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AULA DE ESTÁGIO III – DIA 13/03/2018

DENÚNICA/QUEIXA CRIME -> RECEBIMENTO DA DENÚNICA -> CITAÇÃO -


> RESP À ACUSAÇÃO -> AIJ -> MEMORIAIS -> SENTENÇA -> E.D. /
APELAÇÃO.

Sentença: É o ato do juiz que analisa a pretensão punitiva do Estado a


partir do conjunto probatório, para acolher os argumentos de acusação e
condenar o acusado ou para reconhecer ausência dos indícios da autoria ou da
materialidade e absolver o réu. Essas são as sentenças de mérito. Há outra
sentença que não analisa o mérito do caso, mas encerra uma fase processual e
impulsiona o processo para uma fase seguinte. É por isso que as sentenças são
terminativas e não terminativas. As sentenças condenatórias ou absolutórias de
absolvição têm a natureza de pôr fim ao processo.
OBS: Dentro as sentenças de absolvição, há uma classe de sentença
classificada como absolutória imprópria. Essa diferença da absolutória própria,
que termina com o processo e encerra o juízo de acusação contra o acusado,
reside no fato de que a absolutória imprópria, apesar de absolver o acusado, a
ele impõe uma medida de segurança. (Art. 386, inciso VI, segunda parte +
parágrafo único inciso III do CPP).

Decisões Interlocutórias: são as espécies de decisões proferidas antes do


final do processo. As decisões interlocutórias possuem carga jurídica de
jurisdição, portanto não podem ser delegadas e já é possível submetê-la a
recurso. As decisões interlocutórias de dividem em simples e mistas.
As decisões interlocutórias simples são aquelas que enfrentam questões
relativas a regularidade do processo, sem extinguir o processo ou uma fase dele.
Essas decisões encerram uma etapa do processo, ocasionando também a sua
extinção. Nesse caso, ocorre a decisão interlocutória mista terminativa. Ex:
rejeição da denúncia.
A outra vertente da decisão interlocutória é a que acarreta apenas a extinção de
uma fase, isto é, de uma etapa do processo. Nesse caso, são chamadas de
decisões interlocutórias mista não terminativa. Ex: sentença de pronúncia.

Requisitos da sentença:
a) Relatório: É o resumo dos principais fatos do processo. É parte obrigatória
da sentença, salvo nas ações penais de menor potencial ofensivo.
b) Motivação: Obrigatório em todas as sentenças e decisões. O fundamento
é constitucional. Previsto no artigo 93, inciso IX, da Constituição
combinado com o artigo 381, incisos III e IV, do CPP.
c) Dispositivo: É a conclusão da sentença, a partir dos fundamentos
lançados. O dispositivo é consequência lógica da fundamentação.
Previsão 381, inciso VI, do CPP. OBS: Se a sentença for condenatória
após o dispositivo inclui-se um novo requisito: a dosimetria da pena. O
fundamento para a dosimetria é a individualização da pena a partir do
critério trifásico do artigo 68 do Código Penal.
- Na primeira fase, parte-se da pena mínima comida em abstrato no
preceito secundário do tipo penal, e incluem-se os critérios de
culpabilidade estabelecidos no artigo 59 do código penal. O resultado é a
pena base.
- Na segunda fase o ponto inicial é a pena base diminuídas as atenuantes
e acrescidas as agravantes. O resultado é a pena provisória.
- A terceira e última fase se inicia com a pena provisória diminuídas as
minorantes (causas de diminuição) e acrescidas as majorantes (causas
de aumento). O resultado é a pena em concreto, ou pena justa, ou pena
definitiva.
- Como parte final da dosimetria avalia-se a possibilidade de substituição
da pena, fixa-se o regime inicial de cumprimento e calcula-se a pena de
multa (também no método trifásico), se o tipo penal contiver a previsão.
Quarta – autentificação: é a colocação de local, data e assinatura do
julgador.
OBS: Provimentos finais - publicação da sentença, registro da sentença
no sistema e intimação das partes.
Nome do condenado no rol de culpados. A informação no TRE da
suspensão dos direitos políticos pelo tempo da pena. Após o trânsito em
julgado a formação do processo de execução criminal.
FUNDAMENTOS PARA A SENTENÇA CONDENATÓRIA:
Art. 386, inciso I a VII e seus parágrafos.
Art. 387