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APOSTILA DE DIREITO TRIBUTÁRIO

GILSON ROCHA

NATAL/RN

2013

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DIREITO TRIBUTÁRIO: AULA 01

Conceito: é o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladores das
atividades de criação, cobrança e fiscalização de tributos. (criação: é uma atividade
desempenhada pelo Poder Legislativo; Cobrança e fiscalização: desempenhada pelo Poder
Executivo).

Direito público: é um ramo do direito porque estuda atividades estatais.

Competência para legislar: é uma competência CONCORRENTE. Leis da União,


Estados e do Distrito Federal. O Município não participa da competência concorrente. (Art. 24
da CF):

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre:
I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
ATENÇÃO!

O Município também legisla sobre direito tributário, mas com fundamento no interesse
local;

Sempre que a competência for concorrente caberá a União editar as normas gerais, as
normas gerais estão na Lei 5.172/66 (Código Tributário Nacional – CTN). A natureza jurídica
do CTN é formalmente uma lei ordinária, e materialmente uma lei complementar.

O ESTUDO DA DESTINAÇÃO DO DINHEIRO ARRECADADO PELO FISCO


NÃO CABE AO DIREITO TRIBUTÁRIO, MAS AO DIREITO FINANCEIRO.

Competência tributária: competência tributária ≠ capacidade tributária ativa.

Competência tributária: Capacidade tributária ativa:

Aptidão para criar tributos; Aptidão para cobrar um tributo;

Indelegável. Pode ser delegável (Art. 7º do CTN – é a

chamada PARAFISCALIDADE – Ex:

sindicatos, conselho de classe (CRM, CREA,

etc.))

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A competência tributária tem as seguintes características: indelegabilidade,
privatividade, facultatividade, irrenunciabilidade, incaducabilidade, inampliabilidade.

Conceito de tributo (Art. 3º do CTN):

Art. 3˚ Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela
se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada.

Tributo é:

a) Uma obrigação legal: significa que o tributo sempre surge da lei, NUNCA DO
CONTRATO - As convenções particulares não podem ser opostas a Fazenda
Pública. Ex: o contrato de locação que “transfere” ao inquilino o dever de pagar
IPTU não vale perante o Fisco;
b) Uma prestação pecuniária: em moeda - o tributo é sempre uma obrigação de dar.
É uma obrigação de dar uma quantia em dinheiro ao Estado. Nunca será obrigação
de fazer ou de não fazer;
c) Não constitui sanção por ato ilícito: tributo ≠ multa – tributo surge da prática de
um ato lícito (fato gerador), enquanto a multa surge de um ato ilícito (infração);
d) É cobrado por lançamento: atividade plenamente vinculada, não é discricionária;
e) É uma prestação compulsória: o pagamento do tributo é obrigatório, não
facultativo.

ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS: AULA 02

São cinco:

a) Impostos;
b) Taxas;
c) Contribuições de melhorias;
d) Empréstimos compulsórios;
e) Contribuições especiais;

Impostos, taxas e contribuições: é o fato gerador que define o tributo (Art. 4º do CTN),
sendo irrelevante a denominação e a destinação do dinheiro arrecadado.

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Art. 4 A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da
respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la.
I – a denominação e demais características formais adotadas pela lei;
II – a destinação legal do produto da sua arrecadação.

IMPOSTOS:

São tributos DESVINCULADOS independem de atuação estatal.

ATENÇÃO! O princípio da não afetação (Art. 167, IV, da CF): proíbe a vinculação
da receita de impostos a órgão fundo ou despesa.

EXCEÇÕES: saúde, ensino, atividade da administração tributária e prestação de


garantia à prestação de crédito.

Art. 167. São vedados (não permitidos):

IV – A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvada a


repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os Arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e
desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como
determinado, respectivamente, pelos Arts. 198, § 2°, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias
às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no Art. 165, § 8°, bem como o
disposto no § 4° deste artigo;

Em regra são por LEI ORDINÁRIA.

Federais: Estaduais: Municipais:

II/ IE/ IOF/ IR/ IPI/ ITR/ IGF. ICMS/ IPVA/ ITCMD. IPTU/ ISS/ ITBI.

Impostos em Espécies:

IPTU: Pode ter alíquotas progressivas, de acordo com o (Art. 32 do CTN), o IPTU
incide sobre imóveis localizados em área definida como urbana pela lei municipal (deve ter
pelo menos duas melhorias públicas). Ex: iluminação, energia elétrica, etc. O direito tributário
utiliza o critério da LOCALIZAÇÃO.

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Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e
territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem
imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana
do Município.
§ 1˚ Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei
municipal, observada o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo
menos dois dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:
I - Meio fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
II - Abastecimento de água;
III - Sistema de esgotos sanitários;
IV - Rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
V - Escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do
imóvel considerado.
§ 2˚ A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão
urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à
habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos
termos do parágrafo anterior.

ISS: não incide sobre locação de bem, pois não é considerado serviço. Súmula
vinculante 31. Em regra o ISS é devido no Município da sede do prestador, EXCETO
construção civil paga no local da prestação;

ITBI: exame 2010.3: se no divórcio o marido transfere para a esposa um imóvel além
do valor da meação não incide ITBI. O ITBI só incide sob transmissão onerosa (compra e
venda). Essa transferência teria que pagar ITCMD (uma doação);

ICMS: não incide sobre arrendamento mercantil (STF). Lembrar que três serviços
pagam o ICMS (comunicação, transporte intermunicipal e transporte interestadual);

IPVA: não é devido por barcos e aeronaves (jurisprudência do STF). A CF proíbe as


alíquotas diferenciadas para veículos importados;

IR: a cobrança do IR será informada por três critérios: progressividade, generalidade


(todos tem que pagar), universalidade (todas as rendas são tributadas);

IGF: é criado por lei complementar. A União não tem prazo para criar (a competência
tributária é facultativa e incaducável). O IGF tem que respeitar as duas anterioridades (anual e
nonagésimal).

TAXAS:

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São tributos VINCULADOS dependem de uma atividade estatal, pois remuneram a
atividade estatal;

São criadas e disciplinadas por LEI ORDINÁRIA;

A competência é COMUM quer dizer que existem taxas da U, E, DF e M;

“As taxas não terão base cálculo própria de impostos (art. 145, §2°, CF)”

As taxas podem ser de dois tipos:

1. Taxa de polícia: é aquela exercida para remunerar uma FISCALIZAÇÃO EFETIVA


sobre o contribuinte. Ex: taxa de vigilância sanitária, taxa para certidões, taxa de
fiscalização ambiental, etc.;

2. Taxa de serviço: são aquelas cobradas para remunerar SERVIÇO PÚBLICO


ESPECÍFICO E DIVISÍVEL (“uti singuli”). Ex: taxa judiciária, coleta de lixo,
emolumentos pagos em cartórios (STF), etc.

ATENÇÃO! se o serviço for INDIVISÍVEL (“uti universi”) a taxa é


INCONSTITUCIONAL. Ex: iluminação pública;

A taxa pode ser cobrada por fruição efetiva ou potencial (serviço à disposição).

CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA:

São tributos VINCULADOS;

São criadas, aumentas e disciplinadas por LEI ORDINÁRIA;

A competência é COMUM (entre U, E, DF e M). Quem realiza a obra que faz a


cobrança;

Hipótese de incidência: é cobrada quando se realiza uma OBRA PÚBLICA que


VALORIZA o imóvel do contribuinte.

Taxa ≠ contribuição de melhoria (a taxa é cobrada por um serviço público, já a contribuição


de melhoria é cobrada em razão de uma obra pública).

Existem dois limites ao valor da contribuição de melhoria:

a) Limite global: é o custo da obra;

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b) Limite individual: a valorização em cada imóvel.

EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (Art. 148 da CF): AULA 02

Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos


compulsórios:
I – Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de
guerra externa ou sua iminência;
II – No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional, observado o disposto no artigo 150, III, b.
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório
será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

O que está previsto no (Art. 148 da CF) não representa fato gerador do empréstimo
compulsório. São apenas hipóteses que autorizam a União a instituir o tributo. O
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO PODE TER UM FATO GERADOR QUALQUER,
mesmo que seja igual do imposto, de taxas, como também contribuição.

 Restituíveis;

 Entrada provisória de receita nos cofres públicos;

 Só podem ser criadas por lei complementar (temas de LC não admitem MP);

 Só União pode criar e cobrar imediatamente, nunca os Estados, DF ou Municípios;

Podem ser criados em duas hipóteses:

As duas hipóteses não são fato gerador e sim as situações que autorizam a criação do
tributo:

Calamidade pública: (tragédia) ou guerra externa ou sua iminência: (Cobrança


imediata);

 Não precisa ser catástrofe de proporção nacional;


 A guerra pode ser iminente ou deflagrada;
 Em caso de guerra civil ou interna não pode cobrar;
 Não se sujeita a anterioridade comum ou nonagésimal, devido ao seu caráter de
urgência.

Investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional:

 Tem que respeitar a anterioridade (as duas regras da anterioridade);


 Tem que ser de interesse nacional.

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ATENÇÃO! o valor arrecadado com o empréstimo compulsório fica vinculado à
situação que ensejou sua cobrança (Art. 148, par. único) - a lei que cria o empréstimo
compulsório tem que definir a sua finalidade (vetado o desvio de finalidade);

Não se admite mais empréstimo compulsório para situação que exige a absorção
temporária do poder aquisitivo da população. (enxugamento da moeda). (Art. 15, III, do CTN)
esta revogada pela CF/88.

Tributação de guerra: diante de uma guerra externa a CF/88 prevê dois instrumentos
tributários para obtenção de recurso.

Imposto extraordinário de guerra: Empréstimo compulsório de guerra:


Quem pode cobrar: União; Quem pode cobrar: União;
Feito por lei ordinária; Feito por lei complementar;
IEG admite MP (tratam de todos os temas Em empréstimo compulsório não admite
de lei ordinária); MP;
O valor não é restituível. O Empréstimo compulsório é restituível.

O imposto de guerra poderá continuar sendo cobrado por mais 05 anos depois de
celebrada a paz, desde que essa exigência seja reduzida gradativamente.

ATENÇÃO! empréstimo compulsório e IEG podem bi - tributar, tendo o mesmo fato


gerador ou bases de calculo de outro imposto.

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS (Art. 149 da CF):

 As contribuições são tributos qualificados pela destinação (a CF/88 define a destinação


de cada contribuição) – a finalidade é o objetivo. Caracterizado pela sua finalidade e
não pelo fato gerador;
 São sempre disciplinadas por lei ordinária – “é a lei ordinária que cria tributo: o imposto,
a taxa e a contribuição”.

ATENÇÃO! As contribuições podem ter fato gerador e base de cálculo próprio de imposto.
(Contribuições podem bi tributar). Ex.: COFINS pode ter o mesmo fato gerador do imposto de
importação.

 Lembrar que existem três regimes de incidência da COFINS:


* COFINS monofásica;
* COFINS plurifásica cumulativa;
* COFINS plurifásica não cumulativa.

 PERGUNTA! Contribuições incidem nas importações? E nas exportações?


 RESPOSTA: Quando importo um produto pago tudo que é tributo; mas na exportação
só incide o IE;
 As contribuições são de competência “exclusiva” (com exceções) da União.

Existem duas contribuições que não são federais:

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 Distrito Federal e Municípios podem cobrar contribuição de iluminação pública
(COSIP), facultada a arrecadação na fatura da energia residencial (Art. 149 - "A" da
CF).

ATENÇÃO! Estados não cobram COSIP;

 Os Estados, DF e Municípios podem cobrar contribuição de seus servidores para custeio


de regime previdenciário próprio.

As contribuições são de três tipos:

 Contribuições sociais (Art. 195 da CF): são cobradas para custeio da seguridade
social. Ex.: PIS, COFINS, CSLL. Existem dois tipos de contribuições sociais, as
específicas (são aquelas destinadas a custear a seguridade social) e as genéricas (custear
a educação);
 Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDEs): são cobradas como
instrumento para disciplina estatal de alguns setores da economia. Ex: CIDES
combustível (envolve petróleo e seus derivados; gás natural e derivados; bem como o
álcool combustível). Alíquotas da CIDE combustível (art. 177, §4º, I, b da CF), podem
ser alteradas por decreto, e quando forem alteradas não se sujeitarão ao exercício
financeiro, pode ser cobrado no mesmo ano desde que sejam respeitados os 90 dias;
 Contribuições de interesse das categorias das categorias profissionais ou
econômicas: instrumento de poder de polícia – fiscalização da economia. Ex.:
contribuição sindical.

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA:

É aptidão outorgada pela CF para instituir tributos através de lei. Competência


tributaria é indelegável.

Características da competência:

a) É facultativa, não é obrigada a instituir tributo;

b) A competência é indelegável (intransferível);

c) É incaducável ou imprescritível. Prazo para lançar e para cobrar de 05 anos;

d) Irrenunciável.

 Não confundir com capacidade tributária ativa (aptidão para arrecadar tributos),
podendo ser delegada por meio de lei. (Art. 7º do CTN) – parafiscalidade;

 A parafiscalidade pode ser revogada a qualquer tempo. (arrecadação do sindicato).

Modalidades de competência:

a) Privativa: impostos;

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b) Comum: taxas e contribuições de melhorias;

c) Especial: empréstimos compulsórios/ contribuições especiais (competência da


União, salvo a Cosip);

d) Residual: em razão da competência residual, concluímos que a União possui


competência ampliativa, enquanto os demais entes possuem competência
meramente exaustiva;

e) Extraordinária.

Competência residual: Competência extraordinária:


Competência exclusiva da união; Competência exclusiva da união;
Art. 154, I, da CF (criar novos impostos); Art. 195, §4º, da CF (novas cont. sociais);
Por lei complementar; Por lei complementar;
Não cumulativos; Não cumulativos;
Não podem ter FG nem base de cálculos de Não podem ter FG nem base cálculos das
impostos já existentes; contribuições sociais já existentes.
Novas contribuições sociais
precisam ser específicas;

REPARTIÇÃO DE RECEITAS (ART. 157 - 158 DA CF):

 São normas constitucionais que distribuem um montante arrecadado com


determinados tributos;
 Pertencem aos Estados e DF: (Art. 157 da CF);
 100% do Imposto de Renda retido na fonte, sobre a remuneração de servidores
estaduais e distritais;
 20% dos impostos residuais.

Pertencentes aos Municípios (Art. 158 da CF):

 100% do imposto de renda sobre a remuneração de servidores municipais;


 50% do ITR *** (se o Município realizar convênio pode ficar com todo o ITR);
 50% do IPVA;
 25% do ICMS.

ATENÇÃO! também se sujeitam a repartição de receitas o IPI, IOF sobre o ouro e a CIDE
combustíveis.

LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR (Art. 150 - 152 da CF): AULA 03

REPARTIÇÃO DE RECEITAS:
1. Princípios;

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2. Imunidades.

Objetivos:
1) Preservar a autonomia dos entes federados;
2) Dirimir as desigualdade econômicas existentes entre os entes políticos;
Sistema de repartição de receitas: a União reparte primeiramente com os Estados,
depois DF e por último os Municípios. Já o Estado reparte com os Municípios. E os Municípios
por sua vez não repartem com ninguém.

Objeto: por regra, o tributo que tem a receita repartida são os impostos. Exceção: a
CIDE combustível também tem a sua receita repartida. Então, a União reparte com Estado, DF
e Municípios;
A CIDE combustível é a única contribuição que tem a sua receita repartida.

Impostos que não sujeitam a repartição:


a) Impostos municipais;
b) Impostos de competência do DF (estaduais + municipais);
c) Imposto transmissão causa morte e doação (ITCMD);
d) Impostos federais: Imposto de importação (II), Imposto de exportação (IE), Imposto
sobre grandes fortunas (IGF) e Imposto extraordinário de guerra (IEG).

Fundamentação (Art. 157 - 162 da CF):

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PRINCÍPIOS (Art. 150 da CF):
Conceito: são normas constitucionais que devem ser observadas por todos os entes
políticos e aplicadas a todas as espécies tributárias.

1. Princípio da legalidade:
Regra: é vedado aos entes federados exigir tributos, sem lei que os estabeleçam.
Lei ordinária ou lei complementar: a CF aponta quando é LO ou LC. Se a CF silencia
quanto ao tipo de lei é LO;
Ex de LC: empréstimo compulsório, imposto sobre grandes fortunas, impostos
residuais, contribuições sociais e residuais. (LO  CF silente, LC  CF fixa).

ATENÇÃO! a rigor os tributos são instituídos por LO, só serão por LC quando a CF assim
fixar.
Pergunta: é possível utilizar MP para tributos? Resposta: sim. Caberá MP para aqueles
tributos que sejam instituídos por LO.
Não cabe MP para LC (Art. 62, §1º, III, da CF):
Para majorar ou reduzir (alterar alíquota) um tributo, precisa de lei, mas há exceções.
Exceções à legalidade (Art. 153, §1º, da CF):

Podem ter alíquotas alteradas por decreto: II/ IE/ IOF/ IPI.

Esses 04 tributos são conhecidos como impostos extrafiscais ou reguladores, pois


regulam a economia do país;

ATENÇÃO! segundo a CF, decreto só serve para modificar as alíquotas; uma vez que
a base de cálculo só pode ser modificada por lei.

EXCEÇÕES À LEGALIDADE:

CIDE Combustível (Art. 177, §4º, I, “b”, da CF): também pode ser majorada ou
alterada por decreto;

ICMS Combustível: suas alíquotas são definidas por convênio firmado entre os estados
membros e o DF;

Esse convênio é firmado em sede do CONFAZ (Conselho Nacional de Política


Fazendária);

Atualização ≠ majoração

Decreto Lei

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A atualização ocorre desde que seja utilizado o índice oficial de correção monetária
(súmula 160 do STJ).

2. Anterioridade (Art. 150, III, ”b” e “c” da CF):


a) Objetivo: garantir ao contribuinte um prazo mínimo para que ele se prepare para uma
nova carga tributária;
É proibido cobrar tributos no mesmo exercício financeiro, em que eles forem instituídos
ou majorados;
Ademais, é proibido cobrar tributo antes de 90 dias contados da data da publicação da
lei;
Também chamado de princípio da não surpresa;
Aplica-se a anterioridade quando for instituir, criar ou majorar um tributo;
Na redução da carga tributária não precisa observar a anterioridade;
Toda vez que a surpresa for desagradável, deve-se observar o princípio da anterioridade;
O aumento só deverá ser cobrado no exercício financeiro seguinte. O exercício
financeiro é de 1º de Janeiro até 31 de Dezembro;
Da data da publicação da lei, tem que aguardar no mínimo por 90 dias;
Não confundir o princípio da anterioridade anual com a anterioridade a anualidade. O
primeiro deve-se esperar o exercício financeiro seguinte e o segundo deve-se aguardar 365 dias;
Qual regra prevalece? prevalece a regra que oferecer ao contribuinte um prazo mais
longo para que então o tributo seja cobrado;
Quando se concede isenção não precisa observar a anterioridade;
E quando a isenção for revogada? segundo o (Art. 104, III, do CTN), observa-se a
anterioridade. Porém, segundo o STF o tributo pode voltar a ser cobrado imediatamente.

EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE:


Exceções: Cobrança: Tributos:
Exercício/90 dias; Imediata; II, IE, IOF, Empréstimos

Compulsórios e o IEG.

Exercício; Mínimo de 90 dias; IPI, Cont. sociais,

CIDE combustível e o

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ICMS combustível.

90 dias. Exercício financeiro seguinte IR, IPVA³ e o IPTU³

¹ Só pode ser instituído em caso de guerra ou calamidade pública;


² Contribuições sociais para o custeio da seguridade social;
³ Apenas quando houver modificação na sua base de cálculo.

ATENÇÃO! a anterioridade pela MP, só cabe em caso de relevância emergência,


portanto mesmo instituído por MP o tributo tem que observar a anterioridade;
Imposto (Art. 62, §2º, da CF);
Para o STF os 90 dias são contados da publicação da MP e o exercício seguinte é o da
conversão em lei.

3. Princípio do não confisco ou vedação ao confisco (Art. 150, IV, da CF):


Regra: é vedado cobrar tributos com efeito confiscatório.
ATENÇÃO! a multa para o STF também não pode ter efeito confiscatório;
EXCEÇÃO (STF): são os tributos extrafiscais (não precisam observar o confisco);
Os tributos extrafiscais são exceções, desde que observado o princípio da razoabilidade.

4. Princípio da liberdade de tráfego (art. 150, V, da CF):


Regra: é vedado cobrar tributos interestaduais ou intermunicipais sobre bens ou
pessoas. O seu objetivo é preservar o direito de ir e vir.

IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS: AULA 04

São normas constitucionais que afastam a incidência de IMPOSTOS.

ATENÇÃO! existem casos raros de imunidades que atingem outros tributos:

 Entidades de assistência sociais: são imunes a contribuições sociais;


 É gratuita a obtenção de certidões para defesa de direitos (imunidade de taxa).

Natureza Jurídica: imunidades têm duas naturezas.

As imunidades são:

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 Garantias fundamentais do contribuinte: as imunidades constituem cláusulas
pétreas;

 Limitações constitucionais ao poder de tributar: a sua regulamentação


infraconstitucional exige lei complementar.

Tipos de imunidades:

 Subjetiva: a imunidade protege uma pessoa. A imunidade subjetiva tem o poder


de afastar todos os impostos. Ex: imunidade religiosa;

 Objetiva: a imunidade protege um produto. A imunidade objetiva afasta os impostos


só do produto. Ex: imunidade dos livros;

Imunidade ≠ isenção.

Imunidade: Isenção:

Está na CF; Está na lei;

A imunidade limita a competência Dispensa o pagamento (exclui o crédito

tributária; tributário);

Afasta só os impostos; Afasta todos os tributos;

Recebe uma interpretação ampliativa; Deve receber uma interpretação literal

(restritiva);

ATENÇÃO! existe uma grande semelhança entre imunidade e isenção: Ambas afastam
somente a obrigação tributária principal, NÃO ATINGINDO as obrigações acessórias. Porque
são deveres instrumentais que comprovam o direito ao benefício. Ex: o livro é imune, mas, na
compra a livraria tem que emitir a nota fiscal (obrigação acessória);

A imunidade é uma hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada; A


isenção é uma hipótese de não incidência legalmente qualificada.

Imunidades em espécies (Art. 150, VI, da CF): afastam só impostos.

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Imunidade recíproca (Art. 150, VI, “A”, da CF): União, Estados, Distrito Federal e
Municípios não pagam nenhum IMPOSTO. Outros tributos são devidos.

ATENÇÃO! o (Art. 150 § 2º da CF) estendeu essa imunidade também para Autarquias
e Fundações Públicas (Ex: INSS, IBAMA, Banco Central (autarquias); PROCON, FUNAI,
FUNASA (fundações públicas)), somente sobre o patrimônio, renda e serviços vinculados as
finalidades essências da entidade;

Ex: terreno baldio do INSS (autarquia) paga IPTU, mas, se o terreno fosse da União
teria imunidade.

§ 2˚ A vedação do inciso VI, “a”, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas


e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços,
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

PERGUNTA: empresas públicas e sociedades de economia mista têm imunidade?


DEPENDE. As prestadoras de serviços públicos são imunes (Ex: correios). Mas as
exploradoras de atividade econômica não têm imunidade. Ex: Banco do Brasil, Petrobrás e
Caixa Econômica Federal.

Imunidade religiosa (Art. 150 VI, “B”, da CF):

“Templos de qualquer culto” não pagam IMPOSTOS;

Instituições religiosas não pagam nenhum imposto, outros tributos são devidos;

A imunidade vale para todas as religiões, não importando a quantidade de adeptos. A


imunidade vale também para todas as áreas contigua (mesmo de número de matrícula do
templo) ao templo, como creches, quadras, lojas, casas sacerdotais e até estacionamento (ainda
que remunerados).

PERGUNTA: E se o imóvel for locado? DEPENDE. Se a igreja for locadora (aluga o


antigo templo para terceiro) o imóvel permanece imune, mas se a igreja for locatária (funciona
em imóvel de terceiro) o imóvel não é imune.

Imunidades dos partidos políticos (Art. 150 VI, “C”, CF):

Favorece quatro tipos diferentes de pessoas jurídicas:

 Partidos políticos e suas fundações;

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 Sindicatos de trabalhadores;
 Entidade de assistência social; (imunes a impostos e a contribuições especiais – (Art.
195, § 7º da CF) – falam que essas entidades são “isentas”, no qual a CF errou a
redação, então se leia imunidades). #
 Entidades de educação sem fins lucrativos; #

ATENÇÃO! o Art. 14 do CTN prevê três condições para entidades assistenciais e


educacionais terem imunidade:

 Regularidade contábil;
 Aplicarem integralmente no Brasil os seus recursos;
 Não repassarem patrimônio ou renda para seus dirigentes.

Imunidade de imprensa (Art. 150 VI, “D”, CF):

Livros, jornais, periódicos e o papel para sua impressão não pagam impostos;

Segundo o STF papéis fotográficos e filmes fotográficos para fazer livro também são
imunes. Outras matérias prima não são imunes.

ATENÇÃO! como essa imunidade é objetiva só afasta os impostos direto sobre o


produto. Editores e livrarias pagam todos os impostos pessoais, como IR, IPVA e IPTU.

Outras imunidades:

 Não incide ITBI sobre transmissão de imóveis em realização de capital ou cisão,


fusão e incorporação de empresas;
 Não incide ITR sobre pequenas glebas rurais;
 Nenhum tributo incide sobre transmissão de imóveis em desapropriação;
 Nenhum tributo incide sobre exportações, exceto o IE, mas a II recolhe todos os
tributos.

Na CF/88 estão sob-reserva de lei complementar os seguintes assuntos:

 Normas gerais de direito tributário;


 Conflitos de competência;
 Regulamentação das limitações do poder de tributar;
 Tratamento ao ato cooperativo;

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 Regime do simples nacional.

ESTUDO DO CTN: AULA 05

O CTN apresenta uma série de institutos tributários cujos conceitos devem ser
assimilados para a prova. Ex: lançamento, obrigação tributária, crédito tributário, decadência,
prescrição, isenção, anistia, etc.

Linha do tempo (sequência lógica e cronológica de institutos tributários);

“O Estado se apropriando do tributo.” Lançamento CDA (certidão da D.A);

H.I F.G O.T C.T D.A Execução Fiscal;

Cobrança administração do tributo Inscrição;

Cobrança Judicial.

Conceitos:

a) Hipóteses de incidência: é a situação abstrata e prevista em lei, com aptidão a


deflagrar a relação jurídica tributária. Ex: auferir renda, circular mercadorias, ser proprietário
de bem, etc.

b) Fato gerador: o fato gerador representa a materialização do paradigma legal prévia


e abstratamente estipulado na hipótese de incidência. Ex: João aufere rende, Pedro circula
mercadorias, Maria é proprietária de bem, etc. As bancas de concurso têm separado o plano
abstrato da HI daquele plano fático do FG, o que a doutrina estranha em certa medida. É fácil
perceber que a concretização da hipótese, recebendo a denominação de subsunção tributária,
vai gerar um dever de pagamento do tributo. Assim, este é o momento em que um credor
(Estado) vai se ligar a um devedor (contribuinte), em um liame obrigacional tributário.

ATENÇÃO! (Art. 4º do CTN): a natureza jurídica do tributo será definida pelo fato
gerador. Assim, o FG de um imposto não se confunde com o FG de uma taxa ou com o FG
de uma contribuição de melhoria. Observe que esses três tributos são definido pelo FG, e
não pela finalidade, como acontece com os empréstimos compulsórios e com as
contribuições;

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 O fato gerador deve ser interpretado abstraindo-se dos aspectos externos a ele:
validade jurídica do ato, capacidade civil do agente, ilicitude do ato etc. (Art. 118
c/c 126 do CTN);

 Incide o IR sobre a renda da atividade ilícita (jogo do bicho); incide o IPTU sobre a
propriedade da casa /prostíbulo; o civilmente incapaz (“menininho”) é contribuinte
etc.

INFRAÇÕES: AULA 06

REGRA (Art. 136 do CTN): salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade


por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato;

No direito tributário a responsabilidade por infração é objetiva.

RESPONSABILIDADE:

Art. 137. A responsabilidade é pessoal ao agente:

I - Quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo


quando praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego,
ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito;

II - Quanto às infrações em cuja definição o dolo específico do agente seja elementar;

III - Quanto às infrações que decorram direta e exclusivamente de dolo específico:

a) Das pessoas referidas no (Art. 134 do CTN) contra aquelas por quem respondem;

b) Dos mandatários, prepostos ou empregados, contra seus mandantes, preponentes ou


empregadores;

c) Dos diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado,


contra estas.

Regra: autua-se a empresa.

EXCEÇÕES:

 Podendo a responsabilidade recair sobre o funcionário, desde que seja comprovado o


dolo específico (prejudicar a empresa) do funcionário.

 O funcionário fica responsável pelo pagamento das multas, e a empresa responsável


pelos tributos não pagos.

(Art. 138 do CTN) afastar as responsabilidades pelas infrações:

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Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração,
acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do
depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do
tributo dependa de apuração;

Denúncia espontânea: afasta o pagamento de todas as multas (punitivas e/ou


moratórias), porém ela exige o pagamento do tributo acrescido de juros, bem como de correção
monetária;

Não cabe denúncia espontânea no parcelamento. Pois, o parcelamento: inclui as multas;

PERGUNTA: Até quando a denúncia será espontânea? Resposta: Será espontânea,


desde que praticada antes do início do procedimento fiscalizatório (Art. 138, parágrafo único
do CTN);

Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início


de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a
infração.

LANÇAMENTO E CRÉDITO TRIBURÁRIO

Para o fisco exigir o pagamento do tributo, ele deve constituir o crédito tributário. Logo,
o crédito tributário é constituído, através da prática do lançamento;

Lançamento (Art. 142 do CTN): é um procedimento administrativo, tendente a


verificar a ocorrência do fato gerador.

Funções do lançamento:

O lançamento possui dupla função. Ele é constitutivo do crédito e declaratório da


obrigação.

Modalidade de lançamento:

1) Lançamento direto ou de ofício (Art. 149 do CTN): o auto de infração é um


lançamento de ofício.

Ex: IPTU, IPVA, taxas em geral e contribuições de melhoria;

2) Lançamento misto ou por declaração (Art. 147 do CTN): encontra-se em desuso;

Ex: Imposto de importação (declaração de bagagem acompanhada);

3) Auto lançamento ou lançamento por homologação (Art. 150 do CTN): é o mais


utilizado;

Ex: Imposto de renda, ICMS e o ISS.

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Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja
legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando
conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.

A homologação pode ser expressa ou tácita.

a) Expressa: o fisco comunica ao contribuinte que foi homologado;

b) Tácita: o fisco não comunica logo o contribuinte aguarda um prazo de 05 anos


contados da data do fato gerador, para saber se foi homologado ou não.

Essa homologação tácita tem natureza decadencial.


Segundo o CTN, constituído o crédito através do lançamento o contribuinte tem um
prazo de 30 dias para pagar ou apresentar defesa administrativa (Art. 160 do CTN).

Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento
do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado
do lançamento.
Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do
pagamento, nas condições que estabeleça.

O crédito tributário que não for pago, será inscrito como dívida ativa.

Certidão de dívida ativa (CDA): representa o título executivo extrajudicial necessário


para a propositura da execução.

FORMAS DE SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (Arts.


151 - 155 do CTN):

Impedem a execução fiscal;


É permitida a inscrição em dívida ativa;
Emite-se uma certidão positiva com efeitos de negativa;
As formas de suspensão suspendem o curso da prescrição.

1) Tutela antecipada: É a concessão da tutela ou de liminar que suspende a


exigibilidade do crédito tributário.

2) Liminar:

3) Parcelamento: não é o pedido que suspende, e sim o deferimento do pedido de


parcelamento;

4) Depósito: desde que integral* e em dinheiro;

Depósito integral corresponde ao montante que o fisco entende devido.

5) Moratória: é a dilatação legal do prazo de pagamento do tributo;

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6) Recurso administrativo: desde que apresentado tempestivamente.

FORMA DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (Arts. 156 - 174 do CTN):

1) Pagamento:

2) Compensação: regulada por lei, e é possível compensar créditos tributário já vencido


e os que estão para vencer;

3) Transação: previsto em lei e prevê um acordo entre o fisco e o contribuinte, que visa
o fim de um litígio;

4) Decadência e prescrição:

Decadência: Prescrição:
05 anos para constituir o crédito; 05 anos para executar o crédito;
Lei complementar; Lei complementar;
Contados antes do lançamento; Contados após o lançamento;
Não suspende, nem se interrompe; O prazo pode ser suspenso e interrompido;
Regra geral (Art. 173, I do CTN): 1˚ dia do Regra geral (Art. 173, I do CTN): têm inicio
Exercício seguinte aquele em que o A partir do momento em que o crédito
Lançamento poderia ter sido efetuado. tributário encontrar-se definitivamente
constituído.

Formas de exclusão (arts. 175 - 182 do CTN):


Anistia: Isenção:
Dispensa legal do pagamento da multa; Dispensa legal do pagamento da multa;
Fica sujeita as obrigações acessórias. Fica sujeita as obrigações acessórias.
Pode ser concedida a qualquer tempo;
Pode ser revogada a qualquer tempo,
Salvo, quando tiver sido concedida por
Prazo certo e sob determinadas condições;
Pois gera direito adquirido. Sumula 544
Do STF.

Anistia ≠ Remissão pode ser parcial

Perdão da divida Perdão da dívida

Paga a multa Não paga nem tributo, nem multa, pois tem a dívida
perdoada

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Garantias e privilégios (art. 183 - 193 do CTN):

a) Crédito tributário e cláusulas de impenhorabilidade e inalienabilidade:

REGRA: não poderão ser opostas à Fazenda Pública, independentemente da data de


constituição, SALVO, os bens absolutamente impenhoráveis.

Todas descritas em lei;

b) Crédito tributário e presunção de fraude à execução (Art. 185 do CTN):

REGRA: Fazenda Pública (Art. 185 do CTN) Alienação de bens


Oneração de rendas;

EXCEÇÃO: salvo se o contribuinte possuir bens ou rendas suficientes para saldar a


dívida.

c) Crédito tributário e suas preferências (Art. 186 do CTN):

REGRA: O crédito tributário prefere a qualquer outro, SALVO, os créditos decorrentes


da legislação trabalhista e de acidente de trabalho.

No caso de falência da empresa:

I) Fora da falência:

a) Legislação do trabalho e acidente de trabalho;

b) Crédito tributário.

II) Na falência:

a) Legislação do trabalho e acidente de trabalho;

b) Garantia real;

c) Crédito tributário .

1. Obrigação tributária: surge com o fato gerador sendo constituído por quatro
elementos:

Sujeito ativo (Art. 119 do CTN):

Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público titular
da competência para exigir o seu cumprimento.

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Sujeito passivo (Art. 121 do CTN):

Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao


pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:
I – Contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que
constitua o respectivo fato gerador;
II – Responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua
obrigação decorra de disposição expressa de lei.

Objeto: é a prestação de cunho pecuniário ou não pecuniário. Assim, será


chamado: Obrigação principal (ato de pagar tributa/ multa – Art. 13 § 1º do CTN),
obrigação acessória (ato diverso de pagamento. Ex: emitir nota, entregar declaração,
etc.).

Causa da obrigação tributária: é um vínculo jurídico que justifica as duas


obrigações acima. Na obrigação principal a causa é a lei tributária (Art. 114 do CTN).
Na obrigação acessória a causa é a legislação tributária (Art. 115 do CTN).

2. Lançamento: lançamento transforma OT em CT, trazendo exigibilidade para a linha


do tempo. Tem caráter de feição documental. Lançamento é VINCULADO, sendo assim não é
discricionário. Lançamento é ato privativo do fisco, mas o contribuinte pode auxiliar o fisco,
em maior ou menor medida, dependendo da intensidade do auxilio, teremos três tipos de
lançamento:

 Direto ou de Ofício (Art. 149, I do CTN): aqui não há auxílio, pois o


fisco age sozinho (lança sozinho). Ex: IPTU, IPVA, Taxa, Contribuição
de melhoria;

 Por Declaração ou Misto (Art. 147 do CTN): entrega de declaração


Auxílio

(existe auxílio). Ex: II, IE;

 Por Homologação ou Auto lançamento (Art. 150 do CTN): o


contribuinte calcula o tributo, preenche a guia, paga o tributo, cabendo
ao fisco o trabalho de homologar. Ex: ICMS, IPI, ISS, PIS, Confins, IR.

DICAS EXTRAS:

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 Quando ocorre o auto de infração, o lançamento passar ser obrigatoriamente de
oficio;

 Técnica do arbitramento (art. 148 do CTN), o fiscal arbitrará o valor quando


ocorrer ausência documental ou inidoneidade documental.

1. Crédito tributário: o CT é constituído pelo lançamento.

 Suspenso: Suspensão (Art. 151 do CTN).

MODERECOPA (Moratória, Depósito do montante integral, Recursos e reclamações


administrativos, Concessão de liminar em MS e de tutelas e Parcelamento).

 Extinto: extinção (Art. 156 do CTN) – pagamento, compensação (art. 170


do CTN), transação, remissão, etc.

 Excluído: Exclusão (Art. 175 do CTN) – isenção e anistia. Quando se têm a


isenção e anistia, a lei será obrigatória. Elas atingem a obrigação principal,
permanecendo inalteradas as obrigações acessórias.

Quando o CT está suspenso, deve ser emitida uma certidão positiva com efeitos de negativa.
(art. 206 CTN).

2. Dívida ativa: ler arts. 201 a 204 do CTN.

A presunção de legitimidade da divida ativa é absoluta ou relativa? Ela é RELATIVA


ou “iuris tantum”.

3. Execução fiscal: Lei 6.830/80 (arts. 1, 2, 3, 8, 9, 16, 40).

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