Sie sind auf Seite 1von 44

PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 HISTÓRIA DA ANESTESIA

 NEUROFISIOLOGIA DA DOR
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 Conceito
◦ Anestesia é a perda de sentido ou sensação
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 Anestesia
◦ 1 - Geral
 Depressão reversível, induzida por drogas do SNC
que resulta na perda de percepção e resposta de
todos os estímulos externos. O estado anestésico é
uma coleção de alterações de componentes
(inconsciência/amnésia/analgesia/imobilidade e
atenuação das respostas autonômicas) à
estimulação nociva.
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 Anestesia
◦ 2 – LOCAL
 Ausência de sensibilidade de um determinado local, após o
contato da solução anestésica com o nervo ou terminações
nervosas
Anestésicos locais bloqueiam de modo transitório
todas as modalidades de influxo nervoso
 Nervos
◦ Terminações nervosas sensitivas
◦ Nervo motor
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 HISTÓRIA DA ANESTESIA :

 WILLIAM T. G. MORTON – 16 DE OUTUBRO DE 1846


 Oliver Wendell Holmes – em 21de novembro de 1846, sugeriu o nome
“anaesthesia” retirada do grego:“an”=sem e “aisthetos”=sensação

 DURANTE SÉCULOS A “FALTA DE PENA” FOI UMA


CARACTERÍSTICA ESSENCIAL DOS CIRURGIÕES, APESAR DISTO
(ELEMENTO PERTURBADOR DO TRABALHO A MAIORIA DELES
SE ACOSTUMOU COM A AGONIA DOS PACIENTES
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

HISTÓRIA DA ANESTESIA :

“A DOR É UMA
CONSEQUÊNCIA
INEVITÁVEL DA CIRURGIA”
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 HISTÓRIA DA ANESTESIA :
 SÉC I D.C. – MANDRÁGORA/VINHO - LOCALMENTE

 SÉC IX AO XIII – ESPONJA SOPORÍFERA –INALADA


(mandrágora+papoulas+outras ervas+álcool+hipnose)

 SÉC XI AO XVII– ÁGUA FRIA E GELO – (anestesia por refrigeração)

 SÉC XVI – DIETIL ÉTER (origem árabe JABIR IBN HAYYAM SÉC VII) –
(droga recreativa dos pobres) POR 3 SÉCULOS
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 HISTÓRIA DA ANESTESIA :
 SÉC XVIII
 DESCOBERTA DO ÓXIDO NITROSO (1772-JOSEPH PRIESTLEY)

 DESCOBERTA DO OXIGÊNIO (1774-JOSEPH PRIESTLEY)

 HUMPHRY DAVY em 1799 descreve as propriedades do óxido nitroso- sugerindo a


utilização em operações cirúrgicas

 HENRY HILL HICKMANN em 1824 publicou que a inalação do dióxido de carbono


causava inconsciência

 1842 – CROWFORD LONG – administrou éter num jovem, para a remoção de um lipoma

 1844- HORACE WELLS, utiliza o óxido nitroso para a extração de um molar superior

 1848 – Sociedade Médica de Paris, confere a HORACE WELLS o reconhecimento por ter
sido o primeiro a aplicar os vapores de gases
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA
 HISTÓRIA DA ANESTESIA :

◦ 1884 – CARL KOLLER - cocaína


PRINCÍPIOS DE ANESTESIA
 ANESTESIA GERAL
DEFINIÇÃO: Depressão reversível, induzida por drogas do SNC que resulta na perda
de percepção e resposta de todos os estímulos externos. O estado anestésico é
uma coleção de alterações de componentes
(inconsciência/amnésia/analgesia/imobilidade e atenuação das respostas
autonômicas) à estimulação nociva.

LOCAIS DE ATUAÇÃO DOS ANESTÉSICOS GERAIS NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL :


Não há bases científicas para estabelecer um único local anatômico responsável pela
anestesia, os anestésicos são capazes de produzir efeitos sobre várias estruturas do
SNC, entre elas a MEDULA ESPINHAL, o SISTEMA RETICULAR DE ATIVAÇÃO
(TRONCO ENCEFÁLICO) e o CÓRTEX CEREBRAL.
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 DOR

“ Sua persistência pode levar a perda severa da função”


PRINCÍPIOS DE ANESTESIA

 Dor é uma experiência emocional, com


sensação desagradável, associada à lesão
tecidual presente, potencial ou descrita
como tal.
IASP (International Association for the Study of Pain)
DOR
 Sensação Subjetiva desagradável
 Pode assumir diferentes formas:

Desconforto Pior sensação


Maneira de Sentir e Modo de Expressar
Estrutura orgânica sensível

+
Estímulo Adequado

Sensação dolorosa
Dois Grandes Grupos:
 Estruturas muito  Estruturas pouco
sensíveis: ou nada Sensíveis:
Pele (picada, calor, inflamação) Ossos
Dentina e polpa dentária (picada e Tecido Hepático
inflamação)
Superfícies articulares
Pleura parietal (inflamação e tração)
Pleura visceral e parênquima
Peritônio parietal (inflamação e pulmonar
compressão)
Peritônio Visceral
Cápsula Hepática (distensão)
Pericárdio visceral
Músculo Cardíaco (anóxia)
Parênquima cerebral
Sinóvia
Periósteo
Meninges
Recepção, Condução e Percepção

 Um estímulo adequado atinge


terminações sensitivas de uma estrutura,
 Origina-se uma sucessão de fatos
eletrofisiológicos (bradicininas),
 O impulso percorre a via nervosa até as
raízes dorsais da medula,
 Neste nível passará para uma nova via de
condução – feixes espino-talâmicos
 Chega ao tálamo e córtex parietal
Sensação percebida sob a forma de DOR
Tipos de Dor
 Aguda:  Dor Crônica
◦ Uma sensação de curta ◦ Dura mais de 6 meses
duração (menos de 6 ◦ Sem evidências clínicas
meses), em resposta a (após a cura).
um trauma específico.
◦ Abuso de medicamentos.
◦ Sofrer de insônia.
◦ Tem a função de ◦ Impede a execução de
alertar de um perigo e outras funções.
ensinar.
◦ Sensação de desamparo
e desespero.
◦ Depressão.
◦ Suicídio.
Tipos de Dor

1. Dor Cutânea ou superficial


2. Dor Profunda
3. Dor visceral
4. Dor referida
5. Dor irradiada
Dor Cutânea ou superficial (somática)

 Provocada por:
Traumatismos, calor ou frio intensos,
substâncias cáusticas e venenos.
 Intensidade:
Depende muito do tipo e da intensidade
do estímulo: é sentida no local exato do
estímulo e a sensação tem qualidade
própria para os diferentes estímulos.
Dor Profunda (somática)

 Sentida nos
músculos,
tendões,
articulações
e fáscias.
Dor Visceral
 Provocada por:
Distensão, tração, inflamação, isquemia e
contração espasmódica.
 Qualidade:
Varia conforme a víscera:
Coração
Pleura
Vísceras ocas
Vísceras sólidas
Dor Referida

 Profunda que se projeta à distância

 Não tem localização muito precisa e é contínua


Dor Irradiada
 Provocada por: irritação direta de um
nervo sensitivo ou misto. É sentida
exatamente no território correspondente
à raiz nervosa estimulada – superficial e
profunda

Ex: Dor ciática: percepção da dor em


território que é inervado pela raiz
nervosa estimulada.
Características semiológicas da DOR

1. Localização
2. Irradiação
3. Caráter ou qualidade
4. Intensidade
5. Duração
6. Evolução
7. Relação com as funções orgânicas
8. Fatores desencadeantes ou agravantes
9. Fatores que aliviam
10. Manifestações concomitantes
1.Localização
 A melhor forma é pedir ao paciente que
aponte com o dedo onde dói

 Outros elementos podem ser retirados


ao ver o paciente apontar: Ex: mão
fechada retroesternal X ponta do dedo
no precordio.
2.Irradiação
 Aplica-se os mesmos princípios
anteriores

Ex.: cólica renal


3.Caráter ou Qualidade
1. Queimação: úlcera péptica
2. Em pontada ou Fincada: Dor pleurítica
3. Dor pulsátil: Alguns Tipos de cefaléia
4. Dor em cólica: intestinal, menstrual
5. Dor surda ( contínua, mas imprecisa eque não
tem grande intensidade): –dor lombar
6. Dor constritiva/ aperto: IAM
7. Dor contínua: Pancreatite aguda
8. Dor do membro Fantasma: dor no membro
amputado
4.Intensidade

 Leve
 Moderada
 Intensa
 Muito intensa

Atenção para a Relatividade!


Escala analógica visual de dor

 Zero = nenhuma dor


 10 = pior dor já sentida

0 10
5.Duração
 Tempo decorrido entre o início da dor e
o exame

Contínua
Cíclica ( periódica)
6.Evolução

 Pode intensificar-se progressivamente


 Pode ser rítmica
 Pode apresentar surtos periódicos ao
longo da duração da doença
Relação com as Funções Orgânicas
 Leva em conta a localização da dor e os órgãos
situados na área.
Ex: Tórax
retroesternal
cervical
epigástrica
lombar
baixo ventre
pernas
8.Fatores Desencadeantes ou Agravantes

 Execução de esforço
 Alimentação
 Compressão do local
9.Fatores que Aliviam
 Também pode estar relacionados com as
funções orgânicas

 Posições antálgicas
 Indução de vômito
 Resposta a analgésicos já utilizados
10.Manifestações Concomitantes
A própria dor, quando muito intensa pode
provocar outros sintomas.
Cólicas: náuseas, vômitos, sudorese, palidez
e mal-estar

É freqüente que a dor se acompanhe de


manifestações relacionadas diretamente
com sua causa. Ex.: cólica nefrética,
enxaqueca clássica