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Relatório 1 - Laboratório de caracterização de polímeros

Guilherme Pfeilsticker 11/0012615


Hannah Oivane 13/0113611
Leonardo Paulo de Oliveira Junior 13/0012661
Vinícius Mateus de Sousa 13/0137065

A prática de identificação de polímeros foi dividida em duas partes, a primeira,


ensaio de chama, consiste em levar o polímero ao bico de Bunsen para
aquecimento e observar seu comportamento, já a segunda parte, solubilidade de
polímeros, baseia-se em levar diferentes polímeros a solventes indicados e analisar
suas reações ao longo do tempo.

Para o ensaio de chama, foram dados quatro polímeros de aspecto


visualmente diferente, são eles o PET (Politereftalato de etileno) em forma de placa,
a borracha em grão, o PS (Poliestireno) em pellets e o PE (Polietileno) em grão.

Figura 1-Polimeros utilizados para ensaio de chama


Figura 01. Polímeros utilizados para o ensaio de chama.

O procedimento foi divido em três etapas e os resultados anotados em uma


tabela:

a) Aquecimento brando em que fosse possível visualizar as alterações no


polímero até que atingisse a fusão, em seguida retirar o polímero da
chama;
b) Aquecimento até o aparecimento de fumaça, retirada do polímero para
verificação de odor e pH da fumaça através do papel indicador
previamente umedecido em água;
c) Aquecimento intenso até que o polímero entrasse em ignição, observando
a coloração da chama e facilidade com que este incendeia e se continua
em chama após a retirada da fonte de energia externa.
Tabela 1 – Observações do ensaio de chama
Polímero Observações
a) Inicialmente encolheu sem mudar de cor, em seguida
ficou transparente e fundiu;
PET b) pH 7, fumaça com cheiro forte;
c) Fácil ignição, com chama entre o laranja e o vermelho e
sem auto extinção do fogo.
a) Fundiu e ficou com uma aparência leitosa, além de
borbulhar;
b) pH 1, forte odor na fumaça;
Borracha c) Apresentou alguma resistência a ignição, com chama
inicialmente azul-esverdeada na base e alaranjada no
topo, ao final chama apenas alaranjada, sem auto extinção
do fogo e deixou resíduo.
a) Ficou mais transparente e com aparência viscosa,
posteriormente borbulhou e derreteu;
PS b) pH 8, com pouco cheiro na fumaça;
c) Alta resistência a ignição, chama vermelha, sem auto
extinção do fogo e nenhum resíduo.
a) Lenta fundição e aspecto leitoso, manteve a cor;
b) pH 7 e fumaça com cheiro forte;
PE
c) Média resistência a ignição, chama de base azul e topo
vermelho, deixou resíduo parecido com um pó.

Para o ensaio de solubilidade de polímeros foram dados quatro tipos de


polímeros:

● PS em pellets;
● PS isopor;
● PLA – ácido polilático – em pellets; e
● PHB – polihidroxibutirato – em pellets.

Foram fornecidos também três tipos de solvente:

● Ciclohexano;
● Tolueno; e
● Hexano.

Os polímeros foram colocados separadamente nos solventes e os resultados


foram anotados na tabela abaixo.

Tabela 2 - Relação da solubilidade de polímeros em diferentes solventes

Polímeros

PS (pellets) PS (isopor) PLA PHB

Solventes
Dissolve
Ciclohexano Dissolve** Inerte Incha
parcialmente*
Tolueno Dissolve Dissolve Inerte Inerte
Hexano Inerte Inerte Inerte Inerte
* - Polímero ficou com consistência pegajosa;

** - Solução ficou com aspecto opaco.

A solubilização de um polímero é um processo físico reversível, que não


altera a estrutura química na cadeia polimérica. Este se diferencia do ataque
químico, que é um processo químico irreversível e que leva a degradação da cadeia
polimérica. A solubilização é um processo lento que acontece em dois estágios como
mostra a figura abaixo. (CANEVAROLO, 2006).

Figura 02. Etapas do processo de solubilização


Estão relacionados abaixo alguns conceitos norteadores adquiridos de forma
empírica a respeito da solubilidade de polímeros, estes conceitos nos ajudarão a
interpretar os resultados do experimento:

1- Deve existir semelhança química e estrutural entre o polímero e o solvente.

Semelhante dissolve semelhante.

2- Para um dado par polímero/solvente, a solubilidade é acrescida com o aumento

da temperatura e/ou redução da massa molecular da cadeia polimérica.

3- Polímeros termoplásticos altamente cristalinos apresentam solubilidade somente

a temperaturas próximas a temperatura de fusão cristalina (Tm).

4- Para termoplástico semicristalino apolar, a solubilização pode somente ocorrer a


temperaturas próximas a Tm.

5- Para termoplástico semicristalino polar, podem ocorrer interações específicas


entre o solvente e o polímero, facilitando a solubilização.

6- Elastômeros vulcanizados têm cadeias com baixa densidade de ligações


cruzadas, que vão impedir que a solubilização atinja o segundo estágio, permitindo

apenas inchamento.

7- Os termofixos, que possuem cadeias com alta densidade de ligações cruzadas,


normalmente sao inertes, ou seja, não sofrem efeito de solubilização.

Com base nos conceitos descritos acima podemos analisar a tabela de


resultados e observações e estimar características de alguns polímeros a partir do
conhecimento dos solventes.
No caso do Poliestireno (PS) é possível perceber dissolução quando em
contato com o Ciclohexano e Tolueno, o que nos leva a crer que ele possui
características estruturais próximas as desses compostos, e de que as ligações
estabelecidas entre as moléculas do polímero estão em um mesmo nível ou inferior
de energia em relação aos respectivos solventes. O PS permaneceu inerte em
relação ao Hexano.
O PLA se mostrou inerte a todos os solventes, é possível que isso ocorra
devido a uma cadeia complexa e baixa similaridade estrutural com os solventes, o
que dificulta sua solubilização. Suas ligações químicas intermoleculares podem ser
mais fortes do que as ligações Solvente-Soluto.
O PHB por sua vez reagiu levemente apenas ao Ciclohexano, isso nos leva a
crer que a solubilização teve início porém alguma característica do polímero como
cristalinidade, presença de ligações cruzadas ou maior força das ligações polímero-
polímero em relação às polímero-solvente impediu que ela continuasse. A
penetração do solvente acaba não sendo muito efetiva nesse caso e não passamos
da segunda fase da solubilização. O PHB permaneceu inerte em relação aos demais
solventes.

O processo de queima do polímero pode ser dividido em cinco etapas como


mostrado na figura a seguir:

Figura 03. Processo de queima de polímero

Durante a segunda fase da queima, chamada de pirólise, os componentes do


polímero começam a se decompor e liberar gases tanto combustíveis como não
-combustíveis, líquidos de suas cadeias poliméricas, fuligem, radicais livres entre
outros. Essa decomposição vai formar variados hidrocarbonetos de baixo peso
molecular assim como radicais livres, essas espécies vão ser importantes na fase de
ignição que se inicia em seguida, pois desencadeiam reações de queima altamente
exotérmicas (GALLO & AGNELLI, 1998) desencadeando um processo chamado
retroalimentação térmica, que vai sustentar os processos de pirólise (II) e ignição (III)
enquanto houver material combustível disponível até por fim atingir a extinção. O

Figura 2-Ensaio de chama


que vai diferenciar um polímero que sofre queima completa e não deixa resíduos vai
depender o tipo de radicais livres são liberados na queima do polímero e se a reação
de combustão desses produtos da pirólise resultam em gases e vapores ou em
sólidos, tais como fuligem, fibras ou cargas minerais.

Figura 04. PS em processo de ignição

Polímeros podem apresentar bolhas e isso ocorre devido a algumas


circunstâncias. Primeiramente, deve-se levar em consideração se o polímero tem
características higroscópicas, que é a propriedade de absorver água que certos
materiais têm (AKCELRUD, 2007), por exemplo, as poliamidas que caso não sejam
secadas apropriadamente podem formar ligações de hidrogênio em suas interações
intermoleculares antes do processamento da peça, dessa forma gerando bolhas no
plástico. Da mesma forma os poliésteres, como o PET e o Policarbonato, também

são extremamente sensíveis a umidade (WIEBECK e HARADA, 2005) e para evitar


tanto a formação de bolhas quanto a hidrólise do polímero, deve-se atentar ao
controle da temperatura e aos tempos de secagem no processamento das peças
desses polímeros.

Com o ensaio de chama foi possível determinar o pH da fumaça dos


polímeros através do uso de papéis indicadores. Foi percebida uma certa variação
entre os valores de pH para os polímeros, isso se deve ao fato da presença de
diferentes aditivos químicos na composição. Entre os polímeros estudados apenas a
borracha apresentou um pH de fumaça muito baixo, isso se deve à presença de
aditivos de composição mais ácida inseridos na borracha para conferir resistência à
abrasão, água e eletricidade.

Figura 3-PH da Borracha

Como os polímeros estudados, com exceção da borracha, apresentaram um


valor de pH neutro podemos concluir que o único que apresenta aditivos é a
borracha, que apresentou um valor de pH muito ácido. Como o polímero borracha
apresentou uma certa resistência à ignição durante o ensaio, constatou-se que
estavam presentes aditivos químicos que conferem resistência à abrasão. Um
exemplo de aditivo com esse fim é o “negro de fumo”, aplicado em pneus.
Figura 4-PH do PE

Figura 5-PH do Pet


Figura 6- PH do PS

Plásticos tem amplas aplicações na engenharia e na indústria em geral, esses


materiais podem ser muito semelhantes e caso não haja uma marcação apropriada
das amostras, pode ser difícil de diferenciá-los visualmente. Quando esse é o caso,
pode-se usar um teste simples de densidade para diferenciá-los usando a densidade
da água como referência e caso esse teste não seja o suficiente, na instância de
ambos os polímeros serem mais densos que a água ou o oposto, pode-se fazer o
teste de chama e observar o cheiro, as mudanças visuais do material, a cor da
chama entre outros.

O Polipropileno (PP) e o Policloreto de Vinila (PVC), a título de exemplo, são


facilmente diferenciáveis segundo CANEVAROLO JR (2006), utilizando o teste da
densidade, levando em conta que o PP é de baixa densidade e flutua em água,
enquanto o PVC tem alta densidade e afunda na água. Mas caso se queira ser mais
pertinaz fazendo um teste de chama, observar-se-á que enquanto o PP queima de
forma crepitante e gerando fuligem em chama amarela com um cheiro forte de
parafina queimada, enquanto o PVC queima em chama auto-extinguível amarela
com vértice verde e cheiro penetrante de cloro. (WIEBECK & HARADA, 2005)

Agora considerando o Polietileno Tereftalato (PET) e a Borracha de Estireno


Butadieno (SBR), fazendo o teste inicial da densidade, a borracha flutua, enquanto o
PET, que é de alta densidade, afunda. Agora seguindo para uma análise com maior
escrutínio e fazendo o teste de chama, de acordo com WIEBECK & HARADA (2005)
a Borracha entra em combustão facilmente em chama amarela e continua a queimar
mesmo sem fonte de ignição, no teste olfativo pode-se notar o cheiro característico
de borracha queimada, que é ligeiramente doce e enjoativo, semelhantemente o
PET queima em chama amarela, porém com odor de manteiga rançosa.

Tabela 2 - Classificação de Cristalinidade dos Polímeros

Polímero Característica Estrutural

PET Amorfo

Borracha Amorfo

PE Parcialmente Cristalino

PS (Pellet) Amorfo

PS (Isopor) Amorfo

PLA Semicristalino

PHB Semicristalino

É possível caracterizar polímeros como semicristalinos ou amorfos de acordo


com a forma inicial da amostra e as suas alterações de acordo com o aumento de
temperatura durante o ensaio de chama.

Os polímeros amorfos puros, que não tenham aditivos que afetem a sua
aparência vítrea e transparente, são facilmente observáveis e separados dos
demais, pois os polímeros semicristalinos tem aparência turva e os amorfos puros
tem aparência vítrea quando sólidos.

Dos materiais que não tem aparência transparente no estado sólido, pode-se
diferenciar quais são amorfos e quais são semicristalinos, pois segundo AKCELRUD
(2007) quando atingem uma temperatura de transição vítrea tanto os amorfos
quanto os semicristalinos começam a passar do estado sólido para um estado
pastoso, eventualmente o material amorfo vai sofrer ebulição completa em uma taxa
de aumento de volume específico constante a partir da Tg (transição vítrea), já os
polímeros semicristalinos ao longo do aumento de temperatura depois de entrar no
estado vítreo vão atingir um ponto de ebulição em que haverá uma inflexão violenta
na taxa de crescimento do volume específico, ficarão transparentes devido a quebra
das ligações intermoleculares da sua estrutura cristalina, esse Tm (temperatura de
fusão) só se aplica para os polímeros semicristalinos, e é uma forma de diferenciá-
los dos amorfos durante o ensaio de chama.

Bibliografia

AKCELRUD, Leni, Fundamentos da Ciência dos Polímeros, Editora Manole Ltda,


2007.

CANEVAROLO JR, Sebastiao V., Ciência dos polímeros: um texto básico para
tecnólogos e engenheiros, Editora Artliber, 2006.

GALLO, Jorge B.; AGNELLI., José A. M.. Aspectos do comportamento de polímeros


em condições de incêndio. Polímeros, São Carlos , v. 8, n. 1, p. 23-38, Mar. 1998

WIEBECK, Helio; HARADA, Julio. Plásticos de Engenharia: Tecnologia e Aplicações.


São Paulo: Artliber Editora, 2005.