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Os 6 Mandamentos para a Boa Memória

1- Técnicas Adequadas:
Tão melhor é a retenção de informações na memória, quanto mais
forte forem os elos de ligação entre as informações e a memória.
Eis porque é fundamental você utilizar as técnicas de memorização
nos seus estudos cotidianos, elas servem como pregos, fixando as
informações no seu cérebro.
2- Concentração:
É mais fácil memorizar sem ouvir música ou ver televisão, sem
pensar na namorada ou nas contas a pagar. Devemos manter
nossa atenção voltada ao estudo, isto aumenta nosso rendimento.
Quando estudamos, devemos esquecer das outras coisas e focar
nosso objetivo em aprender aquilo que está à nossa frente.
3- Estudo Constante:
Importante: faça do estudo um hábito.
É claro, pois, o maratonista não treina somente antes das
competições.

4- Boa Saúde:
"Mens Sana in Corpore Sano", se estamos doentes ou
enfraquecidos, com problemas de saúde, não estaremos
predispostos ao estudo. Portanto, mais do que nunca, devemos
manter um alimentação balanceada, respeitando o horário certo de
dormir. Faça seus horários de tal modo a não sacrificar suas noites
de sono. Insisto que isto é muito importante para manter sua
saúde em bom estado.
5-Ambiente Adequado:
Só num ambiente adequado, onde nos sentimos bem e nada nos
perturba, poderemos ter concentração suficiente para estudarmos.
O ambiente deve ser organizado. Um local onde você se sinta à
vontade, encontrando silêncio, onde você possa deixar seu
material de estudo sem que ninguém o atrapalhe. Se você não
dispuser de um ambiente assim onde você mora, por falta de
espaço ou excesso de pessoas, aconselhamos que faça seus
estudos em uma biblioteca, onde o ambiente é propício. A
organização do ambiente reflete-se em nossa mente. Não se
esqueça disso.
6-Pequenos Intervalos:

O cansaço e a fadiga são prejudiciais à memorização,


por isso, devemos descansar antes de ficarmos
cansados, e você saberá a hora de fazê-los, pois, começará a
sentir-se irritado e desatento, aí então, é benéfico o descanso e, ao
contrário do que pensam alguns, não quebrará o ritmo, nem
causará dispersão, e sim, lhe dará nova disposição.
Estude fazendo pequenos intervalos,

E você saberá a hora de fazê-los, pois, começará a sentir-se irritado e desatento, aí


então, é benéfico o descanso e, ao contrário do que pensam alguns, não quebrará o
ritmo, nem causará dispersão, e sim, lhe dará nova disposição.

Escolha um local agradável para estudar,

Um local onde você se sinta à vontade, encontrando silêncio, onde você possa
deixar seu material de estudo sem que ninguém o atrapalhe. Se você não dispuser
de um ambiente assim onde você mora, por falta de espaço ou excesso de pessoas,
aconselhamos que faça seus estudos em uma biblioteca, onde o ambiente é
propício.

Analisando uma curva do esquecimento, podemos ver que determinado


conhecimento, adquirido pelo método da repetição, não chega a ser 20% do
original, ao cabo de uma semana.

Neste médoto nós associaremos algo que queremos lembrar, e que é para nós
desconhecido, com alguma coisa que nos é familiar, ou que apresenta uma rima
com a palavra de origem. Ou seja, associamos algo difícil de lembrar com algo fácil
de lembrar, de modo que tenham uma relação entre si. Podemos fazer associação
por uma fusão de duas imagens mentais, por semelhança entre fonemas.

Vejamos um exemplo: queremos lembrar que a capital da Austrália é Camberra,


então fazemos uma frase associada:

AUSTRÁLIA CAMBERRA

na estrada ali o cão berra

Neste método damos vida àquilo que queremos lembrar, fazendo cada item a ser
lembrado aparecer representado em nossa memória por uma figura, utilizando
muita irreverência, cor, exagero e movimento. Vamos então empilhando,
literalmente, uma figura sobre a outra, através de algum detalhe, aquele que lhe
pareça mais interessante.

-Vejamos um exemplo:

Queremos memorizar (para não esquecer mais) as 13 maiores obras do escritor


José de Alencar, da época romântica da literatura brasileira (1836-1881):

-O Guarani

-Cinco Minutos

-As Minas de Prata

-Lucíola

-Iracema

-O Gaúcho

-A Pata da Gazela

-O Tronco do Ipê

-Sonhos D'ouro

-Ubirajara

-Senhora

-O Sertanejo

Começamos imaginando a figura de um índio, para representar o obra O Guarani,


colocando todos os detalhes que imaginarmos; um índio com tanga de couro,
pintado, usando cocar e segurando arco e flecha. Pois bem, esse é O Guarani. Na
mão do índio, um relógio, pode ser um relógio de pulso, pode ser até o seu relógio,
mas que marca apenas cinco minutos, e isto nos lembrará o nome da segunda obra.
Empilhadas em cima do relógio, várias moedas de prata, muito reluzentes, tão
pesadas que estão quebrando o visor do relógio, para então lembrarmos de As
Minas de Prata. Sentada em cima das moedas, quase escorregando, vemos a figura
de uma mulher muito iluminada, que nos lembrará Lucíola. Veremos, então, Lucíola
de braços dados com uma índia nua; será Iracema.
Trata-se de um poderoso método mnemônico, e consiste em associar números a
fonemas. Primeiro teremos que aprender o alfabeto fonético, que consiste de dez
sons consonantais:

O som correspondente ao n. 1 será o T ou o D

O som correspondente ao n. 2 será o N ou NH

O som correspondente ao n. 3 será o M

O som correspondente ao n. 4 será o R ou RR

O som correspondente ao n. 5 será o L ou LH

O som correspondente ao n.6 será o J, CH, X ou G brando (como em giz)

O som correspondente ao n. 7 será o K, QU, C forte (como em cão) ou G forte (galo)

O som correspondente ao n. 8 será o F ou V

O som correspondente ao n. 9 será o P ou B

O som correspondente ao n. 0 será o Z, Ç, S, SS, C brando (como em saci) ou SC

Agora, veja o quadro geral e memorize através das dicas:

1 = T, D (o t tem uma vertical)

2 = N, NH (o n tem duas verticais)

3 = M ( o m tem três verticais)

4 = R, RR (o rr tem quatro perninhas)

5 = L, LH (cinqüenta em romanos é L

6 = J,CH, X, G brando (o j ao contrário parece o 6)

7 = K, C forte, G forte, Q (lembre-se de fita "K-7")

8 = F, V (o f manuscrito é parecido com o oito)

9 = P, B (o P ao contrário parece o nove)

0 = Z, S, SS, SC, C brando, Ç (a palavra zero inicia pela letra z)


Neste método usaremos quadros mentais pré-estabelecidos, os quais nos auxiliarão
na memorização; poderão ser do tipo alfa-numérico ou com palavras rimadas.
Vamos entender mais, indo adiante.

Palavra-Chave Alfa-Numérica
Já estamos familiarizados com o alfabeto fonético, então voltemos a ele, formando
palavras que representem os números de 1 a 10:

1. Dia

2. Anão

3. Mão

4. Rio

5. Lã

6. Chá

7. Cão

8. Uva

9. Baú

10. Taça

São palavras que possuem consoantes que representam um número, pois você,
caro leitor, já sabe que as vogais não representam números neste alfabeto, apenas
dão corpo à palavra. Imaginemos um quadro mental para cada palavra:

- Dia: imagine alguma paisagem que você gosta, ou mesmo, a visão da janela da
sua casa.

- aNão: pense num anãozinho que você conhece, ou algum dos sete anões da
Branca de Neve.
- Mão: pode ser a sua, ou mesmo, uma mão gigante maior que sua casa.

- Rio: pense num rio e tente até ouvir o barulho das águas.

- Lã: pode ser um novelo ou um casaco de que você gosta.

- CHá: imagine uma xícara de chá, com saquinho, colherinha e tudo mais.

- Cão: pense num que você tem ou já teve, ou então, algum de que você goste.

- uVa: pense em você comendo um cacho de uva, ou mesmo pessoas colhendo uva
nos parreirais.

- Baú: imagine um bem grande e com muitos detalhes.

-TaÇa: pode ser uma taça de campeão ou aquela para beber champagne.

Já falamos, mas vamos ressaltar mais uma vez que sua imagem mental deve ser
sempre irreverente, ilógica, extravagente e mesmo ridícula, isso favorecerá a
memorização.

Vamos agora a uma aplicação desse método. Estudando biologia, mais


precisamente zoologia, precisaríamos memorizar, na classe dos mamíferos, a
ordem dos Ungulados Artiodáctilos, que são os mamíferos de casco com dedos
pares (2 ou 4):

1- Boi

2- Porco

3- Camelo(dromedário)

4- Carneiro

5- Girafa

6- Hipopótamo

7- Búfalo
8- Cabra

9- Lhama

10-Alce (antílope, veado)

Para memorizarmos, basta fundirmos no quadro mental pré-estabelecido, aquilo


que queremos lembrar. Vejamos:

1- Dia / Boi: veja aquela paisagem pré-estabelecida e imagine nela um boi


pastando, comendo tanto que vai até sumindo um pouco da paisagem.

2- aNão / Porco: veja, ao invés de um porco, um anãozinho - coitado - numa


bandeja, tostadinho e com uma maçã na boca. É uma imagem absurda, mas é
assim que lembraremos que o segundo ítem refere-se ao porco.

3- Mão / Camelo: imagine uma grande mão apertando a corcova do camelo.

4- Rio / Carneiro: pense num carneiro que atravessou um rio e saiu do outro lado
"magrinho" por ter molhado seu pêlo. Acrescente tantos detalhes quantos você
imaginar, isso enriquece o quadro mental, ajuda-o a fixar a imagem na memória.

5- Lã / Girafa: imagine o monte de novelos de lã que seria necessário para fazer um


casaco para uma girafa.

6- Chá / Hipopótamo: tinhamos aquele quadro mental da xícara, agora veja dentro
dela um hipopótamo tomando banho.

7- Cão / Búfalo: pense que aquele cão, que você já tem no seu quadro mental pré-
estabelecido, está cuidando de uma manada de búfalos.

8- uVa / Cabra: imagine o quadro mental das uvas e veja a cabra comendo essas
uvas, e, ao invés de leite, de suas tetas sairá vinho.

9- Baú / Lhama: você pode imaginar um baú em formato de Lhama.


10- Taça / Alce: pense num alce bebendo água numa taça de cristal. Isso, se você
usou a taça de cristal no seu quadro mental pré-estabelecido. É sempre bom evitar
a mudança do quadro mental pré-estabelecido para não gerar confusão.

Naturalmente você pode ampliar o número de quadros-mentais pré-determinados


para tantos quantos você queira. Sempre com a mesma fórmula, a mesma
estratégia, em que o número vai lhe lembrar uma palavra, através do alfabeto
fonético, e a palavra lhe traz à lembrança um quadro mental, onde se funde aquilo
que você quer lembrar. Fascinante, não!

MEMORIZAÇÃO
Não é errado afirmar-se que memória e inteligência são essencialmente a mesma
coisa. E eu explico por quê: a função intelectual só é possível a partir das
informações que temos registradas na memória. Ninguém consegue pensar sobre o
que não sabe, no entanto, consegue pensar muito bem se tiver "armazenadas"
boas informações a respeito do assunto. Deu pra entender?

Importante: raciocinar nada mais é do que "comparar informações que temos na


memória". Assim sendo, pode-se afirmar com segurança que todo raciocínio é uma
comparação, seja ela entre dados isolados, conceitos, procedimentos etc.

Todos nós sabemos, entretanto, que é tão fundamental "aprender" quanto


"lembrar" daquilo que se aprendeu, não é mesmo? Sem "lembrar" das coisas que
estudamos, toda esta aprendizagem perde o seu valor prático e não nos serve para
nada. Para facilitar essa "lembrança", todavia, existem diversas técnicas agrupadas
numa ciência bastante interessante chamada Mnemotécnica (ou Menmônica)
que já era praticada pelos antigos gregos, pelos fenícios, árabes etc. O que a
ciência moderna fez foi, simplesmente, recuperar e adaptar tais técnicas para a
nossa realidade cultural.

Só a título de curiosidade, vale lembrar que antes da invenção do primeiro alfabeto


linear (por volta de 1.700 a.C., pelos fenícios) todo o processo de transferência da
informação era basicamente oral e, para tanto, esses povos precisaram desenvolver
técnicas eficazes de memorização de forma a assegurar a sua unidade política,
social e religiosa.

O princípio das técnicas mnemônicas consiste basicamente em estabelecer


associações criativas entre as informações a serem memorizadas. Assim,
quanto mais associações são criadas, mais fácil será a lembrança da informação
aprendida. Veja: quando aprendemos o que é uma laranja, registramos na memória
diversos outros detalhes como: que a laranja tem formato arredondado, que é rica
em vitamina C, que serve para fazer sucos etc. Assim, quando queremos lembrar de
frutas que servem para fazer suco, lembramos também da laranja. Quando
queremos lembrar de frutas que tenham formato arredondado, outra vez
lembramos da laranja. Deu para entender? Quanto mais associações, melhor! A
nossa memória tem uma dificuldade muito grande para registrar dados isolados,
que não estejam associados a outras informações.

Ocorre, entretanto, que você pode associar as informações a serem memorizadas


de diversas formas, como por exemplo, pelas cores, pelas emoções e até pela
música. A música, a rima e o ritmo permitem associações fantásticas.
Repare como as pessoas têm sérias dificuldades para decorar um texto de apenas
três linhas e, no entanto, conseguem memorizar dezenas de músicas e conseguem
se lembrar delas, muitas vezes, a partir de apenas uma nota. Você já percebeu
isso?

E você sabe por que as pessoas conseguem memorizar mais facilmente uma
música do que uma poesia? É simples: é porque a música não faz "cobranças
intelectuais"; ela penetra diretamente no subconsciente, exatamente porque a
pessoa está "descompromissada" com a razão enquanto ouve. Além do mais, as
músicas têm ritmo e muitas delas são rimadas. Isso estabelece uma associação
bastante fácil de ser recuperada na memória.

Outro detalhe importante é a relação que há entre a memória e o sistema


límbico (ou nosso segundo cérebro). Esse sistema límbico é que controla nossa
sexualidade e grande parte das nossas emoções. Você já reparou que nos
lembramos com muita facilidade daqueles fatos que tiveram grande representação
emocional na nossa vida e esquecemos também com facilidade daqueles que nada
representaram para a gente? Portanto, ponha sempre emoção em tudo aquilo
que você quiser lembrar. É uma dica. E que realmente funciona.

Importante: a nossa memória registra muito bem todos os fatos


carregados de emoção e não registra os fatos desinteressantes, banais,
corriqueiros.

Uma outra dica interessante é a seguinte: para memorizar melhor, seja lá o


que for, envolva todos os seus sentidos (audição, olfato, paladar, tato e
visão) na aprendizagem. Nós aprendemos mais e retemos melhor na memória,
quanto mais sentidos envolvemos neste processo. Lembre-se que as cores, a
música, o gestual, os odores, também são informações fundamentais para a
aprendizagem. Portanto, saia da mesmice das anotações lineares e do estudo
"silencioso". Agite! Envolva-se! Invente! Experimente! Quanto mais "prazer" você
produzir, melhores serão os resultados!

Um outro ponto importante e que deve ser ressaltado, está expresso no seguinte
princípio: "a repetição é a mãe da aprendizagem". Dados ou fatos que sejam
emocionalmente inexpressivos, que não permitam boas associações ou que não
venham "embalados" pela música, podem ser memorizados pelo método da
repetição. Lembra como você aprendeu tabuada? Pois é assim mesmo. Quanto mais
você repete uma informação (que tanto pode ser uma informação científica como
um conceito moral) mais ele penetra no subconsciente. É justamente por isso que
os métodos de auto-hipnose recomendam "formulações" insistentes e sistemáticas
sobre alguma coisa que você quer que seja verdade.

Repare que você amarra o cadarço do sapato, naturalmente, "sem pensar" como
deve fazê-lo, não é verdade? Pois bem, isto só é possível porque você "repetiu" o
ato de "amarrar o cadarço" diversas vezes, até que esta informação se assentou de
tal forma no seu subconsciente que sua recuperação na memória passou a ser
automática.

E você pode usar este mesmo princípio para "registrar" na memória conceitos bem
mais complexos, sabia disso? Um exemplo: você costuma ficar nervoso nos
dias de prova. Porém só fica nervoso porque "registrou" uma associação
entre prova e medo/nervosismo/insegurança etc. Se você, no entanto,
"memorizar pela repetição" uma associação mais ou menos assim:
prova/tranqüilidade - sempre que a palavra "prova" acionar sua memória,
seu subconsciente responderá "tranqülidade" e você ficará naturalmente
calmo. É incrível, mas é verdade. E, para você não pensar que isto tudo é história
da carochinha, é bom ficar sabendo que alguns dos homens mais inteligentes que
pisaram em nosso planeta utilizaram e atestaram a eficácia desta lição. Dentre eles
podemos citar Pitágoras, René Descartes, Jung, Poincaré e o próprio Albert Einstein.
Lembre-se de que dissemos, anteriormente, que as "emoções" também são
informações. Da mesma forma como as pessoas "tremem" diante da idéia
de prova, podem "ficar calmas" diante da mesma idéia. Tudo é uma
simples questão de treinamento.

No capítulo sobre Hipnose e Auto-hipnose você poderá obter mais detalhes sobre
como proceder para "gravar" conceitos assim no seu subconsciente.

DIFICULDADES PARA MEMORIZAR?

Uma das afirmações mais freqüentes que ouço dos estudantes é a seguinte: "—
Tenho sérias dificuldades para memorizar... acho que não tenho uma boa
memória."

Vou aqui então repetir o que respondo para eles, fundamentado nas mais recentes
descobertas no campo da neurologia: desde que não haja uma história de
doença grave (e isto é sempre diagnosticado antes mesmo de a memória
fraquejar) nada justifica as dificuldades de memorização a não ser uma
destas três causas:

1) Estresse - provocado principalmente pelo medo, pela ansiedade ou pelo


excesso de cobrança;
2) Desinteresse pelo assunto em questão (que pode também ser
provocado pelo antagonismo ou aversão ao professor, chefe ou líder);
3) Auto-estima baixa (que pode ter sido provocada pelo excesso de
críticas ao seu desempenho escolar ou profissional).

O mais comum, entretanto, é encontrarmos estes três fatores associados entre si. A
pessoa com a auto-estima em baixa estressa com facilidade e se torna ansioso,
medroso ou, em alguns casos, até mesmo agressivo. Problema de memória, no
entanto, e le não tem nenhum. O que ele precisa é tão-somente ter sua auto-estima
levantada. Isto aumentará seu poder de concentração, estimulará a sua capacidade
de "sonhar" e sua criatividade, fortalecerá sua confiança e os problemas de
memória desaparecerão naturalmente.

Muita gente também pensa que "concentrar-se no estudo" é despejar toda


a sua ansiedade e toda a sua vontade no ato de aprender. Só que este é
um erro fatal. A concentração ótima para a aprendizagem não é aquela em que a
pessoa estimula o seu "estado de alerta" que faz aumentar os batimentos
cardíacos, a tensão muscular, o ritmo respiratório. A concentração ótima é a
concentração passiva, quando a pessoa não está "preocupada em aprender", mas
sim "divertir-se com o estudo", ou, numa linguagem bem jovem, "curtir o estudo".
Repare que quando assistimos um filme sobre História, aprendemos muito mais
sobre o fato do que quando nos debruçamos sobre um livro, ansiosos, e tentamos
decorar tudo.

"Aprender" é da natureza humana e memorizar é um ato intelectual tão


natural que somos capazes de memorizar mesmo sem querer memorizar.
O nosso cérebro foi criado para aprender. E não somos nós que vamos
interferir neste destino; nós somos capazes de aprender tudo o que nos
interessa aprender e sem fazer grande esforço para isso. Aliás, fazer
esforço para aprender é um contra-senso. Ninguém tem que se esforçar para
aprender. Basta ficar na sua (atento, mas relaxado) e deixar o cérebro aprender
sozinho. E ele é capaz de fazer isto magistralmente por nós.

MAPAS MENTAIS
Por volta de 1970, o psicólogo inglês Tony Buzan desenvolveu uma técnica de
memorização bastante eficaz conhecida por Mapeamento Mental.

Segundo Buzan, não faz sentido estudar alguma coisa e não conseguir lembrar-se
dela depois. E essa "falha" normalmente acontece porque as pessoas são
habituadas a fazer anotações lineares, organizadas, item por item. Porém não é
assim que o cérebro funciona.

Buzan propôs aos seus alunos que "desenhassem" as informações em forma de


árvores, com muitos galhos e, de preferência, bem coloridas. Esses galhos
deveriam cruzar-se com outros galhos, estabelecendo assim uma espécie de "rede
de comunicação" com todas as informações associadas entre si. O resultado foi o
melhor possível.

A técnica dos Mapas Mentais é, hoje em dia, um dos melhores e mais eficazes
recursos didáticos, principalmente no estudo de matérias discursivas. Seria uma
boa pra você inteirar-se sobre esta técnica que pode melhorar bastante a sua
capacidade de memorização.

Enquanto isso, aprenda que aquelas "anotações bonitinhas", lineares e


organizadas que você faz no seu caderno não funcionam! Você precisa fazer
anotações "expressivas" coloridas, ligadas entre si por setas e curvas, de preferência
com muitos desenhos. É disso que a memória gosta!

Lembre-se: a memória tem uma predileção especial por informações


extravagantes, absurdas, divertidas, grandiosas, coloridas e
emocionantes. As informações lineares, banais, inexpressivas, bem comportadas
e em preto-e-branco, são descartadas pela memória na primeira esquina. É assim
que a banda toca.

Dicas para acelerar a aprendizagem

De forma bem simples, podemos dizer que "aprender é memorizar (sejam


dados ou procedimentos) de tal forma que essas informações sejam
facilmente lembradas quando precisarmos delas".

Por isso mesmo, a maneira de aprender é decisiva. Se você tenta memorizar


amontoando informações, desordenadamente, terá dificuldades de lembrar. No
entanto, se você "associa" as informações, terá mais facilidade para recuperá-las na
memória.

Um exemplo: se você tem dúvida se sargento se escreve com G ou com J, pode


memorizar simplesmente associando "SARGENTO" com "GARCIA" (aquele
conhecido personagem dos filmes do Zorro). Veja como você poderia fazer o
desenho dessa informação:

Feito isso, basta colar este "desenho" na mesa onde você estuda ou trabalha, e
deixar lá por alguns dias. Você nunca mais esquecerá.

Você vai gastar pouco tempo para fazer esse desenho, bem menos do que gastaria
se usasse os métodos convencionais de memorização.

Há também outros aspectos importantes que devem ser considerados. Por


exemplo:

As pessoas costumam ler livros didáticos ou apostilas de forma desordenada,


muitas vezes até alucinadamente, afinal elas "precisam aprender" e acham que
lendo depressa reterão mais informações. No entanto, isso é um erro grave. Em vez
de agir assim, faça desta forma:

1 - Só comece a estudar quando estiver relaxado. Não adianta estudar


estando ansioso. Tome um refresco de maracujá ou um chazinho suave de erva-
cidreira. Só então pegue no livro;
2 - Divida o tempo que você vai gastar na leitura, em blocos de no máximo 6
minutos. Enquanto lê, vá circulando as informações importantes e ligando-as por
setas coloridas. Como se estivesse "brincando de estudar";

3 - A cada 6 minutos, pare uns 2 minutos. Levante-se, ande um pouco, converse


com alguém. Só depois continue a leitura;
4 - Não se preocupe em memorizar nada. Isso só fará aumentar sua tensão.
Simplesmente vá lendo e circulando as informações importantes.
5 - A cada meia-hora, pare por uns cinco minutos. Dê uma relaxada.
6 - Recomece voltando ao início, passando os olhos pelas informações
assinaladas e vá fazendo (numa folha de papel branco) um mapa mental, tal como
mostramos na ilustração a seguir. Faça o mais colorido e expressivo que puder. A
qualidade do seu desenho vale pouco; o que vai valer é o ato de "desenhar as
informações". Isso facilitará muito o trabalho da memória.

7 - Cole esse mapa na sua mesa ou na parede. Deixe-o lá por alguns dias e dê uma
passadinha de olhos nele sempre que puder, porém, bem naturalmente.
8 - Se pretende continuar lendo por mais de meia-hora, divida o tempo em blocos
assim como descrito acima.
9 - Não ultrapasse duas horas contínuas de leitura. Lembre-se que nosso
cérebro esgota com facilidade quando submetido muito tempo a uma mesma
operação. Se, contudo, for muito necessário, a cada duas horas dê uma paradinha
de 15 minutos; ouça música, tome um suco, divirta-se um pouquinho.
10 - Lembre-se de que "correr para aprender" não é "acelerar a aprendizagem".

Nota importante: O "Jogo da Memória" - que todo mundo conhece - é um


exercício e tanto para melhorar a concentração, desenvolver a percepção e
descontrair a mente. Jogue sempre que estiver preocupado, tenso. Ele é também
uma excelente terapia para pessoas da terceira idade. | Clique aqui | para fazer o
download de uma versão bem interessante deste jogo. São apenas 62K.

APRENDIZAGEM ACELERADA
Qualquer pessoa pode aprender mais
e melhor se estiver "condicionada para aprender".
E este condicionamento é obtido a partir
das técnicas de relaxamento, que abrem
os "poros do subconsciente" para a memorização perfeita.

Na década de 60, o médico e educador búlgaro Georgi Lozanov fez uma descoberta
interessantíssima. Ele descobriu que há um "estado mental" propício para a
aprendizagem e que qualquer aluno conduzido a este estado mental
aprende mais e melhor num espaço de tempo bem menor. Fantástico, não é
mesmo?

Este estado mental foi denominado estado de vigília relaxada e é obtido quando
o nosso cérebro passa a operar na faixa de 8 a 12 ciclos por segundo, ou seja,
quando o cérebro entra em "alfa".

Para abaixar a freqüência mental dos seus alunos, Lozanov experimentou começar
as aulas com sessões de relaxamento bioenergético associado à música
barroca. O resultado foi o melhor possível. Seus alunos, livres de tensão e do
estresse, começaram a refletir uma melhora substancial na percepção,
processamento, memorização e recuperação das informações aprendidas.
Principalmente na aprendizagem de língua estrangeira.

Nota: está cientificamente provado que 80% das dificuldades da


aprendizagem estão relacionadas com o estresse e que, reduzindo-se o
estresse, melhoramos a qualidade da aprendizagem.

Entusiasmado com os resultados, Lozanov resolveu utilizar a música


(principalmente a música barroca, por causa das suas 60/70 batidas por minuto)
como veículo da informação e passou a dividir a sua aula em três sessões bem
definidas:

1ª parte) Relaxamento bioenergético (semelhante ao da tradição iogue)


2ª parte) Um concerto passivo, onde a matéria era lida de forma sugestiva para os
alunos, tendo como fundo musical peças de Handel, Bach e Corelli
3ª parte) Um concerto ativo, onde a matéria era lida novamente, de forma
sugestiva-expressiva, ao som de peças, como por exemplo, o Concerto nº 7 para
violino e orquestra, de Mozart.

Lozanov acreditava - e isso veio a ser provado cientificamente - que a música


mantém a informação (por ela canalizada) viva na consciência do aluno
até à noite (nas primeiras horas do sono) quando, de fato ocorre, ocorre a
aprendizagem. É exatamente nesta fase do sono que se abrem os poros que
ligam o consciente ao subconsciente e onde todas as informações aprendidas
(eficazmente), durante o dia, são transferidas para a memória de longo prazo.

Esta técnica de Lozanov foi denominada sugestopedia. Através dela, hoje em dia
é possível aprender-se uma língua estrangeira em tempo recorde, no máximo em
trinta dias, e memorizar capítulos inteiros da História Universal em poucos minutos,
como fazem os alunos dos Supercamps americanos e outros similares ingleses e
neozelandeses. É, realmente, fantástico!

Na realidade, entretanto, o fator musical na sugestopedia não apresenta uma


grande novidade aos olhos do investigador curioso. Veja: as religiões (todas elas)
sempre utilizaram a música como pano de fundo para "estimular a fé" nas pessoas.
Há milênios se sabe que a música suave é profundamente relaxante. E é relaxante
porque não cobra "ação intelectual", isto é, não exige raciocínio e isto faz
abaixar a freqüência das ondas cerebrais. Ela é percebida pelo ouvido e não
há necessidade de ser "processada" de forma cansativa pela mente. Ora, isto é
ótimo para "estimular" as emoções; e a fé, de certa forma, é uma emoção. É preciso
que se entenda também, que o conceito de "informação" não abrange
somente o campo da comunicação verbal ou visual; as emoções também
são informações; a dor é uma informação, a sensação de frio ou calor
também, o medo idem, etc.

Esta propriedade da música - a de carregar a informação de forma prazerosa -


permite que a usemos como "veículo" para passarmos informações muito
importantes ao cérebro. As professoras primárias exploram muito esta
"possibilidade didática" com os seus alunos. Contudo, tal técnica não se presta só à
crianças pequenas; adolescentes e até adultos podem e devem usar esta
propriedade da música.

Por outro lado, sabe-se também que a nossa memória tem uma preferência toda
especial pelas informações recheadas de prazer (quem não lembra do primeiro
beijo, da primeira namorada, não é mesmo?). Todos nós memorizamos bem os
eventos que dão muito prazer. E a música suave propicia este prazer. Vale lembrar
também que os velhos iogues já associavam a música aos seus exercícios de
relaxamento com o propósito de conseguirem a "iluminação" que, no nosso caso,
podemos entender como "aprendizagem".

Ocorre, entretanto, que a aplicação prática da sugestopedia requer a participação


de alguém experiente no processo e que funcione como monitor ou orientador. A
aplicação autodidata de tais técnicas não é recomendável, embora dela possamos
tirar dois ou três pontos fundamentais que são de grande valia para quem quer
aprender mais rápido e com mais eficácia. São eles:

1 - Uma breve sessão de relaxamento, antes de começar a estudar, pode


aumentar em mais de 50% a retenção do conteúdo aula na memória;
2 - A música barroca pode ser altamente eficaz durante o estudo quando
funciona como pano de fundo;
3 - Fazendo relaxamento, usando a música barroca como suporte e
explorando os recursos mnemônicos (que você pode ler na nossa sessão
"Memorização") com certeza você poderá livrar-se do estresse, que
responde por 80% das dificuldades da aprendizagem, e dos riscos de vir a
ter aquele terrível Bloqueio Mental por tensão.

Para obter melhores resultados na aprendizagem, recomendamos também visitar o


nosso capítulo sobre Hipnose e Auto-hipnose onde o leitor poderá encontrar
exemplos práticos de formulações que poderão ativar seu potencial criativo,
melhorar a memória e manter-se equilibrado nos dias de prova.

Agora | CLIQUE AQUI | para aprender uma técnica extremamente simples que
permite reter dezenas de informações relevantes sem fazer
Uma técnica altamente eficaz
Primeiro, uma historinha:

Há aproximadamente 20 anos, fui apresentado a um aluno com extrema dificuldade para


aprender matemática. Ele tinha um bloqueio quase intransponível que impedia a memorização
dos fundamentos mais elementares, principalmente de geometria.

Para tentar ajudá-lo, eu, mesmo sendo péssimo compositor, fiz uma musiquinha (tipo marcha
de carnaval) cujos quarenta versos eram as tais regras que ele tinha mais dificuldade para
memorizar.

Gravei a música numa fita cassete (eu mesmo cantando e batucando na mesa... coisa horrível)
e recomendei que ele pusesse para tocar, diariamente, por meia hora, enquanto fazia outras
coisas. Recomendei também que ele não se preocupasse em aprender a música; só
deixasse o som ligado.

Quatro dias depois, a mãe do garoto me telefonou, surpresa, dizendo que até sua filha mais
nova - de apenas 5 anos - tinha aprendido a música inteirinha e que as coleguinhas que
costumavam brincar com ela também aprenderam.

Repeti esta experiência durante cinco anos seguidos, em três colégios e em dois cursinhos pré-
vestibulares, no Rio de Janeiro. Só que dessa vez, orientei os alunos para que eles mesmos
compusessem as músicas e gravassem, em coro. Cada aluno recebia uma cópia da fita que
deveria pôr para tocar durante meia hora, no mínimo três vezes por semana.

Fiz avaliações periódicas durante esse período e pude constatar um aproveitamento superior a
95% em 90% dos casos. Usei a mesma técnica para matérias como História, Geografia,
Química e Física, e os resultados sempre foram altamente satisfatórios.

Faça você também:

1 - "Arrisque-se" como compositor! Faça uma musiquinha para cada assunto que você tem
dificuldade de memorizar. Mesmo que você seja como eu - um péssimo compositor - não
faz mal. Não é a qualidade da música que vai fazer a diferença.
2 - Grave numa fita cassete (ou num CD) não esquecendo de fazer o "acompanhamento
musical", que pode ser "batucando na mesa". Se ficar muito ruim, ficará muito divertido. E
isso ajudará na memorização.
3 - Ponha para tocar durante 15 a 20 minutos, 3 vezes por dia, durante uma semana, enquanto
faz outra coisa (estuda, lê jornal, toma banho etc.)
4 - Você pode fazer quantas musiquinhas quiser e ouvi-las em seqüência, mesmo que os
assuntos sejam diferentes.
5 - Na segunda semana, ouça apenas 2 vezes por dia, e na terceira e quarta semana, 1 vez
por dia.
6 - Terminando as quatro semanas, guarde a fita e volte a ouvi-la, de vez em quando,
principalmente nas vésperas de provas, concursos etc.

"As únicas
1 - Aprender é a coisa mais natural do mundo
pessoas que
nunca Das milhões de informações que você tem armazenadas na memória, 99,99% foram
fracassam aprendidas sem que você sequer percebesse que estava aprendendo. Aprendeu tão
são as que naturalmente que, com certeza, você nem lembra mais como aprendeu. Quer ver um
nunca exemplo disso?
tentam." Tente lembrar quando e como você aprendeu o que é "azul", "como acender a luz da
sala", "como abrir a torneira da pia" etc. Você não lembra porque a maioria das
Ilka Chase coisas que sabemos foram aprendidas sem que sequer percebêssemos que
estávamos aprendendo. Aprendemos, porque "aprender é da natureza humana".
2 - Você pode aprender tudo o que
quiser "Um
homem
Para que você tenha uma idéia da sua capacidade de pode
aprendizagem, observe como você aprendeu a fazer fracassar
coisas "dificílimas" como andar e falar quando seu muitas
cérebro ainda nem estava completamene formado. vezes,
Aprendeu e nunca mais esqueceu. E mais importante mas só é
ainda: você aprende, diariamente, muitas coisas um
novas sem mesmo perceber que está aprendendo. A fracassad
sua capacidade de aprendizagem é ilimitada. Tudo o o quando
que alguém aprendeu a fazer, você também é capaz começa a
de aprender. Aquela história de que "algumas culpar
pessoas são mais inteligentes do que outras" é outra
história da carochinha. Está cientificamente provado pessoa."
que não há cérebros superiores ou inferiores na raça John
humana. Todos os cérebros são estruturalmente Burrough
iguais; a diferença fica por conta do uso que se faz s
dele.

3 - O normal é acertar sempre

Desde que uma determinada informação ou procedimento sejam


aprendidos e armazenados na memória, o normal é que sejam
reproduzidos fielmente quando for necessário. Um exemplo:
quando você aprende que 7 x 8 = 56 , sua memória deverá dar
sempre a mesma resposta - 56 - toda vez que for solicitada.
Ocorre, entretanto, que nem sempre acontece assim.
Há dois fatores principais que podem interferir na hora da
"realização do pensamento", ou seja, na hora em que vamos
executar o que aprendemos:
1 - O estresse (por medo, ansiedade, insegurança etc.)
2 - A falta de concentração (por excesso de confiança, euforia,
desleixo etc.)

Para que você tenha uma idéia da importância da "concentração"


na realização daquilo que aprendemos e sabemos, faça este teste
bastante curioso:

Não leia as palavras abaixo, diga simplesmente as cores


com que elas estão escritas:

AMARELO - VIOLETA - AZUL - LARANJA


VERDE - PRETO - AMARELO - AZUL
BRANCO - ROSA - CINZA - LILÁS
AZUL-MARINHO - MARROM - PRETO
Viu só como você teve dificuldade em responder corretamente?
Isto ocorre porque envolvemos diversas partes do cérebro para
realizar tarefas aparentemente simples. Neste problema, cada
palavra escrita encerra duas informações: o que está escrito e a cor
como está escrita. Por isso é preciso estar muito concentrado para
não se deixar confundir.

Reduzindo o estresse e aprimorando a capacidade de


concentração, com certeza, conseguimos eliminar, no mínimo, 95%
das possibilidades de erro.

Veja, a seguir, como é possível reduzir o estresse e melhorar a


concentração, condicionando a mente para a realização perfeita.
| Vamos lá? |

Redação: saiba quando um clichê pode ajudar


Você está preparando sua redação do vestibular e existe um
provérbio chinês que resume exatamente aquilo que você quer
dizer. O tema da redação é leve, e aquela letra de música famosa
se encaixaria perfeitamente no assunto proposto pela banca.
Frases feitas, citações e clichês são proibidos ou liberados na
redação?
» Saiba como fazer uma boa redação
» Quanto vale ousar na redação?
Para a professora Maria Aparecida Custódio, mais conhecida como Cida, do laboratório de redação
do Curso e Colégio Objetivo, de São Paulo, depende. "Quando o clichê for absolutamente
pertinente, quando fechar com suas idéias, é válido", afirma. Segundo Cida, o candidato deve
mostrar seu repertório lingüístico e argumentativo na redação. Se ele provar que tem suas
próprias idéias, o clichê ou citação podem somar.
Para reforçar sua idéia de que nem sempre o clichê empobrece o texto, Cida dá um exemplo:
"Recentemente, houve uma prova da Fuvest em que o tema era dinheiro. Houve várias redações
com nota 10 que usaram o clichê 'tempo é dinheiro'. Depende do tema, do clichê e, claro, do resto
da redação".
A professora alerta que, quando o vestibulando não consegue expressar suas idéias, o recurso
pode provocar um efeito inverso. Ela diz ainda que expressões e frases feitas que poderiam ser
usados em qualquer texto, sobre qualquer assunto, devem ser evitados. "Algumas são totalmente
dispensáveis, como 'se cada um fizer sua parte', 'é preciso que a sociedade e o governo se
conscientizem', 'e se fosse você?'. São expressões que não dizem nada", reforça.
O mesmo cuidado deve ser tomado com citações de poemas e músicas: "Nunca se deve usar
frases de outras pessoas para homenageá-las. Elas podem servir para dar mais credibilidade e
sustentação ao que está sendo dito pelo candidato, mas nunca para substituir um argumento",
resume Cida.