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Principais Conceitos na obra de Franz Boas

Evolucionismo/Novo método: Apesar de não ser um conceito criado por Boas, entender o que é evolucionismo é
fundamental na compreensão de uma parte de sua obra. Em seu texto “As limitações do método comparativo da
Antropologia”, Boas critica o método até então usada pelos evolucionistas.

O Evolucionismo, que foi impulsionado pela teoria de Darwin, buscava descobrir as leis uniformes da evolução
humana. Segundo os evolucionistas, a mente humana possuiria um funcionamento uniforme, desta forma todas as
sociedades humanas teriam que passar obrigatoriamente pelos mesmos estágios obrigatórios e sucessivos. Através
da comparação entre os diferentes costumes dos povos, buscavam esclarecer este caminho percorrido pela
evolução humana. A crítica de Boas residia na metodologia usada pelos evolucionistas. Para Boas não era possível
apresentar provas de que o mesmo fenômeno cultural necessariamente se desenvolveria em todos os lugares da
mesma forma. Era uma pretensão muito grande tentar analisar a evolução em todas as sociedades humanas.

Difusionismo: Também não é um conceito criado por Boas, mas semelhante ao conceito de evolucionismo, faz-se
necessário entendê-lo, pois é outra teoria que dialoga com os estudos boasianos. A teoria difusionista é semelhante
a teoria evolucionista, contudo seu peso explicativo reside na ideia de difusão cultural.

Diferente dos evolucionistas que acreditavam que os fenômenos culturais semelhantes haviam se desenvolvido em
regiões geográficas distantes devido ao único caminho evolutivo da raça humana, os difusionistas acreditavam na
existência de uma difusão de elementos culturais entre esses mesmos lugares seja através do comércio, guerras ou
viagens. Certos autores difusionistas acreditavam que o Egito antigo foi o grande centro de difusão cultural, que a
partir dele a civilização humana teria se irradiado por todo o globo.

Particularismo Histórico: Esta era a teoria dada por Boas como alternativa para o evolucionismo. Seu fundamento
estava na ideia de que para se obter uma compreensão mais geral das culturas era necessário iniciar o estudo pelo
particular. Vemos então que este método pode ser descrito como sendo empirista e diacrônico.

Para Boas, a história da civilização humana não poderia ser entendida exclusivamente através de uma necessidade
psicológica que levaria a uma evolução única da mente humana. Era necessário entender primeiramente a história
cultural de cada grupo, perceber suas influências internas e externas pela qual passaram para então entendê-los.
Seria impossível entender a história de um povo somente se baseando em um único sistema evolucionário.

Cultura: Para Boas a cultura era o elemento explicativo da diversidade humana. No sentido norte americano, cultura
se torna um conceito mais abrangente do que o conceito de sociedade. A cultura no caso seria tudo que os seres
humanos criaram inclusive a sociedade. É importante frisarmos que Boas usa o termo culturas devido a sua teoria
do relativismo cultural, pois segundo ele cada povo possuiria uma singularidade cultural. Diferentemente vemos o
termo cultura (aqui no singular), usado pelos evolucionistas, pois segundos estes teóricos, a cultura humana seria
única devido ao seu desenvolvimento unilinear. De maneira resumida, Boas entendia a cultura como a lente pela
qual cada um de nós enxerga a sociedade e pela qual estaríamos presos à ela através dos grilhões da tradição.

Raça: Para Boas, o conceito de raça na verdade seria uma classificação não científica dos traços físicos superficiais
que possuímos. Vemos em seus textos que Boas não faz uso do termo raça, mas do termo formas corporais. A ideia
de raça na verdade era uma construção de tipos ideais locais baseados em características físicas semelhantes,
sendo estes retirados de localidades comuns. Porém Boas ressalta que por mais fisicamente semelhantes um grupo
de pessoas seja, haverá inúmeros indivíduos na qual esta descrição não poderia caber.
Antropologia, focada em sujeito e objeto – que precisamente é o homem – e na percepção intelectual de
identidade à qual remete, é pertencimento[1] enquanto perspectiva de compreender o outro, traz a ideia de
transferência, maneira prudente e adequada de colocar-se na situação do outro e vivenciar, simplesmente
vivenciar.

É multifacetado ao ponto de envolver choques culturais que podem conduzir à equivocadas conclusões
etnocêntricas impróprias e inadequadas ao estudo isento e bem aparelhado intelectualmente, perdendo-se em
críticas inoportunas e desrespeitando parâmetros de estudo baseados – por sua vez – em críticas que visam
aprender com si próprias; melhor, que permitem estudar para criticar e aprender com a crítica.

O texto de Roberto Da Matta expõe o senso comum a traduzir a Cultura ou tentando conceituá-la, em determinado
ponto na perspectiva rasa ligada a estilo de vida, modismo, condição social etc., associado a grau ou nível, ou seja,
vai adquirir conceitos que não são realmente certos. Mistura a condição social ou situação de vida, permite a
hierarquização e, com isso, conduz e constrói a exclusão social.

Para ser Cultura, precisa estar viva, pulsar em determinada sociedade. É concebida pela vivência quando a pessoa
mergulha na cultura através dos laços familiares inicialmente, depois pela igreja, sociedade e todos os meios de
interação social, incluso aqui as leis que normatizam e regem a vida em comum.

Quando DA MATA (1986, pg. 02) introduz sua reflexão, induz dois usos de uma mesma palavra de modo a
apresentar algumas noções sobre cultura, não como uma simples palavra, mas como categoria intelectual[2].

Diante do comentado – baseado em senso comum –, traz o sentido mais comum, “ ‘cultura’ como sinônimo de
sofisticação, de sabedoria, de educação no sentido restrito do termo” e complementa se referindo ao “estado
educacional” de uma pessoa que pode ser medido pela quantidade de livros que lê ou pela instituição de ensino na
qual tenha estudado, “Cultura aqui é equivalente ao volume de literatura, ao controle de informação, aos títulos
universitários e chega até mesmo a ser confundida com inteligência”. (DA MATTA, 1986. Pg. 02).

Cult: Conjunto de crenças, costumes, maneiras e formas de pensar e agir de um determinado povo ou
comunidade. A cultura brasileira, como parte intrínseca ao processo de desenvolvimento da sociedade,
vive a diversidade inerente aos processos de formação de seu povo. A questão da identidade é marcada
pela pluralidade que envolve cultura, economia, artes, tecnologia, ciências, dentre outros elementos
constitutivos da sociedade.

Relativismo: é uma perspectiva da antropologia que vê diferentes culturas de forma livre de


etnocentrismo, o que quer dizer sem julgar o outro a partir de sua própria visão e experiência.
... Relativizar é deixar o julgamento de lado, assim como se afastar da sua própria cultura a fim
de entender melhor o outro.