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Introdução ao estudo de vetores +

1.1 - Introdução

Uma grandeza que fica plenamente caracterizada por um número seguido de uma unidade

apropriada é denominada grandeza escalar. Temperatura e massa constituem exemplos de

grandezas escalares. Quando se diz que a temperatura média do corpo humano é de 36,5 0 C ou que a

massa de um corpo é de 3 kg, estas quantidades ficam bem determinadas. Comprimento, área,

volume e tempo são outros exemplos de grandezas escalares.

Na física, contudo, há muitas grandezas para as quais a simples quantificação não é suficiente

para sua completa especificação. Além do valor numérico devem, necessariamente, se fazer

presentes duas outras informações igualmente relevantes: direção e sentido. Grandezas físicas com

esse perfil são chamadas grandezas vetoriais. Força é um exemplo. Ao dizer-se que um caixote foi

empurrado com uma força de 50 newtons (admita que newton é uma unidade de força), não se

estará sendo de todo claro. Afinal, para onde foi empurrado o caixote (isto é, em que direção?)? Se

ao longo de um plano inclinado, para cima ou para baixo (em que sentido?)? Como se observa,

juntamente com o número e a respectiva unidade é necessário explicitar a direção e o sentido da

força aplicada para que esta fique bem definida. Deslocamento, velocidade, aceleração e quantidade

de movimento são, também, grandezas vetoriais.

Este capítulo apresenta conceitos básicos da álgebra vetorial, cuja compreensão, pelo aluno, é

fundamental para o estudo da mecânica.

1.2 - Representação e características de um vetor

Para a representação gráfica de um vetor, considere, inicialmente, o segmento de reta AB

sobre a reta r da Fig. 1. Orientando-se este segmento por meio de uma seta colocada no ponto B

(ou no ponto A), obtém-se a representação gráfica de um vetor (Fig. 2). Simboliza-se um vetor por

uma letra maiúscula ou minúscula com uma pequena flecha sobre dela.

Na Fig. 2, o ponto A é a origem do vetor v e o ponto B a sua extremidade. A reta r é a reta

suporte do vetor v . Normalmente, quando se representa um vetor se omite a sua reta suporte.

quando se representa um vetor se omite a sua reta suporte. Fig. 1 Fig. 2 Um

Fig. 1

Fig. 2

Um vetor fica especificado por suas três características: módulo, direção e sentido.

O módulo de um vetor, dado por um número seguido de uma unidade, especifica a

intensidade da grandeza por ele representada (50 newtons, 20 m/s etc.). Simbolicamente, o módulo

de um vetor v é escrito como

v
v

ou, simplesmente, v.

+ Texto elaborado pelos professores Luiz O. Q. Peduzzi e Sônia S. Peduzzi (Depto de Física

1

UFSC).

A direção de um vetor é a da sua reta suporte. Já o seu sentido coincide com o da orientação

do segmento de reta orientado.

com o da orientação do segmento de reta orientado. Os vetores a , b e c

Os vetores a, b e c , da Fig. 3, têm como característica comum o mesmo módulo (admitindo

como unidade de medida o comprimento

).

f , da Fig. 4, têm as três características iguais: mesmo módulo, mesma

direção (as retas suportes são paralelas) e mesmo sentido. Neste caso, diz-se que os vetores são

Os vetores d

e

iguais, isto é, d

sentido contrário a eles. Pode-se relacioná-los escrevendo que f d e (onde o sinal negativo

f . Já o vetor e tem o mesmo módulo e a mesma direção que d e f , porém

significa que o vetor e tem o sentido contrário ao dos outros dois.

que o vetor e tem o sentido contrário ao dos outros dois. a = b =
a = b = c a b c
a
= b
=
c
a b
c

= 3 unidades

f

=

d

=

e

f

=

d

=

e

Fig. 3

Fig. 4

1.3 - Adição e subtração de vetores pelo método geométrico

Considere os vetores v 1 e v 2 da Fig. 5. A soma de v 1 com v 2 pode ser efetuada da seguinte

maneira: fixa-se v 1 e desloca-se v 2 (mantendo-se inalteradas as suas características, isto é, seu

módulo, direção e sentido), de modo que a origem de v 2 coincida com a extremidade de v 1 (Fig. 6).

O vetor que tem por origem a origem de v 1 e por extremidade a extremidade de v 2 é o vetor soma

, como é visto na Fig. 7. Pode-se observar, através de uma simples inspeção

de v 1 com v 2 , v v

1

+

2

visual, que a soma dos comprimentos de v 1 e v 2 é diferente do comprimento do vetor v v

1

+

2

.

e v 2 é diferente do comprimento do vetor v v 1 + 2 . Fig.

Fig. 5

Fig. 6

Fig. 7

A soma de v 1 com v 2 pode também ser feita desenhando-se os vetores com a mesma origem.

, é o vetor correspondente à diagonal do paralelogramo que tem por lados

O vetor resultante, v

os

1

+

v

2

vetores v 1 e v 2 (Fig. 8).

2

Fig. 8 Os procedimentos acima descritos possibilitam a soma geométrica de um número qualquer de

Fig. 8

Os procedimentos acima descritos possibilitam a soma geométrica de um número qualquer de

vetores. Considere, por exemplo, a soma dos vetores A, B, C, D e E da Fig. 9. O vetor

A + B + C + D + E pode ser obtido da seguinte maneira: fixa-se o vetor A; desloca-se parale-

lamente o vetor B de modo que a sua origem coincida com a extremidade de A; desloca-se, da

mesma maneira, o vetor C tal que a sua origem coincida com a extremidade de B e assim su-

cessivamente. O vetor soma tem por origem a origem do primeiro ( A) e por extremidade a ex-

tremidade do último ( E ) (Fig. 10).

extremidade a ex- tremidade do último ( E ) (Fig. 10). Fig. 9 Fig. 10 Considere,

Fig. 9

Fig. 10

Considere, agora, os vetores A e B da Fig. 11. Para se obter geometricamente o vetor A - B,

B tem mesmo módulo,

mesma direção, mas sentido oposto ao do vetor B (Fig. 12). Desta forma, recai-se na soma dos

transforma-se a diferença em uma soma, já que A - B = A + (-B). O vetor

vetores A e B , como pode ser visto na Fig. 13.

O vetor vetores A e B , como pode ser visto na Fig. 13. Fig. 11

Fig. 11

Fig. 12

Fig. 13

Para efetuar simultaneamente a adição e subtração de um número qualquer de vetores

transformam-se as diferenças em somas e adota-se o procedimento já descrito para a soma de vários

vetores. Por exemplo,

L

-

M

+

N

-

P

=

L

+ (-M)

3

+

N

+ (-P)

1.4 - Adição e subtração de vetores de mesma direção pelo método analítico

É conveniente, antes de se efetuar a soma e subtração analítica de vetores de mesma direção,

definir o que se entende por vetor unitário. Um vetor é dito unitário quando o seu módulo é igual à unidade. O vetor unitário que tem a

direção do eixo x e o sentido de x' para x (Fig. 14) é o vetor i .

e o sentido de x ' para x (Fig. 14) é o vetor i . Fig.

Fig. 14

Considere a soma geométrica de dois vetores unitários i (Fig. 15). Vê-se, por esta figura, que o vetor resultante i + i tem mesma direção e sentido que o vetor i e módulo duas vezes maior. Este vetor é o vetor 2i .

i e módulo duas vezes maior. Este vetor é o vetor 2 i . Fig. 15

Fig. 15

da seguinte

maneira: A é um vetor que tem mesma direção e sentido que o vetor i e módulo sete vezes maior. Já o vetor B = -4i tem a mesma direção do vetor i , sentido oposto e módulo quatro vezes maior. Pode-se estender o procedimento utilizado na Fig. 15 para se somar e subtrair analiticamente vetores na direção x .

a) Soma de vetores de mesma direção e sentido:

O resultado acima permite interpretar uma igualdade como, por exemplo, A = 7i

Seja C

=

2

i

, D

=

6

i

e R o vetor resultante da soma dos vetores C e D .

Soma analítica:

R =

R =

C + D,

2 i + 6 i ,

R =

( 2 + 6 ) i ,

R = 8 i

.

Soma geométrica:

6 i , R = ( 2 + 6 ) i , R = 8 i

b) Soma de vetores de mesma direção e sentidos opostos:

Seja E

= 3

i

, F

= - 5

i

e R o vetor resultante da soma dos vetores E e F .

4

Soma analítica:

R = E + F,

R

R

=

=

R =

3i - 5 i ,

( 3- 5 ) i ,

- 2 i .

Soma geométrica:

= 3 i - 5 i , ( 3- 5 ) i , - 2 i

A subtração de dois vetores quaisquer A e B , A - B, é feita transformando-se a diferença em uma soma, isto é, A - B = A + (-B). Para vetores na direção y, pode-se realizar operações de adição e subtração de vetores

utilizando-se um procedimento inteiramente análogo ao que se adotou para a direção x . Para isto é necessário que se defina um vetor unitário na direção y. O vetor unitário que tem a direção do eixo

y e o sentido de y' para y (Fig. 16) é o vetor

j .

e o sentido de y ' para y (Fig. 16) é o vetor j . Fig.

Fig. 16 Assim, o vetor resultante da subtração dos vetores A

=

12 j e B

=

5 j , R

=

A

-

B

, tem

mesma direção e sentido que o vetor j e módulo sete vezes maior ( R = 7 j ).

1.5 - Componentes de um vetor

Considere o sistema de eixos cartesianos xy . Seja a x um vetor na direção x e a y um vetor

na direção y (Fig. 17). Da soma geométrica destes dois vetores resulta o vetor a (Fig. 18),

destes dois vetores resulta o vetor a (Fig. 18), Fig. 17 Fig. 18 a = a

Fig. 17

Fig. 18

a

=

a

x

+

a

y

.

( 1 )

Os vetores a x e a y são denominados, respectivamente, vetores componentes do vetor a nas

direções x e y. Estes vetores podem ser escritos em termos dos vetores unitários i e j . Assim,

5

e

a x

a

y

=

= a

y

a

x

j.

i

( 2 )

( 3 )

Substituindo-se as relações (2) e (3) em (1), obtém-se

a = a

x

i + a

y

j.

( 4 )

O escalar a x é a componente de a na direção x. Da mesma forma, a y é a componente de a

na direção y. As componentes a x e a y podem ser escritas em termos do módulo do vetor a e do ângulo

que a faz, por exemplo, como o semi-eixo positivo OX . Sendo este ângulo e representando-se por a o módulo do vetor a, obtém-se, através do triângulo retângulo que tem por lados a, a x e a y

(Fig. 19), que:

que tem por lados a , a x e a y (Fig. 19), que: e cos

e

cos

sen

=lados a , a x e a y (Fig. 19), que: e cos sen a x

a

x

a

a y = a
a
y
=
a

a

a y = a sen
a
y = a sen

x

.
.

=

a

cos

que: e cos sen = a x a a y = a a a y =

( 5 )

( 6 )

= a x a a y = a a a y = a sen x .

Fig. 19

Substituindo-se na eq. (4) os valores encontrados para a x e a y , respectivamente, nas eq. (5) e

(6), obtém-se:

a = a cos

i + a sen + a sen

j.
j.

( 7 )

Exemplo 1: O vetor a , mostrado na Fig. 20, tem módulo igual a 5 cm e faz um ângulo de 120 0 com o semi-eixo positivo OX . Determine as suas componentes nas direções x e y.

6

Fig. 20 Solução : Projetando-se o vetor a nos eixos x e y , pode-se

Fig. 20

Solução:

Projetando-se o vetor a nos eixos x e y, pode-se obervar (Fig. 21) que a

x

i

sentido oposto ao do vetor i ; portanto, a componente a x é negativa. Já o vetor a

é um vetor com

tem sentido

y j

igual ao do vetor j e a y é positivo. Usando-se a eq. (7), tem-se que:

e

a

a

x

y

0

= 5 cos120 = - 2,50 cm

0

= 5 sen 120 = 4,33 cm.

A

partir do triângulo retângulo com lados 5 cm, a x e a y (Fig. 22) e observando o sentido dos

vetores a x e a y , pode-se igualmente obter as componentes de a :

a

x

= - 5 cos 60

0

= - 2,50 cm

e

a

y

=

0

5 sen 60 = 4,33 cm.

x = - 5 cos 60 0 = - 2,50 cm e a y = 0

Fig. 21

Fig. 22

1.6 - Adição e subtração analítica de vetores

A adição/subtração de vetores no plano xy é feita somando-se/subtraindo-se as componentes

destes vetores em cada uma das duas direções.

Sendo a

maneira:

= a

x

i

c =

+ a j y a + b,
+
a
j
y
a + b,

e b

=

b

x

i

+

b

y

7

j

, obtém-se o vetor c

= a

+

b

da seguinte

a

x +

b

x

e

a

y +

b

y

c = a

x

c = ( a

x

i + a

+b

x

y

j + b i + b

x

) i

+ ( a

y

+b

y

y

j ,

) j.

são, respectivamente, as componentes de c nas direções x e y.

Exemplo 2: Sendo A

=

3

i

, B

=

5 j

e C

=

4 i

+ 6 j , obtenha, analítica e geometricamente,

os vetores R

=

A

+

B

, S

=

A

-

B

e

V

=

A

+

C.

Solução:

 
Solução :  

R =

A + B,

 

R = 3i + 5 j.

 

S = A - B,

 

S = 3i - 5 j.

V = A + C,

V = 3 i + 4 i + 6 j ,

V 7 i + 6 j.

= A + C , V = 3 i + 4 i + 6 j ,

Exemplo 3: Os vetores d 1 e d 2 , mostrados na Fig. 23, têm módulos respectivamente iguais a 3 cm

e 7 cm. Obtenha: a) o vetor d

d

1 + d 2 ; b) a direção do vetor d .

respectivamente iguais a 3 cm e 7 cm. Obtenha: a) o vetor d d 1 +

Fig. 23

8

Solução:

a) O vetor d é o vetor soma dos vetores d 1 e d 2 ,

d

=

d

1

+

d

2

.

Escrevendo o vetor d 1 em termos de suas componentes (expressas em cm) e dos vetores unitários i e j , obtém-se:

d

1

= - 3 cos 60

o

i

+ 3 sen 60

0

j

,

d

1

= -1,5

i

+ 2,6

j

.

Analogamente para d 2 :

d

2

d

2

=

7 cos 30

0

i

+

= 6,1

i

+ 3,5

j

.

7 sen 30

0

j

,

Somando-se d 1 e d 2 , resulta:

d = 4,6 i + 6,1 j.

b) A direção de d é obtida calculando-se o ângulo que o vetor faz com o semi-eixo OX, por

exemplo.

tg

ângulo que o vetor faz com o semi-eixo OX, por exemplo. tg = 6,1/4,6 1,33 =

= 6,1/4,6

o vetor faz com o semi-eixo OX, por exemplo. tg = 6,1/4,6 1,33 = arc tg

1,33

vetor faz com o semi-eixo OX, por exemplo. tg = 6,1/4,6 1,33 = arc tg 1,33

= arc tg

com o semi-eixo OX, por exemplo. tg = 6,1/4,6 1,33 = arc tg 1,33 53 0

1,33

o semi-eixo OX, por exemplo. tg = 6,1/4,6 1,33 = arc tg 1,33 53 0 .

53 0 .

O vetor d faz um ângulo de aproximadamente 53 0 o semi-eixo OX positivo.

1.7 - Vetores em três dimensões

Até agora, trabalhou-se com vetores em uma e em duas dimensões. A situação que envolve

vetores no espaço tridimensional é, no entanto, mais geral. Considere o sistema de eixos cartesianos xyz . Para se obter a expressão analítica de um vetor

neste sistema de eixos, é necessário introduzir um vetor unitário na direção z , que vai desempenhar, nesta direção, papel análogo ao dos vetores i e j nas direções e x y.

O vetor unitário que tem a direção do eixo z e o sentido de z' para z é o vetor k (Fig. 24).

9

Fig. 24 Seja a x um vetor na direção x , a y um vetor

Fig. 24

Seja a x um vetor na direção x, a y um vetor na direção y

e a z um vetor na direção z . Da

soma geométrica destes três vetores (Fig. 25), resulta o vetor:

a

=

a

x

+

a

y

+

a

z

.

( 8 )

(Fig. 25), resulta o vetor: a = a x + a y + a z .

Fig. 25

Os vetores a x , a y e a z são denominados, respectivamente, vetores componentes do vetor a

nas direções x , y e z . Estes vetores podem ser escritos como:

e

a

x

a

y

a

z

= a

=

= a

x

z

i ,

a

y

k.

j

(

(

(

9 )

10 )

11 )

Substituindo as relações (9), (10) e (11) na relação (8), obtém-se:

a = a

x

i + a

y

j + a

z

k.

( 12 )

O escalar a x é a componente de a na direção x; a y é a componente de a na direção y e a z

a componente de a na direção z . A relação (12) é a expressão geral de um vetor no espaço tridimensional, escrita em termos de suas componentes e dos respectivos vetores unitários.

10

Exemplo 4: Represente, num diagrama xyz , os seguintes vetores:

E

=

3 i

+

2 j

+

5 k

e

F

=

2 i

+

4 j

-

5 k .

Solução:

A Fig. 26 mostra o vetor E construído como a soma dos seus vetores componentes. Já o vetor F foi desenhado utilizando-se um paralelepípedo para melhor visualizá-lo no espaço.

um paralelepípedo para melhor visualizá-lo no espaço. Exemplo 5 : S = A - B .

Exemplo

5:

S = A - B.

Solução:

Sendo

A = 2i

R = 2 A + B,

+ j -5k

Fig. 26

e

B = 4i

+ 2k ,

R

= 2 ( 2 i + j - 5 k ) + 4 i + 2 k ,

R

= 4 i + 2 j -10 k + 4 i + 2 k ,

R

= ( 4 + 4 ) i + 2 j + ( -10 + 2 )k ,

R

= 8 i + 2 j - 8 k .

S =

A - B

S

=

2 i + j - 5 k - ( 4 i + 2 k ),

S

=

2 i

+ j - 5 k - 4 i - 2 k ,

S

= ( 2 - 4 ) i + j + ( -5 - 2 ) k ,

S

= - 2 i

+ j - 7k.

11

determine

os

vetores

R = 2A + B

e

1.8 - Produto de vetores

de somar e subtrair vetores pode-se, também, multiplicá-los, efetuando o produto

escalar e o produto vetorial entre dois vetores. Estas operações serão estudadas a seguir, já que

muitas grandezas físicas são expressas em termos destes dois produtos.

Além

1.9 - Produto escalar

em termos destes dois produtos. Além 1.9 - Produto escalar O produto escalar de dois vetores

O produto escalar de dois vetores a e b , representado por a

escalar de dois vetores a e b , representado por a . b (lê-se a escalar

. b

(lê-se a escalar b), é definido

, representado por a . b (lê-se a escalar b), é definido como o produto do

como o produto do módulo de a pelo módulo de b pelo cosseno do ângulo formado entre a e b ,

ou seja, onde
ou seja,
onde
cosseno do ângulo formado entre a e b , ou seja, onde a . b =

a . b = a b cos

,
,
entre a e b , ou seja, onde a . b = a b cos ,

é o ângulo entre a e b (Fig. 27).

( 13 )

= a b cos , é o ângulo entre a e b (Fig. 27). ( 13

Fig. 27

Pode-se também dizer que o produto escalar de dois vetores a e b é igual ao produto do

módulo do vetor a pela componente do vetor b na direção de a (Fig. 28).

a . b
a
. b

= (

a

)

( b cos ) componente de b na direção de a
(
b
cos
)
componente
de
b na
direção de a
b = ( a ) ( b cos ) componente de b na direção de a

Fig. 28

A eq. (13) indica que o produto escalar de dois vetores dá como resultado uma grandeza

escalar. Para melhor compreensão desta equação, considere as seguintes situações:

a) O produto escalar de dois vetores perpendiculares é zero, porque 90 0 e cos 90 = 0 .

perpendiculares é zero, porque 90 0 e cos 90 = 0 . 0 a .b a

0

a .b a . b
a .b
a
. b

Da mesma forma,

=

a b

cos 90 0

+ +

0

= 0.

,

é zero, porque 90 0 e cos 90 = 0 . 0 a .b a .

12

i

. j = 0,

j . k = 0 ,

k . i = 0, etc.

( 14 )

 

b)

O produto escalar de dois vetores que formam entre si um ângulo

tal que 0 90 0 , é

tal que 0

tal que 0 90 0 , é

90 0 , é

positivo.

 
   
 
   
 

a

.b = a b

cos

,
,
 

+ +

+

 
a . b
a
.
b

0.

 

c)

O

produto

escalar

de

dois

vetores

que

formam

entre

si

um

ângulo

tal

tal

que

90

0

0 180 0 , é negativo.

180

0 , é negativo.

 
 
a .b = a b + + a . b 0.
a .b = a
b
+ +
a
.
b
0.

cos

,
,
  a .b = a b + + a . b 0. cos ,  
 

d) O produto escalar de um vetor por ele mesmo é igual ao módulo do vetor ao quadrado, pois

o ângulo entre vetores de mesma direção e sentido é

a . a = a a cos 0

a

.

a

=

a

2

.

0

,

De forma análoga,

i . i = 1,

j. j = 1, k. k = 1.

forma análoga, i . i = 1 , j . j = 1 , k .

0 0 e cos0

0 1.

( 15 )

( 16 )

A definição do produto escalar de dois vetores envolve o módulo dos vetores e o ângulo entre eles. Uma outra maneira de expressar o produto escalar de dois vetores é através das componentes destes vetores.

Seja a

=

a

x

i

+

a

y

j

a . b =

a

.

b

=

+

a

z

k

e

( a

x

i + a

y

b

=

b

x

i

+

b

y

j

+

b

z

k

j + a

z

k ) . ( b

x

i + b

y

j + b

b z k j + a z k ) . ( b x i + b

. Efetuando-se o produto a b

.

z

k )

a

+ .

i

.

b

j

i

b

b

x

x

x

a

y

k

+ .

a

z

x

+

i

i

i

a

+

+

x

a

a

y

z

.

b

y

j

j

k

.

.

b

b

y

y

+

j

j

a

+

+

x

i

a

a

y

z

.

b

z

j

k

.

.

k

b

z

b

z

+

k

k

,

+

13

, tem-se:

a

.

b

=

+

+

a

b

x x

a

a

y

z

b

b

x

x

i

.

j

k

i

.

.

+

a

x

b

y

i

i

+

+

a

a

y

z

b

y

b

y

a

.

b

=

a

x

b

x

+

a

y

b

y

+

Exemplo 6: Seja =

v

1

x i

+ 4

j

- 3 k

vetores v 1 e v 2 sejam perpendiculares.

a

z

e

i

.

j

k

j

.

.

+

a

x

j

j

+

+

a

a

y

z

z

b

z

b

z

b

i

k

.

.

.

j

k

+

k

k

,

+

b

z

.

v

2

= 3

i

- 6

j

-

k

( 17 )

. Determine o valor de x para que os

Solução:

O produto escalar de dois vetores perpendiculares é nulo, logo,

eq. (17), resulta:

3 x + ( 4 ) ( - 6 ) + ( - 3 ) ( -1) =

3 x =

x =

7.

21,

0,

v

1

.

v

2

= 0

. Assim, usando a

As relações (15) e (17) permitem calcular o módulo de um vetor. Fazendo o produto escalar de um vetor a , qualquer, por ele próprio, primeiro usando a relação (15) e depois a (17), obtém-se:

e

a

.

a

=

a

2

 

a

.

a

=

a

x

a

x

+

a

y

a

y

+

a

z

a

z

,

a

.

a

=

a

x

2

+

a

y

2

+

a

z

2

.

Da igualdade destas duas equações, resulta:

a

2

=

a

x

2

+

a

y

2

+

a

z

2

,

a

=

a 2 + a 2 + a 2 . x y z
a
2
+
a
2
+
a
2
.
x
y
z

( 18 )

Exemplo

 

7:

Sendo

A = 3 i + 10 j + k

e

B

= -7

i

+

j

- 2

k

,

determine

o

módulo

do vetor

C

=

A

+

B

.

Solução:

C A + B,

C = 3 i +10 j + k - 7 i + j - 2 k ,

C - 4 i +11 j - k.

14

Utilizando-se a eq. (18), calcula-se o módulo do vetor C .

C =

2 2 2

2

2

2

( - 4 ) + (11) + ( -1) =11,75 unidades

Exemplo 8: Calcule o ângulo entre os vetores a = 3 i - 4 j

e

b = 8 i

Solução:

Da relação (13), obtém-se:

cos

a . b = = a b
a
. b
=
=
a b

( 3) ( 8 )

+

( - 4 ) ( -6 )

, ( 3) 2 + ( - 4 ) 2 (8 ) 2 + (
,
( 3)
2
+
( - 4 )
2
(8 )
2
+
( -6 )
2
cos = 0,96, = 16,26 0 .
cos
= 0,96,
= 16,26
0
.

- 6 j.

O produto escalar pode também ser utilizado para a obtenção do módulo do vetor resultante da soma de dois vetores. Sejam a e b dois vetores, de módulos respectivamente iguais a a e b, que formam entre si

um ângulo

iguais a a e b , que formam entre si um ângulo . Seja r o
iguais a a e b , que formam entre si um ângulo . Seja r o

. Seja r o vetor resultante da soma destes dois vetores (Fig. 29).

r o vetor resultante da soma destes dois vetores (Fig. 29). Fazendo-se o produto escalar de

Fazendo-se o produto escalar de

Fig. 29

r = a + b por ele próprio, obtém-se:
r
= a
+
b por ele próprio, obtém-se:
r . r = ( a + b ) . ( a + b ),
r . r = ( a + b ) . ( a + b ),
r
.r = a .a + a .b + b .a + b .b,
r 2
= a
2
+ a b cos
+ b a cos
+ b
r
2
=
a
+
b
2
+ 2
a b
cos
.

2

,

( 19 )

Casos particulares desta equação:

15

a ) Quando os vetores são perpendiculares (

a ) Quando os vetores são perpendiculares ( = 90 0 ) , o módulo do

= 90

0 ) , o módulo do vetor

são perpendiculares ( = 90 0 ) , o módulo do vetor quadrada da soma dos

quadrada da soma dos quadrados dos módulos dos vetores a e b ,

r

é igual à raiz

r

r

=

=

a 2 + b 2 + 2 a b cos 90 0 , a 2
a
2
+
b
2
+
2 a b cos 90
0
,
a
2
2
+
b
.

b) Se os vetores tiverem a mesma direção e o mesmo sentido ((

os vetores tiverem a mesma direção e o mesmo sentido ( ( soma é a soma

soma é a soma dos módulos dos vetores,

=

0 0

) , o módulo do vetor

r a 2 2 + 2 a b 0 = + b cos 0 ,
r
a
2
2
+
2
a b
0
=
+
b
cos 0
,
r
=
a
2
+
b
2
+ 2
a b
,
r
=
(
a
+
b
2
)
=
a
+
b
.

c) Para vetores de mesma direção e sentidos opostos

b . c) Para vetores de mesma direção e sentidos opostos diferença dos módulos dos vetores

diferença dos módulos dos vetores a e b ,

r =

r =

r =

a 2 + b 2 + 2 a b cos180 0 , a 2 +
a
2
+
b
2
+
2 a b cos180
0
,
a
2
+
b
2
- 2
a b
,
a
- b
2
(
)
,
(
(

= 180

0 )

, o módulo do vetor r

é a

ou

r

r

= a

- b

,

a

= a - b , a b

b

= b

- a

,

b

= b - a , b a .

a

.

1.10 - Produto vetorial

= b - a , b a . 1.10 - Produto vetorial Sejam a e b

Sejam a e b dois vetores que formam entre si um ângulo

Sejam a e b dois vetores que formam entre si um ângulo . O produto vetorial
Sejam a e b dois vetores que formam entre si um ângulo . O produto vetorial

. O produto vetorial de a

=

e b ,

c) que tem

um ângulo . O produto vetorial de a = e b , c ) que tem

representado po a x b ( lê-se a vetorial b), dá como resultado um vetor c (a x b

as seguintes características:

Módulo: O módulo do vetor c é igual ao produto do módulo de a pelo módulo de b pelo

igual ao produto do módulo de a pelo módulo de b pelo seno do ângulo formado

seno do ângulo formado por a e b ,

c = a x b = a . b
c =
a x b
= a
. b

.

sen

.
.

( 20 )

16

Direção: O vetor c é perpendicular ao plano determinado pelos vetores a e b ,

Direção: O vetor c é perpendicular ao plano determinado pelos vetores a e b , ou seja, c é perpendicular, simultaneamente, a a e a b .

Sentido: O sentido do vetor c é dado pela regra da mão direita. Para determinar o sentido do vetor c , considere os dedos polegar, indicador e médio da mão direita, como está indicado na Fig. 30.

e médio da mão direita, como está indicado na Fig. 30. Fig. 30 Se o polegar

Fig. 30 Se o polegar apontar no sentido do vetor a e o indicador no sentido do vetor b , o dedo médio indicará o sentido do vetor c (Fig. 31).

, o dedo médio indicará o sentido do vetor c (Fig. 31). Fig. 31 Para exemplificar

Fig. 31

Para exemplificar o uso da regra da mão direita, considere os vetores E, F e G da Fig. 32 e os seguintes produtos:

vetores E , F e G da Fig. 32 e os seguintes produtos: Fig. 32 a)

Fig. 32

a) E x F : este produto dá como resultado um vetor de direção e sentido iguais ao do vetor G;

b) G x E : deste produto resulta um vetor de direção e sentido iguais ao do vetor F ;

c) G x F : o vetor resultante deste produto tem a mesma direção que o vetor E e sentido

oposto ao mesmo.

Usando a regra da mão direita e a eq. (21), pode-se mostrar que, para dois vetores quaisquer A e B , vale a relação:

17

A x B =

B x A.

Considere, agora, os vetores unitários i , j e k .

Do produto i x j resulta um vetor de:

módulo:

i x j
i
x j

=

0

1.1. sen 90 = 1;

direção: coincidente com a do eixo z ;

para z .

O vetor com estas características é o vetor k. Portanto,

sentido: de z'

i

x j = k.

De acordo com a eq. (21),

j x i = - k.

Do mesmo modo,

j

x k = i ,

k x j = - i ,

k

x i = j,

i

x k = - j.

( 21 )

( 22 )

( 23 )

( 24 )

( 25 )

O

produto i x i dá como resultado um vetor de módulo nulo, isto é,

i x i
i
x i
 

0

=

1.1. sen 0

.

O

vetor de módulo igual a zero é o vetor nulo. Deste modo,

 

i

x i = 0

.

( 26 )

Analogamente,

 

j x j = 0 ;

( 27 )

k x k

= 0.

( 28 )

Exemplo 9: Suponha que o módulo dos vetores da Fig. 32 sejam

E = 3,

F

= 2

e

G = 2.

Determine

os produtos vetoriais E x F ,

E x G e F x G .

Solução:

E

x F = 3i

x 2 j = 6 k;

E

x G = 3i

x 2 k = - 6 j;

18

F x G = 2 j x 2 k = 4 i .

O produto vetorial de dois vetores pode ser expresso em função das componentes destes

. Efetuando-se o produto

vetores. Assim, seja a = a i + a j + a x y vetorial
vetores. Assim, seja
a
=
a
i
+
a
j
+
a
x
y
vetorial entre a e b , a x b , segue que:

z

k

e b

=

b

x

i

+

b

y

j

+

b

z

k

a x b = ( a

x

i + a

y

j + a

z

k )

x

( b

x

i + b

y

j + b

z

a x b

x b

=

a

x

a

y

i

+ j x b

x

i

x

+ k x b

a

z

x

+

a

x

i

i

i

+

+

a

a

y

z

x b

y

j

+

a

x

i

j x b

y

k x b

y

j

j

+

+

a

a

y

z

x b

z

j x b

k

z

+

k

k x b

z

k

,

+

k ),

a x b

k

y

b

+

y

a

x

b

x

0 +

a

x

b

y

=

+ a

+ a

y b

z b

x

x

(

(

j

k

) +

) +

a

a

z

b

y

(

a

x

0 +

b

z

a

i

) +

(

y

a

b

z

j

) +

(

i

z

b

z

) +

0,

a x b

= (

+ (

a

a

b

y z

x b

y

a

a

z

y

b

y

b

x

)

)

i

k

+ (

.

a

z

b

x

a

x

b

z

)

j

+

( 29 )

A eq. (29) pode ser obtida de forma mais simples, utilizando-se um determinante. Esse

determinante é construído da seguinte maneira: na sua primeira linha são colocados os vetores unitários i , j e k ; na segunda linha aparecem as componentes do primeiro vetor (a) , nas direções

x, y e z ; a última linha do determinante é formada pelas componentes do segundo vetor (b ) nas

direções

x, y

e

z

.

 

i

 

j

k

a x b

a x b

=

a

b

x

x

a

b

y

y

a

b

z

z

Exemplo 10: Encontre um vetor perpendicular aos vetores A = 3i - k

e B = -5 j + 7k.

( 30 )

Solução:

Do produto

A x B resulta um vetor perpendicular aos vetores

A

e

B . Utilizando-se o

determinante da eq. (30) para calcular este vetor, obtém-se:

1

7aos vetores A e B . Utilizando-se o determinante da eq. (30) para calcular este vetor,

k

19

A x B = - 5 i - 21 j -15 k .

Exemplo 11: Determine o módulo do vetor L = r x p, se

r = 4i - j + 3k

e

p = 6i + 2 j.

Solução:

Calcula-se, primeiro, o determinante da eq. (30) para obter o vetor L = r x p. Depois disso, obtém-se o módulo do vetor L usando a eq. (19).

3disso, obtém-se o módulo do vetor L usando a eq. (19). 0 k L = 8

0

k

L = 8 k +18 j + 6 k - 6 i ,

L = - 6 i +18 j +14 k ,

L =
L
=

2

2

2

(- 6) + (18) + (14) = 23,58 unidades.

20