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"Um thriller arrepiante do começo ao fim."

A Sombra Que Veio Das Sombras

PARTE I

PERSEGUIÇÃO

IMPLACÁVEL

VOLUME I

A Sombra Que Veio Das Sombras

Índice

Nota do Autor

5

Cap. 1 – New York, 1996

7

Cap. 2 – O Mal que Chega sem Ser Notado

11

Cap. 3 – A Briga

19

Cap. 4 – Envolvido

25

Cap. 5 – Mistério

29

Cap. 6 – O Medo

33

Cap. 7 – A Yacusa Acuada

39

Cap. 8 – O Detetive Filmório

45

Cap. 9 – A Prostituta Loura

53

Cap. 10 – A Polícia

63

Cap. 11 – Envolvendo a Yacusa

71

Cap. 12 – Visitando a Yacusa

81

Cap. 13 – Filmório Vai Fundo

89

Cap. 14 – Uma Decisão Infeliz

97

Cap. 15 – Mogkull Abre a Porta

103

A Sombra Que Veio Das Sombras

Cap. 16 – Novamente o Medo Irracional

113

Cap. 17 – Um Visitante Letal

121

Cap. 18 – Complicação com a Polícia

127

Cap. 19 – Mais Encrenca

135

Cap. 20 – Insólita Intrusão

147

Cap. 21 – Encontrando Um Mestre

155

Cap. 22 – Sanshiro Desconfiado

159

Cap. 23 – O Urso e o Lobo

163

Cap. 24 – Pânico

169

Cap. 25 – Terror

179

À Guisa de Epílogo

189

A Sombra Que Veio Das Sombras

Nota do Autor

Este é um livro de ficção. Fatos, nomes, lugares, acontecimentos, tudo nada tem a ver com a realidade. Apenas algumas ruas de NY são citadas, mas somente para dar um colorido de realidade ao conto. A 21 st St deste conto não corresponde à 21 st St da megalópole. Se alguma pessoa possuir nome que se identifique com algum dos que aqui são mencionados é mera coincidência e não deve ser levado à conta de citação da dita pessoa na trama do conto. Do mesmo modo, se alguma empresa em qualquer parte do mundo tiver designação igual à de alguma aqui citada, também é mera coincidência que não deve ser le- vada em consideração.

Orisval Brito

A Sombra Que Veio Das Sombras

Como você deve ler este conto.

A Saga do Conde Mogkull, o Vampiro, não pode ser lida apenas como

um conto de terror. A Saga não visa a isto, somente. Ela contém muito material para reflexão do leitor. Quem é este vampiro? Existe de ver- dade? Onde? É realmente perigoso para os seres humanos? Como não se tem conhecimento dele? Como é que seus ataques terríficos não saem em nenhum noticiário no mundo todo?

A resposta à pergunta “existe de verdade?” é SIM, Mogkull existe.

Onde? Em mim, em você, nos seus filhos e netos, nos seus irmãos e

irmãs, nos seus pais

Enfim, no íntimo do Ser de cada humano que

vive e age sobre a Terra.

Não é preciso ser um Jesus Cristo nem um Budha Maytréia para saber que dentro de cada ser humano há Luz e Trevas; Bem e Mal; Emoções Boas, Positivas e Emoções Más, Negativas. Pensamentos Bons, Posi- tivos, Construtivos, e Pensamentos Maus, Negativos e destrutivos. Ações Boas, Positivas, construtivas e humanitárias, e Ações Más, Ne- gativas, destrutivas e desumanas. Comportamentos Sublimes e Com- portamentos Reprováveis, Abjetos. Eu não fujo a isto. Você, leitor, também não.

Mogkull é nosso Mal colocado às claras. Ódio, traição, vingança cega, desprezo pela vida humana, mentira, engodo, apego à Morte e à Des- truição, tudo isto que constitui o Ser mesmo de Mogkull também cons- titui o cerne das Sociedades Humanas, que por sua vez é o reflexo do conjunto da resultante do pensar, imaginar, criar, estimular a emocio- nalidade e o comportamento social perverso, doentio. Sugiro que você,

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que se dispôs a ler este conto, esta fantasia parabólica 1 , dê-se um tempo para se retirar dos condicionamentos sociais, religiosos e ins- trucionais e, distanciando-se de tudo isto, olhe “do alto de seu Espí- rito” a miséria em que se encontra a Humanidade como um todo.

O que reina absoluto em nossas Organizações sociais? Reina a quali- dade mais perversa da Alma humana: a Mentira. A Mentira é a mãe de todas as dores, de todos os sofrimentos e de todas as desgraças da raça humana. Veja, para sua certeza, o que rege o comportamento da, assim auto-denominada, classe política, no mundo todo. Mentir é o galardão primeiro de quem ingressa no exercício da Política Nacional de qualquer país neste início de Terceiro Milênio. E por isto é que muitos países se encontram no esgoto da Moral Social. A Mentira e sua filha, a Traição, são as qualidades mestras do Conde Mogkull e também são as qualidades mestras de cada um de nós, humanos, em qualquer parte deste planeta onde vivemos.

Friso: ada um de nós é tão bom e tão ruim quanto tão bom e tão ruim pode ser um ser humano. Não me refiro apenas aos criminosos que apertam o gatilho contra uma pessoa indefesa que treme de medo di- ante dele. Refiro-me aos líderes políticos de todas as nações, que con- denam milhões à morte mais dolorosa, cruel, inumana, e quando ques- tionados apresentam as mais deslavadas desculpas para justificar suas desídias com o que devia ser do povo, mas não é: O Poder Público. Atualmente estão em destaque os terroristas muçulmanos. Eles são a personificação do Conde Mogkull em suas ações sanguinárias e desal- madas mais cruéis. Insultam o Criador defendendo a tese absurda que os seguidores de sua “religião” deve matar seus semelhantes porque

1 Parabólica – refere-se a Parábola, que quer dizer narração alegórica que contém algum preceito moral.

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são tachados de “infiéis” por não adotarem os mesmos preceitos e pen- samentos retrógrados que defendem.

Este conto também se refere aos Senhores da Guerra: Kin Jong-un; Mao-Tsé-Tung; Xi-Jiping; Vladimir Putin; Donald Trump; Bashar al Assad e tantos e tantos outros que, encastelados em seus luxuosos pa- lácios, mandam matar centenas e centenas de pessoas do outro lado do mundo, sem qualquer peso na consciência pelo que fazem. Eles são Condes Mogkull que derramam o sangue que não podem beber para saciar suas sedes perversas.

Refiro-me, enfim, aos que dão as costas aos ensinamentos do Cristo e se curvam a “Satanás”. E há um Exército inteiro destes pobres seres auto-condenados. Eles são os escravos do Mal. São Mogkull, o vam- piro, em ação na estarrecedora realidade em que se vive atualmente. Segundo os ensinamentos do Homem Perfeito, o Cristo encarnado, tais seres não merecem ódio, mas dó. São eternos condenados à escuridão. Mas como é difícil seguir o que Ele pregou, não é? Negue, aquele que nunca sentiu rugir no peito a revolta contra o que acontece em sua cidade, em seu pais e no mundo. Não há este ser humano.

Pois bem, o Conde Mogkull, o vampiro sanguinário, não deve ser en- carado tacanhamente como algum abantesma vindo das profundas de um imaginário Inferno. Ele não vem de lugar nenhum, pois é criação de cada ser humano encarnado neste planeta. Todos colaboramos para a sua existência, por isto ele é imortal. E o será enquanto respirar um só ser humano com a Maldade e a Malícia, escudados na Mentira, viver sobre a Terra.

Leia esta saga sobre o Mal de cada um de nós, com uma postura de reflexão. Com certeza ela lhe irá ajudar a se encarar sem subterfúgios

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e sem fuga covarde diante do vampiro que vai olhar para você de den- tro de seu Ser.

Pois você também é um Conde Mogkull disfarçado e sempre oculto na noite de sua Inconsciência

Boa leitura e bom proveito.

Goiânia, 08 de março de 2018

O Autor.

A Sombra Que Veio Das Sombras

Cap. 1 - New York, 1996

Noite fria de inverno. Nas vielas escuras e perigosas, mendi- gos acendiam fogo em galões de óleo para tentar amenizar o sofri- mento de uma temperatura a oito graus abaixo de zero. E eram ape- nas as dezenove horas. Ia ser uma noite de arrepiar na expressão da palavra. Nas docas um navio cargueiro tinha aportado fazia menos de duas horas. Seu aspecto era triste. Velho, com a ferrugem carcomendo grande parte de sua estrutura, a pintura escurecida pelo tempo, era, enfim, um navio doente. O gigante cansado esperava pachorrenta- mente enquanto os homens suados, broncos e taurinos trabalhavam afanadamente para descarregá-lo de sua carga de grãos, tabaco e quinquilharias vindos das mais variadas partes do mundo. À medida, contudo, que a noite avançava, a movimentação diminuía e não de- morou tudo estava finalmente envolto naquela calma do cais, muito semelhante à calma do cemitério. Somente uma fraca vigilância sobre o grande tombadilho quebrava a monotonia pesada do silêncio e da escuridão fria que a tudo envolvia e, à sombra dos cuidados huma- nos, o tráfico praticado em todos os portos do mundo realizava seus negócios ao abrigo da Lei. Ali, como em qualquer parte do mundo, tudo corria na costumeira malandragem dos que agem à sombra da Justiça.

Na gigantesca cidade o frenesi da agitação noturna não devia nada àquele sob a luz do sol. Pessoas corriam em busca de algo, sem- pre apressadas, sempre indiferentes ao natural, sempre indiferentes até mesmo aos que passavam à sua volta. Nos hospitais as pessoas nasciam e morriam, umas em silêncio, outras entre gemidos e ester- tores de agonia. Mas a morte também ceifava vidas sob os viadutos fétidos, azedos, mal iluminados. Algumas, sob o comando de doenças que bem poderiam ter sido curadas se entre os humanos ainda hou- vesse humanidade. Outras, sob a lâmina fria de um assassino que se

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comprazia em olhar nos olhos agoniados da vítima, onde a luz da vida apagava-se de mansinho. Aqui, alguém estendia uma mão trê- mula para outro alguém que lhe ignorava a fome, o sofrimento e a dor, mergulhada egoistamente em seus próprios problemas. Ali adi- ante, um garçom cheio de mesuras puxava a cadeira para a dama co- berta de jóias sentar-se, acompanhada de um cavalheiro cujas roupas diziam bem de suas posses financeiras e, o seu olhar, de suas inten- ções libidinosas. Era a vida na sua mais rude, mais mesquinha e mais incongruente forma de se manifestar em ação entre as pessoas que, aos poucos, neste último milênio, tinham descido as escadas da bes- tialidade travestidas de civilizadas. Na avenida mais iluminada e mais movimentada da megaló- pole as luzes multicores, esfuziantes, feéricas, caiam sobre Alfa Ro- meo, Mercedes e limusines deslumbrantes. No cais, contudo, a luz amarelada dos postes iluminava ruas desertas, calmas, silenciosas e a carroceria melancólica de algum ônibus carregando os menos aqui- nhoados de Pluto. Mas, em que pese a quietude aparente do cais, nem tudo es- tava realmente calmo no gigantesco monstro de ferro. No porão, no escuro de um container, algo se agitou, como se despertasse de um longo sono. Era um movimento sutil, leve, jamais notado por olhos humanos porque a escuridão ali dentro era absoluta. Nenhuma luz penetrava no local. Nem mesmo um fóton. Tudo era escuridão New York fervilhava de gente inocente que se ignorava, cada um cuidando de si e preocupado com seus próprios problemas. Uma cidade com milhões de solitários. Solitários que se esbarravam uns nos outros e mal tinham tempo de murmurar um “excuse me”, quando o faziam. Solitários onde o palavrão era a vírgula em cada frase pro- nunciada. Uma cidade de pessoas caladas, fechadas, desconfiadas e frias, tão frias quanto o tempo gélido que, no inverno, os envolvia, voltadas unicamente para a luta pelo dólar. Dólar do qual a vida de cada um dependia. Enfim, New York, uma cidade criada tijolo a tijolo por humanos, mas paradoxalmente desumana. Em cada esquina um

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perigo, em cada noite mil mortos incógnitos que não despertavam qualquer piedade nos sobreviventes. Uma cidade onde todos os po- vos viviam lado a lado, cruzavam-se apressadamente compondo uma gigantesca mole humana que se movia rítmica e apressadamente, cada qual correndo atrás de seu destino e de sua vida de minhoca, literalmente de minhoca, pois a esmagadora maioria não tinha como pensar senão no imediato, no aqui-e-agora e no correr atrás do supér- fluo, porque só pela posse do supérfluo era possível ser-se alguém

entre os ninguéns com os quais se cruzava a cada segundo, dia e noite, na assustadora megalópole. Olhos desconfiados, olhos medrosos, olhos odiosos, olhos desesperançados, olhos preocupados, olhos aris- cos, olhos perspicazes, olhos buscando facilidades para seu dono dar o bote em algo pertencente a algum descuidado, olhos vigilantes para

enfim, olhos, milhares de olhos em ros-

tos de todas as tonalidades de cores de pele e de feitios de faces. New York, enfim, uma grande cidade cosmopolita. Uma ci- dade que recebia de tudo vindo de todas as partes do mundo civili- zado e não civilizado. Desde raríssimas obras de artes até objetos sa- tânicos e medonhos No porão do navio, no escuro do container, algo moveu-se

mais intensamente, porém devagar. Uma sombra dentro da tremenda escuridão. Não tinha corpo, não tinha forma, não tinha substância, mas flutuava no exíguo espaço que lhe cabia ali dentro. O aperto, o ar pesado e fétido, a escuridão de breu, nada disto parecia incomodar aquilo que somente flutuava sem consciência do local onde se encon- trava. Naquele exato momento um marinheiro desceu as escadas e observou o porão à fraca luz do teto. Aquilo dentro da caixa de ma- deira agitou-se e girou sobre si mesmo, chocando-se sem som contra os limites impostos pela madeira escura. Rodou, turbilhonou, enco- lheu-se e se estirou, frenético Aos olhos do marujo, tudo parecia quieto, calmo, sem altera- ção. No entanto, o homem sentia o coração disparado e seus pelos se arrepiavam de medo. Um medo que o avassalara tão logo pisara o

pegar os olhos perspicazes

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primeiro degrau da comprida escada que descia para o sombrio po- rão. Um medo que parecia ter substância; parecia estar palpável, em todo lugar, impregnando do degrau onde seu pé gelado pisava, até o teto de ferro sobre sua cabeça. Por que? Ele se forçou a descer mais dois degraus, mas suas pernas se endureceram e a garganta secou. Era medo, muito medo. E atrás do medo a percepção de um alerta subliminar em sua consciência. Era uma experiência fantástica, nunca antes vivenciada por ele. Não algo concreto, somente uma indefinível sensação de urgência. Uma consciência de que estava em perigo. Não estava armado e seu corpo volumoso, de puros músculos, não parecia mais inspirar-lhe confiança. O homem optou por dar meia-volta e su- bir correndo os poucos degraus da escada que tinha tentado descer. Lá no tombadilho, sob a luz dos faróis que, agora acesos, tornavam o cais claro como o dia, sentiu-se melhor, mas não teve coragem de con- tar a seu parceiro de sentinela que tivera aquele surto de medo irraci- onal. Seria gozado pelo resto de seus dias no navio. Preferiu calar.

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