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SENAI Belo Horizonte CETEL César Rodrigues

Samuel Gomes Pereira Junior

Artigo sobre os benefícios da gestão de segurança na área elétrica

Belo Horizonte
2018
Sumário
Sumário ...............................................................................................................1
Estatísticas de acidente na área elétrica .......................................................................3
Tabela 01 – Acidentes de trabalho fatais na geração/transmissão (G/T) e distribuição (D) de energia
elétrica (Brasil) .........................................................................................................3
Quadro 02 – Acidentes de trabalho fatais por “Origem elétrica”, grupo periférico .......................4
Quadro 03 – Acidentes de trabalho fatais por “Queda”, primeiro grupo periférico ........................5
Quadro 04 – Acidentes de trabalho fatais por “Outras causas”, primeiro grupo periférico ...............6
Referências Bibliográficas ....................................................................................... 10
Introdução

De acordo com o Sistema de Apoio à Decisão (SAD) da Agência Nacional de Energia


Elétrica (Aneel), o Brasil tem 68,6 milhões de unidades consumidoras de energia
elétrica. (Aneel,2017)

A energia elétrica tem sua geração, principalmente, a partir de hidrelétricas e


termelétricas, transmitida até os centros de distribuição, que concentram suas
atividades no processo final do fornecimento ao consumidor. A área de distribuição de
energia elétrica é a que concentra a maior parte da força de trabalho do setor elétrico
brasileiro, bem como é o segmento que apresenta a maior quantidade e diversidade
de atividades. Atividades essas que podem ser realizadas tanto em sistemas
energizados quanto desenergizados, os quais devem ser priorizados (MTE, 2002).

O trabalho de eletricistas que atuam em redes de distribuição de energia elétrica


constitui-se, basicamente, em construção e manutenção preventiva e corretiva de
estruturas e de linhas aéreas de distribuição. Trabalho esse caracterizado pela
presença de relevantes demandas físicas e mentais, com riscos elevados à saúde e
à segurança dos trabalhadores (EPRI, 2001, GUIMARÃES et al. 2002; MTE, 2002;
GUIMARÃES et al, 2004), que se encontram enquadrados num setor classificado na
CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas - como grau de risco 3,
numa escala que varia de 1 a 4. O índice de acidentes com consequências graves e
fatais no setor elétrico é elevado. Dados do relatório de estatísticas de acidentes no
setor referente ao período de 2007, elaborado pela Fundação Comitê de Gestão
Empresarial (Fundação COGE), revelam que foram registrados 906 acidentes de
trabalho típicos com afastamento e 12 acidentes fatais, dentre 64 empresas
participantes (FUNCOGE, 2008).

Sabendo dos perigos que envolvem a profissão, analisaremos os principais tipos de


acidentes na geração, distribuição e transmissão de energia elétrica no período de
2004-2013.O setor conta com trabalhadores que estão vinculados com as
concessionárias e terceirizados. Apresentaremos os dados da série história com
intuito de identificar em qual das áreas citadas possui maior risco de acidentes fatais
e graves, e qual grupo de trabalhadores do setor tem maior índice de acidentes.
Estatísticas de acidente na área elétrica
As estatísticas dos acidentes de trabalho fatais em energia elétrica devem permitir a
rastreabilidade das causas e indicar soluções para suprimirem tais tipos de acidentes
(Silva; Moreira, 2014).

Os dados coletados são das ocorrências registradas no período de 2004-2013 entre


as 64 concessionaras que atuam no setor sem fazer especificação de quais sejam
demonstrados somente o número de acidentes registrados, permitindo visualizar as
principais tendências, ajudando a encontrar as causas principais de acidentes,
separados em dois grupos, um sendo prioritário, que é composto por prestadores de
serviço das próprias concessionárias e periféricos que são trabalhadores
terceirizados. Essa separação nos permitirá avaliar como as empresas preparam seus
funcionários rastreando quais delas priorizam ou incentivam a segurança e
consequentemente previnem mais acidentes. Os acedentes serão separados em 4
tipos: de origem elétrica (que comporta Arco elétrico, choque elétrico, curto-circuito,
descarga elétrica atmosférica, descarga elétrica não atmosférica e eletroplessão),
quedas, veículos de transporte e outros (causas dispersas).

Levantamento de Acidentes série histórica

Usamos abreviações para facilitar a identificação nas tabelas e nos gráficos


apresentados.na tabela 1, é possível perceber que os trabalhadores terceirizados
forma os que mais sofreram acidentes fatais em toda a série histórica, sugerido que
este profissional recebe menos preparo e suporte da empresa em relação aos
empregados das concessionárias.

TABELA 01 – ACIDENTES DE TRABALHO FATAIS NA


GERAÇÃO/TRANSMISSÃO (G/T) E DISTRIBUIÇÃO (D)
DE ENERGIA ELÉTRICA (BRASIL)

Ano Grupo Periférico Grupo Prioritario


G/T D G/T D
2004 1 8 0 0
2005 7 11 0 0
2006 0 19 0 0
2007 1 11 0 0
2008 2 13 0 0
2009 0 4 0 0
2010 0 7 0 0
2011 2 16 0 0
2012 4 5 0 0
2013 6 11 0 0
Total 23 10 0 0
Fonte: Funcoge, 2004-2013. 5
Acidentes de origem elétrica

Os acidentes de trabalho fatais causados por Origem elétrica para os trabalhadores

do primeiro grupo periférico representam 54% (68) do total dos acidentes notificados.
Foram 12 nas etapas de geração/transmissão e 56 na etapa de distribuição (Quadro
02).

QUADRO 02 – ACIDENTES DE TRABALHO FATAIS POR “ORIGEM ELÉTRICA”,


GRUPO PERIFÉRICO

Atividade Total Etapa


Retirada de cabos 1 G/T
Manutenção em precipitador 1 G/T
Manutenção em Banco de capacitor 2 G/T
Manobra chave seccionadora 1 G/T
Teste de tensão em transformador 1 G/T
Limpeza de barramento 1 G/T
Manutenção em LT 1 G/T
Limpeza de bucha isoladora, conexão de 2 G/T
transformador Seccionar chave de derivação 1 G/T
Retirada de cubículo 1 G/T
Reparar cabos em RD 5 D
Instalação, manutenção e manobra de seccionadora 8 D
em LV Atendimento a falta de energia 7 D
Teste elétrico e substituição de transformador 2 D
Substituição de conector de AT 2 D
Substituição de poste em regime de LV 2 D
Substituição de pára-raios 4 D
Inversão de fases em unidade consumidora 1 D
trifásica
Serviços em obras de LT (medições com teodolito) 1 D
Substituição de cruzeta em poste em regime LV 1 D
3
Manutenção em medidor BT 2 D
Ligação e manutenção de ramal de serviço 5 D
Poda de 3 D
árvore
Retorno de cabos entre LT (ao potencial) 2 D
Limpeza de pára-raios e transformadores de 1 D
potência
Conexão de passagem de fase entre estruturas 2 D
Conexão da RD desenergizada 1 D
Manutenção em cubículo 1 D
Inspeção de disjuntor 1 D
Conexão de aterramento temporário 1 D
Fonte: Funcoge, 2004-2013.
Contata-se que a atividade de instalação e manutenção foram as mais letais, por
demandar um elevado domínio técnico que pode está em falta para este tipo de
profissional, além da não aplicação das normas regulamentadoras e a legislação
quanto a segurança do trabalho

Acidentes por queda

As quedas em altura estão associadas aos acidentes origem elétrica diretamente


elétrica, mas com maior chance de socorro eficiente.

Os acidentes de trabalho fatais causados por Quedas representam 11% (15) do total
notificado. Cinco nas etapas de geração/transmissão e 10 na etapa de
distribuição. Morreram 12 eletricistas e três trabalhadores não tiveram suas
profissões identificadas (Quadro 03).

QUADRO 03 – ACIDENTES DE TRABALHO FATAIS POR “QUEDA”, PRIMEIRO GRUPO


PERIFÉRICO

Atividade Total Etapa


Manutenção em LT com LV 4 G/T
Limpeza em sala de máquinas 1 G/T
Tensionamento de cabos 2 D
Ligação/substituição de ramal aéreo (BT) 3 D
Teste de cesta articulada 1 D
Manobra/instalação de chave seccionadora 2 D
Realocação de poste 1 D
Poda de 1 D
Fonte: Funcoge, 2004-2013.
árvore

Acidentes em veículos

Os acidente de transito também afrentem os trabalhadores na área, não sendo


diretamente da operação, mas na ida, volta e algumas vezes durante o trabalho. É
importante notar esse fato pois os terceirizados acumulam deveram funções ,e esta
monstra como o acumulo pode ser prejudicial ao profissional, que uma vez cansado
dirige muito pior e tem menos reação no transito. Os acidentes de trabalho fatais
causados por Veículos motorizados representam 30% (39) do total notificado. Cinco
nas etapas de geração/transmissão e 34 na etapa de distribuição. 29 trabalhadores
não tiveram suas profissões identificadas, seis eram eletricistas, um engenheiro
eletricista, um fiscal de obras, um leiturista e um técnico em eletrotécnica.

Acidentes com outras causas

Os acidentes de trabalho fatais originados por outras causas


representam 5% (seis) do total notificado. Nas etapas de
geração/transmissão correu um. Na etapa de distribuição ocorreram
cinco. Foram três eletricistas, um piloto de helicóptero, um vigilante e
uma vítima sem identificação quanto a profissão (Quadro 04).

QUADRO 04 – ACIDENTES DE TRABALHO FATAIS POR “OUTRAS CAUSAS”, PRIMEIRO


GRUPO PERIFÉRICO

Causa Total Etapa


Explosão e incêndio (intoxicação) 1 G/T
Arma de fogo 1 D
Choque mecânico/explosão do 2 D
helicóptero
Febre Maculosa (picado por carrapatos) 1 D
Esmagamento: trabalhador conduzido em 1 D
carroceria, junto com postes
Legenda: Profissional Não Identificado (PNI).
Fonte: Funcoge, 2004-2013.
Reflexão do Panorama

Com os dados apresentados constatamos que a área de distribuição no setor é o que


acumula maior número de acidentes fatais ao longo dos anos analisados, tendo pico
em 2006 como monstra o gráfico 1. Este a área representa 82,03% de todos os
acidentes fatais registrados no período. Demonstrando a falta de preparo ou de fatores
organizacionais que contribuíram para o triste numero

Grafico da serie historica


20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Grupo Periferico(G/T) Grupo Periferico(D)

Gráfico 1
Observando o gráfico 2 deduzimos que houve uma ação por parte das empresas e/ou
governo para minimizar os acidentes, que sutil efeito nos anos seguintes, mas que
perdeu força em 2010 voltando a subir tanto em distribuição, quanto em geração e
transmissão.

Grafico da serie historica


Grupo Periferico(G/T) Grupo Periferico(D)
2 per. Mov. Avg. (Grupo Periferico(G/T)) 2 per. Mov. Avg. (Grupo Periferico(D))
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

Gráfico 2
Quase 60% de todos os acidentes estão concentrados nas atividades Instalação,
manutenção e manobra de seccionadora em LV, Atendimento a falta de energia,
Ligação e manutenção de ramal de serviço e repara cabos RD.

As causas de acidentes podem ter origens variadas, mas algumas são conhecidas e
possíveis de serem aplicadas. O uso de epi’s e epc’s, os usos das normas técnicas, o
treinamento, a redução da jornada de trabalho entre outras contribuem e previnem os
acidentes fatais. Os casos de maior fatalidade são justamente as atividades quem
mais necessitam das aplicações citadas. É preciso que o profissional da área elétrica
seja constantemente alertado e preparado para lidar com os riscos da profissão, que
acontecem essencialmente por falta de conhecimento técnico e gestão eficiente das
empresas. As distribuidoras oferecem melhores condições e treinamentos para seus
funcionários apresentando melhores resultados no quesito segurança e é um modelo
a ser aplicado pelas empresas terceirizadas. Os dados coletados podem não
apresentar podem não refletir todo os fatos reais, pela dificuldade de coletar
informações das empresas, mas, já nos servem de panorama para contemplar a
realidade dos riscos e traçar novas metas de prevenção.
Referências Bibliográficas
INFRAESTRUTURA. Disponível em:
<http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2011/02/brasil-tem-68-6-milhoes-de-
unidades-consumidoras-de-energia>. Acesso em: 11 mar. 2018.

K., Paula Hembecker; R., Ângela Poletto; R., Eliana Teixeira. ANÁLISE DO
TRABALHO DE ELETRICISTAS DE UMA CONCESSIONÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO
DE ENERGIA ELÉTRICA. Disponível em:
<http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2009_TN_STO_094_639_12925.pdf>.
Acesso em: 11 mar. 2018.

GERALDO , Luís Gomes da Silva. ACIDENTES DE TRABALHO FATAIS NA


GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (BRASIL).
Disponível em: <http://www.canal6.com.br/x_sem2016/artigos/7A-09.pdf>. Acesso
em: 11 mar. 2018.