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TESTE DE AVALIAÇÃO SUMATIVA DE PORTUGUÊS

8.º Ano- Percurso Curricular Alternativo


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Nome: _________________________________________________Nº:________ Turma:_______
Classificação: ______________________________ O/A Professor(a):__________________________
O Encarregado de Educação: _________________________________________ Data: ___/___/2015
Observações: ________________________________________________________________________
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GRUPO I- COMPREENSÃO ORAL (10 pts)

1. Ouve com atenção o conto “O caçador que falava demais” e rodeia, em cada item, a única opção
correta.

1. O conto é originário de que continente? 6. O animal com quem Koumba tinha falado
a) África. chamava-se
b) Ásia. a) Tonta.
c) América. b) Lontra.
d) Oceânia. c) Ponta.
d) Conta.
2. O protagonista deste conto, Koumba, era
a) criador de gado. 7. Mal chegou à aldeia, Koumba foi a correr
b) caçador. a) para sua casa.
c) pescador. b) a casa da mãe.
d) pastor. c) falar com o Rei.
d) consultar o feiticeiro.
3. Um dia, deparou-se com algo estranho. O
quê? 8. Koumba propôs-se levar o Rei até onde o
a) Uma garça falante. bicho estava, ou seja,
b) Um sapo falante. a) à beira do rio.
c) Um elefante bailarino. b) à clareira.
d) Uma coruja cantora. c) à montanha.
d) à selva.
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4. O estranho animal convidou-o a comer
a) um pedaço de carne. 9. Como Koumba não encontrou o sítio que
b) peixe grelhado. procurava, julgou que 6
c) uma espiga de milho. a) tudo tinha sido um sonho.
d) papas de farinha. b) devia ter caminhado mais para sul.
c) a sua imaginação o tinha enganado.
5. O animal fez um pedido a Koumba, ou seja, d) se tinha enganado no caminho.
a) devia voltar para casa no dia seguinte.
b) teria de casar com a sua irmã. 10. Como castigo, Koumba
c) não poderia contar o que viu. a) foi enforcado.
d) tinha de regressar dali a exatamente um mês, b) foi chicoteado.
quando estivesse lua cheia. c) tornou-se um escravo.
d) foi expulso da aldeia.

GRUPO II- LEITURA, COMPREENSÃO E ESCRITA (40 pts)

PARTE A

Lê o texto com muita atenção e responde às questões com frases completas .

1 Robinson ficou em casa mais um tempo, até completar


dezanove anos de idade, sempre a pensar no mar. Mas, um dia,
ao visitar Hull, uma grande cidade à beira-mar, a fim de se
despedir de um dos seus amigos que ia para Londres, não pode
5 resistir à oportunidade. Sem sequer avisar seus pais, tomou lugar
no navio do seu amigo e fez-se à vela.
Porém, logo que o vento começou a soprar e as ondas a
crescerem, o pobre Robinson assustou-se muito e enjoou,
dizendo para consigo que logo que tocassem em terra iria direto
10 a casa e nunca mais a deixaria.
Foi sincero até o vento deixar de soprar. O seu amigo e os
marinheiros riram-se e chamaram-lhe medroso. Assim que o
tempo se pôs bom, e o Sol brilhou, rapidamente esqueceu tudo o que decidira acerca do regresso
2
para junto de seus pais.
15 Daí a alguns dias, quando o navio, na sua rota para Londres, navegava ao largo da baía de
Yarmouth, teve de deitar ferro e esperar por vento de feição. Nesse tempo não havia vapores e as 6
embarcações só podiam mover-se à vela, de modo que, se havia calmaria ou o vento soprava ao
contrário, tinham de esperar, justamente onde estavam, que soprasse vento favorável.
Enquanto eles permaneciam em Yarmouth, o tempo piorou, desencadeando-se uma grande
20 tempestade. O mar estava tão encapelado e o navio de Robinson
corria tal perigo que acabaram por ter de cortar os mastros, a fim de
o aliviar e defender dos terríveis balanços. O capitão disparou
alguns tiros, pedindo socorro. Outro navio, que captou o pedido
arriou um escaler; acostaram com muita dificuldade e recolheram
25 Robinson e toda a tripulação, mesmo no momento em que o barco
se afundava. Finalmente, desembarcaram todos molhados e em
lastimoso estado, tendo perdido todas as suas roupas, salvo as que
vestiam.
Robinson trazia algum dinheiro consigo; foi para Londres, por
30 terra, pensando que, se agora voltasse a casa, todos ririam à sua
custa.
Em Londres, travou relações com um capitão de navios que
regressara, havia pouco, de uma viagem à costa da Guiné, como se chamava então essa parte da
África; o capitão estava tão contente com o dinheiro que lá tinha ganhado que facilmente
35 convenceu Robinson a que fosse com ele na próxima viagem.
Robinson levou consigo quinquilharias, contas e outros artigos, a fim de os vender em África.
Em troca, adquiriu lá tanto pó de oiro que se persuadiu que em breve faria fortuna. E, logo a seguir,
partiu para uma segunda viagem.
DEFOE, Daniel, Robinson Crusoe (adaptação de John Lang)

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1. Seleciona o significado correto das palavras/ expressões retiradas do texto (4 pontos):

 caminho.

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a) “rota” (l. 15)  furada.
 casa.
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 atirar com ferro ao chão.
b) “ deitar ferro” (ll. 16-17)  lançar a âncora do navio.
roubar objectos em ferro.

 ar quente.
c) “vapores”(l. 18)  lareiras.
 navio movido por máquina a vapor.

 falta de ansiedade.
d) “calmaria”(l. 18)  movimento tranquilo das ondas e do vento.
 sensação nervosa.

 tranquilo.
e) “encapelado” (l.21)  calmo.
 agitado.

 ponte.
f) “escaler” (l. 24)  pequeno barco.
 caminho.

 livros.
g) “quinquilharias” (l. 37) roupas.
miudezas; coisas sem importância.

 convenceu.
h) “persuadiu” (l.39)  contrariou.
 afirmou.

2. Associa os nomes das localidades às informações cedidas pelo texto (3 pontos):

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1. Local onde Robinson teve de esperar
a) Hull _____ que o tempo melhorasse antes de
seguir viagem. 6
b) Yarmouth _____ 2. Cidade que Robinson visitou à beira-
mar.
c) Londres_____ 3. Capital inglesa; cidade onde Robinson
conheceu um capitão de navios.

3. Responde às questões com V (verdadeiro) e F (falso), de acordo com a leitura que fizeste do texto
(3 pontos):

a) Robinson perdeu a mãe quando era criança. 


b) Robinson tinha o sonho de viajar pelo mar. 
c) Um dia, partiu sem se despedir da família. 
d) A primeira viagem correu sem grandes dificuldades. 
e) Passada uma semana, chegou a África. 
f) Robinson tornou-se comerciante. 

4. Responde às questões com frases completas:

4.1. Que oportunidade surgiu a Robinson e que lhe permitiu realizar o seu sonho, isto é, conhecer o mar
(4 pontos)?
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4.2. Que dificuldades sentiu durante a primeira viagem (4 pontos)?


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4.3. As dificuldades sentidas não foram suficientes para que Robinson desistisse do seu sonho.
4.3.1. Retira uma expressão do texto que comprove a afirmação anterior (2 pontos).
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4.4. Por que motivo teve de aguardar na baía de Yarmouth (4 pontos)? 6


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4.5. Que solução encontraram para tentar evitar o naufrágio (3 pontos)?


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4.6. Após o naufrágio, o que fez com que Robinson não regressasse a casa (3 pontos)?
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4.7. Em África, Robinson teve êxito? Comprova a tua resposta com uma expressão do texto (2 pontos).
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África do Sul, 22 de janeiro de 2015

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Parte B
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1. Relembra a estrutura da carta informal e imagina-te no lugar de um marinheiro que decide escrever
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à sua mulher e contar as suas aventuras (8 pontos):
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P.S.
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_
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GRUPO III- GRAMÁTICA (20 pts)

1) Indica, de entre as palavras que se seguem, aquelas que são derivadas por sufixação, isto é, que
têm o sufixo “eiro ” na sua composição (4,5 pontos):

dinheiro  sapateiro  saleiro  inteiro  solteiro  carteiro 

2) Refere quais as palavras simples ou radicais que deram origem às palavras compostas
seguintes (7,5 pontos):
a) Tonturas __________________________________________________________
b) Desfeito ___________________________________________________________
c) Amanhecer ________________________________________________________
d) Autocarro _________________________________________________________
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e) Couve-flor _________________________________________________________

3) Coloca um X no local certo e assinala o processo de formação das palavras em causa (5


pontos):
Palavra Derivação Composição
composta Sufixaçã Prefixaçã Parassíntes Morfológica Morfossintática
o o e
tonturas
desfeito
amanhecer
autocarro
couve-flor

4) Substitui as expressões sublinhadas por um pronome, como no exemplo (3 pontos):

Eu vi a Maria. → Eu vi- a .
a) O Júlio lavou o carro. → ___________________________________________________________
b) A Marta e a Joana avisaram o professor. →____________________________________________
c) Eu contei a verdade ao Marco. →____________________________________________________
d) Elas foram comprar vestidos novos. →____________________________________________________
e) Os prisioneiros obedeceram aos guardas. →
_______________________________________________
f) Ele diz a verdade? → _____________________________________________________________

GRUPO IV- PRODUÇÃO ESCRITA (30 pts)


Escreve um texto de opinião, entre 80 e 140 palavras, onde fales sobre o que tu achas da vida
no mar e se gostarias de ser marinheiro(a).

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8
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6
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BOM TRABALHO! A
DOCENTE: Lucinda Cunha

PROPOSTA DE CORREÇÃO

GRUPO I

O caçador que falou demais

Era tempo de escassez, como muitas vezes acontece em África, onde a fome e a sede visitam com
frequência as aldeias. Um dia, de manhã cedo, apenas o galo cantou pela primeira vez, Koumba, o
caçador, juntou as suas flechas e o seu arco e embrenhou-se pela floresta à procura de caça. Andou
durante muito tempo, até o Sol nascer, mas de caça nem o rasto…

9
Koumba não se deixou vencer e continuou a sua busca durante o dia, até ao pôr do Sol. Estava a ficar
desanimado por ter de regressar à aldeia de mãos a abanar, quando de repente deparou com o sapo
Ponta, que tecia algodão enquanto guardava o seu campo de milho. Uma coisa nunca vista: um sapo 6
tecedor que cultivava um campo de milho!
O caçador aproximou-se devagar, com prudência, para cumprimentar o sapo. Ponta mostrou-se muito
cordial e convidou-o a sentar-se e a comer uma espiga de milho, que entretanto ele mesmo acabara de
assar nas brasas. O caçador comeu com gosto. Era tempo de escassez e há muito que não comia milho
tão saboroso.
Quando Koumba se levantou, para regressar a sua casa, Ponta recomendou-lhe:
– Do que viste, não deves contar nada a ninguém. Recorda-te: «A boca de um homem pode dar-lhe a
vida ou causar-lhe a morte!»
Koumba tranquilizou-o:
– Não te preocupes, não sou uma pessoa que dá com a língua nos dentes! E pôs-se a caminho para
regressar à aldeia.
Mas o que tinha visto era de tal maneira extraordinário que, apenas chegou à aldeia, se esqueceu da
promessa e foi direito à casa do rei, não descansando enquanto não lhe contou tudo:
– Meu rei, disse-lhe, não imaginas o que me aconteceu: andava à caça na floresta quando descobri
numa clareira um grande campo de milho onde as plantas cresciam apesar da seca. E o mais
surpreendente é que o dono do campo era um sapo fiador!
– Um sapo fiador a guardar o seu campo de milho?! Não pode ser verdade, disse o rei, isso é coisa que
tu inventaste.
– Não, insistiu Koumba, não se trata de um sonho. Vi o sapo com os meus olhos e comi as espigas do
seu campo! Se não acreditas, meu rei, eu posso mostrar-te o campo, se tiveres a bondade de me seguir
pela floresta.
Como na aldeia reinava a fome, o rei decidiu seguir Koumba à descoberta do campo de milho. Se se
trata de uma mentira, sentenciou o rei, vais arrepender-te: farei de ti meu escravo.
Koumba, acompanhado pelo rei e pelos seus homens a cavalo, embrenhou-se de novo pela floresta,
seguindo o caminho que tinha feito no dia anterior e chegou finalmente à clareira onde tinha descoberto o
campo de milho e o seu insólito cultivador. Mas de Ponta e do seu campo de milho nem rasto!
– Devo ter-me enganado no caminho – confessou Koumba. – Vamos por este outro carreiro.
Caminharam até ao cair do Sol sem encontrar o campo de milho. O rei perdeu a paciência:
– Koumba, como pudeste mentir ao teu rei e inventar uma história destas em tempo de escassez?!
Pagarás por isso e, a partir de hoje, tu e a tua família sereis meus escravos!

10
Só então Koumba se lembrou das palavras que Ponta lhe tinha dito ao despedir-se: «A boca de um
homem pode dar-lhe a vida ou causar-lhe a morte!» Mas era tarde de mais. Conta-se que Koumba e a sua
família foram os primeiros escravos daquela aldeia. Por isso, ensina-se que é bom ser-se discreto porque 6
quem fala sem pensar bem no que diz pode causar muito dano a si e aos outros.
http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEZpEVFlyliYvLYdrH (cons. dia
16/09/2014)

1.
1.a; 2.b; 3.b; 4.d; 5.c; 6.c; 7.c; 8.b; 9.d; 10.c

Grupo II
Parte A
1.
a) caminho
b) lançar a âncora do navio
c) navio movido por máquina a vapor
d) movimento tranquilo das ondas e do vento
e) agitado
f) pequeno barco
g) miudezas; coisas sem importância
h) convenceu

2. a-2; b-1; c-3

3. a) F; b) V; c) V; d) F; e) F; f) V

4.

4.1. Robinson dirigiu-se a Hull para se despedir de um amigo que ia para Londres, mas não
resistiu e embarcou no mesmo navio.
4.2. Durante a primeira viagem ele assustou-se muito com o vento e a agitação do mar e enjoou.
4.3. “Foi sincero até o vento deixar de soprar.” (l. 11).
4.4. Robinson e os restantes marinheiros tiveram de aguardar na baía de Yarmouth porque o
vento não estava a soprar de feição, isto é, não soprava na direção desejada.
11
4.5. Para tentar evitar o naufrágio, tiveram de cortar os mastros do navio.
4.6. Robinson não regressou a casa por se sentir envergonhado e por ter medo que se rissem
dele. 6
4.7. Sim, teve êxito, como se pode ver pela expressão “adquiriu lá tanto pó de oiro” (ll. 38-39).

Parte B
1. Resposta livre

Grupo II
1) sapateiro; saleiro; carteiro
2) a) tonto; b) feito; c) manhã; d) auto+ carro; e) couve+ flor
3)
Palavra Derivação Composição
composta Sufixação Prefixação Parassíntese Morfológica Morfossintática
tonturas X
desfeito X
amanhecer X
autocarro X
couve-flor X

4)
A) O Júlio lavou-o.
B) A Marta e a Joana avisaram-no.
C) Eu contei-lhe a verdade.
D) Elas foram comprá-los.
E) Os prisioneiros obedeceram-lhes.
F) Ele di-la?

Grupo III
Resposta livre

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