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JM – FDL 2017/2018

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

FONTES DE DIREITO INTERNACIONAL

COSTUME

• Costume geral ou universal: obriga a grande maioria dos Estados.


• Costume particular ou regional: aplicável num certo continente/conjunto de Estados
[prevalece o critério cultural e não geográfico, vg Austrália e NZ pertencerem
culturalmente à Europa].
• Pressuposto do elemento material: uso [prática reiterada – obriga a Estadualidade,
ser praticada pelos Estados e Publicidade – ser pública por parte dos Estados]
• Pressuposto do elemento psicológico: convicção de obrigatoriedade [esta advém da
reacção dos outros Estados; se não reagirem negativamente a determinado
comportamento, provavelmente tratam-se de usos e não de costume; ECB: difícil de
provar, logo, presunção de prova].
• Requisitos: norma geral [elementos não só quantitativos, como qualitativos – regra do
objector persistente é irrelevante], reiterada [10 anos; exige actuação conforme, não
apenas declarações], consistente [comportamento dominante; se não existir, é
irrelevante para a formação de norma costumeira] e interactiva [e não oculta, vg prática
de torturas pela generalidade dos Estados, de modo oculto, não seria costume].

• Tipos de direito costumeiro:


• Imperativo: jus cogens protege interesses comuns ou públicos, obrigações erga
omnes. Origem exclusivamente costumeira, e não convencional [arts. 44º-5, 53º, 60º-
5, 64º, 66º-a e 71º]. Nulidade de todo o tratado incompatível com uma norma
imperativa de DI geral. Requisitos: aceite e reconhecido pela comunidade internacional
[costume universal, e não regional: JOMI vs ECB].
• Dispositivo: relações bilaterais, obrigações face ao outro Estado.

TRATADOS

• Tratado ou convenção internacional: acordo de vontades entre sujeitos de DIP


constitutivo de direitos e deveres que produz efeitos com relevância nas relações
internacionais [art. 2º-1a CVDT]. Pressupõe matéria com dignidade jurídica. Violação
implica responsabilidade internacional.
• Tratados bilaterais: duas partes, reciprocidade de interesses.
• Tratados multilaterais: pluralidade de partes, interesses comuns – gerais [10 ou +
membros] e restritos [-de 10 membros], ECB.

FORMAS DE VINCULAÇÃO A TRATADOS

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5 fases: i) negociação, adopção e autentição; ii) vinculação; iii) entrada em vigor; iv)
registo e v) depósito.

Cinco efeitos da assinatura:


1- Artigo 10º: autenticação do fecho do tratado;
2 - Direito do Estado que assinou, se vincular ao tratado como parte originária (mas não há dever
de vinculação com a assinatura - não fica obrigado a vincular-se); ou seja, tem direito a vincular;
3 - Artigo 18º: Não praticar actos que venham a defraudar o fim ou objecto do tratado;
4 - Atribui os direitos de notificações e rectificações referidos no artigo 77º/2 , 78º e 79º;
5 - Efeitos relativos à eventual produção de Costume: só o facto de ficar vinculado ao tratado e
de não poder praticar que defraudem o objectivo do tratado, levam a que o Estado comece a
cumprir ou a adoptar condutas omissivas, que vão criando costume.

RESERVA

• Reserva: declaração receptícia e unilateral de um Estado ao assinar, ratificar ou aprovar


um tratado ao qual adere, através da qual visa excluir ou modificar o efeito jurídico de
certas disposições do tratado [art. 2ºd]. Professor admite reservas ampliativas, se não
tiverem eficácia inovatória ou não desfigurarem o carácter do Tratado.
• São admitidas reservas nos tratados multilaterais.
• Declaração interpretativa: declarativa, sem eficácia inovatória. Limitam-se a
esclarecer o que está no artigo; se se tentar restringir os efeitos do Tratado, então são
reservas (encapotadas).
• Declaração política: não é interpretativa nem reserva. Pense-se nas declarações à
imprensa no fim das conferências internacionais.
• Limites materiais tácitos [artigo 19º/a/b/c – esta fica sujeita à dialética das
aceitações e das objecções; só se aplica verdadeiramente no caso de tratados
de direitos humanos – artigo 53º]
• Limites temporais [artigo 19º, proémio]: durante o processo de vinculação
[assinatura, ratificação ou aprovação]. Se for posterior, estaria a violar o princípio pacta
sunt servanda [artigo 26º]. Por costume criado por uma acção da Bélgica, reserva
posterior à vinculação, pode ser aceite, vista a derrogação do proémio do artigo 19º, na
medida em que nenhum dos Estados objectou. OBRIGA A UNANIMIDADE – BASTA UMA
OBJECÇÃO PARA A RESERVA SER INEFICAZ.
• Limites formais [artigo 23º]: por escrito, formalmente comunicada.
• AC Tratados multilaterais gerais – 10 ou mais partes [artigo 20º/4/c]: reserva
carece de aceitação de pelo menos um Estado. Se todos objectarem, Estado autor não
se torna parte.
o Se todos recusam, não se torna parte;
o Se todos aceitam, torna-se parte e Tratado aplica-se de acordo com o
sentido da reserva, entre todos;
o Se uns aceitam, outros objectam:
▪ Em relação aos que aceitam, aplica-se de acordo com o sentido da
reserva;

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▪ Em relação aos que objectam, se não for objecção simples (que não
tem efeitos nenhuns, sendo igual à aceitação), mas sim qualificada,
tratado não se aplica entre autor e objector qualificado.
• AC Tratados multilaterais restritos – 9 ou menos partes: exige-se unanimidade
[art.20º2]. Aceitação de todos os Estados! Se houver, basta uma objecção, Estado autor
não se torna parte. APLICA-SE TAMBÉM NOS CASOS EM QUE O FIM OU OBJECTO DO
TRATADO LEVEM A QUE O MESMO TENHA QUE SE APLICAR NA ÍNTEGRA.
• AC Tratados bilaterais – 2 partes: não se admitem reservas, mas sim meras
propostas de aceitação [vg Canal do Panamá – ver anotação ao artigo 19º]
• AC Tratados constitutivos de organizações internacionais [artigo 20º/3]:
segundo a doutrina, não se admitem reservas [mas os EUA fizeram uma reserva à OMS
e foi aceite]. Podem ser feitas; aceitação está sujeita à deliberação do órgão da
organização: primeiro ponto de trabalho é analisá-las. Se não forem aceites, Estado
autor não se torna parte.
• Nulidade da reserva: o Estado está vinculado à totalidade do Tratado.
• Aceitação: pode ser tácita [12 meses sem objecções, art. 20º-5]. Silêncio vale como
aceitação. Revogação dos 12 meses para 90 dias, por norma costumeira.
• Consequências: Para os Estados que formularam reservas e para os que as aceitaram,
as reservas modificam as relações entre esses Estados [tratados bilaterais acessórios
enxertados no tratado multilateral principal]. Os restantes Estados devem cumprir
integralmente o tratado. Reservas são sempre bilaterais [artigo 21º/1/a], a NÃO SER
EM CASO DE RESERVAS ERGA OMNES [vg EUA dizem que vão continuar a executar
menores de idade de outros Estados que cometem crimes no seu território; não podem
ser recíprocas]
• Revogação das reservas/objecções: a todo o tempo [art. 22º]. A aceitação da
reserva não pode ser revogada.

APLICAÇÃO DE TRATADOS NO ESPAÇO

• Engloba bases no estrangeiro? Sim, bem como embaixadas. As Convenções sobre


Direito Internacional Humanitário, aplicam-se em qualquer território, bem como o
Acordo de Roma relativamente ao Tribunal Internacional Penal.

APLICAÇÃO DE TRATADOS NO TEMPO

• Se estiverem em causa validade dos actos (constitutivos de relações jurídicas – actos


jurídicos), a norma do novo regime não pode aplicar-se a esses actos;
• Se estiver em causa relação jurídica, então aplica-se retroactivamente (ex: tratado sobre
Direitos Humanos).
o Assinatura [artigo 18º]: efeitos da assinatura são os previstos no artigo;
o Adopção [artigo 24º/4];
o Vinculação e entrada em vigor: vinculação pode concretizar-se de várias
formas. Pode entrar logo em vigor, ou haver vacatio legis;

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o Reserva: adia a entrada em vigor por 90 dias.

ADOPÇÃO DOS TRATADOS

• Tratados restritos [em cimeira]: unanimidade;


• Tratados gerais [em conferências]: dois terços.

DERROGAÇÃO, REVOGAÇÃO E REVISÃO DE TRATADOS [artigo 39º e ss]

• Regra: tratado posterior revoga anterior, mesmo que Estados digam que anterior é
irrevogável;
• Multilaterais restritos criam obrigações bilaterais; multilaterais gerais criam
obrigações erga omnes. Os 1ºs são livremente derrogáveis entre as partes.
• Tratados constitutivos de organizações internacionais: se o tratado constitutivo o
permitir, um 2º tratado relativamente à mesma, que não seja subscrito por todos os
Estados que subscreveram o 1º, pode entrar em vigor para todos, se tiver aprovação de
todos os membros permanentes, bem como 2/3 de votação positiva. Entra em vigor
para todos.
• Revisão [art. 40º/1] – consentimento de todas as partes; as que não consentem, não
ficam vinculadas pelo acordo de revisão.
• Modificação/emenda [art. 41º] – apenas afecta as partes que assim decidiram, e
tem que respeitar os condicionalismos do artigo.

CAUSAS DE CESSAÇÃO DE VIGÊNCIA/DESVINCULAÇÃO/EXTINÇÃO


[artigo 54º ao 64º / problemas supervenientes à entrada em vigor / efeitos
preservados v. artigo 70º]

• Por caducidade – causas externas: por alteração fundamental de circunstâncias


[art.62º] ou por ter decorrido o período de tempo estipulado no tratado.
• Impossibilidade superveniente [limitada aos casos de impossibilidade física]:
art. 61º
• Por vontade das partes:
• Tratados multilaterais – causas internas: recesso, acto unilateral pelo qual o Estado
se desvincula [art. 54º].
• Tratados bilaterais – causas internas: denúncia [art. 56º].
• Excepção de não cumprimento: art. 60º vs represália.

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INVALIDADE DOS TRATADOS [artigo 46º ao 53º / problemas antes da entrada


em vigor – retroactiva v. artigo 69º]

• A invalidade não afecta o dever de cumprimento de obrigações [art.43º].


• Vícios de consentimento: erro de facto [e não de direito], dolo, corrupção e coacção
sobre o Estado [e não sobre o representante], arts. 48º-52º.
• Nulidades absolutas: arts. 51º-53º.
• Nulidades relativas [sanáveis]: arts. 46º-50º.
• CAUSAS DE NULIDADE ATÍPICAS [ECB]
• Incapacidade da entidade [são situações de facto, o ex libris são as invasões do
território; Açores celebrar tratado com EUA; Tratado nulo]
• Impossibilidade originária [é impossível, originariamente, cumprir o Tratado. O
tratado é nulo, Estado incorre em responsabilidade internacional, por violação do
princípio da boa-fé];
• Incapacidade acidental [incapacidade do órgão – vg, prodigalidade. Vai contra tratado
ser acto livre.]

A CONCLUSÃO DOS TRATADOS EM PORTUGAL

Conceitos

• Tratados: tratados solenes, submetidos a ratificação. Sujeitos a aprovação pela AR


[art. 161º-i 1ªp CRP]. Reserva absoluta de aprovação parlamentar: arts. 161º, 164º e
165º CRP + reserva material de tratado [JOMI: vg cidadania, referendo, decisão política
primária, interesse nacional – vs ECB, não há distinção material; pelo que as únicas
matérias QUE TÊM QUE SER TRATADOS estão no artigo 161º/i].
• Acordos: acordos em forma simplificada, submetidos a aprovação. Sujeitos a
aprovação pela AR ou Gov [art. 161º-i e 197º-1 CRP]. A RESERVA DA ASSEMBLEIA EM
MATÉRIA DE CONVENÇÕES É SEMPRE ABSOLUTA, NA MEDIDA EM QUE O 165º APENAS
PERMITE AUTORIZAÇÕES LEGISLATIVAS.

Procedimento em Portugal

• 1. Negociação: representante de cada Estado [art. 7º], Ministério dos Negócios


Estrangeiros. Cabe ao Governo [artigo 197º/1/b].
• 2. Assinatura: vincula em acordos sob forma simplificada [art.12º]. Cabe ao CM, que
não pode delegar essa competência no PR – inconstitucionalidade orgânica. Portugal
vincula-se pela assinatura com reserva de ratificação [art. 8º-2 CRP].
• 3. Aprovação: resoluções [tratados e acordos aprovados pela AR, arts. 166º-5,6 e
134ºb-2ªp CRP] e decretos [acordos aprovados pelo Gov, arts. 197º-2 e 134º-b CRP;
TÊM QUE SER APROVADOS PELO CONSELHO DE MINISTROS – art. 200º/1/d].
• 4. Intervenção presidencial: ratificação arts. 134ºb [tratados, mediante declaração
solene de vinculação do Estado – se o PR decidir não ratificar a AR pode voltar a deliberar
sobre o tratado, por maioria de 2/3 art. 279º-4 CRP] e assinatura 135ºb [acordos – se
o PR recusar a assinatura, tal equivale a veto jurídico, art. 278º-1 CRP]. ECB considera

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que a ratificação e a assinatura são actos livres. Se Governo pisar matéria da


competência da AR, aprovando sob a forma de acordo, matérias do 164º e 165º, temos
inconstitucionalidade orgânica [sanável de acordo com o artigo 277º/2 – este apenas se
aplica no casos de matérias do 161º/i e de incompetência absoluta – artigo 8º da CVDT].
Prazos para ratificação e assinatura: [analogia do 136º - AR 20 dias 136º/1 ; Gov
40 dias 136º/4] – se não forem cumpridos, é mera irregularidade.
• 5. Referenda ministerial: aposta à ratificação, sob pena de inexistência jurídica [art.
140º CRP].
• 5. Publicação: todas as convenções internacionais e avisos de ratificação têm de ser
publicados no DR [art. 119º-1b/2 CRP]. É condição de vigência na ordem interna [art.
8º-2 CRP + art. 80º CVDT + art. 102º CNU].
• 6. Fiscalização preventiva [134º/g + 278º/1]:
• Antes da ratificação do tratado – se inconstitucional, ainda pode ser ratificado se a AR o
aprovar por maioria de 2/3> MADEF [art. 279º-4 CRP]
• Antes da assinatura do decreto ou da resolução de aprovação de acordo – se
inconstitucional, já não pode ser assinado pelo PR [art.279º-1 e 2 CRP].
• JOMI: é possível fiscalização abstracta da constitucionalidade de normas de tratados
[arts. 281º/1/a-282º CRP], mas sim fiscalização concreta [art. 280º CRP].
• Cabe recurso para o TC decisão dos tribunais que não apliquem norma interna com
fundamento em norma internacional [artigo 70º/1/i da LOTC]
• Hierarquia de normas plano interno: Ius Cogens/Constituição/Norma Convenção/Lei

• Recepção automática [art. 8º CRP]: nº1 – cláusula de recepção plena e automática,


que inclui costume local e regional, por analogia [ECB]; nº 2 – cláusula plena
semiautomática [depende de publicação internacional]; nº 3 – actos das organizações
internacionais.

ACTOS JURÍDICOS UNILATERAIS [baseiam-se na boa fé; não no pacta sunt


servanda]

• Promessa [vai fazer alguma coisa];


• Reconhecimento [expressa que determinada situação é conforme ao Direito
Internacional];
• Renúncia [prescinde de determinado direito];
• Também pode haver actos jurídicos unilaterais de Organizações Internacionais. São
acolhidos pela CRP – art. 8º/3 [podem ser objecto de fiscalização pelo TC]. Acrescentar,
ainda, art. 25º da CNU.

SUJEITOS
SECÇÃO II – O ESTADO

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RECONHECIMENTO [ESTADO E GOVERNO]

Reconhecimento de Estado

• Reconhecimento: acto jurídico-internacional pelo qual um sujeito afirma que


determinada situação reúne os pressupostos exigidos por uma norma internacional para
a produção de certos efeitos. Pode ser expresso ou tácito.
• Natureza constitutiva: somente a partir do reconhecimento é que o Estado existiria,
dando-lhe a qualidade de sujeito de DIP [vg autodeterminação do povo da Guiné-
Bissau].
• Natureza declarativa: o Estado existiria desde que se achassem reunidas as condições
de existência. O reconhecimento limitar-se-ia a verificá-las, nada acrescentando. Teoria
dos três elementos [Gov – estrutura hierarquizada que consegue impor as suas
ideologias, população e território] + consentimento do Estado prejudicado [se não
existir, viola-se o princípio da integridade territorial – art. 2º CNU]. O acto de
reconhecimento tem, hoje, efeito declarativo [a não ser que, aí Estados podem
reconhecer, i) Estado não tem direitos sobre o território; ii) Estado tem direito à sua
auto-determinação vg Timor; Estado Federal que se dissolve]
• Reconhecimento de PJ a movimento armado: Estado ocupado fica
desresponsabilizado pelos danos causados pelo mesmo, na medida em que, movimento
armado tendo PJ, é passível de obrigações.

Reconhecimento de Governo [apenas quando sucessão de Governos não ocorre de


acordo com as normas internas de sucessão]

• Governo enquanto poderes e responsabilidades de condução das relações externas do


Estado, e não órgão executivo ou sistema de governo. Problema concreto: mudança de
regime mediante revolução, e não mera transição constitucional [vg novas eleições].
• Critérios de reconhecimento: princípio da efectividade – doutrina ESTRADA [se o Gov
é efectivamente obedecido; monopólio do uso da força; controlo de 90% do território ou
capital; legitimidade automática, independentemente da forma como adquiram o poder;
LEVOU A UM GRADUAL RECONHECIMENTO TÁCITO DOS GOVERNOS] e doutrina TOBAR
[não reconhecimento de Gov não democrático; verifica-se primordialmente quando não
são aceites as credenciais de Governos que surgem na sequência do derrube de
Governos eleitos democraticamente, em eleições organizadas pelas Nações Unidas].
Discute-se ainda questão de reconhecimento das credenciais por parte de organizações
internacionais – trata-se de reconhecimento de facto, juridicamente relevante.
• Um novo governo, mesmo que efectivo, não será reconhecido se a sua efectividade
se estruturar na violação de normas iuris cogentis [ex paradigmático é a
constituição de Governos fantoche por força da invasão ilícita do território, por parte de
outro Estado, que mantém o Governo no activo apoiando-o militarmente, violando o
direito de autodeterminação; estende-se o mesmo aos Governos colonialistas, que o
Direito Internacional diz não terem posse um título jurídico efectivo que lhes confira
legitimidade; há ainda a situação, também não aceite, do Governo se manter apenas
graças a um sistema de discriminação racial sistemática. Trata-se, em todas as
situações, de uma declaração implícita de nulidade do título jurídico]. Nestas situações,

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o Governo anterior mantém título juridicamente válido – situação de Governo no exílio.


Nestes casos, actos do Governo novo são inválidos (devem ser desconsiderados pelos
tribunais dos restantes Estados, bens governamentais congelados, rejeição de acesso
àqueles tribunais e interrompidas relações diplomáticas).
• Enquanto Governo mantiver controlo de uma parte significativa do território
[90% do território], qualquer reconhecimento como Governo de um movimento
rebelde constitui uma ingerência nos assuntos internos. A decisão de conceder o
reconhecimento formal é um acto livre, mas apenas quando estiverem reunidos os
requisitos necessário; caso contrário, é ilícito.

EXTINÇÃO

CAUSAS NORMAIS DE EXTINÇÃO DOS ESTADOS

• Integração voluntária do seio de outro;


• Fusão com outro ou outros Estados num novo, distinto;
• Dissolução em vários novos Estados que anteriormente o compunham.
• Devolução sucessória: várias das situações jurídicas do Estado anterior, extinguem-
se com ele. Nem todas são devolvidas; as que são, são por devolução sucessória. Quanto
à participação em organizações internacionais, não há sucessão, tem que pedir
admissão.
• Continuidade [com perda de território]: algumas obrigações podem tornar-se
impossíveis de cumprir (extinção superveniente). No entanto, todas as obrigações e
direitos, regra geral, se mantêm. Secessão não afecta a personalidade do Estado, desde
que este mantenha a maioria da população e território (ex: Índia, relativamente ao
Paquistão). No caso de várias secessões, embora não essencial, deve ter-se em conta o
reconhecimento por parte dos novos Estados da continuidade do originário (ex: União
Soviética, continuada pela Rússia, com o reconhecimento por 10 dos 14 novos Estados).
Estado que pretenda a continuidade, mas não mantenha a totalidade da população e
território, tem-se deparado com rejeição.

CAUSAS DE SUSPENSÃO DA EXISTÊNCIA DOS ESTADOS


(qualquer causa que leve ao desaparecimento prolongado do seu Governo):

• Usurpação total do seu território por outra entidade sem que seja constituído um
Governo regular no exílio;
• Colapso da administração por força de conflito armado interno em que o Governo deixa
efectivamente de existir.
• Movimentos armados que controlem parte do território gozam de personalidade
internacional [movimentos – controlam parte do território; bandos – não controlam parte
do território]; povo mantém direito de autodeterminação.

SUCESSÃO QUANTO A TRATADOS

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• Alteração de fronteiras: parcela de território muda da jurisdição de um Estado para


outro. Tratados que vinculam o Estado cedente cessam de se aplicar nesse território,
passando a aplicar-se os que vinculam o Estado adquirente. [art. 15º - pág. 97]
• Novos Estados Independentes: surgimento de Estado que se encontrava numa
situação dependente (sobretudo, colonial). São territórios que se encontram
geograficamente separados, e cuja população é etnicamente e culturalmente distinta do
território metropolitano (ao contrário do que acontece com a secessão). A distinção é
relevante, porque àqueles é conferido o direito de não se considerarem vinculados por
qualquer tratado que vinculasse o Estado predecessor e que fosse aplicável no território
objecto da sucessão [artigo 16º e 24º- pág. 97]. Tem o direito de se tornar parte, através
de notificação de sucessão [artigo 17º]. Também tem direito a vincular-se a tratados
ainda não em vigor ou que entrassem em vigor depois da data de sucessão [artigo 18º
e 19º]. Pode manter ou formular reservas [artigo 20º] e exercer direitos que o tratado
ou Direito dos Tratados permita a qualquer outra parte [artigo 21º], incluindo invocar
causas de nulidade.
• Secessão e dissolução: surgimento de um ou mais Estados por secessão, que não se
encontravam na dependência, implique esta [secessão] ou não, a dissolução do Estado
afectado. Geralmente, ficam vinculados aos tratados celebrados pelo anterior Estado
[artigo 34º]. Vale também para casos em que secessões sejam de ordem a afectar a
continuidade do Estado afectado, por partirem de Estados que compreendem mais de
metade da população e território. Aplica-se a bilaterais e multilaterais.. Há também o
mesmo regime relativamente aos tratados ainda não em vigor que existe para os Novos
Estados Independentes [artigo 36º e 37º]. Caso Estado continue [artigo 35º + artigo
54º CVDT-I].
Em resumo, no caso de secessão e dissolução, Estado novo pode determinar, sem
grandes limites, se e em relação a que tratados (multilaterais e bilaterais) irá suceder.
• União e Anexação: união de dois ou mais Estados para formar um novo Estado, ou
anexação de um Estado por outro, mantendo este último a sua personalidade. [artigo
31º]. No que respeita à anexação, regime é o do artigo 15º.
• Tratados constitutivos de organizações internacionais e políticos: é prática
comum que Novos Estados Independentes e Estados formados por secessão tenham que
pedir admissão através de procedimento autónomo. Só há devolução sucessória destes
tratados quando se tratem de Estados que constituam novo Estado e ambos eram parte
na organização internacional ou aliança político-militar.

SUCESSÃO EM BENS E DÍVIDAS [artigo 8º - direitos reais, créditos e outros activos]

• Relativamente a dívidas: artigo 33º é bastante polémico, na medida em que apenas


considera dívidas contraídas à luz do Direito Internacional, não as que forem contraídas
à luz do Direito Interno, mesmo que relativamente a estrangeiros.

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• Alteração de fronteiras: Estado adquirente adquire bens imóveis e móveis sitos na


parcela do território [artigo 14º/2]. Arquivos também [artigo 27º/2/a/b e 27º/3]. Em
relação a dívidas, Estado adquirente deve assumir uma parte equitativa [artigo 37º/2].
• Novos Estados Independentes: Bens imóveis situados no território do novo Estado
passam para a titularidade do mesmo [artigo 15º/1/a]. Mesmo juízo para os bens móveis
[artigo 15º/1/d].
• Secessão e dissolução:
• União e Anexação:

SECÇÃO III

CAPACIDADE DOS ESTADOS

• Princípio da liberdade
o Limites internacionais: Estado goza, no Direito Internacional, da mesma
liberdade que os indivíduos à luz do Direito Interno – na falta de norma que
proíba a acção, esta é lícita [artigo 3º Convenção Montevideu]. Podem também
já ser vistos laivos de subordinação, nos artigos 39-42º, 53º/1 e 94º/2 da CNU.
o Jurisdição interna: espaço de liberdade em que o Dto Int não estabelece
obrigações para o Estado, permitindo-lhe agir como entender [artigo 2º/7
CNU]. Estado tem o direito de regular ou agir como bem entender. É resultante
desta a obrigação de não ingerência nos assuntos internos de outros Estados.
• Princípio da igualdade: inexistência de relações de subordinação à luz do Dto Int
Costum entre Estados [artigo 2º/1 da CNU];
o Imunidades: nenhum Estado pode julgar os actos de um outro ou mesmo de
um dos seus órgãos superiores, máxime por intermédio de um dos seus
tribunais, sem consentimento do outro. Actualmente, a imunidade apenas se
aplica em relação a certos actos.
▪ Do Estado: 1ª excepção é o consentimento; 2ª excepção são as
reconvenções; 3ª excepção, quando comparece em juízo sem invocar
imunidade; [todos casos de consentimento – artigo 1º pág. 251]; Para
lá destes, actos de gestão privada, típicos dos particulares, não gozam
de imunidade – actos de autoridade, sim [artigo 27º/2] – Critério
principal é o da natureza do acto, para distinguir. Em caso de
dúvida, a regra geral é a da imunidade [artigo 15º];
• Compreendem-se nos actos excepcionados de
imunidades, como norma costumeira: actos do Estado
em que actua como mero particular, por meio de instrumento

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do Direito Privado [artigo 6º e 7º pág. 251]; contratos com


cidadãos ou residentes habituais do Estado de foro [artigo
5º], mas apenas a pessoal que desempenhe funções
secundárias, sem poderes de autoridade, ou que não sejam
técnicos de apoio directo ao exercício destes; imóveis no
território do outro Estado [artigo 9º]; bens móveis e imóveis
recebidos de forma não onerosa [artigo 10º]; propriedade
industrial [artigo 8º]; contratos não celebrados entre
Estados, a executar no território do outro [artigo 4º]; danos
causados a bens ou pessoas no território do outro Estado
[artigo 11º]; acordos de arbitragem [artigo 12º]; Caso de
incumprimento, sentença é vinculativa [artigo 20º],
insusceptibilidade de penhora de bens afectos a funções de
autoridade [artigo 31º e 32º].
▪ Dos órgãos estaduais superiores: Princípio tradicional é de
imunidade plena perante os tribunais penais dos Estados terceiros,
seja por cometer crimes à luz do Direito do foro, seja por crimes
internacionais (são-no o Chefe de Estado, o Primeiro-Ministro e o MNE;
actualmente, extensível a todos os Ministros de Estado). Não é
aplicável aos tribunais do próprio Estado e a tribunais com jurisdição
sobre o mesmo, à luz de tratados ou outros actos jurídicos obrigatórios
para o mesmo.
• Abrange actos praticados antes e durante o exercício
de funções;
• Abrange actos praticados em funções ou fora destas
[um destes órgãos não perde imunidade ainda que
esteja a levar a cabo uma visita privada e não oficial];
• No que respeita a crimes internacionais praticados
DURANTE a execução do mandato, apenas pode ser
julgado por crimes praticados a título privado
[alegadas excepções também não contam – TIJ 2002];
• Em relação à jurisdição civil, gozam de imunidade pelos actos
praticados em funções, excepto se tiverem consentido ou no
caso de reconvenções. NÃO GOZAM DE IMUNIDADE POR
ACTOS PRATICADOS FORA DO ÂMBITO DAS SUAS FUNÇÕES,
podendo ser julgados pelos tribunais dos outros Estados, em
matéria cível, podendo os seus bens localizados no território
do Estado de foro ser penhorados para dar execução à
sentença.

ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

• Definição: Associação intergovernamental, criada por Estados, ou por outras entidades


criadas por Estados, por meio de Tratado, dotada de personalidade jurídica internacional
e regulada pelo Direito Internacional ou por Direito criado à luz do seu tratado
constitutivo.

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• Não são: Sujeitos menores [organizações criadas por Estados, mas sujeitas a direito
interno de um dos mesmos]; Conferências internacionais [estas não têm personalidade
internacional, e falta-lhes órgãos que reúnam frequentemente]; Confederações [estas
têm responsabilização duradoura sobre uma determinada população residente num
território].
• Espécies:
o Universais [compreenderem a totalidade dos Estados – vg, Nações Unidas;
têm personalidade jurídica oponível mesmo a Estados não membros] e
Regionais [compreenderem apenas uma parte dos Estados – vg, Conselho da
Europa; Estados Membros obrigados a cumprir Capítulo VIII da CNU; só podem
opor a personalidade jurídica a estados membros ou a estados que a tenham
reconhecido]
o Atribuições gerais [fins muito amplos – vg Nações Unidas] e atribuições
especiais [alcançar objectivos em relação a matérias específicas – vg OMS]
• Atribuições: princípio da especialidade [constituídas com determinados fins em mente.
Fim tem que ficar consagrado no acto constitutivo.
• Competências: princípio dos poderes implícitos [se for indispensável uma determinada
competência para prosseguir uma atribuição, deve-se presumir que a organização tem
essa competência, a menos que essa competência seja incompatível com o tratado,
altere o equilíbrio de poderes entre os órgãos ou constitua uma competência
extremamente importante. ECB – apenas permite extrair competências secundárias].

IMUNIDADES DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS


• Universais: imunidades absolutas, sem distinção entre actos de gestão pública e
privada [ECB diz que não é regime costumeiro – gozam das imunidades previstas nos
seus tratados que sobre elas versem. Na falta dos mesmos, aplicam-se as imunidades
dos Estados, ou seja relativa – gestão pública e privada]
• Relativas a Estados não membros, Estados membros que não são parte das
convenções e tratado constitutivo nada diz: existem imunidades, tanto para OI’s
universais como regionais. Em relação àqueles, ou i) actos de gestão pública/privada ou
ii) extrair limites do princípio de necessidade funcional.
• Dos órgãos: gozam de imunidade civil e penal.
o Órgãos do Estado e das OI’s: complexidade do processo de nomeação /
cessação de funções.*
o Órgãos das OI’s:
▪ Superiores: imunidade completa penal e civil, salvo actos de gestão
privada a título pessoal;
▪ Restantes órgãos: imunidade civil e penal, apenas para declarações
e actos praticados no exercício das funções. Oponíveis aos próprios
Estados de que são cidadãos. Prática de crimes internacionais é igual
aos termos previstos para órgãos estaduais.
• * não se pode cancelar o Estatuto de um órgão da uma OI. Precisa de motivos bem
sérios, relacionados com a segurança nacional. A ideia não é expulsá-lo, é retirar-lhe o
estatuto e sujeitá-lo às leis do Estado. Persona non grata é acto diplomático, sem
consequências jurídicas.

DÍVIDAS DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

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JM – FDL 2017/2018

• Regra: Estados não respondem pelas dívidas das mesmas. Se tiverem PJ, são
responsáveis pelas suas obrigações.
• Excepções: têm que estar previstas no Tratado. Podem os Estados responder, a título
de cumplicidade ou coautoria pelos actos ilícitos das OI’s.

NAÇÕES UNIDAS

Organização internacional mais importante a nível mundial.


Associação de Estados tem território e pratica actos que podem ter reflexos junto das populações; se
população votar na eleição dos órgãos, então não estamos perante uma organização internacional (EU é
um associação de Estados, com características de Confederação).

As Nações Unidas, pelo contrário, têm poderes coercivos sobre os territórios, mas está na mão dos Estados
membros, através do CS, e em situações extremamente raras.
Porque só se exerce a título verdadeiramente excepcional, não a qualificamos como Associação de Estados,
mas como Organização Internacional. Existência de um órgão restrito com Estados que têm assento
permanente].

Dois órgãos principais:


- Assembleia Geral: todos têm representação, todos têm um voto. Não existe direito de veto. [art. 9º +
art. 18º]
- Conselho de Segurança [órgão restrito] (15 membros): membros permanentes são 5; outros 10
são eleitos pela AG.
- Maioria dos Estados foi contrário, na votação da carta, ao direito de veto. Estendeu-se até à emenda da
carta [artigo 108º].

• Votação do CS: art. 27º da CNU


o Procedimentos: art. 27º/2 [questões de procedimentos];
o Outros assuntos: art. 27º/3 [9 votos favoráveis; 5 têm que ser dos membros
permanentes – art. 23º. Em teoria, abstenção não contaria como voto
favorável. Costume contra legem – não impede aprovação, a abstenção].
o Votação para decidir se questão é procedimental ou não faz-se ao abrigo do
27º/3. Assim, membros permanentes têm duplo veto.

SECÇÃO V

DIREITO INTERNACIONAL SANCIONATÓRIO E USO DA FORÇA NA


SOCIEDADE INTERNACIONAL

• Cabe ao Conselho de Segurança o uso da força no Direito Internacional.


• Caso de ruptura da paz e segurança internacionais:
o Iniciativa [em situações excepcionais, pode caber à AG];
o Apreciação [partes envolvidas são ouvidas];
o Deliberação [ i) não há situação de ruptura da paz; ii) – é necessário obter mais
elementos; iii) – chamar, preliminarmente, atenção dos Estados em conflito
para respeito pela CNU, através de uma vis directiva - recomendações; iv) –

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JM – FDL 2017/2018

aplicar as sanções previstas, através de uma vis coactiva - obrigações –


militares e/ou não militares]

RESOLUÇÃO PACÍFICA DAS CONTROVÉRSIAS

Regra é a de que Não se pode usar a força – artigo 2º/3. Existem excepções nas quais se poderá
fazer uso legítimo da força.

1. Legítima defesa (artigo 51º): será possível uma legítima defesa preventiva? A doutrina tem admitido
a legítima defesa preventiva. Um Estado pode antecipar-se a esse ataque, exercendo legítima defesa
preventiva. Porém, tem que ter limites, e em rigor deve ser só para ataques iminentes ou prestes a
ocorrer; Apenas se pode manter até que o CS tenha tomado as medidas necessárias. Funda-se a utilização
da legítima defesa, máxime, na integridade territorial dos Estados. Pode ser realizada pelo Estado agredido
ou por Estados terceiros [alheia – vg artigo 5º do TAN]. Tem que ser proporcional.
2. Por determinação do Conselho de Segurança: divide-se em dois momentos fundamentais:
A – Capítulo VI (artigo 33º): neste, ainda não existe uma rotura da paz, ou seja, são meras medidas
diplomáticas para evitar e reprimir conflitos.
B – Capítulo VII (artigo 39º): pressuposto: existência de ameaça, ou rotura da paz, ou agressão.
Antes de decidir nos termos do artigo 39º, instar as partes a aceitar as medidas provisórias [artigo 40º/1ª
parte]. Coativas não bélicas [artigo 41º - vg represálias, que noutro caso seriam ilícitas]. Coactivas bélicas
[artigo 42º]. Organizações regionais podem ser chamadas a colaborar [artigo 53º/1].
C – Operações de paz – não se encontram nem no capítulo VI nem no Capítulo VII, mas ONU tem usado
forças militares para manutenção da paz, através de uma interpretação criativa e extensiva da CNU [art.
1º/1], que não as prevê. Três princípios originais: [1 consentimento das partes envolvidas; 2
imparcialidade dos agentes de manutenção da paz; 3 não utilização da força, excepto em legítima defesa].
Hoje em dia, mais modalidades [preventive diplomacy; peace making; peace keeping; peace building;
peace enforcement].

IMUNIDADES

• Releva para responsabilidade civil de um Estado perante tribunal estrangeiro.


• Acto de natureza consensual: não há imunidade, é susceptível de ser levado a tribunal estrangeiro.
• Acto de natureza autoritária: há imunidade [vg tortura].

SUCESSÃO DE ESTADOS

• Sucessão: substituição de um Estado nos direitos e deveres de outro, sem assento automático nas organizações internacionais.
• Dissolução: implica não continuidade do Estado [vg Checoslováquia].
• União: forma-se um novo Estado, e todos os tratados se mantêm em vigor, mas apenas no território.
• Anexação: implica continuidade [vg RFA e RDA].
• Novos Estados independentes: vg colónias, não estão vinculados pelos tratados que vinculavam o Estado antecessor.

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