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ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 2
2. OBJECTIVOS ....................................................................................................................... 2
2.1. Geral .............................................................................................................................. 2
2.2. Específicos .................................................................................................................... 2
3. FUNIS DE MINERAÇÃO .................................................................................................... 3
3.1. Quanto a função classificam-se em: .............................................................................. 3
3.1.1. Funis De Recepção ................................................................................................ 3
3.1.2. Funis De Carga ...................................................................................................... 3
3.1.3. Funis Transportadoras ........................................................................................... 3
3.1.4. Funis De Acumulação ........................................................................................... 3
3.1.5. Funis Desidratadoras ............................................................................................. 3
3.1.6. Funis Dosificadoras ............................................................................................... 3
3.2. Segundo o tipo de material que se usa na suaconstrução os funis podem ser de: ......... 4
3.2.1. Funis De Madeira .................................................................................................. 5
3.2.2. Funis De Aço......................................................................................................... 5
3.2.3. Funis De Aco Rigido ............................................................................................. 5
3.2.4. Funil De Betao Armado ........................................................................................ 8
3.3. PARTES QUE CONSTITUE O FUNIL ..................................................................... 11
3.3.1. Apoios ................................................................................................................. 12
3.3.2. Galeria Superior .................................................................................................. 12
3.3.3. Depósito .............................................................................................................. 12
3.3.4. Parte inferior ........................................................................................................ 12
3.4. DIMENSÕES DOS FUNIS ........................................................................................ 13
3.5. CALCULOS DE CARGAS ........................................................................................ 18
3.5.1. Peso Do Mineral No Deposito............................................................................. 18
3.6. SEMI-FUNIS .............................................................................................................. 21
4. CONCLUSÃO .................................................................................................................... 24
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS ................................................................................... 25
FUNIS DE MINERAÇÃO 2016

1. INTRODUÇÃO
Ooo

2. OBJECTIVOS
2.1. Geral:
 Ooo

2.2. Específicos:
 Ooo

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3. FUNIS DE MINERAÇÃO
Funil é uma construção destinada a conservação de matérias em pedaços ou moídos
durante um curto tempo e que esta adaptada para sua descarga em seus meios de
transporte.

Na indústria mineira é utilizado para acumular o mineral ou estéril durante um tempo


dado.

3.1. Quanto a função classificam-se em:

3.1.1. Funis De Recepção


Aqueles que se instalam ao pé do edifício sobre mina ou das curvas de descarga (em
dependência de que tipo de recipiente de que se usa) e a recepção do estéril ou mineral
que se extrai da mina.

3.1.2. Funis De Carga


Aqueles que se encontram situados em pontos de carga e se utilizam param a carga de
distintos meios de transporte (vagões e camiões).

3.1.3. Funis Transportadoras


São as que possibilitam o passo do material (estéril ou mineral) de um meio de
transporte a outro, se usam na superfície e nas escombreiras (passo do estéril de camiões
a vagões via aérea).

Exemplo: Servem na mina para receber o estéril ou mineral das vagonetas da mina para
fora com skips.

3.1.4. Funis De Acumulação


Aqueles que servem para acumular o mineral.

3.1.5. Funis Desidratadoras


São também denominados secadoras, são usadas em minas de carbono para secar
ocarbono submetido a um beneficio húmido.

3.1.6. Funis Dosificadoras


É uma variedade de funil de carga e tem como função realizar a distribuição equitativa
por densidade do mineral nos vagões ou outro meio de transporte.

A descarga dos funis se baseia na utilização da força de gravidade produzida pela


densidade do material, que é praticamente garantida com gastos mínimos de qualquer

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produtividade de carga que se necessita. Isto é de muita importância, ela conduz maior
rapidez na circulação dos meios de transporte, na qual mantém a sua utilização mais
efectiva e em quantas a uma maior produtividade.

3.2. Segundo o tipo de material que se usa na suaconstrução os funis


podem ser de:
 Madeira.
 Aço.
 Betão armado.
 Misto.

A selecção de um outro material se faz baseando em uma serie de factores, entre as


quais os mais significativos são:

 Tempo do serviço.
 Capacidade de carga.
 Dimensão do funil (fundamentalmente altura).
 Material que se vai depositar.
 Característica do terreno.
 Outros.

Quando o tempo de serviço e a altura do funil são grandes, esta deve se construir de aço
e de betão armado. Se nos funis se vão depositar carbono húmido se deve dar
preferência em betão armado, já que o aço para um tempo elevado de serviço vai ser
afectado. O uso do betão armado pode ser limitado por existência de terrenos propensos
ao assentamento no qual provocaria desabamentos e rupturas devido a sua rigidez e
grande peso, o que não sucede com o aço.

Quando sobre o funil actuam mecanismos que produzem grandes cargas dinâmicas se
devem dar preferência aos funis de betão armado, já que este material absorve bem as
vibrações. Os funis de madeira são usados em fins temporais. Exemplo: No período de
construção da mina e com fins permanentes podem se usar em casos em que o tempo do
serviço não sai muito elevado em regiões com deficiência do uso do aço e cimento.

Em suma a selecção do material com que se faz o funil se determina tendo em conta os
aspectos económicos, se os materiais comparados satisfazem os requisitos tecnológicos.

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3.2.1. Funis De Madeira


Em actividade se emprega com fins temporais e minas pequenas com vida útil limitada
de serviço. Estes funis podem ter a carga lateral e central, no primeiro caso a estrutura
do fundo é mais simples. A estrutura portadora dos funis de madeira consta dos apoios e
um sistema de vigas (transversais e longitudinais) que se une entre si garantindo a
rigidez da estrutura. O fundo desses funis deve ser revestido exteriormente com um
material resistente ao fogo.

3.2.2. Funis De Aço


Os funis de aço tem uso relativamente limitado em industrias mineral no qual se deve as
seguintes desvantagens:

 Seu alto custo


 Solidez insuficiente da estrutura que trás consigo o surgimento de vibrações.
 Possíveis oxidações especialmente quando se depositam carbono húmido ou
minerais sulfurosos.
 Uma alta condutividade térmica do aço, no qual trás consigo que e inverno (em
países frios ) o mineral que esta dentro do funil se congela.

Conjuntamente com estas deficiências o funil de aço possui uma serie de qualidades
como꞉

 Montagem muito rápida.


 Possibilidade de industrializar sua construção;
 Não tem som tão sensível assentamento regular dos apoios como as de concreto
armado.
 Pouco peso;

Na industria mineira são usados dois tipos de funis de aço:

Os funis com estrutura rígida do deposito ( funis rígidos); e

Funis com estrutura flexível (funis flexível ).

3.2.3. Funis De Aco Rigido


Se constrói com paredes verticais e fundo piramidal. A armadura ou esqueleto destes
funis pode construir se tanto com a disposição horizontal de fibras de rigidez como de

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disposição vertical e disposição cruzada Os elementos principais da armadura se fazem


de perfiles em duplas toneladas e dos auxiliares de angulares.

O revestimento faz desde o interior com lâminas de aço de 6 a 10 mm de espessura. A


distância entre os elementos de rigidez tanto por horizontal como por vertical se toma
entre 1,2 e 1,5 m.

Metodologia de calculo das funis rígidas

O cálculo de qualquer funil inclui o cálculo da galeria superior (teto, paredes, piso e
esqueleto), os apoios e seus cimentos e do depósito (esqueleto e revestimento).

3.2.3.1. Cálculo do revestimento


A parte inferior do revestimento das paredes dos depósitos suporta uma maior carga que
a superior, mas devido a razoes construtivas quase sempre as pranchas para o
revestimento se tomam de igual espessura por toda altura. Por tal razão na parte superior
do esqueleto (armadura) é racional colocar as de rigidez mas distanciados que na parte
inferior de tal forma que as pranchas de revestimento com a máxima utilização de
tensões admissíveis. O revestimento é soldado aos elementos de rigidez, por isso o seu
calculo se efectua como uma lamina ajustada por seu de rigidez. O calculo do
revestimento para este caso do que das fibra esta disposto em cruz se realiza em
seguinte ordem (ver fig. 1 ).

Fig. 1. Esquema para o calculo de revestimento em um funil metálico rígido.

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O momento flector máximo se produz em direcção a eixo y-y respeito ao eixo x-x em
um centro da lâmina, e se calcula pela expressão:

(1)

Onde:

qm- pressão media numa lamina, a que se determina como a media aritmética das
pressões actuantes em um elemento superior (qs) e um inferior (qi) de rigidez, ou seja꞉

a꞉ lado menor do rectângulo, cm

b꞉ lado maior do rectângulo, cm

ß ꞉ coeficiente de proporcionalidade cujos valores dependem da relação entre b e a se da


na tabela 1.

1,00 0,0513
1,25 0,0665
1,50 0,0757
1,75 0,0817
2,00 0,0829
8,00 O,0833
Tabela 1꞉ Valores dos coeficientes de proporcionalidade

Conhecendo o momento flector máximo e o tipo de aço empregado para a


lamina ( e por onde sua resistência a fexão) podemos passar a determinar sua expressão:

(3)

E por onde:

Onde:

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: espessura da lamina

: resistência a flexão do aço usado por ele que

Funis Flexíveis

Tende a um fundo de forma parabólica, são mais económica devido a que o material do
fundo, trabalha a tracção e numa flexão como ocorre nos funis rígidos. Segundo dados
de uma pratica o gasto de metal por tonelada de capacidade para os funis flexíveis oscila
entre 170 260 kg.

3.2.4. Funil De Betao Armado


Esse betão armado se usa geralmente para construir funil de carga de grandes
dimensões.

Estes funis se caracterizam por possuir uma grande massa, que é de grande importância
quando actuam cargas dinâmicas. Estes funis entre seus apoios se admite grandes
distâncias, na qual possibilita que passa por debaixo delas diferentes meios de
transporte.

A distância longitudinal entre apoios é de 5 a 7,5 m e a transversal entre 7 e 8m,


podendo alcançar a altura do funil ate cerca de 20m. Sobre estes funis se coloca uma
galeria que como regra têm 3 a 4 m de altura. A espessura das paredes e do fundo de
estes funis se estabelece se mediante o calculo, pelo que deve se tomar menor de 15 cm.

O fundo se protege contra os choques (caida de mineral ou esteril) e contra a


abrasividade, para o qual se recobre com uma lâmina de metal. Em funis as que vão
depositar minerais molhados devem preverse no fundo orificios para a eliminacao de
agua.

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As formas de depositos mas difundidas em funis de betão armado são as de fundo


trapezoidal e as de fundo em forma de embudo piramidal . Em dependência deste
metódo de construção estes funis podem ser monoliticas e prefabricadas , sendo as
prefabricadas mas ecónomicas que as monoliticas. Para a construção de estas funis deve
se usar betão resistente de 300 a 400 kg/cm2.

3.2.4.1. Cálculo de funis de concreto armado


Os funis de concreto armado constituem uma construção especial que consta de placas
verticais e inclinadas unidas rigidamente entre si. As paredes verticais de estes funis
baixa acção de peso de material e o impulso que estas produzem trabalho a tracção
segundo as direcções : a flexão local em plano das bordas e a flexão transversal geral de
toda a construção.

As bordas inclinadas do funil se encontram em condições análogas as paredes verticais.


Tendo em conta isto o calculo destes funis se podem contemplar como uma prega que
consta de uma parte vertical e outra inclinada.

Quando se vão realizar calculo se deve ter presente os seguintes esforços:

 A tracção que se produz nas paredes a causa de acção de seu próprio peso e do
material contido no funil.
 A tracção nas paredes e a causa das forças horizontais provocadas por impulso;
 Flexão local nos planos abaixo da acção de forças de empulso;
 Flexão geral ocasionada pelo peso de material e peso proprio ( contando o da
galeria e equipamentos).

A continuação se passa a analizar cada um destes esforços para o qual se toma um funil
com um fundo em forma do funil simétrico por ela ser mas típica entre as de concreto
armado.

Tracçao nas paredes em direcҫões verticais

O esforço de tracção ,que se produz em direcção vertical segundo as paredes ,na


parte inferior de estas (a nível dos bordos superior do funil) para a unidade de longitude
da parede se pode calcular pela expressão :

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Onde:

G : peso de material contido no funil e peso de deposito

a e b : dimensões de depósito no plano.

Em paredes inclinadas do funil aos esforços a tracção surgem segundo a pendente,


alcançando seu maior valor nas parte superior do funil (ver fig. 2.1 e 2.2) . Sua
magnitude se calcula pela expressão:

Onde:

꞉ângulo de inclinação da parede delembudo con respecto a la horizontal , grados.

Fig. 2.1 - Esquema de calculo de um funil de betão armado com fundo em forma de
funil simétrico.

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Fig. 2.2 - Esquema de calculo de um funil de betão armado com fundo em forma de
funil simétrico.

3.3. PARTES QUE CONSTITUE O FUNIL


Os funis são constituídos por quatro partes fundamentais (fig.3 )

a) Apoios
b) Galeria superior
c) Deposito
d) Parte inferior

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Fig 3 - Partes de constituem um funil

3.3.1. Apoios
São estruturas que os funis possuem incluindo as suas funções de recepção de todas as
cargas e sua transmissão ao cimento. Frequentemente os apoios se constroem em forma
de colunas, sendo menos utilizada sua construção em forma de paredes continuas.

No caso do cimento eles vão depender da estrutura dos apoios, a carga actuante e as
características do terreno fazendo se de forma escalada se os apoios do tipo de colunas e
de bandas se são continuas.

3.3.2. Galeria Superior


Se utiliza para alojar os diferentes meios de transporte e instalações que serve para levar
e distribuir o mineral entre as células do funil. Na actualidade em maioria dos casos que
se coloca nesta galeria é o transportador de banda.

Em muitos casos em esta galeria se realizam a classificação do mineral por tamanho


para que se utilizam tamices. As dimensões desta galeria se determinam a partir das
dimensões dos equipamentos que nela vão se usar e os espaços de segurança que se
devem deixar entre os equipamentos e as paredes, assim entre uma banda transportadora
e a parede deve haver um espaço de pelo menos 700mm. A altura desta galeria deve ser
pelo menos de 2,2 mm para garantir um movimento acomodável do pessoal.

3.3.3. Depósito
Caracteriza-se pela diversidade de formas que pode ter, no local depende do material de
construção e do método de carga em seus meios de transporte.

3.3.4. Parte inferior


Esta destinada para a atenção da escotilha, para a fixacao dos funis nos canais de
descarga e para proteger a parte inferior do funil ( nos países frios protege se o deposito
congelando o material que contem). Geralmente se fazem das plataformas: uma no
inferior situada a uma altura de 2 a 2,5 m, e a outra a superior situada ao nível das
escotilhas.

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A inferior serve para controlar o processo de carga em os meios de transporte, assim


como para dirigir os canais fazia nos vagões fechados.

Desde a plataforma superior se atendem as escotilhas de carga; se abrem e fecham as


comportas, se liquida a possível travas de materiais nas escotilhas. A comunicação entre
ambas plataformas é mediante escalões.

Para passar os meios de transporte carregados baixo nos funis se constroem peças cujo o
cimento devem estar separados do funil. Em dependência da variedade de produtos
podem existir varias peças.

3.4. DIMENSÕES DOS FUNIS


A capacidade dos funis deve ser tal que durante o período entre os envios de trens toda a
extracção da mina pode ser distribuída nelas. O que é necessário prever certa reserva
para o caso em que atrase os vagões vazios ou que haja regularidade no envio do
mineral desde a mina.

Para determinares a capacidade dos vagões (ou outro meio de transporte) devemos ter
em conta possíveis atrasos em seu envio, este atraso se considera se oscilar entre 20 e
30% do tempo estabelecido. A demora em envio provocado por distintas causas e que
dure mais dias não se tem em conta em este cálculo, senão que para ele se prevê
depósitos especiais. De tal forma a capacidade dos funis pode se calcular pela seguinte
expressão:

Onde:

: capacidade dos funis, em toneladas (t)

: produtividade diária da mina, (t)


P : produtividade por hora da mina, (t)

: coeficiente que tem em conta a irregularidade em envio de trens vazios; se toma


entre 1,1 e 1,3.
K: coeficiente que tem em conta a irregularidade no trabalho da mina; se toma entre
1,15 e 1,25.

quantidade de trens vazios que se envia diariamente a mina.

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t: duração da carga de um trem, em horas (h)


A quantidade de trens que se enviam a dia se determina em dependência da organização
do transporte, da produção da mina, do declive que passa na linha férrea e do tipo de
locomotiva.

Habitualmente nas minas se enviam 1 a 4 trens em minas de grande produtividade esta


quantidade pode ser maior. Em tempo de carga de um trem se planifica que dure 1.5 a
2.0 horas.

Em dependência da capacidade que deve ter o funil se exige a capacidade dos seus
depósitos e suas capacidades.

A capacidade de cada celula depende do material de que esta é constituída e da sua


forma, assim teme se que possa oscilar entre 5 e 200 t e mais.

O ângulo das célula como primórdio oscila entre 5 e 7.5 m e sua longitude se determina
pela distancia entre apoios que habitualmente oscila entre 4 e7 m (em funis de aço e
betão armado). A altura das células se toma com o máximo de 7m.

Tipos de funis segundo a disposição de células no plano depois de escolher as


dimenҫões das células em um plano.

Depois de escolher as dimensões das células e determinar a sua qualidade , passamos a


estabelecer sua disposição em um plano e determinar o tipo do funil. Nas industrias
mineiras são usadas 3 tipos de funil.

a) Funis longitudinais
b) Funis/caixas transversais
c) Funis transversais- longitudinal

Funis longitudinais

Segundo o esquema abaixo as células destes funis se dispõem ao longo da via de carga,
sendo por onde a longitude do funil várias vezes é maior que o gancho (ver figura 4.1 e
4.2).

Neste tipo de funil a carga pode realizar-se num so lado (fig. 4.1), por ambos lados (fig.
4.2), centralmente e por ambos os lados e pelo centro.

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Na primeira variante, cuja carga realiza-se por um so lado é utilizado para poucas
produtividades quando não há necessidade de uma carga intervir e quando impossível
fazer duas vias por causa das construções circundantes.

O funil longitudinal com a carga por ambos lados nos garante o transporte de cargas
medias em 2 lados ou vias, o que faz com que dupliquemos a produtividade da carga.
Estas duas variantes analizadas permitem instalar apoios intermedios com as quais
sustenta-se a estrutura do funil.

O funil com carga central esta muito difundida, não devendo ser neste caso a luz do
fundo do funil menor de 6m,o que condiciona o uso do concreto armado ou aço para sua
construção.

Por último o funil com carga por ambos lados e pelo centro garante maior velocidade de
carga possível, já que esta se realiza em vários meios de transporte simultaneamente.

Fig. 4.1 - Esquema de funis longitudinais

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Fig. 4.2 - Esquema de funis longitudinais

Funis Transversais

Essas se situam perpendicularmente as vias de carga e tem uma longitude pequena ao


longo das vias (o qual da possibilidade de colocar o meio de transporte por baixo dela) e
um gancho comparativamente grande (que é pelo numero de vias de cargas
correspondendo a uma célula a cada via). Ver fig. 5.

Neste caso a carga e o meio de transporte central podendo carregar simultaneamente


diferentes minerais (em dependência do numero de vias).

A desvantagem essencial dos funis transversais é a sua pequena capacidade, já que seu
aumento esta relacionado com o número de vias de carga.

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Fig. 5 - Esquema dos funis transversais

Funis Transversais – Longitudinais

São constituídas pela combinação dos dois tipos anteriores. Elas permitem por um lado,
carregar simultaneamente distintas variedades de minerais, o que é característico nos
funis transversais. E por outro lado situa em cada via de carga vários meios de
transporte (o que e característico das longitudinais). Ver fig. 6.

Este tipo de funil se usa fundamentalmente em minas que produzem vários tipos de
minerais e nelas os funis transversais não podem garantir a produtividade requerida.
Nos últimos anos são usadas as caixas com pluma de carga o qual permite classificar os
minerais por seu tamanho durante o seu carregamento.

Neste caso permite classificar os minerais da sua célula, passa-se a uns tramites no qual
pode se fazer a sua classificação por tamanho, e dai por meio de um transportador de
banda.

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Fig. 6 - Esquema de um funil transversal-longitudinal

3.5. CALCULOS DE CARGAS


No cálculo dos funis deve-se tomar em consideração a acção das seguintes cargas:

a) Peso do mineral no deposito;


b) Peso dos equipamentos e instalações na galeria superior;
c) Peso próprio da caixa;
d) Pressao do vento;

Nos países frios também se toma em conta o peso da neve.

3.5.1. Peso Do Mineral No Deposito


O peso do mineral e determinado para casos em que o funil esta carregada com o
mineral de maior peso volumétrico, tomando em conta a humidade.

A pressão que exerce o mineral sobre o fundo e as paredes do funil se estabelecem


utilizando as formas gerais dos corpos em movimento. A pressão vertical (Py) sobre 1m2
de plano horizontal se torna igual ao peso da matéria situando em cima deste plano, ou
seja:

(10)

Onde:

: Massa volumétrica do mineral, kg/m2

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: espessura da capa do mineral (m).

No entanto a pressão horizontal (Px) sobre 1m2 de parede sera:

(12)

Onde:

: talude natural do mineral

: coeficiente de pressão lateral, o qual depende das propriedades

físicas de mineral e da sua humidade.

Conhecendo a pressão vertical Py e a horizontal Px podemos determinar a pressão total P


que actua sobre o fundo inclinado da carga.

Esta pressão pressao para um ponto qualquer dentro do fundo sera:

√ (13)

Sendo:

Pn: Pressão normal, MPa

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Fig. 7 - Esquema para o calculo da pressão actuante sobre qualquer parte do fundo
inclinado do funil

o valor de Pn pode se calcular pela expressão (ver Figura 7):

(14)

Pela figura se obtém que:

(15)

(16)

Sabe-se por sua vez que a intensidade das cargas horizontais e verticais que
atuam em um plano oooo menores que os valores de Px e Py . estes valores de
se determinam pelas expressões:

(17)

(18)

Substituindo os valores obtidos na expressão (14) obtém se que:

(19)

Pela figura ve-se que:

Sendo:

Pelo que se obtém:

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Peso de equipamentos e instalações situados em uma galeria superior o peso dos


equipamentos e instalações situados na galeria superior toma se segundo seus pesos
reais e sua colocação afectado por coeficiente de sobrecarga de dinamismo.

a) O peso próprio dos funis para o calculo preliminar se toma orientativamente por
analogia com outros funis similares.

b) Pressão do vento. As cargas produzidas pela acção do vento se toma apartir de


normas estabelecidas para a pressão do vento segundo a região. O coeficiente de
densidade é de 1,0 para a galeria e o deposito e de 0,1 a 0,4 para os apoios em
dependência da sua estrutura,

Quando vamos comprovar a estabilidade dos funis ao efeito basculante devemos tomar
para o calculo o peso do funil e um coeficiente de reserva de estabilidade de pelo menos
1,25.

3.6. SEMI-FUNIS
Semi-funil é uma construção que se diferência dos funis em que o mineral ou estéril se
deposita formando montões em covas cónicas ou em trincheiras tanto sobre o nível do
terreno ou por de baixo de, sem necessidade de paredes. A carga desde o semi-funil aos
meios de transporte se realiza por gravidade ou utilizando transportadores especiais.

As vantagens de estas construções sobre funis são:

 Menor gasto de materiais de construção;


 Menor custo de construção;
 Possibilidade de realizar uma carga mas intensa que em funis habituais.;
 Se pode concentrar a carga dos meios transporte em um ponto.

Os semi-funis possuem uma serie de desvantagens em sua exploração como são, entre
outras:

 Uma grande trituração de material;


 Possibilidade de que el viento riegue pequenas particulas de mineral quando se
usa passarelas altas.
 Complexidade em sua utilização quando existem varios tipos ou qualidades de
mineral.

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Em minas são usados 2 tipos de semi-funis : Semi-funis cónicas e em trincheiras. Em


estes semi-funis as pilhas ou montões de mineral tem forma cónica. Deste ponto de vista
de sua formação elas são simples e podem ter capacidades desde 60 a 70 t ate 1000 t e
mas. Se empregam para a carga em vagões . Fig. 8.

Fig. 8 - Esquema típico de um semi-funil cônica.

1. Transportador de banda que vem desde a mina; 2. Passarela; 3. funil de descarga; 4.


Montão em forma cônica; 5. Alimentador; 6. Transportador de recarga; 7. Galeria; 8.
Escavação; 9. Ponto de recarga; 10. Vagões.

As pilhas ou montões de minerais em este tipo de semi-funil pode alcançar alcançar


20m, se emprega em trituração de mineral não tem influência sobre sua cavidade.

Semi-Funil em Trincheras

Nestes semi-funis os montões tem formas alargadas com secções triangular, colocados
por debaixo desta uma trincheira transportador.

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Fig. 9 - Esquema típico de um semi-funil de trincheira.

1. Transportador que vem da mina; 2. Montão de mineral; 3. Recarregador; 4. Vagão; 5.


Escavação.

Uma vantagem essencial destas sobre as cónicas é que a altura dos montões ou pilhas é
significativamente menor (ate 10m), no qual diminui a trituração do material e sua
afectação por vento.

Em estes semi-funil se podem colocar varias escotilhas de carga a qual possibilita sua
maior exploração em comparação com as cónicas em que solo se situava uma escotilha.
Para garantir a carga de mineral em transportador, o pé da escotilhas de carga se
colocam alimentadores moveis ou estacionários.

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4. CONCLUSÃO
Ooo

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS

BAICOV, V. N. atall: Construção de obras, 2ª edição, editora escola superior Moscou


1986.

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