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“Think tanks” chineses

Posted on April 11, 2014 by ortega

O “The Economist” publicou uma matéria sobre “think tanks” chineses,


intitulado “The brains of the party”.

Esses órgãos e instituições são principalmente instrumentos do Estado e do


Partido Comunista que, formulando ideias e políticas, servem principalmente
para situar e aconselhar as lideranças do país. Num contexto de diversos
institutos, geralmente de alguma maneira diretamente vinculados ao Estado, há
uma separação entre diferentes ideias e tendências. Não se limitando somente
ao aspecto técnico-estatal e ao aconselhamento de lideranças, eles têm um papel
ideológico primordial. Nos últimos anos surgiram algumas centenas de novos
institutos e centros de pesquisa.

A principal publicação desse tipo é a Referência Interna de Ideologia e Teoria,


que é feita pela Escola Central do Partido. A Escola Central do Partido treina a
elite partidária. Essa publicação tem um público extremamente seleto, de
dúzias, que se reduz aos membros do Politburo e alguns outros elementos do
alto escalão. Nota-se (soando repetitivo): não é um dossier estatal, é um
documento político-teórico. A publicação surgiu nos anos ’90 e alguns artigos
que se sabe que já foram publicados no passado cobre temas como: a
necessidade de se controlar as taxas de natalidade, a questão do teste nuclear
norte-coreano, uma defesa de um abrandamento da rígida politica de auto-
suficiência (posição firmemente defendida pelo partido) em grãos para reduzir a
pressão sobre os recursos nacionais e os riscos sociais decorrentes do terremoto
de Sichuan em 2008.
A Escola Central do Partido tem outra publicação desse caráter, só que mais
popular e aberta – Study Times .
O texto também cita outras “think tanks” influentes no sistema. O órgão do
Conselho de Estado, o Centro de Pesquisas de Desenvolvimento, se concentra
em relatórios relativos às funções mais puramente estatais, influenciando a
adoção de determinadas políticas (teria tido um papel nas transformações da
saúde pública na última década). O Instituto Chinês de Relações Internacionais
Contemporâneas é responsável por informar as lideranças no quesito relações
exteriores, produzindo análises, resumos diários e orientações de viagem.
A Academia Chinesa de Ciências Sociais é um centro de pesquisa governamental
enorme, com milhares de empregados e que produz centenas de relatórios sobre
os mais diversos assuntos como economia, política social e política internacional
(ou sobre as greves, como fez em 2012). No entanto, a matéria parte da
premissa que esta, assim como outras instituições que se engajam mais com o
público, possui menos influência nas lideranças apesar de seu tamanho.
O The Economist também declara suas esperanças ao falar do nascimento de
thinks tanks “independentes” financiados por empresários. Fala do papel que
esses podem desempenhar e sugerem uma possível influência (no caso do
Instituto Boyuan, que é um think tank de Hong Kong de tendência mais
próxima da democracia liberal ocidental; foi criado e é financiado por Qin Xiao,
que seria um exemplo desses empresários que decidiu investir na área).
Também faz referência a “luta pela sobrevivência” do Instituto Unirule, que é
dedicado a reforma de mercado e mantém relações com outros think tanks
como Center for International Private Enterprise.

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O texto também tem um elemento secundário e estilístico que serve para


afirmar e hegemonizar certas ideias, torna-lo senso comum – no caso uma
referência ao período Mao, “quando um homem só decidia a política e as vezes
com grande descuidado”, o que é ridículo, como se Mao não tivesse
aconselhamento e como se não tivesse passado um bom período longe da
administração do Estado.

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