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Ordem Constitucional Econômica

CONCEITO
Constituição econômica formal
Constituição econômica material
ORDEM JURÍDICO-ECONÔMICA

Princípios Constitucionais Econômicos


PRINCÍPIO DA SOBERANIA NACIONAL
PROPRIEDADE PRIVADA E FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE
PRINCÍPIO DA LIVRE INICIATIVA
PRINCÍPIO DA LIVRE CONCORRÊNCIA
Relação entre a Livre Concorrência e a Livre Iniciativa
Diferença entre Livre Iniciativa e Livre Concorrência
Lei Municipal que impede a instalação de
estabelecimentos
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
PRINCÍPIO DA DEFESA DO CONSUMIDOR
PRINCÍPIO DA DEFESA DO MEIO AMBIENTE
PRINCÍPIO DA BUSCA DO PLENO EMPREGO
PRINCÍPIO DO TRATAMENTO FAVORECIDO PARA AS EMPRESAS
DE PEQUENO PORTE CONSTITUÍDAS SOB AS LEIS BRASILEIRAS E
QUE TENHAM SUA SEDE E ADMINISTRAÇÃO NO PAÍS
PRINCÍPIO DO LIVRE EXERCÍCIO DE QUALQUER ATIVIDADE
ECONÔMICA

Concurso não se faz para passar, mas até passar. Porrada na preguiça! A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!!
Ao se referir à Constituição Econômica, está-se a falar sobre o CONJUNTO DE REGRAS
CONSTITUCIONAIS QUE VERSAM SOBRE O DIREITO ECONÔMICO. A ordem econômica e financeira está
tratada nos arts. 170 a 181 da CR/88.
Ela visa a regular tanto a atuação do particular na vida econômica da sociedade, consagrando
como regra a livre iniciativa, como limitar a atuação estatal, além de dotar-lhe de mecanismos aptos a
interferir na ordem econômica de forma positiva e a corrigir desvios deletérios para a sociedade.
Por regular a atividade econômica em geral, necessário saber o que ela é: trata-se de todo
empreendimento envidado no sentido de produzir, circular ou consumir bens, a fim de atender as
necessidades coletivas e individuais da sociedade.
Já atividade econômica em sentido estrito é aquela exercida exclusivamente pelos agentes
privados, sendo regida somente pelas normas de direito privado.
O Estado pode desempenhar
atividades econômicas em sentido
estrito em duas hipóteses: quando
houver autorização constitucional e
quando assim o permitir a lei fundada
em motivo de segurança nacional ou
relevante interesse público.
CONCEITO CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA é
uma constituição mais diretiva,
programática, que contém em seus
dispositivos programas e objetivos a
serem alcançados e implementados.
São estabelecidas diretrizes para as
políticas públicas, orientando a
atividade dos administradores públicos.
Como destaca a doutrina, através das normas programáticas, “o legislador maior traça rumos a
serem seguidos e metas a serem alcançadas, fixando princípios básicos que nortearão a iniciativa do
legislador ordinário e exigirão do administrador e do juiz o seu acatamento e aplicação nos atos de
concretização das normas, lembrando-se sempre de que a finalidade intrínseca das normas
programáticas é a de criar uma nova realidade política, econômica e social”.
A Constituição econômica é definida, para José Afonso da Silva, como a parte da constituição que
interpreta o sistema econômico, ou seja, que dá forma ao sistema econômico. Por sua vez, Vital Moreira,
considera que a Constituição econômica está constituída pelo conjunto de preceitos e instituições
jurídicas que, garantindo os elementos definidores de um determinado sistema econômico, instituem
uma determinada forma de organização e funcionamento da economia e caracterizam, por este mesmo
motivo, uma determinada ordem econômica.
A Constituição Econômica pode ser classificada em formal ou material.
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CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA FORMAL


A Constituição econômica formal é o conjunto de normas que, incluídas na constituição, escrita,
formal do Estado, versam o econômico.

CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA MATERIAL


A Constituição econômica material é aquela que abrange todas as normas que definem os pontos
fundamentais da organização econômica, estejam ou não incluídas no documento formal que é a
constituição escrita.
Inclusive é comum que a Constituição econômica material seja mais extensa que a constituição
formalizada. Portanto, as regras jurídicas que integram a constituição material, caracterizam-se não pela
forma e sim pelo seu conteúdo. Esse conteúdo, ou matéria, é o fundamental para a organização da
economia.
Em sendo a Constituição econômica considerada aquela parcela da constituição diretamente
direcionada à regulação da economia no âmbito estatal, tal processo de constitucionalização imprime
dois principais efeitos direcionados especificamente ao tratamento, no âmbito prático, dado à ordem
econômica.
Em primeiro lugar, ao ser constitucionalizado, o sistema econômico, no âmbito normativo de
aplicação (interpretação), acaba recebendo a influência de toda a sistemática normativa constitucional,
na medida em que a ordem econômica e financeira torna-se uma parte da constituição formal, ou seja,
uma parte do texto constitucional e nele se integra, daí porque os critérios juspolíticos e as exigências de
índole material e formal imputadas às demais proposições constitucionais serão também aplicadas às
proposições constitucionais de regulação da economia.
Logo, a interpretação, a aplicação e a execução dos preceitos que compõem a Constituição
econômica passam a reclamar, com a sua respectiva constitucionalização, o ajustamento permanente
das regras da ordem econômica e financeira às disposições do texto constitucional que se encontram nas
outras partes da constituição, uma vez que sua totalidade textual é indissociável, posto que a
Constituição constitui um sistema.
Desta feita, o grande efeito gerado por tal constitucionalização é que os preceitos constitucionais
relativos à ordem econômica e financeira ficam submetidos e devem, portanto, se harmonizar aos
princípios fundamentais da República Federativa do Brasil e do Estado democrático
constitucional de direito.
Em segundo lugar, os preceitos econômicos incorporados à constituição servem como
fundamento ou parâmetro de análise da legitimidade de todas as atuações econômicas no âmbito
do Estado, em especial para as condutas dos poderes públicos concernentes às intervenções na
economia.
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Por ordem econômica se entende as DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS ESTABELECIDAS PARA


DISCIPLINAR O PROCESSO DE INTERFERÊNCIA DO ESTADO NA CONDUÇÃO DA VIDA ECONÔMICA DA
NAÇÃO.
A Ordem Econômica consiste no conjunto de normas constitucionais que definem os objetivos de
um modelo para a economia e as modalidades de intervenção do Estado nessa área.
Essa interferência pode se dar tanto de forma direta, quando o Poder Público explora atividades
econômicas, quanto de forma indireta, monitorando a exploração das riquezas, regulamentando,
fomentando, fiscalizando e intervindo quando necessário.
A Constituição da República prevê, como regra, a atuação
ORDEM
indireta do Estado na economia; somente excepcionalmente, para
JURÍDICO- os imperativos da segurança nacional ou por relevante interesse
ECONÔMICA coletivo, ele atuará na condição de agente econômico.
OBS.: Ordem econômica (Eros Grau): Acepções:
1ª) Como realidade fática econômica;
2ª) como conjunto de normas e leis, de qualquer natureza (jurídicas, econômicas,
morais, etc.), que regem o comportamento dos atores econômicos;
3ª) Como ordenação jurídica da economia, definindo o modo de produção e o
modo de repartição do produto da atividade econômica.
A expressão “ordem econômica” no art. 170 da CF designa o mundo do ser e
define como este deve ser moldado, de acordo com os fundamentos e princípios nele
elencados, visando alcançar o fim da norma (aspecto funcional).
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Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre


iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça
social, observados os seguintes princípios:
I - soberania nacional;
II - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme
o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de
pequeno porte.
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as
leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 6, de 1995)1
"A soberania nacional caracteriza-se como atributo do Estado, ou seja, as políticas econômicas a
serem adotadas devem levar o Estado a estabelecer uma posição de soberania interdependente dos
demais países, importando, pois na possibilidade de autodeterminação de sua política econômica"
(Lafayette, pp. 61 e 62).
OBS.: Com o fenômeno da globalização e o conseqüente avanço da ordem jurídica
internacional, encontra-se o referido princípio mitigado em sua conceituação tradicional.
A soberania nacional, além de princípio da ordem econômica, também está prevista como um
princípio fundamental da República Federativa do Brasil. Não se trata de repetição, mas de
complementação, pois a soberania política não sobrevive sem a soberania econômica.
PRINCÍPIO DA
SOBERANIA
NACIONAL A soberania nacional caracteriza-se como atributo do Estado, ou seja, as políticas econômicas a
serem adotadas devem levar o Estado a estabelecer uma posição de soberania independente dos demais
países, importando na possibilidade de AUTODETERMINAÇÃO DE SUA POLÍTICA ECONÔMICA.

Soberania não pode ser vista, hodiernamente, como um tipo de isolacionismo, conforme adotado
por alguns países tal qual a Coréia do Norte. Antes, a soberania econômica está ligada à definição da
política econômica interna de acordo com o projeto previsto na Constituição. Esse projeto certamente
irá considerar, assim como a política econômica, a complexidade da realidade do sistema comercial e
financeiro mundial, mas sempre buscando, de alguma forma, reverter a realidade externa em proveito
para a realidade interna.

1
Os Princípios de Integração, de José Afonso da Silva - Também estão inseridos como princípios a defesa do consumidor (inc. V), a defesa do meio
ambiente (inc. VI), a redução das desigualdades regionais e sociais (inc. VII) e a busca do pleno emprego (inc. VIII). Eles são denominados por José Afonso da
Silva como “princípios de integração, porque todos estão dirigidos a resolver os problemas da marginalização regional ou social”.
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Ex.: Se o Estado brasileiro decretar embargo comercial a um país, proibindo as exportações,


todas as empresas terão de sujeitar-se.
Ex.: Se partes privadas escolherem contratualmente a aplicação de lei estrangeira em matéria
na qual a norma brasileira seja de aplicação cogente, é esta que prevalecerá.
Ex.: A própria reserva de mercado em setor estratégico é manifestação de soberania nacional
na ordem econômica.
O princípio da função social da propriedade não é derrogatório da propriedade privada2. O
conteúdo da função social assume papel promocional. A disciplina das formas de propriedade e suas
interpretações devem garantir e promover os valores sobre os quais se funda o ordenamento.

O princípio econômico da função social da propriedade constitui o fundamento constitucional


da função social da empresa e da função social do contrato. Busca-se, por meio da função social,
conciliar o benefício individual com o coletivo.

PROPRIEDADE
A propriedade privada cumpre a sua função social quando, além de oportunizar a realização da
PRIVADA E
dignidade da pessoa, contribuir para o desenvolvimento nacional e para a diminuição da pobreza e das
FUNÇÃO SOCIAL
desigualdades sociais.
DA
PROPRIEDADE
Não tendo a CR/88 estabelecido nenhuma hierarquia entre os valores consubstanciados no direito
de propriedade e na sua função social, que estão em permanente tensão, resta ao intérprete/aplicador
resolver os eventuais conflitos à luz do caso concreto, mediante ponderação, optando, afinal, por aquele
cuja prevalência conduzir a uma decisão correta e justa e, assim, realizar a justiça em sentido material
como referente fundamental da ideia de direito.

Não é errado falar, pelo contrário, é totalmente certo dizer que o direito de propriedade é
legitimado, no Estado Democrático de Direito, quando atender à função social que se lhe espera.

2
"De fato, a configuração do direito de propriedade mudou muito desde as codificações oitocentistas. A fragmentação do gênero
propriedade em diversas espécies - a propriedade imaterial, intelectual, artística, a propriedade das marcas etc. - e a conformação, no ápice do
sistema normativo, de que a mesma se encontra funcionalizada ao atendimento de um fim social conferiram uma nova significação e conteúdo ao
direito de propriedade, que, assim posto, confere o uso, gozo e disposição do bem pelo proprietário, mas sem perder de vista os interesses sociais
potencializados pela funcionalidade afeta ao exercício daqueles direitos. Há mesmo uma perda da centralidade na res" (Lafayette, p. 202).
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Gilmar Mendes, Inocêncio M. Coelho e Paulo Gustavo G. Branco, citando Miguel Reale, afirmam
que a livre iniciativa é a PROJEÇÃO DA LIBERDADE INDIVIDUAL NO PLANO DA PRODUÇÃO, CIRCULAÇÃO
E DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZAS, assegurando não apenas a livre escolha das profissões e das
atividades econômicas, mas também a autonomia na eleição dos processos ou meios de
produção. Abrange a liberdade de fins e meios.

OBS.: a livre-iniciativa abrange a liberdade de indústria, de comércio, de empresa


e de contrato.

A livre iniciativa impõe obrigações de cunho negativo e positivo para o Estado.

As de perfil negativo relacionam-se com a


não intervenção do Estado, salvo nos casos
PRINCÍPIO DA
determinados na própria constituição, criando-se
LIVRE INICIATIVA
e respeitando-se um espaço de autonomia da
esfera privada como, por exemplo, não exigindo
pagamento de taxas ou inscrição em
determinado órgão para o exercício de atividade
que não precise ser regulamentada.

Já as obrigações de perfil positivo


impõem ao ente público tomar medidas de modo
a assegurar a própria existência e “fertilidade”
desse âmbito privado, adotando medidas de
estímulo à economia e ao desenvolvimento
privado.
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PRINCÍPIO DA LIVRE CONCORRÊNCIA


Já o conceito de livre concorrência tem caráter instrumental, significando que a fixação dos
preços das mercadorias e serviços não deve resultar de atos cogentes da atividade administrativa
e nem deve ser obstado pela atuação irregular dos particulares.
"A partir da adoção de um regime de economia de mercado o princípio da livre
concorrência visa a garantir aos agentes econômicos a oportunidade de competirem
no mercado de forma justa, isto é, a ideia de conquista de mercado e de lucratividade
deverá estar ancorada em motivos jurídico-econômicos lícitos (v.g., inovação,
oportunidade, eficiência) e não serem decorrentes de hipóteses de abuso do pode
econômico (v.g., adoção de práticas anticompetitivas ou anticoncorrenciais, entre
outras)" (Lafayette, p. 73).

A CR/88 adota o modelo liberal do processo econômico, que só admite a intervenção do


Estado para coibir abusos e preservar a livre concorrência de quaisquer interferências, quer do
próprio Estado, quer do embate das forças competitivas privadas que podem levar à formação dos
monopólios e ao abuso do poder econômico visando ao aumento arbitrário dos lucros.

A "livre iniciativa", como visto, é atributo inalienável do ser humano, é a liberdade "da
expansão da própria criatividade", da "participação sem alienações na construção da riqueza
econômica"; é a liberdade, outrossim, da empresa, "da organização de outros homens com vistas
à realização de um objetivo".

RELAÇÃO ENTRE A LIVRE A "livre concorrência", nesse contexto, nada mais é que uma extensão do conceito de "livre
CONCORRÊNCIA E A iniciativa", desdobrando a liberdade de empresa na liberdade de competição entre as empresas.
LIVRE INICIATIVA Por outro lado, o que se protege pela "livre iniciativa" e, em última análise, pela "livre
concorrência", é a liberdade de trabalho, de todas as formas de produção, individuais ou coletivas,
e por conseguinte, a "dignidade da pessoa humana".

Do exposto, pode-se concluir que a "livre iniciativa" é complementada pela "livre


concorrência" e ambas têm a finalidade de assegurar a "dignidade da pessoa humana".
“A livre-iniciativa e a livre-concorrência são conceitos distintos, porém complementares,
sendo o primeiro a projeção da liberdade individual no plano da produção, circulação e produção
DIFERENÇA ENTRE LIVRE
de riquezas, significando a síntese da liberdade de ação e escolha, o livre acesso às atividades
INICIATIVA E LIVRE
econômicas, ao passo que o segundo representa uma limitação e uma instrumentalização do
CONCORRÊNCIA
exercício do primeiro.” (GABAN, Eduardo Molan; DOMINGUES, Juliana Oliveira. Direito antitruste.
3. ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 53)
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É inconstitucional Lei Municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do


mesmo ramo em determinada área, por afronta ao princípio da livre concorrência.
Nos termos da jurisprudência do STF, lei municipal não pode impedir a duplicidade de
estabelecimentos do mesmo ramo, numa mesma área, uma vez que tal postura “redundaria em
reserva de mercado, ainda que relativa, e, consequentemente, em afronta aos princípios da livre
concorrência, da defesa do consumidor e da liberdade do exercício das atividades econômicas,
informam o modelo de ordem econômica consagrado pela Carta da República (art. 170 e Parágrafo, da
CF)” – STF RE 203.909, Relator: Min. Ilmar Galvão e RE 193.749, Relator: Min. Carlos Velloso.

A propósito, confira-se a SÚMULA 646 do STF:


“Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação
de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área”.

LEI MUNICIPAL QUE O STF entende que a autonomia conferida aos municípios, sobretudo no que diz respeito ao
IMPEDE A ordenamento territorial e à ocupação do solo urbano previstos no artigo 30, inciso VIII, da Constituição
INSTALAÇÃO DE Federal, deve coadunar-se com os princípios que a própria Carta Magna estabelece como basilares, de
ESTABELECIMENTOS forma a se evitar antinomias.

OBS.: Limitação
espacial de atividades de
alto risco - Ressalta-se,
apenas, que o Colendo
Tribunal julgou ser
constitucional a limitação
espacial de atividades de
alto risco, tal como postos
de gasolina. (RE 204.187,
Relatora: Min. Ellen Gracie).

É constitucional o privilégio da exclusividade no envio de objeto postal de um remetente para


EMPRESA endereço final e determinado concedido à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, por
BRASILEIRA DE afronta ao princípio da livre concorrência
CORREIOS E O STF pacificou o entendimento de que é Constitucional a concessão de exclusividade à Empresa
TELÉGRAFOS Brasileira de Correios e Telégrafos para explorar as atividades descritas no art. 9º da Lei 6.538/78. Veja
ADPF46, Relator: Min. Marco Aurélio, Relator para Acórdão: Min. Eros Grau.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ECONÔMICOS 10/11

Há de se buscar equilíbrio entre as empresas que atuam no mercado e entre essas e os


consumidores.
Trata-se, aqui, tanto de um princípio de funcionamento da ordem econômica, ao qual está
vinculada a iniciativa privada, quanto de um dever do Estado. A ele cabe não apenas assegurar um
mercado efetivamente concorrencial, como também criar condições equitativas entre partes
PRINCÍPIO DA DEFESA
naturalmente desiguais, ainda que de forma induzida, e assegurar condições objetivas de boa fé
DO CONSUMIDOR
negocial.
Esse princípio é cumprido, por exemplo, ao se editar uma lei protetiva como o CDC e ao
se criar mecanismos de acesso do consumidor ao Judiciário, tais como os juizados especiais de
relações de consumo, os PROCONS etc.

A conjugação do econômico e do ambiental reconduz ao que se tem entendido por


desenvolvimento sustentável. Ou seja, a exploração econômica há de ser realizada dentro dos
limites de capacidade dos ecossistemas, resguardando a possibilidade de renovação dos recursos
renováveis e explorando de forma não predatória os não renováveis.
PRINCÍPIO DA DEFESA
DO MEIO AMBIENTE
Tal princípio também prevê o tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos
produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação, tratamento esse que deve ser
dar nos diversos ramos do Direito, como na tributação diferenciada, acesso a crédito e
financiamento, maior celeridade nos processos administrativos etc.
Para Eros Grau, esse princípio consubstancia “uma garantia para o trabalhador, na medida
em que está coligado ao princípio da valorização do trabalho humano e reflete efeitos em relação
PRINCÍPIO DA BUSCA DO
ao direito social do trabalho”.
PLENO EMPREGO
É forma de buscar a observância do princípio a interação do governo com as federações
de indústrias e Conselhos Profissionais, pela qual se tenta formar uma mão de obra qualificada
e capaz de atender as demandas do mercado.
PRINCÍPIO DO Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às
TRATAMENTO microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento
FAVORECIDO PARA AS jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações
administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou
EMPRESAS DE PEQUENO
redução destas por meio de lei.
PORTE CONSTITUÍDAS
SOB AS LEIS BRASILEIRAS
Cuida-se de princípio constitucional impositivo de caráter conformador.
E QUE TENHAM SUA O art. 179 determina que todos os entes da Federação dispensarão as M.E.s e E.P.P.s
SEDE E ADMINISTRAÇÃO tratamento jurídico diferenciado. Às M.E.s haverá de se outorgar um tratamento mais favorecido
NO PAÍS do que às E.P.P.s e a essas, um tratamento mais favorecido do que às empresas em geral.
OBS.: : aqui não entram as médias empresas!
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ECONÔMICOS 11/11

A liberdade de iniciativa no campo econômico compreende a liberdade de trabalho e de


empreender. Pressupõe o direito de propriedade e a liberdade de contratar.

Decorre da livre iniciativa, prevista como fundamento da República (art. 1º, IV, CR). O
direito ao livre exercício da atividade econômica é consequência do princípio da livre iniciativa.

Limites: O Estado poderá, nos termos da lei, disciplinar o exercício desse direito. Citamos
algumas formas de limitação:

a) autorização para o exercício de determinadas atividades somente mediante habilitação


e atendimento a requisitos pré-determinados;
b) intervenção direta na atividade econômica, nas hipóteses de relevante interesse coletivo
e imperativo da segurança nacional;
c) punição de atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia
popular e reprimindo o abuso do poder econômico que visem à dominação dos mercados, à
eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

PRINCÍPIO DO LIVRE
Tais limitações têm por fim garantir a realização da justiça social e do bem-estar coletivo.
EXERCÍCIO DE
QUALQUER ATIVIDADE Sobre esse princípio:
ECONÔMICA Registro profissional de músico em entidade de classe - 3
A atividade de músico não depende de registro ou licença de
entidade de classe para o seu exercício. Essa a conclusão do Plenário ao negar
provimento a recurso extraordinário, afetado pela 2ª Turma, em que a Ordem dos
Músicos do Brasil – Conselho Regional de Santa Catarina alegava que o livre
exercício de qualquer profissão ou trabalho estaria constitucionalmente
condicionado às qualificações específicas de cada profissão e que, no caso dos
músicos, a Lei 3.857/60 estabeleceria essas restrições — v. Informativos 406 e 568.
Aduziu-se que as restrições feitas ao exercício de qualquer profissão ou
atividade profissional deveriam obedecer ao princípio da mínima
intervenção – a qual se pautaria pela razoabilidade e pela
proporcionalidade. Ressaltou-se que a liberdade de exercício profissional,
contida no art. 5º, XIII, da CF, seria quase absoluta e que QUALQUER
RESTRIÇÃO A ELA SÓ SE JUSTIFICARIA SE HOUVESSE
NECESSIDADE DE PROTEÇÃO A UM INTERESSE PÚBLICO, a exemplo
de atividades para as quais fosse requerido conhecimento específico,
técnico, ou ainda, habilidade já demonstrada.
STF, RE 414.426/SC, rel. Min. Ellen Gracie, 1º.8.2011. (RE-414426)