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Direito Tributário - 1ª e 2ª Fases da OAB

(Minardi, Josiane)

Ed. 2017– Juspodivm

Resumo

Thiago Fernandes
Capítulo I - Tributo. Conceito e Espécies

I.1 Do conceito:

Apresentou-se o conceito de tributo definido do art. 3º do Código Tributário Nacional –


CTN (Lei 5.172 de 25 de outubro de 1966), in verbis:

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou


cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada.

Enfatizou-se que tributo não constitui sanção de ato ilícito, o que não quer dizer que a
prática de uma atividade ilícita não possa, por ventura, dar ensejo à cobrança tributária. É que
o tributo é cobrado de alguém (contribuinte) que incorrer no mundo dos fatos em uma situação
prevista na lei como hipótese de incidência. Assim, se um traficante auferir renda com a
venda de entorpecentes, deverá pagar Imposto de Renda sobre os frutos decorrentes dessa
atividade ilícita, não importando de onde veio o dinheiro (princípio da pecunia non olet dinheiro
não tem cheiro) o que importa, nesse caso, é que ocorreu o fato gerador desse tributo (Imposto
de Renda).

II.2 Das espécies de tributo:

Consoante entendimento do STF, são 5, quais sejam:


Capítulo II – Competência Tributária

Competência Tributária é a outorga de poder concedida pela Constituição Federal aos


Entes Federados para que estes possam Criar, Instituir e Majorar tributos (C-I-M).

II.1 Características da Competência Tributária:

1. Indelegável: o ente federado que a tenha recebido não poderá transferi-la para nenhum
outro Ente;
2. Facultativa: uma vez que lhe seja concedida, o ente federativo mão está obrigado a
instituir o tributo em questão. Ex.: O IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas), cuja
competência foi dada à União, até hoje não foi criado;
3. Incaducável: o direito de instituir o tributo pode ser exercido a qualquer tempo pelo Ente
Federado que o detenha;
4. Inalterável por lei infraconstitucional: A competência tributária só pode ser
modificada por meio de emenda à Constituição;
5. Irrenunciável:

Capacidade Tributária Ativa, por sua vez, é o conjunto de funções administrativas


composto pela arrecadação e fiscalização dos tributos, bem a execução das leis. Essas
funções sim, podem ser delegadas. Assim, o Ente que detenha a competência tributária
não necessariamente precisará conter a capacidade tributária ativa.

II.2 Disposição da Competência Tributária conforme a Constituição Federal:

Nota: O DF possui competência tributária cumulativa para instituir o


IPTU, ITBI e ISS, por força do estabelecido no art. 147 da CF, que
estabelece que os impostos dos municípios serão do Distrito Federal.
II.3 Repartição das Receitas Tributárias:

Trata-se de algumas hipóteses de transferência obrigatória da arrecadação dos impostos


previstas pela Constituição, em seus artigos 153, §5.º, 157, 158 e 159, I e II.

Art. 153, § 5.º, CF – A União é obrigada a repassar 30% da arrecadação do IOF


incidente sobre o ouro (que a lei defina como ativo financeiro ou instrumento cambial) para o
estado ou DF ou território (de acordo com a origem), bem como 70% para o respectivo
município.

Art. 157 – Competem aos Estados e ao DF:

a) 100% da arrecadação do IR incidente na fonte, sobre os rendimentos pagos, a


qualquer título, pelos estados, suas autarquias e pelas fundações que o
instituírem e o mantiverem;
b) 20% do produto da arrecadação do imposto residual;

Art. 158 – Competem aos municípios:

a) 100% da arrecadação do IR incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a


qualquer título, pelos municípios, suas autarquias e eplas fundações que o
instituírem e o mantiverem;
b) 50% do ITR, como via de regra; e 100% do mesmo imposto, quando o
município detiver a capacidade ativa tributária, isto é, a função de arrecadar e
fiscalizar esse tributo.
c) 50% do IPVA;
d) 25% do ICMS.

Art. 159 – A União entregará 49% da arrecadação do IR e do IPI da seguinte forma:

a) 21,5% ao fundo de participação dos estados e do DF;


b) 22,5% ao fundo de participação dos municípios;
c) 3% para aplicação em programas de financiamento do setor produtivo das
Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – por meio de suas instituições
financeiras regionais – conforme os planos regionais de desenvolvimento,
ficando assegurada ao semiárido do Nordeste a metade dos recursos
destinados à Região, na forma que a lei estabelecer;
d) 1% ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro
decêndio do mês de dezembro de cada ano;
e) 1% ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro
decêndio do mês de julho de cada ano.

Art. 159, I e II:

a) 10% da arrecadação do IPI serão repassados aos Estados e ao DF,


proporcionalmente ao valor das respectivas exportações dos produtos
industrializados;
b) 29% do produto da arrecadação da Cide, prevista no art. 177, §4.º da
CF, serão repassadas aos estados e ao DF, distribuídos na forma da
lei, observada a destinação a que se refere o inciso II, “c”, do referido
parágrafo.

NOTA: todas essas transferências só poderão deixar de serem


repassadas no caso do art. 160 da CF (quando o ente federado
destinatário não estiver aplicando o percentual exigido na área da
saúde) e, ainda assim, no caso de débitos de um ente e suas
autarquias com o outro que irá fazer o repasse.

III.3 Exercício da Competência Tributária:

Regra geral: os entes federados exercem a competência tributária (criam, instituem e


majoram tributos) mediante lei ordinária.

Exceção 1: há quatro tributos que só podem ser instituídos ou majorados por Lei
Complementar (LC). São eles: Contribuição Social Residual; Empréstimo Compulsório;
IGF; e Imposto Residual.

Exceção 2: Medidas Provisórias, que são instrumentos normativos (não leis) com força de
lei, podem instituir e majorar tributos. Contudo, deverá observar dois requisitos: I. O tributo
não pode ser aqueles que só podem ser tratados por Lei Complementar (posto que o art. 62, §1º,
III da CF veda MP tratar de matérias reservadas à lei complementar);e II. Em se tratando de
impostos, é necessário que a MP seja convertida em lei até o final do exercício financeiro em que
foi editada, para que possa produzir efeitos no exercício subsequente (exceto para II, IE, IOF e
IPI).
Capítulo 3 – Princípios do Direito Tributário

III.1 Princípio da Legalidade

Art. 150, I, da CF: Nenhum tributo será instituído ou aumentado, a não ser por meio de
lei.

Majoração é a modificação da base de cálculo do tributo que o torne mais oneroso (art.
97,§ 1.º do CTN). A simples atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo NÃO
constitui majoração (art. 97, § 2.º do CTN), podendo ser realizada mediante Decreto.