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Direito Civil

(Dicler)

AULA 01/10 22/03/2011  2º) nascimento :


 se adquire uma capacidade de direito ou de gozo
LEGISLAÇÃO  inicia-se a personalidade jurídica
 Código Civil  qq pessoa tem
 Leis Especiais  até um bebê pode ser proprietário
 tem o direito, mas não pode exercê-lo direta ou
 Código Civil pessoalmente
 Parte Geral  ie: não pode colocá-lo à venda
 pessoas  não tem a capacidade plena de fato ou de exercício
 bens  adquirida aos 18 anos
 fatos jurídicos  até os 16 anos ocorre a incapacidade absoluta
 Parte Processual  dos 16 aos 18 anos tem-se a incapacidade relativa
 obrigações
 contratos  3º) menores de 16 anos: aka menores impúberes
 direitos das coisas  menores de 18: aka menores púberes
 sucessões, etc.
 4º)18 anos:
 Leis Especiais  aquisição da capacidade de fato ou de exercício
 LICC
 LIDB (Lei de Introdução ao Direito Brasileiro)  Representante e Assistente
 Código de Defesa do Consumidor  do nascimento aos 16 anos:
 Lei do Inquilinato, etc.  o menor tem representante
 dos 16 aos 18 anos:
 o menor tem um assistente
PESSOAS
 relação horizontal  Representante
 igualdade jurídica entre as partes  devido à incapacidade de fato do menor de 16 anos
 de sua incapacidade para o exercício de atos ou decisões
 Relação jurídica no direito civil: da vida civil
sujeito passivo  prestação  sujeito ativo  não existe incapacidade de direito ou de gozo
  pressupõe incapacidade absoluta
 dar,  os atos por incapaz absoluto sem representante são
 fazer ou nulos
 deixar de fazer  já os atos praticados sem assistente não são nulos,
são anuláveis, anulabilidade parcial
 Sujeito Passivo e Sujeito Ativo:
 pessoal natural, aka física Incapacidade Absoluta,
 pessoa jurídica Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:
I - os menores de 16 anos;
II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento
Pessoa Natural: para a prática desses atos;
 CC, arts. 1º e 2º: III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
Art. 1º: Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:
Art. 2º: A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei I - os maiores de 16 e menores de 18 anos;
põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o
discernimento reduzido;
 concepção  nascimento  16 anos  18 anos III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;
Representante Assistente IV - os pródigos.

1º) Concepção:  são incapazes absolutos


 o nascituro tem apenas alguns direitos  são aqueles incapazes de exercer/praticar direta ou
 pois não tem personalidade jurídica (material) pessoalmente atos da vida civil
 eg: herança 1. o menor de 16
2. aquele sem discernimento por enfermidade ou
 nascituro (antes de nascer) tem direito à herança deficiência mental (ie: patologia permanente ou
 se nasceu c/ vida e morrer, a mãe receberá sua herança temporária)
 se nascer já morto, a herança não vai para mãe 3. aquele impedido, temporariamente, de expressar sua
vontade por qq outro motivo
 uma corrente doutrinária diz que o nascituro tem tbm
personalidade formal, ie: incompleta  são relativamente incapazes
 a personalidade material seria adquirida com o  são aqueles que, ainda sem capacidade de exercício
nascimento com vida plena, tem capacidade de exercício relativa a certos
 se a prova não disser nada, assume-se que a atos ou à maneira de exercê-los
personalidade jurídica inicia-se com o nascimento 1. menor entre 16 e 18
2. ébrios habituais ou toxicômanos
 Docimásia Hidrostática de Galeno: 3. deficientes com discernimento comprometido
 teste que determina se o feto nasceu com vida 4. pródigos
 se chegou a ter personalidade jurídica nascendo c/ vida 5. excepcional sem desenvolvimento completo

Resumo de 1
 pródigo  a capacidade de fato plena é um outro tipo de
 gasta tanto que compromete seu patrimônio pondo em capacidade ilimitada
risco sua própria subsistência
 são incapazes apenas para atos relacionados ao seu  não existe incapacidade de direito ou de gozo
patrimônio
 eg: não precisam de assistente para se casarem com Aquisição da Capacidade de Fato Plena
separação de bens  formas de aquisição da capacidade de fato plena:
 eg: mas precisam de assistente para a venda de um item 1. maioridade (18 anos completos)
de seu patrimônio 2. levantamento da interdição (cessação da incapacidade
para maior de 18 anos)
 o juiz é quem diz mediante sentença judicial perante 3. emancipação
pedido se a pessoa é incapaz
 processo de interdição
 declaração de pessoa relativa// ou absoluta// incapaz Emancipação
Art. 5o A menoridade cessa aos 18 anos completos, qdo a pessoa fica habilitada à prática
 indicação de um curador
de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
 não é necessário um processo de interdição aos casos de I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público,
impedimento temporário de expressão da vontade independente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor
 bastando a declaração de nulidade do ato jurídico tiver 16 anos completos;
praticado com base na relação entre este e a causa da II - pelo casamento;
incapacidade III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
  Tutor
desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha economia própria.
 é para situação de incapacidade relacionado à idade
 eg: para o menor de 16 o representante é seu tutor 1. emancipação voluntária
 Curador
 pela concessão dos pais
 é o assistente de um relativamente incapaz ou  pode ser por um dos pais se órfão do outro
representante de um incapaz absoluto  mediante instrumento público (em cartório)
 independe de homologação judicial
 no caso de coma não é necessariamente necessário um  16 anos completos
curador, o próprio atestado médico já é suficiente, fica
dispensado o processo de interdição 2. emancipação judicial
 por sentença do juiz ouvido o tutor
 Índios: legislação especial
Art. 4º ... Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por legislação  por sentença do juiz na divergência entre os pais
especial.  16 anos completos
 sua capacidade dependerá de seu grau de integração
 pode ser plena//, relativa// ou absoluta// incapaz 3. emancipação legal:
 regulada por lei especial – o Estatuto do Índio  pelo casamento (ie: com 16 anos completos)
 emprego público efetivo (ie: estatutário e 16 completos)
 pessoa moral = pessoa jurídica  colação de grau superior, sem limite de idade
 estabelecimento próprio ou vínculo laboral, com
capacidade de auto-sustentação econômica (ie:
Antecipação da Capacidade de Fato Plena
estatutário e 16 completos)
 possibilidade de antecipação da capacidade de fato plena, ie:
casos de emancipação:
 ie: o tutor não pode emancipar, só os pais ou o juiz
 casamento
 emprego público efetivo
 a emancipação não é uma forma de antecipação da
 colação de grau superior
maioridade
 estabelecimento próprio ou vínculo laboral com
 é sim uma forma de antecipação/aquisição da
capacidade de auto-sustentação econômica
capacidade de fato, de exercício
 a maioridade só ocorre pelo critério etário
 16 anos completos torna a pessoa incapaz relativamente
capaz
Morte
 Capacidade vs Legitimação Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos
ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.
 posso ter capacidade, mas não ser legitimado
Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:
 legitimação: I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
 competência legal II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até 2
 preenchimento de requisitos legais anos após o término da guerra.
 para poder realizar determinado ato Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser
requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data
provável do falecimento.
Capacidade Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar
 Tipos de Capacidade: se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos.
 Capacidade de Direito
 Capacidade de Fato  a morte marca o fim da personalidade jurídica, o fim da
existência da pessoa natural
 Capacidade
 é a medida da personalidade  Tipos de morte no direito:
 Real
 Capacidade Ilimitada  qdo existe prova material da morte (o corpo)
 a capacidade de direito é uma capacidade ilimitada
Resumo de 2
 Presumida Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente, ordenará a conversão dos
 qdo não se tem o corpo, presume-se bens móveis, sujeitos a deterioração ou a extravio, em imóveis ou em títulos
garantidos pela União.
Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do ausente, darão garantias
 Morte Presumida
da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões
1. com decretação de ausência  AUSÊNCIA respectivos.
2. sem decretação de ausência  NÃO-AUSÊNCIA § 1o Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder prestar a garantia exigida
neste artigo, será excluído, mantendo-se os bens que lhe deviam caber sob a
 Morte Presumida com Decretação de ausência administração do curador, ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa
 aka AUSÊNCIA garantia.
 o paradeiro da pessoa é desconhecido (art. 6º) § 2o Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez provada a sua qualidade
 eg: marido foi comprar cigarro de herdeiros, poderão, independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do
ausente.
 qdo autorizada a abertura de sucessão definitiva com
Art. 31. Os imóveis do ausente só se poderão alienar, não sendo por desapropriação,
a decretação da morte ou hipotecar, quando o ordene o juiz, para lhes evitar a ruína.
 até essa decretação passa-se por 3 estágios: Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando ativa e
 fase da curadoria dos bens do ausente passivamente o ausente, de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que
 com a declaração da ausência de futuro àquele forem movidas.
 fase da sucessão provisória Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente,
 herdeiros têm a posse dos bens fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem; os outros
 fase da sucessão definitiva após decretação da morte sucessores, porém, deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos, segundo
o disposto no art. 29, de acordo com o representante do Ministério Público, e prestar
 herdeiros têm a propriedade
anualmente contas ao juiz competente.
 em regra as 3 fases podem levar 11 anos Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e ficar provado que a ausência foi voluntária e
injustificada, perderá ele, em favor do sucessor, sua parte nos frutos e rendimentos.
 Morte Presumida sem Decretação de Ausência (art. 7º) Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória poderá, justificando falta de
 aka NÃO-AUSÊNCIA meios, requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria.
1. na morte extremamente provável de quem estava Art. 35. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do
passando por perigo de vida (eg: vôo da Air France) ausente, considerar-se-á, nessa data, aberta a sucessão em favor dos herdeiros, que o
2. no caso de não reaparecimento de desaparecido em eram àquele tempo.
Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a
combate ou POW, após 2 anos do fim do conflito
posse provisória, cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos,
ficando, todavia, obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a entrega
 a declaração da morte presumida só será requerida depois dos bens a seu dono.
de esgotadas as buscas e averiguações (art. 7º § ú) Seção III - Da Sucessão Definitiva
 ie: só após o fim das buscas e averiguações é que se Art. 37. 10 anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da
pode declarar a morte sucessão provisória, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o
 devendo a sentença fixar a data provável do falecimento: levantamento das cauções prestadas.
na decretação sem ausência : Art. 38. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente
conta 80 anos de idade, e que de 5 datam as últimas notícias dele.
Art. 39. Regressando o ausente nos 10 anos seguintes à abertura da sucessão
AUSÊNCIA definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haverão
 morte com decretação de AUSÊNCIA, CC, arts. 22 a 39: só os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou
o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens
CAPÍTULO III - DA AUSÊNCIA - Seção I - Da Curadoria dos Bens do Ausente alienados depois daquele tempo.
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia, se não Parágrafo único. Se, nos 10 anos a que se refere este artigo, o ausente não regressar, e
houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens, o juiz, a nenhum interessado promover a sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao
requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência, e domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas
nomear-lhe-á curador. circunscrições, incorporando-se ao domínio da União, quando situados em território
Art. 23. Também se declarará a ausência, e se nomeará curador, quando o ausente federal.
deixar mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato, ou se
os seus poderes forem insuficientes. ausência  sucessão provisória  sucessão definitiva
Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar-lhe-á os poderes e obrigações, conforme as 
circunstâncias, observando, no que for aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadoria
curadores. c/ rep/proc: 3 anos
Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou de
s/ rep/proc: 1 ano
fato por mais de 2 anos antes da declaração da ausência, será o seu legítimo curador.
§ 1o Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos
descendentes, nesta ordem, não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. 1º. Desaparecimento
§ 2o Entre os descendentes, os mais próximos precedem os mais remotos.  administração do bens pelo:
§ 3o Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador.  rep / proc ou
Seção II - Da Sucessão Provisória  curador
Art. 26. Decorrido 1 ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou
representante ou procurador, em se passando 3 anos, poderão os interessados 2º. Declaração de Ausência
requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão.
 declarada por juiz
Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se consideram interessados:
I - o cônjuge não separado judicialmente;  mediante requerimento de qq interessado ou MP
II - os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários;
III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte; 3º. Arrecadação e Curadoria
IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas.  indicada por juiz, após declarar a ausência
Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito  Curadoria ocorrerá qdo:
180 dias depois de publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado, proceder-  não houver rep/proc ou
se-á à abertura do testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como se o  mandatário não queira ou não possa
ausente fosse falecido.
 o juiz fixará poderes e obrigações do curador
§ 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo interessados na sucessão
provisória, cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente.
§ 2o Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o inventário até 30 dias  Legítimo Curador:
depois de passar em julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória,  cônjuge não separado judicial// ou
proceder-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma estabelecida nos arts. 1.819  cônjuge de fato por mais de 2 anos
a 1.823.

Resumo de 3
 na falta do cônjuge, ordem preferencial para curador:  se provada a ausência voluntária e injustificada, o
1º. os pais ausente perderá para o sucessor sua parte nos frutos e
2º. os descendentes rendimentos capitalizados
3º. curador dativo (ie: da escolha do juiz)  os bens propriamente ditos retornam para o ausente
reaparecido, durante a sucessão provisória, em qq
 essa fase tem duração de 1 ano hipótese
 serão publicados 7 editais convocatórios, bimestrais, ao
comparecimento do ausente (art. 1.161)  sucessor excluído
 o sucessor sem garantia e com justificada falta de
 causas de cessação da curadoria: meios poderá requerer a 1/2 dos frutos e rendimentos q
 comparecimento do ausente lhe caberiam
(tendo o ausente seus bens de volta s/ qq prejuízo)
 certeza da morte  herdeiros à data da morte
 sucessão provisória  se durante a posse provisória, se provar a data da morte
do ausente, abre-se a sucessão definitiva com os
4º. Sucessão Provisória herdeiros existentes naquela data
 aberta mediante solicitação dos legitimados no CC ou, na
sua omissão, do MP: 5º. Sucessão Definitiva
 1 ano da arrecadação dos bens (ie: do 1º edital) ou  na declaração da morte presumida
 3 anos se rep/proc assumiu a guarda do patrimônio  ocorre o levantamento das cauções prestadas

 Legitimados  sucessão definitiva:


 a requerer abertura da sucessão provisória:  herdeiros têm a propriedade
1. cônjuge não separado judicial//  nos 1os 10 anos a propriedade é resolúvel não é plena
2. herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários  após 10 anos, eles tem propriedade plena
3. quem tiver direito sobre o bem subordinado à morte
4. credores de obrigações vencidas e não pagas  qdo a sucessão definitiva pode ser requerida:
 com a confirmação da morte
 herança jacente  após 10 anos da abertura da sucessão provisória
 os sucessores (herdeiros e interessados) terão 30 dias,  se ausente tiver 80 anos e estiver ausente há + de 5
do transito em julgado da sentença determinando a  ie: se tivesse 75 anos, em 5 anos, desde decretada
sucessão provisória, para sua habilitação, requerendo o sua ausência, pode ser decretada sucessão definitiva,
inventário com 80 anos completos
 não existindo sucessores teremos a herança jacente
 retorno do ausente durante sucessão definitiva
 início da sucessão provisória  regressando nos 10 anos após a abertura da sucessão
 a sentença determinado a sucessão provisória terá efeito definitiva, o ausente terá seus bens – ou os sub-rogado
180 dias após sua publicação em seu lugar ou preço por eles recebidos – de volta no
estado em q estiverem
 conversão de bens móveis
 o juiz poderá determinar a conversão de bens móveis,  ascendente ou descendente q ñ participou da partilha
sujeitos à deterioração ou extravio, em bens imóveis ou  até 10 anos após a abertura da sucessão definitiva,
títulos garantidos pela União ascendente ou descendente tbm tem garantido o acesso
à seu quinhão
 herdeiro para ter a posse devem apresentar garantias
(penhores ou hipotecas)  logo, se ausente reaparecer:
 norma não se aplica a CAD (herdeiros necessários:  durante a sucessão provisória, terá direito aos bens na
cônjuge, ascendente ou descendente) sua integralidade (justificável e involuntária)
 o herdeiro q não puder apresentar garantia:  nos 1os 10os anos da sucessão definitiva, tem direito
 terá seu quinhão confiado ao curador ou herdeiro ao q restar dos bens
indicado pelo juiz  depois de 10 anos da sucessão definitiva, não tem
mais direitos
 vedação à alienação
 imóveis ñ poderão ser alienados v hipotecados, salvo:  passagem ao domínio da fazenda pública
 para desapropriação  se após 10 anos o ausente não regressar ou nenhum
 para evitar ruína, e por determinação do juiz interessado promover a sucessão definitiva, os bens
passarão ao domínio do M/DF ou U qdo situado em TF
 representatividade ativa e passiva do ausente
 os empossados ficarão representando ativa e COMORIÊNCIA
passivamente o ausente  aka morte simultânea, art. 8º
 contra eles correrão as ações pendentes e futuras Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo
averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão
 direito aos frutos durante a sucessão provisória simultaneamente mortos.
 DAC sucessor provisório terá todos os frutos e
rendimentos dos bens lhe couberem  presunção de morte simultânea de morte de duas
 d+ sucessores deverão capitalizar 1/2 dos respectivos pessoas que mantém um vinculo sucessório entre si
frutos e rendimentos, de acordo c/ MP e prestar contas  é uma presunção relativa, admite prova em contrário
anuais ao juiz, em bens imóveis ou títulos garantidos pela
União  trata-se de uma presunção de morte qdo não se tem certeza
de quem morreu primeiro, eg:
 reaparecimento do ausente  na morte do casal os bens são divididos 50/50 entre primo

Resumo de 4
dele e irmão dela LEI DE INTRODUÇÃO AO DIREITO BRASILEIRO
 mas se o marido morresse primeiro e a mulher depois, o  aka LICC, DL 4.657/42
primo dela levaria tudo e o irmão dele nada  aka lei das leis, lex legum
 norma sobre direito, ultrapassa os limites do direito civil e
 pode ocorrer a comoriência em fatos/acidentes diferentes alcança os d+ ramos do direito
 eg: marido morre em desastre de avião e mulher em
desastre de carro indo buscá-lo  trata da:
 vigência e eficácia das leis, no tempo e no espaço
 Parentesco  regula conflito de leis no tempo e no espaço
 dos mecanismos de integração do ordenamento jurídico
avô  juiz ñ pode deixar de julgar qdo ñ há lei s/e o assunto
(2)    das regras de hermenêutica
  ciência da interpretação das leis

 das regras de direito internacional (arts. 7º ao 19º)
pai
tios
  (1)
 (3)
 VIGÊNCIA DA LEI
 Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de
irmãos 
oficialmente publicada.
você primos
(2) § 1o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se
 (4) inicia 3 meses depois de oficialmente publicada.
filhos § 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a
(1) correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova
 publicação.
netos § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
(2)
edição  processo legis  PR s/v  promulgação  publicação
 ascendentes e descendentes: avós, pais, filhos, netos
 colaterais: irmão(ã), primos (as), tios(as)  a lei nasce na promulgação
 por afinidade: só colocar vc na árvore do cônjuge, no  qdo o PR atesta o cumprimento dos requisitos formais
lugar da esposa
 Pcp da Vigência Sincrônica
 adotado no BR, preconiza que as leis entram em vigor
simultaneamente em todo território nacional
 cf. com Pcp da Vigência Sucessiva

 Vacatio Legis
 período entre a publicação e o início da vigência da lei
 salvo disposição em contrário (ie: a previsão expressa no
texto da lei):
 45 dias no país ou
 3 meses no exterior

 contagem do vacatio legis


 o vacatio legis é contado a partir do dia da publicação
 incluindo o último dia e a lei entrando em vigor no dia
subseqüente
 eg: publicada em 05/01, com 10 dias de vacatio legis,
entra em vigor no dia 15/01

 correção durante o vacatio legis


 se ocorrer uma correção durante o v.l., o prazo de v.l.
zera, começa a correr da data da republicação – mas
permanece a mesma lei

 correção de lei já em vigor


 se a correção ao texto ocorrer qdo a lei já estiver em
vigor, teremos a publicação da correção por intermédio
de uma lei nova

Resumo de 5
AULA 02/10 29/03/2011 1º) Analogia
 dois tipos de analogia:
REVOGAÇÃO 1º. legal
Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique  legis, utiliza uma norma q regula um caso semelhante
ou revogue. 2º. jurídica
§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com  juris, utiliza um conjunto de normas, de onde se
ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. consegue extrair um conceito aplicável ao caso
§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, considerado
não revoga nem modifica a lei anterior.
§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora
2º) Costumes
perdido a vigência.
 condutas praticadas de maneira:
 regra no BR é Pcp da Continuidade, mas c/ exceções, Caput:  diuturna/diário
 leis temporárias  constante/habitual  requisitos objetivos
 leis autorrevogáveis  uniforme/consistente
 leis excepcionais
 em razão da convicção de
 Formas de revogação , §1º:  requisito subjetivo
sua obrigatoriedade
1. revogação expressa
 prevista no texto da nova lei  Costumes podem ser:
2. revogação tácita 1. secundum legem
 por incompatibilidade com a nova lei  segundo a lei, ajuda a esclarecer o q a lei quer dizer
3. revogação global 2. praeter legem
 qdo a nova lei reformula integralmente a matéria (eg:  suplementa a lei em vista de omissão (o da LIDB)
CC/02) – NB: p/ FCC e CESPE: global = tácita 3. contra legem
 contrário à lei (MHD; ñ aceito ampla//), sendo 2 tipos:
 Formas de revogação qto à extensão do conteúdo: a. desuetudo
1. ab-rogação  qdo existe a lei mas entra em desuso, eg:
 revogação total (ie: global) adultério (q até 2004 era crime previsto, mas q
2. derrogação não se observava)
 revogação parcial b. consuetudo
 ab-rogatório, eg: feira de gado de Barretos, td
 Pcp da Conciliação, § 2º: negócio é verbal, contrariando a lei q determina q
 nova norma geral ou específica pode conviver com negócio > 10 sal mínimos seja escrito)
norma anterior desde q ñ antagônicas
3º) Pcp Gerais do Direito
 conflito entre normas:  razoabilidade, legalidade, proporcionalidade, etc.
1. conflito real:
 uma das leis será revogada Equidade
2. conflito aparente:  não é mecanismo de integração jurídica
 1º) aplica-se a hierarquia  o juiz pode utilizá-la qdo for permitido por lei (eg: o CTN)
 2º) aplica-se a cronologia, norma + recente prevalece
 3º) aplica-se o Pcp da Especificidade Mecanismos de Integração
Dir Civil Dir Tributário
 Repristinação, art. 3º:  Analogia  Analogia
 não há a figura da repristinação tácita no dir brasileiro  Costumes  Pcp Gerais do Dir Trib
 mas pode ocorrer se expressa na norma revogadora
 Pcp Gerais do Dir  Pcp Gerais do Direito
 Equidade
Desconhecimento da Lei
Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.
 o desconhecimento da lei é inescusável REGRAS DE HERMENÊUTICA - INTERPRETAÇÃO
 Pcp da Obrigatoriedade da Lei Art. 5o Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às
 evitar a insegurança jurídica exigências do bem comum.
 salvo no caso do “art. 7º ou 8º da lei de contravenções  a LIDB prevê a aplicação da hermenêutica, a interpretação
penais, o juiz poderá decidir não aplicar a lei se o sociológica ou teleológica das leis de direito civil
contraventor alegar desconhecimento da lei”
Outras Formas de Interpretação
 qto à fonte da interpretação
MECANISMOS DE INTEGRAÇÃO NO DIREITO CIVIL  Autêntica
Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
 o legislador
costumes e os princípios gerais de direito.
 Doutrinária
 Pcp da Indeclinabilidade de Jurisdição  os estudiosos do direito
 juiz não pode deixar de julgar quando não há lei sobre o  Jurisprudencial
assunto  as reiteradas decisões de tribunais e juízes
 para tal lançando mão dos mecanismos de integração do
direito civil  qto os resultados da lei
 Restritiva
 Mecanismos de Integração na LIDB  reduz o escopo, o sentido da aplicação da lei, por ela
 1º A  Analogia ser abrangente mais do que esperado
 2º C  Costumes  Extensiva
 3º P  Pcp Gerais do Direito  aumenta o escopo de aplicação da lei, seu alcance
 Declarativa
 ñ amplia nem reduz a aplicação da lei, apenas confirma

Resumo de 6
PESSOAS JURÍDICAS
 qto ao meio ou elemento utilizado  Código Civil
 Gramatical Art. 40. As PJ são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
 ou literal; baseia-se na literalidade e normas da língua Art. 41. São PJDPúb Interno:
 Histórica I - a União;
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
 se remete ao tempo de elaboração da norma
III - os Municípios;
 Lógica IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;
 ou racional; utiliza sentidos, raciocínios lógicos V - as demais entidades de caráter público criadas(ie: v autorizada) por lei.
 Analógica Parágrafo único. S.d.c, as PJDPúb, a q se tenha dado estrutura de dir privado,
 método comparativo com outras normas similares regem-se, n.q.c., qto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código.
 Ontológica Art. 42. São PJDPúb externo os Estados estrangeiros e tds as pessoas que forem
 ou ratio legis; busca a essência, a razão da lei existir regidas pelo dir intl público.
 Teleológica
CLASSIFICAÇÃO
 ou sociológica; busca as finalidades sociais da norma
Qto à
 Sistemática Qto à função Qto à estrutura
nacionalidade
 vê-se o sentido da lei dentro de seu sistema, de todo o
ordenamento jurídico  PJDPúb  PJDInterno  Corporação
 PJDPriv  PJDExterno  Fundação
EFEITOS DA LEI NO TEMPO
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o  Interno
direito adquirido e a coisa julgada. Pessoas Jurídicas de Direito Público
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que  Externo
se efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa
exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-  Admin Púb Direta  U/E/DF/M
estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.  PJDPúb Interno
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. autarq, (incl. assoc
 Admin Púb Indireta púb), d+ ent. de
 Princípio da Irretroatividade caráter púb (eg:
exceção regra fund. pub)
efeitos retroativos efeitos proativos
 Estados estrangeiros
 a lei em vigor tem efeito imediato e geral,  PJDPúb Externo  organismos internacionais
 respeitando-se:  pessoas regidas pelo direito público
 o ato jurídico perfeito,  eg: ONU, OIT, MERCOSUL, FAO, etc.
 o direito adquirido e
 a coisa julgada  Responsabilidade por ato de agente de PJDPúb
Art. 43. As PJDPúb interno são civil// responsáveis por atos dos seus agentes q nessa
 Ato Jurídico Perfeito qualidade causem danos a 3os, ressalvado direito regressivo contra os causadores do
 o ato consumado segundo a lei vigente ao seu tempo dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
 já realizado, acabado e formalizado
Pessoas Jurídicas de Direito Privado
 Direito Adquirido Art. 44. São PJDPriv:
 direito já concedido, já conquistado, que já se faz jus I - as associações;
antes da nova lei II - as sociedades;
 comparar ex. 21, pg, 4, aula 1, com a decisão política de III - as fundações.
se manter a “integralidade” das aposentadorias para IV - as organizações religiosas;
V - os partidos políticos.
funcionários admitidos antes de 98
§ 1o São livres a criação, organização, estruturação interna e funciona// das organizações
 cf. com expectativa de direito (previdenciário) religiosas, sendo vedado ao p. público negar-lhes reconheci// v registro dos atos
constitutivos e necessários ao seu funciona//.
 Coisa Julgada § 2o As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiaria// às sociedades q
 decisão judicial transitada em julgado são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código.
 da qual não cabe mais recurso a novo julgamento § 3o Os part. políticos serão organizados e funcionarão cnfrm disposto em lei específica.

 Sociedades
 Corporações Associações
 PJDPriv  Associações  Org. Religiosas
 Part. Políticos
 Fundações

 Corporações
 aka universitas personarum
 conjunto de pessoas
 com uma finalidade interna
 definida pelos sócios
 Sociedade: finalidade econômica
 tipos de corporação
 Associação: não econômica
 Associação sentido estrito
 tipos de associação:  Org. Religiosas
 Part. Políticos

Resumo de 7
Sociedades Despersonificadas
 Fundações 1. Sociedade em Conta de Participação
 aka universitas bonorum 2. Sociedade em Comum
 conjunto de bens ou patrimônio
 com determinada finalidade externa  não são registradas
 definida pelo instituidor  não estão regularmente constituídas
 são irregulares
 organizações religiosas e partidos políticos são associações  mas não são ilegais
no sentido amplo  (negócios simples, eg: cursos do ponto)

 partidos políticos Sociedades Personificadas


 sua organização e funcionamento requerem lei específica 1. Sociedade Simples
que os regule (art. 44, § 3º) 2. Sociedade Empresária
 estão registradas de acordo com a lei
Inicio da Personalidade Jurídica
1) PJD Público  Sociedade Simples sentido estrito
 inicia-se e finda-se mediante:  Sociedade Simples:
1. lei ou  Cooperativas
2. fato histórico ou
3. TAI (reconhecimento da comunidade intl)  S/A
 Ltda.
2) PJD Privado  Sociedades Empresárias:  em Nome Coletivo
Art. 45. Começa a existência legal das PJDPriv com a inscrição do ato constitutivo no  em Comandita Simples
respectivo registro, precedida, qdo necessário, de autorização v aprovação do Poder  em Comandita por Ações
Executivo, averbando-se no registro tds as alterações por q passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em 3 anos o direito de anular a constituição das PJDPriv, por Atos dos administradores de PJ
defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. Art. 47. Obrigam a PJ os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus poderes
Art. 46. O registro declarará: definidos no ato constitutivo.
I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, qdo houver; Art. 48. Se a PJ tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de votos
II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.
III - o modo por q se administra e representa, ativa e passiva//, judicial e extrajudicial//; Parágrafo único. Decai em 3 anos o direito de anular as decisões a q se refere este artigo,
IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; qdo violarem a lei v estatuto, v forem eivadas de erro, dolo, simulação v fraude.
V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; Art. 49. Se a administração da PJ vier a faltar, o juiz, a requeri// de qq interessado, nomear-
VI - as condições de extinção da PJ e o destino do seu patrimônio, nesse caso. lhe-á administrador provisório.
 a PJDPriv inicia-se com:  os atos dos administradores obrigam a PJ
 inscrição do ato constitutivo  desde q praticados nos limites dos seus poderes definidos
 no respectivo registro no ato constitutivo
 algumas PJDPriv necessitam de autorização do Poder  na admin coletiva de PJ
Executivo para existir  as decisões serão pela maioria dos presentes, salvo se
 desde q haja previsão legal para tal exigência disposto de outra forma no ato constitutivo
 eg: bancos, universidades, seguradoras  decai em 3 anos o direito de anular decisões contarias à
lei ou estatuto, ou eivadas de erro, dolo, fraude ou
 prazo decadencial p/ anular constituição indevida simulação
 decai em 3 anos, da data de inscrição no registro, o prazo  se a admin vier a faltar, o juiz, provocado por qq
para anulação de constituição indevida de PJDPriv, por interessado, nomeará administrador provisório
defeito do ato constitutivo
Desconsideração da Pessoa Jurídica
 requisitos do registro da PJDPriv Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de
 denominação, fins, sede, duração e fundo social finalidade, v pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requeri// da parte, v do MP qdo
 indicação dos fundadores, instituidores e diretores lhe couber intervir no processo, q os efeitos de certas e determinadas relações de
 administração e representação judicial e extrajudicial obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores v sócios da PJ.
 mudanças aceitas pelo ato constitutivo na admin
 condições de extinção e destino do patrimônio  Teoria da Penetração
 definição sobre a subsidiariedade dos membros qto à  autorização judicial para que uma dívida da PJ penetre
obrigações sociais no patrimônio dos sócios

 o que a enseja:
SOCIEDADES o abuso
1. desvio de finalidade
 da personalidade 
 em Conta de Participação jurídica
2. confusão patrimonial
 Despersonificadas
 em Comum  mediante ordem judicial
 provocada pela parte ou MP
 Simples SE
 Simples  no CC não pode ocorrer de ofício, mas:
 Personificadas  Cooperativa  o CDC contempla a desconsideração de ofício (art. 28)
 S/A em situações em que:
 Ltda.  a personalidade da PJ seja obstáculo ao ressarcimento
 Empresária  em Nome Coletivo de prejuízo ao consumidor
 em Comandita Simples  abuso de direito, excesso de poder, infração de lei ou
 em Comandita por Ações estatuto ou má admin q cause prejuízo ao consumidor

Resumo de 8
 deverão constar do estatuto:
 Histórico
 denominação, fins e sede da associação
 a desconsideração não existia no CC de 1916
 requisitos para admissão ou exclusão de associado
 1º vez no CDC de 1990
 direitos e deveres dos associados
 outros casos de previsão legal:
 fostes de seus recursos
 L 4.137/62 (repressão ao abuso do poder econômico)
 constituição e funcionamento do órgão deliberativo
 L 4.729/65 (lei da sonegação fiscal)
 condições para alterações estatutárias e dissolução
 D 22.626/33 (lei da usura)
 forma de gestão e de aprovação de contas
 L 5.172/66 (CTN)
 L 9.605/98 (lei do meio ambiente) Direitos e Vantagens
 CLT Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias
com vantagens especiais.
 desconsideração inversa:
 os associados devem ter direitos iguais
 presente na doutrina
 mas estatuto pode prever vantagens especiais para
 eg: na transferência marota dos bens do casal para a Cia
determinado grupo ou membros
para evitar a partilha em divórcio
 é possível, então, a existência de diferentes tipos de
 efeitos do registro: associados, eg:
 separação patrimonial (Pcp contábil da entidade)  associados especiais
 segurança para sócios e administradores  associados comuns

Fim da PJ Transmissibilidade de Título


Art. 51. Nos casos de dissolução da PJ v cassada a autorização p/ seu funciona//, ela Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário.
subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua. Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da
§ 1o Far-se-á, no registro onde a PJ estiver inscrita, a averbação de sua dissolução. associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de
§ 2o As disposições p/ a liquidação das sociedades aplicam-se, n.q.c., às d+ PJDPriv. associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.
§ 3o Encerrada a liquidação, promover-se-á o cancela// da inscrição da PJ.  em regra, não se transmite a qualidade de associado, salvo
 o fim da PJ se dá pelos seguinte motivos: se estatuto dispuser
1. por força administrativa  não há herança de titularidade
2. por força legal  já o msm não se aplica à quota parte de participação no
3. por força judicial patrimônio da associação,
4. por força dos estatutos  que poderá ser transferida, salvo disposição em
5. por vontade das partes contrário
6. por término de seu prazo de duração
 independente da não transmissibilidade da titularidade
7. pela unipessoalidade

 no caso de dissolução da PJ ou cassação de autorização, Exclusão de Associado


Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida
a PJ subsistirá até que se conclua sua liquidação
em procedi// q assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto.
 finda a liquidação cancela-se a inscrição da PJ
 a averbação de sua dissolução será no registro onde a  a exclusão de associado está sujeita a:
 a comprovação de justa causa cfm o estatuto
PJ estiver inscrita
 a ampla defesa, recurso e devido processo cfm o estatuto
 disposições para a liquidação de sociedade aplicam-se, no
que couber, às demais PJDPriv Exercício de Função e Direito
Art. 58. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito v função q lhe tenha
sido legitima// conferido, a ñ ser nos casos e pela forma previstos na lei v estatuto.
Direito da Personalidade
Art. 52. Aplica-se às PJ, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.  a exclusão de associado está sujeita à:
 comprovação de justa causa cfm o estatuto
 aplica-se às PJ, no que couber, a proteção dos direitos da
 ampla defesa, recurso e devido processo cfm estatuto
personalidade
 asseguram à PJ os direitos subjetivos e objetivos
Assembléia Geral
 tem direito de personalidade tds as PJs com ou sem fins
Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral:
lucrativos I – destituir os administradores;
II – alterar o estatuto.
Parágrafo único. Para as deliberações a q se referem os incisos I e II deste artigo é exigido
ASSOCIAÇÕES deliberação da assembléia especial// convocada para esse fim, cujo quorum será o
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores.
não econômicos. Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. 1/5 dos associados o direito de promovê-la.
 ie: associações privadas  competências da assembléia geral, em assembléia extra-
 constituídas por PF e/ou PJ ordinária, cfm critério e quórum definidos no estatuto:
 com fins não econômicos  eleição e destituir administradores
 não há entre os associados direitos ou obrigações  alterar estatuto
recíprocas
 MQ de 1/5 para convocação dos órgãos deliberativos
Requisitos para o Estatuto
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá: Dissolução e Destinação do Patrimônio
I - a denominação, os fins e a sede da associação; Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do PL, depois de deduzidas, se for o
II - os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados; caso, as quotas v frações ideais, será destinado à entidade de fins ñ econômicos designa-
III - os direitos e deveres dos associados; da no estatuto, v, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição do M/E/U, de
IV - as fontes de recursos para sua manutenção; fins idênticos v semelhantes.
V - o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos; § 1o Por cláusula do estatuto v, no seu silêncio, por deliberação dos associados, podem
VI - as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução; estes, antes da destinação do remanescente referida, receber em restituição, atualizado o
VII - a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. respectivo valor, as contribuições q tiverem prestado ao patrimônio da associação.
§ 2o Não existindo no M/E/DF/T, em q a associação tiver sede, instituição nas condições

Resumo de 9
indicadas neste art., o q remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do E/DF/U. Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou,
 o saldo do PL, após a distribuição das respectivas quotas ou não havendo prazo, em 180 dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.
frações atualizadas, cfm a lei, estatuto ou deliberação, na  a aprovação do ato constitutivo cabe ao MP
dissolução será:  cabendo recurso
 destinado a entidade s/ fins econômicos definida no
estatuto ou  cabe igualmente ao MP:
 na omissão do estatuto, por deliberação, à entidade  a fiscalização das fundações (ver abaixo)
federal, estadual ou municipal de idênticos fins ou  buscar a transferência da dotação via judicial
 na, inexistência de tal entidade equivalente, à fazenda  elaboração do estatuto na omissão após 180 dias
estadual, do DF ou federal
 o registro de PF é um ato declaratório, não cria direitos, ela
nasço já com esses direito
FUNDAÇÃO  na PJ o registro é constitutivo, atribui direitos

Criação de Fundação Fiscalização das Fundações


Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública v testamento, Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas.
dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se § 1o Se funcionarem no Distrito Federal, ou em Território, caberá o encargo ao Ministério
quiser, a maneira de administrá-la. Público Federal. (Vide ADIN nº 2.794-8)
Parágrafo único. A fundação so// poderá constituir-se p/ fins religiosos, morais, culturais ou § 2o Se estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um
de assistência. deles, ao respectivo Ministério Público.
 criada por:  fiscalização do MPE
 escritura pública para inter vivos  ou MPDFT (ver ADIN) para o DF e territórios federais
 testamento na causa mortis
Reforma de Estatuto
 testamento pode ser Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:
 particular I - seja deliberada por 2/3 dos competentes para gerir e representar a fundação;
II - não contrarie ou desvirtue o fim desta;
 cerrado
III - seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a denegue, poderá o juiz
 público supri-la, a requerimento do interessado.
Art. 68. Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime, os
 requisitos: administradores da fundação, ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público,
 dotação especial de bens requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la, se quiser, em dez dias.
 especificação de seus fins  requisitos:
 modo de gestão  decisão de 2/3 dos legitimados gestores v representantes
 aprovação pelo MP
 fins possíveis:
 religiosos  na alteração sem unanimidade, os administradores
 morais submeteram o estatuto ao MP, para q se dê ciência à minoria
 culturais vencida
 assistenciais  cabendo a esta o prazo de 10 dias para impugnação junto
 rol não taxativo ao MP
 finalidade de resguardar vedação à distribuição de lucro
 cabe recurso do interessado, a juiz, de decisão denegatória
 fases da criação de fundação (art. 65): do MP
1º. dotação especial de bens livres
2º. elaboração do ato constitutivo Extinção de Fundação
3º. aprovação do ato constitutivo pelo MP Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível v inútil a finalidade a q visa a fundação, v vencido o
4º. registro prazo de sua existência, o órgão do MP, ou qq interessado, lhe promoverá a extinção,
incorporando-se o seu patrimônio, s.d.c. no ato constitutivo, ou no estatuto, em outra
fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante.
Dotação de Bens
Art. 63. Qdo insuficientes p/ constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de  em face de a finalidade tornar-se:
outro modo ñ dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação q se proponha a fim  ilícita
igual v semelhante.  impossível ou
Art. 64. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos, o instituidor é obrigado a  inútil ou
transferir-lhe a propriedade, ou outro direito real, sobre os bens dotados, e, se não o fizer,  vencido seu prazo de existência
serão registrados, em nome dela, por mandado judicial.
 dotação especial de bens livres  provocada pelo:
 indicação dos bens q constituirão a fundação  MP ou
 qq interessado
 qdo insuficientes à constituição da fundação:
 os bens dotados serão:  Patrimônio Remanescente:
 de outra forma destinados, cfm definido pelo instituidor  será incorporado, s.d.c. no estatuto, em outra fundação
 v na omissão, destinados à fundação de fim semelhante com fim semelhante, designada pelo juiz

 no negócio inter vivos, o instituidor fica obrigado a transferir a


propriedade e direitos reais sobre os bens dotados
 a não transferência implica o registro dessa transferência
via mandado judicial, provocada pelo MP

Autorização da Instituição de Fundação


Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência
do encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação
projetada, submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso
ao juiz.

Resumo de 10
DOMICÍLIO  PJ com Domicílios Múltiplos
Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com  cada um deles será considerado domicílio para os atos
ânimo definitivo. nele praticados
Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva,
considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.  PJ com Sede no Exterior
Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à  se a admin v diretoria tiver a sede no estrangeiro, seu
profissão, o lugar onde esta é exercida. domicílio o do seu agente que contraiu a respectiva
Parágrafo único. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada um deles
obrigação
constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem.
Art. 73. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar
onde for encontrada.  Domicílio Legal ou Domicílio Necessário
Art. 74. Muda-se o domicílio, transferindo a residência, c/ a intenção manifesta de o mudar.  imposto por lei
Parágrafo único. A prova da intenção resultará do q declarar a pessoa às municipalidades
dos lugares, q deixa, e p/ onde vai, v, se tais declarações ñ fizer, da própria mudança, com quem tem: onde é:
as circunstâncias que a acompanharem.  incapaz  o do representante ou assistente
Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
 servidor público  onde exerce sua função efetiva
I - da União, o Distrito Federal;
II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais; (eg: cargo em comissão ñ tem)
III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;  militar  local onde servir
IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e  militar da MB/FA  o do seu comando imediato
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.  marítimo  porto de matrícula do navio
§ 1o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um  preso  onde cumprir a sentença
deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. (ie: só qdo for sent. transit. julg.)
§ 2o Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio
da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o
lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder.  Agente Diplomático do Brasil citado no estrangeiro
Art. 76. Têm domicílio necessário incapaz, servidor público, militar, marítimo e preso.  seu domicílio no BR, se declarar, ou
Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante/assistente; o do servidor  DF ou último ponto do território onde esteve, se alegar
público, o lugar em q exercer permanente// suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo extraterritorialidade sem designar domicílio
da MB v da FA, a sede do comando a q se encontrar imediata// subordinado; o do marítimo,
onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença.
 Domicílio contratual
Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar
extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser  contratantes poderão especificar domicílio onde se
demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles
Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se resultantes (ie: o foro)
exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes.

 td pessoa possui domicílio seja PF (pessoa natural) ou PJ

 Domicílio Voluntário da pessoa natural é onde:


 estabelece sua residência – elemento objetivo
 com ânimo definitivo – elemento subjetivo

 a residência é somente parte do domicílio


 seu elemento objetivo

 Pluralidade de Domicílios
 qdo a pessoa natural tem diversas residências
 o domicílio poderá ser qq dessas residências

 Domicílio Profissional
 domicílio relativo à sua profissão
 não exclui o domicílio voluntário
 se complementam
 pode ser tbm plural

 Ausência de Residência
 inexistência de residência habitual
 o domicílio torna-se o local onde a pessoa for encontrada

 Mudança de Domicílio
 transferindo-se a residência
 com intenção manifesta de mudar
 a prova da intenção pode resultar de:
 declaração às municipalidades v
 da própria mudança e suas circunstâncias implícitas

 Domicílio da PJ
 da U - DF
 dos E/T - as respectivas capitais
 do Município - o lugar onde funcione a admin municipal
 demais PJ:
 onde funcionarem suas diretorias e admin ou
 onde seu ato constitutivo eleger como domicílio especial

Resumo de 11
AULA 03/10 05/04/2011  Lesão de Direito do Falecido - art. 12
 o cônjuge v parente até 4º grau
DOMICÍLIO (continuação)  aka Lesados Indiretos
 só por consangüinidade são legitimados p/ requerer p/d
Domicílio da Pessoa Jurídica  eg: em caso de lesão a dir autoral de autor falecido
 art. 75, CC
1. Admin Púb Direta  Defesa de Autodisposição
U  DF (não é Brasília!)  vedação de dispor do próprio corpo em vida
 E/T  suas capitais  Exceção
M  a sede da Admin municipal  por exigência médica
 qdo ñ acarretar redução permanente da integridade
2. Demais PJ
física v
 endereço do estatuto v ato constitutivo  qdo não contrariar bons costumes
 endereço da Admin ou Diretoria e
3. PJ com sede no estrangeiro  sendo gratuita
 a sede da filial  eg: doação de rim
 cfm. Lei das Doações de Órgãos e Tecidos
 Pluralidade Domiciliar de PJ
 PJ com várias filiais:  Doação após a Morte
 cada filial será o domicílio para o ato nela praticado  do próprio corpo
 se gratuita
 Domicílio Contratual  por altruísmo v científica
 art. 78, CC  de parte v todo
 ie: o foro de eleição  ato pode ser revogado a qq tempo
 pressupõe manifestação positiva ainda em vida
 Pcp do Consenso Afirmativo

DIREITOS DA PERSONALIDADE  Não Obrigatoriedade a Tratamento v Cirurgia


Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são  q envolva risco de vida
intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e
reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Sobrenome
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação p/ requerer a medida prevista  Direito a Nome e
neste art. o cônjuge sobrevivente, v qq parente em linha reta, v colateral até o 4º grau. Prenome
Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, qdo  agnome: Junior, neto, etc.
importar diminuição permanente da integridade física, v contrariar os bons costumes.
Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na  Proteção ao Nome - p/d
forma estabelecida em lei especial.
 cabe indenização por p/d qdo ocorrer o uso do nome:
Art. 14. É válida, com objetivo científico, v altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo,
no todo ou em parte, para depois da morte.  difamatoriamente em publicação v representação
Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qq tempo.  sem autorização em propaganda comercial
Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento
médico v a intervenção cirúrgica.  Pseudônimo
Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.  qdo utilizado em atividade lícita tem a msm proteção legal
Art. 17. O nome da pessoa ñ pode ser empregado por outrem em publicações v representa- q o nome
ções q a exponham ao desprezo público, ainda qdo ñ haja intenção difamatória.
Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.
 Proteção da Imagem v de Bem Personalíssimo - art. 20
Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção q se dá ao nome.
Art. 20. Salvo se autorizadas, v se necessárias à administração da justiça v à manutenção
da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, v a publicação, a  divulgação de escrito
exposição v a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu  transmissão da palavra
requerimento e sem prejuízo da indenização q couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama
v a respeitabilidade, v se se destinarem a fins comerciais.
A  publicação  pode ser proibida
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para  exposição da imagem
requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes v os descendentes.  utilização
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requeri// do interessado,
adotará as providências necessárias p/ impedir v fazer cessar ato contrário a esta norma. mediante requerimento

 Transmissão e Renúncia
para:
 em regra são intransmissíveis e irrenunciáveis
preservar: v lhes vedar:
 Letra da Lei:
 limitação absoluta  a honra  fins
 seu exercício não pode sofrer limitação voluntária  a boa fama comerciais
 Doutrina:  a respeitabilidade alheios
 podem desde q limitação ñ seja geral nem permanente
 o próprio
 eg: BBB, renuncia ao direito à privacidade
 Legitimidade:  o cônjuge
 NB: o contrato Ronaldo-Nike, é geral e vitalício
 ascendentes
 foi celebrado no exterior
 descendentes
 não poderia ocorrer no BR
 Art. 12 vs Art. 20
 Lesão ou Ameaça vs Perdas e Danos - art. 12  a legitimidade ref. a direito de imagem rege-se pela lei
 havendo lesão v ameaça d lesão a direito d personalidade: mais específica, ie: pelo disposto no art. 20, ie: ñ inclui
 possível pleito de indenização por perdas e danos (p/d)
colaterais
 sem prejuízo de outras sanções legais

Resumo de 12
 Exceção
 se autorizada 3. Bens Fungíveis vs Bens Infungíveis – art. 85
v
 se necessária para a: Fungíveis Infungíveis
 administração da justiça v  bem móvel q pode ser
 bem móvel v imóvel
 manutenção da ordem pública substituído por outro de
único, não pode ser
msm espécie, qualidade e
substituído
 Direito à Vida Privada quantidade (e.q.q.)
 a vida privada da Pessoa Natural é inviolável  bens q podem ser
 juiz provocado pode fazer cessar lesão v ameaça individualizados
 cabe p/d (eg: chassi de um carro, por
conta do no de série)
 Direito da Personalidade de PJ  coisas infungíveis em
 nem todo dir da personalidade é aplicado às PJ contrato de comodato (art.
 os dir da personalidade são aplicado no q couber 579) (aparelho da Nextel)
 eg: pode dir à honra objetiva, ao nome
 cf. art. 52:  NB: dinheiro é considerado fungível apesar do n o de série
Art. 52. Aplica-se às PJ, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.  mas uma moeda pode ser infungível para um
colecionador

BENS 4. Bens Consumíveis vs Bens Inconsumíveis – art. 86


Consumíveis Inconsumíveis
1. Bens Considerados em si mesmos vs Bens Reciproca-  bens móveis de
mente Considerados  bem móvel ou imóvel q
destinação imediata v
admite vários usos
Considerados em si Reciprocamente destruição imediata (eg:
(eg: uma camisa, pois posso
mesmos Considerados produtos alimentícios,
usar várias vezes)
 móvel x imóvel estoques p/ venda)
 fungíveis x infungíveis  bem móvel destinado à  mas o carro do proprietário
 consumíveis x inconsumíveis  principal x acessório alienação (carro) vira inconsumível
 divisíveis x indivisíveis
 Comodato ad pompan vel ostentationem
 singulares x plurais  infungibilidade v inconsuntibilidade convencionais
 ie: celebrada em contrato de empréstimo, comodato
2. Bem Imóvel vs Bem Móvel  eg: garrafas de uísque contratadas somente para
Imóvel Móvel decoração que devem ser devolvidas após evento
 os suscetíveis de movimento
próprio  Bens Divisíveis vs Bens Indivisíveis – arts. 87 e 88
 solo mais ascensões
(eg: cavalo, semoventes) Divisível Indivisível
(ie: tudo que incorpora-se
a ele) podem ser fracionados não podem
 os passíveis de remoção por eg: 1kg de arroz eg: cavalo
(ascensão: artificial ou
força alheia sem alteração de
natural)
sua destinação econômico-  Bens Divisíveis
(art. 79)
social  aqueles q se podem fracionar sem:
(art. 82)  alteração na sua substância,
 por disposição legal  diminuição considerável de valor, ou
(art.80):  prejuízo do uso a q se destinam
 por disposição legal
1. direito real sobre
(art. 83):  Bens Naturalmente Divisíveis
imóvel
1. energia c/ valor econômico  podem tornar-se indivisíveis por:
(eg: propriedade, dir real
 determinação da lei ou
de garantia (hipoteca)) 2. dir real s/e objeto móvel (eg:  vontade das partes
2. dir à sucessão aberta penhor)
(ie: herança – q será 3. dir pessoal de caráter  Indivisibilidade
sempre imóvel) patrimonial e suas ações (eg:  a indivisibilidade pode ser:
(carro será imóvel enqto dir autoral)  natural
parte da herança antes  eg: cavalo
da partilha)  convencional
 edificações removidas  eg: vontade do donatário, expressa no testamen-
q conservam a unidade to, qto à indivisibilidade de uma fazenda
(art. 81, I, eg: remoção  legal
de casa pré-fabricada  eg: a herança antes da partilha (o espólio); o lote
para novo endereço) mínimo urbano; etc.

os materiais provisória//  Bens Singulares vs Bens Plurais – arts. 89, 90 e 91


separados de prédio p/
Singulares Plurais
nele se reempregarem material de construção ainda
aqueles que mesmo reunidos são universalidades
(eg: telhas retiradas não empregado (art. 84)
são considerados per si (ie: (são um conjunto, o
temporária// p/ a reforma
independem dos demais) coletivo)
da casa, art. 81, II)

Resumo de 13
 Universalidade  Produtos
 a universalidade pode ser  provoca a depreciação por conta de exaustão
1. de Fato  não são renováveis
 a pluralidade de bens singulares q, pertinentes  ie: o carvão retirado da mina
à msm pessoa, tem destinação unitária
 eg: o conjunto de carteiras da sala de aula, a  Frutos e Produtos vs Negócio Jurídico
biblioteca, etc. (NB a carteia e o livro tomados  apesar de ainda não separados do principal, podem ser
isoladamente são bens singulares) objeto de negócio jurídico
 ie: coletivos da Tia Teteca (molho de chaves,  eg: venda de commodities, de crias antes do nasci//, etc.
alcatéia, etc.)
 os bens de universalidade de fato podem ser  Pertenças
objeto de relações jurídicas próprias  acessórios
2. de Direito  destinação duradoura
 bens não reunidos de fato, mas q perante o  não partes integrantes
Direito são tratados como um todo  destinam-se a:
 complexo de relações jurídicas de uma msm  uso
pessoa dotado de valor econômico  serviço
 eg: herança/espólio, massa falida  embelezamento
 eg: sofás, tratores, quadros, etc.
BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS – arts. 92 a 97
 Benfeitorias
Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele  obras v melhoramentos ao bem principal
cuja existência supõe a do principal.  é uma parte integrante do bem principal
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de
 tipos de benfeitoria:
modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.
Art. 94. Os negócios jurídicos q dizem respeito ao bem principal ñ abrangem as pertenças,  necessárias
salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação d vontade, v d circunstâncias do caso.  essenciais ao uso v conservação, eg: reformas
Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser  úteis
objeto de negócio jurídico.  facilitam o uso, melhorias, eg: garagem
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis v necessárias.  voluptuárias
§ 1o São voluptuárias as de mero deleite v recreio, q não aumentam o uso habitual do bem,  tornam o uso mais agradável, eg: piscina
ainda q o tornem mais agradável v sejam de elevado valor.  a benfeitoria pressupõe ação humana
§ 2o São úteis as q aumentam v facilitam o uso do bem.
 eg: formação de ilha pode ser melhoria, mas não é
§ 3o São necessárias as q têm por fim conservar o bem v evitar q se deteriore.
Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos v acréscimos sobrevindos ao benfeitoria
bem sem a intervenção do proprietário, possuidor v detentor.
 Partes Integrantes
 item integrado de forma duradoura e essencial ao
 Bem Principal
conjunto
 B.R.C.  eg: o pneu do carro, a lâmpada do lustre, etc.
 Frutos
 Produtos  Necessárias
 Bem Acessório  Benfeitorias  Úteis BENS PARTICULARES vs BENS PÚBLICOS
 Pertenças  Voluptuárias
 Partes Integrantes  Particulares
 Bens
 Bem Principal  de Uso Comum
 aquele q existe per si, abstrata v concretamente  Públicos  de Uso Especial
 Dominicais
 Bem Acessório
 aquele cuja existência pressupõe a do principal Bens Públicos
 o acessório segue o principal Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às PJDPúb Interno;
 salvo no caso das pertenças tds os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.
 mas a pertença pode seguir o principal mediante: Art. 99. São bens públicos:
 disposição legal I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios v terrenos destinados a serviço v estabeleci//
 vontade das partes
da Admin federal, estadual, territorial v municipal, inclusive os de suas autarquias;
 circunstâncias do caso III - os dominicais, q constituem o patrimônio das PJDPúblico, como objeto de direito
pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
 Frutos Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens
 não provoca a depreciação do principal se separados pertencentes às PJDPúblico a que se tenha dado estrutura de direito privado.
 renováveis (naturais) ou continuados (civis e industriais) Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
 eg: cria de animais, frutas, aluguel, produção fabril, etc. inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
Art. 101. Os bens dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
 Naturais (fruta)
Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito v retribuído, conforme for
 qto origem  Civis (juro, aluguel)
estabelecido legal// pela entidade a cuja administração pertencerem.
 Industriais (carro, tecido, etc.)
 são os bens pertencentes às PJDPúb Interno, ie:
 Frutos  Pendentes (fruta na árvore)  à U/E/DF/M e suas autarquias
qto a rel  Percebidos v Colhidos (fruta colhida)  ie: bens de uso especial
 com o  Estantes (fruta armazenada)  à Admin Direta e Indireta c/o objeto d dir pessoal v real
principal  Percipiendos (fruta esperando colheita)  ie: bens dominicais
 Consumidos (fruta consumida)  ao povo, à nação
 eg: bens de uso comum

Resumo de 14
FATOS JURÍDICOS
 Bens Particulares
 tds aqueles q não são bens públicos  qq acontecimento q:
 faz nascer,
 os bens da Admin Direta e das Autarquias são públicos  modifica,  e repercute, tem relação com
 mas os bens objetos de direito real v pessoal das:  faz subsistir ou o mundo jurídico
 extingue um direito
 FPDirPriv
 EPs  podem ser bens particulares se
 SEMs a lei assim previr (cf. art. 98 e 99, III e § ú)
Fato Jurídico em Sentido Amplo
 Bens Comuns (produz efeito jurídico)
 bens destinados ao suo comum do povo
 nada impede q seu uso seja oneroso
 assim seu suo pode ser: Fato Jurídico
em Sentido Estrito Ato Jurídico no Sentido Amplo
 gratuito ou
(produz efeito jurídico, mas (dependedavontadehumana)
 retribuído (eg: pedágio) independedavontadehumana)
 são bens afetados (em utilização pública)
 eg: rios, estradas, ruas, etc. Ordinário
(ie: previsíveis; Extraordinário
 Bens de Uso Especial eg: morte, (eg: caso fortuito v
 bens q estão sendo utilizados pela admin púb decurso de força maior)
prazo, etc.)
 para prestação de serviços públicos
 são bens afetados
 são bens da Admin Direta e das Autarquias
 eg: prédios em uso p/ prestação de serviços públicos, etc.
Ato Jurídico Lícito em Sentido Amplo
 parte da doutrina entende q aqui se enquadram os bens arts. 104 a 185
em uso, para seus fins, das FPDirPúb e EPs com fins
sociais
Ato Jurídico Lícito
 Bens de Uso Dominical
 os bens q estão sem utilização para fins públicos Ato Jurídico em Ato Jurídico em
 bens da Admin Púb Direta e Autarquias, sem fins públicos Negócio Jurídico Sentido Estrito Sentido Estrito
 bens da FPDirPriv, EPs e SEMs – desde q s.d.c (art. 99, §ú) arts. 104 a 184 Lícito Ilícito
art. 185 arts. 186 a 188
 bens desafetados
 eg: títulos da dívida pública, prédio alugado à particular, etc.

 Características do Bem Público Negócios Jurídicos


 Inalienabilidade  decorre da autonomia das vontades das partes
 aplica-se a bens de uso comum e de uso especial
 mas pode os não afetados ou após desafetação
 ie: os dominicais v demais após desafetados Ato Lícito Stricto Senso
 Imprescritibilidade  os fatos jurídicos que dependem da vontade humana, mas
 não podem ser objeto de usucapião que são regrados pelo próprio ordenamento jurídico
 Impenhorabilidade
 não pode objeto de penhora
 cf. precatórios, CF, art. 100 Ato Ilícito
 pgmt de dívidas das Fazendas Públicas, em  atos praticados pelo homem
virtude de sentença judicial, obedecerão a ordem  contrários ao ordenamento jurídico
cronológica de precatórios, mediante a respectiva  causam danos
e devida dotação de crédito orçamentário  seus efeitos não são desejados pelo agente
 Não-Onerosidade  não há unanimidade na doutrina qto à inclusão de atos
 não pode ser dado em garantia ilícitos dentre os atos jurídicos
 eg: não hipotecado, penhorado, etc.

Resumo de 15
NEGÓCIOS JURÍDICOS (NJ)  exceção: Formalismo
 ie: a lei estabelecer uma forma
 para produzir efeitos precisa percorrer:
existência   validade   eficácia  Vontade Manifestada Livremente
válido anulável nulo  livre, consciente e de boa-fé
(parcial// inválido) (total// inválido)  não decorrência de Vícios de Vontade v Consentimento:
absoluta//
agente capaz relativa// incapaz
incapaz
condição:  erro
evento futuro e
elemento
lícito ilícito incerto  dolo
objetivo
objeto possível ------ impossível  estado de perigo
determinável indeterminável termo:  lesão
prescrita inobservância evento futuro e
forma
em lei
-----
da lei certo
 coação
dolo  que tornam o negócio jurídico anulável
elemento simulação encargo:
lesão
livre, coação física modo,
subjetivo estado de perigo  Elementos Elementos de
vontade consciente, irresistível (p/
coação moral cumprimento
de boa-fé
fraude contra
parte da doutrina)
de uma de Existência Validade
credor contrapartida 1. Agente 1. Agente Capaz
elementos essenciais elementos 2. Objeto 2. Objeto lícito,
ao negócio jurídico acidentais possível, determinável
3. Forma 3. Forma prescrita v
CC, Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: não defesa em lei
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 4. Vontade 4. Vontade livre,
III - forma prescrita ou não defesa em lei. consciente, de boa-fé

Elementos de Eficácia
ELEMENTOS DO NEGÓCIO JURÍDICO  aka Elementos Acidentais
 elementos aos quais o negócio está sujeito em ordem a
Elementos do Existência: produzir seus efeitos, podendo ser uma/um:
1. Sujeito/Agente 1. Condição;
2. Objeto 2. Termo; ou
3. Forma 3. Encargo
4. Vontade (manifestada)
 não confundir negócio inexistente c/ negócio nulo v anulável  Elementos Elementos de Elementos de
 o negócio jurídico inexistente é aquele q em q não houve de Existência Validade Eficácia
a vontade de uma das partes 1. Agente 1. Agente Capaz
 a vontade deve ser manifestada livremente Condição
 eg: qdo forçado analfabeto imprime sua digital em contrato 2. Objeto 2. Objeto lícito,
possível, determinável Termo
 Elementos 3. Forma 3. Forma prescrita v
de Existência não defesa em lei
1. Agente 4. Vontade 4. Vontade livre, Encargo
2. Objeto consciente, de boa-fé
3. Forma
4. Vontade
DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE O NEGÓCIO JURÍDICO
Elementos de Validade: Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em
 correspondem ao elementos de existência benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for
complementados indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.
Art. 106. A impossibilidade inicial do objeto não invalida o NJ se for relativa, ou se cessar
 a existência do negocio jurídico não garante a
antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.
inexistência de vícios de validade Art. 107. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão
quando a lei expressamente a exigir.
 Agente Capaz Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos
 negócios celebrados por relativamente incapaz: NJs q visem à constituição, transferência, modificação v renúncia de direitos reais s/e
 negócio anulável imóveis de valor superior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente no País.
 aka nulidade relativa Art. 109. No NJ celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é da
 art. 171 substância do ato.
Art. 110. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva
 negócio celebrado por absolutamente incapaz:
mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento.
 negócio nulo Art. 111. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem,
 aka nulidade absoluta e não for necessária a declaração de vontade expressa.
 art. 166 Art. 112. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada
do que ao sentido literal da linguagem.
 Objeto Lícito, Possível, Determinado v Determinável Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do
 não deve atentar c/a a lei, moral ou bons costumes lugar de sua celebração.
 a impossibilidade pode ser: Art. 114. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.
 física, que decorre de uma lei da natureza, ou
 jurídica, q decorre de vedação no ordenamento jurídico Alegação de Incapacidade (art. 105)
 regra:
 Forma Prescrita v Não Defesa  se um NJ é celebrado entre uma parte capaz e outra
 corresponde à forma como a vontade é exteriorizada relativamente incapaz – msm se houver um co-
 regra: Liberdade das Formas interessado capaz – somente a parte incapaz poderá
 Pcp do Consensualismo ajuizar ação anulatória do NJ

Resumo de 16
CLASSIFICAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO (M. Helena Diniz)
 exceção:
1. Qto às vantagens q produz
 se o objeto do NJ for indivisível, o co-interessado tbm
 Gratuitos
poderá ajuizar a ação anulatória
 ie: produzem vantagens sem exigir qq contraprestação
 Onerosos
Impossibilidade Absoluta vs Relativa (art. 106)
 Comutativos: eg: compra e venda
 Impossibilidade Absoluta
 Aleatórios: eg: seguros de vida
 aquela q não tem q ser cumprida por ninguém
 Bifrontes
 somente a impossibilidade absoluta invalida o NJ
 podem ser gratuito v oneroso cfm a vontade das partes
 Neutros
 Impossibilidade Relativa
 sem atribuição patrimonial, eg: instituição de bem de
 se a impossibilidade do objeto cessar antes de
família
realizada a condição do NJ, a o NJ será válido
2. Qto à formalidade
Liberdade de Forma vs Formalismo (arts. 107 a 109)
 Solene
 regra:
 há forma prevista legalmente, eg: testamento
 a expressão da vontade independe de forma específica
 Não Solene
 ñ há forma prevista, eg: compra e venda de bem móvel
 exceção: salvo qdo prevista em lei forma especial, eg:
 a constituição, transferência, modificação ou renuncia de 3. Qto ao conte
direitos reais sobre bens imóveis > 30 sal mín exige
 Patrimonial
escritura pública – s.d.c.
 suscetíveis de aferição econômica
 qdo o NJ incluir cláusula exigindo instrumento público  Extrapatrimonial
 atinentes ao dir de família ou personalíssimos
Reserva Mental (art. 110)
 qdo não há coincidência entre a vontade real e a vontade
4. Qto à manifestação da vontade
declarada, com o intuito de enganar o destinatário
 Unilateral
 a vontade declarada subsiste
 Receptícios
 salvo se destinatário tiver conheci// da reserva mental
 sua efetivação depende do conhecimento do
destinatário, eg: rescisão de contrato
  o conheci// da reserva mental p/o destinatário:
 Não Receptícios
 torna nulo o Negócio Jurídico
 sua efetivação independe do conhecimento pelo
 ie: subsiste a vontade real
destinatário, eg: testamento
 cf. c/ Simulação  Bi v Plurilateral
 o ñ conheci// de reserva mental irregular p/o destinatário:
 Simples
 torna nula a Declaração de Vontade
 confere vantagem a uma parte e encargo a outra,
eg: doação
 Sinalagmáticos
Quem Cala, Consente (art. 111)
 confere vantagem e ônus a ambas as partes, eg:
 o silêncio importa anuência quando:
compra e venda, locação, etc.
1. as circunstâncias autorizarem;
2. os usos autorizarem; ou
5. Qto ao tempo de seus efeitos
3. não houver previsão de vontade expressa
 Intervivos
 eg: doação, troca, compra e venda, etc.
Interpretação e Hermenêutica (arts. 112, 113 e 114)
 Mortis Causa
 Intenção sobrepõe-se à Literalidade
 testamento, legado, etc.
 a interpretação da declaração de vontade deve se fiar
mais na intenção do declarante e menos na literalidade
6. Qto aos seus efeitos
 Constitutivos
 boa-fé e usos do local da celebração prevalecem na
 sua eficácia é ex nunc, ie: a partir de sua conclusão,
interpretação do NJ
eg: compra e venda, adoção, etc.
 Pcp da Boa-Fé Subjetiva  Declarativos
 imposição do comportamento ético no NJ
 sua eficácia é ex tunc, ie: efetiva-se com o fato (eg:
partilha, reconhecimento de filho)
 doações e renúncias devem ter interpretação restrita
 eg: ao doar uma casa, assume-se q apensas a 7. Qto à existência
construção foi doada, sem os móveis, por exemplo  Principais
 existem por si msm, independem d qq outro, eg:
locação
 Acessórios
 sua existência subordina-se ao principal, eg: pgmt de
fiança

8. Qto ao exercício de direitos


 de Disposição
 implica amplos direitos sobre o objeto, eg: doação
 de Simples Administração
 concerne direitos restritos sobre o objeto, sem q haja
alteração de sua substância, eg: locação

Resumo de 17
Aula 04/10 12/04/2010 CONDIÇÃO
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade
REPRESENTAÇÃO NO NEGÓCIO JURÍDICO das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.
Art. 115. Os poderes de representação conferem-se por lei v pelo interessado. Art. 122. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública
Art. 116. A manifestação de vontade pelo representante, nos limites de seus poderes, ou aos bons costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo
produz efeitos em relação ao representado. efeito o negócio jurídico, ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes.
Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados:
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas;
Parágrafo único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio II - as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita;
realizado por aquele em quem os poderes houverem sido substabelecidos. III - as condições incompreensíveis ou contraditórias.
Art. 118. O representante é obrigado a provar às pessoas, com quem tratar em nome do Art. 124. Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando resolutivas, e as de
representado, a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o fazendo, não fazer coisa impossível.
responder pelos atos que a estes excederem. Art. 125. Subordinando-se a eficácia do NJ à condição suspensiva, enquanto esta se
Art. 119. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa.
o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. Art. 126. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta,
Parágrafo único. É de 180 dias, a contar da conclusão do negócio ou da cessação da fizer quanto àquela novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se
incapacidade, o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo. com ela forem incompatíveis.
Art. 120. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os estabelecidos nas Art. 127. Se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio
normas respectivas; os da representação voluntária são os da Parte Especial deste Código. jurídico, podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido.
Art. 128. Sobrevindo a condição resolutiva, extingue-se, p/ tds os efeitos, o direito a q ela se
 os negócios jurídicos são realizados diretamente pelo opõe; mas, se aposta a um negócio de execução continuada ou periódica, a sua realização,
interessado – o titular do direito – ou por seu representante salvo disposição em contrário, não tem eficácia quanto aos atos já praticados, desde q
compatíveis com a natureza da condição pendente e conforme aos ditames de boa-fé.
Art. 129. Reputa-se verificada, qto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for ma-
 a Representação pode ser: liciosa// obstado p/a parte a quem desfavorecer, considerando-se, ao contrário, não verifica-
 Legal da a condição maliciosa// levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento.
 por lei Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é
 Convencional v Voluntária permitido praticar os atos destinados a conservá-lo.
 pelo interessado mediante um contrato de mandato,
cujo instrumento é a procuração  Suspensiva
 Resolutiva
 na Representação:
 quem pratica o ato C  Lícita
 é o representante O  Ilícita
 mas quem fica vinculado ao negócio N
 é o titular, o interessado D  Possíveis
 a vontade é a do titular I  Fisicamente
 Impossíveis
 desde q o ato praticado p/o representante: Ç  Juridicamente
 tenha respaldo no ordenamento jurídico e Ã
 esteja dentro dos poderes legalmente delegados O  Casual
 os limites de responsabilização do titular pelos atos  Simplesmente Potestativa
 Potestativa
do procurador são limitados as poderes a este  Puramente Potestativa
legalmente conferidos  Mista

Autocontrato (art. 117)  Condição é:


 s.d.c. o negócio jurídico celebrado pelo representante consigo  cláusula convencional q sujeita a produção de efeitos
mesmo é anulável do NJ a evento futuro e incerto
 tbm é anulável o contrato celebrado entre o representan-
te e um terceiro com poderes substabelecidos pelo  Condição Suspensiva:
próprio representante  o efeito do NJ (eg: acesso a um direito) somente se dá
após a implementação da condição
Pcp da Exteriorização v da Notoriedade (art. 118)  suspende a aquisição e o exercício do direito
 cabe ao representante o ônus da prova do instrumento e dos
limites de sua delegação  Condição Resolutiva:
 a falha em prová-los implica sua responsabilização pelo  os efeitos do NJ cessam após a ocorrência da condição
ato
 Condição Lícita:
Conflito de Interesses (art. 119)  em regra tds condições não contrárias à Lei, à Ordem
 é anulável o negócio jurídico celebrado entre o representante Pública ou aos Bons Costumes
e um terceiro, contrariando os interesses do titular
 afasta-se a figura do terceiro de boa-fé, se ele soubesse  Condição Ilícita:
ou devesse saber de tal conflito  a Condição Perplexa, ie: q priva o NJ de todo efeito
 a condição que sujeitar o NJ ao puro arbítrio de uma das
partes
 aka Condição Puramente Potestativa, ie: depende
ELEMENTO DE EFICÁCIA: CONDIÇÃO; TERMO & ENCARGO apenas da vontade de uma das partes
 aka Elementos Acidentais  cf. Condição Simplesmente Potestativa, ie: depende
da vontade de 1 das partes e de outros fatores
 elementos aos quais o negócio está sujeito em ordem a
produzir seus efeitos, podendo ser uma/um:  Condições que Invalidam o NJ:
4. Condição;  condições ilícitas
5. Termo; ou  condições suspensivas impossíveis
6. Encargo  condições incompreensíveis v contraditórias
 o NJ não subsistirá

Resumo de 18
 NJ firmado em 29/03, por 6 meses: vence em 29/09
 Condição Inexistente:  NJ firmado em 30/12 por 2 meses: vence em 01/03
 condição resolutiva impossível, jurídica ou fisicamente
 o NJ subsistirá  pgmt v cumpri// pode ser efetuado p/o devedor antes do venci//,
salvo se instrumento v circunstância ñ permitir (eg: entrega
 Disposição de direito sob efeito suspensivo: de cadeiras p/ restaurante em construção)
 se determinado NJ ceder dado direito, sendo a cessão
subordinada à ocorrência de dada condição, uma nova  NJ inter vivos, sem prazo, são exeqüíveis imediata//, salvo
disposição sobre o mesmo objeto somente terá validade se execução ocorrer outro lugar v demandar tempo
se compatível com a cessão original
 eg: posso alugar um apartamento q doei a Maria, enqto
Maria não cumprir a condição condicionando a doação ENCARGO v MODO
 mas não posso vender o mesmo, pois já o doei Art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo qdo
 ie: doação e aluguel são compatíveis expressamente imposto no NJ, pelo disponente, como condição suspensiva.
 doação e venda não Art. 137. Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o
motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico. ...
 Condição Casual: Art. 553. O donatário é obrigado a cumprir os encargos da doação, caso forem a benefício
 depende de um acontecimento fortuito ou da vontade de do doador, de terceiro, ou do interesse geral. ...
um terceiro Parágrafo único. Se desta última espécie for o encargo, o Ministério Público poderá exigir
sua execução, depois da morte do doador, se este não tiver feito. ...
Art. 555. A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, v por inexecução do
 Condição Mista: encargo.
 depende da vontade de uma das partes e da vontade de
um terceiro ou de um acontecimento fortuito  é cláusula típica das liberalidades
 eg: doações e testamentos
 Cumprimento ou Omissão de má-fé  corresponde a uma liberalidade maior para o cumprimento
 a condição cumprida de má-fé é considerada não de um ônus menor
cumprida
 a condição não cumprida de má-fé é considerada  ônus que acompanha o objeto do negócio jurídico
cumprida  ie: contraprestação
 aquilo que sujeita o negócio
 eg: doação de um terreno para que se construa um
TERMO hospital
Art. 131. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.
Art. 132. Salvo disposição legal v convencional em contrário, computam-se os  independente da realização do encardo o NJ é realizado
prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento.  ie: independente do encargo a transferência da
§ 1o Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo
até o seguinte dia útil. propriedade é realizada
§ 2o Meado considera-se, em qualquer mês, o seu 15º dia.  não suspende nem a aquisição do direito nem o
§ 3o Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, v exercício do direito
no imediato, se faltar exata correspondência.
§ 4o Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto.
 salvo se estipulado como uma condição
Art. 133. Nos testamentos, presume-se o prazo em favor do herdeiro, e, nos suspensiva
contratos, em proveito do devedor, salvo, quanto a esses, se do teor do
instrumento, ou das circunstâncias, resultar que se estabeleceu a benefício do  Não Cumprimento do Encargo:
credor, ou de ambos os contratantes.
Art. 134. Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exeqüíveis desde  em regra o não cumprimento do encargo não
logo, salvo se a execução tiver de ser feita em lugar diverso v depender de tempo. interrompe os efeitos da liberalidade
Art. 135. Ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposições relativas  salvo se disposição expressa atribuindo força de
à condição suspensiva e resolutiva.
condição suspensiva
 o instituidor pode ajuizar uma ação revocatória
 Termo pode ser:
 o beneficiário do encargo não pode ajuizar ação
 Inicial
revocatória
 Final
 tem legitimidade apenas para reclamar seu
 aka Resolutivo, Dies ad quem
cumprimento
 ie: efeitos ocorrem até uma data futura, depois cessam
 a doação pode ser revogada por:
 não cumprimento do encargo
 Termo Inicial
 aka Suspensivo, Dies a quo  por ingratidão do donatário
 por mora na doação onerosa
 ie: efeitos serão produzidos a partir de uma data futura
 suspende o exercício, mas não a aquisição do direito
 MP
 Cômputo do Termo, s.d.c. legal ou convencional:  pode exigir o cumprimento de encargo q envolva
interesse público
 regra:
 no caso de doação: após a morte do doador
 excluído o dia do começo
 incluído o do vencimento
 Encargo Ilícito v Impossível
 NB no Dir Penal:
 ignora-se
 inclui dia do começo e exclui dia final da sentença
 caso seja o motivo do NJ, invalida-se o NJ
 se vencimento for em feriado:
 eg doação do terreno  plantação de canabis
 dia útil seguinte
 nesse caso o encargo é ilícito
 o negócio jurídico será inválido se a intenção
 Meado:
principal era a plantação
 sempre dia 15, independente de qto dias tiver o mês
 se NJ era a doação em si, o principal: o encargo
é considerado não inscrito, ele deixa de existir
 Prazo em ano ou meses:

Resumo de 19
DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO 
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Resumo de 20
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Resumo de 21
Aula 05/10 19/04/2010 PRESCRIÇÃO
 pode ser:
 Extintiva
PRESCRIÇÃO & DECADÊNCIA
 Aquisitiva (Usucapião)
 visam à segurança e estabilidade jurídica
Requisitos da Prescrição
prescrição decadência 1. inércia
 relativa a  relativa a 2. decurso do prazo
direito subjetivo direito potestativo 3. ação não exercitada
– a uma prestação – é incontroverso, sem 4. ausência de impedimento, suspensão v interrupção
– contrapõe-se a um direito à contestação
dever – independe de ato ou  age contra a inércia do titular de um direito, que foi violado,
dever de outra pessoa de agir no prazo legal,
– depende somente da  sem que tenha havido causa de interrupção, suspensão
minha vontade, ou impedimento do prazo prescricional
q irá influenciar outra
– contrapõe-se a uma Início da Contagem da Prescrição
sujeição  sua contagem inicia-se com a violação do direito
– ie: estado de sujeição Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela
unilateral ao exercício do prescrição, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.
direito  dir violado faz surgir a pretensão
 em direito material refere-  refere-se ao exercício do  possibilidade de ingressar com ação
se ao direito de exigir de direito potestativo, aquele  a pretensão inicia com o dir violado, com o
alguém uma prestação q irá de alguma forma inadimplemento
 em direito processual influir sobre dada condição  a prescrição extingue a pretensão
refere-se ao direito de jurídica  o dir continua existindo, mas sem proteção jurídica
exigir judicialmente um  mas posso pagar após a prescrição
direito  renúncia à prescrição
 extingue a pretensão, o  fulmina o direito
Exceção e Pretensão
direito de ação, não
Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.
extingue o direito
 exceção é
 é a extinção de uma ação  é a extinção de direito por
 o direito de defesa
judicial possível inércia e lapso de tempo
 eg: dir defesa ref a não pgmt
 por inércia e lapso de de sua eficácia
tempo  a prescrição atinge a exceção e a pretensão ao msm
 age contra a inércia da tempo, no msm prazo
ação  ie: exceção e pretensão prescrevem no msm prazo
 prazo corre desde o  prazo corre a partir do
nascimento da ação ou do nascimento do direito Renúncia da Prescrição
dia em q a ação seja Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita,
ajuizável, em regra sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia qdo
posterior ao nascimento se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição. ...
do direito por ela protegido Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
 eg: pgmt do dentista  eg: se A e B celebram NJ  a renúncia à prescrição pode ser:
– A age com dolo  expressa – aka convencional
– B tem dir de anular o NJ  tácita – decorrente de fatos incompatíveis c/ a prescrição
– o direito de B de anular
independe d qq outro ato  só vale renúncia após a prescrição se consumar
 não corre contra todos, há  corre contra todos  vedação a prejuízo a terceiro
disposições legais de
exceção  não há renúncia à decadência
 pode ser renunciada  não pode ser renunciada  salvo se for uma decadência convencional
após consumada
 sofrem  não se: Prescrição Convencional
– impedimentos – prorroga Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.
– suspensão – suspende  não há prescrição convencional
– interrupção – interrompe  só há prescrição legal
 pode ser impedida
somente pelo exercício do Jurisdição da Alegação de Prescrição
próprio direito Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a
 pode ser suspenso quem aproveita. ...
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em
excepcionalmente nos qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação. ...
termos do art. 26, § 2º do Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, qdo estabelecida por lei.
CDC  a prescrição e decadência podem ser conhecidas em qq
grau de jurisdição
 nos casos de Recurso Especial ou Recurso
Extraordinário, ao STJ e STF:
 só serão conhecidos se houver pré-questionamento
(doutrina)

Resumo de 22
Causas de Impedimento somente
Prescrição Decadência Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:
legal convencional I - pendendo condição suspensiva;
pode não pode pode II - não estando vencido o prazo;
Renúncia
(art. 209) III - pendendo ação de evicção.
Reconheci// deve deve não pode Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não
de Ofício (celeridade processual) (art. 210) (art. 211) correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva.
1. qdo houver condição suspensiva
Alegação em qq grau de jurisdição
2. enqto o prazo ñ vencer
3. enqto pender ação de evicção
4. enqto ação pendente de decisão em juízo criminal não
Relativamente Incapazes & PJs - Ação de Regresso
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus
tiver s.t.j.
assistentes v representantes legais, q derem causa à prescrição, v ñ a alegarem oportuna//.
 eg: rel incapaz e PJ  assistente ou representante  NJ  Credores Solidários e Suspensão
cria-se dir para incapaz ou PJ, mas rep/assist não age, Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os
outros se a obrigação for indivisível.
inércia dir deles deixa o titular prejudicado:
 a suspensão de prescrição em favor de credor solidário, só é
 ação regressiva
aproveitada para os demais se a obrigação for indivisível
 ingressar com ação regressiva contra rep/assist para
 eg: se um dos credores de 10 k for serv. púb e se
compensar prejuízo com prescrição
ausentar do país; os 5k ref ao outro credor começa a
 cabe tbm ação regressiva qdo rep/assist paga depois
prescrever, enqto os 5k do serv. ficam suspensos
da prescrição
 o não servidor tem seu crédito prescrito primeiro
 Na decadência:  tudo pq a obrigação era divisível
 o prazo decadencial começa a correr qdo terminar a  eg: se a dívida fosse um cavalo
incapacidade relativa  os dois credores terão seus créditos suspensos, enqto
o serv. púb for estiver no estrangeiro
Prescrição e Sucessor  o não servidor aproveita a suspensão tbm!
Art. 196. A prescrição iniciada c/a uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.
 eg: dentista q ñ recebeu falece no 3º ano do prazo Causas de Interrupção
prescricional, seu dir passa a seu sucessor, sem alteração no Art. 202. A interrupção da prescrição, q somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
prazo, sucessor tem 2 anos para buscar seus direitos I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, q ordenar a citação, se o interessado a
promover no prazo e na forma da lei processual;
Impedimento, Suspensão e Interrupção II - por protesto, nas condições do inciso antecedente;
III - por protesto cambial;
 o prazo prescricional é passível de: IV - p/a apresentação do título d crédito em juízo d inventário v concurso d credores;
 Impedimento V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
 o prazo não começa a contar por alguma VI - por qq ato inequívoco, ainda q extrajudicial, q importe reconheci// do dir pelo devedor.
circunstância Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a
 obviamente só uma vez interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper.
 Suspensão Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado.
 o prazo para de ser contado por alguma circunstância Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhante//,
 pode ocorrer várias vezes a interrupção operada contra o co-devedor, v seu herdeiro, ñ prejudica aos d+ coobrigados.
§ 1o A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a
 Interrupção
interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.
 o prazo volta para o início, volta contar do zero § 2o A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os
 só pode ocorrer 1 vez (art. 202) outros herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis.
§ 3o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.
 as causas de impedimento e suspensão são as mesmas
1. despacho judicial
Causas de Impedimento e Suspensão 2. protesto judicial
Art. 197. Não corre a prescrição: 3. protesto cambial
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 4. apresentação de título de crédito em inventário v
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; concurso de credores
III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. 5. ato judicial q constitua em mora o devedor
Art. 198. Também não corre a prescrição: 6. reconhecimento da dívida pelo devedor
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º (ie: absoluto);
II - contra os ausentes do País em serviço público da U/E/DF/M;
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra.
Reinício da Contagem
 a prescrição interrompida recomeça a contar da data do ato q
1. entre cônjuges et al a interrompeu
2. entre ascendentes e descendentes
3. entre tutelados/curatelados e tutores/curadores Legitimidade
4. contra incapazes absolutos  qq interessado pode promover a interrupção da prescrição
5. contra aquele a serviço da U/E/DF/M no exterior
6. contra militares durante guerra Interrupção por Credor ou Devedor
 a interrupção da prescrição por um credor ( a favor) não
 eg: o dentista morre no 3º ano, seu sucessor tem 10 anos de
aproveita os demais
idade (incapaz absoluto)
 salvo se forem solidários
 ocorre a suspensão, prescrevendo o prazo em 8 anos (6
até o sucessor completar 16 e mais os 2 q restavam)  a interrupção contra um devedor, ou herdeiro, não
 6 anos suspensos + 2 anos q restavam prejudica os demais
 salvo se forem devedores solidários
 a prescrição não correrá contra os absoluta// incapazes,
aqueles a serviço no exterior v militares em guerra  a interrupção contra herdeiro v devedor solidário somente
 mas correrá a seu favor prejudica os demais no caso de obrigações v direitos
indivisíveis
Resumo de 23
de instrumento público ou particular;
Principal Devedor e Fiador II - a pretensão dos profissionais liberais em geral,
 a interrupção contra o devedor principal tbm prejudica o procuradores judiciais, curadores e professores pelos
fiador seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços,
 a fiança é contrato acessório da cessação dos respectivos contratos ou mandato;
 como tal o acessório segue o principal III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

Macete: Ações Imprescritíveis


Causas Suspensivas e Impeditivas Causas Interruptivas  existem ações que são imprescritíveis – a exceção
 situações pessoais (arts.197 e 198)  eg: ações ligadas ao estado da pessoa
 condição suspensiva  ato do credor (art. 202)  eg: investigação de paternidade
 ñ venci// prazo (art. 199)  ato do devedor (art. 202)
 evicção  qq interessado (art. 203)
 esfera penal x civil (art. 200)
DECADÊNCIA
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que
impedem, suspendem ou interrompem a prescrição.
PRAZOS PRESCRICIONAIS Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, I (ie absoluta// incapaz).
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
Regra Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.
Art. 205. Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em
A prescrição ocorre em 10 anos, qdo a lei não lhe haja fixado prazo menor. qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
 a regra é prescrever o direito de ação em 10 anos
 dir potestativo adquirido não exercido no prazo (art. 178, II)
 salvo:
 a decadência acaba com o direito
 eg: dir tributário e art. 206:
 o dir deixa de existir
 2 anos: prest alimentar
 4 anos: tutela
 são decadenciais
 os prazos não previstos nos arts. 205 e 206
Art. 206. Prescreve:  os prazos decorrentes de contratos
§ 1o Em 1 ano:
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no  os prazos decadenciais podem ser:
próprio estabeleci//, p/ o pgmt da hospedagem ou dos alimentos;  Legais
II - a pretensão do segurado c/a o segurador, v a deste contra aquele, contado o prazo:  Convencionais
a) p/ o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em q é citado
p/ responder à ação de indenização proposta pelo 3º prejudicado, v da data q a este  s.d.c., não sofre impedimento, suspensão nem interrupção
indeniza, c/ a anuência do segurador;
 eg: de disposição em contrário: CDC, art. 26, §2º
b) qto aos d+ seguros, da ciência do FG da pretensão;
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça,
 é vedada à lei fixar a renúncia à decadência
serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção
 possível somente a renúncia convencional
de emolumentos, custas e honorários;
IV - a pretensão c/a os peritos, p/a avaliação dos bens q entraram p/ a formação do
capital de S/A, contado da publicação da ata da assembléia q aprovar o laudo;  a decadência legal deve ser conhecida pelo juiz de ofício
V - a pretensão dos credores ñ pagos c/a os sócios v acionistas e os liquidantes,  a decadência convencional demanda provocação
contado o prazo da publicação da ata de encerra// da liquidação da sociedade.
§ 2o Em 2 anos:  Importância para a distinção entre decadência e prescrição:
 a pretensão p/ haver prestações alimentares, a partir da  verificar se os prazos podem ser
data em q se vencerem.  interrompidos (só na prescrição)
§ 3o Em 3 anos:  suspensos (ibid, salvo art. 26, §2º, CDC)
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou  impedidos (em regra só na prescrição)
rústicos; 
II - a pretensão p/ receber prestações vencidas de rendas temporárias v vitalícias; assim em regra os prazos decadenciais são
III - a pretensão p/ haver juros, dividendos v qq prestações acessórias, pagáveis, em fatais e peremptórios
períodos não maiores de 1 ano, com capitalização ou sem ela;
IV - a pretensão de ressarci// de enriqueci// s/ causa; Prazo Decadencial para Anulabilidade de NJ
V - a pretensão de reparação civil;
VI - a pretensão de restituição dos lucros v dividendos recebidos de má-fé, correndo o Art. 178. É de 4 anos o prazo de decadência p/ pleitear-se a anulação do NJ, contado:
prazo da data em q foi deliberada a distribuição; I - no caso de coação, do dia em que ela cessar;
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se
estatuto, contado o prazo: realizou o negócio jurídico;
a) p/ os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da S/A; III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.
b) p/ os admin/res, v fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao  o NJ pode ser anulado em até 4 anos em face de:
exercício em q a violação tenha sido praticada, v da reunião v assembléia geral q dela
 coação
deva tomar conhecimento;
c) p/ os liquidantes, da 1ª assembléia semestral posterior à violação;  erro
VIII - a pretensão p/ haver o pgmt de título de crédito, a contar do venci//, ressalvadas  fraude
as disposições de lei especial;  dolo
IX - a pretensão do beneficiário c/a o segurador, e a do 3º prejudicado, no caso de  estado de perigo
seguro de responsabilidade civil obrigatório.  lesão
§ 4o Em 4 anos,  incapacidade
 a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação
das contas.  Na decadência:
§ 5o Em 5 anos:  o prazo decadencial começa a correr qdo terminar a
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes incapacidade relativa

Resumo de 24
RESPONSABILIDADE CIVIL
 assim se lesado e causador do perigo forem:
 ATO ILÍCITO  pessoas diferentes:
 CONDUTA  cabe indenização e ação de regresso
 NEXO CAUSAL  se forem a msm pessoa
 RESULTADO (DANO)  não há necessidade de indenizar
 eg: se o dono da casa for o pai (o lesado e o causador
OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR O DANO PRATICADO do perigo), terá até mesmo q pagar o conserto do carro
(RESPONSABILIDADE CIVIL)
RESPONSABILIDADE CIVIL
TIPOS DE ATO ILÍCITO  pode ser:
 ato ilícito pode decorrer de:  Subjetiva ou
 violação de direito  Objetiva
 abuso de direito
Responsabilidade Civil Subjetiva
Ato Ilícito Decorrente de Violação de Direito  depende de culpa
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusiva// moral, comete ato ilícito.  no dir civil a regra é Subjetiva (art. 186)
 qdo um direito é violado por: Art. 186. Aquele q, por ação v omissão voluntária, negligência v imprudência, violar
 ação voluntária direito e causar dano a outrem, ainda q exclusiva// moral, comete ato ilícito.
 omissão voluntária
 negligência Responsabilidade Civil Objetiva
 imprudência  a exceção (art. 927, §ú):
 que cause dano Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independente// de culpa, nos
 mesmo q somente dano moral casos especificados em lei, v qdo a atividade normal// desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Ato Ilícito Decorrente de Abuso de Direito  é a obrigação de reparar o dano:


Art. 187. Tbm comete ato ilícito o titular de um direito q, ao exercê-lo, excede manifesta//  nos casos especificados em lei v
os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons
 qdo implicar risco a direito de outrem
costumes.
 qdo titular do direito excede limites:  independe de culpa
 econômicos
 sociais
 da boa-fé Responsabilidade Civil Objetiva das Cias e Empresários
Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais
 dos bons costumes
e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos
produtos postos em circulação.
EXCLUDENTE DE ILICITUDE  respondem pelos danos causados pelos:
Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 1. produtos em circulação
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;  salvo os profissionais liberais q têm resp subjetiva; eg:
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover advogado q perde causa, médico em cirurgia,
perigo iminente.
dependem de culpa
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do 2. houver risco
indispensável para a remoção do perigo.  eg: risco administrativo;
 risco ao meio ambiente ou risco integral;
 aka Estado de Necessidade
 risco profissional,
 não constituem atos ilícitos:
 risco proveito
 legítima defesa
3. abuso de direito
 exercício regular de direito
 perigo iminente a coisa alheia
 CDC, regra: resp objetiva
 perigo iminente de lesão a pessoa
 salvo prof. liberais: resp subjetiva
 em regra o excludente de ilicitude leva à extinção da
  Contrato Transporte: resp objetiva
obrigação de indenizar  Contrato De Mandato: resp subjetiva

OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR
Responsabilidade Subsidiária e o Incapaz
Art. 927. Aquele q, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos q causar, se as pessoas por ele responsáveis
repará-lo. não tiverem obrigação de fazê-lo v não dispuserem de meios suficientes.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independente// de culpa, nos Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser eqüitativa, não terá
casos especificados em lei, v qdo a atividade normal// desenvolvida pelo autor do dano lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
 o incapaz responde pelo prejuízos se seus responsáveis:
Art. 929. Se a pessoa lesada, v o dono da coisa, no caso do art. 188, II, não forem culpados
do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram.  não tiverem obrigação de fazê-lo ou
Art. 930. No caso do art. 188, II, se o perigo ocorrer por culpa de 3º, contra este terá o autor  não dispuserem de meios suficientes
do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado.  aka Responsabilidade Subsidiária
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o  cf. dir penal onde o incapaz pode ser inimputável
dano (art. 188, inciso I).
 ie: motorista faz manobra brusca p/ ñ atropelar criança q atra-  ñ cabe indenização se:
vessou correndo, colidindo contra muro de casa  privar do necessário o incapaz v seus responsáveis
 motorista causou dano c/a o dono da casa, agiu em esta-
do de necessidade, mas cabe indenização do prejuízo RESPONSABILIDADE CIVIL COMPLEXA
Resumo de 25
 é sempre objetiva  transmite-se com a herança:
 independe de culpa  o direito de exigir reparação
 a obrigação de prestar reparação
 pode ser:
1. por fato de outrem (art. 932)  cf. com penalidades e multas
2. por fato de coisa animada (art. 936)  que não se transmitem
3. por fato de coisa inanimada (arts. 937 e 938)
Reparação vs Extensão do Dano
Responsabilidade Complexa por Fato de Outrem Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; dano, poderá o juiz reduzir, eqüitativamente, a indenização.
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, q se acharem nas mesmas condições;  a indenização é proporcional ao dano
III - o empregador v comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercí-  indenização abrange danos material, moral e/ou ético
cio do trabalho q lhes competir, v em razão dele;  juiz tem legitimidade para reduzir a indenização
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por excessiva
dinheiro, mesmo p/ fins de educação, p/os seus hóspedes, moradores e educandos;
 juiz tbm pode fixar indenização qdo ñ houver forma de
V - os q gratuita// houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente
quantia. (cúmplice não participante, mas beneficiado pelo butim) provar-lhe o montante
1. pais de menores sob sua autoridade e cia Art. 945. Se vítima tiver concorrido culposa// p/ o evento danoso, a sua indenização será
2. tutor/curador de pupilo/curatelado sob autoridade e cia fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto c/ a do autor do dano.
3. empregador/comitente por empregado v preposto Art. 946. Se obrigação for indeterminada, e ñ houver na lei v no contrato disposição fixando
4. dono de albergue, moradia v escola a indenização devida p/o inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma
5. cúmplice não participante direto beneficiado pelo butim que a lei processual determinar.
Art. 947. Se devedor ñ puder cumprir prestação na espécie ajustada, substituir-se-á p/o seu
 in Cia não significa a presença física valor, em moeda corrente.
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:
 a responsabilidade é objetiva I - no pgmt das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do art. antecedente, ainda q não haja II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a
culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos 3os ali referidos. duração provável da vida da vítima.
 independe de culpa Art. 949. No caso de lesão v outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das
despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de
algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.
Direito de Regresso Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido ñ possa exercer o seu ofício v
Art. 934. Aquele q ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago profissão, v se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do
daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta v trata// e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à
relativamente incapaz. importância do trabalho p/ q se inabilitou, v da depreciação q ele sofreu.
 todos têm direito à ação regressiva Parágrafo único. O prejudicado, se preferir, poderá exigir q a indenização seja arbitrada e
 salvo se causador do dano for: paga de 1 só vez.
 descendente incapaz Art. 951. O disposto nos arts. 948 a 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por
aquele q, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência v imperícia,
causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, v inabilitá-lo p/ o trabalho.
Resp Civil vs Resp Criminal Art. 952. Havendo usurpação v esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros
mais sobre a existência do fato, v sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se cessantes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado.
acharem decididas no juízo criminal. Parágrafo único. Para se restituir o equivalente, qdo ñ exista a própria coisa, estimar-se-á
 inexistência de fato e negativa de autoria ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto q este ñ se avantaje àquele.
 provocam a absolvição na esfera civil Art. 953. A indenização por injúria, difamação v calúnia consistirá na reparação do dano q
delas resulte ao ofendido.
 o juízo criminal prevalece Parágrafo único. Se o ofendido ñ puder provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar,
 prevalece a decisão no dir penal eqüitativamente, o valor da indenização, na conformidade das circunstâncias do caso.
Art. 954. A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pgmt das perdas e
 ie: qdo na vara criminal se decidir pela inexistência do fato
danos q sobrevierem ao ofendido, e se este ñ puder provar prejuízo, tem aplicação o
ou pela negativa de autoria, não caberá mais ação civil disposto no parágrafo único do art. 953.
Parágrafo único. Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal:
Responsabilidade Complexa por Fato de Coisa Animada I - o cárcere privado;
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não II - a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé;
provar culpa da vítima ou força maior. III - a prisão ilegal.
 resp objetiva
 salvo se provado:
 culpa exclusiva da vítima ou CULPA
 força maior  qto à gravidade
1. Grave
Responsabilidade Complexa por Fato de Coisa Inanimada 2. Leve
Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos q resultarem de sua 3. Levíssima
ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.
Art. 938. Aquele q habitar prédio, v parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas  qto ao conteúdo
que dele caírem v forem lançadas em lugar indevido. 1. In omittendo
 resp objetiva  decorre de omissão
2. In comittendo
 respondem:  decorre de ação
 dono: por dano decorrente de ruína manifesta
3. In vigilando
 morador: por dano de coisa q caia v lançada
 decorre do dever de vigiar
4. In eligendo
Transmissão de Responsabilidade com a Herança
 decorre do dever de eleger
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se c/ a herança.

Resumo de 26
5. In custodiendo Aula 06/10 03/05/2011
 decorre do dever de guardar

 a culpa do empregador: OBRIGAÇÕES


 não decorre de culpa, seja ela in vigilando, eligendo
 ela é objetiva Devedor  PRESTAÇÃO  Credor
S.A. fazer S.P.
positiva
dar
negativa não fazer

ELEMENTOS DA OBRIGAÇÃO
1. Subjetivos:
 os agentes, os sujeitos, as pessoas,
 aka sujeição
2. Objetivo:
 a prestação (q deverá ter valor econômico),
 aka patrimonialidade

1. CLASSIFICAÇÃO QTO AO CONTEÚDO DA PRESTAÇÃO


 Positiva
 de dar
 coisa certa (um carro, uma casa)
 coisa incerta (cabeças de gado, sacas de soja, etc.)
 de fazer
 fungível
 q pode ser feita por qq outra pessoa
 infungível
 não pode ser substituída
 eg: só U2 pode fazer o seu próprio show
 Negativa
 de não fazer

OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTA


Obrigação Acessória vs Obrigação Principal
Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
 o acessório segue o principal
 salvo as pertenças

Perda da Coisa antes de cumprir a obrigação de dar


Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor,
antes da tradição, v pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação p/
ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo
equivalente e mais perdas e danos.
 sem culpa do devedor
 fica resolvida a obrigação (não há p/d)

 com culpa do devedor


 equivalente + p/d

Deterioração da Coisa SEM Culpa do Devedor


Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a
obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
 credor pode:
 resolver a obrigação ou
 aceitá-la c/ abatimento da redução do valor original

 perda x deterioração
 perda: deixa de ter qq valor
 deterioração: perda parcial do valor

Deterioração da Coisa COM Culpa do Devedor


Art. 236. Sendo culpado o devedor, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa
no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização
das perdas e danos.
 credor pode:

Resumo de 27
 exigir equivalente + p/d
 aceitar + p/d (q incluirá a redução de valor) coisa certa
antes da devedor
 NB: tradição sem culpa com culpa
 p/d: perda
resolvida a
equivalente + p/d
 lucro cessante + dano emergente obrigação
 ie: a efetiva perda material q se teve resolve equivalente + p/d
deterioração ou ou
aceitar c/ abati// aceitar + p/d
Melhoramentos e Acrescidos da Coisa Certa Devida
Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e
pertencem ao
acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o
melhora//s ou devedor, q pode
devedor resolver a obrigação.
acrescidos antes exigir pgmt
 até a tradição: da tradição ou resolve-se a
 a coisa, seus melhoramentos e acrescidos pertencem ao obrigação
devedor frutos da coisa percebidos:
pendentes:
devida antes da pertencem ao
pertencem ao credor
 o devedor pode exigir aumento de preço por melhoramentos tradição devedor
ou acrescidos devedor
 caso credor não anua, resolve-se a obrigação sem culpa com culpa
perda da coisa
Frutos da Coisa Certa Devida antes de resolve a obrigação equivalente + p/d
Parágrafo único. Os frutos percebidos são do devedor, cabendo ao credor os restituição
pendentes. deterioração recebe do jeito q
antes da está e resolve a equivalente + p/d
  Frutos percebidos: devedor
restituição obrigação
  Frutos pendentes: credor
 eg: cadelinha com filhotes nascidos, frutos percebidos, do sem investi// do
devedor melhora//s ou com investi// do
devedor:
acrescidos antes devedor:
 filhotes não nascidos, são frutos pendentes, pertencem ao benefício é do
da restituição
credor credor
frutos da coisa
Perda da Coisa Certa antes de se RESTITUIR SEM Culpa do devida antes da
Devedor restituição
Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se
perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá,
ressalvados os seus direitos até o dia da perda.
 resolve a obrigação OBRIGAÇÃO DE DAR COISA INCERTA
 eg: aluguei um carro e um caminhão deu perda total nele, Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
a locadora é q assume a perda  coisa incerta é definida pelo gênero e pela qtdade

Perda da Coisa Certa antes de se RESTITUIR COM Culpa do Escolha do Devedor nas Coisas Incertas
Devedor Art. 244. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao
Art. 239. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente, devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior,
mais perdas e danos. nem será obrigado a prestar a melhor.
 devedor responde pelo equivalente + p/d  regra: a escolha é do devedor
 mas cabe disposição em contrário convencionalmente
Deterioração antes da RESTITUIÇÃO  mas não se pode dar a pior nem a melhor
Art. 240. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor,  aplica-se o padrão médio
tal qual se ache, sem direito a indenização; se por culpa do devedor, observar-se-á o  no Dir Penal: in dúbio pro réu
disposto no art. 239.  no Dir Civil: in dúbio pro devedor
 sem culpa do devedor:  s.d.c. o devedor escolhe
 credor recebe do jeito q está e
 resolve a obrigação  após a escolha feita:
 com culpa  a coisa torna-se certa e
 credor tem direito ao equivalente + p/d  aplica-se a seção anterior
Art. 245. Cientificado da escolha o credor, vigorará o disposto na Seção antecedente.
Melhoramentos v Acréscimos da Coisa a se Restituir SEM
Investimento do Devedor  antes da escolha:
Art. 241. Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da
despesa ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização. coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
 o benefício é do credor  Genes Nunquam Perit
 sem obrigação de indenizar ao devedor  o gênero nunca perece (se vira)
 não cabe nem força maior nem caso fortuito
Frutos, Melhoramentos v Acréscimos da Coisa a se Restituir
COM Investimento do Devedor
Art. 242. Se para o melhoramento, ou aumento, empregou o devedor trabalho ou dispêndio,
o caso se regulará pelas normas deste Código atinentes às benfeitorias realizadas pelo
possuidor de boa-fé ou de má-fé.
OBRIGAÇÃO DE FAZER
Parágrafo único. Quanto aos frutos percebidos, observar-se-á, do mesmo modo, o
disposto neste Código, acerca do possuidor de boa-fé ou de má-fé. Recusa à Obrigação Infungível
Art. 247. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a
prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível.
 só ao devedor imposta ou por ele só exeqüível
 ie: infungível

Resumo de 28
 equivale ao inadimplemento com culpa
 logo cabe p/d Classificação qto ao Momento do Cumprimento de
Obrigações Alternativas
Impossibilidade de Realização de Obrigação § 2o Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser
Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a exercida em cada período.
obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.  classificação qto ao momento do cumprimento
 sem culpa do devedor  instantânea, pgmt à vista
 fica resolvida a obrigação  periódica, eg: conta de luz
 com culpa do devedor  diferida, pgmt c/ pré-datado
 p/d
 nada impede q a prestação seja periódica e alternativa
Omissão do Devedor: Realização da Obrigação por 3º
Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar § 3o No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre eles,
à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível. decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.
Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização  no caso de pluralidade de optantes
judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.  se ñ houver consenso  juiz decide
 mediante omissão do credor
 credor pode passar o serv. para outro § 4o Se o título deferir a opção a terceiro, e este não quiser, ou não puder exercê-la, caberá
 sem prejuízo de direito a ação de p/d ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes.
 no caso de deferimento da opção a 3º, q não a exerça
 mas depende de autorização judicial  juiz decide
 salvo se urgente
 qdo independe de autorização judicial e tem Impossibilidade de uma das alternativas
ressarcimento garantido Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada
inexeqüível, subsistirá o débito quanto à outra.
 na impossibilidade de uma das alternativas
OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER  subsiste o crédito qto à outra
Art. 250. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe
torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.  independente de culpa v da esolha
 se a obrigação se tornar impossível sem culpa do devedor:  exceção à regra onde a culpa não implica p/d
 resolve-se a obrigação
Impossibilidade de qq execução por CULPA do devedor
Art. 251. Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir Art. 254. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não
dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e competindo ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se
danos. impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar.
 o descumprimento da obrigação de não fazer implica:  perecem todas as alternativas
 desfazimento pelo devedor e  por culpa do devedor
 ressarcimento por p/d  deixando credor sem escolha
 obrigação de pagar a última q se impossibilitou + p/d
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer,
independentemente de autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento devido. Impossibilidade de prestação por CULPA do devedor, com
 em caso de urgência escolha do credor
 credor pode desfazer v mandar desfazer Art. 255. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível
 independe de autorização judicial por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da
 sem prejuízo de ação de p/d outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem
inexeqüíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização
por perdas e danos.
2. CLASSIFICAÇÃO QTO AOS ELEMENTOS Se somente 1 prestação for impossível
 credor pode escolher:
A. Simples  prestação subsistente
 1 s.a., 1, s.p, e 1 objeto (nesse caso tbm ñ haverá p/d apesar da culpa do
devedor) ou
B. Composta ou Complexa  valor da prestação original + p/d
I. qto elemento objetivo: Se todas prestações forem impossíveis
a) cumulativa (entrega os 2 objetos)  credor pode exigir:
b) alternativa (entrega só 1 dos objetos)  valor da qq das prestações + p/d
II. qto ao elemento subjetivo
Impossibilidade de qq execução SEM culpa do devedor
a) divisível
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-
b) indivisível se-á a obrigação.
c) solidária  resolve-se a obrigação
i. ativa (vários credores)
ii. passiva (vários devedores)
iii. mista escolha devedor escolha do credor
sem culpa com culpa sem culpa com culpa
subsiste o
OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS perecimento subsiste a
subsiste o débito qto a débito qto à
de 1 outra ou
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se outra prestação outra
prestação valor + p/d
estipulou. prestação
 s.d.c., escolha é do devedor perecimento valor da
resolve a resolve a valor de qq
das 2 última +
obrigação obrigação uma + p/d
§ 1o Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em prestações p/d
outra.
 eg: se devo 6 bois ou 10 cavalos, ñ posso forçar 5 e 5

Resumo de 29
OBRIGAÇÕES DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da
prestação por inteiro.
OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL 
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a
qualquer daqueles poderá este pagar.
Divisibilidade da Obrigação
Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta 
presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante
devedores. do que foi pago.
 obrigações divisíveis são divididas igualmente entre o 
Art. 270. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá
número de credores e devedores
direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário,
salvo se a obrigação for indivisível.
Razões para a Indivisibilidade 
Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a
não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a solidariedade.
razão determinante do negócio jurídico.

 a indivisibilidade pode ser devido a: Art. 272. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos
 fato econômico outros pela parte que lhes caiba.
 natureza do objeto 
 natureza do NJ Art. 273. A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais
oponíveis aos outros.
Prestação Indivisível 
Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será Art. 274. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais; o
obrigado pela dívida toda. julgamento favorável aproveita-lhes, a menos que se funde em exceção pessoal ao credor
 que o obteve.
Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em 
relação aos outros coobrigados.

Art. 260. Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; Solidariedade Passiva
mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:  Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores,
 parcial ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os
I - a todos conjuntamente; demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto.
 Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo
II - a um, dando este caução de ratificação dos outros credores. credor contra um ou alguns dos devedores.
 
Art. 261. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros
assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.  Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes
 será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário,
Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os salvo se a obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como um
outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. devedor solidário em relação aos demais devedores.
Parágrafo único. O mesmo critério se observará no caso de transação, novação,  no caso de obrigação indivisível:
compensação ou confusão.  um dos herdeiros pode ser responsável pela dívida
toda
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
 Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida
§ 1o Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores,
não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou
responderão todos por partes iguais. relevada.
§ 2o Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas
perdas e danos.

 Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos
 eg: dois devedores devem um cavalo, o cavalo morre por
devedores solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem
culpa do devedor 1: equivalente + p/d consentimento destes.
 pela p/d só 1 responde 
 o equivalente é dividido pelos 2 devedores Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários,
subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos só
 Na Obrigação Solidária responde o culpado.
 credor pode cobrar a dívida inteira d qq dos devedores 
 havendo a morte do cavalo com culpa do devedor 1: Art. 280. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido
credor pode cobra equivalente + p/d proposta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida.
 art. 279: equivalente dividido pelos 2 ou pela 
solidariedade Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e
as comuns a todos; não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro co-devedor.
 e p/d só pelo culpado

Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os
devedores.
Obrigações Solidárias 
Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a
mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda. dos demais.
 
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes. Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-
 devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver,
Art. 266. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co- presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os co-devedores.
devedores, e condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro. 
 Art. 284. No caso de rateio entre os co-devedores, contribuirão também os exonerados da
solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente.

Solidariedade Ativa Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá

Resumo de 30
este por toda ela para com aquele que pagar.
 Cessão de dívida:

A  B cedido
Obrigação Propter Rem cedente  necessário autoriz. do credor
 aka híbrida ou ambulatória ou reipersecutória 
 mistura direito pessoal com direito real (q atinge a coisa) C cessionário
 eg: obrigação de pagar o IPVA do carro, ela acompanha a
coisa, o carro, eg: IPTU, eg: condomínio, etc.

TRANSMISSÃO Remissão das Dívidas


 acontece por meio
 da cessão do crédito (eg: factoring), arts. 286 a 298 Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, extingue a
 ou da assunção da dívida, arts. 299 a 303 obrigação, mas sem prejuízo de terceiro.

CESSÃO DO CRÉDITO 
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da 
obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá 
ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.

Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os
seus acessórios. 
Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se 
mediante instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1o 
do art. 654. 
Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no 
registro do imóvel. 
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este 
notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se

declarou ciente da cessão feita.
Art. 291. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito, prevalece a que se completar com a 
tradição do título do crédito cedido. 
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao 
credor primitivo, ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário 
que lhe apresenta, com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar 
de escritura pública, prevalecerá a prioridade da notificação. 
Art. 293. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário 
exercer os atos consenrvatórios do direito cedido.

Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como
as que, no momento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente. 
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica 
responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a 
mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-
fé.
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do
devedor.
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde
por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as
despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver
conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica
exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.

Cessão de dívida:
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento
expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da
assunção, era insolvente e o credor o ignorava.
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na
assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir
da assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas
as suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o
vício que inquinava a obrigação.
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao
devedor primitivo.
Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do
crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do
débito, entender-se-á dado o assentimento.

Cessão de crédito:

A  B cedente
cedido   ñ need autoriz, mas need
C cessionário notificação

Resumo de 31
Aula 07/10 10/05/2011 
 x
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se
ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DE OBRIGAÇÃO opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor.

Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à
1. POR PGMT DIRETO
conta do devedor, salvo oposição deste.
2. FORMAS ESPECIAIS DE PGMT Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a
 por consignação reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.
 pgmt com sub-rogação
 imputação do pgmt Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no
vencimento.
3. FORMAS DE PGMT INDIRETO
Art. 306. O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor,
 dação em pgmt
não obriga a reembolsar aquele que pagou, se o devedor tinha meios para ilidir a ação.
 novação
 compensação Art. 307. Só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade, quando
 confusão feito por quem possa alienar o objeto em que ele consistiu.

4. EXTINÇÃO SEM PGMT Parágrafo único. Se se der em pagamento coisa fungível, não se poderá mais reclamar do
por prescrição credor que, de boa-fé, a recebeu e consumiu, ainda que o solvente não tivesse o direito de
por advento do termo aliená-la.
por implemento de uma condição resolutória
por perdão, remissão
Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda
5. EXTINÇÃO JUDICIAL que mais valiosa.

PAGAMENTO DIRETO Art. 314. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser
obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.
A Quem Se Deve Pagar:
Art. 315. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e
 ao credor
pelo valor nominal, salvo o disposto nos artigos subseqüentes.
 ao seu representante
 Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas.

 Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor
 da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da
 parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.
Credor Putativo
Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem
 credor imaginário (art. 309)
como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados
 se devedor agiu de boa-fé: os casos previstos na legislação especial.
 não tem q pagar de novo
 de má-fé: Art. 319. O devedor que paga tem direito a quitação regular, e pode reter o pagamento,
 deve pagar novamente enquanto não lhe seja dada.
Art. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena
de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito. Art. 320. A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular, designará o
valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo
Art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante.
não era credor.
Parágrafo único. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação, se
Art. 310. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor de seus termos ou das circunstâncias resultar haver sido paga a dívida.
não provar que em benefício dele efetivamente reverteu.
Art. 321. Nos débitos, cuja quitação consista na devolução do título, perdido este, poderá o
Art. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se devedor exigir, retendo o pagamento, declaração do credor que inutilize o título
as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante. desaparecido.

Art. 312. Se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o Art. 322. Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última estabelece,
crédito, ou da impugnação a ele oposta por terceiros, o pagamento não valerá contra estes, até prova em contrário, a presunção de estarem solvidas as anteriores.
que poderão constranger o devedor a pagar de novo, ficando-lhe ressalvado o regresso
contra o credor. Art. 323. Sendo a quitação do capital sem reserva dos juros, estes presumem-se pagos.

 Art. 324. A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento.

Quem deve pagar Parágrafo único. Ficará sem efeito a quitação assim operada se o credor provar, em
sessenta dias, a falta do pagamento.
 o devedor
 terceiro interessado Art. 325. Presumem-se a cargo do devedor as despesas com o pagamento e a quitação; se
 eg: o fiador ocorrer aumento por fato do credor, suportará este a despesa acrescida.
 ocorre a sub-rogação de direito do credor
 pode mover ação de despejo em nome do proprietário Art. 326. Se o pagamento se houver de fazer por medida, ou peso, entender-se-á, no
 art. 346, III silêncio das partes, que aceitaram os do lugar da execução.
 o terceiro não interessado
 qq pessoa q se proponha a pagar no lugar do devedor
 não há sub-rogação de direito Objeto do Pgmt e Prova do Pgmt
 mas poderá reaver o q pagou  art. 313 – vedada prestação diversa
 art. 305  art. 314 – indivisibilidade é pressuposta

Resumo de 32
 a divisibilidade só pode ocorrer se assim convencionado TEMPO DO PAGAMENTO
 316 - aumento progressivo de prestações sucessivas
 315 – regra pgmt em moeda nacional Art. 331. Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido ajustada época para o
pagamento, pode o credor exigi-lo imediatamente.
 318 – nulidade de pgmts em ouro ou moeda estrangeira
Art. 332. As obrigações condicionais cumprem-se na data do implemento da condição,
 salvo s.d.c. cabendo ao credor a prova de que deste teve ciência o devedor.
 319 – quitação (recibo) Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado
 320 – quitação por instrumento particular no contrato ou marcado neste Código:
 §ú – quitação será válida se for identificável, logo não I - no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores;
segue forma especial II - se os bens, hipotecados ou empenhados, forem penhorados em execução por outro
 se credor recusar dar quitação, devedor pode segurar o pgmt, credor;
312, III - se cessarem, ou se se tornarem insuficientes, as garantias do débito, fidejussórias, ou
reais, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las.
 para não correr juros ou mora, pgmt em consignação ou
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, se houver, no débito, solidariedade passiva, não
depósito em juízo se reputará vencido quanto aos outros devedores solventes.
 322 – qdo pgmts periódicos, a quitação da última, até prova
em contrário, presume-se (presunção relativa, juris tantum) a  REGRA : o prazo , na data do vencimento, pgmt a termo
quitação das anteriores  salvo na ausência de previsão , qdo será exigido
 323 – quitação sem reserva de juros, ie: sem menção a pgmt imediatamente
de juros, estes presumem-se pagos  pgmt condicional: - 332
 325 – presume-se a cargo do devedor as despesas com o  data do inadimplemento da condição
pgmt e a quitação  333 – possibilidade de cobrança antecipada da dívida
 eg: qdo se compra um apto, as despesas com cartório  1. falência do devedor ou concurso de credores
são do comprador  2. execução por outro credor (o msm bem pode ser dado
como garantia para dois empréstimos, isso salvaguarda
bens em execução em uma desses empréstimos) de bens
hipotecados ou empenhados
LUGAR DO PAGAMENTO  3. no fim das garantias pessoais ou reais ( fidejussória –
 regra é o domicílio do devedor, 327 garantia pessoal, dada pela pessoa)
 se 2 ou + -- credor escolhe
 exceção è regra de in dúbio pro devedor
 em se tratando de bem imóvel – o lugar onde estiver
situado, 328 REGRAS ESPECIAIS DO PAGAMENTO
 330 – pgmt em outro local 1. pgmt em consignação
 convenção em domicílio A depósito judicial ou depósito bancário
 prática em domicílio B situações 335
 depois de pgmt reiterados – renúncia do credor ao
previsto e aceitação tácita do domicílio B qto ao pgmt Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em
 se credor questionar, terá um comportamento estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais.
contraditório, q é vedado n o dir civil , com base no Art. 335. A consignação tem lugar:
pcp da boa-fé – venire contra factum proprium I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar
quitação na devida forma;
 mantém-se domicílio B
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;
 essa perda de direito e ganho de direito são as III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em
figuras de : supressio e surrectio, respectivamente lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;
 x IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.
Art. 327. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes
convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação 2. pgmt com sub-rogação
ou das circunstâncias.  sub-rogação legal
 efeitos operam-se por foca de lei 346
Parágrafo único. Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles.
 i–
Art. 328. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel, ou em prestações relativas a  ii – hipoteca de A com B; B é credor hipotecário: A é
imóvel, far-se-á no lugar onde situado o bem. proprietário (pode até vender a casa): a dívida garantida
pela hipoteca seja de 50 K e a casa valha 200K: A vende
Art. 329. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar a casa a C, com a venda da casa a hipoteca continua
determinado, poderá o devedor fazê-lo em outro, sem prejuízo para o credor. existindo, A será executado e C pode se ferrar;para não
se ferrar C vai pagar a hipoteca e paga só 150 K a A
Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor
 iii – exemplo do fiador
relativamente ao previsto no contrato.
 sub-rogação convencional, 347
 i – expressamente
 ii – mutuário
 no CC só há sub-rogação pessoal

Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito, em favor:


I - do credor que paga a dívida do devedor comum;
II - do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do
terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel;
III - do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo
ou em parte.
Art. 347. A sub-rogação é convencional:
I - quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os
seus direitos;
II - quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob
a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito.

Resumo de 33
3. IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO total 200
Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas
A  B obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.
700
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis.
dívidas: 800
1500
A paga 1.500, q dívida ele está pagando?
CONFUSÃO
Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor,
 QDO NA msm pessoa se mistura a msm pessoa, devedor e
tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem líquidos e vencidos.
Art. 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dívidas líquidas e vencidas quer credor, qdo alguém morre e deixa o credor como herdeiro
imputar o pagamento, se aceitar a quitação de uma delas, não terá direito a reclamar contra  ou 2 cias credora e devedora se fundem, ocorre a
a imputação feita pelo credor, salvo provando haver ele cometido violência ou dolo. confusão
Art. 354. Havendo capital e juros, o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos, e  ver 19 c
depois no capital, salvo estipulação em contrário, ou se o credor passar a quitação por 
conta do capital. 
Art. 355. Se o devedor não fizer a indicação do art. 352, e a quitação for omissa quanto à  x
imputação, esta se fará nas dívidas líquidas e vencidas em primeiro lugar. Se as dívidas Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as
forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo, a imputação far-se-á na mais onerosa. qualidades de credor e devedor.

 se 700 e 800 sejam juros e 1500 o principal, se nada for dito, Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela.
entende-se q serão juros os pagos
 regra se nada dito, está se pagando juros, 354

INADIMPLEMENTO
PAGAMENTOS INDIRETOS   absoluto
1. dação em pgmt  prestação não tem mais utilidade
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida.  com culpa
Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes  389
regular-se-ão pelas normas do contrato de compra e venda.  p/d
Art. 358. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento, a transferência importará em  sem culpa
cessão.  393
Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a  fortuito ou força maior
obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros.
 só há resp se houver previsão expressa


 relativo

 prestação ainda tem utilidade

 mora, 394

 do devedor – mora solvendi
2. novação  depende de culpa, 396
 do credor – accipiendi
novação objetiva
  mora, 397
D  objeto  C  ex re – aquela q não precisa de interpelação
   existe um termo, data de vencimento
D1 C1  eg: se o inquilino não pagar em dia, entrará em
Novação subjetiva Novação subjetiva mora ex-re, pois há uma data de vencimento do
passiva ativa aluguel mensal
 ex persona
Art. 360. Dá-se a novação:  precisa interpelação, notificação
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior;  pois não existe um termo
novação objetiva  eg: contralto de locação, prorrogado por tempo
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este quite com o credor; indeterminado, após os 1os 30 meses, o
subjetiva passiva proprietário precisa notificar o inquilino se quiser q
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é substituído ao antigo, ficando o ele saia
devedor quite com este.
 mora decorrente de ato ilícito começa a contar a partir do
subjetiva ativa
próprio ato, 398
 purgar a mora, 401
 Novação >Subjetiva >Passiva pode ser:
 indenizar o credor fazendo com q o prejuízo deixe de
 por delegação –com consentimento do devedor original
existir x
 por expromissão – não há consentimento do devedor
original Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e
 EXTINGUI-SE UM CONTRATO E CRIA-SE OUTROS, ESSA atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de
EA DIFERENÇA COM A ASSUNÇÃO DE DÍVIDA advogado.
 EXONERA MAIS O DEVEDOR ORIGINAL Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em
 foi extinta a obrigação original que executou o ato de que se devia abster.
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
Art. 392. Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o
contrato aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos,
3. COMPENSAÇÃO responde cada uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força
A  500  B maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
A  1000 B Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos

Resumo de 34
efeitos não era possível evitar ou impedir. Art. 420. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das
Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que partes, as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu
não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer. perdê-las-á em benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais o
Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora. equivalente. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar.
Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno
direito em mora o devedor.
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou
extrajudicial.
Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora,
desde que o praticou. CONTRATOS
Art. 401. Purga-se a mora:
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos NJ bilateral, envolvendo ao menos 2 partes
decorrentes do dia da oferta;
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos
efeitos da mora até a mesma data. 421 480 – disposições gerais
481 a 800... contratos em espécie
PERDAS E DANOS
 dano emergente – efetivo prejuízo mais princípios gerais
 lucro cessante  1. função social dos contratos, 421
 2. autonomia das vontades – limites (função social e lei)
 juros legais  3. boa-fé objetiva, 422 – dever de lealdade
 selic  venire contra factum proprium, 422 e 423
 remuneração do capital alheio  4. obrigatoriedade contratual
  pacta sunt servanda, 427
 x  x
Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao
credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do
lucrar. contrato.
Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como
estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.
estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional. Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias,
dever-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente.
Art. 424. Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia
cláusula penal
antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.
 multa convencional Art. 425. É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas
 moratória neste Código.
 inadimplemento parcial, retardo, 411 Art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva.
 pede-se a OP e a cláusula penal Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos
 eg: aluguel dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso.
 compensatória
 inadimplemento total, 410
 pede-se a obrg principal ou a CP
 eg: bolo de casamento q furou
 contrato de adesão vs contrato paritário
 contrato de adesão – não há negociação a respeito das
 estipulação antecipada de uma multa pelo inadimplemento
cláusulas
 CP < OP
 paritário: - há negociação
 a cláusula convencional independe de prejuízo
 424
 x
 eg: contrato de fiança
Art. 410. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da
obrigação, esta converter-se-á em alternativa a benefício do credor.  estabelece um benefício de ordem para o fiador
Art. 411. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora, ou em segurança  seria nula uma cláusula q previsse a renuncia a esse
especial de outra cláusula determinada, terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da benefício de ordem
pena cominada, juntamente com o desempenho da obrigação principal.  425
Art. 412. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação  contratos típicos –
principal.  aka nominado
Art. 416. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo.  não previstos em lei, mas decorrentes da autonomia de
Parágrafo único. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não pode o
vontades
credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. Se o tiver sido, a
pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente.  contratos atípicos
 aka inominado
 não previstos em lei
 426
ARRAS  pacto sucessório
 aka sinal  herança de pessoa viva é objeto ilícito
 ie: contrato nulo, invalidade total
 confirmatória  x
 não há possibilidade de arrependimento, tem q ir até o
final

 penitencial, 420
 há possibilidade de arrependimento, perde-se o sinal
somente FORMAÇÃO DE CONTRATOS
 configura uma prefixação das perdas e danos  CONVERGÊNCIA de vontades
  a proposta de contrato em regra é obrigatória
  exceções, eg:
 x  proposta entre presentes
Resumo de 35
 há possibilidade de aceitação imediata AULA 08/10 17/05/2011
 msm q por telefone, pela internet via msn
 proposta entre ausentes Teoria da Aparência
 não há possibilidade de aceitação imediata  está baseada no Pcp de Boa-Fé
 eg: via carta, pela internet via email
 428
 exceções onde a proposta deixa de ser obrigatória: Da Estipulação em Favor de Terceiro
 i– Art. 436. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento
 ii -- da obrigação.
 429 e 430 Parágrafo único. Ao terceiro, em favor de quem se estipulou a obrigação,
também é permitido exigi-la, ficando, todavia, sujeito às condições e
 434 caput – regra é teoria da expedição
normas do contrato, se a ele anuir, e o estipulante não o inovar nos
 exceção incisos: termos do art. 438.
 local 435  436, eg: seguro de vida, seguro de automóveis
 o beneficiário é um 3º
Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos
dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso.  Pcp da Relatividade Contratual
Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta:
I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se PROMESSA DE FATO DE 3º
também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por
semelhante; perdas e danos, quando este o não executar.
II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a Parágrafo único. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o
resposta ao conhecimento do proponente; cônjuge do promitente, dependendo da sua anuência o ato a ser
III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado; praticado, e desde que, pelo regime do casamento, a indenização, de
IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a algum modo, venha a recair sobre os seus bens.
retratação do proponente. Art. 440. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por
Art. 429. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao outrem, se este, depois de se ter obrigado, faltar à prestação.
contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos.  o agente responde por p/d se a banda não tocar
Parágrafo único. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que  regra obriga o promitente
ressalvada esta faculdade na oferta realizada.  salvo se 3º assumir (340) ou promitente for o cônjuge
Art. 430. Se a aceitação, por circunstância imprevista, chegar tarde ao conhecimento do
proponente, este comunicá-lo-á imediatamente ao aceitante, sob pena de responder por VÍCIOS REDIBITÓRIOS
perdas e danos. Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios v
Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará defeitos ocultos, q a tornem imprópria ao uso a q é destinada, v lhe diminuam o valor.
nova proposta. Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas.
Art. 432. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a aceitação expressa, ou o Art. 442. Em vez de rejeitar a coisa, redibindo o contrato (art. 441), pode o adquirente
proponente a tiver dispensado, reputar-se-á concluído o contrato, não chegando a tempo a reclamar abatimento no preço.
recusa. Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com
Art. 433. Considera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao perdas e danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as
proponente a retratação do aceitante. despesas do contrato.
Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é Art. 444. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do
expedida, exceto: alienatário, se perecer por vício oculto, já existente ao tempo da tradição.
I - no caso do artigo antecedente; Art. 445. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo
II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta; de trinta dias se a coisa for móvel, e de um ano se for imóvel, contado da entrega efetiva; se
III - se ela não chegar no prazo convencionado. já estava na posse, o prazo conta-se da alienação, reduzido à metade.
Art. 435. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. § 1o Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-
se-á do momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de cento e oitenta dias, em
se tratando de bens móveis; e de um ano, para os imóveis.
§ 2o Tratando-se de venda de animais, os prazos de garantia por vícios ocultos serão os
estabelecidos em lei especial, ou, na falta desta, pelos usos locais, aplicando-se o disposto
no parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria.
Art. 446. Não correrão os prazos do artigo antecedente na constância de cláusula de
garantia; mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seguintes
ao seu descobrimento, sob pena de decadência.
 são defeito ocultos q acompanham a coisa q é recebida em
virtude de contrato comutativo (ie: q tem prestação e
contraprestação certas, eg: contrato de compra e venda) ou
doação onerosa
 cf. com contrato aleatório (prestação certa, mas a
contraprestação é incerta, eg: contrato de seguro de
carro, paga-se o prêmio mas não se sabe se haverá
retorno)
 eg: qdo compro um cavalo já com doença fatal
 por diminuição do valor (sendo necessário ingressar com
ação estimatória, busca um abatimento) ou impropriedade
para o uso (devendo ingressar com ação redibitória busca
cancelar, resolver o contrato)

 alienante
 conhecia o vício – tbm p/d + restituição do valor recebido
 não conhecia o vício – só restitui o valor recebido

 decadência:
 móvel 30 dias da entrega (15 dias da celebração,
contrato, se já de posse)
 imóvel 1 ano da entrega (6 meses da celebração, se já

Resumo de 36
de posse)  se houver c. expressa de exclusão sem ciência pelo
evicto
 prazo para conhecer o vício redibitório oculto  resp pelo preço pago
 móvel 180 d
 imóvel 1 ano  evicção parcial
 considerável
 havendo prazo garantia  a parte prejudicada pode escolher entre a rescisão ou
 não correm os prazos para alegar vício, mas havendo a restituição de parte do preço pago
descobrimento, a denúncia deve ocorrer até 30 dias  não considerável
 x  possibilita apenas uma indenização



 x
Evicção
Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia
ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.
Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a
responsabilidade pela evicção. Contratos Aleatórios
Art. 449. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem Art. 458. Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco
direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da de não virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro direito de receber
evicção, ou, dele informado, não o assumiu. integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou
Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do culpa, ainda que nada do avençado venha a existir.
preço ou das quantias que pagou: Art. 459. Se for aleatório, por serem objeto dele coisas futuras, tomando o adquirente a si o
I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; risco de virem a existir em qualquer quantidade, terá também direito o alienante a todo o
II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente preço, desde que de sua parte não tiver concorrido culpa, ainda que a coisa venha a existir
resultarem da evicção; em quantidade inferior à esperada.
III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. Parágrafo único. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante
Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa, na época restituirá o preço recebido.
em que se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial. Art. 460. Se for aleatório o contrato, por se referir a coisas existentes, mas expostas a risco,
Art. 451. Subsiste para o alienante esta obrigação, ainda que a coisa alienada esteja assumido pelo adquirente, terá igualmente direito o alienante a todo o preço, posto que a
deteriorada, exceto havendo dolo do adquirente. coisa já não existisse, em parte, ou de todo, no dia do contrato.
Art. 452. Se o adquirente tiver auferido vantagens das deteriorações, e não tiver sido Art. 461. A alienação aleatória a que se refere o artigo antecedente poderá ser anulada
condenado a indenizá-las, o valor das vantagens será deduzido da quantia que lhe houver como dolosa pelo prejudicado, se provar que o outro contratante não ignorava a
de dar o alienante. consumação do risco, a que no contrato se considerava exposta a coisa.
Art. 453. As benfeitorias necessárias ou úteis, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão
 458: ref. Contrato Aleatório com Risco na Existência (ou de
pagas pelo alienante.
Art. 454. Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção tiverem sido feitas pelo ocorrência do objeto em questão)
alienante, o valor delas será levado em conta na restituição devida.  Emptio Spei
Art. 455. Se parcial, mas considerável, for a evicção, poderá o evicto optar entre a rescisão
do contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. Se não  459: Risco na Quantidade
for considerável, caberá somente direito a indenização.  Emptio Rei Speratae
Art. 456. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta, o adquirente notificará do
litígio o alienante imediato, ou qualquer dos anteriores, quando e como lhe determinarem as
leis do processo.
Parágrafo único. Não atendendo o alienante à denunciação da lide, e sendo manifesta a EXTINÇÃO DOS CONTRATOS
procedência da evicção, pode o adquirente deixar de oferecer contestação, ou usar de  Teoria da Imprevisão (478 e 479)
recursos.
 contratos de execução continuada ou de execução
Art. 457. Não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou
litigiosa. diferida
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a
 evicção
prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com
A vende casa  B extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos
mas casa estava sendo objeto de ação de usucapião extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução
por C do contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data
B pagou a casa para A, mas a casa vai prara C da citação.
A = alienante Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a
B = evicto ou adquirente modificar eqüitativamente as condições do contrato.
C = evictor  resolução por onerosidade excessiva
 deve ocorrer em um contrato oneroso  pois com o decorrer do tempo pode ocorrer um
 assim A será responsabilizado desequilíbrio
 pode ocorrer msm em hasta pública  tem q ser originária de acontecimentos extraordinários e
 cabe cláusula convencional agravante ou atenuante ou imprevisíveis
excludente  resguarda a cláusula “rebus sic stantibus” (equilíbrio
original do acordo)
 direitos do evicto:
 o preço pago  Execução
 os frutos obrigados a restituir (a cobrar de A)  Instantânea
 despesas contratuais  prestação e contraprestação são instantâneas
 custas e honorários advocatícios  Continuada
 prestação e contraprestação periódicas e sucessivas
 responsabilidade do alienante:  Diferida
 está relacionada à ciência do evicto  prestação é imediata, mas a contraprestação é futura
 se houver cláusula expressa de exclusão com ciência
do risco pelo adquirente  Resilição vs Resolução
 pode haver a isenção da resp por parte de A  resilição decorrer da vontade da(s) parte(s)
 q pode ser unilateral (473) ou bilateral (distrato , art.
Resumo de 37
472) § 2o Correrão também por conta do comprador os riscos das referidas coisas, se estiver em
 resolução decorre da inexecução da obrigação mora de as receber, quando postas à sua disposição no tempo, lugar e pelo modo
 inadimplemento sem culpa, 393 ajustados.
 com culpa, 475
Art. 493. A tradição da coisa vendida, na falta de estipulação expressa, dar-se-á no lugar
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força
onde ela se encontrava, ao tempo da venda.
maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos
Art. 494. Se a coisa for expedida para lugar diverso, por ordem do comprador, por sua conta
efeitos não era possível evitar ou impedir. ...
correrão os riscos, uma vez entregue a quem haja de transportá-la, salvo se das instruções
Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não
dele se afastar o vendedor.
preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas
e danos.
Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o
comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o
comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado.
Distrato
Art. 472. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros
Art. 473. A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido.
opera mediante denúncia notificada à outra parte.
Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito Parágrafo único. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime
investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito de bens for o da separação obrigatória.
depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.
Art. 497. Sob pena de nulidade, não podem ser comprados, ainda que em hasta pública:
Exceção do contrato não cumprido, 476 e 477
Exceção de Contrato não Cumprido I - pelos tutores, curadores, testamenteiros e administradores, os bens confiados à sua
Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua guarda ou administração;
obrigação, pode exigir o implemento da do outro.
Art. 477. Se, depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes II - pelos servidores públicos, em geral, os bens ou direitos da pessoa jurídica a que
diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela servirem, ou que estejam sob sua administração direta ou indireta;
qual se obrigou, pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe, até que aquela
satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la. III - pelos juízes, secretários de tribunais, arbitradores, peritos e outros serventuários ou
 contratos bilaterais auxiliares da justiça, os bens ou direitos sobre que se litigar em tribunal, juízo ou conselho,
 exceção no dir civil é o msm q defesa, ie: defesa do contrato no lugar onde servirem, ou a que se estender a sua autoridade;
não cumprido
IV - pelos leiloeiros e seus prepostos, os bens de cuja venda estejam encarregados.

Parágrafo único. As proibições deste artigo estendem-se à cessão de crédito.


COMPRA E VENDA
Art. 481. Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o ...
domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro.
Art. 482. A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde que Art. 499. É lícita a compra e venda entre cônjuges, com relação a bens excluídos da
as partes acordarem no objeto e no preço. comunhão.
Art. 483. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem
efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir Art. 500. Se, na venda de um imóvel, se estipular o preço por medida de extensão, ou se
contrato aleatório. determinar a respectiva área, e esta não corresponder, em qualquer dos casos, às
Art. 484. Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos, entender-se-á dimensões dadas, o comprador terá o direito de exigir o complemento da área, e, não
que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem. sendo isso possível, o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao
Parágrafo único. Prevalece a amostra, o protótipo ou o modelo, se houver contradição ou preço.
diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato.
Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes § 1o Presume-se que a referência às dimensões foi simplesmente enunciativa, quando a
logo designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará diferença encontrada não exceder de um vigésimo da área total enunciada, ressalvado ao
sem efeito o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa. comprador o direito de provar que, em tais circunstâncias, não teria realizado o negócio.
Art. 486. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa, em
certo e determinado dia e lugar. § 2o Se em vez de falta houver excesso, e o vendedor provar que tinha motivos para
ignorar a medida exata da área vendida, caberá ao comprador, à sua escolha, completar o
Art. 487. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros, desde que valor correspondente ao preço ou devolver o excesso.
suscetíveis de objetiva determinação.
§ 3o Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido
Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas
determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram dimensões, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus.
ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.
Art. 501. Decai do direito de propor as ações previstas no artigo antecedente o vendedor ou
Parágrafo único. Na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o o comprador que não o fizer no prazo de um ano, a contar do registro do título.
termo médio.
Parágrafo único. Se houver atraso na imissão de posse no imóvel, atribuível ao alienante, a
Art. 489. Nulo é o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de partir dela fluirá o prazo de decadência.
uma das partes a fixação do preço.
Art. 502. O vendedor, salvo convenção em contrário, responde por todos os débitos que
Art. 490. Salvo cláusula em contrário, ficarão as despesas de escritura e registro a cargo do gravem a coisa até o momento da tradição.
comprador, e a cargo do vendedor as da tradição.
Art. 503. Nas coisas vendidas conjuntamente, o defeito oculto de uma não autoriza a
Art. 491. Não sendo a venda a crédito, o vendedor não é obrigado a entregar a coisa antes rejeição de todas.
de receber o preço.
Art. 504. Não pode um condômino em coisa indivisível vender a sua parte a estranhos, se
Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os outro consorte a quiser, tanto por tanto. O condômino, a quem não se der conhecimento da
do preço por conta do comprador. venda, poderá, depositando o preço, haver para si a parte vendida a estranhos, se o
requerer no prazo de cento e oitenta dias, sob pena de decadência.
§ 1o Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas,
que comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem Parágrafo único. Sendo muitos os condôminos, preferirá o que tiver benfeitorias de maior
sido postas à disposição do comprador, correrão por conta deste. valor e, na falta de benfeitorias, o de quinhão maior. Se as partes forem iguais, haverão a
parte vendida os comproprietários, que a quiserem, depositando previamente o preço.

Resumo de 38
 505: retrovenda
 É UM CONTRATO consensual , 481  direito de “desfazer” o negócio até 3 anos, obrigando
 a efetiva transferência é apenas uma conseqüência do comprador a vender de volta o objeto
contrato  pagando o preço mais as despesas incorridas pelo
 se consuma no momento em q a pax se obriga comprador
 cf. com Contrato Real, ie: aquele q depende da efetiva  ie: propriedade resolúvel
transferência do objeto  prazo decadencial
 eg: contrato de empréstimo, qdo entrego $, se  para bens imóveis
consuma
 482: elementos:
 as partes  513: cláusula de preempção ou preferência
 o objeto (lícito, possível, determinado v determinável)  obrigação de
 o preço  para bens móveis e imóveis
 objeto pode ser coisa atual ou futura, 483 e 484  comprador tem a propriedade plena do bem
 se objeto não se concretizar o contrato deixa de existir,  a vontade de B prevalece
salvo se as duas partes convencionarem contrário  se bem móvel o prazo d 180 d
 se imóvel 2 anos
 485 a 489: preço  inexistindo prazo, ie: sem dir de preferência expresso, ,
 arbítrio de 3º caduca 516
 se arbitrado por uma das partes, negócio inválido  móvel 3 dias
 486:  imóvel 60 d
 487 (IGMP etc.)
 488, preços habituais do vendedor
 489  venda com reserva de domínio, 521

 490: registro e escritura e despesas com tradição
 regra despesas é do comprador
 salvo se s.d.c.  Venda a Contento e da Sujeita a Prova, 509

 491
 Venda Sobre Documentos, 529
 492 riscos  tradição simbólica
 §2º, roubo do meu carro da concessionária q já estava
oficialmente à minha disposição Contrato Estimatório
Art. 534. Pelo contrato estimatório, o consignante entrega bens móveis ao consignatário,
 496 venda entre ascendente e descendente que fica autorizado a vendê-los, pagando àquele o preço ajustado, salvo se preferir, no
 é anulável (regra) prazo estabelecido, restituir-lhe a coisa consignada.
 salvo se houver a outorga dos d+ descendentes e Art. 535. O consignatário não se exonera da obrigação de pagar o preço, se a restituição da
coisa, em sua integridade, se tornar impossível, ainda que por fato a ele não imputável.
cônjuges (dispensada, se por separação obrigatória de
Art. 536. A coisa consignada não pode ser objeto de penhora ou seqüestro pelos credores
bens) do consignatário, enquanto não pago integralmente o preço.
 prazo de anulação: 2 anos, art. 179) Art. 537. O consignante não pode dispor da coisa antes de lhe ser restituída ou de lhe ser
comunicada a restituição.
 497 venda proibida  aka venda sob consignação
 sob pena de nulidade  para bens móveis
 4 casos
 para evitar a fraude, a lesão Pacto de Melhor comprador
 posso desfazer o negócio se alguém fizer uma oferta melhor
 499  não mais previsto no CC
 compra e venda entre cônjuges
 para bens excluídos da comunhão
contrato de Constituição de Renda
 500 de imóveis Art. 803. Pode uma pessoa, pelo contrato de constituição de renda, obrigar-se para com
 venda ad corpus (§3º) outra a uma prestação periódica, a título gratuito.
 é a regra Art. 804. O contrato pode ser também a título oneroso, entregando-se bens móveis ou
imóveis à pessoa que se obriga a satisfazer as prestações a favor do credor ou de terceiros.
 relacionada ao objeto certo
Art. 805. Sendo o contrato a título oneroso, pode o credor, ao contratar, exigir que o
 a coisa que manda é o objeto não suas dimensões rendeiro lhe preste garantia real, ou fidejussória.
 as medidas do contrato são exemplificativas Art. 806. O contrato de constituição de renda será feito a prazo certo, ou por vida, podendo
 §1º, < ou = 1/20 ou 5%, presunção de venda ad ultrapassar a vida do devedor mas não a do credor, seja ele o contratante, seja terceiro.
corpus, se > será ad mensuram Art. 807. O contrato de constituição de renda requer escritura pública.
 venda ad mensuram (500 caput) Art. 808. É nula a constituição de renda em favor de pessoa já falecida, ou que, nos trinta
 tem q ser expressamente prevista dias seguintes, vier a falecer de moléstia que já sofria, quando foi celebrado o contrato.
 relacionada às medidas do contrato Art. 809. Os bens dados em compensação da renda caem, desde a tradição, no domínio da
pessoa que por aquela se obrigou.
 as medidas não são exemplificativas
Art. 810. Se o rendeiro, ou censuário, deixar de cumprir a obrigação estipulada, poderá o
 são o core do business credor da renda acioná-lo, tanto para que lhe pague as prestações atrasadas como para
 §2º :em caso de excesso e vendedor provar q tinha que lhe dê garantias das futuras, sob pena de rescisão do contrato.
motivos para ignorar, comprador paga mais ou devolver o Art. 811. O credor adquire o direito à renda dia a dia, se a prestação não houver de ser
excesso, à sua escolha paga adiantada, no começo de cada um dos períodos prefixos.
Art. 812. Quando a renda for constituída em benefício de duas ou mais pessoas, sem
 503 determinação da parte de cada uma, entende-se que os seus direitos são iguais; e, salvo
estipulação diversa, não adquirirão os sobrevivos direito à parte dos que morrerem.
Art. 813. A renda constituída por título gratuito pode, por ato do instituidor, ficar isenta de
Cláusulas Especiais no contrato de Compra e Venda
todas as execuções pendentes e futuras.

Resumo de 39
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo prevalece de pleno direito em favor dos  ver art 108
montepios e pensões alimentícias.  doação verbal é válida é a exceção, sem qq instrumento,
 obrigação periódica se versar sobre bens móveis de pequeno valor
 título gratuito  542
 ie: uma mesada  doação ao nascituro
 a título oneroso  pressupõe aceitação de seu representante legal
 eg: forma de garantia de subsistência de uma pessoa  543 doação ao incapaz
 545 doação em forma de subvenção periódica
 sem extingue com a morte do doador ou donatário, não
AULA 09/10 24/05/2011 há sucessão
 cf. 806
folha ix:  doação com cláusula de reversão , 547
questão 1: c  doação em contemplação de casamento futuro, 564
questão 2: d  548 doação universal
q 3: c  doção inoficiosa 549  nula
q4 : b  doação do cônjuge adúltero, 550
q 7: b  anulável
q 9: a  decadência de 2 anos
q 10: e
 551 doação conjuntiva

CONTRATO DE EMPRÉSTIMO  554 doação a entidade futura


 TIPOS:
 MÚTUO ou  doação de ascendente para descendente ou de 1 cônjuge a
 COMODATO outro, 544
 art. 579, 582, 584, 587, 590, 591, 592,
MÚTUO COMODATO  ver questão 21, letra c
bens fungíveis (e.q.q.) bens infungíveis
empréstimo de açúcar empréstimo de casa de praia CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
contrato de consumo empréstimo de uso (devolve-  594, 593, 595, 596 597 598 599 608(vip)
se exatamente o msm bem)  bilateral, oneroso, típico, convencional, não solene (em regra)
pode ser gratuito (regra) sempre gratuito  secundum legem integração da lei
poder ser oneroso (exceção) 
(qdo bem emprestado é 
dinheiro) (empréstimo 
corriqueiro)  x
contrato real contrato real

 cf. com infungibilidade convencionada


 comodato ad popam vel ostentationem
 ver q 14, gabarito “e”

CONTRATO DE DOAÇÃO 
 arts. 538, 539, 553, 

 liberalidade = doação 

 presume aceitação tácita, no silêncio e sem encargo  x

 doador x donatário

 características:
 contrato unilateral
 gratuito 
 típico 
 solene (em regra) 
 exceção 

 tipos de doação :  x
 doação pura e simples
 sem qq condição e imediata

 doação com encargo , aka modal
 o ônus do encargo não retira o caráter gratuito da
doação x
 540, doação contemplativa
 por merecimento, sem perder o caráter de liberalidade
 doação por agradecimento
 doação remuneratória
 pgmt extra por satisfação 
 541 
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