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Aula 01

Questões Comentadas de Português - CESPE - p/ TRE-MT (todos os cargos)

Professor: Ludimila Lamounier


Português para o TRE/MT Analista e Técnico
Profª Ludimila Lamounier

AULA 01 – LÍNGUA PORTUGUESA

SUMÁRIO PÁGINA
Lista de Questões 02 – 20
Gabarito 21 – 22
Questões Comentadas 23 – 99
Ortografia e Acentuação Gráfica: um pouco de teoria 100 - 107

Olá, amigos do Estratégia Concursos, tudo bem?

Está pronto para completar mais um tópico do nosso curso de Questões


de Língua Portuguesa para o concurso do TRE/MT – Analista e
Técnico Judiciário? Vamos continuar nossa preparação, pois sabemos
que, cada vez mais, a disputa por um cargo público aumenta.

Gostou da Aula 00? Resolveu as questões e assimilou tudo? Então, vamos


adiante!

Na aula de hoje, veremos um assunto que, além de ser cobrado em


provas de concurso, é de enorme importância para a compreensão de
todo o nosso curso. Estamos falando de Ortografia – a matéria na qual
se estuda a grafia correta das palavras de uma língua.

Muitos candidatos, logo que prestam seus primeiros certames, enfrentam


dificuldades com a Ortografia (tanto na realização das provas objetivas de
Português quanto na escrita das provas discursivas). O assunto é, com
frequência, considerado difícil de ser compreendido ou “decoreba”, como
se diz popularmente.

A “implicância” com a disciplina pode ser explicada pelo fato de as


palavras da Língua Portuguesa não se submeterem a regras simples e
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lógicas. Tampouco, existe apenas um critério ortográfico, e sim dois


critérios (o etimológico e o fonético), o que dificulta a memorização.

Integra a aula de hoje, além do estudo de Ortografia, o conteúdo de


Acentuação Gráfica dos Vocábulos, assunto também bastante
frequente nos editais de concursos públicos. Vale lembrar que
Acentuação é disciplina integrante da Ortografia, porquanto se trata de
mais um aspecto determinante na grafia correta das palavras. A divisão
entre os assuntos, nos editais e na nossa aula, ocorre por motivos
meramente didáticos. Vamos lá?

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LISTA DE QUESTÕES

Questão 01 – (CESPE) Analista Judiciário - TJ-AC/2012

(Adaptada)

A água, ingrediente essencial à vida, certamente é o recurso mais precioso de que a


humanidade dispõe. Embora se observe pelo mundo afora tanta negligência e falta de
visão com relação a esse bem vital, é de se esperar que os seres humanos procurem
preservar e manter os reservatórios desse líquido precioso. De fato, o futuro da espécie
humana e de muitas outras espécies pode ficar comprometido, a menos que haja uma
melhora significativa no gerenciamento dos recursos hídricos.

Entre os fatores que mais têm afetado esse recurso estão o crescimento populacional e a
grande expansão dos setores produtivos, como a agricultura e a indústria. Essa situação,
responsável pelo consumo e também pela poluição da água em escala exponencial, tem
conduzido à necessidade de uma reformulação do seu gerenciamento.

No ambiente agrícola, as perspectivas de mudança decorrem das alterações do clima,


que afetarão sensivelmente não só a disponibilidade de água, mas também a
sobrevivência de diversas espécies animais e vegetais. O atual estado de conhecimento
técnico-científico nesse âmbito já permite a adoção e implementação de técnicas
direcionadas para o equilíbrio ambiental, porém o desafio está em colocá-las em prática,
uma vez que isso implica em mudança de comportamento e de atitude por parte do
produtor, aliadas à necessidade de uma política pública que valorize a adoção dessas
medidas.

Marco Antônio Ferreira Gomes e Lauro Charlet Pereira.


Água no século XXI: desafios e oportunidades.
Internet: <www.agsolve.com.br> (com adaptações)

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

As palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio” (sublinhadas no texto


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acima) apresentam acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical.

Questão 02 – (CESPE) Auditor Fiscal de Controle Externo – TCU/2010

A organização da sociedade em movimentos sociais é inerente à sua estrutura de poder.


O teatro teve, na Grécia antiga, o papel político de dotar a população de razão crítica por
intermédio de uma expressão estética. Mas os movimentos sociais adquirem ao longo da
história distintas expressões: estética, religiosa, econômica, ecológica etc. A partir do
século um, o Império Romano teve suas bases solapadas por um movimento social de
caráter religioso — o Cristianismo —, que se recusou a reconhecer a divindade de César
e propalou a radical dignidade de todo ser humano. Desde a Revolução Francesa, a
sociedade civil passou a se mobilizar mais frequentemente em movimentos sociais.

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Porém, é recente a noção de que a sociedade civil deve se organizar para pressionar o
poder público, e não necessariamente almejar também a tomada de poder. Isso ensejou
o caráter multifacetado dos movimentos de indígenas, negros, mulheres, migrantes,
homossexuais etc. e o fato de constituírem instâncias políticas nem sempre partidárias. É
o fenômeno recente do empoderamento da sociedade civil, que, quanto mais forte, mais
logra transmutar a democracia meramente representativa em democracia efetivamente
participativa.

Frei Beto. Valores que constroem a cidade. In: Correio Braziliense, 25/6/2010 (com adaptações).

A partir das estruturas linguísticas que organizam o texto acima, julgue o item
subsecutivo.

O uso das letras iniciais maiúsculas em "Império Romano" (sublinhado no texto),


"Cristianismo" (sublinhado no texto) e "Revolução Francesa" (sublinhado no texto) são
exemplos de que substantivo usado para designar ente singular deve ser grafado com
inicial maiúscula, como, por exemplo, Lei n.º 8.888/1998.

Questão 03 – (CESPE) Cargos de Nível Superior - IFB/2012

(Adaptada)

Se, na experiência de minha formação, que deve ser permanente, começo por aceitar
que o formador é o sujeito em relação a quem me considero o objeto, que ele é o sujeito
que me forma e eu, o objeto por ele formado, me considero como um paciente que
recebe os conhecimentos-conteúdos-acumulados pelo sujeito que sabe e que são a mim
transferidos. Nesta forma de compreender e de viver o processo formador, eu, objeto,
agora, terei a possibilidade, amanhã, de me tornar o falso sujeito da "formação" do
futuro objeto de meu ato formador. É preciso que, pelo contrário, desde os começos do
processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se
forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado. É neste
sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos, nem formar é ação pela
qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não
há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças
que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina
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aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

Paulo Freire, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo:
Paz e Terra, 1996, p. 22-3 (com adaptações).

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

O autor usou o hífen com efeitos distintos nos seguintes casos: em “conhecimentos-
conteúdos-acumulados” (sublinhado no texto), foi criado um vocábulo composto por três
palavras, o que conota amontoado, acúmulo; já em “re-forma” (sublinhado no texto), o
hífen atribui ênfase ao sentido do prefixo “re-” aposto à forma verbal “forma”.

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Questão 04 – (CESPE) Economista – MTE/2008

(Adaptada)

Julgue, como CERTA ou ERRADA, a afirmativa a seguir:

O emprego das maiúsculas em “MERCOSUL” contraria as normas abonadas pela


ortografia oficial da língua portuguesa.

Questão 05 – (CESPE) Agente Administrativo - MTE/2008

(Adaptada)

Nós, chefes de Estado e de Governo dos 21 países ibero-americanos, reunidos na XIII


Conferência Ibero-Americana, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, reiteramos o
nosso propósito de continuar a fortalecer a Comunidade Ibero-Americana de Nações
como fórum de diálogo, cooperação e concertamento político, aprofundando os vínculos
históricos e culturais que nos unem, e admitindo, ao mesmo tempo, as características
próprias de cada uma das nossas múltiplas identidades, que permitem reconhecer-nos
como uma unidade na diversidade.

Estamos conscientes de que a exclusão social é um problema de caráter estrutural com


profundas raízes históricas, econômicas e culturais, cuja superação exige profunda
transformação das nossas sociedades atingidas pela desigualdade na distribuição da
riqueza. Reconhecemos a urgente necessidade de implementar políticas públicas de
diminuição da pobreza e de aumento da participação dos cidadãos de todos os setores da
população, excluídos da definição das políticas sociais, dos processos decisórios e do
controle e fiscalização dos recursos financeiros consignados a tais políticas, de forma que
eles sejam os atores do seu próprio processo de desenvolvimento. Assim, poderemos
assegurar seu maior acesso à terra, às fontes de trabalho, à melhor qualidade de vida, à
educação, à saúde, à habitação e a outros serviços básicos.

Os chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos subscrevem a presente


declaração, em dois textos originais na língua espanhola e na língua portuguesa, ambas
igualmente válidas, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, aos 15 dias de novembro do
ano de 2003. 62456350391

Na trilha de Salvador: a inclusão social pela via do trabalho decente. Brasília: MTE,
Assessoria Internacional, 2004, p. 27, 30 e 35 (com adaptações).

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

De acordo com as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, a palavra "ibero-


americanos" (sublinhada no texto), também poderia ser corretamente escrita da seguinte
forma: íbero-americanos.

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Questão 06 – (CESPE) Nível Superior - SUFRAMA/2014

(Adaptada)

Julgue o seguinte item.

O emprego do acento gráfico nas palavras “fenômeno” e “próximo” atende à mesma


regra de acentuação gráfica.

Questão 07 – (CESPE) Analista Judiciário – TJ-AP/2004

(Adaptada)

Julgue o seguinte item.

No singular, os vocábulos “fóruns” e “juízes” têm, respectivamente, a seguinte


grafia: fórum e juiz.

Questão 08 – (CESPE) Analista Judiciário – TRE-PA/2007

O plural da palavra eleição é formado pela mesma regra que rege a formação do plural
de

a) capitão, sacristão e tabelião.

b) pão, espertalhão e pobretão.

c) cidadão, fogão e ancião.

d) mão, corrimão e irmão.

e) ladrão, reunião e lição.


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Questão 09 – (CESPE) Professor – SEDUC-PA/2006

Julgue os itens a seguir quanto à grafia das palavras.

I expansão – ascensão – pretensão


II discurso – sensível – consensual
III agressivo – submisso – excessivo
IV catequese – metamorfose – maisena
V absorção – execução – isenção
VI abstenção – detenção – retenção

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Assinale a opção correta.

a) Em todos os itens, a grafia das palavras está correta.

b) Nos itens pares, há, ao menos, uma palavra com a grafia errada.

c) Nos itens ímpares, há, ao menos, uma palavra com a grafia errada.

d) Em todos os itens, há, ao menos, uma palavra com a grafia errada.

Questão 10 – (CESPE) Auditor Federal de Controle Externo - TCU/2013

(Adaptada)

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

Os vocábulos “assistência”, “potável” e “elétrica” são acentuados de acordo com a


mesma regra de acentuação gráfica.

Questão 11 – (CESPE) Analista Judiciário – TRT-10ª Região/2004

O IBAMA está conversando com a comunidade, a colônia de pesca, a rede hoteleira, as


empresas locais, as ONGs e os órgãos públicos estaduais sobre a criação do Parque
Nacional Marinho da Ilha dos Franceses em Piúma, sul do estado. A realização de uma
oficina de planejamento e consulta pública atende a uma reivindicação da comunidade
local para que o IBAMA dê encaminhamento ao processo de criação — que começou no
final de 2002 — de uma área de conservação na região, onde se localiza um conjunto de
quatro ilhas. Os argumentos que justificam a criação do Parque dizem respeito à
importância das ilhas para a reprodução e manutenção dos peixes na região, à proteção
de mata atlântica insular, à restrição e ao controle da retirada de minerais. Para os
pescadores, essa iniciativa contempla a necessidade de garantir a sobrevivência das
famílias que atuam na pesca artesanal e que não ameaçam o ecossistema local.
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Internet: (com adaptações).

Em relação às estruturas do texto, julgue o item a seguir.

Para obedecer às regras ortográficas, seria necessário grafar reinvidicação no lugar de


“reivindicação” (sublinhado no texto).

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Questão 12 – (CESPE) Analista Gestão e Análise Processual – BACEN/2013

(Adaptada)

O emprego do acento gráfico na palavra “arqueológica” e na palavra “áspera”


justifica-se com base na mesma regra de acentuação.

Questão 13 – (CESPE) Analista Técnico – MJ/2013

A Constituição Federal de 1988 prevê que o cidadão que comprovar insuficiência de


recursos tem direito a assistência jurídica integral e gratuita. Em outras palavras, o
brasileiro ou o estrangeiro que não tiverem condições de pagar honorários de um
advogado e os custos de um processo têm à disposição a ajuda do Estado brasileiro, por
meio da defensoria pública.

Podem ter acesso ao serviço pessoas com renda familiar inferior ao limite de isenção do
imposto de renda. No entanto, se esse patamar for ultrapassado, o indivíduo deve
comprovar que tem gastos extraordinários, como despesas com medicamentos e
alimentação especial.

A assistência gratuita inclui orientação e defesa jurídica, divulgação de informações sobre


direitos e deveres, prevenção da violência e patrocínio de causas perante o Poder
Judiciário — desde o juiz de primeiro grau até as instâncias superiores, inclusive o
Supremo Tribunal Federal (STF). Com a assistência jurídica gratuita, o indivíduo conhece
um pouco mais sobre seus direitos e deveres e tem acesso à justiça para exercer sua
cidadania.

Internet: (com adaptações).

Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas do texto.

A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (em negrito no texto) não
prejudicaria a correção gramatical do período, uma vez que o verbo pode apresentar
concordância com a ideia singular de “brasileiro” (sublinhado no texto) ou de
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“estrangeiro” (sublinhado no texto) ou com a ideia plural de “o brasileiro ou o


estrangeiro” (sublinhado no texto).

Questão 14 – (CESPE) Auxiliar de Administração – FUB/2013

Julgue o fragmento de texto apresentado no seguinte item com relação à grafia


das palavras.

Se há de fato desinteresse dos estudantes em aprender, isso pode ser reflexo da


verdadera cultura da banalidade que impera no país nas mais variadas áreas.

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Questão 15 – (CESPE) Nível Superior – TJ-AL/2012

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Verifica-se a ocorrência de dígrafos nos vocábulos “pressupõe” e “ortodoxo”.

Questão 16 – (CESPE) Nível Superior – Correios/2011

Julgue o item a seguir.

As palavras “ônibus” e “invioláveis” são acentuadas de acordo com a mesma regra de


acentuação gráfica.

Questão 17 – (CESPE) Perito Papiloscópico – PC-ES/2011

Julgue o item subsequente.

Os vocábulos “espécies”, “difíceis” e “históricas” são acentuados de acordo com a mesma


regra de acentuação gráfica.

Questão 18 – (CESPE) Nível Superior – CAIXA/2014

(Adaptada)

Julgue o próximo item.

O emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo” e “imóveis” justifica-se


com base na mesma regra de acentuação.
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Questão 19 – (CESPE) Analista em Geociências – CPRM/2013

(Adaptada)

Julgue o item subsequente.

A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u nas palavras
“construída” e “conteúdos”.

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Questão 20 – (CESPE) Oficial da Polícia Militar – PM-CE/2014

(Adaptada)

Julgue o item a seguir.

O emprego do acento gráfico na palavra “atrás” justifica-se com base na mesma regra
que justifica o emprego do acento gráfico em “fiéis”.

Questão 21 – (CESPE) Nível Superior – ICMBio/2014

(Adaptada)

Julgue o item seguinte.

A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos “homogênea”, “médio” e


“bromélias”.

Questão 22 – (CESPE) Agente de Polícia Federal – PF/2014

(Adaptada)

Julgue o item seguinte.

Os termos “série” e “história” acentuam-se em conformidade com a mesma regra


ortográfica.

Questão 23 – (CESPE) Nível Superior – EBC/2011

(Adaptada)
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O monstro

Os seguidores de Ned Ludd, chamados luditas, trabalhadores da indústria têxtil inglesa,


se revoltaram contra a invenção de teares automatizados, que ameaçavam seus
empregos, no começo do século XIX, e pregaram a destruição de todas as máquinas que
substituíssem o trabalho humano. A história social e econômica dos Estados Unidos da
América se divide em antes e depois da massificação, pela Ford, da produção dos seus
carros — que empestavam o ambiente, além de assustar os cavalos, e, por isso, foram
duramente combatidos.

Reações a novidades tecnológicas se repetem ao longo da história, movidas pelo medo à


obsolescência, como no caso dos luditas, incompreensão ou apego ao passado. O
capítulo mais recente e mais curioso dessa briga é a decisão do governo inglês de
restringir o uso, no país, das redes sociais, que todo o mundo achava maravilhosas até

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revelarem um potencial subversivo que ninguém previra. Enquanto twitter e facebook


animaram as revoltas contra os déspotas e por aberturas democráticas nas ruas árabes,
tudo bem. Eram as redes sociais, o produto mais moderno da engenhosidade humana,
usadas para modernizar sociedades atrasadas. Mas descobriram que os quebra-quebras
e queima-queimas nas ruas inglesas estavam sendo, em grande parte, também
tramados na Internet. Epa — ou o equivalente em inglês — disseram os ingleses. Aqui
não.

Conservadores e trabalhistas se uniram para condenar a violência e o vandalismo e


negar qualquer outra motivação, além de banditismo nato, para a rebelião. E todos,
presumivelmente, concordaram com as medidas do governo para evitar novos distúrbios,
incluindo o controle das redes sociais. Resta saber se o controle ainda é possível. O
monstro talvez não seja mais domável. Já acabou com qualquer pretensão a se
manterem segredos oficiais secretos, já invadiu a privacidade de meio mundo e já sentiu
o gosto do sucesso como instigador de revoltas — sem falar que ninguém mais consegue
viver sem ele.

Agora pode não haver mais o que fazer. Se tivessem parado na invenção do trem...

Luís Fernando Veríssimo. Internet: (com adaptações)

De acordo com o texto acima, julgue o item abaixo.

Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial vigente, é correto


afirmar que: o vocábulo “têxtil” (sublinhado no texto), que segue o padrão de flexão do
vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural; “obsolescência” (sublinhado no
texto) é vocábulo que segue o padrão do vocábulo ciência, no que se refere ao emprego
de sinal de acentuação; a acentuação gráfica do vocábulo “déspotas” (sublinhado no
texto) também é empregada quando o vocábulo é grafado na forma singular.

Questão 24 – (CESPE) Nível Superior – FUB/2009

(Adaptada)
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Julgue o item seguinte.

Para a palavra “quotidianas”, está também prevista, nos dicionários da língua


portuguesa, a grafia cotidianas.

Questão 25 – (CESPE) Analista Legislativo – Câmara dos Deputados/2012

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico, escreveu: “a


verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que
precisas saber”. (Perdoem-me pela tradução amadora.)

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Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e


físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma estética da “verdade”. Os mais
belos são aqueles que explicam muito com pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples: dadas
duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é
conhecido como a lâmina de Ockham, atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês
do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à
existência de uma única verdade, o que parece guardar relação com o monoteísmo
judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender a matemática como nossa invenção.
Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar
bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações)

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.

No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências” (sublinhado no texto), o adjetivo é


grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as
formas judaicocristão e judaico cristão.

Questão 26 – (CESPE) Nível Superior – PRF/2012

A Constituição Federal de 1988, com fundamento na prerrogativa do Estado de prover a


segurança pública e fazer cumprir a lei, exercida para a manutenção da ordem pública e
da incolumidade das pessoas e do patrimônio, estabelece, em seu art. 144, cinco
instituições policiais como responsáveis pela execução da lei: polícia federal, polícia
rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e polícias militares e corpos de
bombeiros militares. Dessas, as três primeiras são organizadas e mantidas pela União e
as duas últimas são subordinadas aos governos estaduais e distrital. Assim, quando
infrações penais afetam bens, serviços e interesses da União, as forças policiais federais
realizam as funções que lhes são delegadas pela Constituição Federal de 1988. Nos
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demais casos, as forças policiais estaduais e distrital empreendem essas atividades, no


âmbito de sua competência.

Internet: Acesso em 8/11/2012 (com adaptações).

No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto acima, julgue


o item subsecutivo.

A forma verbal “empreendem” (sublinhada no texto) poderia corretamente ser


substituída por emprendem, visto que ambas as formas são abonadas na língua
portuguesa como sinônimas.

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Questão 27 – (CESPE) Analista Judiciário – CNJ/2013

(Adaptada)

Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item
que se segue.

A mesma regra de acentuação gráfica justifica o emprego de acento gráfico nas palavras
“construída” e “possíveis”.

Questão 28 – (CESPE) Analista Judiciário – TRT-1ª Região(RJ)/2008

Com referência à ortografia oficial e às regras de acentuação de palavras,


assinale a opção incorreta.

a) Os vocábulos lágrima e Gênesis seguem a mesma regra de acentuação.

b) As palavras oásis e lápis são acentuadas pelo mesmo motivo.

c) A grafia correta do verbo correspondente a ressureição é ressucitar.

d) Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra "z", o


feminino de poeta é grafado com s.

e) O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do verbo trazer; a


forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale a parte posterior).

Questão 29 – (CESPE) Redator – FUB/2009

O ano de 1964 representou para a Universidade de Brasília o maior retrocesso que pôde
existir na história do ensino superior no Brasil. No meu entender, foi um verdadeiro
aborto na história da ciência, pois aqui se perdeu o que existia de melhor em
conhecimento científico e intelectual deste país. Digo isso porque presenciei os fatos
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daquela época. Destruíram, aqui, o ninho dos homens-águias. Desapareceram os


grandes personagens, que foram a verdadeira história da UnB. Restaram apenas mágoas
e ressentimentos, medo e desconfiança, um sentimento de desgosto e de tristeza no
meio de toda aquela gente se evadindo ou assistindo com pavor à violência e à
desmoralização de seus colegas e familiares sem que nada se pudesse fazer. Por isso
afirmo e considero que aqui a história ficou interrompida. Entre prisões e renúncias ao
cargo, a Universidade perdeu os melhores professores escolhidos pelo reitor Darcy
Ribeiro. Até aquela data, o que existia de melhor em matéria de ensino estava na
Universidade de Brasília.

Sebastião Varela. UnB 30 anos de história, pioneirismo, resistência, homens e fatos. In: UnB 30
anos. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1992, p. 146-7 (com adaptações).

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Com relação aos aspectos semânticos e gramaticais do texto, julgue o item que
se segue.

O acento gráfico em “pôde” (sublinhado no texto) obriga o leitor a situar a oração em


que tal forma verbal está inserida no tempo pretérito.

Questão 30 – (CESPE) Analista Administrativo – ANS/2013

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Os acentos gráficos empregados em “Agência” e em “Saúde” têm a mesma justificativa.

Questão 31 – (CESPE) Analista Judiciário – TRT 21ª Região/2010

Julgue o item.

O emprego de acento gráfico no vocábulo "barbárie" deve-se à mesma regra que se


observa no emprego de acento em "caleidoscópio".

Questão 32 – (CESPE) Analista Judiciário – TRE-MA/2009

(Adaptada)

Promulgada em setembro de 2008, a nova Lei do Estágio ainda provoca dúvidas entre
empresários e estudantes. Fruto de um longo debate, seu maior objetivo, segundo o
ministro do trabalho, Carlos Lupi, era: “Proporcionar a milhões de jovens estudantes
brasileiros os instrumentos que facilitem sua passagem do ambiente escolar para o
mundo do trabalho”. A lei reconhece o estágio como um “vínculo educativo-
profissionalizante, supervisionado e desenvolvido como parte do projeto pedagógico e do
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itinerário formativo do educando”. Isso quer dizer, com todas as letras, que estágio não é
emprego. É o ponto de partida para qualquer discussão sobre o tema.

O Brasil não dispunha de uma lei que regulamentasse claramente os direitos e deveres
das empresas, das escolas e dos estagiários. O presidente do Centro de Integração
Empresa-Escola (CIEE) explica que, até o ano passado, as regras eram balizadas por
decretos, normas e portarias, que começaram a entrar em vigor há 45 anos. Foi quando
nasceu o CIEE, responsável por realizar “a ponte entre o mundo do trabalho e o mundo
do saber”.

Mantido por contribuições das empresas associadas, o CIEE lançou o Guia Prático para
Entender a Nova Lei do Estágio, com respostas a mais de 30 perguntas acerca das
mudanças e normas mais importantes. Entre elas, destacam-se a limitação da jornada
diária para seis horas, a obrigatoriedade de pagamento do auxílio-transporte, a

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concessão do recesso obrigatório de 30 dias após um ano de estágio e o limite máximo


de dois anos de permanência em uma mesma empresa.

A nova lei não recebeu mais questionamentos quando foi apresentada em setembro de
2008. Algumas poucas vozes se levantaram à época, temendo que mais encargos às
empresas inibissem a oferta de vagas. Mas, em geral, foi saudada, principalmente pelos
estudantes, cansados de passar o dia em atividades banais pouco instrutivas ou de
trabalharem mais de oito horas diárias, sem décimo terceiro, INSS, FGTS, férias.

Celso Marcondes. Solução ou entrave? In: CartaCapital, 29/4/2009, p. 8-9 (com adaptações).

Julgue o item como CERTO ou ERRADO.

Caso fosse eliminado o acento da palavra “dúvidas” (sublinhado no texto) o texto ficaria
incoerente, pois a forma resultante corresponderia a palavra pertencente a outra classe
gramatical.

Questão 33 – (CESPE) Analista do Seguro Social – INSS/2008

Em busca do tempo (livre) perdido

Tempo é sinônimo de dinheiro desde que a Revolução Industrial mudou para sempre os
meios de produção. O resultado acabou sendo, de certa forma, nefasto para o
trabalhador. Hoje se passam horas demais no ambiente de trabalho e horas de menos
com a família. Até as férias foram minguando. “O excesso de trabalho é um fenômeno
global. O mercado global e a tecnologia de comunicação instantânea fizeram do
trabalhador um escravo do relógio. E nós nos tornamos escravos dessa tecnologia. É
importante colocar limites, caso contrário, o trabalho dominará nossas vidas”, diz Joe
Robinson, autor do livro Trabalhar para Viver. Em todo o mundo, uma série de
organizações tem buscado colocar a redução e a flexibilização do horário de trabalho e o
aumento do período de férias na pauta política de seus países. “Nos Estados Unidos,
temos as menores férias do mundo industrializado: 8,1 dias depois de um ano de
trabalho e 10 dias depois de três anos”, acrescenta Robinson.
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Galileu, out./2005 (com adaptações).

Considerando o desenvolvimento das ideias e as estruturas linguísticas do texto


acima, julgue o item a seguir.

Dada a organização das estruturas linguísticas do texto, o verbo ter, em "tem buscado"
(sublinhado no texto), pode ser empregado também no plural (têm), sem que a
coerência nem a correção gramatical do texto fiquem prejudicadas.

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Questão 34 – (CESPE) Professor – SEDU-ES/2007

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Na palavra “prova”, há um dígrafo.

Questão 35 – (CESPE) Professor – SEDU-ES/2008

Cuitelinho

Cheguei na bera do porto


Onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta
Senta na bera da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão da rosa caia, ai, ai

Quando eu vim da minha terra,


Despedi da parentáia.
(...)
A tua saudade corta
Como aço de naváia.
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os oio se enche d’água
Que até a vista se atrapáia.

Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. Internet: <www.mpbnet.com.br>

A partir das estruturas e idéias do texto acima, julgue o seguinte item.

A grafia de “bera” (sublinhada no texto) reproduz uma tendência da fala brasileira em


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reduzir ditongos.

Questão 36 – (CESPE) Advogado – CBM-DF/2006

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Os termos “competência”, “círculo”, “mínimo” e “máximo” acentuam-se graficamente


porque terminam em vogal átona.

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Questão 37 – (CESPE) Técnico em Regulação – Anatel/2006

Como não usar o telefone celular

É fácil ironizar os possuidores de telefones celulares. Mas é necessário descobrir a qual


das cinco categorias eles pertencem. Primeiro, vêm as pessoas fisicamente
incapacitadas, ainda que sua deficiência não seja visível, obrigadas a um contato
constante com o médico ou com o pronto-socorro. Depois, vêm aqueles que, devido a
graves deveres profissionais, são obrigados a correr em qualquer emergência (capitães
do corpo de bombeiros, médicos, transplantadores de órgãos). Em terceiro lugar, vêm os
adúlteros. Só agora eles têm a possibilidade de receber ligações de seu parceiro secreto
sem que membros da família, secretárias ou colegas malintencionados possam
interceptar o telefonema.

Todas as três categorias enumeradas até agora merecem o nosso respeito: no caso das
duas primeiras, não nos importamos de ser perturbados em restaurantes ou durante
uma cerimônia fúnebre, e os adúlteros tendem a ser muito discretos.

Seguem-se duas outras categorias que, ao contrário, representam um risco. A primeira é


composta de pessoas incapazes de ir a qualquer lugar se não tiverem a possibilidade de
conversar fiado acerca de frivolidades com amigos e parentes de que acabaram de se
separar. Elas nos incomodam, mas precisamos compreender sua terrível aridez interior,
agradecer por não estarmos em sua pele e, finalmente, perdoar.

A última categoria é composta de pessoas preocupadas em mostrar em público o quanto


são solicitadas, especialmente para complexas consultas a respeito dos negócios: as
conversas que somos obrigados a escutar em aeroportos ou restaurantes tratam de
transações monetárias, atrasos na entrega de perfis metálicos e outras coisas que, no
entendimento de quem fala, dão a impressão de que se trata de um verdadeiro
Rockfeller.

O que eles não sabem é que Rockfeller não precisa de telefone celular, porque conta com
um plantel de secretários tão vasto e eficiente que, no máximo, se seu avô estiver
morrendo, por exemplo, alguém chega e lhe sussurra alguma coisa no ouvido. O homem
poderoso é justamente aquele que não é obrigado a atender todas as ligações, muito
pelo contrário: nunca está para ninguém, como se diz.

Portanto, todo aquele que ostenta o celular como símbolo de poder, na verdade, está
declarando de público sua condição irreparável de subordinado, obrigado que é a pôr-se
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em posição de sentido, mesmo quando está empenhado em um abraço, a qualquer


momento em que o chefe o chamar.

Umberto Eco. O segundo diário mínimo. Sergio Flaksman (Trad.). Rio de Janeiro: Record, 1993,
p. 194-6 (com adaptações).

Com base nas ideias e estruturas do texto de Umberto Eco, julgue o item a
seguir.

Nas formas verbais "vêm" e "têm", sublinhadas no texto, foi aplicada a mesma regra de
acentuação gráfica.

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Questão 38 – (CESPE) Diplomata – Instituto Rio Branco/2004

(Adaptada)

A palavra "ordem" não recebe acento gráfico, assim como seu plural também não o
recebe. Isso ocorre porque as palavras paroxítonas terminadas em “-em/-ens” não se
acentuam, regra da qual a palavra hífens é exceção.

Questão 39 – (CESPE) Primeiro-Tenente – CBM-CE/2014

Julgue o item a seguir.

As palavras “meteorológica”, “científico” e “contêineres” são acentuadas segundo


diferentes regras de acentuação gráfica.

Questão 40 – (CESPE) Agente Administrativo – PRF/2012

Julgue o item consecutivo.

As palavras “Polícia”, “Rodoviária” e “existência” recebem acento gráfico porque são


paroxítonas terminadas em ditongo crescente.

Questão 41 – (CESPE) Técnico Administrativo – IBAMA/2012

Julgue o próximo item.

As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra de
acentuação gráfica.

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Questão 42 – (CESPE) Nível Médio – Correios/2011

Julgue o item.

Em decorrência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que eliminou o trema -


mantido apenas em palavras estrangeiras como “Müller” -, a palavra “cinquenta” não
apresenta mais esse sinal diacrítico.

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Questão 43 – (CESPE) Fiscal Estadual Agropecuário – ADAGRI-CE/ 2009

Julgue o item a seguir.

Nas palavras "fitoterápico", "líquido" e "álcool", foi empregada a mesma regra de


acentuação gráfica.

Questão 44 – (CESPE) Agente de Correios – Correios/2011

São acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação


gráfica os vocábulos

a) também e coincidência.

b) quilômetros e tivéssemos.

c) jogá-la e incrível.

d) Escócia e nós.

e) correspondência e três.

Questão 45 – (CESPE) Agente Técnico Administrativo – UERN/2010

(Adaptada)

A pesquisa para o desenvolvimento da vacina contra a dengue têm gerado grande


expectativa. Enquanto a vacina não vem, a mistura de calor e chuva com desleixo e
omissão — daqueles que representam a coletividade — eleva o temor da epidemia,
sobretudo de sua forma letal, com febre hemorrágica. É preciso agir logo. Iniciativas
como a ovitrampa, armadilha que atrai as fêmeas e utiliza larvicida biológico, em
Caruaru, poderiam ser adotadas em outras cidades. O custo de cada armadilha é de
apenas R$ 0,50. 62456350391

Idem, ibidem (com adaptações).

Considerando que, no texto acima, foi introduzido um erro gramatical, assinale


a opção que identifica esse erro.

a) o acento circunflexo da forma verbal "têm" (sublinhado no texto)

b) a grafia de "desleixo" (sublinhado no texto)

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Questão 46 – (CESPE) Nível Superior – MPE-PI/2012

Julgue o item a seguir.

De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” segue a mesma regra de
acentuação que o vocábulo “últimos”.

Questão 47 – (CESPE) Analista Judiciário – STM/2011

(Adaptada)

Julgue o item quanto à acentuação gráfica e ortografia.

Era coisa sabida que a ausência de tais enfermidades revelava não se achar o ar corrupto
nestes lugares pela ação da humidade e da podridão.

Questão 48 – (CESPE) Diplomata – Instituto Rio Branco/2010

(Adaptada)

Julgue o item quanto à acentuação gráfica e ortografia.

Todas as línguas indígenas em terras brasileiras tem menos de 40 mil falantes, sendo
que a mais forte, a tikúna falada no alto Solimões apenas, ultrapassa os 30 mil. O
aspecto mais grave é que muitas dessas línguas contam com menos de 1 mil falantes.

Questão 49 – (CESPE) Agente Administrativo – UEPA/2008

Assinale a opção em que todas as palavras estão acentuadas segundo a mesma


regra.
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a) parênteses, próxima, múltiplas

b) várias, audiência, ninguém

c) época, obrigadíssimo, está

d) vício, vírus, é

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Questão 50 – (CESPE) Técnico Judiciário – TRT 9ª Região - 2007

Julgue o próximo item.

A ortografia da língua portuguesa considera incorreta a grafia percentagem no lugar de


"porcentagem"

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1. C
2. C
3. C
4. E
5. E
6. C
7. C
8. E
9. A
10. E
11. E
12. C
13. E
14. E
15. E
16. E
17. E
18. E
19. C
20. E
21. C
22. C
23. C
24. 62456350391

C
25. E
26. E
27. E
28. C
29. C
30. E
31. C
32. C
33. C
34. E
35. C

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36. E
37. C
38. E
39. E
40. C
41. E
42. C
43. C
44. B
45. A
46. E
47. E
48. E
49. A
50. E

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QUESTÕES COMENTADAS

Questão 01 – (CESPE) Analista Judiciário - TJ-AC/2012

(Adaptada)

A água, ingrediente essencial à vida, certamente é o recurso mais


precioso de que a humanidade dispõe. Embora se observe pelo mundo
afora tanta negligência e falta de visão com relação a esse bem vital, é de
se esperar que os seres humanos procurem preservar e manter os
reservatórios desse líquido precioso. De fato, o futuro da espécie humana
e de muitas outras espécies pode ficar comprometido, a menos que haja
uma melhora significativa no gerenciamento dos recursos hídricos.

Entre os fatores que mais têm afetado esse recurso estão o crescimento
populacional e a grande expansão dos setores produtivos, como a
agricultura e a indústria. Essa situação, responsável pelo consumo e
também pela poluição da água em escala exponencial, tem conduzido à
necessidade de uma reformulação do seu gerenciamento.

No ambiente agrícola, as perspectivas de mudança decorrem das


alterações do clima, que afetarão sensivelmente não só a disponibilidade
de água, mas também a sobrevivência de diversas espécies animais e
vegetais. O atual estado de conhecimento técnico-científico nesse âmbito
já permite a adoção e implementação de técnicas direcionadas para o
equilíbrio ambiental, porém o desafio está em colocá-las em prática, uma
vez que isso implica em mudança de comportamento e de atitude por
parte do produtor, aliadas à necessidade de uma política pública que
valorize a adoção dessas medidas.

Marco Antônio Ferreira Gomes e Lauro Charlet Pereira.


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Água no século XXI: desafios e oportunidades.


Internet: <www.agsolve.com.br> (com adaptações)

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

As palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio”


(sublinhadas no texto acima) apresentam acentuação gráfica em
decorrência da mesma regra gramatical.

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Comentários

Temos, aqui, uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos de


Acentuação. Observe que a questão não exige que você simplesmente
saiba acentuar os vocábulos corretamente, mas que conheça, também, as
regras que motivaram o uso do acento.

As regras acerca da Acentuação foram definidas de acordo com,


basicamente, três critérios: a posição da sílaba tônica (ou seja, se
a palavra é oxítona, paroxítona ou proparoxítona), a existência de
hiato e a necessidade de diferenciar palavras homônimas.

Desses critérios, o mais utilizado é o da sílaba tônica, de modo que


começaremos por ele, ou seja, iniciaremos por identificar a classificação
das palavras do comando da questão.

Note que são todas elas paroxítonas (ne-gli-gên-cia, re-ser-va-tó-rios,


es-pé-cie, e-qui-lí-brio).

Após isso, observe que, embora os referidos vocábulos terminem em


letras diferentes, todos eles finalizam em ditongo oral (do tipo crescente),
circunstância que, como vimos, determina a acentuação.

A afirmação a ser julgada está, portanto, correta, uma vez que os


quatro vocábulos recebem o acento gráfico em razão da mesma
regra gramatical (paroxítonas terminadas em ditongo oral).

GABARITO: CERTO

Questão 02 – (CESPE) Auditor Fiscal de Controle Externo –


TCU/2010 62456350391

A organização da sociedade em movimentos sociais é inerente à sua


estrutura de poder. O teatro teve, na Grécia antiga, o papel político de
dotar a população de razão crítica por intermédio de uma expressão
estética. Mas os movimentos sociais adquirem ao longo da história
distintas expressões: estética, religiosa, econômica, ecológica etc. A partir
do século um, o Império Romano teve suas bases solapadas por um
movimento social de caráter religioso — o Cristianismo —, que se recusou
a reconhecer a divindade de César e propalou a radical dignidade de todo
ser humano. Desde a Revolução Francesa, a sociedade civil passou a se
mobilizar mais frequentemente em movimentos sociais. Porém, é recente
a noção de que a sociedade civil deve se organizar para pressionar o
poder público, e não necessariamente almejar também a tomada de
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poder. Isso ensejou o caráter multifacetado dos movimentos de indígenas,


negros, mulheres, migrantes, homossexuais etc. e o fato de constituírem
instâncias políticas nem sempre partidárias. É o fenômeno recente do
empoderamento da sociedade civil, que, quanto mais forte, mais logra
transmutar a democracia meramente representativa em democracia
efetivamente participativa.

Frei Beto. Valores que constroem a cidade. In: Correio Braziliense, 25/6/2010 (com
adaptações).

A partir das estruturas linguísticas que organizam o texto acima,


julgue o item subsecutivo.

O uso das letras iniciais maiúsculas em "Império Romano" (sublinhado no


texto), "Cristianismo" (sublinhado no texto) e "Revolução Francesa"
(sublinhado no texto) são exemplos de que substantivo usado para
designar ente singular deve ser grafado com inicial maiúscula, como, por
exemplo, Lei n.º 8.888/1998.

Comentários

Temos, aqui, uma boa oportunidade para estudar o uso de


maiúsculas e minúsculas. Veja, a seguir, alguns casos que tratam
do uso obrigatório e facultativo das iniciais maiúsculas.

MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS

Saber quando grafar a palavra com letra maiúscula e quando grafar com
letra minúscula é um aspecto fundamental para a correção ortográfica do
texto.

Sabemos que, em início de frases, orações ou períodos, bem como


62456350391

nos substantivos próprios, nomes de países, estados e cidades,


deve-se usar a letra maiúscula.

Mas há outros casos, alguns deles recentemente alterados pelo Novo


Acordo Ortográfico, em que grafamos, com maiúscula, as letras dos
vocábulos.

Vamos ver quais são esses casos?

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USO DE MAIÚSCULA

- Nomes de festas e festividades. Ex: Natal, Páscoa, Quinze de


Novembro, Ramadão.

OBS: nomes de festas populares ou pagãs são escritas com letra


minúscula (carnaval, micareta, festas juninas).

- Nomes que designam divindade. Ex: o Onipotente, o Todo-


poderoso, o Criador.

- Nomes de regiões. Ex: Norte, Sul, Nordeste, Sudeste, Ocidente.

OBS: após o Novo Acordo, esses mesmos vocábulos, se empregados para


designar os pontos cardeais, são escritos com letra minúscula.

- Títulos de jornais e periódicos, que retém o itálico. Ex: Folha de


São Paulo, Zero Hora, O Estado de São Paulo.

- Siglas, símbolos ou abreviaturas. Ex: ONU, VOLP, CPF, RG, FAO.

OBS: as siglas com até 3 letras devem ser escritas, obrigatoriamente,


com todas as letras maiúsculas. As siglas com 4 ou mais letras, no
entanto, podem ser escritas de duas formas: com todas as letras
maiúsculas ou com somente a primeira letra maiúscula.

- Eras históricas e épocas notáveis. Ex: Idade Média, Revolução


Industrial, Estado Novo, Renascimento.

- Nomes de repartições, corporações ou estabelecimentos. Ex:


Ministério dos Transportes, Academia Brasileira de Legras, Imprensa
Nacional.

- Os vocábulos “Pátria”, “Nação” e “País”, se possuírem sentido


62456350391

particular e determinado, político ou nacionalista. Ex: “o Estado


brasileiro”.

USO FACULTATIVO DE MAIÚSCULA OU MINÚSCULA

- Nomes de logradouros públicos, templos, e edifícios. Ex: Rua ou


rua ‘X’, Edifício ou edifício ‘X’, Igreja ou igreja ‘X’.

- Pronomes de tratamento e nomes de reverência. Ex: Santa ou


santa ‘X’, Bacharel ou bacharel ‘X’, Governador ou governador ‘X’.

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- Domínios do saber, cursos, disciplinas. Ex: Português ou


português, Ortografia ou ortografia, Belas Artes ou belas artes, Direito
Penal ou direito penal.

- Títulos de citação bibliográfica (exceto a primeira palavra, que


será sempre maiúscula). Ex: Viva o Povo Brasileiro ou Viva o povo
brasileiro; O Crime do Padre Amaro ou O crime do padre Amaro.

ATENÇÃO

- Após o Novo Acordo Ortográfico, escrevem-se com letras


minúsculas os nomes de meses, estações do ano e dias da
semana. Ex: inverno, sexta-feira, dezembro.

Quando temos entes singulares, o uso da inicial maiúscula é obrigatório,


pois é uma forma de identificar que aquele termo especifica um ente, ou
seja, retira-o de uma generalização. Os entes gerais, normalmente,
iniciam-se com letra minúscula. Assim, a palavra “impérios” refere-se
a qualquer ou a todos os impérios. De outro modo, “Império
Romano” se refere a apenas um império.

Desse modo, a afirmação a ser julgada está correta.

GABARITO: CERTO

Questão 03 – (CESPE) Cargos de Nível Superior - IFB/2012

(Adaptada)

Se, na experiência de minha formação, que deve ser permanente, começo


por aceitar que o formador é o sujeito em relação a quem me considero o
objeto, que ele é o sujeito que me forma e eu, o objeto por ele formado,
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me considero como um paciente que recebe os conhecimentos-conteúdos-


acumulados pelo sujeito que sabe e que são a mim transferidos. Nesta
forma de compreender e de viver o processo formador, eu, objeto, agora,
terei a possibilidade, amanhã, de me tornar o falso sujeito da "formação"
do futuro objeto de meu ato formador. É preciso que, pelo contrário,
desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que,
embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao formar e
quem é formado forma-se e forma ao ser formado. É neste sentido que
ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos, nem formar é ação
pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso
e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus
sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à

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condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e


quem aprende ensina ao aprender.

Paulo Freire, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.


São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 22-3 (com adaptações).

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

O autor usou o hífen com efeitos distintos nos seguintes casos: em


“conhecimentos-conteúdos-acumulados” (sublinhado no texto), foi criado
um vocábulo composto por três palavras, o que conota amontoado,
acúmulo; já em “re-forma” (sublinhado no texto), o hífen atribui ênfase ao
sentido do prefixo “re-” aposto à forma verbal “forma”.

Comentários

Vamos, de início, analisar a primeira parte da afirmativa acima.

Um dos casos de emprego do hífen é o encadeamento vocabular, em


que a junção de vocábulos não forma uma nova palavra de sentido
autônomo.

É exatamente o caso do termo sublinhado (“conhecimentos-conteúdos-


acumulados”), em que o autor sugere, por meio da sequência de
palavras unidas por hífen, um acúmulo de ideias sobrepostas.

Agora, passemos à análise da segunda parte da afirmativa.

O vocábulo “re-forma” foi retirado de um contexto específico, que


merece nossa atenção. No texto acima, o autor reflete acerca do processo
de formação do sujeito. Para tanto, observe, ele utiliza a palavra forma e
outros vocábulos derivados dela: “quem forma se forma e re-forma ao
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formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado”.

De acordo com as regras, a palavra reforma não se escreve com


hífen, uma vez que se trata da junção de prefixo terminado em
vogal (“RE”) com segundo elemento iniciado por consoante
(“FORMA”).

Neste caso, no entanto, o hífen foi empregado para destacar o sentido dos
elementos que deram origem à palavra derivada (o prefixo “RE” e o
elemento “FORMA”), sentido que muitas vezes é ignorado pelo significado
já autônomo do vocábulo “REFORMA”.

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Dessa maneira, a afirmativa está correta.

GABARITO: CERTO

Questão 04 – (CESPE) Economista – MTE/2008

(Adaptada)

Julgue, como CERTA ou ERRADA, a afirmativa a seguir:

O emprego das maiúsculas em “MERCOSUL” contraria as normas


abonadas pela ortografia oficial da língua portuguesa.

Comentários

A grafia de “MERCOSUL”, tal qual se vê no enunciado, não contraria as


normas da ortografia oficial. As siglas são escritas, em regra, com
letras maiúsculas.

Para aquelas siglas formadas por quatro ou mais letras, no entanto,


facultou-se a escrita de duas formas: todas as letras maiúsculas ou com
somente a primeira letra maiúscula. É o caso do vocábulo em questão,
que tanto pode ser “MERCOSUL” quanto “Mercosul”.

Gabarito: ERRADO

Questão 05 – (CESPE) Agente Administrativo - MTE/2008

(Adaptada)
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Nós, chefes de Estado e de Governo dos 21 países ibero-americanos,


reunidos na XIII Conferência Ibero-Americana, na cidade de Santa Cruz
de la Sierra, Bolívia, reiteramos o nosso propósito de continuar a
fortalecer a Comunidade Ibero-Americana de Nações como fórum de
diálogo, cooperação e concertamento político, aprofundando os vínculos
históricos e culturais que nos unem, e admitindo, ao mesmo tempo, as
características próprias de cada uma das nossas múltiplas identidades,
que permitem reconhecer-nos como uma unidade na diversidade.

Estamos conscientes de que a exclusão social é um problema de caráter


estrutural com profundas raízes históricas, econômicas e culturais, cuja
superação exige profunda transformação das nossas sociedades atingidas

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pela desigualdade na distribuição da riqueza. Reconhecemos a urgente


necessidade de implementar políticas públicas de diminuição da pobreza e
de aumento da participação dos cidadãos de todos os setores da
população, excluídos da definição das políticas sociais, dos processos
decisórios e do controle e fiscalização dos recursos financeiros
consignados a tais políticas, de forma que eles sejam os atores do seu
próprio processo de desenvolvimento. Assim, poderemos assegurar seu
maior acesso à terra, às fontes de trabalho, à melhor qualidade de vida, à
educação, à saúde, à habitação e a outros serviços básicos.

Os chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos


subscrevem a presente declaração, em dois textos originais na língua
espanhola e na língua portuguesa, ambas igualmente válidas, na cidade
de Santa Cruz de la Sierra, aos 15 dias de novembro do ano de 2003.

Na trilha de Salvador: a inclusão social pela via do trabalho decente. Brasília:


MTE, Assessoria Internacional, 2004, p. 27, 30 e 35 (com adaptações).

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

De acordo com as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, a


palavra "ibero-americanos" (sublinhada no texto), também poderia ser
corretamente escrita da seguinte forma: íbero-americanos.

Comentários

Note que temos, aqui, uma questão de Acentuação, e não de emprego


do hífen, como alguns candidatos poderiam pensar. Assim, a dúvida que
devemos examinar é: “IBERO-AMERICANOS” pode receber o acento
gráfico (“íbero-americanos”)?

Logo de início, podemos desconfiar da veracidade da afirmativa, pois o


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emprego do acento obedece a regras lógicas e fixas, de modo que não


existe emprego facultativo de acento (exceto os casos abaixo).

OBS: - O Novo Acordo facultou o uso do acento circunflexo nas palavras


oxítonas “metrô” e “judô”.

- É facultativo o emprego do acento circunflexo para distinguir a


palavra “fôrma” (substantivo) de “forma” (verbo formar). Ex: “fôrma de
bolo” ou “forma de bolo”.

Assim, em geral, ou se acentua ou não se acentua o mencionado


vocábulo.

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Dito isso, vamos avaliar qual das duas formas é a correta.

A palavra “IBERO”, muito comumente, é pronunciada da maneira errada,


com ênfase na sílaba “Í” (“íbero”). A pronúncia correta, no entanto, é
“IBERO”, com a segunda sílaba tônica (pois é um paroxítono), portanto
sem acento.

GABARITO: ERRADO

Questão 06 – (CESPE) Nível Superior - SUFRAMA/2014

(Adaptada)

Julgue o seguinte item.

O emprego do acento gráfico nas palavras “fenômeno” e “próximo” atende


à mesma regra de acentuação gráfica.

Comentários

Esta questão cobra do aluno o conhecimento sobre as regras de


acentuação.

Como sabemos, as proparoxítonas são aquelas palavras que possuem a


antepenúltima sílaba tônica. Assim, a regra é a acentuação de todas
as palavras proparoxítonas.

Nesta questão, temos duas palavras proparoxítonas. Como a regra para


elas é única, percebemos que o emprego do acento gráfico nas palavras
“fenômeno” e “próximo” atende à mesma regra de acentuação gráfica.

Desse modo, a afirmação a ser julgada está correta.


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GABARITO: CERTO

Questão 07 – (CESPE) Analista Judiciário – TJ-AP/2004

(Adaptada)

Julgue o seguinte item.

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No singular, os vocábulos “fóruns” e “juízes” têm, respectivamente, a


seguinte grafia: fórum e juiz.

Comentários

Esta questão cobra do aluno o conhecimento sobre as regras de


acentuação.

Vamos, então, esmiuçar cada regra de acentuação dos paroxítonos (caso


das palavras da questão).

 REGRAS:

A) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “Ã(s)” e “ÃO(s)”.

Ex: ímã(s), órfã(s), órfão(s), órgão(s), acórdão(s), sótão(s).

B) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “I”, “IS” e “US”.

Ex: biquíni, grátis, íris, júri, táxi, lápis, tênis, lótus, ônus, bônus, Vênus,
vírus.

C) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “L”, “N(s)”, “R”,


“X” e “PS”.

Ex: ágil, difícil, incrível, réptil, túnel, hífen, íons, elétrons, lúmen, pólen,
açúcar, âmbar, caráter, éter, revólver, córtex, fênix, látex, tórax, bíceps,
fórceps, tríceps.

ATENÇÃO: As palavras “hifens” e “itens” não são acentuadas. Vamos


entender o motivo? As oxítonas terminadas em “ENS” são acentuadas,
desse modo, por exclusão, não é necessário que se acentuem as
paroxítonas com essa mesma terminação. Portanto, em resumo, não
se acentuam as paroxítonas terminadas em “ENS”! A palavra
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“hífen”, por sua vez, recebe o acento normalmente, pois termina em “N”.

D) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “UM” e “UNS”.

Ex: álbum, álbuns, fórum, fóruns, médium, médiuns.

E) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “DITONGO ORAL”


E SEUS PLURAIS.

Ex: ágeis, água, árduo(s), Ásia, diária, cárie(s), férteis, ginásio(s),


imóveis, mágoa(s), óleo(s), jóquei(s), paciência, Páscoa, petróleo,
pônei(s), superfície(s), vácuo, variáveis.

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EXCEÇÃO GERAL:

Os prefixos paroxítonos terminados em “I” ou “R” não são


acentuados: anti-higiênico, semi-histórico, super-homem.

ATENÇÃO:

Após o Acordo Ortográfico, deixou-se de acentuar os ditongos


abertos “EI”, “OI” e “EU” nas paroxítonas! Essa alteração você
precisa conhecer, pois ela mudou a grafia de palavras bastante usadas
pelos brasileiros. Ex: assembleia, europeia, ideia, heroico, boia, estreia,
geleia.

Observe, entretanto, que os monossílabos tônicos e os oxítonos


continuam recebendo acento nesses casos (nos ditongos abertos
“EI”, “OI”, “EU”), mesmo após o Novo Acordo. Ex: céu, réu, troféu,
papéis.

Nesta questão, temos que avaliar se, no singular, os vocábulos


“fóruns” e “juízes” têm, respectivamente, a seguinte
grafia: fórum e juiz.

Assim:

1. Fóruns: acentuam-se os paroxítonos terminados em “UM” e


“UNS”.
2. Fórum: acentuam-se os paroxítonos terminados em “UM” e
“UNS”.

Agora, vamos ver uma teoria a respeito de hiatos.

O conceito de hiato foi criado para designar os casos em que, apesar de


haver um aparente encontro de vogais na palavra, essas vogais não estão
na mesma sílaba (e, portanto, não formam um ditongo).
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Na tabela abaixo, é possível entender a distinção entre o ditongo e o


hiato. Observe a separação de sílabas e o destaque (em azul) na sílaba
tônica.

DITONGO HIATO
doido (doi-do) doído (do-í-do)
cai (cai) caí (ca-í)
sai (sai) saí (sa-í)
contribui (con-tri-bui) contribuí (con-tri-bu-í)
pais (pais) país (pa-ís)

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Nos vocábulos da primeira coluna, pronunciamos os encontros vocálicos


de uma só vez, enquanto na segunda coluna destaca-se cada vogal.

A partir dessa distinção, temos a regra de acentuação dos hiatos, que


valerá para todas as três classes de palavras (oxítonas, paroxítonas e
proparoxítonas).

 REGRA ÚNICA: acentuam-se a vogal “I” ou a vogal “U” do hiato,


desde que essa vogal:

a) seja a segunda vogal do hiato;

b) esteja sozinha na sílaba (ou acompanhada de “S”);

c) forme sílaba tônica;

d) não seja precedida de vogal idêntica;

e) não seja seguida de “NH”.

Ex: açaí, baía, baú(s), caía, ciúme, egoísmo, faísca, juízo, miúdo, raízes,
sanduíche, viúvo, balaústre, saúva, cafeína, amiúde, graúdo.

EXCEÇÃO: o Novo Acordo Ortográfico retirou o acento dos hiatos,


nas paroxítonas, em caso de haver ditongo junto com o hiato.
Assim, as palavras “feiura”, “Sauipe” e “baiuca”, que antes recebiam o
acento, não recebem mais. Veja: fei-u-ra, Sau-i-pe, bai-u-ca.

Essa exceção vale somente para as paroxítonas! As palavras oxítonas,


nas quais as vogais “I” ou “U” formarem hiato, continuam sendo
acentuadas, mesmo que precedidas por ditongo. Ex: Pi-au-í, tui-ui-
ú.

Para que você entenda, de uma vez por todas, a regra de acentuação dos
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hiatos, vamos esmiuçar o motivo pelo qual algumas palavras, embora


contenham hiato, não devem ser acentuadas.

Sugiro que você tente, sozinho, encontrar a justificativa para a falta do


acento nos grupos de vocábulos abaixo, com base nas explicações já
dadas. Somente após sua tentativa, leia as minhas explicações.

a) atuava, amuado, poeta, piolho.

Todos os vocábulos deste grupo possuem hiato. No entanto, a segunda


vogal desses hiatos não é “I” nem “U”, o que não autoriza a acentuação.
Veja: a-tu-a-va, a-mu-a-do, po-e-ta, pi-o-lho.

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b) ainda, atraiu, contribuinte, constituinte, juiz, ruim, diurno.

Todos os vocábulos deste grupo possuem hiato em que a segunda vogal é


“I” ou “U”. Entretanto, essa segunda vogal não está sozinha na frase (nem
acompanhada de “S”), condição necessária para a acentuação. Veja: a-in-
da, a-tra-iu, con-tri-bu-in-te, cons-ti-tu-in-te, ju-iz, ru-im, di-ur-no.

c) miudeza.

A palavra “miudeza” parece cumprir todas as condições para acentuação


de hiatos, pois possui hiato em que a segunda vogal “U” está sozinha na
sílaba (mi-u-de-za). No entanto, perceba que a sílaba tônica da palavra
não é a sílaba “U”, mas sim a sílaba “DE” (mi-u-de-za). Por esse motivo,
não se autoriza a acentuação.

d) xiita.

O vocábulo “xiita” possui hiato formado por duas vogais idênticas (“I”) e,
portanto, não preenche os requisitos para receber o acento.

OBS: friíssimo e iídiche recebem o acento pela regra das


proparoxítonas, e não pela regra dos hiatos (pois seus hiatos são
formados por duas vogais idênticas).

e) rainha, ladainha, campainha, bainha.

Os vocábulos acima possuem hiatos nos quais a segunda vogal “I” figura
sozinha na sílaba tônica, condição que, aparentemente, autoriza a
acentuação. No entanto, note que os hiatos são seguidos do dígrafo “NH”,
o que, de acordo com a regra, inviabiliza o emprego do acento. Veja: ra-i-
nha, la-da-i-nha, cam-pa-i-nha, ba-i-nha.

ATENÇÃO:
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Após o Novo Acordo Ortográfico, desapareceu o acento circunflexo


nos hiatos tônicos “EE” e “OO”. Atente, portanto, para a grafia correta
dos seguintes vocábulos, antes acentuados.

- creem (do verbo crer), leem (do verbo ler), deem (do verbo dar), veem
(do verbo ver), abotoo (do verbo abotoar), perdoo (do verbo perdoar),
abençoo (do verbo abençoar), doo (do verbo doar), voo, voos, zoo (forma
reduzida de zoológico).

Nesta questão, temos que avaliar se, no singular, os vocábulos


“fóruns” e “juízes” têm, respectivamente, a seguinte
grafia: fórum e juiz.

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Assim:

1. Juízes: é acentuada por causa da regra de acentuação dos


hiatos, vista acima.
2. Juiz: não é acentuada por causa da regra de acentuação dos
hiatos, vista acima.

Desse modo, a afirmação a ser julgada está correta.

GABARITO: CERTO

Questão 08 – (CESPE) Analista Judiciário – TRE-PA/2007

O plural da palavra eleição é formado pela mesma regra que rege a


formação do plural de

a) capitão, sacristão e tabelião.

b) pão, espertalhão e pobretão.

c) cidadão, fogão e ancião.

d) mão, corrimão e irmão.

e) ladrão, reunião e lição.

Comentários

Sobre as regras do plural das palavras terminadas em “ão”,


precisamos saber o seguinte:

1. Os substantivos terminados em “ão” têm o seu plural formado de três


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maneiras:

a) a grande parte muda a terminação “ão” para “ões”:

Singular Plural
balão balões
botão botões
canção canções
confissão confissões
coração corações

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eleição eleições
estação estações
fracção fracções
gavião gaviões
leão leões
nação nações
operação operações
opinião opiniões
questão questões
tubarão tubarões
vulcão vulcões

Neste grupo se incluem todos os aumentativos:

Singular Plural
amigalhão amigalhões
bobalhão bobalhões
casarão casarões
chapelão chapelões
dramalhão dramalhões
espertalhão espertalhões
facão facões
figurão figurões
moleirão moleirões
narigão narigões
paredão paredões
pobretão pobretões
rapagão rapagões
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sabichão sabichões
vagalhão vagalhões
vozeirão vozeirões

b) um pequeno número muda a terminação “ão” para “ães”:

Singular Plural
alemão alemães
bastião bastiães
cão cães

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capelão capelães
capitão capitães
catalão catalães
charlatão charlatães
escrivão escrivães
guardião guardiães
pão pães
sacristão sacristães
tabelião tabeliães

c) um número pequeno de oxítonos e todos os paroxítonos acrescentam


simplesmente a letra “s” à forma singular:

Singular Plural
cidadão cidadãos
cortesão cortesãos
cristão cristãos
desvão desvãos
irmão irmãos
pagão pagãos
acórdão acórdãos
bênção bênçãos
gólfão gólfãos
órfão órfãos
órgão órgãos
sótão sótãos

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Atenção: Incluímos, neste grupo, os monossílabos


tônicos: chão, grão, mão e vão - chãos, grãos, mãos e vãos.

Atenção: Alguns substantivos terminados em “ão”, não possuem uma


forma de plural definitivamente fixada, mas há uma preferência pela
formação mais comum, “ões”.

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Veja:

Singular Plural
alão alãos
alões
alães
alazão alazães
alazões
aldeão aldeãos
aldeões
aldeães
anão anãos
anões
ancião anciãos
anciões
anciães
castelão castelãos
castelões
corrimão corrimãos
corrimões
deão deães
deões
ermitão ermitães
ermitãos
ermitões
hortelão hortelãos
hortelões
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refrão refrães
refrãos
rufião rufiães
rufiões
sultão sultões
sultãos
sultães
truão truães
truões
verão verões

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verãos
vilão vilãos
vilões

Atenção: “Corrimão”, como composto de mão, devia apresentar apenas o


plural corrimãos; entretanto há ainda corrimões.

Vamos ver os plurais das palavras constantes da alternativa?

a) capitães, sacristães e tabeliães.

b) pães, espertalhões e pobretões.

c) cidadãos, fogões e anciãos.

d) mãos, corrimãos e irmãos.

e) ladrões, reuniões e lições.

Assim, a resposta correta é letra “E”.

GABARITO: E

Questão 09 – (CESPE) Professor – SEDUC-PA/2006

Julgue os itens a seguir quanto à grafia das palavras.

I expansão – ascensão – pretensão


II discurso – sensível – consensual
III agressivo – submisso – excessivo 62456350391

IV catequese – metamorfose – maisena


V absorção – execução – isenção
VI abstenção – detenção – retenção

Assinale a opção correta.

a) Em todos os itens, a grafia das palavras está correta.

b) Nos itens pares, há, ao menos, uma palavra com a grafia errada.

c) Nos itens ímpares, há, ao menos, uma palavra com a grafia errada.

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d) Em todos os itens, há, ao menos, uma palavra com a grafia errada.

Comentários

Antes de resolver esta questão, vamos ver um pouco de teoria a


respeito do correto emprego de letras.

EMPREGO DE LETRAS

Aqui, buscaremos sanar equívocos cometidos no emprego de algumas


letras do nosso alfabeto, em virtude das semelhanças fonéticas acima
mencionadas.

Você notará que, ao longo de toda a explanação, haverá longas listas de


palavras. Minha primeira dica é que você destaque, nessas listas, as
palavras com as quais não esteja ainda familiarizado e as releia
tantas vezes quanto possível. À medida que memorize a escrita dessas
palavras, você deverá desfazer o destaque e reler somente aqueles
vocábulos em que a dúvida persistir.

O ideal é repetir esse procedimento até que se esteja familiarizado


com o maior número possível de palavras.

Outra dica importante: fique atento para a existência das palavras


derivadas, que são as palavras formadas a partir de um vocábulo
preexistente.

As palavras derivadas são úteis porque, com base na memorização de


apenas um dos vocábulos, você possivelmente saberá escrever
todos os demais.

Tomemos, por exemplo, as palavras “encher”, “cheio”, “enchimento” e


“preencher”. Note que basta conhecer a grafia de uma delas para saber
que todas as demais se escrevem com “CH”.
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Desse modo, toda vez que for apresentada uma nova regra e forem
citados alguns exemplos de palavras, sejam elas originárias (primitivas)
ou derivadas, caberá a você relacioná-las com outras palavras de mesmo
radical.

Vamos, agora, aos principais equívocos cometidos pelos candidatos com


relação ao emprego de letras dos vocábulos.

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Emprego de “X” e “CH”

USA-SE O “X”

- Após ditongos: ameixa, caixa, baixo, eixo, queixada, peixe, seixo,


frouxo, trouxa, deixar, gueixa, feixe, paixão.

EXCEÇÃO: guache, recauchutar, recauchutagem.

- Após a sílaba “ME”: mexa (do verbo “mexer”), mexerico,


mexeriqueiro, mexicano, mexilhão.

EXCEÇÃO: mecha (“mecha de cabelo”).

- Após a sílaba “EN”: enxame, enxada, enxergar, enxoval, enxovalhar,


enxaguar, enxaqueca, enxofre, enxerido, enxertar, enxurrada.

EXCEÇÃO: encher (e seus derivados), enchova (mesmo que anchova) e


palavras que, iniciadas com “CH”, receberam o prefixo “EN”
(encharcar, enchiqueirar, enchapelar, enchumaçar).

- Outras palavras: abacaxi, almoxarifado, atarraxar, baixada, baixela,


bexiga, maxixe, oxalá, praxe, puxar, lixo, faxina, graxa, gueixa, lagartixa,
laxante, lixa, luxúria, macaxeira, rixa, repuxo, rouxinol, xadrez, xampu,
xícara, xilindró, xingar, xodó, xiquexique, Xingu, xará, xerife, capixaba,
bruxa, caxumba, muxoxo, relaxar, roxo, xale, xenofobia.

USA-SE O “CH”

- arrocho, apetrecho, bochecha, boliche, broche, bucha, churrasco,


chuteira, cochichar, colcha, concha, coqueluche, cachaça, cachimbo,
cachola, cartucho, chácara, chá, chafariz, charque, cheque, chimarrão,
chuchu, chucrute, chutar, deboche, despachar, encher, espichar, fachada,
ficha, guache, inchar, machucar, mochila, pachorra, pecha, pechincha,
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rachar, salsicha.

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ATENÇÃO para as seguintes palavras


homônimas homófonas (vocábulos de
significados diferentes que possuem a
mesma pronúncia). Exceção: “mecha e
mexa” que são parônimos (palavras
com significados diferentes, mas que
têm a grafia ou a pronúncia
semelhantes).

brocha (prego) broxa (pincel)


chá (bebida) xá (título de nobreza)
cheque (ordem de pagamento) xeque (jogada do xadrez)
cocho (recipiente) coxo (manco)
tachar (colocar tacha=defeito) taxar (cobrar taxa=imposto)
mecha (porção de cabelos) mexa (do verbo mexer)
bucho (estômago) buxo (arbusto)

Emprego de “S” e “Z”

USA-SE O “S”

- Após ditongos: maisena, aplauso, causa, coisa, pouso, Neusa, Sousa,


náusea, lousa, faisão, paisagem, ausência, Eusébio.

- Nos sufixos “-ês”, “-esa”, “-isa”, “-osa”, “-oso” (geralmente, em


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adjetivos formados a partir de substantivos): burguês, camponês, chinês,


cortês, marquês, chinesa, duquesa, baronesa, marquesa, princesa,
poetisa, gostosa, orgulhosa, amoroso, cheiroso.

- Na conjugação dos verbos “pôr” e “querer”: pus, puseste, pôs,


pusemos, pusestes, puseram, quisesse, quisessem, quiser.

OBS: o mesmo vale para os derivados de “pôr” (repor, contrapor, dispor,


repor, etc.).

- Outras palavras: abusar, aliás, adesão, alisar, agasalhar, asilo,


analisar, atrás, atrasar, através, adesivo, aviso, após, brasa, casa,

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camisa, colisão, decisão, evasão, hesitar, lesar, liso, lisura, miséria,


paralisar, pesquisar, precisão, preservar, raso, rasura, revisão, vaso.

USA-SE O “Z”

- Na maioria dos substantivos derivados de adjetivos: acidez


(ácido), aspereza (áspero), beleza (belo) nobreza (nobre), certeza (certo),
clareza (claro), escassez (escasso), estupidez (estúpido), rapidez (rápido),
rijeza (rijo), surdez (surdo), tristeza (triste).

- No sufixo “IZAR”, em verbos formados a partir de


substantivos/adjetivos: agonizar (agonia), colonizar (colono),
hospitalizar (hospital), suavizar (suave), finalizar (final), idealizar (ideal),
formalizar (formal), abalizar (baliza), azedar (azedo).

EXCEÇÃO: catequizar (de catequese); batizar (de batismo).

OBS: não confundir com o acréscimo do sufixo “AR” nas palavras


terminadas em S: analisar, pesquisar, avisar, frisar, pisar.

- Outras palavras: buzina, coalizão, cuscuz, giz, vazio, conduzir,


deduzir, produzir, ajuizar, amenizar, capuz, chafariz, fineza, gozo,
indenizar, nudez, ozônio, razoável, revezar, coriza, deslizar, dizimar,
eficaz, vazante, vizinho, xadrez.

USA-SE O “X” com som de “Z”

Exagero, exalar, exame, exato, executar, exemplo, existir, êxito,


exonerar, exortar, exausto, exequível, exibir, exílio, exorbitar,
exuberante, exército, exercício, exumar.

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ATENÇÃO para as seguintes


palavras homônimas homófonas
(vocábulos de significados
diferentes que possuem a mesma
pronúncia).

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cozer (cozinhar) coser (costurar)


prezar (considerar) presar (prender)
traz (verbo trazer) trás (parte posterior)

ATENÇÃO! Formação de diminutivo com o sufixo “INHO”:

- Nos vocábulos terminados em “Z” ou em “S”, acrescenta-se o


“INHO”, mantendo o “Z” ou o “S” da palavra originária. EX: raizinha
(raiz), narizinho (nariz), lapisinho (lápis), princesinha (princesa), mesinha
(mesa).

- Nos demais vocábulos (que não terminam em “Z” ou “S”), usa-se


sempre a letra “Z” antes de acrescer o sufixo “INHO”. Ex: amorzinho
(amor), florzinha (flor), mãozinha (mão), pezinho (pé), xicarazinha
(xícara).

Emprego de “J” e “G”

USA-SE O “J”

- Em palavras de origem indígena, africana e árabe: pajé, jiboia,


jeca, jenipapo, jirau, jiló, cafajeste, jequitibá, maracujá, jerimum, beiju,
caju, Ubirajara.

- Nas conjugações dos verbos terminados em “JAR”: viajar,


arranjar, despejar, sujar, aleijar, almejar, bocejar.

OBS: Note que os verbos “viajar” e “encorajar” serão sempre com a


letra “J” (“Eu prefiro que eles viajem logo”; “É preciso que os pais
encorajem seus filhos”). Não confundir com os substantivos viagem e
coragem (“Eu prefiro que eles façam a viagem logo.”; “Minha viagem de
férias foi ótima.”; “A coragem dele é admirável.”).
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- Outras palavras: laranja, manjar, rijo (e enrijecer), gorja (e gorjeta),


jeito, cereja, majestade, hoje, injetar (e injeção), objeto, objeção, traje,
ultraje, cerveja, laje, anjo, interjeição, projeção, Jeni, manjericão, ojeriza,
jesuíta, berinjela, pegajoso.

USA-SE O “G” com som de “j”

- Em substantivos com sufixos “-agem”, “-igem”, “-ugem”:


aragem, barragem, contagem, coragem, garagem, malandragem,
miragem, viagem, origem, fuligem, vertigem, ferrugem.

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Exceção: pajem e lambujem.

- Em palavras terminadas em “ágio”, “égio”, “ígio”, “ógio” e


“úgio”: contágio, adágio, estágio, naufrágio, pedágio, plágio, egrégio,
colégio, litígio, prestígio, prodígio, relógio, refúgio.

- Em verbos terminados em “GER” e “GIR”: eleger, proteger, viger,


exigir, fingir, frigir, submergir, tingir.

- Outras palavras: agenda, agiota, algema, auge, apogeu, ágil,


bugiganga, cogitar, digerir (e digestão), égide, estrangeiro, exigência
gêmeo, gergelim, gesto, gibi, geleia, gilete, gíria, higiene, monge,
regurgitar, sugestão, tangerina, tigela, tangível, vigência.

Emprego de “S”, “SS”, “Ç”, “SC”, “X”

USA-SE O “S”

- Em substantivos e adjetivos formados a partir de verbos com


“ND”: pretensão e pretensioso (pretender); suspensão e suspensivo
(suspender); ascensão (ascender); distensão (distender); extensão
(estender).

- Após “PUL”: impulso, impulsivo, expulso, expulsar, repulsão,


compulsão, pulseira.

- No sufixo “ENSE”, formador de adjetivos gentílicos: paranaense,


parisiense, brasiliense, amazonense.

USA-SE O “SS”

- Em substantivos e adjetivos formados por verbos com “CED”,


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“GRED”, “PRIM” ou “TIR”:

CED GRED PRIM TIR


cessão (ceder); agressão, compressão, admissão
intercessão agressivo compressivo (admitir);
(interceder); (agredir); (comprimir); discussão
excessivo e progressão, expressão, (discutir);,
excesso progresso, expressivo repercussão
(exceder); progressivo (exprimir); (repercutir);
acesso e (progredir); opressão,
acessível regressão, opressivo demissão
(aceder); regressivo, (oprimir);

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regresso repressão, (demitir);


(regredir); repressor
transgressão, (reprimir);
transgressor depressão
(transgredir); (deprimir);

- Palavras derivadas por prefixação, cujo prefixo termina em


vogal e o vocábulo se inicia por “S”: minissaia (mini + saia),
pressentir (pré + sentir), antessala (ante + sala), ressurgir (re + surgir),
antisséptico (anti + séptico).

- Outras palavras: amassar, assar, pressa, assédio, assessor, asserção,


avesso, aterrissar, bússola, compasso, confissão (e confessar), dissensão,
dissídio, escasso, fossa, gesso, imissão, massagem, obsessão,
passatempo, possessão, presságio, ressaca, ressentir, ressuscitar,
sobressalente, sossego, verossímil.

USA-SE O “Ç”

- Em substantivos formados a partir de verbos terminados em


“TER”: abstenção (abster), atenção (ater), contenção (conter), detenção
(deter), retenção (reter).

- Em palavras de origem latina com “T” no radical: absorção


(absorto), abstenção (abster), ação (ato), adoção (adotar), exceção
(exceto), execução (executor), extinção (extinto), distinção (distinto),
infração (infrator), isenção (isento), seção (setor), torção (torto).

- Nos sufixos “AÇU”, “AÇA”, “AÇO”, “AÇÃO”: babaçu, Iguaçu,


Paraguaçu, cabaça, carcaça, golaço, bagaço, inchaço, ricaço, armação.

- Depois de ditongo: feição, louça, beiço, compleição.

- Outras palavras: criança, noviça, dentuça, açafrão, açúcar, almoço,


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beça, buço, maciço, açaí, aço, ameaçar, calção, descrição, discrição,


pança, contorção, presunção, traça, torção, viço.

USA-SE O “SC”

O “SC” é usado, em geral, em vocábulos mais eruditos. Não há regras,


então vamos memorizar algumas palavras mais usadas:

- acrescentar, acréscimo, adolescência, ascender (subir), ascético,


condescender, consciência, crescer, descer, descendência, descentralizar,
discente, discernimento, disciplina, discípulo, fascismo, florescente,
imprescindível, miscigenação, nascer, oscilar, plebiscito, reminiscência,

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rescisão, rescindir, ressuscitar, suscitar, transcender.

OBS: em algumas formas de conjugação dos verbos com SC, usa-se o


dígrafo SÇ. Ex: nasço (nascer), cresço (crescer), desço (descer).

USA-SE O “X”

O “X” também pode ter som de “s”, como nos exemplos a seguir:

- auxiliar, aproximar, contexto, expectativa, expor, êxtase, extenso,


extrato, expectorar, extroversão, sexta, têxtil, texto, textual, trouxe.

ATENÇÃO para as seguintes


palavras homônimas homófonas
(vocábulos de significados
diferentes que possuem a mesma
pronúncia).

acender (iluminar) ascender (subir)


acento (sinal gráfico) assento (lugar em que se senta)
acessório (adicional) assessório (de assessor)
apreçar (atribuir preço) apressar (dar pressa, acelerar)
cela (aposento) sela (montaria)
cegar (tirar a visão) segar (ceifar, cortar)
cerrar (fechar) 62456350391

serrar (cortar)
cervo (veado) servo (servente, escravo)
caçar (perseguir a caça) cassar (anular)
censo (recenseamento) senso (juízo; ex: “bom senso”)
cessão (ato de ceder) seção (divisão) sessão (reunião)
cesta (recipiente) sesta (descanso) sexta (numeral)
círio (grande vela de cera) sírio (natural da Síria)
concerto (musical) conserto (reparo)
empoçar (formar poça) empossar (dar posse)
espectador (que presencia) expectador (que tem expectativa)
espiar (bisbilhotar) expiar (pagar por uma culpa)
espirar (respirar) expirar (acabar)

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estrato (camada, nível) extrato (que foi extraído)


incipiente (iniciante) insipiente (ignorante)
incerto (duvidoso) inserto (inserido, introduzido)
tenção (intenção, propósito) tensão (estado de rigidez)
paço (palácio) passo (passada)
remição (resgate) remissão (perdão)

OUTRAS PALAVRAS

- obcecado e obcecação (insistência em determinada ideia)

- obsessivo e obsessão (compulsão)

Emprego de “E” e “I”

USA-SE O “E”

- Em ditongos nasais no fim da palavra: alemães, mãe(s), pães, põe,


cirurgiães, capitães, compõe, depõe, dispõe.

- No sufixo “ANTE” (que significa anterioridade): antessala,


anterreforma, antepasto, antevisão.

- Na conjugação dos verbos terminados em “OAR” e “UAR”:


abençoe (abençoar), magoe (magoar), perdoe (perdoar), atue (atuar),
continue (continuar), efetue (efetuar).

- Nos verbos irregulares “MEDIAR”, “ANSIAR”, REMEDIAR”,


“INCENDIAR”, “INTERMEDIAR” e “ODIAR” (emprega-se a letra
“E” nas pessoas “eu”, “tu”, “ele” e “eles”): eu odeio, tu odeias, ele
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odeia, nós odiamos, vós odiais, eles odeiam; eu intermedeio, tu


intermedeias, ele intermedeia, nós intermediamos, vós intermediais, eles
intermedeiam.

- Outras Palavras: acarear, apear, beneficência, cedilha, corpóreo,


creolina, desenfreado, destilar, embutir, empecilho, penico, periquito,
umedecer, veado.

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USA-SE O “I”

- No sufixo “ANTI” (que significa oposição): antídoto, antimoral,


anti-horário, antipatia.

- Na conjugação (presente do indicativo) dos verbos terminados


em “AIR”, “OER” e “UIR”: ele cai (cair), ele sai (sair), ele dói (doer),
ele rói (roer), ele mói (moer), ele influi (influir), ele intui (intuir), ele
possui (possuir), ele atribui (atribuir).

- Na conjugação dos verbos terminados em “IAR” (exceto os


irregulares vistos no item do uso do “E”): variar (eu vario, tu varias,
ele varia, nós variamos, vós variais, eles variam); estagiar (eu estagio, tu
estagias, ele estagia, nós estagiamos, vós estagiais, eles estagiam),
assobiar (eu assobio, tu assobias, ele assobia, nós assobiamos, vós
assobiais, eles assobiam).

- Nos verbos terminados em “EAR” (emprega-se a letra “I” na


conjugação somente nas pessoas “eu”, “tu”, “ele” e “eles”): eu
passeio, tu passeias, ele passeia, nós passeamos, vós passeais, eles
passeiam; eu penteio, tu penteias, ele penteia, nós penteamos, vós
penteais, eles penteiam.

- Outras Palavras: ansiar, calidoscópio, corrimão, digladiar,


discricionário, disparate, displicente, idiossincrasia, infestar, lampião,
meritíssimo, miscigenação, privilégio.

OBSERVAÇÕES

- Escreve-se “parêntese”, se no singular, e “parêntesis” ou


“parênteses”, se no plural.

- A forma correta é “disenteria”, e não desinteria.


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ATENÇÃO para os seguintes


parônimos (palavras com
pronúncia e/ou grafia parecidas,
porém com significados
diferentes):

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área (superfície) ária (melodia)


arrear (por arreios) arriar (abaixar)
deferir (conceder) diferir (adiar ou ser diferente)
delatar e delação (denúncia) dilatar e dilação (adiamento)
descrição (ato de descrever) discrição (de discreto)
descriminação (absolvição) discriminação (separação)
despensa (setor de mantimentos) dispensa (desobrigação)
destorcer (endireitar) distorcer (desvirtuar o sentido)
destratar (insultar) distratar (de distrato ou rescição)
emergir (vir à tona) imergir (mergulhar)
eminente (ilustre) iminente (prestes a ocorrer)
emigrar (sair do país de origem) imigrar (entrar em país)
emitir e emissão (colocar em
imitir e imissão (pôr para dentro)
circulação)
peão (pedestre) pião (brinquedo)
penico (vaso para urinar) pinico (ponta aguda, bico)
prover (fornecer) provir (vir de, originar-se)
recreação (diversão) recriação (criar novamente)

Emprego de “O” e “U”

ATENÇÃO para os seguintes


parônimos (palavras com
pronúncia e/ou grafia parecidas,
porém com significados
diferentes):
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coringa (pequena embarcação ou


curinga (carta de baralho)
pessoa raquítica)
cumprimento (saudação ou
comprimento (extensão)
realização)
cotia (embarcação pequena) cutia (animal)
soar (emitir som) suar (transpirar)
sortir (abastecer) surtir (resultar)
sortido (variado) surtido (que resultou)

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Emprego de “H”

USA-SE O “H” SEM ALTERAÇÃO FONÉTICA

- No início dos vocábulos: herói, hálito, haver, humano, hesitação,


habitar, haste, hipótese, hemisfério, hediondo, herbívoro (porém erva),
hífen, hipocrisia, homenagem, horror, horta, humor, húmus.

OBS: em “Bahia”, o “H” sem som aparece, excepcionalmente, no meio da


palavra por tradição, pois nos termos derivados já não se emprega o “H”
(ex: baiana).

- No final de interjeições: ah!, eh!, ih!, oh!, puh!

USA-SE O “H” COM ALTERAÇÃO FONÉTICA

- Nos dígrafos “CH”, “NH” e “LH”: chuva, chave, chuteira, inhame,


manha, manhã, ilha, filho, bolha, lhama.

Outros casos

Vimos, acima, os casos mais frequentes de equívocos que envolvem


emprego de letras, sobretudo quando correspondem a um mesmo
fonema.

Não fique frustrado se, apesar de haver absorvido todos os ensinamentos


de hoje, você ainda errar a grafia de alguma palavra. Ortografia aprende-
se aos poucos e é impossível esgotar todo o vocabulário da língua, mesmo
ao longo de toda uma vida, quanto mais ao longo de uma aula apenas!

O ideal é que você, além de estudar bastante, esteja sempre em contato


com a leitura de livros, jornais e revistas, bem como consulte o dicionário
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sempre que não souber o significado das palavras. Aos poucos, você
notará que seu vocabulário irá aumentar, de modo que logrará acertar
cada vez mais questões de Ortografia.

Para lhe ajudar nesse caminho, iremos analisar outros vocábulos, listados
abaixo, e atentar para o quadro de parônimos que se segue.

OUTROS VOCÁBULOS: aerossol (e não aerosol), cabeleireiro (pois vem


de cabeleira), concessão, contemporaneidade, discussão (e não
discursão), discurso, estupro, fugaz (e não fulgás), incesto, isenção,
intitular, meteorologia, ojeriza, repercussão e repercutir (e não
repercursão, nem repercurtir), subsídio, supérfluo, superstição.

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OUTROS PARÔNIMOS

aferir (conferir pesos ou medidas) auferir (colher, obter)


augurar (fazer prognósticos) agourar (prever, pressagiar)
derrocar (pôr abaixo) derrogar (abolir ou alterar lei)
desapercebido (despreparado) despercebido (não percebido)
dissensão (divergência) descensão (descida)
estância (estação, lugar de férias) instância (cada juízo hierárquico)
exitar (ter bom êxito) hesitar (titubear, ficar em dúvida)
flagrante (de flagra) fragrante (de fragrância)
infringir (violar) infligir (aplicar, cominar)
mandado (ordem ou despacho) mandato (poder autorizado)
obcecação e obcecado obsessão e obssessivo
proscrever (banir, expulsar) prescrever (aconselhar, ordenar)
subtender (estender por baixo) subentender (inferir)
sustar (conter, interromper) suster (sustentar)
vultoso (volumoso) vultuoso (semblante carregado)

Responder a muitas questões de Ortografia também é essencial para


quem tem dificuldade na escrita dos vocábulos, pois as bancas costumam
cobrar justamente aquelas palavras difíceis, com alto índice de equívocos.

Vamos, agora, resolver a questão. Veja que todas as palavras de


todos os itens propostos estão corretas.

I expansão – ascensão – pretensão


II discurso – sensível – consensual
III agressivo – submisso – excessivo
IV catequese – metamorfose – maisena
V absorção – execução – isenção
VI abstenção – detenção – retenção

Dessa forma, a resposta é a alternativa “A”.


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GABARITO: A

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Questão 10 – (CESPE) Auditor Federal de Controle Externo -


TCU/2013

(Adaptada)

Julgue a afirmativa a seguir como CERTA ou ERRADA.

Os vocábulos “assistência”, “potável” e “elétrica” são acentuados de


acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentários

“Assistência” é acentuada, porque se trata de palavra paroxítona


terminada em ditongo oral.

“Potável”, por sua vez, é uma paroxítona terminada em “L” (a regra


manda acentuar as paroxítonas terminadas em “L”, “N(s)”, “R”, “X” e
“PS”).

“Elétrica”, por fim, é acentuada, porque é proparoxítona. Como


sabemos, todas as proparoxítonas recebem o acento gráfico.

A afirmativa da questão é, portanto, ERRADA, pois cada vocábulo


submete-se a uma regra distinta de acentuação.

GABARITO: ERRADO

Questão 11 – (CESPE) Analista Judiciário – TRT-10ª Região/2004

O IBAMA está conversando com a comunidade, a colônia de pesca, a rede


hoteleira, as empresas locais, as ONGs e os órgãos públicos estaduais
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sobre a criação do Parque Nacional Marinho da Ilha dos Franceses em


Piúma, sul do estado. A realização de uma oficina de planejamento e
consulta pública atende a uma reivindicação da comunidade local para que
o IBAMA dê encaminhamento ao processo de criação — que começou no
final de 2002 — de uma área de conservação na região, onde se localiza
um conjunto de quatro ilhas. Os argumentos que justificam a criação do
Parque dizem respeito à importância das ilhas para a reprodução e
manutenção dos peixes na região, à proteção de mata atlântica insular, à
restrição e ao controle da retirada de minerais. Para os pescadores, essa
iniciativa contempla a necessidade de garantir a sobrevivência das
famílias que atuam na pesca artesanal e que não ameaçam o ecossistema
local.

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Internet: (com adaptações).

Em relação às estruturas do texto, julgue o item a seguir.

Para obedecer às regras ortográficas, seria necessário


grafar reinvidicação no lugar de “reivindicação” (sublinhado no texto).

Comentários

A correta grafia da palavra apresentada é “reivindicação”. Assim, se


trocarmos, erraremos o item.

Dessa maneira, a afirmação do enunciado está errada.

GABARITO: ERRADO

Questão 12 – (CESPE) Analista Gestão e Análise Processual –


BACEN/2013

(Adaptada)

O emprego do acento gráfico na palavra “arqueológica” e na


palavra “áspera” justifica-se com base na mesma regra de
acentuação.

Comentários

Esta é uma típica questão de Acentuação Gráfica do CESPE. É muito


comum essa banca apresentar, no enunciado da questão, algumas
palavras acentuadas, para que o candidato verifique se todas se acentuam
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de acordo com a mesma regra.

Para a resolução de qualquer questão de Acentuação Gráfica, é


fundamental que, inicialmente, você comece pela correta divisão silábica
das palavras. A divisão das palavras em sílabas facilitará a identificação
da sílaba tônica: sílaba mais forte do vocábulo, na qual recai o
acento tônico. O acento tônico é concretizado na pronúncia e não
necessariamente está expresso na grafia. Por sua vez, o acento
gráfico é a grafia do acento na sílaba tônica, com o objetivo de
promover a correta pronúncia das palavras.

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Na nossa língua, a sílaba tônica só recai na última, na penúltima ou


na antepenúltima sílaba da palavra. De acordo com essa incidência,
podem-se classificar os vocábulos em:

Oxítonos: a sílaba tônica recai na última sílaba da palavra (papel,


paletó, comer, desdém).

Paroxítonos: a sílaba tônica recai na penúltima sílaba da palavra


(parede, cinema, acordo, paranoia).

Proparoxítonos: a sílaba tônica recai na antepenúltima sílaba da palavra


(lâmpada, êxodo, típico, páprica).

De volta à questão, vamos analisar as regras de acentuação das palavras


“arqueológica” e “áspera”. Por meio da divisão silábica dos vocábulos (“ar-
que-o-ló-gi-ca” e “ás-pe-ra”), notamos que, em ambas, a sílaba tônica
recai na antepenúltima sílaba da palavra, ou seja, os dois vocábulos são
proparoxítonos.

As proparoxítonas são menos comuns em nosso vocabulário e


todas são acentuadas.

GABARITO: CERTO

Questão 13 – (CESPE) Analista Técnico – MJ/2013

A Constituição Federal de 1988 prevê que o cidadão que comprovar


insuficiência de recursos tem direito a assistência jurídica integral e
gratuita. Em outras palavras, o brasileiro ou o estrangeiro que não
tiverem condições de pagar honorários de um advogado e os custos de
um processo têm à disposição a ajuda do Estado brasileiro, por meio da
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defensoria pública.

Podem ter acesso ao serviço pessoas com renda familiar inferior ao limite
de isenção do imposto de renda. No entanto, se esse patamar for
ultrapassado, o indivíduo deve comprovar que tem gastos extraordinários,
como despesas com medicamentos e alimentação especial.

A assistência gratuita inclui orientação e defesa jurídica, divulgação de


informações sobre direitos e deveres, prevenção da violência e patrocínio
de causas perante o Poder Judiciário — desde o juiz de primeiro grau até
as instâncias superiores, inclusive o Supremo Tribunal Federal (STF). Com
a assistência jurídica gratuita, o indivíduo conhece um pouco mais sobre
seus direitos e deveres e tem acesso à justiça para exercer sua cidadania.
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Internet: (com adaptações).

Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas do


texto.

A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (em negrito no


texto) não prejudicaria a correção gramatical do período, uma vez que o
verbo pode apresentar concordância com a ideia singular de “brasileiro”
(sublinhado no texto) ou de “estrangeiro” (sublinhado no texto) ou com a
ideia plural de “o brasileiro ou o estrangeiro” (sublinhado no texto).

Comentários

Observe que se acentuam as formas verbais “TÊM” e “VÊM” (3ª


pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR”),
para diferenciar das formas verbais “TEM” e “VEM” (3ª pessoa do
singular do presente do indicativo). Ex: João tem medo da violência
urbana, mas seus irmãos não têm.

OBS: os derivados de “TER” e “VIR” (ex: conter, provir, intervir, convir,


ater) recebem acento agudo na 3ª pessoa do singular do presente do
indicativo (ex: contém, provém, intervém, convém, atém) e acento
circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo (ex:
contêm, provêm, intervêm, convêm, atêm).

Para responder a esta questão, temos que verificar que a ideia transmitida
pelo texto é que tanto o brasileiro quanto o estrangeiro têm à disposição
a ajuda do Estado brasileiro. O texto não passa uma noção de exclusão,
perceba que a conjunção “ou” pode dar a ideia de soma ou de exclusão.
Aqui, a ideia é de soma, ou seja, se trocarmos por “tem”, o texto fica
gramaticalmente incorreto.
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Dessa forma, o item está errado.

GABARITO: ERRADO

Questão 14 – (CESPE) Auxiliar de Administração – FUB/2013

Julgue o fragmento de texto apresentado no seguinte item com


relação à grafia das palavras.

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Se há de fato desinteresse dos estudantes em aprender, isso pode ser


reflexo da verdadera cultura da banalidade que impera no país nas mais
variadas áreas.

Comentários

Aparentemente, trata-se de mais uma questão de Ortografia, a qual


exige do aluno que verifique se todas as palavras estão corretas, do ponto
de vista da grafia.

Algumas dúvidas podem surgir nas palavras a seguir, mas adianto que
estão todas grafadas corretamente: desinteresse, impera, mais (grafado
com “i” por ser usado para transmitir uma noção de maior quantidade),
país, áreas (sentido de “regiões”).

É importante você se atentar para o fato de que, nem sempre, haverá


regra ortográfica para cada caso específico. A grafia correta das
palavras, por vezes, ocorre de maneira arbitrária, o que exige
aperfeiçoamento do seu vocabulário por meio da constante prática da
leitura.

Além dos conhecimentos ortográficos, esta questão exige a ATENÇÃO do


aluno e, por esse motivo, coloquei-a aqui. Muitas vezes, as bancas testam
se o aluno está atento na hora da prova, por meio do uso das temidas
“pegadinhas”. Nesse momento, dominar o conteúdo é tão importante
quanto estar focado.

Assim, pode ter passado despercebida a grafia do vocábulo “verdadera”,


grafado sem o “i”. O correto seria “verdadeira”. Item incorreto.

GABARITO: ERRADO
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Questão 15 – (CESPE) Nível Superior – TJ-AL/2012

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Verifica-se a ocorrência de dígrafos nos vocábulos “pressupõe” e


“ortodoxo”.

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Comentários

Você sabe o que é um dígrafo?

O dígrafo é um fenômeno gramatical e fonético que acontece quando


duas letras estão juntas em uma mesma palavra e formam um único
fonema (som).

São divididos em:

Dígrafos Vocálicos

O encontro de duas letras que formam um som vocálico apenas.

Exemplos:

am: amparar, campo, pampa

an: antigo, sangue, antes

em: lembrar, sempre, empatar

en: encontrar, tento, vento

im: importar, limpo, símbolo

in: indicar, tingir, lindo

om: ombro, rombo, pompa

on: ontem, tonto, onda

um: umbigo, bumbo, algum


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un: fundo, tonto, mundo

Dígrafos Consonantais

O encontro de duas letras que formam apenas um som consonantal.

Exemplos:

qu e gu (seguidos de e ou i): aquilo, guerra, águia, questão

sc: descer, nascer

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sç: nasço, cresça

xc: exceção, excesso

xs: exsudar, exsuar

lh: alho, milho

nh: ninho, sonho, venho, banho

ch: chuva, China

rr: carro, barro, birra

ss: assistir, assunto

Dessa maneira, verifica-se a ocorrência de dígrafo apenas no


vocábulo “pressupõe”.

O item, então, está errado.

GABARITO: ERRADO

Questão 16 – (CESPE) Nível Superior – Correios/2011

Julgue o item a seguir.

As palavras “ônibus” e “invioláveis” são acentuadas de acordo com a


mesma regra de acentuação gráfica.

Comentários
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Vamos ver as regras de acentuação relativas às palavras


apresentadas no enunciado?

Sabemos que as proparoxítonas são aquelas palavras que possuem a


antepenúltima sílaba tônica. É o caso da palavra “ônibus”.

Em relação às paroxítonas, temos uma REGRA ÚNICA de


acentuação: acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.

Ex: âmago, Atlântico, ávido, bêbado, bípede, cálice, crônica, dívida,


lâmpada, lúcido, música, mágico, mímica, náufrago, pânico, relâmpago,
sílaba, último, zoológico.

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Por sua vez, a palavra “invioláveis” é paroxítona, terminada em ditongo


oral. Observe que se acentuam os paroxítonos terminados em
“DITONGO ORAL” E SEUS PLURAIS.

Assim, as regras são diferentes para as palavras do enunciado.


Verificamos que o item está errado.

GABARITO: ERRADO

Questão 17 – (CESPE) Perito Papiloscópico – PC-ES/2011

Julgue o item subsequente.

Os vocábulos “espécies”, “difíceis” e “históricas” são acentuados de acordo


com a mesma regra de acentuação gráfica.

Comentários

Vamos ver as regras de acentuação relativas às palavras


apresentadas no enunciado?

Sabemos que as proparoxítonas são aquelas palavras que possuem a


antepenúltima sílaba tônica. É o caso da palavra “históricas”.

Em relação às paroxítonas, temos uma REGRA ÚNICA de


acentuação: acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.

Ex: âmago, Atlântico, ávido, bêbado, bípede, cálice, crônica, dívida,


lâmpada, lúcido, música, mágico, mímica, náufrago, pânico, relâmpago,
sílaba, último, zoológico.

Por sua vez, as palavras “espécies” e “difíceis” são palavras paroxítonas,


62456350391

terminadas em ditongo oral. Observe que se acentuam os


paroxítonos terminados em “DITONGO ORAL” E SEUS PLURAIS.

Assim, as regras são diferentes para as palavras do enunciado.


Verificamos que o item está errado.

GABARITO: ERRADO

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Questão 18 – (CESPE) Nível Superior – CAIXA/2014

(Adaptada)

Julgue o próximo item.

O emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo” e


“imóveis” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.

Comentários

Esta questão cobra do aluno o conhecimento sobre as regras de


acentuação.

As proparoxítonas são aquelas palavras que possuem a antepenúltima


sílaba tônica. Assim, a regra é a acentuação de todas as palavras
proparoxítonas.

Nesta questão, temos duas palavras proparoxítonas. Como a regra para


elas é única, percebemos que o emprego do acento gráfico nas palavras
“metálica” e “acúmulo” atende à mesma regra de acentuação gráfica.

Por sua vez, a palavra “imóveis” é uma palavra paroxítona, terminada em


ditongo oral. Observe que se acentuam os paroxítonos terminados
em “DITONGO ORAL” E SEUS PLURAIS.

Desse modo, a afirmação a ser julgada está errada.

GABARITO: ERRADO

Questão 19 – (CESPE) Analista em Geociências – CPRM/2013


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(Adaptada)

Julgue o item subsequente.

A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas


vogais i e u nas palavras “construída” e “conteúdos”.

Comentários

Esta questão cobra do aluno o conhecimento sobre as regras de


acentuação.

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O termo hiato designa os casos em que, apesar de haver um aparente


encontro de vogais na palavra, essas vogais não estão na mesma sílaba e,
portanto, não formam um ditongo.

Com base nessa distinção, temos a regra de acentuação dos hiatos, que
valerá para todas as três classes de palavras (oxítonas, paroxítonas e
proparoxítonas).

REGRA ÚNICA: acentuam-se a vogal “I” ou a vogal “U” do hiato,


desde que essa vogal:

a) seja a segunda vogal do hiato;

b) esteja sozinha na sílaba (ou acompanhada de “S”);

c) forme sílaba tônica;

d) não seja precedida de vogal idêntica;

e) não seja seguida de “NH”.

Nesta questão, temos duas palavras que contêm hiato. Como a regra para
elas é única, percebemos que o emprego do acento gráfico nas palavras
“construída” e “conteúdos” atende à mesma regra de acentuação gráfica.

Desse modo, o item está certo.

GABARITO: CERTO

Questão 20 – (CESPE) Oficial da Polícia Militar – PM-CE/2014


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(Adaptada)

Julgue o item a seguir.

O emprego do acento gráfico na palavra “atrás” justifica-se com base na


mesma regra que justifica o emprego do acento gráfico em “fiéis”.

Comentários

Esta questão cobra do aluno o conhecimento sobre as regras de


acentuação.

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A regra que justifica o emprego do acento gráfico em “fiéis” é a seguinte:

Acentuam-se os oxítonos terminados nos ditongos “EI(s)”,


“OI(s)” e “EU(s)” (se abertos).

Ex: anéis, bacharéis, coronéis, papéis, caubói(s), herói(s), dodói(s),


chapéu(s), Ilhéus, troféu(s).

Por sua vez, a palavra “atrás” é acentuada com base na regra a seguir:

Acentuam-se os oxítonos terminados em “A(s)”, “E(s)”, “O(s)”,


“EM” e “ENS”.

Ex: Amapá, abará(s), alvará(s), cajá(s), Pará, vatapá(s), amém, até,


café(s), cipó(s), jiló(s), paletó(s), alguém, armazém, armazéns, Belém,
desdém, ninguém, parabéns, também.

Apesar de as duas palavras serem oxítonas, as regras são


diferentes. Desse modo, o item está errado.

GABARITO: ERRADO

Questão 21 – (CESPE) Nível Superior – ICMBio/2014

(Adaptada)

Julgue o item seguinte.

A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos


“homogênea”, “médio” e “bromélias”.

Comentários 62456350391

Novamente, temos uma questão que cobra o conhecimento das


regras de acentuação.

Vamos analisar os vocábulos apresentados no item do enunciado para


resolver esta questão.

As palavras “homogênea”, “médio” e “bromélias” são paroxítonas,


terminadas em ditongo oral. Sabemos que se acentuam os
paroxítonos terminados em “DITONGO ORAL” E SEUS PLURAIS.

Desse modo, a afirmação a ser julgada está correta.

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GABARITO: CERTO

Questão 22 – (CESPE) Agente de Polícia Federal – PF/2014

(Adaptada)

Julgue o item seguinte.

Os termos “série” e “história” acentuam-se em conformidade com a


mesma regra ortográfica.

Comentários

Temos uma questão que cobra o conhecimento das regras de


acentuação.

Vamos analisar os vocábulos apresentados no item do enunciado para


resolver esta questão.

As palavras “série” e “história” são paroxítonas, terminadas em ditongo


oral. Sabemos que se acentuam os paroxítonos terminados em
“DITONGO ORAL”.

Desse modo, o item está correto.

GABARITO: CERTO

Questão 23 – (CESPE) Nível Superior – EBC/2011

(Adaptada)
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O monstro

Os seguidores de Ned Ludd, chamados luditas, trabalhadores da indústria


têxtil inglesa, se revoltaram contra a invenção de teares automatizados,
que ameaçavam seus empregos, no começo do século XIX, e pregaram a
destruição de todas as máquinas que substituíssem o trabalho humano. A
história social e econômica dos Estados Unidos da América se divide em
antes e depois da massificação, pela Ford, da produção dos seus carros —
que empestavam o ambiente, além de assustar os cavalos, e, por isso,
foram duramente combatidos.

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Reações a novidades tecnológicas se repetem ao longo da história,


movidas pelo medo à obsolescência, como no caso dos luditas,
incompreensão ou apego ao passado. O capítulo mais recente e mais
curioso dessa briga é a decisão do governo inglês de restringir o uso, no
país, das redes sociais, que todo o mundo achava maravilhosas até
revelarem um potencial subversivo que ninguém previra. Enquanto twitter
e facebook animaram as revoltas contra os déspotas e por aberturas
democráticas nas ruas árabes, tudo bem. Eram as redes sociais, o produto
mais moderno da engenhosidade humana, usadas para modernizar
sociedades atrasadas. Mas descobriram que os quebra-quebras e queima-
queimas nas ruas inglesas estavam sendo, em grande parte, também
tramados na Internet. Epa — ou o equivalente em inglês — disseram os
ingleses. Aqui não.

Conservadores e trabalhistas se uniram para condenar a violência e o


vandalismo e negar qualquer outra motivação, além de banditismo nato,
para a rebelião. E todos, presumivelmente, concordaram com as medidas
do governo para evitar novos distúrbios, incluindo o controle das redes
sociais. Resta saber se o controle ainda é possível. O monstro talvez não
seja mais domável. Já acabou com qualquer pretensão a se manterem
segredos oficiais secretos, já invadiu a privacidade de meio mundo e já
sentiu o gosto do sucesso como instigador de revoltas — sem falar que
ninguém mais consegue viver sem ele.

Agora pode não haver mais o que fazer. Se tivessem parado na invenção
do trem...

Luís Fernando Veríssimo. Internet: (com adaptações)

De acordo com o texto acima, julgue o item abaixo.

Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial


62456350391

vigente, é correto afirmar que: o vocábulo “têxtil” (sublinhado no texto),


que segue o padrão de flexão do vocábulo pênsil, é acentuado também
na forma plural; “obsolescência” (sublinhado no texto) é vocábulo que
segue o padrão do vocábulo ciência, no que se refere ao emprego de
sinal de acentuação; a acentuação gráfica do vocábulo “déspotas”
(sublinhado no texto) também é empregada quando o vocábulo é grafado
na forma singular.

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Comentários

Para resolver esta questão sobre acentuação, temos que analisar todas as
afirmações colocadas no item a ser julgado. Assim, é muito importante
ter atenção, para que nenhum detalhe seja esquecido.

A palavra “têxtil” e a palavra “pênsil” são palavras paroxítonas. O plural


(padrão de flexão) de ambas segue a mesma regra: “têxteis” e “pênseis”.
A terminação átona “–il” passa a ser a terminação “–eis”. Não faça
confusão com a terminação tônica: “barril” – “barris”, em que o “–
l” passa a ser “–s”. Como sabemos, acentuam-se os paroxítonos
terminados em “L”, “N(s)”, “R”, “X” e “PS” e os paroxítonos
terminados em “DITONGO ORAL” E SEUS PLURAIS.

As palavras “obsolescência” e “ciência” são palavras paroxítonas. Observe


que se acentuam os paroxítonos terminados em “DITONGO ORAL”
E SEUS PLURAIS.

Tanto “déspota” quanto “déspotas” são palavras proparoxítonas. A regra


é a acentuação de todas as proparoxítonas.

Desse modo, o item está correto.

GABARITO: CERTO

Questão 24 – (CESPE) Nível Superior – FUB/2009

(Adaptada)

Julgue o item seguinte.

Para a palavra “quotidianas”, está também prevista, nos dicionários da


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língua portuguesa, a grafia cotidianas.

Comentários

Para resolver esta questão, o aluno deve ter conhecimento sobre


vocabulário. Isso é mais um exemplo de como é importante o
hábito da leitura.

Ambas as grafias estão corretas e são variações de um mesmo termo, que


significa “aquilo que se faz ou sucede todos os dias”.

Desse modo, o item está correto.

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GABARITO: CERTO

Questão 25 – (CESPE) Analista Legislativo – Câmara dos


Deputados/2012

Em 1819, o poeta John Keats, um expoente do movimento romântico,


escreveu: “a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que
precisas saber em vida; tudo o que precisas saber”. (Perdoem-me pela
tradução amadora.)

Aqui, podemos perguntar: qual a relação da matemática com a beleza?


Matemáticos e físicos atribuem beleza a teoremas e teorias, criando uma
estética da “verdade”. Os mais belos são aqueles que explicam muito com
pouco.

Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais


simples: dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence
a mais simples. Esse critério é conhecido como a lâmina de Ockham,
atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século XIV.

Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa


estética leva à existência de uma única verdade, o que parece guardar
relação com o monoteísmo judaico-cristão nas ciências. Melhor é defender
a matemática como nossa invenção. Criamos uma linguagem para
descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.

Marcelo Gleiser. Folha de S.Paulo (com adaptações)

Com base no texto acima, julgue o item que se segue.


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No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências” (sublinhado no


texto), o adjetivo é grafado na sua forma mais conhecida, embora
também estejam corretas as formas judaicocristão e judaico cristão.

Comentários

Para resolver esta questão, o aluno deve ter conhecimento sobre o


emprego do hífen. Como tivemos muitas mudanças recentemente,
é importante estudar o assunto.

Em compostos formados por dois adjetivos, dois verbos ou elementos


repetidos, usamos o hífen.

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Exemplos:

técnico-científico, luso-brasileiro; judaico-cristão; quebra-quebra, corre-


corre, reco-reco, blá-blá-blá, etc.

Portanto, está errado afirmar que a palavra judaico-cristão pode ser


grafada nas formas judaicocristão e judaico cristão.

Dessa maneira, o item está errado.

Vamos estudar mais um pouco sobre o hífen?

EMPREGO DO HÍFEN

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa alterou sobremaneira as


regras atinentes à hifenização. Aqui, faremos um apanhado geral da nova
situação.

Antes, no entanto, é preciso que você conheça alguns aspectos sobre a


formação das palavras.

Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras:

a) Derivação: em que uma palavra existente (um único radical) é


acrescida de sufixo ou prefixo para formar outra palavra (palavra
derivada). Ex: feliz e infeliz.

b) Composição: em que duas palavras existentes (dois radicais) unem-


se para formar outra palavra (palavra composta). A composição pode
ocorrer por:

- Justaposição: mantém-se a integridade fonética e gráfica dos


62456350391

vocábulos unidos. Ex: guarda-roupa (guarda + roupa), passatempo


(passa+tempo).

- Aglutinação: perde-se a integridade sonora de pelo menos um dos


vocábulos unidos. Ex: planalto (plano + alto).

As palavras derivadas e compostas podem ou não receber o emprego do


hífen. Abaixo, vamos esquematizar quando esse emprego ocorrerá.

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Emprego do hífen em palavras compostas

USA-SE O HÍFEN

A regra geral indica o emprego do hífen na maioria das palavras


formadas por composição.

Ex: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-


lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca,
decreto-lei, médico-cirurgião, tio-avô, afro-asiático, saca-rolha, conta-
gotas, tenente-coronel, beija-flor, marca-texto, ano-luz.

Outros exemplos em que também há o emprego do hífen:

- Nas palavras compostas formadas por termos iguais ou


semelhantes: reco-reco, tique-taque, cri-cri, pingue-pongue, pega-pega,
esconde-esconde.

- Nas palavras compostas em que há o emprego do apóstrofo


entre os elementos: gota-d'água, pé-d'água, copo-d’água, mãe-d’água,
estrela-d’alva, pau-d’alho, cobra-d’água.

- Nas palavras compostas que designam espécies botânicas e


zoológicas, mesmo com elemento de ligação: bem-te-vi, peixe-
espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-
da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-
campo, cravo-da-índia, couve-flor, bem-me-quer, formiga-branca.

EXCEÇÃO: nas situações em que os compostos que designam espécies


botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original, não
se usa o hífen. Ex: bico-de-papagaio (planta ornamental) e bico de
papagaio (deformação nas vértebras); olho-de-boi (peixe) e olho de boi
(selo postal).
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- Nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes


próprios de lugares): belo-horizontino, porto-alegrense, sul-africano,
afro-brasileiro, anglo-saxão, ibero-americano, euro-asiático, luso-
brasileiro, greco-romano, afro-cubano.

ATENÇÃO: o uso do hífen, no caso acima, ocorrerá somente se ambos os


elementos do composto indicarem etnias. Se assim não for, não se
emprega o hífen (ex: afrodescendente, anglomania, eurocêntrico,
francolatria, lusofonia; os segundos elementos, nesses exemplos, não
indicam etnia).

- Nos topônimos que contenham os adjetivos reduzidos “GRÃO” e

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“GRÔ: Grão-Pará; Grã-Bretanha.

NÃO SE USA O HÍFEN, POIS UNEM-SE OS VOCÁBULOS

- Nas palavras compostas em que se perdeu a noção de


composição. Isso porque, ao ler essas palavras, não se percebe mais o
significado de cada termo formador e nota-se apenas o sentido da nova
palavra formada.

Ex: paraquedas, mandachuva, madressilva, malmequer, passatempo,


pontapé, rodapé, sobremesa, vaivém, girassol, aguardente.

- Nas palavras compostas que apresentam elemento de ligação.

Ex: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana,


cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra,
bicho de sete cabeças, deus nos acuda, faz de conta.

EXCEÇÃO: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-


perfeito, pé-de-meia.

Emprego do hífen em palavras derivadas por prefixação

Algumas palavras são formadas pelo acréscimo de pequenos elementos


em um radical preexistente (os prefixos e sufixos). Quando esse
acréscimo dá-se antes do radical, temos a derivação por prefixação.

Observe, abaixo, uma lista com os principais prefixos utilizados na


formação de palavras em nossa língua:

- aero, agro, alvi, além, ante, anti, arqui, auto, aquém, circum, co, contra,
des, eletro, entre, ex, extra, foto, geo, hidro, hiper, in, infra, inter, intra,
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macro, maxi, mega, micro, mini, moto, multi, nano, neo, pan, pluri, poli,
pós, pré, pró, proto, pseudo, re, recém, retro, sem, semi, sob, sobre,
sócio, sub, super, supra, tele, tri, ultra, vaso, vice, video.

Aqui, aprenderemos os casos em que se emprega o hífen e aqueles em


que não se emprega o hífen, em palavras derivadas por prefixação.

USA-SE O HÍFEN

- Nos prefixos “ALÉM”, “AQUÉM”, “EX”, “RECÉM”, “SEM” e “VICE”,


sempre!

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Ex: além-mar, aquém-mar, ex-diretor, ex-prefeito, recém-nascido, recém-


casado sem-terra, vice-campeão.

- Nos prefixos “PÓS”, “PRÉ” e “PRÓ”, caso sejam tônicos e


conservem autonomia vocabular.

Ex: pós-graduação, pós-estruturalismo, pós-guerra, pós-modernos, pós-


parto, pós-socrático, pós-tônico, pré-escola, pré-estreia, pré-vestibular,
pré-natal, pré-datado, pré-história, pró-americano, pró-análise, pró-
europeu.

ATENÇÃO: em alguns vocábulos, o prefixo (átono) incorporou-se ao


elemento seguinte: predeterminado, pressupor, propor, pospor,
promover, prever.

- Na junção de qualquer prefixo + segundo elemento iniciado com


“H”.

Ex: anti-herói, anti-higiênico, auto-hipnose, pré-história, semi-hospitalar,


extra-humano, arqui-hipérbole, mini-hotel, poli-hidratação, sub-hepático,
geo-história, super-homem, pan-helenismo.

EXCEÇÃO: a regra não se aplica aos prefixos “RE”, “CO”, “DES” e “IN”,
pois o segundo elemento perde o “H” original e não se emprega o hífen.
Ex: reumanizar (re + humanizar), coabitar (co + habitar), coerdeiro (co +
herdeiro), desonra (des + honra), desumano (des + humano), inumano
(in + humano), inábil (in + hábil).

- Na junção dos prefixos “CIRCUM” e “PAN” + segundo elemento


iniciado por “M”, “N” ou VOGAL.

Ex: circum-escolar, circum-murado, circum-navegação, pan-africano, pan-


americano, pan-negritude, pan-mágico.
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OBS: é claro que a regra anterior (do “H”) também vale para esses
prefixos (pan-helenismo).

- Na junção dos prefixos terminados em R (“HIPER”, “SUPER”,


“INTER”) + segundo elemento também iniciado por “R” .

Ex: hiper-reativo, hiper-requintado, hiper-rugoso, super-revista, super-


realismo, super-resistente, inter-relacionado, inter-requintado, inter-
regional, inter-renal.

OBS: é claro que a regra anterior (do “H”) também vale para esses
prefixos (inter-hemisfério, super-homem).

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- Na junção dos prefixos “SOB” e “SUB” + segundo elemento


iniciado por “R” e “B”.

Ex: sob-roda, sub-base, sub-bibliotecário, sub-bosque, sub-rogar, sub-


rotina.

OBS: é claro que a regra anterior (do “H”) também vale para esses
prefixos (sub-humano).

- Na junção de prefixo + segundo elemento iniciado por vogal


idêntica à letra final do prefixo.

Ex: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflamatório, anti-inflacionário,


auto-observação, auto-ônibus, arqui-inimigo, arqui-irmandade, contra-
almirante, micro-ondas, micro-ônibus, micro-organismo, semi-interno,
infra-axilar, supra-auricular, eletro-ótica.

EXCEÇÃO: a regra não se aplica para os prefixos “RE” e “CO” (coordenar,


cooperar, reeditar, reeleição, reencarnação, reenvio, reemissão,
reempossar, reencontro, reestabelecer).

NÃO SE USA O HÍFEN

- Na junção de prefixo terminado em vogal + segundo elemento


iniciado por consoante.

Ex: antivírus (anti + vírus), autocontrole, extracorpóreo, hipoderme,


microcirurgia, neoliberal, semicírculo, supracitado, semimetal.

OBS: no caso do segundo elemento iniciar-se por “R” ou “S”, a fim de


manter a pronúncia do termo após a ligação, duplicam-se essas
consoantes. Ex: antirrugas (anti + rugas), antissocial, autorretrato,
biorritmo, contrarrazões, contrarregra, contrassenso, infrassom,
microssistema, minissaia, minissérie, neorrealismo, neossimbolismo,
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suprassumo, ultrassom.

- Na junção de prefixo terminado em vogal + segundo elemento


iniciado por vogal diversa.

Ex: anteontem (ante + ontem), antiaéreo, autoajuda, autoescola,


autoaprendizado, autoestima, coautor, contraexemplo, hidroelétrica,
contraindicado, extraescolar, infraestrutura, intrauterino, plurianual,
semianalfabeto, semiárido.

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Outros casos

USA-SE O HÍFEN

- Sempre que se acrescerem os sufixos “AÇU”, “GUAÇU” e


“MIRIM”. Ex: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

- Nos encadeamentos vocabulares (em que se acumulam palavras


sem, no entanto, formar-se outro vocábulo). Ex: Ponte Rio-Niterói,
linha Norte-Sul, percurso Lisboa-Coimbra-Porto.

- Na junção dos advérbios “BEM” ou “MAL” + segundo elemento


iniciado por vogal ou “H”. Ex: bem-aventurado, bem-amado, bem-
estar, bem-humorado, mal-afortunado, mal-assombrado, mal-educado,
mal-estar, mal-intencionado, mal-humorado.

OBS: só se empregará o hífen, na situação acima, caso a junção dos


elementos forme um vocábulo com sentido independente, pois, do
contrário, os elementos ficarão separados e sem o hífen (ex: Maria é
muito bem relacionada).

- Advérbio “MAL” nos demais casos (segundo elemento iniciado


por consoante diferente de “H”): não se usará o hífen (malcozido,
malcriado, malmequer).

- Advérbio “BEM” nos demais casos (segundo elemento iniciado


por consoante diferente de “H”): aqui, não há regra lógica. O “BEM”
tanto pode aparecer aglutinado com o segundo elemento (benfazejo,
benfeito, benfeitor, benquerença, benquisto) quanto pode aparecer com o
62456350391

hífen (bem-criado, bem-nascido, bem-visto, bem-me-quer). Como o


emprego é aleatório, acho pouco provável que esses casos sejam
cobrados em provas.

NÃO SE USA O HÍFEN

Após o Novo Acordo Ortográfico, não se usa mais o hífen nas expressões
“À TOA” e “DIA A DIA”.

“MEIO AMBIENTE” também não recebe o hífen!

GABARITO: ERRADO

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Questão 26 – (CESPE) Nível Superior – PRF/2012

A Constituição Federal de 1988, com fundamento na prerrogativa do


Estado de prover a segurança pública e fazer cumprir a lei, exercida para
a manutenção da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do
patrimônio, estabelece, em seu art. 144, cinco instituições policiais como
responsáveis pela execução da lei: polícia federal, polícia rodoviária
federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e polícias militares e
corpos de bombeiros militares. Dessas, as três primeiras são organizadas
e mantidas pela União e as duas últimas são subordinadas aos governos
estaduais e distrital. Assim, quando infrações penais afetam bens,
serviços e interesses da União, as forças policiais federais realizam as
funções que lhes são delegadas pela Constituição Federal de 1988. Nos
demais casos, as forças policiais estaduais e distrital empreendem essas
atividades, no âmbito de sua competência.

Internet: Acesso em 8/11/2012 (com adaptações).

No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto


acima, julgue o item subsecutivo.

A forma verbal “empreendem” (sublinhada no texto) poderia corretamente


ser substituída por emprendem, visto que ambas as formas são abonadas
na língua portuguesa como sinônimas.

Comentários

Para resolver esta questão, o candidato deve ter conhecimentos sobre o


vocabulário da Língua Portuguesa.

Não podemos substituir uma palavra pela outra, pois o termo


“emprender” não existe, conforme o Vocabulário Ortográfico da Língua
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Portuguesa (VOLP).

Assim, a afirmação está errada.

GABARITO: ERRADO

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Questão 27 – (CESPE) Analista Judiciário – CNJ/2013

(Adaptada)

Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima,


julgue o item que se segue.

A mesma regra de acentuação gráfica justifica o emprego de acento


gráfico nas palavras “construída” e “possíveis”.

Comentários

Temos uma questão que cobra o conhecimento das regras de


acentuação.

Vamos analisar os vocábulos apresentados no item do enunciado para


resolver esta questão.

As palavras “construída” e “possíveis” são paroxítonas, mas as regras que


justificam sua acentuação são diferentes. Vejamos a seguir.

Sabemos que se acentuam os paroxítonos terminados em


“DITONGO ORAL” e seus plurais. Essa é a regra usada para a
acentuação de “possíveis”

Por sua vez, a palavra “construída” é acentuada com base na regra de


acentuação dos hiatos, que vale para todas as três classes de palavras
(oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas).

REGRA ÚNICA: acentuam-se a vogal “I” ou a vogal “U” do hiato,


desde que essa vogal:

a) seja a segunda vogal do hiato;


62456350391

b) esteja sozinha na sílaba (ou acompanhada de “S”);

c) forme sílaba tônica;

d) não seja precedida de vogal idêntica;

e) não seja seguida de “NH”.

Desse modo, o item está errado.

GABARITO: ERRADO

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Questão 28 – (CESPE) Analista Judiciário – TRT-1ª


Região(RJ)/2008

Com referência à ortografia oficial e às regras de acentuação de


palavras, assinale a opção incorreta.

a) Os vocábulos lágrima e Gênesis seguem a mesma regra de


acentuação.

b) As palavras oásis e lápis são acentuadas pelo mesmo motivo.

c) A grafia correta do verbo correspondente a ressureição é ressucitar.

d) Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra


"z", o feminino de poeta é grafado com s.

e) O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do


verbo trazer; a forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale
a parte posterior).

Comentários

Para resolver esta questão, temos que analisar as alternativas e verificar a


que está incorreta. Vamos lá?

Alternativa A - Tanto “lágrima” quanto “Gênesis” são palavras


proparoxítonas. A regra é a acentuação de todas as proparoxítonas.
Alternativa correta.

Alternativa B - Tanto “oásis” quanto “lápis” são palavras paroxítonas


terminada em “is”. A regra é a acentuação de todas as paroxítonas
terminadas em “is”. Alternativa correta.

Alternativa C – O correto é “ressurreição” e “ressuscitar”. Alternativa


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errada.

Alternativa D – A afirmação está correta, pois substantivo feminino é


“poetisa”. Alternativa correta.

Alternativa E – A forma verbal “traz” corresponde à terceira pessoa do


singular do presente do indicativo do verbo “trazer” ou à segunda pessoa
do singular do imperativo. A forma “trás” é advérbio de lugar, que indica
uma posição posterior (atrás, após). Alternativa correta.

GABARITO: C

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Questão 29 – (CESPE) Redator – FUB/2009

O ano de 1964 representou para a Universidade de Brasília o maior


retrocesso que pôde existir na história do ensino superior no Brasil. No
meu entender, foi um verdadeiro aborto na história da ciência, pois aqui
se perdeu o que existia de melhor em conhecimento científico e intelectual
deste país. Digo isso porque presenciei os fatos daquela época.
Destruíram, aqui, o ninho dos homens-águias. Desapareceram os grandes
personagens, que foram a verdadeira história da UnB. Restaram apenas
mágoas e ressentimentos, medo e desconfiança, um sentimento de
desgosto e de tristeza no meio de toda aquela gente se evadindo ou
assistindo com pavor à violência e à desmoralização de seus colegas e
familiares sem que nada se pudesse fazer. Por isso afirmo e considero que
aqui a história ficou interrompida. Entre prisões e renúncias ao cargo, a
Universidade perdeu os melhores professores escolhidos pelo reitor Darcy
Ribeiro. Até aquela data, o que existia de melhor em matéria de ensino
estava na Universidade de Brasília.

Sebastião Varela. UnB 30 anos de história, pioneirismo, resistência, homens e fatos. In:
UnB 30 anos. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1992, p. 146-7 (com adaptações).

Com relação aos aspectos semânticos e gramaticais do texto,


julgue o item que se segue.

O acento gráfico em “pôde” (sublinhado no texto) obriga o leitor a situar a


oração em que tal forma verbal está inserida no tempo pretérito.

Comentários

Temos uma questão que cobra o conhecimento das regras de


acentuação – acento diferencial.
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Acentua-se a forma verbal “PÔDE” (3ª pessoa do singular do pretérito


perfeito do indicativo do verbo poder), para diferenciar da forma
verbal “PODE” (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo
poder).

Desse modo, o item está correto.

GABARITO: CERTO

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Questão 30 – (CESPE) Analista Administrativo – ANS/2013

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Os acentos gráficos empregados em “Agência” e em “Saúde” têm a


mesma justificativa.

Comentários

Temos uma questão que cobra o conhecimento das regras de


acentuação.

Vamos analisar os vocábulos apresentados no item do enunciado para


resolver esta questão.

As palavras “Agência” e “Saúde” são paroxítonas, mas as regras que


justificam sua acentuação são diferentes. Vejamos a seguir.

Sabemos que se acentuam os paroxítonos terminados em


“DITONGO ORAL” e seus plurais. Essa é a regra usada para a
acentuação de “agência”

Por sua vez, a palavra “saúde” é acentuada com base na regra de


acentuação dos hiatos, que vale para todas as três classes de palavras
(oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas).

REGRA ÚNICA: acentuam-se a vogal “I” ou a vogal “U” do hiato,


desde que essa vogal:

a) seja a segunda vogal do hiato;

b) esteja sozinha na sílaba (ou acompanhada de “S”);


62456350391

c) forme sílaba tônica;

d) não seja precedida de vogal idêntica;

e) não seja seguida de “NH”.

Desse modo, o item está errado.

GABARITO: ERRADO

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Questão 31 – (CESPE) Analista Judiciário – TRT 21ª Região/2010

Julgue o item.

O emprego de acento gráfico no vocábulo "barbárie" deve-se à mesma


regra que se observa no emprego de acento em "caleidoscópio".

Comentários

Sabemos que se acentuam os paroxítonos terminados em


“DITONGO ORAL” e seus plurais. Essa é a regra usada para a
acentuação de “barbárie” e de “caleidoscópio”.

Observe como o CESPE cobra essa regra de acentuação com bastante


frequência.

Dessa maneira, o item está correto.

GABARITO: CERTO

Questão 32 – (CESPE) Analista Judiciário – TRE-MA/2009

(Adaptada)

Promulgada em setembro de 2008, a nova Lei do Estágio ainda provoca


dúvidas entre empresários e estudantes. Fruto de um longo debate, seu
maior objetivo, segundo o ministro do trabalho, Carlos Lupi, era:
“Proporcionar a milhões de jovens estudantes brasileiros os instrumentos
que facilitem sua passagem do ambiente escolar para o mundo do
trabalho”. A lei reconhece o estágio como um “vínculo educativo-
profissionalizante, supervisionado e desenvolvido como parte do projeto
pedagógico e do itinerário formativo do educando”. Isso quer dizer, com
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todas as letras, que estágio não é emprego. É o ponto de partida para


qualquer discussão sobre o tema.

O Brasil não dispunha de uma lei que regulamentasse claramente os


direitos e deveres das empresas, das escolas e dos estagiários. O
presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) explica que,
até o ano passado, as regras eram balizadas por decretos, normas e
portarias, que começaram a entrar em vigor há 45 anos. Foi quando
nasceu o CIEE, responsável por realizar “a ponte entre o mundo do
trabalho e o mundo do saber”.

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Mantido por contribuições das empresas associadas, o CIEE lançou o Guia


Prático para Entender a Nova Lei do Estágio, com respostas a mais de 30
perguntas acerca das mudanças e normas mais importantes. Entre elas,
destacam-se a limitação da jornada diária para seis horas, a
obrigatoriedade de pagamento do auxílio-transporte, a concessão do
recesso obrigatório de 30 dias após um ano de estágio e o limite máximo
de dois anos de permanência em uma mesma empresa.

A nova lei não recebeu mais questionamentos quando foi apresentada em


setembro de 2008. Algumas poucas vozes se levantaram à época,
temendo que mais encargos às empresas inibissem a oferta de vagas.
Mas, em geral, foi saudada, principalmente pelos estudantes, cansados de
passar o dia em atividades banais pouco instrutivas ou de trabalharem
mais de oito horas diárias, sem décimo terceiro, INSS, FGTS, férias.

Celso Marcondes. Solução ou entrave? In: CartaCapital, 29/4/2009, p. 8-9 (com


adaptações).

Julgue o item como CERTO ou ERRADO.

Caso fosse eliminado o acento da palavra “dúvidas” (sublinhado no texto)


o texto ficaria incoerente, pois a forma resultante corresponderia a
palavra pertencente a outra classe gramatical.

Comentários

O item está correto, pois a palavra “duvidas” é a segunda pessoa do


singular do presente do indicativo do verbo “duvidar”.

Assim, a palavra “dúvidas” é um substantivo e a palavra “duvidar”


é um verbo.

GABARITO: CERTO
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Questão 33 – (CESPE) Analista do Seguro Social – INSS/2008

Em busca do tempo (livre) perdido

Tempo é sinônimo de dinheiro desde que a Revolução Industrial mudou


para sempre os meios de produção. O resultado acabou sendo, de certa
forma, nefasto para o trabalhador. Hoje se passam horas demais no
ambiente de trabalho e horas de menos com a família. Até as férias foram
minguando. “O excesso de trabalho é um fenômeno global. O mercado
global e a tecnologia de comunicação instantânea fizeram do trabalhador

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um escravo do relógio. E nós nos tornamos escravos dessa tecnologia. É


importante colocar limites, caso contrário, o trabalho dominará nossas
vidas”, diz Joe Robinson, autor do livro Trabalhar para Viver. Em todo o
mundo, uma série de organizações tem buscado colocar a redução e a
flexibilização do horário de trabalho e o aumento do período de férias na
pauta política de seus países. “Nos Estados Unidos, temos as menores
férias do mundo industrializado: 8,1 dias depois de um ano de trabalho e
10 dias depois de três anos”, acrescenta Robinson.

Galileu, out./2005 (com adaptações).

Considerando o desenvolvimento das ideias e as estruturas


linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

Dada a organização das estruturas linguísticas do texto, o verbo ter, em


"tem buscado" (sublinhado no texto), pode ser empregado também no
plural (têm), sem que a coerência nem a correção gramatical do texto
fiquem prejudicadas.

Comentários

Observe que se acentuam as formas verbais “TÊM” e “VÊM” (3ª


pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR”),
para diferenciar das formas verbais “TEM” e “VEM” (3ª pessoa do
singular do presente do indicativo). Ex: João tem medo da violência
urbana, mas seus irmãos não têm.

Nesta questão, o sujeito da oração apresentada é “uma série de


organizações”. Nesse caso, podemos concordar o verbo “ter” com “série”
ou com “organizações”. Portanto, o item está correto.

GABARITO: CERTO 62456350391

Questão 34 – (CESPE) Professor – SEDU-ES/2007

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Na palavra “prova”, há um dígrafo.

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Comentários

Pelo que já vimos em outra questão, percebemos que não há dígrafo na


palavra “prova”.

O item está errado.

GABARITO: ERRADO

Questão 35 – (CESPE) Professor – SEDU-ES/2008

Cuitelinho

Cheguei na bera do porto


Onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta
Senta na bera da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão da rosa caia, ai, ai

Quando eu vim da minha terra,


Despedi da parentáia.
(...)
A tua saudade corta
Como aço de naváia.
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os oio se enche d’água
Que até a vista se atrapáia.

Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó. Internet: <www.mpbnet.com.br>


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A partir das estruturas e idéias do texto acima, julgue o seguinte


item.

A grafia de “bera” (sublinhada no texto) reproduz uma tendência da fala


brasileira em reduzir ditongos.

Comentários

Observe que a palavra “bera” está no lugar da palavra “beira”, que


significa “margem, borda”.

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Note também a presença do ditongo “ei”, que foi reduzido para “e”.

Entretanto, temos que ter cuidado, pois isso faz parte da linguagem
falada, e não da linguagem escrita de acordo com as normas da
gramática.

Assim, o item está certo.

GABARITO: CERTO

Questão 36 – (CESPE) Advogado – CBM-DF/2006

(Adaptada)

Julgue o item que se segue.

Os termos “competência”, “círculo”, “mínimo” e “máximo” acentuam-se


graficamente porque terminam em vogal átona.

Comentários

“Competência” é acentuada porque se trata de palavra paroxítona


terminada em ditongo oral.

“Círculo”, “mínimo” e “máximo” são acentuadas, porque são


proparoxítonas. Como vimos, todas as proparoxítonas recebem o acento
gráfico.

Dessa maneira, o item está errado.

GABARITO: ERRADO
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Questão 37 – (CESPE) Técnico em Regulação – Anatel/2006

Como não usar o telefone celular

É fácil ironizar os possuidores de telefones celulares. Mas é necessário


descobrir a qual das cinco categorias eles pertencem. Primeiro, vêm as
pessoas fisicamente incapacitadas, ainda que sua deficiência não seja
visível, obrigadas a um contato constante com o médico ou com o pronto-
socorro. Depois, vêm aqueles que, devido a graves deveres profissionais,
são obrigados a correr em qualquer emergência (capitães do corpo de

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bombeiros, médicos, transplantadores de órgãos). Em terceiro lugar, vêm


os adúlteros. Só agora eles têm a possibilidade de receber ligações de seu
parceiro secreto sem que membros da família, secretárias ou colegas
malintencionados possam interceptar o telefonema.

Todas as três categorias enumeradas até agora merecem o nosso


respeito: no caso das duas primeiras, não nos importamos de ser
perturbados em restaurantes ou durante uma cerimônia fúnebre, e os
adúlteros tendem a ser muito discretos.

Seguem-se duas outras categorias que, ao contrário, representam um


risco. A primeira é composta de pessoas incapazes de ir a qualquer lugar
se não tiverem a possibilidade de conversar fiado acerca de frivolidades
com amigos e parentes de que acabaram de se separar. Elas nos
incomodam, mas precisamos compreender sua terrível aridez interior,
agradecer por não estarmos em sua pele e, finalmente, perdoar.

A última categoria é composta de pessoas preocupadas em mostrar em


público o quanto são solicitadas, especialmente para complexas consultas
a respeito dos negócios: as conversas que somos obrigados a escutar em
aeroportos ou restaurantes tratam de transações monetárias, atrasos na
entrega de perfis metálicos e outras coisas que, no entendimento de quem
fala, dão a impressão de que se trata de um verdadeiro Rockfeller.

O que eles não sabem é que Rockfeller não precisa de telefone celular,
porque conta com um plantel de secretários tão vasto e eficiente que, no
máximo, se seu avô estiver morrendo, por exemplo, alguém chega e lhe
sussurra alguma coisa no ouvido. O homem poderoso é justamente aquele
que não é obrigado a atender todas as ligações, muito pelo contrário:
nunca está para ninguém, como se diz.

Portanto, todo aquele que ostenta o celular como símbolo de poder, na


verdade, está declarando de público sua condição irreparável de
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subordinado, obrigado que é a pôr-se em posição de sentido, mesmo


quando está empenhado em um abraço, a qualquer momento em que o
chefe o chamar.

Umberto Eco. O segundo diário mínimo. Sergio Flaksman (Trad.). Rio de Janeiro:
Record, 1993, p. 194-6 (com adaptações).

Com base nas ideias e estruturas do texto de Umberto Eco, julgue


o item a seguir.

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Nas formas verbais "vêm" e "têm", sublinhadas no texto, foi aplicada a


mesma regra de acentuação gráfica.

Comentários

Sim, foi aplicada a mesma regra:

Acentuam-se as formas verbais “TÊM” e “VÊM” (3ª pessoa do plural


do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR”), para diferenciar
das formas verbais “TEM” e “VEM” (3ª pessoa do singular do presente
do indicativo). Ex: João tem medo da violência urbana, mas seus irmãos
não têm.

Observe que os sujeitos dos dois verbos estão no plural: “os adúlteros” e
“eles”.

Dessa maneira, o item está correto.

GABARITO: CERTO

Questão 38 – (CESPE) Diplomata – Instituto Rio Branco/2004

(Adaptada)

A palavra "ordem" não recebe acento gráfico, assim como seu plural
também não o recebe. Isso ocorre porque as palavras paroxítonas
terminadas em “-em/-ens” não se acentuam, regra da qual a
palavra hífens é exceção.

Comentários

As regras de acentuação irão operar por exclusão, a fim de que se


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acentue o menor número possível de palavras.

Desse modo, uma vez que se acentuam as oxítonas terminadas em


“A(s)”, “E(s)”, “O(s)”, “EM” e “ENS”, as paroxítonas com essas
terminações não serão acentuadas. Seguindo esse raciocínio, os demais
casos (paroxítonas com terminações diversas das mencionadas)
receberão o acento gráfico.

ATENÇÃO: As palavras “hifens” e “itens” não são acentuadas. Vamos


entender o motivo? As oxítonas terminadas em “ENS” são acentuadas,
desse modo, por exclusão, não é necessário que se acentuem as
paroxítonas com essa mesma terminação. Portanto, em resumo, não

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se acentuam as paroxítonas terminadas em “ENS”! A palavra


“hífen”, por sua vez, recebe o acento normalmente, pois termina em “N”.

Dessa maneira, verificamos que o item está incorreto.

GABARITO: ERRADO

Questão 39 – (CESPE) Primeiro-Tenente – CBM-CE/2014

Julgue o item a seguir.

As palavras “meteorológica”, “científico” e “contêineres” são acentuadas


segundo diferentes regras de acentuação gráfica.

Comentários

As proparoxítonas (palavras que possuem como tônica a antepenúltima


sílaba) são menos comuns em nosso vocabulário. Para facilitar sua
acentuação, criou-se a regra a seguir.

 REGRA ÚNICA: acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.

Ex: âmago, Atlântico, ávido, bêbado, bípede, cálice, crônica, dívida,


lâmpada, lúcido, música, mágico, mímica, náufrago, pânico, relâmpago,
sílaba, último, zoológico.

Todas as três palavras constantes do enunciado são proparoxítonas, assim


acentuadas segundo uma única regra.

Dessa maneira, o item está errado.

GABARITO: ERRADO
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Questão 40 – (CESPE) Agente Administrativo – PRF/2012

Julgue o item consecutivo.

As palavras “Polícia”, “Rodoviária” e “existência” recebem acento gráfico


porque são paroxítonas terminadas em ditongo crescente.

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Comentários

Vamos revisar as regras de acentuação das palavras paroxítonas?

As regras de acentuação irão operar por exclusão, a fim de que se


acentue o menor número possível de palavras.

Desse modo, uma vez que se acentuam as oxítonas terminadas em


“A(s)”, “E(s)”, “O(s)”, “EM” e “ENS”, as paroxítonas com essas
terminações não serão acentuadas. Seguindo esse raciocínio, os demais
casos (paroxítonas com terminações diversas das mencionadas)
receberão o acento gráfico.

Apenas com a informação acima, já seria possível aplicar corretamente o


acento nas paroxítonas. Os gramáticos, no entanto, costumam debruçar-
se sobre cada caso específico, e também assim o faremos, para que você
compreenda melhor e memorize. Mesmo porque, como veremos, alguns
casos podem ser confundidos.

A paroxítona “órfão”, por exemplo, embora termine em “O” (terminação


abarcada pela regra dos oxítonos), recebe o acento. Isso porque se
considera que ela termina em “ÃO”, e não em “O”. Também a palavra
“cárie”, embora termine em “E”, recebe o acento. Isso porque se
considera que ela termina em ditongo oral, e não em “E”.

Esses são, basicamente, os dois casos em que poderá haver confusão


entre as regras. Por isso, vamos analisar cada caso de acentuação das
paroxítonas, de modo que você não se equivoque mais! Tenha sempre em
mente, contudo, o raciocínio posto acima: nos casos em que
acentuarmos as oxítonas, não acentuaremos as paroxítonas.

Vamos, então, esmiuçar cada regra de acentuação dos paroxítonos!

 REGRAS:
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A) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “Ã(s)” e “ÃO(s)”.

Ex: ímã(s), órfã(s), órfão(s), órgão(s), acórdão(s), sótão(s).

B) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “I”, “IS” e “US”.

Ex: biquíni, grátis, íris, júri, táxi, lápis, tênis, lótus, ônus, bônus, Vênus,
vírus.

C) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “L”, “N(s)”, “R”,


“X” e “PS”.

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Ex: ágil, difícil, incrível, réptil, túnel, hífen, íons, elétrons, lúmen, pólen,
açúcar, âmbar, caráter, éter, revólver, córtex, fênix, látex, tórax, bíceps,
fórceps, tríceps.

ATENÇÃO: As palavras “hifens” e “itens” não são acentuadas. Vamos


entender o motivo? As oxítonas terminadas em “ENS” são acentuadas,
desse modo, por exclusão, não é necessário que se acentuem as
paroxítonas com essa mesma terminação. Portanto, em resumo, não
se acentuam as paroxítonas terminadas em “ENS”! A palavra
“hífen”, por sua vez, recebe o acento normalmente, pois termina em “N”.

D) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “UM” e “UNS”.

Ex: álbum, álbuns, fórum, fóruns, médium, médiuns.

E) Acentuam-se os paroxítonos terminados em “DITONGO ORAL”


E SEUS PLURAIS.

Ex: ágeis, água, árduo(s), Ásia, diária, cárie(s), férteis, ginásio(s),


imóveis, mágoa(s), óleo(s), jóquei(s), paciência, Páscoa, petróleo,
pônei(s), superfície(s), vácuo, variáveis.

EXCEÇÃO GERAL:

Os prefixos paroxítonos terminados em “I” ou “R” não são


acentuados: anti-higiênico, semi-histórico, super-homem.

ATENÇÃO:

Após o Acordo Ortográfico, deixou-se de acentuar os ditongos


abertos “EI”, “OI” e “EU” nas paroxítonas! Essa alteração você
precisa conhecer, pois ela mudou a grafia de palavras bastante usadas
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pelos brasileiros. Ex: assembleia, europeia, ideia, heroico, boia, estreia,


geleia.

Observe, entretanto, que os monossílabos tônicos e os oxítonos


continuam recebendo acento nesses casos (nos ditongos abertos
“EI”, “OI”, “EU”), mesmo após o Novo Acordo. Ex: céu, réu, troféu,
papéis. (Veja outros exemplos na regra específica de oxítonos, mais
acima.)

De volta à questão, todas as três palavras constantes do enunciado


recebem acento gráfico porque são paroxítonas terminadas em ditongo
crescente.

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Dessa maneira, o item está certo.

GABARITO: CERTO

Questão 41 – (CESPE) Técnico Administrativo – IBAMA/2012

Julgue o próximo item.

As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma


regra de acentuação gráfica.

Comentários

Antes de começar a resolver esta questão, vamos diferenciar acentuação


tônica e acentuação gráfica.

 O acento tônico é aquele que recai na sílaba mais forte do vocábulo (a


chamada sílaba tônica). As sílabas que não são pronunciadas com
intensidade, por sua vez, são chamadas de átonas. Note que o acento
tônico é concretizado na pronúncia, não necessariamente sendo expresso
na grafia. Ex: gato, boneca, abacaxi, acordar.

Na nossa língua, a sílaba tônica só recai na última, na penúltima ou na


antepenúltima sílaba da palavra. De acordo com essa incidência, podem-
se classificar os vocábulos em:

a) Oxítonos: a sílaba tônica recai na última sílaba da palavra (papel,


paletó, comer, desdém).

b) Paroxítonos: a sílaba tônica recai na penúltima sílaba da palavra


(parede, cinema, acordo, paranoia).62456350391

c) Proparoxítonos: a sílaba tônica recai na antepenúltima sílaba da


palavra (lâmpada, êxodo, típico, páprica).

Na Língua Portuguesa, as paroxítonas figuram em maior quantidade,


seguidas das oxítonas. As proparoxítonas, no entanto, aparecem em
número reduzido.

ATENÇÃO: observe com cuidado a sílaba tônica de cada palavra a seguir


(destacada em azul), pois costuma haver dúvida com relação a sua
pronúncia correta.

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OXÍTONAS PAROXÍTONAS PROPAROXÍTONAS


Mister, condor, ruim, Libido, pudico, látex, Arquétipo, ímprobo,
ureter, novel, Nobel, ibero, rubrica, fluido, ínterim, êmbolo.
cateter. circuito, fortuito,
gratuito, filantropo,
misantropo, recorde,
avaro.

 O acento gráfico é a grafia do acento na sílaba tônica, com o


objetivo de promover a correta pronúncia das palavras.

Os acentos gráficos são três: o AGUDO (´), o GRAVE (`) e o


CIRCUNFLEXO (^). O acento será agudo se o som pronunciado for
aberto e será circunflexo se o som pronunciado for fechado. O acento
grave é o indicador de crase e será estudado em outro momento do curso.

Nesta questão são apresentados três monossílabos: “pó”, “só” e


“céu”. Vamos ver os monossílabos?

Monossílabos

Os monossílabos podem ser:

- Átonos: aqueles pronunciados com pouca intensidade. Ex: alguns


pronomes oblíquos (o, me, nos, se), algumas preposições (em, de, por) e
conjunções monossilábicas.

- Tônicos: aqueles pronunciados com muita intensidade. Ex: tu, lã, mim,
lá.

Somente os monossílabos tônicos receberão, em determinados casos, o


acento gráfico, de acordo com as regras a seguir.

 REGRAS:
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A) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em “A(s)”,


“E(s)” e “O(s)”

Ex: pá, chá, cá, lá, má, fá, gás, trás, fé, ré, rês, lê, vê, mês, três, pó, dó,
nó, vó, nós, vós, pôs, vô.

ATENÇÃO: esta regra também vale, obviamente, para os verbos


monossílabos terminados em “A”, “E” e “O”, unidos ao pronome por hífen.
Nesses casos, para fins de acentuação, conta-se como última letra aquela
do verbo, ou seja, a última letra do vocábulo que antecede o hífen. Ex:
dá-lo (dar + o), fê-los (fez + os).

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OBS: os prefixos “PRÉ” e “PRÓ” só serão acentuados se separados por


hífen (pré-estreia, pré-história, pró-labore). Não serão acentuados se
estiverem unidos ao radical da palavra, pois a letra “E” não estará ao final
da palavra (pressentimento, prosseguir).

B) Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados nos ditongos


“EI(s)”, “OI(s)” e “EU(s)” (se abertos).

Ex: méis, réis, dói, mói, sóis, céu, réu (réus), véu.

ATENÇÃO: note que a regra só vale para os referidos ditongos, se o som


de sua pronúncia for aberto! Caso o som seja fechado, não se acentuam
os ditongos “EI”, “OI”, “EU” (ex: lei, rei, sei, foi, boi, pois, ateu, meus,
deu, Deus).

De volta à questão, percebemos que as palavras “pó”, “só” e “céu” NÃO


são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Portanto, o item está errado.

GABARITO: ERRADO

Questão 42 – (CESPE) Nível Médio – Correios/2011

Julgue o item.

Em decorrência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que eliminou


o trema - mantido apenas em palavras estrangeiras como “Müller” -, a
palavra “cinquenta” não apresenta mais esse sinal diacrítico.

Comentários 62456350391

Observe que o trema (¨), antes utilizado nos grupos “GUE”, “GUI”,
“QUE” e “QUI”, foi abolido pelo Novo Acordo Ortográfico. Ex:
linguiça, arguição, cinquenta, frequência, aguentar.

Tenha atenção quanto ao Novo Acordo Ortográfico!

Dessa maneira, o item está correto.

GABARITO: CERTO

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Questão 43 – (CESPE) Fiscal Estadual Agropecuário – ADAGRI-CE/


2009

Julgue o item a seguir.

Nas palavras "fitoterápico", "líquido" e "álcool", foi empregada a mesma


regra de acentuação gráfica.

Comentários

Sim, é a mesma regra, pois todos os vocábulos são


proparoxítonos.

Item correto.

GABARITO: CERTO

Questão 44 – (CESPE) Agente de Correios – Correios/2011

São acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de


acentuação gráfica os vocábulos

a) também e coincidência.

b) quilômetros e tivéssemos.

c) jogá-la e incrível.

d) Escócia e nós.

e) correspondência e três. 62456350391

Comentários

Observe que as palavras da alternativa “B” são todas


proparoxítonas, portanto seguem a mesma regra de acentuação.
Resposta da questão.

Vamos ver o restante?

a) também (oxítono terminado em “em”) e coincidência (paroxítona


terminado em ditongo oral).

c) jogá-la (oxítono) e incrível (paroxítono terminado em “L”).

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d) Escócia (paroxítona terminada em ditongo oral) e nós (monossílabo


tônico).

e) correspondência (paroxítona terminada em ditongo oral) e três


(monossílabo tônico).

Vamos fazer uma revisão na acentuação dos oxítonos?

Os oxítonos são acentuados de maneira bastante semelhante aos


monossílabos tônicos; mesmo porque, é importante saber: os
monossílabos tônicos são, também, oxítonos – ou seja, possuem
como sílaba tônica sua última (e única) sílaba.

A diferença, como veremos abaixo, é que os oxítonos terminados com


“EM” e “ENS” também são acentuados (e isso valerá somente para os
oxítonos em sentido estrito, ou seja, não valerá para os monossílabos).

 REGRAS:

A) Acentuam-se os oxítonos terminados em “A(s)”, “E(s)”, “O(s)”,


“EM” e “ENS”.

Ex: Amapá, abará(s), alvará(s), cajá(s), Pará, vatapá(s), amém, até,


café(s), cipó(s), jiló(s), paletó(s), alguém, armazém, armazéns, Belém,
desdém, ninguém, parabéns, também.

ATENÇÃO: aqui, vale a mesma observação feita nos monossílabos!


Portanto, os verbos oxítonos terminados em “A”, “E” e “O”, se unidos ao
pronome por hífen, serão acentuados. Ex: fazê-los (fazer + os), dizê-lo
(dizer + o).

OBS: O Novo Acordo facultou o uso do acento circunflexo nas palavras


62456350391

oxítonas “metrô” e “judô”.

B) Acentuam-se os oxítonos terminados nos ditongos “EI(s)”,


“OI(s)” e “EU(s)” (se abertos).

Ex: anéis, bacharéis, coronéis, papéis, caubói(s), herói(s), dodói(s),


chapéu(s), Ilhéus, troféu(s).

ATENÇÃO: para algumas palavras oxítonas terminadas em “E” tônico,


geralmente de origem francesa, o Novo Acordo facultou tanto o uso do
acento agudo quanto o uso do acento circunflexo.

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Ex:

bebê bebé
bidê bidé
canapê canapé
caratê caraté
crochê croché
guichê guiché
nenê nené
purê puré
rapê rapé

GABARITO: B

Questão 45 – (CESPE) Agente Técnico Administrativo –


UERN/2010

(Adaptada)

A pesquisa para o desenvolvimento da vacina contra a dengue têm gerado


grande expectativa. Enquanto a vacina não vem, a mistura de calor e
chuva com desleixo e omissão — daqueles que representam a coletividade
— eleva o temor da epidemia, sobretudo de sua forma letal, com febre
hemorrágica. É preciso agir logo. Iniciativas como a ovitrampa, armadilha
que atrai as fêmeas e utiliza larvicida biológico, em Caruaru, poderiam ser
adotadas em outras cidades. O custo de cada armadilha é de apenas R$
0,50.

Idem, ibidem (com adaptações).

62456350391

Considerando que, no texto acima, foi introduzido um erro


gramatical, assinale a opção que identifica esse erro.

a) o acento circunflexo da forma verbal "têm" (sublinhado no texto)

b) a grafia de "desleixo" (sublinhado no texto)

Comentários

Perceba que o sujeito do verbo “ter” é singular (núcleo do sujeito =


“pesquisa”). Assim, esse verbo deve ser grafado sem o acento
circunflexo.
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A grafia de “desleixo” está correta.

GABARITO: A

Questão 46 – (CESPE) Nível Superior – MPE-PI/2012

Julgue o item a seguir.

De acordo com a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” segue a


mesma regra de acentuação que o vocábulo “últimos”.

Comentários

Acentuam-se os paroxítonos terminados em “Ã(s)” e “ÃO(s)”.

Ex: ímã(s), órfã(s), órfão(s), órgão(s), acórdão(s), sótão(s).

Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas.

Ex: âmago, Atlântico, ávido, bêbado, bípede, cálice, crônica, dívida,


lâmpada, lúcido, música, mágico, mímica, náufrago, pânico, relâmpago,
sílaba, último, zoológico.

Assim, o item está errado, pois as regras são diferentes.

GABARITO: ERRADO

Questão 47 – (CESPE) Analista Judiciário – STM/2011


62456350391

(Adaptada)

Julgue o item quanto à acentuação gráfica e ortografia.

Era coisa sabida que a ausência de tais enfermidades revelava não se


achar o ar corrupto nestes lugares pela ação da humidade e da podridão.

Comentários

Observe que a grafia correta é “umidade”. Não confundir com


“humildade”.

GABARITO: ERRADO

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Questão 48 – (CESPE) Diplomata – Instituto Rio Branco/2010

(Adaptada)

Julgue o item quanto à acentuação gráfica e ortografia.

Todas as línguas indígenas em terras brasileiras tem menos de 40 mil


falantes, sendo que a mais forte, a tikúna falada no alto Solimões apenas,
ultrapassa os 30 mil. O aspecto mais grave é que muitas dessas línguas
contam com menos de 1 mil falantes.

Comentários

Todas as línguas indígenas em terras brasileiras têm menos de 40 mil falantes,


sendo que a mais forte, a tikúna falada no alto Solimões apenas, ultrapassa os
30 mil. O aspecto mais grave é que muitas dessas línguas contam com menos de
1 mil falantes.

Observe que o núcleo do sujeito do verbo “ter” é o plural


“línguas”, assim o verbo recebe o acento circunflexo.

GABARITO: ERRADO

Questão 49 – (CESPE) Agente Administrativo – UEPA/2008

Assinale a opção em que todas as palavras estão acentuadas


segundo a mesma regra.

a) parênteses, próxima, múltiplas

b) várias, audiência, ninguém


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c) época, obrigadíssimo, está

d) vício, vírus, é

Comentários

Observe que as palavras da alternativa “A” são todas


proparoxítonas, portanto seguem a mesma regra de acentuação.
Resposta da questão.

Vamos ver o restante?

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b) várias (paroxítona terminada em ditongo oral), audiência (paroxítona


terminada em ditongo oral), ninguém (oxítono terminado em “em”).

c) época (proparoxítona), obrigadíssimo (proparoxítona), está (oxítono


terminado em “a”)

d) vício (paroxítona terminada em ditongo oral), vírus (paroxítono


terminado em “us”), é (monossílabo tônico).

Vamos fazer uma revisão na acentuação dos oxítonos?

Os oxítonos são acentuados de maneira bastante semelhante aos


monossílabos tônicos; mesmo porque, é importante saber: os
monossílabos tônicos são, também, oxítonos – ou seja, possuem
como sílaba tônica sua última (e única) sílaba.

A diferença, como veremos abaixo, é que os oxítonos terminados com


“EM” e “ENS” também são acentuados (e isso valerá somente para os
oxítonos em sentido estrito, ou seja, não valerá para os monossílabos).

 REGRAS:

A) Acentuam-se os oxítonos terminados em “A(s)”, “E(s)”, “O(s)”,


“EM” e “ENS”.

Ex: Amapá, abará(s), alvará(s), cajá(s), Pará, vatapá(s), amém, até,


café(s), cipó(s), jiló(s), paletó(s), alguém, armazém, armazéns, Belém,
desdém, ninguém, parabéns, também.

ATENÇÃO: aqui, vale a mesma observação feita nos monossílabos!


Portanto, os verbos oxítonos terminados em “A”, “E” e “O”, se unidos ao
pronome por hífen, serão acentuados. Ex: fazê-los (fazer + os), dizê-lo
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(dizer + o).

OBS: O Novo Acordo facultou o uso do acento circunflexo nas palavras


oxítonas “metrô” e “judô”.

B) Acentuam-se os oxítonos terminados nos ditongos “EI(s)”,


“OI(s)” e “EU(s)” (se abertos).

Ex: anéis, bacharéis, coronéis, papéis, caubói(s), herói(s), dodói(s),


chapéu(s), Ilhéus, troféu(s).

ATENÇÃO: para algumas palavras oxítonas terminadas em “E” tônico,

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geralmente de origem francesa, o Novo Acordo facultou tanto o uso do


acento agudo quanto o uso do acento circunflexo.

Ex:

bebê bebé
bidê bidé
canapê canapé
caratê caratê
crochê croché
guichê Guichê
nenê nené
purê purê
rapê rapé

GABARITO: A

Questão 50 – (CESPE) Técnico Judiciário – TRT 9ª Região - 2007

Julgue o próximo item.

A ortografia da língua portuguesa considera incorreta a grafia


percentagem no lugar de "porcentagem"

Comentários

Caso você tenha qualquer dúvida acerca da escrita de um vocábulo, é


possível conferir sua grafia correta no site da Academia Brasileira de
Letras (www.academia.org.br), na área “Vocabulário Ortográfico”.

Isso porque, importa saber, a Academia Brasileira de Letras (ABL) é a


62456350391

instituição que normatiza a escrita oficial das palavras de nossa


língua, por meio de registro no Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa (VOLP).

Na prova, não podemos fazer consultas. Por isso, sempre digo que o
hábito da leitura é fundamental.

As duas grafias apresentadas no enunciado estão corretas, por


isso o item está errado.

GABARITO: ERRADO

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ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO GRÁFICA: um pouco de


teoria

Nesta parte da aula vamos complementar a teoria do nosso estudo de


Ortografia e Acentuação. Antes, porém, preciso passar para você
algumas informações importantes sobre a Nova Ortografia Oficial.

Desde 1º de janeiro de 2009, passou a vigorar, no Brasil, o Acordo


Ortográfico da Língua Portuguesa, com o objetivo de unificar a língua
entre os países que possuem o Português como idioma oficial.

O referido acordo alterou algumas regras da nossa Ortografia, o que


causou alvoroço entre os brasileiros, sobretudo entre aqueles que
necessitam utilizar a linguagem formal (como é o nosso caso).

Estamos, ainda, vivendo uma fase de adaptação, pois a data-limite


estabelecida para a transição definitiva foi postergada para 31 de
dezembro de 2015. Enquanto essa data não chega, serão aceitas tanto
as normas antigas quanto as novas.

Mas não se engane: as bancas de concurso já redigem suas provas


de acordo com as novas regras, bem como estão autorizadas a
cobrar o conhecimento do assunto. Desde 2012, algumas bancas
(sobretudo a FCC) têm elaborado questões nas quais se faz referência
direta ao Novo Acordo, o que se exige do aluno conhecimentos específicos
da nova realidade.

ORTOGRAFIA

A Ortografia é o ramo gramatical que se ocupa da grafia correta das


palavras de uma língua. 62456350391

Por meio da ortografia, aprendemos as regras que definem, por exemplo,


se devemos ou não colocar o hífen em determinado vocábulo composto,
se devemos ou não acentuar uma palavra, bem como quais letras devem
ser empregadas na escrita dos vocábulos.

Vejamos alguns conceitos importantes para o domínio do tema:

Fonemas são os sons da língua, produzidos por quem fala.

Letras são as representações gráficas dos fonemas.

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O alfabeto da nossa língua é composto, atualmente, por 26 letras (21


consoantes e 5 vogais). Observe que o Novo Acordo Ortográfico
incluiu no alfabeto, oficialmente, as letras “K”, “Y” e “W”, que
antes eram utilizadas apenas em palavras estrangeiras.

É importante saber que não existe relação exata entre as letras e os


fonemas, ou seja, um fonema pode ser representado por mais de
uma letra e vice-versa: uma letra pode representar mais de um
fonema. O fonema “j”, por exemplo, pode ser representado tanto pela
letra “J” (como na palavra “jaca”), quanto pela letra “G” (como na palavra
“gente”).

A possibilidade de se empregar mais de uma letra para um mesmo


fonema, como visto acima, é a causa de muitas das dúvidas em
Ortografia, fato que motiva a frequência do tema nas questões de
concursos.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A Acentuação Gráfica dos vocábulos é cobrada com frequência nas


provas de concurso público. O CESPE, por exemplo, costuma aplicar muito
mais questões de Acentuação do que questões relacionadas à Ortografia.

O estudo das regras de Acentuação é simples e de fácil memorização,


uma vez que segue uma lógica determinada, com poucas exceções.

A fim de promover a correta pronúncia dos vocábulos em Português, sem


que fosse preciso sinalizar a sílaba tônica de todos eles, criou-se um
complexo de regras de acentuação. Desse modo, somente algumas
palavras receberão o acento gráfico em sua sílaba tônica, de modo que
seja possível inferir a pronúncia, inclusive, daquelas palavras não
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acentuadas.

Vamos, agora, entender melhor essas normas.

REGRAS DE ACENTUAÇÃO

As regras de acentuação foram criadas para promover a correta pronúncia


dos vocábulos em Português, sem que, para tanto, fosse necessário
acentuar graficamente a sílaba tônica de todos eles. As regras de
acentuação visam, portanto, acentuar o menor número possível de
vocábulos.
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Com base nesse pressuposto, algumas palavras de nossa língua receberão


o acento gráfico em sua sílaba tônica, de modo a indicar expressamente
sua pronúncia correta. As palavras que não receberem o acento gráfico,
por sua vez, terão sua pronúncia inferida por exclusão.

Para que você compreenda melhor o funcionamento desse sistema de


regras, vamos analisar dois vocábulos de nossa língua: chulé e chute.

A leitura da palavra “chulé” já fornece indicação expressa de sua


pronúncia, por meio do acento agudo grafado na última sílaba. O vocábulo
“chute”, por sua vez, não recebe acento gráfico algum para indicar sua
pronúncia; e nem há necessidade, pois podemos inferi-la facilmente, com
base nas regras de acentuação.

Isso porque, para os vocábulos terminados em “E”, nosso sistema optou


por acentuar os oxítonos (que são menos frequentes), e nada grafar nos
paroxítonos (que são muito frequentes). Assim, se o vocábulo terminar
em “E” e não possuir acento, sabemos que se trata de palavra cuja sílaba
tônica será a antepenúltima. É o caso de “chute”.

Dito isso, é importante ter em mente que somente serão acentuadas


as palavras que se encaixem nas regras de acentuação. Dessa
forma, você só deve acentuar um vocábulo se houver regra aplicável a
ele. Todas as demais palavras não receberão o acento gráfico, e suas
sílabas tônicas poderão ser identificadas por dedução.

Essas regras foram exploradas ao longo da resolução das questões,


contudo gostaria de complementar e chamar atenção para três assuntos
importantes: hiatos, acentuação diferencial e outros casos. Antes de
iniciarmos o estudo desses tópicos, vale lembrar que o TIL (~) não é
acento gráfico, é um sinal de nasalização.

Vamos lá? 62456350391

Hiatos

O conceito de hiato foi criado para designar os casos em que, apesar de


haver um aparente encontro de vogais na palavra, essas vogais não estão
na mesma sílaba (e, portanto, não formam um ditongo).

Na tabela abaixo, é possível entender a distinção entre o ditongo e o


hiato. Observe a separação de sílabas e o destaque (em azul) na sílaba
tônica.

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DITONGO HIATO
doido (doi-do) doído (do-í-do)
cai (cai) caí (ca-í)
sai (sai) saí (sa-í)
contribui (con-tri-bui) contribuí (con-tri-bu-í)
pais (pais) país (pa-ís)

Nos vocábulos da primeira coluna, pronunciamos os encontros vocálicos


de uma só vez, enquanto na segunda coluna destaca-se cada vogal.

A partir dessa distinção, temos a regra de acentuação dos hiatos, que


valerá para todas as três classes de palavras (oxítonas, paroxítonas e
proparoxítonas).

 REGRA ÚNICA: acentuam-se a vogal “I” ou a vogal “U” do hiato,


desde que essa vogal:

a) seja a segunda vogal do hiato;

b) esteja sozinha na sílaba (ou acompanhada de “S”);

c) forme sílaba tônica;

d) não seja precedida de vogal idêntica;

e) não seja seguida de “NH”.

Ex: açaí, baía, baú(s), caía, ciúme, egoísmo, faísca, juízo, miúdo, raízes,
sanduíche, viúvo, balaústre, saúva, cafeína, amiúde, graúdo.

EXCEÇÃO: o Novo Acordo Ortográfico retirou o acento dos hiatos,


62456350391

nas paroxítonas, em caso de haver ditongo junto com o hiato.


Assim, as palavras “feiura”, “Sauipe” e “baiuca”, que antes recebiam o
acento, não recebem mais. Veja: fei-u-ra, Sau-i-pe, bai-u-ca.

Essa exceção vale somente para as paroxítonas! As palavras oxítonas,


nas quais as vogais “I” ou “U” formarem hiato, continuam sendo
acentuadas, mesmo que precedidas por ditongo. Ex: Pi-au-í, tui-ui-
ú.

Para que você entenda, de uma vez por todas, a regra de acentuação dos
hiatos, vamos esmiuçar o motivo pelo qual algumas palavras, embora
contenham hiato, não devem ser acentuadas.

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Sugiro que você tente, sozinho, encontrar a justificativa para a falta do


acento nos grupos de vocábulos abaixo, com base nas explicações já
dadas. Somente após sua tentativa, leia as minhas explicações.

a) atuava, amuado, poeta, piolho.

Todos os vocábulos deste grupo possuem hiato. No entanto, a segunda


vogal desses hiatos não é “I” nem “U”, o que não autoriza a acentuação.
Veja: a-tu-a-va, a-mu-a-do, po-e-ta, pi-o-lho.

b) ainda, atraiu, contribuinte, constituinte, juiz, ruim, diurno.

Todos os vocábulos deste grupo possuem hiato em que a segunda vogal é


“I” ou “U”. Entretanto, essa segunda vogal não está sozinha na frase (nem
acompanhada de “S”), condição necessária para a acentuação. Veja: a-in-
da, a-tra-iu, con-tri-bu-in-te, cons-ti-tu-in-te, ju-iz, ru-im, di-ur-no.

c) miudeza.

A palavra “miudeza” parece cumprir todas as condições para acentuação


de hiatos, pois possui hiato em que a segunda vogal “U” está sozinha na
sílaba (mi-u-de-za). No entanto, perceba que a sílaba tônica da palavra
não é a sílaba “U”, mas sim a sílaba “DE” (mi-u-de-za). Por esse motivo,
não se autoriza a acentuação.

d) xiita.

O vocábulo “xiita” possui hiato formado por duas vogais idênticas (“I”) e,
portanto, não preenche os requisitos para receber o acento.

OBS: friíssimo e iídiche recebem o acento pela regra das


proparoxítonas, e não pela regra dos hiatos (pois seus hiatos são
formados por duas vogais idênticas).
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e) rainha, ladainha, campainha, bainha.

Os vocábulos acima possuem hiatos nos quais a segunda vogal “I” figura
sozinha na sílaba tônica, condição que, aparentemente, autoriza a
acentuação. No entanto, note que os hiatos são seguidos do dígrafo “NH”,
o que, de acordo com a regra, inviabiliza o emprego do acento. Veja: ra-i-
nha, la-da-i-nha, cam-pa-i-nha, ba-i-nha.

ATENÇÃO:

Após o Novo Acordo Ortográfico, desapareceu o acento circunflexo


nos hiatos tônicos “EE” e “OO”. Atente, portanto, para a grafia correta

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dos seguintes vocábulos, antes acentuados.

- creem (do verbo crer), leem (do verbo ler), deem (do verbo dar), veem
(do verbo ver), abotoo (do verbo abotoar), perdoo (do verbo perdoar),
abençoo (do verbo abençoar), doo (do verbo doar), voo, voos, zoo (forma
reduzida de zoológico).

Acento Diferencial

 REGRAS:

- Acentua-se a forma verbal “PÔDE” (3ª pessoa do singular do


pretérito perfeito do indicativo do verbo poder), para diferenciar da
forma verbal “PODE” (3ª pessoa do singular do presente do indicativo
do verbo poder).

Ex: Ano passado, ele pôde comprar um carro, mas este ano ele não pode.

- Acentua-se o infinitivo verbal “PÔR” para diferenciar da


preposição “POR”.

Ex: Por favor, lembre-se de pôr o livro na estante.

- Acentuam-se as formas verbais “TÊM” e “VÊM” (3ª pessoa do


plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR”), para
diferenciar das formas verbais “TEM” e “VEM” (3ª pessoa do singular
do presente do indicativo). Ex: João tem medo da violência urbana, mas
seus irmãos não têm.

OBS: os derivados de “TER” e “VIR” (ex: conter, provir, intervir, convir,


ater) recebem acento agudo na 3ª pessoa do singular do presente do
indicativo (ex: contém, provém, intervém, convém, atém) e acento
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circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo (ex:


contêm, provêm, intervêm, convêm, atêm).

ATENÇÃO:

O Novo Acordo Ortográfico suprimiu todos os demais acentos diferenciais


(acentos utilizados para distinguir o significado de palavras homônimas).
Assim, as palavras a seguir, que antes eram acentuadas, não são
mais: pára/para, pêlo/pelo, pólo/polo, pêra/pera.

É facultativo, no entanto, o emprego do acento circunflexo para distinguir


a palavra “fôrma” (substantivo) de “forma” (verbo formar). Ex: “fôrma

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de bolo” ou “forma de bolo”.

Outros casos

 O Novo Acordo aboliu o acento agudo que antes incidia sobre a


vogal “U”, se pronunciada com força, na conjugação do verbo
“arguir”. Observe a escrita correta dessas formas verbais, sem
acentuação, mas com a mesma pronúncia tônica do “U” (em destaque).
Ex: tu arguis, ele argui, eles arguem.
 O Novo Acordo facultou que se acentue ou não as vogais “A” ou
“I” em algumas formas dos verbos “aguar”, “apaziguar”,
“averiguar”, “enxaguar”, “obliquar”, “delinquir” e afins. Isso porque
são admitidas duas pronúncias para esses verbos, a depender da região
do país. Veja:

- Se os referidos verbos forem pronunciados com “A” ou “I”


tônicos, essas vogais serão acentuadas.

Ex: eu enxáguo, tu enxáguas, ele enxágua, eles enxáguam; que eu


enxágue, que tu enxágues, que ele enxágue, que eles enxáguem.

- Se não forem pronunciados com “A” ou “I” tônicos, mas sim com
“U” tônico, não haverá acentuação.

Ex: eu enxaguo, tu enxaguas, ele enxagua, eles enxaguam; que eu


enxague, que tu enxagues, que ele enxague, que eles enxaguem.

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Caro aluno,

Aqui encerramos a nossa aula. Espero que tenha assimilado o conteúdo


sobre Ortografia e Acentuação Gráfica.

Estamos no começo do nosso curso e ainda temos muito o que aprender.

Nos vemos na próxima aula. Estou aqui para qualquer dúvida.

Um grande abraço e bons estudos!

Ludimila

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