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ISBN: 85-7622-106-3

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Manual Litúrgico © 1992 Editora Cultura Cristã. Todos os direitos são reservados.

Ia edição - 1970 -

3.000 exemplares

2a edição - 1992 -

3.000 exemplares

3a edição - 2005 - 3.000 exemplares

Revisão

Denise Ceron

Editoração

Zenaide Rissato

Capa

Magno Paganelli

Manual litúrgico da Igreja Presbiteriana do Brasil

I24m

Manual Litúrgico / Supremo Concilio da Igreja Presbiteriana do Brasil; 3.ed. - São Paulo: Cultura Cristã, 2005.

192p. ; 14x21cm.

ISBN 85-7622-106-3

l.Eclesiologia 2.Liturgia Reformada. I.Título.

CDD 21ed. - 285.003

Publicação autorizada pelo Conselho Editorial:

Cláudio Marra (Presidente), Alex Barbosa Vieira, André Luiz Ramos, Francisco Baptista de Mello, Mauro Fernando Meister, Otávio Henrique de Souza, Ricardo Agreste. Sebastião Bueno Olinto, Valdeci da Silva Santos.

Editora Cultura Cristã - Rua Miguel Teles Júnior, 394 - Cambuci - 01540-040 - São Paulo - SP - Brasil - Caixa Postal 15.136 - São Paulo - SP - 01599-970 - Fone (0**11) 3207-7099 - Fax (0**11) 3209-1255 - www.cep.org.br - cep@cep.org.br

Superintendente: Haveraldo Ferreira Vargas Editor: Cláudio Antônio Batista Marra

Sumário

Apresentação

lu Modelo

O culto divino

2o Modelo

7

A

Ceia do Senhor

17

3CModelo

Profissão de fé e batismo de adultos (primeira form a)

25

4" Modelo Profissão de fé e batismo de adultos (segunda forma)

35

5QModelo

Admissão pública dos batizados na infância

43

69 Modelo Batismo de crianças (primeira forma)

49

7QModelo

Batismo de crianças

(segunda forma)

57

8e Modelo Batismo de crianças

(terceira forma)

63

9ÇModelo

Ordenação de ministros do evangelho

69

10s Modelo Licenciatura de pregadores candidatos ao santo ministério

79

l l s Modelo Posse de pastor

12e Modelo Ordenação e investidura de presbíteros regentes

85

91

13a Modelo Ordenação e investidura de diáconos

99

14a Modelo Organização de igrejas

107

15a Modelo Assentamento da pedra fundamental de um templo

115

16a Modelo Dedicação de um

tem plo

123

17a Modelo Bênção matrimonial (primeira forma)

131

18aModelo

Bênção matrimonial

(segunda form a)

139

19a Modelo Invocação da bênção matrimonial na ausência de ministro

145

20a Modelo Bodas de prata

151

21a Modelo Bodas de ouro

157

22a Modelo Ofício fúnebre

165

23a Modelo Exclusão pública deum membro da igreja

183

24a Modelo Arrependimento público

139

Apresentação

Num sentido, este Manual é basicamente o mesmo Manual do culto. Não poderiamos elaborar outro, pois este certamente foi ela­ borado por alguma comissão nomeada pelo Supremo Concilio e não pode ser modificado sem autorização, porquanto os Princípios de I iturgia da Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil preceitua:

"Estes Princípios de Liturgia são Lei Constitucional da Igreja Presbiteriana do Brasil, só reformável nos mesmos trâmites da Constituição. E assim, pela autoridade que recebemos, de­ terminamos que estes Princípios de Liturgia sejam divulgados e fielmente cumpridos em todo o território da Igreja Presbiteriana do Brasil”.

Noutro sentido, este Manual não é o mesmo: (1) Ele está completamente reestruturado. Mudamos a ordem dos capítulos, crendo que, como agora está, se tornou muito mais funcional. O anterior era praticamente impossível de ser manuseado ou utilizado pelos ministros. (2) Entendemos ainda que Manual do culto é um título menos apropriado que Manual litúrgico, pois não trata do culto em si, mas de programas litúrgicos do culto. (3) Acrescenta­ mos, com o mesmo respeito aos Princípios de Liturgia da Constitui­ ção da Igreja (CI-IPB), alguns capítulos ou modelos, por exemplo. Posse de ministro, Bodas de Prata e Bodas de Ouro. Principal­ mente os ministros neófitos sentem dificuldade, em seus primeiros anos de pastorado, ao se defrontar com essas ocasiões. (4) Muda­ mos a fraseologia da segunda pessoa para a terceira do plural (vocês). Ela se adequa melhor a qualquer ambiente moderno. O ministro que quiser (e puder) fazer uso da segunda pessoa, pode fazer a conver­ são. O que está neste Manual, entendemos, são modelos que servi­ rão de orientação ao ministro. Dificilmente um veterano fará uso de modelos assim, porquanto já aprendeu sobejamente o que nós, neófitos, estamos ainda aprendendo; aliás, eles são os nossos mes­ tres nessas coisas.

5

Tudo o que fizemos foi de acordo com a legislação máxima de nossa Igreja Presbiteriana do Brasil. Também o fizemos visan­ do a criar em cada ministro, em vez de constrangimento, um gran­ de prazer em ter em mãos um manual litúrgico que o faça orgulho­ so em consultar publicamente, seja no púlpito, seja em algum ou­ tro meio social. Fizemos o máximo que podíamos a fim de apre­ sentar aos ministros de nossas igrejas o que, cremos nós, eles real­ mente merecem. Aliás, o que a Igreja Presbiteriana merece!

São Paulo, outubro de 1992.

Vaiter G. Martins Editor

6

l e M odelo

O CULTO DIVINO

O culto divino

() dirigente deve iniciar o culto convidando a igreja à

ORAÇÃO

Senhor, Deus Altíssimo e em extremo glorioso, os céus procla- mam a tua glória e o firmamento anuncia as obras das tuas mãos. Todo o céu e toda a terra estão cheios da tua glória. Neste momento, neste templo, tudo diz: glória! A nossa voz se une à voz de todos os seres angelicais na declaração de que a tua glória é o nosso supremo bem e prazer. Esquecemo-nos de nossa própria natureza pecamino­ sa — por um instante apenas! — para adorar a tua excelsa glória. I,embramo-nos — com profunda gratidão! — de nossa gloriosa ori­ gem divina: criados à tua imagem e semelhança, para glorificar-te acima de tudo e de todos e desfrutar-te plena e eternamente. Ó Senhor, foi para isso, principalmente, que nos reunimos aqui hoje. Recebe a nossa humilde adoração, que é prestada somente a ti, ó Deus Triúno, pela bendita mediação de Jesus Cristo, nosso único e bastante Mediador e Senhor. Amém.

O hino será anunciado assim:

— Cantemos em louvor ao Deus Triúno o hino 8 do Novo Cântico (por exemplo).

Adoração à Trindade

1 Grande Deus, o teu louvor Hoje, unidos, entoamos; Teu excelso e doce amor Com os anjos celebramos. E em adoração a ti, Vimos bendizer-te aqui.

9

2

Cristo, Salvador veraz, Com poder em nós domina! Tua graça e tua paz,

O Senhor, ao mundo ensina.

Redimido, em tua luz Vem fazê-lo andar, Jesus!

3 Santo Espírito eternal,

Oh, dirige as nossas mentes Para, em comunhão real,

Te buscarmos reverentes;

E o nosso coração

Se

encherá de gratidão.

4 Deus Trino, pois a ti

O

Sejam, sem cessar, rendidas Pelos filhos teus aqui, Honra e glória sem medida. Infinito é o teu amor! Cantem todos teu louvor! Amém.

A leitura das Escrituras será anunciada destaforma:

— Vou ler para nossa instrução a Palavra de Deus como se acha em Isaías 6.1-7:

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre

um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua gló­ ria. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa

mim! Estou perdido!

no meio dum povo de

se encheu de fumaça. Então disse eu: Ai de Porque sou homem de lábios impuros, habito

impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exér­ citos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidadefoi tirada, e perdoado, o teupecado ”.

10

Depois da leitura, o povo será convidado a orar:

— Oremos.

ORAÇÃO

Deus onipotente, nessa bela passagem deste ao profeta a bên­ ção de ver por nós a tua glória e majestade, nosso estado pecamino­ so, segundo a natureza humana, e a realidade consoiadora do perdão dos pecados. Ó Deus Triúno, em adoração, aqui, contemplamos pela fé as luas perfeições, e ficamos tão espantados como o profeta. Quem pode subsistir na tua presença? Adão se escondeu; Moisés se sentiu fulminado; Ezequiel pensou que morrería; Pedro pediu que te afas­ tasses dele, por ser pecador; Paulo clamou, cego: “Que devo fazer, Senhor?”; João, em Patmos, sentiu-se como se estivesse morrendo. Senhor, diante da tua grandeza e perfeição, batemos no peito e pedimos clemência. Perdoa a tua grei ora reunida. Dá-nos alento ante a visão de nossas terríveis imperfeições, e perdoa toda espécie de pecados — dos menores aos maiores; os pecados da língua, dos pensamentos, dos sentimentos, dos desejos, do dever não cumprido e dos feitos proibidos em tua santa lei. Lava e fortalece o teu reba­ nho. Em nome de Jesus. Amém.

Em seguida, procede-se à leitura bíblica.

— Leiamos na Palavra de Deus o Salmo 51.

“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade epurifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas trans­ gressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Peqtiei contra ti, contra li somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido porjusto no teufalar epuro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no

11

recôndito me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, eficarei limpo; lava-me, eficarei mais alvo que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados e apaga todas

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e

renova dentro em mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. Restitui- me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os teus cami­ nhos, e os pecadores se converterão a ti. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça. Abre, Senho?; os meus lábios, e a minha

boca manifestará os teus louvores. Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito que- brantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus. Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém. Então, te agradarás dos sacrifícios dejus­ tiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se oferecerão novilhos. ”

as minhas iniqüidades.

Após a oração e a leitura, será anunciado e cantado o hino 61 (por exemplo).

— Cantemos em louvor a Deus o hino 67 do Novo Cântico.

Coração quebrantado

1 Sonda-me, ó Deus, pois vês meu coração! Prova-me, ó Pai, te peço em oração. De todo o mal liberta-me, Senhor, Até da transgressão que oculta for.

2 Vem me lavar dos vis pecados meus, Conforme prometeste, meu bom Deus. Faze-me arder e consumir de amor, Pois quero te magnificar, Senhor.

12

3

Todo o meu ser não considero meu; Quero gastá-lo no serviço teu. Minhas paixões Tu podes dominar, Pois Tu, Senhor, vieste em mim morar.

4

Lá do alto céu o avivamento vem,

E que comece em mim, seguindo além.

O teu poder, as bênçãos, teu favor

Concede aos que são teus, ó Pai de amor. Amém.

Depois do hino será pronunciado uni

SERMÃO

Acabado o pronunciamento do sermão, far-se-á oração. O dirigente dirá:

— Oremos (pode ser lido em uníssono o Salmo 103).

EXALTAÇÃO A DEUS

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. O Senhor faz justiça e julga a todos os oprimidos. Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel. O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem con­ serva para sempre a sua ira. Não nos trata segundo os nossos peca­ dos, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim

13

afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Quanto ao ho­ mem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. Mas a misericórdia do Senhor é de eterni­ dade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos; para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem. Nos céus, esta­ beleceu o Senhor o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra. Bendizei ao Se­ nhor, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade. Bendizei ao Senhor, vós, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao Senhor.”

Terminada a oração, cantar-se-á um hino, anunciado do seguinte modo:

— Louvemos a Deus, cantando o hino 88 do Novo Cântico (por exemplo).

Amor perene

1 Amavas-me, Senhor, ainda cintilante Não irrompera a luz ao mando Criador! E nem o ardente sol, rompendo no levante, Trouxera à terra e ao mar a força fecundante. Meu Deus, que amor! Meu Deus, que eterno amor!

2 Amavas-me, Senhor, também quando, imolado, Por mim sofreu na cruz o meigo Salvador,

O santo de Israel, o teu Cordeiro amado,

Levando sobre si a culpa do pecado. Meu Deus, que amor!

Meu Deus, que antigo amor!

14

3

Amavas-me, Senhor, quando atingiu meu peito

O

Espírito de luz, o meu Consolador.

E

com tesouros mil, de teu favor perfeito,

Trouxe à minha alma a fé em que hoje me deleito.

Meu Deus, que amor! Meu Deus, que antigo amor!

4

E sempre me amarás, porque jamais inferno

Ou mundo poderão ao teu querer se opor, Ao teu decreto, ó Deus, ao teu decreto eterno,

Ao teu amor, ó Pai, ao teu amor superno. Meu Deus, que amor! És sempre e todo amor! Amém.

Acabado o hino, o dirigente dirá:

— Rendamos glória a Deus, em oração.

ORAÇÃO

A ti, que és poderoso para nos conservar sem pecado e para

nos apresentar ante a vista de tua glória, imaculados com exultação na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; a ti, único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja dada glória e magnificência, império e poder, antes de todos os séculos, agora e para todos os

séculos dos séculos. Amém.

Terminada a oração, anunciar-se-á um hino.

— Cantemos, com alegria e gratidão, o hino 135 do Novo Cântico (por exemplo).

Mais de Cristo

1 Mais de Cristo eu quero ter, Seu ensino receber, Ter da sua compaixão E da sua mansidão.

15

Mais, mais de Cristo! Mais, mais de Cristo! Mais do seu puro e santo amor, Mais do bondoso Salvador.

2 Mais de Cristo eu quero ouvir, Nos seus passos prosseguir, Sempre perto dele andar, Seu amor manifestar.

O ministro convidará o povo a se pôr de pé e impetrará a bênção.

— Recebam, irmãos, a bênção de Deus:

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer

o

rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante

o

rosto e te dê a paz. Amém.

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comu­ nhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Amém.

Finalmente, dirigindo-se, à igreja, dirá

Irmãos, vão em paz!

16

2a M odelo

A CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor

Instruções ao ministro

O sacramento da Comunhão, ou Ceia do Senhor, deverá ser

celebrado quando o ministro e os presbíteros regentes de cada

igrejajulgarem

mais conveniente para a edificação dos fiéis.

As pessoas que não conhecerem os princípios fundamentais

do Cristianismo, e as cpie viverem escandalosamente não deverão ser admitidas à mesa do Senhor.

Pão e vinho, os elementos usados nesse sacramento, deverão estar convenientemente dispostos sobre uma mesa coberta com uma toalha branca.

Depois de cantado um hino apropriado à ocasião, o ministro principiará a cerimônia da celebração da Ceia do Senhor, descobrindo os elementos e lendo as palavras da instituição desse sacramento em algum dos Evangelhos ou em 1 Coríntios 11.23-26, como se lê a seguir.

PALAVRAS DA INSTITUIÇÃO

— Queridos irmãos, ouçam as palavras da instituição da Ceia do Senhor, reveladas por nosso Senhor Jesus Cristo a seu apóstolo Paulo e por este registradas na sua primeira epístola aos Coríntios 11.23-26:

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é

dado por vós; fazei

isto em memória de mim.

Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou tam­ bém o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu san­ gue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de

mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha”.

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— Cantemos o hino 340 do Novo Cântico (por exemplo).

Santa comunhão

1 Disposta a mesa, ó Salvador, Estás presente aqui! Ministra o vinho, parte o pão, Tipos, Jesus, de ti.

2 Juntos, lembramos tua cruz; Por nós sofreste ali. Por tua graça divinal, Vivemos para ti.

3 Desperta, anima, enleva os teus, Fazendo-os discernir Que Tu presente, ó Cristo, estás Teu povo a dirigir.

4 Na Santa Ceia, ó grande Deus, Buscamos comunhão Contigo, nosso Benfeitor, Com todo vero irmão.

5 Sabemos que regressarás Em majestade e luz! Juiz supremo, eterno Rei, Oh, vem, Senhor Jesus! Amém.

Nesse momento, se o ministro julgar oportuno, poderá explicar e aplicar ct passagem precedente, dando as seguintes ou semelhantes

INSTRUÇÕES

— Na noite em que foi entregue, nosso Senhor instituiu para o

seu povo o sacramento da Santa Ceia. Aqueles que, por sua vida escandalosa ou por sua ignorância das verdades fundamentais do Cristianismo, mostram não pertencer ao povo de Cristo não têm direito nem parte nesta mesa. Se partici­ passem destes elementos, receberíam maldição, e não bênção.

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Vocês, porém, que se acham arrependidos de seus pecados, que desejam, com a ajuda de Deus, viver de forma santa, que crêem em Jesus Cristo e são membros do seu corpo, têm direito de partici­ par deste sacramento. Foi para vocês que nosso Senhor Jesus Cristo o instituiu. Ele quer que participemos do pão em sua memória, por­ que é símbolo do seu corpo ferido por amor de nós, e do cálice, símbolo de seu sangue vertido para a nossa salvação. Quer testemu­ nhar-nos, por este rito de amor perfeito, que nos amou, para que os nossos temores se desvaneçam (ver 1Jo 4.18).

O Senhor é servido em que, por meio dessa ordenança, anun­

ciemos sua morte como preço de nossa vida e em que, até a sua segunda vinda, vejamos nessa ordenança um monumento da salva­ ção eterna que por ele têm todos os que descansam no seu sacrifício.

Esta mesa é do Senhor. Como ministro seu, convido a participa­ rem desta Santa Ceia os membros professos desta igreja e os mem­ bros presentes, em plena comunhão, de quaisquer outras igrejas evan­ gélicas que confiam somente no sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo.

nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só

corpo; porque todos participamos do único pão” (ICo 10.17).

“[

]

Acabadas as instruções, o ministro consagrará os elementos para o sacramento, por meio de oração e ações de graça, dizendo:

— Como ouvimos, nosso Senhor Jesus Cristo, tendo tomado o pão, deu graças. Imitando o exemplo de nosso Senhor, rendamos graças a Deus.

ORAÇÃO DE CONSAGRAÇÃO

Senhor, nosso Deus, nós te louvamos pela vinda de teu Filho a este mundo para nos dar a paz, a adoção de filhos teus e a herança da vida eterna. Graças te damos pelo favor que nos conferes de nos fazeres participantes do fruto da paixão e morte do Senhor Jesus Cristo. Ele morreu por nós, pecadores, e agora nos convida a nos sentar à sua mesa para comer o pão e bebermos aquela água viva de que nos fala no seu Evangelho. Aceita o nosso louvor pelo dom da vida eterna. Somos indignos, ó Deus, do teu favor. Indignos somos

21

ainda de scr leitos filhos e herdeiros da glória eterna, pela morte de Jesus e pela obra do Espírito Santo. Esclarece o nosso entendimento e aumenta a nossa fé, para que possamos compreender melhor o teu amor, que sobrepuja todo entendimento e é motivo dos louvores constantes dos anjos e santos que cercam o teu trono. Atraídos por esse amor, nós nos consagra­ mos ao teu serviço e à tua glória e, participando, segundo Jesus manda, da Ceia do Senhor, anunciamos a sua morte como preço pelo qual fomos resgatados da perdição eterna. Dá-nos uma fé firme

e aquela disposição que mais convém aos que se assentam à mesa do

Senhor, a fim de que possamos cumprir devidamente o preceito que

ele deu na noite em que foi traído. Fazendo isso em memória de Cristo, seja aumentada a nossa

fé, robustecida a nossa esperança e avivado o nosso amor para com

o Senhor e para com todos os que o amam. Consagra para o nosso sustento espiritual a parte do pão e do

vinho que vai ser usada neste sacramento, e seja este culto aceitável

a ti, por amor dos merecimentos de nosso Senhor. Ouve-nos, ó Pai, porque te pedimos em nome de teu Filho. Amém.

O

ministro, então, tomando o pão, o partirá na presença

do

povo, dizendo:

— O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão

e, dando graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, como eu, mi­ nistrando em seu nome, distribuo este pão entre vocês, dizendo:

O ministro distribuirá aos presbíteros o pão.

— “Tomai e comei. Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim” (cf. Mt 26.26 e Lc 22.19).

O ministro, juntamente com os presbíteros, diante da

mesa, poderá distribuir o pão ou deixar para fazê-lo juntamente com o cálice. Depois de distribuído o pão, o ministro tomará também o cálice, dizendo:

22

— De semelhante modo, nosso Senhor tomou também o cáli­

ce, depois de haver ceado, e tendo dado graças, como há pouco fize­ mos em seu nome, o deu aos seus discípulos, dizendo:

O ministro

distribuição.

entregará

as

bandejas

aos

oficiais

da

— "‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto,

todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” (ICo 11.25b).

Nesse momento, se o ministro achar próprio, exortará os comungantes, falando-lhes: da natureza e da utilidade desse sacramento; da graça de Deus, manifestada em Jesus Cristo;

da obrigação de servir ao Senhor; da obrigação que osfiéis

têm de andar conforme a vocação para a qual foram chamados; e do dever de, como eles têmprofessado ao Senhor

Jesus Cristo, andar com ele e produzir boas obras. Será bom exortar também aqueles que são simples espectadores, falando-lhes: dos seus deveres religiosos; do pecado e do perigo de viver em desobediência a Cristo e

de

negligenciar o uso desse sacramento e do dever que têm

de

se unir aos crentes, na participação da Santa Ceia, o

mais breve possível. Concluída a distribuição do cálice à igreja, o ministro o distribuirá aos presbíteros para que o tomem.

Nunca se deve esquecer de perguntar se algum comungante fo i esquecido. Após, o ministro poderá convidar a igreja a pôr-se de pé para uma oração.

— Oremos:

ORAÇÃO DE GRATIDÃO

Deus onipotente e Pai misericordioso, nós te damos graças porque em tua infinita misericórdia nos deste seu unigênito Filho para ser o nosso mediador, sacrifício suficiente por nossos pecados, e nosso sustento espiritual. Louvamos o teu santo nome porque nos

23

'l i unia viva fé, pela qual somos feitos participantes dos teus bene- Ileios, e também porque, por tua graça, teu Filho Jesus Cristo insti- luiu o sacramento da Ceia para reafirmar a nossa fé e confortar-nos na esperança da glória eterna. Concede, ó nosso Deus e Salvador, que, pela obra de teu divi­ no Espírito, o sacramento que acabamos de celebrar, em memória de nosso Senhor, concorra para fortalecer a nossa fé no Salvador e a nossa íntima comunhão com ele. E a ti, ao Filho e ao Espírito Santo seja dada toda honra, glória e poder, agora e para sempre. Amém.

— Cantemos o hino 341 do Novo Cântico (por exemplo).

Vera Páscoa

1 O Jesus, ó vera Páscoa, Suspirada dos antigos! O Cordeiro eterno e meigo, Digna-te assistir aqui!

2 Bom Jesus, ó Pão divino, Pela fé te recebemos. Es nas almas o alimento Que sustenta o nosso amor.

3 Bom Jesus, ó Vinho puro, De perene gozo a fonte, Faze que nossa alma viva Para ti, sempre de ti! Amém.

Depois do cântico, o ministro invocaráa seguinte ou outra bênção:

BÊNÇÃO

Ora, o Deus da paz, que ressuscitou dos mortos, pelo sangue do testamento eterno, a Jesus Cristo, Senhor nosso, grande Pastor das ovelhas, vos faça idôneos em todo o bem, para que façais a sua vonta­ de; fazendo ele em vós o que seja agradável a seus olhos, por Jesus Cristo; ao qual é dada glória pelos séculos dos séculos. Amém. A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comu­ nhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Amém.

24

3e M odelo

PROFISSÃO DE FÉ E BATISMO DE ADULTOS

(primeira forma)

Profissão de fé

Instruções ao ministro

Em ocasião própria, no decurso do culto público, o ministro receberá por profissão de fé as pessoas que tiverem sido aprovadas pelo Conselho, do modo seguinte:

Dirigindo-se à Congregação, fará semelhante

COMUNICAÇÃO

— Faço-lhes saber, irmãos, que o Conselho desta igreja exa­

minou e aprovou, para fazerem profissão de fé, os senhores

Dirá o nome daspessoas admitidas, mencionando emprimeiro lugar os batizados anteriormente, e continuará:

— Destas pessoas, as primeiras (dirá o número) foram batizadas

na infância, e as demais declaram desejar receber o batismo nes­ ta ocasião.

Em seguida, o ministro chamará os professandos, dirigindo- lhes o seguinte

CONVITE

— As pessoas mencionadas queiram apresentar-se.

Depois que os professandos se tiverem apresentado diante do púlpito, o ministro lhes dirigirá as seguintes palavras de

27

ENSINO BÍBLICO

— Nosso Senhor Jesus Cristo ordenou que seus servos fossem

um só corpo com ele, unidos uns aos outros pela confissão da mes­ ma fé e pela esperança nas mesmas promessas. Ele mesmo disse:

todo aquele que me confessar diante dos homens, tam­

bém o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele

que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.32,33).

“[

]

O

Espírito Santo também ensinou:

“[

]

com o coração se crê para justiça e com a boca se confes­

sa a respeito da salvação” (Rm 10.10). Visto como, pela graça de Deus, vocês se encontram resolvi­ dos a unir-se aos discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo, profes­ sando publicamente a sua fé, exorto-os a que respondam com since­ ridade às perguntas que passo a fazer-lhes:

PERGUNTAS DE PROFISSÃO

Pergunta — Vocês crêem em um só Deus que subsiste em três pessoas: o Pai, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis; o Filho, que foi concebido por obra do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria, o qual morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação; e o Espírito Santo, santificador de nossa alma e doador da vida? Resposta — Cremos.

— Vocês confessam que as Escrituras Sagradas do Antigo e do

Novo Testamentos são a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática dada por ele à sua igreja, e que são falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa Palavra, e todos os usos e costumes acrescentados à simples lei do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo?

— Sim, confessamos.

— Vocês confessam que foram concebidos em pecado; que, por natureza, são incapazes de cumprir perfeitamente a lei de Deus, inclinados antes a amar e fazer o que essa lei condena, tendo pecado muitas vezes por pensamentos, palavras e obras?

28

— Sim, confessamos.

— Vocês confessam firmemente que o sangue de Cristo nos

purifica de todo pecado, e que não há outro meio de alcançar o perdão e o poder santificador senão a graça de nosso Senhor Jesus Cristo e a obra do Espírito Santo, que Jesus dá a todo o que lho pede?

— Sim, confessamos.

— Vocês estão sinceramente arrependidos do mal que têm feito

diante de Deus e resolvidos a fazer uso diligente de todos os meios de graça por ele ordenados para o bem de seu povo, e a seguir os precei­ tos de sua lei, deixando de fazer o que ele lhes proíbe em sua Palavra, e fazendo a sua vontade auxiliados por sua graça?

— Sim, estamos.

— E vocês prometem que, como membros desta igreja, se

sujeitarão sempre à sua disciplina e às autoridades nela consti­ tuídas para o seu ensino e governo, enquanto forem fiéis às Sagra­ das Escrituras?

— Sim, prometemos.

O

ministro continuará, então, dirigindo aos professandos

as

seguintes

INSTRUÇÕES

— A profissão de fé e as solenes promessas que acabam de

fazer diante de Deus e desta igreja, sendo sinceras, importam em uma aliança entre vocês e Deus, na qual ele promete ser o único Deus de vocês, e vocês prometem pertencer tão-somente a ele. No batismo (que alguns já tiveram o privilégio de receber e que agora vai ser ministrado aos outros), Deus lhes dá um símbolo dessa santa aliança. A água do batismo não pode lavar o corpo e muito menos a alma de vocês. E um símbolo e, por isso, vocês devem entender claramente a sua significação, que é a lavagem do pecado e nossa união com Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu esse sacramento para ser, de nossa parte, um meio de professar a sua religião e, da parte do

29

Senhor, um meio de assegurar aos crentes as bênçãos do ato divino que justifica pelo sangue de Cristo e que regenera e santifica pelo Espírito Santo.

Em seguida, o ministro orará, invocando a bênção de Deus para acompanhar o sacramento do batismo que vai ser ministrado aos professandos que não tiverem sido balizados anteriormente.

ORAÇÃO

Ó Pai eterno e onipotente, nós te louvamos pela promessa de perdão e santificação que nos fazes pela morte de Jesus Cristo, teu bendito Filho, e te rogamos que confirmes e seles essas graças aos teus servos, que aqui se acham, a fim de receberem o sacramento de iniciação em tua igreja visível — o santo batismo. E, agora que eles se consagram a ti, recebe-os debaixo da tua proteção. Sê o seu Deus e Salvador. Perdoa-lhes os pecados e santi­ fica-os pelo Santo Espírito. Acompanha com tua bênção o sacra­ mento do batismo que lhes vai ser ministrado em teu nome, batizan­ do-os, tu mesmo, com o batismo do Espírito. Tudo isso te pedimos pela mediação de Cristo, nosso Senhor. Amém.

Então, o ministro batizará com água pura cada uma das pessoas que não tiverem sido batizadas legitimamente na infância, chamando cada uma pelo nome e dizendo:

— Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Nesse momento, pode-se cantar um hino, por exemplo, o 331 do Novo Cântico.

30

Oração

1

Confirma, ó Salvador,

A

decisão feliz

De quem, por teu amor, Deixar o mundo quis,

E

agora vem se batizar,

Submisso e humilde ao teu mandar.

2

Aperfeiçoa em paz

E

em teu divino amor,

O

coração que faz

Tal

confissão, Senhor!

E

em tudo faze o meu viver

Conforme, sempre, o teu querer!

3

Ó

Protetor fiel,

Amparador dos teus,

Do

inundo no tropel

Conduz os passos meus!

Nas tentações sê Tu, Senhor,

O

meu constante Defensor.

4

Nos sentimentos bons,

Na comunhão veraz,

Revela os ricos dons Que o teu poder nos traz; Mostrando ao mundo, assim, Jesus, Que é bom andar na tua luz. Amém.

Depois, o ministro dirá aos novos professos:

— Agora, meus irmãos, estão admitidos a todos os privilégios da igreja de Cristo. Corram com paciência a carreira cristã e perse- verem firmes na fé, pois nosso Senhor mesmo exorta cada um dos seus discípulos, dizendo: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Amém.

31

Em seguida, concluirá com

ORAÇÃO

Senhor e Salvador nosso, digna-te abençoar e confirmar os admitidos em tua igreja. Permite que a profissão que acabam de fazer seja fielmente cumprida pelo auxílio do teu Espírito Santo. Dá-lhes grande aumento de graça, de ciência e de fé para que sirvam de luz aos incrédulos e sejam aptos para toda boa obra e cheios do Espírito e da Graça. Faze que de agora em diante eles vivam na esperança da glória dos teus filhos e trabalhem para o bem das al­ mas que não te conhecem. Quando eles se sentirem fracos, faze que se tornem fortes no Senhor. Nas aflições desta vida, sê para eles consolação, refúgio e amparo. Aumenta-lhes, dia a dia, a fé pela leitura, pregação e meditação de tua Palavra. Santifica-os cada vez mais mediante a operação do Espírito Santo, no uso dos meios de graça, instituídos por ti. Ensina-os a orar incessantemente em viva fé no sacrifício e intercessão de Jesus Cristo. Sejam eles crentes fortes, cheios do gozo do Espírito Santo e de zelo pelo nome de Cristo, plenificados em boas obras, para que os incrédulos vejam neles uma demonstração prática das verdades do Cristianismo. Senhor Jesus, teu sangue os resgatou, e é somente pela tua mediação que eles se chegam ao Pai. Não os abandones jamais. Amém.

Como encerramento fica bem cantar um hino forte, como o 93 do Novo Cântico.

Firmeza na fé

1 Somente ponho a minha fé Na graça excelsa de Jesus, No sacrifício remidor, No sangue do bom Redentor.

32

A minhafé e o meu amor

Estão firmados

no Senhor,

Estão firmados

no Senhor.

2

Se não lhe posso a face ver,

E

pela fé que vou viver;

Em cada transe a suportar Eu hei de nele confiar.

3

A

sua graça é mui real,

Abrigo traz no temporal; Ao vir cercar-me a tentação, Me fortalece sua mão.

4

Quando a trombeta ressoar, Irei com ele me encontrar;

E com os salvos cantarei

Louvor eterno ao grande Rei!

NOTA —- “O batismo não deve ser administrado aos que

estão fora da Igreja visível, e assim estranhos aos pactos

da promessa; enquanto não professarem a suafé

obediência a Ele; porém as crianças, cujos pais, ou um só deles, professarem fé em Cristo e obediência a ele, estão, quanto a isto, dentro do pacto e devem ser batizadas.” Catecismo Maior, resposta à Pergunta 166.

em Cristo e

33

4S M odelo

PROFISSÃO DE FÉ E BATISMO DE ADULTOS

(segunda forma)

Profissão de fé

Como ponto de partida da cerimônia, o ministro poderá conduzir a igreja, comparticipação especial dosprofessandos, a cantar um hino apropriado; por exemplo, o 334, do Novo Cântico.

A conversão

1 Em cegueira eu andei e perdido vaguei Longe, longe do meu Salvador!

Mas da glória desceu, o seu sangue verteu

E salvou este pobre pecador.

Foi na cruz, foi na cruz que um dia eu vi Meu pecado castigado em Jesus! Foi ali, pela fé, que meus olhos abri E agora me alegro em sua luz!

2 Já ouvia falar dessa graça sem par, Que do céu trouxe Cristo Jesus! Mas eu surdo me fiz, converter-me não quis Ao Senhor que por mim morreu na cruz.

3 Mas um dia senti meu pecado, e vi Sobre mim o castigo da Lei!

Apressado fugi, em Jesus me escondi,

E abrigo seguro nele achei.

4 Que ditoso, então, foi ao meu coração, Conhecer o excelso amor,

Que levou meu Jesus a sofrer lá na cruz,

E salvar este pobre pecador.

37

Presentes os professcmdos, dicmte do púlpito, lhes dirigirá o ministro as seguintes palavras de

ORIENTAÇÃO

— Nosso Senhor Jesus Cristo ordenou que seus servos fossem

um só corpo com ele, unidos uns aos outros pela profissão da mes­ ma fé e pela esperança nas mesmas promessas gloriosas. E visto como se acham presentes para professar publicamente a sua fé, exor- to-os a responder às perguntas que vou fazer-lhes.

PERGUNTAS DE PROFISSÃO

Pergunta — Vocês crêem em um único e verdadeiro Deus, que existe em três pessoas distintas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo —, o qual do nada fez o céu e a terra e tudo o que neles há, e os mantém, governando todas as coisas, de modo que nada pode acontecer sem que seja da sua divina vontade? Resposta — Sim, cremos.

— Vocês reconhecem que foram concebidos e nascidos em

pecado; que por natureza são inteiramente incapazes de praticar o bem e inclinados para o mal; que têm muitas vezes pecado por pen­

samentos, palavras e obras, achando-se de tudo sinceramente arrependidos; e pedem perdão a Deus?

— Sim, reconhecemos.

— A sua fé se fundamenta unicamente no sacrifício consuma­

do por Cristo na cruz, na eficácia da sua contínua intercessão no céu e nas promessas que deixou nas Sagradas Escrituras?

— Sim, é verdade.

— Vocês confessam que o Senhor Jesus Cristo, sendo o eterno

Filho de Deus, movido de compaixão pela desditosa sorte da nossa raça, fez-se Filho da virgem Maria, verdadeiro homem pelo poder de Deus, para tornar-se o único Redentor e Salvador dos homens; que ele cumpriu os preceitos da lei divina pela sua vida imaculada,

e, na hora da sua morte na cruz, deu uma satisfação completa pelos

38

pecados de seu povo; que ao terceiro dia ressurgiu dos mortos em

sinal de estar satisfeita a justiça divina; e que, tendo subido ao céu, alcançou, por sua intervenção, o resgate dos que nele crêem?

— Sim, confessamos.

— Vocês confessam também a necessidade de uma vida nova

e santa, para agradar ao Senhor e provar a sinceridade da sua fé, e prometem fazer toda diligência para obedecer aos preceitos de Deus contidos nas Sagradas Escrituras, invocando sempre, para esse fim, o auxílio do Espírito Santo, sem o qual não poderão cumprir esses votos com fidelidade?

— Sim, confessamos e prometemos.

— E prometem que, como membros desta igreja, se submete­

rão à sua disciplina e às autoridades nela constituídas para o seu

ensino e governo?

— Sim, prometemos.

O ministro continuará, então, dando as seguintes

INSTRUÇÕES*

— Acabam de entrar em um solene pacto, em que o Senhor

promete ser o seu Deus e o de sua posteridade, e vocês o aceitam como o seu único Deus e prometem pertencer-lhe. Doravante, vocês entram em plena comunhão com a igreja, cujos privilégios externos já estão confirmados pela escolha que vo­ luntariamente fizeram de Cristo e pela fé salvadora que nele profes­ saram, que são não mais simples herdeiros dos privilégios do pacto, mas também da própria salvação eterna. Acabam de aceitar e confirmar os votos e obrigações do batis­ mo e de declarar que são do Senhor. E vocês, os que ainda não receberam o sacramento do batismo, são agora separados formalmente do mundo, para tomar lugar como “concidadãos dos santos e da família de Deus”.

* Se todos os professandos tiverem sido batizados anteriormente, omitir-se-á a par­ te das instruções que se refere aos não-batizados, e. no caso contrário, as que se referem aos batizados.

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Seja o batismo que lhes vai ser ministrado o “despojar-se da imundícia da carne” e o “revestir-se do Senhor Jesus Cristo”.

Nesse momento o ministro batizará os que não tiverem sido batizados anteriormente, chamando cada um pelo nome e dizendo:

— Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito San­ to. Amém.

O

ministro fará, então, oração. Terminada esta,

conservando-

se

de pé, a congregação dirá

— Nós, oficiais e mais membros desta igreja, os recebemos

cordial e jubilosamente em nossa comunhão, e suplicamos o auxílio de Deus para que possamos juntos procurar o bem-estar temporal e espiritual de nossos condiscípulos e “fazer bem a todos, mas princi­ palmente aos domésticos da fé”.

— Cantemos o hino 86 do Novo Cântico (por exemplo).

Espírito do Trino Deus

Espírito do Trino Deus, Opera em nós. Espírito do Trino Deus, Opera em nós. Quebranta-nos, consola-nos, Transforma-nos, transborda-nos! Espírito do Trino Deus, Opera em nós. Amém.

Então, o ministro impetrará sobre os professos a seguinte

40

BÊNÇÃO

Ora, o Deus da paz, que trouxe dentre os mortos Jesus nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, vos faça idôneos em todo o bem, para que façais a sua vontade, fazendo ele em vós o que seja agradável a seus olhos, por Jesus Cristo, ao qual é dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

Poder-se-á concluir com o hino 181 do Novo Cântico:

Irmãos em Jesus

1. Bem-vindos, irmãos em Jesus,

A nós, bem unidos na paz

Que Cristo nos dá pela cruz, Com graça divina, eficaz.

2. Saudamos com santo prazer Aos crentes em nosso Senhor, Pois juntos queremos viver, Honrando o fiel Benfeitor.

3. De quanta ternura e amor Podemos aqui partilhar!

E em Cristo, no riso ou na dor,

Real comunhão desfrutar.

4. Unidos vivemos aqui; Unidos seremos nos céus Alegres, cantando ali

A grande clemência de Deus.

41

5e M odelo

ADMISSAO PUBLICA DOS BATIZADOS NA INFÂNCIA

Admissão pública

Poder-se-á cantar, no início, um hino; por exemplo, o 168 do Novo Cântico.

Jesus amado

1 Quão doce fala ao coração

Do

pobre pecador

O

Nome que lhe traz perdão:

Jesus, o Redentor!

2 Bendito sejas, ó Jesus!

Em ti confiarei.

Por mim morreste sobre a cruz,

Jamais te deixarei!

3 Jesus, eu quero em ti pensar, Pois teu amor me apraz. E ajoelhando-me a orar,

Eu sinto a tua paz!

4 Jesus, meu Rei, meu Salvador, Teu Nome quero ter Não só nos lábios, com fervor, Mas sempre no viver! Amém.

Os candidatos estarão diante do ministro, o qual dirá:

— Nós, pastor e povo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, conforme a promessa da vida que está em Jesus Cristo, a vocês, amados filhos e herdeiros da igreja: amor e paz de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Senhor. Sem interrupção nos temos lembrado de vocês em nossas ora­ ções, desejando a saúde e a prosperidade do seu coração, persuadi­ dos de que a fé sincera de seus pais lhes é também concedida.

45

Ao passo que tantos outros alcançaram esses privilégios com grande custo, vocês nasceram livres, entrando na igreja por nasci­ mento, e foram selados na infância pelo batismo — selo da aliança. Para vocês tem sido de grande proveito ser membros da igreja; por isso, herdaram os benefícios da nova aliança; não somente a Lei e os Profetas, mas também a obra consumada em e por Cristo, a dispensação do Espírito Santo. Herdaram os oráculos completos de Deus, a educação da família cristã, as orações, a instrução e a disci­ plina da igreja de Cristo.

PERGUNTAS

— Vocês aceitaram pessoalmente a Deus, o Pai, por seu Pai; a

Deus, o Filho, por seu único Salvador; a Deus, o Espírito Santo, por seu Santificador e Consolador?

— Sim, aceitamos.

— Vocês prometem continuar nessa fé e, com auxílio da graça

divina, cumprir todos os deveres dela, no uso diligente dos meios de graça, na sujeição às autoridades desta igreja, na paz e no amor dos irmãos?

— Sim, prometemos.

— Eu os exorto, diante de Deus, que faz vivas todas as coisas,

e diante de Jesus Cristo, que sob Pôncio Pilatos deu uma boa confis­ são, que guardem este pacto sem mácula nem repreensão, até a vin­ da de nosso Senhor Jesus Cristo.

Em nome da igreja e de Jesus Cristo, seu Senhor e cabeça, sejam bem-vindos. Eu os recebo à plena comunhão com o povo de Deus.

A igrejapoderá ser convidada (principalmente osprofessandos) a repetir em uníssono os seguintes textos bíblicos:

"‘Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o Senhor, que se compadece de ti” (Is 54.10). “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante

o rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26).

46

Em seguida o ministro fará

ORAÇÃO

Pai celeste, nós te bendizemos porque desde o princípio in­ cluíste no pacto os filhos juntamente com os pais. Damos-te graças porque deste entrada a estes teus servos na igreja cristã por seu nas­ cimento e lhes concedeste as bênçãos da cultura cristã. Bendize­ mos-te porque lhes acrescentaste a graça especial do teu Espírito, de sorte que espontaneamente confessaram a tua verdade e consagra­ ram a sua vida ao teu serviço. Suplicamos-te que continues a obra começada neles, até o dia da redenção completa. Aumenta-lhes dia­ riamente os dons da graça: o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Concede-lhes a felicidade de promover a glória do Senhor e do seu povo. Socorre-os nas tentações desta vida e na provação da morte. Em nome de Cristo. Amém.

Poder-se-á cantar um hino apropriado; por exemplo, o 32 do Novo Cântico

O Deus fiel

1

Tu és fiel, Senhor, ó Pai celeste, Teus filhos sabem que não falharás! Nunca mudaste, Tu nunca falhaste, Tal como eras Tu sempre serás.

Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor!

Dia após dia, com

bênçãos sem fim,

Tua mercê nos sustenta e nos guarda; Tu és fiel, Senhor, fiel assim,

2

Flores e frutos, montanhas e mares, Sol, lua, estrelas brilhando no céu, Tudo criaste na terra e nos ares Para louvar-te, Senhor, que és fiel.

47

3

Pleno perdão Tu dás! Que segurança! Cada momento me guias, Senhor, E no porvir, oh! que doce esperança Desfrutarei do teu rico favor. Amém.

48

6S M odelo

BATISMO DE CRIANÇAS

(primeira forma)

Batismo de crianças

Instruções ao celebrante

O batismo será sempre administrado por um ministro de

Cristo, e nunca por um leigo.

De ordinário, esse ato solene terá lugar no templo, empresença da congregação.

Os pais não devem delongar, sem motivo justo, o batismo de

seus filhos, e avisarão o ministro, com antecedência, do dia

em que esperam trazê-los para receber essa santa ordenança.

Na ocasião própria,

o ministro dará conhecimento à

congregação de que batizará uma criança, e convidará os pais desta a apresentá-la, dizendo:

— Acha-se presente uma criança para ser batizada. Queiram os pais apresentá-la.

Os pais apresentarão, então, a criança diante do púlpito, e o ministro lhes perguntará:

— É seu desejo consagrar a Deus este seu filho por meio do batismo?

Após resposta afirmativa, o ministro prosseguirá, dando as seguintes.

INSTRUÇÕES AOS PAIS

— O batismo é um sacramento da nova dispensação, instituído

por nosso Senhor Jesus Cristo, no qual a aspersão com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é sinal e selo da nossa

51

união com Cristo, do resgate dos nossos pecados pelo seu sangue, da regeneração do nosso coração pelo Espírito Santo, de nossa ado­ ção como filhos de Deus e da ressurreição para a vida eterna. Por meio desse sacramento, as pessoas batizadas são solene­ mente admitidas na igreja visível e entram com Deus em uma alian­ ça em que ele promete ser o seu Deus e o de sua posteridade, e as pessoas batizadas prometem pertencer-lhe inteiramente. Vemos, pois, que nosso Deus não somente se apiedou de nós, admitindo-nos no número de seus filhos e na comunhão de sua igreja, mas também se compadeceu de nossa posteridade (Gn 17.7). E, embora os filhos dos crentes também pertençam à raça de Adão e tenham, por isso, uma natureza corrupta, Deus os aceita e os adota no número da­ queles que constituem o seu povo, em virtude desse pacto (1 Co 7.14). Assim, os filhos dos crentes não têm menos direito hoje ao sacramento do batismo do que a descendência de Abraão tinha ao rito da circuncisão. De outro modo a Escritura não daria aos filhos dos crentes o nome de santos (1 Co 7.14), com que na Sagrada Escri­ tura são designados os membros da igreja, nem tampouco nosso Se­ nhor os teria tratado nessa relação, dando-lhes a sua bênção e decla­ rando que “dos tais é o reino de Deus” (Mc 10.14). E agora que Deus concede a vocês o grande privilégio de lhe dedicar esse seu filho, exorto-os a que declarem a sua fé e reconhe­ çam solenemente os deveres que têm para com Deus e para com a sua igreja, em referência a essa criança, respondendo sinceramente às seguintes

PERGUNTAS AOS PAIS

— Os irmãos crêem em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do

céu e da terra?

— Sim, cremos.

— Vocês crêem em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Se­

nhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucifica­ do, morto e sepultado, ressurgiu dos mortos ao terceiro dia, subiu ao céu e está assentado à mão de Deus Pai, Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos?

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— Sim, cremos.

— Crêern no Espírito Santo, em uma só igreja universal, na

comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna?

— Sim, cremos.

— Prometem que se o Senhor Deus for servido conservar a vida

deste seu filho até a idade da razão, hão de instruí-lo na crença segui­

da pelo povo de Deus, como vem ensinada na Sagrada Escritura?

— Sim, prometemos.

— Prometem ensinar-lhe a ler para que leia por si mesmo a San­

ta Escritura; orar por ele e com ele; servir-lhe, vocês mesmos, de bom exemplo de piedade e religião, e esforçar-se, por todos os meios de­ signados por Deus, para criá-lo na disciplina e correção do Senhor?

— Sim, prometemos.

— Prometem ler com ele a Bíblia e trazê-lo à igreja com assi­

duidade, ensiná-lo desde a mais tenra idade a respeitar o culto divi­

no e participar dele?

— Sim, prometemos.

Então, o ministro pedirá a Deus que seja servido acompanhar com sua bênção o sacramento que vai ministrar, fazendo semelhante

ORAÇÃO

Louvamos e bendizemos o teu nome, ó Deus, pela promessa que nos fazes de seres o nosso Deus e o Deus de nossos filhos; e agora te pedimos que confirmes a tua promessa em referência a essa criança, que aqui te é apresentada. Nós a dedicamos e a oferecemos a ti, pedindo-te que a recebas debaixo da tua proteção e sejas o seu Deus e Salvador. Regenera-a e santifica-a pelo teu Espírito Santo, e faze que, quando ela chegar ao uso da razão, te reconheça e te adore como seu único e verdadeiro Deus e Salvador, e te glorifique por todos os dias de sua vida. Incorpora-a na comunhão de nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de que tenha parte em todos os benefícios de sua morte, ressurreição e intercessão, como membro de seu corpo. Agra­

53

da-te dar a tua bênção para acompanhar o sacramento do batismo, que lhe vai ser ministrado em teu nome, por amor de Cristo, nosso Redentor. Amém.

Em seguida, o ministro batizará a criança com água pura, chamando-a. pelo nome e dizendo:

— Eu o(a) batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Acabado o batismo, o ministro fará semelhante

ORAÇÃO

Graças te damos, ó Deus, porque não somente nos abençoas com os benefícios que conferes a todos os homens, mas também com as promessas e dons do evangelho. Rendemos-te graças porque nos chamaste para ser o teu povo; e também nossos filhos, assinalando-os com este sacra­ mento do batismo. Portanto, Pai, embora indignos de teus favores, te suplica­ mos que protejas essa criança; confere-lhe as graças significadas neste sacramento. Não permitas que, quando crescer, se afaste de ti e de tua igreja. Dá-lhe o teu Espírito Santo para nela habitar. Por amor de Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Poder-se-á cantar um hino apropriado; por exemplo, o 365 do Novo Cântico.

Convite às crianças

1 Oh! Vinde crianças! Cantai a linda história Do bom Messias, Rei dos reis, Jesus, o Salvador.

54

E repeti, com gratidão,

A eterna e meiga exclamação:

“Deixai as crianças que venham a mim”.

2 Pais crentes traziam

A Cristo seus filhinhos,

Mas quando alguém os impediu, Tentando os afastar, Ouviu-se a voz do Mestre, então, Dizer com grande compaixão:

“Deixais as crianças que venham a mim”.

3 Oh! Vinde crianças! Jesus deseja a todas

A

sua bênção conceder,

E

sua salvação!

A

voz de Cristo, o Bom Pastor,

Repete ainda com amor:

“Deixai as crianças que venham a mim”.

55

7S M odelo

BATISMO DE CRIANÇAS

(segunda forma)

Batismo de crianças

INSTRUÇÕES

O ministro oficiante, depois de anunciar à Congregação que se acha(m) presente(s) uma (ou mais) criança(s), para ser batizada(s), convidará os pais a trazê-la(s), dizendo:

— Irmãos, temos hoje uma criança (ou algumas crianças, con­

forme o caso) para ser batizada(s), e, para tal, convido os pais a trazê-ia(s) aqui para receber tão solene ato.

Apresentada(s) a(s) criança(s), o ministroperguntará aospais:

— Os irmãos declaram ser o seu desejo consagrar a Deus esse seu filho pelo batismo?

Após resposta afirmativa, o ministro prosseguirá, com as seguintes

INSTRUÇÕES AOS PAIS

A aliança contraída entre Deus e vocês, pelo seu batismo, com­ preende também a sua posteridade e lhes dá o privilégio de trazer ao Senhor esse(s) seu(s) fdho(s). Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu este sacramento para ser o rito de iniciação na sua igreja, o qual significa que, nascendo como nascem todos os homens, em pecado, necessitamos de ser purificados pelo seu sangue e pelo poder do Espírito Santo. Mas o fato de virem dedicar esse(s) seu(s) filho(s) a Deus im­ porta também o reconhecimento de certos deveres para com ele e para com a igreja em referência a essa(s) criança(s); deveres que devem reconhecer respondendo com sinceridade às seguintes

59

PERGUNTAS

— Os irmãos prometem que se Deus for servido conservar a

vida dessa(s) criança(s) até a idade própria, a(s) educarão na crença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e em nossa santa religião, como é ensinada nas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos?

— Sim, prometemos.

— Prometem encaminhá-la(s) pelas santas veredas da cruz,

servindo-lhe(s) vocês mesmos de exemplo de piedade, e envidar to­

dos os esforços para livrá-la(s) de más companhias e de maus exem­ plos; ensinar-lhe(s) a Bíblia, e trazê-la(s) com vocês à igreja regu­ larmente; ensiná-la(s) a adorar ao Senhor com reverência e a esti­ mar como irmãos os demais membros da igreja?

— Sim, prometemos.

— Prometem orar com ela(s) e por ela(s); dar-lhe(s) ou man­

dar dar-lhe(s) a instrução e educação que puderem; criá-la(s) na dis­

ciplina e correção do Senhor?

— Sim, prometemos.

Então, o ministro continuará, dirigindo aos pais a seguinte

EXORTAÇÃO

O Senhor nosso Deus prometeu ao seu povo ser o seu Deus e

o Deus de sua posteridade (Gn 17.7), além de usar de misericórdia até mil gerações com aqueles que o amam e guardam os seus pre­ ceitos (Êx 20.6). Que essas promessas sejam para os irmãos moti­ vo de consolação e, ao mesmo tempo, incentivo para levá-los de contínuo ao trono do Altíssimo, a fim de suplicar-lhe a graça ne­ cessária para andar nos seus preceitos e cumprir os deveres que acabam de reconhecer.

Em seguida o ministrofará oração, pedindo a bênção de Deus para acompanhar o sacramento do batismo que vai ser administrado e a gi^aça divina para os pais, afim de ajudá-los a desempenhar os seus deverespara com as crianças batizadas. Acabada a oração, o ministro perguntará aos pais de cada criança:

60

Q u a l

é

o

n o m e dessa c ria n ç a ?

Chamando cada uma pelo nome que os pais disserem, a batizará com água pura, dizendo:

— Eu o(a) batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Terminado, renderá graças a Deus, fazendo oração.

Poder-se-á cantar um hino: por exemplo, o 363 do Novo Cântico.

Venham as crianças

1 Venham, venham as crianças Ao bendito Salvador, Que na cruz, ao resgatá-las, Revelou-lhes seu favor. Cristo agora. Cristo sempre Nos concede seu amor.

2 Venham, venham as crianças, Pois Jesus as convidou! Foi também por seus pecados Que na amarga cruz penou. Cristo agora, Cristo sempre Com ternura nos amou.

3 Venham, venham as crianças Ao Senhor Jesus servir! Receber os seus conselhos, Sua santa Lei ouvir. Cristo agora, Cristo sempre Quer na luz nos conduzir.

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8S M odelo

BATISMO DE CRIANÇAS

(terceira forma)

Batismo de crianças

— Irmãos, alguns pais me procuraram a fim de batizar seus

filhos. Enquanto se aproximam do púlpito, cantemos o hino (por exemplo, o 367 do Novo Cântico).

Convite aos meninos

1 Vinde meninos! Vinde a Jesus! Ele ganhou-vos bênçãos na cruz! Os pequeninos ele conduz, Oh, vinde ao Salvador!

Que alegria, sem pecado ou mal, Reunir-nos todos, afinal, Na santa Pátria celestial, Com Cristo, o Salvador!

2 Já, sem demora, a todos convém Ir caminhando à glória do além! Cristo vos chama, quer vosso bem, Oh, vinde ao Salvador!

3 “Vinde meninos!” — ele vos diz; Quer receber-vos no bom País; Quer conceder-vos vida feliz. Oh, vinde ao Salvador!

4 Eis a chamada: “Vinde hoje a mim!” Não há no mundo quem ame assim! Seu grande amor por vós não tem fim. Oh, vinde ao Salvador!

INSTRUÇÕES AOS PAIS

— Ouçam o ensino do Evangelho:

“Então, lhe trouxeram [a Jesus] algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto,

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indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo:

Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo- lhes as mãos, as abençoava” (Mc 10.13-16). Observem que nosso Salvador mandou que lhe trouxes­ sem os pequeninos, e censurou aqueles que tentaram privá-los desse privilégio. Disse Jesus: “Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele”. Então, abraçou as crian­ ças e, pondo sobre elas as mãos, as abençoou. Não duvidem, portanto, mas confiem em Cristo para que ele receba o seu filhinho, nos braços da sua misericórdia, dan­ do-lhe a bênção da vida eterna e fazendo-o participante da na­ tureza divina. Lembrem-se:

le O batismo significa que nós e nossos filhos somos concebi­ dos e nascidos em pecado, e não podemos entrar no reino de Deus sem nascer de novo. 28 O batismo testemunha e sela a nossa recepção na família dos filhos de Deus, o lavamento de nossos pecados por Cristo Jesus e a renovação de nosso coração pelo Espírito Santo. Eis por que somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Apesar de nossos filhinhos não compreenderem ainda essas coisas, convém que sejam batizados porque assim como, sem o saber, são participantes da queda de Adão, também são recebidos em Cristo pela graça, segundo a qual Deus nos fala por Abraão, pai de todos os crentes, dizendo: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, alian­ ça perpétua”. Disso também testifica o apóstolo Pedro, dizendo:

“Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar”. Por isso Deus outrora mandou que os filhos do seu povo recebessem a circuncisão como selo do pacto da fé. Ora, desde que o batismo substituiu a circuncisão, os filhos dos membros da igre­ ja de Cristo devem ser batizados na qualidade de herdeiros do rei­ no e do pacto de Deus.

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PERGUNTAS AOS PAIS

— Portanto, vocês, pais dessa criança, permanecerão fiéis ao pacto da graça, como é oferecido a vocês e a seus filhos?

— Sim, pela graça permaneceremos.

— Consagram essa criança ao Senhor para que ela receba a

adoção como filha de Deus Pai, o perdão de seus pecados pelo sangue de Cristo e a regeneração de seu coração pelo poder do Espírito Santo?

— Sim, pela graça consagramos.

— Confiando nas grandes promessas de Deus, prometem criá-

la na disciplina e correção do Senhor, servindo-lhe de exemplo cris­

tão; orando por ela e com ela; ensinando a ler a Palavra de Deus; instruindo-a desde os seus primeiros anos na natureza do pacto sob cujo amparo está; fazendo tudo quanto puderem para levá-la ao co­ nhecimento e à fé em Cristo, seu Salvador?

— Sim, pela graça prometemos.

Esta água é o testemunho de Deus de que o seu filho é culpado e impuro. A aplicação da água não tem virtude alguma em si, mas é apenas um símbolo do dom e da obra do Espírito Santo. Do mesmo modo que a água lava o corpo, também a graça divina torna puro e santo o coração. Roguemos, portanto, unanimemente, a presença e a bênção de Deus.

ORAÇÃO

Pai nosso que estás nos céus, Pai do unigênito e bem-amado Filho, nosso irmão mais velho, tu, Senhor, és o nosso Pai e nosso Redentor: Pai da Eternidade é o teu nome. Atua paternidade é tipo e fonte da nossa, porque, por nos teres criado à tua imagem, nos coroaste com a dignidade de pais. Agora, portanto, olha para os teus servos que trazem aqui o seu filho para dedicá-lo ao teu serviço. Sendo eles pecadores, e tendo nascido em pecado, arrependidos bus­ caram expiação na cruz. Permite que façam inteligível e sincera­ mente os votos do batismo. Habilita-os a cumprir esses votos na instrução e na disciplina de seu filho; como nasceu da carne, assim também seja renascido do Espírito Santo; como o menino Jesus, se

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fortifique no espírito e se encha de sabedoria. Sobre ele esteja atua graça, até que, na harmonia de toda graça cristã, chegue à idade de varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. Sirva ele a ti e à sua geração por todos os dias de sua vida na terra e, quando terminar sua carreira neste mundo, assente-se ele com Cristo na casa do Pai. Pedimos-te em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cris­ to. Amém.

Em seguida, o ministro batizará a criança com água pura, chamando-a pelo nome, dizendo:

— Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O ministro, então, dirá:

A bênção do Deus da aliança, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, seja com vocês e com os seus filhos para sempre. Amém.

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9e M odelo

ORDENAÇÃO DE MINISTROS DO EVANGELHO

Ordenação de ministros

No dia determinado para a ordenação, reunido o Presbitério, um dos seus membros previamente nomeado pregará um sermão apropriado ao ato. O mesmo, ou outro membro nomeado para presidir, recitará do púlpito o resumo das medidas preparatórias tomadas pelo Presbitério para a ordenação do candidato e, em seguida, exporá a natureza e importância dessa ordenação e procurará despertar no auditório os sentimentos próprios da solenidade desse ato, dando as seguintes ou semelhantes

INSTRUÇÕES

O Senhor Jesus Cristo, sobre cujos ombros está o principado,

que é chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eter­ nidade, Príncipe da Paz, que é Rei e cabeça da igreja, havendo subi­ do ao alto e recebido dons para os homens, dotou a igreja com oficiais extraordinários e permanentes, para reuni-la e edificá-la. Os apóstolos, os profetas e os que possuíam o dom de línguas,

o de curar e o de fazer milagres foram oficiais extraordinários em­ pregados a princípio por nosso Senhor e Salvador para reunir seu povo dentre as nações, conduzindo-o à família da fé. Esses oficiais e esses dons miraculosos cessaram há muito tempo.

Eloje, o Senhor Jesus Cristo conserva em sua igreja os minis­ tros da palavra, ou presbíteros docentes, comissionados para pregar

o evangelho, administrar os sacramentos e governar; os presbíteros

regentes, encarregados de ajudar no governo; e os diáconos, cujas funções consistem na arrecadação das ofertas dos fiéis para fins pi­ edosos, no socorro aos que, na igreja, estão necessitados e no cuida­ do da ordem no culto.

O oficio de ministro da palavra é o primeiro na igreja em dig­

nidade e utilidade. Na Escritura são dados diversos títulos àqueles

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que o exercem, os quais exprimem diversos deveres. O ministro da palavra é chamado bispo, porque tem a superintendência do reba­ nho de Cristo; pastor, porque dá alimento espiritual ao rebanho; ministro, porque lhe cumpre ser grave e prudente, um exemplo para a igreja, e governar bem a casa e o rebanho de Cristo; anjo da igreja, porque é mensageiro de Deus; embaixador, porque é envia­ do a declarar a vontade de Deus aos pecadores e a rogar-lhes que, por meio de Cristo, se reconciliem com Deus; evangelista, porque anuncia as boas-novas de salvação aos ignorantes que estão a pon­ to de perecer; pregador, porque está constituído para proclamar o evangelho; doutor, porque expõe a Palavra, e com sã doutrina ad­ moesta e convence os contradizentes; e despenseiro dos mistérios de Deus, porque distribui a múltipla graça de Deus e as ordena­ ções instituídas por Cristo. Esses títulos não indicam diferentes graus de dignidade no ofí­ cio, mas descrevem todos o mesmo ministro. Achamo-nos aqui reunidos para ordenar mais um ministro da palavra. Deus mesmo é quem chama, faz os verdadeiros ministros da igreja e lhes concede os necessários dotes para o desempenho de seus deveres. A ordenação, portanto, não é o que faz o ministro ou lhe dá a capacidade para o ofício, mas é a admissão autorizada de uma pes­ soa devidamente chamada para desempenhar um ofício na igreja de Deus, admissão essa acompanhada de oração e imposição das mãos, segundo o exemplo apostólico. Acha-se presente para ser ordenado ministro do evangelho o

senhor

, que terá a bondade de se apresentar.

O

candidato à ordenação se apresentará, então, diante

do

púlpito e o Ministro que presidir lhe fará as seguintes

PERGUNTAS CONSTITUCIONAIS

1 — Você crê que as Escrituras do Antigo e do Novo Testamen­

tos são a Palavra de Deus, e a única regra infalível de fé e prática?

— Sim, creio.

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2

— Você recebe e adota sinceramente a Confissão de Fé e os

Catecismos desta Igreja, como fiel exposição do sistema de doutri­

na, ensinado nas Santas Escrituras?

— Sim, recebo.

3 — Você aprova e sustenta o governo e disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

— Sim, aprovo e sustento.

4 — Você promete sujeitar-se a seus irmãos, no Senhor?

— Sim, prometo.

5 — Você declara que, segundo o conhecimento que tem no

seu coração, procura o Santo Ministério movido pelo amor de Deus e pelo desejo de promover a sua glória pela pregação do evangelho de seu Filho?

— Sim, declaro.

6 — Você promete manter zelosa e fielmente as verdades do

evangelho, a pureza e a paz da igreja, seja qual for a perseguição e oposição que contra você se levante por esse motivo?

— Sim, prometo, com o auxílio de Deus.

7 — Você promete que, como cristão e ministro do evangelho,

será fiel e diligente no exercício de todos os seus deveres pessoais ou relativos, particulares ou públicos, e se esforçará, pela graça de Deus, para adornar a profissão do evangelho por meio de sua con­ versação, e andar com exemplar piedade diante do rebanho sobre o qual Deus o constituiu bispo?

— Sim, prometo, com o auxílio de Deus.

8 — Está pronto para tomar sobre si o cargo desta igreja, de

conformidade com a declaração que fez ao aceitar o seu convite? E promete que, com o auxílio de Deus, desempenhará para com ela os deveres de pastor?*

Na ordenação de evangelista omite-se a pergunta 8 e as que adiante são indicadas para ser dirigidas à congregação. Nesse caso,far-se-á a seguinte:

* Essa pergunta só deverá ser feita se o ordenando fo r assumir o pastorado da igreja onde se realiza a cerimônia.

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— Você aceita e empreende agora a obra do evangelho, e

promete que, com o auxílio de Deus, será fiel no desempenho de todos os deveres inerentes à vocação de ministro de nosso Senhor Jesus Cristo?

— Sim, aceito, com a graça de Deus.

Na ordenação de pastores, serão dirigidas as seguintes

PERGUNTAS À IGREJA

1— E vocês, membros desta igreja de Jesus Cristo, continuam

determinados a receber, como seu pastor, o senhor sente, a quem convidaram para esse fim?

Esperar o SIM da igreja.

, aqui pre­

2 — Prometem receber da sua boca, com humildade e amor,

a palavra da verdade, e submeter-se a ele no devido exercício da

disciplina?

Esperar o SIM da igreja.

3 — Prometem animá-lo em seus trabalhos e ajudá-lo nos es­

forços que empregar para a instrução e edificação espiritual de toda

a igreja?

Esperar manifestação da igreja.

4 — E, enquanto ele for seu pastor, obrigam-se a dar-lhe a ma­ nutenção que lhe prometeram e a fornecer-lhe aquilo que vier a ser necessário para a honra da religião e para o seu conforto entre vocês?

Depois que o povo houver respondido na afirmativa pelo levantamento da mão direita, ou com um SIM, o candidato se ajoelhará e o ministro que presidir o consagrará com oração epela imposição das mãos do Presbitério, segundo o exemplo apostólico, para o ofício do ministério.

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ORAÇÃO DE ORDENAÇÃO

Senhor Jesus! A ti foi dado todo o poder no céu e na terra! Tu és o eterno Filho do eterno Pai, e de tal modo amaste a tua igreja que, para redimi-la, te humilhaste até a morte de cruz e, para purificá-la, derramaste o teu próprio sangue. Damos-te graças por­ que foste servido dotar a igreja de ministros para instruir, admoes­ tar e consolar o povo, anunciando-lhe este evangelho glorioso, e por te haveres humilhado para exaltar-nos e teres derramado o teu próprio sangue para lavar-nos. Olha para nós em tua misericórdia, tu que és o único Profeta, Sacerdote e Rei do teu rebanho; dota com o teu Espírito Santo a este nosso irmão, a quem consagramos

e ordenamos em teu nome para o ministério do evangelho, a fim de

que pregue fielmente a tua Palavra para instrução do rebanho e destruição do erro e do vício. Concede-lhe, Senhor Jesus, a tua graça e dá-lhe sabedoria para confundir os inimigos da verdade, instruir os cegos e ignorantes e alimentar o rebanho na tua Palavra. Dá-lhe aumento de graça, ilumina-o pelo Espírito Santo, robuste- ce-o na prática de todas as virtudes e governa e guia seu ministério para glória e louvor de teu santo nome, adiantamento do teu reino, fortalecimento da tua igreja e desencargo da sua consciência dian­

te de ti. E a ti, ao Pai e ao Espírito Santo, seja toda a honra, glória

e louvor para sempre. Amém.

Acabada a oração, levantar-se-á o ordenando, e o ministro que presidir e, depois, os outros membros do Presbitério, cada um por sua vez, lhe apertará a mão, dizendo as seguintes palavras:

— Nós lhe damos a destra de companhia para tomar parte conosco neste ministério.

Então dirá o ministro que presidir:

— Agora proclamo e declaro regularmente eleito, ordenado e

investido como pastor desta igreja o reverendo

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, tudo se-

gundo a Palavra de Deus e em conformidade com a Constituição e Ordem da Igreja Presbiteriana do Brasil. Nessa qualidade, o reve­

rendo

cia no Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

tem direito a todo apoio, animação, honra e obediên­

Feita essa proclamação, o novo ministro tomará assento em uma cadeira em frente ao púlpito, e aquele que presidir, ou algum outro previamente nomeado para esse fim, dirigirá

uma solene parênese ao pastor e à congregação,

os aperseverar no desempenho dos seus deveres recíprocos.

exortando-

PARÊNESE AO NOVO MINISTRO

Atenda por você, meu querido irmão e conservo em Cristo, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo o constituiu bispo, para pastorear a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu pró­ prio sangue. Ame a Cristo e pastoreie o rebanho de Deus, exercendo o pastorado não constrangido, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominador dos que lhe foram confiados, mas tornando-se modelo do rebanho. Torne-se padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Aplique-se à leitura, à exortação, ao ensi­ no. Não se faça negligente para com o dom que há em você. Medite essas coisas, e nelas seja diligente, para que o seu progresso a todos seja manifesto. Tenha cuidado de você mesmo e da doutrina. Perse- vere nessas coisas. Sofra com paciência, como bom soldado de Je­ sus Cristo, todas as aflições e perseguições que se lhe fizerem por causa da verdade. E, quando se manifestar o Supremo Pastor, rece­ berá a imarcessível coroa de glória (At 20.28; lPe 5.2-4; 1Tm 4.12- 16; 2Tm 2.2.)

PARÊNESE À CONGREGAÇÃO

E vocês, cristãos, recebam este seu pastor e honrem-no. Lem- brem-se de que Deus lhes fala por meio dele. Recebam a palavra que lhes pregar, de conformidade com a Escritura, não como palavra de

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homem, mas, segundo de fato é, como Palavra de Deus (lTs 2 .13). Que aquele que lhes anuncia o bem e prega a salvação lhes seja agradável (Is 52.7). Obedeçam, pois, ao seu pastor e submetam-se a ele, porque velará por sua alma, como quem há de dar conta dela a Deus, para que o façam com alegria, e não gemendo, porque isso não

lhes seria de nenhum proveito (Hb 13.17). Sustentem os braços dele para que não desfaleçam. Orem por ele para que seja uma bênção

entre vocês, entre os seus

fi Ihos e entre aqueles que os rodeiam. Amém.

Acabada a parênese à congregação, o ministro que presidir encomendará a igreja e o seu novo pastor à graça de Deus e à sua santa guarda, fazendo

ORAÇÃO

Acabada a oração, cantar-se-á o hino 282 do Novo Cântico (por exemplo).

A grande comissão

1 Disse Jesus: ‘‘Ide por todo o mundo,

E pregai o eterno dom

Da salvação que, com amor profundo, Dá o Deus gracioso e bom!” Tendo na cruz a afirmação do amor, Proclamai o dom do Redentor! Oh! Conquistai Almas perdidas, buscai

O pecador enfermo, quase moribundo!

Vamos, irmãos, levar Essa luz ao mundo inteiro! Vamos, irmãos, contar Que esse dom é verdadeiro! Vamos, irmãos, pregar Mui confiados no Cordeiro Que, na cruz, já fez A nossa Redenção!

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2 Todos marchemos neste grande intento De pregar a salvação! Sem recuar, sempre mostrando alento. Sim, cumpramos a missão Que o Salvador, Cristo Jesus, nos deu! Ele está também no posto seu. Diz-nos o Rei:

“Sempre convosco estarei!” Vamos, irmãos, bem firmes neste pensamento!

3 Firmes, levemos a mensagem santa Do Evangelho de Jesus! Esta mensagem divinal, que encanta, Espargindo graça e luz! Cheia de bênçãos do glorioso Deus, Que conhece os escolhidos seus, Cheia de amor, Vem revelar o favor Da compaixão de Deus e dá-nos graça tanta.

Terminado o hino, o mesmo ministro que presidir, ou o novo ministro, pronunciará a

BÊNÇÃO APOSTÓLICA

A graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos nós e com todo o povo de Deus, agora e sempre. Amém.

Acabado o ofício de ordenação e investidura, os chefes das fam ílias da congregação que se acharem presentes, ou pelo menos os presbíteros e diáconos, adiantando-se, darão a destra ao pastor, em sinal de cordial recepção e afetuoso respeito.

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10e M odelo

LICENCIATURA DE PREGADORES CANDIDATOS AO SANTO MINISTÉRIO

Licenciatura

No dia marcadopara a licenciatura de um ou maispregadores, candidatos ao santo ministério, estando reunido o Presbitério,

o presidente fará o seguinte

ANÚNCIO

Segundo a resolução tomada por este Presbitério, vão licen­ ciar-se como pregadores do evangelho, em prova para o santo mi­

nistério, os candidatos, senhores apresentar-se.

Esses irmãos queiram

Os candidatos se apresentarão diante do Presbitério, e

o presidente procederá, dando as seguintes

INSTRUÇÕES

A Sagrada Escritura exige que quantos desejem ser ordenados ministros da palavra sejam previamente provados ou experimenta­ dos, a fim de que não aconteça que esse sagrado ofício seja confiado a homens fracos e indignos; e também para que as igrejas tenham ocasião de firmar melhor juízo a respeito do talento e habilidade daqueles por quem têm de ser instruídas e governadas. Paulo, instruindo Timóteo a respeito das qualificações que de­ vem ter um bispo, lhe diz em sua primeira epístola, capítulo 3, versículos 6 e 7: "não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”. Na segunda epístola de Paulo a Timóteo, capítulo 2, versículo 2, também se lê: “E o que de minha parte ouviste através de mui­ tas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”.

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Assim, pois, os Presbitérios licenciam pregadores do evange­ lho, os candidatos ao santo ministério, para que, provando o seu talento e aptidão, e recebendo das igrejas um bom testemunho, pos­ sam ser ordenados em tempo devido para esse sagrado ofício. Este Presbitério, portanto, tendo examinado e aprovado nas

diversas matérias exigidas para a licenciatura os senhores

terminou licenciá-los nesta ocasião. Pelo que, amados irmãos, visto que desejam ser licenciados pregadores do evangelho, exorto-os a que respondam com sinceri­

dade às perguntas que passo a fazer:

, de­

PERGUNTAS

— Vocês crêem que as Escrituras do Antigo e do Novo Testa­

mentos são a Palavra de Deus, e a única regra infalível de fé e prática?

— Sim, cremos.

— Vocês recebem e adotam sinceramente a Confissão de Fé e

os Catecismos desta Igreja como fiel exposição do sistema de dou­ trina, ensinado nas Santas Escrituras?

— Sim, recebemos e adotamos.

— Prometem submeter-se, no Senhor, ao governo deste Pres­

bitério, ou ao governo de qualquer outro Presbitério para cujas divi­ sas possam ser chamados?

— Sim, prometemos, com o auxílio de Deus.

Respondidas na afirmativa às perguntas precedentes, o presidente dirigirá uma oração apropriada ao ato.

ORAÇÃO

Senhor nosso Deus, tu nos ensinas que o ministério deve ser confiado a homens fiéis e idôneos para ensinarem também a outrem. Serve-te habilitar os teus servos, aqui presentes, para proclamar as boas-novas da salvação aos seus semelhantes; seja manifesto o seu talento e aptidão; recebam das igrejas bom testemunho; possam ser consagrados ministros do evangelho. Para esse fim, ó Senhor nosso Deus, enche-os do teu Espírito Santo.

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Senhor, tu nos ensinas a pedir mais trabalhadores para a tua seara. Rogamos te sirvas enviar esses teus servos, e suscites outros pregadores do teu evangelho dentre o teu povo, para que breve che­ gue o tempo em que a terra fique cheia do teu conhecimento como as águas cobrem o mar. Dá também sabedoria e zelo a todos os pregadores e ministros da tua santa Palavra, e permite que vejam seu trabalho abençoado por ti. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Acabada a oração, e estando depé os membros do Presbitério, o presidente dirigir-se-á aos candidatos:

— Em nome do Senhor Jesus Cristo e pela autoridade que ele deu à Igreja para sua edificação, nós os licenciamos para pregar o evangelho, como candidatos, em prova, para o santo ministério, onde Deus for servido chamá-los em sua Providência; e para esse fim, que a bênção de Deus descanse sobre vocês, e o Espírito Santo en­ cha o coração de vocês. Amém.

Poder-se-á concluir com um hino por Novo Cântico — e a bênção apostólica.

Obediência

exemplo, o 284 do

1 Nem sempre será para onde eu quiser Que o Mestre me quer enviar! E grande a Seara a embranquecer, Em que eu deverei trabalhar. Se, pois, a caminhos que nunca segui, Uma voz a chamar-me eu ouvir, Direi: Meu Senhor, confiado em ti, Estou pronto ao teu mando seguir.

Estou pronto afazer o que queres, Senhor, Confiado no teu poder! Estou pronto a dizer o que queres, Senhor, Sempre a ti pronto a obedecer!

83

2

Palavras terás de amor e perdão Que aos outros eu deva levar. No triste caminho do vício estão Perdidos que eu deva ir buscar. Senhor, se a tua presença real Meu trabalho há de fortalecer, Darei a mensagem, bem firme e leal! Estou pronto a cumprir teu querer.

3

Um canto modesto eu quero encontrar Na Seara do meu bom Senhor. Enquanto for vivo eu vou trabalhar Em prova do meu grande amor. De ti meu sustento só dependerá,

E de tudo me hás de prover!

A tua vontade a minha será,

Estou pronto a votar-te meu ser. Amém.

BÊNÇÃO

O

Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandec

seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levan­

te o seu rosto, e te dê a paz. Amém.

84

1 l s M odelo

POSSE DE PASTOR

Posse de pastor

Essa cerimônia é específica para a posse que uma comissão do Presbitério dará a um pastor que for designado por tal órgão ou eleito pela igreja de sua jurisdição, conforme preceitua o artigo. 37 dos Princípios de Liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil.

No dia designado, a comissão do Presbitério comparecerá à

igreja para

o ato de posse de seu novo pastor.

Então,

o que presidir dirigirá à congregação reunida com

o pastor a ser empossado as seguintes palavras:

— Em nome da Trindade soberana, esta comissão (dirá o nome

dos membros), designada pelo seu Presbitério, se faz presente com a incumbência de dar posse ao novo ministro desta igreja, conforme

as exigências constitucionais da Igreja Presbiteriana do Brasil. Portanto, eu convido o estimado irmão a estar diante deste púlpito para esta cerimônia e a responder às perguntas que passo a lhe fazer.

PERGUNTAS AO PASTOR

— O irmão promete manter zelosa e fielmente as verdades do

evangelho, a pureza e a paz desta igreja, seja qual for a perseguição

e oposição que contra si se levante por esse motivo?

— Prometo, com o auxílio de Deus.

— Promete que, como cristão e ministro do evangelho, será

fiel e diligente no exercício de todos os seus deveres pessoais ou relativos, particulares ou públicos, e se esforçará, com a graça de Deus, para adornar a profissão do evangelho por sua conversação e

andar com exemplar piedade diante do rebanho sobre o qual Deus o constitui ministro (= bispo)?

— Prometo, com o auxílio de Deus.

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— Promete ainda estar pronto a tomar sobre si o cargo desta

igreja, de conformidade com a declaração qne fez ao aceitar o seu convite? E promete que, com o auxílio de Deus, desempenhará para

com ela os deveres de pastor?

— Sim, prometo, com o auxílio de Deus.

Em seguida, o que presidir a reunião dirigirá as seguintes

PERGUNTAS À IGREJA

— E os senhores, irmãos desta congregação, continuam dis­

postos a receber, como seu pastor, o irm ão

quem convidaram e elegeram para esse fim?

— Sim, prometemos.

, aqui presente, a

— Prometem receber da sua boca, com humildade e amor, a

palavra da verdade e se submeter a ele no devido exercício da

disciplina?

— Sim, prometemos.

— Prometem animá-lo em seu trabalho, no esforço que empre­

gar para a instrução e edificação espiritual da vida de vocês?

— Sim, prometemos.

— E, enquanto ele for seu pastor, continuar a dar-lhe a manu­

tenção que lhe prometeram e a fornecer-lhe o necessário para res­ guardar a honra e o testemunho do evangelho e para o seu conforto

entre vocês?

— Sim, prometemos.

— Cantemos o hino 329 do Novo Cântico (por exemplo).

Instalação de pastor

1 Senhor da Igreja, atende A nossa petição! Que o teu trabalho siga Com grande animação. Os campos já branquejam, Convidam a ceifar, E os preciosos frutos Na Igreja a arrecadar.

88

2

A

ti, Senhor, compete

Ceifeiros escolher. Que tudo realizem Conforme o teu querer. Os ânimos prepara, Inflama os corações

E manda os bons obreiros

Em grandes multidões.

3 Se aquele que escolhemos Mandado foi por ti. Seu santo ministério Conduze sempre aqui. Confirma o pastorado Com bênçãos especiais,

E dá-lhe, em ricos frutos,

Divinas credenciais.

4 Alenta-lhe a esperança, Aumenta nele a fé. Na lida, não permitas Que lhe vacile o pé.

E cada vez mais forte,

Mais cheio de fervor,

A todos manifeste

A graça do Senhor. Amém.

Em seguida, o dirigentefará oração ou convidará outro membro da. comissão previamente avisado e empossará o pastor em seu novo campo. O empossado assumirá a direção do programa litúrgico dos trabalhos, dando prosseguimento a estes.

89

12e M odelo

ORDENAÇÃO E INVESTIDURA DE PRESBÍTEROS REGENTES

Ordenação de presbíteros

Quando alguém tiver sido eleito presbítero regente, se não houver impedimento e apessoa eleita declarar que aceita esse cargo, o Conselho da igreja designará o diapara a ordenação. No dia marcado, reunido o Conselho em presença da igreja e acabado o sermão, o ministro que presidir exporá concisamente a autoridade e natureza do ofício do presbítero regente, dando as seguintes

INSTRUÇÕES

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e cabeça da sua igreja, pos­ suindo todo o poder no céu e na terra, tem dado à igreja oficiais ou presbíteros para governá-la em seu santo nome e de conformidade com a sua Palavra. Vê-se no Novo Testamento que o governo da igreja cristã está, por divina autoridade, a cargo de presbíteros. Destes, uns pre­ gam e governam, e são chamados ministros da palavra; outros só governam, e são chamados presbíteros regentes. Em prova disso, lê-se em 1 Timóteo 5.17: "‘Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com es­ pecialidade os que se afadigam na palavra e no ensino”. E, em 1 Coríntios 12.28, especificam-se “governos” entre os diversos ofí­ cios eclesiásticos. Os presbíteros regentes são representantes eleitos e imediatos do povo. Como tais, os vemos exortados na Escritura a velar sobre si e sobre o rebanho confiado a seu cuidado, a fim de que não entre nele qualquer corrupção de doutrina ou costumes (At 20.17,18,28, 35); e os encontramos em Jerusalém sentados em concilio com os apóstolos e outros presbíteros, representando as igrejas particulares, tomando parte nas deliberações e sendo chamados “os irmãos”. O decreto desse concilio começa, portanto, assim: “Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios em Antioquia, Síria e Cilícia, saudações” (At 15.23).

93

Assim, pois, compete aos presbíteros regentes tomar parte no governo, disciplina e superintendência das igrejas particulares a que pertencem e da igreja em geral, quando para isso chamados, conjun­ tamente com os pastores ou ministros da Palavra. No desempenho de seus deveres, e ainda em conjunção com os ministros e mais presbíteros das igrejas respectivas, admitem à comunhão os que crê- em em nosso Senhor Jesus Cristo e estão arrependidos dos seus pe­ cados, velam com diligência sobre a vida e a doutrina dos membros da igreja, admoestam os que se portam desordenadamente, impe­ dem quanto lhes é possível a profanação do sacramento da comu­ nhão, exercem a disciplina entre os impenitentes, readmitem os

arrependidos ao gozo de todos os privilégios da igreja cristã e, quan­ do eleitos pelos respectivos concílios, tomam assento nos Presbité­ rios, Sínodos e Assembléias Gerais de nossa igreja, onde lhes com­ pete deliberar e votar sobre todas as questões, juntamente com os outros presbíteros, ministros da palavra.

0 cargo de presbítero regente é, portanto, de grande importân­

cia e solene responsabilidade. Todos os que o exercem devem bus­ car em Jesus, de quem procede todo o poder e autoridade, a graça necessária para o cumprimento dos seus deveres, e os membros da igreja devem sustentar os braços desses seus eleitos, auxiliando-os e orando por eles.

Vai proceder-se agora à ordenação e investidura dos irmãos

, por vocês eleitos para tomarem parte no governo desta igreja, como presbíteros regentes. Esses irmãos queiram apresentar-se.

Logo que os presbíteros eleitos se apresentarem diante do púlpito, lhes dirá o ministro:

Visto como foram eleitos presbíteros regentes, por esta igreja e têm declarado aceitar esse cargo, exorto-os a que respondam sin­ ceramente às perguntas que passo a fazer-lhes:

PERGUNTAS CONSTITUCIONAIS

1 — Vocês confessam crer que as Escrituras do Antigo e do

Novo Testamentos são a Palavra de Deus, e que essa Palavra é a

única regra infalível de fé e prática? — Sim, confessamos.

94

2

— Vocês recebem e adotam sinceramente a Confissão de Fé

e os Catecismos desta Igreja como fiel exposição do sistema de dou­ trina ensinado nas Santas Escrituras?

— Sim, recebemos.

3 — Vocês sustentam e aprovam o governo e disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

— Sim, sustentamos.

4 — Vocês aceitam o ofício de presbíteros regentes desta igreja

e prometem desempenhar fielmente todos os deveres desse cargo?

— Sim, prometemos.

5 — Prometem, ainda, procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da igreja?

— Sim, prometemos.

Depois que os presbíteros tiverem respondido na afirmativa a essas perguntas, o ministro fará as seguintes

PERGUNTAS AOS MEMBROS DA IGREJA

1 — E vocês, membros desta igreja, reconhecem e recebem estes nossos irmãos como presbíteros regentes?

Esperar resposta da igreja.

2 — Prometem tributar-lhes toda honra, animação e obediên­ cia, no Senhor, a que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhes dá direito o seu ofício?

Esperar resposta da igreja.

Depois que os membros da igreja tiverem respondido a essas perguntas, levantando-se, erguendo a mão direita ou dizendo SIM, o ministro procederá à consagração dos candidatos por meio de oração e imposição das mãos do Conselho. Para esse fim, os candidatos ajoelhar-se-ão e os oficiais presentes porão suas mãos sobre a cabeça dos candidatos, enquanto o ministro, impondo também as suas, fará uma

95

ORAÇÃO

Senhor Deus, nosso Pai celeste, nós te damos graças porque, para melhor edificação da tua igreja, foste servido que nela houves­ se ministros de governo para promover a paz, a prosperidade e a boa ordem entre o teu povo, e assim também porque nos concedes neste lugar homens de boa reputação para o exercício desse cargo. Supli­ camos-te que te sirvas derramar o teu Espírito Santo sobre aqueles que agora ordenamos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, presbíteros regentes desta igreja, e lhes concedas as habilidades ne­ cessárias para o cumprimento de seus deveres. E tu, ó Jesus, que és o Bom Pastor, dá a esses teus servos cora­ gem e sabedoria para bem governar a tua casa, e aos membros desta igreja a graça de que necessitam para se submeter de boa vontade às admoestações dos seus presbíteros e para considerá-los dignos de honra por causa do seu trabalho. Adianta o teu reino, ó Senhor Jesus, e recebe agora esses teus servos, que em teu santo nome consagramos e ordenamos presbíteros regentes desta igreja, pois tudo te pedimos por amor do teu santo nome. E ao Pai, a ti e ao Espírito Santo louvamos e servimos agora e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Acabada a oração, levantar-se-ão os novos presbíteros, e o ministro lhes dará a mão, dizendo:

— Nós lhes damos a destra de companhia para tomarem parte conosco neste ofício.

Em seguida, os demais membros do Conselho darão a destra, em silêncio, aos novos presbíteros. Depois, dirá o ministro:

Agora proclamo e declaro regularmente eleitos, ordenados e investidos no ofício de presbíteros regentes desta igreja os irmãos , tudo segundo a Palavra de Deus e a Constituição e Ordem da Igreja Presbiteriana do Brasil. Declaro ainda que, como tais, têm eles direito a toda animação, honra e obediência, no Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

96

Em seguida fa rá presbíteros e à igreja.

uma exortação adequada aos novos

EXORTAÇÃO

Amados irmãos, os senhores acabam de ser investidos no ofí­ cio de presbíteros regentes desta igreja. Solenes e importantes são os deveres que assumem, e tão-somente de Deus lhes pode vir a graça para viver como devem os que exercem ofício na Casa de Deus e cumprir os deveres do seu cargo.

Recorram, pois, ao Senhor, e atendam por vocês mesmos e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os constituiu presbíteros regentes. No desempenho de seus deveres, “não repreendas ao ho­ mem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza” (lTm 5.1,2). Sejam mansos para com todos e corrijam “com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos la­

(2Tm 2.24-26). Finalmente, sejam exemplos de

boas obras em tudo, e o Senhor será sempre com vocês. E vocês, os membros desta igreja, acolham, animem e respei­ tem esses seus escolhidos, para que possam cumprir bem e fielmen­ te os deveres do cargo para o qual acabam de ser ordenados. Sem o seu concurso e animação, serão inúteis todos os esfor­ ços para o desempenho do seu ofício. Lembrem-se de que são seus eleitos. Vocês acabam de recebê- los como presbíteros regentes e de prometer diante de Deus tributar- lhes toda honra, animação e obediência, no Senhor, a que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição e Ordem desta Igreja, lhes dá direi­ to o seu ofício.

ços do diabo [

]”

Deus os abençoe, pois, para que cumpram esses votos com fidelidade. Amém.

Poder-se-á cantar um hino como parte da cerimônia; por exemplo, o 287 do Novo Cântico.

97

Igreja, alerta!

1 É tempo! É tempo, o Mestre está chamando já! Marchar, marchar, confiando em seu amor! Partir, partir, a salvação a proclamar, Cumprindo a ordem santa do bom Salvador!

Marchar, sim, avante! Marchar, sim, erguendo o seu pendão real, avante! Sim, avante! Unidos sempre, firmes avançai! Glória! Glória!”Eis que canta, a multidão! Consagrando todo o vosso coração, A Jesus obedecei, seu querer executai, Entoai louvores altos! Avançai!

2 “Queremos luz” — é o grito das nações pagãs Que vêm atravessando o imenso mar. Oh, vamos já levar-lhes novas de amor, Sem esquecer também aqui de semear.

3 Desperta, Igreja! E vem o teu dever cumprir.

A todos faze a Cristo conhecer!

A tua mão estende, com paciente amor,

Ajuda-os, em Jesus, a vida receber.

4 Igreja, alerta! O dia prometido vem, No qual Jesus, o Salvador, virá! Por toda parte, o vitorioso Redentor Eterna glória e honra e louvor terá.

98

13e M odelo

ORDENAÇÃO E INVESTIDURA DE DIÁCONOS

Ordenação de díáconos

No dia marcado, reunido o Conselho com os diáconos existentes na igreja, e depois do sermão, o ministro quepresidir exporá concisamente a autoridade e a natureza do ofício de diácono, dando as seguintes

INSTRUÇÕES

— Nosso Senhor Jesus Cristo, como Rei e cabeça de sua igre­ ja, foi servido que nela houvesse “socorros”, ou diáconos, que tives­ sem a seu cargo especial o socorro dos necessitados. Vê-se da Sagrada Escritura que a princípio os mesmos apósto­ los tinham a seu cargo todos os negócios temporais da igreja, visto como era diante deles que se depositava o produto do que se vendia com o fim de ser empregado no suprimento das necessidades indivi­

duais dos cristãos. Lê-se em Atos 4.34,35: “[

havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, ven­ dendo-as, traziam os valores correspondentes, e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade”. De Atos 6.1-6 vê-se, porém, que, tendo crescido o número de discípulos, e havendo suscitado uma murmuração dos gregos con­ tra os hebreus porque as viúvas gregas eram desprezadas no servi­ ço diário, os doze, convocando a multidão dos discípulos, os con­ vidaram a que escolhessem dentre si sete homens de boa reputa­ ção, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, a quem constituíssem sobre esse negócio. Diz a Escritura que esse discurso agradou a toda a multidão e que, eleitos sete homens, foram estes apresentados aos apóstolos, que, orando, lhes impuseram as mãos. Tal foi a origem do diaconato na igreja cristã. Que esse ofício continuou a ser considerado necessário e im­ portante na igreja prova-o o fato de ser dirigida uma epístola por “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cris­

]

nenhum necessitado

101

to Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos” (Fp 1.1). É feita também a descrição de suas qualificações em Atos 6.3 e 1Ti­ móteo 3 .8-10,12,13. No primeiro desses textos, lê-se que os diáconos devem ser “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de

sabedoria”; e no último: “[

quanto a diáconos, é necessário que

sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho,

não cobiçosos de sórdida ganância. [

meiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exer­

çam o diaconato. [

governe bem seus filhos e a própria casa”.

O diácono seja marido de uma só mulher e

]

]

Também sejam estes pri­

]

Compete, pois, aos diáconos: N receber e guardar fielmente as

ofertas da

buir essas ofertas segundo o desígnio da igreja e as necessidades dos

pobres; 3e zelar pela boa ordem no serviço divino e pela decência, limpeza e ordem no templo e suas dependências. No desempenho

do seu ofício, eles são sujeitos à direção do Conselho de sua igreja. Os diáconos, portanto, são na igreja os ministros da distribui­ ção e caridade fraternal e da ordem no culto.

igreja para os pobres e para outros fins piedosos; 2e distri­

—- Vai-se proceder agora à ordenação dos irmãos

, eleitos

para o diaconato desta igreja. Esses irmãos queiram apresentar-se.

Presentes os diáconos eleitos, o ministro lhesfará as seguintes

PERGUNTAS CONSTITUCIONAIS

1 •— Vocês crêem que as Escrituras do Antigo e Novo Testa­ mentos são a Palavra de Deus, e que essa Palavra é a única regra infalível de fé e prática?

— Sim, cremos.

2 — Vocês recebem e adotam a Confissão de Fé e os Catecis­ mos desta Igreja como fiel exposição do sistema de doutrina ensina­ do nas Santas Escrituras?

— Sim, recebemos.

3 — Vocês sustentam e aprovam o Governo da Igreja Presbite­ riana do Brasil?

— Sim, sustentamos e aprovamos.

102

— Vocês aceitam o ofício do diaconato desta igreja e prome­ tem desempenhar fielmente todos os deveres desse cargo?

4

— Sim, aceitamos e prometemos, com o auxílio de Deus.

5 — Prometem ainda procurar manter e promover a paz, a uni­ dade, a edificação e a pureza da igreja?

— Sim, prometemos.

Depois que os diáconos eleitos tiverem respondido na afirmativa a essas perguntas, o ministrofará as seguintes

PERGUNTAS AOS MEMBROS DA IGREJA

1— E vocês, os membros desta igreja, reconhecem esses nos­ sos irmãos como diáconos?

Esperar resposta da igreja.

2 — Prometem tributar-lhes toda honra, animação e obediên­

cia, no Senhor, a que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhes dá direito o seu ofício?

Esperar resposta da igreja.

Depois que os membros da igreja tiverem respondido na afirmativa a essas perguntas erguendo sua mão direita, o ministro passará a consagrar os candidatos por meio da oração e da imposição das mãos do Conselho. O ministro fará a seguinte

ORAÇÃO

Graças te rendemos, ó Senhor nosso Deus e Pai, por nos teres dado um Salvador poderoso na pessoa de teu bendito Filho e pela manifestação de teu grande amor para com os homens. Tu foste ser­

103

vido que aqui se pregasse e se cresse o teu glorioso evangelho e se formasse esta igreja. Permite, pois, que esta mesma igreja sempre te bendiga e seja aqui um monumento de tua misericórdia. E tu, Jesus, que nos remiste por teu preciosíssimo sangue, tu que concedeste bens aos homens e hoje dotas esta igreja com esses teus servos, que agora ordenamos em teu nome para nela exercerem o diaconato, concede-lhes a sabedoria e prudência de que necessi­ tam para o exercício desse cargo; dá-lhes o teu Espírito Santo e or- dena-os tu mesmo para que sejam fiéis no cumprimento dos seus deveres, pois tudo te pedimos por amor do teu santo nome. Amém.

Acabada a oração, levantar-se-ão os novos diáconos, e o ministro lhes darei a destra, dizendo:

— Nós lhes damos a destra de companhia para tomarem parte conosco neste ofício.

Em seguida, os presbíteros regentes e os diáconos darão a destra, cada um por sua ordem, aos novos diáconos. Depois, dirá o ministro:

Agora proclamo e declaro regularmente eleitos, ordenados e

investidos no ofício do diaconato os senhores

Palavra de Deus e de conformidade com a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil. Declaro também que, como tais, têm eles direito a toda animação, honra e obediência no Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

, tudo segundo a

Depois, o ministrofará uma exortação apropriada aos novos diáconos e à igreja.

EXORTAÇÃO

Meus irmãos:

Os senhores acabam de ser ordenados diáconos desta igreja, e compete-lhes, por isso, em harmonia com os outros diáconos e mais oficiais, promover e arrecadar ofertas dos fiéis para fins piedosos, especialmente para socorro dos irmãos enfermos e necessitados, e

104

fazer a devida distribuição das referidas ofertas. Nosso Senhor Je­ sus Cristo, que por amor de nós “se fez pobre” (2Co 8.9), e disse:

os pobres sempre os tendes convosco” (Mc 14.7; Jo 12.8), olha

com cuidado especial para os pobres, e foi por isso servido que em sua igreja houvesse “socorros”.

Lembrem-se, pois, dos pobres, e vigiem sobre vocês mesmos para que o adversário não tenha ocasião de acusar o povo de Deus. Seja a sua conversação segundo o evangelho e sua vida um exemplo, visto como os deveres a que são chamados os cristãos no exercício da beneficência competem especialmente aos diáconos, como oficiais na Casa de Deus. Finalmente, exercitem bem o seu ministério para que ganhem maior grau e muita confiança na fé em Jesus Cristo (1 Tm 3.13). E vocês, os membros desta igreja, ajudem os seus escolhidos, segundo a declaração e promessa solene que acabam de fazer, para que possam bem cumprir os deveres do seu importante cargo. Eles são realmente as mãos da igreja para a administração da caridade fraternal. Façam que essas mãos sejam fortes. Sobretudo, orem por eles e animem-nos em todo o bem. Amém.

“[

]

Para concluir, o ministro poderá anunciar um hino; por exemplo, o 180 do Novo Cântico.

Amor fraternal

1 Jesus, Pastor amado! Louvamos-te hoje, aqui, Unidos pela graça, um corpo só em ti. Contendas e malícias, que longe de nós vão, Nenhum desgosto impeça a nossa santa união.

2 Família unida somos, família de Jesus! Iluminados todos da mesma santa luz.

A

mesma fé nos une num só divino amor,

E

cheios de alegria servimos ao Senhor.

3 Num só caminho estreito Deus mesmo nos conduz, Só temos esperança no Salvador Jesus! Sua morte preciosa a todos vida traz;

E pelo mesmo sangue nos vem a mesma paz.

105

4 Pois sendo resgatados por um só Salvador, Vivamos sempre unidos por mais ardente amor! Com simpatia olhando os erros de um irmão, Cuidando de ajudá-lo com branda compaixão.

5 Jesus, bondoso Amigo, ensina-nos a amar; E, como Tu fizeste, também a perdoar! Pois tanto carecemos do auxílio teu, Senhor! Unidos, graças damos por teu imenso amor. Amém.

106

14s M odelo

ORGANIZAÇÃO DE IGREJAS

Organização de igrejas

A Comissão nomeadapelo Presbitério reunir-se-ápreviamente

em sessão sob a presidência do relator e, depois de escolher

um secretário,

dará princípio aos seus trabalhos com oração.

Em seguida, as pessoas que portarem transferência de outras igrejas serão admitidas e as que desejarem fazer profissão de fé serão examinadas. A comissão fará também a lista das crianças batizadas que acompanharem seus pais para a nova igreja; fará o programa dos exercícios para a organização da igreja;

e a hora para esse fim; e, e depois de aprovara

ala encerrará a sessão. No dia e horapreviamente designados, a comissão reunir- se-á no lugar do culto, e o ministro que a presidirfará

marcará o dia

ORAÇÃO

Santo, Santo, Santo, Deus onipotente, que eras, que és e que hás de ser. Tu és digno, ó Senhor nosso Deus, de receber glória, honra e poder, porque tu criaste todas as coisas, e pela tua vontade estas são e foram criadas. Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo- poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos! Quem te não temerá, Senhor, e não engrandecerá o teu nome? Só tu és santo, e todas as nações virão e se prostrarão ante a tua face. Bendito sejas, Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a grandeza da tua misericórdia, nos regeneraste para a es­ perança da vida e, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mor­ tos, para uma herança incorruptível, que não pode contaminar-se nem murchar, reservada nos céus para nós. Graças te damos, Senhor nosso Deus, porque nos livraste do poder das trevas e nos trouxeste para o reino do teu Filho, do qual nos dás agora um penhor, reunindo-nos aqui para a organização desta igreja.

109

Enche, Senhor, com o Espírito Santo a igreja que hoje aqui se organiza, a fim de que te sirva em unidade de coração e poder de testemunho. Ouve-nos, nosso Deus, por amor de Jesus Cristo, que vive e reina agora e pelos séculos dos séculos. Amém.

Cantar-se-á, então, o hino 299 do Novo Cântico (por exemplo).

Renovação

Fortalece a tua Igreja, Ó bendito Salvador! Dá-lhe tua plena graça, Oh, renova seu vigor. Vivifica, vivifica Nossas almas, ó Senhor! Amém.

Em seguida, proceder-se-á à

LEITURA BÍBLICA

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preser­ var a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.1-6).

Terminada a leitura, um dos ministros anunciará à congregação os passos dados para a organização da igreja.

110

INSTRUÇÕES

— Nosso Senhor Jesus Cristo constituiu neste mundo, para

reunião e aperfeiçoamento dos santos, o reino da graça, ao qual cha­ mamos igreja.

Pertencem a esse reino, ou igreja, aqueles que dentre todas as nações professam a religião de Cristo e aceitam a sua graça, junta­ mente com seus filhos. Como, porém, os membros de toda a igreja não se podem reu­ nir em um só lugar neste mundo para dar culto a Deus, constituem diversas igrejas locais ou particulares, em harmonia com o exemplo das Escrituras. Uma igreja local, portanto, é uma associação de cristãos professos e seus filhos para dar culto a Deus e viver piamente, de conformidade com as Escrituras, sujeitos ao governo legítimo do reino de Cristo, bem como para anunciar o evangelho e propagar o reino de Deus.

O Presbitério d e

, tendo conhecimento de que neste lu­

gar residem alguns membros professos de diversas igrejas e de que outras pessoas desejam professar, nomeou-nos para organizarmos com esses irmãos uma igreja local. Em cumprimento de seu dever, portanto, esta comissão rece­ beu e achou em ordem a transferência dos irmãos A comissão examinou também sobre sua fé e experiência os irmãos Esses irmãos foram admitidos à profissão pública de sua fé para constituir, juntamente com seus filhos e com os irmãos recebi­ dos por transferência e os filhos destes, a igreja d e

Então, um dos ministros receberá por profissão de fé os que tiverem sido admitidos afazê-la e balizará as crianças que forem apresentadas.

Seguir-se-á o cântico do hino 182 do Novo Cântico (por exemplo).

111

União fraterna

1

Que grande bênção é Estarem com amor, Irmãos, ligados pela fé, Louvando ao Salvador!

2

O

mundo observará

Tão santa e doce paz;

E

admirado ficará

Com a bênção que ela traz.

3

Mandaste aos teus, Jesus,

Da

divinal mansão,

O

Santo Espírito que produz

Tão plena comunhão. Amém.

Terminado este, o ministro quepresidir convidará os membros da nova igreja a se levantar para responder à seguinte

PERGUNTA CONSTITUCIONAL

— Prometem solenemente que andarão juntos, na dependên­

cia do poder de Deus, como igreja organizada, nos princípios da fé e da ordem da Igreja Presbiteriana do Brasil, e que tudo farão, quanto

estiver em vocês, para conservar a pureza e harmonia de toda esta comunidade cristã?

Respondida na afirmativa essa pergunta, o Ministro que presidir fará a seguinte

PROCLAMAÇÃO

— Agora eu os proclamo e declaro constituídos em igreja, se­

gundo a Palavra de Deus, a fé e a ordem da Igreja Presbiteriana do Brasil, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

112

A eleição de oficiais e os mais exercícios serão determinados pela comissão. Poder-se-á cantar o hino 310 Novo Cântico.

Quem salva é só Jesus

1 De Deus, ó eterna Igreja Que espalhas santa luz, Proclama aos pecadores:

“Quem salva é só Jesus!” “Quem salva é só Jesus!” “Quem salva é só Jesus!” Proclama aos pecadores:

“Quem salva é só Jesus!”

2 Aos presos, algemados, No mundo que seduz, Revela a esperança:

“Quem salva é só Jesus!” “Quem salva é só Jesus!” “Quem salva é só Jesus!” Revela a esperança:

“Quem salva é só Jesus!”

3 Atrai os que, perdidos, Mui longe estão da cruz. Vai, dize aos desgarrados:

“Quem salva é só Jesus!” “Quem salva é só Jesus!” “Quem salva é só Jesus!” Vai, dize aos desgarrados:

“Quem salva é só Jesus!”

113

15a M odelo

ASSENTAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DE UM TEMPLO

Pedra fundamental

Poderão ser convidados para essa solenidade ospastores das outras igrejas e as autoridades locais.

O ministro dirá:

— “O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador do cén e da terra” (SI 124.8). Visto como o Senhor Deus onipotente pôs em nosso coração o desejo de erigir um templo à glória do seu nome e nos auxiliou com os meios necessários para dar começo a essa obra, achamo-nos aqui para o assentamento, com alegria, da pedra fundamental deste edifí­ cio, certos de que há outro templo infinitamente superior, construído sobre o fundamento vivo e precioso, lançado pelo próprio Deus. Louvemos, pois, ao Senhor com o hino 18 do Novo Cântico (por exemplo).

Deus dos antigos

1 Deus dos antigos, cuja forte mão

Rege e sustém os astros na amplidão!

O soberano, excelso Criador,

Com gratidão cantamos teu louvor!

2 Desde o passado foste nossa luz,

Sol que até hoje com fulgor reluz!

Sê nosso Esteio, Guia e Proteção,

Tua Palavra, lei e direção.

3 Da guerra atroz, do crime e assolação, Dos tempos maus de um inundo em confusão, Seja teu braço o nosso defensor, Pois confiamos sempre em ti, Senhor!

4 Teu povo, ó Deus, assiste em seu labor, No testemunho do teu grande amor. As nossas vidas vem fortalecer Para o teu nome sempre engrandecer. Amém.

117

Em seguida, o ministro lerá uma ou mais passagens das Escrituras, adaptadas ao ato. Se quiser ler as passagens seguintes, dirá:

— Ouçamos a descrição dos sentimentos do povo de Deus, por ocasião do lançamento dos alicerces do segundo templo, nos dias de Esdras:

“Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trom- betas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos para louvarem ao Senhor, segundo as determinações de Davi, rei de Israel. Can­ tavam alternadamente, louvando e rendendo graças ao Senhor, com estas palavras: Ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre sobre Israel. E todo opovojubilou com altas vozes, louvando ao Senhor por se terem lançado os alicerces da sua

casa. Porém, muitos dos sacerdotes e levitas, e cabeças defamíli­

que viram a primeira casa, choraram em alta voz

quando à sua vista foram lançados os alicerces desta casa: mui­ tos, no entanto, levantaram as vozes com gritos de alegria. De maneira que não se podiam discernir as vozes de alegria das vo­

zes do choro do povo: pois

as já idosos,

o povojubilava com tão grandes gri­

tos que as vozes se ouviam de muito longe" (Ed 3.10-13).

Até aqui a descrição de Esdras. Não percamos, porém, de vista o templo espiritual de que devemos fazer parte como pedras vivas. A respeito da sua pedra fundamental, está escrito em Isaias 28.16.

Eis que eu assentei em Sião uma

pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada".

“[

]

assim diz o Senhor Deus:

O apóstolo Paulo também escreve a respeito disso, em ICoríntios 3.11.

“[

]

ninguém pode lançar outro fundamento, além do

que foi posto, o qual é Jesus Cristo ”.

Pedro exorta, por isso, os cristãos, em sua primeira epístola, capítulo 2, versículos 4 e 5, a que se cheguem para o fundamento e sejam edificados em casa espiritual, com as seguintes palavras:

“Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,

118

também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritualpara serdes sacerdócio santo, afim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Je­ sus Cristo

Acabada a leitura, o ministro convidará o povo a orar.

ORAÇÃO

Senhor Deus onipotente, que inspiraste teu povo antigo com um santo júbilo por ocasião de serem lançados os fundamentos uo segundo templo, desce para abençoar-nos com tua presença e en­ che-nos de santa alegria e gratidão por nos teres concedido os meios para dar começo a este edifício que desejamos erigir à glória e honra do teu santo nome. Continua a abençoar-nos a fim de que possamos ver concluída esta casa. Não deixes, porém, que nos esqueçamos do privilégio que nos concedes de nos chegarmos mais para Cristo, a pedra viva, angular, e preciosa, que tu mesmo lançaste como funda­ mento da tua igreja, a fim de sermos edificados sobre ele em casa espiritual e sacerdócio santo para te oferecer sacrifícios que te se­ jam aceitáveis. Enche-nos do teu Espírito Santo, perdoa os nossos pecados e aceita o culto de louvor e ações de graças que agora te rendemos por ocasião do lançamento do fundamento material desta casa que destinamos ao teu serviço, pois tudo te pedimos por amor do Salvador que nos deste e que vive e reina agora e sempre. Amém.

Acabada a oração, o ministro dirá:

— Continuemos cantando os louvores ao nosso Deus. (Anunciará então o hino 298 do Novo Cântico, por exemplo.)

A pedra fundamental

1 Da Igreja o fundamento

É Cristo, o Salvador!

Em seu poder descansa

E é forte em seu amor.

119

Pois nele, alicerçada, Segura e firme está,

E sobre a Rocha Eterna

Jamais se abalará.

2 A pedra preciosa Que Deus predestinou Sustenta pedras vivas

Que a graça trabalhou.

E quando o monumento

Surgir em plena luz,

A glória do edifício

Será do Rei Jesus!

3 Neste edifício santo Que visa ao teu louvor, Esteja a tua bênção, Rogamos-te, Senhor! Que muitos pecadores Aqui, em contrição, Se tornem templos santos De tua habitação. Amém.

O ministro, em seguida, fará um breve histórico da igreja a que pertencer o templo; dirá qual a significação da solenidade; mencionará os objetos que houverem de ser encerrados na pedra, lançando-os à proporção que os for nomeando, no cofre preparado para essefim; dirá a razão de encerrar ali esses objetos e fará ler a ata da solenidade; tampará o cofre, que será soldado e levado em seguida para ser colocado em uma cavidade abertapara essefim napedra; tampá-lo-á com outra pedra, com argamassa, e declarará assentado ofundamento do templo, dizendo:

— Agora, declaro assentada a pedra fundamental do templo que

a igreja d e

Deus. Seja o Senhor servido abençoar-nos para que possamos ver este

templo acabado e cheio de povo verdadeiramente convertido!

começa a erigir neste lugar para a glória de nosso

120

Depois disso, o ministro dará apalavra àspessoas que estiverem inscritas para saudar a igreja oufalar sobre a solenidade. Terminados os discursos, far-se-á oração, cantar-se-á um hino (que pode ser o 229 do Novo Cântico por exemplo) e o ministro invocará a bênção de Deus.

RENOVAÇÃO

Fortalece a tua Igreja,

O bendito Salvador!

Dá-lhe tua plena graça.

Oh, renova seu vigor.

Vivifica, vivifíca Nossa almas, ó Senhor! Amém.

BÊNÇÃO

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comu­ nhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Amém.

Sugestão A pedra destinada a essa solenidade poderá ter uma cavidade suficiente para receber um pequeno cofre de chumbo ou cobre, dentro do qual poderão ser lançados: um ou mais exemplares da Bíblia (um de cada tradução); um exemplar da Confissão de Fé; um da Constituição da Igreja um de cada Catecismo em uso; um resumo histórico da igreja seguido de uma lista de nomes de todos os membros em plena comunhão e da assinatura do pastor e mais oficiais da igreja; um exemplar do último relatório apresentado à igreja; um ou mais exemplares das atas do Sínodo ou do Supremo Concilio (as da última e, se fo r possível, as das precedentes); exemplares dos jornais religiosos e dos jornais do dia e uma ata da solenidade até o encerramento do cofre.

121

16e M odelo

DEDICAÇÃO DE UM TEMPLO

Dedicação de um templo

Poder-se-á cantar um hino, como, por exemplo, o 33 do Novo Cântico.

Maravilhas divinas

1

Ao Deus de amor e de imensa bondade, Com voz de júbilo, vinde e aclamai! Com coração transbordante de graças, Seu grande amor, todos, vinde e louvai.

No céu, na terra, que maravilhas Vai operando o poder do Senhor! Mas seu amor, aos homens perdidos, Das maravilhas ó sempre a maior.

2

3

4

Já nossos pais nos contaram a história De Deus, falando com muito prazer, Que nas tristezas, nos grandes perigos, Ele os salvou por seu grande poder.

Hoje, também, nós, bem alto, cantamos Que as orações ele nos atendeu; Seu forte braço, que é tão compassivo, Em nosso auxílio ele sempre estendeu.

Como até hoje, e daqui para frente, Ele será nosso eterno poder, Nosso Castelo bem forte e seguro, E nossa Fonte de excelso prazer.

— O Senhor nos concedeu vida para vermos concluído este templo, e achamo-nos agora reunidos para o dedicarmos ao culto e ao serviço do Deus onipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. Rogue­ mos-lhe, pois, que nos auxilie para que o façamos aceitável.

125

ORAÇÃO

A oração poderá ser feita pelo dirigente ou por alguém previamente escolhido e notificado.

Seguir-se-á a leitura das Escrituras. As passagens seguintes são muito apropriadas:

IReís 8.22,23,27-30

“Pôs-se Salomão diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as mãos para os céus, e disse: O Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que guardas a aliança e a misericórdia a teus servos que de todo o coração andam diante de ti [ Mas, defato habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei. Atenta, pois, para a oração de teu servo e para a sua súplica, ó Senhor, meu Deus, para ouvires o clamor e a oração quefaz, hoje, o teu servo diante de ti. Para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar. Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lu­ gar; ouve no céu, lugar da tua habitação; ouve e perdoa. ”

IReís 9.1-3

"Sucedeu, pois, que, tendo acabado Salomão de edificar a Casa do Senhor, e a casa do rei, e tudo o que tinha desejado e designarafazer, o Senhor tornou a aparecer-lhe, como lhe tinha aparecido em Gibeom, e o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica quefizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, afim de pôr ali o meu nome para sempre; os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. ”

126

Poder-se-á cantar, por exemplo, o seguinte hino: 4 do N ovo C ântico.

Culto à Trindade

1 Deus está no templo! Pai onipotente!

A seus pés nos humilhamos.

Servos consagrados,

Reverentemente,

Ao Deus santo adoramos. Por favor, com amor,

Espiritualmente

Deus está no templo!

2 Cristo está no templo! Sumo benefício Por seu sangue nos foi dado. Ele, o bom Cordeiro, Foi o sacrifício Que expiou o vil pecado. Escolheu e sofreu

O cabal suplício;

Cristo está no templo!

3 Tu, que estás no templo, Preceptor divino,

E os corações habitas;

Tu, paciente Mestre, Dá-nos teu ensino,

Aclarando as leis benditas. Que prazer conhecer

A graça infinita!

Sim, estás no templo! Amém.

Acabada a leitura e cantado um hino, o ministro pregará um sermão apropriado, ao qual se seguirá:

127

ORAÇÃO DE DEDICAÇÃO

Santo! Santo! Santo! Senhor Deus Todo-poderoso, que eras, que és e que hás de ser. Tu és sempre o mesmo, sem mudança nem sombra de variação. Tu mesmo assentaste os fundamentos da terra,

e os céus são obra das tuas mãos. Preparaste o teu trono nos céus, e

a tua glória é tanta que mesmo os serafins cobrem o rosto em tua

presença divina. Bendito seja o teu nome santo, ó Deus de majestade infinita, porque, embora os céus dos céus não te possam conter, condescen- des em morar com os filhos dos homens. Nos dias antigos foste ser­ vido ordenar que te edificassem casa, e quando esta se concluiu dis­ seste ao teu servo Salomão: “Eu santifiquei esta casa que me edificaste para nela estabelecer para sempre o meu nome, e nela estarão sempre os meus olhos e o meu coração”. Além disso, pu­

seste naquela casa o teu trono e o estrado dos teus pés, de sorte que

o teu santuário ficou adornado de poder e de beleza. Por esse motivo o

teu povo considerava que um dia nos teus átrios era muito melhor do que milhares em outra parte, e se alegrava, quando dizia: “Vamos à casa do Senhor” — porque o Senhor estava no seu santo templo e toda a terra guardava silêncio em sua presença. Alegramo-nos, ó Deus, porque ainda inscreves salvação sobre os muros e louvor sobre as portas do templo que o teu povo edifica e consagra ao teu serviço; gozamos da presença invisível de teu Espíri­ to Santo e possuímos os santos oráculos da tua palavra. Tu ordenas que nos reunamos para te prestar culto e determinas que os homens sejam salvos pela loucura da pregação. Além disso, fazes promessas preciosíssimas aos que se reúnem em nome do teu bendito Filho. Assim, pois, apresentamos-te esta casa que edificamos e a de­ dicamos solenemente a ti. Nós a consagramos ao teu culto, para a oferta de orações e ações de graças; para o sacrifício de corações contritos e humilhados; para a leitura e meditação da tua santa Pala­ vra; para a exposição dos oráculos celestes e para a ministração dos sacramentos instituídos por nosso Salvador.

Faze, pois, desta casa habitação tua. Enche-a com a glória da tua presença. Permite que quantos transpuserem seus portais pos­ sam sentir de tal maneira a tua presença que sejam impulsionados a dizer: “Na verdade o Senhor está aqui!”.

128

Nós te suplicamos que alimentes com o pão da tua Palavra quantos vierem com fome e sede de justiça e te manifestes aos que se apresentarem desejosos de te conhecer. Recebe os pródigos que voltarem famintos, da terra seca e sem caminho, em busca da casa paterna, onde há pão em abundância. Sê o escudo e defesa dos per­ seguidos pelos dardos inflamados do maligno e concede-lhes livra­ mento. Dispõe em tua mesa pão e vinho do reino de Deus, para que

os famintos se fartem e os sedentos se saciem. Ensina aos transgressores

o teu caminho e faze que os pecadores se convertam a ti. Dá eficácia

à tua Palavra para que ela lance por terra as fortalezas da increduli­ dade e abata as imaginações que se levantam contra o teu conheci­ mento. Abre os nossos olhos para que vejam as maravilhas da tua lei. Ordena os nossos passos segundo a tua Palavra e escreve a tua lei em nosso coração. Dá aos teus servos que aqui pregarem a tua Palavra a graça de recorrer a ti constantemente em busca de sabedoria e conselho. Faze- os poderosos nas Escrituras para que sejam perfeitos e estejam aparelhados para toda boa obra. Traze constantemente a este lugar multidões desejosas de conhecer a verdade e permite que, salvos em Jesus Cristo, passemos do culto e comunhão desta casa terrestre para

a comunhão celestial da casa não feita por mãos, para a cidade cujo arquiteto e edificador é Deus. Tudo isso te rogamos, juntamente com o perdão de nossos pe­ cados, pela mediação de teu Filho, nosso Senhor. Amém.

Terminada a oração, cantar-se-á um hino (por exemplo, o IS do Novo CânticoJ. Em seguida poderão ser ouvidas quais­ quer saudações.

Deus dos antigos

1 Deus dos antigos, cuja forte mão Rege e sustém os astros na amplidão! Ó soberano, excelso Criador, Com gratidão cantamos teu louvor!

2 Desde o passado foste nossa luz, Sol que até hoje com fulgor reluz! Sê nosso Esteio, Guia e Proteção, Tua Palavra, lei e direção.

129

3

Da guerra atroz, do crime e assolação, Dos tempos maus de um mundo em confusão, Seja teu braço o nosso defensor, Pois confiamos sempre em ti, Senhor!

4 Teu povo, ó Deus, assiste em seu labor, No testemunho do teu grande amor. As nossas vidas vem fortalecer Para o teu nome sempre engrandecer. Amém.

Após o cântico do hino, o ministrofará a seguinte declaração:

— Agora, declaro dedicada e consagrada esta casa de oração ao culto e serviço do Deus onipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. Seja ele servido abençoá-la com a sua presença e com a conversão de multidões!

BÊNÇÃO

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós e com todos os servos de Deus, agora e sempre. Amém.

130

17e M odelo

BÊNÇÃO MATRIMONIAL

(primeira forma)

Bênção m atrim onial

Essa solenidade nunca se realizará antes de ser celebrado o casamento civil único válido na República Brasileira nem no caso de algum casamento contraído nos graus de consanguinidade ou afinidade proibidos na Palavra de Deus. Quando da realização do casamento religioso com efeito civil (artigo 20 dos Princípios de Liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil), o ministro representante da Igreja deverá ter em mãos: a) cópia do edital de proclamasfornecido pelo cartório civil comprovando a legalidade das providências tomadas pelos nubentes para a realização da cerimônia e confirmando a data do enlace; b) declaração do Cartório confirmando o cumprimento dasformalidades legais; c) livro de ataspróprio para a cerimônia de casamento. Da cerimônia civil lavrar-se-á ata, que será lida pelo ministro oficiante ou por pessoapor ele indicada e assinadapelo oficiante, pelos nubentes e testemunhas do ato. Esse ato precederá sempre a cerimônia religiosa. No dia e hora designados para a bênção matrimonial os nubentes se apresentarão diante do ministro, que daráprincípio à solenidade, fazendo a seguinte ou semelhante

ORAÇÃO

Senhor Deus Todo-poderoso, que instituíste o matrimônio para a felicidade do gênero humano, nós te suplicamos que nos auxilies com tua presença e concedas graça aos teus servos que vêm pedir a tua bênção para o seu casamento, a fim de que compreendam o ensi­ no da tua santa Palavra a respeito de seu novo estado e se compene­ trem dos deveres que aí ensinas a cada um deles e os executem. Concede-nos isso, ó Deus e Pai, por amor de Cristo. Amém.

Terminada a oração, o ministro dará aos nubentes as seguintes

133

INSTRUÇÕES

— O magistrado civil já os declarou casados, segundo as leis desta República. As leis obrigam em consciência a todos os cristãos naquilo em que não contrariam a revelação divina, e o magistrado civil é o minis­ tro de Deus encarregado de administrá-las (Rm 13.1,3,5; lPe 2.13,14). Estão casados, portanto. Como, porém, vêm pedir a bênção de Deus sobre o seu casamento, ouçam o ensino do mesmo Deus a respeito do seu novo estado.

O casamento é a legítima e indissolúvel união de um homem e

uma mulher, de conformidade com a ordenação de Deus. Deus mesmo o instituiu no Éden para conforto e felicidade do gênero humano, conferiu-lhe uma bênção especial (Gn 1.27,28), fez dele um tipo da união de Cristo com a sua igreja (Ef 5.25,27) e revelou os deveres que competem aos casados. Nosso Senhor Jesus Cristo honrou com a sua presença e com a operação do seu primeiro milagre uma festa de núpcias (Jo 2.3,11), e um seu apóstolo escreveu que fosse por todos tratado com honra o matrimônio (Hb 13.4). A continuação e estabilidade da paz e da felicidade em seu novo estado depende da atenção que cada um de vocês der ao cumprimento dos deveres respectivos que Deus lhes traça na Sa­ grada Escritura. Examinem esse precioso livro! Com ele aprenderá o marido, no amor, na proteção e fidelidade de nosso Senhor Jesus Cristo para com sua igreja, a fidelidade, a proteção e o amor que deve à sua mulher; e a mulher aprenderá, no amor, na fidelidade e na submissão da igreja cristã para com o seu esposo e cabeça, nosso Senhor Jesus Cristo, a submissão, a fidelida­ de e o amor que deve ao seu marido. “Maridos”, diz a Sagrada Escritura, “amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela [ Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama” (Ef 5.25, 28). Na epístola de Paulo a Tito (2.4), lê-se também que as mulheres devem amar seus maridos. No exemplo de Sara, digno de ser imitado, aprenda a mulher a reverência e submissão que deve ao marido.

134

O homem é a cabeça da criação, mas a mulher é a coroa. Não

foi ela tirada da cabeça do homem como se houvesse de dominá-lo; nem de seus pés, como se houvesse de ser pisada por ele; mas do seu lado, para ser sua igual; de sob seu braço, para ser por ele amparada e protegida; de junto do seu coração, para ser o objeto de seu amor e

o centro dos seus afetos.

A Escritura ensina ainda que os casados devem sofrer com

paciência um do outro as fraquezas a que a humanidade está sujeita por causa do seu estado decaído, e devem animar-se e consolar-se em todas as aflições e desgostos da vida; devem cuidar um do outro nas doenças e ajudar-se mutuamente a respeito de tudo o que perten­ ce a Deus e à sua alma imortal; e em todas as circunstâncias devem viver juntos.

Para o cumprimento desses deveres necessitam do auxílio divi­ no. Supliquem-no constantemente e Deus abençoará o seu casamen­ to, não só agora, mas em todos os dias de sua união sobre a terra.

Então, o ministro fará que os dizendo-lhes:

recém-casados unam as mãos,

— Queiram unir as mãos.

Em seguida, perguntará ao marido:

por sua

legítima mulher, com o propósito de a amar, honrar e defender,

sustentá-la, cuidar dela e ser-lhe fiel em todas as coisas, por todo o tempo em que Deus for servido conservar ambos com vida?

— H

,

recebe esta mulher que tem pela mão, M

,

— Sim, recebo.

E logo perguntará também à esposa:

— E você, M

,

recebe este homem que tem pela mão, H

,

por seu legítimo marido, para amá-lo, honrá-lo, cuidar dele, e ser-

lhe submissa e fiel em todas as coisas por todo o tempo que Deus for servido conservar ambos com vida?

— Sim, recebo.

135

Quando se fizer uso dos anéis, os noivos os apresentarão ao ministro, que os fará trocar entre os esposos ou entregará a cada um o que lhe for destinado, dizendo:

— Sejam para vocês estes anéis símbolo do amor, da pureza e da constância do verdadeiro amor conjugal. Lembrem-lhes, para sem­ pre, o cumprimento dos deveres que tão solenemente acabam de reconhecer na presença de Deus e destas testemunhas.

Em seguida, o ministrofará que o marido e a mulher unam as mãos e, então, pronunciará a seguinte

BÊNÇÃO

E eu, ministro de Deus no evangelho de seu Filho, os declaro

constituídos em família na relação de marido e mulher, segundo a ordenação de Deus, e invoco sobre vocês a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deus lhes dê sua graça, para cumprir as promessas que acabam de fazer, e abençoe o seu casamento não só agora, mas por todo o tempo em que os conservar com vida. “O Senhor vos abençoe e vos guarde; o Senhor faça resplande­ cer o rosto sobre vós, e tenha misericórdia de vós; o Senhor sobre vós levante o rosto e vos dê a paz” (cf. Nm 6.24-26).

“[■••] o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mc 10.9)

Depois o ministro fará

ORAÇÃO

O Deus, nosso Pai celeste, nós te suplicamos que abençoes em

seu novo estado os teus servos aqui presentes. Faze que se amem por todo o tempo que lhes concederes a vida e que seu amor não sofra mudança nem diminuição. Dá-lhes o teu Espírito Santo para

136

que vivam segundo a tua divina vontade. Permite que sejam aben­ çoados um no outro e ambos no conhecimento de Cristo, teu bendi­ to Filho, para que vivam juntos, na atitude de herdeiros da graça e da vida. Isso te pedimos pela mediação de Jesus Cristo, nosso Reden­ tor. Amém.

Após a oração, poder-se-á cantar um hino; por exemplo, o 393 do Novo Cântico.

União vital

1 Duas vidas, Senhor, se unem num só ser; Duas almas e dois nobres corações. Pelo amor e afeição querem já viver Sempre juntos na paz ou nas aflições.

Abençoa, Senhor, esta santa união, Dando graça efavor, faze-a prosperar Na alegria, nafé, na consagração! E este amor verdadeiro vem confirmar.

2 Mais um lar que se faz cheio de vigor Do caráter cristão, base principal.

Dá-lhe vida feliz numa união de amor,

O mais forte, o maior laço conjugal.

3 Tu criaste, Senhor, para o nosso bem,

A união que adorna esta vida aqui.

De uma união mui feliz quantas bênçãos vêm

A família dos teus filhos, glória a ti! Amém.

Encerrando, o ministro invocará sobre os circunstantes a

137

BÊNÇÃO APOSTÓLICA

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês e com todo o povo de Deus, agora e para sempre. Amém.

Nota: “É lícito o casamento a todas as classes de pessoas capazes de dar o seu consentimento ajuizado, mas é dever do cristão casar somente no Senhor. Portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem se casar com infiéis, romanistas ou outros idólatras; e as pessoas não devem desposar-se em casamento com os que são notoriamente perversos em suas vidas ou mantêm heresias perniciosas ” (Confissão de Fé, cap. 24, §3).

138

18e M odelo

BÊNÇÃO MATRIMONIAL

(segunda forma)

Bênção m atrim onial

Presentes os nubentes e seus amigos, dirá o ministro:

— Invoquemos o auxílio de Deus.

ORAÇÃO

Senhor nosso Deus, instituíste o matrimônio para a felicidade do gênero humano. Portanto, auxilia-nos com a tua presença e aben­ çoa o casamento dos teus filhos que se acham conosco. Esclarece-os para que compreendam os deveres do seu novo estado, indicados na tua palavra, e dá-lhes condição e disposição para cumpri-los por amor do teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Terminada a oração, o ministro dirigirá aos nubentes as seguintes

INSTRUÇÕES

Visto como vocês se acham casados de conformidade com as leis da República e vêm agora rogar a bênção de Deus sobre o seu casamen­ to, ouçam o ensino da Escritura a respeito do seu novo estado. Deus criou o homem à sua imagem e disse: “Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). E Deus trouxe a mulher a Adão. E Adão disse: “Esta,

afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne [

deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.23,24).

]. Por isso,

O matrimônio, assim instituído no Éden pelo Senhor Deus oni­

potente, foi confirmado nas bodas de Caná da Galiléia pela presença e pelo primeiro milagre de nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 2.3-11), que também disse em referência à indissolubilidade do casamento:

“[

]

o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mc 10.9).

141

Além disso, meus irmãos, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, recomenda ao marido o amor de Cristo para com a sua igreja como exemplo do amor que deve consagrar à sua esposa,

e à mulher, a sujeição da igreja a Cristo como exemplo da submis­

são que a mulher deve a seu marido. Diz o apóstolo: “As mulheres sejam submissas ao seu pró­ prio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mu­ lher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo

o salvador do corpo. Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo,

assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu mari­ do. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja

e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a

purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apre­ sentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coi­ sa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os mari­ dos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja; porque somos membros do seu corpo” (Ef 5.22-30). De tudo isso, podemos inferir com certeza que o casamento é agradável a Deus, nosso Salvador, e é um estado muito honroso para todos os casados que fielmente se amam.

Então o ministro fará que os esposos juntem as mãos dizendo-lhes:

— Queiram unir as mãos.

Nesseponto o ministro tem em mãos os anéis. Entrega o da noiva ao noivo, e este passa, então, a repelir com o ministro, ou terá previamente decorado, as seguintes promessasfeitas à noiva:

, declaro, diante de Deus e destas testemunhas, , por minha legítima esposa.

— Ainda diante de Deus e destas testemunhas prometo dedi­

— E u ,

que recebo você,

car-lhe amor; fazer tudo para honrar e cuidar de você: na alegria ou

na tristeza; na bonança ou nas provações; na saúde ou na doença; na prosperidade ou na falta de tudo; na juventude ou na velhice.

142

— Prometo ainda ser-lhe fiel em tudo; prometo jamais

abandoná-la, enquanto Deus nos conservar a ambos com vida.

— Quero andar ao seu lado com toda dignidade. Que Deus me ajude a cumprir todo esse santo propósito. Amém.

Em seguida o ministro entregará à noiva o anel do noivo. Ela, por sua vez, enquanto coloca o anel no dedo dele, pronunciará estas palavras:

, declaro, diante de Deus e destas testemunhas, , por meu legítimo esposo.

— Ainda diante de Deus e destas testemunhas prometo dedi­

E u ,

que recebo você,

car-lhe amor; fazer tudo para honrar e cuidar de você: na alegria ou

na tristeza; na bonança ou nas provações; na saúde ou na doença; na prosperidade ou na falta de tudo; na juventude ou na velhice.

— Prometo ainda ser-lhe fiel em tudo; prometo jamais

abandoná-lo, enquanto Deus nos conservar a ambos com vida.

— Quero andar ao seu lado com toda dignidade de esposa leal.

Que Deus me ajude a cumprir todo esse santo propósito. Amém.

Poder-se-á cantar um hino;por exemplo, o 394 do Novo Cântico.

Perfeito amor

1 Perfeito amor, além do entendimento, Com devoção buscamos teu favor. Faze perfeito, pois, o casamento Dos filhos teus que se unem pelo amor.

2 Dá-lhes, Senhor, a mútua confiança

E a fé constante em Cristo, o Salvador.

As suas almas nutre na esperança De conservarem o mais puro amor.

3 Dá que eles tenham forças e alegria Nos dissabores, lutas, provações! Que assim conservem juntos a harmonia, Perfeitos tendo sempre os corações. Amém.

143

Em seguida o ministrofará que os recém-casados unam outra vez as mãos e invocará sobre eles a seguinte

BÊNÇÃO

O Deus de misericórdia, que instituiu o matrimônio para c

­

forto e felicidade do gênero humano, dê a vocês a graça necessária para cumprir as promessas que acabam de fazer e abençoe o seu casamento não só agora, mas em todo o tempo em que os conservar a ambos com vida.

“O Senhor vos abençoe e vos guarde; o Senhor faça resplande­ cer o rosto sobre vós, e tenha misericórdia de vós; o Senhor sobre vós levante o rosto e vos dê a paz.” Amém.

“[

]

o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mc 10.9).

Depois o ministro fará oração, dizendo:

ORAÇÃO

O Deus, nosso Pai, tu ouviste as promessas que os teus servos

acabaram de fazer em tua presença. Dá-lhes tua bênção para que as cumpram. Sela no céu o que acaba de ser feito no teu santo nome. Não permitas que o amor desses teus servos sofra mudança ou dimi­ nuição, mas dá-lhes o teu Espírito para que vivam piamente, segun­ do a tua divina vontade. Sejam eles abençoados um no outro, e am­ bos no conhecimento de Cristo, teu Filho, para que sejam teus para sempre. Tudo te pedimos pela mediação de Jesus Cristo, nosso Re­ dentor. Amém.

Então, o ministro concluirá invocando sobre o público a

BÊNÇÃO APOSTÓLICA

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a

comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês, agora e sem­

pre. Amém.

144

19e M odelo

INVOCAÇÃO DA BÊNÇÃO MATRIMONIAL NA AUSÊNCIA DE MINISTRO

Invocação da bênção

Quando nãofor possível a presença do ministro para invocar

a bênção de Deus sobre algum casamento, o presbítero ou

pessoa acostumada a dirigir o culto poderá reunir a igreja

ou a congregação para que esta rogue a Deus se sirva

abençoar os recém-casados. A mesma pessoa acostumada a dirigir o culto poderá ler algumas passagens das Escrituras referíveis ao casamento e dirigir as orações. Para essefim se poderá observar a seguinte ou semelhante

ordem:

Os recém-casados levantar-se-ão diante da congregação

e o esposo dirá:

— Viemos participar a esta igreja que acabamos de nos casar

(ou nos casamos em tal dia) perante magistrado civil, e pedir-lhes as

suas orações, para que Deus se sirva abençoar a nossa união e habi- litar-nos a cumprir os deveres de nosso novo estado, indicados as Santas Escrituras.

Se, porém, os recém-casados preferirem, poderão convidar uma pessoa que se levante com eles e dirija à congregação as seguintes ou semelhantes palavras:

— Acham-se diante de vocês os nossos irmãos F. e F. (ou o

senhor F. e a senhora F.) que vêm participar a esta igreja que hoje (ou em tal dia) se casaram civilmente, e pedir as suas orações para que Deus se sirva abençoar a sua união e os habilite a cumprir os deveres de seu novo estado, indicados nas Sagradas Escrituras.

Então, sentar-se-á o novo casal, e apessoa que dirigir o culto dirá à congregação:

147

— Acabam de ouvir, meus irmãos, a comunicação e o pedido de nossos irmãos F. e F. (ou do senhor F. e da senhora F.), que se casaram perante o magistrado civil, de conformidade com as leis desta República. Vocês sabem que o matrimônio foi instituído por Deus no tem­ po da inocência do homem, confirmado pelo ensino de nosso Se­ nhor, santificado pela sua presença e comparado por Paulo à união que subsiste entre Cristo e a sua igreja. Esse estado, portanto, não deve ser tomado imprudentemente, mas, sim, com reverência, dis­ crição e no temor de Deus. Nas Sagradas Escrituras, Deus ensina quais são os deveres dos maridos para com as suas mulheres e os das mulheres para com seus maridos, nas seguintes palavras:

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os ma­ ridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a Igreja; porque somos membros do seu corpo. Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne” (Ef 5.25-31). “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo salvador do corpo.” De sorte que como “a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.” (Ef 5.22-24).

“[

]

a esposa respeite ao marido” (Ef 5.33).

Terminada a leitura desses trechos das Santas Escrituras, a pessoa que dirigir o culto fará oração, dizendo:

— Façamos oração.

ORAÇÃO

Pai santíssimo e misericordioso, Criador, Conservador e Re­ dentor dos homens, nós te suplicamos que abençoes o novo estado

148

dos teus servos que vêm pedir nossas orações e lhes concedas graça para cumprir fielmente os deveres conjugais, indicados em tua San­ ta Palavra. Une o coração deles na plena graça e afeição de um casa­ mento feliz. Permite que o seu amor não sofra mudança ou diminui­ ção. Abençoa-os um no outro e ambos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo para que, herdeiros da graça da vida, vivam juntos durante toda a vida. Tudo te pedimos por amor de nosso Se­ nhor Jesus Cristo. Amém.

Poder-se-á concluir, então, com o cântico de um hino apropriado; 395 do Novo Cântico, por exemplo.

Amor no lar

1 Mui felizes nos correm os dias

E depressa se esvai nossa dor!

São benditas as sãs alegrias, Quando reina no lar doce amor!

2 Os caminhos pisamos juncados, Sim, juncados de ramos em flor! Surgem bênçãos de todos os lados, Quando reina no lar doce amor!

3 Saboroso é o pão que fruímos, Se o fruímos de nosso labor! Sim, contentes, em tudo sorrimos, Quando reina no lar doce amor!

4 Os pais crentes aos filhos afirmam As verdades da Lei do Senhor!

E com obras o ensino confirmam,

Quando reina no lar doce amor!

5 Se sentimos em casa a pobreza, Se há pobreza também ao redor, Suportável será, com certeza, Quando reina no lar doce amor!

149

2 0

M odelo

BODAS DE PRATA

Bodas de Prata

O ministro oficiante poderá iniciar a cerimônia com o cântico de um hino de louvor; por exemplo, o 16 do Novo Cântico.

Louvor a Deus

1 Louvai a Deus, Soberano Senhor do que é feito. Louvai-o, sim,

De vossa alma, tesouro perfeito!

A

Deus cantai

E,

com fervor, tributai

Profundo amor e respeito.

2 Louvai a Deus

Que vos faz prosperar dia a dia;

E, com amor,

Vos defende e abençoa a porfia. Lembrai, também,

Que o poderoso vos vem Fazer feliz companhia.

— Bodas de Prata! Vinte e cinco anos de saudável vida a dois! Olhando para trás, olhando para o agora, olhando para a frente! Fe­ liz o casal que pode falar assim entre si e aos outros. Hoje é dia de ações de graças. Façamos

ORAÇÃO

Deus gracioso e longânimo, tens sido clemente e paciente conosco, especial e especificamente com os irmãos, senhor

senhora

, que vieram aqui hoje dizer-te muito obrigado. Com a

gratidão trouxeram o seu gesto adorativo, chegando ante o trono da tua graça, humildemente, porém com intensa alegria.

153

e

Eles trouxeram também uma súplica, Senhor gracioso, pois continuarão dependendo da tua ação providente. Continua a cercá- los com os teus fortes braços, dia e noite, em todo e qualquer lugar, em toda e qualquer situação, principalmente quando chegar a doen­ ça, o conflito; quando alguma nuvem escura toldar o seu viver. Em nome de Jesus. Amém.

LEITURA BÍBLICA

— Teria a Palavra de Deus algo a nos dizer neste momento? Creio que sim. Não existe um momento sequer na vida humana em que a Palavra de Deus não tenha mais o que falar. Por exemplo:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a

sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tar­ de, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus ama­ dos ele o dá enquanto dormem. Herança do Senhor são os fi­

lhos; ofruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do

guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que en­ che deles a sua aljava; não será envergonhado, quandopleitear com os inimigos àporta” (SI 127).

"Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos

seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será

como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos

ra, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!" (Sl 128).

da olivei­

Geralmente, os casais que celebram suas bodas trocam nesse momento seus anéis por outros. Se assim for, o oficiante poderá entregar ao esposo o anel da esposa, para que, enquanto ele coloca-o no dedo dela, lhe dirija mais ou menos estas palavras:

154

— Eu e você,

, andamos razoavelmente bem até aqui,

com o auxílio do Altíssimo. Você bondosamente suportou em mim o que há de negativo. Muito obrigado!

— Hoje quero que você saiba, perante Deus e esta igreja, que

a amo — somente a você! — como minha dileta esposa. Quero con­ tinuar amando-a de todo o meu coração; quero continuar me esfor­ çando para ser-lhe um bom marido, amável e protetor, que a faça ainda mais feliz de hoje em diante. Que a experiência do passado nos faça mais sábios nos dias futuros. Com a graça de Deus. Amém.

Que a esposafaça o mesmo, enquanto vai colocando o anel no dedo do esposo.

— Eu e você,

, andamos razoavelmente bem até aqui,

com o auxílio do Altíssimo. Você bondosamente suportou em mim o que existe de negativo. Muito obrigada!

— Hoje quero que você saiba, perante Deus e esta igreja, que o

amo — somente a você! — como meu dileto esposo. Quero continuar amando-o de todo o meu coração; quero continuar me esforçando para ser-lhe uma boa esposa, amável e cooperadora, que o faça ainda mais feliz de hoje em diante. Que a experiência do passado nos faça mais sábios nos dias futuros. Com a graça de Deus. Amém.

Então, o oficiante poderá invocar a bênção de Deus sobre o casal ajoelhado.

BÊNÇÃO

“O Senhor vos abençoe e vos guarde; o Senhor faça resplande­ cer o rosto sobre vós e tenha misericórdia de vós; o Senhor sobre vós levante o rosto e vos dê a paz”. Para sempre. Amém.

Poder-se-á cantar um hino; por exemplo o 395 do Novo Cântico.

155

Amor no lar

1 Mui felizes nos correm os dias

E depressa se esvai nossa dor!

São benditas as sãs alegrias, Quando reina no lar doce amor!

2 Os caminhos pisamos juncados, Sim, juncados de ramos em flor! Surgem bênçãos de todos os lados, Quando reina no lar doce amor!

3 Saboroso é o pão que fruímos, Se o fruímos de nosso labor! Sim, contentes, em tudo sorrimos, Quando reina no lar doce amor!

4 Os pais crentes aos filhos afirmam As verdades da Lei do Senhor!

E com obras o ensino confirmam,

Quando reina no lar doce amor!

5 Se sentimos em casa a pobreza, Se há pobreza também ao redor, Suportável será, com certeza, Quando reina no lar doce amor!

Concluir com a bênção apostólica sobre toda a igreja.

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comu­ nhão do Espirito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.13).

156

21a M odelo

BODAS DE OURO

Bodas de Ouro

Pode-se iniciar a cerimônia com a entrada do casal no templo,

até o púlpito, ao som de um hino, como “Deus dos Antigos (18 do Novo Cântico), cantado pela igreja.

",

Deus dos antigos

1 Deus dos antigos, cuja forte mão Rege e sustém os astros na amplidão!

O soberano, excelso Criador,

Com gratidão cantamos teu louvor!

2 Desde o passado foste nossa luz,

Sol que até hoje com fulgor reluz!

Sê nosso Esteio, Guia e Proteção,

Tua Palavra, lei e direção.

3 Da guerra atroz, do crime e assolação, Dos tempos maus de um mundo em confusão, Seja teu braço o nosso defensor, Pois confiamos sempre em ti, Senhor!

4 Teu povo. ó Deus, assiste em seu labor, No testemunho do teu grande amor. As nossas vidas vem fortalecer Para o teu nome sempre engrandecer. Amém.

Podem-se ler trechos da Bíblia sobre o casal cjue vive bem e o estado da velhice.

“Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira

159

frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!" (SI 128). “Coroa de honra são as cãs, quando se acham no caminho da justiça" (Pv 16.31). “O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos as suas cãs” (Pv 20.29).

— Que a igreja ore neste instante, dando graças ao Altíssimo por vidas tão preciosas como as de nossos irmãos anciãos e

ORAÇÃO

Deus Altíssimo, este é um momento muito solene. Estamos diante da maturidade humana, da experiência pessoal e conjugal. Este casal tem muito a nos ensinar. O seu exemplo nos transmite segurança de que, mesmo como pecadores que somos, podemos vi­ ver bem. Quão vasto é o caminho do bem. Quão belo pode ser o caminho a dois. Aliás, não mais a dois, pois hoje é quase uma multi­ dão a sua prole: filhos, filhas, genros, noras, netos e bisnetos. Lou­ vamos-te por estas pessoas que viveram e andaram na tua presença durante estes 50 anos de vida a dois. Em nome de Jesus. Amém.

A seguir, pode-se cantar um hino, como o 61 do Novo Cântico, ou música especial.

Ações de graças

1 Graças dou por esta vida, Pelo bem que revelou, Graças dou pelo futuro E por tudo que passou. Pelas bênçãos derramadas, Pelo amor, pela aflição, Pelas graças reveladas, Graças dou pelo perdão.

160

2 Graças pelo azul celeste

E por nuvens que há também,

Pelas rosas do caminho

E os espinhos que elas têm.

Pelas noites desta vida,

Pela estrela que brilhou, Pela prece respondida

E a esperança que falhou.

3 Pela cruz e o sofrimento, E, afinal, ressurreição,

Pelo amor, que é sem medida. Pela paz no coração; Pela lágrima vertida

E o consolo que é sem par,

Pelo dom da eterna vida, Sempre graças hei de dar.

— Querido casal de santos anciãos, ouçamos a voz da Santa

Escritura sobre essa fase da vida humana. Ouçamos a oração ansio­ sa e preocupada de um ancião:

“Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as for­ ças, não me desampares” (SI 71.9).

— Porém, essa oração não revela apenas preocupação, mas

também confiança no Altíssimo. Quem melhor que o ancião para saber disso?

“Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas” (SI 71.17).

— Não foi nessa confiança que um ancião aprendeu algo tão

importante sobre a providência divina? “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo de­ samparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (SI 37.25).

— Sim, é Deus quem assiste a velhice com sua benfazeja mão

e com seu coração de Pai eterno e bondoso. É ele “quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia” (SI 103.5).

161

— É por isso que o salmista fala da velhice com palavras tão bonitas e comoventes:

crescerá como o cedro no

Líbano. Plantados na Casa do Senhor, florescerão nos átrios do nos­

so Deus. Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (SI 92.12-15).

“O justo florescerá como a palmeira,

— A velhice com Deus no coração não é solitária nem amarga;

não é, também, infrutífera. A Santa Escritura manda que honremos e amemos os anciãos:

"Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos” (lPe 5.5a).

— Ora, o que vemos num casal ancião, que já viveu e andou

um longo caminho, e pode ver o fruto do seu amor e do seu andar, rodeado pela prole e pela igreja que o respeita e o ama como casal

amado e de bom exemplo? A Bíblia está certa e a experiência o confirma: a velhice, mormente a de um casal que continua o seu caminhar lado a lado, com Deus, é coisa linda e emocionante.

— Este querido par, que hoje celebra as suas bodas de ouro, ou

seja, 50 anos a dois, merece todo o nosso apreço. Com eles quere­ mos glorificar ao Altíssimo e com eles queremos aprender sobre a vida a dois sem desgaste ou desilusão.

— Oremos.

ORAÇÃO

Deus Altíssimo, tu és o Deus, sempre o foste, deste casal de queridos anciãos. Viveram 50 anos juntos, com fidelidade e felici­ dade. Nem as lutas mais fortes puderam separá-los. Continuam an­ dando juntos. Louvamos o teu santo nome por isso. Que a sua velhi­ ce seja feliz, e nós aprendamos com eles o bom viver diante da tua face. Assim, pois, sejam eles abençoados no restante do caminho; sejamos abençoados, lembrando sempre do seu exemplo, quando a nossa vida a dois estiver abalada e desgastada. Que eles continuem confiantes no Deus que não se descuida da velhice do seu povo. Em nome de Cristo. Amém.

162

Nesse ponto, pode-se cantar a igreja toda o hino 395 do Novo Cântico.

Amor no lar

1 Mui felizes nos correm os dias

E depressa se esvai nossa dor!

São benditas as sãs alegrias, Quando reina no lar doce amor!

2 Os caminhos pisamos juncados, Sim, juncados de ramos em flor! Surgem bênçãos de todos os lados, Quando reina no lar doce amor!

3 Saboroso é o pão que fruímos, Se o fruímos de nosso labor! Sim, contentes, em tudo sorrimos, Quando reina no lar doce amor!

4 Os pais crentes aos filhos afirmam As verdades da Lei do Senhor!

E com obras o ensino confirmam,

Quando reina no lar doce amor!

5 Se sentimos em casa a pobreza, Se há pobreza também ao redor, Suportável será, com certeza, Quando reina no lar doce amor!

Há várias maneiras de proceder no caso de haver a

cerimônia de anéis. Uma delas delineamos a seguir. Os dois,

olhando um para o outro,

em vez de promessas, darão graças

a Deus pela vida que viveram juntos. Assim:

— Senhor Deus onipotente, hoje podemos dizer, mais que nun­ ca: muito obrigado! Não poderiamos fazer juntos esse trajeto sem a

163

tua bênção de alento, proteção, perdão, confiança e respeito. Chega­ mos até aqui; a tua boa mão nos susteve e nos amparou. Muito obri­ gado! Agora podemos estar certos de que continuaremos até que a morte nos separe — não sabemos se longe ou perto está esse dia. Sabemos que não nos deixarás no restante da jornada. Que o nosso viver ensine outros. Em nome de Jesus. Amém.

Os dois, então, se vivarão para o celebrante, e este impetrará a bênção sobre ambos, deforma mui solene.

“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei” (Nm 6.24-26).

Em seguida, impetrará a Bênção Apostólica sobre toda a igreja sefor ministro.

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comu­ nhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.13).

164

22e M odelo

OFÍCIO FÚNEBRE

Ofício fúnebre

(Primeira parte)

No Velório

No caso de falecim ento em consequência de moléstia contagiosa, será dever cristão dos sobreviventes fazer o enterro com todas asprecauções e sem acompanhamento, para que o mal não se propague. Esse ofício poderá ser feito, no impedimento ou ausência do ministro, por um presbítero regente, por um diácono ou por um membro da igreja nomeado para talfim. A pessoa cpie houver de oficiar por ocasião do enterro, chegando à casa em que estiver o defunto, à hora designada para o serviço fúnebre, tomará lugar ao pé do caixão e recitará pausada e solenemente passagens da Escritura.

INTRODUÇÃO

Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em

mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não

morrerá, eternamente” (Jo 11.25,26).

“Disse [

]

Em seguida, o oficiante convidará as pessoas a orar, dizendo:

— Oremos.

ORAÇÃO

“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. Pois mil anos, aos teus olhos, são

167

como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturba­ dos. Diante de ti puseste as nossas iniqüidades e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos. Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oi­ tenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. Volta-te, Senhor! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afli­ gido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade. Aos teus ser­ vos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória. Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nos­ sas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos” (SI 90).

Pode-se cantar um hino; por exemplo, o 185 do Novo Cântico.

Glória vindoura

1 No tempo em que meu trabalho acabar El enfim de Deus a presença gozar, Ei quando a Cristo eu puder contemplar, Oh, quanta glória haverá com Jesus!

Sim, haverá glória sem par, Junto a Jesus, glória sem fim! Oh, quando a Cristo eu puder contemplar, Glória, sim, glória haverá com Jesus!

2 No tempo em que Cristo, o meu Redentor, Tiver de dar-me o seu “vinde!” de amor, Transposto, enfim, o meu vale de dor, Oh, quanta glória haverá com Jesus!

168

3 No tempo em que meus irmãos for rever Lá nos fulgores do céu — que prazer! Sim, quando junto a Jesus for viver, Oh, quanta glória haverá com Jesus!

Então, o oficicmte procederá à leitura de algumas das seguintespassagens da Escritura, mediante esta ou semelhante declaração:

— Vou ler, para nos instruir e consolar, a Palavra de Deus

eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará

sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em

minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros” (Jó 19.25-27).

“[

]

“[

]

nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma po­

demos levar dele” (lTm 6.7). “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21).

ICoríntíos 15.20-58

“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um ho­ mem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Por­ que, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos se­ rão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem:

Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e po­ der. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimi­ gos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujei­ tas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

169

Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mor­ tos? Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se bati­ zam por causa deles? E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora? Dia após dia, morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se, como ho­ mem, lutei em Efeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos. Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa. Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que cor­ po vêm? Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não mor­ rer; e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado. Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes. Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dú­ vida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres. Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor. Pois assim tam­ bém é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em gló­ ria. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados sere­ mos todos, num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar da última trombeta. Atrombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptí­

170

veis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imor­ talidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede fir­ mes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”

João 14.1-6

Jesus disse a seus discípulos: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há

muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós

também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou. [

caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Eu sou o

]

João 11.21-27

“Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. Mas também sei que, mesmo agora, tudo quan­ to pedires a Deus, Deus to concederá. Declarou-lhe Jesus: Teu ir­ mão há de ressurgir. Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurrei­ ção e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo.”

João 5.24-29

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha pala­ vra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em

171

juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do ho­ mem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida: e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.’'

Apocalipse 20.11-15

“Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mor­ tos que neles haviam. E foram julgados, um a um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para den­ tro do lago de fogo.”

Apocalipse 21.1-4

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primei­ ras coisas passaram.”

172

Hino 195 do Novo Cântico Dormindo no Senhor

1 Dormindo no Senhor, Bendito é nosso irmão! Perante o trono, vencedor, Desfruta a salvação.

2 Dormindo no Senhor, Liberto já do mal, Deixando o mundo e seu labor, Descansa em paz real.

3 Dormindo no Senhor, Na glória de Jesus, Perante o grande Redentor, Nos céus, vivendo em luz.

4 Dormindo no Senhor!

E doce assim morrer!

Do crente a morte é sem terror,

É ir com Deus viver.

5 Dormindo no Senhor, Ao pó seu corpo irá,

Mas Deus, um dia, com poder

O ressuscitará.

6 Os mortos viverão!

E os vivos, com fulgor,

Ao teu encontro subirão! Oh, vem, Jesus Senhor!

Aqui, se o oficiante achar conveniente, dirigirá aos circimstantes algumas palavras sobre a crença dos cristãos a respeito do estado dos mortos e sobre as esperanças e consolações do povo de Deus. Acabada a prática, far-se-á oração. O oficiante dirá:

173

Oremos.

ORAÇÃO

Deus onipotente, com quem vivem os espíritos que daqui par­ tem no Senhor e com quem as almas dos fiéis, depois de libertadas da carne, estão no gozo da felicidade: de todo coração te rendemos graças, porque te aprouve livrar esse nosso irmão das misérias deste mundo, e te rogamos que sejas servido, por tua clemência, comple­ tar o número dos eleitos e apressar a vinda do teu reino para que nós, juntamente com aqueles que já partiram deste mundo na fé verda­ deira do teu santo nome, alcancemos a nossa perfeita consumação e felicidade, tanto no corpo como na alma, em tua eterna glória. Tam­ bém te pedimos que te sirvas consolar a família do falecido e prote­ jas a quantos dele dependiam neste mundo. Tudo isso te pedimos pela mediação do teu bendito Filho Jesus Cristo. Amém.

Se o enterroforfeito em carro, terminar-se-á em casa ou onde fo r realizado o velório o serviço fúnebre, salvo quando as pessoas encarregadas do funeral fornecerem carro ao oficiante. No primeiro caso, continuará o oficiante naforma, para ser usada no cemitério, no lugar onde começa — “Visto que o Onipotente, etc. no segundo caso, e se o enterro for feito apé, procederá como aqui se determina, levando o caixão e seguindo-o até o cemitério depois de pronunciar a seguinte

BÊNÇÃO

A graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos nós. Amém.

174

Oficio fúnebre

(Segunda parte)

NO CEMITÉRIO

Quando se houver chegado ao lugar da sepultura, enquanto se preparar o corpo para ser dado à terra, o ministro, ou quem suas vezesfizer, anunciará um hino, como o que segue.

Hino 186 do Novo Cântico O lar do céu

1 Oh, pensai nesse lar lá do céu, Nas gloriosas moradas de luz, Onde os crentes, felizes, desfrutam Da presença de Cristo Jesus.

Oh, pensai! Oh, pensai! Oh, pensai nesse lar lá do céu, Lá do céu, lá do céu, lá do céu! Oh, pensai nesse lar lá do céu!

2 Oh, pensai nos amigos no céu, Que venceram a luta afinal,

E nos cantos que sempre ressoam

Na harmonia do lar eternal.

3 Hei de ver, lá no céu, meu Jesus, Face a face seu rosto mirar!

E bem longe cuidados, tristezas,

Para sempre com ele habitar.

175

4 Sem demora no céu estarei; Vejo o fim da jornada chegar. Meu bondoso Jesus lá me espera Para as bênçãos eternas me dar.

E, quando o caixão estiver posto na sepultura, o ministro dirá:

— Visto que o onipotente Deus foi servido, em sua providên­

cia, chamar para si a alma desse nosso irmão, entregamos seu corpo à terra, cinza à cinza, pó ao pó, na segura e certa esperança da res­

surreição para a vida eterna, mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo, segundo a obra poderosa pela qual pode sujeitar todas as coisas a si mesmo.

Depois, dirá o oficiante:

— Oremos.

O

ORAÇÃO

Deus, Pai de nosso Salvador Jesus Cristo, que é a ressurre ­

ção e a vida; em quem todo aquele que crê viverá ainda que morra, e todo aquele que vive e crê nele não morrerá eternamente. Conserva- nos ligados a ti pela ação eficaz do Santo Espírito, para que no últi­

mo dia sejamos achados aceitáveis em tua presença e recebamos a bênção que teu amado Filho há de pronunciar então sobre os que te amam e temem, dizendo: “Vinde, benditos filhos de meu Pai, possuí o reino, preparado para vós desde o princípio do mundo”. Concede- nos isso, humildemente rogamos, ó misericordioso Pai, pelos mere­ cimentos de Jesus Cristo, nosso Mediador e Redentor. Amém.

176

H ino 192 do Novo Cântico

No céu com Jesus

1 Junto ao trono de Deus, preparado, Há cristão um lugar para ti; Há alegria perene ao seu lado, Há profusas delicias ali;

Sim ali, sim ali,

De seus anjos fiéis rodeado, Numa esfera de glória e de luz, Junto ao Pai nos espera Jesus!

2 Os encantos da terra não podem

Dar idéia do gozo dali!

Se na terra os prazeres acodem,

Tais prazeres se findam aqui. Mas ali, mas ali

As venturas eternas concorrem Com o brilho perpétuo da luz,

A tornar-te feliz com Jesus.

3 Conservemos em nossa lembrança As riquezas do lindo país,

E guardemos conosco a esperança

Duma vida melhor, mais feliz!

Pois ali, pois ali

O cristão, pela fé, sempre alcança

As riquezas do Reino de luz, Prometidas por Cristo Jesus.

4 Quem quiser desfrutar da ventura Que no belo País haverá,

E somente pedir de alma pura,

Que de graça Jesus lhe dará. Pois dali, pois dali, Todo cheio de amor, de ternura, Desse amor que mostrou lá na cruz,

Nos atende, nos ouve Jesus.

177

A bênção seguinte só será invocada quando o ato for celebrado por ministro.

BÊNÇÃO

O Deus da paz, que ressuscitou dos mortos pelo sangue do

testamento eterno a Jesus Cristo, Senhor nosso, grande Pastor das ovelhas, vos faça idôneos em todo o bem, para que façais a sua von­ tade; fazendo ele em vós o que seja agradável a seus olhos, por Jesus Cristo: a quem é dada glória pelos séculos dos séculos. Amém.

Nota O ofício fúnebre deve consistir principalmente na leitura de trechos da Escritura e atos de culto. O ministro não tem o dever de dizer se a pessoa, cujo corpo vai ser entregue à terra, morreu ou não impenitente, mas deveproceder de maneira que não sepossa inferir de sua leitura oupalavras a salvação depessoas cuja vida ou morte não tenha sido cristã. O únicojuiz, porém, é o Senhor.

178

Ofício fúnebre de crianças

As observações feitas no começo da página. 167 têm aplicação aqui.

INTRODUÇÃO

Disse Davi: “Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o Senhor se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Po­ derei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2Sm 12.22.23). “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21).

Hino 194 do Novo Cântico

Morada feliz

1 Com Jesus há morada feliz, Prometida e segura nos céus. Avistamos o lindo País, Pela fé na Palavra de Deus.

Com Jesus, no porvir, Viveremos no lindo País. Com Jesus, no porvir, Viveremos no lindo País.

2 Pacientes podemos penar, Se sofrermos por Cristo Jesus! Pois sem culpa, sem falta ou pesar, Viveremos no Reino de luz!

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3 No descanso perfeito, eternal, Desfrutando o labor que passou, Cantaremos, em tom triunfal, Os louvores de quem nos amou.

Seguir-se-á uma ovação, podendo servir a primeira dafor ma precedente (página 167). Então, o oficianteprocederá à leitura de algumas das seguintes passagens da Escritura, precedendo a leitura esta declaração:

— Vou ler, para nossa instrução, as consoladoras palavras de

(declarará aqui o

nosso Senhor Jesus Cristo, que se acham em livro, o capítulo e os versos).