prudcncia c a<:tiYídacle com .\ g:~tCITa dos :\lascates donde sahiu a.
que nos temos sabido ha\·er. usando da facul- idéa ele' o rga:l isa<:1o republicana (I 7 1 o) n:\(>
dade que nos outorga a carta de 2..J. de fen:- te\' e rcpt'rcuss:io enl rc nós.
reíro de J/)<) 1. os passos agigantados que te- .-\ rc\·nltf\;i\1 de 1 8 17 lastrou veloz ctu
mos dado em todos os melhoramentos, estão ·nosso tcrritorio fazet~do adepto~ csp:mtancos
ahi á contemplação de todos para aclmirac;ão em toda a parte.
dos que n::em com tão pouco fazer tanto. I l..:1·ido á po uc:~ seguran<;a elo plano ~ ás
::\ossa constituição. modelo de compila\·ão medidas cnergicas do gO\·c:rnador Luiz do Reg.o
dos mais adiautados princípios polít icos, foi e especialmente do Ouddor Batalha então em
dromulgada a 1 1 de Junho de 189 r e o Estado :\ talaia, a memor:l\'d tcnt:lti\·a dos patriotas
6o 1\"DIC.-\DUR GERAL !lO EST :\DO DE ALAGOAS

aborton. assi"nalando o ,·alor dos alagoanos sua prosperidade não foi obra do acaso, sinlo
pelo martyri,;cle muitos herócs. ' das condições naturaes de sua ongem.
_\ inclepl·t1Clencia nacional proclamada a A colonia não era uma feitoria de explo-
7 de..: setembro de 1822 foi plenamente recebi- ra~:lo, era o 110\'0 lar ele immigrantes que tra-
da em .\lagoas. onde se organisou forte e uní- trazi:io seus penates e criavão uma nova pa-
sona rc:--i:--tencia. tria onde a fortuna lhes acena,·a mais lison-
g~ira .
. \ t'onfc{kLH_.;'i.o do Equador. cphemera
' F.' essa a raslo p:)r que defenderão tão
tcmatinl de \lanocl ele Can·alho ( Jl-\24). ten;
heroicamente o terreno, onde esta,·ão ,·incu-
a(lt:ptos {'ll t .\lagoas. bem como repercutiri\n
lada~ sua forltma e suas esperanças. facto que
entre nü~ as luc.tas tra,·aclas pdas idéas libe-
n:lo ,·imos reproduzido em nenhuma das ou-
racs {' que ti,·crão em Per.1ambuco s ua ori~em
tras colonias brasileiras.
(I ~.j.;.-1 ~ ~:-\).
(h \h:,:< nl'r's se insurgir:l.o quando a Ao lado do engrandecimento material
capi1 :<! :e···: <k :><.:r mtiClacb para .\Iaceió ( 18.39l pelu augm,~nto das p:·opri~clades ruraes e pck>
e d<.:p;·,is por prderc.:ncÍ<b políticas nasceu a clesem·oh·itne!llO conseqo.H.'ntc do commercio
t~nt;~\ ,.1 n·\ nl;H;:io de 1 IL~+ marchava o progr..::.·,s.J em todos os ra-mos da
\'ida n~oral, e o pe-
Ji;·m:•,i:t,: as aspi ;·:t queno torrão alagoa
da {!e1nocrach1.
<.. êH.::-:. no não cedia á me-
a lucta J'<ls.-;ou p:1r:t trcpole a parte que
a impr.:tha e pa:·a a lhe de,· ia pertencer.
tribuPa c tnuH:a mais Foi porém de-
o solo a la;.::n:mo tes- pois da i nclependcn-
temun hnu l u c t as cia, quando em vir-
fratricida -;, tude das franquias
constitucionaes o
po\'o alagoano co-
mer,;ou a ter a ini-
o 1n:s~;;-. H)l.\'1 \IE:"'f'O
ciatinl ele :;eu pro-
~ a<;ando
;\-[\TER l.\ I. E \tO
prio destino, que a
R.\1. :\nda1
exuberanciack o fu
:n1a ,·ida moral w- <kncia da i
\o dccur~o
mer,;o u a salientnrst·
desta narm ti,·a att:
ao ponto en1 q uc
• Eentãoagael-
do plc:thori
lt:M ~Hd<'
chegamo.-,. \'i r;'in o:.; ria das celchriclade~ X,) ..,j .
leitores cnmo no solo pa~rias conta n1 ~l
feli z d<~ nn"sa patria poucas notabilida-
prosperou a colonia des em V>da:; as ma-
portuguc1.a a quem nifestações elo ta-
coube e~ta pane da ;ento: F. de Barros.
descoberta de ('a r. Passos, l\lello
bral. ~~loraes, Ladislio
'\ossa popula '\ etto, Ta,·ares Bas-
ção ~ o!·iuncla ele tos. A.lcxandre Pas-
uma llll tl' Jgraç:w s<.:- sos. I )eodoro. Flo-
lecta : <l frente dclla ri·.• no. lgnacio de
\'in hão representante:- de duas cl:ts mais antigas Barros. Ferreira de '\m·acS: Cyridião Dun·al
casas nobres de Portugal. l lu arte ( 'oel ho l'e· são estrellas de primeira grandc~a que fulgl.!lll
rcira. e seu cunhado Jcronymo ele Albuquerque. 1.!111 nossa conslellat,:ão, para orgulho de nosso
trazendo todas a~ qualiclack:s generosas e toda a passado c exemplo ú nosso futuro.
grandeza de sen~imento~ da fidalguia genui· Tcstcmunhão ainda nossa I'Ída moral o Lv-
nament<: portu;;ucza: acompanha,·ão-nos aquel ceo Alagoano ele cujas cadeiras tem jorrado l~z
ks \·al..;nte:-. c corajosos trabalhadores que abundante para illuminar o cerebro fecundo de
tanto caractt::ris:to a região do norte de Portu- no:-.sa mociclack, o Lvcco de Artes e Officios
gal por seu amor ao trabalho. ú propriedade. r.: onck o filho do poHl ~ncontra polimento..á arte,
ú independencia individual. c finalmente o lnstitnlo Archcologico e Geo-
Assim é facil de comprchcndcr que.; fo!;se graphi<.:n .-\lago:tnn, onde se guardão as memo-
ele cxito ;;. colonisaçào ck Pernambuco c que rias lll<'ltcriacs c mmacs de nossa \'ida passada.
I:--.; DICA DOR GERAL DO ESTA T>O I> F ALA COAS Ó!

do acaso, sinào
ongem.
e~wria de expio·
·;rantes que tra-
uma nova pa-
·:a mais Jison-

~ estad~o \'incu-
a:u;as. facto que
••l'::::nbuma das ou·

imcnro material
rlt:" ruraes e pdu
do commerciu
a::. os ra-mos da
n~oral, e o pr;:-
c.r.otorrão a lagoa
não cedia ú me-
pole a parte (j \K'
deYia pertencer.
Foi pon~ln--<.k-
i..:>da inclepende~
~
, qua.ncIo em v1r·
.
..nt das franquias
stitucionaes o
,·o alagoano co- ÜF:t\ERALI!'sDto M. Th~ODORO IJA Fo:"<~EC\
~\óll a ter a ini- 1. " Prh·d•tf'ntt) dn ft.:pnLih··1 lan:o~ilt-ira

ti ·;a dt: seu pm-


''Ü' destino. que a Anda por ahi, como nu,·em calliginm;a em- d o espantoso desen,·oh·imenlo. pnncipahnentc
.x" b e r a n c i a elo: baçando o f ulgnr de nosso horisontc, a deca- nesta ultima decada.
-:a \·ida moral co· dencia da instrucção popular. que neste p erío- A~ industrias progridem e se reprcsenl;lo
t\ou a salientarsc do plethorico de engrandecimento matc.:rial principalmente nas fabricas de tecidos. onck:
.E cn t\o a gad- tem sido peccam inosamente descurada. se tem empregado consident,·el capitaL
. da~ celebridade,; ;\o inicio da Republica fez-se uma ~ito.­ .\s \·ias de communicac.io facilitão a
ção. que. se ti,·esse continuado. dar-nos-ia a prosp~riclade das inclustria~ ~ si tin:s:;emos
segnralH.;a de i nH~jaYel situaç:lo. Os trabalhos realisaclo a estrada ele ferro do .\'orte. as obras
e... em trxlas as ma- feitos em t81) 1 c '89z neste Estado men:cerão do porto dt: Jaraguá c a estrada etc ferro cen-
if<!!>tações do ta- solem ne, appla\t~os elas summidades que então tral que deYe chegar aos municípios cxtrenw.'
n:o: F. de Barro~. no parlamento federal se occupá\·ão da in!'ic- do sertão. tcriamo:-; attingido ao mais alto
L Passos, ~lello clinan:l necessidade de fomentar o progresso grau de prosperidade e nada nos faltaria para
loracs. Ladisláo da instrucç:lo publica. e o mo,·imento de .-\la- que a opulencia nos felicitasse.
"ctto.Ta\·ares Bas- goas foi apontado como modelo digno de imi- Prosig-amos animosos na senda aberta
'· .-\h.:xandre Pas- tar-se. par nossos antepassados c esperemos cheios
0."-. lkoàoro, Fio- :\ ,-ida material entre nó:; tem apresenta- de ft!.
. :.~o. !gnacio de
- c,·ridiâo 1)un·al
ndeza que fulgcm
orgulho de nosso

~
.222 i:? r??? esi
-e~uopuaw ap o~uouy-·Ja
V~Ill 'lil~IàDV
~J I~&lWdJ ~ ~ ~
Terra e Trabalho;
I

Traja ai :1da hoje .·\lag-oas agrícola <1~• m~>­ - ( )s p;·o:;;·c~sos cb cultura mechanica
destas ,-estes que lhe legaram os p rimi ti':''" c()- n:to cbe~<nam ainda si1:ão por excepç:to rarís-
lonisadores. sima :\ no.;sa Jayou:·a, cuhi\'a-se a cana pelos
:\ 1\o a ornão as galas que d~\·eri:'io ach·i r proc.:s:oo, dos tempo::; colonia:.:s; ···- a foice, a
da uberdacle de um solo excepcion<!lmcnte nncha:h a e JXada. mesmo nos t.~:.-retlOS mais
apropriado á-; m2is ranadas cultma~. cl:: ·;•las aptos ;1 mar-::'1::1 cco:lomic:t das charnías, ara-
vastas e: pr~c10sas tlore-.;tas. ele s~u:> luxt:ri:mt•:s dos e eapinadores.
···----...."-.. campos àptos ú industria pccuaria. ele la~ô:ts e En~t:elanto ~:m qu:t~i todos os engenhos
costas onde a pesca ha~ taria 1x:ra renchsissi- ha <He<1S de •c:..-~n c:-; ~1 que o cu.lti\·o prolongado
ma exp!orac;ão, ele :-nas jazida:; minerat·s. d<'.. dt:sbrm·m· pnr forma a adrnitri,-. com pequenas
transforma\âo industnal de ~uas nHnJ<.:m:-is~i­ ctifi;cuk!:HL::: c de~· pe:1di D a!~amcnte compen-
mas fomes cie procluc<:ão-. quv dec!~1 a me- !;"dôr o culti,-c mcr.·hanico.--· barateando em
dida da Yitalidacle do pree1oso torrã'1 n :~ti\·n. pro1:.orc;:w notavd n custo da producção.
Apto a co!!oca r-se em primei ra li!1ha en- Si ror um lado é mtineim e dispendioso
tre os Estados. já pela extensã0 d:; ,;na zona o systema cultural ao po:1to de tornar o traba-
proclucti\'a superior a de mui!os outms ele mai:; lho pouco r~:nu;n;:raclnr, per outro lado é deso-
superllcie, já pda feracidade ck seu solo. Jndó:·a a Fosic;ã:.> da a_:;riculturà perante o tra-
já pela dens1clade de -.;ua populac;ãc, este Es- bal :1:-~dor rural.
tado não ccnquistou o lugar que taes clem~~ntos :\"os paizes adiant:~dos o proprietario ru-
lhe prepararam. unicamente cle,·ido ao máo ral gosa de in'.·eja.\'d indep-:!nclencia- ; entre-
apro\·eitamento das inexgüla\·eis fon tes de ri- tanto que o !an-aclor brasileiro de\'ido i falta
queza qu'" lhe poderia forn<::ctr a sua hn·cura. de leis n.:pressi\·as de Yagabtmdagem e regu-
São nosso<· productos agricohs, a canna , ladoras do trabalho: ;'t frouxidão rlos costumes,
o algodão. café. tnmc. côco. mandioca, cad.o, :l demagogia de t:ns tantc ..; pseudo-democratas,
cereaes, ao que 0 preci::.o acrescentar a borra- :1 ignorancia. da nossa população incola, e
cha, que procura increme ntar se pelo culti\·o di,·ersas outras circumstancias, vive em humi-
da mani<.;oba e pela cxp!cml<;i'ín d:1 mangabeira lhante dependencia elo jornalei ro, dcpendencia
que existe nati\·a nos mo rros proximos ao li- que está na ras:'i~ dir.:.:cta da necessidade que
toraL ct'ellc le m .
Exportamos as~ucar, <~lgod~o. caroços de Da. granel-;; massa que occupa as proprie-
algodão, mamona. oleos n·getaes. milho. côcos, cbdes tt:nitoriaes, um numero muito reduzido
alcool e aguardente, lx>rracha, pelles. tecidos procura cultivar a lt:rra que aliás gratuitamen-
de algodão etc. te se lht: concedt: para o plantio dos cereaes
De todos estes prnductos é o assucar a preci!:o:; á propria alimentac;ão, e por parceria
~rande força ck nossa e xpo1ia<.;ão seguindo-se para oULras culturas.
de perto o algodão. :\a pr(;por<;ão segura de 90 ';é, tal popu
:\ cultura da canna <.! clistribuicla por cer- lação t.! m'macl"
ca de 900 fabr icas de assucnr. a que o uso :\ ão se fix ..odo ao solo por interesse al-
rleo o nome de cfl/{t:flll{l.\, ahr;.ng-endo esta de- gum, ,.i,·endo exdusi\'amente do jornal que em
nominação não só a fabrica ·nã-> o territorio regra rcceb;.:m adiantadamente, facilmente se
que a ella pertence. l' 7 uzina~. ,;<.:ll(lo duas sc- trnnsportam elles para outro engenho, toman-
l'nentc de alcool. do qualquer pretexto. ns mai!. d as veze~ futil e
1~ IHC.·\IH lR CERA L IH> EST.-\1>0 DE .-\L-\GOAS

propositalmente preparado, par.\ fu;;ir a~> p:t· tra embar.lços em frente ela lei que tolera a
gamento das qt:a.nias ab:mad,t:<. . Y<J~.1hundagem, irm:i gernea do furto.
".-\s terras são em\!ncbda:;" é um pr.1loquw l)emais, a nobilíssima institu\:io do jury
vulgar entre o.~ tr.1h:1lhad:1:es rur,te;. nJ.u julga. absokc. ·- passÍ\·elmente por cohe-
Comprehenclc-::;c facilmente à situa(\o do re:lcia qre simuh um par.1cloxo.
ao-ricultor perante fi j:;;rnllé:iro. nonJcadamcn:e Co·n efícito. o ..igricultor, callcjado por
d~ agrict:ltor de cana com especialidade na f<nn!d .• v.:ís extor.;õc:; t:a; I~Yas dt.! impostos
epocha ela cclheita. quando C: preci:;o ler um llll1Íta \·.:z contra id exp:·es·;a por parte do po·
pessoal organi~acto c de alguma sor~e p~rma­ ch:r public:>, já nãD tem irrit ~<;ões reacciona-
nente. Cede-se por nece;.;sidade Ú-> exigencias ria:; contra as d::: men )r nDt:ta qu~ lhe ·; vem
de adiantamentos. faz-se conc.::ssõcs nas horas do n1isera\·d indolt.:nt:.:. Abrigad;) na. immuni-
de trabalho. se é obrigado a ::,up:.>rtar a frouxi- dadl~ do p :-i:neiro caml)2.l impunemente o se-
dão d'este. não pode-se imprimir a disciplin:t gundo.
precisa a uma bôa organisac;~~). ;.;ubnH:tte-se A t:>l~r.mc ia pelos crimes que vem de cima
mesmo a insultos se pen-;a tentar reprimir auctori:;1 o.,; dDs ignorante:; e pequenos. e cada
abusos e mesmo latrocínio:;. Si ele um belo não u;u part:cc quer(~r <l'clla S!"! assegurar si infeliz-
conta repressão nas l::is. do uf:r0 os d'.!lllOcra- nwnte chegar a sua Yez. <) C:!rto é que a im-
tas dcsoccupados esti'i:J se!11pre prompto:; a clt- punicla ·I e habitual tem ~randemcnte desenvol-
fender a liberdade d~ Yr.gabunclagem co:1tra o ,.i<b a c rnq:<;:ic• dos cestumes, a falta de se-
que ellcs cham:í0 a ;Hitocracia do p10prietario; glln. n\a sitdo a anarchia em nossas rela\ões
mais picantemente·· ··do'' :-;cnhor de eng..:nho·'. de <;rdtm :->cc:al, p. incipalmu~te nos campos.
;\os Estado.;-l'nidos a seYt:ridade da., leis :\ d:~snrg:mi:::a(_-;10 que tal e,;tado de coisas
summ~ria e i:1flu::,·d 1.!111 ~·;;ranti:: da pro-
traz :w trabalho. encarc:cendc-o mais, pois o
é
priedad;:. ,\ imhlc:>nc!~l ~ :1 •;;~~:1bundag· ·m túD
nos~;:> I'P!Dri:> ru :·a] trabalha como quer e só .-\i.'REI.l.\~0 ~
([U:m~J·, n:io tem o que comer, os supplicios
:--Ó deixam de ~::r tcLr<~:~:!·'. n~a~; s\o ~~unidas : t'a rh m.,
homcn-; t: mulh~::·.:: .·, ci;ill fc;T<>" ;.o; IX:.-;. são p:.>rque passa o no~ ;o ag-:i ::ultor. tornando es-
nwlt-r de taes officio ·, ..; lllll dos assumptos que
CJbrig;ac\os a tr:~i ,ab::r l:m ohr:b publicas. :\s- unico utensílio U'l
:1ffl'c::1. ,·itahncnle a nossa producção agrícola.
;.;im ~li7. o illt,.;t.·,~ l ):·. l'a..:, 1._·me Clll Y-t.:t! .. Re- leito um~ esteira
latorio :;~)\);-,~ :~ .\;.(:·!l·:.Jb;;·:l .\!~1:.:r!,:,tna•·. Este Fsta:lo conta ali:b C}m um bom ele- ··..,ttl!.~. c:trrq;ão and
llh::ntu para :t organi.sa(;::o r~ o t1 aba lho : - a
.-\li i o re,;pe;to pd~·. F:.pri(:c'ade ~ :lb:;oll!to. bruteCida p.:Jo.., '
dcn::idade ela p;Jpulaçb. cuja proporção é su- mcnto al~um d~ ~
Como difi..:l\' entr..: "';.. , n\·:;\e 1u.-;su paiz
perior a de t:)do.; os m:tros da Republica, e·.:- leiào deshom:s::u•
de p:Lrlat i':~·~ t:::r.'.m;.,:,;.;:
l',:J<:·u feita do Rio de ]aneir0 e Capitd Fe· man:1 len1clos p.:lJ
\ ';i (l Ll\ raclor p:•.J-:cd,.:·c >;:tr.: () LH!::l:l de
der.: I. Droprictario. em b
suas cana:-.. dr: su:~ ..; ;·o(::~"·· do ;:.,~u mil!:aral ;
Sem receio de seri,l conte5taçi'io pode-se lht!s dará o c:mf
este 1ica il11pt;nt;, e o ;\;t!b.\d~J .... paga as cus-
affinnar que não ha a tão fallatia falta ele bra c com tal estim·1
tas. •;o~ . <l que s~ faz preciso é organisal-os, dis-
.-\ frm:x ic\:i':J d(•:S ';'>:-lliillc,. "mparada em preparar á ger:l
ciplin:-t!-:Js, e restringir a suacarencia pela pra-
Iibt!n: licl<l<le., c~z: k·:, ;:::• ~ c\.: •i :1 id:::; e n;w a.iap · phy;-;icas e 111 :,raj
t:c 1 c\.1 cu I tura mechanica.
tavci!:i ao nosso mci0 :;Dc.:ial. o la~;tima,·cl exem- I>'esde que não sejã0 tão necessarios,
caracter. m::lhore
plo de corrupção c anarchia em todos os de- clãos, pode ser ll'll
d'esde que os arados, cttlti,·adores, capinado- craYisacbr. pn:p:>~
partamentos admi.listratiYos, de:erminando a
res etc. os substituão em grande parte, nós nos cional demagogia
indifferença e mesmo tolerancia dos delictos, emanciparemcs do seu jugo, e mais facilmen-
especialmente dos qt:e ferem a propriedade, l\! os faremos entrar na disciplina do trabalho.
tem tornado excepcim~a! a sua rcp:·e.;são.
~ ão deve esperar que uma lei severa e
A dissoluç1o é tão profunda que o pro-
repressiva da ociosidade e da qual aliás care-
prictario agrícola se:ltc-sc impotente para mo- cemos, po~sa por si ~ó ter a \'irtude magica ele
ralisar as suas fazendas . .-\!em dos furtos ha- a determinar.
bituaes nas plantações. os de animaes se pra- E' preciso sobretudo o concurso da classe
ticão em larga escala. e uma restricta solidariedade, unicamente pos-
()~ ladrõeS de Ca\·allos são conhecidos, sível por associações dos lavradores em cada
apontados a dêdo ; tem sua ~éde de reuniões município.
nas cidades c villas do interior onde Yivem do Fazer essa grande ma~sa de máos traba-
unico c rendo~o proclucto de tal '' indus:ria". lhadores, de ociosos, de vagabundos seguir dis-
~ ão são artistas, não são operarios, não ciplinas e entrar no regimen do trabalho, não
s~o lavradores; occupação alguma honesta é unicamente uma medida de valor economico
apresentão que justitique os meios de subsis- mas tambem soda! c humanitario. '
tencia. A policia sabe. ou deYc saber d 'isto, Transformar miseraveis inquilinos de nau-
mas, mesmo nas hypothLscs felizes,- cncon- seabundas choupanas. que tem em geral como
1:\DIC\IHJR CEIUL 1>0 EST.\llO DE .\L\CO.-\S Ú7

lt.:i que tolera a


cio furto.
~nsritu'ção do jury
-e:'.!nente por cohe-
oxo.
:>r, callejado por
;~·as de impostos
[X>! parte do po·
t ~~ões reacciona-
:ta qu.: lhe; Yem
";ad..> na immuni-
.p unemente o se-

que ,·em de cima


peqm:nos, e cada
segurar si infeliz-
c!!nO é que a im-
ementc clesenvol-
~. a falta de se-
I nossas rela<;ões
:.te nos campo:;.
; estado ele coisas

. --o mais. pois o


como..q_ucr e só
er. os sti.ppHdo::;
: \ t:ru:t.L\:\0 C.\:\()if>:'l T.\'.'.\RE~ n.\STOS Ros.\ \f.\RI \ 1'.\l'..l:\,\ JH FoXSEC\

Pnl'l:t ah·tttat· ,. ~·~(c rlpt :, l' H•.t:~·:d .\ ht•roi ·.- 1n :i ~ dz•,.; F nu..;. i· lS

f, hor. tornando es-


dos~.sumptos que
liHÍCO Utensílio tt:n \'.lsO p<i!'(l c!'agua e C. llllO l'rrantc os ]D\'0.' d~ mais alta cirilisação,
~oduc<;ão agrícola. c cspecialnlc:-rte p(;:rantc aquelk cujo senso
leito unn cstc.:ira quan~io n:''[) al~uns 1·ar:1::s.
r C)(l1 um bom ele- que c,.rr.:;gão a;~clraj::;.s no campo. e n'alnn tlll· pr.11 i o fnrm<,u a primc:ra na cicnd ic~a~lc elo
~ ~0 t 1aba lho : - a brutccida P-'lo..; ,·iá1s e pela i:1dolt:;1ci;: . senti- nnm(!o. ess:1 c>ac('âG ao l'·ahalha .5 uma obm
~ja proporçiio é su- mento algum de ap~rfci<_;::>amento : q~rc j:)rna· soci«t de re~\ilt:~do·,_ não ~·ó pbilantropicos. mas
lda Republica, e ·,. leião deshon:.:s~amcntc um ou mai~; dias na se- fecundos pa;·a a aninnati1·a da libcrdack e do
err~ e Capit1l Fe· m:ttn le\·ados p~h fo:ne o~• con!'.t:·agi:lo.: pelo pro~n: s .,o .

proprictario, em lnm~ns d.: tr.1b.1lln o qual .F:1: svnth·~se : a nota cl.: m ina nt~ da situa·
testação pode-se lhes dará o cmfone> e rehtiv .l a 1nstanca: cão cultur~l de noss< AgTict:ltura. é o mais
illalla falta de bra e com tal estimulo fortifi:::t!··lh:.:s o espírito. ~o:n plt:to a traz:> de1 ido :\ \;norancia dos t-: r.:-
t, organisal-os, di~­ preparar á ge<a(i ') m :;ih,');·,~. ; c:1nd icç'ic.-; ccssos da cultura nH:c:1anica c d.; tud.') o que
carencia pela pra- physicas e m ,racs: fonn.u m.:s:nJ o seu diz rcst:e'tJ ú scicncia a~ricola. c a incli!ic'plina
caracter. m~lhores op;rario:> e mdho:·es eicta- do trab:~Jhador rmal. ig:1oranle. prcg;JÍ<._;:)SO,
tão necessarios, clãos, pode ser um acto d ~sp~>tÍCJ. iníquo, cs- nomade. enfraqu ~ciclo. c' r :um:.tanci:t•; qu~ ccm-
""adores, capinado- craYisacbr, pr<.-p:Xent'~ p.:ran~c a no ;sa tuclic- c:>rrem p:>dcrosam~nt ~ p·.u a o resul!.1do pouco
nde parte, nós nos óonal clcmag:Jgia indi~e:1a. rcmu:lerador da procbn;ão.
, e mais faciimen-
.p lina do trabalho.
uma lei severa e
aa qual aliás carc-
k \"inude magica de

concurso da classe
fie.unicamente pos- -~~=~=-~: · .:....,_-~"-7<"
la\-radores em cada ~~;/
Irsa de máos traba-
rabundos seguir dis-
~ do trabalho, não
ije yalor economico,
irutario.
inquilinos de nau-
tem em geral como
tmtJl1reSaSoue
.-a~a. tendo· ~
®t2'ft~
no preço. F mr
m facil ~ c
ai defeito que
nlorisa e desa
dita o DO:>.:>()
<Uo. e ignor:
>1São poRfUe
les mesmos q
cabalhão co
Claehma ·· .E2
Colton Gec'·,
o - condensad
para o pêso da

~.~ ::n~··Coj
ro não com
alem de que
dos importado
Como o
Guerra - ] osé
interessante
aos industriae:s
;i;

'"
~
:-.
;;<
In.d ust.ria Agrícola,
:?

l
~'.,;·
::- I I

A situação de nossas culturas é pouco li- o do Brasil como tendo direito ao primei;·o lu-
songeira em sua phas<.: industrial, sendo qm! ;;ar entre as outras qualidades conhecidas no
de algumas como o milho o arroz, a banana, mundo, com a unica t>xcepção do da Gcorgía,
Q o côco, não são aproveitadas as nmltiplas trans- estão todavia o substituindo em suas fabricas
::;, formações a que trio utilmente se prest:'io.
0 pelo d0 Egypto. cle\·ido isto ao pouco cuidad<)
<
::.: O nosso algodão é tão negligentemente com que tratamos e mú:> enfardamento com
.-.
..-. tratado no descaroçamento que .só por e~ta que exportamos o nosso producto. Os preços
"-"'
-causa soffre nota\·el depreciação. Ti\·emos oc- do algodão do Bnsil disem cllcs, sobem mui-
-< ·casião de vel-o -na grande fabric3. Emporio,- to pelo q(te se deita fóra no fabrico.
0 da Bahia, tal como
tt.1
._
'"' é d'aqui exportado, -Quanto á
z e apreciar a sensí- noss::t lan>ura de
;:
~
vel differença de- cana bem que anda
pois de passado no em atraso em sua
< "Condensado r,:' p h as e industrial.
"""
...... onde deixára as tem esta todavia an-
-<
;::::,
impuresas que ie- dado mais avante
va\·a, tendo perdi- do que a da cultura.
~
do 1 2 '/{ para mai.s As nossas fa-
~
...... no preço. Entretan- bricas ele assucar,
to facil é corrigir excep~·ão a p e n :1 s
c tal defeito que des- das 5 pequenas uzi-
~
'...) valorisa e desacre- nas, ~ de propríe-
~ dita o nosso algo- d a d e particular.
~
~ dão, e ignoramos a trabalhãc-n 'o em
rasão porque aquel- taixas a fogo nú.
~ les mesmos que o
p Todas ellas e tres
trabalhão c o m a Phot-J .ITt'B.\. T,l·p.-CO:\IMO:Rl'l,\1., das uzinas, extra-
machma " E a g 1e UsiNA LE.\O (C"TIXGA) hem o caldo em
Colton Geu", tirão moendas de pres-
o "condensador" . A suspeita de aproveitar são simples.
para o pêso da lãn os ciscos, cascas, areias etc.
que só o "Condensador" elimina por com- ~os engenhos de .taixas, ou "banguês"
-.. pleto, é um erro, porquanto tal aproveitamen · o assucar ~ geralmente depositado em fórmas;
Q
to não compensa a grande differeilÇa de preço, onde ~ "purgado" dando as qualidades que
~
< alem de que deprecia a proccdencia nos merca- exportamos com as classificações de brancos.
3_g dos importadores. somenos e mascavos, ou como o preferem em
quasi totalidade os agricultore~ da zona cen-
.;.. Como o affirma o sr. capitão de Mar .e tral e sul do Estado, é ensacado .sem ter sof-
Guerra- José Carlos de Carvalho en. sua frído aquelle processo de clarificação, tendo
interessante monograpbia sobre o " Algodão" , por isso a clasificação de mascavo bruto. (pol.
aos industriaes allemães, ap\!S~r de reconhecer 8s a 88.)
1:'\I>TC:\DOR CER.-\L DO EST.·\DO I>E .-\L\GOAS

du.çl-:> g~
em perda..,
Pehexrra_\
l Jek"C."lÇ'l
furbma~-ã<J

Jos~: ALEXA~Oi{E P.\ssos lG::\.\LJ;) DE B.\RRCS ACCIOI.Y


JllmH:I't~ p!tHu:o:.:n

Do incl que se escorre da:; ft'nnas (resí- :\s lKS ;as uzinas tem tirado 9 r / ?. 11<,
duo não cry.>t:llisado) fab!·ic~:-.>e :1inda o assu- (t:s:na Yandc~m=•) e 9 (usiaa Lefío) nos tres
car "retatm:' eqlJi,·alc:nc av 3·" jacto elas jastos. :\ primeira tJS:l moenda de repressão
uzinas; c o m~l qu.;; d ::=x.l o .. retamc" é :-:.pr::- com imb!b çb: a s· g•.mda trabalha com mo-
vcitado para. o fabrico cb alcool c aguard~ntc. cnd~ ck Fres.,a;:> silnFics. E' de esp~rar que tal
E:.;te mel p::sa regularrn<.:!1le 30." a 40." c mes- renditllenl ..) ío::s::: s ~;p:::r ior si.a demora das ca-
mo 41 ." Beaume. na~; compradas. expostas á-; ,-<.:zes por dias em
E' itn!XJs;ivel apresentar um cal::ulo exac- wago:1~; e ao sol. não o compromcttesse em
to do apro·.;eitamc:-~to ch cana em noss~s en- muiD.
genhos : para isto seria p;·eciS(> pesar as canas Ih e:qnsiç1:> acima, cujo cs;:;rupuloso
trabalhadas, c as p~qu~nas fabr!c:t~; ni::> üs:'io, c:->mp~ltO é b:tseado não ~ó na expcr;mentação
e nem a s ua res::!ita c:)lnp)r~a a desp~za ck ba- p~sso.1 l nur, tambem em o de divcr:.;Js e com-
lanç::ts a tal tim apr.:1priaclas. P::>ck-se tocla\·ia p.::e:l~es hvracbres, ver-·;e-ha qual a prodigiosa
cledusil-::> po:· aproximaçõ ;s. \'Ítalidadc ele nossos terrenos e sua especial l'lll•t.- J.lTI;c1
.-\ densidade do.; cal~los varia, co:11:-> em a:)tidão á cultn~a da cana. se o confrontar-
toda a parte com o g:rau ck madur::::sa da plan- mos mesmo ligeiram~ntc com os outros paizcs
ta, a cpocha cb có:·te, a qualidade do tcrrcn~) que cultidi:'J a preciosa graminé:t, apesar da ..,ó con:<eguír1
e até mesmo do tempo que decorre entre o cór- impcrfciçã:J elos nossos aparelhos de cxtracção pondente a -
te e a extracçlo: varia ele 8 I(:! a 1 1 q.:! c e ck fabrico. I >r. Pires de
mesmo 12." lleaume. culture et lc.
Effc::ti\·amcnte, ensinão os chimicos que
Em epochas e circum!.>t:mcias normaes. a cana contem 90 1;( a 95 1ft de caldo ; - as X aLui~
são precisos 1 so feixes de cana, de peso mcdio melhores moenda~ cxtrahcm 70 a 72 1/ . . mento dos p
de 7 e 8 kilos para dar um "pão ele assucar" nhos centraej
Em n:->sso~; engenhos a copressão é tão
de 90 k;los de ma;cavo b ruto, sejã~) So depois a observa\lo
de b~m escorrido o mel. Este mel deve pro- incompleta. que cremos não errar, affirmando
a tiragem commum ele 6o a 65 ; o que quer apenas attin~
duzir 8 a 1 o kilos de assucar reta me. A porce
I>anclo áquelles t so feixe :; de cana o 1wso dizer : deixamos no b::tgaÇJ cerca de 30 "In de
caldo. o que representa um prejuízo variavel Castilhos n~
maximo de 1 2oo kilo,;, que p:·odusiram 90 ele Antilhas e Il
assncar, tcmé>S o apro·;citamcnto mínimo, mas ele z a 3 kilos de assucar por cada 1 oo kilos dt!
c.1nas moídas. e excepdon~
ainchr assim superior a 7 1/ 2 '/,. e que :c de- são, com du
va de conformidade com as di"crsas circums- Laiz de Ca<>tilhos, baseado em ·experien-
siderar que a
tancia<> que dependem da cpnc:ha da moagem, cias c analyses feitas na Rio de Janeiro. en-
genho central de Quissamã, em canas de pro· dupla cart>ol
da bôa cxpressã:3 ccl:J. qualidade do terreno.
l~IHC.\DOR GF.RAL DO ES'L\DO DE ALAGOAS

cana, sendo de S· 25 "l) o maximo e excepcio- mais em realce quanto é extremo o nosso de-
nal: ,·imo-; já que as m:in:1s que os substituí- Jeixo e atraso nos processos ele cultura.
ram deixaram na safra p::tssada apenasi-l. 9 °[ 11 • Cuba. com scta cultura intenstva e o uso
dos estrumes c ach.1bos obtem apenas 3.;;oo a
Ora. está demonstrado que os aparelhos
3·7oo kilos ele assucar por hectare; o Mexico
ck moendas de pre:;são simples cleixã0 uma
ti-loo a 2 too; E. P nidos 1900 a 2000 ; Ar-
perda que \·aria entre 7 c 7 1 [2 "!o · qm~ m~smo gêntina .3500 (maximo) Barbados, com a sua
nos de repress:'io com Íl~lbibiç;'lo e mais aper-
f aliada '' sedling 147" , 76od ; Hawa1 e Java
feiçoados- systemas de c!efecadores. esta perda çnm a sun Ci.iltura aperfeiçoaclissima e constan-
é de ~a-+ 1[2 "b• e que o nosso systenn de te irrigaç<"io. 9 a to.ooo -- , cleva<,::i.o de rendi-
Hanguê nos d:í. na ·.~xtracÇio e no fabrio uma
clitferença de 9 a 1o 010 sobre a prop~H-çilo de
mento por hectare a que não é cxtranha a pro·
porc;ão do rendimento em peso - r 2, r 7 °I0 ,
Cultu
sacharose da cana. que conse~u!ram alli, -··- a acrt>ditar no ultimo
Com laes elementos. com paremos aq uellc; reiatorin .\mericano ele 1 ". de Junho de r9oo
resultados nas uzinas com os obtidos n'estt: sobre a" ilhas Sanclwich.
Estado em nossos engenhos ele •· banguê," nos :\ ó.-; pndemos a ffinnar 11111 rendimento
4uae..; as diversas operat,;:'\es dD fabrico são m..c.!io de 5 a 6.zoo kilo" por hectare nos ter·
executadas em taixas a desc)bcrto fazendo-no..; re nos apropriados '1 \ :ste Estado á cultura ela
a evaporaçã:l perder ~r<'nd~ parte de n:;sucar. cana. apesar da~ perdas que deixão "os ban-
alem elos 30 a 35 nl" de n!cb que as nossas guc.!.,'' c princip:tlmente o systema de extrac-
moendas deixão no bag::ço. e \·cremos qu,~ o ção do caldo nas nossas moendas de pressão
rendim::nto que apuranws clt: i 112 a 8 "In so- simples.-
bre o pe:-<o da can2, - •ws dú a medida ela ri- () que vae dito deve ser\'ir de poderoso
queza ~acharina com que a preciosa gramine:t inc<~ nti\·o aos nossos cultivaclores, e ao governo
J dotada no torrão abgoano. do Estacl<:), para em convergencia de esforços
Si tal re ndim•.!:Jto sobre o p~so da cana melhorar a cultur~ e m t:>das as suas phases e
não pode ·ser rigorosamente determinado sinã') scleccionar a semente sobre a proporçll:o sa-
na balança que falta aos nossos engenho~. o charina.
que não impede um calculo muito aproximado, "A verdadeira fabrica cl<.: assucar é o ca-
temos o de nossas uzinas qu~ affinnão o de 9 na,·ial" com m\tita fe licidade e perfeito criterio
e 9 qz 0 [, , :-;uperior ao ele todas as outras do escre,·ia l.eonardo Wray. Palavras memoraveis
Paiz. para a industria. assucareira, e as quaes Poey
Si considerarmos o rendimento em nssu- um illustrado lavrador Cubano. pedia que se
car por hectare, é espaatosa a proporção elo mscrevesse em letras de o iro no frontespicio
valor productiYo de nossos terrenos, tanto ele todas as fabricas . -
tenstva e o uso
apenas 3·3oo a
ctare ~ o Me.xico
:)0 a 2000; Ar-
dos, com a sua
: Hawai e Java
issirna e constan-
c,·ação de rendi-
é exrranha a pro-
,.;o- IZ, 17 "[ 0 ,
Cultura rotineira e Cultura mechanica
E
editar no ultimo
e Junho de 1900 III
um re ndimento
r hectare nos ter- "A agricultura brasileira precisa de exem- á acquisição d'essa instrucc;ão technica, que é
do :í. cultura da plos e a um pcYo que desconhece os seus de- precisa ao fomento do pregresso agricola.
deixão "os ban- veres, elles só poderão ser dados pela alta ad- Em todas as naçoes da velha Europa e
~~.;remade extrac- ministração" oisse-o o Dr. Paes Leme, esfor- suas colonias. nos Estaclos·Fnidos, no Mexico,
. ndas de pressão çado luctaclor em prol da causa da nossa Ja\·ou- nas .-\ntilhas, no Chile. na Argentina, os go-
ra. n:rnos ch.::;r,-.:nclem gr.::1de..; so,mnas com o
, .'Ír de poderoso Si é certo que nos falta muito ele inicia- ensine; ag-ricoh. cum o~ c:tmp:ts de experien-
lores, e ao governo tiva, não é todavia menos certo que é c!b fa- c ia. c:1m o:; in~Lil~tto.~ agron ··micos-: a inicia-
ncia de esforços talmente adormecida pela insolvabilidacl~ . qu~· tic·a panicular L e~:tinn~lada p'.!bs publ icações
as suas ph ases e tem tido a situação mais commum. sobre as-:ump~vs ::g:·;c ~ b~. [X'r premias. Co--
a proporç[o sa-

de assucar é o ca-
e ~rfeito críterio
.:.vras memorn,veis
e as quaes Po<:!y
o, pedia que se
no frontespicio

ll \H.\cl 111-: .\1 \I' E!Cl ' \'1 :-<I'PC\I> E 1\E :-<IC\DII\1'

A-:--:TO~In TF.IXEIR.\ n.\ R onL\ Jo_';o L1::-.s \'IEIR.\ C\~S\C\(;.\ ollE SJ-:.;DJRU'
)l••dko •ln t;xthwta •·:1:-~.;1 ln!t•••J•ial Em i ·~ : lt'l • ~~adi:--t t •lo :,::., irn:••· 1·h)

f.' facto que um la\'rador cujo trahalhn nhecedo:cs das ,·antag.:!n<> que lhes ach·em pelo
deixa pequenos saldos quando n:ío grande;. pre- conhccinknto elos d iffercntes sv·~temas ch> cul-
juisos. que a custo se mo\'e premida entn.: o tura. dos diffcrentes aparelho~. · elas machinas
alto dispendin da cultura e a carestia e cliffi- que se i1wentão, se apcrfeiçô;io cada dia em
cnldacles ele transporte para os seus productos, ordem a baratear a produc<:ão, melhorai-a, etc,
sobrecarregado de onerosos tributos, em luta os lawadores tro:ã J entr~ si suac; observações
com a dcsorganisa~·:'lo c indisciplina do assal a- pcssoaes, estahdec~m um vcrdad~iro inquerito
riado, não dispõe dos meios indispcnsa\'eis sohrc tudo o que diz resp :ito á mais honrosa
74 DWICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

.-'t_~-··.~-·

'l',vp. -Co~r~n·RcTA L.
CORl'RJ PE (C wADF.)
aplicação da auctoridade l~mana. e commu- no Estadoal. Facilmen te o agricultor lançará
nicão o resultado pela imprensa, que se lhes mão dos meios que melhorem a sua tão pre-
abre grat uitamente. nos clubs que se formão, caria situação d 'esde q ue esteja convencido da
-e que se tornão não só uma fonte de scícn· efficacia e d'esde que possa adquiril-os.
cia experimental, mas tambcrn um laço de fra- Si a nossa lavoura os desconhece é obvio
ternisação. que não poderá formar convicção.
A instruc:ção pratica foi o principal factor Cumpre pois-ao Estado fazel-os conhe-
de tudo isto. cidos e facilitar a sua aquisição, ~uanro ,

Os governos procuraram instruir a la\'Ou- ~ão é um favor que pede a agricultura é .a:;:ricola aos
ra : facilitaram-lhe os meios de adquirir o in- uma pequena compensação das avultadas som- luta preciSão
dispensavel aperfeiçoamento ; dar-lhes trans- ma com que concorre para a receita. E' mbt::r
portes facei> e baratos para os seus productos ; A creação de um Instit11to Agronomico, de
e o agricultor augmcntou utilmente a sua pro- campos de experiencia e demonstração. com
ducção. barateou o custo da materia píima, e uma organisação cuidadosa e fóra da explora-
a resultante foi o· augnH:nlo ele saldos que o ção política, a diffusão do ensino agrícola nas
collocaram na posição de realisar outros e pro- cscholas, deverá ser o primeiro passo.
gressi,·os melhoramentos. N 'aquelles estabcleciinentos o lavrador se
Em C uba, antes do estabelecimento d 'esses habilitará não só á escolha das machinas arato-
aparelhos custoso~ c aperfeiçoados para o fa- rias como tambem~ao seu funcionamento; obter
brico do assuc:ar. já a cultura da cana pelos <~sclarecimentos s~bre a cultura para a q{Ial !:iãO
aparelhos mechanicos, barateúra a materia pri- aptos os seus terrenos. e como terá á vista a
ma collocando o lavrador em posição de mí- proYa experimental dos processos racionaes,
<.:Íar aquelles melhoramento~. I<:ntre nós tem tornar-se-ha facil acceital-os.
se dado o inverso. O iniciamento da cultura mechanica con-
A in iciação ela cultura mechanica é - de fiado exclusivamente á iniciativa particular tem
urgente e palpitante necessidade. Para nós é perigos, aliás de restlltados que poderião in-
ella ctc certo uma innO\·ação, e nós da lavoura fluir poderosamente para seu clescredit0.
desconfiamos elas innovações, E' preciso pois A scicncia não pode estabelecer regras de cedencia, oro
,-enccr o circnlo de ferro do preconceito, e para uma aplicação indistincta a qualquer região : estações exper~
isto torna-se indispensa\·el a acção do Gover- A adopção d'estc ou d'aquelle systema de cuJ.. cilitando a a~
l~DICADOR GERAL 00 ESTADO DE ALAGOAS 75

...._,
:f~~:~~ :. ~. •'
.~

.. ,

rhot.-.J .\Tl'tt,\ . T ,,· p.-CO!oi:WEitCJAL.


P.\0 l) b ~\S-. l'l \ 1{ ( <..'ll'l,\TIF}

tura. a escolha mesmo dos aparelhos aratorios rclhos prt:cisos aó• cultivo mechanico, aos la-
a empregar, varia muito com as condi<,;fiô cli- n-adort:s que querem iniciar este movimento
matericas e com a nature:r.a de terreno a cul- de real interesse para ambos.
tivar. Tão impossiYel é graduar as estaçf~t::: e :\s machinas aratorias tem um custo di-
as variabilidades dimatcricas e metcreologica:-:. minuto nos Estados-l.nidos onde existem, con-
e circumstancías outras mal definidas. mas que forme a affirmativa de di\·ersos Yiajantes, cer-
notavelmente influencia sobre as cultura,;, ca de duas mil fabricas, ela:; quaes algumas
quanto, relativamente a estas, dar a scie::ncia exportfto annualmente óo mil a rados l Com o
agrícola aos se\lS princípios o cunho da abso- cambio que temos tido. despachos, direitos de
luta precisão que pretendem alguns theoricos. importação ( ! ! !) tornão-se ellas de acquis:ção
re<:eita. E' mister. para evitar desastres, cuja me- difficil pelo alto preço em que ficão ao lavrador.
Agronomico, de nor consequencia seria perda de tempo e de Para facilitar :t St)a acquisição e dintlga-
onstração, com capital, termos uma orientação muito no\'a. ção no f:stado deveria este chamar a si a dií-
fóra da explora D'esde o amanho da terra até a poda das fcrcnça cambial, ou indemnisando o lavrador
agrícola nas arvores frnctifcras, tudo diversifica de confor- do qnantum cl'essa differença ou encarregan-
passo. midade com a zona, com as estações. com a do-se de fazer vir, !-'ob pedido devidamente
bttos o lavrador se qualidade do terreno. O arado que bastaria justificado, os aparelhos requisitados, que, de-
~ machinas arato- ao sólo poroso e frouxo que se encontra nos duzidas as despesas do transporte, cederia pelo
donamento; obter Estados de S. Paulo e Minas. não romperiá o custo. feito o calculo ao cambio de 27.
r-a para a qual são nosso sólo argiloso e compacto: o amanho pro- Sem tal medida ser:í impossível a expansão
o terá á vista a fu ndo, util ao solo humífero, seria prejudicial da cultura mechanica pelo custo exagerado em
os racíonaes, áquelle que é pobre de humus. que vem aqui ficar os mais simples aparelhos,
Comprehende-se facilmente que temos ne- já pela diffcrcnça cambial, já pelos lucros dos
a mechanica con- cessidade de experiencias, que só excepcio- intermcdiarios.
th·a particular tem nalmente poderá emprehender um ou outro la- Muito mais do que isto tem feito outros
que poderião in- vrador, arriscando tempo e capital. Compete paizes para corregir tão utilitario fim.
u descredito. ao 'Estado o estudo do assumpto de tal trans- Os Estados-Unidos, devido ao systema da
ahe1eccr regras de cedencia, organísando o ensino agrícola, e as cultura mechanica foi estabeiecer competencia
q..ralquer região : estações experimentaes, c ao mesmo tempo fa- no mercado inglez ao trigo da Russia. O Go-
la systema de cul-- cilitando a acquisição elos arados e outros apa- verno d'este paiz s6 em um anno imp01tou dez
1\"UICADOR GERAL DO .ESTADO DE ALAGOAS

mdig~na . t"nc-.)
mil arados, que di:;tribuio gratuitamente pelos na em concli1,·ões de não competir com o d'estas
lan-adores de trigo, habilitando-os a fazer frente procedencias.
á competencia am~ricana em uma de suas prin- E' tal a influencia da lavoura mechanica
cipacs fontes de produc~·ão. sob o barateamento da producção não só na
Deve o nosso gon:rno ter em \'ista que a cultura elos cereaes mas da cana, que relativa-
salvação da agricultura depende grandcmtnte mente a esta, os paizes em que ella está mais
de produzir mui tu :::barato. augmentando assim aperfeiçoada c onde é mais largamente pratica-
o lucro liquido do bnador, e que essa laHHlra da. competem vantajosamente com outros em
é a base da fortuna publica. ~ão é de certo com qup pelo contrario os processos industriaes da
o nosso systema ck foice e enchacla que o con- fabricação do assucar são mais completos e
seguiremos. aperfeiçoados.
); as colonias francezas como pessoalmen·
Como o affinna o Sr. Paes Leme. na Ame-
te obscrYou o Dr. Paes Leme, --- descura-se
rica do \"ortc os salarios são muito clc,·ados.
mais da cultura, con\'ergindo o maior esforço
um trabalhador de arado ganha o jornal ele 5:;;
para o aperfeiçoamento do fabrico. Em Cuba,
ao passo que a prodllC(,'ãO torna-se tão barata
hayendo aliás menos cuidado n 'este, a cultura
pela cultura mechanica que o trigo, por exem-
0 t?io bô 1. e barata que o seu assucar vantajo-
plo. foi fazer concurrencía com o da Russia e o
samente compete com os d'aquellas colonias
da Turquia onde é ínfimo o sahrio elo trabalha-
nos mercados consttmidores. (Vide Cultura de
dor ruraL Cana pelo Dr. Pedro Gordilho Paes Leme.)
Tomemos em nossa propria casa um exem-
Só a ignorancia de taes processõs, e dos
plo bem frizante. O milho ,·c::m cl'aquelle pai~
meios ele praticai-os. explica o nosso vergo-
para ser vendido no Rio c S. Paulo, a 8:5 e 1 oS
nhoso atraso na arte de cultivar a terra.
o saco. quando por e:;te preço nó.; não poclunos
.\quelles qu~:: leem sobre assumptos agri-
exportai-o d'este para aqtH::ilt:;; Estadu~. E' que
c:->las, são pouco numerosos, apezar da propor-
alli o milho é plantado. capinach. colhido. d~­
ç:i') n~tavel de homens de letras que fazem
bulhado por machinas. bara<canch \l'e·.t;t arte a
pronlssão ela agricultura. O tempo que sobra
producção ao p~mo ck ;.;mr:1•· para o p:1.iol nHn
ao:-. lab:>res materiaes é de prefcrencia dedica-
o dispcndio de z;o r~.. r)' li' r:lqueirc de ;o litro:-..
elo aus cntreactos da comedia política.
na affirmati,:a d(; l>r. d:Hl~,.- Carnw en; '-'l'U pn:-
( l nosso emperro quando se trata de alte-
cioso fino "Rcfwn~;~ cb .-\~r!cu!tura l~rasi-
lcira" . ·- rar habitos enraizados em nossa vida agrícola.
~.: é~sa pr:)pria inctolencia no agir, que é um
Si a product;;'h l: <\: n •-.:to in limo. nã::> o t~ dos tra!_;OS caracteristico:; de nossa psycbologia
llteno:> o transporll : um ·dquein: dL ·nilho Yae
do (leste da l'niã0 .\m;.;r:::ana a quakp; . :r porto
do . \tlantico. em um pl:rcur,o de 1 ooc a 1 1 oo
milhas - 1mais de 3 0 0 kgu~,;; l de ,·ia ferrca,
com a clcspeza ele ; .rc ele freie i : : )
E' sabido que o pro!;re~-so a~r!cola dns r:~­
tados-l'nido:-; data <h nt!~,uis<'\<)n rias machi·
nas aratori:1s - : L~stas r: ns <:'lnstrnn;ües de mi-
lhares de milhares de fabricas para. as baixas t·hl)t.-.J.,'l·t n.,•
tarifas. buscar nos confins do paiz os productos
agrícolas. fo ram a ba.~e de organisação da lavou-
ra americana. Comprchc•
Ao passo que alli a produccJic) barateia en- tenhão sido seg1
tre nós dá-se o im·crso. Se o la\Tador. o de mi- superadas pda 1
lho por exemplo. já que o tomamos para termo Ah· aro Reynos
de comparação. se der á tarefa de calcular o cus- roso ]) r. Paes li
to da producção. chegará ao resultado de que, sobre a agriculti
entre nÓ:, -uma cuia-· (medida de dez litro,.;) exccllente.s ani
chegará ao paioi com uma cle~pesa que oscilla publicac.;os na ~
de 400 a soo rs. por cuia, (ao sabu·io de soo rs.) em outros jorn~
K a melhor das hypothese~ cons.:guircmos Praticamo!
ter um alqueire de so litros por 1000 ; addicio- para usar a no~
nados. o cu!;tO do sacco. o transporte. para a ca 4 70 braças em
pita! do Estado. as despe:;as de armazem, direi- TY!l.-COM MY.R('IAL. no de massapc.E.
tos, fretes, etc. irá chegar este milho ao mesmo barro, sendo ru;
destino do exportado da :\merica e ela Argenti- PHAROL T>E )!ACEIÓ
1\i~~C.\lJOR C.f:l\.\L 1>0 EST.\1)0 n.: .\1..\(;().-\S 7i

indígena, cnc:mtrfin ~í priori na resistencia d~· mccha;JJCO C:)tn cn:mne n:cllil'l,,\·, cll' clcspezas
com o d'estas
nossos tcrr<.:nos um obstaculo "im·encin.:l" ;Í e rapidez de trab:d!J(,,
pratica da culrura mcchanica. .\ ~·xtra'.>rdinaría cohe: :i"l do ma~sapé das
Podemos toda\"Ía. C:)ll1 a experiencia e 1·ar:-;c:a:> nl:> L: um obstaculo ;Í m:ncha elo capi-
com a pratica asse~urar n contrario. na<hr : cu:n > ;er:dmeme pcn ... ~i , os n!Js,;us
S~'iO pt:rfeitalllt.:lltt.: exequi1·eis 0S proceSSOS agrinth>r~·., qL:c :·.<> por tioticia conhecem tae:-.
fundamentaes da cul•.ura nwch:míc.l em no-;-,,Js cmprc:!1~nclim-:nt >:--. JX>rqu(.; tal c.>hc:-.:io 0 de:;·
tcrn.:no.> barn.:ntos c dt! m:tso.;ap~. - d'csdc o truida p.;l:J amanh:> pr.;liminar que afmHxa o
amanho até as limpas c:)m o capínador tirado terreno, amanhe> que tem ainda ,1 ,-anta~,-m clt:
por um can1llo. tornai-:> por(J:o.O. conscr·.-:mdo a:-,sim md!H>r a
H a CJUali'<J anno::. que a praticanws em Ll:r- humid.1do.:, e comnnmic:tndn á planta maior
rcnos d:: 1·arzeas de massapé. c em lacl.:iras resistcnci:" :'u ~t'::a~.
pessoalmen-
b:urentas sem out:·as difficuldade::; mai s elo que Ti1·emos occ:;sÍ:i"l ele comproYar a d'ficia
- descura-se
as determinada, pela pmpria aprcndi?.agenJ. c ia <h l'l'\'<.>h· i m.;n to prcl i minar do r err ,:no dc,..._
maior esforço
adestramento do pessoal e dos animacs. tinacb ~is plama,\>c..;. sua pnh·erisaçi'ío. e a stt:r
Em Cuba,
n'este, a cultura
assucar vantajo-
aquellas colonias
. \"ide Cultura de
Paes Leme.)
processôs, e dos
o nosso vergo-

Phor. - .J.\Tl :~.\ 'f'yp,-~ ' tHI~( t:I~I ' (A J.,

RL..-\ DO CO\t:\lFJ\ClO r l'rl.\R)

Comprehende-sequc o:; prim:..:irJs cno.;aio; c:>:1stantc- ck:-n::rq;a<.;ln {Wh :t((;ão do capina-


tenhão sido seguidos Jc hesitações atinai foram dor. durart~c: pt:ri(Jdos de rigoroc;a sêcca.
superadas pela adapção elos ensinanH:ntos de :\o pa,;:;<> que planta<;<'ies feitas ;\ enxada
AIYaro Reynoso (Cultura da can:<) e do ope- se mirran1m ú cadencia de um c;ol inclemente.
roso I >r. Paes I ,em e não só em seu Relato rio aqnellas, aliá-; feitas em terrenos altos, se con-
sobre a agricultura americana, como em seus sen·aram 'erde;,.
excellentes artigo;; sobre cultura mechanica :\ unica contra inclica<,;:lo :10 funccion;-~­
publicac;os na Revista Agrícola de S. !>aulo e nH;nto dos aparelhos aratorios, são os terreno;;
em outros jornaes. de mattas e capoeiras, em que a dcstrui<;ão
Praticamol-a em cerca de 20 hectares, ou, immcdiala dos numerosos tocos não deixa re-
para usar a nossa habitual dimensão, cerca de sultado economico.
470 braças em quadro, não só em terreno pla- Em casos taes. o culti,·o continuado e o
no de massapé. como tambem em ladeiras de fogo os clestruirã\), tornando posteriormente
barro, sendo as limpa~ feitas pelo capinador ara,·eis taes terreno.'>.
l~J)IC:\DOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

Prod

T'hot .-.J .\ T l'll.l • .


R OCJ I.F.l R.-\ ( P r~~EDO)

J!a todavia em nos:o;os ,;ngenhos exten- Si as raizes lateraes tem dimensões taes
sões de terrenos j á abertos c em q ue os tócos que embaraçar possão a marcha da charrúa ou
vão sendo numerosos, a despeza de sua des- do arado, se as deve retirar, precaução inutil si
truição ~: largamente compensada pelo bara- as raizes são finas, pois em tal caso o apparelho
teamento da plantação e das limpas : grande as arrancará facilm ente. desde que seccionadas
compensa<;ão que só o críterio elo lavrador po- já não offerecem sinão fraca resistencia.
derá estabelecer de conformidade com o ser- Esta pratica permitte resistencia aos es-
·, ir;o a executar. ~o destoc:unento temos nos tirpadores mt::chanicos, ele custo elevado c apli-
<Úastado d os processo:; aconselhados e usados. cação dispendiosa e complicada.
A exposição detalhada do "modus facien-
)/ão possuindo machinas para destacar; di" a que deve obedecer a cultura mechanica
por nossa propria conta e inspirações. usamos entre nós, as alterações praticas que decorrem
um processo mais summario, e acreditamos e sua adaptação ao nosso clima, aos nossos ter-
mesmo que mais barato e menos complicado. renos e ao genero de lavoura a que se a queira
Consiste elJe em, não arrancar mas cortar applicar, a detem1inação economica e compara-
n tôco cerca ele -J.O centímetros abaixo do solo. tiva dos diversos serviços, e escolha dos apare-
Para isto mandamos caYar a terra em derredor. lhos a elles apropriados, a demonstração pratica
cortando á machado as raizes lateraes á propor- do seu manejo, são uma necessidade inadiavel á
ção que vão sendo descobertas. e mais ou me- t::xpansão e progredimento de nossa agricultura.
nos n'aguella profundidade seccionamos o e em tal sentido deveria' com urgencía aggir o
nabo, retirando então o toco. puder competente.

consumo. ire•
~hores condi
affinnar qu(:
dor si os dn !:!
ecutados a
O qued
é extensim
sos.
Prod.u eção agrieola e Cultura lnteDsiva
I V

Pensamos que actuahnente o nosso maior Em nosso Estado não ha propriamente a


mal não é importar milho e trigo dos Estados tão estigmatisada monocultura.
Unidos e Argentina, feijão do Chile e do Me- Em regra todo o lavrador de cana,
xico, arroz da India. planta milho. feijão, mandioca, leguminosos
Certamente maior calamidade é a cares- para o consumo das fazendas. Fazel-o para
tia da cultura de nossas principaes fontes de cxporta(:ao, é tolice a que felizmente nenhum
producção. se aventura, apézar da fecundia dos lavrado-
Em quanto não a baratearmos por fonna res "de gabinete" e dos que discursam de
a tornai-as remuneradoras, será de bom senso "orelha" sobre assumptos aliás de tanta tran-
limitar a cultura dos cereaes ao necessario scedencia.
para o "gasto da casa", é perigoso metter-se
a lavoura aventurosamente em sua exploração Nao é raro que taes scientistas nos fallem
exportativa mesmo para o consumo dos nossos de machinismos e aparelhos que apenas co-
centros populosos. nhecem pelas illustrações dos catalogas, que
Ainda mesmo cultivando o milho, o feijão, discursl'lo sobre a agricultura quando desco-
o arroz, pelos processos mechanicos, teremos nhecem talvez o manejo da classica enxada,
resistencia aos es- para insuccesso : a difficuldade e dispendio do que procurem induzir a lavoura a fechar as
s;o elevado e apli- transporte pela falta de boas estradas, as altas suas fabricas, substituindo as suas culturas
da. tarifas das ferro-vias, os pesados impostos com habituaes por outras cuja noticia tem pel~s
d11 "modus Eacien- que os Estados onerão reciprocamente a im- listas das "Hortulanias," rematando sempre
cultura mechanica portação e exportação, e outras muitas cousas com o que, no dizer d'elles, ha de resolver o
ricas que decorrem que não pertmitir:Io resultado compensador. nosso problema agrícola : " Polycultura, cul-
a, aos nossos ter- O que vae dito por forma alguma implica tura intensiva."
a que se a queira que devamos limitar a acção dos processos ra- Essa cultura inter-siva tem sido assumpto
nonrica e compara· cionaes á cultura ,·a cana, e nem tão pouco de um chaYão já fastidioso. apezar do qual
escolha dos apare- que deixe de se dedicar a outras ctllturas ninguem se meltêo em tacs funduras .
emonstração pratica aquelles que não ti,·erem seus capitaes empe-
De combinações muito complexas só se a
S!iÍdade inadiavel á nhados em outro ramo de producção, atten-
poderia empregar vantajosamente em circum-
e nossa agricultura, dendo todavia ás condições economicas na
tancias dadas ás localiclad es e aos terrenos.
urgencia aggir o escolha do que preferiu.
mas cujo criterio economico o lavrador não
E' obvio que uma cultura proveitosa em
pode estabelecer, pois suppõe ella completo
tal logar, poderá ser ruinosa em outro.-cladas
conhecimento do terreno e do adubo a empre-
circumstancias diversas como sejão : difficul-
gar, questão aliás difficil.
dade de communicaçõcs para os centros ele
consumo, fretes etc. Ainda mesmo nas me- Mesmo em terr...:nos de identica natureza
lhores condições economicas,-cremos poder corresponclem circumstancias mínimas só apre-
affinnar que não haverá resultado remunera- ciaveis pela analysc chimica. mas que deter-
dor si os diversos processos culturaes forem ex- minam grande variabilidade não s6 da quali-
ecutados a trabalho braÇâl exclusivamente. dade do adubo mas tambem de sua proporção.
O que demonstramos a respeito do milho E' um símile do que comnosco succede
é extensivo aos outros cereaes e legumes nos- em uma organisação physica. A diversidade
sos. de temperamentos determina ,·ariabilidade de
So 1:\0IC.-\DOI~ CEIZ:\L DO ESTADO DE :\LAGOAS

mcdicanh:ntos e de dosagens ele conformidade dtf'rim idtl.l' flwem os prcr:oJ· das ;->rt~dudos ag ri-
com a organisação indi,·iclual. c em casos pa- m/,u. c que consequentementc longe de ser o
tholo~icos identicos. rt:medio universal contra a crise cconomica
Aventurar-.;e a expericncias cujo bom que pesa sobre a agricultura só poderia ser
.::xito ~ ó poderia ser casual. seria para o la- recommendada nos momentos de prosperi-
vrador prejuízo clt: tempo e dinheiro. Aos Insti- dade.·'
tutos :1gronomos e t.!Slações cxpcrimentaes De forma alguma isto quer dizer que não
cotüpctl: tal tarefa. no qual clles proprios tem de haja com·enier.cia em estrumar os nossos ter-
se submcttcr muita YC<. ás condic;õcs especiaes renos mais trabalr.ados com o esterco de nossas
das diffcrentes zonas. estribarias, dos nossos curracs c de nossas ba-
Pensamos que a cultura intcnsi,·a não gaceiras. trabalho que não é tão material co1ho
tc;n ainda sua actuaJidactc em nenhum:1 cbs ,·ulgarmente se suppõc ; - mas isto por si só
ramifícac,õcs de nossa la\'(;ura. Ousamos não é cultum intensiva.
mesmo affirmar que só com prejuízos pode " ..\ rotina é a sciencia compronda pela
ser ella praticada. experiencia dos secdos" disse o Dr. Plínio

Seda occa~ião de rc:pl"'ir c:·lll t'lll notan::l Coelho em t888 no ccngrcsso agrícola de Li:.·
a;::::ric~tltnr portegucz " t ( l:Kil bzcr ;!gricultura hôa. .:\no dír~;:mos tanto. mas scnt i mos que aro-
só com dinheiro. é dit'ficil porém fazer dinheiro tina é o contraFêso do~ cmprehenclímentos que
com agricultura." :\a !wpothe:w. seria diffi- le\·ào a agricultura pelo H:rdacleiro progresso.
cil a p;!llWÍra e impro,-a,-e-1 a -.;cguncla. Cumpre que se inictem com urgcncia os
:\a Fran~a. apezar ele todos os elementos mclhoramcnlos cultnraes, porem calma c per-
que podem facilitar a cultura intcn!;i,·a. esta sistentemente. sem os ardores de uma imna-
n;'i.o con:-;eg-uio :sobrepujar a cxtcn,;Í\':\, nunca ciencia precursora de instantancos clesfall~ci­
praticada pelos f;rancles agricultores francezc"· mcntos.
na affirmali\·a do notaYc\ cc~Jnomista Luiz Essa monocultura, que tem fornecido um
1)urand. - ·• accn.:scentanclo." Qnaesqucr que thema sediço ás explana<;ões de nossas crist:s
~,:;j:'i.o o•; calculos possin;is do rendim~::nto ela agricolas. não existe no Brasil, e com maior
eu!tura inten-;íva, fo lt~dcrt·ia fnfrilcrm.·llfl' rxad,, \·eras n 'este Estado. E' que tem c; ido cllas mui-
ljiiC r//cr I~ /cll!/(1 J/1 '.'/,/'.' 1'tTII/crji11'({ tj}((UJ!O 1/MlS to pela I ama bisbilhotadas. (\'ide annexo n. 6)
Dl DICADOR GERAL DO ESTADO DE AALGOAS Sx

.~rt!dlldos
agri-
~e longe de ser o
crise economica
só poderia ser
tt ,, de prosperi-

r djzer que nào


ar os nossos ter-
e.c:terco de nossas
,. \! de nossas ba-
~ o material co1\1o
" isto por si só

Phut-.-J ATIJllÁ. •:·,t'J.l.-COMliEilCUI.-

RUA MELLO l\·f ORAES (A:KTIGA DO A.POLLO)

Alguem infelizmente (não sabemos quem) situados á margem do S. Francisco, a do al-


atirou-nos facilmente a pecha de. monoculto- godão, fumo e criação de gados_ A margem do
r·es-, e"tava achada a incognita. D'ahi em S. Francisco cultiva-se ainda em larga escala o
diante, tomaram-se desnecessarias outras in- arroz. Á beira mar: a cultura da mamona, que
vestigações-; e eis que esta inverídica affir- apezar do grande consumo que tem para fa- o
mativa passa de bocca em bocca como um brico do lubrificante preciso ao grande numero
at..hado de effeitos providenciaes, qua.ndo os de engenhos e ás diversas fabricas, sobra para
nossos mappas de exportação- demonstrão exportação ; - a do ~ôco cuja sahida se faz em
que O BRASIL B O PAIZDO Ml)~DO QUE PRODUZ larga escala do nosso litoral para o porto do
E EXPORTA MAIOR VARIEDADE DE PRODUCTOS Recife, não constando dos mappas que acom-
AGRICOLAS. panhão a este trabalho, por sei-em elles unís:a-
mente relativos ao movimento do porto da ca-
~ão cabendo nos limites d'este trabalho o pital;- a das uvas de mesa bem que sem o
estudo da producção nos diversos Estados da esmero e cuidados aconselhados pela viticultu-
Republica nos limitamos a considerai-a n'este ra moderna, mas ainda assim bastante para aí-
':'";,·f'- f'O ~DH~Rt'1.\ L de Alagoas. firmar a apropriação do nosso solo e de nosso
Alem do assucar e seus derivados alcoo- clima á adaptação das variedades destinadas á
licos c algodão que formão a maior força de vinicultura; a de todos os fructos tropicaes,
nossa producção, exportamos os diversos ge- cuja. exploração commercial só é utilmente pos-
::c a~ricola de L•:·.-
sível em grandes centros populosos, e ·cuja ex-
"~ntimos qlH: aro- neros que constào dos mappas appensos, e
produsimos para o nosso consumo diversos ploração industrial dorrne o somno da indiffc-
rehenclimentos que
cereaes, grande variedade de fructas, legumi- rença. da qual não são certamente culpados o
de!ro prog-resso.
nosas, -farinhas e gommas de mandiocas e de terreno e o cultivador.
com urgcncia os
rem calma c p~r­ araruta, fumo, café e diversos outros produc- Tem-se ultimamente ensaiado no Estado
s de uma impa- tos indispensaveis á alimentação (Annexo n. 6.) a cultura da maniçoba; o autor d'estas linhas,
uneos dcsf<::llcct- ~os municípios do ~ortc do Estado, as- fez mesmo a titulo de experiencia o plantio de
s•m como nos da capital , Santa Luzia, Muricy, alguns milheiros de pés. E' cedo ainda para
tem fornecido um Pilar, Atalaia, Viçosa, Parahyba, Coruripe, S. nos pronunciarmos sobre seus resultados eco-
de nossas crises Miguel predomina a cultura da cana .:-.ia zona nomicos, - e o experimentador, mormente em
e com maior
.;-jJ, central comprehendendo Lcopoldina, União. assumptos taes, não tem o direito de emittir
tem "ido ellas mui- Viçosa, Quebrangulo, Palmeira, Anadia e os faccis conceitos.
Vide anncxo n. 6)
i'1 HL\ PO CU\L\1 ElH.:fO ~- 13(), l'E>~OH~­

APHARMACIA BRAGA IltPildl\-RP rwJo ÍIO!l l l'iOI'tlllWrltO de drogas


e ~im·eridHdP. de St>O" proprietül'Íos.
~ê%reeea?!??2 ?!e? eaer:ze
Í!1ili22Zi!~2z.22l~~:;z;;re:;:~~~~za:·j;C'Zi!:i:!Z~a~~~~.

o......
(.)
~
m tz.;
~

~
:2\ imponante,
o
u wel e \\'illia
t• a .
o -·. negooal
o gos anno~~
~ ~tatísnco dq
.....

I
,...- E'd6d
~ -<:i licçõe.s
-t: -::I?so jacobi
c Embor

-
o
......
u
w
~
nem mesm
t-<
...., de inestima\
~.
!'.Ondar a SI
~ duetos agri~
~os f?~
para um cal
ta~o que I!
de Pernamb
Estado pel~
meira estaçã
de sua bôa
a relação n
com a esM
··por con~
quantum de
dispOSltl\'0
que manda
estatística d
Estado. T
1 :-J(), T{>CO H>

to ue tlro~~U"
rios.

,j
::
ir
"'
Es.ta.tistica e situação C Qm_m.ercia l
::i
:l
:~
T \-.,.
t::
A deficiencia de (hd:;~ e·;t:Hi~lÍ~"h Íll' P· ~L: ':ld -~ p.:l ~· il1 ~ ...:~·r.J l ' ·~p,_:r,;:-.;:> c ,roncl l:orreia
uma determinaçãc- precis:l ck ..,,., .<1 •.:tll<!:, .1 , !',l:.:, qtunr 1·1 ;:dmini-.;ua<hr da R~·ccbcdoria
agrícola. Ja <. ·:lj)Ít<d. cttj ' , :;.;c.~li..nt,· m.1pp:1 c!em~>ns·
Em um Estacb p:!ra cuj.os C'Jfr,::-; a hüH:- !r:1ti1·u \·:;: "'"111\:x·l.
ra entra com direitos que ,_;xceckm a m :tacL· !nfdizm:.::Ht.• <l'- «clmi:,;..,tr:t1,:"S(~S que se
da receita. nã~ ha e~tatistica nem d~·n1 .· :·,w-; seguiram qu··r <b r>~Mh. q<!Cl' na R~cebedo­
c para confeccionai-a. que pcrmitta ~juizar ç.Xa· rÍ:l. juJs:Ham d~'<pensa\·c·l e :;up:>rfl<to tal oricn-
H
u ctamente do \'alor dc sua pmd~t<:çã::.--: 1wm ta~;:t ··, eslati:,l ica. e mais inf..:llzmente ainda
~ mesmo de sua exportac~â"> ; nih encon:ramDs t:lll n0~;so:; p:)l'tos do littoral
w Os quadros appen-;os e que aliás mere· alguma tirma estrang-eira a quem recorrer.
~ cem toda a confiança forã~J organisados pela Foi nos forçoso desistir da tarefa apezar
~
c importante firma R~xwel, e successores-Box· de sua imp~>rtancia. E assim falham-nos ele-
u wel e \\'illiams, \\'illiams e Goble, \\'illiams e mc:ntos para um calculo da exp :xta~·ão que se
o c.n. negociantes exportadores que cl'esdc lon- faz directamente para o estrangeiro e para
Q gos annos mantem mn bem organisaclo ..;eiTic;;o outros portos do paiz pelo rio !:- . Francisco. e
< estatístico do movimento cb p;)rtO da capital. para o Recife pelo :·amai do Glycerio. e via-
.....
,...., E' desta fónna que o opero.>o estrangeiro ferre:>. Sul de Pernambuco, estações de Jacu-
.z: ·lá licções de senso pratico a:;, nosso jactan· hype e Leopoldina, c portos de S. Luiz. Ca-
<
Q
cioso jacobinismo ! maragibe. Porto de Pedras, Porto Calvo e Ma-
Embora os dados estatístico!> n'elles col- ragogy. sendo que a maior parte do assucar

-
o
.....
'...)
w
leccionados não representem toda a produ<:·
ção do Estado, porque seria preciso adclício-
nar o consumo cl'esta propria prnduc-Çi.n. c
d'este ultimo município, e do de Porto Calvo,
grande parte do de Camaragibe. e Porto de
Pedras a totahclade dos districtos de
Leopol-
~ nem mesmo tocla a exporta\1t:J, toda,·ia s<'i:> dina e Jacuhype. c notavel proporçao do de
f-<
de incstimaYel valor. Graças a elh::s podemo:; S. Luiz.-tcm aqucllc destino.
,G sondar a situac;ão commerCial dt• nossos pro- Conv~m notar que o melhor assucar do
~
duetos agrícolas. Estado ~ sem contestação o fabricado nos mu-
.:\o~ foi impossível adquirir elementos nicípios do norte. cujas melhores marcas de
para um calculo mesmo aproximado da expor- purgados Sã() em grande proporção exporta-
tação que em larga escala fazem para o .Estado das para o Recife. d'onde a exportação se faz,
de Pernambuco. os municípios do norte do de procedencia pernambucana. para os mer·
Estado pelos seus portos marítimos. A pri- cados consumidores do paiz, nos quaes o as-
meira estação fiscal a que recorremos. apezar sucar de Alagoas gosa injustamente de uma
de sua bôa ,·ontade. nã J poude nos fornecer cota<,:ão inferior ao de Pernambuco.
.., a relação numerica dos volumes exportados E ' possível tenha sido este o mon:!l que
:0 com a especificação do genero e seu destino por mmto tempo levam os exportadores de
i:< "por constar ela cscripturação sómcnte o nossa praça a enviar para o sul a~ melhores
1 quantum do 1m posto arrecadado, ·• apczar do marcas de assucar alagoano com a marca de
dispositivo do art. 17 3 elo decreto n. J 3 de 189z, Pernambuco,- pratica antipatriotica que feliz-
~ que manda escripturar em um líno especial a mente vemos ir desaparecendo do nosso com-
estatística de exportac;ão dos productos do mercío exportador, Não é muito que por tal
Estado. Tal >Xcceito foi unicamente obser- forma fosse depreciado n'aquelles mercados
I~lHCADOR GERAL DO ESTADO. DE ALAGOAS

nosso, productos, como tambem que se ignore D'elles verificamos que feita quasi em sua.
ainda que ALAGO_.\S i;: O 2. 0 E:;TADO PRODUC- totalidade para a Inglaterra em 1887, ficou
TOR nE ASSUCAR 1\0 BR .·\~IL. reduzida a 116 em 1897.em IJ35 em 1898-99·
A maior facilidade de communicação para para na safra de 1901-1902-attingir a cerca
o Recife pela ferro-via de Palmares ligada ao de Il7 da exportação total, sendo que a do al-
extremo norte do nosso Estado por uma estra- godão, que qnasi desapparecera, procurou ul-
da de rodagem. a maior expansão do mercado timamente quasi que exclusivamente o merca-
'd'aquella praça. onde as cotaçõc~;, para o as- do inglez.
sucar purgado são ma;s altas. a menor diffi- Para os Estados Unidos, a exportação
culdade Q\H! tem os lavradores em encontrar assucareira qce conservara nos mappas an-
alli alg1.1ns capitaes fornecidos pelos com- nuaes uma proporção pouco variavel, teve em
missarios, são causas que clerivão de nossa 1897-98 um augmento de 150 0 j 0 , e na ultima
praça talvez a maior parte d'aquella marca de safra de I90I-I90Z, attingio a perto de 45 do
assucar. total.
Os mappas annexos permittem, sinão Ao passo que o mercado inglez se fecha-
\·erificar toda a nossa producção. mas ajuizar \'a, por :~ssitn dizer, no fim do 2. 0 decennio ao
do seu desem·oh·imento nos dccennios de J8]8- :1osso assucar, se abriam os do paiz, notavel-
J888 e 1888-98. E assim Yerifica-se. mente os elo sul, por forma que o consumo
que em 1887-88 fôra apenas de r1,'875 saccos,
ASSGCAR: (.;xportação por Maceió).
se e levou a 209.192 em r897-98, a 356.3o9
1878-88 em 189t:-99· para cahir, em 190I-902, a
..\·aao,ç 4 ·272,016 pesando. 3zG.sH ton. 6J.OOO. ,
r888·99 O co:n:,ic:eraYel escoamento que nossa
,, 5·Jl8·573 pesando. 406.557 ton. producção assuc::1.reira encontrava nos merca-
Differença para· mais : do!> d ::> p:úz notaYelmente em S. Paulo e Sul
l +t-6 ..557 saccos com. 79·983 tcn. de I\linas, era devido não só a.::> assombroso
ALGODAO:
accrescimo ele popdação, que a emigra~ão
trouxera áquellas regiões no ultimo decennio,
1878-88 saccas. como tambem ao aniquilamento alli da indus-
Saccas................. . tria assucareira pela phantastic<l. valorisação
1888-96 saccas ....... . ele industria cafelista, que matara todas as ou-
Para menos ...... ..... . tras explorações agrícolas.
MILHO; Accresce c;ue o uabalhador rural, "o
camarada" como é a1li ·é denomin,ado, chegou
1878- 88 saccos........ . 33·509 ~r p~rceber o salario de s$ooo . diarios com
r 888-99 saccos . . . . . .. . 485·534 alimentação por conta do patrão, e ninguem
I>ara mais............... 452.025 pensaria de certo em cultivàr a cana com s;;t-
V em os que o assucar a ngmentou do 1 o. larios tão elevados, quando o preço de venda
para o z•'. dece;mio na proporção media an· elo café attingio a 2 5 e 30$ a anoba, e em
nua! de 144.655 saccos; o milho na de 45.502; regiões em que a cana está sujeita a~s damnos
o algodão teve um recúo de zo.38o saccos. da geada. mais p;·ejudicial do que as nossas
Fahão-nos os dados estatísticos annuaes sêcas, e em que o fabrico nas engenhocas ex-
do decennio de 1878--88, figurando apenas o cedia a tudo quanto se possa imaginar de
da safra de 1887-88 (1°. de Julho a 30 de Ju- mais atrazado e rudimentar.
nho). O grande industrial americano, habituado
Restringidos embora ao porto da capital, aos processos das mais aperfeiçoadas usinas,"
os mappas de nossa exportação demonstrão não experimentaria ao visitar aqui no Norte
todavia o augmento de nossa producçào excep- os nossos engenhos de taxas ou banguês, me-
to de algodão, cujo receio não deve ser todavia tade do assombro que experimentamos ao
precisamente aquilatado pelo do movimento de ' visitar em x898 algumas engenhocas de assu-
sahida, não só porque é esta naturalmente re- car, das ·raríssimas que então existião em S,
duzida. pela aplicação á industria fabril que Paulo e Sul ele Minas.
tem ultimamente se desenvolvido no Estado, A taes causas, foi devida a alta do· nosso
como tambem pela exportação pelo porto de ass~c~~ _'durante a~~1mas safras nos .mercados
Penedo e vias-ferreas e 'que, como já fizemos do paiz, para o que tambem g~andemente con-
notar, escapa áquelles mappas. corrê<>' a .baixa do cambio a taxas ínfimas, gra-
Quanto ao assucar, taes mappàs offerecem ç~s ·~. <Jtlaes o ~enero offerecia a exportação
um contingente muito aproveitavel ao estudo para o estrange1ro em concurrencia com o
de sua movimentação commercial. cóiisúmo
., 'interno. '
1.\ IHC.\DUR GER:\L 1>0 EST:\l>(l DE AL:\G< >.-\S 85

feita quasi em sua :\i nela a-;sim o~ pn:(:os ele n:nda nos nos- n'csk Estado como em todos os dn norte do
em 1887, ficou sos nH;rcados assucareiros do norte n:io .:rrio paiz. c este perigo é a falta de escoamento do
'135 em r898-99, prnporcionat:s ,i ya]orisa<,;iio extraorclinaria c;ue seu producto nos mercados do sul que se
-attingir a cerca o assucar tinha nos mercado.-, do s11l. ,-alorisa- ,-ae \ornando p:·oduclor. Si pcr-;istir a des\·a-
S(:fldo que a do ai- <;rio que attingia a prt:~o:-. quasi prohibili,·os c lorisa<'.ln elo c:lfé. ser;\ a do assucar a industria
era. p!OCUTOU u\- tanto mais descotn\11Hdmc.:nle accn;:..;ciclos quan· agric,;b q ue em grande park a :-.ubstituir:t.
·..,'3.1Ilente o merca- to se afasta\·a do centro importador. :\lo dunnamns na cren<,:a de que o di ma
Em um estuclo qne li,·cmos .a opportuni c ns te1-r.:nos ali! siiD pouco fa\·()ra\·c.:is :i cultu-'
dos, a exportação dade ele apresentar á Sociedade de .-\gricultu- ra cb cana. c mu!to mcn,)s no atraso do fa-
nos mappas an- ra .-\hgoana. demonstramos como se tornar~1 brico.
-;ariaYel, teve em dispendioso o consumo do assucar no Sul do :-;i é certo qt~c a cana não pode ser culti-
_;o 0 1°, c na ultima paiz. sem bcro proporcional para :1 .-\gricultu- ,·ada em algumas zonas c!" aftudles Estados,
a perto de 45 do ra do ~ortc . outras a permitte•n, embora com un•a forc;a

.do inglez se fecha-


do z. 0 decennio ao
s do paiz, notavel·
:1 que o consumo
·Q~ 1 r l>7 5 saccos,
1~7-98, a 356,3o9
190I'"9o2, a

que nossa
trava nos merca-
cm S. Paulo e Sul
só ~ assombroso
que a emigração
ultimo decennio,
. 1to alli da indus-

c:
ca valorisação
a todas as ou-

dor rural, "o


enomil)Jido, chegou
$ooo _diarios com
patrão, e oinguem
ai a cana com sa·
\o preço de venda
$ a airoba, e em
sujeita a()S damnos
do que as nossas T,Y r,.-t·t,}f~J\I:Un .\1.,
engenhocas ex- L'h~> -.J.\'l'l:H.\ ".
ASYLO DAS ORPH.\S (BEREf>OüRo)
possa imaginar de
Perduram as cau;;as que determina,·am Ycgetali\·a inferior á dos nosso,., terrenos. mas
tão anomala quanto prejudicial situação da ainda assim sufliciente sinão para 511pprir as
nossa inclustria as~ucareira. A sobrecarga ele nccessicla:lcs cio consumo mas para reduz1r
pesados impostos 4uer directos. quer indirec· nota,·clHJente as da importac,;ão
tos, carestia de fretes . altas tarifas das ferro- O renascimento da industna assucareira
das,- a especulação commercia] de monopo- no Sul, achando em sua propria casa preço
lisadores que brckando o consumo, occasionao remunerador por este rru.:smo que não bastaria
stochs assás consideraveis para determinar o ao con:-;umo. necessariamente será acompa-
passivQ e a depressão nos mercados exporta· nhado dos processos mechanicos na cultura c
· ·a a alta do nosso dores, sao males tanto mais sensíveis quanto aperfeiçoados no fabrico, que lhe clarão me·
nos .mercados como agora, atravessamos uma ·crise de"preços, lhor resultado economico.
grandemente coo· aggra\·ada pela plcthora do<; mercados estran- Si a cana não tem alli for<;a yegetativa
taxas infimas, gra- geiros e alta do cambio que ;1ão permitte apro- igual a nossa, em compensa<;:lo saberão tirar
recia a exportação \·eitar este elemento de com:urrencia com os d'ella aproveitamento superior ao que conse-
cmrencia com o mercados nacionaes. guimos aqui com a nossa producç:i.o tão one-
. '
rosamente sobrecarregada.
Serio perigo ameaça a lavoura da cana
86 I~DlC\DOR GER:\L no F.ST:\DO DE AL\GO.\S

;k.

Si

:-=iop.
~mdo:E
e o terceiro i
.-\ situa~
oxltura. depe
munerabrlida
dia a cita p,!l:.l
SD:! modm"

}'hot -J.\Tt: U.\', Typ.-C<HJ!fi<RCJ.\L.


l~TF.~IH::\CI.-1. Mt::\"TCIPAL E CHAI.J::T W.-\NDERLJ;;Y

Para isso j:í tem a la\·oura do sul "meio a criminosa inercia da Agricultura do ~orte,
caminho andado'· não ~ó na e::.xperiencia dos cuja movimentac,;ão só de proxímo se JmctOu,
desastres que lhe causou a cultura rotineira, cabendo á d'este Estado· o primeiro toque de
muito senten
como tambem na expansão dos conhecimentos alarma.

::~:::~
scientincos e praticas que sobre e lias derramào Não batemos moinho de vento phantasia-
numerosos campos ele demonstração e experi- dos, no renáscimento e expansão da industria
'!IC:mado peh ~
encia, I nstitutos agronomicos, clubs e associa- americana nos Estados do Sul. Para proval-Q
ções agricolas. joníaes e monographias, n'esse ahi estão as estatisticas de importaçao nos por-
tos do Rio e Santos ahi está a de exportação lt:aldacle e
desenvo lvimento emfim de vitalidade e pro-
pr~tado.
~resso fomentados por lutadores como Paes cl'este Estado, Pernambuco e Sergipe durante
Leme, Pereira Harr<:tto. Campos da Paz, \fou- a ultima safra. ~lo p•ld
ra .Hrasil, Ennes de Souza, Fialho, Draenert. :\ão houve sensível diminuíçào do consu- dolnro!>o .; di
Botelho, Augusto Ramos, Werneck d'l' ltra. mo. mas sim augmento ele producç~o que lhes -~:~n::ul~ura :.e
·Fialho. Olin:ira Bello, Travassos. C chó:l Ca- restringio a necessidade de importar dos nos- sys~ema::. de
valcamí, Sergio de Can·al ho. Germano V ert, sos Estados do X orte um genero que caro, t:n trt: onero.ç_
e:: tantos outros cuja longa lista envergonharia muito caro lhes custava. uano;;portes. e
a wrn.l0 in<>O
ados para o,
O !-}"!>te
cr:nte !->t: tc:m
tem rran~or4
~abund ante
damentt: as r
:aL
E:.tc -;e r
Situação ecQnQmica e- fi nan.c.eira.
VI

Precaria e desanimadora é a posiçrlo de A agricultura não tem capiues c nem terá


nossa Agricultura perame os tr<.!s instnmH.:nlos credito para adquiril-ns. t:m quanto perdura-
de producção : terra. rrabal ho c capital. rem as causa~ que originã..> seu retrahimt-nto.
Si o primeiro temol-o de primeira ordem. o
Si a carestia da procluc<;ào impedindo-a
segundo é mi:.J por systema c por organisaç:ío.
e o tercdro é deficiente e caro.
dt:: se tornar remuneradora. é uma cl'essas cau-
sas. a principal mesmo. é fora de dm·ida que
A s ituac,:ão cconomica <: tinanceira da Agri-
poderia ser e!la graPclcmente reduzida por
cultum. dependendo em primeira linha da re-
uma seric.: de medidas, qu:: não escapam cer-
unmerabilidade de sua procluc!Jío, aggraí·a-sc
tamen~e ú pcrspicacia dos GoYemos, a alguns
dia a dia pda carencia do::. capitaes pre::is,J.~ a
dos quac.:s inlta coragem ciyic;1, a outros. prcs·
sua mOYimenta\:'io.
tigin c iniciati\'a ainda a outros. patriotismo a
,; () c;·edit'1 a:;ric:>la e ;é;\ inteiramente li - todos para m::ttel-as em obra.
gado á \·ida tcono:11ica da lrn oura", c!izcm-n ·o
Demonstramos em como a rdorma de
todas as econon1istas''. mas intcncl~lnos que a
la\·oura insoh·a\'d n:io j.>ocle ter credito. nossa prvducção agricola em rcbç:i.o com O:'
do Norte, "~~th instrumento..; te rra ;.: trabal hn. só ]JO<kria
"Pretender u credito <~lltes ele ter os lllt:ios
de soh·abilidad~.: tE o carro adia nte do:; b~)is. ·· ser Í.>mentacla c impulsionada pelos governo:'.
muito s<::1tenciosament;; affirma Luiz I >urand. SNia o mais agigantad~> pas~'O pr.ra a hm ·
E' um facto que os capitacs fogem cl'onc!::: chv~:io do crédito <~i!rÍc()la cuja expan~:ifJ ck:ter-
não podem encomrar ~arantias S(:!ría.s á sua minaria a facilidade do capital.
collocac;ão. c.; o credito é espccialnu:•Hc r..:pre-
E' prcc.so que a hH·oura não tenha t:m"
sentado pela contia11t;a ele quem empresta na
pcrcep!~:\ ·)
cbra de sua .-;itLl<tt,·:i) ec!.>ll<lllllC<i
lealdade e solYabilidaclt· de: quem toma em-
para pretender cxclush·amcntt: l 'olll:> mc<:ida,.;
prestado.
salnHldra~. credito. capit<kS <.: ma i ~ c apitaes.
:\ ão pode dlc c.:ncontrar e.,sa connan!;a. Cert.tm ~~!Hc r> c:< pi tal Ltci li L:t (I ço..;teio.
minuí~-ão do consu- doloroso t dizt:l-o. em um Estado no qual. a nus p:n· -·i ::.ó ,-,;i(> pr·.~<:tich._; u tin1 principal : -
producçM que lhes c\gricultura se \·é abandonada a archeologicos
nwlhoraml'n!n d;l pr ..d• .. -.,:i;:J. Seria de certo
e importar dos nos- systemas de cultura. 1110\'endo-se pesadamente
um:~ Ín '.-c.;r,.;) 1 rui:;n~'a d,• toda·< a ·< kis econo-
;enero que caro, entre onerosa carga tributaria. difficeis c caro-.;
mi ca~ qnc rr·gt:J.i ,, '' cr,~dii·'· pn•• urar o la\'m-
transportes. e urna serie de circumstancia-; que clor n 'c i !v '.Jn ic:un::nl(' ns lll(:io... cl.· nklhcrar 1•
a lornão insoh·avel a qualquer baixa d os mer-
~cu çultÍ\1> p,·rdur:nih C:1U:ia." nutra:; que a
cados para os preços ele sc.:us producto". tornàu Ílllpn >ti~,.-~ i\·:1. ( lra. logi~ :tmenlc :>i <1
O systema tributarin do qual tão largé!.-
la\Tacl•>r k"~\:1 m.'1 >(L> ncdiio para dar maio1
mentc S(: tem abu:-.ado em nosso paiz e que exparb:i~> :~ o ,.,cu trai>allh>. ;..<Í com n re:-;ultado
tem transformado a nossa product,:ão agrícola d'c.:stt' p()ckr;'t SL' <:!>ns.;JTar ;-,oh-an~l. ma,; si
c:m abundante fonte.: de receita. atfccta profun· este n,iu lhe dt'i;::~ -.,obra=> porque o seu produ-
damente as relações emre o trabalho e o capi- to n;\o pode t·nmpctir em pn,.~·os de 1·endas
tal.
com outros congencre, obtido~ em outros pai-
Este se retrahc apm·oraclo de alimentar zes. ou por outros meios mais economicos. e
um organismo no qual o Estado \·ampiro, -;em como o capilal ci rculante só pôde clle ohter
lregoas. se desscdcnta· com garantÍa!:i, a conscquencia é que o credito
88 1:'\DIC:\I>OR GER.-\L I>O FSL\DO DE ALAGOAS

servio apenas para addiar clifficnldades e apn.:s- esqui\'ando-se mesmo o capital ao credito
sar a sua usina. hypolhecario e ter ritorial. Aquella lei. si sa-
.-\Jl[viad;~ porém dos ·~J'il\':llllt:S do f1~CO, tisfez . uma im pn:sc inclivd necessidade social,
auxiliada pelo poder publico na a':quisi<,)o do ...; desorganisou tocl:wi a t.: bem profundamente o
meios nen.:ssari11,., ao seu pro~r~:tlimenlo, en- trabalho agrícola . mal que não se procurou cor-
controu t.:lla no progr~:;-;o de seus n.:sultados rigir e cujas consequcncia.s perduram.,- aggra-
economic>S, os elementos da \·i tal idade que vadas pela ckva<.;lo dos impostos c carestia dt.:
falh.:c<:. todos o:-; generos ele importação.
Com os nwsmos preços de \·enda baixo~•
" I }ai propri::dacL: :t
a;,.:-riotltura, cliz um para a produc<,:ã(l agrícola. era toclm·ia n ·aqud-
gr·a nd" ,_.conotn i sUl I ranccz, •!.H a <.:\H.:: m traL·L seu
la epocha pmspera a po,;ição economica dn
principat:s \"-
::rdito." nossa lawmra. prosperidade confirmada pelo
;\J o 0 es!a um:• f,>rmuh \·:i·~ thcori<..'a. mas credito que ora llw fallece.
rc~. u!t an ;.:: :l::b rt:la•;.-Jcs cnt r" o capital c o
PAGJNA
;l Em o nosso estreito moch ele vêr, o me io
t r:<balth >. · natural de proporcionar ;\ ,\gricultum o credito
que ella reclama con:>iste em tornai-a remu tle· 66
.\qui mc··.mn c;ltn.: IHJ."'. anl\~S ela aboli<:lo 6~
radora. e cereal-a ele garantias que atraham a I
elo ,::.:rm:nto sc;Til. a hn ou r;; d ispunha de ére- 6]
diu C'IJa l:Xpansibilidade assolllbra\a. ~:to contianc,;a do capita!.
Todos os outros meios tem um n1lor res· 69
tinhamos c:i;·,·cl n:'i:'l l<::nw., hoje cs:abd~cim·.;n­
tricto. São accessorio.s cuja expansão, artifi- 69
tos d<.: c redito agric~>la . 69
\ ;·w :-ó os propridarins dt! C!l!.!ê!lhc>s. ma:; cialmente preparada, poderia occasionar ine-
vit,\H:is e scrios perigos. 71
,.,imph:s Ja·,-rador<::, olY.i:!liã:J facilmentt.: na
E' preciso que a utilisação do credito nã() 71
prac,;,1 o crt:<lito p~s·;oal, p;;ra o c:>~teio ele suas
prepare o dcscrcclito. l\Ielhor é não te\-:) d o 72
la\'<ntra.s. quantias que actualmenle raris:;imo.s
pode rã ) obte;· ao jurn usur:nio de 1 8 ',~ e .::f' 1•> que o perdt.::·. i-+
í-t
75
i5

j6
7i
j8
79
79
79
8o :11
~3
83
s~
-I

s-·'.:>
%
8]
88
8S
~8
~8
ANNEXOS
~
••

l>E:-:\Tlr\0
.....
~
._,
,_.
(":
>
.......
~

c
/C
c
t'Ii
/C
;;...
t""'
.......
v
c
Annexo n. 4 tT1
(./';
~
E::X::J?O:ET.AÇAO DE 1891 .A :1.901
.\;-;~{ T.\ !t .\L< amAo
I .
cnroç<>>< dç;B>~;aço de c~ - '
i.
~IJl
-
;;...
....,,
,....
'-'

Cachaça
I ANNO
~·~~:--r·~~~,:;~:-
nlgo<Jao
. I"'"'""''''!
:<.\1~
" ,. '
dLu PELLES M
ti
F·III!IO><

-- I KlLt•:--; >' .lt'('()S >'.\C<'IIS Pll •.\~


>
t""
>
c;
1891 -- !892 ............................. ·+9s.sosl .).) . 2g 7 37·-1-83 2.8J6.J8S .)Ó.J-+9 18.o681 28.{.<)25 9· 19-l 5sG I""
1892 - J8gJ .......................... ... 524.1 12 3 6. 9 os ..j().(p 3 2.57 3·-t82 JÓ.Jq IÔ.7J 7 87.683 8.oss 945 '""'
;;...
1893 ..... 189.j. ............................. 7Ú0.]85 5·S8J.40r SI.Gq 2.8 I 2 1.778
~~:~â~l
55·25° 7 3·293 98·923 U>
,s 9 4·- 1895 ............................. 76o.o61 54·858 1!.')84. 9 15·'-+7 2Ú.9 r o 10.2] I r .6sg 4.166
1895 - dl96 ............................. Ó1-0.l20 .~Ú-929 11 ..).)3 8+6.024. 27.605 9·r t6, 3.68o 4-756 3 ·5 17
1896 - 189] ............................ 388.6 r8 :!8.]05 '7 ·320 r .?.99·~61-l 3~L1-37 1u~s.J.I IO.ÓJ2
·············· 1·973
1897 -· 1898 ............................. 648 ..)66 H·890 3· 197 2 45.Ó07 4'· 0 33 3++! 3·099 J.Z8] 2.264
r898 - J8C)g ............................. 5 r 1.66o 32-466 1 3·376 I .010.813 3 !.662 s.:!!
I
7·5·~8 11 .7 2 r Ps
3 ..
!899 ..... 1<)00 ......................... ... 492.079 34·013 J0.077 .., "Ó "C)
2 ... :, ·-
,I
~I s8.259 .............. 1 IO.IÓ] q ..p6 3·899
r900 - lC)Ol ............ .......... .... ... 836.so7. 61t.2 r 6 !2.945 969.8]:). J6.gg6 ·········· ···· •6.sss 5·4H 1.')03
-- -

w .... _ ..... _____ ~ r.lrllr~ ~~r r[' i~-r ..


c-o
--t
~

'I .
i-
I .
.r.

I "I
i '
l !
, / /

f
7.
7 !'i l 1.
i_ l__ j_ '
'1
/

d
I I
;
,,
t:

~
I
....

--
:t>
%
% _L ::. :.,::-1. : "g.zli'c-:!i.~

' f: l: . i , ·.r
:"g: ~· : 'i i ~ :-~!:r ~;
l
.
' F~
~
1:.3
·~
~
1111•1!,1 1)01> ·· ·· ·· ··· ··········t::•uq:yç,)
.!.r.~··
..... .............. .:.-ttt·'·l
..;():l.!.l'! ~ (NJ•:' I
$"l'~ll.i HliH'H •· ' ' ' •·• • •· ''' . ......... , . , .. .. <ll)[H)if( \'
l606110 OHNnr 10 Wl I~ ~301S
,.:~,a,J.J'\J~ tul·,, · ·· ······· · ·······Jtt .l l\t-~ SY
11' ., •:•:H·~;~ ~ou · 11:rp, tt~nt t«l ' l:~ 1fi9 t[~ ··· ···r~tG! !CII;t
\:1:0'1: ~!·~:;: -
:X.~ f..fl C\W c- -..a
't,Otõ 'l t !t'C: f.:!:'~'H{ HHH'!n: t!~' mH> ~· t-(i'(.l 9TZ'r.H !.ti'.: !l1~:>o~ .. ... UJI\t- Oi!(; I
................ ,~ua
~~=-&~tõ
~·j(j~'t; v;: r· !J !HJ ' UI H!;(.';-.".: tiH''":'!}~(.'(. .!.!U'Ht: &111'1~ t!tf.-:t\1 -u·;~L ,:_,.,o~ ~ ~ :... c
o-s C'.C\- .._ -w
~1\>r ·;.c U~l~f
...... ..... ...,.tt. .l - S(~Sl .,...:~ C\0::0
·~r.t · :: J;.!-11 ~t~ ' .!. (.1_' ;:m,-tt Cl,fOlU'I .L!.! 'tl ll..: o
! t!u;·'f..·t~l .. . ........ ..... ~.l\1 - !li:..' f
.tH::·;: .:.s;.·~: (i(i()':: ttl: !;(:0' 1t !mr~t<. !o n:
.... .. ... f.V\:' tl[ t-r.:"·s .!.t:t'l'\1~ ~~tl. "litiZ' I (1(.(: ' !.1 :-;{!)
~"t .:.fi:-o.l -
;t!ti ' l I
I:\:~:- II (j.{.()'9t
i'~~ t ~~~
1!1'.'':: !t'..'.!.'t OS!l'l: ~lll 'H 4.:UH' !é. tt.(nU·1\ lor.t <JiiJ •:v'' ~o~ ~..:., ~ ~
!!l!,l t ti'~ !!' I l!<.'OJ '.:H~'~l Olt;'!IC: !tl''.:ttl tstnL t!tU'ft:l.!.

II·.............
. . . . . ..:. ;~! - ~)(iSl
..... ':(i~l- t i):OO.l -- C'>~ o t..,; .:..n.
C'- V->
c- o '""'C ~
(.[-...·;; O.til (.(. f;(.H',.(i ltlt'l l-~-~ t:l,i(.'k!. ~,..!_-(J!):-., ""'"t(;q - ::li>.t
:-. !.!.' l tTO' J<;
~l'U'!S !.l!'!)l t(l:: '~t;.. ~~t"t.!.~·t: 1-:t.o·~lt (.li I é~ , ...............l:ti'l- ~li'l
~til i:C..''*''
- ·~
t.J (,J -.. - -
-
o (.. ..,
...:::o<.:...;..c:...c:.....::
.;--t-..J'\O~C,..;~
". . , ,,,,, "I I I ' :0:.'\ OJ. "0-I.J\' >' !J1 _,C\_, w-- o
ONNV
oyno~nv I \.::J t.J t'"' :..J
'HY.Ll\:.:~Y I Ç"\V.
'" Ú
..... -+-~-r
CC.::;
-
-.::J c- o v. ...;;> o·.n
C<: ~.,; Oc ~ t.. ~ o
-r~-O C\t\)o_,
... t~ (....J -1 ::x:..;..... -.li
z:o6r B z:6gr 30 Oy~V ...LCl0dX3
~J V• W +o {.H ,. 'J
c- oc - - (7;.-.z o
~ (.) ~ o~ c-.~
I::·~.:~ ll "'I ~:l:t>l: ""!'I:~ ~·;:J> IJ I:::~~~~!!·~~ ~ (J1 C'W <.,~ O ~
... .. ,..... .. .............. .. .. ..... ~uyu1: J~ 0.~ t .J~"'""-J'~
...... ... . ... <il
.. ,.. .. .......... .. ... " l"l"" ~~-~~,
::::::::::::::: :~" ;.;a: · · ···oJ~otiJ'"'tl
:::::::· ::1::: .. ·: :: .................. f(.
1 (ll . . ......H "'li
I;;;·....... ;· ........ t:t~ l .. ~=-1 I .......... . , ............. I ........ ... .. ~~ n~,ll
oc~ "'~
............ .......... ..
, ........ ... . . . .. 1'·'""·)
...... ............ .. ... '(l~l{ HU v.>Oc-~
Õ<l(l tfjt
. t . . . ....................
. . . . . t..'s\
f)(l"
... ......... ,"""
.. .............. .. tUI"'- ...... ...............··::.~~~·: ~ ~~~·,',~
1 : o

<..n+- <.n
l-.1 ~ -1-
-~
C' ~
.. . .. n;: ...... ... .. ..... . (.tl'l «U:t'l) l
'I: .............. l),l!•IIIIIJ •'l' OHJ ---·--
111'1 ... .. .... ... ':t·:·\~ 1:~:-.:· ;.t
I ~ ~ ~~:::_;{_.!.
....... .....
;~~:..: 't!
,......... u:•:·c:
~!) f' (1(11..: ' !1 .. ... ... . .. H nlr>t~U
tlt>t ' l !UI•:· r. ,·$:t C:t ........1•1l•llJ·•·\!'f
...... -:.;.L.._. t:-.(. '.:! . ........... uoplln'J'
., '" ·• I',.,.•,. 1...." .•. •-'1·:-.'!11 ,.1:11 Hl« . ... tqqtJ1c:tJHq!Jfd
. .... .. ~{.1< 1,\ -·,\\o•~
Gtll',ll:
>'(I.J_,,.,., 1,_,." '" 1 ISOGQ\l'S.
( n -r - (...J
-- ~

SOS!So\!Q ~~t·4~e:)l I~ .i-;_~ ~J ~ j
jõ ~ ~ ~ ~: C'~
I
Z06t e-p vt[un.r e-p os -e T06! ap ott1nr 3lJ 1 ep 9~eye~'l: ep o-g6B1locix:I -VJ(,..Jt..)-!.H
0~~~~~-
0 ~ N Ç'\-.1 ....
g ·u uxauuv (.,> .-::, V\ ~ V-> _,
I
OJOPJZJ ODSJOURJi{ 'JU
O'Iad
VIà:lSflGNI
~JIL~WdJ IA~
m?Z? 222 222 21
~ RalURJRJ
~ awame1
ru~~plaQ
lli ??????~
Iildustría AlagQana

~\ industria alagoana caminha un pro- :\:to é faci l tarda a ele fazer uma d ~scrip­
grcss,-, e attt:sta o ,-alor ela iniciati1·~1 incli-.·idual. <;:'tn ampla elo t;:-lado das industrias em todos
sob cuja intluencia o trabalho lt:ln siclt) esti- os seus ramo~. mas. rcconhcc~.:ndn o 1·alor des-
mu lado e as indu::.! ria~ se nwlliplic:1do. tl' li1-ro <p:t· preenche uma sensirel lacnna no
.:\as pag;nas de:-te liwo. pallida photo- pa iz. atte~tanclo a cxistcncia e progresso da
grapllla da rida sccial do pr>\·o intelligente. industr ia brasikira em mn dos Estados do
acti,·o t: pacitico que hahita <:,ta riqui~sima :\ orte da l·kpuhiica. acceitamos a incumben-
Tegião. embora pequt:na. banhada pdo ma- cia de e~;cren:r t:!>La parte elo I); JlH ',\ no R 1•<>
gestosn S. Francisco e suas mararilhosas la- FsT.\IHl l•F. :\1 ..-\COAS. un :c1mcnll' çontiaclo na

_·,io }.'
i<
~)>

l'hot.-Th. :\ll·~ l. LO. Typ.-f'Cl:..t~t~H(:l.\L..

l<~\1 1 ' \);111.\ .\J...\<;uA~A Tlt: FI~H;.\o E TEU!lOs (CACIIo~:IJu)

~oas. o leitor encrJn t rar;\ as conquistas feitas gl~nt·rosidade do leitor. que de~culpará os se-
•as indu:-,trias. na la·•oura. nn comnH.:rcio e ntles. justiticad(Js pel,a boa \'ontade c patriotis-
as lettras pela iniciath·a indi,·iclual. mo do -;eu humilde autor.
O genio cmprehencleclor de uns. a acti\·i- ~-\ limentanws a esperan<,;a de que, todos
adc de outros. reunidos aos capitaes dos que l<::reltl esta.~ pa(!ina..; ficar:in com·encidos
..bastados tem operado cm .-\lag-oas um \Trda- do progrc-,;.,o industrial d<t palna de TAVAJH:s
idro milagre e no ramo da:-. mdustria..; hrasikt- H.\sTos. I.\ ttlsL\<) ): t:rro. 1>t:oPOJH' n.->. F o);
..1.,, occupa um lngar de.: honra e g:loria. "}:( .\. E Fl.tJRI .I'\<) PEIXOTO .
1:\])lC.-\DOR CERAL DO ESTADO DE ALACO:\S

Pas-;amo:; a dar a ligeira resenha das prin- Assim foi na então pro\·incia de Ala~oas ,
lançada a sement..: da inclustria fabnl.
cipacs industrias <lla~oanas.
E' Ycrdade que a sementeira. apezar do
infatig;wel trabalh ~J do semeador. este\·e muito
lndustrta failrll
tempo sem brotar c para muitos já parecia im-
O E:;tado de Alagoas possue cinco fabri- p::>ssi,-cl a sua ge rmin:t(~Jo: felizmente . em
t3G-t. apparcc~u a boa colheita. cles<.:ripta no
cas dc tecidos a saber :
Cnici(l .:lich<llllil n o p cY\0:tdn do Fernão primeiro rehtorio e haianço apresentados pela
sua dir:.:ctoria ellecti,·a, <:omposta dos srs. Ba-
Y elho: J'n~~rN.íil A laKO!llttl no Rio 1 .argu c A la·
goana na Cachoeira. localida<ies do muniópio ri\o d-e Jaraguú, Antonio Teixeira ele Aguiar,
de S.l nta T.uzia do :\ orte: l'illln'I/Se na cida- Jo:\ o Vias ele Castro (~uimarJ..:s .
de do Pila.r : l'r.llc'Jenst. no tlores::ente e i·ico () capital era diminu~o e houve necessi-
mun ici pio ele Penedo. dade ele contrahir-se emprestimos e applicar
E:,sas f<tbricas honrão ao Estado e contri- o producto d ~)s cli,·idendos na acquisição de
buem parn o s;:u desenH)il·imtnto c pro.;peri- apparçlhos e outras despezas, por isso o Go
dade. al~m de ser1·ir.;m de arrimo a mai:, de 1·erno (;era! por Decreta n. 4 .S:W de 30 de
2 .soe operarJOs. maio d~ '870 cknm o c:1pit:~l da mesma Fa·
Todas ellas est:lo proYid:ts ele modernos bric~ á t:·ezentos contos cte réis (3oo cantos)
apparelhos e os seus edific'os sã~ solidos c de mandando que fossem cmittidíls acções no
bonita perspccti1·a. \'<l!or de cincoenta tso l contos, corresponden-
l>.::\·iclo a boa direcção e acertada escolha tes a ~)S diYiclenclos cn:c!i tac!os a:>s accionistas.
dos auxiliares teem dado b0t!s rcsultacbs e :\ proc\!lCÇ:ÍD do pritnCÍi'O anno (I 36 5) foi
apresentão uma cen:;, pro.:>penchde que ab ~)­ ele 6.s 1 1 pep.; de algodiio que dcr;:m um iucro
nam e garantem seu futuro. dt: t.=;:s! ssss+ rs. ou (j 3117 do· p:lr ac~?io.
l}~;as causas' co;1correm para a pro:;peri· O ,·alor prinúivo ch fabrica foi de .......... .
dade das fabrica;; ele tecidos alagoano;; t para z 29.65i$S97 +r,. repre,entaclo por preclios e fnn-
a attestaçãc de sua dura<)io e \·italiclade pro- diçfl.? t69.G7-1S8s8. machinismos 47·98+:f>7.J8 e
;;ria, silo : a boa clirccção, rigorosa ~conomia e outrJs bens 1 2 .oooSooo.
a facilidade. promptidão e barateza da maLeria ( 'omo acontece sempre em toda Em preza
prima. noYa, innumeros forão o:; obstaculos ;Í. n~n<:er
Ambas existem reunidas em todas as
para consccussão das ntnlagens que se espera-
nossas fabricas. han~ndo ahunclancia de mate- Ya collwr, maximc em um meio pequeno e
ria prima no proprio mercado local. evitando-
onclc o cspi1·ito de associa<Jto não esta,·a ainda
se maiores despezas com a sua acqui;,;i<;ão,
çomo acontece com as do Rio de Jancir,), S. firmado.
Paulo, Rio Grande do Sul. Muito concorreu para o feliz exito dessa
Pela leitura do historico e estatística de tão utilíssima cmpreza o seu fundador, Barão
cada uma das alludichs fabricas. o publico c de Jaraguá, que infelizmente, não poude yer a
os interessados ficarão conhecendo a c.xacti · sua prosperidade, porquanto. ~m 1869 , fôra
dão dos nossos conceitos a resp..:ito elo que á conselho medico a Europa, onde falleceu á 18
deixamos dito. de Fevereiro de 187o.
A primeira fabrica fundada no Estado foi O deseJwolvimcnto, a~ phases porque
a de Fernão Y elho. têm passado essa primeira fabrica do Estado
Um gcnio emprehendeclor. um negociante e a sua dcscripção do predio serão feitas em
acti\·o e intt:lligente e que deu muito imp11lso outra parte.
·a esta capital, o finado Jo:;é Antonio ele l\1en- As cinco (5) fabricas ele: tecidos represen-
clonça. Barão de Jaraguá. em dias de .\larço tão em predios. machinismos e outras origens
de 1 i$ 57 reuni o Yarios amigos, negociantes e o ,-abr de ~:8G 2. 228$ooo . sendo capital de
capitalistas para hmdar-se a prim~ira fahrica <1ccionistas 3-sso:ooo~ooo. augmento............... .
de tecidos no Estado. s
23+· 1 oo$ooo, clebenturcs 19.ooof,ooo.
Acccita mHmimenH::nt(~ a idé:1 c suhscrip- ( ls predios propriamente ditos e machi-
to o capital. al:;b diminuto, de cento c c in-
ni~rnos custarão 4.2o5:9-t7$ooo.
<:oema contos de réis, tratou-se de isL:ncflu ck Pela estatistka minuciosa que adiante se
direitos e outros f"'·ores 1.: a acquisiÇ:'io de lc. conhecer-se-á qual a producc,:ão de todas e
machinismos. seus respectivos lucros.
Foi eleita uma dircctoria pr<AÍsoria com-
po~ta do mesmo cidadão José Antonio de As fabricas em geral, maxime as de teci-
Mendon<;~, Manoel ck \'asconcellos c .l\'lanoel dos esti\Q sobrecarregado:-; de impostos fccle-
V. Prado. raes, estadoaes e municipaes.
100 INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

Progresso Alagoano As suas condições financeiras são as O saU.o


mais lisongeiras possíveis ; não tem debentu- machinasde
Esta fabrica de algodão de côres e tecido res, nem compromisso aJgum, e retira 15 ·1. ~ji.Uz tres
ponto de malha é situada no Jogar denomi- dos lucros annuaes para fundo de reserva que ao cabeças
nado Rio Largo, do município de Santa Lu- hoje sóbe a 348:8o8$35-o rs. · ~com
zia, á trinta e quatro kilometros da capital, á Tem um motor hydraulico e O\Jtro a vapor
margem da estrada de ferro de União a Ma- para servir em qualquer emergencia.
0:> seus productos tem muita acceitação
ceió.
· J:t'oi fundada em 28 de setembro de 1892 em todos os Estados da Republica e de pre-
com o capital primitivo de 65o contos e depois ferencia aos de outras fabricas.
elevado á 8so contos. Occupa em seu serviço diariamente seis
Emíttio 4-50 contos de debentures, dos centos operarios, homens, mulheres e meninos.
Q\laes já resgatou 199 contos. Acha-se no melhor estado de conservaç.ão
Seu fundo de reserva formado de 1 5 "I· e funccionando com regularidade todo o ma-
dos lucros annuaes eleva-se á 97 .236$ooo rs. chinismo, o qual foi augmentado no anno find~
Seus dividendos tem sido :>atisfatorios com uma machina de fiação fina, quatro-téa-
e o ultimo, do anno findo foi de 16.5oo rs. por res para fabricação de madrasto largo, dois
acção ou 8, :!5 ·1· ao anno, no total de........ ...... ditos para fabricação de toalhas e uma machi-
na para aperfeiçoar o acabamento dos mesmos
70-581$000.
I>ossue um bello e grande -edifício, onde tecidos.
se achão assentados os seus aperfeiçoados Forão consumidas no trabalho de 1901
machinismos e tem uma linda villa operaria 6.305 saccas de algodão.
com mais cl" cem casas, alguns chaleís, resi- O lucro liquido da manufactura para di·
videndo no armo de 1901, foi de 375:8o4$ooo
dencia dos operarios, gerente e mais empre-
gados. tendo attingido as vendagens a 1: x4o.6o8$420.
O. seu grande edifício tem proporções Os dividendos sempre forã.o optimos,
para accomodai o dobro do machinismo achando-se o capital do primitivo accionista
actual que consta de 120 teares, machinas pago duas vezes, tanto tem sido elevados os
para fiação, tinturaria e acabamento e uma devidendos.
secção reg-ular de ponto de malha. :\o anno p. findo repartiu um dividendo
Occupa em seu senr.iço diario seiscentos .de 23:120 rs. por acção equivalente a I I, 5°(:,
oper<<rios entre homens. mulheres e meninos. sobre a acção de duzentos mil rs.
Os seus productos pda perfc~•;7\~ s:l::> pro-
curados com empenho em todas as praças da
Companhia Pilarense de fiaçt.o e Tecidos
União.
Pelo demonstrati,·o cbs quadros gentes
A fabrica Pilarense, tem a sua séde no
das manufacturas cl:!s fabrica~, que adiantE::
rico e futuroso município do Pilar; foi consti-
publicamos, ,·ê-se que a manu(actura yendida
tuída em 13 de Março de t89·2.
subiu á 1:17 4.581:-870 rs. e ficou l;m ,,·târk de Inaugurou seus trabalhos em Outubro de
165:7Zs$84o rs. 1 893·
.A situação financeira da empreza é pros- O seu capital pnmitivo foi de duzentos
pera. contos de réis sendo elevado á 40o.ooo$ooo.
O seu fim é o fabrico de tecidos branccs,
Alagoana de Fiação e· Tecidos c de côres.
~ão teYe, nem gosa de favor algum do tar do fundo-a
.F abrica de tecidos de algodão crús e go;erno. rom cem cavallo
brancos, constituída em 24 de outubro de A fabrica occupa dous corpos do edificio ção ; á Yapor a
t888, com o primitivo capital de trezentos paralellos de 90 metros de comprimento e 13 :notor á vapor d
contos de réis, hoje elevado a mil c quinhen- de largura cada um, abrangendo ao todo uma <te-tõrça;- com
area de z:34o metros quadrados dé superficie. rlupla expan:;ão
tos.
E' situada no Jogar denominado Circlweir.r. O primeiro corpo da direita é dividido lennedio de oito
á margem do rio Mwuialtú, município de S. em 3 diversas secções, a primeira, do fundo é I 3l4 pollega

Luzia do Norte e sen·ida pela via·ferrea Ala· occupado pelo batedor quadruplicador de tinturaria com di
Lard e uma pequena machina para aproveitar bos de aml. cal
goas Railwny.~
Tem dous grandes edificios que compor- os residuos que não estiverem muito toJcidos, hydroe.x tractor
tão duzentos e sessenta teares e todas as ma· e serve além disto de deposito de algodão ne- mar e expremer
c hinas de fiação e acabamento, com mais de cessario ao trabalho. bater o mesmo,
t resentas casas e alvenaria de tijollo para .-re- Este salão é separado do seguinte pelo tras machinas.
corredor do cabo de transmissão. a officina de se
sidencia de operarios.
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS IOI

pnceiras são as O salão seguinte é occupado pe1as diver- no automatico, machina de furar e outros uten·
pão tem debentu- sas machinas de fiação que são: cinco cordas cilíos para esse serviço.
~~'• e retira 1 5 ·I. d~ jlatz tres machinas de estiragem com qtJa- O outro salão immediato contém a grande
~ de reserva . que tro cabeças cada um, uma massaroqueira de machina de engommar fazenda, a de mólhar,
latão com sessenta fuzos. uma machina inter calhandra, dobradcira e a machina de enrolar
10 e ot~tr.Q_~apor mediaria com cincoenta fuzos e tres massaro- faze.1da. '
rgencta. queiras de bolenas com trezentos e noYenta O espaço immediato que era occupado
muita acceitação seis fusos totaes ; existem ainda sete bancos antigamente pelo machinismo de ponto de
~publica e de pre- de fiação com mil setecentos e vil~te quatro malha, que foi supprimiclo, está occupado por
~- fusos, elos quaes clous são para trema. dez (r o) teares novos.
diariamente seis O resto do salão é occupado por clous O salão da frente (6n. secção) é destinado
eres e meninos. enroladores de carros, dous enroladores ele ao deposito e emballagem de fazendas e o es-
~ de conservação cavallos, duas urdideíras, dous liçadores c criptorio da gerencia.
~todo o ma- uma machina de passar os rolos dos teares Defronte da fabrica existem um outro
-do no anno findo O terceiro salão é occupado pelos 57 edifício destinado ao almoxarife, officina de
fina. quatro tea- teares de duas á quatro lançadeiras. caixão e cocheira.
asto largo, dois O outro cot:po do edificio é dividido tam· A fabrica possue mais 25 casas de tijollos
as e uma machi- bem em secções e contém : a t" secção a con- e telhas para lnbitação dos operarios.
nto dos mesmos

b-ahalho ele t9or

f.Iactura para di-

~
. de 375:8o4$ooo
I :1 4o.6o8$42o.
forão optimos,
tivo accionista
do elevados os
L
!UU um d.tvt·dend o
h·alente a 1 1, 5 °!.:.
~il rs.

~ e Tecidos
~ a sua séde no
~ Pilar ; foi consti-
~92.
ps em Outubro de

I . foi de duzentos

a 4oo.ooo$ooo.
tecidos branccs,

le favor algum do
l'hot.-M. lt.DI08. 'f~'J!.~OlolltiiRCI.~X..

C0:\1PANHIA PILARENSE DE FIAÇ:'\0 E TEClDOS (PILAR)

tar do fundo--a caldeira á Babcoct & 'Vílcox Durante o anno de 19oo a fabrica traba-
com cem cavallos de força-, bomba alimenta- lhou 278 dias produzindo 12.551 peças de
corpos do edificio ção; á vapor a 2 u. secção é occupacla pelo tecidos diversos com 512.441 metros e 75 cen-
comprimento e 13 motor á vapor ele Broadbnt, com cem cavallos tímetros, dando uma media diaria de -1:843
~do ao todo uma de força, com dous cylindros e condensador e metros; no anno proximo findo (1901) traba-
•~dos dé superficie. dupla exp:msão e transmitte a força por in- lhou 267 dias e produzio 461.816 metros,
direita é dividido tennedio de oito cabos de fio de algodão com tendo consumido de materia prima, algodão
eua, do fundo é r 3l4 pollegadas de diametro ; a 3 a. secção, 814 saccas. ·
~uadruplicador de tinturaria com diversos tanques de tintas, cu-
Trabalharão no anno findo diariamente
Fa para aproveitar bos de aml, caldeirão de cosinhar o fio crú,
49 home~s. 96 mulheres e 35 creanças ap todo
pn muito torcidos, hydroextractor centrifugo, machina de engom
t8o operarias, que ganhão salàrios de 3$ooo
iito de algodão ne- mar e expremer o fio, machina de escovar e
a seis mil réis em dez (to) horas cje trabalho.
bater o mesmo, estufa rotativa e diversas ou-
Os salarios são pagos por dia e pro labore.
b0.seguinte pelo tras machinas. O salão segumt~ é destinado
a officina de serralheiro e reparação ; tem tor- O combustível empregado é lenha.
102 1\:lHC.-\DOR GERAL 1>0 ESTADO DE ALAGOA~

.-\ producc;ão media diaria pode ser clous Acha-se a fab rica preparada para produ-
mil metros de tecidos de côre::;. xadrez e lisos. zir outras qualidades de tecidos além dos que
Tem sido distribuído alto di\·idendo até estão em circulação, para o que já possue ma-
190 I a "aber: em I SC)..j.-l o. sg ';é ; em 189 s- chinismos apropriados.
7. 35 '; : t896-8 '' [.,:em 11-><)7-8 1 (2 ',4: em Além do cdificio onde está a fabrica, tem
JÔC)S--~o "! .. :em tl'>C)9-16 75 "lo: em IC)00- ,-intc e seis casas de alvenaria para opcrarios
17 rp "[.,:e 1<)01-11 1H ''In• poracção, ach;m- e um chalet para a gerencia, tu11a ponte e cacs.
do-::;e assim o accioni-;ta pag-o do Yalor da ac- .:\ão tem dado dividendos do lucro, visto
\:ÍO por lt;r os di,·idcndos acima dito, attingido ter ~ido este empregado em machinísmo, aug-
em oito annos o ,·alor ele cada acção de du- mento ela fabrica c amortisação de emprestimos.
lentos mil réis. A sua situação financeira é bem regular.
:\ ~:!tuaç:ío adual drr empreza é a melhor
possin.:l : n:i:> de\ c um rca l a pessoa alg-uma : fabrica de cigarros
n;i.o tem cm:~:s:'ío ele <lt.:benttirts, ne:m outro
qualquer comp,·otn;sso . E' uma industria que em Alagoas conta
.\ ;;ua prodt:cç:'to n:lr, satisfaz aos pedidos maior munero de fabricas á Yapor, com ma-
de qua.~i todo:; o:, J·:~tados ck :\ one da U niiTo, chinismos modernos e producção diaria e
tiw hem ú:i c:t:-. são o.-; seu:; tl\fw;/s de1." e z". a\'ultada.
qual!dad('. bil~{tlrl:llltfS e ;·i.,.mJ,Js. ele modo ~óme1;tc fabricas á \'apor para o preparo
que a maHuf<~<.:lttra qu<uHio sahc · ela fabrica do fumo e fabrico de cigarros e charutos tem
t!slá já ,·endida. o Estado-cinco-sendo duas em Maceió, AliGt:STO
:\ fabrica. «fH.:zar elo preclio ser pequeno, duas no J>ilar e uma em Penedo.
pois amda n?'w (oi C(~nduido c~tú mont<icla de O cdit1cio em construcção no arrabalde
modo a produzir toda e qt!.alqi.ler qualidade de Bebedouro, da capital, para onde será mudada
A de M
tecidos brancos e de (.tH't:!:>, lisos e trançados a fabrica ele propriedade do sr. Manoel Maria
negociante {J
mcsmn os estampados. de i\lmaes é um dos mais bellos e espaçosos
Tor.es, que •
\-ê-o;e qtte é uma da::; boas fabricas de da capital. passando aig
fccidos. cuja pospcridacle é clc,·ida tão só- Os productos destas fabricas são procu- \Yanderle\' d
mente a(>S esfc;n;os de.; s~ta directoria e accio- rados e apreciados pela perfeição do trabalho Tendeu aÓ ~
ntstas e qualidade da matcria prima, parte importada Dão explora!-~
da Bahia, Minas e Rio de Janeiro e parte pro-
Industrial Penedense Foi or~
ducçào do nosso Estado. por Yarios
A mais importante e mais antiga dessas
Situada na florescente cidade de Penedo, cbado & C.
:\ margem do mag<::stoso rio S. Francisco. fabricas é a Popular }'rfareiomse, de proprieda-
de do sr. Manoel Maria de Moraes, montada dito Banco e
Foi fundada em 1897 com o capital de \·amenle os
com todas as exigencias do fabrico de cigarros,
soo contos e depois ele,·ado á 7oo contos. anno.
E' uma fabrica nova, bem construída e sua especialidade. Occupa mais de I oo ope-

cúx~e:.~
de grande futuro. ra ri os em trabalho diario.
O seu cdificio é Yasto e lindo c tem 1 oo Segue-se-lhe em importancia a fabrica de ~}mente já
m. X ..J-8, 4-0 m. de largttra, diYididos em sal- cigarros " Estrella do ~ orte" dos srs. Isaac carxas. occu
las, constituindo cli,·ersas secções, nas quaes Menezes & C., que prod\lZ cem milheiros de quanto.
se acham o motor força de 250 cavallos e to-
dos os machinismos aperfeiçoadissimos de
fiação tecellagcm.
cigarros por dia e occupa sempre diariamente
cincoenta operarios.
O motor da fabrica tem força de oito ca-
rensa \·eis.
c;uxas.
j
Possue

A sua producção regula 1 .500 pe~:as por vallos e o predio é espaçoso c nelle ha todos Funcci
semana, termo medio, em algodõt:s grossos e os machinismos necessarios ao preparo do ~ predios.
de côres, algodãosinhos e trabalhão soo ope- fumo e manufactura de cigarros. pa.raembarq
rarios, homens, mulhert~s e meninos. Além dessas grandes fabricas ha avulta- --------O pred:
I\ 1lo gosa de f a vores do Estado. do numero de pequenas fabricas de cigarros e casas para o
Só na zona do S. Francisco existe a ma- charutos espalhadas por todo Estado e nas A fabri
teria prima (algodão) mais que sufiiciente para quaes se achão empregados perto de 2 mil ope- .:;,ika Freire
a sua manufactura. rarios. tal é o desenvolvimento dessa industria daquelle ri
Forão consmnmidas no fabrico 3·45.3 sac- na capital e em quasi todos os municípios do abundancia
cas de algodão no valor de 279:259$186. interior. pelo~- 1-ran
A producção tem tido geral acccitação.
tanto dentro do Estado como na Bahia. Per- fabricas de sabão
nambuco e Sergipe.
\:o anno de 1900 forão manufacturados Duas são as principaes fabricas de sabão
77.234 peças de algodão. do Estado, lima em Maceió e outra em Penedo.
s l~DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 10J

ada para produ- As ciõlco bb:·;t;::'ls d·~ tecid o~;. as de oleos


dos além dos que YC'g<:tacs c quaren~a e sr'tc machinas a vapor
que já possue ma- para ckscarcçar o algoci:io c 3: bohncleiras
proYãO que em Al:t~o:ts h:t progresso indus-
está a fabrica, tem trial t: muito se cdtiva o algod:t:>.
aria para operarias Os ri:::os municípios ela Uniã?, Victoria,
. Wll<Lp_pnte ~ caes. Lage, An:!dia, Li;nociro, Junquciro, Triumpho,
dos cio lucro, visto Jp::mema, P<tlm<;ira, Paul0 Affonso, Pão de
machinismo, aug- Assucar, S. Bmz, Coll-::gio, TraiplÍ, em todos é
çJ.o de emprestimos. o algodão consiclera\·elmente cultivado e todos
1ra é bem regular. el\es p_ossuem fabricas para descaroçar, bene-
flciJr e enfardar.
A producção de algodão da safra finda
em Alagoas conta ele r9o r, foi enorme ; de\'adas i ! os n i! sac-
a \·apor, com ma- cas. d:ts q11acs 8.2 mil sahiram para a exporta-
producção diaria e laçii:o e 23 mil para as nossas fabricas de te-
cidos.
P.FOr para o preparo
lrros e charutos tem fabricas á vapor de curtir cQur:ls
duas em .!\iacció, AUGUSTO ACCIOLY Dr; B_~RRO:" PD1ENTEL
e11edo. Na cidade d~ Pened0 ha uma imp:mante
cção no arrabalde H A.l)iH~~imo uwc1lilhi•·t' fabrica de couros cmticlos e em·ernisados, de
onde será mudada marroquins. oleados. 1~élles e de toda especie
A de Maceió teve ·como seu iniciador o de couros.
sr. Manoel Ma ria
negociante (hoje fallecido) Justino da Silva
bellos c espaçosos 0.> p:·cp:nados e producto::; dcs:>a fabrica,
ToGes, que a explorou com vantagens, tras-
propriedad-:: dos srs. Vieira de Mello & C. pri-
passando alguns annos depois ao engenheiro
fabricas são procu- mam pela sua perfeição e nada deixam á de-
'lllanderley de Mendonça que por sua vez a
eição do trabalho sejar quando comparados com os productos
vendeu ao Banco da Republica que entendeu
a, parte importada estrangeiros similares.
não explorai-a.
Janeiro e parte pro- Elles são exportados para o Rio e out·ros
Foi organisada uma sociedade composta
por v a rios cidadãos sob a firma Basto, J\·ra- Estados da lj niào.
mais antiga dessas Affinnamos qut: essa fabrica honra a in-
chado & C. que adquiriram essa fabrica ao
·n,e7tse, de proprieda- dito Banco e a remontaram, tendo iniciado no- dustria alagoana.
:Moraes, montada
vamente os trabalhos em Maio do corrente
fabrico de cigarros,
anno.
mais de r oo ope-
Tem capacidade para produzir mil
cai:xas (1.ooo) de sabão por semana e ac-
r-..ancia a fabrica de tualmente já manufactura (6oo) sei.'icenta:s
rte" dos srs. Isaac caixas, occupando 2 z operarias por em-
z cem milheiros de quanto.
sempre diariamente Possue todos os machin ismos indis-
pensaveis, inclusive os para fabricação de
caixas.
Funcciona na Pajus~ára em dous vas-
tos predios, a beira-mar, tendo uma ponte
rros. para embarque.
[abricas ha avulta- O predio tem muitas dependencias e
hricas de cigarros e casas para operarias.
todo Estado e nas A fabrica de Penetio, propriedade de
~ perto de 2 mil ope- Silva Freire & C.. supre todo mercado
e.nto dessa industria daquelle rico município e exporta com
s os municípios do abundancia para toda a zona banhada
pelo S. Francisco e Maceió e Recife.

Fabricas â vajlor de descaroçar algodão


·s fabricas de sabão A industria do algodão tem tido largo l'l·:()l' F.~O ~lOTO H •l•· !nv•n<;i\O <' confN•<:i'••• do
m!'<•hnuico Ali-
e outra em Penedo. desenvolvimento. 1'-'U~to Aedul,v <le Hnrros l'imentel. r!~ t'a<IJOragloo.
1:\ DlC:\DOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

H a nos municípios de Penedo, Collegio, tos, uma lindíssima fortaleza com peças de ar-
Piranhas e Palmeira. outras pequenas fabricas tilharia, soldados, officiaes e bandeira, tudo
feito ele cêra, para revelar o gosto, a arte e o
e cortumes.
esmero do fabricante.
Fabricas de Oleos Vegetaes
Fabricas projectadas
nuas são as principaes fabricas de oleos
\'egetaes no Estado, uma em Penedo e outra Diversas fabricas estão projecta'élas c
agl1ardão somente capitaes para o seu funccio-
na cidade da t:nião.
A de Penedo,- mais antiga, acha-se em namento.
pleno desenvolvimento e supre o mercado Assim em União brevemente serão inicia-
daquelle município e adjacentes. dos os trabalhos para organisação de uma fa-
A da União. de grande futuro, remontada brica de madrasto e algodãosinhos, e uma ou-
pela Compt7!thia de 0/eos Vegelaes recentemen- tra para o fabrico de farinha de milho, maize-
te organisada p~lo operoso engenheiro• Propi- ne e beneficio do trigo.
cio Pedroso Barrelo. funcciona em solido edi- Em Penedo cogita-se de uma fabrica de
ticio e possue aperfei<,·oadissimos machinismos. pilar arroz e outra de chinellos de trança.
_\]em desta~. outras de somenos importan- Forão concedidos previlegios e isenções
cia conta o Estado e cujo producto apenas su- de direitos as seguintes fabricas a fundar-se no
pre o consumo local. Estado : 1 a . phosphoros. na capital : 2 11 • pro-
duetos ele fibras vegetaes, de amendoas, de
Fabricas de calçados fructos ; 3". lacticinios : ~". polvora : á toda:;
forão concedidos os favores de exportação c
E' uma industria que tem tido largo de- importação dos machinismos e materiaes.
senvolvimento no Estado. Acha-se em via de organisação uma com-
Ha na capital e em todos os mumc1p10s pa•,hia anonyma de fabricar papeis com sédc
do Estado, boas fabricas e pequenas officinas na capital, sendo incorporadores os srs Theo-
que p roduzem todas as cspecies de calçados, ph ilo de Mello, Denes R. Lowell e Roberto
rivalisando com os oriundos da Europa. );obre.
Calctilamos em mais de cem fabricas e O capital é ele 350 contos.
officinas: existindo só na capital e Penedo 35· Segundo o prospecto dos organisadores
Grande é o nmncro de operarias e famí- os h1cros ela em preza são seguros e uma acção
lias que ,.i, em cxdusi\·amente <los lucros e de duzentGs mil réis renderá 6o:86o réis.
salarios dessas fabric:ts. Dizem os mesmos organisadores :
Salientão-se entre wda~. a fabrica de ""\ Fabrica de Papel vem preencher uma
calçados dÓs,srs. Cordeiro Zaga !lo, & C. a na lacuna entre n6s pelo aproveitamento de fibras
capital, po~~mtpdo os machinismos necessarios diversas até hoje abandonadas e que são de
a sua especiali~de. bom resultado para o fabrico de papel, espe-
cialmente para embrulhos e para jornaes. po-
:\os municípios ele Pão ele ~bsucar e dendo ella, porém, manufactmar qualidades
l'raipü, 7.0na~ ch rio S. Francisco, e:xistem
Yarias fabricas ch.: tam:u11.:0s de divcr~as quali-
outras. ra..,t.-J.n~
As machinas escolhidas com cuidado e
dades. cujo fabrico ann:uo excede ú clous mi- minucioso estudo, depois ele consultados di-
lhi5cs de pares, para o crmsumo interno e
exportação.
versos fabricantes, são aptas para trabalhar A
ah·a. cuj~
call
a palha de bananeira, bagaço e palha de canna,
Além dessas fabricas que trabalhão com sapé, folhas de bambú, !:,>Tavatá, pita c outras ~tacap,
cabedal local e empregão antltado numero de materias primas muito abundantes entre nós, mma.
operarios, é rara a localidade do interior qu{! de facil acquisição e pouco ou nenhum valor e - ---- Em ~~

não tenha uma e mais officina destinada a esse que podem se obter em condi<,:ões como ne- 'São e:"ttrait
fabr ico. nhumas outras. de!>tmada ':>
A Fabrica, que será montada á margem ~o~
Fabrica de cera do rio Mundahú terá á vantagem de ser movi- '-Luzia d~
da á agua, o que trará economias e sua facil de são extr~
Existe uma pequena fabrica, montada na conservação, além de ser servida pela Alagaas o cal<.amd
capital, e propriedade do sr. Alves Morgado. Railwa;• de muita conveniencia para facilidade t.ruC(jãO d~
Prepara uma variedade de tochas, círios, de transporte dos mach;nismos e dos procluc- Em l,
·\'elas para baptisados. festas. salas. e outros tos manufacturados, os quaes sendo de boa meira. S
arlefactos para adornos de salas e toilets. sahida, com a materia prima facil e muito ba- pedreiras.
~o Museu da Soe iedade Perseverança e rata, trarão resultado certo ao emprego de
Auxilio encontra-se, alem de outros produc- capitaes.,
l.\DIC:\DOR CER.-\1. lU EST.\l)(} l>F .-\L:\CO:\S lO.)

lndustl'las extractivas Fabricas de cal


a com peças ele ar-
e bandeira, tudo ()j,·crsas s:lo as fabricas ele cal nos muni-
.\a Yit,..>sa h a ricas ja;:id:!" de marmon~
de todas a...; qualidade,.,. ~obn.:,.-.:Jhindo o ne~m cípios ela c::q;ital. ( 'arn:1.ragibe. S. Luiz, Porto
\·erdc que nas expc.:riencias fcit.~~;. for:\z> l.::msi- C a h-o. C:oruri pe. !\:nedo, Co!l::gio, \ ' i<;o..-a.
rados eguae~; ao de c~,rrara. P<limeira c.: outrns.
das Fundou-se ullla sociedade a;1:nl\·mr. com-
------- O falJ,·ic:, é pnr syslc.:m:t atrasado de c::tei-
posta do dr. Esperic!i:\o :\I ontciro. ·indu~:trial ras. empregando como materia prima a'i os-
:\lanoel Cah-:'io e nutro. qut: rc-tmiraui capit:ws tras c p.:(h-as c:llcarc<b.
e mandaram \'Ír da Furop:l al_;u:b ll1<H.:hini~•­
.\:\o c•nt:l o Est:1.cb a o:is•.cnc:a ck um:1
mente serão inicia- mos. lnfelizmt:nte a unprcza n:io (XHid:.: ir
~ ó f<d)J'i.:::l :i 'ap:•r.
além por moti\·os conhecidos, e actl!almc;lLL:
•sação de uma fa- :\ proch:c< ::t~J e cotbtilll(> <i) n;·,dtad:Js.
~obre dia pende un litigi:).
osinhos, e uma ou-
de milho, maize-

:e uma fabrica de
os de trança.
vilegios e isençõ~s
ricas a fundar-se no
na capital : 2 n. pro-
de amendoas, d~.;
poh·ora : á toda:;
de exportação c
los e materiaes.
!ganisação uma com-
lar papeis com sédc
lutores os srs Theo-
Lowell e Roberto

mos.
dos organisadores
ros e uma acção
á 6o:86o réis.
isadores:
"em preencher uma
-eitamento de fibras
as e que são de
·co de papel, espe-
e para jornaes, po-
'"'cturar qualidades
Phot..-.I.\1TU.\ . Typ. -l'to.DI Eit('l.\1 ..

das com cuidado e TRIBl . .\.\L SCl'.ERIOR


de consultados di-
tas para trabalhar .\ cal extrahicla dessa mina é finíssima e Sa!inas
ço e palha de canna, alva. cujas amostras .:sti,·er;to em exposi<,::io
a\'atá. pita e outras nesta capital. pro\·:io o Yalor e riquezas dessa Ha \·arias marinhas no l'ontal d<t Barn
dantes entre nós, m111a. de Coruripe. S. :\I igucl t~ Penedo. donde s::
l)U nenhum valor e Em Penedo ha \'arias pedreiras donde extrahe grande quantidade ele sal para o con·
diç.ões como ne- são extrahidas as afamadas pedras de mó. sumo desses municípios e de outros do Estado,
destinadas ao consumo e á outras indnstnas. mas ainda não tem o sufficiente para a expor-
montada á margem ~o Rio Largo e Cachoeira. município de ta<,:ão.
tagem de ser movi- S. Luzia do ~orte ha grandes pedreiras cl'on- E' uma das industrias do Estado de Ala
omias e sua facil de são ~~xtrahidas os paralepipedos e Iages par,1 goas. que em futuro não remoto, terá maior

E ~da pela Ala.gtJas


ia para facilidade
mos e dos produc-
uaes sendo de boa
o cakamento da cidade de !\lact!iÓ e cons-
truo;io de casas.
Em Camaragibe, Coruripe. Collegio. Pal-
desenvolvimento e anima<,"ão.
Os impostos que recaem sobre essa in-
dnstria extracti \'a difficnltão o seu progresso,
meira, S. Luiz existem tambem abundantes por isso. seria conveniente e de equidacle que
a facil e muito ba- pedreiras. o go\'erno da l 'nião diminuísse a taxa cobrada
o ao emprego de pelo "al. c o Estado animasse e:-.timulando aos
I~DlCADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

propridarios das sarnas de Coruripe e Pene· do, não tem tido desenvolvimento, sendo
do , mostrando a \·antagem de se augmcntar a apenas exercida por alguns jangadeiros. pro-
producção e adaptar-se bases scientificas e ra- prietari.os de curraes. n~des, annadilhas e cai-
cionaes na conquista de productos mais limpos çaras.
c puros, o que conseguir-se ha pnr meio de .~\s lagôas e rios do Estado são bastante
estabelecimentos modernos com os aperfeiçoa- piscosos c favorecem a população pobre que
mentos aconselhados pela arte c hygiene. dellas tirão a sua principal alimentação.
lndustrla ceramlca A grande exportação de peixes seccos e
em conservas, que out'ora figurava na estatís-
A industria ceramica pouco tem apron::i- tica acha-se extincta.
tado dos presente:; ela ~ atureza. Em l897 o industrial sr. José Pereira
H a as melhores argillas cinzentas e o pretendeu dar impulso á essa industria e mon-
kraslin, nos taboleiros e nos depositos de allu- tou. á rua do Commercio, uma fabrica para
viões antigos dos válles elo S. }'rancisco, M un- o preparo dos deliciosos sm·ttrús e de toda
dahú, Camaragibe e outros apropriados a qualidade de peixes, e principiara a sua ex-
essa industria, entretanto os procluctos expos- portação.
tos á ,-enda nos mercados da capital e feiras
elo interior são ainda mal manufacturados. Infelizmente. por causa que não quere-
como as moringues, copos, louças de casinha. mos indagar. teve elle que abandonar essa
com excepção dos de Penedo que são bem industria, tão bem explorada nos Estados do
acabado!' e de relatiYo gosto artístico, gosando Rio Grande do Sul e Pará e em varias paizes.
de gtande credito fóra do Estado. da Emopa, como Portugal e França.
As telhas, tijollos grossos e de ladrilhos O art. 2. 0 n. 8.0 § unico do orçamento
são aperfeiçoados, existindo no Estado uma corrente da L'nião concede a isenção de im-
importante fabrica a ,·apor denominada S. postos e outras quaesquer contribuições aos
Bmto, no município de Santa Luzia do ~orte , navios e embarcações nacionaes que se em-
de propriedade do engenheiro José de Barros pregarem exclusivamente na pesca e bem as-
Wanderley de Mendonça, e mais de cem ola' :;im os instrumento~, apparelhos e artigos
rias desti~adas a essa especie de manufactu- importados para exploração dessa industria
ra ceram1ca. e para conservação do pescado.
lndustrla da pesca A União procura fomentar a industria
da pesca, e é de esperar que esta reappareça
Esta industria, aliãs tão proveitosa e em no Estado, onde encontrará todos os elemen-
tempos idos uma das mais prosperas no Esta- tos de prosperidade.
\·olvimento, sendo
jangadeiros, pro-
' an11adilhas e cai-

~tado são bastante


ulação pobre que
a-!im.enta~ão.

de peixes seccos e
Bgurava na estatis-

sr. José Pereira


industria e mon-
uma fabrica para
1surunís e de toda
lncipiara a sua ex-

rsa que não quere-


lu~ abandonar essa
~da nos Estados do
fi e em varios paizes.
e França.
íco do orçamento·
e a isenção de im-
r contribuições aos
onaes que se em-
na pesca e bem as-
- arelhos e artigos
ANNEXOS
~
dessa industria
do.
ntar a industria
e esta reappareça
1 todos os elemen-
Qundro 11. 1.
o
-..:;
Quadro das fabricas de tecido3J seg- v:~llJ seu3 c1pi ~ 1e3, v al;;:·e3 e lu~rJ:> n) an1 o ele 1901
- --
CAPI'rAL - I'"'':' I
;C tt~to. das- f a - ~ Def-,:~<ls 1L:•~r~s i>r~ · os· ~l'<'uro ..; Observações I
FABRI .!A1 ESi'ECI ES Situaçiio Credores I brlcn& an:~ tJacs . a nPa ~es " ~ I :
R!;;~lisaj o .t..ui; mo:-.to Det-enun es ....
- - - -- - ---- -----------·-
D~lli'· \ t·u.. u:111 :1 .. I J',·,·i.l•~; •!•• :.l:.::m. j...:.c;t 1.-. \ur1 ·i 1:"• ),IILhl.~ •ui ...............
I
·----------------
IH:!r; J ~q:J I . .-, :.' .•
.. , ~ "'~
' i iu "i'
'•· _:,-·>J" . 'I
. .t- i')' I
I
::::)· ' 1 ~$1; lU '\ o!·t h~·rn
-:..-:.....--
;:
l'l'u;.:;l'• ·~r:o
I
I
!
.: ·· d" 111:\lha ! ··
!
Wt1u •·•*n' •.
i
:! '•:a ···~·•u :!·tJ;)I,):;•).I'l :.:r::w;t;..•·t) 1
i
I. ~ 7':":: ·.~~ 1'1) ti(!l . .-..... 1$ 11) 'I
I
:~; .l ·•tt.t$:! ;:) l•n p •ri; ti T• •:11 f.·ilo t~l•rH·•
::
1'il ;l, l'!l:-.1' . .. . l' i llll' .J fi .IU:.$JI:t , .(I J: : I :!~ HU l') i: ~ J : ; 1$ ),I;~~ - ...... . .. ... . • . • ~ ti' i ! t •'l"<l ·~

I ""
s •,·u~·•:t 11~\' .. I :!I.~: i::;~ ll:•: •:'Hj
' .. 11 l't•n: d o 7·11 ()tt),) . )
.... i t :~,:·':' J.!'u• 1
I
1 u·, • : ·.~;.!~ .. ;,•:l (i~ •: I:! ..·S 7~··~"~·:·.1 .\ 11i.l:t•: 1 I·;· IIO\';\ ;;::
'uiiiu ,\ 1,-n,tul ' ' ,... •· d•· ai~Ht. ~..:.la. lf. :\••:·t.·l :tu u 1:1$ '.,: :a:J • ~.;;.••• J~U; , Pi:1(·: 1 :~:t•;;t;!_!~ j) li :.! ·, l;'·~·.s) I 'I lii;(~;L~:fj~J . I I';JhH<·o .......
'-'
:t:-~.~~;;;-:. •••! :Jt:• . W•" ·~ j i J ·.· 71: ~:·. ,;:~; ·~!;;,;.;~;~~~ I ;r!
~
-- -- __ I J ----
-
_I I .......... - .... - :....
~
~

Qttadro 11. 2 ,•,


'J:
-:
;,:....
Qu1dro d1s fJ,bricls d8 t9cldo3, S9g'lEl·b as su1s acçõesJ dividendos o reservas no anno de 1901 ,...,
~

"'-=-=-1=~~=.;-~=·~n~-,-x_~-< ~.\o I__~ C L~~) ES _ I


...;

FUNDOS --- .. - -·- DIVIDENDOS '-'


~
_ _ _ . -4---··- .,_,.. _- ...... . - . Observações
. l N'"n~ro I \ ' .\1.<>•\ i C:·.,.~~-·~ ln·::-<1-:H\ \ 11\l-:l'.\H .\l:.\ o i s~l'!<"~;·,ijer.do !
' LI X .\
(l[ ' ()')' \ i - -~

I :....
--·-----
l
~

1 :\b~o;lll;t ...................... ]._::,oo i


• I \ . !i'
200~0001." ~lO
•> c• . t• S.._,.
.q.o .oO., - ) 0 , .............. .. ..
3')0:_)<)•S'::>07'1 I 23.120 ' I 11
I
5 "j.. ' EsU. prvspera
0
o
1 '1'0''1'''~()
r-o e:-.·' ........ .... ......... 'j . ,..-,)
>"O'i
I zoo:"ooo: " I 1 :?O:.)!)OS7 .~o, .............. . 70: 125::>ooo 1 G.soo (,)
o,)"S" i'., i··
~..
"
;,:....
:.r.
P 'Ii a rc n se ...... .... ............. 1 2 . ooo
Ij :!ooSooo
l 38:<;Gs:-'po :?:7 I t:'37o -l5:ooo:;;ooo , 22 . .).)0 f I X H "

.~;:·5~j
i
II\:ncdcn3e ..................... l J.sool zoo$oooiJ>ar ~' E· nova

J
' ' • ' ' ' ' ' • • • • • • • • • .. I • • • • • • • • • • • • • ' • •
I
' f • • ,. 1 ~'
29:9')Ó$2 17 1 :G4o:\6oo s.ooo 5 "/ .. 1Prospera
!l "''0 Me•c'""'_ •oo>oool - . ..
-;-;-:?~;;·!
J.H'
1 538: túo$r)2Gj 4:351 ~<no I li
110 I~l>ICAI>OH Gt:R.-\L IH> FSTADO DE AL:\GO.-\S

Quadro n. 3 Quadro 1

Manuractura da~ iahncas c rcspecliras tlesp~zas e receitas no anno de J9ox


- - ···-····
r/)
MANUFACTURA
< Prccucçio Sala rios (' mão IXCHOS VER I- 1-abrica-> de
()
algcao e ~ Valo~ da.. mate.rla \'alor da~ rrndi!S
H
~
j:Q
<
outrcs te
c!rlos
-~
-:..-
-:r.
prlro-.
de obra FICA !lOS

~ I I'E(.\:' I :\:""
I TOTAL
! 'X: O':" AI. 'tOT<'LJ..
I T OT_.,.Z.
-
-·-
Progresso.. :, ........ . .......... .39-}:0JJSO~o;
I
179:7:\1::"><)10
I t.t 7 .~:8 5 Ss8 7 o 3 7 5:8o4$ooo Ré!rinaf\10 (a 1

r\lagoana.. -1' ......... ·· ········ r. "8''


373:(•~<>~ '-' 0 : t .q.o:6o8$t zo Fabrica
l'cncdcnse .. 77.2 J.!, 5·7 IO 2 7<):2 5-J.$ dúl
1
;úz ;7 ' +:SsSo
ts•:o_;;S..:.So 597:587S8t o
3 ]+:66oS230
7+:898$]09
:J
Je
Pilarense ... i 2-555 7+:''i.}7So3oj Ú(>: I Ú9~7 I:! 1 ;ú:3.;S::.g89 I 43:3o9S907
1. ·ni:lo ~L. .. 2 9· 1 79 ·~·~-~
-
~~'
:>·.).~ 1C<J:sozS96S 4Ú:J ~s"ooo 3s8:o 3 ;~6+5 13(>:915Sooo
- -- - - - -

Quadro 11. 4
..
Pessoal e materia prima das fabricas no anno de 1901
--
I
lll \:' 111-: I" · !>E 'li'~>
FABRIC\S
I .... !~ !( ,.,,...
I H.\ ldOl<
~lA

.\f'l/1'1:-l<.'.iCI
fERI:\ PRI:\IA

1 '0:"\l<l'~IO
( \llõOD.\o)

l<rtii'H
NOTA
tij..llos. cigam
Calculamos. o
as de no\'e a i
Pilarense ........... 278 165 I.Or)J Rq 279 O progr~
l'enedense ... .... 300 35° 3 ~ ..~s 3 3·-J.OO 53 !Oflgeiro que,
A lagoa na ........
Progresso, ......
• ' o • • •• • • • •

........ ' ..
Goo
6oo
,.027
6.399
6.30.5 --
7 .,,
627
Possam a
5·772 ulÕPãfã..n
União Mercantil.. I ~)2 qs :! .2 57 1.815 6-tz TOtos que faz
-- -- - -- ---
1:8úo ~0:229 18:106 2:323
·-·

Qu a dro n. 5

Impostos pagJs pelas fabricas sobre dividendos


- ·- -
FABHH'AS I•;ST .\ ll<>A L
I V I•; !I~<: H.\ 1, 'I'Ol'l' :\I.

Pilarense ············· ·· ··· ····· ······ ............... ...... .......... 1:833$750


Alag-oana :!. 73 1:o6o 4·33sScoo 7:o66$o6o
l'roj!rcsso 1.104:480 "7.53=-'L+0 z:8s7S62o
l 'ndo Mercantil 2Ó3:200 417~700 680::;900
----
I Z:+J8SJJO
- ·-·· - -· - -·
1:\DICAlJOR GERAL DO ESTADO l>E .-\LAGOAS 111

Quadro n. 6

~ 1901
Quadro das fabricas do Est1do de Alagoas
1h::--;o~II:-\AC,: .\0 11.\S F.-\HR ! C\~ Lm.' .\Lll>ADES ( :Vlt:~ICI!'JO~) >J t:~IE I<OS

u:cnos nnt. Fabricas de Tecidos 1 Santa Luzia dn :\ ortc, Penedo. Pilar I s


Oleos l ' ni:ío c Pcnl·do .!
FICAllOS Sabão 1
Maceió e Penedo 2
,, '' tijollos (a ,-apor) i Santa Luzia do .:\orte
\'Ínagre :l\laceió. Penedo. e l'nião 6
'l"OT$.1. cig"rros ~a ,-apor) :Maceió. Pilar e Penedo 5
" mo,·cís I .. 2
------
375:8o4$ooo
Rdina~lo (a ,·apor) assucar ·• Pilar c Penedo I ;,
" C'afé ,, " •• 3
374:66o$230 Fabrica ele curlir como (a ,-apor) !Penedo j
descaroçar algodão (a ,·apor) ; ·• l'nião, Viçosa, \'ictoría e outros •
74:3985]0') de marmore 1
municipios 42
'' pilar arroz :Yiçosa
1.+J:3o9S907
" " chinellos de lran<;a i Penedo e municípios S. Francisco 5
13Ó:9 Z5$ooo " " cal~ados I Maceió

1.105:59 7~8-J-6
"
"
tamancos
" gelo
I "
i Pão de Assucar, Penedo
I 2
3
" " alcool I
:\iaceió I

" uzina assucar I "


Santa Luzia elo );orte,Pilar c Pi-l 6
" de bebidas alcoolícas assabussú '
Santa Luúa, Atalaia e Lage 6
União
l901 100

on.io) NOTA :--:este quadro não se achão comprehendidas as pequenas fabricas ou officinas de
tijollos, cigarros, moveis. refinarias, cortumes, bolandeiras para algodão, calçados. destilações etc-
l<TOC:H Calculamos, mais ou menos. sem exageração. o capital (termo medio) empregado nessas fabri
cas de nove a dez mil contos.
279 O progresso industrial de Alagôas já transparece eloquente e brilhantemente no quadro li-
53 songeiro que ahi fica e na pallida descripção de algumas de suas principaes fabricas.
7 22. Possam os esforços combinados dos alagoanos e dos industriaes do paiz despertar o esti-
627 mulo para novos emprehendimentos nesta abençoada terra tão favorecida pela Natureza, são os
6.p votos que faz o humilde signatario desta parte do INDICADOR ALAGOANO.

2:323
- -----

' •'llTA L ~
c8JJ$7So
7:o66$o6o
z:8s7S6zo
68o$9oo
IZ :-tJ8$JJO
--------..
mS222??2?2?222~

lv-ova
so.q,mtOtn.lJqJ; rl

. ....- .
. .

o~au opaJJIV 'JO


O ' I:1d

3N3IDAH
~~~W~fdJ ~
CLIMATOLOGIA E HYGIENE GERAL DO ESTADO

O cunho particular da meteorologia de sul deve apresentar uma grande variedade de


uma região, expre$Sa por mod~lidades espe- climas diiYerentes e assim elle o divide em
ciaes das propriedades phy_sicas da atmosphe- tres grandes zonas·-zona lropim/, zo11a sttb·
ra, produzindo-se ou não, por um:t acção_ reci- lnJ.j>Íml e zona temperada.
·- ........ __
proca entre o ar e o solo ou_ entre o ar . c as
águas e manifestando-se por mçdific:1ções bio-
Collocando o nosso Estado na segunda
zona com muito acerto procedeu ainda o sr.
logicas de caracter physiologico ou pati}ologi· Morige. como se verá do que vae ser exposto.
co dos seres vivos da mesma regi_ão, constitue
que se chama clima. O Estado de Alagoas está situado geo-
graphicamente entre 8°s5, 'JC>" e Io··,z8',so'' de
Dados de alto Yaior no estudo dos di· latitude austral C 5°1$',36" 8°10 ',28" de Jongi·
mas, os resultados da· observação meteorolo- tude oriet1tal do meridi<\nO do Rio de Janeiro.
gica, nós não os -possuímos compietos, apezar
de termos. durante Ulll período de mais de Sem possuir precisa1~1ente os attributos
dois annos, nos occupado de trabalhos d'esta dos climas temperados, o do nosso Estado
natureza. Todavia com os el~mentos que muito se affasta, no entretanto, por causas lo-
conseguin10s ainda encontrar vamos dar uma caes muito felize~, dos extremos observados
idéa, senão exacta; ao menos muito aproxima- nas zonas propriamente tropicaes. Banhado
do da importancia que na nossa região tem as pelo oceano atlantico, participa por isto o
principaes propriedades physicas do ar, tat:s nosso Estado ela doçura dos climas marinhos.
como temper,rltll'll, tressc10. ltmltitftule, dllrz·a., E' realmente o mlor o elemento cosmico
z•enf(IS, etc. preponderante do nosso clima ; mas o seu
Embora o indispensavel concurso dos de· effeito s.e faz sentir sobre nós de uma maneira
mais factores na determinac;.:ão dos climas, tem benefic<". attenuadas que são as maiores ele-
sido sempre a thennalidade a l,)ase. das classifi- vações thermicas pela visinhan~a do oceano,
cações destes. Elemento. o n.1ais constante, abunelancia de rios e lagóas, influencia ele ven-
possuindo além disto uma influencia modifica· tos regulares e constantes, regimen das chu-
dora sobre os outro~, ainda assim elle não \·as, ac<:;ão do vapor cl'agua, a proximidade de
poderá caracterisar o clima d'.t~~n~' região des· alta e luxuriosa veget.tção. circumstancias es·
de que circumstancias outras actqem dentro tas que, combinadas, grandemente concorrem
da mesma região de!:n·iando a sua isothermia. não só para regularidade das oscillações ther·
As he,·es eternas da cordilheria dos An· mometricas, mas tambem para dotar-nos de
des c a tempera}ura de 40' notada por vezes un~ regimen climatico dos mais doces e esta·
na cidade de Paris, são exemplos d'esta anor- \'CIS.
malidade. · · ,_
. .. O oceano é sem contesta<;ão um dos
Como quer que seja seguiremos . aqui as mais energicos factores na amenisação dos
velhas classificações que dividem os climas, climas tropicaes. Assim é que, _em virtude de
em quentes, temperados e frios, adoptando, phenomenos ligados ao calor especifico de
porém, para o Brazil a subdivisão que em suas aguas, elle e uma fonte de frescura para
1889 foi creada por Henri Morige, de accordo a terra, quando esta tende a se aquecer, e uma
com L. Cruls, director do observatorio astro- reserva de calor para a mesma quando começa ·
nomíco do Rio de Janeiro. a se resfriar. Da elifferença ele densidade es·
Com muita razão diz Morige que sendo tabelecida pelas proprit:dades intrinsecas da
o Brazil um tão vasto territorio, se estendendo agua na atmosphera dos dois meios resultão
..obre a maior parte do continent~ america- correntes aereas que corrigem os rigores da
no desde 5°1o.' de latitude norte até 33°45" temperatura _no littoral.
IIÓ
I~DlCADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

Além d'esta acção especial das grandes o que justifica até certo ponto a previsão po-
collecções liquidas sobre a temperatura, no- pular com relação a outras epochas chuvosas.
tavel modificação lhe ímprünem as mesmas Assim por exemplo costuma o povõ' dizer que
collecções por intermedio da activa evapora- "as agua..<; de Janeiro tardão mas não faltão".
ção que se produz nas sua.." superficies. Grande Apezar de copiosas e de cairem por vezes
parte do calor emittido pelo sol é consumido durante muitos d ias seguidos as chuvas neste
na realisação deste phenomeno, importando Estado nm~ca produzem cheias, transvasa·
este facto n'uma verdadeira providencia para mento de rios ou ot1tros acciclentes que tragãc
o nosso Estado, que não só é banhado pelo serios prejuízos a população.
occeano, como tambem pelo grande S. Fran- Nos mezes em que ha a maior apparencia
cisco e muitos outros rios e lagôas, muito de seccura nós temos no phenomeno do orva-
coucorrendo ainda para este beneficio a eva- 1/to o que poderíamos chamar a nossa chuva
poração das aguas do solo a custa da nossa supplementar. As proporções um pouco eleva-
extensa e pujante vegetação. das do vapor d 'agua contido na nossa atmos-
Os ?'titios, como é sabido, tem uma in- phera justificão a constancia d'este pheno-
fluencia dominante sobre a distribuição das meno. Attingindo o ponto de saturação as ca-
temperaturas, porque elles trazem comsigo a madas ele ar humído mais proximas da super-
temperatura das regiões de onde soprão, dan- ficie da terra, quando esta tem perdido calor
do assim a cada localidade. ele accordo com a pela irradiação, condensações se dão ao con-
exposição d'esta, um regimen de temperatura tacto das superficies frias, como as folhas dos
correspondente ao seu proprio regimen ; e a vegetaes, etc. Quem quer que saia aos nossos
acção favoravel dos ventos !'obre a igualdade campos pelas manhãs de verão, se impressio-
da temperatura nós a experimentamos d'um nará agrada-#elmente com a observação desta
modo manifesto. Os ventos regulares que extemporanea irrigação natural.
reinão neste Estado, variando de rumo com as A vantagem qur, das círcumstancias a
estações, portão-se de maneira a satisfazer que acabamos de nos referir advem ao clima
completamente este principio. Predominão d'este Estado traduz-se pela ausencia de ex-
no verão os ventos do quadrante de nordeste cessos de temperatura, pela pequenhez na am-
e no inverno as virações do sudeste. plitude das oscillações thermicas, e pela regu-
A pro<lucção das brisa.!; bastante contri- laridade e moderação das medias thermome-
bue tambem para a doçura do nosso clima. tricas.
A nossa atmosphera está sempre em mo- Pelo resumo das nossas observações me-
vimento. Não lhe pennitte calmas a constan- teorologicas relativas ao an.no de I 894 vê-se
cia dos ventos que com regularidade a agitão, que a mais elevada temperatura do período
sem que, porém, a energia das suas mais for- observado foi de 30, 0 8, a mais baixa corres-
tes correntes se revista do caracter da violen- pendeu a 22°, 2 ; que não forão frequentes es-
cia. tas indicações extremas, que a amplitude das
variações extremas do anno foi expressa por
As precipitações aquosas, por sua vez, exer-
8°,6, etc.
cem sobre a temperatura, uma acção modifica·
dora das mais importantes. Do exposto deduz-se que não ha propria-
mente extremos de temperatura, que as varia-
As chuvas abundantes e prolongadas da ções d'estas se fazem entre nós sem alterações
nossa região interceptando a incidcncia dos bruscas, sem surprezas, não possuindo, portan-
raios solares scbre a .terr~ nos proporciona to este elemento meteorico, na nossa região, o
assim um meio <h:! furtarmos-nos durante a valor etiologico que apresenta em outro~ zonas.
maior parte do anno ao rigor thermico a que Effectivamente não se conhece aqui a insola-
nos poderia expor a nossa situação geogra· ção, nem o frio. Não ha molestias proprias do
phica. calor, a não ser por accidente, e se perturba-
Outro-sim a grande copia do material ções physiologicas se notão algumas vezes nas
liquido offerecido pelas precipitações aquosas f uncções da pelle, do apparelho digestivo e nas
aos trabalhos da n·aporaçâ" roubando calor da n utricção geral, são estas desordens devidas
aos corpos visinhos ou com os quaes estão em antes a imprudencias, a desvios de regimen,
contacto, afim de passarem ao estado gazoso, que simples cautellas hygienicas bastão quasi
refrescão o meio ambiente em que se achão. sempre para debellar.
Além das chuvas de estação propriamente A molestia que endemicamente reina no
ditas, mais abundantes nos metes de Maio a Estado mais se prende a outras causas, que a
Agosto, ainda é o nosso solo regado com fre· temperatura, como adiante buscaremos de-
quencia por outras nos demais mezes do anno. monstrar.
l)JlHC.-\DOR CERAL DO ESTADO DE AL-\GOAS J 17

a previsão po-
ichas chuvosa.<;. Resumo das observações meteorologicas do anno de 1894
pova' dizer que
llaS não faltão".
~rem por vezes
Temperatura 1 Humldade relativa I Pressão atmosp~erlca I Chuvas

lls chuvas neste


.:tu.~~~I ai~ fot·t ... ~r{! O cl•· 1111 •
Maximll ab:·tOhH;\ .. ... .. )l tlxhun nhl'\(llutH .. .. i(õ:\.7 Alt. urnnunuHl ~ut !n il .
,., fi r.-,,-,,u
~ias, transvasa ~tintr11a nlt~otur~L ..... .

··':,jl
-~
~linima ab:·w h un ..... ..
--·- ruirl adt• ..... .. ...... ...... ... .. w· S totnt dn!'4 tliUJH~hu-
,\ wplit udtt t' i.ll'\ rnJ·la- '·•· • ,\ tnpli tudP dH~i Ol"t·II IH.·
mtes que tragã• r;{w<tt t•:drt•tnn~ dcl nnuo .. ~ t;J )1 :ti~ fnwH . ..... . .. .. ... . ~0 . 0 cJu->l't ~X ttfl'lllllM 1l0 11111111. 'i:,71 \'tlfl(Hc,. .... . ................. ..

Indicações hy;:r ome~ricas AmpUtl.ld~ da.-. oa·


.t\Qlplltud<:> daa Vlll·
,.ruor apparencia r.I<J~cro. elo" d l && el'u•~o·
dações. e-x•n:>a;t.ft'õ d,os. eY.t remas per mez clllftçõe• ""''"~m•• ilc
10meno do (lnJll- "o• po~: m~rz4:".,.
n1\\% .... Mininut cac'l!l mcz
a nossa chuva !W.axtm<l
J.un pouco eleva-
1na nossa atmos- .Jfln••lrn ... ........... ..... .
....t>\' ... )'t'i('(), ,, • • ••• • ••••• ..
:0. 1, ~lo1ioo ..... .
.-.....
~IJ.O :.; ( •n~wh
'\'
1
.-. I·'Hitt!h··· ............ :t,:q .Jntu•iro .. ....... ... .............
l•~ton•I'{>Íl"O • .. .. .... • .. ... • ••• ••
t.)·
l>i
._ d'este pheno- ti.' .lunhl) . !lO,.;; Dl'·7.t•mk SCI, H F••\'f:'l't•II'O, ........ . a. i
saturação as ca- ~~~.T.'.. ::::.:::::::::.:::::::::: 4.11 ~In 1·c;o... .. . .. . . . . . . . .. . . . . . .. . . . . :!1.1.
)fuic) ..................... ... . ~J;I Jlllh .... .. . H;l,:t .fu n ... il'o. ~1.4( .\ l ou·t;o ..... . .. . 4 .7 Alol"ll.. .. ....... ..... ...• • ..... lu·
lrimas da super-
r.;~:~~!::·.:::::·.::·.:::::.:::::~:::::::::
n,.l
~-,. n AJ.rol"t•) ~1;), 1) f·~v\'el',, .. '"·~I Aloril .... .. . .. .... . . 4 .• ~In i" .............................. zs:
1m perdido calor :\.'CO~flt ..... ..... .,,.,, ., ,.,, ,. ( ,1~ .I u nho ........... ... ............. 2:2.
1 se dão ao con- ~etembrn...... ............ ...... ti,HI St>t... tuh. -.:j',j ~I HI't;(t , .. ~:! . :t I ~JHio ........ .. ... .. .. 4~5
Ot;tUht'O ............... ... .. ...... tf,:t Julloo ... .•..•.•...•• •........ .... t5
~o as folhas dos ~()Ye;>ICilH·O ... .. ..... . ........ . ;",,...; 0 1Jt H ilrO "-:Ui .\ h rif .. '1.7 (.1 tlolh<> ..•.. ;),HI ;\J,CCI~l·O .. ....... .. . .. ............ :?6
OttzemlH·o ........... ... ......... ;;,:,
; saia aos nossos .Julh ll .. .......•.... . ... .• ••.. •..• .• :1,7 ~~ternltro .................~.. ... 1~
lo, se im.pressio- Temperaturas mais elevadas e Outuloro ........... .......•..•..• l:J.
A~n~to ....... .... .. ......... .... . , .f,(;
•bservação desta sua f requencia :\o'·~-"nt hro... ... ... ... ......... J.(
:-4o.s clua.~ n•7P.; ( Ot-1. . "' )l.nr<·oJ :'Pt.f.>rnUro ..... ... ..... ... .. ... .. . 4,7 Í;
~
()P.lPIIJt.li'O,,, . ,, ,,,,,, ... , •..•• ,.
a0,7 llHH\ y.,.z f llP7.t>IUh t'nj
ZJH,6 Q\h,trn \'~.tfot-t(ft-'V .... ~lnl·r:o) (lntuhro ..... :tH
:ircumstancias a Observações
:m.o rreqnH1t P.
'\o\"Pl;lhi'O, 4 .11 ....C)J';lltt 1-IP.~llidn.tnentA? e hu-
tdvem ao clima Temperaturas mais baixas e y\ ftOr~ :!~ <lia~ <I~ Maio, 2(; rJe
.~g·ofõto e 2:l df-' ,J t11hu.
ausencia de ex· sua frequenda
1)1-"?.t!l'llhi'H .. . ... . 4,:1

~uenhez na am- 2!?.2 tlU~-t~ \'e1.+'14: ( A,~.:o~t o •


!!"l.~ 11111A \·~t t ·fllii.O I
;:as, e ~la regu- 25,0 frequente.
ldias thermome-

,bservações me- O ftagdlo da :;êcca com as suas abrasa- horas crepusculares offerecendo a vista um spe-
' de r894 vê-se doras temperaturas nunca nos attingi\1, senão ctaculo deslumbrante.
~Ura do período mdirectamcnte por uma repercussão dos terrí- Os phmonwwJ' dertriros raras vezes são
fis baixa corres- veis effeitos das que tem assolado os territorios aqui observ'\dOs.
P frequentes es- visinhos do Ceará c Parahvba. não tendo ainda Não temos dados positivos sobre o movi-
amplitude das assim, em tempo algum, a~sumido entre nós o mento mdeorologico do interior do Estado,
oi expressa por caracter de calamidade. mas a julgar de informações fidedignas acre-
As pressões /!,rrometrim.r não se mostran- ditamos serem iguaes ao do litoral a suas con-
não ha propria- do com a extensão elas amplitudes e as varia- dições climatericas, com as modificações que
a. que as varia- ções bruscas tão prejudiciaes a tensão san- <.:ada localidade recebe da sua situação topo -
s sem alterações guínea exerce apenas no nosso meio uma in- graphica.
i.lssuindo, portan- riuencia indirecta nas trocas gazosas entre o A parte o litoral, ~ o Estado di vidido em
1 nossa região, o ,-olo e o ar exterior. ~uas terras do interior em duas zonas bem
lell1 outros zonas. A luminosidade e l n m.rp,rrenáa da atmos- distinctas pela natureza do solo, sua fertilida-
e aqui a· insola- phera em dias de verão d eixão quasi sempre in- de e abunclancia em aguas-- a malta e o sertiW.
~as proprias do teiramente a descoberto um lindo céo de azul. E' a primeira constituída por uma sue-
e se perturba- .-\penas nos campos se vê pela manhã alguma cessão de collinas de pouca elevação, forman-
gumas vezes nas neblina que logo se dissipa aos primeiros raios do fert~:is valles e extensas planicias ou varzeas
p digestivo e nas do sol. banhados por numerosos rios, riachos e lagoas.
rsordens devidas E' nesta zona qu(.! a opulencia e a pujança da
ps de regimen, Por vezes pequenas e ligeiras nnn:ns (cu· \"egctação dão um testemunho vivo das prodi-
:as bastão quasi mulus, cirrus ou cirro --cumulus) se apresentão. gaíidades com que nos enriqueceu a natureza.
-.em comtudo toldar a pureza do ct?o. Pelo ,-e- E. ahi que. a par de aprazíveis e pitto-
rão as noites de luar das nossas plagas são de rescas paisagens, vê-se a multiplicidade da
p.mente reina no uma serenidade e de uma belleza encantadora.
as causas, que a especie casando-se com a variedade do typo
buscaremos de- Variegados mati;:cs, tons phantasticos n 'uma faustosa cxuberancia de vida. As mar-
n'uma caprichosa combinação de cumulos. cir- gens do magcstoso S. Francisco c das nossas
rus e stratus dourâo. não raro. o ho risonte nas soberbas Jagôas offerecem a YiSta do viajante
118 1:\l>IC:\DUR GEH.AL 1>0 ESTADO DE ALAGOAS

Habitat com
perspectiva:; ele uma bellcza arlmiran: I. E' no muitos dos !!lhos creste Estado em Yarios ra· de f,rm i!itr dt•s •
nosso Estado, que a <:lista das aguas elo S. mos da actil'idade humana. cll~s encontrado,
Francisco se forma a prodigio.;a <'adt,,úr,r tle Li algures que um escriptor estrangeiro mais supernciae<'
Pau/(! AjjinutJ, uma das maiores maraYilhas Yaticin?.,·a o despJYoamento <l0s paizes tropi· tosamente e se
do mundo. c~es, em ,·inude de urna fraqueza congenita rando a:> funesus
A nossa fauna é representada n ·esta zona. nas fHnc<,:õe:; do apparelho genesico, natural r~siduos ch no--
entre outros animae:-;. por ,·ario;; reptis, al- cffeilo elo clima sobre os seus h~hirame;;, affir· morte. Ylinimo'
gun!; indi\·iduos da or,lem dos quadrumanos e nundo n:i~> pa.;sar ele m;:ro ercthismo imagina· grandes. p~rém .
por um grande m1mcro ele qu:ldrup~ck.i qn': ti1·o a n:,<ori:l c:::xaluça:~ cbs mesmas funt.:çõe:; lumnas invenci-ç ·
são na maior park exccllent•;:s p::!c,:as de caça. entre dL:;;. bilidade. lanç.ão
( >s nossos rios e lagô:1s s:io poYoados pDr u;na :\à·) p:)(lem'>S infelizmente contrapor a dos humanos, zo
extracrdinaria abunclam:ia cl~ peixes. nuilu-;- <.:s:. e crt\' >iH!,) juií;o arg-umethOS fundados em seus mais forte~
cos e crustaceos. alga rismns. :\ ão nos permittem este recurso destes sa.bios
a má org.1nisa..;:i ~J. t:nlrc nó;, du s~lTÍÇO do cabido no campv
A e:-.pecic alada n·ull"l pr;>fu<'l" d~ typ:Js
n·:!:Ístrd ci,·il d :.: casamentos c na:;cimentos: morte pelo traiç
elos ma.is lindo-; l n..;tl~lll:~ntb !·ica'-' pluan:,:;..:;ls,
m;b apr..:sent1nl~» c:Jntra esta inverdade ra· escarnecer da im
d:i c0m os seus ma,·i ; >.-;~lS e ,.,u i.vh.-; can:-.b a
zii.:s tiraths cl:! fado·; obscn·acbs por nó.>. de ataque.
nnta 1nai!-> ~•i,.:gre das (io.;;:;a~ ~naa~~ .
p~hs que aqui residem e pelos qHt aqHi s~ Tão terrÍI"<!Í:.
:\ Zt'llrl serl<lltl!)~l
que i:l·o.-;:1 ela ju,;ta rej)tl· têm ch.:m:J;·adn . .·\ !l1rmamol-o: a e:xpan:;ão dt~­ ou affastak1s de
taç;"to de cxcelle:llt.: clima para n tratanwnLo m:lg,Ta!)hi:.:a d 1Js natmac; no no>so J<:stacb tal é a principal
de um t.:dlo num-.:ro dt: tn:ll.:'>ti:-~-. chr..>!lÍt:<b. rcalis,l-..;c ck mo:lo lir;:->ngeiro. 11:) to::::lnte a
principalmci\U.! da tuh::rcuh.;~. ;n ;;;1hia npi· Em relaçõe-..,
c1·;lm<=·l~o.; c n:bcim;;nto.-; prin<:ip-.:llmente. E'
nião do eminente r.linic:~ bra..,ih:iro dr. T :xre-; h.:m c:.l:1h~cicb a tcnd~n~ia qu:! ln entrt.' o.> as a,~!ms particip1
Homem e outro:;. é a qu.: iica m:li, ar'f.1sl:!(h s<::t-; h:lbi!an\e; para o ca~am:.:n o. act•) qu~ hridade e reclamã
do litoral. c<nnp:J.;ta l:lll sua nniur ::xc,::n:'i :> :-q.t~ ,;..: :Jf-.!.:cl1.1 c n1 muita frequ:!nz:i:~. E' sa·
lar atten1;ão do h~
Do solo pr
por \·astns pbtô,; Cl\l tall .>lt:i:·ch c qt::: p.;b JU· bich qu·~ ra:o é o ns.1l qu~ dá m=:w:; d ~ t rcs
tureza das su.ts t \!rra~ l1Hhtr.t uma 'e.~-.: :.a<;1o li ih:>; e nn:s raro; ainrh o.; ca<;a~; sem li lhos. qualidades pathOf
inferior. Os g;r.HHies mamifcr.l:; d ,l nu.-;-;a n:- < >.-; cJs. >; ([,; p:·nl,~ nmn;::rosa são muito com· Comquanto a ca~
gião, tncontl:·,uHlo 11 '•;c;~a ZD:Ja ~n•:cu1 :.:nta-; muns. mais frequentem~
pastagens, a h i ;-;e <h:sem·oh-,:m c st> r<:PJ"< J:!'l· :\.1 , s:: pxle c~m bons íundamcntos dispense o cono 1
zem melhor <h que: em qu<>.Í<Jlh.. r o~1tra h;; 1IÍ· attrilmir <\•)s demuHos m~tcoric.>s uma inHu·
cos c fgrças outras
dadc do Estado. cessos de lransmi
cliCÍa c.lc.:cisi\·a ~u!Jr,~ o dctet'minismo da nossa
E' no scrU\o q\t;., c,;tii(l estabd::cid~>s os que este~ factorcs
<J;nslituit;ão m:c:clica. ~·:lJe:s tem m:cc:;:;idad(;
g-randes campo~· ck crc:H·:í'l <h ~ach h >YÍnv e dispensa,·el á co~
aqui cl~! '.tm elt.:Bl;: ,lto <.:XLranho atim de pode·
lanigem e bem a:.;:,im tk:. cayal\:~' e '"''·ro;. r,~m a:.:-ir n·> .-;en pap~l d~ ag<-'nte etiologico. :\ beneficia~
() typo hum:tno lll ·hlLt·:->:: 11:1 ll'hs:l r..:· s:u princip .~ltnente o calor c a bumidacL:, por da execução das ~
e,iãr.J com todos os cnra(:!crcs t:thnic·;::, p ·,1prir,, sua p.---:ponckr..tncia no nosso Jn(;ÍO, que mais gidas pela hygiene
das ra<;'b mais ap.:rfeiç(lad::ls. e ,;e a..; in!lct<:n· w:' u.\'..> na oq.!".misa\':t~ elo nosso regim:.:n cli· necessidade indec
cias biologica~ ch clima nctuà:l so1Ft: os iilin...; l)UI.ÍC >. lllUÍ~O C.llllribuin(h. e;n CD:nbÍn:l(t ~l condições ele sal
desta terra imprim!nd'>·!!1cs mxlíli-::a•:·">;;;s p:1y· c ,:n :.> fact:Jr e:xtra nh:1 p.ua dar a nossa re .. les emprehendime
siologic:a~. é c:::rLallH~nle no ,;,·n•iJ:"> dr. clot'll ·;l,; gi:'t:> a fcic;": J silnitaria que lhe é pecnliar. ,·er bastãn par
elo maiür ,·ig;x phy.~it.:. l e dn nni-; \:n : npk~u :\em se'nprc s:'lo inteiramente satisfact(>· insalubridade qu~
desem·oh·imento inleli-.;:.:<uJI. ri;ls as nn ;:.;~_.:; CJn:l:C,~ões san itaria.;. fon;::~:;o é não são certameri
:\ãu são os naturats d't.:sta 7-il!10.. ("'Jmo c lllfl'··;~~ll". TcnYl., nm:1 endemia e estados mor· nws vei-os um d!
se tcul prdendicb insinuar. ;·.impk;;nH:n!·.: lw· h ido.-.; <>ntru:' a p:::t turbarem a rdali\'<1 salu- estudem o assu'1
l>richck de nnssn meio. ~eu alcance, os n~
men<> de imaginaç:io mais oa men:>s ,·inL ex·
tactitos sonhadores. incapaze-.; ele p~rse1·erar ~ ;10 é porém elo calor, nem da h umidade ·Sendo-nos f~
n 'uma idéa util ou de l;;,·ar a eff:.:itn um em- que no.-> Yem a causa ess\~ncial d'estas pertur· cos, como ficou d~
prehenclimento laborio.,0. ba<;õe~. Está ella mais li~ada ao ·'"'"' de que nas de sanear o
J>cyemos protestar contra e:-;ta tax:1. de tanto nos descuidamos com uma imprcviclencia nada a ím·ejar dt
lle7'n'f>alhos C:tlc st~ t.:nsluma imputar ao.-; fi. que não se t.:oaduna com o nosso gráo ele ci- perados.
lhos das zonas tropica~.:s em ger~.l. ,·ilisa<,:ã::> e que p:>r isto mesmo nos torna Do que fica (
~os facto:-: da histmia patria cncont-rar:'t passi1·ei,; ele justas censuras. do nosso solo, lU
o obsen·aclor criterios(, úm cabal d:.:snkntido a r=· o solo o immcnso laboratorio onde a 4ue lhe attribuim· l
este falso conceito. :\s p;1ginas ck,;ta m::sma chimica da natureza op~ra as eternas trans- contrario ,·amos P!
hisloria consigi1;'\0 cxempln~ fri;.;,wtc.:s do formações da materia em proveito ou detri- os factos qut: a m<
mais acrisolad(; dl:I'Olamentn a·.J \r a balho, ch mento dos humanos, c onde a custa das excre- clima se faz senti
mais decidida for.~~~ ck Yontade. das 111:1is no· <,:ões c das cousas mortas :;..: [az a existencia uma maneira ma
brcs c uteis applicaçües da intelligencia. ele de inumera\·eis seres microscopicos.
I:\f>lCAI>:>R GERAL IH) F.$TA.DO DE ALAGOAS I H)

Habitat commum ou accidental da gran- relativamente baixa a cifra da mortalidade an-


\·arios ra-
de ./trmili11 tf,,_, il!fillilamntlt' prqut'll/IS ahi são nual.
~ elles encontrados. F.' ahi na!.; sua~ camadas Assim é que pelos quadros de estatística
~riptor estrangeiro mais superliciaes que elles abundã/J espan- demographo-sanitaria ela capital, por nó;;
:o dos paizes tropi· tosamente e se a,·igorã~l p<tra a luta. ace- organisados em r895 , dos quaes para aqui
fraqueza congenita ranclo as funestas armas e elaborando com os trasladamos a parte concernente ao obituario,
ho genesico. natural resíduos da nossa vida os e lcmcnt~)S da nossa verifica:se :
eus habitantes, affir- morte. .Mínimos no talhe. immensamente r." que com uma populaçã.o de 38.412 h.
crethismo imagina· g randt:s. porém. no numero elles formão co- teve a capital uma mortalidade correspondente
-. me.:;mas funcções lumnas invencíveis. e abroqudladns na invisi- a 8 3 7 obitos.
bilidade. lanção certeiros golpes sobre o grupo 2." que foi ele 2 I, 7 6 oJ.,o o coefficiente da
mente contrap;:>r a dos humanos. zombando da impotencia dos mesma mortalidade, cifra inferior aos dos co-
en<os fundados em seus mais fortes contendores. M àis de um efficientes calculados no mesmo . anno para as
littem este i"êcurso destes sabios amigos da buman idade, tem cidades de S. Paulo (J.),ZS), Recife (Jt .oo) e
nó:>, do s~1Tiç,1 do cabido no campo da peleja, mesmo. feridos de Districto Federal (27,79) e em annos dilferen-
tn.s e na~;cimentos : morte pelo traiçoeiro inimigo, que continúa a tes para Bahia (23.9 em 1899) e Belém (46, 7)
l esta inverdade ra- escarnecer da imperfeição dos nossos meios em 1900 (1).
j'->,;en·ados par nÓ.>. de ataque. 3.0 que deu uma media cliaria de 2,29.
pdos que aqui s~: Tão terríveis inimigos. mais ,-ale evital-o.s, 4·" que tendo sido a causa de morte pre-
·1-o: a expan~ào d~­ ou affastai-:Js d e nós. que dar-lhes combate: dominante. (quasi sempre o é) o impaludismo,
, no no;so Estad~ tal é a principal prco:::cupa.-;11::> da hygiene. ainda assim não é a sua porcentagem tão forte
·::!dro. no LOS:lnte a como a fornecida por outras cidades brasilei-
Em relaçõ ~s intimas cnm o solo. o rrr e
- princip1lmente. E' ra<>, notavelmente Belém e Manaus.
.:ia qu:.! In entr<' o; as rr~;uas participão da sua condição ele salu-
bridade e reclamiío tambem por isto a particu- O impa!l!dismrJ que reina entre n6s com um
a .;am ~n ' o. a. c to q u::
'-'1 irequ:!nci.~. E' sa·
lar attenção do hygienista. caracter francamente endemico, revestindo-se
D o solo principalmente dependem as de modalidades di nicas vari?-das, não apre-
••~ dá m:!:lO.; d:! tro;;:s
o; Cl<>ae.; sem tilho:;. qualidades pathogenicas do nosso clima. senta .ainda assim. senão raras vezes, a alta
)5a são muito CD!ll· Comquanto a causa essencial das molestias gravidade elas formas perniciosas tão communs
mais frequentemente aqui obsenadas não em outras regiões malaricas.
dispense o concurso dos agentes atmospheri- Fon;oso é confessar que em diversas epo-
bons fun(hmenlos chas temos nos achado em lucta, no interior do
cos e fgrças outras na sua el·aboração e pro-
l!::tcoric1s uma inliu- Estado. com verdadeiras epidemias desta mo-
cessos de transmissão. é sdbretndo no solo
:terminismo da nos;;a lestia, mas que são quasi sempre debelladas,
que estes factores vão encontrar o material in-
:!::t km necessidade antes qtie causem serios damnos ás popula-
dispensa\·el á constitnição da referida causa.
ranho atim ele pé>de· ções•. .por simples medidas de saneamento ata-
d!! agente etiologico. A beneficiação do solo, pois. seguida cando as fontes do mal: est~o-naçào das aguas
r C a hutnÍdad~, j)Dl' da execução da':i medidas complementares exi- nos a<;t~des, nas excavações dos terrenos de la-
gidas pda hniene geral, ;mpõe-se como uma

~
sso mdo, qu~ mai,; voura, e das abandonadas nas depressões do
o nosso regim ~~~ cli- necessidade indeclinavel para melhora-r as solo pelos extrayasamentos dos rios, etc.
d :.. e;n c:J:nb[n::u,)r> condições de salubridade do nosso mdo. Es-
.ll"a dar a nossa re- res emprehendimentos sanitarios. que ao meu Já de a muito desappareceram as -celebres
''er bastã0 para remover as causas ele t'anleiratlas do ~- Francisco, que outta cousa
e lhe é p:;:culiar.
msalubridade que ainda existem entre nós, não erão que epidemia,; pcriodicas de febres
tc:ramente satisracto-
nào são certamente impraticaveis, e espera- palustres coincidindo com os transbordamen-
sanitaria:;. fon;:,;;o é
mos ,·el-os um dia realisados, assim, melhor tos das aguas deste grande rio O crescente
demia e c~tados mor-
~studem o assumpto e se compenetrem do pO\'oamento das suas margens implantando-
:n a rdati\·a salu-
seu alcance, os nossos legisladores. lhes reat:s beneficios trouxe-nos esta salutar
conquista.
.. nem da humidade Sendo-nos favoraveis os agente,; ml!teori- A tnberm/(lst por sua vez apresenta uma
-.!Ocial d 'estas pcrtur- cos, como ficou demonstrado, precisamos ape- taxa de -mortalidade não pequena. Como
tgarla ao soliJ. de que nas de sanear o solo para que não tenhamos
n uma imprevidencía nada a inrejar dos climas propriamente tem- tI, l'ai"t\ uu·ihor· iott! njulz~r dtt.- eoucli~ôt!Jo( :4auit.n.riru- da
o nosso gráo de ci- perados. IIO:<"'fll.."ll!Jitul. julu:HHtoil ttriJ clau· nqnt ttln ttUAdro tio~ Cvt'f·
"ci<-'llf~~ tia tuut·lalid ru lt> JHH' mil h>~bitH.ntA•.o~~ fo•·nadtlOtt tJt)J'
mesmo nos torna Do que fica dito sobre a insalubridade cHn>J'~-4t, ,.: ,.;, t rlélt•~ ~>"'t l':t.U;,r•~h·a.s
rlb~·I' VIU;I;..-:-c,
nO 11\<>~11\0 H UI\ O t\f\~ t\0:4~U.~

ra:.. do nosso solo, não se eleve. porém. concluir IN$-tf,,., . .•. . .. .. . .. ... .. . . .. .......... .. l'oJ•I• ... ...... ..... .. ............. . ·>) 'j
::.o laboratorio onde a que lhe attribuimos uma alta lethalídade. Ao Jl~rliii L .......................... . Í!!:4
J,f>lltlr~~ ... ... ... .. ............ . . I».:~
ra as eternas trans- contrario ,·amos prm·ar com algarismos e com :-o. ('~·t~~h1l l't(U......... . . ... . -p;s
em proveito ou dctri- os factos que a medíocre noci,·idadc do nosso lirux~lto ........... ..... .... ... .
\'i~nurt ............. ............ .
w:x
'''li
de a custa das excre- clirrla se faz sentir sobre a saúck: publica de ~fOl"t}:J \Y ........... ............. . iú
~I"YI'· \'I)rk .... ... .... , .. ... ,, .. ~S.~
S.! faz a existencia uma maneira manifestamente moderada. sendo l'>tlrnt!\........... ............... :t-t,r.
jro~copicos.
120
INDICAL>OR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

é corrente, porém, esta molestia nasua marcha nuada e mais limitada nas suas manifestações
evolutiva não se prende a influencias climate- epidemicas, graças <\OS systematicos processos
ricas. O constante tl.agello da humanidade. de isolamento e desinfecção por nós aqui in-
respeitando apenas os gelos polares, leva ao troduzidos e a propagação da vaccina. O povo
resto do mundo os horrores da sua devastação. melhor educado na comprehensão das vanta·
Considerando que a inobsen·ancia do gens prophylacticas advindas das inoculações
vaccinicas. já não se. teme d'ellas, ao contrario
resguardo prophylactico muito concorre para procura-as com interesse. Lisongea-nos a pre·
a propagação d 'esta molestia, nota-se que a sumpção de bastante ter contribuído para
sua taxa de mortalidade não corresponde aqui este satisfactorio resultado a propaganda por
ao notorio abandono, por parte da população, n6s feita na capital e no interior do Estado
das praticas hygienícas relativas, principal- ao tempo em que estivemos na direcção do
mente, a salubridade das habitações. serviço de hygiene publica.
Sob a rubrica de congestiioll rereb,·a.l vê-se
no nosso qt1adro de demographia-sanitaria Com relação a idade dos fallecidos verifi-
uma mortalidade expressa por uma cifra pro- ca-se ainda pelo exame do nosso quadro ser a
porcionahnente forte. . mortalidade infantil representada por uma
Pode r-se-ia levar a conta dos modificado- porcentagem não pequena tambem. Não é
res atrnosphericos-ca lor e press{w-a deter- muito de extranhar que assim seja, porquanto
minação dos obitos por este estado morbido. nos primeiros mezes da vida está a creança
E' certo que estes agentes meteoricos podem sujeita a innumeras causas de morte, ou sejão
produzir estados morbidos semelhantes, mas naturaes, ou accidentaes ; além de que sendo
para que isto se dê, torna-se necessaria a in- a maioria dos obitos determinadas por moles-
tervenção de altas temperaturas ou é indispen- tias dos apparelhos digestivo e encephalo ra-
savel que se fação decompressões rapidas chidiano, são umas e otttras (r) facilmente ex-
apoz elevadas ascensões u:1rometrícas. Ora, plicadas pelos desvios d<> regimen alimentício.
já affirmamos que não se conhecia aqui a inso- ( z) f:' notorio o quanto é impropria e má
lação e bem asstm que é pequena a amplitude a alimentação commwn das creanças neste Phut . --J .11 (;8,\
das oscíllações barometricas, as quaes ·além Estado. Uma noção mais completa sobre a
d'isto nunca se fazem bruscamente. E' mais hygiene infantil bastará, ao meu \'er. para pro-
razoavel, por tanto, attribuir-se a causas ou- duzir o decrescimento d'esta parcdla do obi- do solo. princip
tras a producção da molestia em questão. E ·tuario. ção hygümica 1
bem diversas me parecem ellas. O alcoolismo Quanto a longevidade, que fali em os alga- affligem. Sauçe
e as perturbações digestiva$ ta\yez occupem rismos do referido quadro e os factos, não ra- hygiene geral d
os primeiros logares no numero d 'estas catl- ros, de individues cujas vidas se prolongão col!ocado entre
sas, pois qt1e de\·emos confessar que se por além de 100 annos, conservando a integridade mundo.
um lado a temperança para as bebidas das suas funcções psychicas e uma certa robus- O problem
alcoolicas ainda não constitue uma virtude tez physica. Yolve questões
para nma boa parte das pessoas do nosso ca, e fallece-no!
Julgando ter dito o quanto é necessario
povo, por outro, praticas grosseiras, são segui- devido desem:j
para formar-se uma idéa, senão exacta, ao me-
das ainda pelas u1esmas pessoas nos s•:us contribuição as
nos muito approximada do nosso clima, pensa· sobre o assump
processos culinarios. Entre outras poderíamos mos ter ao mesmo tempo posto em evidencia
assignalar tambem como causa determinante trimos de ser t.d
as vantagP.nS que da nossa situação geogra- vamos- nos refe1
das congestões cerebraes obsen·adas n'esta phica e das circumstancias especiaes inheren-
cidade, o proprio impaludismo na sua forma portante melho~
tes ao nosso meio, dimanão em favor da sua
perniciosa cerebral, perfeitamente admittida constituição medica, cujos reparaveis defeitos Na soluçãl
como tal por Jaccond, Torr<!s Homem e outros esperão apenas a intelligente intervenção do porta attender
pathologistas e clínicos. Razões de outra ordem, poder publico, auxiliada da boa vontade. da principal é ev1
porém, nos impellem a acceitar a legitimida- população, por tornar~se completamente ínno- dindo que nas
de dos diagnosticas encontrados nos attesta- demorem residi
cua.
dos de obitos. Com tudo aqui deixamos con- veniencia, utihl
sigt:adas as observações feitas por nós sobre Do que fica dito, deduz-se que não temos de p;-otecçã:> <li
tres casos de febre perniciosa cerebral, sobre- um mau clima e que. vem-nos das impurezas de afüstamentl
vinda a regulares accessos febri~ francamente immundicies c (
(l) Ot•l'I(JiUP n t•it:ot f\tftl"HHi.O fttH' muito fr~qunnt.Pnn•nt.f'
palustres e referentes a um official reformado n c:J1n~tl da~ · 'enn \"lll"r,r-ra•< ou ''t--elnmp~ia InfA-ntil:' eont\fftt.fl
nal-as.
do exercito e a dois doentes da clínica noso- nu hTiltH;i~t) pndunJ.l.'IHlJ\ dtt wuet'sn. 1utt-~tiual por nlf ... A necessic
nt!!Hl·&IJ:' ,.::Tt)~""P11'0t\,
comial. tra o:; gazes n!l
A 1•ariola- que outr'ora dizimava as nos- f:l) Gon \'f~lll •lecln.I'IU" <fUC (1;t~ mu1~ti~ zyruHt.ka-:-~ ftrH· formão por phel
lll'h1~ da. inbt.UCÍJ\., aJhHht.~ o N,lra.mpào c a C••quelu:.:h !. no~ matcrias organ
sas populações, assumindo a forma de extensas d~IH\.n, t<t~IH t.nmn.l't\lu uunt·a, porPtn o n)'lp~et~ <le Ppldemh\~
epidemias, está hoje felizmente muito atle- lliOrt·ir~~ra~.
J~DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS I:!I

as manifestações
~maticos processos
p por nós aqui in-
li. vaccina. O povo
hensão das vanta-
l.S das inoculações
'ellas, ao contrario
songea-nos a pre·
contribuído para
~a propaganda por
terior do Estado
~s na direcção do

ps fallecidos verifi-
,osso quadro ser a
~sentada por uma
1 tambem. Não é
p1 seja, porquanto
lda está a creança
de morte, ou sejão
lém de que sendo
ninadas por moles-
to e encephalo ra-
1(t) facilmente ex-
gimen alimentício.
é impropria e má
J.:, creanças neste
Phtli,--J A1"CO.I
completa sobre a '''YlJ.-<!oM.M t.:RCIA. r•.
CEMITERTO PUBLICO
~eu ver, para pro-

la parctlla do obí- do solo, principalment:!, de nossa m.á educa- sobre a evolução, a custa d'estas mesmas ma-
ção hygienica as enfermidades que ainda nos terias, dos microorganismos pathogenicos que
que fali em os alga- .ulligem. Santemo.>, p::>is, o solo, cuidemos da ahi sã:> cnontrados, justificão a importancia
os factos, não ra- hygiene geral do nosso Estado e o veremos d'estas medidas.
idas se prolongã.o col!ocado entre as regiões mais salubres do A permanencia do homem sobre o solo
jmdo a integridade mundo. sendo a grande causa da impureza d'este, são
le uma certa robus- O problema do saneamento do solo, en- as populaçõ.!s urbanas as mais expostas as
Yolve questões de alta relevancia scientifi- nocivas infi ~tencias telluricas, pela maior copia
1anto é necessario ca, e fallece-nos competencia, para dar-lhe o de resíduos organicos que abandonão a super-
ão exacta, ao me- devido desenvolvimento ; comtudo pondo em ricie do mesmo. Assim tratando aqui do sa-
osso clima, pensa- contribuição as limitadas noções que temos neamento do solo, nos referiremos particular-
sto em evidencia sobre o assumpto e o ardente desejo que nu- mente a nossa capital, a maior cidade do Esta-
~ s ituação geogra· rrimos de ser util a terra em que nascemos, do, e por isto mesmo a mais carecedora de
!especiaes inheren- vamos·nos referir aos pontos capitaes do im- beneficios ~anitarios.
~ em favor da sua portante melhoramento sanitario. Entre as medidas de saneamento reclama-
~paraYeis defeitos Na solu<;ão d'estc gr:1nde probleq13. im- das pela insalubridade elo solo, urge attender
~ intervenção do porta atí.ender antes de tudo, que o seu. fim as que se ligão a desseccação dos pantanos,
~ boa vontade da principal t! <;vitar a impureza do solo, impe- ao esgotamento das materias fecaes e aguas
pipletamente inno- dindo que nas suas canudas supertlciaes se servidas, á blindagem do solo ou calçamento
demorem residios organicos de qualquer pro- das ruas e pralfaS publicas, a remoção e destrui-
~se que não temos
veniencia, utilisando para este fim processo:, ção do lixo, ao affastamento dos cemiterios e
de protecçã ') dirccta das mesmas camadas, ou a installaçào de um matadouro:
los das impurezas
de affastamento mais ou menos rapido das Des.)·empao dos jJantmws. Formadas as
tt1oit.o h·t•qnr~nttamt->Ht·~
tmmundicies c de tudo quanto possa infeccio- margens e adjacencias da lagoa que banha
~&111A lnft\ntH ,'' ton~h~tf' nal-as. a capital de terras de alluvião humosas ou
~n. lutt'l:'t.irtal JHH' nli-
A necessidade de nos acautelarmos con- arenosas, repousando sobre camadas f1mda-
rra os gazes n:)civos e toxicos que no solo se mentaes compactas e impermeaveis, facilmen-
~tia@ ~.\'luottt;lit prn· formão por phenomenos de decomposição das te ahi se formão os pantanos. A nullidade das
i. o e u e.,q u:~lu~h ~ 1111~
o li>OI>t>~tC' de <'flltleouia.• materias organicas e a noção adqllirida já inclinações produzindo a estagnação dsa
12Z I~DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

aguas e favorecendo a imbibiçã~ das camadas sangue do impaludado que elle é primeira- na aprove itar
porosas do solo qu':! occupão a sua parte sup~r­ meiramente encontrado. manter os res
ficial, determina a c~nstituiçã:) dos pantanos Se o corp~ do mosquito é o meio onde ~os.
JUzturaes que existem n'esta cidade. Afóra posteriormente vae se passar a segunda phase O pr~
estes, temos ainda no perímetro da cidade da vida do hematozoario, de onde veio este :llantar v<:get a
pantmw.r accirluttaes, nos p:mtos ou locaes, em para o primeiro impaludado ? ::res é mui to si
que o solo apresentando depressões de fundo Se estará autorisado a negar a existe ncia zar de simples
impermeavel tambem, de maior ou menor ex- do plasmadio no meio exterior somente porque ?"oduzido rea
tensão, ahi se demorão as aguas pluviaes. ainda se o não encontrou ahi affectando a Corsega, no li
Convém além d'isto cledarar que as valletas mesma forma que apresenta quando nos cor- cmros.
ou sargetas, p::>r onde se escoão lentamente e pos do homem ou do mosquito ? Entre ou
incompleta•llente as aguas servidas das habi- Sã::> estas e outras a interjectivas com que ;:.m sobre-sae o
tações, bem como as superficies, liquidas ou calmos pensadores interpellão os exaltados cer absorvente.
apenas humedecidas. pequenas embora, que defenso·res da nova escola.
se conservão, sem renovação, nos pateos ou O elemento causal da infecção palustre
quintaes, nas ruas publicas, no pavimento das prende-se, nãa ha duvida, a condições espe-
casas, etc. são outros tantos pa11tam1S acciden- ciaes do meio exterior, predominando entre
taes. estas as qu~ favorecem o desenvolvimento das
Já sabemos que o impaludism:> é o maior larvas do mosquito, que é, senão o unico, ao
inimigo da saude publica n'esta capital ; e se menos o principal vector do germen morbido.
bem que a moderna theoria sobre a transmis- Assim, emquanto não ficarem bem eluci-
são da malaria plreça querer innocentar o dados os p:mtos obscuros, continuará o solo
solo da sua participação na etiologia do impl- malarial a infundir justos temores como foco
ludismo, c:>mtudo o desapparecimento de en- de infecção palustre e é prudente não abon-
demias e epidemias palustre3 comcidincb com donal-o.
a benificiaçã::> do solo malarial em innumeras No plano, p~is de'uma campanha pro-
regiões, induz-nos· a acreditar ainda na sua phylactrca contra o impaludismo deve occupar
nefasta influencia. E:n favor d'esta interven· o prim~ir:> logar a dessec:1ção ou desap pareci-
ção do solo fallã~) bem alto os resultados das mente do.> pantanos.
obras de saneamento realisadas, na Inglaterra, Na noss.• capital não nos parece que
na França, na Hollanda, na Italia, nos Esta- sejão estes trabalhos de difficil execução at-
dos-Unidos da America do Norte, etc. tentas as circumstancias particulares que aqui
A propria escola italiana fundada sob os os favorecem , taes como a facilidade de adqui-
auspícios da celebre qescoberta de Ross acerca rir as precisas declivida1es para o mar e para
da vida do parasitá da malaria . no corpo do lagôa, a fraca espessura, em muitos pontos, da
mosquito, a despeito de dar ap-solo um papel camad:t fundamental impermeaveJ. etc. Confia-
secundarro; llão exclue, com tudo, a sua inter- das estas obras a um especialista de reconhe-
ferencia e assim affirma pela palavra de Celli, cida competencia, estamos certos, darião ellas ó
um dos seus mais notaveis adeptos "serem o mais feliz resultado, sem avultados dispendios.
habitat commum dos ovos, larvas e nymphas Varios são ós processos empregados pela
do anopheles, as denominadas aguils do solo, engenharia sanitaria por conseguir a desseca-
que apparecem á superficie e correm lenta- ção ou desapparecimento dos pantanos. En-
mente (valles, canaes etc.), ou são lentamente :em-se a vista d
tre outros citaremos : a dessecação por trans- !-Dnco com um 1
renovadas (lagos e poços), as quaes contem o vasamento com o auxilio de machinas eleva-
melhor pabubtm vitt:e para as larvas destes e. pois, para de5
deras, a rlrainage, a irrigação, o atterramento, a que por intermei
mosquitos," cultura, os poços absorventes, etc. oo solo.
Demais, como criteriosamente pondera Conforme as condições do terreno e as E ' tal a effij
Laveran " a nova doutrina deixando ainda disposições locaes são estes processos empre- :es a dessecação'
obscuros certos pontos duvidosos, seria pre- gados isoladamente ou combinados. cllega a affirmar
maturo concluir que o impaludismo é sempre a hygiene acons
N 'esta cidade ·se poderá, por exemplo
assim inocula<ljp". dos mais cert~
lançar mão da drainage combinada com a cul-
Por ventura ter-se á dito a ultima palavrã tura para a dessecação dos pantanos existen- .,genero aproveiq
sobre a inexistencia do germen do impaludis- tes nas margens e adjacencias do canal da populações e a~
mo no meio exterior ? Levada e Lagôa do Norte e utilisar-se dos Dão um
Diante do exclusivismo da nova doutrina, poços absorvent~s para o desappareci:. ento entre os outros j
não admittindo a existencia do plasmadio, das pequenas collecções de líquidos estagna- trabalhos de ~
senão nos corpos do homem e do mosquito, dos, formadas nas depressões do solo a custa cogne e da Hc
como explicar a primeira infecção, se é no das aguas pluviaes. Por toda a parta se de- terreno na Fral
<:onstituião regi4
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 123

Je elle é primeira. ,,a aproveitar a cultura afim de completar e cupadas por uma população doentia e mise-
manter os resultados obtidos com os outros ravel. Apoz a execução dos ditos trabalhos,
to é o meio onde processos. tornaram-se em bellas localidades, desappa-
a segunda phase O processo dà cultura que consiste em receram as molestias reinantes, as extensas
de onde veio este plantar vcgetaes apropriados as zonas palus- areas dessecadas transformaram-se em terrenos
tres é muito simples e pouco dispeadioso. Ape- productores e rapidamente augmentou a sua
1_negar a existe ncia zar de simples o saneamento pela cttltura tem população.
or somente porque produzido reaes beneficios na Algeria. Italia, Como um attestado brilhante do vigor
ahi affectando a Corsega, no littoral mediterraneo francez e desta raça de fortes que brotou de um paiz
l.:a quando nos cor- outros. conquistado ao mar, em grande extensão, por
uito? Entre outras plantas utilisadas para este golpes de perseverantes e rudes trabalhos de
terjectiva.S com que rim sobre-sae o eucal)tptus glal11tl1ts por seu po- saneamento, vemos hoje a pasmosa resistencia
<>llão os exaltados der absorvente, que segundo Rochard absorve que esse punhado de valentes, que se chamão
dez vezes o seu peso d'agua; convindo notar boers oppõem nas inhospitaes regiões africa-
infecção palustre que esta arvore cresce tão rapidamente e ad- nas, á desmarcada ambição de umas das mais
a condições espe· quire tal desenvolvimento que, diz Lambert, poderosas potencias do mundo.
redominando entre
esenvolvimento das
t senão o unico, ao
ao germen morbido.
ficarem bem eluci-
continuará o solo ·.<-·r·~ :.,·
,· ,:;:·.~~<.;:.
temores como foco ·, -~ ·-:. '~
···~><·:
rudente não abon-
.~'

~ campánha pro-
dismo deve occupar
fb ou desap pareci-

nos parece que


~fficil execuÇão at-
larticulares que aqui
facilidade de adqui-
s para o mar e para
!o muitos pontos, da
rmeaveJ etc. Confia-
tialista de reconhe-
~os, darião ellas o
.-ultados dispendios.
Ptu>t.-.JATtnÁ. "J',,·p.-(:oMMKIICIAL,
s empregados pela BARRO VERMELHO (.>ENEno)
nseguir a desseca-
dos pantanos. En- tem-se a vista com cinco annos apresentar o
secação por trans- A installação de um serviço regular de
tronco com um metro de circumferencia. Não esgotos para o affastamento dos dejectos e
de machinas eleva-
~- pois, para desprezar a consideravel drainage aguas servidas viria preencher nesta cidade
lo, o atterramento, a
que por intermedio das suas raizes ella opera uma das suas mais urgentes necesSidades.
~es, etc.
no solo. Realmente as deleterias fossas fixas ou fil-
les do terreno e as E' tal a efficacia das medidas concernen- trantes de 1ue fazemos uso constituem uma
l:s processos empre- teS a dessecação dos pantanos que J. Rochard das grandes causas da impureza do nosso
jnbinados. chega a affirmar que de toJas as medidas que solo, ao mesmo tempo que o é da atmosphera
]rá, por exemplo
inada com a cul-
a hygiene aconselha são as que dão resulta-
dos mais certos, porque os trabalhos d'este
e das aguas 5Ubterraneas de que muitas pes-
soas ainda hoje se utilisão, servindo se de po-
E pantanos existen-
~ctas do canal da
jte e utilisar-se dos
_genero aproveitão de uma vez a saúde da$
populações e a sua riqueza.
Dão um testemunho do seu valor real,
ços.
Outro-sim, os residuos organicos resul-
tantes das operaçõ~~s domesticas penetrando no
tl desappareci! ento entre os outros já citados de um modo geral, os solo, com o auxilie das aguas servidas, aug-
~e líquidos estagna- trabalhos de saneamento das !andes de Gas· mentão a grande quantidade de material or-
~ do solo a custa cogne e da Hollanda. 8oo,ooo hectares de ganico já accumulado por outras causas na
Joda a parta se de- terreno na França e r8,soo na Hollanda superficie do mesmo solo.
ronstítuião regiões pestilentas, incultas e oc- Um rigoroso serviço de esgotos, no qual
I:\DlC:\DOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

se attenda, com as mais aperfeiç.xtdas inst:ll- calçamentos e c:;tas op~raç5~s pJdem ser effec-
laçõcs. tdo s6 a um prompto t:l compl>;to affas- tuadas co:n a agua do mar.
tamcnto de todas e:>tas materias, . mas ainda a Podendo p.Hc:er qu·:! temY> a m:J.ior parte
sua desinfecção e cOJn-cniente destino. asse- das n :>.>sas ruas calç:1d:ts é conveniente não
gurando-se ao mesmo tempo a indispcnsavel deixar sem reparo os grosseir::>s defeitos ele
protecçào á atmosphera urbana. é n'esta capi- que s~ resente quasi todo o calç1mcnt::> da cida-
tal uma necessidade publica ele tal ordem que de e dizer que em rigor só tenn.>uma rua bem
não de\·e ser mais adiada. calç~da. Nas demais os trabalho:; tendo sido
As sargetas e as latrinas salientancb-se feito com pedras de dim :!!lSÕ:!3 e superticies
no numero das grandes causas de insalubri- irregular~s e sem Eun:ta:;ões e-;ta:-tques, mais
dade d'esta terra. da execuçà0 cl'esta medida servem para occultar pequenos p:111tanos acci-
advirá certamente para a sa ucle public:~ gran:le clentaes. que pr-:>teger o solo.
somma de beneficios. O serviço de remoçb d::> lixo, comquanto
O systema de t11do a e.'x"to é o que mais já hoje um pouco melhorado, reclama ainda se- t:ma grande
nos convem. feitas embora:> á,; pequenas mo::li- ria~ providencias, na sua pane a mais impor- OlmO para O

ficM;õ~:o; que as circums~ancias exigirem. :.'-ia tat1te-::> destino das materias re:novicl<ts. Ain- d...-.ritos a ·
falta d·:: aguas de outra o<igem p::tra o reg-ubr da actualmantc, com pezar o dizemos, vê-se so!o constam
funccionam~nto do systema, poderi::t:nos sem o lixo recolhicl0 pelos \'Chiculos da municipali- iocns de putT
incom·enient~ sen·irmo.'Hl:>s da.; (b mar para d~de ser empregado como adubo nos terrenos .-\lém d''·
o m:::~t!l~l fim. de pbn~ação sitaados no peri:netro da cidade licia saniraria •
e o qae mais é, como material para aterro de :::sabelecimen
.-\ con!lguraç1b do solo em que assenta a publica a me
pant:mos e terras deprimidas existenks mes-
capital. muit~ facil!ta:;í a cx~cuçã~J elas obras e
mo na<; ruas mais centraes. commercio ~
ao seu b::)!n funccionamento, p:>is que é elle Vrn forno de incineração, um tratamento Como c~
dividido em tres pbno.,. do.-> qua~" o mais simples pelo fogo, um aff,lstamento mais j.:stas reclama
baixo está a 8 metros acima d::> nivel cb mar. efficaz, pelo menos. devemos por em pratica ~por pane
segun ~lo as informaç5es que nos forão dados fid.ade das m~
para evitar que esta enorme quantidade de re-
por pessoa competente. síduos organicos continue a enriquecer o solo E o podei
A protecçiio do solo nas vias publicas é cnficar a j
de elementos propícios a formação de gazes no-
rcclanucla. já pela estagnação das aguas plu- civos e perniciosos e a pululação e conserva- 'r'ê na concing
víaes cJnsen·aclas pelas irregularidades do ção dos agentes microscopicos geradores de o que natural
terreno, que pojem tambem levar a viciaçã:l, de attendel-o,
estados morbidos diversos.
por seus vapores, ao ambiente das habitações, _:reito que r
ahi se introduzindo pelas camadas permeaveis 'Nã::> tanto pela simples influencia de vi-
sinhança, mas principalmente por defeitos inhe- alisação do
do solo. já p-:!la penetração na intimidade das :ação.
suas camadas surperliciaes elas immundicies rentes a sua installação, o fechamento do ce-
miterio d'esta capital tem se tornado uma ne- .\ appli~
que a actividade material dos grupos humanos de indicar p~
n 'elle vae lançando. cessidade.
~ã0 fossem n'elle adoptadas as sepulturas 'l:'m resultado s
Dos meios aconselhados pela sciencia p<~ra
acima do nível do solo e que as inhumações ~io. out~as. 1
blindagem do solo. o mais acc::ito e geral- u esta capua.
mente adoptado é o calçamento a pedra ou a ahi se effectuassem em um terreno sufficiente-
rnente permeavel e convenientemente, affasta- contra as e\'
madeira. CO:>.
do do lençol da agua subterranea não haveria
No emprego de qualquer destes meios, tanta razão para insistirmos na sua condem- T oda\·ia
deve-se ter na maior consideração a impermea- __ as referida"
bilidade de uma fundação perfeitam(:n:e estan- nação.
Preenchesse elle estas condições, e não :ompleradas p
que e ao abahulamento da sua superficie com particular a p
inclii:ações laterae!> formando rigolo.; em com- teríamos muito que temer nem os seus mias-
~ouas eontra a
mumcação com as boccas de esgote. mas. nem a infecção das aguas de infiltração,
nem mesmo a contaminação do meio urbano Em COIUJ
T em-se em muitas cidades estrangeiras dissemos. panl
ensaiado com bons resultados o c<i.lçamento das por agentes pathogenicos sahidos do seu solo.
ruas e praças com paralldepipecios de madei- Está hoje provado que um cadaver sepultado condições d~
a 1 ,so metros de profundidade em um ter- !actor t?tiol "'
ra. • Poder-se-ia• tah:ez com v·mtao-em,
. b •
intro: curso dos do·
duz1r esta pratica na nossa ca~ital, porquanto reno apropriado, nenhum perigo offerece de
nos é menos dispendiosa a a.;quisição da ma- contam~nação para o ar, 'para as aguas ou ções que se
tas de natur~
deira t d'esta possuem as Possas mattas espe- para o solo.
Desde os notaveis trabalhos da commis- gica.
cies que offereçem uma rijeza, uma resisten~
cia qu<!si igual a d<! pedra. Somente exige o cal- sào de saneamento dos cemiteríos de Paris, Embora

•1
çamento a madeira lavagens mais frequentes. sabiamente dirigidos pelo Doutor O.Du Mesnil, pureza da a
~ão poderá isto, porem .. constituir um embara· melhor esclarecidos ficaram os assumptos re- dos pára a
ço, porq ue de lavagens necessit1ío todos os lativos a hygiene dos cemiterios, cessando as
wmtudo
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

meios de sanear estes locaes. Os seres organi- das funcções physiologicas, no segundo caso. contamina~
sados, q ue se chamão microbio5. não resistem é negatit·a o seu papel. caf:$ e sub:.U
mesmo a esta diluição. Além da agua de que o homem se utilisa :W. bem pod
para as necessidades vitaes da sua economia, a,oentes infec
A sciencía ensina e a pratica tem sanc- .)idos de na
elle nã o pode d ispensar. para fins hygienicos
c ionado que a arborisação das praças e ruas é Sobre~
e industriaes, as chamadas nguas de uso.
um dos excellentes recursos para a purificação cionadas em
Poder-se-á. em 'ircumstancias especiaes,
do ar d as cidades. As arvores além das vanta- "ÍSinhança de
attendendo-se a diversidade do seu emprego.
gens da sombra, .tão agradavel nas. estações adoptar-;;e n'uma cidade uma distribuição du- .arrina~ e de ti
quentes, e de sen·1r para attenuar a m7ommo- --.1.o passh·eis
pla, servindo-se de aguas inferiores para os
da impetuosidade dos ventos, proporcwna ao m isteres outros que não sejão os da alimenta- que estabeleq
ambiente, pelo phenomeno da respiração. uma i><lntanos, fos!
ção ; mas sempre que fôr possível, a distri-
certa quantidade de oxygen io. fixando ao mes- além d'isto 1
buição unica para todos os fins. de uma agua
mo tem po o carboro. pura c em abundancia é a que deve ser prefe- nhum re\'eSt 'I
P or esta operação ell.as emprestão ao ar de-se que fac
rida ; devendo neste caso. como aconselha a
qualidades no\·as c puras. maioria dos hygienistas, ser o abastecimento ~uind~ as sua
Ainda pelo lado do solo, as arvores por in- feito com a ag ua de fonte, por ser esta a que
termedio de suas raizes, não só absorvem a hu- As ~au~
mais se avantaja em condições de pureza. são as q ue F
midade, como já sabemos, mas tambem apro- Quanto mais proximo da sua origem se faça a communs. rt!j
prião-se, para a propria nutrição de uma bôa captação das aguas da fonte, mais probabili- que mais se a1
quantidade das materias organicas que ah~ dade haverá em se conservar as suas boas bilidade. não
encontra, as quaes deixão pJrtanto de scn·ir qualidades, pois que convém lembrar que se tmpurezas o~
d e el emento para a infecção d 'este meio. como agua STtbterra nea ella deve a sua pureza circumstanCJa
D eve pois a municipalidade cuidar d'este aos rigorosos e n at uraes processos de filtração canalisação. l
melhora mento, procurando tirar partido das que :sol'fre ao atravessar as camadas do solo rtas Aguas ft
suas vantagens hygienicas em nosso fa\··:>r. e ao abrigo que este lhe dá contra os agentes Ellas são capj
Julgamos n~o devermCJ-nns impres:-:ion.1!· C:lm exteri ~ r:'!S. tornando-se agua de s11pe1:ficie fica dão o nome d
as infundadas accusa1,·ões ck ser a arbo,·i.,;aç:l.::> ella sujeita a innumeras causas de corrupção. :.o e sobre os
das ruas publicas uma causa de h:nnidade Quando uma só fonte não baste para o dencia fosse
para a s habitações. porquailto o que a hyg ic :H~ apro\·isionamento ele uma cidade, é de regra soe- ahi contidas
aconselha não é a creação ele liortstas. mais correr- ;e de tantas q uantas possão ser utilisadas telluricas e <
sim a plantação methoélica ele an ·ures dista n- para este lim; excluindo-se, porém aquellas que roda especie •
ciadas umas das outras e conn:nienwmcn te af- por s e a\·isinharem de panta!10S, depositas ventos e pel
fastadas das habitações. de immunclicies e out ros focos de infecção se nem contra os
A agua podendo ser uma d :L .;::<:;~~-~::; tornem de futuro um moth•'' de contaminação. mechanicos h
causas d a insalubridade de mn nucleo p:Jpu- Acreditamos que se entre nós fossem con- um outro res
loso. quer indirectam.::nte sub sid iando a ac-<Jt::> \'enie ntemente aproveitadas as innumeras tambem dese<
do solo, quer por eHeito d a ;;ua propri,1 impu- fon te::> que existem na grande area compre- rectamente pa
reza, o estudo das suas qualidades e me ios de hendido cntrç Bebedouro e Fernão-Velho, te- as conduzem
aprovisionamento publico, requl':r o mais cs- riamos resolvido a questão do abastecimento zendo em susJ
crup:·'oso cuidado. da ~o;;sa capital, no tocante a abundancia e organicas e 1
A agua é, como se costuma dizer. uma supe r ioridade das aguas. () mais s
arma de dois gumes : de boa qualidade, ella Gra\·es erros se commette n 'esta cidade c:xiste. que se
toma u ma parte importante no trabalho d a na escolha de ag ua para b ebida e outros usos maiores parti<
dig'!Stão, ou seja ctissoh·endo os alimentos e Sobre a qualidade d'estas aguas não te- A correcc
facilitando assim a sua :1ssimilaçào, ou seja mos uma noção segura, pois que nenhuma central é um
estimulando as funcções digestivas e excitando pesquisa scientifica foi feita ainda neste sen- clla não tem o
ao mesmo tempo o appetite pelo melhor sabor tido. ao que nos conste. zas incumbid
que empresta ás substancias alimentícias : A população serve se indistinctamente de bano.
impura ella actua, ao contrario. como um aguas de origens diversas : riacho Luiz da Francam
perturbador da, }aúde, determinando, ora sim- Silva, poços da Cambona. cisternas do Poço e sçrviço que
ples íncommodos e predisposições morbidas riacho Reginaldo. --\guas.
ora verdadeiras e graves molestias, taes sejão O estudo d estas aguas é uma das medi-
bs elementos constitutivos da sua impureza das de hygiene publica que mais reclama o Apczar d
(venenos chimicos, eleníentos banaes agin- nosso bem estár; porquanto parecendo, umas rias no senb
do a maneira dos corpos e.sLranhos, para- possllir gráos hydrotrimetricos incompatíveis não está aind;
sitas, microorganismos patho~;<.!nicos) . Exaltan- com o caracter de potabilidade que devem 'iatisfazer as «=
do a saúde no primeiro ca;: ) ella está no seu apresentar as aguas destinadas a fins alimen- cimento, por
papel p osili1'f} ; rompendo o natural equilíbrio tícios e havendo razões para suppor outras, meios que par
l~DlC.-\DOR GERAL DO EST ADO DE ALAGOAS

l
127

no segundo caso. contaminadas por infiltração de materias fe- As questões capitaes de que depende o
caes e substancias organicas em decomposi- aperfeiçoamento de mn serviço d'esta ordem,
homem se utilisa ção, bem podem ser ditas aguas vehicubs de isto é. as que se referem a pureza das aguas e
da sua economia. agentes infecciosos ou causas de estados mor- a sua abundancia, não as resolveu ainda a
fins hygienicos hidos de naturezas differentes. Companhia. Ua pureza das aguas fornecidas
ag11ns de 11so. Sobretudo as aguas da Cambona collcc- por ella pode-se ajuizar pelo que ficou dito.
·tancias especiaes. cionadas em poços superficiaes praticados na Com relação a quantidade dos mesmos só se
do seu emprego. ,·isinhança de pantanos, de fossa~; servindo de pr.•de d izer em \'erdade que é insufficiente e
.a distribuição du- latrinas e de tanques para la,·agens de roupas, incerta. .:-lão satisfaz as necessidades alimen-
inferiores para os são passi,·eis de bem fundada suspeiçâ~). pois tare~ de toda a população e muito menos á
"ão os da alimenta- que estabelecidos quasi que no mesmo ni,·el sua hygiene.
possível, a distri- pantanos, fossas. tanques e po\·os. e não sendo Persistindo as lacunas existentes n 'este
IS fins. de uma ag ua além d'isto protegidos estes ultimos p:Jr ne- serviço. bem lo-ge estamos ainda de attingir as
que deve ser prefe- nhwn revestimento impcrmeavel, comprehcn- proporções estabekcidas por sabios hygienistas,
como aconselha a de-se que facilmente intiltrações se dêlll pol- segundo os quacs uma cidade de pop 1lação
o abastecimento luind:> as suas ag-uas. igwd a nossa precisa de um abastecimento
por ser esta a q ue As aguas do riacho J ,uiz da Si h· a, que d'agua pma que corresponda a um fornecimen-
dições de pureza. sito as que pelo exame dos sentidos c meios to ele 250 a 300 litros por dia e por cada ha-
jia origem se faça a communs. re,·elão qualidade~ organolepticas bitante.
ite, mais probahili- que mais se approximi'ío das condições de pota- Convem advertir que não são somente as
~·ar as suas boas bilidade, não são no entretanto extremes de cidades sen·idas de esgoto que precisão de
ém lembrar que se impurezas organicas, como nos Ie,·ão a crer agua em profusão. Aquellas que como a nossa
deve a sua pureza circumstancias ligadas a ddeito de capta1;ão e praticão o escoamento para a rua, das aguas
ocessos de filtração canalisação. E' com estas que a Companhia servidas, carecem tambem de aguas em abun-
15 camadas do solo das Aguas faz o abastecimento da cidade. dancia. Tmagine-se que se em vez de termos
~ contra os agentes Ellas são captadas em um reservatorio. a que agua em raçã0, podcsse cada um de nós in-
de supuficie fica dão o nome de açude. estabdecido a eco aber- nunclar quotidianamente a sargêta da rua com
~usas de corrupção. to e sobre o solo nlÍ. sem que nenhuma pro,·i- agua do seu resen·atorio particular, que de be-
I não baste para o de ncia fosse tomada para proteger as aguas neficios não adviriào d'esta pratica para nossa
de, é de regra soc- a hi' contidas contra as impurezas ele origem salubridade ! Pode-se formar uma idéa d'este
p:>SSão ser utilisadas telluricas c contra os resíduos organicos de melhor·amcnto pelo elfeito temporario das chu-
porém aquellas que toda especie que para elle são arrast-ados pelos \·as sobre as mesmas sargêtas. l\·luito ao con-
mtanos, depositos ventos e pelas chuvas. do monte adjacente. trario do que acontece com o condemnavel
bcos de infecção se nem contra os excessos de temperatura. l\.-leios processo de remo~ão, a secco, dos resíduos ac·
·'de contaminação. mechanicos levão estas aguas do açude para cumulados nas sargetas, a deslocação das mes·
:e nós fossem co n- um outro reservatorio de alvenaria estanque. mas matcrias por intennedio da agua tE com-
as innumeras tambem descoberto, e d'ahi passiw dias di- pletamente .:em perigo. porque emquanto de·
!ande area compre- rectamente para os tubos de distribuição. que luidas ou presas por adhesão á agua, d'ellas
e Fernão-Velho, te- as conduzem para a cidade. onde chegão tra- cousa alguma se levanta para a atrnosphera
do abastecimento zendo em suspensão. ou diluídas. as materias, que possa prejudicar a saude.
~te a abundancia e organícas c mineraes encontradas no açude. Convencidos, como nos achamos, de que
O mai~ simples apparelho ~lc filtração não com os meios de que actualmente dispõe a
bette n 'esta cidad e existe. que se preste a deter, ao menos. as Companhia elas Aguas não pode ella attender
bbida e outros usos maiore~ partículas em suspensão. as necessidades da população, já acrescida, des-
bt.as aguas não te- A correcção das a.guas por uma filtração ta capital, cumpre-nos animal-a com urgencia
pois que nenhuma central ~ uma prccatH;ão indispensavel e a a armar-se de melhores recursos que a habili-
la ainda neste sen- dia não tem o direito de se furtarem as empre- tem a alcançar satisfatoiiamente os seus Jou-
zas incumbidas de um aprovisionamento ur- va\·eis fins. Uma reforma completa no seu ma~
lnrustinctamente de bano. teria!, nas suas installações, nos processos de
· : riacho L uiz da captação e distribuição é imprescindível para
Francamentl~ o dizemos é incompleto o
temas do Poço e que a Cc:l)panhia nos possa fornecer agua b(m
srrviço que nos presta a Companhia das r s1tjfirimte.
Aguas. Deve a administração do Estado ou do
é uma das medi-
e mais reclama o Apezar dos csfor\·os de algumas directo- Município. no ,intuito de acautelar os interesse~
lO parecendo, umas rias no sentido de melhorar a distribuiçã.o. da saucle publíca, fazer sentir a sua acção so-
cos incompatíveis não está ainda a Companhia em condi<;ões ele bre a execução d'este serviço. exercendo por
idade que devem satisfazer as exigencias de um regular abaste· um funccionarío de reconhecida competencia
adas a fins ai imen- cimento, por isto que são ruclimentares os uma efficaz fi• .... Jisação, mor•nente no que se
para suppor outras, meios que para este tim emprega. refere a qua!Ídil.dt: e quantidade das aguas.
I:\DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

E' de alta com·eniencia, no caso de uma Eis esboçado a grosseiros traços o plano
rcorgan isa<;ão. que. antes de ser iniciado o n(n·o geral do saneamento d'esta capital, faltando
scn·iço. exija o poder publico, da Companhia. apenas como complemento ao que ficou indi-
a prova cabal da pureza das suas aguas. mc- cado que os poderes publicos p:>r leis sabias e
cliante a exhibiçào elos resultados de uma ana- generosas concorrão para o bom exito d'esta
lyse completa das mesmas, praticadas por chi- s:1lutar campanha, assegurando e secundando
micos e bacteriologistas d e reputação conh..:- o.; seus reaes beneticios por um serviço de hy-
cida. E' alem d'isto indispensa\·el que a Com- gicnc p\1blica hem organisado.
panhia assegure por meio~ praticos poderem os .:\l~uma cousa j<'t havíamos feito é verdade
seus mananciaes fornecer ininl::rrompidamente quanw a este ultimo sen·iço, pois que durante
a quantidade d'agua 1)r,;cisa para contrabalan- a lg-uns anno:; a p;)pulaçào testemunhou a acti ·
<;ar o:-. i-!'a~to,., da populaç\o na sati:Ja<~.'í~J de ,·iclacll: <kscnvol\'ida pela nossa repartição es-
todas as suas ncces~·idndc~. tadoal de hy~ient! em bem da salubridade pu-
Se bem que nã'> nos jul~amos com a!> cnn-
blica.
\·enientes habilita</kS para tirmar opiniCíes ~o­
bre assumpto tão importante, comtudo o co- Tínhamos di\·crsos ramos d'esta interes-
nhecimento que. como tilh0 d'esia tcn·a. temos sanLe sccç1o de administração publica funccio·
ela sua riqueza ~!m a~Wb. ll•l"' antoi·is:t a di;~ er n:1 ndo regL:larmente. :\ss:m f>ri/Íeta SrtJÚ!aria .
qut não SÓ cJlas i1:Õ.·) 11()~ raJt.'í .), 111:\S até as t•> tf,·.>iJ{/t:r(cili (por m..:io de apparclhos dos ma!s
mos de bóa qua!icbd(·. ckp::nd(:mk• c\t> simplc:,..; a p;;;·ki<.;oaelos), r~(lirJt,rme:lf<' de cmzta;:iadt's
correcções mechanicas {: ma!,.: ap•:rf'·.~içJa cio.s ( tr.l:~-;porlados elll \'(:hiculo appropriado ).
processos de capta~·?io c t.:rmo-bs ;;o do!llicilio 7'tlt'ÚJI<T(Ü(J. dcma;:raj>llia e a11al_rH de medica-
em bôas concliçõe~. mentos <.!rã:-> exe::utados a contento. Hoje, p0-
Pensamos q\le me\h(l!' ampararia os s(!US n~m. que a insuffi::iencia do pessoal e tah·ez
int<::rcsses. conciliando com n:, do bem publico. deffi:.icn:.:ia do mat~::rial não pcrmittem mais
promovendo quan1o antes <l c,)Jnjnn h ia a re- a antiga movimentac;ão da Inspectoria de Hy·
forma por nós lembrada, custe-lhe embora a sua giene, pouco pode esta fazer. ficando a popu-
execução maiores dispendios. la~·ão a mercê das \'it is:-;itudcs sanitarias. se o
Persuadimo-nos que um detido estudo ele go\'erno não proYidenciar com urgencia sobre
questão far-lhe-á· com·cncer-se elas Yantagens a reor~anisação do referido serviço.
a auferir. Para facilidade do cksempenho c
qui<JI garantia elo capital empregado. estamos Rcalisadas todas estas medidas de accor-
bem certos de que o governo não lhe recusará do com as novas prescripções scientificas, te-
o seu ,·alioso auxilio, uma vez que se trata de remos collocado a nossa capital nas condições
encora jar um emprehendimento que tão inti· de uma cidade verdadt!iramente n'loderna no
mamente se prende ao mais ,·ital de todos os ponto de \'Í!:>ta ela sua hygiene, assim presumi-
interesses-· os da samle publica. mos.
ls traços oplano
capital, faltando
que ficou indi-
p~r leis sabias ~:
bom exito d'esta
!lo e secundando
~ serviço de hy-
1
s feito é verdade
pois que durante
l!t!munhou a acti-
!::.a repartição es-
la salubridade pu-

ps d'esta interes-
f publica funccio-

Wü uIP111ü1\~
JÃ\ l9)1.Fj E
1 / 'c•liaa sanitaria.
parelhos dos ma:..,
i de ccmtagiado.; u ·-~
do appropriado ).
r ahu de mtdica-
llle~to. Hoje, p~l- -
p essoal e tah·ez
1 permittem mais ADMINISTRAÇAO EFINANÇAS DO ESTADO
nspectoria de Hy-
'· ficando a popu-
~ sanitarias, se o PELO
ku urgencia sobre
o::rviço.

~
medidas de accor-
scientificas, te-
,1ta.l nas condições
Dr. Eusebio de Andrade
~nte n'loderna no
r.t!. assim presumi-
GOVERN O DO ESTADO

Pela fei\·:lo impress:~ a e::>!a obra consa- de impo3tos. de fixaçãD d:1 fon;a publica, de
grada a dirulgação das cousas do Estado de autorisac~1o ele emprestimos. de reforma consti-
Alagoas, quer p~los dem:tis departamentos ela tucional. de clecrcta\Io da accusação intentada
Republica. quer m;;::;mo pelo exterior. necessa· c:mtra o gO\·ernador e contra os membros elo
rio é, nesta parte, entrar embora laconic:1mcn· Tribunal Superior. as quaes sã::> da privativa
te. em pormenores sobre o complexo do!> prin - com pctencia da C amara.
cípios hasicos e das leis reguladoras ela supre- Tamb~m pri\·ativa do Senado é a posse
ma clirecçlo elos negocios publicos e bem elo gr)\·ernador e vic::-gorernador e o julgamen-
assim expôr o modo e fórma por que se faz to daquclle e dos membros do Tribunal Supe-
sentir a acçlo do governo nas ,·ariadas rela- rior. nos crinws ele responsabilidade.
ções sociaes.
Cada legislatura é de dous annos e as
Alagoas. como os demais 19 Estados do
ses~ões annuaes de dous mezes, pod~ndo estas
Brasil, é um elos membros componentes da
União Federal Brasileira. constituída sob 6 porém ser prorogaelas por deliberações do pro-
prio Congresso. adcliadas ou convocadas ex·
regimen republicano. no li\Te exercício ele
sua autonomia. traordinariamcnte pdo go,·ernador. A reunião
extraorclinaria elas camaras é constitucional-
O seu territorio é o mesmo cb antiga
província qual existia ao tempo do imperio. mente marcada para 1 5 ele abril.
Como os demais Estados. se. rege pela
Constituiç:to c pdas leis adoptada:s sem outras
restricções além das que estão expressamente Leis
estatuídas na ConstittlÍdo Federal.
O apparelho go\·~rnati\·o tem por orgitos Os projectos de lei são submettidos a trcs
o Gon:rnaclor elo Estado, o Congresso e a ~fa­ discussões em cada um dos clous ramos do
gistratura. que funccionam harmonicamentt: parlamento <! enviados a:) governador para a
sem pr;;:juizo da independcncia que entre si respecti\·a sancção pela tlltima camara que os
de\'em manter na orbita da competencia tra- approYar.
~ada na Constituição : são os orgãos dos tres Si o gm·emador os sanccionar, os assigna-
poderes políticos: executh·o. lcg-islati,·o e jucli- rá e fará publicai~-; como leis do Estado ; no
ciario. caso contrario os devolverá á camara que os
hom·er iniciado expondo sob sua assignatura
Poder legislativo os motiYos ele seu 1•et".
O projccto assim deYoh·ido será de no\·o
O poder legislali\·o é delegado ao Con· discutido por uma só vez e se fôr appro\·ado
gresso que se compõe de duas camar.as : a por dous terç.os dos membros presentes, será
Camara dos Deputados com 30 membros e o remcttido a outra camara, se nesta, mediante
Senado co;n 1 5. o mesmo processo, for igualmente approvado.
O tn3.ndato de deputado é de dous annos, será publicado como lei, pelo presidente ela
e o de senador de seis, procedendo-se as res- camara que por ultimo o approvar.
pectivas eleições simultaneamente no ultimo
anno de cada legislatura a t. 0 de ~ovembro. O governador dará ou negará sancçãv
por voto popular directo, rcnoYando-se o Se- dentro de dez dias ; si o não fizer dentro dest<.:
nado p:!lo terço de seus membros, biennal- espaço de tempo, entende-se que qualquer
mente. projecto está sanccionado e será então publi-
A iniciativa das leis compete a qualquer cado pela mesma fórma acima referida.
das chas casas do Congresso, excepto as leis
I~l>JC.-\])OR GElC\L DO ESTADO DE AL.\GOAe

Poder executivo Poder judlclarlo


() poder ~.:xecutivo do Fstado tem por <) poder jüdiciario tem p:>r orgãos :
chefe um g->\'~.:mador. ..:kito p:.lr 3 anno,.;, sub 1 ") ()Tr1bunal Superior. COilllX>sto de 7
-;tituiclo em ..;uas fa lt::ts c imp!!dimentos pelo membros. com sede na cap1tal ;
1·ice-~m·ern:dur. eleito simultan~am~nte com 2") Os juizf!s de direito;
dle.' 3") Os juizes substitutos :
:\ :-:ubstituiç:lo. no caso de impedimento .r') O jury :
ou falta du ,-jc~-governador s~.: far;i na seguiHte 5") Os juizes de districto.
ordem : presidente do Senado. presidente A competencia cto p:Kler judiciario abran-
ela Camara. vicc-presiclentc do Senado, vice- g-e todas as materia:; contenciosas. sendo o
pn::sident<.: da Camara dos 1)eputaclos. unico poder de julgar; todavia ~ pcrmittido o
() ~o,·c rnador ~6 é reelcgÍI(:I trcs annos juizo arbitral entre as partes capazes de tran-
depois de terminado o seu 1i1andato, n:'ío po- gir.
dendo ser tambem deito para tal cargo o sub- ( )s membros componentes do Tribunal
stituto que houn::r exercido o governo nos Superior. bem assim os j\tizes ele direito são
ultimos o.;~.:is mezes ankriore~ a eleiç?w. \'italicios, só perderão o cargo em virtude de
< >:.; períodos g(_,vcrnamentacs ~c contam sentença ou de incapacidade physica ou moral
sempre de 1.? de Junho de J8<)I. declarada por lei .
.\ ddção se fax por \'Oto popular directo .-\lém de Yitahcios. os juizes de direito
dous mezes antes de cada período governa- são i namoviycis, só podem ser remo\·iclos a
mental: sendo a respectiva apura~Jto procedi- pedid0 ou mediante processo especial em que
da pelo Senado. considerando-se eleito o que se prove ser prejudicial sua pcrmanencia no
obtiver maioria de votos. município .
.-\. po~sc tE dada peb Senado, perante .Este p:(Jcesso especial póde ser instaura-
o qual o governador prestará a promessa. :-.ião do p:.1r iniciativa do procurador geral do Esta·
estando reunido, porém , o senado, far-se-á pe- elo ou pela repre.;entação do conselho muni-
rante o Conselho Municipal ela capital. cipal, ou da camara dos deputados ou por mediante cx.u1
F.ntre as attrihuições delegadas ao goyer- qualquer pesso:t elo povo, cabendo o julga- tir os empr~g
nador destacam-se as de sanccionar, promulgar mento ao Tribunal Superior. pro<x:ssos crin
e publicar as leis c resolução do Congresso ; Julgada procedente a remoção o gover- Supremo Trib
expedir decretos. regulamentos e instrucções nador declarará avulso o magistrado. Tribunal ,·en~
para execução das leis ; conYocar extraordi- A furkção do magistrado em Alagoas é T:.:m tam
nariamente o Congresso : contrah1r os cmpres- incompatível com qualquer outra seja do go· \·oto. porém. c
timos autorisados pelo Congresso : celebrar, verno, seja electiva. ~ão percebem os magis- meado, ag::>ra
sem caracter político, com autorisação do po- trado:s emolumentos que são cobrados em sello como orgão de
der legislativo, ajustes e convenção com qual como renda elo Thesouro. cia, repres..!nt;
quer Estado: perdoar e minorar as penas im- resses, e dos <
postas aos réos condemnados por crime na intcrdictos c é
jurísdicção do Estado, ouvindo o Tribunal TRIBUXAL SUPERIOR
Superior.
Responde o governador, nos crimes com- Compõe-se actualmente de sete membros
muns. perante o Tribunal Superior e nos de escolhidos entre os juizes de direito do Estado,
responsabilidade (cujos característicos a Con- na ordem da antiguidade. ~ão podem servir
Todos
stituição determina em seu art. 63 e §§) pe- conjuntamente os ascendentes e descendentes um, pelo m~
rante o Senado, depois que este confirmar a e os collateraes até o 3" gráo civil. do::. de um j
,\ccusação decretada pela C amara dos I )e puta- Compete ao Tribunal : julgar em segunda
~.:>us, com a
dos. e ultima ínstancia as causas decididas pelos
lendo funcça
O governador t auxiliado por dous sccre- juizes· de direito ; os contlictos de jurisdicção
ções.
tarios. agentes de sua confiança que lhe subs- judiciaria e os que occorrem entre autoridades \'inte t: ~
cre\·em os actos ; presidindo cada um delles a administrativas e judiciarias : os crimes com-
do Estado :;,ã!
secretat'ta do interior e da fazenda. muns do governador, os de responsabilidade
vencendo os
Estes agentes nrto são responsaveis so- e connexos dos juizes de direito, procurador
do interior +-1
lidariamente pelos conselhos ministrados ao geral e secretarias de estado : a suspeição pos-
Os Juize
~overnador e pelos actos deste ; mas inclivi - ta aos seus membros. aos dous juizes de di-
Governador 1
duahnente pelos que expedirem em seu nome. reito da capital e dos demais municípios qut>
que ii-verem 1
~os crimes de responsabilidade os se- tão proximos estejam da capital que> se possa
vo como ad\1
cretarios serão processados e j ulgaclos pelo ir e voltar no mesmo dia ; conceder habeas-
_I uizes Substit
Tribunal Superior, e nos crimes communs pela corjms : rever annualmente a lista dos juizes
bilitados pera
justiça ordinaria. de direito ; conferir provisões de aclvogaclo
[:\ !HCATJOR CER:\L 1>0 ESTADO TlE :\L:\GO.-\S 1 33

o
p. u orgà0s :
tr. comp:>sto de 7
~1.

[,~~JUd'tc1ano
. . a lHa n-
,noosas. sendo o
tia ti permittido o
1 capazes de tran-
~nes do Tribunal
~res de direito são
rgo em virtude de
I physica ou moral
juizes de direito
•1 ser removidos a
p especial em que
ia pcrmanencia no
1:-\H.io ;,o i"H \11'1 ..
DR. Tt·JEOP JJJJ.o nos S ,\);TOS
lpóde ser instaura- :\1.\:s:UF.I. G:->~1 ES RI H<: l KO
~or
C'IH\:t• •lo au:i;:u l':l r tidt) l.: lJl'l"lll
geral elo Esta- :--,·un•lPr Ft·d.-nd
~o conselho muni- Compete aos jui1.es de di reito: julgar to-
deputados ou por mediante cx:un::: : nomear, su;;p;.:nder c demit- elas as causas de \'ill'lr superior a CiooSoco i
cabendo o julga- tir os empn..:gado:; ele sua secretaria: rever os concedcr hal>t'tl.\·t'f/rj>IIS; jul~ar os c!·i me.;; deres-
processos crime:~' caja rc\·isão n;io pertcnc;a ao ponsabilidade e os conn..:xos d os r~p;·csçntan­
rcmoçào o govcr- Supremo Tribcm::l Federal. Cada membro do tantes d0 ministt!rio publico : clecidir as sus-
jlgistrado. Tribunal \·er.ce :l.!mua:m:.:nte 7 :::o o Sooo. pei<;ões postas aos juizes ~ubst i tu to:~ e juizes
~do em Alagoas ~ Tem lambem assento neste 'l'ribunal. sem de districto e ao juiz d<: direito do município
Potra seja do go- voto. porém. o Proctmtclor geral do Estado no visinho : decidir em appellac;ão as c:1.11sas jul-
~rcebem os magis .. meado. ag:>t·;1 \'ÍtalicíanH.:ntc pel:J governador, gadas pelo juiz sub~;titc;t0 e pc!ns juizes de dis-
~ cobrados em sello como orgão do ministerio publico da 2." ínstan- tricto de sua comarca: com·ocar e presidir o jury.
cia, representante do Estado c de seus inte·
resses, e dos ela justic;a publica, d o:> orphãos. Jt;tzEs ScBsTnTTOS
ínterdictos e ausentes.
ERIOR
Jl: I Zr:s In·: J) 11{{-: ITO Em cada município existe um j:liz substi-
de sete membros tuto, com trcs supplentés. nomeados todos pelo
• direito do Estado. go,·ernador, de quatro em quatro annos, sendo
~ão podem servir preferidos para estes cargos os doutores e ba-
Todos os municípios elo Estado que con-
ltes e descendentes
r civ11.
julgar em segunda
tam, pelo menos zo.ooo habitantes. são pro\·j.
dos ele um juiz de direito, tendo o da capital
chareis em direitO.
Os juizes substitutos só perdem seus car-
dous, com a denominação de 1" e 2 " vara, não gos por sentençacondemnatoria. p:>r mudança
fLS decididas pelos te ndo funcções privativas em suas attribui- clellniti\·a de residencia para fóra do município
tos de jurisdicção ções. e por acceitaçfto de cargo incompati,·el com a
11 entre autoridades judicatura.
\"intc e um dos trinta c quatro municípios
s . os crimes com· Actualmente, por fon;a da ultima reforma
do Estado são pro\·ido:; de juizcs dt: direito.
responsabilidade judiciaria, aos juizes substitutos compete: jul-
vencendo os da capital +.Soo5ooo annuaes e
direito, procurador gar as causas ciYeis e commerciaes até 6oo$.
o : a suspeição pos- do interior +.662Sooo.
Os J uizcs de Direito st!rào nomeados pelo com recurso para o juiz de direito; executar as
dous juizes de di· sentenças, tanto as que forem por elles proferi-
Governador d 'entre os Bachareis em direito
1ais municípios que das. como pdos juizes de direito e tribunal su-
que • verem quatro annos de exercício effecti-
pital que• se possa perior: fazer corpo de delicto e formar culpa nos
vo como advogados. ;romotores publicos ou
· conceder habeas- crimes communs at~ a pronuncia inclttsive.
Juizes Substitutos. inscriptos na lista dos ha·
a lista dos juizes com recurso necessario para o juiz de direito :
bilitados perante o Tribunal Superior.
!SÕes de advogado
!34 INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

ordenar a prisão dos culpados ; conceder prisão em flagrante; exercer as funcções que
fiança provisoria e definitiva em qualquer ter- por lei eram da com petencia dos juizes de paz
mo do processo sujeito ao seu conhecimento ; relativamente ao casamento civil e .ao registro _\nos~
preparar os processos para o julgamento pe- de nascimentos e obitos. nicipio comd
rante o jury; convocar e presidir a junta revi- A eleição. destes juizes se procede con --\lagO:l-" na
sora de qualificação de jurados ; sortear nos juntamente com a dos membros dos conce·
rdaçõc;.' co~
municípios annexos, os jurados para cada ses- lhos e Intendentes dos municípios, biennal- tradicçciés. 1
são do jury, em virtude de notificação do juiz mente. a.utonoma p;
de direito; abrir concurso dos pretendent~ \-ão e cultur~
aos officios de justiça ; prover interinamente
O F.si~
Jt;RY
os logares de serventuarios de justiça; nomear, cujos nom
demittir e punir correccionalmente os officiaes E' o tribunal competente para julgar as parte desU
de justiça de seu juizo ; preparar todos os causas crmunaes. Todavia a Constituição per- S:io co•
feitos cíveis cujo julgamento pertença ao.> jui- mítte que quando o Congresso o entenda con- cJe,·ado :i
zes de direito ; publicar as sentenças civeis veniente o institua para conhecimento tam- ,ües tOpogtj
e commerciaes, podendo ser perante elles in- bem das causas civeis. ::..éd~s dos 1
terpostos e preparados os recursos que no caso Ninguem é isento da jurisdicção do jury, dos mteres~
couberem, salvo as decisões de competen- mesnn nos crime3 de responsabilidade salvas ,-oado. cemrl
cia de juiz de direito ; a abrir os testamen- as excepções consignadas na Constituição, a menos. 10.~
tos; substituir aos juízes de direito na<> suas que já nos referimos acima. ()s mw
faltas e impedimentos. O alistamento geral e supplementar dos trictos.
Reputam-se sempre excedentes da alçada jurados é feito por districtos em lista alphabe- O muu-
dos juizes substitutos as causas sobre estacb e tica. lançada p::>r copia n·:> livro respectivo. lhll, compo!>l
capacidade civil das pessoas ; a red:lcç:io de Das decisões do jury não ha outros re- na proporçlC
testamento a publica fórma, validade e nulli- cursos senão a. appellação para o Tribunal Su- bitantes. eld
dade da disposição de ultima vontade, a reno- perior e o p~otesto poi: novo julgamento. mente ;
vação e destituição de tutores e curadores ; :1 O jury reune-se de tres em tres m\!zes e lJm In
declaração de quebra e rehabilitação dos falli- celebra sessões publicas em dias successivos local eleito s
dos, o dh·orcio litigioso e nullidade de casa- para o julgamento de todos os processos pre- .lente e o cor
mento. parado:>. dois annos.
Existem no Estado 34 juizes substitutos,
~a falU
vencendo os bachareis em direito 2 .4oo$ooo 1\.f !N1STERIO PUBLICO
annuaes e os não formados 1.356$ooo. dimentos o
Sómente os juizes formados, quand:J subs falta deste o
Além do procurador geral, seu represen- O cargC:
titundo os de direito, poderão presidir o jury, tante na 2" instancia, tem por orgãos os pro-
conhecer as suspeições postas aos juizes de to, o de Tnte
motores publicos. os curadores e os adjuntos Cada C
direito e proceder correições. de promotores. Em todos os 21 municípios annualmente
providos de juizes de direito existe um pro- substituído, t
)UJZ.ES DE DI:-;TR!CTO mot0r que exerce tambem as funcções de cu- mais votado.
rador geral. Comp(!t
São electivos e servem por dous annos A nomeação destes auxiliares da justiça deres de seu
em numero de dous em cada districto, ser\'in- é de li\Te escolha do governador, só podendo, julgar das ele
do cada um durante um anno, substituindo-se com tudo, recahir a nomeação effectiva em dou- sem recurso
reciprocamente. tores ou bachareis em direito. ~ão p01
Na falta ele ambos os substituem os imme- Pela succinta exposição da organisação selho munic
diatos em votos. Só podem ser eleitos para taes judiciaria de Alagoas;,~.verá o leitor haver ella eles judiciari
cargos os cidadãos que tiverem os req\1esitos obedecido á pressão exercida pelos nossos an- do Estado e
para serem eleitores, e q\1e tenham residencia tigos habitos, uniformisando-se aos velhos cos- l!Xactores d 'l
no districto desde dous annos antes da eleição. tumes. Pouco ou nada diversifica da organi- obras munic1
Aos juízes de districto compete, wz parte sação dos demais Estados da Federação. les das rendi
civil: o processo e julgamento das causas cí- Domina em nossa organisação judiciaria
veis e commerciaes de ,-alor não excedente a ~a ele
os mesmos princípios fundamentaes-a ime-
3oo$ooo, exceptuadas as de bens de raiz, fis- m(}bilidade, i?tegibilidtrde dos magistrados e sua ,-crnador. qu
caes, orphanologicas e as da provedoria ; a pre- vitaliciedade, como garantias da independencia eleitor vota E
sidencia do acto do casamento civil, (menos no necessaria á delicadíssima missão de juiz, tentemente
districto da capital) ; 11a. parte criminal: proce- nem sempre bem comprehendida entr.-anto cargos.
der a auto de corpo de delicto ; prender os pelos que se consagram n tão honroso sacer- Apurad
culpados no seu ou no alheio districto ; conce- docio. ções, lavra-54
der mandados de busca ; fazer lavrar auto de \lm resumo t
extrahirão d
I~IHCADOR GERAL DO ESTADO DE :\LAGOA.S '35

as funcções que Organlsação municipal remclticlas lacradas uma ao governador do Es-


dos juizes de paz tado e outra ao Presidente do Senado.
civil e .ao registro A nossa liberal Constituiç:lo define o mu- .-\ apuraç'lo é procedida p~lo Senado.
nicipio como :t circum~cripção do territorio de .-\.s attrihuiçr>cs do Conselho comprehen-
tes se procede con .-\lago:ts na qual os cidadãos associados pehs d~m em sua generalidade a vo ta1,~1o c regula-
~bros dos conce- relações co:nmuns de locaiidade. d'.:! trabalho c nv~ntaç:to da-; medidas relativas á economia e
unicipios, biennal- tradicçõ~s. vivem sob uma organisação li\·re e administraç:L.l municipal. interpretando suas
autonoma para fins dt: economia, administra- proprias lei~. :;uspcnciendo-as. rt:vogando-as,
ção e cultura. expedindo regulam::!ntos e instrucções para
O Estado está d i,·idida em 3~ mtmlclpiO:> sua b::>a cxecu~,·'io. sem dep::!nclencia de sanc-
cujos nomes jú se acham registrados na 1 .~ ç1.:l ou apprO\·ação de qualquer outra autori-
.e para julgar as parte desta obra. dade.

~
Constituição per- ~lo condições para que um territorio seja .\-; fun:ções elo Intendente envolvem os
o o entenda con- clc\·ado á catheg::>ria ele município: disp::>si· act'JS do::: execuc;;t::> das delib;:rações do c;anse-
nhecimento tam· ções topo~raphica~ natnracs : distancia elas lho c a administra<;ão c directa direc·:ão de
sécles dos municípios existentes : distincç:'ío todos os clepart::un ~ntos e servÍ<;Js da munici-
ôurisdicção do jury, dos interesse:; loc:1.es. dcn~nclo p)ssuir um p:.>· paliclad::.
bnsabilidade salvas voado, centro ele todas a<> relaç5es : te:·, p::lo E' o Intendente quem formula annual-
I t l Constituição, a menos. 'o.ooo habitantes. menle a propJsta do orçamento municipal que
Os municípios são subdi\'iclidos crn dis- o C~lll-;elho acceita nu não. altera ou modifica.
1 supplementar dos trictos. a seu arbítrio.
1s em lista alphabe- O município tem p::>r or~ão,; : um Con,·e· .\s leis e res~>luçõcs municipaes quando
'\70 respectivo. !h", composto de 7 a 12 m~mbros no maxim:>, IÜ') tenham praso d::terminado para sua obri-
não ha outros re- na proporçJo de um conselheiro por z .ooo ha- gatoriedade. tornam-se obrigatorias e execu·
~a o Tribunal Su- bitantes, eleitos por surTragio din:cto, biennal· torias clepJis de 15 dia·; de sua publicação.
l julgamento. mente : O I ntenclentc não tem voto .10 conselh~.
res em tres mzzes e Um Jiltendcnte. chefe da admin!straçã'J 0.; conselhos municipaes regulam o ser-
1:n dias successivos local eleito simultaneamente com o 1'i(e-intm· viço hygienico que diz respei to as praias.
s os processos pre- de~ile e o conselho. para servir tamhe!ll p;)r cae~. esg<>tos. cemiterios. curraes. matadouros,
dois annos. e extincção de pantanos ; e supei"Íntendem a
consen·açiio das mattas. estradas. ruas, pra·
buco ~a falta do Intendente c em seus imp'.!·
dimentos o substitue o 'i'tá-iltf<?.'lf!ente c na ças. jardins. logradouros, mercados. abasteci-

~
lal, seu falta deste o presidente do Conselho. mento cl'agua, ill\llninação, assistencia publica,
represen- O car~o de membr0 do conselho é gratui- extincç1o de incendios, exercicios de caç:l e
r orgãos os pro- to, o de Intendente porém é subsicliclo. de pesca. etc.
ores e os adjuntos Cada Conselho terá um presidente eleito, 1\:rante os conselhos o Intendente presta
I os 21 municipios annualmentc. pdos seus membros entre si, e annualmcntt conta ele sua gestiio, e biennal·
~ito existe um pro- substituído. em suas faltas. pdo conselheiro mente apresenta-lhe o balanço d a receita apu-
as funcções de cu- mais votado. rada c ela despeza effectuada com as demons-
Compete ao Conselho r<:c~nhecer os p~­ trações necessarias.
pxiliares da justiça deres de seus membros ~ os do 1ntendt:nte e .·\s p~1sturas e leis municipaes quando
ptador, só podendo, julgar das eleições que interessam ao município. contrarias as leis fecleraes ou estadoaes, ou
lo effectiva em dou- sem recurso para qualquer outro poder. quando offensi\·os elos direitos de outros mu-
ko. :.--.i~o podem ser eleitos membros elo Con- nicípios. são nullas : mas somente o Con-
jio da organisação selho municipal nem intendente: as autorida· gresso p:.>dcd decretar a nullidade, salvo
~ o leitor haver ella eles jucliciarias e militares quer da União, quer quando tra:ão de dispnsição orçamentaria
~ pelos nossos an- do Estado c as judic iarias do mnnicipio: os contrario á lei da descriminação de rendas.
p-se aos velhos cos- exactores do município : os empn.:itciros de cas0 em C]lle o Go\·ernador do Estado poderá
·crsifica da organi- obras municipaes e contractantt::s e arrematan- determinar a suspensão. submettendo seu acto
a Federação. tes das remias ela municipalidade. ao conhecimento do Congresso em sua primei·
k<Wisação judiciaria :.--.;a eleição para g-overnador c vice-go- ra reunião.
pdamentaes-a illa· Fóra deste caso o goYerno do Estado
vernador. que pela mesma fôrma se faz. cada
magistrados e sua não poderá intel \·ir nos negocias peculiares
eleitor \"Ota em duas cedulas distinctas compe-
da independencia aos municípios.
tentemente rotuladas, para cada qual desses
~ mi_ssão de .Juiz,
cargos.
ihend1da entr«lmto Apurados os YOtos em cada uma das sec- Reglmen eleitoral
l tão honroso sacer- ções, lavra-se uma acta especial, publicando-se
um resumo em editaes e pela imprensa, e se As eleições para todos os cargos clectivos
extrahirão duas copias authenticas que serão em Alagoas. quer cstadoaes quer municipaes,
t36 l.:\UlCADOR Gr:RAI. J>O ESTADO DE ALAGOAS

se proc~derão pelo alistamento actualmente RENPA J::STADOAL Rendadas te


feito no:; termos da Lei federal n. 35 de z6 de estiver s
Janeiro de !8<)2. Constituem renda d:> Estado as seguintes séde do
Pela disposição do art. 25 § 7° da citada contribuições. annualmentc lançadas pelo Impostos sol
lei, a copia do alistamento que é rcmettida ao Congresso: Licença anni
go\·ernador é por este Ct1\'iada aos Conselhos Imposto :;obre export3ção de seus productos commer<
Mu:1icipaes. · e manufacturas. esta conl
Imposto sobre tr~nsmissões de propriedades, tooSooo
A eleição para deputados e senadores se cnntra':t~s, arrendame!ltos, aforamentos ou
procede a J o de N oYembro do ultimo anno mais cid
locações, sobre leilões c laudemios. Impostes siQ
da legislatura.
Stllo fixo e proporcional quanto aos actos C0ffi os
Na de deputados cada eleitor. em todo emanados de seu ;;o\·crno e neg~cios de affectem
Estado. vota em dous terços do numero dos de- sua <:conomia. estadoal.
putados (actualmente em 20, por serem 30 os Emolumentos de s uas r2partiçõcs.
membros da Camara) e na de senador em Sellos de her3nça e legados.
Por forç
tr.es nomes. Han~ndo mais de uma \·aga de :\ovos e velhos di r .:i tos.
senador por fallecimento ou renuncia elo man- ciso registrar·
Imposto sob;·e marinhagem, ton ~lagcns e cas-
dato o eleitor votará separadall1Ellllte para cada rar com imPQ
cos de emb:uc:<c5es. quer que seja
uma dellas. Imposto-; sobre, cGq.ueiros.
producç."i.o de
As eleições s:ío feitas por sc.::ções munici- Foros e rendimentos de be:1s ou estabeleci- transitarem,
mentos de sua pmpri.::dadê.
paes qu~ não d e-.·erào conter mais de 250 depositados r
eleitores, tal qual se dá na'> eleições federaes. Impostos fJobre industria3 e profissões.
clue a prohi•
A apuraçào se fari trín!tT días depois de Bens do C\·ento e l·::;;ados pios não cumpridos.
impostos int.,
finda a eleição. Reunidos na sede do Conse- Dizimo de gados.
causas do at
lho Municipal da capital o president~ do mes- Rerd as das ~erras publins.
ducção agricc
mo Conselho. os 5 membros m:tis \'Otados c Impostos snbn: transíercn~ias ele pri,·ilegios e
os 5 immediatos ao m:~nas \·otach. procede-se prorogaçôcs ele contractos.
a leitura e apuraç:'io do:; \'Otos wnstantes das Imposto sobre !ns::ripçõcs de exames. RECE
actas. Contribuições concernentt•s aos seus correios,
td~~graphos c tdcphoncs. Não estl
Do mesmo modo se procede quanto as
Impostos sobre b~bidas alcoolicas. exceptuada do aprofunda
eleições para lnicnckntc:;, membros dos Con-
a aguardente fabricada no Estado. tado ; pela tra
selhos Municipaes e juizes de districto : pro-
Impostos. taxas ou patentes sobr(! gyros com- á propria inc
cedendo-se a apurar.:ào de e~ual fóim:t, ziuk
mcrciaes. rapídas.
dias depois das ele i,_ i> e:>.
Custas judiciarias. Limitam
Multas pnr infrac<;lo de suas lei~; c regula- nas alguns dJ
mentos. cor:dições fin
Finanças Impostos outros :;i miJares ou que tenham re- mos 5 annoJ
Ia~-ã~> com os acima indicados, de modo que
Por occa~i:io da organisa<,:ào constitucio- não dfecttH:m ou aggr:~n~m a~; imposi- APURAI
nal do E:;tado. o legi:;bdor constituinte n:lo .._.õcs especificadas para os m un icipios.
estabeleceo a di\·isão da:; fontes de receita
~o exercicio
Estadoal e municipal, ddegando por disposi-
ção determinativa a dcscriminação das rendas RENTI A \fU::-iiCII'AL cadação
publicas á legislatura ordinaria. gio a ..
Pertencem aos municípios as seguintes :-Jo de 1898 .
Em virtude deste preceito constitucional ~o de 1899 •
fontes de receita :
(art. 1 H) na t • legislatura ( 1892) a lei n. 10 de ~o de 1900
Decima dos pr-:dios urbanos.
14 de maio discriminou quacs as fontes de ~o de 1901 ,
Licença para installação de estabelecimentos
renda pertencentes ao Estado c aos municípios.
commcrciae5 c industriacs, pagas de uma Compat
Ma ntC\'C·se esta lei até 1896 quando o
só \·ez, de conformidade com a tabella orçada nas r
Congresso julgou opportuno e conveniente
organisada e publicada com os orçamen- Em 1897:-
promulgar nova lei discriminativa das fontes
tos municipacs.
da receita publica, sanando abusos commetti-
dos nos on;amcntos municipaes.
rmposto sobre aguardente fabricada no muni-
cípio. Differet
?ara que tenha o consultor do l:--~mcADOR Dizimo de pescado.
conhecimento perfeito das fontes de receita. Imposto sobre carnes verdes.
passamos a transcre\·er da lei n. L+-+ de 2 2 de [mpostos sobre mercados e feiras.
Junho de 1896 a alludida discriminação. Fóros ou rendimentos de bens e estabeleci-
mentos de sua propriedade. Excess(
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 137

L Renda das terras publicas, em cujo perímetro Em 1899 :-receita orçada ... 1.833:524$941
estiver situada alguma villa ou cidade, " arrecadada. ~ : ~.so_:7_s_:S I?.3
ltiO as ~cguinte~ séde do município.
lançad:1s pelo Excesso ........... : .. 317!227$162
Impostos sobre aferições de pesos c medidas.
Licença annual sobre cada estabelecimen.to
seus productos commercial e industriál, não podendo Em 1900 :-rec~ita orçada... 2.033:304$262
esta contribuição exceder, porém, de .... '' · arrecadada. ::s~8 :1.72 $_798
le propriedades, IOO$ooo na capital, e de 5o$oo O nas de- Excesso ........... . ... . 47sa68$536
aforame:1tos ou mais cidades do Estado.
~demios. Impostos similares ol: que tenham relação
~to aos actos com os especificados acima e que não Em I<JOI :-receita otçada ... 2.1 87:.:Hs::hos
1e neg:>cios de affectcm ou aggra•:em O'> de natureza '' arrccad?..cb. 2 ·36.~:868$2 s7
estadoal. Excesso .... .. ...... - .. . 17 s:42 3:!>os2
5es.
Por força da lei de descriminação-é pre-
ciso registrar-nenhum município poderá one- DESI'r:7.A EFFEC.Tt:AJ)A
IO'!lagcns e cas- rar com impostos directos ou indirectos, qual-
quer que seja sua denominação, os generos de Em 1897 : -otçada ... .. . .. . 2.088:3715009
producçã-.> de outros municípios que por ellc effçctuacla ....... .... . x.8z6:oi x$647
ou estabeleci- transitarem, ainda mesmo que nelles sejam
e. Em 1898 :-orçada . . .. .. .. . 1-990:450$710
depositados por algum tempo ; donde se· con- effectuada . . . . . ... .. . . 2._r._o8;~71
t>fissõ::s. clue a prohibição absoluta dos condemnados
~ã:> cumpridos. Em 1899 :-:)rçada ... .. ... .
impostos ínttr-mrmicipaes-uma das poderosas x.826:563S7 56
causas do augmento do preço da nossa pro- effectuacla ........... . 2. x89:1 ~_s_$soo.
ducção agrícola e industrial.
de pri\"ilcgios e Em 1 9oo :-orçada........ . 2-024:330$903
effectuada ........... . 2:2 86:779$1 0,5
xamcs. RECEITA E DESPEZA DO ESTADO
seus correios, Em 190 I :-orçada ........ . 2.170:995:;I83
Não está nos moldes desta obra o estu- rc:alisada .... . ........ . 2.31 ;z:rS~$978
:-:1s. except\1ada do aprofundado do regimen financeiro do Es·
Estado, tado ; pela transcendencia de tal materia escapa DI-:FICITS ~; ;-;.U.!>OS ORÇ/l~Ir:NTARIOS
1r~ gyros com- á propria indole deste manual d<.: informações
rapidas. Da comparação das ciíras ela rc:c~ita arre·
Limitamo-nos, por isso, a ministrar ape- c:1dada c 0111 as da d~~; p~za rcalisada, eviden-
1 lei:; c regula- nas alguns dados essenciaes a aprecia-ção das cia-se :
cor.dições financeiras de Alagoas, ness~s ulti-
que tenham re- Em 1897 o rkfid! ele .... . . .. qt:3o3S536
mes 5 annos. }_:m I S9S O saldo de ....... .
ts. de modo que F-:31 7S773
em as imposi- Em 1899 o r!tjiat ele ... , .... 38:3685337
APUR.Af."ÀO DA RECEITA ESTADOAL Em 1900 o ~aldo de ........ 221:693$Ó93
tn ltuicipios.
F.m 1901 o s~1 ldr> clé... .. . .. so:G78$279
No exercido de 1897 a arre-
cadação da receita attin-
gio a .. ... ... .... .... . 1.648:7o8$t 11 :JRÇ.\;o.JE"'TO 1J,\ RF.CJ::IT.o\

s as seguintes ~o de 1898 ... ...... .. ... . 2 .18o:884$344


:'li o de 1899 .. - ....... . ... . z . Iso:Jsz$Io3 Em virtude da lei de dcscriminação, o Es-
~o de 1900 .. . . .. - ... .... . 2 .so8:4 72 S798 tado arrecada actualmentc as seguintes rendas,
la.belecimentos ~o de 1901 .............. . 2.362:868$257. conforme o orçamento votado para o futuro
pagas de uma exercício de I903 :
Comparando a receita arrecadada com a btPOSTO DE EXPORTAÇ,\0 dos generos de pro-
com a tabella orçada nas respectivas leis, verifica-se :
1 os orçamen-
ducção e manufactura do Estado, na ra-
Em 1897 :-receita orçada... 2.u6:oo7$832 zão seguinte :
" arrecadada. 1.64?:7 <:>8.$ ~I I 6 °1 0 sobre assucar.
~eada no muni-
Differença. ... . . . . . . . . 467:299~72 I 9 °1 0 sobre algodão.
I 5 °lo sobre couros seccos, salgados ou corti-

Em 1898 :-receita orçada... 2.002:903$700 tidos.


l,s, I o 0 1° sobre pelles miudas.
" arrecadada. 2.180:884_$.3_44
e estabeleci- 1 o 0 10 sobre fumo e seus preparados.
Excesso . . . . . ... - . .... .. 177:980$344 25 °10 sobre madeiras.
INDICADOR GERAL lJO ESTADO DE ALAGOAS

8 oto sobre milho, feijão, fava, farinha e bor- IMPOSTO DE 220 RS. POR TONELADA DE EMBAR· 1 para o ~Ionl
,;. lo

ra:cha. CAÇÃO NACIONAL, sendo de cem réis sobre tado.


9 °) 0 sobre alcool e aguardente. tonelada .de lancha ou barcaça quando 2 "I" para a amort

6 °lo sobre tecidos de algodão das fabricas navegarem entre os portos do Estado. Resíduos de algO(
RENDA DOS PROPRIOS DO ESTADO, TERRAS PU particular~ q •
existentes no Estado,
I O 0 lo SObre OS demaiS gene TOS de prOdUCÇãO Bl.ICAS. pertcnct:ndo •
e manufacturas, exceptuados os productos DIVIDA AtTIVA. l\l isericordia
MULTAS POR INFRACÇÕES DE U:IS E REGULA· ! ''I•• para o Mont
typographicos e lythograpqicos que pa-
gado 2 °1 0 • !\tENTOS. blicos.
Um real por litro de sal. IMPOsTO PE 2 °[0 , sobre quantias indebitamen-
ORÇA~tl
TAXA SOBRE VOLU~IES, cobrada no actO da te retardadas em mão dos Exactores c
exportação na razão de too rs. por sacca resp~nsaveis.
ou fardo ele atgodão ; 6o rs. por sacca de IMPOSTO m; 5$ooo SOlliU: CADA INSCRIPÇ;\0 DE .\ despeza gc
assucar, milho, feijão, arroz, farinha, se- EXAMES DE PREPARATORIOS para OS estu- cicio de I')03 escl
mentes e outros productos semelhantes ; dantes que frequentarem os estabeleci- distribuída com O(
mentos de ensino no Estado, de 25$ooo Pf)der Le~:irl
40 rs. por 7 5 kilos de qualquer ge?ero de
outro modo acondicionado ou a granel ; para os de outros Estados e de 8o$ooo Subsidio aos Set
40 rs. por couro secco, salgado ou curti- sobre cada matricula no curso de Agri- · putaclos, ajt1
tido ou por meio de sola ; 2 5 rs. por pelle mensura. · aos mesmos
miuda ; e r 0 lu sobre generos não especi- IMPOSTO Dt: 100 RS. por 15 kilogrammas de .:;oo rs. por ki
ficados. algodào pesado na Secção do Peso de cimentos do
DECIMA DE I'RET>IOS urbanos alugados na ca- de Penedo. das duas se
pital, cobrado na razão de 1 o <>lo sobre o TAXA m: 6o Rs. por estada de saccas de algo- blicação peb
valor locativo. dão nos depositos da Secção do Peso de resenha dos
l~POSTO PE TRAN~l\t!SS.\0 OE PROPRIEDADE CO· Penedo. pedicnte : li•
cobrado na razão seguinte : TAxAs oE VOLUMES recolhidos nos armazens agua para os
1 o 0 1 sobre compra e venda e actos equivalen-
0
das Recebedorias. Poder E:reC/1
tes de bens de raiz urbanos e sub-:ubanos. IMPOSTO no SELLO DO ESTADO cobrado: Subsidio do Go''
8 °} 0 idem id~m sobre os bens de raiz ruraes. CusTAS JUDICIARIAS: ( 12.000$000
Um decimo por cento (o, I) sobre transcrip- 1 °[ 0 s:>bre transferencias de apolices da divi-
vernador (6
ções de títulos de propriedade nos regis- vida publica, de acções de companhias e za de rep
tros geraes dos municípios. sociedades anonymas na forma do art. I z (6.oooS) gr
3 °10 sobre compra e venda e actos equivalen- da Lei n. s6 de I4 de Junho de I893· official de g:
tes de embarcações de qualquer natureza DEPOSJTOS .PUBLJCOS. agua, telephl1
ou lotação. IMPOSTO DE INDUSTRIA E PROFISSÃO ( 1 ). Palacio, plJ
5 o),, 15 °}0 , 20 °1 0 e 25 °[0 sobre heranças, lJrznws DE GADOS, isentos os existentes nos imprensa de
legados ou doações causa m.?rtis tllt inter- cercados dos engenhos. actos do GQ
vivos. bti:'OSTo PE xoo Rs·. sobre cada pé de coquei-
,)erretaritr ti
10 °1.;> sobre contractos de emphyteuse ou sub- ro de fructo.
emphyteuse. uso, habilitação, antichrese, Bf:NS PE F:VENTO E L!WADOS·PIOS N.~O CU!IfPRI· \. encimentos do
uso fructo, servidão e sobre laudemios DOS. compra de
recebklos pelos proprietarios no acto das A!IWRTISAÇ.'\o E JUROS dos emprestimos feitos de escriptur
transferencia~. pelo F:stado á Usinas. Serref,rria tJ
2 °1 0 sobre contracto de arrendamento ou lo- RESTITU IÇ lo e receita extraordinaria.
Vencimentos d(
cação. e artigos
Um decimo por cento ( 1 ,o) sobre os contrac- COM APPLIE:AÇÀO ESI'Jo:CIAL
etc ...... -
tractos de hypotheca e penhor agrícola.
São cobradas as seguintes taxas addicio- };·imr!úa fW
10 °[o sobre transferencia de qualquer con-
naes: \' encimentos e
tracto com o Governo, ou concessão de 2 °( 0 para a manutenção do Asylo de Mendi- do pessoal
previlegio de qualquer natureza antes de cidade. dorias e 12
realisado ou de seu effectiYO goso.
rias e elo a
5 vl<> sobre objectos vendidos em leilão ou so- (li IO:.<t.e lmpn~ r•' fi• In•ln~t.r!R. ,. Pt·oll~:<ú.o •P. coiJm
!~r~~l.~~~·~;mudt>~ ~e-;.;uutlo ~\~ ultht~at-1 .I nas 1ei~ do orçR.ment.c.,
vel, object(l
bre o valor das arrematações e adjudica- ração etc,
ções pagos pelos adquirentes, isentos os n.l cnut,·ihuiçiin •Ut·twttl 1:\w:A.rl ~\ ::auhl't'll tudofíl qn~ tndi- meiros da
\'h1uu-1mcnt:t~ uu t'"1U Mn::ied:\tll:')'( A.tlllrt.nnA.~ <n; coutmP.rCitu~
comprehendidos nos numeros anteriores i'XHI'C~III ttn ~~t1.\.d11 imhr<o~:tt•h\ UH prot1~~.UlO, (\l't,e U\1 OtflClO. capital e
deste §. bl ·~otttt·lhlli';.!i"ao <1H I'J <~ , 0 >4ohrt:' rucrcnclorlns nntrB-tltt~ mento dos j
1\(\ 1-(yro cnmmt-rdA.I pot· cahnt.n.,::em c d~ ã 0 / 0 ~nU~ nft pro-
~OVOS E VELHOS T>IIU~ITOS. <'~dtHttM:4 dE> t)urtox t~~tt'tt.O;J:E:>irott. 1-!XC"~pt.r• u xa.rque. bt•cn- serventes
Hu1o e rnrio.h,, clt! tt·!~o tiHt! IH.l.~OIU -1 °/ C•
etc ..... .
EMOLU~n;NTOS nAs In;PARTI'~ÕF:S no EsTAI>O. N :tO 0 / o lldtll:;lonu~!t' UUd dirPi tntt de t•xportw;;iu.
T\IHCADOR Gf:R.-\L IH> EST.-\DO DE ALAGOAS 139

i:LADA DE EMBAR· 1 ,;,lo para o \fonte-pio dos ,Servidort~s do Es- lnstnttçlio .l'uNit,~ :
de cem réis sobre tado. Vencimentos do Director da
barcaça quando 0 (
0 para a amortisa(;ao da didda do Estado. r nstrucção e dos emprega-
. os do Estado. Resíduos de algodão nos depositos publicos c dos da Secretaria. do Ly-
rADO, TERRAS PU particulares que receberem armazenagens, ceu .-\lagoano e de Pene-
pertencendo o producto á Santa Casa de do : gratificação do fiscal
l\1isericordia ela capital. elo go\'erno federal peran-
LEIS E REGULA- 1 "!" para o ~'fonte-pio do:; Funccionarios pu- te o Lyceu .-\lagoano :
blicos. ,·encimentos dos 2 1 len
!tias indebitamen- tes do Lyceu de Maceió,
dos Exactores e OR<:;A:\IEXTO fH DESI'~:Z.'\ professor de musica c pre-
parador c ajudante do ga-
~--' INSCRIPÇÀO m: .-\ despeza geral elo Estado para o exer- bint:te de physica e chi-
lOS para os estu- cido de 1903 está orçada em 2.2J~=539$390 mica. aos 7 lentes do Ly-
!m os estabeleci- distribuída com os seguintes encargos : ceu ele Penedo : aos seis
itado, de 2 5$ooo Poder Le;;islatir•,, : prqfessores das Escolas-
~s e de 8o$ooo Subsidio aos Senadore:; e De- Modelo : 139 professores
o curso de Agri- . putados, ajuda de custa prÍmariOS de In entrancia,
aos mesmos ua razão de aos 79 ditos de 2 .• e
kilogrammas de soo rs. por kilometro : ,·en- 28 de 3 . " entrancia in-
t:ção do Peso de cimentos dos empreg ados clusive aluguel de casas.
das duas secretarias, pu- para as escolas primarias :
e saccas de algo- blicação pela imprensa da vencimentos do pessoal da
r;ção do Peso de resenha dos debates e ex- Bibliotheca Publica, as-
pediente : livros, asseio e seio, liHOS, expediente e
ps nos armazens agua para os edificios . . . . 10.rH dsoo luz e lectrica para Biblio-
theca ......... .. ...... . H9·349$ooo
Pf}(kr Exectt!tÚJ :
o cobrado: .hJrca Ptt/Jiim :
Subsidio do Governador . .. .. V encim~ntos dos officiaes e
(r 2.ooo$ooo) e \'Íce-Go- praças. fardamento . ... . .
• apolices da divi- ,·ernador (6.ooo~) despe-
le companhias e (79·4Ó3~9oo) musica, ex-
za de representação ... pcdicntc. alugueis de ca-
forma do art. 12
(6.ooo$) gratificat,:ão ao sas para quarteis, no inte-
mho de 1893· official de gabinete : livros rior etc.............. . -t68:7o5$soo
agua, telephone. zelador de l'o/iá,l :
YISSÂO (1). Palacio, publicação pela
~s existentes nos Gratificação ao Secretario do
imprensa do expediente c Interior pelo sen·i\'O da
actos do Governo . .... . . -t-6:8 ,)2 $ooo chefia de polícia ; grati-
la pé de coquei-
Secretaria do Interior : t1cação itOS medicos ; aos
JOS 2 commissarios e escrivão
NÃO CUMPRI· Vencimentos dos empregados.
compra de livros. artigos da capital, telephones, ex-
rnprestimos feitos de escripturação etc .... . :;o: r s8$ooo
pt!dicntc etc........... . IJ ..pG$ooo
0/>nr.r .l'ttblüas :
Serretaria da .Faze!ld,z : \' encimcntos elo profissional
rdinaría.
\' encimentos dos empregados encarregado deste scr"iço.
SPt:CIAL
e artigos de expediente reparos das obras existen-
etc .. . - . . . . . . . . . . . . . . . 7 r.o6s:ltooo tes etc., gratitica~·?lo ao ze-
es taxas addicio- Jf'ismlis,t{ÚiJ e arn:cad,rç<io d,rs rCIIt!,rs : lador do rclogío official .. 38.soo$ooo
l:f_r;;íc!lt. Publtál :
Vencimentos e porcentagens \'encimentos cio ínspector e
.\sylo de Mendi- do pessoal das 24 recebc- pessoal. saneamento. soc-
dorias e r 2 sub-rt:cebedo· <.: orros. expediente etc .. .
rias e do cobrador ami~a­ '7·'57$ooo
t l,roftl'l~tlO se Colu·a ./lfllf,r Dmzmerrial:
jos lei!' do or~A.ment.u, vel, objectos ele escripttt·
ra'>ão etc, diarias aos re- \ ' encimentos do pessoal da se-
~bJ? t;u!lott qu.- lndi·
meiros dos e:;caleres da cretaria e artigos de es-
~;tl\.>t nt; f•tuumerc1H.ffll
filo. nrt<' <111 otllclo. capital e Penedo, arma- criptura'>ão etc ........ . 7.6o-t$ooo
!"'l"filrlorias •mtrB<l><• mento dos guardas tiscaes. Cmle ias :
'de: r.~/ 0 ~obre fi!:' pr~)·
"'' '' xurque. br\t::n- serventes de armazens V cncimentos do administrador
etc ......... . . .... ... . ~76: 5 r :!$ooo da da capital ; a r 7 das
~•• r:<tJortn"=•1u.
INDICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

de cidades e r6 das de DIVInA FLUCTU ANTE Somented1Q


villas ; enfermeiros e me- fa\'or : a Usina
dicos da capital e Pene- A divida 'fluctuante, relacionada e consi- Satuba, munícip
do ; sustento, medicamen- derada liquida pelo Thesouro elevava-se em Vi11cola bulus/1
tos e vestuario dos presos 1898 a 88:ogx$s38, havendo, porém, ou- de.
etc. . .................. 87.34Z$4oo tras que dependia m ·ainda de verificação pe- Por delibe~
Cm·idade : los documentos apresentados, calculando o dido egual f a vo1
Sub,·enções aos hospitaes de secretario da fazenda que a totalidade delles faz a illuminaçã(
Caridade de Maceió e Pe- pouco exc~dia de . xoo:ooo$ooo. pita!.
nedo ; Asylo de Orphans ; No relatorio da Fazenda apresentado, po-
Finalmente
Asylo de Loucos : pessoJ.l rém, em 1900, esta divida apurada até 31 de
emittidas com q
administrativo,alimentos e dezembro de 1899, attingira a 332:xJ8$878.
Mas, além destas, existiam outras cujas destinados a rel
vestuarios aos loucos etc. 53·94o$ooo Macei6 e das dl
Subvmrões : imp"ortancias não poderam ser então relacio-
Ao Lyceo de Artes e Officios, nadas por não serem conhecidas ou por de-
ao Instituto Archeologico penderem de liquidação e reconhecimento, o
e Geographico do Estado, que s6 poderia ter Jogar a vista de documet,
ás Sociedades Monte-pio tos, conforme accrescenta a observação cons-
tante daquella peça official. Em princiJl
dos Artistas de Maceió e
Penedo . ....... . . . . . . . 1o.zoo$ooo No correr elo anno de 1900 a administ ra- constrangido, p<
ção do Estado foi occorrendo criteriosamente o resgate destas
Classes ituuth•as :
ao pagamento desta divida. valores) o qual l
Aposentadonas, jubilações, re-
na actual adrnin.
formas e pensões. . . . . . . 1 5 coz 3$440
IllumÍtlll(fio Publica : DIVIDA CONSOLIDADA A par dest(
Subvenção i Empreza Luz administração di
Electrica da capital , . . . . 6o:ooo$ooo A divida consolidada em paulatinamente
.Divida Publica : minava pela forma seguinte : constitutivos da
Pagamento de amortisação e Em apolices ao juro de 5 ° [ 0 315:6oo$ooo já em março de
juros da divida do Estado 51:78o$ooo " " ao juro de 7 ' 0 (o 25o:ooo$ooo creado para esú
Pt1der Judiciarif1 : " " de pequenos va- de JI:I09$332.
Tribunal Superior : juizes e lores ~~oo reis, zoo, e Para fazer
empregados da Secretaria, 100 rets) ..... . ..... . soo:ooo$ooo se vio aliviado c
expediente etc . . . . . . . . 51:o76$ooo 1.o6s:6oo$ooo lar que no exeJ'I
Juizes de Direito : 2 da capi- pendeo 538:76l
tal e 19 do interior. . . . . 98: 178$ooo A primeira parcella supra consta de 283 fi ndo a 31 de d(
Juizes Substitutos : z da capi- apolices do valor de 5oo$ooo ao juro de 5 ofo 2 r8:799$922, p1
tal e 32 do interior...... 57:tzo$ooo c de 1.741 de too$ooo de egual juro e pro-
7 sz:s68$400.
Promotores Publicos : 2 da ca- vem de divida anterior aó advento da Repu-
blica ( 1886). O alivio de
pital e 1<) do interior.... 50:140$000
Até r893 venciam o juro de 6 0 [ 0 quando· governo empreb
Expedição de telegrammas, cor- palacio do gove
responclencia postal e eles· o Governo de então decretou a sua conve-rsão
para 5 °( 0 , resgatando integralmente aquellas ção iniciada em
pesas eventuaes... . . . . . . zo:ooo$ooo
cujos possuidores não se conformaram. 1897. Só na te.J
Succdeo que a maior parte destes títulos mento e installa
Olvida do Estado sidencia do go'
se achavam constituindo patrimonio das insti-
tuições pias do Estado, que pela operação rea- rior, a actual a<
No orçamento acima figura a verba de cios, despender
51 :78o$ooo, destinada á amortisação e paga- lisada já soffriam a~um prejuízo em sua ren-
mento da divida publica elo Esta:lo, com·indo da, e maior seria si tosse effectuado o resgate, Além diStl
para melhor esclarecimento algo informar pois em face dos regulamentos por que se re- para emittir toe
sobre o assumpto. gem taes instituições não lhes é permittido ap- 2oo~ooo, de jw
plicar ·seu capital em qualquer mister. da Lei n°. 228 I
Os compromissos do Estado eleva\'am-se xiliar a creação
em 31 de dezembro de 1897 (não queremos De modo que o Estado, sob cuja fiscali-
sação directa vivem estas instituições, alem Estado, em vin
remontar-nos á epocha anterior aos ultimos 5
das subvenções que lhes dá annualmente, está pelo governo ~
annos) a cifra superior a 1.3oo:ooo$ooo, con-
forme d ados do relatorio do Secretario da adstriclo a não poder resgatar estas apolices Actualmen
Fazenda em 31 de Março de 1898. para evitar-lhes maior diminuição de renda. tluctuante, con~
Esta divida se achava cscripturada em As apolices da segunda parcella foram mos relatorios <
dous titulos especiaes : Consolidada e Flue· emittidas para fomentar a installação de usinas do3 os comproQ
/!1(111/t. aperfeiçoadas de assucar, alcool e aguardente. sentados pelas l
!.p I~f>IC.-\DOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS

D.!·:idJ aa> imp:·tantes sen·iços levados Alag::>as, com a arrecadada só:n~nte peh mu·
a effeito tH> Merc1.d) de Maceió a renda deste nicipalidade da capital d-::> Estado da Bahia,
proprio. C;tlcula·s:! attingirá no futuro exerci· evidencia-se que em .-\lagoas p.tga proporcio-
cio de 1<)03 a mais de so:ooo$ooo. o que per· nalmente, a sua pJpulação tributos quat ro
mittirú o emprch:!:-~dim::!nlo de outras bbras vezes inferiores á capital bahiana. Transp
de e:nbellezamen~o d:t capital. I<:xemplifiquemos : o orçamento munici- Sobre couros SE
pal do município da R'lhia em 1900 attingio a Sobre pelles Jhit
D~p::>is da capital, ·o::cupa segundo Jogar 3·214:47o$ooo, conform-e s~ vê da lei n. 395 Sobre fumos e :
imp::>rtancia,:t municip;tlidade de Pened::>,cu·
t!il1 de 28 d~ D~zembro de r899; a p:>pulação da Sobre madeir~
jas rend<ts attingem mais ou menos a 6o contos capital bahiana é de 2oo.ooo habitantes ; dan- Sobre milho .....
annuaes, seguindo-3:! a do Pilar cujo orçamen· do o quociente de t 65op por individuo ; Sobre alcool e ~
to ni-'lo exc~de de 3o:ooo$. Citamos estas duas quando em Alag.:>as, segundo demonstramos, Sobre tecidos '
c:>m::> not.;weis p.!la applicação criteriosa que é ap~na5 de 4$437 a contribuição da popu- no r~stado ...
dão a stus renda~. cJnsag;·ando·as em grande lação, nem s6 a:l Estado, com::> a todas as mu- Sobre os dema
parte a melnor,lm:!ntJs e serviços locae3. nicipalidades. fac tura .......... .
Sem dado:> suffi::ientcs a um exame do:-; Si estend·~r-se a C:)mparaçã:> a outras mu· Deâmm· de/''"'
orçamentos municipaes. n1o se n::>s permitte nicipalidade:; dos gran::les I<:stados, chegar-se-á bnpt)~·to de I rmt
phantasias etn assumpto tão positivo. a egual resultado. c:>nvindo entretanto não Sobre compra e
Entretanto, p::de ser calculada, c:>m p erder de tn'.!tn:.>ria que e1J! pJpulaçã~ relativa de raiz urb:~
grande margefn, a receita geral de todos os a seu terriwrio, Alagôas ocçupa o 3° Jogar, Sobre os bens
municípios de Alagoas em 6oo:ooo$ooo. sendo-lhe sup~rior e:n co~fficiente apenas o Sobre transcrip
District:> Federal que tem 375· -B h.1bitantes registro gera
Conslderaç6es por kilometro quadrado, e o Estado do Rio Sobre compra 1
com 12,72 . . barcações dE
SOBRE OS !:\!POSTOS rn; ALAGOAS .:'-ião se argumente, porem, com a insigni· Sobre herança~
ficancia de nossa actividade commercial, agrí- i11terz-iz•o.- .. ..
Tomando a media dos tres ultimos exer· cola e industrial, pois que o resultacb de sua Sobre contractt
cicios financeiros do Estado. verifica-se uma importaçã::> e exp::>rta(:ão longe de ser funda- se. uso, habi
arrecadação annual pelo thesouro na cifra de mento para qualquer objecçã::>, vem dar maior dão e sobre
2.3+o:66.p\3oo, addicionada á qual a totalida· cunho de firmesa á asserção da modicidade tarios no acl
de da receita de todos os municípios no alga· dos tributos cobrados em Alagôas. Sobre transfer
rism'o de óoo:ooo$ooo. teremos que a somma Compulsada a estatística federa l da im· Governo. ou
dos impostos arrecadados pelo Estado e pe· portação e exportação no anno de 1901 vê-se natureza.....
los 34- Municípios em Alagoas ascende ape· que Alagoa.s occupa o oii<WO logar na ordem Sobre objectos
nas a 2.94o:664:3oo. dos Estados quanto a Importação, e a mesma das arremat;
Sendo a actual população do Estado, pelo cathegoria em relação a Exportação, figurando JVm,os e -;•e/htJS
ultim::> recenseamento, calculada em 662.6 73 esta no mappa estatístico com 8.935:1 14$ooo. Em:,lumentos c
cada individtlo contribue para as Tênclas Es· Isto quer dizer que cada kilometro do ter- lmpo.rto por lo,
tadoaes e Municipaes, com a quantia annual ritorio alagoano produzio nesse período ..... . Remia dos prtiJ
de 4S437. 18:s76Sooo, quando (para não fallar em outros) Diz·írl:t acti1•a.
Considerado este encargo com o que o Rio Grande do Sul, com a variedade e gran- Multas por in1
pesa sobre os contribuintes nos demais de- de desenvolvimento de sua producçã.o agrícola imposto de .m/.
partamentos da 1\.epublica, concluir·se·á que e industrial, apenas produzio por kilometro Sobre cada Íl
os impostos em Alagoas são de uma significa· 13$35°· torios ..... . ..
ti\·a modicidadc, relativa. E fechamos aqui as despretenciosas infor- Taxa n>bre 'i'tJJ
Assim é que, comparando a totalidade mações julgadas necessarias a esta parte do J<rx,r sobre c:
das renda-; estadoaes e dos 34 municípios de b;DJ C ADOR. tos, compan
lmpus/(J de sei.
Cm·ta.~ judiria
Renda do E s tado n os tres u l timas exer c i c ios Depositos puM
lmpiJs!o de iml
NATUREZA D.~ RECEITA 1899 1900 1901 a) 30 '!t addic
b) Patente Co
f)i:úmo de ;:ar.
fmpo~·to de exportarao dos generos de producção e imposto sobre
manufactura do Estado a saber: flen.1 dt: eve11l.
Sobre assucar ........................... ~ .................... .. 6o3:796$482 597:370'$211 626:63oS::!49 Reslitui(ties e
Sobre, o algodão ............................................... _ 16_ 7_:o_1_8:.;;_·9_9_I _2_6_1_:5_5_7_s_3_6_2 _2_1_4_:8_7_3_$_6_7_9
1
Somma .................................................... [ 77o:8rs$4731 8s8:927$573 841:503$928
I~DICADOR GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS 1 43

~:nente peh mu-


~.,tado da Bahia,
s p.tga proporcio- NHFHEZA ll1 RECEITA 1899 1900 1901
tributos quatro
77ó:8 1 SS~73 I 8 4 1:so3$9z8
jiana.
~mento munici-
. Transporte ...... .. ........... ....................... !,
Sobre couros seccos, salgados ou cortJdos ......... .. s
s
.s
858:927$573
;; 13:o88$7G4
3:381$524
• r9oo atting io a Sobre pelles miudas ......................................... .
v-ê da lei n. 395 Sobre fumos e seus preparados ....... . .................. ~ 42 :54oS8zú 31 :220'$7 59 91~300
; a p:>pulação da Sob re madeiras .............................................. . 9=33 15Ól l 13:770$]40 8:49<)$27 5
h:iliitantes ; dan- Sobre milho ................................................... ! $ $ 27:783$zzs
por individuo ; Sobre alcool e aguardente ............................... .. sr :961 s5sG 29:21 2$986• 6:6r6$8so
~ demonstramos,
•uiçilo da p::>pu-
::> a todas as mu-
Sobre tecidos de algodão das fabricas existentes1
no Estado ................................................... j
Sobre os demais generos de producção e manu-1
." l' 8:40)$0]2

so:-t~0$040
~~~-:~;~,~:·,i~· ;;.;,i;;;j: ·;t·;b~;;(;;: ~i~,g~-~~~~·~~~ ·~~pi·t-~i:::: I ~~~á~~;~l;
94:9o3S248
lçâ:> a outras mu- ss:397SG75 Gr:6~ oS192
lados, chegar-se-á lmj>tJJ'Io de tram·misstltl de propriedtules :
•• entretanto não Sobre compra e \·encla e actos equivalentes de bens
p)pulação relativa de raiz urb:ll1os e suburbanos .................... .. .. 1 •54:832:'z34l 13t:J8I$o29 6o:49oS365
cupa o 3° logar, Sobre os be