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1.16.

“Portanto, quem quiser guardar-se desta infidelidade, tenha sempre em lembran- ça que não
há nas criaturas nem poder, nem ação, nem movimento aleatórios; ao contrário, são de tal
modo governados pelo conselho secreto de Deus, que nada acontece senão o que ele,
consciente e deliberadamente, o tenha decretado.”

1.16.8

“... uma vez ser sustentado o princípio de que nada há mais absurdo do que alguma coisa
acontecer sem que Deus o ordene, pois doutra sorte aconteceria às cegas. Razão pela qual até
exclui a contingência que depende do arbítrio dos homens, ...”

1.17.5

“Consideremos, pois, quão inadequada é sua argumentação: querem que os crimes de seus
autores sejam impunes, porquanto não são cometidos senão pela administração de Deus. Eu
concedo mais: os ladrões e os homicidas, e os demais malfeitores, são instrumentos da divina
providência, dos quais o próprio Senhor se utiliza para executar os juízos que ele mesmo
determinou. Nego, no entanto, que daí se deva permitir-lhes qualquer escusa por seus maus
feitos.”

3.21.7

“Se bem que já está suficientemente claro que Deus, por seu desígnio secreto escolhe
livremente àqueles a quem quer, rejeitando a outros, contudo, sua eleição gratuita ainda não
foi exposta, senão pela metade ...”

3.23.1

“Portanto, aqueles a quem Deus pretere os reprova; não por outra causa, mas porque os quer
excluir da herança para a qual predestina a seus filhos.”

3.23.6

“Se Deus apenas antevisse os eventos dos homens, contudo de seu Arbítrio também não os
dispusesse e ordenasse, então, não sem causa, se agitaria a questão de se por acaso sua
presciência tenha influência sobre sua necessidade. Quando, porém, não por outra razão haja
de antemão visto as coisas que hão de acorrer, senão porque assim decretou que
acontecessem, em vão se move litígio acerca da presciência, uma vez ser evidente que todas
as coisas sucedem antes por sua ordenação e arbítrio.”
3.23.7

“De novo, pergunto: Donde vem que tanta gente, juntamente com seus filhos infantes, a
queda de Adão lançasse, sem remédio, à morte eterna, a não ser porque a Deus assim pareceu
bem? Aqui importa que suas línguas emudeçam, de outro modo tão loquazes. Certamente
confesso ser esse um decreto espantoso. Entretanto, ninguém poderá negar que Deus já sabia
qual fim o homem haveria de ter, antes que o criasse, e que ele sabia de antemão porque
assim ordenara por seu decreto. Se alguém aqui investe contra a presciência de Deus, tropeça
temerária e irrefletidamente. Ora, pergunto, por que se haja de ter o Juiz celestial culpado
pelo fato de não ignorar o que haveria de acontecer? Por isso mesmo, se existe razão para
queixa, ou justa ou ilusória, compete à predestinação. Nem deve parecer absurdo o que digo:
Deus não só viu de antemão a queda do primeiro homem e nela a ruína de sua posteridade,
mas também as administrou por seu arbítrio. Pois, como pertence à Sua sabedoria ser
presciente de todas as coisas que haverão de acontecer, assim cabe ao seu poder com sua
mão a tudo reger e regular.”

3.24.8

“Ora, há a vocação universal, pela qual, mediante a pregação externa da Palavra, Deus convida
a si a todos igualmente, ainda aqueles aos quais a propõe como aroma de morte [2Co 2.16] e
matéria da mais grave condenação. A outra é a vocação especial, da qual digna ordinária e
somente aos fiéis, enquanto pela iluminação interior de seu Espírito faz com que a Palavra
pregada se lhes assente no coração. Contudo, às vezes também faz participantes dela aqueles
a quem ilumina apenas por um tempo; depois os abandona ao mérito de sua ingratidão e os
fere de cegueira mais profunda.”

3.24.13

“Certamente não se pode pôr em dúvida que o Senhor envia sua Palavra a muitos cuja
cegueira quer que aumente.”