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POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

AJUDÂNCIA-GERAL

SEPARATA
DO
BGPM

N° 83

BELO HORIZONTE, 11 DE NOVEMBRO DE 2010.

Para conhecimento da Polícia Militar de Minas


Gerais e devida execução, publica-se o
seguinte:
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 1 - )

POLÍCIA
MILITAR DE MINA* OERtlS
AFOSSJ profis&ão, sua vkSa.
COMANDO-GERAL

INSTRUÇÃO N° 3.03.07/2010-CG

REGULA A ATUAÇÃO DA BASE COMUNITÁRIA (BC) E DA BASE


COMUNITÁRIA MÓVEL (BCM) NA POLÍCIA MILITAR DE MINAS
GERAIS

Outubro/2010
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GOVERNADOR DO ESTADO
ANTONIO AUGUSTO JUNHO ANASTASIA

SECRETÁRIO DE ESTADO DE DEFESA SOCIAL


MOACYR LOBATO DE CAMPOS FILHO

COMANDANTE-GERAL DA PMMG
Coronel PM RENATO VIEIRA DE SOUZA

CHEFE DO ESTADO-MAIOR
Coronel PM MÁRCIO MARTINS SANT’ANA

DIRETOR DE APOIO OPERACIONAL


Coronel PM EDUARDO DE OLIVEIRA CHIARI CAMPOLINA

SUPERVISÃO TÉCNICA
Ten.-Cel. PM ARMANDO LEONARDO L. A. F. DA SILVA
Chefe da Seção de Emprego Operacional do EMPM

REDAÇÃO
Maj PM João Carlos Figueiredo de Assis Cap PM Nilton
Roberto da Silva Cap PM Gedir Christian Rocha Cap PM
Alexandre Magno de Oliveira Cap PM Vanderlan Hudson
Rolim 1° Ten PM Walison dos Santos Alves 1° Ten PM
Marcelo Ribeiro Vilas Boas

REVISÃO DOUTRINÁRIA
Maj PM Alexandre Nocelli Cap PM Edivaldo Onofre Salazar
2° Sgt PM Luiz Henrique de Moraes Firmino 3° Sgt PM Elma
Maria da Silva Cb PM Helder Ferreira Duarte

REVISÃO FINAL
Ten Cel PM Armando Leonardo L. A. F. da Silva Chefe da
Seção de Emprego Operacional do EMPM
M663i MINAS GERAIS. Polícia Militar. Comando-Geral. Instrução n° 3.03.07/2010-CG: Regula a
atuação da Base Comunitária (BC) e da Base Comunitária Móvel (BCM) na Polícia Militar de Minas
Gerais. Belo Horizonte: PMMG - Comando-Geral, 2010. 85 p.: il.
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 3 - )
1. Policiamento Comunitário. 2. Base Comunitária. 3. Base Comunitária Móvel. I. ASSIS, João
CDU 351.746.7 -CDD
Carlos Figueiredo de. (coord.). II Comando-Geral PMMG. III. Título.
355.31

Direitos exclusivos da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG). Reprodução condicionada à autorização

expressa do Comandante-Geral da PMMG. Circulação restrita.

ADMINISTRAÇÃO Estado-Maior da Polícia Militar


Quartel do Comando-Geral da PMMG
Cidade Administrativa/Edifício Minas, Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n - 6° Andar
- Bairro Serra Verde - Belo Horizonte - MG - Brasil
CEP 31.630-900
Telefone: (31) 3915-7806.

SUPORTE METODOLÓGICO E TÉCNICO


Seção de Planejamento do Emprego Operacional (EMPM/3)
Quartel do Comando-Geral da PMMG
Cidade Administrativa/Edifício Minas, Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n - 6° Andar
- Bairro Serra Verde - Belo Horizonte - MG - Brasil
CEP 31.630-900
Telefone: (31) 3915-7799.
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INSTRUÇÃO N° 3.03.07/2010-CG

Elaborada a partir:

do princípio constitucional da eficiência, regente dos atos da Administração Pública,


contido no art. 37, caput, da Constituição Federal, e art. 13, caput, da Constituição do
Estado de Minas Gerais;

dos princípios da segurança pública brasileira, segundo diretrizes também


provenientes do Governo Federal, entendendo que "direitos humanos e eficiência
policial são compatíveis entre si e mutuamente necessários” e que "ação social
preventiva e ação policial são complementares e devem combinar-se na política de
segurança”;

da consolidação da filosofia de polícia comunitária como serviço de policiamento de


prevenção criminal e de mobilização da comunidade para a solução de problemas na
municipalidade, Conforme "Ação 8.3.4.1 do Plano Estratégico”: implantar programas
de polícia comunitária com base nos princípios prescritos na Diretriz de Polícia
Comunitária, em todo o Estado;

dos valores da Polícia Militar, dentre outros a ética e a participação, significando o


"valor concernente a políticas institucionais de apoio à mobilização comunitária e de
envolvimento de seus integrantes nesse processo”;

das principais políticas setoriais de operações, traduzidas em "ênfase na prevenção à


ocorrência do delito” e no "acompanhamento da mutabilidade e mobilidade do crime,
como instrumento de percepção das demandas operacionais”.
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LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURAS 1 e 2 - Kobans em Tóquio, Japão ....................................................................................................................... 12

FIGURA 3 - Mapa informativo da área de atuação da BC. Informações fictícias ............................................................... 14

FIGURA 4 - Sugestão de planta baixa para BC .................................................................................................................... 29

FIGURA 5 - Detalhe do interior de um Koban no Japão ..................................................................................................... 30

FIGURA 6 - Fachada .............................................................................................................................................................. 30

FIGURA 7 - Placa de Identificação da Base Comunitária .................................................................................................... 31

FIGURA 8 - Totem de Identificação ...................................................................................................................................... 31

FIGURA 9 - Bandeira de Identificação ................................................................................................................................. 32.

FIGURA 10 - Layout da fachada............................................................................................................................................ 32

FIGURA 11 - Modelo de Mural da Comunidade ................................................................................................................... 33

FIGURA 12 - características básicas de um problema ........................................................................................................ 47

FIGURA 13 - perguntas para seleção de um problema ....................................................................................................... 48

FIGURA 14 - diagrama acerca das fontes de dados ............................................................................................................ 49

FIGURA 15 - Diagrama acerca das fontes de dados ........................................................................................................... 49

FIGURA 16 - Análise do problema ....................................................................................................................................... 53

FIGURA 17 - Triângulo para Análise do Problema (TAP) .................................................................................................... 54

FIGURA 18 - Representação de um problema em ambiente virtual ................................................................................... 55

FIGURA 19 - Diagrama "Isikawa” ......................................................................................................................................... 56

FIGURA 20 - Orientações para preenchimento do diagrama Causa-Efeito ....................................................................... 57

FIGURA 21 - diagrama "ishikawa” preenchido .................................................................................................................... 58

FIGURA 22 - Resposta ao Problema.................................................................................................................................... 59

FIGURA 23 - Formas de lidar com o problema .................................................................................................................... 60

FIGURA 24 - Táticas Tradicionais e Não-tradicionais ......................................................................................................... 61

FIGURA 25 - Diagrama 5W2H................................................................................................................................................ 62

FIGURA 26 - Formulário do Plano de Ação .......................................................................................................................... 63

FIGURA 27 - Formulário do Plano de Ação Preenchido...................................................................................................... 64

FIGURA 28 - Avaliação do Problema .................................................................................................................................... 65

FIGURA 29 - Avaliação Quantitativa das Metas do Plano de Ação de Policiamento ........................................................ 67

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LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

4Q1POC O Que? Quando? Quem? Quanto? Por quê? Onde?


Como?

acrônimo em inglês para as palavras What? Who? When? Where?


Why? How? How Much?
5W2H
BC Base Comunitária

BCM Base Comunitária Móvel

CG Comando-Geral
Ch Chefe

Cia PM Companhia de Polícia Militar

CICOp Centro Integrado de Comunicações Operacionais

Cmt Comandante

CONSEP Conselho Comunitário de Segurança Pública

COPOM Centro de Operações Políciais Militares

CPCia Coordenador do Policiamento de Companhia

DAOp Diretoria de Apoio Operacional

DPSSP Diretriz para Produção de Serviço de Segurança Pública


EMPM Estado-Maior da Polícia Militar

IARA Identificar, Analisar, Responder e Avaliar

JICA Japan Internation Cooperation Agency

ONG Organização Não Governamental

PE Ponto de Estacionamento

POV Posto de Observação e Vigilância

POP Policiamento Orientado para o Problema

PPC Posto de Policiamento Comunitário

PPO Posto de Policiamento Ostensivo

PRONASCI Programa Nacional de Segurança com Cidadania

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ReCoD Relatório de Constatação de Desordem Física ou Moral


RPM Região de Polícia Militar

SARA Scanning, Analysis, Response, Assessment

SCI Sistema de Comando de Incidentes

SENASP Secretaria Nacional de Segurança Pública

SOFI Seção de Orçamento e Finanças

SOU Sala de Operações da Unidade

Subcmt Subcomandante

TAP Triângulo para Análise do Problema

UEOp Unidade de Execução Operacional

UDI Unidade de Direção Intermediária

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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................... 10

2 BASE COMUNITÁRIA (BC) .................................................................................................................. 12


2.1 A MISSÃO DA BASE COMUNITÁRIA ............................................................................................................................ 12
2.1.1 Geral ............................................................................................................................................... 12
2.1.2 Particular........................................................................................................................................ 12
2.1.3 Eventual .......................................................................................................................................... 13
2.2 EXECUÇÃO .............................................................................................................................................................. 13
2.2.1 Conceito de Atuação ....................................................................................................................... 13
2.2.2 Instalação: Critérios a serem avaliados. ........................................................................................ 15
2.2.3 Trâmite do processo para solicitação de Instalação ...................................................................... 16
2.2.4 Desativação da Base Comunitária ................................................................................................. 16
2.2.5 Controle e acompanhamento .......................................................................................................... 17
2.3 ATRIBUIÇÕES DAS UNIDADES SUBORDINADAS ............................................................................................... 17
2.3.1 Diretoria de Apoio Operacional ..................................................................................................... 17
2.3.2 Regiões de Polícia Militar (RPM) .................................................................................................. 18
2.3.3 Unidades de Execução Operacional (UEOp) ................................................................................. 18
2.3.4 Comandante de Companhia PM ..................................................................................................... 19
2.3.5 Comandante da Base Comunitária — Gestor ................................................................................ 20
2.3.6 PM da Base Comunitária — “Operador ” ..................................................................................... 22
2.3.7 PM de permanência na BC ............................................................................................................. 24
2.3.8 PM de patrulhamento no entorno da BC ....................................................................................... 25
2.4 PRESCRIÇÕES DIVERSAS PARA O EMPREGO DA BASE COMUNITÁRIA .......................................................................... 26
2.5 ADMINISTRAÇÃO ...................................................................................................................................................... 28
2.5.1 Pessoal ............................................................................................................................................ 28
2.5.2 Logística ......................................................................................................................................... 29
2.6 LIGAÇÕES E COMUNICAÇÕES.................................................................................................................................... 33
2.6.1 Ligações .......................................................................................................................................... 33
2.6.2 Comunicações ................................................................................................................................. 33
3 BASE COMUNITÁRIA MÓVEL (BCM) .............................................................................................. 34
3.1 MISSÃO ................................................................................................................................................................... 34
3.1.1 Geral .............................................................................................................................................. 34
3.1.2 Particular....................................................................................................................................... 34
3.1.3 Eventual ......................................................................................................................................... 35
3.2 EXECUÇÃO .............................................................................................................................................................. 35
3.2.1 Conceito de atuação ...................................................................................................................... 35
3.2.2 Controle e acompanhamento ......................................................................................................... 37
3.3 ATRIBUIÇÕES DAS UNIDADES SUBORDINADAS ........................................................................................................... 37
3.3.1 Comandante de Companhia PM .................................................................................................... 37
3.3.2 Comandante da Base Comunitária Móvel ...................................................................................... 38
3.3.3 Atribuições comuns aos integrantesda BCM .................................................................................. 39
3.3.4 Atribuições dos processos de policiamento (apé, ciclopatrulha e motopatrulha) .......................... 40
3.3.5 Atribuições do policiamento de estacionamento ............................................................................ 41
3.3.6 Chefe da Seção de Inteligência — P2 ............................................................................................. 42
3.3.7 Chefe da Seção de Emprego Operacional — P3 ............................................................................ 42
3.3.8 Chefe da Seção de Orçamentos e Finanças (SOFI) — P4.............................................................. 42
3.3.9 Chefe da Seção de Comunicação Organizacional — P5 ................................................................ 42
3.4 PRESCRIÇÕES DIVERSAS ......................................................................................................................................... 43
3.5 ADMINISTRAÇÃO ...................................................................................................................................................... 44
3.5.1 Pessoal ............................................................................................................................................ 44
3.5.2 Logísticos ....................................................................................................................................... 45
4 METODOLOGIA IARA. ......................................................................................................................... 46
4.1 1a FASE - IDENTIFICAÇÃO ......................................................................................................................................... 46
4.1.1 O que é um problema policial?....................................................................................................... 46
4.1.2 Buscando pequenas vitórias ........................................................................................................... 47
4.1.3 Diagrama de Classificação de Problema de Segurança Pública ................................................... 51
4.2 2a FASE - ANÁLISE .................................................................................................................................................. 53
4.2.1 .............................................................................................................................................. Triângulo

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

para análise de problema (TAP) ................................................................................................................. 54


4.2.2 Diagrama “Ishikawa” .....................................................................................................................56
4.2.3 .............................................................................................................................................. Orientações
para preenchimento do diagrama Causa-Efeito ......................................................................................... 56
4.3 3a FASE - RESPOSTA ................................................................................................................................ 59
4.4 4a FASE - AVALIAÇÃO ............................................................................................................................ 65
ANEXO “A” (GLOSSÁRIO) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG................................................................ 68
ANEXO “B” (QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO) À
INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG .............................................................................................................. 70

ANEXO “C” (METODOLOGIA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 -


CG. ............................................................................................................................................................... 72

ANEXO “D” (RELATÓRIO DE COSNTATAÇÃO DE DESORDEM) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 -


CG. ............................................................................................................................................................... 73

ANEXO “E” (RELATÓRIO DE SOLICITAÇÃO DE SERVIÇO OU INFORMAÇÃO) À INSTRUÇÃO


N° 3.03.07/10 - CG....................................................................................................................................... 75

ANEXO “F” (RELATÓRIO DE VISITA Á VÍTIMAS) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG .................... 76

ANEXO “G” (RELATÓRIO DE PASSAGEM DE SERVIÇO) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG ....... 77

ANEXO “H” (FORMULÁRIO DE VISITA COMUITÁRIA) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG .......... 78


ANEXO “I” (FORMULÁRIO DE VISITA EM ESTABELECIMENTO PÚBLICO/PRIVADO) À
INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG .............................................................................................................. 80

ANEXO “J” (CARTÃO DE VISITA COMUNITÁRIA) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG ....................82


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................................................................84

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INSTRUÇÃO N° 3.03.07/2010 - CG

Regula a Atuação da Base Comunitária na


Polícia Militar de Minas Gerais.

1 INTRODUÇÃO
Num processo em curso já há algumas décadas, a Polícia Militar de Minas
Gerais (PMMG) vem adotando, sistemática e paulatinamente, uma gestão de
segurança pública voltada à prevenção criminal, estabelecendo o envolvimento
comunitário como indispensável à consecução de seus objetivos. Nesse processo, foi
priorizada a estratégia de Polícia Comunitária para melhorar a prestação do serviço
de segurança, por propiciar integração entre os diversos setores da sociedade e a
polícia, de forma a encontrar respostas aos diversos problemas policiais, tais como o
crime, o medo do crime e as desordens físicas e morais.

Assim, diversos esforços têm sido realizados com o propósito de encontrar


ferramentas que potencializem os diversos tipos de policiamento ostensivo (geral,
meio ambiente, trânsito, guardas, dentre outros), possibilitando que se exceda a visão
tradicional de somente atender ocorrências ou efetuar prisões de infratores.

A prioridade é atuar de forma preventiva, trabalhar nas causas dos problemas


que potencialmente possam se transformar em ocorrência policial. Para isto, a
atuação da Polícia Militar deve ser ostensiva e com o envolvimento da comunidade,
para o desenvolvimento de ações criativas, proativas e analíticas, propondo soluções
eficazes e eficientes para os problemas locais.

Na PMMG, várias estruturas tiveram o objetivo de desconcentrar o


policiamento ostensivo da sede das Unidades de Execução Operacional (UEOp) com
o propósito de aumentar a efetividade do serviço policial. Ainda na década de 1980,
foi criado o Posto de Policiamento Ostensivo (PPO) e, em seguida, o Posto de
Policiamento Comunitário (PPC). Conceitualmente, PPC’s são bases operacionais,
células do policiamento comunitário, que visam congregar e atender a comunidade
local. Depois do PPO e do PPC foi desenvolvida outra estrutura semelhante
denominada "Posto de Observação e Vigilância (POV)”. O POV foi instalado em Belo
Horizonte a partir do ano 2000, e ampliado para diversas cidades mineiras.

Conforme exposto, a desconcentração do policiamento ostensivo da sede da


Unidade de Execução Operacional (UEOp) para estruturas mais próximas à
comunidade já era uma linha de ação existente na PMMG. No entanto, a grande
diferenciação dessas estruturas para Base Comunitária (BC) está no conceito
operacional. A BC, além de ter uma estrutura desconcentrada, fora da sede da Cia
PM, também é caracterizada pelo serviço descentralizado. Ela presta um serviço
inovador, focado na solução de problemas (método IARA - Identificar, Analisar,
Responder e Avaliar), cujo conceito dar-se-á no capítulo III, com ações que antecipam
e atacam as causas do ciclo da violência e da criminalidade.

Quando se observa a literatura policial, as atividades de polícia comunitária no


Japão são as que apresentam os melhores e mais antigos resultados em BCs. O
serviço destas bases é desenvolvido, naquele país, por policiais da Polícia Nacional
do Japão, eles são alocados em postos, geralmente, localizados em esquinas,
conhecidos como Koban, ou em postos policiais maiores, do tipo residencial,
conhecidos como Chuzaisho. Esses postos são as principais estruturas

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descentralizadas que executam o policiamento comunitário naquele país. 1

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), ao implementar o


Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), adota essa
estratégia de desconcentração e descentralização do policiamento. Assim, foi eleita a
experiência do Japão como um serviço modelo para difundir e consolidar o
policiamento comunitário entre as Polícias Militares do Brasil.

Diante do exposto, a BC se torna um ícone de referência da Polícia Militar de


Minas Gerais para execução do policiamento comunitário, principalmente, nos
logradouros públicos mais populosos.
2 BASE COMUNITÁRIA (BC)
É um serviço policial preventivo prestado por uma equipe de policiais militares
para aplicação do Policiamento Orientado para o Problema (POP), com o apoio da
comunidade. Utiliza como referência uma edificação policial-militar e os processos de
policiamento preexistentes, tais como o policiamento a pé, a utilização de
ciclopatrulha, de motocicleta e também o motorizado, com o objetivo de reduzir o
crime de menor potencial ofensivo, a sensação de insegurança e a desordem pública
em áreas com alta densidade populacional. .

A BC possui espaço geográfico de responsabilidade territorial definido e


delimitado. Sua instalação ocorre segundo critérios de acessibilidade e visibilidade,
em locais populosos que necessitem de atendimento diuturno.
FIGURAS 1 e 2 - Kobans em Tóquio, Japão.

Fonte: Japan Internation Cooperation Agency JICA).

O Japão tem uma característica única no seu sistema policial: a polícia comunitária através de quiosques de
polícia. Os quiosques de polícia foram estabelecidos no século XIX, durante o período da Restauração Meei, na
sequência do fim do império dos senhores da guerra, quando o Japão avançava em direção à modernização. Estes
quiosques de polícia, designados por Koban nas zonas urbanas e Chuzaisho nas zonas rurais, sendo este último
quiosque residencial, constituem unidades subordinadas de postos de polícia e situam- se no nível subdistrital.
Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. As principais características desta polícia são: (1) fazer parte da
comunidade local e envolver-se em atividades relacionadas com a vida quotidiana e a segurança dos residentes; (2)
fazer saber aos residentes da comunidade que estão presentes agentes da polícia e conduzir vigilâncias de bairro,
nomeadamente patrulhas; e (3) ser os primeiros a responder a qualquer emergência. Assim, os quiosques de polícia
constituem o núcleo central das atividades da polícia comunitária e funcionam como o "Centro de Segurança
Comunitária" dos residentes locais.

11
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2.1 A missão da Base Comunitária


2.1.1 Geral

Executar policiamento ostensivo geral de forma personalizada, conforme


necessidade de cada localidade, utilizando a BC para identificar, analisar, avaliar e
responder aos problemas contemporâneos de segurança pública e melhorar a
qualidade de vida da comunidade local.

2.1.2 Particular

a) executar as atividades da BC conforme planejamento da Seção de Emprego


Operacional (P3) da UEOp, que visará, em conjunto com os órgãos do Sistema de
Defesa Social, a solução dos problemas locais com a participação da comunidade;

b) desenvolver policiamento ostensivo preventivo em locais que apresentem


problemas de segurança pública similares (crime/contravenção, medo do crime ou
desordens físicas e morais) de padrão repetitivo e/ou persistente;
c) buscar soluções para os problemas de segurança pública em conjunto com
a comunidade, utilizando a estratégia do POP, por intermédio do método IARA;

d) promover a mobilização social dos agentes comunitários, especialmente


aqueles que compõem o Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEP);

e) catalogar e acompanhar as ações dos cidadãos infratores;

f) realizar visitas comunitárias às residências e aos estabelecimentos públicos


e privados, com respectivos cadastros e registros em formulários próprios;

g) realizar visitas tranquilizadoras às vítimas de crimes, principalmente


àquelas pertencentes aos grupos vulneráveis (crianças, adolescentes, mulheres,
idosos, dentre outros), bem como às comunidades tradicionais;

h) acionar os órgãos públicos e as entidades do terceiro setor para solucionar


os problemas identificados, especialmente aqueles relativos à desordem pública
física ou moral;

i) promover atividades de comunicação organizacional para divulgar serviços


preventivos, utilizando principalmente o painel de avisos comunitários (CELOTEX),
que será obrigatório em todas as BC.

2.1.3 Eventual

a) prestar as medidas básicas de atendimento às emergências em caso de


necessidade;

b) fornecer informações ao público quando solicitadas;

c) assistir às vítimas de qualquer natureza;

d) desenvolver subsidiariamente o policiamento ostensivo geral em eventos


de alta complexidade (grande proporção, repercussão ou catástrofe), após
planejamento da Unidade de Execução Operacional (UEOp) ou da Unidade de
Direção Intermediária (UDI) especificando o serviço preventivo a ser realizado,

12
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

conforme metodologia do Sistema de Comando de Incidentes (SCI).

2.2 Execução

2.2.1 Conceito de Atuação

a) o imóvel da BC é uma edificação policial militar, instalada segundo critérios


de acessibilidade e visibilidade, em locais populosos que necessitem de atendimento
vinte e quatro horas por dia, servindo como ícone de referência da Polícia Militar para
prestação do policiamento comunitário;

b) a BC, em sua primeira linha de atuação, terá dois objetivos: (1) criar
procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia
comunitária e (2) assessorar o Cmt de Cia PM para instrumentalizar sua sedimentação;

c) o espaço geográfico em que a BC desenvolverá seus serviços deve ser bem


definida, em face dos problemas apresentados pela comunidade, preferencialmente de
forma a não extrapolar o limite territorial de um bairro (aproximadamente dois
quilômetros quadrados). A área delimitada deve favorecer o desenvolvimento das
atividades comunitárias e possibilitar a atribuição de responsabilidades aos integrantes
da BC e à comunidade local;
FIGURA 3 - Mapa informativo da área de atuação da BC. Informações fictícias.

Fonte: PMMG.

d) a equipe da BC é diretamente subordinada ao Cmt de Cia PM;

e) o Cmt de Cia PM e o Ch da Seção de Emprego Operacional (P3) da Unidade


fiscalizarão a elaboração do Plano de Ação, elaborado pelo Cmt da BC;

f) mensalmente, o Cmt de Cia PM, o Ch da Seção de Emprego Operacional (P3)


e o Cmt da BC reunir-se-ão para avaliar o controle das metas pactuadas com a
comunidade e registradas no Plano de Ação. Extraordinariamente, poderão ocorrer
reuniões com frequência diferente da estipulada;

g) considerar-se-ão, para priorização das áreas de atuação da BC, problemas de


segurança pública similares, de "padrão” repetitivo e/ou persistentes, capacidade de
mobilização social das lideranças comunitárias locais, indicadores criminais sobre delitos
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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

de menor potencial ofensivo (crimes leves) e projetos preventivos de segurança pública


em andamento;

h) a interação de todos os policiais militares da Cia PM com os serviços


desenvolvidos pela BC é fundamentalmente importante para a implantação e a
manutenção do policiamento comunitário. Os policiais militares da subárea serão os
responsáveis pela manutenção dos contatos sociais e a elaboração de ações de polícia
comunitária futuras;
i) o Cmt da Cia PM e o Cmt da Equipe da BC criarão um ambiente favorável para
a troca de experiências e sinergia para a resolução dos problemas afetos à segurança
pública;

j) o desenvolvimento dos serviços da equipe da BC buscará sempre a aplicação


dos princípios de polícia comunitária, conforme previsto nas Diretrizes estratégicas da
Instituição;

k) os policiais militares da BC adotarão, como procedimento de


operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária, as ações e fases
previstas na Diretriz que regula a polícia comunitária na PMMG;

l) O MANUAL DE PROCEDIMENTOS DO POLICIAL COMUNITÁRIO incluso na


Diretriz que regula a polícia comunitária na PMMG, será alvo de constantes instruções
para a equipe da BC;

m) Na resolução de problemas, o método IARA é o mais adequado para atuação


da BC. A identificação dos problemas de segurança apontados pela Comunidade serão
alvos de análise pelo grupamento da BC, cabendo a estes a função de assessoria. A
resolução do problema deverá ser arquitetada através de ferramentas de controle e
qualidade do trabalho com a construção de um plano de ação. Sugere-se a utilização do
5W2H2. Recairá esta responsabilidade ao Cmt da BC que deverá dar continuidade aos
trabalhos, respeitando o cronograma de trabalho e reunindo esforços no sentido de
alcançar a resolução do problema;

n) o diagnóstico para acompanhamento da eficácia do trabalho da BC será


realizado por intermédio de acompanhamentos estatísticos por muitas vezes não ser
possível mensurar quantitativamente sua efetividade. Também será realizada pesquisa
de opinião pública com lideranças Comunitárias locais e com público alvo do serviço da
BC. As pesquisas e rotinas de trabalho serão conduzidas conforme anexo "B”;

o) o Cmt da BC apresentará ao Cmt de Cia PM o plano de ação, relativo à


identificação e análise dos problemas estudados (5W2H).

2.2.2 Instalação: Critérios a serem avaliados

a) bairro populoso e que necessite de atendimento diuturno de serviço policial


preventivo;

b) local que atenda aos critérios de acessibilidade e visibilidade dos cidadãos;

Esta ferramenta tem como função o planejamento de ações a serem tomadas e são acompanhadas através de
uma planilha, levando em conta alguns critérios ao qual define o 5W2H. Esta sigla é o acrônimo em inglês para as palavras
What? Who? When? Where? Why? How? How Much?. Traduzindo: O quê? Quem? Quando? Onde? Por que? Como?
Quanto Custa?

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c) comunidade mobilizada em torno da causa de segurança pública e que apoie a


instalação da BC;

d) disponibilidade de meios materiais e recursos humanos da PMMG;


e) problemas de segurança pública similares, de padrão repetitivo e ou
persistentes;

f) indicadores criminais sobre delitos de menor potencial ofensivo3.

2.2.3 Trâmite do processo para solicitação de Instalação

a) a solicitação para instalação de BC iniciará com a elaboração de um Estudo de


Situação;

b) o Estudo de Situação para instalação da BC deverá ser elaborado pelo


Comando da Cia PM com responsabilidade territorial. O Cmt da UEOp manifestará sua
opinião favoravelmente, ou não, ao atendimento do pedido, com fundamento nos
critérios de instalação;

c) o Estudo de Situação conterá exposição de motivos e justificativas, dados


sobre a participação da comunidade, esclarecimentos acerca dos meios necessários e,
se favorável, conterá também documentação fundiária do imóvel, projetos
(arquitetônico, estrutural, elétrico, hidráulico, rede lógica e de prevenção a incêndio),
cronograma de serviço (construção/reforma) e outras informações de interesse;

d) deverá ser anexado ao Estudo de Situação cópias das atas de reuniões


desenvolvidas com a comunidade, que contenham registro favorável para instalação da
BC naquele local;

e) o Estudo de Situação será ser encaminhado à RPM, que conferirá os quesitos


acima descritos, e manifestará sua opinião, encaminhando o processo, com parecer, à
Diretoria de Apoio Operacional (DAOp);

f) a DAOp, ao receber a documentação, acompanhada do parecer da Região da


Polícia Militar (RPM), realizará avaliação técnica por meio de suas seções, e emitirá
parecer final, encaminhando a resposta para o Estado-Maior da Polícia Militar (EMPM)
deliberar.

g) quando a instalação da BC depender de convênio com prefeituras municipais


ou com outros órgãos, o Cmt da UEOP observará as normas em vigor.

2.2.4 Desativação da Base Comunitária

a) o pedido de desativação de BC deve ser, devidamente fundamentado pelo Cmt


da UEOp, em cuja área se encontra instalada. Deverá ser anexado ao Estudo de
Situação cópias das atas de reuniões desenvolvidas com a comunidade que contenham
registro favorável para desinstalação da BC naquele local;

b) o Estudo de Situação deverá ser remetido à RPM, que concordará ou não com
o pedido, justificando sua deliberação;

Justifica-se este critério pois, os crimes de menor potencial ofensivo ocorrem com frequência e estão
relacionados com o medo do crime.

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c) sendo a deliberação favorável à manutenção da BC em funcionamento, o


processo será restituído e arquivado na UEOp de origem;
d) sendo a deliberação favorável à desativação da BC, a RPM encaminhará o
processo ao Chefe do EMPM para avaliação técnica e decisão final.

2.2.5 Controle e acompanhamento

a) no nível operacional, os integrantes da BC deverão relatarão diariamente por


meio do Relatório de Atividades (anexo "C”), todas as ações e operações realizadas. Os
relatórios serão confeccionados por turno de serviço e vistoriados pelo Policial Militar
mais antigo do turno, pelo Cmt da BC e pelo Cmt da Cia PM;

b) a UEOp comporá uma Comissão de Acompanhamento de Resultados. A


Comissão reunir-se-á mensalmente para acompanhar o desempenho dos policiais
militares componentes da BC, assim como os resultados alcançados. Da reunião será
elaborada uma ata constando todos os assuntos abordados e resultados alcançados.
Posteriormente, a ata será encaminhada à Seção de Emprego Operacional da P3/RPM
com o fim de, manter controle dos trabalhos realizados e correção/padronização do
recurso na PMMG;

c) a avaliação da qualidade do serviço prestado pela BC ocorrerá conforme


anexo "B”, podendo o EMPM ou DAOp deliberar outros indicadores para o serviço da
BC;

d) a Comissão de Acompanhamento de Resultados será composta pelo Oficial


QOS psicólogo, Chefe da Seção de Inteligência, Chefe da Seção de Planejamento e
Operações, Cmt de Cia PM e chefiada pelo Subcmt da UEOp.

2.3 Atribuições das Unidades Subordinadas

2.3.1 Diretoria de Apoio Operacional


a) planejar, programar, coordenar, controlar e avaliar o desenvolvimento da BC
em Minas Gerais;

b) assessorar a Chefia do EMPM quanto à criação ou extinção da BC.

c) gerir a equipe de treinamento a ser empregada nos cursos e seminários,


segundo a filosofia e metodologia própria do Sistema Koban, bem como, avaliar os
documentos produzidos no desenvolvimento de suas atribuições;

d) assessorar o EMPM na deliberação sobre a necessidade de capacitações,


definição de vagas e locais que sediarão os treinamentos de forma a cumprir o
planejamento estratégico da Instituição, no que se refere ao esforço operacional na
prevenção criminal;

e) representar a PMMG na Câmara Técnica de Polícia Comunitária do Conselho


Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares
do Brasil (CTPROERD/CNCG), quando a pauta do encontro referir-se à BC;
f) interagir com a Japan International Cooperation Agency (JICA) e a National
Police Agency (NPA) de forma a manter um contínuo alinhamento com as práticas
operacionais, reportando-se sempre ao EMPM3 acerca dos contatos estabelecidos.

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2.3.2 Regiões de Polícia Militar (RPM)

a) planejar, coordenar, controlar e avaliar o desenvolvimento do serviço da BC


pelas UEOp subordinadas, de forma alinhada às diretivas estabelecidas pela PMMG;

b) diagnosticar e propor, à DAOp, a necessidade de treinamentos, reposição de


efetivo habilitado e expansão da quantidade de policiais militares a serem capacitados
para a BC;

c) consolidar os dados de atendimento pela BC por trimestre, e manter em


arquivo para subsidiar planejamento futuro;

d) disponibilizar, quando solicitado pela DAOp, oficiais e/ou praças subordinados


à sua UDI, habilitados com Curso Internacional Multiplicador de Policia Comunitária -
Sistema Koban, para o exercícios de treinamentos, aperfeiçoamentos e seminários
sobre BC;

e) orientar o Centro Integrado de Comunicações Operacionais (CICOP) ou


serviços correlatos, tais como Comando de Policiamento da Unidade (CPU), Centro de
Operações Policiais Militares (COPOM), Sala de Operações da Unidade (SOU), sobre a
missão da BC, para que não haja emprego do efetivo ou recursos da BC em
radiopatrulhamento (atendimento 190), pois suas atividades são, preferencialmente,
preventivas.

2.3.3 Unidades de Execução Operacional (UEOp)

a) receber solicitação formal do CONSEP, ou de entidade do terceiro setor,


manifestando o desejo de criar ou extinguir BC;

b) designar oficial PM, através de publicação em Boletim Interno, para elaborar


Estudo de Situação visando criação ou extinção de BC;

c) estabelecer convênio ou termo de cooperação que contemplem as atividades


a serem desenvolvidas, conforme normas em vigor na Instituição;

d) promover, mensalmente, reunião da Comissão de Acompanhamento de


Resultados, registrando os assuntos abordados em ata;

e) promover reuniões com o CONSEP para a mobilização social dos agentes


comunitários e esclarecimentos sobre o serviço prestado pela BC;

f) avaliar, anualmente, o desempenho dos policiais militares que atuam na BC e


premiar, dentre esses, aqueles que se destaquem no cumprimento da missão;

g) determinar ao Chefe da Seção de Inteligência (P2) que repasse aos Cmt de


Cia e Comandantes da BC todos os dados/informações qualitativas referentes à
segurança pública das áreas envolvidas, e que, participe como membro da Comissão de
Acompanhamento de Resultados;

h) recomendar ao Cmt da Cia PM que participe como membro da comissão de


acompanhamento de resultados;

i) determinar ao Chefe da Seção de Orçamentos e Finanças (SOFI/P4) que


providencie e mantenha em estoque, talões impressos dos relatórios e formulários dos

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anexos “C”, “D”, “E”, “F”, “G”, “H”, “I” e “J” desta instrução, observando os itens 2.4.11 e
2.4.12;

j) determinar ao Chefe da Seção de Comunicação Organizacional (P/5) que


divulgue as ocorrências de destaques e resultados de reconhecimento social
satisfatórios, envolvendo a BC, apoiando a BC nas atividades de promoção social e que
busque parcerias junto aos veículos de comunicação, para que noticiem as demandas
sociais da comunidade.

2.3.4 Comandante de Companhia PM

a) responsabilizar-se mediatamente pelo desenvolvimento do serviço da BC;

b) supervisionar a qualidade das atividades da BC;


c) facilitar a comunicação dos integrantes da BC com os demais órgãos do
Sistema de Defesa Social, principalmente no que se refere à resolução de problemas
comunitários;

d) participar de reuniões comunitárias requeridas pela BC junto à comunidade,


quando necessário;

e) repassar sistematicamente, aos integrantes da BC, informações sobre os


indicadores criminais;

f) integrar a Comissão de Acompanhamento de Resultados da BC;


g) comparecer, no mínimo semanalmente, às dependências da BC, para vistar
os relatórios e os formulários preenchidos;

h) zelar pela existência e conservação dos equipamentos operacionais


obrigatórios da BC e exigir que seus comandados façam o mesmo, bem como que zelem
pela boa manutenção, limpeza e funcionamento;

i) possibilitar que ao menos uma vez ao mês, o efetivo da BC tenha treinamento


específico em temáticas ligadas à filosofia de polícia comunitária e policiamento
orientado para o problemas;

j) apoiar as ações de aproximação e contato com a comunidade, delegando-a ao


efetivo escalado na missão;

k) auxiliar na mobilização comunitária de apoio a BC, trazendo lideranças para a


consecução dos objetivos;
l) divulgar os trabalhos realizados pela BC junto ao Comando da UEOp e da
RPM;

m) estimular o Cmt da BC para que o serviço da Base seja divulgado pela mídia
de bairro e mídia de massa;

n) determinar ao analista criminal da Cia PM que forneça ao Cmt da BC,


sistematicamente ou quando solicitados, as informações de análise criminal, referentes à
evolução dos crimes nas respectivas áreas de atuação e que participe como membro da
Comissão de Acompanhamento de Resultados da BC;

o) substituir os policiais militares que se enquadrarem nos itens abaixo:

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- for classificado no conceito "C”,

- for punido por falta grave nos últimos dois anos, notadamente, quanto ao
art. 13, VI do Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Minas Gerais,

- for punido por embriaguez alcoólica, ou por estar sob efeito de


entorpecente, conforme art. 13, inciso VI do Código de Ética e Disciplina dos Militares do
Estado de Minas Gerais,

- manifestar formalmente sua vontade de não mais desenvolver o serviço


da BC, após transcorrido, por no mínimo, 01 (um) ano de serviço prestado na BC,

- utilizar o serviço da BC para auferir vantagem pessoal, devidamente


comprovado em processo administrativo

- for condenado por sentença judicial transitado em julgado, com pena


aplicada superior a 02 (dois) anos.

2.3.5 Comandante da Base Comunitária - Gestor

a) o Cmt da BC será um Subtenente ou Sargento, que é o responsável imediato


pela BC. O horário do Cmt da BC será o de expediente administrativo, podendo ser
ajustado pelo Cmt de Cia, conforme as necessidades particulares da BC;

b) participar de reuniões com a comunidade, mesmo se fora do expediente


administrativo, além de cumprir e fazer cumprir as leis, normas e diretrizes em vigor na
PMMG, principalmente no que tange a Polícia Comunitária.

c) conhecer as particularidades da área abrangida pela BC, fortalecendo contatos


com seus moradores, comerciantes e lideranças;

d) planejar, juntamente com o Cmt de Cia, a distribuição dos recursos disponíveis


(policiamento a pé, policiamento de bicicleta, viatura, etc.) na área da BC, montando
quadro de trabalho semanal, de maneira a otimizar a presença preventiva e ostensiva;
e) distribuir, no quadro de trabalho semanal, os horários em que os militares
realizarão as diversas atividades desempenhadas pela BC, tais como: instruções,
agenda de visitas com entrega de cartões de visita comunitária, visitas residenciais e a
estabelecimentos públicos e privados, visitas às vítimas de ação criminal, fiscalização de
trânsito e meio ambiente, patrulhamento preventivo, dentre e outros;

f) organizar banco de dados contendo os pontos críticos e locais de interesse da


área da BC (órgãos públicos, bancos, hospitais, escolas, etc.), o cadastramento dos
moradores e o preenchimento das formas de registro da BC, conforme anexos desta
Instrução;

g) vistoriar e manter em arquivo toda a escrituração da BC, conservando os


relatórios e formulários em condições de consulta e pesquisa;

h) estimular o efetivo da BC para ter postura e ação proativa, especialmente, a


observar e conhecer os delitos de menor potencial ofensivo da área, facilitando a
prevenção, e estar à frente dos projetos típicos de polícia comunitária em
desenvolvimento na área da BC, trazendo sugestões para seu aprimoramento ao Cmt da
Cia, principalmente ouvindo a comunidade e o efetivo da BC;

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i) relatar quantitativa e qualitativamente todas as ações desenvolvidas na BC,


mantendo arquivo dos dados;

j) gerenciar a comunicação disponível na BC, assegurando-se que os meios


disponíveis atendam às necessidades de contato com o CICOP/COPOM/SOU com a Cia
PM;

k) atuar como multiplicador de seus conhecimentos quanto às Diretrizes da


Corporação e à Filosofia de Policia Comunitária, principalmente junto ao efetivo da BC,
tanto em situações informais, como em instruções previamente agendadas;

l) quando do atendimento de ocorrências por parte do efetivo da BC, que


culminem em flagrante delito, apoiar ou providenciar apoio a apresentação dos fatos
junto à Delegacia de Polícia;

m) realizar análises ambientais, geográficas e sócio-culturais da área de atuação,


buscando a organização do local de atuação da BC e cumprindo a legislação vigente por
parte de todos os Cidadãos;

n) representar a PMMG nas entidades do terceiro setor (ONGs) ligadas à


segurança pública que atuam na área da BC (CONSEP, Associações Comunitárias,
Conselho Tutelar, Conselho Antidrogas, entre outras);

o) mobilizar a comunidade para que seja parceira nas questões de segurança


pública, estabelecendo canais ágeis de comunicação para críticas, sugestões e
solicitações objetivando dimensionamento e avaliação do serviço prestado;

p) manter dados atualizados do histórico da BC, bem como, planta baixa do seu
prédio, delimitação da área de atuação em mapa com a plotagem dos equipamentos
públicos (bancos, rodoviária, igrejas, clubes, entre outros), em local visível;
q) providenciar o "mural da comunidade” de acordo com o modelo padrão,
conforme regulamentado. Deverá ser alocado em local visível na parte externa da BC,
contendo informações, tais como: dicas de segurança, notícias relevantes de jornal,
datas de reuniões do CONSEP etc.

r) estabelecer metas em parceria com a comunidade, criando um plano de ação


para alcançar os objetivos propostos e solução dos problemas;

s) atentar para os problemas que, apesar de não serem diretamente atinentes à


segurança pública, possam trazer consequências imediatas, informando-os o Comando
de Cia, ou atuando diretamente com seus subordinados (mobilizando a comunidade ou
providenciando o acionamento dos órgãos competentes), para solução destes
problemas, exemplos deles são: coleta de lixo, vendedores ambulantes, perueiros, sem
teto, urbanização, saneamento básico, iluminação pública, terrenos baldios e
abandonados, trânsito, dentre outros;

t) identificar e analisar, de forma detalhada, as ocorrências criminais da área de


atuação, adequando o planejamento da ação policial às necessidades, de forma a
prevenir ocorrências de delitos;

u) identificar e realizar reuniões periódicas com as lideranças comunitárias,


otimizar recursos para resolver problemas de segurança pública, mobilizando-as;

v) incentivar programas educativos e promoção de palestras e cuidar para que

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todos os policiais militares coloquem em prática, nas mais diversas situações, os


princípios, normas e ensinamentos técnicos e táticos de policiamento comunitário, bem
como os de relacionamento com o público, sempre embasados no ordenamento jurídico
e nos preceitos éticos e morais da comunidade onde atua;

w) propor ao Cmt de Cia a inclusão ou afastamento de policiais militares da


equipe da BC;

x) conhecer, respeitar, fazer respeitar e difundir os direitos de cidadania, para o


pleno êxito do policiamento comunitário;

y) manter banco de dados atualizado sobre infratores recorrentes na área de


atuação da BC;

z) realizar reunião com todos os policiais militares da BC, a cada trimestre, com a
presença do Oficial QOS psicólogo da Unidade, para avaliação do cumprimento de
metas e mensuração da produtividade individual do efetivo. Essas informações
comporão o relatório trimestral da Comissão de Acompanhamento de Resultados.

2.3.6 PM da Base Comunitária - “Operador”

a) o horário das praças da BC respeitará os turnos de serviço previsto em vigor na


PMMG, sugerindo-se estarem de serviço no mínimo 3 (três) policiais militares na BC por
turno de serviço, ou conforme a viabilidade do efetivo da Cia PM;

b) preencher diariamente o relatório de atividades, conforme anexo "C”, sendo


confeccionado um relatório por turno de serviço;
c) cumprir as atividades diárias, de acordo com o quadro de trabalho semanal
elaborado;

d) estar em condições de prestar informações, primeiros socorros e os primeiros


atendimentos quando de ocorrências de trânsito e outras de caráter policial, solicitando
apoio para o encaminhamento, buscando atender o cidadão o mais rápida e
eficientemente possível;

e) conhecer as características da comunidade em que atua, estreitando vínculos


com os cidadãos e com as lideranças comunitárias locais, de forma contínua e
permanente, que haja solução de continuidade na interação entre polícia e comunidade;

f) atuar, baseado na característica da iniciativa, na busca de soluções para


quaisquer problemas que prejudiquem a qualidade de vida da comunidade em que está
inserido e possam afetar a ordem pública, principalmente o medo do crime e as
desordens físicas e morais;

g) adotar providências cabíveis quando constatar a existência de indícios de


desordem pública de competência de outros órgãos, confeccionando o Relatório de
Constatação de Desordem física ou Moral4 (ReCoD) anexo "D”;

h) inteirar-se dos acontecimentos ocorridos no turno anterior;

Desordem física ou moral são fatos que se referem à aparência das coisas ou dos comportamentos das pessoas e
que não constituem crime/contravenção (propriamente dito), mas facilitam sua ocorrência. Exemplos são: praticar a
prostituição na porta de um condomínio, grafitar (com autorização do proprietário do imóvel) o muro numa rua deserta,
manter um lote vago com a vegetação elevada e sem o devido cercamento.

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i) realizar visitas às vítimas de ações criminais, preenchendo formulário próprio,


conforme anexo "F” desta Instrução. As visitas serão, preferencialmente agendadas,
utilizando para isto, o cartão de visita comunitária do anexo "J”;

j) realizar visitas comunitárias a estabelecimentos públicos e privados,


preenchendo formulário próprio, conforme anexo "I” desta Instrução. As visitas serão
preferencialmente agendadas, utilizando para isto o cartão de visita comunitária do
anexo "J”;

k) realizar visitas residências, preenchendo formulário próprio conforme anexo


"H” desta Instrução. As visitas serão preferencialmente agendadas, utilizando para isto, o
cartão de visita comunitária do anexo "J”;
l) preencher relatório de passagem de serviço sempre no início e término do
turno, conforme anexo "G”;

m) primar pela excelência na prestação dos serviços policiais militares. Para isto,
exige-se postura receptiva a críticas e sugestões apresentadas pela comunidade, que
devem ser encaminhadas ao escalão superior para avaliação e providências
decorrentes, quando fugirem à competência de resolução dos policiais militares lotados
na BC;
n) exercer atividade externa à BC, sempre portando rádio transceptor portátil
para se comunicar com a base ou solicitar apoio quando necessário;
o) participar do planejamento e execução de projetos a serem desenvolvidos
pela BC;

p) auxiliar na consecução dos projetos de polícia comunitária desenvolvidos pela


BC;

q) conhecer as particularidades da área de atuação, fortalecendo os contatos


com os moradores, comerciantes, lideranças e demais entidades de classe;

r) consolidar postura de policial militar empregado na BC:

- não permanecer no interior da BC ou na via pública em "grupos”,

- não ler jornais, revistas e livros,

- não assistir televisão durante o turno de serviço,

- manter-se sempre atento e prestativo para com a comunidade,

- não fumar no interior da BC,

- não comer quando estiver atendendo ao público,

- zelar pelas condições de higiene próprias e do seu local de trabalho;

- não atender ao público sentado ou encostado em qualquer anteparo.


s) conhecer, respeitar, fazer respeitar e difundir os direitos de cidadania para o
pleno êxito do policiamento comunitário;

t) atuar, os cabos e soldados, tanto em Patrulhamento (motorizado, a pé ou com

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bicicletas) ou Permanência (aquele que fica no interior da BC);

u) executar, durante o turno de serviço, diferentes funções de patrulhamento e de


permanência, promovendo um rodízio das funções, de forma a favorecer uma maior
interação comunitária com todos os integrantes da BC.

2.3.7 PM de permanência na BC

a) cumprir leis, normas e diretrizes em vigor na PMMG, principalmente no que


tange a Polícia Comunitária;

b) atender solicitações do público que comparece a BC, dando informações


precisas sobre logradouros, serviços, pontos de interesse na área da BC e manusear o
Banco de Dados existente na BC;

c) atender telefonemas;

d) estar atento à rede rádio;

e) zelar pelo material existente na BC, principalmente o Material Bélico;


f) relacionar todas as solicitações de serviço e de informações em formulário
próprio, conforme anexo "E”, visando parametrizar retirar os serviços mais solicitados e
desenvolvidos pela BC;

g) relacionar todos os materiais e documentos encontrados ou entregues, ao


efetivo da BC, no formulário de solicitações de serviço ou Informações (anexo "E”).
Manter esses materiais guardados em segurança e sempre anotar o destino dado
(entregue em agência dos Correios, entregue a reclamante etc.);

h) manter pelos menos um militar no posto de serviço, evitando que a BC fique


desguarnecida;

i) permanecer na parte externa da BC, se for o único policial presente no posto,


estando atento ao rádio e/ou telefone (quando houver), mostrando disponibilidade e
acessibilidade à comunidade;

j) elaborar Boletins de Ocorrência de registro posterior, quando solicitado. Na


mesma situação do item anterior, quando o policial estiver sozinho na BC e for solicitado
a atender uma ocorrência de registro imediato, deverá solicitar apoio obedecendo
sempre ao princípio da supremacia de força;

k) zelar para que o "Mural da Comunidade” (quadro de avisos) permaneça


organizado e atualizado;

l) coordenar, durante seu turno de serviço, o lançamento informações no


relatório de atividades diárias conforme anexo "C”.

2.3.8 PM de patrulhamento no entorno da BC

a) observar as funções de patrulhamento e permanência, alternando os policiais


militares de um mesmo turno de serviço, sempre que possível nas diversas funções. Isto
para que todos possam conhecer a área, a comunidade e estarem aptos a desempenhar
as funções quando do afastamento regulamentar de qualquer efetivo;

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b) cumprir as leis, normas e diretrizes em vigor na PMMG, principalmente, no que


tange à Polícia Comunitária;

c) executar o patrulhamento na área da BC, respeitando a abrangência e


itinerários, previamente definidos pelos Cmt da BC e Cmt de Cia;

d) estreitar o contato com a Comunidade, Durante o patrulhamento e, quando no


processo motorizado, estando em pontos de estacionamento, conhecendo seus
integrantes, bem como os problemas da região;

e) portar rádio transceptor para comunicar-se com a BC ou solicitar apoio, quando


necessário;

f) ter o sentido de observação bastante apurado, quando em patrulhamento, de


forma a reconhecer fatores que destoem da normalidade e possam ocasionar problemas
na área de segurança, agindo proativamente e acionar os canais competentes para a
solução;
g) conhecer endereços de hospitais, correios, repartições públicas, postos de
atendimentos assistenciais, telefones úteis e outros registros necessários para melhor
servir e informar a população.

h) prestar o primeiro atendimento, quando deparar com ocorrências policiais, em


caso de flagrância e na sequência, dar o encaminhamento necessário para o melhor
atendimento à vítima.

i) atentar para os problemas de desordem de pública, mobilizando a comunidade


ou providenciando o acionamento dos órgãos competentes para solução desses
problemas. Exemplo deles são: lixo em logradouros públicos, vendedores ambulantes,
transporte clandestino (perueiros), mendicância, falta de saneamento básico, iluminação
pública precária, veículos abandonados, grafitagem, terrenos baldios e outros.

j) cadastrar moradores, logradouros, pontos de interesse e de preocupação pelo


risco que oferecem à Segurança Pública no posto da BC.

k) registrar ao término do serviço, no Relatório de Atividades (anexo "C”), os


logradouros, pontos críticos e de interesse para o Policiamento comunitário e para a
realização de projetos específicos;

l) autuar as infrações de trânsito, promovendo a ordem e a melhor organização


do espaço5 em que a BC atua;

m) estar no interior da BC, quando não estiver em patrulhamento, sendo que um


policial sempre deverá permanecer do lado externo da BC, mostrando disponibilidade e
acessibilidade à comunidade;

n) conhecer, respeitar, fazer respeitar e difundir os direitos de cidadania para o


pleno êxito do policiamento comunitário.

A organização do espaço é de importância fundamental para o reconhecimento e a moralização da segurança


pública. O policial deve buscar a todo o momento a ordem física e moral do local em que atua. Assim, infrações leves como
as de trânsito e meio ambiente (exemplo pichação) tornam-se alvo das ações de prevenção, pois são causa, e não
consequência, da desordem.

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2.4 Prescrições Diversas para o Emprego da Base Comunitária

2.4.1 Compete ao Estado-Maior da Polícia Militar:


a) estabelecer as diretivas estratégicas para a BC no campo da prevenção
criminal;

b) aprovar a criação ou extinção da BC, mediante parecer técnico da DAOp;

c) monitorar o serviço da BC e fomentar o realinhamento para seu


aperfeiçoamento;

d) facilitar as atividades a serem desenvolvidas pela DAOp, UDI e UEOp;


e) assegurar recursos orçamentários e financeiros, necessários a à criação,
reforma e manutenção da BC.
2.4.2 Poderão os Comandantes de Unidades propor a reforma de Postos de Polícia
Comunitária (PPC) ou de outras edificações, para a criação de BC, e prestação desse
novo serviço, desde que, observados os critérios e trâmite de instalação, contidos nos
itens 2.3 e 2.4.
2.4.3 O Cmt de Cia poderá delegar, no todo ou em parte, aos oficiais subalternos da
Companhia, as atribuições que lhe competem nesta instrução.
2.4.4 É vedada a utilização dos integrantes da BC na função de recobrimento ao
policiamento ordinário ou outras formas de policiamento, que não as contempladas nesta
Instrução.
2.4.5 A escala da BC será supervisionada pelo Cmt de Cia PM, devendo sua execução
estar de acordo com os documentos normativos institucionais.

2.4.6 Os policiais militares, componentes da BC, prestarão serviço especificamente no


respectivo posto de atuação, não podendo ser remanejados e nem substituídos sem
justificação.
2.4.7 As viaturas utilizadas pela BC não poderão ser utilizadas por outros policiais
militares, exceto se, devidamente autorizado pelo Cmt da UEOp.
2.4.8 Os policiais militares componentes da BC serão, preferencialmente, armados fixo.

2.4.9 Além das instruções semanais, a cada trimestre, os policiais militares


componentes da BC participarão da reunião de avaliação com a presença do Oficial
QOS psicólogo da Unidade, cujas informações comporão o relatório trimestral da
Comissão de Acompanhamento de Resultados.
2.4.10 Sempre que houver militares da equipe da BC de férias, o Cmt da Cia PM ira
substituí-los por militares do efetivo de sua Cia PM.
2.4.11 Os formulários constantes no anexo desta Instrução serão sempre preenchidos
mão, com caneta. Em hipótese alguma, deverão ser digitados ou digitalizados.
2.4.12 Os formulários constantes nos anexos desta Instrução serão ser impressos em
formato A4 (21x29,7 cm), a fim de facilitar o manuseio e arquivamento.
2.4.13 A realização das ações e operações policiais pela BCM observarão os critérios
relativos à qualidade das intervenções policiais previstos na Diretriz n° 3.02.01/2009 -

25
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

CG.
2.4.14 A coordenação e o controle dar-se-ão por intermédio de supervisão, visita e
acompanhamento das atividades da equipe e análise do desempenho oriundo dos dados
lançados pela BCM, observando-se normas internas específicas, previstas na Diretriz n°
3.02.02/2009 - CG.

2.5 Administração

2.5.1 Pessoal
a) sugere-se que o efetivo da BC seja composto, conforme quadro abaixo, sob o
comando imediato de 01 Subten / Sgt PM e supervisionado por 01 Oficial Subalterno:

Processos desenvolvidos
Efetivo na BC Sub / Sgt Cb / Sd TOTAL
(diuturno)

Permanência na BC
Mínimo 01 12 13
Policiamento a pé / ciclopatrulha

Permanência na BC

Intermediário Policiamento a pé / ciclopatrulha 01 16 17

Motorizado (dia ou noite)

Permanência na BC

Máximo Policiamento a pé / ciclopatrulha 01 20 21

Motorizado

b) a equipe será formada por policiais militares conforme os seguintes requisitos:

- convocados voluntariamente,
- que não tenham sido, nos últimos (12) doze meses, punidos por abuso de
autoridade, emprego indevido de arma de fogo, uso de bebida alcoólica e outras
transgressões de natureza grave,

- capacitados no Treinamento Policial Básico (TPB),

- possuir, preferencialmente, os cursos de: 1) Promotor de Polícia


Comunitária, 2) Promotor de Direitos Humanos, 3) Policiamento Orientado para o
Problema, 4) Segurança Preventiva Orientada para o Turismo, na forma presencial ou à
distância - via web.

b) os policiais militares voluntários passarão por um processo de seleção


psicológica, quando serão avaliados sobre as seguintes características: autodomínio
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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

quando submetido a altas pressões, capacidade de mobilização social, capacidade de


trabalhar em parceria com o público e espírito de equipe;

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 29 - )

c) os policiais militares selecionados serão submetidos a um treinamento


complementar padronizado, de capacitação específica, com disciplinas voltadas para
a polícia comunitária, mobilização social, direitos humanos, mediação de conflitos,
comunicação organizacional, policiamento orientado para o problema e hospitalidade,
sob a coordenação da APM. A DAOp apresentará sugestão de plano de curso;

d) quando não houver policiais militares devidamente capacitados, o Cmdo da


UEOp, providenciará o treinamento complementar antes de iniciar o serviço da BC;

e) a APM planejará e realizará anualmente o curso de capacitação, com a


formação de turmas de acordo com a necessidade da Corporação, bem como
desdobrar á instrução para fins didático-pedagógicos;

f) os policiais militares selecionados permanecerão na equipe por, no mínimo,


(01) um ano. Salvo os casos de transferência, realização de cursos, inadaptabilidade
ao serviço e afastamentos solicitados pelo Cmt da BC, após análise do Cmt de Cia;

g) a guarnição da BC terá no mínimo 3 (três) policiais militares por turno de


serviço, observado o território, a densidade populacional e a incidência criminal;

h) a participação de policiais militares femininas na BCM ocorrerá de acordo


com as normas internas da PMMG;

i) cada policial militar da BC portará, durante o serviço, um colete balístico


individual, armamento de porte, preferencialmente pistola calibre .40 com 2
carregadores completos, rádio transceptor de porte, com acessórios, bastão tipo
tonfa, algemas, lanterna e outros recursos que se fizerem necessários.

2.5.2 Logística
a) a BC será composta por:

- edificação policial-militar, instalada segundo os critérios de


acessibilidade e visibilidade. Deve possuir, no mínimo, dependências e mobiliário
para acomodação do efetivo nela lotado, com sala de reuniões, copa, local adequado
para guardar armas, banheiro e alojamento, bem como, local próprio para
atendimento ao público e vaga para pelo menos, uma viatura policial e duas bicicletas,
FIGURA 4 - Sugestão de planta baixa para BC.

- uma viatura quatro rodas ou 02 (duas) motocicletas de apoio a sua


disposição,

- duas bicicletas, modelo padrão, utilizadas pela PMMG,

- dois computadores, com acesso a internet, com conexão de alta


velocidade, que sirva para o lançamento de Registro de Evento de Defesa Social
Fonte: PMMG.

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 31 - )
(REDS), além de outras operações comunitárias, como consulta a logradouros, aos
sítios do Governo do Estado, da PMMG, do DETRAN e de outros serviços sociais,
devendo um dos computadores estar na sala da recepção e o outro na sala do Cmt da
BC. A acessibilidade obedecerá, ademais, ao que dispõe a legislação estadual acerca
da web 2.0.
b) as BC poderão possuir outros equipamentos como: filmadora, máquina fotográfica
digital, dentre outros, desde que, necessários e disponíveis.
FIGURA 5 - Detalhe do interior de um Koban no Japão. FIGURA 6 - Fachada.

Fonte: PMMG.

c) critérios de visibilidade:

- placas de identificação: serão confeccionadas na cor azul blau, RGB


(R:0, G:51, B:153), contendo a medida de 80 cm (oitenta centímetros) de altura. A
largura variará de acordo com o comprimento da fachada da construção. Serão
confeccionadas em chapa galvanizada, em módulos abaulados, pintadas com tinta
automotiva na cor azul-blau, RGB (R:0, G:51, B:153), com letreiro luminoso tipo "back
Light". Na parte inferior, há uma altura de 15 cm (quinze centímetros) da base da
placa, será pintada uma faixa horizontal, na cor amarelo-ouro, RGB (R:255, G:255,
B:0), de 2,0 cm (dois centímetros) de largura, que cobrirá toda sua extensão.

Fonte: PMMG.

29
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

Numa das laterais, variando conforme a estética da construção, será afixada uma
placa em estrutura tubular de aço retangular, contendo um acrílico branco opaco
preso entre os frisos, com altura 100 cm (cem centímetros) por 140 cm (cento e
quarenta centímetros) de largura. Em alto relevo, será inscrita a Logomarca da Polícia
Militar, devendo a medida da letras ser de 18,0 cm (dezoito centímetros) de altura e
construída obedecendo aos padrões contidos na Instrução n° 003/01-CG PMESP,
2006. Do lado oposto, acima da faixa amarela, no último módulo da placa, virá a
inscrição plotada nominativa da base comunitária, em fonte Frankfurt Gothic Heavy,
no tamanho de 14 cm (quatorze centímetros), Maiúscula/minúscula. Se vista
lateralmente, será observada uma pequena concavidade na parte frontal da placa e
do acrílico, com aproximadamente 20,0 cm (vinte centímetros) de raio.
FIGURA 7 - Placa de Identificação da Base Comunitária.

Fonte: PMMG.

- totem ou bandeira: os totens serão confeccionados em estrutura


tubular de aço, revestida em chapa galvanizada na cor prata. O suporte (poste) terá
estrutura de aço, formato arredondado, com 15 cm (quinze centímetros) de diâmetro
de espessura, altura entre 250 (duzentos e cinquenta) e 500 cm (quinhentos
centímetros), variando de acordo com o local, construção e a condição de visibilidade.
Ao suporte será adicionado um acrílico branco opaco entre os frisos, formato
retangular, de medidas 120 cm (cento e vinte centímetros) de altura por 180 cm (cento
e oitenta centímetros) de largura, iluminação fluorescente tipo "back light", contendo a
Logomarca da PMMG em alto relevo de dimensões proporcionais ao tamanho do
acrílico.
FIGURA 8 - Totem de Identificação.

PQLUÏÇJA
MILITAI?

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 32 - )
As bandeiras serão confeccionadas em estrutura de aço tubular, revestida por
chapa galvanizada pintada na cor prata. Ao suporte, será acrescido um acrílico banco
opaco entre os frisos, nas medidas 60 (sessenta) por 80 cm (oitenta centímetros),
contendo a Logomarca da PMMG inscrita em alto relevo, proporcional ao tamanho do
acrílico e iluminação fluorescente tipo "back light". A bandeira será utilizada somente
quando o totem ou a placa não forem devidamente visualizados por pedestres, em
função da existência de marquises, árvores ou outros obstáculos.
FIGURA 9 - Bandeira de Identificação.

POLÍCIA
MILITAR
DÉ M I N A S G E R A I S

Fonte: PMMG.

- Fachada: o layout da fachada da BC deverá ser aprovado pelo


EMPM5.

FIGURA 10 - Layout da fachada.

- "Mural da Comunidade”: a descrição técnica será apresentada em


norma especifica a ser elaborada pelas Diretorias de Apoio Operacional (DAOp) e
Diretoria de apoio Logístico (DAL).
Fonte: PMMG.

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

FIGURA 11 - Modelo de Mural da Comunidade.

Fonte: PMMG.

d) na fachada de entrada da BC, em local de destaque, será colocada


bandeira da República Federativa do Brasil e do Estado de Minas Gerais. Observar-
se-á respeito à hierarquia das Bandeiras, ou seja, Bandeira do Estado à esquerda da
Bandeira da República.

2.6 Ligações e Comunicações

2.6.1 Ligações

Conforme normas internas da PMMG.


2.6.2 Comunicações

a) visando padronização do serviço em todo o Estado de Minas Gerais, fica


estabelecido que o layout de todas as peças gráficas (jornais, dicas de segurança,
folder, imãs de geladeira, adesivos e cartões de visita) deverão ser aprovadas pela
EMPM5 com apoio técnico/operacional da DAOp;

b) a Diretoria de Apoio Logístico (DAL) deverá prover e custear a estrutura de


telefonia fixa, de rádio comunicação (móvel e fixo) e acesso ilimitado à internet;

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

3 BASE COMUNITÁRIA MÓVEL (BCM)


É um serviço preventivo prestado por uma equipe de policiais militares
preparados para aplicar o policiamento orientado para o problema (POP), com o apoio
da comunidade, e utiliza uma viatura (tipo trailer ou van adaptados) e outros
processos de policiamento, tais como a pé, de ciclopatrulha e de motocicleta, com o
objetivo de reduzir o crime de menor potencial ofensivo, a sensação de insegurança e
a desordem pública em áreas com alta densidade populacional sazonal.

Visa fazer frente às circunstâncias que necessitem de presença policial militar


não permanente. Deve ser empregada, após criteriosa avaliação do comando da
UEOp, onde haja necessidade ocasional ou transitória, ainda que periódica.

3.1 Missão

3.1.1 Geral

Executar o policiamento ostensivo geral de forma personalizada6, conforme


necessidade de cada comunidade, utilizando a Base Comunitária Móvel (BCM) para
identificar, analisar e responder aos problemas contemporâneos de segurança
pública, avaliando a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

3.1.2 Particular

a) executar as atividades da BCM, conforme o planejamento da Seção de


Emprego Operacional (P/3) da UEOp, que visará, em conjunto com os órgãos do
Sistema de Defesa Social, a solução dos problemas locais com a participação da
comunidade;

b) executar o policiamento ostensivo em locais que apresentem problemas


similares, em "padrão” repetitivo e persistente (tipo de infração, local, pessoas, tempo,
eventos);

c) assessorar o Cmt e os policiais militares da Cia PM em que estão atuando


quanto à utilização da metodologia do Policiamento Orientado para o Problema, por
meio do método "Identificar, Analisar, Resolver e Avaliar” (IARA);

d) identificar e mobilizar as lideranças comunitárias dessas áreas, com o


intuito de trabalhar em parceria com a comunidade;

e) acionar os órgãos públicos sempre que deparar com demanda específica


local, no intuito de solucionar o problema identificado;

f) catalogar e realizar acompanhamento das ações de infratores e dos locais


que atuam, subsidiando com informações à UEOp, para o planejamento de ações e
operações conjuntas, evitando assim, a ocorrência do crime;

g) realizar visitas comunitárias;


h) participar de reuniões comunitárias;
i) realizar patrulhas na respectiva circunscrição onde se encontra a BCM;

6
É necessário um policial plenamente envolvido com a comunidade, conhecido pela mesma e
conhecedor de suas realidades.

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

j) promover atividades de comunicação organizacional para divulgar serviços


preventivos;

3.1.3 Eventual

a) adotar as medidas básicas de atendimento às emergências, em caso de,


necessidade;

b) fornecer informações ao público, quando solicitadas;

c) prestar informações e assistência às vitima de qualquer natureza;

d) desenvolver, eventualmente, o policiamento ostensivo geral em eventos de


alta complexidade (grande proporção, repercussão ou catástrofe), após planejamento
da UEOp ou da Unidade de Direção Intermediária (UDI) especificando o serviço
preventivo a ser realizado, conforme metodologia do Sistema de Comando de
Incidentes (SCI).

3.2 Execução

3.2.1 Conceito de atuação

a) a BCM terá, em sua primeira linha de atuação, dois objetivos: criar


procedimentos de operacionalização para implantação da filosofia de polícia
comunitária e assessorar o Cmt e os policiais militares da Cia PM onde estiverem
atuando, de forma que, quando da retirada da equipe da BCM, possam, aqueles
policiais militares, continuar e aprimorar os trabalhos realizados;

b) a área de atuação em que a BCM desenvolverá seus serviços deve ser bem
definida, em virtude do problema apresentado pela comunidade, preferencialmente
de forma a não extrapolar o território um bairro;

c) a equipe da BCM estará, diretamente, subordinada ao Cmt de Cia PM. Será


o Cmt de Cia PM, em conjunto com a Seção de Emprego Operacional (P/3) e Cmt da
BCM, o responsável pela elaboração do plano de ação da equipe da BCM em postos
da subunidade, sob coordenação do Subcmt da UEOp;

d) mensalmente, o Cmt de Cia e o Cmt da BCM reunir-se-ão para elaboração


do plano de atuação e avaliação dos resultados alcançados pelos projetos
desenvolvidos.

e) Levar-se-á em consideração para priorização das áreas de atuação da


BCM:

- problemas de segurança pública similares, de "padrão” repetitivo e/ou


persistentes,

- capacidade de mobilização social dos agentes comunitários locais,


- indicadores criminais sobre delitos de menor potencial ofensivo (crimes
leves),

- projetos preventivos de segurança pública em andamento;

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f) o tempo de atuação da equipe da BCM na subárea de uma Cia PM será de


um mês, prorrogáveis por duas vezes pelo mesmo período;

g) a solicitação de prorrogação de prazo para atuação da BCM em uma


mesma subárea partirá do Cmt de Cia PM com responsabilidade territorial pelo local,
devendo este pedido ser fundamentado;

h) o Subcmt da Unidade avaliará a solicitação com o auxílio do Cmt da equipe


da BCM, considerando os prejuízos da retirada da equipe da BCM e a capacidade de
manutenção dos trabalhos realizados pelos policiais militares de da subárea;

i) a interação dos policiais militares da Cia PM com os serviços desenvolvidos


pela BCM é de fundamental importância para a implantação e a manutenção do
policiamento comunitário. Os policiais militares da subárea serão os responsáveis
pela manutenção dos contatos sociais e a elaboração das ações de polícia
comunitária futuras;

j) o Cmt da Cia PM e o Cmt da Equipe da BCM criarão um ambiente favorável


para a troca de experiências e sinergia para a resolução dos problemas afetos à
segurança pública;

k) o desenvolvimento dos serviços da equipe da BCM buscará sempre a


aplicação dos princípios de policia comunitária conforme previsto na DPSSP 04/02-
CG;

l) os policiais militares da BCM adotarão como procedimento de


operacionalização para implantação da filosofia de polícia comunitária as ações e
fases previstas no anexo “B” da DPSSP 04/2.002-CG - PROCEDIMENTOS DE
OPERACIONALIZAÇÃO DA POLÍCIA COMUNITÁRIA;

m) no fim dos trabalhos da equipe da BCM em um determinado local, serão


aplicados os questionários do anexo “B”, para avaliar os resultados alcançados;

n) o anexo “D” da DPSSP 04/2.002-CG, que contém o MANUAL DE


PROCEDIMENTOS DO POLICIAL COMUNITÁRIO deverá ser alvo de constantes
instruções por parte da equipe da BCM para os policiais militares da Cia PM;

o) na resolução de problemas, o método IARA 7 é o mais adequado para


atuação da BCM. A identificação dos problemas de segurança apontados pela Cia
PM, em parceria com a comunidade serão alvos de análise pelo grupamento da BCM,
cabendo a estes a função de assessoria. A resolução do problema deverá ser
arquitetada através de ferramentas de controle e qualidade do trabalho com a
construção de um plano de ação. Sugere-se a utilização do 5W2H8. Recairá esta
responsabilidade ao Cmt da Cia PM que dará continuidade aos trabalhos da BCM,
após a sua retirada para outro local;

Como parte do Policiamento Orientado para o Problema, o método IARA foi desenvolvido por policiais e
pesquisadores no projeto Newport News, na década de 1970 nos EUA, modelo de solução de problemas que pode ser
utilizado para lidar com o problema do crime e da desordem. Como resultado desse projeto surgiu o método SARA, que
traduzido para a língua portuguesa é denominado IARA (Identificar; Analisar; Resolver e Avaliar).
Esta ferramenta tem como função o planejamento de ações a serem tomadas e são acompanhadas através de
uma planilha, levando em conta alguns critérios ao qual define o 5W2H. Esta sigla é o acrônimo em inglês para as
palavras What? Who? When? Where? Why? How? How Much?. Traduzindo: O quê? Quem? Quando? Onde? Por que?
Como? Quanto Custa?

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p) o diagnóstico para acompanhamento da eficácia do trabalho da BCM será


realizado por meio de acompanhamentos estatísticos e, por muitas vezes não ser
possível mensurar quantitativamente sua efetividade, também será realizado
pesquisa qualitativa de opinião pública com agentes comunitárias locais e público
alvo. As pesquisas e rotina de trabalho serão conduzidas conforme anexo "B”;

q) o Cmt de Cia PM apresentará ao Cmt da Unidade o plano de ação relativo à


identificação e análise do problema estudado pela BCM (5W2H).

3.2.2 Controle e acompanhamento

a) no nível operacional, os integrantes da BCM relatarão diariamente, por


intermédio do formulário "Relatório de Atividades” (anexo "C”), todas as ações e
operações realizadas. Os relatórios serão vistados pelo Cmt da BCM e pelo Cmt da
Cia PM;

b) em nível administrativo, as UEOp comporão Comissão de


Acompanhamento de Resultados, composta por um Oficial QOS psicólogo, Chefe da
Seção de Inteligência, Chefe da Seção de Emprego Operacional, Cmt de Cia PM.
Será chefiada pelo Subcmt da Unidade;

c) a comissão se reunirá, mensalmente, e acompanhará sistematicamente


todo o desempenho dos policiais militares componentes da BCM. Da reunião será
elaborada uma ata constando todos os assuntos abordados e os resultados
alcançados. Posteriormente, ta ata será remetida à Seção de Emprego Operacional
da respectiva Região de Polícia Militar (RPM), com o fim de, manter controle dos
trabalhos realizados e correção/padronização do recurso na PMMG;

d) a avaliação da BCM também será qualitativa, utilizando as informações


obtidas por intermédio dos questionários aplicados aos membros da comunidade em
que o grupo atua (anexo "B”).

3.3 Atribuições das Unidades subordinadas

3.3.1 Comandante de Companhia PM


a) apoiar o Cmt da BCM, de acordo com a disponibilidade, com policiais
militares, recursos materiais e medidas necessárias para a atuação da equipe,
primando pela continuidade dos serviços e manutenção dos contatos sociais que
forem estabelecidos.
b) supervisionar as atividades da BCM;

c) coordenar e vistoriar a atuação operacional da BCM, por meio do


acompanhamento dos relatórios de atividade e também no local das ações e
operações sob responsabilidade da equipe;

d) facilitar a comunicação dos integrantes da BCM com os demais órgãos do


Sistema de Defesa Social, servindo como elo entre ambos, principalmente no que se
refere à resolução de problemas comunitários;

e) acompanhar o cumprimento da missão pelos integrantes da BCM,


propondo ao subcomando da UEOp, na avaliação da Comissão de Acompanhamento
de Resultados, a adoção de medidas que se fizerem necessárias, principalmente no
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que se refere ao afastamento de policiais militares da equipe;

f) participar de reuniões comunitárias agendadas pela BCM junto à


comunidade, quando necessário, dentro da filosofia de polícia comunitária e
policiamento orientado para o problema;

g) repassar sistematicamente, aos integrantes da BCM, informações sobre a


evolução da criminalidade nos locais onde atuam, participando diretamente no
planejamento de atuação da equipe.

h) participar como membro da Comissão de Acompanhamento de Resultados,


realizando a avaliação de desempenho dos integrantes e do Cmt da BCM;

i) manter em arquivo todos os formulários encaminhados pela BCM.

3.3.2 Comandante da Base Comunitária Móvel

a) o Cmt da BCM será um Sargento, que, quando usufruindo de afastamento


regulamentar, será substituído por outro Sargento ou Cabo que já trabalhe na
respectiva BCM;

b) o horário e a jornada de trabalho do Cmt da BCM será ajustado conforme as


necessidades específicas da BCM e será coordenado pelo Cmt de Cia PM;

c) coordenar as atividades da BCM, cumprindo as diretrizes do Comando da


Cia e da UEOp;

d) elaborar, em conjunto com o Cmt de Cia, escala e quadro de trabalho


semanais dos integrantes da BCM, com cartão programa dos processos de
policiamento, buscando interatividade com os outros executados pela subunidade;

e) incentivar a mobilização comunitária no ambiente de atuação;

f) realizar o treinamento tático antes do início do serviço da Equipe, conforme


normas internas da PMMG, e distribuir as tarefas diárias a cada um dos integrantes;

g) realizar o Treinamento Extensivo (Tático e Técnico), apresentando aos


policiais militares a correta forma de desempenhar as atividades da BCM e contato
comunitário;
h) manter acompanhamento constante e rigoroso controle da atuação dos
integrantes do grupamento;

i) repassar, via Comando da Cia e UEOp, todas as informações aos órgãos


que compõem o Sistema de Defesa Social, objetivando o ciclo completo de polícia;

j) prestar o anúncio diário ao Cmt de Cia;

k) vistoriar, por meio de documento próprio (anexo "C”), as atuações diárias da


equipe;

l) repassar ao Cmt de Cia PM as necessidades de capacitação e participação


de policiais militares da equipe em cursos relacionados à atuação da BCM;

m) propor ao Cmt de Cia PM a inclusão ou afastamento de policiais militares

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

da equipe da BCM;

n) elaborar, juntamente com o Comando da Cia, o planejamento da atuação


da BCM;

o) realizar avaliação periódica do desempenho da equipe, assim como de


seus integrantes.

3.3.3 Atribuições comuns aos integrantes da BCM

a) preencher diariamente o relatório de atividades conforme anexo "C”;

b) cumprir suas atividades diárias de acordo com o quadro de trabalho


semanal elaborado pelo Cmt da BCM e Cmt de Cia PM;

c) estar em condições de prestar informações, primeiros socorros e os


primeiros atendimentos quando de ocorrências de trânsito e outras de caráter policial,
solicitando apoio para o seu encaminhamento, buscando atender o cidadão com
maior rapidez e eficiência possível;

d) conhecer as características da comunidade em que atua, estreitando


vínculos com os cidadãos e com os agentes comunitários locais, de forma contínua e
permanente, para que haja solução de continuidade na interação entre a polícia e a
comunidade;

e) atuar com iniciativa na busca de soluções de problemas que prejudiquem a


qualidade de vida da comunidade em que está inserido e possam afetar a ordem
pública;

f) adotar as providências cabíveis quando da constatação da existência de


indícios de desordem pública de competência de outros órgãos, devendo ser
confeccionado o Relatório de Constatação de Indício de Desordem Física ou Moral
(ReCoD) anexo "D”;

g) primar pela excelência na prestação dos serviços policiais comunitários, o


que exige postura receptiva à críticas e sugestões apresentadas pela comunidade,
que devem ser encaminhadas ao escalão superior para avaliação e providências
decorrentes, quando fugirem à competência de resolução dos policiais militares
lotados na BCM;

h) exercer atividade externa à BCM, sempre utilizando rádio transceptor


portátil para se comunicar com a BCM ou solicitar apoio, quando necessário;

i) participar do planejamento e execução de projetos a serem desenvolvidos


pela BCM;

j) conhecer as particularidades da área atuação, fortalecendo contatos com


moradores, comerciantes, lideranças e demais entidades;

k) postura do policial militar empregado na BCM:


- não permanecer no interior da BCM ou na via pública em "grupos”,
- não ler jornais, revistas, livros, assistir televisão durante o turno de serviço,

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devendo manter-se sempre atento e prestativo para com a comunidade,

- não nem comer quando estiver atendendo ao público; zelar pelas condições
de higiene próprias e do seu local de trabalho,

- não atender ao público sentado ou encostado em qualquer anteparo.


l) o policial militar deve conhecer, respeitar, fazer respeitar e difundir os
direitos de cidadania para o pleno êxito do policiamento comunitário;

m) manter boa apresentação pessoal, além de atentar constantemente pela


postura e compostura;

n) incentivar programas educativos e promoção de palestras.


3.3.4 Atribuições dos processos de policiamento (a pé, ciclopatrulha e
motopatrulha)

a) inteirar-se das características o posto sob sua responsabilidade como:


população, tipos de comércio, delitos e cultura;

b) informar-se sobre acontecimentos ocorridos no turno anterior;


c) cumprir cartão-programa;

d) realizar visitas às vítimas de ações criminais, preenchendo formulário


próprio, conforme anexo "F” desta Instrução. As visitas serão, preferencialmente
agendadas, utilizando para isto, o cartão de visita comunitária do anexo "J”;

e) realizar visitas comunitárias a estabelecimentos públicos e privados,


preenchendo formulário próprio, conforme anexo "I” desta Instrução. As visitas
deverão ser preferencialmente agendadas, utilizando para isto, o cartão de visita
comunitária do anexo "J”;
f) Atentar para os problemas que, apesar de não serem, diretamente atinentes
à segurança pública, tragam consequências imediatas, informando o Comando de
Cia, ou atuando diretamente (mobilizando a comunidade ou providenciando o
acionamento dos órgãos competentes) para sua solução. Exemplo deles são: coleta
de lixo, vendedores ambulantes, perueiros, sem-teto, urbanização, saneamento
básico, iluminação pública, terrenos baldios e abandonados, dentre outros, Deverá
preencher o Relatório de Constatação de Desordem física ou Moral (ReCoD),
conforme anexo "D”;

g) manter contato permanente com a comunidade;

h) distribuir materiais educativos elaborados pela Polícia Militar de Minas


Gerais;

i) dar o primeiro atendimento às ocorrências com que deparar ou for solicitado


a intervir, acionando o CICOP/COPOM/SOF para empenhar viatura;

j) registrar ao término do serviço, no Relatório de Atividades, conforme anexo


"C”, os logradouros, pontos críticos e de interesse para o Policiamento comunitário e
para a realização de projetos específicos;

k) autuar as infrações de trânsito, promovendo a ordem e a melhor

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organização do espaço em que a BCM atua;9

l) estar atento à rede de rádio.

3.3.5 Atribuições do policiamento de estacionamento

a) refere-se ao policiamento que permanecerá no ponto de estacionamento da


BCM.;

b) cumprir as leis, normas e diretrizes em vigor na PMMG, principalmente no


que tange à Polícia Comunitária;

c) atender às solicitações do público que comparecer à BCM, dando


informações precisas sobre logradouros e serviços. Deverá saber manusear o Banco
de Dados existente na BCM e internet;

d) preencher todas as formas de registro pertinentes aos atendimentos


efetuados pela BCM, tais como BO’s, dentre outros;

e) estar atento à rede rádio;

f) zelar pelo material existente na BCM, principalmente o material bélico;

g) relacionar todo material ou documento encontrado ou entregue ao efetivo


da BCM, no formulário de solicitações de serviço ou Informações (anexo "E”);
Manter o material guardado em segurança e sempre anotar o destino dado (entregue em
agência dos Correios, entregue a reclamante etc.);

h) Em momento algum se ausentar de seu posto, enquanto estiver sozinho;

i) se for o único policial presente na BCM, permanecer na parte externa da


BCM, estando atento ao rádio, mostrando disponibilidade e acessibilidade à
comunidade;

j) na mesma situação do item anterior, elaborar BO’s de registro posterior,


quando solicitado. Ainda, se for solicitado a atender uma ocorrência de registro
imediato, deverá solicitar apoio, obedecendo sempre ao princípio da supremacia de
força;

k) auxiliar na consecução dos projetos de polícia comunitária desenvolvidos


pela BCM.

3.3.6 Chefe da Seção de Inteligência - P2

a) repassar aos Cmt de Cia e Cmt da BCM todos os dados / informações


qualitativas referentes à segurança pública das áreas envolvidas;

b) participar como membro da Comissão de Acompanhamento de Resultados


da BCM, fornecendo todas as informações necessárias e emitir parecer.

A organização do espaço tem importância fundamental para o reconhecimento e a moralização da segurança


pública. O policial deve buscar a todo o momento a ordem física e moral do local em que atua. Assim, infrações leves
como as de trânsito e meio ambiente, exemplo pichação, tornam-se alvo das ações de prevenção, pois são causa, e não
consequência, da desordem.

40
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

3.3.7 Chefe da Seção de Emprego Operacional - P3

a) fornecer, sistematicamente ou quando solicitado, as Cia PM e ao Cmt da


BCM, as informações de análise criminal, referentes à evolução dos crimes nas
respectivas subáreas de atuação;

b) participar como membro da Comissão de Acompanhamento de Resultados


da BCM, fornecendo todas as informações necessárias e emitir parecer;

c) arquivar os documentos produzidos pela BCM e pela Comissão de


Acompanhamento de Resultados.

3.3.8 Chefe da Seção de Orçamentos e Finanças (SOFI) - P4

Providenciar e manter em estoque talões impressos dos formulários dos


anexos “C”, “D”, “E”,“F” e “I” desta instrução.

3.3.9 Chefe da Seção de Comunicação Organizacional - P5

a) divulgar as ocorrências de destaque e resultados de reconhecimento social


satisfatórios envolvendo a BCM e os projetos de polícia comunitária apoiados por ela;

b) apoiar a BCM nas atividades de promoção social;

c) buscar parcerias junto aos veículos de comunicação, para que noticiem as


demandas sociais da comunidade;
c) acompanhar sistematicamente as atividades da BCM, visando o
desenvolvimento e apoio na comunicação organizacional realizadas pela equipe.

3.4 Prescrições Diversas


3.4.1 É vedada a utilização da BCM, assim como de seus integrantes, em outras
formas de policiamento que não as contempladas nesta Instrução.

3.4.2 A mobilidade da BCM será restrita aos deslocamentos entre a Unidade e seu(s)
ponto(s) de estacionamento, excetuando, apenas, eventual situação de emergência
para socorro médico, sendo vedado seu uso em patrulhamento motorizado,
operações de controle de distúrbios civis, operações de bloqueio, preservação de
local de crime e deslocamento para atendimento de ocorrências, devendo, neste
caso, ser acionada guarnição de outros processos de Policiamento.

3.4.3 As BCM serão fixadas no(s) Ponto(s) de Estacionamento (PE), escolhido(s) a


fim de permitir que o vínculo entre comunidade e polícia seja facilitado e estimulado,
sendo obrigatório, a cada BCM, cobrir no mínimo 02 (dois) PE por turno de serviço.
Excepcionalmente, caso haja PE que demande esta providência, a BCM poderá
cobri-lo pelo turno completo.

3.4.4 A escala da BCM será supervisionada pelo Subcmt de cada UEOp, devendo
sua execução estar de acordo com os documentos normativos institucionais.

3.4.5 Os policiais militares componentes da BCM prestarão serviço especificamente


na Cia PM a que estiverem alocados, determinada pelo Subcmt da Unidade, não

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

podendo ser remanejados e nem substituídos.

3.4.6 As viaturas utilizadas pela BCM não serão ser usadas por outros policiais
militares, exceto se devidamente autorizado pelo Cmt da UEOP.

3.4.7 Os policiais militares componentes da BCM serão constantemente treinados


por meio de cursos e palestras voltados para a doutrina de polícia comunitária,
mobilização comunitária, direitos humanos e técnicas policiais.

3.4.8 Além dos treinamentos semanais, a cada trimestre os policiais militares


componentes da BCM participarão de Reunião de Avaliação, com a presença do
Oficial QOS psicólogo da Unidade, cujas informações comporão o relatório trimestral
da Comissão de Acompanhamento da BCM.

3.4.9 Sempre que houver militares da equipe da BCM de férias, deverá o Cmt da Cia
PM, em que a BCM estiver alocada, substituí-los por militares do efetivo de sua Cia
PM.

3.4.10 Os formulários constantes no anexo desta Instrução sempre serão


preenchidos a mão, com caneta, e em hipótese alguma serão digitados.

3.4.11 Os formulários constantes nos anexos desta Instrução deverão ser impressos
em formato A4 (21x29,7 cm), a fim de facilitar manuseio e arquivo.
3.4.12 A realização das ações e operações policiais pela BCM observarão os
critérios relativos à qualidade das intervenções policiais previstos na Diretriz n°
3.02.01/2009 - CG.

3.4.13 A coordenação e o controle dar-se-ão por intermédio de supervisão, visita e


acompanhamento das atividades da equipe e análise do desempenho oriundo dos
dados lançados pela BCM, observando-se normas internas específicas, previstas na
Diretriz n° 3.02.02/2009 - CG.

3.5 Administração

3.5.1 Pessoal

a) o efetivo sugerido para a BCM será composto, conforme quadro abaixo, sob
o comando imediato de 01 SubTen / Sgt PM e supervisionado por 01 Oficial
Subalterno:
Efetivo na Processos desenvolvidos (dia ou Sub / Cb /
TOTAL
BC noite) Sgt Sd

Permanência na BC
Mínimo 01 03 04
Policiamento a pé / ciclopatrulha

Permanência na BC
Máximo Policiamento a pé / ciclopatrulha 01 08 09

Motorizado

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b) a equipe será formada por policiais militares conforme os seguintes


requisitos:

- convocados voluntariamente,

- que não tenham sido, nos últimos (12) doze meses, punidos por abuso
de autoridade, emprego indevido de arma de fogo, uso de bebida alcoólica e outras
transgressões de natureza grave,

- capacitados no Treinamento Policial Básico (TPB),

- possuir, preferencialmente, os cursos de: 1) Promotor de Polícia


Comunitária, 2) Promotor de Direitos Humanos, 3) Policiamento Orientado para o
Problema, 4) Segurança Preventiva Orientada para o Turismo, na forma presencial ou
à distância - via web.

c) os policiais militares convocados passarão por um processo de seleção


psicológica, quando serão avaliados sob as seguintes características:

- autodomínio quando submetido a altas pressões,


- capacidade mobilizadora de massas,

- capacidade de trabalhar em parceria com o público e espírito de


equipe;

d) os policiais militares selecionados serão submetidos a um treinamento


complementar padronizado, de capacitação específica, com disciplinas voltadas para
a polícia comunitária, mobilização comunitária, direitos humanos, mediador de
conflitos e Policiamento Orientado para o Problema (POP), buscando uma maior
qualificação profissional e, por conseguinte, melhorar o atendimento ao público alvo;

e) quando não houver na Unidade a que pertence a BCM pessoal com as


habilidades exigidas na alínea anterior, o Cmt de Unidade providenciará o
treinamento ou habilitação dos voluntários;

f) os policiais militares selecionados para atuar na BCM permanecerão na


Equipe no mínimo por 1 (um) ano, salvo nos casos de transferência, realização de
cursos, inadaptabilidade ao serviço e afastamentos solicitados pelo Cmt da BCM,
após análise do Subcmt;

g) a guarnição da BCM terá no mínimo quatro policiais militares por turno de


serviço, sendo observada a dimensão territorial, a populacional e a incidência criminal
em que irá atuar;

h) a participação de policiais militares femininas na BCM ocorrerá de acordo


com as normas internas da PMMG;

i) a APM planejará e realizará anualmente o curso de capacitação com a


formação de turmas de acordo com a necessidade da Corporação, bem como
desdobrar esta diretriz para o emprego da BCM, para fins didático-pedagógicos. A
DAOp proporá a grade curricular a ser utilizada.

3.5.2 Logísticos
a) a BCM será logisticamente composta por:
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- um veículo de quatro rodas van-furgão, ou similar, capacidade para


nove pessoas, equipado com suporte para duas bicicletas e com sirene e giroflex,

- duas bicicletas modelo padrão utilizado pela PMMG,

- duas motocicletas;

- computador com conexão a internet, que sirva para o lançamento de


registro de evento de defesa social (REDS), além de outras operações comunitárias,
como consulta a logradouros, aos sítios do governo do estado, da Polícia Militar, do
DETRAN e de outros serviços sociais, respeitando ainda a legislação estadual no que
tange ao acesso à web 2.0 pelos funcionários de serviço;

b) cada policial da BCM portará durante o serviço um colete balístico


individual, armamento de porte, pistola calibre .40 com 2 carregadores totalmente
municiados, rádio transceptor portátil, com acessórios, um bastão tipo tonfa, uma
algema, uma lanterna, capa de chuva e outros recursos que se fizerem necessários

c) a equipe BCM poderá portar outros equipamentos como: filmadora,


máquina fotográfica, dentre outros, desde que necessários e disponíveis.

4 METODOLOGIA IARA
Desenvolvida na década de 70 por pesquisadores e policiais em um projeto
denominado Newport News, nos EUA. Considerada modelo para solução de
problemas, é também utilizada para lidar com o crime, o medo do crime e a desordem.
Originalmente chamada de SARA pelo acrônimo do inglês Scanning, Analysis,
Response e Assessment, que traduzido para a língua portuguesa é cognominado
IARA (Identificar, Analisar, Responder e Avaliar).

É importante ressaltar que existem diversas variações desta metodologia,


detalhando ainda mais cada uma de suas fases.

4.1 1a Fase - Identificação


4.1.1 O que é um problema policial?
Problema policial é um grupo de duas ou mais ocorrências (cluster de incidentes) que
são similares em um ou mais aspectos (procedimentos, localização, pessoas e tempo),
que causa danos e, além disso, é uma preocupação para a polícia e principalmente para a
comunidade, e acomete, a um mesmo tempo, grande número de pessoas (Goldstein,
2001).

Ainda, segundo CERQUEIRA (2001), "é qualquer situação que cause alarme,
dano ameaça ou medo, ou que possa evoluir para um distúrbio na comunidade.”

Os autores, apesar de terem visões conceitualmente diferentes, não se


restringem em limitar o problema policial simplesmente "ao crime ou contravenção”.
Mas também não "generalizam” o problema policial. Por exemplo: uma dificuldade
financeira vivida por uma família, que é uma questão privada, não cabe uma
intervenção policial, num primeiro momento. Se fosse assim, a polícia abraçaria tudo
que fosse problema social para ser solucionado, perdendo o seu foco de atuação.

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Inicialmente, o policial deve identificar os problemas em sua área e procurar


por um padrão ou ocorrência persistente e repetitiva. As ocorrências policiais
(problemas) podem ser similares em vários aspectos. Observa-se algumas
características que facilitam o seu agrupamento:

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FIGURA 12 - Características básicas de um problema.

ofcndlcodor tnois comume


TIPO DA INFRAÇÃO demt>nstm o monção como- s5 pessoas. atuam.
Consomem-se álcool? Usam drogas iliciiíis? Como pratica rrt o d-elilo?

■os problemas podem-ocorreí runamo local, COFROWI Zonas Quentes de


LOCAUZAÇã Criminalidade (ZQC). coino o centro da cidade. prõximoríç bares ros
estádios de futebol, compleios
O1

■■Os problemas podem aumentar durante alguns eventos


EVENTO específicos. Por exemplo; durante o período do carnaval, du rante
u m largo fehad a ou a pós um íhov; de rock.
S

Fonte: PMMG

Não há limites bem definidos para os tipos de problemas que um policial pode
enfrentar e existem vários deles em que se pode utilizar o modelo de solução de
problemas: uma série de roubos em uma determinada localidade, "surf” de jovens
sobre os ônibus, briga de gangs, venda de drogas na porta da escola, alcoolismo e
desordem em local público, roubo e furto de carros, vadiagem, alarmes disparados em
áreas comerciais, problemas de tráfego e estacionamento, pichação, prostituição de
rua, entre outros problemas.

Geralmente as pessoas expressam suas preocupações com relação aos


problemas que envolvam situações delimitadas como delituosas. Acontece que em
grande parte das vezes as questões relativas à qualidade de vida tendem a ter maior
relevância para os seus níveis de satisfação cotidianos. Portanto, cabe ao policial
orientar a comunidade onde trabalha no momento de selecionar o problema.

4.1.2 Buscando pequenas vitórias

As pessoas costumam procurar por problemas em grande escala, definindo- os


em termos de "gangues armadas”, "doentes mentais”, "crime organizado”, "crime
violento” etc. Vistos desta maneira os problemas se tornam tão grandes que são
difíceis de lidar.

Percebendo isto, KARL WEICK (1984) propôs o conceito de "pequenas


vitórias”. Alguns problemas são tão profundos, estáveis e enraizados que são
"impossíveis” de serem eliminados. O conceito de "pequenas vitórias” nos ajuda a
entender a natureza da análise e a resolver o problema.

Embora uma pequena vitória possa não ser importante, uma série de pequenas
vitórias pode ter um impacto significativo no todo do problema. Eliminar os danos
(venda de drogas, venda de bebidas, etc.) é uma estratégia sensível e realista para
reduzir o impacto do comportamento da briga de gangues (quebrar um

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problemão em probleminhas). A ideia de pequenas vitórias é também uma boa


ferramenta quando trabalhada em grupo.

O objetivo primário desta primeira etapa (IDENTIFICAÇÃO) é conduzir um


levantamento preliminar para determinar se o problema realmente existe e se uma
análise adicional é necessária. Para facilitar a seleção de um problema, no método
IARA, o profissional de segurança precisa fazer as seguintes perguntas:

FIGURA 13 - perguntas para seleção de um problema.


is] É realmente um ze) o problema éeealVnente [ 3a) O problema escolhido é
problema de crime, medo uma prioridade para a
ou desordem? comunidade ou deveria ser?

pequeno, ou este problema


deveria ser divido em vários
probleminhas?

Fonte: PMMG

Se o policial encontrou respostas afirmativas (SIM) para as três perguntas,


então ele deve continuar com o método IARA. Encontrou-se pelo menos uma
resposta negativa (NÃO), o problema deve ser novamente discutido com as
lideranças locais, para ser melhor identificado, ou deve ser tratado com a estratégia

!
de policiamento tradicional.

DICA IMPORTANTE
preciso perceber se o problema está associado a um evento "repetitivo'’ que gera]
ano, medo ou desordem. Se o incidente com que a polícia está lidando não sej incaixa
dentro desta definição de problema (fatos repetitivos), então o modelo dej ; olução de
problemas não deve ser aplicado e a questão deve ser tratada com a| > estratégia de
polícia tradicional (reativa).

Assim como age um paramédico diante de um acidente de trânsito, ele atua


somente de maneira emergencial. Observe este exemplo na área de segurança: no
período de 24 meses uma determinada comunidade tem como principal problema as
ocorrências de "violência doméstica” (briga entre marido e esposa), mas neste
período teve um assalto a ônibus coletivo. Neste caso, a ocorrência de assalto a
ônibus coletivo deve ser encaminhada de forma tradicional, ou seja, identificar o
cidadão infrator, prendê-lo, elaborar o inquérito policial, entre outras providências
policiais.

Na verdade, o problema, no contexto de policiamento orientado, é classificado


em 3 categorias, para facilitar a sua identificação:

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FIGURA 14 - Diagrama acerca das fontes de dados.


Fonte: PMMG

1- CRIME/ 3 - DESORDEM FÍSICA OU


I-MBODOCHIME
CONTRAVENÇÃO MORAL

■5ão os fatos típicos antij •sãoosatos referentes à ■São fatos que se referem á
uridicos, definidos em lei. sensação de insegurança. aparência das coisas ou dos
Geralmenfe estão tipificados Exemplos: medo de sair de comportamentos das
no Código Penal, ou outra casa, a desconfiança de pessoas, que não constituem
legislação especifica como a denunciar um delito à um crime / contravenção
Lei de Crimes Ambientais, instituição policial, medo de (propriamente dito}; mas
Estatuto da Cidade, entre ir para a escola, medo de facilita a sua ocorrência.
outros. Exemplos: furto, ficar sozinho em casa, entre Exemplos: praticar a
roubo a mão armada, outros. prostituição na porta de um
manterem cativeiro animal condomínio, grafitar (com
silvestre sem licença, iniciar autorização do proprietário do
um loteamento urbano sem o imóvel) o muro numa rua
licenciamento ambiental, deserta, manter um lote vago
fazer doação de alimentos em com a vegetação elevada e
periodo eleitoral, entre sem o devido cerca mento.
outros.

A quantidade e qualidade das informações obtidas têm impacto decisivo na solução do


problema, por isto todas as possíveis informações sobre o problema devem ser obtidas e
registradas pelo policial. Observe o diagrama a seguir sobre as fontes de dados para
substanciar esta fase:
FIGURA 15 - Diagrama acerca das fontes de dados.

FONTES DE DADOS

« íntrevrsta com patena que têm stftidaci çom o problema, fazer ura teVanlama-Uo
Sobre o! >erfit da área (iluminação, lotes vagos, lixos, entuJhos, presença de
indigentes} e um perfil: | ía populaças (número de afetados.idade, hãbitos. etc.. ).

ESTUDOS ACADÊMICOS
|São as monografias, dissertações e teses desenvolvidas pelas instituições policiais e as | [próprias
universidadesffaculdades públicas e privadas.

NSTITUIÇÕES PÚBLICAS
Estatísticas, mapas de geoprocessamento, características sócio-económicas, geográficas] fo
ambiente onde o problema ocorre, informações de inteligência, disque-denüncia, ;ntrevjstas
com marginais quç já foram apreendidos, informações com outras instituições

Fonte: PMMG

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Deve ficar claro que a comunidade não faz parte da área de inteligência das
instituições policiais, por isso os agentes comunitários não devem ser cobrados para
fazer investigação criminal. A comunidade pode e deve participar desta coleta de
dados, por meio de denúncia anônima ou outra forma que preserve sua segurança.

Outra importante fonte interna de informações são os estudos acadêmicos


(monografias, dissertações, teses) desenvolvidos pelas instituições policiais e pelas
próprias universidades e faculdades privadas. É importante fazer a revisão
bibliográfica sobre o "problema escolhido”, para verificar se já existe algum tipo de
solução apresentada em outro local, que poderia ser adaptada para o contexto.

| DICA IMPORTANTE
í muito comum nas primeiras reuniões com a comunidade os policiais fitarem
[totalmente perdidos" diante de tantos problemas que são expostos, muitos deles de
brdem pessoal. Neste caso, o policia! deve ficar atento e ouvir as exclamações. £
importante salientar que este é um momento de auscultar os moradores, pois está
fiascendo (ou fortalecendo) um elo de confiança entre a comunidade e o policial.

Entretanto, o policial deve propor uma maneira mais "criativa” para lidar com os
problemas. Ou seja, se todos ficarem reclamando, nada acontecerá. Adiante se
apresenta um método muito simples, que facilita o trabalho.

Quando a reunião tiver mais de 10 (dez) pessoas, é importante fazer a divisão


das pessoas, para fazer a classificação dos problemas. Portanto, deve ser exposto o
formulário para classificar os problemas em grupo e explicar o significado de cada
categoria.

A própria comunidade (dividida em minigrupos de 5 pessoas - no máximo),


deve discutir, e preencher este formulário, para depois cada grupo apresentar o seu
trabalho para os demais participantes. Esta é uma metodologia simples, mas que
direciona os trabalhos de forma construtiva e lógica.

DICA IMPORTANTE
! preciso ter uma visão de todos os problemas, hierarquizá-los, e no final (de forma
Jemocrática), a própria comunidade e a instituição policial escolherá um problema jgra
ser solucionado. SOMENTE um problema deve ser escolhido, por ve;, para rodar p
eido do método IARA.
I

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4.1.3 Diagrama de Classificação de Problema de Segurança Pública

1°) Cada quadro deve ser preenchido, no máximo, com 7 problemas mais importantes.

2°) Verificar se os problemas descritos são realmente de crime, medo do crime ou desordem.

3°) Hierarquizar os problemas e definir qual é o problema escolhido para analisá-lo (somente 1), devido o limite dos recursos. 4°)

O problema escolhido é realmente pequeno para que se possa fazer algo, ou necessita ser divido em problemas menores?
CRIMES MEDO DO CRIME DESORDEM

PARTICIPANTES / TELEFONES

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DIAGRAMA CLASSIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS - Exemplo de um diagrama preenchido


CRIMES MEDO DO CRIME DESORDEM

1°) Tráfico de drogas próximo à Escola 1°) Medo de andar sozinho nas ruas. 1°) Ociosidade dos jovens.
Municipal Santa Teresinha e na Pç.
Alexandre Monterani. 2°) Crianças não brincam nas ruas e nas 2°) pichação de muros com autorização do
morador.
2°) Assaltos aos transeuntes. praças.
3°) lixo nas ruas e lotes vagos.
3°) Arrombamentos de veículos (furto do 3°) Medo de CONFIAR na polícia e outras
rádio). autoridades. 4°) ruas escuras.

4°) Veículos tomados de assalto. 4°) Os vizinhos não compartilhavam os 5°) pessoas suspeitas.
problemas uns com os outros.
5°) Jovem "surfistas de ônibus”. 6°) perturbação do silêncio.

6°) Atos infracionais praticados por jovens.


(Foi escolhido como o principal problema pela
comunidade)
LÍDERES COMUNITÁRIOS E AUTORIDADES / TELEFONES

Delegado da 16a DD João Silva / 3071-2575.

Cmt da 17a Cia José Maria / 3071-2433.

Líder Comunitário Pedro Ivo / 3274-3000.

Diretor da Escola Municipal Santa Terezinha / 3071-2000.

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4.2 2a fase - Análise


Fonte: PMMG

O segundo estágio - ANÁLISE - é o coração do processo e por isso tem grande


FIGURA 16 - Análise do problema.

importância no esforço para a solução do problema. Não é possível propor uma resposta

adequada sem conhecer as suas causas deste problema.

O propósito da análise é aprender, o máximo possível, sobre o problema, para poder


identificar suas causas. Por isso é importante coletar bastantes informações sobre o
problema, para adicionar as informações obtidas ainda na 1 a FASE - Identificação.

Uma análise completa envolve o máximo de pessoas e grupos afetados, buscando


descrever todas as causas possíveis do problema, avaliando todas as atuais respostas e
sua efetividade. Faça uma rápida avaliação, se o problema não estiver claramente definido
deve retornar para a ia fase, observe a linha pontilhada .

DICA IMPORTANTE
Muitas pessoas simplesmente saltam a fase da ANÁLISE, acreditando ser
óbvia a| natureza do problema, (considerando só os dados da polícia)
sucumbindo ante aj pressa para obter a solução. S o lu d o na dores de
problema devem resistir a esta] tentação ou então se arriscam a lidar com
um problema irreal, implementando! soluções inadequadas, e
compromentendo todo o método IARA.

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4.2.1 Triângulo para análise de problema (TAP)

São necessários três elementos para que um problema policial possa ocorrer
Observe a figura abaixo:

FIGURA 17 - Triângulo para Análise do Problema (TAP).

Fonte: PMMG

O TAP ajuda os policiais na análise do problema, sugere onde são necessárias mais
informações e ajuda no controle e principalmente na prevenção criminal.

O relacionamento entre esses três elementos pode ser explicado da seguinte forma:
se existe uma vítima e ela não está em um ambiente que facilita a ocorrência de crimes, não
haverá crime. Se existe um agressor e ele está em um local onde o ambiente favorece, mas
não há nada ou ninguém para ser vitimizado, então não haverá crime. Se um agressor e
uma vítima não estão juntos em ambiente onde ocorrem crimes, também não haverá crime.

Parte do trabalho de análise do crime consiste em descobrir, o máximo possível,


sobre vítimas, agressores e locais onde existem problemas para que haja entendimento
sobre o que está provocando o problema e o que deve ser feito a respeito disso.

Os três elementos precisam estar juntos antes que um crime ou comportamento


danoso possa ocorrer: um agressor (alguém que está motivado para praticar o crime), uma
vítima (um desejável e vulnerável alvo deve estar presente), e um ambiente (a vítima e o
agressor precisam estar juntos, ao mesmo tempo, no mesmo local).

DICA IMPORTANTE
>e estes três elementos estão presentes repetidamente em um padrão de
ncidente e acontecem de forma recorrente, remover um desses três Mementos
pode impedir o "padrão” e prevenir futuros crimes ou danos.
Um bom exercício é a leitura de reportagens referentes aos anseios e preocupações
de comunidades acerca de problemas relacionados à segurança pública que os afligem.
Baseado nesses dados, o policial pode treinar, utilizando ambiente virtual para registrar

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suas respostas no TAP e depois comparar com o que discutir-se-á a seguir.

FIGURA 18 - Representação de um problema em ambiente virtual.

EDIFÍCIOS COMERCIAIS f '


APARTAMENTOS ,

Fonte: PMMG

Neste problema de pichação, o ambiente são edifícios comerciais e apartamentos.


As vítimas são os proprietários e inquilinos dos prédios. Os agressores são as pessoas
que fazem a pichação e grafitagem. Perceba, que a remoção de um ou mais desses
elementos irá atenuar o problema. As estratégias para isso são limitadas apenas pela
criatividade dos policiais, validade das pesquisas e habilidade para formular respostas
conjuntas com a comunidade (especialmente os jovens).

O TAP é importante, pois facilita a elaboração das RESPOSTAS - 3a FASE. Por


exemplo: proibir a venda de tinta "spray” para menores, utilizar tintas não-adesivas nas
fachadas e muros para proteger a pintura e desencorajar os pichadores.

Entretanto, as soluções mais criativas associam a punição dos pichadores e


permissão da grafitagem em locais públicos. É preciso "direcionar os talentos” dos jovens
para atividades "construtivas”, o jovem precisa de referencial e gosta de desafios
impossíveis. Em alguns bairros existem "áreas reservadas” para pichação, geralmente
áreas que estavam depredadas, onde são feitos concursos de arte, sob a supervisão de
autoridades municipais, como diretores de escolas, líderes religiosos, entre outros.
Percebe-se que nenhuma destas alternativas são exclusividades das instituições policiais.

Os policiais devem, constantemente, procurar maneiras de compreender como que


estes três relacionam-se para gerar o problema. Em resumo, o TAP permite que policiais
dissequem um problema e descubram o que o torna persistente.

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4.2.2 Diagrama “Ishikawa”

Este diagrama foi elaborado pelo químico japonês Karou Ishikawa para servir como
uma das ferramentas para aumentar a qualidade dos serviços desenvolvidos nas indústrias.
Também é de fácil aplicação o contexto policial, pois facilita o desencadeamento lógico das
ideias. Quando utilizado da forma correta orienta a atuação dos policiais e lideranças
comunitárias na análise do problema. Também é conhecimento como diagrama de
Ishikawa, diagrama causa-efeito ou diagrama 6-M (devido às letras iniciais das principais
causas).
FIGURA 19 - Diagrama “Isikawa”.

CONJUNTO DAS CAUSAS


MÁQUINA MATERIAL MEDIÇÃO

MEIO AMBIENTE MÃO DE O B R A MÉTODO


Fonte: PMMG

O diagrama causa-efeito é uma forma de caracterizar o problema, resumindo e


identificando as causas principais e secundárias. As causas são as condições que em
conjunto, tornam provável a ocorrência de um fenômeno.

No contexto policial a metodologia é a mesma, ou seja, deixar que a própria


comunidade e os policiais, descrevam as causas do problema, baseados nas informações
que possuem. Depois de conferidas as informações, elas devem ser agrupadas por causas.
Para facilitar será apresentado um formulário que agrupa as principais causas de um
problema, no contexto de segurança pública.

DICA IMPORTANTE |
^s vezes é necessário fazer várias reuniões para preencher todo o formulário. É
mportante ter cuidado com a divulgação do conteúdo destas informações pessoais)
para não ferir a ética das pessoas, principal mente das vítimas ou dos >róprioS
infratores analisados, pois o diagrama é muito objetivo.

4.2.3 Orientações para preenchimento do diagrama Causa-Efeito

Depois da definição do problema principal, os passos para preenchimento do


formulário são simples.

55
FIGURA 20 - Orientações para preenchimento do diagrama Causa-Efeito.

( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )


J- Preenche-se as espinhas médias, coní
[1- :ausas secondãrras que afetam as Envolve-se o
causas urinei pais. maior número
de pessoas (que

conhecem o o problema numa jdinâmica de


brainstorming.

TS causas ^Üepârecèfri mfflfcãF u ni èfeftõ MIS significativo sobre o


problema deverr? gr sinalizadas no diagrama

-Define-se o título do diagrama.

Fonte: PMMG

No diagrama seguinte pode-se observar como que estas orientações devem ser
aplicadas no contexto policial. O diagrama de causa/consequência é bem objetivo. É uma
síntese das informações, e sua apresentação limita-se a uma folha de papel, tamanho A4.

A seguir é apresentado um exemplo:

56
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 57 - )

FIGURA 21 - Diagrama “ishikawa” preenchido.

VÍTIMAS AGRESSORES PM
Desconhecimento da comunidade sobre Vendem e consumem droga. A PM não forneciam informações
os órgãos de assistência a família. Não tem um programa social para os preventivas.
Falta de preparo dos pais para lidar seus usuários de droga. A polícia só aparecia, quando o crime
filhos (vítimas e/ou agressores). Falta de atividade para valorizar os jovens. acontecia, “puramente REATIVA”.
Os adolescentes não tinham a presença Jovens estão sem representação social, os Já registrou 50 BO em 2007. Realizou
dos pais no dia-a-dia. Desagregação Grêmios Estudantis são fracos e diversas blitz para resolver o problema.
familiar dos jovens envolvidos. desarticulados. Existem 3 PM acusados por abuso de
autoridade contra jovens.

COMPORTAMENTO
INFRACIONAL JUVENIL

MEIO AMBIENTE PREFEITURA E PC


LOCAL E HORÁRIO OUTROS ÓRGÃOS O
Conselho Tutelar está destituído por Já registrou 15 representações somente
problemas políticos partidários. em 2006.
Ausência de espaço para lazer e
A Pastoral da Criança não tem projetos Tem 10 inquéritos em aberto, aguardando
recreação.
sociais para os jovens infratores. diligências.
Falta de centro de qualificação e formação
A Prefeitura não tinha um criado um Não tem detetive designado para
profissional para os jovens.
espaço de lazer e entretenimento para os acompanhar exclusivamente os delitos no
Os delitos ocorrem na Pça Central de 19:00
jovens. Falta de encaminhador do jovem centro da cidade.
- 22:00h.
ao mercado de trabalho. Já ocorreram 3 fugas de jovens infratores.
Os crimes ocorrem preferencialmente na
quinta-feira e sexta-feira.

Fonte: PMMG

58
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

4.3 3a fase - Resposta

FIGURA 22 - Resposta ao problema.

1=
INDENUFICAÇ&O

AVALIAÇÃO ANÁLISE

RESPOSTA
Plano de Ação
5WZH

Fonte: PMMG

Depois de o problema ter sido claramente definido e analisado, a polícia enfrenta


outro desafio: procurar o meio mais efetivo de lidar com ele, desenvolver ações adequadas
com baixo custo e o máximo de benefício.

Este estágio do modelo IARA focaliza o desenvolvimento e a implementação de


respostas para o problema. Antes de entrar nesta etapa, a polícia precisa superar a tentação
de implementar respostas prematuras e certificar-se de que já tenha analisado o problema.
Tentativas de resolver rapidamente o problema são raramente efetivas em longo prazo.
Faça uma rápida avaliação, se o problema não estiver claramente analisado deverá ser
retornado a 2a fase, linha pontilhada .

Para desenvolver respostas adequadas, solucionadores de problema devem rever


suas descobertas sobre os três lados do TAP (vítima, agressor e ambiente) e desenvolver
soluções criativas para lidar com dois lados do triângulo, pelo menos.

É importante lembrar também que a chave para desenvolver respostas adequadas é


certificar-se de que as respostas são bem focalizadas e diretamente ligadas com as
descobertas feitas na fase de análise do problema, diagrama causa-efeito. Respostas
abrangentes podem, frequentemente, requerer prisões, mudanças nas leis etc. As prisões,
entretanto, nem sempre são as respostas mais efetivas, conforme observa-se no o
diagrama abaixo:

58
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

FIGURA 23 - Formas de lidar com o problema.

FORMAS DE LIDAR COM O PROBLEMA

lfi ELIMINAR TOTALMENTE O PROBLEMA

*A p-opoitaéausénna total das ocorrénaas É mprovável que o maior porto dos problema5
possam ser to ta mente e im nados, print:ipalmenieos crimes.

2S REDUZIR O NÚMERO DE OCORRÊNCIAS GERADAS PELO PROBLEMA

• Auuiu ub|etivo é a leduçãodo númeiu de occu I énc JÍ pr ovenientes uo uroblema.^eralmenLe é


o mais alcançado nncontexto nolinnl.

I 3? REDUZIR DA GRAVIDADE DOS DANOS

• A efetiv dade para este tipo de solução e demonstrada constatando -se que as ocorrência;, sãn
menos oanosas, depois da mtervençãodo método IARA

0
4Ê LIDAR MELHOR COM VELHOS PROBLEMAS

•Tratar o ma or número de participantes de modo mais humano, reduzir os custos, mehorsr a


capacidadede lidar com a ocorrência. Ou seja. prtrnover sat idação para as vitimas, reduzindo
custoso outro tipo de medida que a ode mostrar que este r po de soluça o é efetivo.

0 53 ENCÀMWHAR O PROBLEMA PARA OUTRA AUTORIDADE NÃO


POLICIAL
• A efetiv dadr deste tipo ce snluçàn pode ser medida pela observação de como a poieia está
lidando or ginalmentecomo problema e a razão de transferir a responsa ml idade para outro
Semente deve ser adotada se o policial não pudei fazer nada para 1 esolvei.

Fonte: PMMG

Policiais solucionadores de problema frequentemente buscam ajuda da comunidade,


de outras frações policiais da mesma cidade, comerciantes, agências de serviço social entre
outros colaboradores.

59
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

FIGURA 24 - Táticas Tradicionais e Não-tradicionais

| AS IDÉIAS DEVEM SER EQUILIBRADAS


L

TATICAS TRADICIONAIS: Normal mente


1
estòo rplodonndn. ; atividades basir.as de policiamento
Ü sozinhas dificilmente proporcionam soluções
duradouras para os problemas.
iciamento fixo
EKprisões, intimações, TATICAS
no local, NAO-
TRADICIONA

IS: Estão necessariamente


libadas o ações comunitárias do tipo: or^anizaçáo da^
comunidade, educação da população, alteração do"
contexto físico, mudanças no contexto social e da
sequência on eventos, alteração no comportamento
dos atores sociais (vítimas,...)

Fonte: PMMG

DICA IMPORTANTE
üssa filosofia orienta para que os policiais escapem da lógica do ïoliciamento
dirigido para ocorrências (rádio-atendimento) e busquem jma solução proatíva e
criativa, para equacionar o crime, minimizar o nedo crime e a desordem.

Diagrama 5W2H
O diagrama 5W2H pode ajudar no Plano de Ação para solucionar o problema de
segurança pública. De uma maneira simples este é um planejamento de viabilidade
econômica, pois possibilita uma divisão das tarefas, estabelecimento de metas, definição de
custos, entre outros.
Esta metodologia, também conhecida nos países de língua portuguesa como
4Q1POC (após a tradução), é muito utilizada na administração de empresas para gerenciar
um Plano de Ação para elaborar um serviço ou produto.

60
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

FIGURA 25 - Diagrama 5W2H.

DIAGRAMA 5W2H ou 4Q1POC


ESTRUTURA DO PLANO DE AÇÃO

PERGUNTAS CARACTERÍSTI
Where? Local físicoCAS
Onde será feito?
Wh at? Oque será feito? Etapa a cumprir
Descrição da
Como será feito?
execução

Definição do
Wh Quem vai fazer?
responsável
O?

When? Quando será feito? Cronograma

How mudi? Quanto Investimento


custará?

Whv? Porque?
Razões para
realização
Fonte: PMMG

DICA IMPORTANTE
O PLANO DE AÇÃO, por ser um formulário bem objetivo, deve
apresentar as informações descritas de maneira mais específica
possível. Especialmente no campo QUEM, neste local deve ser definido
o nome do responsável para executar a tarefa. O objetivo é não haver
dúvida na hora de executar.
As tarefas do Plano de Ação devem ser devidamente priorizadas e listadas por ordem
cronológica. Este documento é uma ótima ferramenta para gerenciar o andamento dos
trabalhos e garantir a produtividade de reuniões.

O formulário (Plano de Ação) apresentado a seguir, utiliza o própria metodologia


5W2H, ou 4 Q1POC. Ele direciona o trabalho do policial e da comunidade, pois facilita a
execução das tarefas, e principalmente, estabelece com objetividade as metas a cumprir.
Este diagrama é bem objetivo. É uma síntese das informações, e sua apresentação limita-
se a uma folha de papel, tamanho A4.

61
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 63 - )
FIGURA 26 - Formulário do Plano de Ação.

Fonte: PMMG

62
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 63 - )

FIGURA 27 - Formulário do Plano de Ação Preenchido.


OBJETIVO (Why?) Melhorar a sensação de segurança e reduzir os índices de briga de gangues no centro comercial do Santa Terezinha.

AÇÃO (WHAT?) COMO (HOW?) QUANDO (WHEN?) ONDE (WHERE?) QUEM (WHO?) QUANTO CUSTA (HOW MUCH?)

34° BPM / 17a


PLANO DE AÇÃO DE POLICIAMENTO (5W2H)
Após treinar os policiais, serão lançados 2 duplas de ciclistas, no
mplantar o policiamento de bicicletas. Iniciar em junho e terminar em dezembro Centro comercial de Santa Terezinha. 3° Sgt José Silva
horário comercial.
7.000,00 bicicletasae uniformes
CiaR$PM 1116
Delegacia Distrital
Após pesquisa de marketing, será implementado por uma agência Principais vias de acesso ao centro
Divulgar 5.000 cartilhas de autoproteção dos jovens Iniciar em junho, terminar em dezembro. Pres. da Associação Comercial. R$ 4.000,00 para 5.000 folders
EVENTO Projeto “JÁ: Jovem em Ação” de publicidade. LOCAL Sede da Associação Comercial do Santa Terezinha comercial. DATA 06Mai08-Ter

Próxima Reunião
Com a participação das lideranças dos grêmios estudantis e
Estimular o protagonismo juvenil. Nas tardes de sábado de maio até novembro. Na Escola Municipal Santa Terezinha Sgt João Carlos e Inspetora Maria Silva Só custo indireto inerentes ao serviço policial
Escoteiros.

Prender os agressores principais (3 líderes). Com os mandatos de prisão e busca e apreensão. Início maio e término junho. Nos locais de homizio dos infratores. Sgt João do Grupo Tático e Detetive Paulo. Só custo indireto inerentes ao serviço policial

Após realizar pesquisa implementar através de uma agência de Principais vias de acesso ao centro
nstalar 3 outdoor sobre a participação da comunidade Iniciar em novembro, antes do natal Lucas - Presidente da Associação Comercial R$ 8.000,00 para 3 outdoor
publicidade comercial

Responsáveis pela META 1° Ten Douglas e Delegado Sebastião Outros contatos importantes Dr João Paulo (Juiz de Direito).

Fonte: PMMG

63
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

4.4 4a fase - Avaliação


FIGURA 28 - Avaliação do problema.

Fonte: PMMG

A resolução de problemas pode ser trabalhosa, mas é de simples ação. A equipe de


trabalho deve persistir na pesquisa e ação, até que o sucesso seja alcançado. O processo
necessariamente não é completado até que a avaliação seja realizada. Depois da
implementação das respostas, se o problema continuar, ou mudar sua forma, tem-se que
recomeçar todo o ciclo, ir da avaliação para a resposta, conforme demonstra a linha , ou até
mesmo para a fase de análise do problema, linha .

Antes de iniciar cada uma das quatro fases é realizado um feedback, “avaliação
rápida”, e se necessário retorno a fase anterior.

Finalmente, na etapa de avaliação, os policiais avaliam a efetividade de suas


respostas. Um número de medidas tem sido tradicionalmente usado pela polícia e
comunidade para avaliar o trabalho da polícia. Isso inclui o número de prisões, nível de
crime relatado, tempo de resposta, redução de taxas, queixas dos cidadãos e outros
indicadores.

Várias dessas medidas podem ser úteis na avaliação do esforço para solução de
problemas, entretanto, um número de medidas não tradicional irradia luz onde o problema
tem sido reduzido ou eliminado. Por exemplo:

a) reduzir os indicadores de vitimização;


b) reduzir os registros de ocorrências;

c) indicadores não tradicionais podem incluir - aumento dos salários para


comerciários numa área-alvo, aumento de utilização da área residencial, aumento do valor
venal dos imóveis, diminuição do n° de pessoas que pedem esmolas nos sinais de trânsito,
menos carros abandonados, menos lotes sujos, menos cercas elétricas instaladas, entre
outras;

d) aumento da satisfação do cidadão com respeito à maneira com que a polícia está

64
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

lidando com o problema (determinado através de pesquisas, entrevistas, etc.);

e) redução do medo dos cidadãos relativo ao problema.

A avaliação é, obviamente, chave para o modelo IARA. Se as respostas


implementadas não são efetivas, as informações reunidas durante a etapa de análise
devem ser revistas. Nova informação pode ser necessária ser coletada antes que nova
solução possa ser desenvolvida e testada.

DICA IMPORTANTE
Quando o Plano de Ação é bem objetivo, facilita muito a avaliação (cumprimento de
fnetas) por todos envolvidos no processo. As metas é a quantificação do objetivo, ou
íeja agrega-se custo (recurso disponível para cumprir o objetivo) e prazo [tempo em
pno(s) - mês(es) - dia(s)], para atingir cada um dos objetivos; que é a etapa a cumprir.

O policiamento orientado para o problema é uma estratégia "silenciosa”, pois


geralmente as ações alcançadas não são divulgadas na mídia de massa. Por isso, a
importância dos chefes policiais e lideranças comunitárias terem os objetivos bem claros
para não haver dificuldade de avaliar (diariamente, semanalmente e mensalmente), a tarefa
de cada policial. O ideal é fazer a avaliação durante todo o processo, com os feedbacks,
para justamente realinhar algum desvio. Pois, é muito comum iniciar o cumprimento de um
objetivo e surgirem outras demandas. Para não perder o foco, uma maneira fácil é através
do formulário proposto, onde cada objetivo é avaliado, segundo o seu cumprimento de forma
percentual (%), observe-se o seguinte:

65
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 67 - )

FIGURA 29 - Avaliação quantitativa das metas do plano de ação de policiamento.

AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DAS METAS DO PLANO DE AÇÃO DE POLICIAMENTO

AÇÃO RESPONSÁVEL ORÇAMENTO JÁ CUMPRIMENTO %


EXECUTADO
50% 75% 100%
25%

Implantar o R$ 4.000,00
policiamento de 3° Sgt José Silva bicicletas e
bicicletas. uniformes
Divulgar 5.000
cartilhas de Pres. da Associação R$ 2.000,00 para
autoproteção dos Comercial. 2.500 folders
jovens.

Estimular o Sgt João Carlos e Só custo indireto


protagonismo juvenil. Inspetora Maria Silva inerentes ao
serviço policial

Prender os do Grupo Tático Sóinerentes


custo indireto
agressores principais Sgt João
e Detetive Paulo. ao
(3 líderes). serviço policial

Instalar 3 outdoor Lucas - Presidente da


sobre a participação Associação Comercial R$ 0,00
da comunidade
Responsáveis pelo acompanhamento das METAS: Data e Local da Avaliação

1° Ten Douglas e Delegado Sebastião 08Mai08, Belo Horizonte.


Fonte: PMMG.

5 Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação e revoga disposições


em contrário.

Quartel do Comando-Geral em Belo Horizonte, 14 de outubro de 2010.

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral

Distribuição: toda PMMG.

66
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 69 - )

ANEXO “A” (GLOSSÁRIO) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.


a. Associação comunitária: Conjunto de pessoas reunidas em torno de objetivos
diferentes de sindicatos, mas cuja concretização também os beneficie coletivamente, e
que se valem da representatividade proporcionada por sua organização, para obter,
junto ao Poder Público, melhor e mais ágil encaminhamento da solução de problemas
de caráter comum, geralmente essas entidades são registradas, possuem regimento
interno e são geridas mediante eleições periódicas de seus representantes, pelos
moradores do(s) bairro(s) em que residem. Suas atividades são fiscalizadas pelo
Ministério Público. (DPSSP 04/2002 - CG)

b. Comunidade: É caracterizada por forte solidariedade social, aproximação dos homens


e mulheres em frequentes relacionamentos interpessoais, a discussão e soluções de
problemas comuns, o sentido de organização possibilitando uma vida social durável.
(Durkheim/2001)

c. Defesa Social: "A defesa social, dever do Estado e direito e responsabilidade de todos,
organiza-se de forma sistêmica visando a:

I - garantir a segurança pública, mediante a manutenção da ordem pública, com a


finalidade de proteger a cidadão, a sociedade e os bens públicos e privados, coibindo os
ilícitos penais e as infrações administrativas;

II - prestar a defesa civil, por meio de atividade de socorro e assistência, em caso de


calamidade pública, sinistros e outros flagelos;

III - promover a integração social, com a finalidade de prevenir a violência e a


criminalidade” (Art. 133 da Constituição do Estado de Minas Gerais)

d. Escrituração da Base: Conjunto de formulários e relatórios padronizados que


constituem a metodologia de gerenciamento do trabalho. É de responsabilidade dos
Policiais Militares o seu preenchimento e do Cmt da BC/BCM o arquivamento e o
gerenciamento do bom uso das informações contidas na escrituração.

e. Koban e Chuzaisho: Estruturas físicas para execução do policiamento, designados por


Koban nas zonas urbanas e por Chuzaisho as estruturas policiais residenciais nas
zonas não urbanas. Constituem unidades subordinadas de postos de polícia e situam-
se ao nível subdistrital. Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. As principais
características da polícia de proximidade desenvolvida por estas estruturas são: (l)
fazer parte da comunidade local e envolver-se em atividades estreitamente
relacionadas com a vida quotidiana e a segurança dos residentes; (2) fazer saber aos
residentes da comunidade que estão presentes agentes da polícia e conduzir
vigilâncias de bairro, nomeadamente patrulhas; e (3) serem os primeiros a responder a
qualquer emergência. Assim, os quiosques de polícia constituem o núcleo central das
atividades da polícia de proximidade e funcionam como o "Centro de Segurança
Comunitária” dos residentes locais. (Article: "The Japan Police and Koban system” -
KITAHARA, Naomi/2007)

f. Mobilização social: Ocorre quando um grupo de pessoas, uma comunidade, uma


sociedade decide e age com um objetivo comum, buscando, quotidianamente, os
resultadosa desejados
Distribuição: por todos.
mesma da presente Por isso se diz que: "mobilizar é convocar vontades
Instrução.
para atuar na busca de um propósito comum, sob uma interpretação e um sentido

67
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

também compartilhados.”. Não se confunde com manifestações públicas, com a


convocação da presença das pessoas em uma praça, passeata, concentração.
(Mobilização Social - SIMEONE, Marcus/2000)

g. Polícia Comunitária: É uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporciona


uma nova parceria entre a população e a polícia. Baseia-se na premissa de que tanto a
polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver
problemas contemporâneos com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida local.
(TRAJANOWICZ, Robert)

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral

68
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 69 - )

ANEXO “B” (QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO) À


INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.
IDENTIFICAÇÃO
Qual seu vínculo com este bairro? ( ) reside ( ) trabalha

( ) estuda ( ) de passagem Há
Data da pesquisa: __ / 20 gênero: ( ) homem ( ) mulher (meses)
/
idade: _______(anos)

quanto tempo você tem o vínculo acima com este


( ) ensino fundamental
bairro? __________________________________________________
Escolaridade: ( ) ensino fundamental incompleto
( ) ensino médio completo ( )
completo

( ) ensino médio incompleto ( ) ensino superior completo ( )

ensino superior incompleto ( ) doutorado

especialização ( ) mestrado
Renda: ( ) classe A - acima de 30 salários mínimo (SM) ( ) classe B - de15 a 30 SM

( ) classe C - de 6 até 15 SM ( ) ( ) classe D - de 2 a 6 SM

classe E - até 2 SM
Para os quesitos abaixo MARQUE com “X”, de acordo com a escala:

1) Visibilidade (presença ostensiva do policial-militar) e assiduidade (presença rotineira). Em


que medida o policial-militar é visto nas ruas designadas para executar o policiamento
preventivo e/ou reativo?
◄ -------------- -------------------------------------------------------------- ►

1 MUITO 7 MUITO BOM 9 ÓTIMO


3 FRACO 5 BOM
FRACO

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

69
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 71 - )

2) Implementação de serviços policiais preventivos, realização de visitas nas


residências, nos estabelecimentos comerciais/públicos, pelos policial-militar
designados, para cada rua, para promover a mobilização social:
◄ --------------- -------------------------------------------------------------- ►
3) Solução dos problemas. Em que medida o policial-militar (em conjunto com os agentes
1 MUITO 7 MUITO BOM 9 ÓTIMO
3 FRACO 5 BOM
FRACO
comunitários) está propondo soluções para o principal problema deste bairro?
◄ -------------- -------------------------------------------------------------- ►
4) Protagonismo comunitário. O policial-militar atua com efetividade para mobilizar
1 MUITO 7 MUITO BOM 9 ÓTIMO
3 FRACO 5 BOM
FRACO
os agentes comunitários, líderes locais e moradores em torno da segurança pública?
◄ -------------- -------------------------------------------------------------- ►

1 MUITO 7 MUITO BOM 9 ÓTIMO


3 FRACO 5 BOM
FRACO
MEDIA DAS 4 NOTAS: + + +

ESCALA DE CONCEITOS
1 MUITO
3 FRACO 5 BOM 7 MUITO BOM 9 ÓTIMO
FRACO

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

70
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 10 - )

ANEXO “C” (METODOLOGIA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.


BASE COMUNITÁRIA - RELATÓRIO DE ATIVIDADES
POLfCIA
MILITAR A.REA.DE ATVACÁÜ "BAIRRO "'ATA -":~A.■" ZO ■= ER:1..'1 I£ÃI
DC NINASQIRAI9 ___ I ___ I____ | CIA PM | ______________________________________________________________ | ___ | ___ | ___ | ___ |_________ | ____ | ___ | ___ | | _______ | ____ | ____ |_____

EQUIPE " " MODALIDADE HORÁRIO PROCEDIMENTOS / HISTÓRICOS


"V'Z- r DQ SÊftVJÇC COVt=-==A = C- A DO i -MSTALAC

V SITAS TAA AS

■I:— E ^AZÍS-S. REAL2ADA3

=>=.= = A'.- -VC.-lV-E.E-------------------------------------------------------------------------------------------

OJTíAS ATT«" OACG 3 CCiSMJ'S.TAA AS

■.'ÍTCCMTCSCA V -ETC CWT BC O £ TC CMT □ O TJ RMC

AiMExa A irua-TROcAa - ca
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 72 - )

ANEXO “D” (RELATÓRIO DE COSNTATAÇÃO DE DESORDEM) À INSTRUÇÃO N°


3.03.07/10 - CG.

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

72
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: (
- 10 - )

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral
Distribuição: a mesma da presente Instrução.

73
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 76 - )

ANEXO “E” (RELATÓRIO DE SOLICITAÇÃO DE SERVIÇO OU INFORMAÇÃO) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.


BASE COMUNITÁRIA
POLÍCIA
RELATORIO DE SOLICITAÇÃO DE SERVIÇO OU INFORMAÇÕES
MILITAR 4 FIE* DE ATUAÇÃO BAIFIFIO NUM ERO OE CONTROL E
DE MINA) flEKAI) ___ 1 ___ 1 ___ 1 ™ ™ 1 ________________________________________________________________________________________________ ____ 1 ____ 1 ___ ih ______ 1 ___
DATA NOME DO SOLICITANTE E N DE RE ÇOJTE LE FOHEÆ -MAI L DADOS DA OCORRÊNCIA POLICIAL MILITAR

VISTO CMT CIA /ISTO CMT BC VISTO CMT DG TURNO

A.\=XO-^A IMSTFLLiÇAOraMQ-

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

74
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 75 - )

ANEXO “F” (RELATÓRIO DE VISITA Á VÍTIMAS) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

75
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 78 - )

ANEXO “G” (RELATÓRIO DE PASSAGEM DE SERVIÇO) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.


BASE COMUNITÁRIA - CONTROLE DIÁRIO DE PASSAGEM DO SERVIÇO
POLÍCIA
MILITAR ÁREA D E ATUAÇÃO DATA ____ ■ ■ ■ __________________________________________________________________________________ Cl* ™ 1 ___ 1 __ 1 ___ 1 ht3 DO CARTÃO 1
0E HIINA1 Q EltAI % ___ 1 _________ 1 ___________
EQUTPE DE SERVIÇO TURNO micro TÉRMINO
EQUIPE KO MES

11 11
EQUIPE NOMES

11 111
EQUIPE NOMES

____ 1 ____ 1___ 1 ___ ____ 1 ____ 1 ____ 1 ___

RELATÓRIO DA P A S S A G E M D E SERVIÇO

DESCRIÇÃO SINTÉTICA DA S CONDIÇOESyALT ERAÇO ES POLICIAL QUE P A S S O U SERVIÇO POLICIAL Q U E A S S U M I U SERVIÇO


MATERIAL (MOVIOAOES; NOME. OB5 E VISTO NOME. OES E VISTO

EFETIVO

NOME. OEE E VISTO NOME. OES E VISTO


INSTALAÇÕES

OUTROS NOME, OES E VISTO NOME.OBS E VISTO

CASO NECESSÁRIO UTILIZE O VERSO ANEXO "3' A INSTRUÇÃOsuc.TO- CG

76
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 76 - )

ANEXO “H” (FORMULÁRIO DE VISITA COMUITÁRIA) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.

POLÍCIA BASE COMUNITÁRIA-VISITA RESIDENCIAL

MILITAR ÁREA DE ATUAÇÃO NOME DO POLICIAL □ATA DA ELABORAÇÃO 1


N° DO CARTÃO

SE MIH AS OE ffA1S 1 I I CIA PM 1 1111


DADOS DOPRDPRÍETÃRIO;LOCADOR
NOME CPF

NOME DA MAE C.l.

DATA DE NASCIMENTO TELEFONE LOCAL TRABALHOJESCOLA

SOCORRO/EMERGENCIA AVISAR CONTATO E-MAIL CONTATO

ENDEREÇO (AV: RUA: N°, ETC) COMPL (APTO. BLOCO,) BAIRRO

DADOS CONJUGE
NOME CPF

NOME DA MAE C.L

DATA DE NASCIMENTO TELEFONE LO CAL TRAB ALH O/ES CO LA

SOCORRO/EMERGENCIA AVISAR CONTATO E-MAIL CONTATO

ENDEREÇO (AV, RUA: N°, ETC) COMPL (APTO. BLOCO,} BAIRRO

OUTROS MORADORES
NOME CONTATO

NOME CONTATO

NOME CONTATO
(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM
Comandante Geral
ANEXChr A INSTRUÇÃO xx/1Q - CG

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

77
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 78 - )

OBSERVAÇÕES

NOME DO PM
DIA
MÊS
ANO

ANEXO “H" DA IN5TRLPÇAQ asa- 03

78
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 78 - )

ANEXO “I” (FORMULÁRIO DE VISITA EM ESTABELECIMENTO PÚBLICO/PRIVADO) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG

POLÍCIA BASE COMUNITÁRIA-VISITA EM ESTABELECIMENTO PÚBLICO E PRIVADO


MILITAR AREA DEATUAÇAO NCME DO POLICIAL ill GW py 1 DATA DA ELAECRAÇAO ND DOCARTAO
DE MINI! d Ettàl 9
___ 1 _ 1_ _ 1 __ 1 __1 _
DADOS DO ESTABELECIMENTO
RAZAO SOCIAL / NOME FAITTASIA DO CNP-J
11 1 1 1 1I J
I 1 1 1 n
TIPO DO ESTABELECIMENTO TELEFONE t-MAI L U ON 1A U

ENDEREÇO (AV. RUA, W, ETC) LOU PL (API O. BLOCO.;- í '■Al h: h: J

DADOS DO PROPRIETÁRIO E FUNCIONÁRIOS


NO ME P RO P RI ETÁRIO/LCCATARIO/RES P 0IMSAVEL CP F
__ 1 __1 __ 1 __1 __ 1 __ 1 __ 1 __ 1 __ 1 __ 1 _ 1 __
LOCAL PARA CONTATO TELEFONE E-MAIL CONTATO

ENDEREÇO (AV. RUA. W. ETC) COMPL (APTC, BLOCO) 3AIRRC

NCME FUNCIONÁRIO CPF


1 11 11 1111-11
LOCAL PARA CONTATO TELEFONE E-MAIL CONTATO

ENDEREÇO (AV. RUA. MT ETC) COMPL (APTO. BLOCO) BAIRRO

NOME FUNCIONÁRIO
CPF
___ 1 1 1 1 1 1 1 1 M 1
LOCAL PARA CONTATO TELEFONE E-MAIL CONTATO

ENDEREÇO (AV. RUA. MT ETC) COMPL (APTO. BLOCO) BAIRRO

VISTO CMT DE CIA VISTO CMT BC VISTO CMT DO TURNO

ALi 3ÍO T A INST^LJGACIJOJIO- CG

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ANEXO “J” (CARTÃO DE VISITA COMUNITÁRIA) À INSTRUÇÃO N° 3.03.07/10 - CG.

Segurança Pública
144 da Constituição Federal:
POLÍCIA
A segurança pública, dever do Estado, dMItb
e responsabilidade de todos.
MILITAR
DE M I N A S G E R A I S
Nossa profissão, sua vida.
Emergência PM: 190 Companhia de Polícia Militar do BPM

Bombeiro: 193

Polícia Civil: 197

Disque Base Comunitária


Polícia Rodoviária Federa/: 191
SAMU: 192

Telefone da Base:

Nome do PM:
POLÍCIA
MILITAR
l^DIFJ profissão. S4T3 VTiJl.
"Nós Poli dais Militares esfamos compromissados com a
(a) RENATO VIEIRADefesa da Vida
DE SOUZA, Celda
PMIntegridade Física e da Dignidade da
Comandante GeralPessoa Humana"

Distribuição: a mesma da presente Instrução.

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Data: ___________ / _________ / ________ widMrò ..................................... : ________ As visitas comunitárias IMM&SJtM&A’ são atividades cjue os polidais
militares comunitários realizam através de visitas às famílias e a locais de
trabalho quando transmitem informações sobre a prevenção de crimes e
Dia da semana: _____________________________________________ addentes; além de colherem sugestões e solicitações sobre problemas
relacionados com a segurança da Comunidade.

Estamos implantando em nosso bairro o Sistema de Visitas IDurante as visitas ao seu bairro; os polidais militares solicitam a

Comunitárias, existente no Japão há mais de 133 anos, com as população para preencherem uma ficha de informações contendo dados;

adaptações paia a nossa comunidade. Esse sistema, dentro do tais como endereço e telefone; para contato em situações de

Programa de Policiamento Comunitário, tem como ofyetim a melhoria do emergência, de modo que se estabeleça um canal círeto para o

atendimento quanto prestações de serviçospor parte da Polícia Militar acionamento ou aviso em situação de necessidade de contato imediato,

do Estado de Minas Gerais, possibilitando o conte to direto entre a transmitindo informações de importância na prevenção ou solução de

corrtunidade e nossos Policiais Militares, pelo quai contamos com a problemas.

participação de todos na busca de urrta melhor qualidade de vida. Essa modalidade de policiamento está sendo implantada em seu bairro,

Weste sentido as sugestões serão de grande importância no reforçando os laços de confiabilidade e respeito entre a sua Polícia e a

desenvoiwrmento deste atividade. Comunidade.

"A FORÇA DG- TRABALHO- ESTA MACOMJUGAÇÃC DE ESFORÇOS-

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, Cel PM


Comandante Geral
( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 84 - )

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil.


Senado Federal, Brasília, DF, 1988.

2. . Poder Executivo. Curso Internacional de Multiplicador de


Polícia Comunitária - Sistema Koban - MJ/PROASCI. São Paulo, 2008.
3. . Poder Executivo. Programa Nacional de Segurança Pública
com Cidadania- PRONASCI. Brasília (DF), 2007.

4. CERQUEIRA, Carlos Magno Nazareth. Do patrulhamento ao policiamento


comunitário. 2 ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2001.
5. NUNES, Cícero; OLIVEIRA, Alexandre M. de. Curso Policiamento Orientado para
o Problema, Módulo I. MJ/SENASP, 2009.

6. GOLDSTEIN, Herman. Policiando uma Sociedade Livre. Tradução de Marcello


Rollemberg. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003 (Série Polícia
e Sociedade; n0 9).

6. ISHIKAWA, Kaoro. Controle de Qualidade Total à Maneira Japonesa. Rio de


Janeiro, Campus, 1993.

7. MINAS GERAIS, Constituição. Constituição do Estado de Minas Gerais. Belo


Horizonte, MG: Assembleia Legislativa, l989.
8. MINAS GERAIS, Polícia Militar. Diretriz para a Produção de Serviços de
Segurança Pública n° 3.01.01/2010 - CG. Regula o Emprego Operacional da
Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG: Comando-Geral, EMPM3,
2010.
9. . Diretriz n° 3.02.01/2009. Regula procedimentos e orientações
para a execução com qualidade das operações na Polícia Militar de Minas Gerais.
Belo Horizonte, MG: Comando-Geral, EMPM3, 2009.
10. . Diretriz n° 3.02.02/2009. Estabelece diretrizes gerais para as
atividades de coordenação e controle a serem realizadas no âmbito da Polícia
Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG: Comando-Geral, EMPM3, 2009.
11. . Diretriz para a produção de serviços de segurança pública
n° 04/2002-CG. Regula a filosofia do policiamento comunitário, na Polícia Militar
de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG: Comando-Geral, EMPM3, 2002.
12. . Diretriz para a produção de serviços de segurança pública
n° 05/2002-CG. Regula o apoio à criação e funcionamento de conselhos
comunitários de Segurança Pública, pela PMMG. Belo Horizonte:Comando- Geral,
EMPM3, 2002.
13. . Plano Estratégico. CG. Planejamento estratégico da PMMG,
para vigência no período de 2009-2011. Belo Horizonte, MG: Comando-Geral,
Assessoria de Gestão Para Resultados, 2009.

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( - Separata do BGPM N° 83, de 11 de novembro de 2010 - ) Página: ( - 84 - )

14. São Paulo, Polícia Militar. Diretriz Nr PM3-001/02/06. Operacionalidade das


Bases Comunitárias de Segurança. São Paulo, PMESP, 2006.

15. . Ordem de Serviço Nr PM3-047/02/04-Circular. Relatório


sobre Averiguação de Indício de Infração Administrativa (RAIIA), São Paulo,
PMESP, 2004.

16. SKOLNICK, J.H.; BAYLEY, D.H. Policiamento Comunitário. Tradução de Ana


Luísa Amêndola Pinheiro. São Paulo: Editora da USP, 2002.

17. TORO, Jose Bernardo e WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social: Um
modo de construir a democracia e a participação. Brasília: Ministério do Meio
Ambiente, Recursos Hídricos e Amazônia Legal, Secretaria de Recursos Hídricos,
Associação Brasileira de Ensino Agrícola Superior - ABEAS, UNICEF, 1997.

18. TROJANOWICZ, R.; BUCQUEROUX, B. Policiamento Comunitário: como


começar. Tradução Mina Seinfeld de Carakushansky. Rio de Janeiro: Polícia Militar
do Estado do Rio de Janeiro, 1994. Reeditado pela Polícia Militar do Estado de São
Paulo, 1999.

19. WEICK, Karl E. Small Wins: Redefining the Escale of Social Problems.
American Psycologist 39, n° 1 (Jan 1984) . Reprinted in Redefining social
problems by E. Seidman and J. Rappaport (Eds.). New York, NY: Plenum, 1986.

(a) RENATO VIEIRA DE SOUZA, CORONEL PM


COMANDANTE-GERAL

CONFERE COM O ORIGINAL:

JOÃO SUSSUMU NOGUCHI, MAJOR PM


AJUDANTE-GERAL

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