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Classificação Biológica dos Seres Vivos:

1. A necessidade de classificar os seres vivos surgiu com a própria necessidade do homem em reconhecê-
los. O grande número de espécies viventes levou-o a organizá-las de forma a facilitar a identificação e,
consequentemente, seu uso.
1.1. A classificação dos seres vivos feita atualmente está relacionada a processos evolutivos que só
começaram a ser mais aceitos a partir de 1859 com a publicação do livro de Charles Darwin (1802-
1882) intitulado A Origem das espécies.
1.2. Classificar é agrupar objetos em grupos, segundo um objetivo que se quer atingir. Os objetivos da
classificação biológica são o conhecimento das leis gerais e das relações entre grupos.
1.3. 1,7 milhões de espécies descritas, 10% a 20% do total de espécies existentes
2. Classificação Biológica: também conhecida como Taxonomia, ramo da biologia que distribui os seres
vivos em grupos hierárquicos denominados táxons, com grupos “menores” incluídos em outros mais
abrangentes.
2.1. Taxonomia é o estudo teórico da classificação, incluindo bases, princípios, procedimentos e regras.
Seu objetivo são as classificações e trata de como se classifica e se identifica.
2.2. Ciência de organizar, nomear e classificar organismos dentro de um sistema de classificação
3. Táxon: qualquer agrupamento de organismos estabelecido com base em semelhanças, podendo se referir
tanto a uma espécie como a um conjunto de espécies.
3.1. Nas classificações os animais são distribuídos conforme seus caracteres, em grupos que denominamos
táxons
4. O grande conjunto de seres vivos divide-se em diversos reinos: categoria mais abrangente, que contem
maior número de espécies descritas. Dentro de cada reino há táxons menores, os filos.
5. A taxonomia faz parte do ramo da biologia denominado Sistemática.
6. Sistemática: ramo da biologia que, além da nomenclatura e descrição dos seres vivos, procura entender
as relações evolutivas (filogenia) entre eles.
6.1. Sistemática é o termo que define o estudo científico das classes, diversidade dos organismos e suas
inter-relações. Compreende a Classificação, a Taxonomia e a Identificação.
6.2. Não tratar taxonomia e sistemática como sinônimos.
7. O filósofo grego Aristóteles (348- 323 a.C), foi um dos primeiros a classificar os seres vivos.
8. Surgimento dos sistemas naturais e artificiais de classificação, em que o objetivo, na classificação
natural, era utilizar na classificação apenas características realmente importantes da natureza biológica.
8.1. Sistema de classificação artificial: não se baseia em relações de parentesco evolutivo entre os seres
vivos.
8.2. Sistema de classificação natural: procura compreender as relações de parentesco evolutivo entre os
seres vivos.
8.3. Os sistemas de classificação que são baseados em um grande número de características, são
denominados naturais.
Classificação de Lineu:
1. A classificação biológica moderna iniciou-se com os trabalhos do botânico sueco Carl von Linné (1707-
1778). As ideias de Lineu, sobre classificação biológica foram publicadas em seu livro Systema Naturae
(Sistema Natural), cuja primeira edição saiu em 1735.
2. Para Lineu, o número de espécies existentes na natureza era fixo e havia sido determinado por Deus no
momento da criação.
2.1. As espécies de seres vivos não mudam ao longo do tempo (fixismo ou imutabilidade das espécies).
2.2. Embora hoje, a luz da teoria evolucionista saiba-se que uma espécie se modifica-se constantemente,
no espaço e no tempo, e não é imutável como acreditava Lineu.
3. Critérios para escolha das características utilizadas para agrupar os seres vivos: características
anatômicas (relativas à estrutura corporal), passaram a ser critério principal para o sistema de Lineu.
4. Para Lineu os animais seriam agrupados de acordo com suas semelhanças na organização corporal e as
plantas, de acordo com a forma corporal e a estrutura de flores e frutos.
Regras de nomenclatura Binomial:
1. Em 1735, o sueco Carl von Linné, botânico e médico, conhecido simplesmente por Lineu, lançou seu livro
Systema Naturae, no qual propôs regras para classificar e denominar animais e plantas. Porém, foi
somente na 10a edição do seu livro, em 1758, que ele sugeriu uma nomenclatura mais simples, onde cada
organismo seria conhecido por dois nomes apenas, seguidos e inseparáveis. Surgiu assim a
nomenclatura binomial, a qual é ainda hoje utilizada.
1.1. As regras para a denominação científica dos seres vivos foram firmadas posteriormente, no I Congresso
Internacional de Nomenclatura Científica, em 1898.
1.2. Sistema eficiente de dar nome aos seres vivos, com isso, criou-se a nomenclatura biológica, com
isso, Lineu propôs a criação do
2. O “nome cientifico” de todo ser vivo fosse sempre composto por duas palavras, a primeira referindo-se
ao epiteto genérico e a segunda, ao epíteto específico. Por atribuir dois nomes a cada espécie, o
sistema criado por Lineu ficou conhecido como nomenclatura binomial.
3. Os nomes científicos dos organismos devem estar escritos em latim (ou sejam latinizados).
4. A primeira letra do epíteto genérico deve ser escrito sempre em letra maiúscula e a do epíteto específico,
minúscula.
4.1. O epíteto genérico é sempre um substantivo e o epíteto específico é geralmente um adjetivo, que
qualifica o gênero.
5. O nome científico deve ser destacado do texto em que aparece, seja pela impressão em itálico ou grifado
ou as duas formas.
5.1. Macete: O nome é composto, latinizado e no texto vem destacado
6. Pode-se escreve o nome genérico sozinho, desde que seguido de uma abreviatura padronizada. Para se
referir a um animal de um gênero sem especificar sua espécie, escreve-se apenas “sp.” após o nome do
gênero. Para se referir simultaneamente a várias espécies do mesmo gênero, acrescenta-se a abreviatura
“spp.” após o nome do gênero.
7. Ao contrário do gênero, o epíteto específico não pode ser escrito sozinho. Uma vez que podem existir
várias espécies com o mesmo epíteto específico porém de diferentes gêneros.
7.1. Considera-se um erro grave usar o nome da espécie isoladamente, sem ser antecedido pelo gênero.
8. Ao ser utilizado pela primeira vez em um texto, o nome científico deve necessariamente ser escrito por
extenso; nas demais vezes em que aparecer no texto, a parte genérica pode ser abreviada, porém a parte
específica não.
9. Em zoologia, a família é denominada pela adição do sufixo idae ao radical correspondente ao nome do
gênero-tipo (gênero mais característico da família). Para subfamília, o radical adotado é inae.
10. As regras de nomenclatura foram criadas e são bem rigorosas e são aceitas por todos por facilitarem a
comunicação entre os cientistas e mesmo entre os não cientistas. Os nomes populares dos seres vivos
variam nos diferentes idiomas e também entre diferentes regiões de um mesmo país, ao passo que o
nome científico é um só: ele designa apenas uma espécie catalogada e descrita detalhadamente pelos
estudiosos, o que evita confusões.
Categorias Taxonômicas:
1. Lineu elegeu espécie como táxon básico de sua classificação. Espécie para Lineu, grupo de indivíduos
dotados de características estruturais típicas ausentes em outros grupos (o que não condiz com o conceito
biológico atual de espécie, apenas para as categorias de Lineu, então não confundir).
1.1. Para Lineu a espécie é entendida como um grupo de seres vivos semelhantes a um tipo ideal e
imutável.
2. O táxon imediatamente superior à espécie foi chamado de gênero, este portanto, reúne espécies que
apresentam certas semelhanças.
2.1. Espécies semelhantes são agrupadas em um mesmo gênero.
3. Seguindo a linha de criar táxons cada vez mais abrangentes, Lineu, reuniu, gêneros semelhantes em
ordens, ordens semelhantes em classes, e classes semelhantes em reinos. Posteriormente, foram
criados outros táxons, como família (entre gênero e ordem), tribo (entre família e gênero) e filo (entre
classe e reino).
3.1. Gêneros semelhantes são agrupados em uma mesma família (categoria que foi criada posteriormente).
3.2. Famílias semelhantes são agrupadas em uma mesma ordem.
3.3. Ordem semelhantes são agrupadas em uma mesma classe
3.4. Classes semelhantes são agrupadas em um mesmo filo (categoria criada posteriormente)
3.5. Filos semelhantes são agrupadas em um mesmo reino.
4. Os níveis em que os táxons são dispostos são denominados Categorias, que podem ser principais (em
negrito) ou secundários, que podem ser enumerados da seguinte forma:
Reino Filo Subfilo Classe Subclasse Ordem Subordem Superfamília Família
SubfamíliaTribo Subtribo Gênero Subgênero Espécie Subespécie
Macete: É Gostoso Fazer Ousadia Com a Filha do Rei
5. As categorias lineanas foram mantidas e até mesmo ampliadas, mas passaram a ser interpretadas de
maneira diferente, procurando contar a história evolutiva de cada grupo. Com isso, as espécies de um
mesmo gênero são mais aparentadas entre si do que com as espécies de outros gêneros.
Conceito Biológico de Espécie:
1. Species em latim significa simplesmente "tipo". As espécies são, no sentido mais simples, os diferentes
tipos de organismos
1.1. O conceito biológico de espécie só é válido para organismo com reprodução sexuada, já que os
organismos com reprodução assexuada são agrupados em espécies de acordo com semelhanças
entre características morfológicas, fisiológicas e moleculares.
2. Nas décadas de 1930 e 1940, dois grandes cientistas e divulgadores da teoria evolucionista, Theodosius
Dobzhanshy (1900-1975) e Ernst Mayr (1904-2005), propuseram o conceito biológico de espécie.
3. “Espécie é um grupo de populações cujo indivíduos, em condições naturais, são capazes de se cruzar e
de produzir descendentes férteis, estando reprodutivamente isolados de indivíduos de outras espécies”.
4. Principal critério nesse conceito é a possibilidade de haver ou não cruzamento bem-sucedidos entre os
indivíduos (o que diferencia de Lineu, que visava as características morfológicas dos seres). Portanto são
considerados da mesma espécie apenas indivíduos capazes de se cruzar e produzir descendentes férteis
e que apresentem isolamento reprodutivo em relação aos de outras espécies.
4.1. Os organismos pertencentes a uma espécie devem apresentar semelhanças estruturais e funcionais,
similaridades bioquímicas e mesmo cariótipo, além da capacidade de reprodução entre si. A definição
acima, embora útil para os animais, não é, entretanto, útil na taxonomia vegetal, porque cruzamentos
férteis podem ocorrer entre plantas de tipos bastante diferentes. Também não se aplica esta distinção
a organismos que não se reproduzem sexualmente.
5. Duas espécies apresentam isolamento reprodutivo quando seus membros não se cruzam em condições
naturais ou, mesmo que se cruzem, em sua descendência não é fértil. Exemplo: égua (Equus caballus) e
o jumento (Equus asinus), cujo híbrido são as mulas ou burros.
6. Na definição de espécie, a ressalva “em condições naturais” pois pode ocorrer de duas espécies se
cruzarem e produzir descendentes férteis em condições artificiais de cativeiro, embora nunca se cruzem
em condições naturais. Na natureza essas duas espécies estão reprodutivamente isoladas umas das
outras. Exemplos: cruzamento entre leões ( Panthera leo) e tigres (Panthera tigres) produzindo o liger,
estéreis. Já no caso entre tigre e leoa, o tigon, férteis já foram cruzadas com tigres, produzindo
descendentes também férteis, batizados de ti-tigons, embora férteis só existem em cativeiros.
7. Esses animais nunca foram encontrados em condições naturais, uma vez que os leões são encontrados
na savanas africanas e os tigres nas florestas da Índia e da China, sendo completamente isolados
reprodutivamente.
8. Na natureza ocorre, entre espécies que vivem no mesmo local e que, eventualmente, podem se cruzar,
produzindo híbridos férteis. É o caso das espécies de patos de água doce Anas acuta e Anas platyrhyncos.
Na natureza, indivíduos dessas espécies de patos nidificam lado a lado, mas praticamente não há
cruzamento entre eles. O cruzamento entre os indivíduos dessas duas espécies é raro. Os híbridos apesar
de férteis, não se reproduzem por não conseguir atrair parceiros. A explicação se baseia no
comportamento de corte dessas espécies: machos e fêmeas de uma espécie são atraídos por estímulos
sensoriais que não tem efeito entre machos e fêmeas de outra espécie.
9. Impossibilidade de observação da reprodução nos seres vivos e fósseis.
*Na Classificação, Sistemática é Evolução
*Lineu começou, mas o macete fui eu que lancei
*Tudo munda, nada é fixo! Nada fixo, tudo muda! Nesse assunto eu tô barril! Nesse assunto eu tô barril
dobrado!

Raça ou Subespécie geográfica:


1. Uma população biológica pode crescer e se espalhar por diferentes ambientes próximos à área ocupada
pela espécie. Com o passar do tempo, cada subpopulação modifica-se em decorrência de mudanças
genéticas (mutações) e de condições ambientais diversas, adaptando-se ao novo ambiente.
2. O processo evolutivo em que, a partir de uma população original, se formam novas populações com
características adaptativas próprias, que as distinguem, é chamado radiação adaptativa.
3. Populações de uma mesma espécie que surgem por radiação adaptativa e podem ser bem diferenciadas
são chamadas de subespécies, ou raças geográficas.
4. A denominação científica de subespécie requer o acréscimo de um terceiro termo ao binômio que designa
a espécie.
Teoria Evolucionista Explica a formação de novas espécies:
1. A diversidade de seres vivos é resultante de processos evolutivos e que, na formação de novas espécies
(especiação), é importante a ocorrência de processos de cladogênese e de anagênese.
2. A formação de novas espécies, processo denominado especiação. A principal maneira de novas espécies
surgirem na natureza é por cladogênese (do grego Klados: ramo, e genesis: origem), também chamada
de especiação por diversificação.
3. Cladogênese é a divisão de uma espécie ancestral em dois ou mais novos ramos que, ao final de algum
tempo, constituem novas espécies.
3.1. Cladogênese: processos responsáveis pela ruptura da coesão original em uma população, gerando
duas ou mais populações que não trocam mais genes.
3.2. Cladogênese: processo responsável pela ruptura da coesão inicial numa população, gerando duas
ou mais populações que não mais se comunicam.
4. A cladogênese iniciar-se-ia com a separação física entre duas ou mais populações de uma espécie
ancestral, o chamado isolamento geográfico, que dificulta ou impede completamente o encontro entre
indivíduos das populações isoladas.
5. Uma vez isoladas, em alopatria (do grego allos: outro, diferente; e do latim patrie: local de nascimento),
as populações de uma espécie passam a ter histórias evolutivas diferentes. Mutações gênicas que
ocorrem em uma delas podem não ocorrer na outra, adaptação a ambientes diferentes leva a diversificação
dos grupos isolados, de modo que muitos de seus genes e, consequentemente, suas características
morfológicas e fisiológicas vão se tornando cada vez mais diferentes.
6. Nas fases iniciais desse processo de diversificação, se as populações isoladas voltarem a entrar em
contato, ou seja, se tornarem simpátricas (do grego syn: juntos), seus membros passarão a se cruzar
livremente, produzindo descendência fértil. As diferenças entre elas tenderão a diminuir, pois seus genes
se misturarão e o resultado final será uma população única, com maior variabilidade genética. As
subespécies de uma espécie encontram-se nessa situação.
7. Se as populações continuam impedidas de trocar genes livremente, ou seja, se as barreiras que impedem
o livre cruzamento persistem, as diferenças se acumulam e os indivíduos das diferentes populações se
tornam incapazes de se cruzar. Surge assim, um novo tipo de isolamento entre elas, o isolamento
reprodutivo, e as duas populações passam a ser consideradas espécies distintas.
8. Anagênese: processo pelo qual um caráter surge ou se modifica numa população ao longo do tempo,
sendo responsável pelas novidades evolutivas.
8.1. Anagênese: (do grego: aná: para cima): processos pelos quais um caráter surge ou se modifica em
uma população ao longo do tempo, sendo responsáveis pelas “novidades evolutivas” e pela fixação
dessas novidades nas populações.