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Análise Crítica – The Giver (disponível na Netflix)

Sinopse.

Somos presentados a uma comunidade aparentemente perfeita, onde predomina um sistema


onde os indivíduos são tratados da mesma forma. Não há guerras, sofrimento, diferenças, nem
mesmo a concepção de morte e amor. No entanto, não existem experiências passadas na
memória das pessoas que vivem nessa comunidade. Todas as memórias são guardadas por um
jovem que acaba se rebelando quando percebe coisas erradas praticadas dentro da
comunidade.

Pelo trailer já percebemos o estilo em que o filme se enquadrada. O drama social apresentado
não é novo, já vimos adolescentes lutando para a sua liberdade em Jogos Vorazes e
Divergente. Com menos ação, propõe mais profundidade filosófica e esotérica nos signos
apresentados durante todo o filme. Com a exclusão e o bloqueio das memórias de seus
cidadãos, a comunidade faz crer que a conformidade é a base para o contentamento. Apesar
disso, seus habitantes vivem em perfeita harmonia. O difícil agora é achar um objetivo heroico
suficiente para o personagem principal, Jonas, o recebedor das memórias. Daí então o objetivo
maior nasce na virada do primeiro ato para o segundo, e num disparo dramático, Jonas vai ter
que decidi o que fazer.

Com a rápida ajuda de mais algumas memórias, em trechos onde aparecem fotos e vídeos de
momentos históricos, Jonas as vivencia de forma extremamente rápida, e por isso mesmo sua
atitude não convence pela razão, mas pela emoção, mas que ao final acaba dando certo, ou
não, logo que podemos refletir se a virada de comportamento dos habitantes, agora com suas
memórias de volta serão de paz ou de guerra. As ideias e os sentimentos dos habitantes
retornam, e agora se constrói uma nova comunidade, muito parecida com a nossa sociedade.
O suposto “caos” que se instalaria na comunidade com Jonas atravessando a barreira mágica
que encobre a cidade se inicia quando ele se encontra de frente a uma casa onde há uma
celebração pagã do natal. Biblicamente falando, o filme diz que esse falso “reino de Deus” que
se alojou na Terra, sendo representado por essa comunidade no topo de uma montanha, deve
aceitar viver no conflito sem solução criado pela humanidade.

A mensagem que o filme tenta passar, e até mesmo todo seu simbolismo, é bastante flexível
de se trabalhar dentro de um longa-metragem. Há inúmeras maneiras de plantar signos, seja
sobre religiosidade ou sistema totalitário que converse com a sociedade atual, e fazer com que
o público interprete da melhor maneira possível. Mas o que não adianta é um filme querer
passar uma mensagem de forma metafórica com uma história que não surpreende. Ambos
devem conversar e convencer.

Apesar disso, a fotografia do filme é incrível. O modo como é utilizado as cores em preto e
branco no começo do filme, onde o personagem central ainda não recebeu as memórias, e
onde ainda o caos não penetrou (literalmente) fecha a ideia sobre o sistema estabelecido na
comunidade, e na medida em a diversidade penetra tudo fica colorido e o ápice acontece com
a entrada do caos.

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