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INTRODUÇÃO AO DIREITO

TRIBUTÁRIO PRÁTICO

Arnaldo Coelho da Silva Filho


Mestrando em Direito Constitucional (UNIFOR)
Especialista em Direito e Processo Tributário (UNIFOR)
Advogado
DIREITO TRIBUTÁRIO – FUNDAMENTOS

 Poder de Tributar;
 Limitação Constitucional: art. 150, CF/88;
 Objeto: tributo – art. 3º, CTN;
 Prestação pecuniária;
 Compulsória;
 Em moeda (ou cujo valor nela se possa exprimir);
 Que não constitua sanção de ato ilícito;
 Instituída em lei;
 Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada;

 Lançamento: atividade administrativa vinculada - art. 142, CTN.


 Ofício;
 Declaração;
 Homologação;
DIREITO TRIBUTÁRIO – CRÉDITO TRIBUTÁRIO

 Crédito Tributário: decorre de uma obrigação principal (“de pagar”);


 Relação Jurídica Tributária:
 Estado (Fazenda Pública) x Cidadão ;
 Sujeito Ativo x Sujeito Passivo (contribuinte/responsável);
 Suspensão da (Exigibilidade) do Crédito Tributário: art. 151, CTN;
 Extinção do Crédito Tributário: art. 156, CTN;
 Exclusão do Crédito Tributário: art. 175, CTN;
DIREITO TRIBUTÁRIO – TRIBUTOS

 Impostos: art. 153, 155 e 156, CF/88;


 União: II, IE, IR, IPI, IOF, ITR e IGF;
 Estados: ITCMD, IPVA e ICMS;
 Municípios: ITBI, IPTU e ISS;
 Taxas: art. 145, II, CF/88 c/c art. 77 e ss;
 Contribuição de Melhoria: art. 145, III, CF/88 c/c art. 81 ss;
 Contribuições Sociais: art. 195, CF/88;
 Empréstimos Compulsórias: art. 148, CF/88;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – CAMPOS DE ATUAÇÃO

 Quando se pode atuar no Direito Tributário?


 Antes da cobrança do crédito tributário: planejamento tributário,
gestão tributária, compliance tributário;
 Depois da cobrança do crédito tributário: processos administrativo
tributário e processo judicial tributário;
 No Crime Contra Ordem Tributário: consultoria nas questões
tributária;
Linha do Tempo da Relação Jurídico Tributária
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – PROCESSO
ADMINISTRATIVO E PROCESSO JUDICIAL

 Processo Administrativo
 Impugnação Administrativa;
 Recurso Administrativo;
 Processo Judicial
 Ação Anulatória de Débito Fiscal;
 Ação Declaratória de (In)existência de Relação Jurídico Tributária;
 Mandado de Segurança;
 Embargos à Execução Fiscal;
 Exceção de Pré-Executividade;
 Ação de Repetição de Indébito Tributário;
 Ação de Consignação em Pagamento;

A identificação da ação judicial pode ser realizada através do


conhecimento da Linha do Tempo da Relação Jurídico Tributária.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – PROCESSO
ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO

 Processo Administrativo Tributário – principais características:

 Maior informalidade;
 Devido Processo Legal;
 Gratuito ;
 Súmula Vinculante nº 28 x Taxa de Serviços Públicos/CE: Lei nº
15.838/2015;
 Verdade Material;
 Conhecimento Técnico dos Julgadores;
 Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário;
 art. 151, III, CTN: as reclamações e os recursos, nos termos das leis
reguladoras do processo tributário administrativo;
 Decisão definitiva em desfavor da Fazenda da Pública
 “coisa julgada administrativa”;
 Possibilidade AINDA ingressar no Poder Judiciário;
 Ingresso durante o processo administrativo? Desistência do
processo administrativo! (art. 38 da Lei nº 6.830/80);
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – PROCESSO JUDICIAL
TRIBUTÁRIO

 Processo Judicial Tributário – ações judiciais;

 Declaratória (In)existência de Relação Jurídico Tributária: arts. 19,


I e 20, CPC/2015;
 Anulatória de Débito Fiscal: art. 38, Lei nº 6.830/80
 Mandado de Segurança: art. 5º, inc. LXIX e LXX, CF/88, e Lei nº
12.016/09;
 Embargos à Execução Fiscal: art. 16, da Lei nº 6.830/80 e art. 919,
CPC/2015;
 Exceção de Pré-Executividade: Súmula 393/STJ c/c art. 518,
CPC/2015;
 Repetição de Indébito Tributário: art. 165 do CTN e ss;
 Consignação em Pagamento: art. 164 c/c art. 539 e ss do
CPC/2015;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – AÇÃO DECLARATÓRIA

 Declaratória (IN)Existência de Relação Jurídica Tributária:


 Fundamento: arts. 19, I e 20 do CPC/2015;

Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à declaração:


I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação
jurídica;

Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que


tenha ocorrido a violação do direito.

 Quando utilizar: antes do Lançamento Tributário;


 Objetivo: declarar a Existência ou Inexistência de uma Relação
Jurídica Tributária;
 Necessidade de depósito: Não! (Súmula Vinculante nº 28);
 Valor da Causa: Art. 292. § 2o O valor das prestações vincendas será
igual a uma prestação anual, se a obrigação for por tempo
indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo
inferior, será igual à soma das prestações.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – AÇÃO DECLARATÓRIA

 Declaratória (IN)Existência de Relação Jurídica Tributária:


 Valor da causa: Caso seja inestimável, é cabível valor
representativo, mesmo com valor representativo (RESP nº
1.111.003/PR).

 Pode ser proposta com repetição de indébito tributário,

 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Outros documentos que se entenda pertinentes;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – AÇÃO ANULATÓRIA

 Anulatória de Débito Fiscal:


 Fundamento: art. 38, da LEF

Art. 38 - A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é


admissível em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de
mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação
anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do depósito
preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido
dos juros e multa de mora e demais encargos.

 Quando utilizar: após o Lançamento Tributário;


 Necessidade de depósito: Não! (Súmula Vinculante nº 28);
 Valor da Causa: valor do crédito tributário que se discute;
 Diferença da ação declaratória negativa (inexistência): causa de
pedir (momento – depois do lançamento);
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – AÇÃO ANULATÓRIA

 Anulatória de Débito Fiscal:


 Pode ser proposta com repetição de indébito tributário;

 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Boleto/comprovante de cobrança;
 Outros documentos que se entenda pertinentes;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – MANDADO DE SEGURANÇA

 Mandado de Segurança:
 Fundamento: art. 5º, LXIX e LXX, CF/88 c/c Art. 1º, Lei nº
12.016/09

LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo,


não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica
no exercício de atribuições do Poder Público;

Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança para proteger


direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou
habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder,
qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo
receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria
for e sejam quais forem as funções que exerça.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – MANDADO DE SEGURANÇA

 Mandado de Segurança:
 Quando utilizar: antes ou depois o Lançamento Tributário;
 Possibilidade de Liminar: art. 7º, §3º, Lei nº 12.016/09;
 Valor da Causa: crédito tributário em litígio/valor representativo ;
 Incabíveis honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/09);

Atenção:
 Parte Contrária: autoridade coatora (=/= ente político);
 Direito Líquido e Certo: provado documentalmente! (sem dilação
probatória);
 Súmula nº 266/STF: Não cabe mandado de segurança contra lei em tese;

O mandado de segurança pode ser manejado ANTES (preventivo) ou DEPOIS


(repressivo) do ato abusivo e ilegal, mas para tanto é preciso que se
IDENTIFIQUE CONCRETAMENTE qual o ato e suas possíveis consequências.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – MANDADO DE SEGURANÇA

 Mandado de Segurança:
 Liminar em Mandado de Segurança:
Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: III - que se suspenda o
ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e
do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja
finalmente deferida, sendo facultado exigir do impetrante caução, fiança
ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa
jurídica. (fumus boni iuris e o periculum in mora)

§ 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a


liminar caberá agravo de instrumento, observado o disposto na Lei no
5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.

 Súmula nº 212/STJ: A compensação de créditos tributários não


pode ser deferida por medida liminar.

 Súmula nº 213 do STJ: O mandado de segurança constitui ação


adequada para a declaração do direito à compensação
tributária.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – MANDADO DE SEGURANÇA

 Mandado de Segurança:
 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Prova do ato abusivo ou ilegal;
 Outros documentos que se entenda pertinentes;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL

 Embargos à Execução Fiscal:


 Fundamento: art. 16, da Lei nº 6.830/80 e art. 919, CPC/2015;

Art. 16 - O executado oferecerá embargos, no prazo de 30 (trinta)


dias, contados:
I - do depósito;
II - da juntada da prova da fiança bancária ou do seguro
garantia;
III - da intimação da penhora.

 Prazo 30 dias: ÚTEIS. (TRF 1, AC Apelação Cível nº 0001526-


07.2015.4.01.4302; TJ-MG AC nº 1.0016.16.007199-5/001)
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL

 Embargos à Execução Fiscal:


 A garantia é condição necessária?
 art. 914, CPC x Lei nº 6.830/80 (Lei específica)
 Penhora insuficiente? Possibilidade de reforço?
(RESP 1127815/SP)

 Quando utilizar: Em ação de execução fiscal;

 É ação autônoma. Cabendo dilação probatória.

 Valor da Causa: valor do crédito tributário que se pretenda


discutir;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL

 Embargos à Execução Fiscal:


 Efeito dos Embargos à Execução Fiscal:

 Lei nº 6.830/80 não versa sobre os EFEITOS dos Embargos à


Execução Fiscal, portanto:

Art. 919. Os embargos à execução não terão efeito suspensivo.


§ 1o O juiz poderá, a requerimento do embargante, atribuir
efeito suspensivo aos embargos quando verificados os
requisitos para a concessão da tutela provisória e desde que a
execução já esteja garantida por penhora, depósito ou caução
suficientes.

 Já a TUTELA PROVISÓRIA pode ser:


 Tutela de Evidência: fumus boni iuris.
 Tutela Cautelar: fumus boni iuris + periculum in mora;
 Tutela Antecipada: fumus boni iuris + periculum in mora +
reversibilidade
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL

 Embargos à Execução Fiscal:


 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Planilha com o valor que entenda devido;
 Outros documentos que se entenda pertinentes;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – EXCEÇÃO DE PRÉ-
EXECUTIVIDADE

 Exceção de Pré-Executividade:
 Fundamento: Súmula 393/STJ c/c art. 518, CPC/2015

Súmula 393/STJ. A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal


relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem
dilação probatória.

Art. 518/CPC. Todas as questões relativas à validade do procedimento de


cumprimento da sentença e dos atos executivos subsequentes poderão ser
arguidas pelo executado nos próprios autos e nestes serão decididas pelo juiz.

Art. 525, §11º. As questões relativas a fato superveniente ao término do prazo


para apresentação da impugnação, assim como aquelas relativas à validade e à
adequação da penhora, da avaliação e dos atos executivos subsequentes, podem
ser arguidas por simples petição, tendo o executado, em qualquer dos casos, o
prazo de 15 (quinze) dias para formular esta arguição, contado da comprovada
ciência do fato ou da intimação do ato.

 Não é uma ação judicial. Não é incidente processual. É simples petição nos
autos.
 Quando utilizar: em qualquer momento durante a Execução Fiscal;
 Somente podem ser apresentadas matérias que podem ser reconhecidas de
ofício;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – EXCEÇÃO DE PRÉ-
EXECUTIVIDADE

 Exceção de Pré-Executividade:
 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Outros documentos que se entenda pertinentes;

Por não ser possível a dilação probatória, a documentação


deve ser notadamente documental, clara e objetiva.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – REPETIÇÃO DE INDÉBITO

 Repetição de Indébito Tributário:


 Fundamento: art. 165, CTN

Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à


restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu
pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos:

I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido


em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias
materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;

II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável,


no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer
documento relativo ao pagamento;

III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória.

 Quando utilizar: após o pagamento indevido;


 Prazo: 5 anos, art. 168, CTN.
 Valor da Causa: valor do crédito tributário que se pretenda repetir;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – REPETIÇÃO DE INDÉBITO

 Repetição de Indébito Tributário:


 Cumulação com ação declaratória ou anulatória:

Art. 327 do CPC/2015: É lícita a cumulação, em um único


processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que
entre eles não haja conexão.

 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Tabela de cálculos com os valores que deseja repetir
ATUALIZADOS;
 Outros documentos que se entenda pertinentes;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – CONSIGNAÇÃO EM
PAGAMENTO

 Consignação em Pagamento:
 Fundamento: art. 164 c/c art. 539 e ss do CPC/2015
Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada
judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao
pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou cumprimento
de obrigação acessória;
II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de
exigências administrativas sem fundamento legal;
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito
público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador.
Art. 542. Na petição inicial, o autor requererá: I - o depósito da
quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5 (cinco)
dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539,
§ 3o ;
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – CONSIGNAÇÃO EM
PAGAMENTO

 Consignação em Pagamento:
 Quando utilizar: A qualquer momento em que se configure uma
das situações;
 Valor da Causa: valor do crédito tributário que se pretenda
repetir;
 Extinção do Crédito Tributário: VIII - a consignação em
pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;

 Art. 539. § 1o Tratando-se de obrigação em dinheiro,


poderá o valor ser depositado em estabelecimento
bancário, oficial onde houver, situado no lugar do
pagamento, cientificando-se o credor por carta com
aviso de recebimento, assinado o prazo de 10 (dez)
dias para a manifestação de recusa.
PRÁTICA TRIBUTÁRIA – CONSIGNAÇÃO EM
PAGAMENTO

 Consignação em Pagamento:
 Documentos:
 Procuração;
 Documentos de Identificação;
 Cartão CNPJ;
 Comprovante de depósito (caso feito antes do processo – art.
539, §1º, CPC/2015);
 Outros documentos que se entenda pertinentes;
CONCLUSÃO

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