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Roteiro

Mas afinal o que é um roteiro?


• O que é um roteiro? Um guia, um projeto para um filme? Uma planta
baixa ou diagrama? Uma série de imagens, cenas e seqüências
enfeixadas com diálogo e descrições, como uma penca de peras? O
cenário de um sonho? Uma coleção de idéias? O que é um roteiro?
Bem, não é um romance e certamente
não é uma peça de teatro.
Porque não é um romance.
• Se você olha um romance e tenta definir sua natureza essencial, nota
que a ação dramática, o enredo, geralmente acontece na mente do
personagem principal.
• Privamos, entre outras coisas, de pensamentos, sentimentos,
palavras, ações, memórias, sonhos, esperanças, ambições e opiniões
do personagem.
• Se outros personagens entram na história, o enredo incorpora
também seu ponto de vista, mas a ação sempre retorna ao
personagem principal. Num romance, a ação acontece na mente do
personagem, dentro do universo mental da ação dramática.
Porque não é uma peça de teatro.
• Numa peça de teatro, a ação, ou enredo, ocorre no palco, sob o arco
do proscênio, e a platéia torna-se a quarta parede, espreitando as
vidas dos personagens.
• Eles falam sobre suas esperanças e sonhos, passado e planos futuros,
discutem suas necessidades e desejos, medos e conflitos. Neste caso,
a ação da peça ocorre na linguagem da ação dramática; que é falada,
em palavras
Filmes
• Filmes são diferentes. O filme é um meio visual que dramatiza um
enredo básico; lida com fotografias, imagens, fragmentos e pedaços
de filme: um relógio fazendo tique-taque, a abertura de uma janela,
alguém espiando, duas pessoas rindo, um carro arrancando, um
telefone que toca.
Roteiro
• O roteiro é uma história contada em imagens, diálogos e descrições,
localizada no contexto da estrutura dramática.
• O roteiro é como um substantivo — é sobre uma pessoa, ou pessoas,
num lugar, ou lugares, vivendo sua "coisa". Todos os roteiros
cumprem essa premissa básica. A pessoa é o personagem, e viver sua
coisa é a ação.
Estrutura Dramática
ATO I, ou APRESENTAÇÃO
• Aristóteles definiu as três unidades de ação dramática: tempo, espaço
e ação. O filme hollywoodiano normal tem a duração aproximada de
duas horas, ou 120 minutos, ao passo que os europeus, ou filmes
estrangeiros, têm aproximadamente 90 minutos.
• Uma página de roteiro equivale a um minuto de projeção. Não
importa se o roteiro é todo descrito em ação, todo em diálogos ou
qualquer combinação de ambos; em geral, uma página de roteiro
corresponde a um minuto de filme.
Ato I
• O Ato I, o início, é uma unidade de ação dramática com aproximadamente trinta
páginas e é mantido coeso dentro do contexto dramático conhecido como
apresentação.
• Contexto é o espaço que segura o conteúdo da história em seu lugar. (O espaço
dentro de um copo, por exemplo, é um contexto; ele "segura" o conteúdo no
lugar — água, cerveja, leite, café, chá, suco; o espaço interior de um copopode
até conter passas, miscelâneas, nozes, uvas, etc.)
• O roteirista tem aproximadamente trinta páginas para apresentar a história, os
personagens, a premissa dramática, a situação (as circunstâncias em torno da
ação) e para estabelecer os relacionamentos entre o personagem principal e as
outras pessoas que habitam os cenários de seu mundo.
• Quando vamos ao cinema, podemos geralmente determinar — consciente ou
inconscientemente — se "gostamos" ou "não gostamos" do filme nos primeiros
dez minutos. Da próxima vez que for ao cinema, tente perceber quanto tempo
você leva para tomar essa decisão.
Ato II, ou confrontação
• O Ato II é uma unidade de ação dramática de aproximadamente
sessenta páginas, vai da página 30 à página 90, e é mantido coeso no
contexto dramático conhecido como confrontação.
• Durante o segundo ato, o personagem principal enfrenta obstáculo
após obstáculo, que o impedem de alcançar sua necessidade
dramática.
Ato II, ou confrontação
• Veja The Fugitive (O Fugitivo). A história inteira é impulsionada pela
necessidade dramática do personagem principal de levar o assassino
de sua mulher à justiça.
• Necessidade dramática é definida como o que o seu personagem
principal quer vencer, ganhar, ter ou alcançar durante o roteiro. O que
o move através da ação? O que deseja o seu personagem principal?
Qual a sua necessidade?
• Se você conhece a necessidade dramática do seu personagem, pode
criar obstáculos a essa necessidade, e a história torna-se uma série de
obstáculo após obstáculo após obstáculo, que seu personagem deve
ultrapassar para alcançar (ou não) sua necessidade dramática.
Ato 3 ou Resolução
• O Ato III é uma unidade de ação dramática que vai do fim do Ato II,
aproximadamente na página 90, ate o fim do roteiro, e é mantido
coeso dentro do contexto dramático conhecido como resolução.
Resolução não significa fim; resolução significa solução.
• Qual a solução do roteiro? Seu personagem principal sobrevive ou
morre? Tem sucesso ou fracassa? Casa-se com o homem ou a mulher
ou não? Vence a corrida ou não? Ganha as eleições ou não?
Abandona o marido ou não?
Ponto de virada
• Início, meio e fim; Ato I, Ato II e Ato III. Apresentação, confrontação,
resolução — as partes que compõem o todo. Mas isso levanta outra
questão: Se essas são algumas das partes que compõem o roteiro,
como passar do Ato I, da apresentação, para o Ato II, a confrontação?
E como passar do Ato II para o Ato III, a resolução?
• A resposta é simples: Crie um ponto de virada (plot point) ao final dos
Atos I e II.
Ponto de virada
• Um ponto de virada (plot point) é qualquer incidente, episódio ou
evento que "engancha" na ação e a reverte noutra direção — neste
caso, os Atos II e III. Um ponto de virada ocorre no final da Ato I, cerca
das páginas 25 a 27. Ele é uma função do personagem principal.
• O ponto de virada ao fim do Ato II também é um incidente, episódio
ou evento que "engancha" na ação e a reverte na direção do Ato III.
Geralmente ocorre em torno da página 85 ou 90 do roteiro.
Formatar um roteiro
Cabeçalho de Cena
• Serve para introduzir uma nova cena. Na grande maioria das vezes teremos uma nova cena
quando ocorrer uma mudança no espaço e/ou tempo no roteiro. Escrito sempre em maiúsculas, o
cabeçalho é composto por três elementos:
• Tipo de Localidade: INT. (Interior) ou EXT. (Exterior). Serve para a equipe de produção determinar
a logística e os locais de filmagem. Se a câmera percorrer o ambiente, podemos ter algo como
INT./EXT., mas esse tipo de escrita não é recomendado, deixando a escolha para o diretor.
• A localidade: O nome do local. Por exemplo: CASA DE VERANEIO. Em alguns casos devemos
especificar um local dentro de outro: CASA DE VERANEIO - COZINHA.
• O tempo: Aqui o autor irá usar na grande maioria dos casos ou DIA ou NOITE, mesmo se o tipo de
localidade for interior. Em raras ocasiões veremos termos como ENTARDECER ou AMANHECER. Só
se for necessário para o andamento da história. Se a cena precisar do uso do relógio, poderemos
usar o tempo exato: 1:15, MEIA-NOITE, 1984.
• Muitos escritores numeram as suas cenas. A numeração aparece antes e depois do cabeçalho:
1 EXT. ESTÁDIO - DIA 1
Ação
• É o que basicamente ocorre na cena. O autor pode introduzir a ação com uma
pequena descrição, caso seja a primeira vez que o local apareça no roteiro. Seja
sutil na escrita, e não exagere nas descrições. Um roteiro de cinema não é escrito
da mesma forma que um romance literário! Devemos descrever apenas o
necessário para o andamento e entendimento da história.

• Deve-se evitar ao máximo dar ordens diretas para o diretor sobre


posicionamento de câmera e ângulos de filmagem. Devemos notar que muitos
autores não respeitam muito essa recomendação e acabam às vezes querendo
agir como diretores.

• Ao invés de escrever um largo bloco de texto, divida a ação em pequenas partes


com uma linha de espaço. Dessa forma, até ângulos de filmagem podem ser
sutilmente sugeridos ao diretor, sempre com cuidado.
Ação: Exemplo
• INT. QUARTO DE NEO - DIA
• Neo acorda de um sono profundo, se sentindo melhor. Ele começa a
se auto-examinar. Há um cabo futurista conectado em seu antebraço.
Ele o retira, observando a tomada enxertada em sua pele.
• Ele passa a mão sobre a cabeça, sentindo um curto cabelo que agora
a cobre. Seus dedos acham e exploram uma larga tomada na base do
seu crânio.
Logo que ele começa a se descolar, Morpheus abre a porta.
Diálogos
• O bloco de diálogo é composto de dois componentes obrigatórios, Personagem e
Diálogo, e um opcional, o Parenthetical.

• Os blocos de diálogos mais comuns usam apenas o nome do personagem e o que


ele diz:

ALVY
Oh, você é uma atriz.

ANNIE HALL
Bem, eu faço comerciais, algo
assim...
Diálogos
• O Parenthetical deve ser utilizado somente para indicar algo que não tem como
escrevermos de outra forma no script. O Parenthetical deve indicar uma ação ou emoção
de um personagem, ou a direção de sua fala:
ANNIE
(sorrindo)
Bem, eu...
(uma pausa)
Você é o que vovó Hall chamaria
de verdadeiro judeu.

ALVY
(Limpando sua garganta)
Oh, obrigado.
Diálogos
• Quando o escritor precisa do diálogo de um narrador, ele deve usar o
termo V.O., de Voice Over ao lado do nome do personagem:

LESTER (V.O.)
Meu nome é Lester Burnham. Este é
meu bairro. Esta é minha rua. Esta
é...minha vida. Tenho quarenta e
dois anos. Em menos de um ano eu
estarei morto.
Voz Off Personagem
• Quando um personagem está falando em uma cena mas não aparece na
tela, usamos o termo O.S. de Off Screen ao lado do seu nome:
CLOSE em um rádio de madeira, tocando uma música quieta. A visão é a de
um quarto escuro, com cortinas impedindo a luz do sol.

MICHAEL (O.S.)
Teremos uma quieta cerimônia civil
no salão da cidade, sem agitação,
sem família, apenas alguns amigos
como testemunhas.
Margens
• Margens superior e inferior - 2,5cm
• Margem da esquerda - 3,8cm
• Margem da direita - 2,5cm
• Cabeçalhos de Cena - 3,8cm
• Ação - esquerda 3,8cm
• Personagem - 9,4cm
• Parenthetical - esquerda 7,8cm, direita 7,4cm
• Diálogo - esquerda 6,5cm - direita 6,5cm (justificado para a esquerda)
Espaçamento
• Espaçamento Simples (Nenhuma linha de espaço, apertar uma vez a tecla Enter):
• * Entre o Personagem e o Parenthetical
• * Entre o Personagem e o Diálogo
• * Entre o Parenthetical e o Diálogo
• Espaçamento Duplo (Uma linha de espaço, apertar duas vezes a tecla Enter):
• * Cabeçalho de Cena para a Ação
• * Ação para Ação
• * Ação para nome do Personagem
• * Diálogo para Ação
• * Diálogo para nome de outro Personagem
• * Diálogo para Cabeçalho de Cena
• * Ação para Cabeçalho de Cena
• * Ação para Transição
• * Diálogo para Transição
• * Transição para Cabeçalho de Cena
• Podemos ver que temos espaçamento simples apenas no bloco de diálogos,
• sendo o restante do roteiro escrito na sua maioria com espaçamento de uma linha (duplo Enter).