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Manual para

DISCÍPULOS
de CRISTO
“Se alguém me ama,
guardará a minha palavra,
e meu Pai o amará, e viremos para ele
e faremos nele morada.”
Jesus Cristo

Módulo 1
Manual para
DISCÍPULOS
de CRISTO
Elaborado por
Alan Capriles

A DEUS TODA GLÓRIA

Módulo 1  2ª Edição  Março/2018

1
Assim disse Jesus Cristo
“É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado.
E eis que estou convosco todos os dias
até à consumação do mundo.”
Mateus 28:18-20

“Por que me chamais Senhor, Senhor,


e não fazeis o que vos mando?”
Lucas 6:46

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda,


este é o que me ama; e aquele que me ama
será amado de meu Pai,
e eu o amarei e me manifestarei a ele...
Se alguém me ama, guardará a minha palavra,
e meu Pai o amará, e viremos para ele
e faremos nele morada.”
João 14:21,23

“Vós sereis meus amigos


se fizerdes o que eu vos mando.”
João 15:14

2
SUMÁRIO
Apresentação .................................................................................... 5
Prefácio ............................................................................................. 7
Como usar este manual .................................................................... 9

CONHEÇA SUA BÍBLIA ..................................................................... 12


Antigo Testamento ....................................................................... 14
Novo Testamento ......................................................................... 15
Abreviatura e assunto principal de cada livro da Bíblia ................ 18
Capítulos, versículos e referência bíblica ...................................... 22

FUNDAMENTOS BÍBLICOS DA FÉ CRISTÃ......................................... 26


Deus .............................................................................................. 27
Jesus Cristo ................................................................................... 27
O Espírito Santo ............................................................................ 28
A Bíblia .......................................................................................... 28
O pecado, ..................................................................................... 28
A humanidade .............................................................................. 29
A salvação ..................................................................................... 29
A cruz ............................................................................................ 29
A conversão .................................................................................. 30
A igreja.......................................................................................... 30
O reino de Deus ............................................................................ 31

3
Os anjos ........................................................................................ 31
O diabo ......................................................................................... 31
A segunda vinda de Cristo ............................................................ 32
A ressurreição ............................................................................... 32
O arrebatamento .......................................................................... 32
O juízo final ................................................................................... 33

ENSINAMENTOS DE CRISTO ............................................................ 34


O que Jesus nos ensinou sobre as Escrituras ................................ 36
O que Jesus nos ensinou sobre o pecado ..................................... 42
O que Jesus nos ensinou sobre o arrependimento ...................... 47
O que Jesus nos ensinou sobre a fé .............................................. 52
O que Jesus nos ensinou sobre o perdão ..................................... 57
O que Jesus nos ensinou sobre a oração ...................................... 60
O que Jesus ensinou sobre o reino de Deus ................................. 65

DEFESA DA FÉ .................................................................................. 71
Como identificar uma heresia ...................................................... 73
Como defender a Fé ..................................................................... 77

Bibliografia ...................................................................................... 83
Sobre o autor .................................................................................. 84

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Apresentação
O presente manual visa ser um instrumento de apoio para o
discipulado de novos convertidos a Jesus Cristo.
Mas o que é um discipulado?
Discipulado significa o processo pelo qual se dá a formação de
um discípulo de Cristo. Mas atenção: de Cristo! Essa ênfase é
necessária, pois atualmente alguns novos convertidos são
induzidos a pensar que são discípulos de quem os está
ensinando. Isso é um grave erro que precisa ser evitado.
Foi o próprio Senhor Jesus que, ao dar à igreja a missão de fazer
discípulos de todas as nações, explicou que discipular significa:
batizar e ensinar os novos convertidos a obedecer todas as
coisas que ele, Jesus Cristo, nos ordenou.
Mas o que Cristo nos mandou fazer?
Essa é a grande questão! Muitas igrejas têm falhado no
discipulado porque, apesar de se dizerem cristãs, deixaram de
ensinar o que Cristo nos ordenou. E, como resultado dessa
negligência, temos uma geração de crentes que denigrem o
evangelho, pois continuam agindo como pessoas egoístas e
mundanas.
Minha esperança com o presente manual, que deve ser o
primeiro de uma série, é facilitar no verdadeiro discipulado
cristão, que consiste não na prática de tradições religiosas, mas
em guardarmos aquilo que Cristo realmente nos ensinou.

5
ATENÇÃO: Este manual não deve ser vendido, nem por mim e
nem por ninguém. Ele está disponibilizado gratuitamente na
internet no formato PDF, possibilitando assim que seja baixado
e lido diretamente na tela de um celular, tablet ou computador,
bem como pode também ser impresso e encadernado.
Que esta obra possa contribuir para a nossa edificação em
Cristo e a expansão do reino de Deus por toda a terra. Essa é a
minha esperança e oração.
Deus continue lhe abençoando
e que você seja cada dia mais uma bênção em suas mãos.

Alan Capriles

A DEUS TODA GLÓRIA

6
Prefácio
Creio que seja importante compartilhar um pouco da história
deste manual. Tudo começou quando, ao final de um culto,
senti que deveria chamar para uma reunião os irmãos que
desejassem se envolver mais na obra de Deus. Naquele
momento eu não sabia no que daria essa reunião, e muito
menos eles! Tão somente transmiti algo que eu sabia ser da
parte de Deus. E o resultado foi percebermos a urgente
necessidade de auxiliarmos os novos convertidos, a fim de que
se tornem verdadeiros discípulos de Cristo.
Passamos então a nos reunir toda semana para tratarmos desse
assunto, de modo que nossas orações e conversas resultaram
na elaboração deste manual. No entanto, só percebi sua real
necessidade quando, após diversas reuniões, eu finalmente
disse àqueles irmãos que eles já estavam prontos para
discipular os novos convertidos. Foi quando um deles olhou
para mim bem seriamente e disse: “Ok! Mas nós vamos receber
algum material de apoio, né?”
A princípio eu cria que somente a Bíblia bastava para o
discipulado e assim eu esperava que fizessem. Mas então
percebi que nem todos sabem encontrar na Palavra os textos
mais apropriados para discipular alguém. Sei que existem
muitas revistas evangélicas que visam servir de ajuda nesse
sentido, mas todas elas contendo muitos textos e poucas
referências bíblicas.

7
Sendo assim, ao contrário do que já existe, o presente manual
foi elaborado para conter o máximo de referências bíblicas e
apenas o mínimo necessário de textos explicativos. O intento é
que o leitor perceba que a Bíblia explica a própria Bíblia,
despertando-se nele o interesse pela Palavra de Deus.
No entanto, a urgência desse suporte ao discipulado levou-me
a lançar a primeira edição sem que o manual contivesse todas
as referências bíblicas que eu gostaria. Simplesmente por faltar-
me tempo. Sendo assim, agora publico esta segunda edição,
contendo mais referências e com outros melhoramentos, tais
como linhas para anotações nos espaços que antes estavam em
branco. Assim como esta, futuras edições também continuarão
sendo disponibilizadas gratuitamente pela internet. Para tomar
conhecimento disso basta que visite meus endereços na rede,
ou que me contate por e-mail. Essas informações pessoais estão
contidas na última página deste manual.
Devo ainda lembrar que o presente manual é o primeiro
módulo de muitos outros que pretendo lançar. Peço por sua
ajuda em oração neste sentido. Aqui, no módulo primeiro,
encontramos apenas os ensinamentos mais básicos e
necessários para o novo convertido. Mas outros ensinamentos
de Cristo serão revelados nos próximos módulos, pois ainda
temos muito que aprender!
“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e
Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora,
como no dia da eternidade. Amém.”
2 Pedro 3:18

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Como usar este manual
O discipulado não é uma tarefa solitária. O ideal é que alguém
mais antigo e experiente no Caminho da salvação preste
acompanhamento ao novo convertido.
Sendo assim, logo após o batismo nas águas o novo convertido
deve contar com algum cristão amadurecido que possa lhe
ajudar nos primeiros passos da fé cristã.
Esse manual, por ser completamente bíblico e isento de
influências denominacionais, pode ser utilizado por qualquer
cristão que almeje ser edificado em Cristo.
O termo discípulo e também o termo discipulador não estão
sendo empregados aqui como títulos. Pelo contrário! São
apenas funções desempenhadas para o serviço na obra de
Deus. Todo verdadeiro cristão sempre será um discípulo, pois
sempre terá algo a aprender. Mas, assim que estiver
amadurecido no evangelho, deverá também discipular alguém
que é novo na fé, pois fazer discípulos de Cristo é uma
ordenança que recebemos do Senhor.
Antes de haver o encontro para discipulado aconselho que o
discipulador examine bem o ponto que será ensinado. Que
confira cada referência bíblica e escolha quais prefere utilizar,
pois a leitura de todas as passagens demandaria muito tempo.
Minha sugestão é que os encontros entre discípulo e
discipulador aconteçam pelo menos duas vezes por semana.
Por questões óbvias, homem deve discipular homem e mulher

9
deve discipular mulher. No entanto, se o grupo for maior, e não
somente uma pessoa sendo discipulada, pode haver exceção a
essa regra. Por exemplo, um casal pode discipular outro casal,
ou mesmo uma família inteira.
Seja como for, este manual poderá ser muito útil como guia nos
encontros entre discípulo(s) e discipulador(es). A sequência de
assuntos foi cuidadosamente planejada para atender as
primeiras necessidades de um novo convertido.
Começamos com a seção Conheça sua Bíblia, pois geralmente
um novo convertido é presenteado com um exemplar da
Escritura Sagrada, mas não sabe como entendê-la e sequer
como manuseá-la. Portanto, nessa primeira seção o discípulo
aprenderá não somente a conhecer como se organizam os
livros da Bíblia como também terá noção do assunto principal
de cada livro, além de aprender a interpretar e encontrar
referências bíblicas.
Na seção seguinte, o discipulador ensinará ao novo convertido
os Fundamentos Bíblicos da Fé Cristã, que são importantíssimos
para que desvios doutrinários sejam evitados logo no início da
caminhada cristã.
E, finalmente, chegamos aos ensinamentos de Jesus, que são o
cerne do nosso Manual para Discípulos de Cristo. Afinal de
contas, discipular é ensinar o novo convertido a guardar tudo
quanto Jesus nos ordenou. E o Senhor nos ensinou muitas
coisas! Neste primeiro módulo veremos primeiramente sete
tópicos, que são os mais essenciais para quem está começando
agora na caminhada cristã. Nos próximos módulos

10
prosseguiremos conhecendo outros mandamentos de Cristo,
igualmente necessários.
Ao final de cada módulo do nosso manual encontraremos um
apêndice, que consiste num suplemento que pode ou não ser
lido nos encontros entre discípulo(s) e discipulador(es). O
assunto geralmente será concernente à defesa da fé, dando ao
discípulo condições de identificar e se proteger contra heresias,
seitas e erros doutrinários.
Nosso manual ainda oferece um exclusivo plano de leitura da
Bíblia em um ano, no qual somos incentivados a meditar
diariamente nos escritos sagrados, tanto do antigo, quanto do
novo testamento.
Devo alertar que nosso manual não substitui a meditação
bíblica. Pelo contrário, seu objetivo é incentivar a leitura diária
e planejada de toda a Escritura Sagrada, bem como a prática
persistente da correta oração.

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CONHEÇA SUA BÍBLIA
Bíblia Sagrada é o nome que se dá ao conjunto de livros
inspirados por Deus, os quais também são chamados de
Escrituras e Palavra de Deus. Ela contém 66 livros, escritos por
mais de 40 autores e durante um período de 1.600 anos.
Contudo, a Bíblia é uma obra harmônica, que não se contradiz,
indicando a sua inspiração divina. Seu tema central é a queda
do homem e a misericórdia de Deus nos provendo um Salvador,
que é Jesus Cristo. Ainda que nem todos os livros bíblicos o
mencionem diretamente, Cristo é o cerne de toda Escritura
Sagrada.

A inspiração divina da Bíblia é ainda percebida por diversas


comprovações, tais como a veracidade de seus ensinamentos e,
principalmente, o testemunho de bilhões de pessoas que
através da meditação bíblica encontraram paz de espírito e a
verdadeira vida por meio de Jesus Cristo.

A Bíblia se divide em dois grandes blocos de livros:

• O Antigo Testamento: composto por 39 livros, os quais


foram redigidos em hebraico e aramaico pelos judeus
antes de Cristo vir ao mundo. Seus escritos preveem a sua
vinda, nos revelando sobre Deus e o seu plano para com a
nação judaica, povo que Ele escolheu para preservar sua
Palavra e nos trazer o Salvador ao mundo.

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• O Novo Testamento: composto por 27 livros, os quais
foram redigidos em grego pelos apóstolos e discípulos de
Cristo após a sua morte e ressurreição. Seus escritos
anunciam as boas novas de que Jesus é o Cristo (ou seja, o
messias anunciado no Antigo Testamento, o qual Deus
enviou para a salvação de todos os que nele creem) e
também nos ensinam sobre como viver segundo a sua
vontade.

ANOTAÇÕES
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Antigo Testamento

Organização dos seus 39 livros:

• Pentateuco

GÊNESIS, ÊXODO, LEVÍTICO, NÚMEROS e DEUTERONÔMIO


Chamado pelos judeus de Torá, o Pentateuco é o conjunto
dos cinco primeiros livros da Bíblia, os quais são atribuídos
a Moisés.

• Livros históricos
JOSUÉ, JUÍZES, RUTE, I SAMUEL, II SAMUEL, I REIS, II REIS,
I CRÔNICAS, II CRÔNICAS, ESDRAS, NEEMIAS e ESTER
Doze livros que narram a história do povo de Israel no seu
relacionamento com Deus e na conquista da terra
prometida.

• Livros poéticos

JÓ, SALMOS, PROVÉRBIOS, ECLESIASTES e CANTARES


Cinco livros que são chamados de poéticos devido ao
gênero de sua literatura.

• Profetas maiores
ISAÍAS, JEREMIAS, LAMENTAÇÕES, EZEQUIEL e DANIEL
Cinco livros de cunho profético.

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• Profetas menores

OSÉIAS, JOEL, AMÓS, OBADIAS, JONAS, MIQUÉIAS, NAUM,


HABACUQUE, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS.
Doze livros de cunho profético, os quais são chamados de
menores por serem menos extensos que os cinco
anteriores.

Novo Testamento

Organização dos seus 27 livros:

• Evangelhos
MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO
Quatro livros que relatam com enfoques diferentes a
biografia de Jesus de Nazaré, o Cristo anunciado no Antigo
Testamento. Os três primeiros evangelhos são chamados
de sinóticos, porque seguem uma sinopse muito parecida
na sequência dos acontecimentos. O evangelho de João foi
o último a ser escrito e se propõe a relatar fatos não
relatados nos outros evangelhos, com a finalidade de
fortalecer ainda mais a fé em Cristo.

• Livro histórico
ATOS DOS APÓSTOLOS
Relato de como se deu o início da igreja e seu empenho
missionário na propagação do evangelho de Cristo.

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• Epístolas

São 21 cartas onde os apóstolos, inspirados pelo Espírito


Santo, interpretaram a doutrina de Cristo, instruindo os
primeiros cristãos acerca da fé e da conduta cristã. Estão
divididas em dois blocos: epístolas paulinas e gerais.

o Epístolas paulinas

ROMANOS, 1 CORÍNTIOS, 2 CORÍNTIOS, GALÁTAS, EFÉSIOS,


FILIPENSE, COLOSSENSES, 1TESSALONICENSES, 2TESSALONICENSES,
1 TIMÓTEO, 2 TIMÓTEO, TITO e FILEMOM
Treze cartas, ou epístolas, escritas pelo apóstolo Paulo. As
nove primeiras para igrejas, seguidas de três para orientar
pastores e, por fim, um curto e cativante apelo de Paulo ao
cristão Filemom pela libertação de um escravo chamado
Onésimo.

o Epístolas gerais

HEBREUS, TIAGO, 1 PEDRO, 2 PEDRO, 1 JOÃO, 2 JOÃO, 3 JOÃO e


JUDAS
Oito cartas que são chamadas de gerais por não serem
destinadas a uma igreja específica. Uma observação: não
se sabe ao certo quem foi o autor da epístola aos Hebreus,
porém sua inspiração divina é incontestável.

16
• Livro profético

APOCALIPSE
Livro de cunho profético, que trás revelações
importantíssimas para a igreja se manter em santidade e
amor, não se intimidando frente às tribulações que
enfrentará até o triunfante retorno de Cristo.

DICA
Enquanto você não estiver habituado a encontrar os livros da
Bíblia com rapidez, utilize o índice que consta nas primeiras
páginas da sua Bíblia. O índice lhe mostrará o número da
página onde começa o livro que você procura.

ANOTAÇÕES
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Abreviatura e assunto principal
de cada livro da Bíblia

Antigo Testamento

Gênesis = Gn A criação do mundo e a formação do povo hebreu


Êxodo = Ex A saída do Egito e a promulgação da Lei
Levítico = Lv Santidade e adoração ao Senhor
Números = Nm A jornada rumo à terra prometida
Deuteronômio = Dt Lembrando as Leis ao povo de Israel
Josué = Js A conquista de Canaã e a divisão das terras
Juízes = Jz Primeiros 300 anos de Israel conduzido por juízes
Rute = Rt Os primórdios da família messiânica de Davi
1 Samuel = 1Sm A organização do Reino de Israel
2 Samuel = 2Sm O reinado de Davi
1 Reis = 1Rs O reinado de Salomão e a posterior divisão do reino
2 Reis = 2Rs A história de decadência do reino dividido
1 Crônicas = 1Cr O reinado de Davi do ponto de vista espiritual
2 Crônicas = 2Cr Análise espiritual do reino de Salomão e do sul
Esdras = Ed A volta do cativeiro e reconstrução do templo
Neemias = Ne A reconstrução dos muros de Jerusalém
Ester = Et Israel escapa do exterminio
Jó = Jó O problema do sofrimento
Salmos = Sl Coleção de hinos, lamentos e louvores hebraicos

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Provérbios = Pv Sábios conselhos colecionados por Salomão
Eclesiastes = Ec A vaidade da vida terrena e a verdadeira felicidade
Cânticos = Ct O intimidade com Deus ilustrada no casamento
Isaías = Is O profeta messiânico
Jeremias = Jr O último esforço para que Israel se arrependa
Lamentações = Lm Canto fúnebre sobre a desolação de Jerusalém
Ezequiel = Ez “Saberão que eu sou o Senhor”
Daniel = Dn O profeta na Babilônia
Oséias = Os Forte apelo para que Israel se converta
Joel = Jl Convocação para jejum em sinal de arrependimento
Amós = Am Um clamor pela justiça e a promessa de restauração
Obadias = Ob A destruição de Edom
Jonas = Jn A disposição de Deus em perdoar o arrependido
Miquéias = Mq Sobre a primeira e segunda vinda de Cristo
Naum = Na O Deus justo deve punir o pecado
Habacuque = Hc O mal será castigado e “o justo viverá pela fé”
Sofonias = Sf Ameaças de juízo a nações impenitentes
Ageu = Ag Ânimo para se retomar a reconstrução do templo
Zacarias = Zc Ânimo na conclusão do templo e a vinda do Messias
Malaquias = Ml O Senhor exige fidelidade total

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Novo Testamento

Mateus = Mt Jesus é o Messias: foco no cumprimento profético


Marcos = Mc Jesus é o servo de Deus: foco no seu sofrimento
Lucas = Lc Jesus é o Filho do homem: foco na sua humanidade
João = Jo Jesus é o Filho de Deus: foco na sua divindade
Atos = At A atuação do Espírito Santo por meio da Igreja
Romanos = Rm A justificação pela fé e suas implicações
1 Coríntios = 1 Co O pecado deve ser extirpado da igreja
2 Coríntios = 2 Co Paulo defende seu apostolado em amor
Gálatas = Gl Salvação pela graça, não pela Lei
Efésios = Ef O que Cristo fez por nós e o nosso dever cristão
Filipenses = Fp Gratidão por uma igreja que investe em missões
Colossenses = Cl A divindade de Jesus Cristo
1Tessalonicenses =1Ts Santidade, amor e a segunda vinda de Cristo
2Tessalonicenses =2Ts Esclarecimentos sobre a segunda vinda de Cristo
1 Timóteo = 1Tm Cuidados que um pastor iniciante deve tomar
2 Timóteo = 2Tm Fidelidade, coragem e perseverança no pastorado
Tito = Tt Como colocar em ordem uma igreja
Filemon = Fm Apelo para o perdão de um escravo convertido
Hebreus = Hb Cristo, o mediador de uma nova e melhor aliança
Tiago = Tg Boas obras são a evidência da verdadeira fé

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1 Pedro = 1 Pe Consolo a uma igreja perseguida
2 Pedro = 2 Pe Advertência contra heresias e a vinda do Senhor
1 João = 1 Jo O teste do verdadeiro cristão
2 João = 2 Jo A precaução contra falsos mestres
3 João = 3 Jo Contra o egoísmo e orgulho na liderança cristã
Judas = Jd O dever de se combater as heresias
Apocalipse = Ap A presença de Cristo na Igreja e o seu triunfo final

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Capítulos, versículos e referência bíblica

O texto de cada livro da Bíblia é dividido em capítulos e


versículos. Alguns livros, no entanto, são tão curtos que não
contém divisão de capítulos, apenas de versículos. Isso ocorre
apenas com cinco livros: Obadias, Filemon, 2 João, 3 João e
Judas.

A quantidade de capítulos de um livro varia de acordo com a


extensão do mesmo. Assim, por exemplo, Gênesis contém 50
capítulos enquanto que há somente dois capítulos no livro do
profeta Ageu. Os versículos, por sua vez, enumeram as sentenças
contidas em cada capítulo.

Para que consigamos encontrar uma passagem bíblica com


facilidade é preciso que anotemos:

 O nome do livro,
que geralmente aparece abreviado.

 O número do capítulo,
seguido de um sinal de dois pontos.

 O número do versículo, ou dos versículos,


separados por um hífen, que significa “até”
ou por uma vírgula, que significa “e”.

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Exemplo:
Jo 3:16-18
Jo é o evangelho de João
3: é número do capítulo
16-18 significa que devo ler do versículo 16 até o 18.
Lemos:
João, capítulo 3, versículos 16 até 18.

Observações e mais exemplos:


1) Quando os versículos são seguidos, tanto pode ser usada a
vírgula para separá-los, quanto o hífen (exemplo a)
2) A vírgula pode ser usada para separar sequência de
versículos dentro do mesmo capítulo (exemplo b, c)
3) Usa-se o ponto e vírgula para separação de capítulos
(exemplo d) e também de livros (exemplo e)
4) Não escrevemos o número do capítulo em livros que
tenham somente um capítulo (exemplo f)

a) Lc 1:32-33 ou Lc 1:32,33
Lucas, capítulo 1, versículos 32 e 33.

b) Jo 14:15-17,26
João, capítulo 14, versículos 15 até 17 e 26.

23
c) Sl 34:7-9,17-19
Salmo 34, versículos 7 até 9 e 17 até 19.

d) Mt 11:27; 13:40-43
Mateus, capítulo 11, versículo 27
e capítulo 13, versículo 40 até 43.

e) Jr 23:29; Pv 30:5
Jeremias, capítulo 23, versículo 29
e Provérbios, capítulo 30, versículo 5.

f) Jd 20-21
Judas, versículos 20 e 21

Agora vamos treinar!


Escreva por extenso as referências abaixo e depois as encontre
na Bíblia:

 Gn 2:24
________________________________________________________

 Js 1:8-9
________________________________________________________

24
 Jz 6:12-14
________________________________________________________
 2Cr 17:1-4, 9-10
________________________________________________________

_______________________________________________________

 Sl 119:9-11
________________________________________________________

 Mt 11:28-30
________________________________________________________

 Jo 14:15-17,21
________________________________________________________

_______________________________________________________
 At 2:38-40; 4:12
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 1Co 6:9-11,18-20
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FUNDAMENTOS BÍBLICOS DA FÉ CRISTÃ
Os fundamentos bíblicos da fé cristã são grandes verdades que
se revelam e se confirmam ao longo da leitura dos livros da
Bíblia Sagrada. São fatos que podemos organizar em tópicos
muito importantes, os quais, uma vez reunidos, nos apresentam
uma correta visão de mundo, ou seja, uma cosmovisão segundo
a perspectiva bíblica, e não segundo o que a cultura e a
sociedade tentam nos impor.
É importante que tenhamos nossa cosmovisão corrigida antes
que conheçamos os ensinamentos de Cristo. Do contrário torna-
se difícil a compreensão da importância do que ele nos ordenou.
E como pode alguém querer obedecer aquilo que não
compreende?
Os fundamentos que veremos a seguir partem da premissa de
que “a Escritura com a Escritura se interpreta”, o que em outras
palavras significa dizer que a Bíblia explica a própria Bíblia. Ou
seja, não se tratam de ideias particulares, mas sim da Bíblia
explicando e concordando com a própria Bíblia. Isso pode ser
comprovado pelo exame das referências bíblicas que aparecem
logo abaixo de cada sentença.
Cada lista de referências não é exaustiva, podendo acrescentar-
se ainda mais textos bíblicos, porém já é o bastante para se
confirmar a veracidade das doutrinas que claramente se revelam
nas Escrituras.

26
As Escrituras nos revelam que:

Deus é o único criador, possuidor e sustentador do universo, o


qual, mesmo sendo um só Deus – completamente santo, perfeito,
imutável, onipotente, onisciente, onipresente e presciente –
também se revela distintamente em três pessoas divinas: Pai,
Filho e Espírito Santo – iguais em essência, perfeição e atributos
divinos, mas com ofícios distintos e harmônicos.
Gn 1:1; Ex 15:11; Dt 4:39; 32:4; 1Sm 2:2; 6:20; Ne 9:6; Jó 34:21;
37:23; 42:2; Sl 18:30; 99:9; 111:9; 115:3; 139:7-10; 145:17; 146:6;
147:5; Pv 15:3; Ec 3:14; Is 6:1-3; 42:8-9; 43:13; 44:24; 45:12,18;
46:9-11; 57:15; 66:1-2; Jr 23:23-24; Dn 2:28; Ml 3:6; Mt 3:16-17;
5:48; 11:27; 19:26; 24:36; 28:18,19; Lc 1:37; Jo 1:10;18; At 1:24;
3:18; 17:24-28; Rm 8:29; 1Co 8:6; 12:4-6; 2Co 13:13-14; Ef 2:18; 3:9;
Hb 4:13; 1Pe 1:2; 1Jo 3:20; 5:7; Ap 15:4.

Jesus Cristo é o Filho unigênito de Deus, coautor de toda


criação, único Senhor e Salvador da humanidade, o qual deixou
temporariamente a sua glória com o Pai para nascer como
homem, viver sem pecado, vencer o diabo e seus demônios,
proclamar o evangelho, ensinar sobre o reino de Deus, fazer
discípulos, edificar a igreja, morrer na cruz pelos pecadores,
ressuscitar para justificação dos que nele creem, e subir
novamente aos céus, de onde batiza no Espírito Santo, estando à
destra do Pai, de quem recebeu todo o poder, e de onde retornará
no fim dos tempos para ressuscitar os justos, eliminar totalmente
o mal e criar novos céus e nova terra, onde estabelecerá o seu
reino de justiça para sempre.
27
Is 53; Mt 3:11; 11:27; 13:40-43; 25:31-46; 28:18-20; Mc 3:14; Lc
1:32-33; 24:49; Mc 1:8; Lc 3:16; Jo1:1-5,9-18,29-34; 5:22-29; 7:39;
8:46; 14:6,16-17; 16:7,15; At 1:4-5; 2:22-36; 5:30-32; 10:36-42; Rm
4:25; 14:9-12; 1Co 8:6; 2Co 5:10,21; Ef 1:20-22; 4:8-10; Fp 2:5-11; Cl
1:16-18; 2:15; 2Ts 1:7-10; 1Tm 2:5; Tt 3:5-6; Hb 1:2; 2:14; 4:15; 7:26;
12:24; 1Pe 2:22; 2Pe 3:11-13; 1Jo 3:5,8; Ap 21:1-7.

O Espírito Santo, também chamado de Consolador, é o


indispensável cooperador da igreja, enviado pelo Senhor para
habitar em cada verdadeiro cristão, a fim de lhes orientar,
encorajar e capacitar com poder, tanto por meio de dons para a
edificação da igreja, quanto pelo fruto resultante na vida de quem
dele se encher.
Mt 10:1,19-20; Mc 16:17-18; Lc 4:18-19; 24:49; Jo 7:39; 14:15-17,26;
15:26-27; 16:7-15; At 1:4-5,8; 2:4,33; 4:29-31; 9:31; 10:44-46; 11:15-
16; 13:2,52; 19:1-6; Rm 5:5; 8:15-16,26-27; 12:6-8; 14:17; 1Co 12:4-
13,28-31; 14:1-33; Gl 5:22-25; Ef 1:13-14; 4:7-15; Hb 2:3-4; 1Pe 1:12.

A Bíblia é completamente inspirada pelo Espírito Santo, não


havendo outra escritura da qual se possa dizer o mesmo, sendo
nossa única fonte de orientação espiritual e prática cristã.
Jr 23:29; Pv 30:5; Is 40:8; 55:11; Mt 24:35; Mc 12:24; At 1:16; 28:25;
Rm 3:2; Gl 3:8; 2Tm 3:16-17; 4:1-4; Hb 4:12; 1Pe1:24-25; 2Pe1:20-21

O pecado, também chamado de iniquidade, é qualquer


transgressão da vontade divina, cujo resultado é a separação
entre Deus e os homens, a justa punição pelo delito cometido, e
finalmente a morte, tanto física quanto espiritual.
28
Gn 2:17; 3:6,19; 6:5; 1Cr 10:13; Ez 18:4; Sl 51:5; 53:3; 130:3; Pv
11:19; 20:9; Ez 18:4,20; Mt 15:19; Jo 5:14; Rm 5:12; 6:23; 7:11; Tg
1:15; 4:1-4,17; Hb 3:13; 1Jo 3:4; 5:17.

A humanidade, por sua própria culpa, está completamente


escravizada ao pecado e condenada à perdição eterna, podendo,
no entanto, cada indivíduo ser liberto desta prática e salvo de
suas consequências por meio da fé em Jesus Cristo.
1Rs 8:46; Sl 14:3; Ec 7:20; Is 64:6; Mt 9:6; Jo 8:34-36; Rm 3:23-26;
5:17-21; 6:21-23; 8:1-4; 2Co 5:21; Gl 3:13; Ef 2:1-7; 5:2; 1Pe 2:24;
3:18; 1Jo 1:8-9; 2:1-2; 3:5,8.

A salvação é obtida somente pela graça de Deus mediante a fé


em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, o qual concede ao
crente o Espírito Santo a fim de capacitá-lo a perseverar nessa fé
salvadora até o fim.
Sl 37:39; Is 12:2; 53:11; 55:7; Mq 7:18; Mt 10:22,32-33; Mc 16:15-16;
Lc 2:11,30; 19:10; Jo 3:16-18,36; 5:24; 7:38-39; 10:9; 14:6; At 4:12;
10:42-43; 15:11; Rm 1:16-17; 3:23-24; 5:20-21; 6:23; 8:1-2,32-34;
10:9-10; 1Co 1:21; 15:1-2; Gl 3:14; Ef 2:8-10,16; Cl 1:20-23; 2:13-15;
1Ts 5:9-10; 1Tm 1:15; 2:5; 2Tm 2:10; Tt 2:11; Hb 3:6,14; 1Pe 1:9; 1Jo
5:11-12.

A cruz foi o meio pelo qual Jesus Cristo precisou morrer para
salvar a humanidade – ao ser crucificado, aquele que não tinha
pecados se fez maldição, tomando sobre si os pecados de todos
que nele creem a fim de redimi-los por meio do seu sangue,

29
libertando-os do império das trevas e os trazendo para a vida
eterna com Deus.
Is 53:4-12; Mt 20:28; 26:28; Jo 3:14-15; At 20:28; Rm 3:25-26; 5:9;
8:3; Gl 3:13; 6:14; Cl 2:16; 1Tm 2:6; Hb 9:13-14; 1Pe 1:18-19; 1Jo 1:7;
Ap 1:5; 5:9; 7:14; 12:11.

A conversão é a novidade de vida experimentada por uma


pessoa realmente salva, na qual a Palavra e o Espírito Santo estão
realmente operando uma regeneração, que pode ser evidenciada
pelo abandono de pecados e empenho de se viver para a glória de
Deus.
Jo 1:12-13; 3:3-7; At 3:19; 26:18; Rm 6:4,17-19,22; 1Co:1:2; 3:16;
6:19-20; 2Co 7:1; Gl 5:16-26; 6:15; Ef 1:4, 2:10; 4:1-3; Cl 3:5-14; 1Ts
4:1-8; 2Ts 2:13; Tt 2:11-12; 3:3-8; Hb 12:14; Tg 1:18; 1Pe 1:2-3,13-
16,23; 2:11-12; 1Jo 2:6; 3:6,9; 5:1-5.

A igreja é a congregação dos convertidos a Cristo, os quais, não


importando o local onde se reúnam, organizam-se segundo os
dons e a direção que receberam do Senhor, para, no poder do
Espírito Santo, mutuamente se edificar na Palavra, pregar o
evangelho, fazer discípulos de Cristo e prevalecer em nome de
Jesus contra todo poder das trevas, destruindo as obras do diabo
e expandindo o reino de Deus por toda a terra.
Mt 16:15-19; 18:15-20; Jo 10:27-30; At 9:31; 11:26; 12:5; 13:1-3;
14:23,27; 15:3-4,22,41; 16:4-5; 20:17,28; Rm 16:5,23; 1Co 1:2; 3:9-
11; 4:17; 6:1-5; 14:12; 16:1-3,19; 2Co 6:16; 11:8; Ef 1:22-23; 2:19-22;
3:10-12; 4:11-13; 5:23-32; Fp 4:15; Cl 1:18,24; 4:15; 1Tm 3:15-16;
Fm 2; Hb 3:1-6; Tg 5:14; 1Pe 2:4-10; Ap 1:4; 22:16.
30
O reino de Deus é o governo perfeito de Cristo sobre a
humanidade, o qual se iniciou na sua primeira vinda, se manifesta
parcialmente ao mundo através da igreja e será completamente
estabelecido por ocasião do seu retorno.
Sl 145:13; Is 9:6-7; Dn 2:4; 7:18,27; Mt 12:28; 21:43; 28:18; Lc 1:32-
33; 11:20; 1Co 15:24-25, 50-52; Ef 1:20-22; Ap 11:15.

Os anjos são seres espirituais que servem a Deus, colaborando


com a igreja para o cumprimento da sua missão, mas para os
quais não devemos orar e nem prestar adoração.
Sl 103:20-21; Dn 3:28; Mt 4:11; 13:41,49; 16:27; 18:10; 22:30; 24:31;
25:31; 26:53; Lc 1:19; 2:8-14; 15:10; 16:22; 20:36; 24:23; Jo 20:12; Gl
1:8; Hb 1:14; Ap 7:11; 22:8-9.

O diabo, também chamado de Satanás, tentador, dragão e


antiga serpente, é um ser espiritual maligno que se opõem ao ser
humano, procurando enganá-lo por meio de seus anjos, os
demônios, que tentam seduzi-lo ao pecado, mas que já foram,
tanto o diabo quanto os demônios, vencidos por Jesus Cristo na
cruz do calvário, não tendo poder contra a igreja do Senhor, mas
estando destinados à condenação eterna no lago de fogo após o
juízo final.
Gn 3:15; 1Cr 21;1; Jó 1:6; Mt 4:1,10; 8:29; 13:39; 16:23; 25:41; Mc
1:13; Lc 4:13; 8:12; 10:18; 13:16; 22:3,31; Jo 8:44; 13:2; At 5:3;
10:38; 26:18; Rm 16:20; 1Co 7:5; 2Co 2:10; 11:14; Ef 4:27; 6:11; Cl
2:15; 1Ts 2:18; 2Ts 2:9; 1Tm 2:14; 5:15; 2Tm 2:26; Hb 2:14; Tg 4:7;
1Pe 5:8; 2Pe 2:4; 1Jo 3:8; Jd 6; Ap 2:10; 12:9; 20:2,10.

31
A segunda vinda de Cristo será o seu retorno visível,
manifestando-se ao mundo com poder e grande glória, em dia e
hora que ninguém sabe, embora seja antecedido por sinais, e que
ocorrerá para que o Senhor julgue todos os vivos e os mortos,
recompensando a cada um segundo as suas obras, a fim de
estabelecer o seu reino de justiça, extirpando todo mal.
Mt 16:27; 24:27,36,44; 25:31-32; 26:64; Mc 14:62; Lc 12:40; 21:27;
Jo 14:3; At 1:11; 1Co 4:5; Fp 3:20,21; 1Ts 5:2,23; 2Ts 1:7-8; 1Tm
6:14; 2Tm 4:1; Tt 2:13; Hb 9:28; 10:37; Tg 5:8; 2Pe 3:10; 1Jo 2:28; Jd
14,15; Ap 1:7; 3:11; 16:15; 22:7,20.

A ressurreição será um evento sobrenatural, que ocorrerá


por ocasião da segunda vinda de Cristo, no qual as almas de todos
os seres humanos ressurgirão em seus corpos físicos, seja para a
salvação eterna, seja para a condenação eterna.
Sl 49:15; 71:20; Is 26:19; Ez 37:12; Os 13:14; Dn 12:2; Mt 22:29-32;
Lc 20:35-36; Jo 5:28-29; 6:40; 11:23-25; At 24:15; Rm 6:5; 1Co 15:20-
23;51-53; 2Co 4:14; Fp 3:11; 1Ts 4:13-16; Hb 6:2; 1Pe 1:3; Ap 11:11;
20:5-6,13.

O arrebatamento será um evento sobrenatural, que


ocorrerá na segunda vinda de Cristo, no qual os salvos que
ressuscitaram e os que estiverem vivos serão retirados da terra
ao encontro do Senhor nos ares, sendo instantaneamente
transformados em corpos incorruptíveis.
Mt 24:30-31; 38-41; Mc 13:26-27; Lc 17:26-36; 1Co 15:52; Fp 3:21;
1Ts 4:17; 2Ts 2:1; Ap 11:12; 12:5.

32
O juízo final será um evento sobrenatural, onde cada ser
humano que viveu sobre a terra será julgado perante Deus por
seus feitos e receberá a vida eterna ou a condenação eterna.
Sl 62:12; Ec 12:14; Jr 17:10; 32:19; Ez 17:27; Dn 7:10; Mt 13:49-50;
16:27; 25:31-33; Rm 2:1-16; 2Co 5:10; Ef 6:8; 2Ts 1:7-10; Hb 9:27;
1Pe 1:17; 2Pe 2:9; 3:7; 1Jo 4:17; Jd 14,15; Ap 20:11-15.

ADVERTÊNCIA
Certos tópicos polêmicos não fazem parte dos fundamentos
bíblicos da fé cristã. Podemos citar como exemplo a
predestinação, a grande tribulação e o milênio. Há diferentes
interpretações teológicas a respeito desses assuntos e, seja qual
for a sua interpretação, isso não trará implicações para com a
salvação da alma. Em suma, não é preciso haver consenso a esse
respeito para que alguém seja um verdadeiro cristão. Por esse
motivo eles não foram aqui mencionados. Aconselhamos
cautela quanto ao exame desses temas, pois os mesmos têm
causado desnecessária e lamentável contenda entre irmãos.

ANOTAÇÕES
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33
ENSINAMENTOS DE CRISTO

Como já foi dito, a missão da igreja não é somente batizar, mas


também fazer discípulos de Cristo, ensinando-lhes a
obedecermos a tudo quanto ele nos ordenou. A prova de que o
amamos é a prática dos seus ensinamentos.
No entanto, para que os ensinamentos de Cristo sejam
perfeitamente compreendidos é necessário que primeiro
tenhamos uma correta cosmovisão. Como se sabe, a cosmovisão
é o modo pelo qual uma pessoa interpreta o mundo ao seu
redor. Foi por isso que antes de aprendermos os ensinamentos
de Cristo tivemos que conhecer os fundamentos bíblicos da fé
cristã. Esses fundamentos nos fazem compreender o mundo pela
ótica de Cristo, ou seja, segundo a Palavra de Deus.
O ateísmo, por exemplo, está baseado numa cosmovisão
equivocada. Ele sustenta que se Deus existisse coisas más não
poderiam acontecer a pessoas boas. No entanto, essa premissa
está errada, pois segundo a cosmovisão bíblica não existem
pessoas boas, pois todos pecam. O próprio Senhor Jesus disse
que “bom só há um que é Deus”. Portanto, o que ocorre, na
verdade, é exatamente contrário: pela misericórdia de Deus,
coisas boas têm acontecido a todos, inclusive aos que
consideramos pessoas más.
Uma vez corrigida nossa cosmovisão podemos seguir em frente,
aprendendo a viver segundo Cristo nos ensinou. E são muitos os
seus ensinamentos! Nesta primeira fase do nosso discipulado
34
começaremos pelos principais, que perfazem a base para o que
continuaremos aprendendo nos próximos módulos.
Cada ensinamento de Cristo foi organizado em tópicos e cada
tópico apresenta a transcrição de versículos que se encontram
nos evangelhos. Abaixo dos versículos há outras referências
bíblicas para quem desejar se aprofundar ainda mais na
meditação do que Jesus nos ensinou.

ANOTAÇÕES
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35
Escrituras

Jesus chamava os manuscritos que haviam sido inspirados por


Deus de Escrituras. Ele se referia aos escritos que compõem o
Antigo Testamento. O que chamamos de Novo Testamento é o
conjunto dos textos que foram escritos somente após a sua
morte e ressurreição, os quais o Espírito Santo, por meio da
igreja, também reconheceu como inspirados por Deus. Confira:
1Co 2:13; 1Ts 2:13; 4:8; 2tm 3:16-17; Hb 4:12.

O que Jesus nos ensinou sobre as Escrituras

1. Que devemos conhecê-las:

“Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os


edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo;
pelo Senhor foi feito isto, e é maravilhoso aos nossos olhos?”
Mateus 21:42

At 17:11; Ef 2:20; 2Tm 3:16-17; 2Pe 1:19-21

2. Que toda a Escritura testifica a respeito de Cristo:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida


eterna, e são elas que de mim testificam.” João 5:39

“E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando


ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que

36
de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas, e nos
salmos.” Lucas 24:44

Lc 18:31-33; 24:26-27; Jo 1:45; 5:46; At 3:18,22-26;


1Co 15:3-4

3. Que o desconhecimento das Escrituras resulta em erro:

“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não


conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”
Mateus 22:29

Jo 20:30-31; 1Co 10:6-11; 2Tm 4:1-4; 2Pe 2:6; Jd 7

4. Que o modo como recebemos a Palavra determinará se


seremos ou não transformados por ela:

“Esta é pois a parábola: A semente é a palavra de Deus”


Lucas 8:11

“E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”


Marcos 4:9

“Vede pois como ouvis; porque a qualquer que tiver lhe será
dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será
tirado.” Lucas 8:18

Lc 8:15; Rm 10:16-17; 1Ts 2:13; Hb 4:2,12-13; Tg 1:21

37
5. Que a Palavra de Deus deve ser praticada e não somente
ouvida:

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as


pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a
sua casa sobre a rocha: E desceu a chuva, e correram rios, e
assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu,
porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve
estas minhas palavras, e as não cumpre, compará-lo-ei ao
homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E
desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e
combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.”
Mateus 7:24-27

Sl 119:9-11; Jo 14:15,21,23; 15:10,14; Tg 1:22-25; 2:14-26

6. Que somente aqueles que praticam o que aprenderam


da Palavra é que pertencem à família de Deus:

“E foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam
aproximar-se dele, por causa da multidão. E foi-lhe dito:
Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. Mas,
respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são
aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.”
Lucas 8:19-21

Mt 5:43-48; 7:21-23; Jo 15:14; Rm 8:13-19; 2Co 6:14-18

38
7. Que são grandemente abençoados aqueles que creem na
palavra de Deus:

“E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher


dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-
aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que
mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que
ouvem a palavra de Deus e a guardam.”
Lucas 11:27-28

Mt 5:3-12; Lc 10:38-42; Jo 17:3; 20:29; 1Jo 5:11-12

8. Que devemos memorizar e proferir as Escrituras para


vencermos as mais terríveis tentações:

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser


tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e
quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a ele o
tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas
pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse:
Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a
palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou
à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo.
E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo;
porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu
respeito: e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces
em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito:
Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o
diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos
do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se,
39
prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te,
Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e
só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que
chegaram os anjos, e o serviram.”
Mateus 4:1-11

Ef 6:10,17; Ap 12:11

9. Que o Espírito Santo ajudaria os discípulos a lembrar-se


dos ensinamentos do Senhor, o que certamente ocorreu
na elaboração do Novo Testamento:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará


em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará
lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:26

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos


hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do
Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois
estivestes comigo desde o princípio.” João 15:26-27

“Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará


em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá
tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele
me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há
de anunciar.”
João 16:13-14

40
Pecado

A Escritura define o pecado como iniquidade, ou seja, uma


transgressão da Lei de Deus (1Jo 3:4). Declara também que “o
salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida
eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23) De fato, o único
ser humano que nasceu, viveu e morreu sem cometer qualquer
pecado foi Jesus Cristo, razão pela qual ele pôde vencer a morte,
ressuscitando ao terceiro dia. “Cristo nos resgatou da maldição da
lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo
aquele que for pendurado no madeiro.” (Gl 3:13)

Isto, porém, não significa que não haja mais qualquer


mandamento a seguir, pois Cristo nos deixou um novo
mandamento: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos
outros, assim como eu vos amei.” (Jo 15:12)
Sendo assim, Cristo deve ser o nosso referencial. Por exemplo:
Cristo nos amou se santificando por nós (Jo 17:19), então
devemos também buscar a santificação na Palavra de Deus para
melhor servirmos em sua obra; Cristo nos amou dando a sua
vida por nós, então devemos também dar a nossa vida pelos
nossos irmãos (1Jo 3:16).

Portanto, espelhados em Cristo, devemos observar a prática do


bem e a santificação como princípios que regem a vida cristã. A
epístola de Tiago revela que nesses dois pontos (o exercício da

41
misericórdia e santificação) é que se resume a verdadeira
religião (Tg 1:27). Por isso o Senhor nos ensinou que o maior
mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, mas que o
segundo maior mandamento é semelhante ao primeiro: amar o
próximo como a nós mesmos. Por isso Paulo declarou que o
cumprimento da lei é o amor. Confira Rm 13:8-10.

O que Jesus nos ensinou sobre o pecado

1. Que o pecado é algo grave que trará condenação às


almas impenitentes:

“Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e


atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um
dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no
inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e
atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus
membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no
inferno.” Mateus 5:29-30

2. Que a raiz do pecado está no coração do homem:

“Porque do interior do coração dos homens saem os maus


pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios,
os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a
inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males
procedem de dentro e contaminam o homem.”
Marcos 7:21-23

42
3. Que não devemos julgar e condenar o próximo, mas
examinar nosso próprio coração a fim de
abandonarmos o pecado:

“E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu


irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como
dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho;
estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave
do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do
teu irmão.” Mateus 7:3-5

4. Que ele mesmo, o Cristo, tem autoridade para perdoar


os pecados de quem nele crê:

“E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho,


perdoados estão os teus pecados.” (Marcos 2:5)
“Ora para que saibais que o Filho do homem tem na terra
poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te
digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.”
Marcos 2:10-11

“E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.”


Lucas 7:48

5. Que o nosso amor pelo Senhor aumenta na medida em


que compreendemos de quantos pecados Ele nos perdoou:

“Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são


perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco
é perdoado pouco ama.” Lucas 7:47

43
6. Que o pecado acarreta malefícios para quem não o
abandonar:

“Depois Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: Eis que já


estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma
coisa pior.” João 5:14

7. Que o homem não tem força em si mesmo para


abandonar todo pecado:

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo


que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.”
João 8:34

8. Que somente Cristo liberta completamente da prática


do pecado:

“Jesus dizia pois aos judeus que criam nele: Se vós


permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis
meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de
Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis
livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos
digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.
Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para
sempre. Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente
sereis livres.” João 8:31-36

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9. Que por meio do Espírito Santo é que as pessoas são
convencidas de seus pecados:

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá;


porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas,
quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier,
convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do
pecado, porque não creem em mim; Da justiça, porque vou
para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o
príncipe deste mundo está julgado.” João 16:7-11

10. Que aqueles que rejeitarem a Cristo perecerão em


seus pecados:

“E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois


deste mundo, eu não sou deste mundo. Por isso vos disse
que morrereis em vossos pecados, porque, se não crerdes
que eu sou, morrereis em vossos pecados.” João 8:23-24

11. Que o seu sangue foi vertido na cruz para a remissão


dos pecados de todos os que nele creem:

“Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento,


que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.”
Mateus 26:28

45
12. Que todo pecado pode ser perdoado, exceto a
blasfêmia contra o Espírito Santo, que significa servir
ao diabo, mesmo após ter conhecido a Cristo:

“Portanto eu vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará


aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será
perdoada aos homens.” Mateus 12:31

13. Que devemos alertar nosso irmão sobre qualquer


pecado cometido contra nós, visando haver nele o
arrependimento para a salvação:

“Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti,


repreende-o, e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.”
Lucas 17:3

ANOTAÇÕES
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Arrependimento

O termo grego metanoia, que foi traduzido para o português


como arrependimento, significa mudança de pensamento e
propósito. Não se trata somente de uma tristeza ou remorso,
mas é a decisão de abandonar o pecado para se andar segundo a
vontade de Deus.

O que Jesus nos ensinou sobre o arrependimento

1. Que o apelo ao arrependimento é tão importante que foi


com ele que o Senhor iniciou o seu ministério público:

“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-


vos, porque é chegado o reino dos céus.” Mateus 4:17

2. Que os milagres que ele realizava tinham o propósito de


fazer com que as pessoas se arrependessem de seus
pecados:

“Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se


operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem
arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida!
porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios
que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido,
com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá
menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para
47
vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás
abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem
sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela
permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos
rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.”
Mateus 11:20-24

“Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a


condenarão, porque se arrependeram com a pregação de
Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas.”
Mateus 12:41

3. Que o arrependimento é a prova da verdadeira


conversão a Deus:

“Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e,


dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na
minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero.
Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao
segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse:
Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?
Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade
vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante
de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho
de justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes
o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos
arrependestes para o crer.” Mateus 21:28-32

48
4. Que todos necessitam se arrepender, pois sem
arrependimento de pecados não há salvação:

“E naquele mesmo tempo estavam presentes ali alguns que


lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com
os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais
vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os
galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo;
antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo
perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de
Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que
todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos
digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo
perecereis.” Lucas 13:1-5

5. Que a mensagem do arrependimento e da remissão dos


pecados em nome de Jesus precisa ser pregada em todas
as nações:

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o


Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos;
E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão
dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.”
Lucas 24:46-47

6. Que os que se consideram justos, não reconhecendo


terem do que se arrepender, não terão parte com o Senhor:

“E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa,


chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se
49
juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo
isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso
Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém,
ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas
sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa:
Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a
chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.”
Mateus 9:10-13

7. Que devemos nos alegrar muito quando um pecador se


arrepende:

“E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o


ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo:
Este recebe pecadores, e come com eles. E ele lhes propôs
esta parábola, dizendo”
Lucas 15:1-3 - Conferir todas as parábolas desse capítulo.

ANOTAÇÕES
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A Escritura nos define a fé como sendo “o firme fundamento das


coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem.” (Hb
11:1) Também nos adverte que “sem fé é impossível agradar a
Deus” (Hb 11:6) e que “a fé sem obras é morta”, significando que
fé não é apenas crença, mas é também atitude.

Em grego, idioma em que foi escrito o Novo Testamento, fé não


é um substantivo, mas sim um verbo, indicando ação. Na língua
portuguesa o termo fé não é verbo, mas um substantivo. Esse
problema forçou os tradutores da Bíblia a substituírem o termo
fé pelo verbo crer toda vez que a fé aparecia em ação nos
escritos bíblicos. Mas crença não é um sinônimo para fé. Muitos
professam crer em Jesus por meramente acreditar que ele
existiu, mas não exercem a fé necessária para serem salvos.

Portanto, o termo fé ultrapassa a mera crença. Ainda que toda fé


comece no crer, quem possui verdadeira fé em Cristo depositará
completamente nele a sua confiança para a salvação e viverá
comprometido com todos os seus ensinamentos. A fé gera
evidências de conversão.

51
O que Jesus nos ensinou sobre a fé

1. Que devemos ter fé em Deus:

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus”


Marcos 11:22

2. Que, assim como devemos ter fé em Deus, devemos


também crer no Filho de Deus:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede


também em mim.” João 14:1

3. Que somente pela fé em Cristo somos salvos:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu


Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu
Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas
para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é
condenado; mas quem não crê já está condenado;
porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus.”
João 3:16-18

4. Que tudo é possível ao que tem fé:

“E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é possível ao que


crê.” Marcos 9:23

52
5. Que o que se disser com fé, para se estabelecer a
vontade de Deus, deve ser dito sem qualquer dúvida:

“Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a


este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em
seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que
disser lhe será feito.” Marcos 11:23

6. Que é preciso haver fé em Cristo para que recebamos


poder para expulsar demônios em nome de Jesus:

“Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em


particular, disseram: Porque não pudemos nós expulsá-lo?
E Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé; porque em
verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de
mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá e há
de passar; e nada vos será impossível.” Mateus 17:19-20

7. Que é preciso haver fé em Cristo para que recebamos


poder para operar milagres em nome de Jesus:

“E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e


Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto?
Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles,
dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos se
lhes abriram.” Mateus 9:28-30

“Disse-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que meu filho


morra. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu
na palavra que Jesus lhe disse, e foi-se. E, descendo ele logo,

53
saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram,
dizendo: O teu filho vive.” João 4:49-51

8. Que as orações são atendidas quando acompanhadas


de fé:

“E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.”


Mateus 21:22

9. Que devemos primeiramente crer se quisermos ver a


manifestação da glória de Deus:

“Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a


glória de Deus?” João 11:40

“Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-


aventurados os que não viram e creram.” João 20:29

10. Que quem ouvir a pregação do evangelho e não tiver fé


em Cristo será condenado:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a


toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas
quem não crer será condenado.” Marcos 16:15-16

11. Que sinais divinos acompanharão os que crerem em


Cristo quando saírem para pregar o evangelho:

“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome


expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas
serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes
54
fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e
sararão.” Marcos 16:17-18

“E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes,


cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra
com os sinais que se seguiram. Amém.” Marcos 16:20

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Perdão

O perdão foi uma das características mais fortes da vida de


Cristo. Como filho de Deus, Jesus poderia ter condenado toda a
humanidade por seus pecados, mas preferiu perdoar a todos
que se arrependessem. No entanto, o perdão divino não deve
ser entendido como uma autorização para se continuar
pecando, mas sim como a oportunidade para uma genuína
conversão a Deus, a qual é possível por meio da fé em Cristo.

Assim como Cristo nos perdoou sendo nós ainda pecadores, ou


seja, sem que merecêssemos o seu sacrifício na cruz por nossa
salvação, da mesma forma Deus espera que sempre nos
esforcemos em exercer o perdão para com o nosso semelhante.
Afinal de contas, nossos pecados são ofensas muito maiores a
Deus do que as ofensas que os outros nos fazem. Nossa dívida
para com Ele, gerada por nossos pecados, é impagável e nem de
longe se compara com qualquer um dos nossos devedores.
Sendo nossa dívida impagável, o Pai enviou seu próprio Filho
para pagar o preço da nossa redenção, dando sua vida em nosso
lugar. Assim como Ele nos perdoou, devemos também perdoar a
todos que nos ofendem ou nos devem alguma coisa.

O perdão, aliado ao arrependimento, vence toda a oposição


maligna. Quem não perdoa se torna vencido por Satanás (2Co
2:10). Da mesma forma ocorre com quem errou e não quer pedir

56
perdão, buscando a reconciliação com o próximo. Sabemos que
fazer isso não é tarefa fácil. O fato é que tanto para perdoar
quanto para se pedir perdão necessitamos da ajuda do Espírito
Santo. Mas, sendo o perdão a vontade de Deus, certamente o
Senhor nos auxiliará nessa tarefa quando pedirmos por sua
ajuda em oração.

“Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos,


perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou
em Cristo.” Efésios 4:32

O que Jesus nos ensinou sobre o perdão

1. Que devemos liberar o perdão em nossas orações:

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos


aos nossos devedores” Mateus 6:12

2. Que aqueles que não perdoam as ofensas do próximo


não receberão o perdão de Deus:

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também


vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não
perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai
vos não perdoará as vossas ofensas.” Mateus 6:14-15

57
3. Que o perdão deve ser ilimitado:

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até


quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe
perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até
sete, mas, até setenta vezes sete.”
Mateus 18:21-22

“Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti,


repreende-o, e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar
contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter
contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe.”
Lucas 17:3-4

4. Que se nos lembrarmos de que alguém tem algo


justificado contra nós devemos pedir perdão e buscar a
reconciliação:

“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares


de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante
do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu
irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te
depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho
com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue
ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te lancem na prisão.
Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali
enquanto não pagares o último centavo.”
Mateus 5:23-26
58
5. Que haverá condenação para quem não perdoar o seu
próximo, pois Deus exige que perdoemos assim como
Ele nos perdoou em Cristo:

“Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei”


Mateus 18:23
Ler toda parábola em Mateus 18:23-35.

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Oração

Sendo Jesus o filho unigênito de Deus muitos deveriam supor


que ele não precisasse orar. De fato, talvez não precisasse, mas
certamente ele queria, pois Cristo constantemente se retirava
para ficar a sós com o Pai em oração.

O Senhor nos deu o exemplo para que sigamos seus passos (1Pe
2:21; 1Jo 2:6). Sua vida foi marcada pela prática da oração. É de
se notar que quando pediram que Jesus lhes ensinasse alguma
coisa seus discípulos pediram que lhes ensinasse a orar (Lc 11:1).
E, de fato, Cristo nos ensinou muito acerca da oração.

O que Jesus nos ensinou sobre a oração

1. Que a oração é um dever diário

“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar


sempre, e nunca desfalecer” Lucas 18:1

2. Que devemos orar de dia e de noite

“E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a


ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?”
Lucas 18:7

60
3. Que a oração é a evidência da fé

“Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém


vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”
Lucas 18:8

4. Que não devemos orar com a motivação errada, como,


por exemplo, a de sermos visto pelos homens:

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se


comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das
ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo
que já receberam o seu galardão.” Mateus 6:5

5. Que podemos chamar a Deus de Pai em nossas orações,


indicando que sua vontade é que nos relacionemos com
ele como filhos amados:

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome” Mateus 6:9

6. Que devemos dedicar um tempo para estarmos a sós


com o Pai em oração:

“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a


tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê
secretamente, te recompensará.” Mateus 6:6

61
7. Que é desnecessário se repetir o que já foi pedido na
mesma oração:

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios,


que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos
assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é
necessário, antes de vós lho pedirdes.” Mateus 6:7-8

8. Que devemos perseverar nas orações até recebermos


uma resposta do Pai:

“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar


sempre, e nunca desfalecer, dizendo: Havia numa cidade um
certo juiz, que nem a Deus temia nem respeitava o homem.
Havia também naquela mesma cidade uma certa viúva, e ia
ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu
adversário. E por algum tempo não quis; mas depois disse
consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os
homens, Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-
lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito.
E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não
fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e
de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que
depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do
homem, porventura achará fé na terra?” Lucas 18:1-8

62
9. Que devemos nos apresentar com o coração
quebrantado perante o Pai em oração:

“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si


mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu, e o
outro publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo
desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como
os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem
ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e
dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém,
estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos
ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem
misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu
justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer
que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a
si mesmo se humilha será exaltado.” Lucas 18:9-14

10. Que em nossas orações devemos priorizar os assuntos


do reino para somente depois apresentarmos as
nossas próprias petições:

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a
tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de
cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim
como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos
induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o

63
reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”
Mateus 6:9-13

11. Que devemos orar para que não sejamos tentados pelo
mal:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação: na verdade,


o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:41

12. Que devemos liberar o perdão em nossas orações para


que sejamos também perdoados pelo Pai:

“E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma


coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus,
vos perdoe as vossas ofensas” Marcos 11:25

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Reino de Deus

O reino de Deus é o tema central da pregação de Cristo, o seu


evangelho - termo grego que literalmente significa “boa nova de
vitória proveniente do campo de batalha”. Valendo-se desse termo
militar o Senhor pretendia ilustrar que o mal havia sido derrotado
por Ele e que o reino de Deus já começava então a se estabelecer
entre os homens.

O termo grego que foi traduzido como reino também necessita de


esclarecimento. Seu original grego é o termo basiléia, que
literalmente significa “domínio”, ou “autoridade para governar”.
Sendo assim, o reino de Deus é o domínio de Deus sobre os homens,
sobre os quais o Senhor tem a real autoridade.

O que Jesus ensinou sobre o reino de Deus

1. Que a chegada do reino de Deus é o próprio evangelho,


a boa nova na qual devemos crer mediante o
arrependimento de pecados:

“E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está


próximo. Arrependei-vos, e crede no Evangelho.”
Marcos 1:15

65
2. Que o reino de Deus chegou com a vinda de Cristo ao
mundo:

“Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é


chegado a vós o reino de Deus.” Mateus 12:28

3. Que o Pai o enviou ao mundo para anunciar o


evangelho do reino de Deus:

“Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu


anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus;
porque para isso fui enviado.” Lucas 4:43

4. Que devemos orar pela expansão do reino de Deus, que


é a realização da vontade do Pai celestial sobre a terra:

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra


como no céu” Mateus 6:10

5. Que devemos priorizar o reino de Deus e a prática da


sua vontade:

“Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e


todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33

6. Que aqueles que não praticam a vontade de Deus não


fazem parte do reino de Deus:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino


dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está
nos céus.” Mateus 7:21
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7. Que herdarão o reino de Deus aqueles que realmente
crerem na Palavra de Deus, se arrependendo de seus
pecados:

“Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e


as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.
Porque João veio a vós no caminho de justiça, e não o
crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós,
porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o
crer.” Mateus 21:31-32

8. Que o reino de Deus é herdado pelos pobres em espírito,


ou seja, pelos que são interiormente humildes e
submissos à vontade de Deus:

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o


reino dos céus” Mateus 5:3

9. Que o reino de Deus é herdado pelos que perseveram


na prática da justiça, de se fazer o que é correto, e que
não se envergonham de Cristo:

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da


justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados
sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo,
disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e
alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus;
porque assim perseguiram os profetas que foram antes de
vós.” Mateus 5:10-12

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10. Que o reino de Deus é herdado pelos que o obedecem
por amor e sem hipocrisia:

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos


escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos
céus.” Mateus 5:20

11. Que o propósito do reino de Deus é que estejamos


dando frutos para a sua glória:

“Portanto eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e


será dado a uma nação que dê os seus frutos.”
Mateus 21:43

12. Que o menor no reino de Deus é maior que qualquer


profeta da antiga aliança:

“E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há


maior profeta do que João Batista; mas o menor no reino de
Deus é maior do que ele.” Lucas 7:28

13. Que o reino de Deus já se manifesta naqueles que


recebem a Cristo:

“E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o


reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não
vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou, Ei-lo
ali; porque eis que o reino de Deus está dentro de vós.”
Lucas 17:20-21
68
14. Que o pleno estabelecimento do reino de Deus, com a
eliminação completa do mal, ocorrerá no dia do
retorno de Cristo:

“Nem dirão: Ei-lo aqui, ou, Ei-lo ali; porque eis que o reino
de Deus está entre vós. E disse aos discípulos: Dias virão em
que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o
vereis. E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou, Ei-lo ali; não vades, nem
os sigais; Porque, como o relâmpago ilumina desde uma
extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim
será também o Filho do homem no seu dia.”
Lucas 17:21-24

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas


as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem,
vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.”
Mateus 24:30

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os


santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua
glória” Mateus 25:31

“Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim


será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do
homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o
que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-
los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de
dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino
de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
Mateus 13:40-43

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APÊNDICE

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DEFESA DA FÉ
“Amados, procurando eu escrever-vos
com toda a diligência acerca da salvação comum,
tive por necessidade escrever-vos,
e exortar-vos a batalhar pela fé
que uma vez foi dada aos santos.”
Judas 3

Nosso manual foi elaborado segundo o princípio bíblico de que


a Escritura com a Escritura se interpreta. Interpretar a Bíblia
desta forma é o único meio de nos protegermos contra
distorções, acréscimos e omissões concernentes à Palavra de
Deus.
De fato, a falsificação da Palavra é algo bastante comum hoje em
dia e que na verdade ocorre desde o tempo dos apóstolos, tal
como Paulo revelou em uma de suas epístolas:
“Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da
palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade,
como de Deus na presença de Deus.” 2 Coríntios 2:17
Paulo alertou também que esse problema se agravaria com o
passar do tempo, a ponto de os próprios ouvintes desejarem ser
enganados:
“Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo,
que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu
reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo,

71
redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e
doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã
doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para
si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E
desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”
2 Timóteo 4:1-4

Sem dúvida estamos vivendo esse tempo profetizado, a respeito


do qual Pedro também escreveu:

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre


vós haverá também falsos doutores, que introduzirão
encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que
os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E
muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será
blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de
vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo
tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não
dormita.” 2 Pedro 2:1-3
Sendo assim, é importantíssimo que todo discípulo de Cristo
saiba identificar uma heresia e dela se proteger, batalhando pela
fé na defesa da verdade bíblica.
O método apresentado a seguir visa ser um auxílio na
identificação de heresias. Ele é baseado nas quatro operações
matemáticas e não é uma criação minha, embora aqui esteja um
tanto aprimorado.

72
Como identificar uma heresia

As quatro operações matemáticas (adição, subtração,


multiplicação e divisão) podem nos ajudar na memorização e
identificação de heresias.
Cada um dos pontos que são exemplificados abaixo diz respeito
a uma ou mais instituições religiosas. No entanto, preferi omitir
seus nomes, pois o ataque direto costuma ser improdutivo.

ADIÇÃO

Heresia de se acrescentar algo à Palavra da Deus, como se a


Bíblia Sagrada não bastasse para a nossa plena orientação
espiritual e prática cristã.

Como exemplo, citamos a crença de religiões ou seitas que:

• Acrescentam ensinamentos contrários à Palavra de Deus


baseados na sua própria tradição e/ou no ensino de algum
líder.

• Atribuem aos escritos de algum líder do movimento, seja


homem seja mulher, quer esteja vivo ou morto, o mesmo
grau de inspiração das Escrituras Sagradas.

• Desmerecem a Bíblia Sagrada como suficiente para se


adquirir o conhecimento que ensine o caminho da vida,
preferindo orientar seus membros que leiam o que é
produzido pela própria organização, seja por meio de livros,
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revistas ou sites, como se isso fosse indispensável para a
salvação.

• Acrescentam um ou mais livros como igualmente ou até


mais sagrados que a própria Bíblia.

Refutação bíblica:
Jo 1:45; 5:39-46; Lc 24:27,44; At 4:12; 10:43; 16:30-31; Rm 10:9-10.

SUBTRAÇÃO

Heresia de diminuir a importância de Cristo, reduzindo-o a


alguém menor do que Deus.

Como exemplo, citamos a crença de religiões ou seitas que:

• Negam que Jesus Cristo seja o único mediador entre Deus e


os homens, bem como negam, por meio do ensino do
purgatório, a eficácia do sangue de Jesus para nos purificar
de todo pecado.

• Declaram que Jesus seria um anjo ou arcanjo, ensinamento


que faria dele uma criatura de Deus, negando assim a sua
divindade.

• Negam abertamente a divindade de Cristo, considerando-o


apenas como o espírito mais evoluído que já teria passado
sobre a terra.

74
• Consideram Jesus meramente como fundador de mais uma
religião, igualando-o a Buda, Maomé, entre outros.

• Negam a divindade de Cristo e até mesmo a sua


encarnação, ensinando que seu corpo era fluídico e apenas
parecia ser físico.

Refutação bíblica:
Mt 4:2; 8:24; 11:19; Lc 2:7,52; 7:34; 22:44; Jo 1:1; 19:28; 20:28;
Tt 2:13; Hb 1:6; 1Jo 5:20.

MULTIPLICAÇÃO

Heresia de se esforçar na conquista da própria salvação,


negando que somos salvos somente pela graça por meio da fé
em Cristo.

Como exemplo, citamos a crença de religiões ou seitas que:

• Ensinam que somente com a observância de certos dogmas


seja possível alcançar a salvação.

• Ensinam que a guarda de determinada lei judaica seja


essencial para a salvação.

• Ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a


oportunidade para alguém alcançar sua própria salvação, a
qual se daria por meio das obras, tal como, por exemplo, o
75
esforço de se vender a literatura produzida pela
organização.

• Ensinam que sem o cumprimento das leis estipuladas pela


entidade não pode haver salvação.

Refutação bíblica:
Jo 8:44; Ef 1:7-9; 2:8-10; 1Co 11:31; Hb 12:5-11; 1Jo1:7-9; Ap 1:5.

DIVISÃO

Heresia de se apartarem dos demais cristãos, declarando que


apenas os adeptos de sua denominação religiosa são salvos.

Há mais de dez religiões ou seitas famosas que se consideram


detentoras da salvação. Seus nomes não serão citados, mas é
fácil reconhecer seus adeptos. São pessoas que não pregam
Jesus, mas sim o nome da instituição, e que pensam que Deus
atua somente na sua organização religiosa.

Refutação bíblica:
Lc 13:3; 23:43; At 4:12; 16:30-31; 1Co 3:11; 2Co 11:4; Gl 1:8.

76
Como defender a Fé

O mais aconselhável é que você não entre em debates


teológicos enquanto não conhecer bem a Palavra de Deus.
Existem seitas que treinam seus adeptos na memorização de
textos bíblicos, os quais são distorcidos para enganar os menos
preparados. Você ficará confuso e passará vergonha se entrar
num debate sem conhecer bem sua Bíblia.

Tome muito cuidado também com programas de TV, vídeos na


internet e livros que aparentemente são de cunho evangélico.
Enquanto você não conhecer bem a Escritura Sagrada poderá ser
enganado por pregações e ensinos que distorcem a Palavra de
Deus. Prefira usar seu tempo com a leitura da Bíblia. O hábito da
meditação bíblica diária é a melhor proteção contra heresias. Por
isso quero lhe incentivar nessa prática oferecendo a seguir um
exclusivo plano de leitura da Bíblia em um ano.

Mas, no futuro, quando você conhecer bem a Palavra e se ver


envolvido num debate, não se intimide, mas defenda a verdade
com veemência. Porém, sempre com uma atitude de
misericórdia e oração para com quem está crendo numa heresia,
na esperança de que desperte para a verdade e seja liberto pelo
poder de Deus. Podemos e até devemos confrontar o erro, mas
nunca atacar a pessoa. A agressividade costuma gerar o efeito
contrário ao esperado. Nós não queremos apenas ganhar o
debate, mas ganhar para Cristo a alma que estava enganada.

77
Lembre-se de que geralmente os adeptos das seitas são pessoas
bem intencionadas, mas que passaram por uma lavagem
cerebral da instituição em que se encontram. Mesmo quando
essas pessoas são convencidas do erro, muitas preferem nele
continuar, pois estão presas por amizades que se formaram
dentro dessas organizações religiosas. Se saírem, sabem que
perderão esses amigos, pois outra característica de uma seita é o
desprezo que recebem aqueles que rompem com a instituição.

“Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações;


e estai sempre preparados para responder com mansidão e
temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há
em vós” 1 Pedro 3:15

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Bibliografia

A BÍBLIA SAGRADA
Versão: Almeida Corrigida Fiel - ACF
Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil

BÍBLIA APOLOGÉTICA DE ESTUDO


Instituto Cristão de Pesquisas

BÍBLIA DE REFERÊNCIAS THOMPSON


Editora Vida

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Sobre o autor

Alan Capriles

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A DEUS TODA GLÓRIA

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