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INSTRUÇÃO GERAL Nr 001/2003 – CG

(AVALIAÇÃO TÉCNICO-PROFISSIONAL DE BOMBEIRO MILITAR)

1. FINALIDADE
1.1 Estabelecer os critérios para aplicação da avaliação técnico-profissional prevista no art. 15 da Diretriz de
Treinamento Profissional de Bombeiro Militar, aprovada pela Resolução nr 70 de 15 de abril de 2002.

1.2 Orientar a elaboração e aplicação da avaliação técnico-profissional em todos os níveis da Corporação.

1.3 Estabelecer procedimentos na aplicação de avaliação de que trata esta Instrução.

2. OBJETIVOS

2.1 Aferir a performance de toda a tropa do CBMMG quanto ao desempenho individual de cada BM no
desenvolvimento das atividades operacionais da Corporação.

2.2 Estabelecer critérios lógicos e consistentes de mensuração da capacidade e habilidade de cada BM, com vistas a
identificar deficiências e anomalias, para possibilitar sua imediata correção.

3. DAS AVALIAÇÕES

Considerando que a avaliação técnico-profissional, prevista na Diretriz acima citada, tem por objetivo aferir os
conhecimentos e o preparo técnico-profissional dos Bombeiros Militares nas diversas atividades típicas de Bombeiros
e, ainda, a necessidade uma maior abrangência na citada avaliação, a mesma será dividida em duas partes, sendo a
primeira constituída de provas práticas de Salvamento e de Combate a Incêndio e a segunda constituída de uma
avaliação teórica, englobando as matérias de Prevenção Contra Incêndios e Atendimento Pré-hospitalar.

3.1 Avaliação Prática de Salvamento

3.1.1 Avaliação de Nós e Amarrações

Os bombeiros-militares avaliados deverão confeccionar “nós e amarrações” aplicadas no CBMMG, dentro de um


limite máximo de tempo estabelecido para cada nó e amarração, observando o seguinte:

a) O BM deverá ser submetido a 09 (nove) nós/amarrações e a 01 (um) assento dentre os abaixo nominados,
conforme determinação do aplicador da prova;

b) A prova terá o valor de 10 (dez) pontos, sendo que para cada nó e assento executado com acerto será
computado 01 (um) ponto;

c) Não é necessário o arremate, após a confecção dos nós/amarrações;

d) O militar avaliado tem o direito a duas tentativas para cada item desta prova;

e) Para que o militar seja considerado APTO nesta prova, será necessário que ele tenha no mínimo 60% de
aproveitamento dentre os nós e amarrações relacionados.

NÓS E AMARRAÇÕES

1. Simples (10 segundos)


2. Direito (10 segundos)
3. Frade (10 segundos)
4. Oito simples ou alemão (10 segundos)
5. Escota simples (20 segundos)
6. Pescador simples (30 segundos)
7. Lais de guia na própria cintura (30 segundos)
8. Balso pelo seio de três alças (30 segundos)
9. Fiel pelo meio (15 segundos)*
10. Fiel pela ponta (10 segundos)*
11. Cote (15 segundos)
12. Boca de lobo pelo meio (15 segundos)*
13. Boca de lobo pela ponta (10 segundos)*
14. Azelha simples pela ponta (10 segundos)*
15. Azelha simples pelo meio (20 segundos)*
16. Azelha dupla pela ponta (15 segundos)
17. Laçada dupla - pelo menos três voltas (15 segundos)
18. Laçada simples (10 segundos)
19. Paulista (90 segundos)

ASSENTOS

1. Assento americano (90 segundos)


2. Assento austríaco (90 segundos)
3. Assento japonês (90 segundos)

*A corda é a referência para se definir a ponta ou o meio.


3.1.2 Avaliação Prática de Rapel

O militar deverá executar uma ancoragem e descida pela corda, utilizando as técnicas de rapel de patamar
em patamar, de uma altura entre 09 a 18 (dezoito) metros da seguinte forma:

a) O exercício deverá ser executado dentro do prazo máximo de 15 (quinze) minutos.

b) O militar avaliado deverá obrigatoriamente estar munido de todo o equipamento necessário para o bom
desempenho da atividade sendo eles: capacete, luvas, cinto tipo baudrier, peça oito, quatro mosquetões, corda (30 m),
cabo solteiro, capuchama para proteção da ancoragem (quando necessário) e outros complementos que se fizerem
necessários.

c) O militar deverá, antes de iniciar a descida, efetuar a ancoragem de acordo com as técnicas de segurança,
proceder a correta colocação da corda na peça oito, fixando o mosquetão no assento e na peça oito
respectivamente. Após isso, deverá checar todo o equipamento e anunciar ao militar encarregado pela sua segurança,
de viva voz, através do comando de “Atenção Segurança”, aguardando a resposta do segurança de “segurança
pronto” dando início à descida.

d) A checagem do equipamento deverá ser dita em voz alta, observando-se a seguinte seqüência:

1º - “Checando equipamentos”;
2º - “Cinto 1” (verificar a condição do tirante da perna direita);
3º - “Cinto 2” (verificar a condição do tirante da perna esquerda);
4º - “Cinto 3” (verificar a condição ao redor da cintura);
5º - “Mosquetão” (verificar se o mosquetão está fechado, na posição correta e se está unido ao assento);
6º - “Peça oito” (verificar sua colocação na corda de descida e se ele está fixo no mosquetão corretamente);
7º - “Corda” (verificar se a corda está bem ancorada e totalmente livre para descida);
8º - “Luvas” (verificar se estão calçadas);
9º - “Capacete” (verificar se está em condições e com a presilha da jugular fechada);
10º - “Atenção segurança” (verificar se o militar destinado a realizar sua segurança se encontra em
condições e atento);

e) O militar que estiver realizando a prova só efetuará a descida após a liberação do aplicador.

f) Para aprovação o militar deverá alcançar no mínimo 60% dos pontos distribuídos;

g) A prova terá início com o militar equipado no solo com a corda enrolada em oito e conduzida nas costas
ou na mochila;

h) Deverá ser avaliada a observância das normas de segurança para a execução das atividades em altura
pelo avaliado;
i) A prova será realizada em apenas uma única tentativa;

j) A prova terá o valor de 10 (dez) pontos os quais serão distribuídos conforme quadro abaixo:

Preparação e execução de rapel Pontuação


Ancoragem 2,0
Colocação do mosquetão ao 0,5
assento
Execução do Rapel Colocação da peça oito na corda 0,5
Colocação da peça oito no 1,0
mosquetão
Alerta ao segurança 0,5
Luvas e capacete 0,5
Execução do rapel 5,0
Total geral de pontos 10,0

3.1.3 Avaliação Prática de Natação

a) Ao sinal, o militar avaliado nadará, em estilo craw e peito, à distância de 200 (duzentos metros) sendo 100
metros de estilo craw seguido de 100 metros de estilo peito.

b) O militar avaliado não poderá parar o exercício, segurando nas bordas da piscina ou alternando o estilo de
nado fora do previsto no item anterior.

c) Esta prova será avaliada apenas com a situação de APTO ou INAPTO.

d) Para ser considerado APTO o militar deverá concluir a prova dentro do tempo previsto nadando os 200
metros, conforme letra a).

e) O exercício deverá ser executado no tempo máximo de 04:00’’ (quatro minutos).


f) A prova será realizada em apenas uma única tentativa.

3.1.4 Avaliação Prática de Reboque com Nadadeira

O militar deverá efetuar o reboque de uma vítima à distância de 50 (cinqüenta) metros rebocando-a por 25
(vinte e cinco) metros.

a) O exercício deverá ser executado dentro do prazo máximo de 03 minutos.

b) Ao sinal, o militar avaliado, já calçado com as nadadeiras e dentro d’água, deslocar-se-a até a vítima, que
estará a 50 metros de distância do ponto inicial. O militar efetuará aproximação, abordagem da vítima,
rebocando-a por 25 (vinte e cinco) metros de distância.0

c) Nesta prova será observada a utilização de técnica apropriada pelo BM, sendo o mesmo avaliado apenas
com a situação de APTO ou INAPTO.

d) Para ser considerado apto, o militar deverá concluir a prova dentro do tempo previsto, nadando os 75
metros, sendo 50 metros no estilo craw, seguido de 25 metros de reboque com uso de nadadeiras.

e) A vítima será escolhida pela comissão aplicadora da prova.

f) A prova será realizada em apenas uma única tentativa.

3.1.5 Avaliação Prática de Mergulho Livre

O militar deverá mergulhar a distância mínima de 25 (vinte e cinco) metros em apnéia podendo utilizar as
nadadeiras.

a) A prova terá início com o militar dentro da piscina segurando na borda e ao sinal de partida ele irá submergir
e deslocar-se-a a distância de 25 metros.

b) Estando ECD para realização da prova, visando garantir a necessária segurança, o militar avaliado
comunicará ao aplicador para que este possa acompanhar o exercício.

c) A prova terá validade desde que o BM avaliado esteja efetivamente submerso sendo vedado ao mesmo,
executar a avaliação na superfície da água.

d) Não há limite de tempo estabelecido para a execução do exercício.

e) Esta prova será avaliada apenas com a situação de APTO ou INAPTO.

f) Para ser considerado APTO, o militar deverá concluir a prova, mergulhando os 25 metros em apnéia.

3.1.6 Avaliação Prática de Atendimento Pré-Hospitalar

a) Dentre os itens abaixo nominados a comissão aplicadora escolherá aleatoriamente 05 itens a serem
exigidos, devendo o militar que estiver sendo submetido à prova relatar ou executar o procedimento
conforme for exigido.

1. Segurança no atendimento a ocorrências de atendimento pré-hospitalar;


2. Exame subjetivo;
3. Análise Primária Objetiva;
4. Análise Secundária Subjetiva;
5. Análise Secundária Objetiva;
6. Obstrução Respiratória;
7. Parada Respiratória;
8. Parada Cárdio-respiratória;
9. Afogamento;
10. Queimaduras;
11. Choque Elétrico;
12. Emergências Clínicas;
13. Hemorragias;
14. Ferimentos Especiais;
15. Estado de Choque;
16. Trauma na Extensão do Tronco;
17. Fraturas;
18. Parto de Emergência.

b) Para que o militar seja considerado APTO nesta prova, será necessário que ele tenha no mínimo 60% de
aproveitamento dentre os 10 (dez) itens selecionados pela comissão conforme alínea anterior.

3.2 Avaliação Teórica de Técnica e Tática de Combate a Incêndios e de Prevenção Contra Incêndios

b) Os conhecimentos de tática e técnica de combate a incêndios e de Prevenção contra incêndios serão


avaliados através de duas provas teóricas a serem elaboradas pela Comissão aplicadora de prova da
Unidade.
c) As provas teóricas acima descritas serão distintas, isto é, uma prova de Técnica e Tática de Combate a
Incêndios e outra prova para Prevenção Contra Incêndios;

d) Cada prova deverá possuir 25 (vinte e cinco) questões objetivas, devendo cada questão, possuir 04
(quatro) alternativas, tendo apenas uma ÚNICA alternativa correta.

e) Cada questão terá o valor de 4,0 (quatro) pontos, totalizando 100 pontos.

f) A prova de prevenção contra incêndios poderá ser de ampla consulta.

g) Para elaboração das questões a Comissão Aplicadora deverá atentar para situações práticas operacionais
que acontecem nos serviços de bombeiros.

h) As questões deverão ser elaboradas de acordo com a doutrina de referência nesta Instrução, conforme itens
4.3 e 4.4.

i) Para que o militar se encontre APTO nas provas teóricas, ele deverá possuir no mínimo 60% de
aproveitamento.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

4.1 Operações de Salvamento

4.1.1 – MABOM, Capítulo I


4.1.2 – Instrução nr 21/98 – Procedimentos básicos para operações submersas.

4.2 Atendimento Pré-hospitalar

Manual do Socorro Básico de Emergência (A primeira Resposta) 5º Edição.

4.3 Prevenção Contra Incêndios

4.3.1 NBR 10898/90 – Sistema de Iluminação de Emergência;

4.3.2 NBR 9077/93 - Saídas de Emergência em Edifícios;

4.3.3 NBR 9441/94 - Execução de Sistemas de Detecção e alarme de Incêndio;

4.3.4 NBR 13523/95 - Central Predial do GLP;

4.3.5 NBR 11861/98 – Mangueiras de Incêndio – Métodos e Ensaio;

4.3.6 Portaria nr 27/96 – Departamento Nacional de Combustíveis;

4.3.7 Instrução nr 29/96 – Parâmetros para Atuação do Corpo de Bombeiros em Centrais Prediais e Locais de
Armazenamento e Comercialização de GLP;

4.3.8 Nota de Instrução 3018/90 – Critério para Aplicação das Leis Municipais e Combate a Incêndios;

4.3.9 Plano de Prevenção Nr 6001/97 – Atividades de Prevenção no Corpo de Bombeiros.

4.3.10 Lei Municipal de prevenção contra incêndio do município sede da Unidade/Fração a qual o militar pertence;

4.3.11 Lei Municipal 2060 e Decreto regulamentador 2912 para o Município de Belo Horizonte e para os
Municípios que não possuem lei de prevenção;

4.3.12 Lei Estadual 14130/2001, de 19/12/2001;

4.4 Técnicas e Táticas de Combate a Incêndios

4.4.1 MABOM, Capítulos 3 e 4

4.4.2 Manual de Tática de Combate a Incêndio, Major BM Eli Chagas de Oliveira;

4.4.3 Instrução nr 3022/98 – Procedimentos Básicos para Combate a Incêndios Florestais.

4.4.4 Instrução Técnica Operacional nr 01/2002 - Procedimento Padrão do Serviço Operacional


5. COMISSÃO DE APLICAÇÃO DE PROVA

5.1 Os Comandantes de Batalhão e Cia Independente e o Chefe do CEBOM deverão designar uma comissão de
elaboração e aplicação de prova, composta por 03 oficiais com conhecimentos das atividades previstas nesta
instrução, devendo publicá-la em Boletim Interno.

5.2 Atribuições da Comissão de Aplicação de Prova.


5.1.2 Elaboração, aplicação e correção da avaliação prática e teórica;

5.2.2 Aplicação das avaliações práticas, em todo efetivo da respectiva Unidade;

5.2.3 Confecção de Ata de resultado final de aplicação da prova teórica e prática.

6. PRESCRIÇÕES DIVERSAS

6.1 Para aprovação o militar deverá encontrar-se APTO em todas as provas previstas nesta instrução.

6.2 Nas provas que exigem pontuação, a condição de APTO será verificada somente para aqueles militares que
alcançarem no mínimo 60% de aproveitamento em cada prova.

6.3 Os militares deverão ser submetidos, primeiramente, às provas teóricas e, posteriormente, às provas práticas,
devendo esta última ser aplicada somente naqueles militares que se encontrarem APTOS nas provas teóricas.

6.4 A aplicação de avaliação Técnico-Profissional nas frações destacadas ficará a cargo da Comissão de Aplicação de
provas da Sede do BBM ou Cia Ind;

6.5 O conteúdo da presente Instrução deverá ser divulgado a toda a tropa para conhecimento;

6.6 Os casos omissos e recursos deverão ser encaminhados em primeira instância ao Comandante da Unidade e em
segunda instância, ao Cel BM COB;

6.7 A avaliação teórica será elaborada pela Comissão de Elaboração e Aplicação de Prova da Unidade, observando-se
a bibliografia e o programa de matérias contido nesta Instrução, devendo atentar-se para o caráter prático na
elaboração das questões;

6.8 Os INAPTOS deverão ser automaticamente matriculados no TTE conforme o Art 15 § 3º e Art 26 da Diretriz de
Treinamento Profissional de Bombeiros Militar (BGBM 016, separata, de 25 de abril de 2002);

6.9 As provas previstas nesta instrução deverão serem aplicadas também aos oficiais do CBMMG, devendo as
Diretorias e COB nomear uma comissão para sua elaboração e aplicação;

6.10 Para a realização das avaliações previstas nesta instrução, as Unidades de Direção Intermediária e Ajudância
Geral serão apoiadas pelas UEOp e CEBOM, conforme quadro abaixo:

UNIDADE APOIADA UNIDADE APOIADORA


DAL e CSM 2º BBM
DRH e DAT CEBOM
DCF e COB/ COBOM 3º BBM
EMBM e AJUDÂNCIA GERAL 1º BBM

6.11 A responsabilidade para o controle dos militares que serão submetidos às avaliações será de inteira
responsabilidade da Unidade apoiada a qual deverá lançar os resultados na FIT (Ficha Individual de Treinamento)
conforme previsto no Artigo 13 § 2º e 3º da Diretriz de Treinamento Profissional Bombeiro Militar.

Belo Horizonte, 27 de março de 2003.

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM


***Chefe do Estado Maior***