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2. POTÊNCIAS E
RAÍZES

2.1. POTÊNCIAS COM EXPOENTES INTEIROS

Vimos anteriormente alguns aspectos históricos das potências e dos logaritmos,


bem como alguns processos que levaram à construção dos mesmos. Passaremos a seguir
a um desenvolvimento mais formal da teoria das potências com o objetivo de termos
condições de dar uma noção intuitiva do significado de uma potência de expoente
irracional.
Sejam a ∈ R *+ , e n ∈ N * . A potência an é definida como o produto de n
fatores iguais ao número a, ou seja,
an = a.a.a.a. ... .a
n fatores
O número a é chamado de base e n expoente da potência an.

Propriedades

Sejam m, n ∈ N*, a, b ∈ R+*.

A 1) a m . a n = a m + n (Propriedade Fundamental)
m
A2) a = a m − n se m > n
n
a
A3) ( a m ) n = a m .n
A 4) ( a . b ) n = a n . b n
n n
A5)  a  = a
 b n
b

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Intuitivamente, é fácil observar que:


n+ m
a n .a m = (a.a. ...a )(a.a ...a) = 1
a.a.
424 3 = a
...a
1424 3 1 424 3
n fatores m fatores n + m fatores

Uma demonstração rigorosa da Propriedade Fundamental e das demais


propriedades é feita utilizando o processo da indução.
O objetivo agora é estender a definição para potência com expoentes inteiros. Para
tal é preciso definir a0 e a-n, onde n ∈ N .
Faremos isso de modo que a Propriedade Fundamental seja preservada, isto é, que

a 0 . a n = a 0+ n = a n (I)
a −n . a n = a −n+n = a 0 (II)
De ( I ) observamos que é conveniente definir:

a0 = 1
De modo semelhante, admitindo que a0 = 1 em ( II ), chegamos á conclusão que
1
a−n deve ser igual a .
an

Resumindo temos a seguinte

Definição

 0
a = 1

Sejam, a ∈ R *+ e n ∈ N * . Definimos: a n = a. a n −1
 1
a − n = n
 a

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Observações

1
1) Se n < 0, a n = .
a −n
2) Se a < 0 e n ∈ Z, fazem sentido as definições de an, a0 e de a.-n. .
Por exemplo, ( −3) 5 = ( −3)( −3)( −3)( −3)( −3)

1 1
( −3) − 2 = =
( −3) 2 ( −3)( −3)

( −3) 0 = 1
É fácil verificar que se a < 0 temos an > 0, se n é par e an < 0 se n é ímpar. Entretanto,
como veremos posteriormente, para a teoria das funções exponenciais e logarítmicas
definições de potências com base negativa não são convenientes, já que não podem ser
estendidas de modo geral a expoentes fracionários.
1
3) Não faz sentido a expressão a − n = para a = 0.
an
4) Não definimos 0 0 . Devemos observar que não é conveniente definir 0 0 como sendo
igual a 1; pois, se pensamos por um lado, que estamos estendendo para a = 0 a
expressão a 0 = 1, a ∈ R *+ , por outro lado, não estamos estendendo a expressão

0 n = 0.0.0...0, n ∈ N * para n = 0. A inconveniência de definir 0 0 como sendo 1 pode


ser vista com mais precisão no estudo de limite de funções no Cálculo Diferencial onde
se mostra que 0 0 é uma “indeterminação”

As propriedades A1, A2,..., A5, vistas anteriormente são válidas também para
números inteiros. Temos, portanto,

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Propriedades

Sejam a, b ∈ R +* . Para quaisquer m, n ∈ Z, tem-se:

B1) a m .a n = a m + n (Propriedade Fundamental)


m
B2) a = a m − n
n
a
B3) ( a m ) n = a m .n
B4) ( a .b )n = a n .b n
n n
B5)  a  = a
 b n
b

Considerando as propriedades Ai dadas anteriormente para números naturais não


nulos, apresentaremos as demonstrações de Bi.

B1 ) a m .a n = a m + n , a ∈ R +* , ∀ m, n ∈ Z.
D]
Vamos analisar os seguintes casos:
i) m > 0 e n > 0 ( este caso recai em A 1 )
ii) m < 0 e n < 0
Temos que −m > 0 e −n > 0. Assim, utilizando a definição e a propriedade A1, temos:
1 1 1 1 1
aman = −m −n
= −m −n
= − m− n
= − (m + n)
= a m+ n
a a a a a a

iii) m > 0 e n < 0 ( portanto −n > 0 )

1
Se m > −n temos por A 2 que a m a n = a m −n
= a m− ( − n) = a m+ n
a

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Se m = −n,

am 1 1 1
Se m < −n, a m a n = −n
= −n
= − n− m
= − (m+ n)
= a m+ n
a a a a
am
iv) m = 0 ou n = 0

a 0 a m = 1.a m = a = a m + 0

am
B2) = a m − n , a ∈ R +* , m, n ∈ Z,
an
D]
am 1
n
= am . n
= a m a − n = a m− n
a a

B3) ( a m ) = a m .n , a ∈ R +* , m, n ∈ Z
n

D] Vamos analisar os seguintes casos:


i) m > 0 e n > 0 ( este caso recai em A 3 )
ii) m < 0 e n < 0
Temos que −m > 0 e −n > 0. Assim,
m.n
 
n  1
(a m ) n =  a −1m  =
1
−n
=
1
−n
=
1
m.n
=


1
= a m.n
 1    1 −m   1 
 −m         a
a   a
 a 

iii) m > 0 e n < 0


1 1
(a m ) n = = = a mn
(a )m −n a − mn

iv) m < 0 e n > 0

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Temos que −m > 0 e n > 0. Vamos portanto aplicar A5 e A3 para −m e


n
 1  1 1
n. ( a m ) = 
n
 = = = a mn
 a −m 
(a )
−m n a − mn

v) m = 0 ou n = 0

(a 0 ) n = 1 n = 1 = a 0 = a 0.n
Análogo para n = 0

B4) ( a .b )n = a n .b n , a, b ∈ R +* , n ∈ Z
D]
i) n > 0 (recai em A 4 )
ii) n < 0
Neste caso −n > 0. Podemos aplicar A 4 para −n:

1 1 1 1
(ab) n = = = = a nbn
(ab) −n
a −n
.b −n
a −n
b −n

iii) n = 0

(ab) 0 = 1 = a 0 b0
n
 a a n , a, b ∈ * , n ∈ Z
B5)   = n R+
 b b
D]
n n n
 a  1 n
1 1 an
= (a ) ( b − 1 ) = a n b − n = a n
n n
  = a  = (a)   =
 b  b  b bn bn

2.2. RAÍZES E POTÊNCIAS COM EXPOENTES FRACIONÁRIOS

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p
Nosso objetivo agora é definir a potência aq , p, q ∈ Z, q ≠ 0. Para isto é
necessário introduzir a definição e alguns resultados referentes à raiz n-ésima de um
número.

Definição

Sejam a > 0 e n ∈ N * . Chama-se raiz n-ésima de a, o


número real positivo b tal que bn = a .

Notação: b = n a

Observações

1) Pela definição, 1 a = a.

2) Por convenção 2a = a

3) Se a < 0 pode-se definir na, no caso em que n é ímpar: n a é o número real b tal

que b n = a . Neste caso, b < 0. Por exemplo, 3 − 8 = −2 pois ( − 2 ) 3 = −8 . É claro,

trabalhando com os números reais, que a definição de na não faz sentido se n é par e

a < 0, pois não existe um número real b tal que b n = a , a < 0 e b n > 0 . Assim, −4
não faz sentido em R.
4) Se a = 0, definimos n0=0 e a definição anterior pode ser estendida da seguinte
forma: Se a ≥ 0 , b ≥ 0 e b n = a então n
a = b.

Propriedades

Sejam a, b ∈ R+, m, n, p ∈ N*

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n
R 1) a .n b = n
a .b
n
a a
R 2) n
= n
, se b ≠ 0.
b b

R 3) ( a)
n m
= n
am

mn
R 4) a = m.n a
n p .n
R 5) am = a p .m

R 1 ) n a . n b = n a.b , a, b ∈ R+, m ∈ N*

D] Sejam x = n a e y = n b . Então x n = a e y n = b . Daí

a.b = x n y n = ( x. y )
n

n
Como x. y ≥ 0 , então x. y = n ab , ou seja, a n b = x. y = n ab .
n
a a
R2 ) n
= n
, a, b ∈ R+, b ≠ 0, n ∈ N*
b b

D] Sejam x = n a e y = n b . Então x n = a e y n = b . Daí


n
a x n  x
= = 
b y n  y
n
x x a a a
Como ≥ 0, = . Portanto, n
=n .
y y b b b

R3) ( a)
n m
= n
a m , a ∈ R+, n, m ∈ N*

( a)
m
D] Seja x = n a . Então x n = a e x m = n
. Temos

am = xn( ) m = x nm = ( x m ) n ⇒ x m = n a m = ( n a ) m
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mn m .n
R4 ) a = a , a ∈ R+, n, m ∈ N*

D] Sendo x = n a e y = m
x , temos x n = a e y m = x

ym = x ⇒ ym ( ) n = x n ⇒ y mn = x n ⇒ y = mn x n ,

ou seja,
mn
mn
a = y= xn = mn
a

n p .n
R5 ) am = a p .m , a ∈ R+, n, m, p ∈ N*
D]
n
am = x ⇒ xn = am ⇒ xn ( ) p = (a m ) p ⇒ x np = a mp ⇒ x = pn a pm

A definição da raiz n-ésima de um número real positivo nos permite estender a


noção de potência de um número real positivo de modo a incluir expoentes fracionários
da forma m/n, m, n ∈ Z, n > 0. Queremos dar esta definição de modo a conservar as
propriedades anteriores de potências. Por exemplo, análogo à propriedade B3 desejamos
que:
n  m
 m   .n
 a n  = a n  = a m
 
 

m
Assim sendo devemos ter: an = n am

Definição

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m
Dado o número real positivo a e o número racional ,
n
m , n ∈ Z , n > 0, então definimos
m
an = n am

Observações
1
1) Em particular, a n =na.
m
m
2) Se a = 0 e > 0, podemos considerar 0 n = n 0 m = 0 .
n
m
3) Se a < 0 e n é ímpar então a expressão an = n a m também está definida.

Propriedades

Sejam a, b ∈ R*+ , m, n, p, q ∈ Z, n > 0, q > 0.


m p m p
+
q n q
C1 ) an .a =a
m
m p

an n q
C2 ) p
=a , sendo a ≠ 0
q
a
p
m p
 m  q .
C3 ) a n  =a n q
 
 
m m m
C 4 ) ( a.b) n = an .b n
m m
 a n an
C5 )   = , sendo b ≠ 0
 b m
bm
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p

1 q
Como caso particular de C 2 temos p
=a .
q
a

m p m p
+
q n q
C1) a n .a =a , a ∈ R +* , m, n, p, q ∈ Z, n > 0, q > 0
D]
m p
q qn qn qn qn
an .a q
= n am ap = a qm a pn = a qm a pn = a qm + pn =
qm + pn m p
+
qn n q
=a =a

m
m p
an −
C2) p =a n q
, a ∈ R +* , m, n, p, q ∈ Z, n > 0, q > 0
q
a
D] A demonstração é semelhante à anterior, utilizando R 2 ), R 5 ) e B 2 ).

p
m p
 
m q .
C3)  an =a n q
, a ∈ R +* , m, n, p, q ∈ Z, n > 0, q > 0

 

D]
p
p

( )
 m q  m
(a m ) p
p q n nq
a n  q  n 
= a  =q n
am =
q n
= a mp = a mp =
 
   

mp mp
nq nq
=a =a

m m m
C4) ( a .b) = n a .b n
n , a, b ∈ R +* , m, n ∈ Z, n > 0

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D]
m m m
(ab) = (ab) = a b = a
n
n m n m m n m n
b m
=a nbn

m m

 a n an
C5)   = m , a, b ∈ R +* , m, n ∈ Z, n > 0
b
bn
D] A demonstração é semelhante à anterior, utilizando B5 ) e R 2 ).

Provaremos a seguir alguns resultados que serão necessários para se estender a


definição de potências com expoente real.

Proposição 2.1

Sejam a ∈ R *+ − {1}, m, n ∈ N.

i) Se 0 < a < 1 e n < m então an > am.


ii) Se a > 1 e n < m então an < am.

D]
i) a < 1 e a > 0 ⇒ a.a < a ⇒ a 2 < a ⇒ a.a 2 < a.a ⇒ a 3 < a 2 .
Continuando com este processo obtemos
a m < a m-1
e usando a transitividade temos
a m < a m-1 < a m-2 < a m − 3 < ... < a < 1
Se m > n, m = n + k., k ∈ N*.
Assim, a m = a n + k < a (n + k) − 1 < a (n + k) − 2 < ...< a (n + k) − k = a n
ii) Análogo ao item anterior

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Proposição 2.2

Sejam a ∈ R *+ − {1}, m, n ∈ Z.

i) Se 0 < a < 1 e n < m então an > am.


ii) Se a > 1 e n < m então an < am.

D]
ii) Existem três casos a considerar.
1. Se n > 0 e m > 0 recaímos na Proposição 2.1.
2. Se n < 0 e m < 0 então −n > 0 e −m > 0. Como n < m então −m < −n. Segue da
Proposição 2.1 que
1 1 1 1 an − am
a −m < a −n ⇒ < ⇒ − <0⇒ <0.
am an am an a na m

Sendo a m > 0 e a n > 0 , podemos concluir que a n < a m .


3. Se n < 0 e m > 0 ( análogo para o caso n > 0 e m < 0 ), temos que é crescente a
sequência de potências com expoente negativos (item 2), isto é,
. ..a −3 < a −2 < a −1 < 1
e também a sequência de potências com expoentes positivos (Proposição 2.1 ), ou seja,
1 < a < a2 < a3 <. . .
logo,
a n < . . . < a −3 < a − 2 < a − 1 < 1 < a < a 2 < a 3 < . . . < a m ,
portanto,
an < am.

i) Análogo ao item ii)

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Proposição 2.3

Se n ∈ N * e 0 < a < b então n


a < n
b.

D]
Da definição de raiz n-ésima e lembrando que a >0 e b > 0, temos
n
a = x ⇔ xn = a e n
b = y ⇔ yn = b

Por hipótese, b − a > 0; logo, y n − x n > 0 . Daí,

y n − x n = (y − x)(y n − 1 + y n − 2 x + y n − 3 x 2 + . . .+ x n − 1 ) > 0
e como a expressão do segundo parêntesis da desigualdade acima é positiva, temos que
y − x > 0, ou equivalentemente, n
a <nb.

Proposição 2.4
r m
Sejam a ∈ R+* − {1}, p, q ∈ Q, onde p = , q = , r,s,m,n ∈ Z, n > 0, s > 0
s n
i) Se p < q e a > 1 então a p < a q .
ii) Se p < q e 0 < a < 1 então a p > a q .

D]
i) Sendo k = m.m.c { n, s }, existem r’, s’∈ Z tais que
r′ m′
p= e q =
k k
r′ m′
p<q⇒ < ⇒ r ′ < m ′ ⇒ a r′ < a m′ ⇒ k a r′ < k a m′ ⇒
k k
r′ m′
a k <a k ⇒ a p < aq

ii) Análogo ao item i)

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2.3. POTÊNCIAS COM EXPOENTES IRRACIONAIS

De posse da definição e das propriedades das potências com expoente racional de


um número real a > 0, nosso objetivo agora e estender a definição de ax para x ∈ R,
ou seja, estabelecer o significado de ax quando x ∈ R - Q.

2
Como definir, por exemplo, 2 ?

2
Sendo 2 um número irracional, 2 não tem significado se considerarmos
apenas as definições vistas até aqui. O desenvolvimento sistemático da teoria das
potências com expoente irracional é um processo que envolve resultados avançados para
os nossos propósitos. Entretanto, é possível estender de maneira intuitiva o significado
dessas potências. Por exemplo, tomando-se a sequência de valores racionais
( 1,4; 1,41; 1,414; 1,4142; 1,41421; ... ) (I)
que se aproxima do irracional 2 , construímos a sequência

(2 1,4
; 2 1,41 ; 2 1,414 ; 2 1,4142 ; 2 1,41421 ; ... ) (II)

2
que se aproxima de um número real que definimos como 2 .

Tanto mais próximo o número r estiver de 2 , mais próximo 2 r estará de 2 2


.
Observemos que a sequência ( I ) é crescente e formada por valores maiores que
2.
Poderíamos também nos aproximar de 2 pela sequência
( 1,5; 1,42; 1,415; 1,4143; ... ) ( III )
que é decrescente e formada por valores maiores que 2 , obtendo assim a sequência

(2 1,5
; 21,42 ; 21,415 ; 21,4143 , ... ) ( IV )

2
que se aproxima do mesmo número real chamado de 2 .

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O procedimento descrito acima pode ser utilizado para definir ax, onde
a ∈ R *+ - {1} e x ∈ R - Q .

Para isso, suponhamos, por exemplo, a > 1, x ∈ R − Q e consideremos duas


sequências de números racionais: uma crescente formada por números menores que x:
( r1 , r2 , r3 , ..., rn ,... )
e outra decrescente formada por números maiores que x:
( s1 , s2 , s3 , s4 , ..., sn ,...)

ambas se aproximando de x:

_________________________________________________________________
r1 r2 r3 r4 r5 r6..... x.... s6 s5 s4 s3 s2 s1

Pode-se provar que as duas sequências

(a r1
, a r2 , a r3 , a r4 , ... )
e

(a s1
, a s2 , a s3 , a s4 , ... )
tendem a um único número real que definimos por ax

Usando o mesmo procedimento definimos ax para 0 < a < 1.

Observações

1) Se x é um número irracional positivo então definimos 0x = 0.


2) Se x é um número irraconal definimos 1x = 1.

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3) Se a < 0 e x é um número irracional ( x ∈ R − Q ), a potência ax não está definida.

Todos os resultados vistos para potências com expoentes racionais são estendidos
para potências com expoentes irracionais. Assumiremos válidos os seguintes resultados:

Propriedades

Sejam a, b ∈ R +* , x, y ∈ R.

P1) a x .a y = a x + y
ax
P2) = ax− y
ay

P3) ( a x ) = a x . y
y

P4) (a. b) = a x b x
x

x
 a ax
P5)   = x
 b b
P6) x < y e a > 1 ⇒ ax < a y
P7) x < y e 0 < a < 1 ⇒ ax > ay
P8) a ∈ R +* , a ≠ 1: ax = ay ⇔ x = y

P9) a ∈ R +* , a ≠ 1 e y>0: ∃! t∈R / at =y

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2.4. EXERCÍCIOS

2.1. Calcule:
1

3  1 2
a) 3 . 
 27 
1 1

b) (0,25) 4. (0,125) 2. 32

20
c) n
n+2
4 + 2 2n+2

2.2 Supostas definidas, simplifique as seguintes expressões:

x 3/2 b) (1 + a 1/ 3 ).(1 − a 1/ 3 + a 2 / 3 )
a) x 3 . x −1/ 2 .
x 2 . x −3
b −2 3n + 2 − 3n
c) (b 4 − 2b 2 + 1). −1 d)
b 2 − b −2 3n +1 + 3n −1
2 2 n +1 − 4 n  1 1 
e) f)  −  .( x − 1 )
2 2n  1 − x − 0 ,5 1 − x −1 
−3
 a 1/ 2 + 1 a 1/ 2 − 1 4  x 1/ 2 + 1 1
g)  1/ 2 + 1/ 2 −  h) ÷
 a − 1 a + 1 a − 1 x + x 1/ 2 + 1 x 1,5 − 1

2.3. Se x 1/ 2 + x −1/ 2 = 3 , calcule:

a) x + x −1

b) x 2 + x −2

2.4. Resolva as seguintes equações:

a) 3 x+4 = 2

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b) x+2 = x

4
c) x2 + 4x + 3 = 4 x + 1

d) x + 1 = 2x + 1

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