Sie sind auf Seite 1von 4

1) Após a vigência do NCPC, Rodolfo promove execução em face de Matheus e Lucas objetivando

o reconhecimento de determinada quantia. A citação de ambos foi realizada regularmente e não


foram localizados bens passíveis de penhora. Diante desta situação o magistrado suspendeu o
processo pelo prazo de 1 ano. Findo este período e, também tendo sido ultrapassado o prazo
prescricional da obrigação, os executados peticionaram ao juízo requerendo o desarquivamento do
processo e à pronúncia da prescrição intercorrente. Devidamente intimado, o exequente se
posiciona em sentido contrário, ao argumento de que esta suspensão deveria permanecer sine die,
ou seja, indefinidamente, até que sejam localizados bens passíveis de constrição judicial. Como
deverá se posicionar o magistrado quanto ao tema?
Quando o executado não possuir bens penhoráveis, suspende-se a execução (art. 921, III, do
NCPC) pelo prazo de 1 ano (art. 921, § 1°, do NCPC). Passado 1 ano, e não for encontrado bens
penhoráveis (art. 921, § 2°, do NCPC), o juiz ordenará o arquivamento dos autos, que serão
desarquivados para prosseguimento da execução se a qualquer tempo for encontrado bens
penhoráveis (art. 921, § 3°, do NCPC). Passado 1 ano sem a manifestação do exequente, começa
a correr o prazo de prescrição intercorrente (art. 921, § 4°, do NCPC) que é, aquela que se opera
mesmo na fluência do procedimento jurisdicional, nos casos de inércia do titular do direito nos
termos dos artigos 921, §4º, combinado com art. 924, V, ambos do NCPC. Trata -se de uma
sentença com resolução de mérito de acordo com o art. 487, I, do NCPC.

2) Em determinado processo, o magistrado fixou astreinte diárias para compelir o devedor a cumprir
obrigação de entrega de coisa, o que não ocorreu no prazo estabelecido. Levando em consideração
que o valor acumulado das astreinte está próximo de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e que o
conteúdo econômico discutido no processo é de no máximo R$ 20.000,00 (vinte mil reais), a parte
ré peticiona requerendo a redução do valor retroativamente. Ocorre que a exequente, por seu turno,
sustenta que este montante de R$ 100.000,00 (cem mil reais) já integra o seu patrimônio. Vindo os
autos conclusos para a decisão, o magistrado percebe, na ambiência de seu gabinete, que o NCPC
fornece um tratamento inconclusivo quanto ao tema “astreintes”. Em determinada norma, por
exemplo, autoriza que o magistrado possa alterar ou mesmo excluir o valor das multas, mas
apenas para aquelas vincendas (art. 537, § 1°), o que contraria entendimento jurisprudencial. Por
outro lado, em outro momento, deixa o tema um tanto vago (art. 806, § 1°), nada dispondo se a
revisão do valor pode ser realizada em caráter retroativo. Indaga-se: Como decidir? O valor das
astreinte poderia ser reduzido ex tunc? E, para os casos de fixação desta multa não seria melhor
simplesmente o magistrado fixar multa de incidência única, em valor mais substancial, para que a
mesma realmente possa funcionar como fator coercitivo?
Considerando a finalidade da multa, no sentido de pressionar o devedor ao cumprimento da
prestação, a sua eficácia imediata é manifestamente adequada. Seguindo entendimento já
consolidado em nosso sistema processual o valor fixado na multa ou a sua periodicidade poderão
ser alterados de ofício pelo juiz ou a requerimento da parte credora quando esta se mostrar
insuficiente ou excessiva, ou ainda nos casos em que ocorrer o cumprimento parcial e proveitoso
da obrigação ou justa causa para o seu descumprimento. O julgador poderá também vislumbrar a
presença de outros motivos suficientes para justificar a modificação dos parâmetros fixados na
multa, sempre levando em consideração a orientação jurisprudencial do STJ no sentido de evitar a
proliferação da chamada indústria das astreintes. A quantia resultante da aplicação da multa
cominada ao devedor reverterá em favor da outra parte.

3) Em sendo um título executivo judicial proferido de forma líquida, antes de seguir para a fase de
cumprimento temos uma fase intermediária que seria a fase de liquidação. Assim, em face de tal
fato pergunta-se: é possível haver a fase de liquidação para um título executivo extrajudicial?
Explique.
A liquidação foi criada para liquidar sentença, ou seja, um título executivo judicial. Assim, a
liquidação que possui natureza jurídica de etapa processual, é incompatível com o processo de
execução que possui natureza jurídica de ação, ou seja, não tem como iniciar um processo com a
etapa processual de execução, desse modo, o credor deve ajuizar uma ação de conhecimento para
que depois de conhecido o direito, possa liquidar o título.
Ressalta-se que o título executivo possui como requisitos obrigatórios: certeza, liquidez e
exigibilidade. Portanto, não é possível haver a fase de liquidação para um título executivo
extrajudicial.

4) Descreva sobre a liquidação de sentença, destacando particularmente o conceito, a natureza


jurídica, as espécies e o recurso cabível contra a decisão que a realiza.
Compreende-se por liquidação de sentença a fixação ou a determinação em quantidade certa do
valor da condenação determinada em decisão judicial que não se mostra líquida. Liquidar a
sentença é completar o que nela falta, é torná-la completa. Proceder-se-á a liquidação, a
requerimento do credor ou devedor.
Pode ser realizada por meio de cálculo aritmético, por meio da instauração de procedimento comum,
quando houver necessidade de alegar e provar fato novo. A natureza jurídica da liquidação é
declaratória, pois a finalidade da ação de liquidação é declarar o que já está contido na sentença,
limitando-se a afirmar o valor da obrigação, referida na sentença condenatória genérica.
Em relação as espécies de liquidação de sentença, elas estão previstas nos incisos I e II do art. 509
do Novo CPC, as quais são: (I) por arbitramento, quando determinado por sentença ou
convencionado pelas partes ou quando o exigir a natureza do objeto da liquidação. (II) pelo
procedimento comum, quando houver necessidade de alegar e provar fato novo.
Caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de
sentença.

5) Os bens penhorados podem ser levados à leilão, na pendência da apelação interposta contra
sentença que julgou improcedentes embargos de devedor?
Por se tratar de uma execução definitiva, o que poderá impedir de levar o bem a leilão, são: o
parcelamento, a apelação com efeito suspensivo e quando houver suspensão da execução. Sendo
assim, quando não ocorrer os impedimentos descritos, os bens penhorados podem ser levados a
leilão.

6) Como se procede ao cálculo da coisa julgada líquida, para a obtenção da quantia certa destinada
à execução? Quais as modalidades de liquidação procedimental de coisa julgada líquida prevista na
Lei nº 13.105/15 (CPC)?
Como regra geral as sentenças devem ser líquidas. Entretanto, nas hipóteses em que houver
condenação ao pagamento de quantia ilíquida, caberá ao credor, antes de dar início ao
cumprimento de sentença proceder à liquidação, que inclusive, neste caso, passa a ser condição
indispensável para a execução. Embora geralmente a liquidação interesse ao credor e, portanto,
venha a ser provada por este, o devedor também dispõe de legitimidade para impulsionar a fase de
liquidação da sentença, para que este alcance condições de ser cumprida voluntariamente.
A sentença não é considerada ilíquida quando a apuração do valor depender apenas de cálculo
aritmético, caso em que o credor poderá promover de imediato o cumprimento da condenação ou o
devedor realizar o pagamento voluntário. Para tanto deverá ser apresentado ao juízo o
demonstrativo discriminado e atualizado do valor, contendo os elementos indicados no art. 524.
A liquidação de sentença poderá ser feita pelas modalidades de arbitramento ou pela observância
do procedimento comum. A liquidação por arbitramento decorrerá da natureza da sentença, quando
houver convenção das partes optando por esta técnica de definição do valor da condenação ou a
natureza do objeto da liquidação a exigir. O juiz irá intimar as partes para a apresentação de
pareceres ou documentos elucidativos, capazes de auxiliar no seu convencimento, fixando o prazo
que entender adequado. Caberá, portanto, as partes se encarregarem de trazerem ao juízo as
informações adequadas para a determinação do valor da condenação.
A liquidação pelo procedimento comum equivale à antiga liquidação por artigos, de forma que o juiz
intimará o requerido, na pessoa de seu advogado ou da sociedade a que estiver vinculado, para a
apresentação de contestação, no prazo de quinze dias. Na sequência será observado o roteiro de
atos do procedimento comum visando à obtenção do quantum debeatur.
A decisão que resolve a fase de liquidação de sentença, quer por arbitramento ou pelo
procedimento comum, embora venha a implicar em análise de mérito, é passível de ser impugnada
por recurso de agravo de instrumento. A liquidação da sentença poderá ser realizada mesmo na
pendência de recurso, caso em que irá se processar em autos apartados no juízo de origem. O
pedido, então, será instruído com as cópias das peças processuais pertinentes. Neste caso duas
situações poderão ser verificadas. A primeira, quando a liquidação provisória disser respeito tão
somente à parte da sentença que não foi objeto de impugnação do recurso, quando então ganha
caráter de definitiva, pelo menos em relação a este capítulo da decisão final. Num segundo caso a
liquidação poderá ter por objeto a própria matéria que ainda é debatida em sede recursal e,
portanto, será provisória e sendo a decisão liquidanda revertida, a atividade promovida no curso da
liquidação terá sido inócua.

7) Ao iniciar o cumprimento de sentença envolvendo obrigação de pagar, o credor pretende que


seja penhorado um bem imóvel do devedor, avaliado em R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais),
para pagamento de uma dívida de apenas R$ 10.000,00 (dez mil reais). O devedor, por meio de
seu patrono, peticiona ao juízo informando que possui um veículo automotor avaliado em R$
30.000,00 (trinta mil reais), valor que é mais compatível com o do débito, requerendo a substituição
do bem penhorado em atenção ao princípio do menor sacrifício. Indaga- se: deve ser deferido o
pleito do executado?
O art. 805 do NCPC consagra o princípio da execução menos onerosa ao executado: “Quando por
vários meios o credor puder promover a execução, o juiz mandará que se faça pelo modo menos
gravoso para o devedor”. A opção pelo meio menos gravoso pressupõe que os diversos meios
considerados sejam igualmente eficazes. Assim, havendo vários meios executivos aptos à tutela
adequada e efetiva do direito de crédito, escolhe-se a via menos onerosa ao executado. Portanto o
pleito deve ser deferido.

8) Estabeleça os traços distintos entre impugnação ao cumprimento de sentença e os embargos de


execução.
A impugnação possui natureza jurídica incidental (feita nos próprios autos), ou seja, visa atacar
títulos executivos judiciais, desse modo, a impugnação é a principal modalidade de defesa ordinária
e natural ao cumprimento de sentença, que possui natureza de etapa processual. Já os embargos à
execução, possuem natureza jurídica de ação, isto é, autuado em apartado, com distribuição por
dependência, assim, os embargos à execução, se prestam à defesa do executado em uma ação
executiva, ou seja, de títulos executivos extrajudiciais, de modo que o executado se vale de uma
nova ação de conhecimento para debater a execução oposta.
9) Determinado credor instaurou processo de execução, lastreado em título executivo extrajudicial,
em face de um incapaz, que se encontra regularmente representado nos autos. A penhora recaiu
sobre um determinado bem e não foram oferecidos embargos à execução. Como o exequente não
manifestou interesse na adjudicação, o magistrado determinou a expropriação por alienação em
leilão judicial. No segundo leilão, o bem constricto recebeu um lance equivalente a 75% do valor da
avaliação, o que gerou a assinatura no auto de arrematação. Imediatamente, o executado
peticionou ao juízo, postulando o reconhecimento da ineficácia da arrematação, uma vez que o
bem foi expropriado por preço vil. Já o credor por sua vez, ponderou que, de acordo com o art. 891,
parágrafo único, do NCPC, a arrematação teria sido perfeitamente válida. Indaga-se: como deve
decidir o magistrado?
O magistrado deve decidir conforme o art. 896, do NCPC, que dispõe sobre imóvel de incapaz que
não alcança pelo menos 80% (oitenta por cento) da avaliação, onde o juiz confiará o bem à guarda
e administração de depositário idôneo, adiando a alienação por prazo não superior a 1 ano.
Portanto, a arrematação não foi válida.

10) Consumidor promove demanda em face da EBCT (Empresa Brasileira de Correios e


Telégrafos) e da empresa Rodsolf Informática, perante um Juizado Especial Federal. Argumenta,
em sua petição inicial, que comprou um determinado produto no site da segunda, para que o
mesmo fosse entregue pela primeira em seu endereço residencial, o que não ocorreu em razão de
extravio. Também aduz que não foi ressarcido, o que justificaria a instrução do presente processo
em face de ambas, objetivando o recebimento de danos materiais e morais. Ocorre que a empresa
Rodsoft já encerrou sua atividade, embora tenha ficado evidente nos autos que a mesma vinha
sendo utilizado por seus sócios para a prática de diversos ilícitos civis. Diante desta situação, o
autor pleiteia que, no Juizado Especial Federal, seja autorizada a desconsideração da
personalidade jurídica. Ocorre que este requerimento foi indeferido pelo magistrado, ao argumento
de que o NCPC (Lei n° 13.105/15) trata deste incidente como uma modalidade de intervenção de
terceiros (art. 132 e 137). O que é vedado no sistema dos Juizados Especiais (art. 10, Lei n°
9.099/95). Esta decisão foi objeto de posterior mandado de segurança impetrado perante a Turma
Recursal Federal, com o intuito de reforma-la. Indaga-se: os magistrados lotados no órgão revisor,
analisando as normas constantes no NCPC (Lei n° 13.105/15), deverão conceder ou negar a
segurança? Por quais fundamentos?
Deverão conceder, pois o Novo CPC aplica o incidente de desconsideração da personalidade
jurídica em qualquer tipo de processo inclusive nos de competência dos juizados especiais (art.
1.062 do NCPC). Estando o processo na instancia recursal, a atribuição originaria é do relator,
embora de sua decisão caiba recurso de agravo interno para o colegiado (art. 136, parágrafo único,
NCPC).