Sie sind auf Seite 1von 16

O TREVO

Fraternidade dos Discípulos de Jesus Difusão do Espiritismo Religioso


Aliança Espírita Evangélica
Novembro 2010
N° 424

EAE em momento
de reflexão

Encontros de Dirigentes de EAE,


Mocidade e Evangelizadores Infantis
“Na Aliança tudo é feito com amor,
Sumário
concentração e trabalho, com a
humildade recomendada por Jesus.” 3 Conceitos
de aliança
Edgard Armond - Verdades e Conceitos

4 relembrando
Armond / Há 30 anos


FDJ
por amor a jesus

Freedom Photo Clarusvisus / Shutterstock



6 eSCOLA DE APRENDIZES
O trabalho PARA A ESCOLA

7 eSCOLA DE APRENDIZES
A que vieste?

8 Tema do mês
o caminho do discípulo

10 eSCOLA DE APRENDIZES
uma virtude chamada
obediência

11
O Trevo Novembro de 2010 Ano XXXVI
Aliança Espírita Evangélica – Órgão de Divulgação da Fraternidade dos rga
Discípulos de Jesus – Difusão do Espiritismo Religioso. EU VOU. VOCÊ VAI?
Diretor Geral da Aliança: Eduardo Miyashiro
Jornalista responsável: Rachel Añón – MTB: 31.110
Projeto Gráfico – Editoração: Thais Helena Franco
Conselho Editorial: Azamar B. Trindade, Catarina de Santa Bárbara, Eduardo
12 TREVINHO
O QUE É O ENCONTRO DE
EVANGELIZADORES?
Miyashiro, Elizabeth Bastos, Fernando Oliveira, Joaceles Cardoso Ferreira, Luiz

13
Amaro, Luiz Pizarro, Milton Gabbai, Miriam Gomes, Miriam Tavares, Páris
Piedade Júnior, Rachel Añón, Renata Pires e Sandra Pizarro. mocidade em ação
Colaboraram nesta edição: A.C. Gomes, Célia T. Lucchini, Claudio Cravcenko, dirigentes de mocidade
Guidini, Gustavo Rocha, Kauê Lima, Maria Alice André, Maria Lúcia M, Cari-

14
go, Milton Antunes Martins, Paulo Avelino, Rosa M. Parisi e Sônia Maisa M.
Tornisielo. PÁGINA
Foto (capa): Shutterstock DOS APRENDIZEs
Redação: rua Francisca Miquelina, 259 - CEP 01316-000 – São Paulo-SP
Telefone (11) 3105-5894 fax (11) 3107-9704
Site: www.alianca.org.br
E-mail: trevo@alianca.org.br
Os conceitos emitidos nos textos são de responsabilidade de seus autores. As Missão da Aliança
colaborações enviadas, mesmo não publicadas, não serão devolvidas. Textos,
Efetivar o ideal de Vivência do
fotos, ilustrações e outras colaborações podem ser alterados para serem ade-
quados ao espaço disponível. Eventuais alterações e edição só serão submeti- Espiritismo Religioso por meio de
dos aos autores se houver manifestação nesse sentido. programas de trabalho, estudo
e fraternidade para o Bem da
Humanidade.
2 • O TREVO • NovemBRO 2010
DE ALIANÇA
CONCEITOS
Sinal de alerta
na preparação de
dirigentes e expositores

P
recisamos de um novo modelo para formação de dirigentes e expositores?
Certos fatos são difíceis de localizar no tempo, porém são marcan-
tes quanto ao conteúdo. Não consigo lembrar se foi em 1991 ou 1992,
mas me lembro vivamente da surpresa que senti. Acompanhava o exame
espiritual de mais uma turma do Curso de Dirigentes, na recém-criada Regional
São Paulo (1988). A surpresa foi constatar que, de um grupo de 16 pessoas, ape-
nas duas haviam sido aprovadas pelos instrutores espirituais. Não me contive e,
Pode ser que após as verificações habituais, ousei perguntar, até com certa aflição, o porquê
da pequena quantidade. A resposta veio amorosa e curta: “Querido irmão, os que
precisemos de passaram por aqui hoje, só vieram porque foram convidados”.
Refletindo nesta resposta dos Espíritos, entendemos que começaram a vir
um novo modelo companheiros apenas para “cumprir tabela”, ou atender a convocação da direção
da casa espírita a que pertenciam para “preenchimento dos quadros”. Ou seja, a
para formação situação havia mudado.
É bom que se diga: a criação do Curso de Dirigentes já foi uma iniciativa firme
de dirigentes e decisiva para manter os rumos da Escola de Aprendizes em nossa Aliança. Assim,
desde 1983, o curso era, na verdade, uma intensiva reciclagem que iniciava pelo
e expositores exame espiritual, na sexta-feira à noite e, os aprovados deveriam retornar para
uma programação de nove horas no sábado e quatro horas no domingo. Todos
que nos ajude a nós na Aliança precisávamos fazer o curso, mesmo que já tivéssemos dirigido
muitas turmas.
preservar o valor Voltando ao caso que nos surpreendeu: como a estrutura era essa, só tivemos
dois alunos durante aquele final de semana, mais os candidatos que solicitaram
permanente e participar como ouvintes. Nosso desafio passou a ser transformar o curso-recicla-
gem de dois dias em um curso de oito semanas, tempo necessário para amadu-
imutável recer a reflexão dos participantes sobre o que significa ser dirigente. Passamos o
exame espiritual para o final do período, para somar-se à avaliação do coordena-
da proposta dor do curso.
Durante os últimos quinze anos, este modelo serviu bem às necessidades da
de espiritualização Aliança. Porém agora, com o olhar do planejamento estratégico espiritual, que
apontou a carência de formação e falta de clareza de conceitos em muitos diri-
do ser gentes e expositores, estamos diante da necessidade de nova mudança.
Identificamos lento afrouxamento dos princípios da Escola. O exemplo mais
conhecido é o aluno que não vivenciou a Caravana de Evangelização e Auxílio
e acaba se tornando dirigente, interrompendo esse processo para as turmas que
passa a dirigir. Outro exemplo é o expositor que não está compromissado em dar
a aula que assumiu “faça chuva ou faça sol”. São sinais preocupantes.
Sim, pode ser que precisemos de um novo modelo para formação de dirigentes
e expositores. Algo novo, que nos ajude a preservar o valor permanente e imutável
da proposta de espiritualização do ser, principal razão para que fossem criadas as
Escolas de Aprendizes do Evangelho na Terra. Não temos resposta pronta; porém,
em Aliança, sempre construímos novos caminhos através do esforço colaborativo.
Por isso, se nossas impressões se confirmarem, sabemos que os que conhecem o
valor da Escola vão se ajudar na busca de um novo caminho.

O Diretor Geral da Aliança

O TREVO • novemBRO 2010 • 3


RELEMBRANDO ARMOND

Dirigentes 5) respeitar e fazer respeitar a con-


ceituação doutrinária dos problemas da

de Turmas
Escola e sua finalidade evangélica;
6) sensibilidade didática para man-
ter o interesse e a progressão do esforço
de reforma íntima da turma que dirige,

N
fugindo à mecanização e a simples in-
o funcionamento da Escola de Aprendizes do Evangelho o dirigente de telectualização do ensino.
turmas é o pivô em torno do qual giram a assiduidade, o interesse pelo
Essas condições caracterizam um
ensino, (aprendizagens), o esforço da reforma íntima, a perseverança
dirigente ideal e, quando ele preenche
nesse esforço e o aproveitamento geral do trabalho.
a todas estas exigências, na ausência do
O dirigente faz a turma: bom dirigente significa bons resultados finais e vice-
expositor da matéria a aula prossegue
versa.
e atinge sua finalidade. A falta de um
Para um bom dirigente não basta a vontade de sê-lo, nem somente a boa
expositor é prontamente preenchida
vontade dos aprendizes; são necessários outros requisitos:
pelo dirigente, mas a falta do dirigen-
1) capacidade de comunicação com os aprendizes; te dificilmente será preenchida, devido
2) boa interpretação nos conhecimentos doutrinários e, sobre tudo, das fina- aos laços de afetividade recíproca e de
lidades essenciais da Escola; confiança, que se estabelecem, normal-
3) vida limpa, inatacável, doméstica e social, para poder exemplificar a auto- mente, entre ele e a turma que dirige.
ridade moral;
4) ser objetivo, ter facilidade de expressão verbal e capacitação pessoal no Edgard Armond - Verdades
campo da reforma íntima; e Conceitos II - Editora Aliança

O Valor do
Há 30 anos...

Instrutor
E
m uma turma formada por aprendizes conscientizados, o valor do ins- E, sobre esse panorama espiritual
trutor avulta de forma singular e, com sua só presença, já tranquiliza e elevado, que a todos beneficia, acres-
conforta, pois que nele os aprendizes depositam suas melhores esperan- centam-se ainda as interferências do
ças de apoio irrestrito e de assistência carinhosa, para a aquisição dos Plano Espiritual Superior, cujos influxos
conhecimentos doutrinários e garantia do êxito dos seus esforços na luta pela estimuladores valem como poderoso
reforma íntima, que é fator indispensável do trabalho comum. auxílio à evangelização buscada nos
Se o instrutor, em todos os sentidos, se mostra à altura da tarefa que lhe foi termos recomendados pelo divino Ins-
atribuída, e se for idealista e sincero, sua alma irá toda inteira nos ensinamentos trutor Jesus.
que veicula, nos pensamentos que emite, no afã dignificante de esclarecer, orien- Neste trabalho o instrutor é elemen-
tar e amparar os aprendizes na sua luta de autoaperfeiçoamento. to relevante e sua tarefa jamais se po-
E, quanto a estes, quando animados pelos mesmos ideais elevados, se apóiam derá confundir com as dissertações frias
também uns nos outros, beneficiando-se mutuamente, formam assim um conjun- de matéria intelectual, que atinge mais
to de forças construtivas e realizadoras, que garantirão os melhores resultados ao o cérebro que o coração, com desprezo
termo final dos esforços comuns. evidente do elemento místico – o pode-
Empolgados pelo que aprendem, enlevados pelo ambiente harmonioso das roso estimulador e mantenedor da fé.
aulas e pelas revelações que o instrutor, dentro dos programas, transmite e exem-
Edgard Armond - O Trevo nº 16/
plifica, unem-se todos, irmanam-se, fraternizam nas alegrias da mesma ansiedade
junho 1975
final de se fazerem discípulos.

4 • O TREVO • NovemBRO 2010


Por Amor

FDJ
a Jesus Paulo Avelino

O
seu falar nos transportava Assim líamos com avidez nosso livro “O sim, inspirados nesse amor, aprendemos
para aquelas bucólicas pai- Redentor”, mas ele não tinha o mesmo a nos relacionar em grupo com bene-
sagens da Judeia. É como brilho vivo da narrativa daquela exposi- ficência e confiança mútua. Foi nessa
se estivéssemos a subir o rio tora, tão jovem e carismática. sintonia que iniciamos com afinco as
Jordão em direção ao lago de Geneza- Na aula seguinte, ela narrou o en- Caravanas de Evangelização e Auxilio,
ré, tendo estado minutos antes sob a contro dos discípulos com Jesus e a sentindo aquela tarefa como parte do
pregação de João, o Batista, e em nos- descrição do Mestre: grande movimento de fraternidade que
sas almas ficasse a firmeza Jesus inaugurara na Gali-
da mensagem dele:
“O Messias, o Cristo Aproveitemos com tenacidade leia. Do mesmo modo,
por amor a Jesus,
está entre nós, arre-
pendei-vos para que esse momento ímpar na vida dos abraçamos o passe e
a mediunidade con-
vossas almas possam
estar com Ele, e, alunos para transfundir-lhes a victos do “Ide, pre-
gai e curai em meu
assim, podereis par-
ticipar de Seu ban- presença, a mensagem e o Amor nome”, assim faláva-
mos com fé e ternura
quete de virtudes e
bênçãos”. imbatível do Meigo Rabi da Galileia. aos assistidos: “Pen-
semos em Jesus”.
Ela narrava os epi- Eis aqui nosso pe-
sódios da vida de Jesus com emoção “Havia Nele qualquer coisa que O quenino testemunho e também nosso
e ternura. Sua voz, costumeiramen- fazia diferente de todos os homens. especial convite aos dirigentes e expo-
te forte e grave, ganhava então uma Magro, mas bem constituído. Os cabe- sitores de EAE: aproveitemos com te-
entonação suave e intensa, seus olhos los amendoados e encaracolados, olhos nacidade esse momento ímpar na vida
marejavam e toda a nossa turma de Es- profundos e claros, um sorriso meigo e dos alunos para transfundir-lhes a pre-
cola de Aprendizes ficava envolta numa singelo e, na expressão geral, comoven- sença, a mensagem e o Amor imbatível
atmosfera mística e elevada. te melancolia. Era dono de força gran- do Meigo Rabi da Galileia. Confiantes
Assim, nós a ouvíamos e nos sen- diosa e de majestade invulgar. Simples e de que esse é o melhor investimento
tíamos naquela mesma busca dos se- bom, era sábio e humilde. Falava pouco na alma dos aprendizes do Evangelho
guidores de João por identificar Aquele e dizia muito. De sensibilidade ímpar, a render bênçãos variadas quando ser-
que nossas almas famintas de paz e es- conhecia as misérias humanas, pro- vidores e discípulos. Na limitação de
perança tanto ansiavam. Ao brilho do curava os oprimidos e sofredores para nossas mentes, muitas coisas não fa-
sol esplendente nas águas do mar da aliviá-los. Em Sua presença, as pessoas zem sentido, mas na sintonia do Amor
Galileia, e ao toque da brisa que em- sentiam-se remetidas aos seus sonhos de Jesus ganham profundo significado
purrava os barcos que iam vencendo e aspirações mais profundos, Ele tinha e motivação.
as pequenas marolas em direção ao o dom de estimular nos que verdadei- Fica então, a você caro leitor, nos-
poente. É como se a natureza toda O ramente O procuravam a presença de so convite para conhecer melhor nosso
sentisse presente, e transfundisse-nos Deus, num sentir esplendente de pleni- Amado Mestre em meio à riquíssima e
seu júbilo por estar na presença de seu tude e oportunidades”. inigualável literatura espírita, dentre a
co-criador. Nessa turma, havia alunos de 17 qual destacamos: Retratos de Nazaré,
Tão envolvidos ficávamos na at- a 77 anos de idade, e a todos o amor Arte de Recomeçar, Mulheres Fascinan-
mosfera mística da aula que, para não por Jesus e os ensinos dessa nossa irmã tes, Homens Notáveis. Todos livros do
quebrar o encanto, pouco falávamos e contagiava, tão vívido era. Ela e nosso Espírito Léon Tolstoi, pela médium Ciri-
mal tocávamos no costumeiro chazi- dirigente tinham o dom de remeter-nos néia Iolanda Maffei.
nho de canela pós-aula, aguardando à compaixão, à confiança, à sabedoria
com ansiedade o próximo encontro. e à doçura do Mestre Nazareno, e, as- Paulo é diretor de FDJ

O TREVO • novemBRO 2010 • 5


APRENDIZES

O Trabalho
FDJ DE
ESCOLA

para a Escola GEESE


“O discípulo deve agir como porta-voz do Divino Mestre, divulgador de seus
ensinamentos redentores, e isso ocorre dentro de tarefa maior da FDJ, que é
transformar-se em poderosa coluna de sustentação do Espiritismo religioso em
nosso País.” do opúsculo Aos Discípulos de Jesus, Edgard Armond, item Difusão das Verdades
Evangélicas.

C
ontinuando com os preceitos peito à ideia global, de todo o presente quando começamos a compreender a
das Escolas de Iniciação, após e futuro da Escola. Se não pensarmos necessidade de trabalhar pela Escola.
tratarmos da segunda linha do nisso e não tivermos essa compreensão, Isto é a terceira linha.
trabalho (com e para Pessoas - então as duas primeiras linhas não pro- É evidente que a Escola necessi-
veja O Trevo edição outubro), seguimos duzirão seu pleno efeito. ta de uma organização e de um local
descrevendo a terceira linha onde se A terceira linha tem relação com o para todos que queiram dela partici-
trabalha para a Escola. mundo exterior, o “bom” e o “mau” par, assim, é necessário existir os que
Para se trabalhar para a Escola é in- passam a ser o que ajuda ou prejudica compreendam tal necessidade, queiram
dispensável compreendê-la e, também, a existência e o trabalho de toda a Es- e possam mantê-la. Tomemos como
as suas metas e necessidades. Isso exige cola, de modo que a abrangência desta exemplo uma escola comum que re-
tempo e preparo. Alguns podem até co- linha é mais ampla. quer determinado plano e organiza-
meçar pela terceira linha e reconhecê-la A Escola e sua organização devem ção, assim como pessoas para fazê-la
com facilidade. ser o objeto do nosso estudo. A ideia, funcionar. É preciso determinar e saber
Dizendo que uma escola de autoco- as necessidades e as formas da organi- quem fará cada coisa.
nhecimento não é Escola de Iniciação, zação são assuntos nossos, de ninguém Quem quiser prosseguir deve com-
compreende-se que ela só possui uma mais. Todos devem participar dela quan- preender que a existência e prosperi-
linha de trabalho: o estudo do ensina- do puderem. A ninguém é solicitado fa- dade da Escola são questões nas quais
mento e de si mesmo. Realmente estu- zer o que não pode, mas todos devem cada qual deve pensar e tentar com-
dar em grupo permite aos participantes pensar e compreender a necessidade de preender suas exigências. Considere-
travarem contato com a segunda linha trabalhar na terceira linha. mos como preocupação pessoal o fato
e, assim, terem contato com as dificul- Nesta linha, não é importante o fa- de que a Escola deve prosseguir e não
dades de convivência e, se sua visão for zer, mas o pensar na Escola. O fazer é nos omitamos, deixando essas questões
bastante ampla, poderão vislumbrar a importante na segunda linha. Não po- para outros tratarem. Se cada um de
segunda e a terceira linhas de trabalho. demos nos isentar de pensar sobre a nós pensarmos somente em si, a Escola
Entretanto não se pode esperar muito Escola com o nosso próprio esforço. não se sustentará e pode desaparecer.
das escolas não iniciáticas, no sentido Não há Escola Iniciática voltada Há um provérbio que diz: “Se você
de transformação do ser. apenas para uma única linha, o que gosta de deslizar encosta abaixo, deve
Na terceira linha, assim como na significa que o trabalho deve ser nas gostar de empurrar o trenó até o alto
primeira, pode-se manifestar certa ini- três linhas: sobre si, em grupo e para a da montanha”. Ele nos aponta o equí-
ciativa, mas é preciso exercer um con- Escola. Só com a ajuda das três linhas voco quando pensamos assim: “Estou
trole sobre si e não se permitir tomar sairemos da inércia ou passividade, interessado na primeira linha, mas não
decisões contrárias às regras e princí- pois muitas coisas nos mantêm esta- na terceira”. É o mesmo que dizer:
pios da Escola. cionados. “Gosto de deslizar pela encosta, mas
Trabalhando pela Escola pensamos Estando em contato com uma Esco- não gosto de empurrar o trenó até o
nela, no geral e na organização, como la pode-se adquirir certo conhecimen- alto da montanha”.
um todo. Pensamos no que é útil e ne- to. Mas o que damos em troca? De que
cessário para seu funcionamento e con- modo nós a ajudamos? Um momento Nosso próximo artigo tratará sobre
tinuidade. Assim, este trabalho diz res- importante nesse processo é assinalado As Regras na Escola Iniciática.

6 • O TREVO • NovemBRO 2010


APRENDIZES
A que vieste?

ESCOLA DE
FDJ
Gustavo Rocha

A
migo, a que viestes? Essa é a te chamado de “tenda livre” (por falta de
pergunta que Jesus dirige a Ju- um nome melhor) tivemos a oportunidade
das no momento de equívoco do de diversos companheiros contarem o seu
discípulo. Emmanuel, em Fonte ponto de vista ou vivência em relação aos
Viva, diz: “Embora sabendo do ato de Ju- temas da Escola. Caravanas, cadernetas,
das que vinha acompanhado de soldados, caderno de temas ou aulas específicas per-
o chama amigo. Não lhe retira a confiança, mitem vivências mais ou menos intensas de
não o maldiz, não discute, não se entrega acordo com as afinidades de cada indiví-
às reclamações”. duo. Um ambiente como o Encontro, deve
Ainda que em outro contexto, a per- ser (e foi!) suficientemente fraterno para

Suas gunta é oportuna aos dirigentes de Escola


de Aprendizes do Evangelho que participa-
promover nossos esforços individuais como
dirigentes ao plano da coletividade. Essa é

vibrações ram do encontro de dirigentes. Nossa mo-


tivação para nos encontrarmos é frequen-
a ideia que traduz o que muitos de nós
presenciamos, que a vivência possui uma

recaem sobre temente derrotada pelo desânimo, pelo


cansaço ou pela reclamação de que assisti-
autoridade inquestionável pela forma.
Uma experiência a ser repetida, é o

nós trazendo remos mais do mesmo. Porém o Mestre não


desaponta. Suas vibrações recaem sobre
que pensamos a respeito. A forma evolui,
as experiências se multiplicam. Esperamos,

as energias nós trazendo as energias necessárias para


aliviar o cansaço, reestabelecer forças e nos
de muito coração, que nos próximos anos
possamos contar com a iniciativa e espon-

necessárias motivarmos a refletir que melhor servimos


quando confraternizamos. Nos sentimos
taneidade de outros companheiros desejo-
sos de compartilhar o que ganharam cum-

para aliviar então, mais íntimos, mais amigos. Foi nes-


te clima que o encontro de dirigentes se
prindo uma tarefa com amor.
Com palavras oportunas para um en-

o cansaço, iniciou na manhã de um sábado.


Neste ano, o Encontro de Dirigentes
cerramento elevado, fomos convidados
a meditar sobre o significado do tempo.

reestabelecer ofereceu uma proposta diferente. Motiva-


da pelo fato de que ao longo dos anos, em
Quanto tempo temos? Pergunta como
esta, merece ser feita igualmente por todos

forças e nos diferentes lugares e com diversos compa-


nheiros que sintonizaram o ideal de Alian-
nós, apesar de conter uma resposta bas-
tante individual. Tempos são chegados em

motivarmos a ça, ouvimos ideias, sugestões e vivências


de dirigentes que se ligam semanalmente
que a tarefa não se esconde e, muito pelo
contrário, faz um apelo objetivo à reali-

meditar à espiritualidade, em busca de cumprir a


tarefa de a Escola traduzir em uma hora
zação. Na reflexão proposta pelo Eduardo
Miyashiro, lembro-me dos exemplos onde
e meia os elevados ideais de evolução es- gênios da música desafiaram o paradigma
piritual. Por muito tempo, nos questiona- do tempo, para compor grandes peças, ou
mos se deveríamos ser os únicos a ouvir e ainda do uso humilde da mediunidade por
desfrutar dos ensinamentos contidos nas parte do Chico, permitindo a ele ter o tem-
experiências de irmãos em fraternidade, po necessário para psicografar mais de 400
pois isto seria um privilégio e não gosta- obras, em um número muito menor que
ríamos de ser os únicos a recebê-lo. Por este para anos como encarnado.
outro lado, a sensação para nós sempre Em um dia como esse, oportuno encer-
foi de que esse compartilhar de vivências rar com o hino da Aliança. Um sábado ideal
nos impulsionava a um estado de espírito para encontrar uma resposta convincente e
superior e, em muitas ocasiões, alargou a intraduzível para a pergunta: A que vieste?
nossa compreensão sobre o real significado
da EAE. Gustavo é do C.E. Mensageiros
Foi por isso que este ano, no ambien- de Paz e Esperança – Regional SP Centro

O TREVO • novemBRO 2010 • 7


O caminho do
CAPA

Uma reflexão do papel

Reino
s
Ca m i n h o d e J e s u

Era a hora justa, precisa e inexorá-


vel. Harpas Eternas
Em u
Amai os vossos inimigos, fazei bem supre
ao que vos tem ódio, e orai pelos que Amor e
vos perseguem e caluniam. Para ser- Mestre com
des filhos de vosso Pai que está nos
humanidade,
céus. Sede vós logo perfeitos, como
também vosso Pai celestial é perfeito. missão vindo
Mateus, V: 44-48 Mundos Espiritua
as Verdades que
“Pela vossa perseverança ganha- na Boa
reis as vossas almas.” Lc, 21-19 Viveu e caminhou lad
educou seu seguido
do a
No Sermão do Monte nos m
leva ao Pai através das conqu
segui-lo, para alcançarmos os

Cotid
8 • O TREVO • NovemBRO 2010
o Discípulo
da EAE-FDJ

de Deus A EAE foi criada para auxiliar nesta su-


blime conquista de quantos emergem das

Ca m
sombras, já tocados pela luz redentora do
Cristo e deixam-se penetrar pelo ideal maior
de servir a Jesus, servindo aos semelhantes,
com desprendimento. Lendo e Aprendendo

in h o
um ato A evangelização pela reforma íntima exige
emo de que sejamos desprendidos em relação ao

do Discíp u l o
mundo material. Lendo e Aprendendo
e Fé do
m esta nossa
Esta é a tarefa: estejam os discípulos onde
, Ele inicia sua estiverem, prossigam devotadamente nos
o dos Elevados testemunhos e suas tarefas estarão para
ais, e traz consigo sempre consolidadas, porque o coração do
e foram reveladas discípulo é o templo do próprio Mestre.
Guia do Discípulo
a Nova.
do a lado com homens,
ores com a pedagogia
amor.
mostrou o caminho que nos
uista espiritual. Convidou-nos a
s Elevados Mundos Espirituais.

diano
O TREVO • novemBRO 2010 • 9
APRENDIZES
FDJ DE

Uma virtude
ESCOLA

chamada obediência
Guidini

“E
por que me chamais: tínhamos naquele momento. E a razão colhe ou fazer uma Escola apenas para
Senhor, Senhor, e não dos homens acata estes argumentos formar homens melhores ou conduzir
fazeis o que eu vos como verdades. Mas a realidade é que uma Escola para fazer discípulos. Qual-
digo?” (Lc 6-46) simplesmente não fizemos o que de- quer que seja a escolha responderemos
Imagino que esta pergunta cause veria ser feito. E mais: a vida de um por ela.
uma boa dose de reflexões nos discípu- discípulo, que sabe para onde caminha, Por vezes, sinto a figura do “filho
los. A resposta desejável seria: “Sim, fa- não é vivida por momentos. É vivida pródigo“ rondando nossos caminhos.
zemos o que ele nos diz“, afinal somos dentro do caminho que escolhemos Até quando nossa desobediência nos
membros da Fraternidade dos Discípu- quando ingressamos na FDJ. E que ca- manterá cativos de nós mesmo? E nós,
los de Jesus (FDJ) e seus seguidores. minho é este? É o caminho chamado dirigentes de EAE, o que diremos de
Mas olhando nosso movimento Evangelho. nossa desobediência? Continuaremos a
como um todo, constatamos que existe “Ninguém vai ao Pai se não for por nos justificar? Quanto tempo ainda te-
um elo perdido entre nossa intenção e mim”, disse o próprio Mestre. mos para resgatar nossa identidade com
a realidade. o Mestre? Quanto tempo
Quanto dessa repos-
ta é respaldada e validada
O dirigente escolhe ou fazer temos para fazer o Bem na
vida dos alunos da turma de
por ações efetivas de um
discípulo? Por que somos
uma Escola apenas para Escola? 118 semanas? Três
anos? Três minutos? Temos
tão tímidos em dizer que
somos seus continuadores
formar homens melhores ou a eternidade? Teremos outra
oportunidade? O fato é que
na prática de seus ensina-
mentos? Por que tamanha
conduzir uma Escola para somos os trabalhadores da
última hora e isso pode ser
distância entre sentimen-
tos e ações separando-nos
fazer discípulos. diferente.
O tempo está passando e
de seus ensinamentos? Por as possibilidades de trabalho
que perdão, amor, trabalho, justiça, ca- Tenho me perguntado quanto tem para o Bem da humanidade escapam de
ridade estão em nossas vidas ainda de custado para o nosso movimento nos- nossas mãos porque somos desobedien-
forma tímida? sa dispersão e falta de foco. A Aliança tes ao Mestre.
Essas respostas cada um tem para tem uma missão, e a EAE um objetivo. Pois então que sejamos fiéis aos
si mesmo no silêncio da própria cons- Ambos voltados para a elevação espi- ensinamentos do Mestre. Orientemos
ciência. ritual, redenção, autonomia e liberda- nossos esforços em busca de virtudes
Somos membros da FDJ e “teste- de do ser. E o Mestre nos alerta: “Meu eternas. Virtudes que um discípu-
munhos verdadeiros do Evangelho re- Reino não é deste mundo”. Porém, as lo conquista quando compreende seu
dentor”, dizemos “Nosso Divino Mestre Escolas se esqueceram de fazer o que Mestre, e age antes mesmo que seja
e salvador” e “com Jesus venceremos o Jesus diz e os discípulos vagueiam chamado.
na batalha contra o mal”. Dizemos no cotidiano de um mundo de ilusões E lembremos que, talvez, a maior
ainda que “somos servos de Jesus na (vide página central desta edição). Com virtude de um discípulo seja a obedi-
Aliança do seu amor”. Oramos “venha a isso, a oportunidade de conquistar va- ência, pois ela precede a conquista de
nós o Vosso reino”. Por fim, fazemos as lores que aproximem o aluno do Mestre todas as outras.
coisas do nosso jeito! Justificamo-nos perdem-se no tempo. Isso tem a ver
Guidini é do grupo de apoio à EAE
de que eram essas as possibilidades que com as nossas escolhas. O dirigente es-

10 • O TREVO • NovemBRO 2010


Eu vou.

RGA
Você vai? Milton Antunes Martins

S
em a menor dúvida, a Reunião Geral da Aliança - a nossa RGA 2) Durante o evento, aproveitar-
- de 2011 é especial porque atendendo a essa convocação, nós mos toda oportunidade para satis-
provamos que: fazer a expectativa favorável que foi
desenvolvida e influenciada pelos
• A Aliança se CONSOLIDA mais a cada dia; amigos do Alto, envidando esforços
• Individualmente, estamos mais conscientes da necessidade de e empenho na participação como um
UNIÃO; DISCÍPULO DE JESUS, independente
• Ante Jesus, provamos que somos fiéis ao ideal de servir, TESTEMU- do grau de iniciação em que nos en-
NHANDO seu Evangelho na Terra. contremos;
3) Após o encontro, e, enrique-
Externamos também nossa esperança de que, após essa RGA tão
cidos pela VIVÊNCIA ímpar que ele
fraterna e acolhedora, uma compreensão mais clara e verdadeira se fará
proporcionou, trazer para todos os
sobre seus dirigentes e colaboradores do nosso movimento.
setores da nossa vida essas experiên-
Desde 2004, aproveitamos a abençoada oportunidade de participar
cias, compartilhando tarefas e multi-
de nossas RGAs, fazendo parte de equipes coordenadoras de módulos.
plicando ações no Bem.
No intuito de dilatar essa experiência, e dividi-la com aqueles que
não puderam participar do importante ENCONTRO ANUAL da Aliança Vamos falar do nosso tema atual,
Espírita Evangélica, temos levado em nossas reuniões regionais, encon- CONFRATERNIZAR PARA MELHOR
tros, palestras e aulas, as mais diversas notícias sobre o evento. SERVIR? Peço aos amigos, simples-
Com certo espanto, temos percebido a pouca informação - quando mente, que reflitam sobre qual expec-
não a ignorância - sobre tudo o que cerca o nosso maior encontro. tativa pode nos levar a participar de
Como exemplo, tomo os temas da RGA. Eles estão no site, nas pá- um encontro onde o tema é a vivência
ginas do Trevo, em cartazes. Mesmo assim, às vezes, encontramos a do ideal de Aliança e seu impacto em
vibração, o envolvimento e o compromisso em refletir sobre eles durante nossas vidas. Como está sendo traba-
o ano. lhado isso na sua regional?
Em recente reunião, perguntamos aos presentes: Estamos motivando os compa-
nheiros a participarem desta edição,
- Quem mudou sua forma de pensar a Aliança depois do tema A
que ocorre pela primeira vez descen-
Aliança somos nós (2006); quem se sentiu mais ligado ao movimento
tralizada em quatro polos? Estamos
pelos Elos de Amor e Fraternidade (2007); quem se observou produzindo
nos esforçando em participar como
melhores frutos Semeando Amor para um Mundo Melhor (2008); quem
companheiros de um ideal chamado
deixou seu coração transbordar pelo Foco de Luz tocando os Corações
Aliança?
(2009) e quem sentiu Jesus – Vida em Minha Vida (2010)?
Somos discípulos de Jesus em ati-
Diante do silêncio constrangedor e da perplexidade dos participantes, vidade, cumprindo em seu Nome as
sentimos que não estamos vivenciando os temas de nossos encontros. mais diversas tarefas, então temos
Eles não são somente uma ação motivadora. Independente de não MUITO A DAR aos nossos irmãos de
conhecermos todas as ações que envolvem sua concepção, eles são de ideal.
INSPIRAÇÃO SUPERIOR, haja vista sua profundidade, alcance e elevado E esta é a oportunidade de con-
significado. fraternizarmos, de fazer essa viagem
Portanto, nossos temas não valem só para o evento. Eles devem e encher nossa bagagem no empol-
superar nossas cogitações comuns e nos remeter a análises mais profun- gante processo renovador proporcio-
das, modificar nossas ações, transformando-se em um ROTEIRO que: nado pela RGA.
1) A partir do momento em que o tema for divulgado, desenvolver- Você vai ficar de fora?
mos uma EXPECTATIVA FAVORÁVEL à nossa participação, além de nos Milton é coordenador da Regional
tornarmos PROPAGANDISTAS, MOTIVADORES e FACILITADORES, para Campinas e voluntário no F.E. Jesus
que mais pessoas participem; de Nazaré/Itupeva
O TREVO • novemBRO 2010 • 11
30 ANOS
TREVINHO

O que é Encontro de

Evangelizadores?

O
s sentimentos que tivemos as que ali estavam presentes, dos mais rios, a preços acessíveis, para o nosso
neste último encontro de diferentes e distantes locais, que vieram aprimoramento e de nosso trabalho.
Evangelizadores, ocorrido em movidas pelo mesmo ideal de evange- Voltamos ao anfiteatro e assistimos
setembro, foram tantos e sa- lizar. a uma palestra sobre auto-estima, com
tisfatórios que não encontramos todas As artes se fizeram presentes com o professor Nelson Nascimento. Canta-
as palavras para traduzí-los. palhaço, coral, teatro e dança, numa mos, dançamos, rimos, emocionamo-
Ao chegarmos, amigos distantes forma alegre e entusiasta de passar nos, confraternizamo-nos e aprende-
nos abraçaram e as vibrações de aco- boas mensagens. mos que necessitamos estar bem, para
lhimento e carinho nos acalentaram e Então, os participantes foram divi- dar o nosso melhor às crianças. A ale-
desfizeram o cansaço da longa viagem. didos em 15 grupos, com dinâmicas que gria foi contagiante.
No café, nos confraternizamos com abordaram os desafios e as conquistas O que é o Encontro de Evangeliza-
muita alegria, sentindo isso no olhar. de cada um na Evangelização Infantil. dores? É o compartilhar com pessoas
No anfiteatro, realizamos a prepa- Houve troca de experiências, cada um de realidades e idades diferentes; é res-
ração. A abertura contou com a par- passando o melhor de si, unindo-nos saltar a importância de prosseguir na
ticipação de Eduardo Miyashiro, dire- no mesmo ideal e nos fortalecendo semeadura do Evangelho; é estimular-
tor-geral da Aliança. Ele nos mostrou para superar os desafios. mo-nos a que contagiemos aqueles que
como todas as crianças têm um imenso No almoço, sentimos a organiza- não foram ao evento; e é manter acesa
potencial a ser desenvolvido, dando o ção, eficiência e simpatia dos trabalha- a chama que nos dá perseverança de
exemplo de Helen Keller, que conse- dores que nos serviram com dedicação seguir em frente, pois quem mais cresce
guiu aflorá-lo graças à excelente dedi- e amor. somos nós, os evangelizadores.
cação e amor de Anne Sullivan. Tivemos oportunidade de adquirir
Sônia Maisa M. Tornisielo e Rosa
Observamos a quantidade de pesso- livros infantis, educacionais e doutriná-
M. Parisi/ Regional Piracicaba

Rir Ferramenta Horizontes


Há muito tempo não sentia tanta Ora, não somos evangelizadores Percebemos um amadurecimen-
alegria e a oportunidade de rir por acaso. Se aqui estamos é por- to das ideias, um compromisso
gostosamente! que já assumimos o compromisso, com a leitura prévia dos textos, o
Ao retornarmos para nossa Regio- antes de reencarnarmos. Possuí- entusiasmo de colocar os passos-
nal, a ALEGRIA do servir a Jesus era mos todo o amparo da espiritua- desafios e as soluções. Isto nos
ainda mais presente e firmada por lidade que fornece as ferramentas faz crer que a espiritualidade nos
todos nós. Jesus estava lá! necessárias para nos fortalecer- encaminha a novos horizontes.
mos. O Encontro é uma dessas Quem ganha somos todos nós.
Maria Alice André ferramentas que vêm auxiliar em
Regional Ribeirão Preto nosso trabalho. Célia T. Lucchini
Regional ABC
Maria Lúcia M. Carigo
Regional Campinas

12 • O TREVO • NovemBRO 2010


MOCIDADE EM AÇÃO
Dirigentes de
Mocidade Kauê Lima

E
speramos que o ano de 2010, em especial, o mês deranças no movimento regional. Sem contar as experi-
de setembro, fique marcado na memória de mui- ências individuais que nos enriquecem.
tos jovens da Aliança. Nos dias 4 e 5 foi reali- Mas os caros leitores devem estar se perguntando so-
zada a 12ª edição do Encontro de Dirigentes de bre o que tanto falamos nesses dois dias? Não esqueci
Mocidade Espírita. E especialmente por que espero que não, só deixei para o final, pois a relação de tudo isso com
marque? Porque foi um exemplo de trabalho em grupo! o tema foi o que mais me impressionou.
Todo trabalho foi feito em grupo desde o inicio dos Falamos sobre “Virtudes e Deveres – melhores práti-
preparativos! Por meio de algumas ferramentas “virtuais”, cas no trabalho de Mocidade”. Abordamos, mais especi-
vários companheiros iniciaram sua colaboração, forne- ficamente, o dirigente como um entrevistador da turma,
cendo subsídios importantes na abordagem dos temas a trabalhando o ouvido, no sentido de escutar mesmo - e
serem discutidos nas salas de atividades até criar a ligação o respeito opiniões de seus alunos; o dirigente-médium,
com o tema principal deste encontro. procurando identificar em si os recursos necessários para
Conhecendo previamente parte dos assuntos que se- se ligar a seu mentor e aos mentores da turma, entre ou-
riam abordados, os parceiros puderam contribuir mais, tros aspectos do sentir e o dirigente-expositor, trocando
alimentando de forma muito positiva as discussões e de- ferramentas para tornar seu contato mais proveitoso para
bates ao longo de cada atividade. com seus alunos; e o dirigente no dia-a-dia, quando tra-
Verificamos também no semblante de cada um dos balha o amor e a fraternidade no cotidiano da turma e da
palestrantes que, ao disporem de seu tempo, demonstra- vida de cada aluno.
ram o desejo de estar ali com cada um daqueles jovens, O que me deixa feliz é verificar que, além de tudo isso,
transmitindo-nos em suas palavras encorajamento, con- esse encontro ficou marcado por mais um processo de
fiança e fé outro bom resultado do trabalho em equipe. mudança de paradigmas no movimento. No formato, em
Outros fatores também nos auxiliaram muito. Não algumas temáticas e em sua condução, pudemos verificar
conseguirei mencionar todos, mas o cenário estrutural do vários pontos em que ainda precisamos crescer. Mesmo
colégio que nos recebeu e que favoreceu nossa integração assim, o grupo nunca vai esquecer algumas virtudes e de-
era muito bom. Ao fundo da plenária, por exemplo, já veres importantes sobre os quais refletimos e procuramos
tínhamos o local de refeições e, ainda bem próximo, a vivenciar nesses dias juntos.
cozinha com os companheiros que se responsabilizaram Ficará gravado, com certeza, dentro de cada um a
por nossa alimentação. Tudo ali estava próximo. virtude do compartilhar, desde o pão aos melhores sen-
A espiritualidade, como sempre, lembrando das nos- timentos. Também o dever de auxiliar o próximo em
sas necessidades, acomodou-nos, em todos os momentos, qualquer situação, começando sempre do próximo mais
bem juntinhos! próximo - o irmão, o aluno, o amigo da casa espírita e de
Não posso deixar de saudar a Regional SP - Centro, fora dela - para que, o quanto antes, realizarmos o que
que nos recebeu nesta edição. Sabemos o quanto é tra- Jesus nos pediu: amar a todos! Enfim, é estarmos vivendo
balhoso, mas também o quanto agrega aos voluntários em Aliança!
que participam conosco desse tempo. É um momento de
Kauê é da equipe de
muita troca de experiência e do surgimento de novas li-
Apoio à Mocidade

O TREVO • novemBRO 2010 • 13


aprendizes
Página dos

EAE a Distância N.E. Maria de Nazaré CEAE Genebra


Pará de Minas – MG Praia Grande/SP São Paulo/SP
Regional Minas Gerais Regional Litoral Sul Regional São Paulo Centro
“Aliança é um estado de espírito. Esta- “Aliança tem diversas acepções, porém a “O seu mau humor não modifica a
mos à altura dele?” mais importante é a espiritual.” vida.”
Entendo a Aliança como um elo, O espírito na sua caminhada evo- O mau humor não muda a vida,
uma continuidade, sem princípio ou lutiva se torna mais sensível ao amor mas modifica a maneira como eu a
fim. Na EAE percebi mais profunda- que é a lei básica da criação divina. O conduzo, que sofre alterações pelo li-
mente o sentido de união e da frater- amor espiritual precisa ser de luz e fé, vre arbítrio. O pior é que o mau humor
nidade. Com minhas colegas de estudo só assim chegamos ao Divino Mestre, me afastou de mim mesma, por não
buscamos caminhar para uma Aliança assim as diversas acepções da Aliança reconhecer meus defeitos e limitações.
com toda a humanidade, sendo este o são muito importantes porque o amor Mas na EAE aprendo a importância da
propósito fundamental da Aliança Es- incondicional a Deus, a si próprio e ao reforma íntima para o controle das im-
pírita Evangélica. próximo engloba tudo. perfeições.
Aurelina F. M. Oliveira – EAED Maria Escolástica Brandão Pereira – 2.ª Valnice Nogueira – 115.ª turma
turma
CEAE Perdizes CEAE Geraldo Ferreira
São Paulo/SP F.E. Anália Franco Santo André/SP
Regional São Paulo Centro São Paulo/SP Regional ABC
“O arrependimento é o primeiro passo Regional São Paulo Sul “A vida é mudança; o dia de amanhã
para o pagamento de nossas dívidas.” “Para as conquistas de ordem espiritual será diferente e marcará a vitória, se a
diferença for para melhor.”
Quantas vezes nos sentimos donos é bom que não haja nem entusiasmos
da verdade e, muitas vezes, equivoca- nem desânimos.” Na vida não existe sorte ou azar, e
dos, magoamos e ofendemos. Aí a cul- Aprendo que tudo tem seu tempo. sim conseqüências de minhas atitudes,
pa pesa, o coração fica apertado e a É um exercício diário para me afastar pois tenho o livre arbítrio. Na EAE e
consciência perturbada. Ao reconhecer- do egoísmo, de julgar que tudo deve no trabalho na Casa Espírita tenho ad-
mos nossa atitude, já estamos dando o acontecer como e quando quero. Com quirido mais responsabilidade, conhe-
primeiro passo no caminho da verdade. os estudos na EAE já melhorei muito, cimento e disciplina que a cada dia
Somente a partir dele que conseguimos compreendo que devo ter tranqüilidade coloco mais em prática. Ainda cometo
reunir forças para transformar erros em e aceitação diante dos fatos da vida. erros, mas a vontade de acertar é cada
aprendizado. vez maior e isto fará a diferença.
Nathaly Cléo Farh – 1.ª turma
Daniela Garcia – 15.ª turma Aparecida das Neves Molena – 37.ª turma

CEAE de Londrina
C.E. Discípulos de Jesus Casa de Timóteo
Londrina/PR
São Paulo/SP São Bernardo do Campo/SP
Regional São Paulo Leste
Regional São Paulo Centro Regional ABC
“O culto de um Deus exterior é um re-
“O sofrimento é um recurso do próprio “Discuta com serenidade; o opositor
tardamento evolutivo.”
Espírito para evoluir.” tem direitos iguais aos seus.”
Sinto Deus na natureza, nos seres
O sofrimento que encaramos em criados por Ele, no calor do meu cora- Sempre quis ser a melhor, porém
cada encarnação é instrumento divino ção. Deus é luz, é amor e sua sabedoria sem serenidade e paz interior não per-
para lapidar nossas imperfeições. Por se manifesta de diferentes formas: no cebia que somos todos iguais. Na EAE
vezes os escolhemos, mas são sempre homem humilde possuidor de grande percebi minha infelicidade e busquei
resultado de nossas atitudes. Reflito sabedoria, na criança gerada no ventre minha reforma íntima. Aprendi que
sempre como ele irá contribuir para ser da mãe, no sol, na chuva, na felicida- para ser feliz não precisava ser a melhor,
melhor, pedindo a Deus amparo, cora- de e na paz que sinto ao cultuar Deus mas bastava ser humilde, respeitando
gem e resignação. dentro de mim. ao meu próximo e a mim mesma.
Andréia Alves – 33.ª turma Eunice de Biagi Moraes – 17.ª turma Thayane Beatriz Carboneri – EAED

14 • O TREVO • NovemBRO 2010


Atividades da Aliança em 2011

Março
06 e 07 - Reunião Geral da Aliança
- 4 polos
05 a 08 - Encontro Geral de Moci-
dades - Vale do Paraíba
Regional Litoral Centro 20 - Conselho de Grupos Integrados
Em setembro a diretoria da Aliança esteve reunida com os represen- 20 - Assembleia de Grupos Integrados
tantes das casas da Regional Litoral Centro. Como de costume, foi uma 27 - Planejamento Estratégico Espi-
recepção calorosa e fraterna. ritual (grupo 1) - reuniões regionais
O conceito de Aliança foi o primeiro tema a ser debatido com profun- simultâneas
das reflexões sobre a questão da fraternidade e cooperação entre os volun-
tários da casa espírita. Maio
Outro tema tratado foi a responsabilidade na abertura de novas frentes 22 - Planejamento Estratégico Espi-
de trabalho, em especial de casas “filhotes”. Salientou-se que um bom pla- ritual (grupo 2) - reuniões regionais
nejamento contribui para o êxito da empreitada. simultâneas
Foi apresentada uma nova frente de trabalho: a Casa Assistencial Nosso
Lar, que beneficia moradores de rua no bairro de Marapé, em Santos (SP). A Junho
casa já está funcionando e espera novos voluntários para suas atividades. 18 - Coordenadores Regionais
19 - Conselho de Grupos Integrados
Minuto de Aliança Agosto
Com o propósito de trabalharmos a conscientização e a vivência dos Con- 28 - Planejamento Estratégico Espi-
ceitos de Aliança, o Grupo 2 do Planejamento Estratégico Espiritual recente- ritual (grupo 3) - reuniões regionais
mente distribuiu aos Coordenadores Regionais, para distribuição às Casas, o simultâneas
opúsculo “MINUTO DE ALIANÇA / MOMENTO DE ALIANÇA”, cujo conteúdo
também estará disponível para download em breve no site www.alianca.org. Setembro
br, item planejamento estratégico. 17 - Coordenadores Regionais
O opúsculo é uma coletânea de frases e textos relembrando os conceitos 18 - Conselho de Grupos Integrados
de Aliança, para dar apoio às reflexões e trocas de ideias sobre o movimento
Aliança nos momentos em que os voluntários realizam suas atividades, cursos Novembro
e reciclagens. Rogamos a ajuda de todos no sentido de reforçar a importância 20 - Planejamento Estratégico Espi-
dessa prática nas Casas da AEE. ritual (grupo 4) - reuniões regionais
Na última reunião do CGI, foi entregue um cartaz com a MISSÃO DA simultâneas
ALIANÇA. Nossa sugestão é de que ele seja emoldurado e exposto em local
que facilite aos trabalhadores voluntários, alunos das escolas e dirigentes a Dezembro
leitura constante da missão e reflexão sobre o ideal de Aliança. 10 - Coordenadores Regionais
11 - Conselho de Grupos Integrados
Encontro de Dirigentes de Mocidade. Leia relato do encontro na página 13

Argentina - A Caravana Frater-


na visitou os centros de Mar del
Plata e Loberia em outubro, com
sete companheiros da Regional
Litoral Centro e três da Regional
Vale. Uma das atividades feitas foi
o Falando ao Coração.

O TREVO • novemBRO 2010 • 15